MEMORIA 2011
MUSEO PAZO DE TOR

Rede Museística Provincial Area de Cultura Excma.
Deputación Provincincial de Lugo




 REDE MUSEÍSTICA GAÑADORA DOS V PREMIOS
 SOLIDARIOS ONCE-GALICIA NA CATERGORÍA
 “ACCESIBILIDADE UNIVERSAL”
Museo Pazo de Tor




INDICE


1. LIMIAR ................................
          ................................................................................................
                                                                          ................................................ 3

2. ESTADÍSTICA ANUAL DE VISITANTES ........................................................... 4
                                                                   ...........................

3. PROGRAMA ARQUITECTÓNICO ................................................................ 10
                                                           ...................................

4. PROGRAMA DIDÁCTICO ................................................................
                                                      ................................................ 11

       4.1. ACTIVIDADES ESCOLARES ............................................................... 11
                                                                  ...............................

       4.5. OBRADOIROS DE VERÁN ................................................................ 13
                                                                ...................................

       4.6. OBRADOIROS DE NADAL ................................................................ 19
                                                                ...................................

5. PROGRAMA DE ACCIÓN CULTURAL............................................................ 25
                                                              ............................

       5.1. PREMIOS E DISTINCIÓNS 2011 .......................................................... 25
                                                                       ..........................

       5.2. PROGRAMA INTERXERACIONAL ................................
                                     ...................................................... 26

       5.3. SEMANA DOS MUSEOS ................................................................
          .                                                   ...................................... 27

       5.4. PROGRAMA MUSEOLOXÍA SOCIAL ................................
                                       .................................................. 30

       5.5. PROGRAMA DE EXPOSICIÓNS .......................................................... 49
                                                                    ..........................

       5.6. TEATRO ................................
                   ................................................................................................ 62
                                                                                   ................................

       5.7. CONCERTOS ................................
                      ........................................................................................ 63
                                                                                      ........................

       5.8. CINE ................................
                 ................................................................................................
                                                                                 ...................................... 64

       5.9. POLAFÍA NO PAZO DE TOR ............................................................... 66
                                                                   ...............................

       5.10. REUNIÓN COAS ASOCIACIÓNS CULTURAIS DEPORTIVAS DA
       COMARCA DA ZONA SUR ................................................................
                                                           ......................................... 69

       5.11. PROGRAMA DE RECURSOS DIDÁCTICOS ................................ 69
                                             .....................................

       5.12. PROGRAMA DE PRÁCTICAS DO MÁSTER DE SERVIZOS
       CULTURAIS ................................
                  ................................................................................................ 70
                                                                                  .................................

       5.14. PROGRAMA DE CONFERENCIAS ................................
                                      .................................................. 183

6. PROGRAMA DE CONSERVACIÓN ............................................................... 184
                                                            ...............................



                                                                                                                               1
Museo Pazo de Tor


7. PROGRAMA DE COLECCIÓNS ................................................................ 184
                                                          ....................................

8. PROGRAMA DE PERSOAL ................................................................
                                                       ........................................... 184

9. PROGRAMA ECONÓMICO................................................................
                                                     ............................................ 184

10. PUBLICACIÓNS ................................
                 ........................................................................................... 184
                                                                                 ...........................




                                                                                                                   2
Museo Pazo de Tor


1. LIMIAR

       Convén lembrar que o Pazo de Tor está na zona de Monforte de Lemos,
unha zona especialmente carismática no pasado que garda testemuña do seu
esplendor en magníficas construcións civís e relixiosas, entre as que o Pazo de
Tor é un magnífico exemplo e digno merecedor de eloxios. Non obstante, o Pazo
de Tor non está na capitalidade de Monforte de Lemos, senón na parroquia de
Tor.

       O museo Pazo de Tor é un edificio no que a historia se parou e que te
agarda tras a súas portas para sorprenderte co legado da súa propietaria, todo elo
disposto sobre unha escenografía que retrata a vida cotiá, pero sen esquecer o
    osto
luxo e a opulencia dunha familia de avoengo, amiga do valioso e con especial
                                                          oso
gusto para exquisiteces artísticas e os luxos máis refinados.
                     es

       A historia deste pazo arrinca coa liñaxe dos Garza no século XIV e a súa
                                                              éculo
posesión mantívose en mans dos seus descendentes directos ata a súa
              vose
derradeira propietaria dona María de la Paz Taboada y Zuñiga que fixo doaz da
                                                                      doazón
propiedade a Excelentísima D
      dade                 Deputación Provincial de Lugo.

       O museo Pazo de Tor fuxe do concepto de museo decimonónico e
          useo         Tor
almacén de obxectos, porque sabe que ten que camiñar acorde aos tempos e
afrontar una museoloxía atractiva e que enganche e cautive a todos o públicos.
                                                                   os
De tal xeito que oferta un amplo abano de actividades, dend as meramente
                                                       dende
lúdicas, didácticas, pedagóxicas para inculcar aos nenos o respecto polos museos
e polo noso patrimonio histórico
                       histórico-artístico, tamén actividades culturais sendo o
                                          ,
continente que acolle o contido de iniciativas culturais como Polafía, sen esquecer
a puxanza das novas tecnoloxías na nosa sociedade, e abríndose a organizar
xornadas de difusión e coñecemento das novas redes sociais: Facebook, Twitter,
Flickr, Linkedin, etc.




                                                                                      3
Museo Pazo de Tor


2. ESTADÍSTICA ANUAL DE VISITANTES.

Xaneiro    Nº total de visitantes   195

           1 grupo adultos            60

           Visitas individuais      135

Febreiro   Nº total de visitantes   112

           Visitas individuais      112

Marzo      Nº total de visitantes   218

           1 grupo adultos            20

           Visitas individuais      198

Abril      Nº total de visitantes   304

           Visitas individuais      304

Maio       Nº total de visitantes   580

           4 grupos escolares       190

           4 grupo adultos          146

           Visitas individuais      244

Xuño       Nº total de visitantes   481

           5 grupos adultos         258

           Visitas individuais      223

Xullo      Nº total de visitantes   464

           2 grupos adultos           81

           Visitas individuais      383

Agosto     Nº total de visitantes   879

           1 grupo adultos            25


                                                               4
Museo Pazo de Tor


            Visitas individuais      854

Setembro    Nº total de visitantes   577

            4 grupos adultos         169

            Visitas individuais      408

Outubro     Nº total de visitantes   581

            1 grupos adultos          37

            Visitas individuais      544

Novembro Nº total de visitantes      351

            2 grupos adultos         148

            Visitas individuais      203

Decembro    Nº total de visitantes   196

            Visitas individuais      196

Total visitantes anuais              4938




                                                                5
Museo Pazo de Tor




       Gráfica comparativa dos anos 2010
                                    2010-2011




                  PAZO DE TOR
1000
900
800

700
600
500

400                                                      Ano 2010
                                                         Ano 2011
300

200
100

   0




                                                                    6
Museo Pazo de Tor




                   Por número de visitantes
                                                  879
900
800
700
                               580                      577   581
600
                                      481   464
500
400                                                                  351
                         304
300               218
      195                                                                       196
200         112
100
 0




                               Por idades
                                            2%
                                     7%
                                            1%
                   19%
                                             4%

                                                                           0-
                                                                           10

                                                  21%                      11
                                                                           -
                                                                           14



                   46%




                                                                                        7
Museo Pazo de Tor




                                         Por Procedencias
              1800          1659
              1600            1516

              1400
              1200
              1000
               800
               600
                            325
                400
                                  137 158        278
                200                                           282
                                    29 4           147
                     0                        1134    38 65 29
                                                                 37 9 20 73 87


          LUGO CIDADE                          LUGO PROVINCIA              GALICIA
          ANDALUCIA                            ARAGON                      ASTURIAS
          BALEARES                             CANARIAS                    CANTABRIA
          CATALUÑA                             CASTILLA-LEON               CASTILLA-LA MANCHA
                                                                                    LA
          EUSKADI                              EXTREMADURA                 MADRID
          MURCIA                               NAVARRA                     LA RIOJA
          VALENCIA                             ESTRANXEIROS




                                        Por días da semana

                                                                1123

                                                                                 1438
                                                                                              DOMINGO
                                        613                                                   SABADO
                                                                                              VENRES
                                        632
                                                                                              XOVES
                                   560                                                        MERCORES
                                                                                              MARTES
                                   572
                                                                                              LUNS
    0


0       200           400         600         800     1000      1200     1400       1600




                                                                                                            8
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                    9
Museo Pazo de Tor


3. PROGRAMA ARQUITECTÓNICO

Pintura de fiestras, cornixas galería e ferros dos balcóns.
                     cornixas,

Obras de acondicionamento da nova biblioteca (carpintería, chan cristaleiras)

Instalación eléctrica de alpendres, cocheira e biblioteca.

Iluminación exterior da parte traseira do pazo.

Arranxo de paredes dos aseos públicos e pintura das mesmas.

Servizo Wifi gratuíto ao visitante.

Nova conexión a internet(banda ancha).

Instalación de cámaras de vídeo vixilancia e sistemas de alarma.
                          vídeo-vixilancia

Arranxo ascensor.

Adecuación rampla de acceso as persoas con minusvalía ós aseos públicos.




                                                                                       10
Museo Pazo de Tor


4. PROGRAMA DIDÁCTICO

4.1. Actividades escolares

       Ao longo do curso ofrécese a posibilidade de solicitar dous tipos de visitas:
guiada e con actividade. Para realizar estas visitas é necesario a concertación
previa das mesmas, concertando con departamento de didáctica.

   •   Toribia cóntache (Infantil e Primaria)




   •   Aprendemos a coñecer (Todos os niveis)
   •   Xogando a ser Paleógrafo: Xogo do rapto en Tor. (Todos os niveis)
                                                  Tor.
   •   Twister da división histórica no Pazo de Tor (Todos os Niveis)




   •   Visita de iniciación e descubrimento (Todos os Niveis)
                        ión
   •   Aprendemos a ser: xogo de perso
                                 personaxes (Todos os Niveis)




                                                                                       11
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•   Aprendemos a vivir xuntos (ESO)
•   Aprendemos a facer: Redes de historias (Secundaria e BAC)




•   Aprendemos a facer: Obradoiros de transmisión de saberes. (Todos os
    Niveis)




                                                                               12
Museo Pazo de Tor


4.2 Obradoiros de verán




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Museo Pazo de Tor


        “Enrédate con nós” é o lema desta proposta deste programa de actividades
que pretende enredar, enlear, envolver, engaiolar, enganchar, comprometer…,
pór en rede a todos e todas os que amades os museos e a cultura en xeral.
Propoñemos obradoiros, concertos, visitas guiadas, viaxes, representacións,
                       concertos,
conversas, debates, tertulias, xornadas e mesas redondas, iniciativas para todos
os públicos, desde mozos ata maiores que queiran, que se deixen enredar polos
museos da Rede Museística da Deputación de Lugo. Propoñemos pero tamén
                                                 Propoñemos
agardamos propostas de todos e todas, suxestións, ideas ou maneiras de
entender o patrimonio como ben de todos, como herdanza común a coñecer e
conservar. Un patrimonio común, unha causa común.

        Se nos visita tamén agardamos contribuír ao seu lecer, e de paso, a que
                                                 ao
cada vez que se achegue a este ou aos outros museos da Rede poida percibir
esa sensación de satisfacción que sentimos cando sentimos o de todos como
noso.


OBRADOIROS PARA RAPACES E RAPAZAS: O son de Tor

19 de xullo de 2011

Concerto-obradoiro

Mestre: Andrés Díaz

Obxectivos: Dar a coñecer o mundo da música antiga e dos seus instrumentos a
través dos exemplares de instrumentos antigos de tegra que forman parta da Sala
de Música do Pazo de Tor.




                                                                                    14
Museo Pazo de Tor




20 de xullo de 2011

Obradoiro     de   pequenos   instrumentos   da   nosa   música   tradicional
Mestre: Xavier Blanco.

Obxectivos:    Faremos    unha    montaxe    de   instrumentos    despezados
(semiconstrución), aprendendo a tocalos.




                                                                                15
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24 e 25 de agosto de 2011

Actividades con códigos QR, graffitis e música hip hop. Xogo de realidade
alternativa
Obxectivos: Nesta segunda parte de “O son de Tor” abarcaremos os ocos dos
sons actuais e todo o relacionado con eles. Falaremos da cultura hip hop, tocando
varios aspectos desta. Como remate, os rapaces participan nun xogo de realidade
                                       rapaces
alternativa no que terán que desvelar un misterio coa axuda das novas
tecnoloxías e do seu enxeño.




                                                                                    16
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ROTEIRO IRMANDIÑO

      Reunión cos viaxeiros procedentes do Museo Provincial do Mar de San
Cibrao e cos que iniciaron a viaxe no Museo Pazo de Tor. Poñeremos en práctica
as nosas capacidades e habilidades para recrear as guerras irmandiñas.

  A REVOLTA DOS IRMANDIÑOS E OS
   SEUS ALIADOS DE SAN CIPRIÁN E
       MONFORTE DE LEMOS




                                                                                   17
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I XORNADAS: Museos, as Redes Sociais como xeneradoras de cambios.




                                                                          18
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4.3 Obradoiros de Nadal




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                    21
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b



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5. PROGRAMA DE ACCIÓN CULTURAL

5.1. Premios e distincións 2011

A Rede Museística gañadora dos V Premios Solidarios ONCE GALICIA na
        useística                                   ONCE-
categoría “Accesibilidade Universal”.

       Os presidentes da Xunta e da ONCE entregarán os galardóns o próximo mes de
xaneiro.

       Padre Rubinos, Manuel Aguilar Convivir en Igualdade, de Radio Galega a Rede
                             Aguilar,                                Galega,
de Museos Provincial de Lugo e Turismo Accesible de Arousa Norte son os galardoados

       A Institución benéfica Padre Rubinos da Coruña, o director da Obra Social de
                                                     ,
Novacaixagalicia, Manuel Aguilar a Rede Provincial de Museos de Lugo; Turismo
                         Aguilar;              ial
Accesible da Mancomunidade de Municipios de Arousa Norte e o programa Convivir en
Igualdade de la Radio Galega, recibirán os galardóns correspondentes á V edición dos
                      Galega,
Premios Solidarios ONCE-Galicia. A unha reportaxe publicada no Suplemento dominical
                        Galicia.                  publicada
do Diario de Pontevedra foille outorgada unha mención especial do Xurado.

       O Xurado dos V Premios Solidarios ONCE Galicia fallou estes galardóns onte,
                                         ONCE-Galicia
festividade de Santa Lucía no Hotel NH Atlántico da Coruña, recoñecendo así o l
                     Lucía,                               ,                   labor,
as iniciativas e as accións de persoas, institucións e entidades que máis se distinguiron
polos seus esforzos a favor da igualdade, a integración social e a accesibilidade
universal das persoas cegas ou con outras minusvalideces e dos máis desfavorec
                                                                    desfavorecidos.

       Na categoría de Accesibilidade universal o Xurado concedeu senllos galardóns á
Rede   Museística   Provincial   de   Lugo   e   á   iniciativa   de   Turismo   Accesible   da
Mancomunidade de Arousa Norte. O Xurado destacou o programa institucional
                        Norte.
inclusivo Pelexamos polo posible, loitamos polo visible, que desenvolve dende 2008 a
                       o
Rede Museística Provincial de Lugo, que engloba os Museos Provincial (
                                  ,                                  (Lugo), do Mar
(San Cibrao), de Tor (Monforte e Fortaleza San Paio de Narla (Friol).
                      Monforte)                                    ).

       A xuízo do Xurado, o labor desenvolvido pola Rede de Museos Provinciais de
Lugo denota unha importante sensibilización e esforzo ao desenvolver un paquete
integral de actuacións de accesibilidade universal en lugares emblemáticos, como son
os edificios que albergan os museos, ao tempo que normalizou eficazmente a
participación do colectivo de persoas con minusvalidez en todas as actividades
programadas.

       O Xurado estivo formado por Dores Venancio, presidenta do Consello Territorial
                                                 ,
de ONCE-Galicia; Coro Piñe
                      Piñeiro, Secretario Xeral de Política Social de la Xunta de

                                                                                                  25
Museo Pazo de Tor


Galicia; Manuel Martínez Pan Delegado Territorial de ONCE-Galicia; Anxo Queiruga,
                         Pan,                             Galicia;
Presidente do Cermi-Galicia o presentador de TV Paco Lodeiro e os xornalistas Tino
                    Galicia;
Santiago, Pablo Portabales Antón Luaces e Ernesto Sánchez Pombo.
                Portabales,                                    .

Os galardóns entregaranse a finais do próximo mes de xaneiro na Coruña nunha Gala
                                                                Coruña,
presidida polos presidentes da Xunta e da ONCE

5.2. Programa interxener
                     neracional

      A través deste programa o que pretendemos é o coñecemento duns
medios artesáns que forman parte da nosa cultura e que tende a desaparecer
ante os novos procesos industrial e tecnolóxicos.




                                                                                       26
Museo Pazo de Tor


5.3 Semana dos museos




ç




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Museo Pazo de Tor


      O sábado, 14 de maio, celebramos a Noite dos Museos , o martes, 17 de
maio, o Días das Letras Galegas, e o mércores, 18 de maio de 2011
                        Galegas,
conmemoramos, coma se vén facendo desde 1977, o Día Internacional dos
Museos en todos os museos xestionados pola Rede Museística que depende da
Área de Cultura da Deputación de Lugo.

      O Comité Consultivo do ICOM,           Consello Internacional de Museos,
asociado á UNESCO, propón cada ano un tema que os museos poden utilizar
para valorizar a súa posición no seo da sociedade, escollendo para este 2011 o
                                                   escollendo
lema Museo e Memoria.
                    .

      Cos obxectos que conservan, os museos recadan historias e transmiten a
memoria das comunidades nas cales vivimos. Estes obxectos son expresións do
noso patrimonio natural e cultural. Moitos deles son fráxiles ou, ás veces,
atópanse en situación de perigo, e necesitan ser conservados con moito coidado.
O Día Internacional dos Museos dará a oportunidade aos seus visitantes de
descubrir e redescubrir a súa memoria individual e colectiva.

      Baixo o mesmo lema do Día Internacional dos Museos os museos
europeos teñen na noite do día 14 de maio a Noite dos Museos, unha celebración
           ñen
que este ano patrocina por primeira vez o ICOM, e que propón prestar atención a
temas como o coidado e acceso ás coleccións e documentos, a historia dos
              oidado
museo, a memoria esquecida e a relación entre a memoria, a comunidade e a
                               relación
identidade, incluíndo a identidade familiar. A actividade central deste celebración
é o programa multimedia “A Piece of the Story” (Un pedazo de historia) para
compartir unha historia fascinante ou extraordinaria sobre unha obra concreta de
                                                     sobre
calquera museo.

      En cada un dos museos da Rede Museística pretend mos, coas propostas
                                               pretendimos,
que lle fixemos para conmemorar estas dúas datas, animalos a achegarse ao
            mos
máis próximo, ao que sinta como seu, que tire proveito das actividades e, ao
tempo, que percibe que a súa memoria, a persoal e a colectiva, a cultural, a
artística e a histórica, non d
                             deixarían pegada se non existísemos os museos.




                                                                                      28
Museo Pazo de Tor


VISITA ILUMINADA. Convidámos a participar nesta visita guiada nocturna,
                . Convidámos
seguindo unha inciativa dos museos europeos que chama a atención sobre os
obxectos exposto e a memoria, e sobre a experimentación de diferentes
sensacións á hora de achegarse a un museo
                                    museo.

Os obxectos da memoria / A memoria dos obxectos

Todos os días, desde o 14 ao 21 de maio (ambo incluídos)
                                        (ambos

      Os museos conservan obxectos que foron usados na vida cotiá doutras
épocas e que nos permiten saber cómo se vivía no pasado.

      Propuxemos aos visitantes que escoll an algún obxecto actual, de uso
             mos                    escolleran
normal e regular na súa vida, que teña algun a relación coas coleccións do
                                       algunha
Museo Pazo de Tor para buscar entre os obxectos expostos aqueles doutras
épocas que cumpriron a mesma función para os nosos devanceiros.              Cos
obxectos que apareceron tivemos unha magnífica desculpa para ver con outros
                  ceron
ollos o museo.

Obradoiro Atlas da memoria dos museos por Adriana López e Mara
Rodríguez

      Atesouramos memoria a través das diferentes percepcións           que nos
achegan os sentidos: a vista, o tacto, o olfacto e o oído. Propoñemos unha
actividade, un xogo, no que valéndonos de diferentes pezas representativas do
museo, e a través das percepcións, dos estímulos e interrogantes que nos
provoquen, elaborar un atlas do museo que, ao tempo, mapa a mapa, palmo a
palmo, reconstrúa tamén a memoria de todos nosoutros.

      Obradoiro Tendal das letras a cargo de Silvia Aldariz Quintela

      Durante toda a xornada realizarase unha exposición que remora a historia
do Día das Letras Galegas desde o dedicado a Rosalía de Castro en 1963 ata o
deste 2011 para honrar a Lois Pereiro. O Tendal das letras é un arame físico onde
pendurar a memoria, onde enxugar os perigos que ameazan a nosa lingua.




                                                                                    29
Museo Pazo de Tor


      Percorrido polas nosas letras e homenaxe a Lois Pereiro, c
            rido                                               conferencia
con proxección arredor da historia e dos persoeiros homenaxeados no Día das
letras galegas desde 1963 ata 2011

  Memorias de mulleres de aquí e de acolá

Vídeo-proxección e mesa de debate con Joselyn Ruíz
      proxección

5.4 Museoloxía social

Día Mudial do Alzheimer

      A Vicepresidencia primeira da Deputación de Lugo, Áreas de Cultura e
Turismo e Benestar Social, a través das museos integrados na Rede
Museística e en colaboración con AFALU (Centro de Día de Alzheimer e
outras Demencias Neurodexenerativas), súmanse aos actos conmemorativos
do Día Internacional do Alzheimer 2011 cunha programación e
                                                          específica coa
que se pretende a sensibilización social arredor desta doenza que ten na
memoria, no deterioro da memoria e das función cognitiva, condutora e
motora as principais consecuencias. Os museos son, precisamente, espazos
de acordanza, lugares onde se custodia a memoria do noso pasado,
institucións onde se pode estimular, e de feito así é, a recuperación dunha
facultade tan fundamental para a nosa vida como é traer ao presente os
obxectos dun tempo xa vivido.

      Proxección a cargo de AFALU (Centro de Día de Alzheimer e outras
                                             Día
Demencias Neurodexenerativas), da película: Bicicleta, Cuchara, Manzana,
guión e dirección de Carles Bosch.

      Sinopse.-No outono de 2007 a Pasqual Maragall diagnostícaselle
               No
Alzheimer. Superado o golpe inicial, el e a súa familia inician unha cruzada
contra a enfermidade e, desde o primeiro paso, esta película convértese en
testemuño de excepción. Con intelixencia, sinceridade e bo humor, Maragall

                                                                                30
Museo Pazo de Tor


déixase retratar xunto á súa familia e os médicos para deixar constancia do
día a día da súa loita persoal. Dous anos de seguimento a un paciente
excepcional disposto a que os científicos atopen curación antes de que a
cifra de 26 millóns de enfermos no mundo se multiplique por dez. Unha
   ra
película dura pero optimista a pesar de todo.




                                                                               31
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Museo Pazo de Tor


Día Internacional da Loita contra a violencia de xénero

      O 25 de novembro f declarado día Internacional contra a Violencia cara á
                       foi
muller no 1º Encontro Feminista de Latinoamérica e do Caribe celebrado en
Bogotá en xullo de 1981.
      Neste encontro as mulleres denunciaron a violencia de xénero a nivel
doméstico e a violación e o acoso sexual a nivel de estados incluíndo a tortura e
os abusos sufridos por prisioneiras políticas.
      Elixiuse o 25 de novembro para conmemorar o violento asasinato das
irmás Mirabal (Patria, Minerva e Maria Teresa), tres activistas políticas asasinadas
o 25 de novembro de 1960 pola policía secreta do ditador Rafael Trujillo na
República Dominicana.
      Os seus cadáveres esnaquizados apareceron no fondo dun precipio. Para
o movemento popular e feminista de República Dominicana historicamente estas
mulleres simbolizaron a loita e a resistencia.
                  ron
ACTIVIDADES

Visita guiada: Itinerario en feminino. Durante toda a xornada do 25 de novembro,
                             feminino.
en horario de apertura.




Entrega aso visitantes da Unidade Didáctica: Contra a violencia de xénero nos
museo da Rede Museística. Durante toda a xornada do 25 de novembro, en
                          Durante
horario de apertura. Actividade ba
                                baseada na Lenda da dona da Torre un relato da
                                                            Torre,
tradición oral onde aparece explícita a violencia física e moral nun tempo afastado
que en moitos aspectos, coma este da violencia de xénero) semella ser actual.
                                                  xénero)



                                                                                       34
Museo Pazo de Tor




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                                                                        35
Museo Pazo de Tor


Día da muller traballadora

      O oito de marzo serviu para visibilizar as loitas e demandas que
significaron avances na vida de millóns de mulleres creando novas formas de
pensamento. Dende a Área de Cultura da Deputación de Lugo, a través da Rede
Museística, decidimos organizar unha programación con distintas experiencias,
compartindo sempre un obxectivo en común: o desexo de superar a violencia e a
pobreza e construír o mundo que queremos. Baseado na paz, xustiza , liberdade,
igualdade e solidariedade.

      Por segundo ano consecutivo tres dos Museos da Rede Museística (Museo
San Paio de Narla, Museo Pazo de Tor , Museo Provincial do Mar) seguindo a
programación estratéxica presentada pola Xerencia en xullo do 2007 na
Deputación Provincial de Lugo. E tendo en conta o sinalado na Lei Orgánica
                         Lugo.
3/2007, que establece no seu artigo 26.2 que os distintos organismos , entes e
demais estruturas das administracións públicas que, de modo directo ou indirecto,
configuran o sistema de xestión cultural desenvolverán as seguintes actuacións:
                                         desenvolverán
1.- Adoptar iniciativas destinadas a favorecer a promoción específica das mulleres
na   cultura   e    combater    a   súa   discriminación   estrutural   e/ou   difusa.
2.- Políticas activas de axuda á creación e produción artística e intele
                                                                  intelectual de
autoría feminina.

      Para levar a cabo os seguintes obxectivos, preparamos un amplo programa
para o mes de marzo, que xirará en torno as perspectivas de xénero sobre
patrimonio cultural e museos.

ITINERARIO FEMININO POLA REDE: PEZAS E LENDAS DE MULLERES

Visitas guiadas nun percorrido en feminino polas coleccións do museo.




                                                                                         36
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Museo Pazo de Tor




                     EXPOSICIÓN CARLOS VALCÁRCEL




II XORNADAS MULLER E IGUALDADE: PERSPECTIVAS DE XÉNERO SOBRE
PATRIMONIO CULTURAL E MUSEO: MULLER E DEREITOS



MULLER NA HISTORIA, HISTORIA DE MULLERES: VS. AUSENCIA
                                        :
Conferencia e obradoiro sobre creatividade feminina en Tor.


• Inauguración da mostra: "Os meus ollos, as túas mans" en Tor:



                                                                                      38
Museo Pazo de Tor


      Conformada por un conxunto de ilustracións coa temática do xénero e a
pobreza. Plasma a visión (ollos) sobre a cooperación das voluntarias de
                  visión
IMPLICADAS, plasmada polas mans de varias ilustradoras.




                                                                               39
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Día internacional das persoas co discapacidade




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Museo Pazo de Tor


Obradoiros Arte e parte: O desafío de voar coas propias ás:

Obradoiro de sensibilización para todo tipo de públicos.

Imparten a psicóloga e especialista en Arte
                                       Arte-Terapia, Adriana Pazos Ottón
                                                                   Ottón,
directora de Aulaideas, e Encarna Lago, xerente da Rede Museística
                      ,               ,

Concepto:

Se algo caracteriza á arte é a súa capacidade de anular barreiras e fronteiras do
tipo que sexan. A creatividade e a sensibilidade teñen carácter universal e
converten á arte en vía de comunicación e socialización máis aló de calquera
diferenza.

Con este obradoiro pretendemos crear un espazo no que se contemple a
posibilidade de integrar plenamente a diversidade en todos os seus ámbitos.

Porque a creatividade é unha capacidade inherente a todo individuo.

Estas xornadas tamén teñen un carácter reivindicativo. Preténdese concienciar
                                       reivindicativo.
sobre as capacidades e posibilidades creativas das persoas con diversidade
funcional.

“Dáseme ben contar o que vexo e escoito. Pinto moi mal cos pinceis, pero pintar
con palabras dáseme mellor” Carmen Soria: escritora, autora do libro “Manifiesto
Saltamontes”. Residente no Centro de Atención a Persoas Discapacitadas
(CAMF) de Leganés.

Todos expresámonos a diario sen pensar se somos ou non capaces de facelo,
pois faremos desta capacidade universal un momento para a distensión e a
                              universal
experimentación propondo diferentes desafíos onde cada individuo poderá
achegar a súa propia capacidade creativa nun obradoiro para ver, sentir, escoitar,
expresar e compartir.

Metodoloxía:

O obradoiro concíbese de forma multivectorial, xerando diferentes estímulos de
participación.




                                                                                     43
Museo Pazo de Tor


1. Presentación: Daremos comezo á actividade cunha presentación na que se
               :
incide e invita a descubrir de qué forma cada un dos seres humanos son creativos
nalgún modo. Na actualidade recoñécese que a creatividade non está restrinxida
unicamente a seres excepcionais, e atópase como un potencial en cada persoa
sen excepción.

2. Nunha segunda instancia exponse dúas dinámicas paralelas:

   •   Monotipia: Unha experiencia plástica utilizando a técnica da Monotipia:
                                   plástica
       variedade de impresión única; só sae unha boa reprodución de cada
       lámina. O artista debuxa sobre calquera superficie lisa, utilizando óleo,
       acuarela, ou tinta. Créase a imaxe pintándoa sinxelamente sobre a
       superficie da lámina. A continuación aplícase o papel sobre a lámina e a
               ie
       imaxe quedará transferida, fregando o dorso do papel. A técnica dános un
       resultado de “mancha libre” susceptible de ser interpretada. Cada un dos
       participantes creará unha impresión plástica.
   •   Imaxes, palabra e emoción: Visionado dunha presentación de contidos
                         emoción:
       multimedia en relación co tema da diversidade funcional e a capacidade
       artística. Os vídeos presentados servirán de movilizador de emocións e
                       deos                         movilizador
       vehículo dunha dinámica na que pretendemos xérense palabras,
                                                  xérense
       verbalizadas e escritas, en relación ás impresións que nos causan as
       imaxes e o traballo dos compañeiros artistas que realizan a parte plástica.

3. Conclusión: A experiencia compartida dará como resultado unha ruta de voo,
a expresión do noso voo individual, un transcurso de tempo vivenciado na arte,
que quedará plasmado na suma cualitativa de cada unha das obras plásticas e
emocións, escritas, impresas e ganduxadas nunha única traxectoria de voo: A
creatividade compartida dunha arte sen b
                                       barreiras.




                                                                                      44
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.




                        45
Museo Pazo de Tor


Convivencia co colectivo social “Raiolas”

      Presentación das memorias e novas iniciativas do Departamento de
Capacidades Diferentes e Accesibilidade, neste programa que se desenvolve
dentro do proxecto “Museos sen límites, atópaste no teu museo”, deseñado
exclusivamente para o colectivo de autistas, levan participado ata o de agora 40
   lusivamente
afectados de toda Galicia, que realizaron as visitas sempre en grupos reducidos.

      Tratase de promover as condició
                             condicións para a liberdade e igualdade do
individuo, eliminando os atrancos que impiden o acceso á cultura en calquera dos
foros nos que esta se des
                      desenvolve.




                                                                                     46
Museo Pazo de Tor


Albúm da memoria compartida

       Traballamos coa memoria e as reminiscencias: a primavera, o verán, o
outono e o inverno da vida. Rematamos a actividade facendo unha fornada de
pan.




                                                                                47
Museo Pazo de Tor


Reunión cos colectivos afectados e presentación das memorias e novas
iniciativas do Departamento de Capacidades Diferentes e Accesibilidade
                                                        Accesibilidade.




                                                                               48
Museo Pazo de Tor


5.5 Exposicións

“A ARTE DE SER MULLER NUN MUNDO POR COMPARTIR”




                                                                     49
Museo Pazo de Tor


       Este proxecto nace no Museo Pazo de Tor, onde se reuniron unha serie de
críticas da arte e responsables de varios museos de toda Galicia e decidiron crear
algunhas iniciativas destinadas a saltar as barreiras da desigualdade de xénero e
loitar por facer máis visibles ás mul
                                  mullerers en todos os ámbitos.




       A exposición levouse a cabo nos tres museo da Rede, expoñendo cada
semana duas artistas, así dende o mes de agosto ata o mes de novembro. As
artista participantes foron:

                                                         SALA DE COLOCACIÓN
                                   ARTISTAS
                                                         Tor San Paio Mar
                                  Sabela Arias            U       H     SE
      1 ao 9 de agosto
                                 Montse Rego               I         H        SE
                                  Julia Ares               U         H        SE
     9 ao 18 de agosto
                                Yolanda Dorda              I         H        SE
         19 ao 27 de            Mª José Santiso            U         H        SE
           agosto                  Ana Costas              I         H        SE
     28 de agosto ao 5         Cristina Fernández          U         H        SE
       de setembro             Dolores Guerrero             I        H        SE
          6 ao 14 de            Paula Cabaleiro             I        H        SE
          setembro               Renata Otero              U         H        SE
         14 ao 22 de             Carmen Llonín             I         H        SE
          setembro               Rebeca López              U         H        SE
      23 de setembro            Estefanía Novo             U         H        SE
      ao 1 de outubro             Ruth Núñez               I         H        SE
          2 ao 10 de              Xedes Peón               U         H        SE


                                                                                       50
Museo Pazo de Tor



          outubro               Elena Pendás             I        H        SE
        11 ao 19 de             Marta Prieto             U        H        SE
         outubro              Magdalena Seijas           I        H        SE
        20 ao 28 de            Paula Salinas             I        H        SE
         outubro                Noa Persán               U        H        SE
     29 de outubro ao       Mª Jesús P. Carballo         I        H        SE
      6 de novembro            Blanca Besteiro           U        H        SE
         7 ao 15 de            María José Vila           U        H        SE
         novembro             Laura Pernas
        16 ao 24 de          Mercedes Cabada             U        H        SE
        novembro               Silvia Rodriguez          I        H        SE


Inaguración do proxecto “A arte de ser muller, nun mundo por compartir”




      No noso museo, levamos a cabo a inauguración das seguintes artistas:

      Yolanda Dorda e Julia Ares




                                                                                    51
Museo Pazo de Tor




Rebeca López




Noa Persan- Paula Salinas




                                                52
Museo Pazo de Tor




Algunhas das obras das artistas participantes no proxecto:




                                                                                 53
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Museo Pazo de Tor




                    55
Museo Pazo de Tor




Documentos con memoria

      Mostra bibliográfica, fotográfica e documental producida polo Museo
Provincial de Lugo sobre o convento de San Francisco de Lugo con motivo do 80º
aniversario da súa declaración como BIC.

      A exposición, coordinada pola responsable da biblioteca, Mercedes
Salvador, forma parte da programación conmemorativa do 80º aniversario da
Declaración como B.I.C. deste edificio. Amosa planos dos arquitectos Miguel
Durán-Loriga, Manuel Gómez Román e Araceli Novo Celeiro, debuxos,
      Loriga,
documentos, fotos e un vídeo montaxe cunha selección bibliográfica e imaxes de
                       vídeo-montaxe
grande interese.

      Esta mostra é un acto máis entre os programados polo Museo Provincial
                                          programados
para conmemorar o 80 aniversario deste nomeamento coa que pretendemos,
dunha, dar unha visión da evolución das dependencias do convento dende que
fora Casa de Beneficencia ata a actualidade a través dos planos que arquitectos
tan relevantes como Miguel Durán Loriga e Manuel Gómez Román realizaron
 an                        Durán-Loriga
para transformalo no actual museo. E doutra, e a través dunha pequena selección
bibliográfica, amosar a repercusión que tivo o convento dende comezos do século
pasado ata hoxe non só nos libros de historia e de arte, senón tamén noutro tipo
                       nos
de publicacións.

      UN POUCO DE HISTORIA

      O 3 de xuño de 1931 o convento de San Francisco de Lugo foi declarado
Tesouro Artístico Nacional, segundo a denominación da época que na actualidade
recibe o nome de Ben de Interese Cultural (BIC).

      O convento de San Francisco, nos seus cinco séculos de historia, pasou
por moitos cambios de utilidade que fixeron variar considerablemente as súas
dependencias:      foi   convento,   aloxamento   de   tropas,   establecemento   de
beneficencia e na actualidade museo. Incluso, en 1638, sufriu un incendio que o
    ficencia
devastou case por completo, quedando en pé soamente a igrexa do século XIV e
o claustro rematado no século XV, por ser estes elementos as obras máis sólidas.


                                                                                        56
Museo Pazo de Tor


No século XVIII reconstruirase de novo quedando como testemuño desta época o
                      truirase
refectorio e a cociña.

       Coa desamortización de Mendizábal os frades foron expulsados do seu
interior e de acordo coa Real Orde de Facenda de 1842 foi entregado en usufruto
ao concello de Lugo. Utilizouse como acuartelamento de tropas e logo como Casa
                     Utilizouse
de Beneficencia e, en 1895, por unha Lei de Presidencia do Consello de
Ministros, concédese ao concello de Lugo o pleno dominio do convento. Continúa
nel a Beneficencia ata que o 11 de xullo de 1949 o concello e a deputación asinan
                                                   concello
un concerto para a transmisión por 99 anos do edificio que logo se destinaría a
museo.

       A EXPOSICIÓN: PLANOS E OUTROS DOCUMENTOS

       En xaneiro de 1950 Miguel Durán Loriga, levanta un plano da planta baixa
no que reflicte o aspecto que tiña o cenobio antes da obra.

       Tanto no plano como nas fotografías, obsérvase un segundo claustro ou
patio cuberto, hoxe desaparecido, que estaría situado na zona na que está
exposto o mosaico de Armañá. Segundo podemos observar nas fotografías,
estaba cuberto por arcadas de medio punto feitas de cachotería que segundo a
           rto
arquitecta Araceli Novo Celeiro, poderían ser de finais do século XVII ou de
principios do XVIII.

       O 16 de setembro de 1949 o Boletín Oficial da Provincia de Lugo publica:
«Bases para un concurso público, entre arquitectos, para formalización del
                   urso
proyecto de reforma de la llamada Casa municipal de Beneficencia o antiguo
Convento de San Francisco, para adaptarlo a su nuevo destino de Museo
provincial de Bellas Artes».

       Nos días posteriores á súa publicación, D. Manuel Vázquez Seijas remite
dito boletín e unha carta na que invita a participar no concurso, aos colexios de
profesionais e a varios arquitectos de recoñecido prestixio como Miguel Durán
                                                                        Durán-
Loriga, Manuel Gómez Román e Francisco Pons Sorolla, entre outros.
                                            Sorolla,
Tempo máis tarde, a Deputación deixa sen efecto dito concurso quedando en
liberdade para a elección de arquitecto. Tras a morte de Miguel Durán
                                                                Durán-Loriga, o
25 de maio de 1950, a Corporación Provincial na sesión ordinaria do 17 de xullo

                                                                                    57
Museo Pazo de Tor


de 1950 acorda aprobar o proxecto que presentara este arquitecto, declarar de
     50
urxencia as obras e facultar ó Sr. Presidente para a execución das mesmas por
administración directa. Con posterioridade encargarán a Manuel Gómez Román
ultimar o proxecto redactado p Durán-Loriga.
                             por

      O 18 de xaneiro de 1951 sae publicada no BOP a aprobación do proxecto
rectificado e orzamento das obras de construción do Museo Provincial presentado
por Manuel Gómez Román, que fora asinado na Deputación Provincial o día 15
de xaneiro polo seu presidente, Antonio Rosón Pérez e polo secretario, Enrique
              o
Costas Sánchez.

      Gómez Román respectou o traballo de seu colega modificando
minimamente o proxecto interno, sen embargo cambiou radicalmente a
concepción das dúas fachadas.

      O MÁIS RECENTE

      Recreación hipotética realizada pola arquitecta Araceli Novo Celeiro na
          eación
que, nun extraordinario traballo de investigación en Arquitectura Histórica,
podemos observar como sería a evolución dos planos do convento e do claustro
de San Francisco, dende a Idade Me
                                Media ao século XVIII.




                                                                                   58
Museo Pazo de Tor


ESPAZO PÚBLICO DE VISIBILIDADE: Lois Pereiro no Pazo de Tor, por
Alberto Granada

      Espazo público de visibilidade é un proxecto da Rede de Museos da
Deputación de Lugo que nace co obxectivo de dar voz a todos e todas os/ as que
teñan unha inquietude ou unha idea artística (en todas as súas disciplinas) sen un
espazo onde desenvolvela. Os museos da Deputación de Lugo, como servizo
público que son, abren as súas portas para favorecer a súa visibilidade.

      O primeiro proxecto que se visualiza denomínase “Pinturas de Amor e
                                 visualiza
Enfermidade”, instalación da autoría de Alberto Granados.

      O pintor aragonés Alberto Granada inaugura o 1 de setembro unha
exposición no Museo Pazo de Tor dedicada ao poeta monfortino Lois Pereiro, ao
que se recoñeceu este ano 2011 coa celebración do Día das Letras Galegas.

      Trátase dunha instalación que ocupará a sala Sala do Bispo. A
intervención, que se prolongará ata decembro de 2011, consiste, entre outras
cousas, nunha proxección de imaxes da serie de “Pinturas de Amor e
Enfermidade” (feitas por Alberto Granada nos anos 2010 e 2011) acompañada
pola lectura dos poemas de Lois Pereiro que inspiraron estas obras.

      Na lectura dos poemas participaron destacadas persoas da cultura galego
como a cantante Uxía, as actrices Iria Pinheiro e Uxía Blanco, o escritor Francisco
Castro, a gaiteira Cristina Pato, a locutora da Onda Cero Raquel Sánchez e
Josete Díaz, músico do grupo vigués Martynez.

      Alberto Granada (Zaragoza 1970) vive en Galicia desde 2007, residindo
anteriormente en Alcalá de Henares e París. Dedícase profesionalmente ao
               n
mundo do marketing e á publicidade. Comezou con ilustracións, debuxos e
cómics, publicando en todo tipo de fanzines, panfletos, xornais e revistas, e nos
últimos tres anos formouse en serigrafía artística na Escola de Artes de Vigo –
                                         artística
EMAO.

      Durante o ano 2011 presentou as súas “Pinturas de Amor e Enfermidade”
en exposicións individuais e de grupo en Vigo e Zaragoza (onde Lois Pereiro foi




                                                                                      59
Museo Pazo de Tor


recitado en galego), tendo programada a súa presentación en A Co
                                                              Coruña para
febreiro de 2012.




ESPAZO PÚBLICO DE VISIBILIDADE: Roberto González Fernández no Pazo
de Tor.

      Dentro    do   proxecto Espazo    público   de   visibilidade que   se   vén
desenvolvendo nos museos da Rede Museística o próximo 28 de outubro
inaugurouse no Museo Pazo de Tor, en Monforte, a exposicón Vírgenes
Descuidadas do artista monfortino Roberto González Fernández.

      Temática da exposición:

      A violencia doméstica, violencia familiar ou violencia intrafamiliarcomprende
todos aqueles actos violentos, dende o emprego da forza física, ata o matonaje,
acoso ou a intimidación, que se produce no seo dun fogar e que perpetra, polo
menos, un membro da familia, contra algún outro familiar.




                                                                                      60
Museo Pazo de Tor


      O termo «violencia de xénero», é un remato moi frecuentemente utilizado.
É unha expresión menos concreta e que en certo modo, suaviza a verdadeira
   nha
natureza da violencia contra a muller.




                                                                                  61
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5.6. Teatro
                         Paco e Pepa van ao Museo
Teatro de marionetas sobre accesibilidade de museos.




                                                                           62
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5.7. Concertos
Concerto-presentación “Ayes de mi País”, o cancioneiro de Marcial
         presentación
Valladares




  Espazos sonoros: O artilleiro da batalla de Elviña, por Canto Romántico

      O programa en tres parte inspirase libremente no libro da escritora Beatriz
Martínez Millarengo, O de Millarengo: historia dun artilleiro de Napoleón perdido


                                                                                    63
Museo Pazo de Tor


nos montes galegos, relato do que lle aconteceu a un artilleiro de Napoleón que
                  ,
resultou ferido nunha emboscada tendida ao exército francés por guerrilleiros
                 unha
galegos preto de Pontedeume, durante a Guerra da Independencia. Para iso,
Canto Romántico xunta obras musicais, instrumentais e vocais, interpretadas con
instrumentos de época, con poemas heroicos que describen o ambiente que
                                  heroicos
debeu rodear as guerras contra Napoleón. Desde xeito recrea a historia de amor
entre o artilleiro francés e unha moza galega, que lle fará percorrer o camiño
inverso ao de tantos afrancesados españois que se exiliaban en Fran
                                                               Francia, para
ficar, definitivamente, en Galicia.




5.8. Cine

       Rodaxe da curtametraxe “Un cobarde”, unha curta de época dirixida por
David Rodríguez Muñiz e producida por AmanitaFilms.

       Sipnose da película:

       En plena guerra franco prusiana, nun pequeno pobo normando, o vizconde
                       franco-prusiana,
Signoles Hermoso reta un descoñecido, de nome Lamil, a un duelo a pistola.
                                                   ,
O conflito orixínase nunha taberna do lugar chamado Tortoni por unha suposta mirada

                                                                                      64
Museo Pazo de Tor


lasciva de Lamil a Madame Lily, amiga do vizconde e muller do seu colega o marqués
                              ,
De La Tour. Signoles, disposto a demostrar a súa gallardía, aproveita a situación para
                    ,
protagonizar o seu primeiro duelo, cousa que pode reforzar a súa posición nunha
época na que os homes demostraban a súa virilidade por medio das armas.
                      demostraban

      Tras intercambiar as tarxetas (protocolo de cabaleiro), Signoles encérrase na
súa casa á espera do duelo, que se celebrará á mañá seguinte. A partir dese momento
comezan a desfilar por casa de Signoles unha serie de personaxes que incitarán o
vizconde a cumprir a súa palabra. O propio marqués De La Tour acompañado do
                                                         Tour,
coronel Bourdín, ofreceranse como padriños e organizadores do evento, animando a
               ,
Signoles a ser consecuente coa súa decisión.

      Así, o vizconde, a pesar de ter serias dúbidas acerca das súas posibilidades na
                 onde,
contenda e de descoñecer as habilidades do seu contrincante (do que ninguén oíu
falar), segue nos seus trece de baterse a pistola. Maillot, o mordomo de Signoles, un
home sensible e bondadoso, intenta en varias ocasións buscar un plan alternativo para
                     doso,
que o seu señor non se presente á cita; sen nomear directamente o duelo, posto que
ninguén, se supón, comunicoulle oficialmente o acontecido no Tortoni Non obstante
                                                             Tortoni.
Signoles fai caso omiso destas mostras de solidariedade por considerar deshonroso
                        destas
fuxir e absterse de presentarse no duelo.

      Pouco a pouco as dúbidas convértense en ansiedade e Signoles terá que
soportar a angustia de asistir indefenso ao desenvolvemento dos preparativos.
Encerrado en si mesmo e purgando o seu ánimo a base de coñac e viño, Signoles
deixará que pasen as horas, cada vez máis lentas, sumido nunha incipiente depresión.

      Cando cae a noite, Madame Lily, a esposa do marqués De La Tour,
                                    ,
aproveitando que o seu marido dorme, acode á casa de Signoles para intentar
disuadilo de que non acuda ao que ela chama un "suicidio absurdo" e aproveita para
declarar os seus sentimentos, ata agora ocultos, por Signoles. Cando parece que a súa
                                                             .
paixón vai ser satisfeita, son interrompidos polo coronel Bourdín que acode á casa de
         i
Signoles para comunicarlle as últimas noticias acerca do duelo. Todo está decidido.
Antes de irse Bourdín aconsella a Signoles que deixe de beber e que descanse.
Signoles queda só cos seus pensamentos e a noite preséntase longa.

      Atormentado por terribles pesadelos Signoles non consegue durmir. Entón
decide pasar a noite en vela enfrontándose cos seus propios medos. O feito de
descoñecer as raíces de Lamil unido ao medo de perder a súa honra e por ende o seu
                        Lamil,
status, crean nel un estado de ansiedade que roza o insoportable, ata o límite de
intentar escribir un testamento. Signoles perdeu a fe en si mesmo e o que empezou



                                                                                         65
Museo Pazo de Tor


como un impulso de arrogancia se está a converter nun pesadelo h
                                                               hipocondríaco que
ten visos de rematar en traxedia. Segundo pasan as horas, o vizconde parece ter
perdido de vista a idea do duelo detrás da idea do suicidio.

       Cando chega o amañecer Signoles, abatido por unha noite de insomnio,
                                      ,
acicálase e vístese para a oc
                           ocasión...




5.9. Polafía no Pazo de Tor

       A Sección de Literatura Oral da As. de Escritoras e Escritores en Lingua
Galega (AELG), en colaboración coa Rede Museístcia e a As. Cultural O Colado
do Vento(Sober), co patrocinio da Área de Cultura e Turismo da Deputación de
        (Sober),
Lugo, convocaron a todos e a todas os que desexaron asistir a unha POLAFÍA no
Museo Pazo de Tor. Interviron Mini e Mero, O Trícole, Isidro Novo Alfonso
                                                             Novo,
Campos, Ángeles Rivada González Antonio Eirexe, Marisa Álvarez e moitas
                       González,
veciñas e veciños da contorna co seu saber contar e cantar. Música, contos,
cantos e memoria das tradicións do propio pazo e dos arredores.

       Que son as polafías? Unha aposta da AELG a prol da literatura galega de
tradición oral.



                                                                                      66
Museo Pazo de Tor


      As polafías son un proxecto da Asociación de Escritores en Lingua Galega
                                     Asociación
(AELG), coordinado polo vogal de Literatura de Tradición Oral, Antonio Reigosa, e
que conta coa colaboración de diversas asociacións e co patrocinio de institucións
públicas.

      A palabra polafía é un neoloxismo referido ás reunións ou veladas de
carácter festivo con contidos literarios e musicais, e ten como obxectivo primordial
o de poñer en valor e rescatar do esquecemento o valioso patrimonio oral, literario
e musical, galego. O termo polafía quere reunir no seu significa
                                                       significado o mellor dos
diferentes matices e acepcións de vellas palabras (polavilas, fías, fiadas, fiandóns,
seráns,...) con semellantes contidos. A principal diferenza, en canto ao
desenvolvemento, daquelas xuntanzas de antigo co desta nova proposta é que
agora podemos, e debemos, axudarnos das novas tecnoloxías, desde os
aparellos de gravación, que favorecen o arquivo e estudo do recompilado, ata o
uso de novas tecnoloxías, caso de internet, que poden contribuír a unha ampla
difusión deste patrimonio.

      O formato das polafías require a presenza dun mantedor, divulgador ou
especialista que introducirá e comentará as principais características das pezas e
xéneros literarios amosados, dun recitador de poesía anónima ou de autor de
feitío popular; dun músico, que interpretará romances, coplas ou cantares de
                                interpretará
raiceiras tradicionais. Sen embargo, o elemento humano transcendental e
imprescindible no desenvolvemento de cada polafía constituírano os homes e
mulleres, narradores, cantadores, romanceadores...etc, veciñas e veci
                                                                 veciños de
cada lugar onde se desenvolva a polafía, pois eles son os auténticos
protagonistas, os que xenerosamente transmiten o seu saber.

      O que suceda nas polafías será gravado e logo difundido a través da web
da AELG. As polafías teñen unha duración aproximada de 90 minutos.
                                         aproximada




                                                                                        67
Museo Pazo de Tor




                    68
Museo Pazo de Tor


5.10. Reunión coas asociacións culturais deportivas da comarca da zona
sur.




5.11. Programa de recursos didácticos

Día de Rosalía nos Museos da Rede Museística

      Con motivo do aniversario de Rosalía de Castro, o 24 de Febreiro,o Museo
Rosalía de Castro e a Rede Museística de Lugo, presentaron unha proxección
sobre a experiencia pedagóxica “Follas Novas, Novas Follas” gañadora do último
certame da Fundación Rosalía de Castro e repartiron material didáctic da
                                                             didáctico
proposta aos grupos escolares que durante o día se acheguegaron aos Museos
da Rede (San Paio, Museo do Mar e Pazo de Tor) e ao Museo da Fundación
Rosalía de Castro en Padrón.




                                                                                  69
Museo Pazo de Tor


5.12. Programa de prácticas do Master de Sevizos culturais
    .




                MEMORIA DE

  PRÁCTICAS
  PRÁCTICAS NA REDE

                MUSEÍSTICA

PROVINCIAL DE LUGO


                                         Máter en Servizos Culturais


                                               Silvia Aldariz Quintela




                                                                                 70
Museo Pazo de Tor




                                           ÍNDICE

1. Introdución:…………………………………………………………………Páx.3


2. Rede Museística Provincial de Lugo:…………………………………….....Páx.4


3. Calendario de prácticas:…………………………………………………..…Páx.6


4. Reunión ca Xerente da Rede Museística Provincial de Lugo:……………...Páx.7


5. Visita ao Museo Provincial do Mar:………………………………………...Páx.8


6. Visita ao Museo Etnográfico de San Paio de Narla:…………………….….Páx.9


7. Visita ao Pazo de Tor:……………………………………………………..Páx.10
                          …………………………………………………..Páx.10


8. Posta en práctica do proxecto no Museo Provincial do Mar:……………...Páx.11


9. Posta   en   práctica   do   proxecto    no   Museo   Etnográfico   de     San   Paio   de


   Narla:………………………………………………………………………Páx.12


10. Posta en práctica do proxecto no Pazo de Tor:…………………………….Páx.13
                                             Tor:…………………………….Páx.13


11. Conclusión:………………………………………………………………...Páx.14


12. Proxecto:…………………………………………………………………..Páx. 15


13. Bibliografía:……………………………………………………………….Páx. 81



                                                                                                71
Museo Pazo de Tor




1. INTRODUCIÓN


           As prácticas do Máster en Servizos Culturais foron realizadas na Rede Museística

  Provincial de Lugo, concretamente no Museo Provincial do Mar, o Pazo de Tor e o Museo

  Etnográfico de San Paio de Narla e coordinadas pola Xerente da Rede Museística Dona

  Encarna Lago.


           Ditas prácticas baseáronse na xestión cultural dos tres pequenos museos

  pertencentes á Rede Museística Provincial de Lugo, unha labor nada doada xa que se trata

  dun conxunto de museos que dispón de poucos recursos pero que se embargo realiza unha

  importante labor social, achegando un amplo abanico de actividades culturais á poboación

  local.


           Neste sentido, a coordinadora da Rede Museística Provincial de Lugo propúxonos

  coñecer o funcionamento e labor social de cada museo para posteriormente elaborar un

  proxecto individual e levalo a cabo. Deste modo, enfrontámonos dunha forma totalmente

  realista e única á xestión cultural.
      ista




2. REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO


           A Rede Museística Provincial de Lugo constitúese no ano 2006, agrupando aos

  catro museos que nese momento dependían da Deputación Provincial de Lugo: Museo

  Provincial de Lugo, Museo Fortaleza San Paio de Narla, Pazo de Tor e Museo Provincial

  do Mar.



                                                                                              72
Museo Pazo de Tor


       O Museo Provincial de Lugo foi creado no ano 1932 pola Deputación de Lugo co

motivo de reunir e protexer o patrimonio cultural lucense. Pero será no ano 1957 cando se

traslade ao antigo convento de San Francisco, situado na praza da Soidade da cidade
                    onvento

amurallada. Na actualidade este museo conta con un total de dúas plantas que albergan

diferentes salas dedicadas a arqueoloxía, arte sacro, etnografía, cerámica e vidro, pintura e

escultura, abanicos e reloxos, numismática, etc.; así como unha ampla sección de Arte
            banicos

Galego que inclúe mostras de pintura, escultura e cerámica de Sargadelos, entre outros.


       A Fortaleza de San Paio de Narla, situada no concello de Friol, pasou a mans da

Deputación de Lugo no ano 1939 pero non será ata 1983 cando se constitúa como museo.

O Museo Etnográfico de San Paio de Narla acolle na planta baixa diferentes coleccións de

aparellos relacionados ca agricultura e cos oficios tradicionais ademais das cortes dos

cabalos. Na primeira planta sitúase a cociña, o salón, a sala do tear, o escritorio e un
       .

dormitorio; mentres que na Torre da Homenaxe sitúanse as coleccións de armas.


       O Museo Provincial do Mar, situado na localidade de San Cibrao, nace no ano 1969

grazas a Don Francisco Rivera Casás, mestre da zona que mostraba un gran interese cara
              rancisco

os obxectos mariños. Posteriormente, no ano 1994 será a Asociación de Veciños Cruz da

Venta a que se faga cargo da xestión do museo ata que no 2004 é relevada pola Deputación

Provincial de Lugo. Este museo consta de catro salas nas que se mostra unha importante
        al

instrumentación de navegación, documentación gráfica, fotografía das diferentes tipoloxías

de barcos e de naufraxios da zona e unha ampla colección malacolóxica.


       O Pazo de Tor atópase no concello de Monforte de Lemos, na parroquia de San
                   r

Xoán de Tor. Este pazo, construído no século XVIII, tivo como derradeira propietaria a

Dona María de la Paz Taboada de Andrés y Zúñiga, quen, tras a súa morte, o doou á

Deputación Provincial de Lugo. Pero non será ata o ano 2006, dez anos despois da doazón,
                       e

                                                                                                73
Museo Pazo de Tor


  cando a Deputación de Lugo realice a musealización do pazo e abra as súas portas para os

  visitantes.


          Unha vez conformada a Rede Museística Provincial de Lugo a súa xerente, Dona

  Encarna Lago, comprendeu a necesidade de acercar a cultura dos museos á xente e levar a
             o,

  cabo unha importante labor social dende a súa xestión. Por esta razón, a programación

  anual da Rede Museística Provincial de Lugo inclúe unha gran cantidade de actividades

  didácticas, obradoiros, talleres, coloquios, congresos, exposicións, conferencias, ciclos de
         cas,

  cinema e concertos que se converten non só nunha importante chamada para a sociedade

  senón tamén nunha oportunidade para achegar a cultura ao pobo.


          Por outro lado, cabe destacar tamén a importante labor que dende a xestión da Rede

  Museística Provincial de Lugo se realizou para acadar unha rede de museos accesibles que

  non presentaran ningún tipo de barreiras que limitaran o acceso aos discapacitados de

  calquera índole. Deste modo, no ano 2008 creouse o Departamento de Accesibilidade e
                     ste

  Capacidades Diferentes, ademais de levarse a cabo importantes reformas nos edificios que

  facilitaran o acceso.


3. CALENDARIO DE PRÁCTICAS




            REUNIÓNS CA COORDINADORA DA REDE MUSEÍSTICA E VISITA

                                       AOS MUSEOS


                                                                                                 74
Museo Pazo de Tor


            12/ 01/ 2011          22/ 01/ 2011     10/ 02/ 2011    19/ 03/ 2011

             1ª Reunión ca        Visita Museo      Visita Museo   Visita Pazo de
             Coordinadora         Provincial do     Etnográfico         Tor
                da Rede                Mar          San Paio de
               Museística                                Narla
             Provincial de
                  Lugo


                             POSTA EN PRACTICA DO PROXECTO


         17/ 05/ 2011                     18/ 05/ 2011               21/ 05/ 2011

  Museo Provincial do Mar            Museo Etnográfico de            Pazo de Tor
                                      San Paio de Narla

4. 1ª REUNIÓN CA COORDINADORA DA REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE

                                                 LUGO


         A primeira reunión ca coordinadora da Rede Museística Provincial de Lugo tivo

  lugar no despacho da mesma, situado no Museo Provincial de Lugo, onde se presentou

  tamén a coordinadora do Máster en Servizos Culturais Dona Jodee Anderson. Nesta

  reunión, ademais das presentacións correspondentes, dona Encarna Lago explicounos o

  procedemento a seguir no período de prácticas e a forma de funcionar e traballar dende a
     cedemento

  xestión da Rede Museística Provincial de Lugo. Deste xeito, e xa dende o primeiro minuto,

  a coordinadora intentou transmitir no só os puntos clave dunha boa xestión cultu senón
                                                                             cultural

  tamén o puntos máis importantes que se deben de ter en conta para traballar en equipo e

  lograr os obxectivos fixados.


5. VISITA AO MUSEO PROVINCIAL DO MAR




                                                                                              75
Museo Pazo de Tor


         O día que realizamos a visita ao Museo Provincial do Mar tivemos a sorte non só

  de facer unha visita guiada polo museo e de compartir anécdotas con rapaces próximos ás

  actividades do museo, senón que tamén asistimos á representación teatral da obra

  Residencial Paradiso, obra cómico filosófica, a cargo do grupo de teatro Ardora composto
                      ,      cómico-filosófica,

  por un pequeno número de mulleres afincadas en San Cibrao.




6. VISITA AO MUSEO ETNOGRÁFICO DE SAN PAIO DE NARLA




                                                                                             76
Museo Pazo de Tor


         A visita ao Museo Etnográfico de San Paio de Narla foi realizada o día 10 de

  febreiro de 2011 e dirixida pola guía Dona Francisca Abuín. Aínda que nesta ocasión non

  había ningunha actividade programada, esta visita resultou moi interesante e especialmente

  emotiva xa que a nosa guía era neta dos antigos guardeses da fortaleza e explicaba con
                                                  guardeses

  todo detalle non só a presenza e utilidade de todos os obxectos e as actividades realizadas

  cos nenos da zona, senón tamén todos aqueles recordos de cando ela era unha nena que

  deambulaba e xogaba pola fortaleza.




7. VISITA AO PAZO DE TOR


                                                                                                77
Museo Pazo de Tor


         A nosa visita ao Pazo de Tor coincidiu co inicio dun novo proxecto da Rede

  Museística Provincial de Lugo, Presenza versus ausencia da muller na arte, que pretende

  poñer en contacto a diferentes mulleres artistas para destacar a súa presenza dentro do

  mundo da arte. Este día tivo lugar un apaixonante diálogo entre diferentes artistas, xestoras

  e comisarias de diferentes nacionalidades que analizaron o papel da muller na arte.




8. PRESENTACIÓN DO PROXECTO NO MUSEO PROVINCIAL DO MAR




                                                                                                  78
Museo Pazo de Tor


       Para levar a cabo a presentación do meu proxecto no Museo Provincial do Mar

achegámonos a San Cibrao a primeira hora da mañá para colocar o Tendal das letras (Vid.

Anexos). Posteriormente, preto das doce do mediodía comezou a miña exposición sobre a
                                   doce

Historia da Lingua Galega e sobre Lois Periro. A maior parte do público resultaron ser

rapaces adolescentes, de xeito que me vin na necesidade de improvisar e modificar o meu

discurso de xeito que resultara máis entretido para nenos desas idades.


       Ambas actividades desenvolvéronse sen incidentes e tal como estaban previstas,

aínda que a ameaza de chuvia e forte vento limitou a presenza de visitantes e non foi

posible repetir a conferencia pola tarde.




                                                                                              79
Museo Pazo de Tor


9. PRESENTACIÓN DO PROXECTO NO MUSEO ETNOGRÁFICO DE SAN PAIO

  DE NARLA


         A posta en marcha do meu proxecto no Museo Etnográfico de San Paio de Narla

  coincidiu ca representación dunha obra teatral escolar e a maior parte do público foron, de

  novo, rapaces con idades comprendidas entre os 12 e 14 anos, ademais de algúns pais,
                     dades

  familiares e profesores.


         Neste   caso,   a   conferencia   desenvolveuse   segundo    estaba   prevista   sen

  acontecementos relevantes, ademais moitos dos rapaces mostráronse interesados xa que na

  escola estaban a ver temas relacionados cos tratados no proxecto.
           taban




                                                                                                80
Museo Pazo de Tor


10. PRESENTACIÓN DO PROXECTO NO PAZO DE TOR


         A presentación do proxecto no Pazo de Tor conincidiu ca xornada de convivencia

  no pazo ca Asociación Raiola, integrada por pais e nais de persoas con autismos e

  trastornos xeneralizados do desenvolvemento. A presenza da Asociación Raiola, e

  especialmente a presenza de rapaces con trastornos xeneralizados do desenvolvemento,

  requeriu facer un forte xiro no meu proxecto e centrarme especialmen na actividade
                                                           especialmente

  Tendal das Letras.


         Posteriormente realizáronse diferentes xogos e unha viaxe ao Parnaso do Pazo de

  Tor, onde non só disfrutaron os rapaces senón tamén todos os adultos que tivemos a sorte

  de compartir todo un día con eles.




                                                                                             81
Museo Pazo de Tor


11. CONCLUSIÓNS


         A miña experiencia durante o período de prácticas na Rede Museística Provincial

  de Lugo foi realmente gratificante e reconfortante, no só polo que aprendín en relación á

  xestión cultural senón por todos os valores que a coordinadora das práctic nos intentou
                                                                     prácticas

  inculcar. Neste sentido, aprendín a valorar a importante labor social que realizan estes

  museos que contan con un presuposto moi reducido, tamén o importante papel que o

  esforzo e o empeño xogan na xestión cultural e a gran necesidade de el
                                                                      eliminar as barreiras

  que impiden aos discapacitados o acceso á cultura.


         Por esta razón quero agradecer dende aquí a, Paquita, Amelia, Mercedes e Ángeles,

  entre moitos outros traballadores, o apoio, cariño e interese que mostraron con nós durante

  todo o período de prácticas, conseguindo que nos sentíramos como un máis. Finalmente
             odo

  quero agradecer especialmente a Encarna Lago a gran confianza que depositou en min, xa

  que en todo momento tiven a total liberdade para decidir sobre todas as cuestións

  relacionadas co proxecto e a súa posta en práctica, de xeito que me permitiu coñecer e

  comprobar as miñas capacidades, ideas e oportunidades no ámbito da xestión cultural.




                                                                                                82
Museo Pazo de Tor


12. PROXECTO




     PERCORRIDO POLAS

          NOSAS LETRAS E

       HOMENAXE A LOIS

               PEREIRO



                  SILVIA ALDARIZ QUINTELA




                                                   83
Museo Pazo de Tor



                                  ÍNDICE

1. Introdución:……………………………………………………………… Páx. 17

2. Obxectivos:……………………………………………………………......Páx. 17

3. Exposición:…………………………………………………………...…...Páx. 18


   3.1. Historia da lingua galega:……………………………………………Páx. 18


          3.1.1. Orixe da lingua galega:…………………………………………Páx. 18

          3.1.2. A época de esplendor do galego:…………………………...…..Páx. 19

          3.1.3. Os séculos escuros:……………………………………………..Páx. 19

           3.1.4. Dos Precursores ao Rexurdimento:…………………...……….Páx. 20
                         cursores

           3.1.5. O galego na época franquista:…………………………………Páx. 22

           3.1.6. O galego na actualidade:………………………………………Páx. 23

       3.2. Historia do Día das Letras Galegas:…………………...…………..…Páx. 23
                                       Galegas:…………………...…………..…Páx.

       3.3. Lois Pereiro:…………………………………………………….....…Páx. 24

4. Instrumentación necesaria:…………………………………. ……..……….Páx. 26

5. Temporalización:………………….…………………………………...…...Páx. 27

6. O Tendal das Letras………………………………………………………...Páx. 28




                                                                               84
Museo Pazo de Tor


1. INTRODUCIÓN


           O presente proxecto pretende ser un percorrido pola historia da lingua galega, así

    como unha conmemoración especial ao Día das Letras Galegas, facendo un percorrido por

    todos os escritores aos que lles foi dedicado este día e, en especial, ao homenaxeado no ano

    2011: Lois Pereiro.




2. OBXECTIVOS:


•   Dar a coñecer de forma resumida a historia da lingua galega.

•   Dar a coñecer a historia da conmemoración do Día das Letras Galegas.

•   Realizar un breve percorrido polos escritos dos autores homenaxeados no D das Letras
                                                                            Día

    Galegas dende o ano 1963.

•   Coñecer aqueles aspectos biográficos de Lois Pereiro que marcaron a súa obra literaria.

•   Coñecer a traxectoria e importancia literaria de Lois Pereiro.

•   Recitar pequenos fragmentos da poesía de Lois Pereiro.




    3. EXPOSICIÓN


    3.1. HISTORIA DA LINGUA GALEGA


                                                                                                   85
Museo Pazo de Tor


3.1.1. Orixe da lingua galega


       A lingua galega é unha lingua romance, produto da evolución do latín implantado

polos romanos no noroeste da Península Ibérica, pero por este territorio pasan tamén outros

pobos que farán tamén as súas contribución á lingua galega; como é o caso de xermanos ou
              n

os árabes.


       O documento literario máis antigo en lingua galega, dos coñecidos na actualidade, é

a cantiga satírica "Ora faz ost'o senhor de Navarra" de Joam Soares de Pavia, escrita contra

o ano 1200.


                           Ora faz ost’o senhor de Navarra,
                          pois en Proenç’est’el
                                   Proenç’est’el-Rei d’Aragon;
                         non lh’an medo de pico nen de marrra
                             Tarraçona, pero vezinhos son;
                            nen an medo de lhis poer boçon
                           e riir-s’an muit’Endurra e Darra;
                         mais, se Deus traj’o senhor de Monçon
                         ben mi cuid’eu que a cunca lhis varra.

                           Se lh’o bon Rei varrê-la escudela
                           que de Pamplona oístes nomear,
                           mal ficará aquest’outr’en Todela,
                            que al non á a que olhos alçar:
                             ca verrá i o bon Rei sejornar
                             e destruir atá burgo d’Estela:
                              e veredes Navarros lazerar
                           e o senhor que os todos caudela.




                          Quand’el-Rei sal de Todela, estrëa
                          Quand’el
                              ele sa ost’e todo seu poder;
                           ben sofren i de trabalh’e de pëa,
                          ca van a furt’e tornan-s’en correr;
                         guarda-s’el-Rei, comde de bon saber,
                         guarda
                          que o non filhe a luz en terra alhëa,

                                                                                               86
Museo Pazo de Tor


                              e onde sal, i s’ar torn’a jazer
                                ao jantar ou se on aa cëa.


       Mesmo desta época, comezos de século XIII, atópanse outros documentos non

literarios como a Noticia de Torto(1211) e o Testamento de Alfonso II de Portugal (1214).


3.1.2. A época de esplendor do galego.
                         or


       Ata este momento, a lingua galega quedaba relegada ao uso oral, mentres que o

latín era a lingua de prestixio utilizada na escrita. Sen embargo, o amplo uso do galego no

ámbito oral comeza a facer presión no ámbito escrito e a lingua galega c
                                                                       convértese así na

lingua de prestixio da lírica e todos os poetas comezan a escribir en galego portugués no
                                                                      galego-

século XIV. Destaca, de este modo, unha abundante produción lírica en galego
                                                                      galego-portugués:

as cantigas de amigo, as cantigas de amor e as cantigas de escarnio e maldicir e as cantigas
                                                           escarnio

de Santa María do rei de Castela Alfonso X O Sabio. Este esplendor da lírica galego
                                                                             galego-

portuguesa esténdese ata o fin da Idade Media.


3.1.3. Os Séculos Escuros


       Trala Idade Media comeza unha época de decadencia para a lingua ga
                                                                       galega que se

alonga ata o século XVIII, coñecida como Séculos Escuros. Esta época ven marcada pola

presenza dunha nobreza estranxeira que utiliza o castelán, pola ausencia dunha burguesía

galega que loite pola súa nación, pola perda de autonomía da Igrexa g
                                                                    galega e polo novo

concepto de Estado Nacional que reivindica a necesidade de normalización lingüística

como un factor de cohesión da nova estrutura política.


       Durante este período, que abrangue tres séculos, a lingua galega mantense

totalmente allea á produción escrita e as súas letras non coñecen movementos tan

importantes como o Renacemento ou o Barroco. De tal forma que esta época escura na

                                                                                               87
Museo Pazo de Tor


      literatura galega contrasta cos famosos Siglos de Oro da literatura española. Sen embargo,

      ao longo deste Séculos Escuros sobrevive a lírica popular (cantigas de berce, adiviñanzas,

      lendas, contos, etc.) que se transmitía oralmente e que chegou ata os nosos días.


3.1.4. Dos Precursores ao Rexurdimento
              cursores


                No século XVIII destacan as figuras do Padre Frei Martín Sarmiento, que defende

      o uso do galego no Ensino, na Igrexa e na Administración, o Padre Feijoo que comeza

      unha labor lexicográfica en lingua galega e o Padre Sobreira que manterá a labor do Padre
                                                                       manterá

      Feijoo.


                Estes son os inicios do chamado Rexurdimento que ten lugar no século XIX e que

      fai referencia a un movemento que impulsou o renacemento da nosa cultura e da nosa

      lingua.


                Na primeira metade do século aparecen xa os primeiros escritos en lingua galega

      que serán escritos propagandísticos pero o punto de inflexión será o ano 1846, no que se

      produce unha revolta contra o poder central, coñecido como o levantamento de Solís, que

      tivo como consecuencias o fusilamento de un grupo de rebeldes que serán coñecidos como

      Os Mártires de Carral e a partir deste intre esperta xa unha conciencia lingüística.


                Posteriormente no ano 1853 publícase A gaita gallega de Xoán Manuel Pintos que

      constitúe o primeiro libro da literatura galega contemporánea. En 1861 celébranse os
                                                      contemporánea.

      primeiros Xogos Frorais de Galicia onde só unha das composición premiadas estaba en

      galego A Galicia de Francisco Añón.


                No ano 1863 publícase Cantares Gallegos que é a primeira obra escrita

      integramente en galego por Rosalía de Castro e con ela inaugúrase o Rexurdimento pleno e



                                                                                                    88
Museo Pazo de Tor


      a partir deste momento publícanse moitas obras en lingua galega e aparecen xornais tamén

      en galego e xa deica finais do século comezan a aparecer as primeiras gramáticas de lingua

      galega e en 1905 fúndase a Real Academia Galega.


             Xa na segunda década do século XX, aparecen as Irmandades da Fala, creadas para

      a defensa, dignificación e cultivo da lingua galega, que promoveron a elaboración d
                                                                                        de

      dicionarios, gramáticas e outros estudos, ademais de reivindicar a presenza do galego na

      Administración e no Ensino.


             Neste momento aparece a revista Nós, da man de Vicente Risco, Otero Pedrayo e

      Florentino Cuevillas, que conforman o coñecido "Grupo Nós". Os membros de "Nós",

      cunha ampla formación intelectual, pretenden eliminar o lastre folclorista da cultura galega

      mediante a súa actualización, normalización e universalización, poñéndose en contacto e

      colaborando con autores estranxeiros. Deste xeito, a literatura galega entra en contacto cas

      correntes europeas e ten lugar unha importante produción artística en tódolos xéneros, con

      figuras como Manuel Antonio, Amado Carballo e o sempre recordado Castelao.


              En 1931 créase o Partido Galeguista, que consegue a aprobación do Estatuto de
                                                       consegue

      Autonomía de Galicia, no que a lingua galega adquire por vez primeira o recoñecemento

      de "idioma oficial de Galicia". Sen embargo este logro non chegou a ter aplicación na

      práctica por mor do estoupido da Guerra Civil, que supuxo o principio da máis crúa etapa
                                                         supuxo

      para as linguas minoritarias do Estado español.


3.1.5. O galego na época franquista


             O franquismo provocou a desaparición do galego da escena pública, do ensino e de

      todas as actividades socioeconómicas. Moitos escritores galegos, que ata aquel momento
                                                              galegos,




                                                                                                     89
Museo Pazo de Tor


      foran os encargados de manter viva a lingua e a cultura galegas, víronse obrigados ao

      exilio e a produción galega emigrou con eles.


             Pouco a pouco, no ámbito cultural o galego comezou a manifestarse de novo e a

      creación da editorial Galaxia no ano 1950, promovida por Otero Pedrayo e Ramón Piñeiro,

      entre outros, será clave na recuperación do uso escrito da nosa lingua; xa que esta editorial

      publicará diferentes revistas como a de Economía de Galicia, Atlántida ou Grial.


             A partir dos anos 60 prodúcese un cambio económico e social e a censura
                            os

      modérase, de forma que xa se permiten certas publicacións, amplíase o mundo editorial,

      conmemórase o Días das Letras Galegas, a Universidade crea a Cátedra de Lingua e

      Literatura Galegas e incluso se crean asociacións culturais en defensa do galego: O Facho,

      O Gaio, a Asociación Cultural de Vigo…


             Nesta época destacan autores como Carballo Calero, Álvaro Cunqueiro, Anxel

      Fole, Blanco Amor, Méndez Ferrín ou Carlos Casares.


3.1.7. O galego na actualidade


             Ca instauración da democracia, Galicia convértese en Comunidade Autónoma,
                  stauración

      tendo como linguas oficiais o galego e o castelán. De xeito paralelo instáurase tamén unha

      lexislación reguladora dos usos do idioma. O Instituto da Lingua Galega e a Real

      Academia Galega propoñen en 1982 as Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma

      galego, que acadan así o carácter de oficiais coa promulgación da Lei de Normalización

      Lingüística no ano 1983.




                                                                                                      90
Museo Pazo de Tor


          A literatura galega contemporánea volve a brillar, tras anos de represión e a obras
                                                                                      as

   de moitos autores galegos son traducidas a varios idiomas, como é o caso de Manuel Rivas

   ou Suso de Toro.


3.2. HISTORIA DO DÍA DAS LETRAS GALEGAS


          Cada 17 de maio, dende 1963, celébrase o Día das Letras Galegas, día no que

   Galicia honra á súa lingua, aos seus escritores e ás súas letras. A iniciativa da
                               aos

   conmemoración do Día das Letras Galegas nace de tres académicos: Manuel Gómez

   Román, Xesús Ferro Couselo e Francisco Fernández del Hierro, que o día 20 de marzo de

   1963 propuxeron na Real Academia Galega declarar o 17 de maio de cada ano o Día das

   Letras Galegas para “recolle lo latexo material da actividade intelectual galega co motivo
                       “recolle-lo

   de se celebrar o centenario da publicación dos Cantares Gallegos de Rosalía de Castro xa

   que estimaban que o libro de Rosalía foi a primeira obra maestra coa que contou a
                                Rosalía

   literatura galega contemporánea e un fito decisivo na historia da renacencia cultural de

   Galicia”. Os académicos propuxeron ese día porque, non coñecendo o día exacto da

   publicación da obra de Rosalía, escolleron a data na que a autora llo dedicou a Fernán
                                   escolleron

   Caballero.


3.3. LOIS PEREIRO


          Lois Pereiro, homenaxeado deste ano, nace en Monforte de Lemos en 1958, aínda

   que con tan só 17 anos marcha a Madrid para cursar estudos de Ciencias Políticas e

   Socioloxía, aínda que posteriormente, tras un breve período no que volve a Galicia para

   traballar na empresa familiar, regresa a Madrid para centrase no aprendizaxe de idiomas.




                                                                                                91
Museo Pazo de Tor


       Será precisamente na capital de España onde comece a súa traxectoria literaria, na

revista experimental Loia, na que colabora xunto a outros galegos universitarios como
             imental

Antón Patiño, Manuel Rivas e seu propio irmán Xosé Manuel Pereiro.


       De regreso a Galicia, arredor dos anos 80, instálase na Coruña e comeza a colaborar

na revista La Naval, Trilateral e Luzes de Galicia con outros contemporáneos e tamén

forma parte do Grupo de Amor e Desamor, con outros escritores como Pilar Pallarés,

Manuel Rivas, Francisco Salinas, Fermín Bouza, etc.; que publicaron dúas antoloxías

colectivas co mesmo nome: De amor e desamor I (1984) e De amor e desamor II (1985).

Posteriormente, no ano 1987, tamén foi incluído noutra antoloxía Después de la

modernidad, na que aparecían Pedro Casariego, Felipe Benítez ou Luis Alberto de Cuenca.
          ,


       Finalmente, tras colaborar en diferentes revistas e en antoloxías colectivas, será en

1992 cando publique a primeira das súas dúas únicas obras publicadas en vida: Poemas

1981/1991. Tres anos máis tarde publica Poesía última de amor e enfermidade (1995).
         .


       Xa no ano 1996, o día 24 de maio, Lois Pereiro, enfermo de sida, falece na Coruña

a causa dunha insuficiencia hepática por un envelenamento de aceite de colza

desnaturalizado. Sen embargo, a súa poesía seguirá dando de que falar e en 1997 publícase

a obra póstuma Poemas para unha Loia que recolle os primeiros poemas do escritor
                                              le

monfortino, moitos deles publicados na revista Loia, e o ensaio “Modesta proposición para

renunciar a facer xirar a rida hidráulica dunha cíclica historia universal da infamia”, dado a

coñecer na revista Luzes de Galicia, onde tamén se publicaron oito capítulos da súa novela

inconclusa Náufragos do Paradiso
                        Paradiso.


       Durante moitos anos, reivindicouse a dedicación do Día das Letras Galegas a este

poeta monfortino e foi finalmente o 26 de xuño de 2010 cando a Real Academia Galega



                                                                                                 92
Museo Pazo de Tor


publicou a súa decisión de homenaxealo no ano 2011. A Academia apreciou na obra de
 ublicou

Lois Pereiro: “evidentes pegadas expresionistas, referencias á literatura xermánica e certas

influencias da contracultura (…) unha imaxe e unha estética que fixeron del un au de
                                                                               autor

culto. Cartografiou como ninguén o labirinto do mundo contemporáneo conciliando para

tal fin o individualismo escéptico ca tradición demoledora do expresionismo europeo.”


       O seu amigo, Manuel Rivas, e membro da Real Academia Galega recoñeceu que:

“dedicarlle a Lois Pereiro o Día das Letras Galegas 2011 foi unha decisión valente da
  edicarlle

Academia, porque é un autor de culto, pero en canto se difunda a súa obra será un autor

moi popular” “é un mito contemporáneo. A súa obra é vangardista, universal e tamén

dramática, pero con moito alento. Lois Pereiro invoca aos bos espíritos, as marabillas, a

rebeldía e a xenerosidade”.


       Finalmente, como exemplo da súa crúa poesía, mostrase un parágrafo dun dos seus

poemas que se atopa como epitafio gravado en pedra na súa tumba de Santa Cristina do

Viso: “Cuspídeme enriba cando pasedes por diante do lugar onde eu repouse, enviándome

unha húmida mensaxe de vida e de furia necesaria”




       INSTRUMENTACIÓN NECESARIA




                                                                                               93
Museo Pazo de Tor


                Para levar a cabo este proxecto será necesario un instrumental mínimo que se

         describe a continuación:


     •   Impresión e plastificación das fichas presentes nos anexos con motivo da súa exposición ao

         público.


     •   20 metro de cordel e 50 pinzas para colocar as fichas presentes nos anexos.


     • Ordenador con proxector e pantalla para reproducir o Power Point que se atopa nos anexos.




4.       TEMPORALIZACIÓN


                O presente proxecto levarase a cabo na Rede Museística Provincial de Lugo nas
         seguintes datas:


     •   Día 15 de maio de 2011 no Museo Provincial do Mar (San Cibrao).


     •   Día 17 de maio de 2011 no Museo Etnográfico San Paio de Narla (Friol).
                                   Museo


     •   Día 21 de maio de 2011 no Pazo de Tor (Monforte de Lemos).


                A duración aproximada para a exposición oral do proxecto, acompañada da
         proxección do documento en Power Point, será de 30 minutos. Sen embargo contémplase
         propoñer outros 30 minutos para a lectura de poemas de Lois Pereiro e para a quenda de
         preguntas e debate sobre o tema. Finalmente tamén se propón a contemplación das fichas
         de cada un dos escritores que foron homenaxeados no Día das Letras Galegas.




                                                                                                      94
Museo Pazo de Tor




O TENDAL
  DAS
LETRAS




                            95
Museo Pazo de Tor



Lois Pereiro Homenaxeado Ano 2011




     (Monforte de Lemos, 1958 Coruña, 1996)
                         1958-A
                     Acróstico

                     Somentes

                Intentaba conseguir

                   Deixar na terra

          Algo de min que me sobrevivise

          Sabendo que debería ter sabido

              Impedirme a min mesmo

         Descubrir que só fun un interludio

         Atroz entre dous muros de silencio

         Só puiden evitar vivindo á sombra

       Inocularlle para sempre a quen amaba

        Doses letais do amor que envelenaba

            A súa alma cunha dor eterna

          Sustituíndo o desexo polo exilio

             Iniciei a viaxe sen retorno

         Deixándome levar sen resistencia

               ó fondo dunha interna

           Aniquilación chea de nostalxia.




                                                                  96
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Uxío Novoneyra Homenaxeado Ano 2010




    (Parada do Courel, 1930 – Santiago de Compostela, 1999)

                       Terras outas e soias!
                      Serras longas mouras!
                    Eu son esta coor de soedá
                    Ancares soñados co lonxe!
         Penas de Marco de Meio Mundo en ringuileira do
                        Candedo ás Moás!
        Alto da Lucenza Formigueiros Montouto Pía
                                              Pía-Páxaro
              Tesos cumes do Courel! Pobos probes
             Ardidos de tristura mouros de queimados!
                    Lor ruxindo polo val pecho!
                         Ucedo e ucedo!
                          Fontiñas outas
                             penedos
                        carrozos escuros
        fragas agros soutos e devesas! Labregos e pastoras
                          que soio vistes
                  istes tesos e máis estes vales!
                 Aturula a curuxa e canta o cuco
     Medindo o tempo quedo que se para na cor e tornándose
        Contra un ven cravarse no sitio onde máis se sinte!


                    Serra aberta (Os eidos 2)




                                                                                  97
Museo Pazo de Tor



     Ramón Piñeiro López Homenaxeado Ano 2009




                            (Armeá - Láncara (Lugo), 1915-1990)


                                                                           Lugo, 24-4-1950


Meu querido amigo:


Xa te podes imaxinar canta ledicia me produxo o fallo do “concurso de novela gallega”. Foi
unha doble ledicia: po-lo trunfo
                       lo          persoal do amigo e po lo trunfo comun que así lle
                                                      po-lo        comun-
podemos chamar- das letras galegas; despois do resoante trunfo académico de Oter teu
                                                                            Otero
trunfo literario veu   a ser como un podente aturuxo que pregoa o rexurdir das letras
galegas. E así foi como o entenden as xentes, pois moitos que non te conocen
persoalmente mostrábanse moi satisfeitos do resultado do concurso “por ser a única das
presentadas que estaba escrrita en galego”. Entre os que te conocen foi unánime a alegría,
 resentadas
mesmamente como se foras d
                         d-eiquí e viviras eiquí decote.


                                           Cartas de Ramón Piñeiro a Ricardo Carballo Calero




                                                                                               98
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Xosé María Álvarez Blázquez Homenaxeado Ano
                    2008




                    (Tui, 1915- Vigo,1985)


                        Ise neno da rúa
             Non é certo que os nenos teñan fame
                         Non pode ser.
                      Ben o sabedes todo
             os que andades no mundo atafegados
                á percura do pan dos vosos fillos
                 Ises outros que vedes pola rúa
                        pedindo esmola,
             non teñen fame, non, porque daquela
                vos teríades morto de vergonza.
            E ben vos vexo andar nos vosos coches
              ou nos tranvías, a berrar de cousas
              estranas, -¡viva, beba, baba, buba¡-
                 sen reparar naquil esfarrapado
             que coa moura mauciña está petando
                       na porta de ferro.
               Por iso penso que non é verdade
               o que algún caviloso di dos nenos
                que andan así petando pola vida
          -¡Non, home, non¡ lle dixen a un de aqueles-
           ¡Non,       non¡-
                A xente pasa leda......¡Fora boa
            que andivesen a rirse dos seus crimes¡




                                                                             99
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María Mariño Homenaxeada Ano 2007




         (Noia, 1918 – Courel, 1967)


                    María Mariño
               De forte ollar, amiga,
           de frío que non se quenta,
           Amiga, que eres de todos
          e por ninguén esquencida.


                Soia co teu silencio
              na forza do teu poder,
              un por un de cada ser
             levas do fin ó comenzo,
              descansar a túa fonte.
        ................................................
               E logo d'alí cansiños,
             amigo, dinos pra onde?


         Deixa, amiga, ós nosos pes,
                  fríos polo teu ver,
                algo do noso sentir,
              do són que tí fas fuxir
            amiga, por aquil nacer...




                                                                               100
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            Manuel Lugrís Homenaxeado Ano 2006




                                       (Sada,1863 – 1940)


       Era Rosiña a rapaza máis feiticeira das Mariñas; digo a máis feiticeira, e penso que este
verbe non esprica dabondo a bonitura de tal meniña. Bástevos con que diga que era roxiña como
o ouro, de dente brancos cal xogas dun regato, ollos azús e cheos da melanconía máis
arroubadora, e labres tan coorados cama a grana do seu refaixo. O seu peito era resio e
levantado, e si ben se incrinaba un pouquiño ó andar, dáballe máis gracia que outra cousa. Era, en
fin, unha desas rapazas que basta velas unha soa vez pra que inspiren un amor tenro, pra que
                                                             inspiren
leven tras si tódolos sentimentos dun corazón namorado. Preto do seu rueiro vivía Manuel, o
afillado de Xuana, rapaz que ó rivés de Rosiña, era trigueño, de ollos mouros e gachos.


                                                                      O Penedo do Crime (frag.)




                                                                                                     101
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Xesús Lorenzo Varela Vázquez Homenaxeado Ano
              Varela
                     2005




(Fillo de emigrantes, nace en 1916 a bordo do barco “La Navarre” á entrada do porto da
                      Habana (Cuba). Morre en Madrid en 1978)


                                         LUGO
                                   Na fonte de ferro,
                                   no coiro dos bois
                                  no espello do vento,
                                  da navalla e da frol.
                                  No recén da herba,
                                   no lobo e no can,
                                  nos ollos da meiga,
                                    na pedra do lar.
                                    No refaixo dela,
                                   na ponte do alén
                                 no andar das ovellas.
                                   no ar do mencer.
                                   No cabalo quente,
                                     no viño millor
                                 no que non se perde
                                   no meu corazón.
                                   Na noite senlleira,
                                     no liño tecido,
                                   na madeira tenra
                                  dos vellos castiros.
                          Na vida, na morte, no amor e no ren,
                          loubareite, Lugo de aceiro e de mel.



                                                                                          102
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   Xaquín Lorenzo Fernández "Xocas" Homenaxeado
                     Ano 2004




                                    (Ourense, 1907 – 1989)


A malla


       «(…) Hoxe desapareceu completamente por estas terras o antigo sistema de degrañar o
centeo por medio dos mallos, que foron substituídos por trilladoras mecánicas, o que fixo trocar o
procedemento de aproveitamento do gran, suprimindo algunhas angueiras agora innecesarias;
unha de elas, precisamente a derradeira, é a que dá m
                                                    motivo a estas notas.


       Polo mes de Santiago está xa a més en sazón e entón procédese á seitura. Unha vez
segado o centeo é atado en feixes e tense amoreado a carón da eira até o intre da malla.


       É este un dos traballos de tipo comunitario que aínda se conservan no noso campo, pois
                                                                conservan
sgue na súa forma tradicional, pese á mecanización desta tarefa”.


En “No esprito da més en Lobeira (Ourense)”. Cuadernos de Estudios Gallegos. 1973




                                                                                                     103
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Antón Avilés de Taramancos Homenaxeado Ano 2003




            (Taramancos (Noia), 1935 -A Coruña, 1992)


                              OBRA


                               VIII
                Aquela chambra fina con bordados
                de delicada man! ¡Que ar tan xoven
                cinguía no teu peito! ¡Que nobreza
                   campesiña e galana oferecía!


                  Camiñabas na tarde paseniño,
                 eras columna ergueita e soleada
                  e o meu amor un cabirtiño novo
                 que brincaba e que ria tolamente.


                 Miña noiva de abril, rapaza nova
                 recendo de fiuncho e ruda fresca
                decátaste da dor que me asolaga?


                Tiña o tou corazón como unha sella
                  preferida, como un vello xardín
                 onde deixaba a mais pequena risa
                a mais fonda Saudade e a mais alta
                       grandeza do querer.


                          E dime agora:
                ¿qué ramo de loureiro nesta fronte
                 para cantar a tua chambra clara?




                                                                            104
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 Frei Martín Sarmiento Homenaxeado Ano 2002




              (Vilafranca do Bierzo, 1695 – 1772)

             Coloquio de 24 Gallegos Rústicos


                   No chan que en Morrazo
                      chaman os galegos
                      tamen San Cybran
                    que chega hasta o ceo,


                      que está no camiño
                      que vay ao Ribeyro
                      dendes Pontevedra
                        a vila do reyno,


                      a hum-ha legoiña,
                       camiño dereyto,
                     fay conta que sigues
                       o rumbo surlesto


                      se sube en relanzo
                       por todo o vieyro
                       sen muita fadiga
                     nem muito tormento,




Eladio Rodríguez González Homenaxeado Ano 2001

                                                                        105
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(San Clodio (Leiro), 1864 – A Coruña, 1949)


          ORACIÓS CAMPESIÑAS
        Quixera que os meus versos
          cheirasen á terra húmida,
    ………………………………………….
    sonasen sempre a cántigas barudas;
     ………………………………………
       tivesen oraciós de atardeceres
     ………………………………………
   chegasen as concencias máis escuras
              e despertasen n’elas
           as voluntades murchas,
            e prendesen nas almas
     as arelas patrióticas máis xurdias,
                  e rezasen á eito
      a pregaria eucarística e litúrxica
     do santo amor á todo canto é noso
    i-á todo canto en nós vive e perdura,
        pra que así nos sentísemos
              nas xornadas futuras
máis grandes e máis donos de nós mesmos,
        ..............................................




                                                                             106
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          Manuel Murguía Homenaxeado Ano 2000




                           (Frexel (Arteixo), 1833 – A Coruña, 1923)


                          DISCURSO NOS XOGOS FRORAIS DE TUI


       ¡O noso idioma! O que falaron nosos pais e vamos esquecendo, o que falan os aldeáns e
nos achamos a ponto de n’entendelo; aquel en que cantaron reis e trovadores; o que, fillo maor da
pátrea gallega, nola conservóu e conserva coma un don da providencia; o que aínda ten nos
nosos labres as dozuras eternas e acentos que van ó corazón; o que agora oídes coma si fose un
himno relixioso; o hermoso, o nobre idioma que do outro lado dese río é léngoa oficial que serve a
máis de vinte millóns de homes e ten unha literatura representada polos nomes gloriosos de
                                          literatura
Camoens e Vieira, de Garret e de Herculano; o gallego, en fin, que é o que nos dá dereito á
enteira posesión da terra en que fomos nados, que nos de que, pois somos un pobo distinto,
debemos selo; que nos pormete o porvir que procuramos, e nos dá a certeza de que ha de ser
                      pormete
fecundo en bens para nós todos. Nel, coma en vaso sagrado en que se axuntan todos os
prefumes, achanse os principaes elementos da nosa nacionalidade, de novo negada, e, aínda
máis, escarnecida. Doulle o celta a súa dozura e a maor parte do seu vocabulario; o romano
                a.
afirmóuno; ten do suevo as inflesións; do noso corazón, o acento afalagador; e os brandos sonos,
e os sentimentos das razas célticas. Un tanto femeninos, é certo, pro que se tempran no valor
heroico dos seus fillos. Léngoa distinta –di o aforismo político- acusa distinta nacionalidade.
Digámolo nós tamén, se nos compre, con maor firmeza aínda, e poñamos de nós o que faga falla,
para que sea para sempre esta léngoa en consonancia co noso esprito, e feita coma ningunha
                                                       noso




                                                                                                     107
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outra para a espresión dunha literatura tan oposta ó xenio da de Castilla como é esta que nós
temos.




     Roberto Blanco Torres Homenaxeado Ano 1999




                          (Santa María dos Baños, 1891 – Madrid, 1936)


DIANTE DA NATUREZA

Pra Bernardino Varel                                            Soilo os viles imbéciles

Pra Manoel Cabanillas                                           as mágoas d’a fatiga

O monte está sereo,                                             N-as leiras que dan froito,
                                                                  as

os penedos vixían;                                              sóbor chan que xermina,

a gándara está virxe                                            o traballo fecundo

d’a profanazón ainda                                            impón a lei da vida.

Soilo as cibdás imbéciles                                       Soilo as cibdás imbéciles

Iñoran a cousina.                                               co pitismo dan grima.


Na rasa Natureza                                                O agro, o agro, é a musa

todo rechouta e brilla:                                         d’ardente melonía

de cote ten o encanto                                           en onde a frol d’a loita

d’a meiga poesía.                                              chea d’arume e limpa,

Soilo os salóns imbéciles                                      ergue seus cores roxos

fan normas da mentira.
            a                                                  ô cume que aloumiña,


Xunt’ô paisaxe ledo,                                           falando ôs peitos nobres



                                                                                                108
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a fonte deita a linia                                                  d’a redentora obriga.

na qu’o sedento afoga                                                  Soilo as cibdás imbéciles
                                                                       traicionan a consina…
n-alcohol vil s’esnaquizan.


                 Meendinho, Homenaxeado Ano 1998




                                           MEENDINHO
                                Seiam’ eu na ermida de San Simón,
                              e cercaronmi as ondas que grandes son.
                                Eu atendendo meu amig’! E ver[r]a?


                                   Estando na ermida ant’ o altar
                               cercaronmi as ondas grandes do mar.
                               Eu atendendo o meu amig’! E ver[r]a?


                              E cercaronmi as ondas, que grandes son;
                                  nen ei [i]barqueiro nen remador.
                               Eu atendendo o meu amig’! E ver[r]a?


                                E cercaronmi [as]ondas do alto mar;
                                  non ei [i]barqueiro nen sei remar.
                               Eu atendendo o meu amig’! E ver[r]a?


                                  Non ei i barqueiro nen remador:
                                morrerei [eu]fremosa no mar maior.
                                Eu atendendo meu amig’! E ver[r]a?


                                 Nen ei [i]barqueiro nen sei remar,
                                  Morrerei eu fremosa no alto mar.


                                                                                                       109
Museo Pazo de Tor


        Eu atendendo meu amig’! E ver[r]a?




Martín Codax, Homenaxeado Ano 1998




              Ondas do mar de Vigo,
               se vistes meu amigo,
            e, ai Deus, se verra cedo!


              Ondas do mar levado,
              se vistes meu amado,
            e, ai Deus, se verra cedo!


              Se vistes meu amigo,
               o por que eu sospiro,
            e, ai Deus, se verra cedo!


              Se vistes meu amado,
            o por que ei gran coidado,
            e, ai Deus, se verra cedo!




                                                                 110
Museo Pazo de Tor




Johan de Cangas, Homenaxeado Ano 1998




           En San Momed’, u sabedes
             que viste-lo meu amigo,
             oj’ ouver’ a seer migo;
           mia madre, fe que devedes,
               leixedesmio ir veer.


              O que vistes esse día
            andar por mi mui coitado
           chegoum’ ora seu mandado;
            madre, por Santa Maria,
               leixedesmio ir veer.


            Pois el foi d’ atal ventura
            que sofreu tan muito mal
            por mi, e ren non lhi val;
            mia madre, e por mesura,
               leixedesmio ir veer.


             Eu serei por el coitada
             pois el é por mi coitado
            se de Deus ajades grado,
             madre ben aventurada,
               leixedesmio ir veer.



                                                              111
Museo Pazo de Tor




                 Ánxel Fole Homenaxeado Ano 1997




                               UN LADRÓN ANDABA POLA CASA
                                       Historia de Misterio
         Sempre soñaba isto o recaudador de contribución de alá de Pastoriza. Pastoriza ten sona
de ter moi bo gando. Sempre o decía o don Casto Méndez, cando iba botar un vaso á tasca do
Benedicto, que era tamén un bon zapateiro. Unha vez contóunos a don Cándido e máis a min que
sempre soñaba que un ladrón entraba na súa casa cunha ganzúa.
Máis ise ladrón soñado era tamén un asesino. Xa se sabe que os ladrós que andan de noite son
moitas veces asesinos tamén. Van dispostos a matar a quen sea, porque non se lles descubra o
                                                          sea,
roubo.
         Don Casto era un home pequenote il, dus cincoenta anos e moi rebusto. Máis tiña unha
voz de neno que facía rir a moitos mal insinados.
         - Sempre soño con un ladrón que entra na miña casa pola noite. Sempre se me ache ó
                                                                                     achega
leito. E sempre me bota as maos á gorxa para me afogar. Eu berro i a miña muller esperta.
         Esto me contóu unha vez en Vián, ceando na casa do cura don Cándido. Era po outono,
                                                                                  po-lo
despóis de San Froilán, e ceáramos perdices que o mesmo cura don Cándido c
                                                                         cazara coa súa
escopeta do dazaseis.
         Era noite de lúa chea i eu collín o camiño de volta para Pacios. E fun pensando que a voz
de neno de don Casto facía tempo que era un pouco rouca, coma si tivera un catarro á gorxa.
         Pasaron algúns anos i eu atopéime de casual en Santiago, cuns vellos amigos a quenes
                                              casual
non vira en vinte anos. Andabamos de vagar po la rúa da Calderería. Sería coma unha hora antes
                                           po-la
do xantar.




                                                                                                     112
Museo Pazo de Tor


          O Venancio, que sabía moitas historias disas que chaman do outro mundo, falaba das
premonicións.
          -Hai moitos casos en que se aduviña o porvir dunha maneira que chamaremos instintiva.
                oitos
          -Ista conversa era millor prá noite, coma cando paseabamos po
           Ista                                                      po-la Ferradura e
contabamos disas historias de medo, ás que era tan afeizoado o gran clínico don Roberto Nóvoa
Santos.
          - Penso recordar que me dixeron que don Roberto cría que os cás oubeaban cando
sentían a morte dunha persoa, poucas horas antes de morrer.
          Pasamos por diante dunha casa estreitiña. No portal había unha mesa mortuoria. Non sei
cómo, acheguéime a vé-la esquela. “Don Casto Méndez, ex recaudador de contribuciones...” Era o
                      la esquela.
de Pastoriza.
          -Non sei o que daría –
                               –dixen- por saber de que morréu ise don Casto, que eu coñecía.
Naquil intre saía un cabaleiro do portal, cunha carteira debaixo do brazo.
          - Si tanto che interesa…
          O Venancio estivo inda un bon ratiño falando co cabaleiro da carteira. Despedíronse con
moita cerimonia
          - Ise don Casto morréu dun cáncer na gorxa. Mesmamente se valeiróu dunha hemorraxia.
Fai tres días, aínda andaba de pé. Apenas se lle entendía xa o que falaba dende algún tempo.
          A frase de obriga é eiquí que “me quedei dunha peza”.


                     (Ánxel Fole, Contos Da Neboa, Edicións Castrelos, 1973)




       Xesús Ferro Couselo Homenaxeado Ano 1996




                                                                                                    113
Museo Pazo de Tor


                                 (Louro (Valga), 1906- Ourense, 1975)


        COMO E POR QUÉ OS ESCRIBANOS DEIXARON DE EMPREGAR O GALEGO
O galego entón é a fala dos vasalos e dos señores, dos cregos e dos labregos, e óucese o mesmo
nos concellos que nas eirexas, misturado co latín nas prédicas e cerimonias. “E esto así dito e
outorgado ergueuse o dito chantre e tomou por las maos aos ditos Afonso Ougea e Tereixa
                        o
Alvares e en suas maos feceron logo palavras de casamento ambos e dous, segundo que manda
a nosa Santa Madre Iglesia, dizendo o dito Afoso Ougea que recebía a dita Tereixa Alvares por
sua muller boaa e leal e a dita Tereixa Alvares dizendo que reçebía ao dito Afonso Ougea por seu
        er
marido boo e leal…” Ansí se fixo un casamento, nos comenzos do catrocentos, según as Notas de
Estebo Pérez, chanceller do Cabidoo da Catedral de Ourense.
Inda que o rei de Castela non se alcuña xa Emperador, como noutrora o imperante en León, ténse
             i
por tal de feito e de dereito e leva a honra mandar en reinos de costumes e falares diversos. No
seu famoso discurso pola primacía de asento no Concilio de Basileia o daián d Santiago don
                                                                            de
Alonso de Cartagena, conselleiro do rei don Xohán II e logo bispo de Buros, antre as probas da
preeminencia do Rei de Castela sobor do da Ingalaterra, apón a de que aquil era rei de reinos con
diversas língoas. Vemos por iso como endexamais recusa que lle falen os vasalos cada un na sua
fala.
Namentras gobernan os endiantados, a conciencia de Reino de seu mantense viva. Pro a
anarquía feudal –que en Galicia houbo feudalismo como en ningures trouxo o debilitamento das
                 que                                     ningures-
vellas institucións xurídicas.
De contado, cos Trastámaras, de fora veñen arreo bispos, alcaldes maores, correxidores, daiáns
de Caidoos e hastra cregos, coengos e abades…
             (Do libro Homenaxe a Otero Pedrayo. VV.AA. Ed. Galaxia. Vigo, 1958 )


               Rafael Dieste Homenaxeado Ano 1995




                          (Rianxo, 1899 - Santiago de Compostela, 1981)



                                                                                                    114
Museo Pazo de Tor


                                    O GRANDOR DO MUNDO
        Tanto ouvira falar de Bôs Aires, das ruas longas e direitas que non se dan ademiradas nin
                              Bôs-Aires,
andadas, da prata relocinte e xenerosa con que alá premian o traballo, dos boletíns de moitas
llanas e da xente sabida que os lé, dos longos trens que bruan pol a pampa infinda e de mil
                                                               pol-a
cousas ledas, lanzales e rumosas, tanto ouvira falar, antrementres co a navalla barbeira –a mais
                                                                   co-a
levián da vila- percorría as fazulas dos seus parroquianos de sempre, e ta
                                                                        tanto no seu maxín
escarabellou o falado, que un día topouse de súpito co a circia vôntá d’ir a Bôs
                                                    co-a                     Bôs-Aires. Dez anos
alá, e voltaría rico de pecunia e lembranzas.
        Unha mañanciña saeu da vila cun baul pequerrecho.
        Cando chegou ao porto –endexamais vira unha cidade- sinteuse atordoado e pequecho
n’aquel reducio de escintilos e romores novos, e a rentes andivo de voltar. E hai quen di que dixo
moi ademirado, moi anguriado e moi pol baixo: -¡Qué grande é o mundo!
                                   pol-o
Dez anos alá e voltou rico de pecunia e lembranza
                                        lembranzas.
Chegou en tempo de invernía, cando andan os gatos a se pasearen pol
                                                                pol-a casa moi
desacougados, e as galiñas fan ringolas na sombra do alpendre, e as badaladas que chaman â
novena fan o serán esguío, espiritado.
        E cando estivo na casa e pasou o ledo barullo do recibimento, púxose a asubiar algo que
                                              barullo
escomenzou en tango e rematou en vella cantiga, mentras os vidros da fiestra choromicaban
diante dos seus ollos, estragoando a rua homilde.
        Algo moi vello e moi novo foi sortindo solermiñamente de non sabía que e
                                                                               esquencidas veas
do seu intro. E sinteuse asolagado ate a gorxa de dôce e rara anguria de morto reviviscido. E
cando pasaron uns picariños correndo e salmodiando aquelo, (“Chove – chove - na casa do probe,
- na miña non chove”) marmulou co voce esnaquizada:
                               co-a
- ¡Qué grande é o mundo!.
                        (A Fiestra Valdeira, Rafael Dieste, IGAEM, 1994)


               Luis Seoane Homenaxeado Ano 1994




                             (Buenos Aires , 1910- a Coruña, 1979)



                                                                                                     115
Museo Pazo de Tor


                      A FONTE (frag.)
             Semellaba o vello un vagamundo,
                unha braga ao meio da coxa
            máis curta a outra e de difrente coor,
           desguedellado e arrodeado de moscas,
                    ollando cara a fonte.
               Un burato cun picho no muro,
                 A fonte da rúa do Franco,
             con unha auga mellor que outras,
                que roidosa enchía as sellas
               cantando a auga e brincando.
                 Ao agochárese as mozas
              amostraban as pernas, as coxas
               frescas como a auga da fonte.
                Eso é todo o que agardaba,
              encostado, desdenoso, no muro,
          aquel vello que semellaba un vagamundo.




Eduardo Blanco Amor Homenaxeado Ano 1993
        Blanco-Amor




               (Ourense, 1897- Vigo, 1979)


                      A PESCA (frag.)
              Agarimantes cóxegas, moxenas

                                                                         116
Museo Pazo de Tor


                no teimoso cristal bulinte espello
               dos vimios confidentes pola beira.
              Sobro de nós, dondo silenzo, o ceio.


              O peixe foi, seu pulo e bris de prata,
                un istante no tempo de ar e rede;
            dempois, nota e puñal, fendeu as augas,
                  arrepío de luz na linfa verde.


               Como ispido na forza do seu arco,
                lanzal teu corpo, sen ferir a area,
                 sortíuse con lediza de venablo
             para o cachón das augos balbordeiras.


                Eu témero de ti, cos teus alentos
               na aperta da fondura entebrecidos,
              funte buscar nos arcos medoñentos
              onde amolece o sol en mornos limos.


                Tremantes de tolicie, prata e riso
               o peixe e ti, nos verdes solagados,
             xa as guirlandas da morte en rodopío,
             foron a dar nas redes dos meus brazos.



Fermín Bouza Brey Homenaxeado Ano 1992
       Bouza-Brey




    (Ponteareas, 1901 Santiago de Compostela, 1973)
                 1901-


                       RETORNO (frag.)



                                                                           117
Museo Pazo de Tor


                     "Mol rabanda do Mundo,
                         sabrosa terra nai,
                       que ventura manxarte
                         como un lírico pan
                e chantarche a dentamia dos ollos
                          na códea vidal,
                       madura, recendente,
                        vizosa, a latexar!…
                      Somentes ti me sacias
                          a fame perennal
                      Regusto de alonxarme
                          para logo voltar,
                       e adormir no teu colo
                     abranguendo o teu van,
                     como un Miño quencido
                        polo peito dos vals,
                   coas augas quedas, quedas,
                        sen presa polo mar.
                      Salcóchate de estrelas,
                      que é o teu doado sal,
                          ollece de liñares
                       a máis non verdexar.
                       Afúmate de brétemas
                        no caínzo do serán,
                     que os sentidos precisan
                         de ti, fogaza albar;
                        de ti, suprema bica
                          e propia caroal;
                      de ti, en sazón e chea,
                         ouh Galiza maná!

Álvaro Cunqueiro Mora Homenaxeado Ano 1991




                 (Mondoñedo, 1911- Vigo, 1981)


         SOEDADES DA MIÑA BRANCA SEÑOR (frag.)

         Escóitasme tí, miña señor amada, cando do peito
                        meu o trobo arde
               ou atrás de ti a sombra do meu soño
                loucamente a túa apreixa e bica ?
        Ouh doce o peso do teu corpo no meu maxín deitado
                  Neste río do meu vagar sin fin


                                                                                118
Museo Pazo de Tor


       qué incendiado navío non navegas na noite?
         -Por qué este corazón tanta frol murcha,
        por qué inda son eu de tanta verba a boca?
            Miña branca señor, corpo delgado:
       este bosque é do tempo da máis recente lúa,
            i ese malvís que tanto áer enfrauta
         cada día que amence renasce e asubía.
        Amante, no meu vaso aínda canta a sede.
         Esa lúa nevada, amor, que do teu corpo
     medra coa noite sober das cumes dos meus ollos.
         Deixa que rose, ao arrimo das cerdeiras,
         nas illas dos teus ollos a i
                                    i-alba rumorosa
     Adormece ao meu caró namentras quebra o día
                     carón,
      baixo un teito de aluadas, tímidas cantadoras.
            -Ese sono que por dentro escorre
        e pouco a pouco amósase ao meu rostro !
             fai falla, quezáis, un cabalo roxo
     ou unha aza mortal e fría para brincar fora desta
                     língua de lume?




Luis Pimentel Homenaxeado Ano 1990
     Pimentel




                    (Lugo, 1895-1958)

               SOLPORES DA MIÑA VILA
                  Solpores da miña vila,
                  longos, case eternos.
                 (Os anos pasan rápidos;
                     os días, lentos).
           a luz esbara polo meu piano lustroso
              ¿Qué música lle poñeremos?



                                                                             119
Museo Pazo de Tor


                     As maos, soñan.
                      Solpor de prata
                     sobor do ébano.
                 Penso nos poetas mortos.
                      Calma, calma...


                   Tarde inmóvil, eterna.
                   Quédase dulcemente
                 ¿en que soedade, lonxe?
                  Ceo, ceo, máis ben luz.
                    Equilibrio diste gris
                         tan tenro.
                    No, non hai paisaxe
                   nin carne nin sangue.


                   Solpores da miña vila,
                  longos, lentos, música.
                     As maos, soñan.
              SOMBRA DO AIRE NA TERRA




Celso Emilio Ferreiro Homenaxeado Ano 1989




           (Celanova -Ourense, 1912- Vigo,1979)


             LONGA NOITE DE PEDRA (frag.)


                    O teito é de pedra.
                  De pedra son os muros
                        i as tebras.
                     De pedra o chan
                        i as reixas.

                                                                      120
Museo Pazo de Tor


                        As portas,
                        as cadeas,
                          o aire,
                       as fenestras,
                        as olladas,
                      son de pedra.
                 Os corazóns dos homes
                  que ao lonxe espreitan,
                       feitos están
                          tamén
                        de pedra.
                      I eu, morrendo
                     nesta longa noite
                        de pedra.




Ramón Otero Pedrayo Homenaxeado Ano 1988




                 (Ourense, 1888 – 1976)


                         A CASA SOIA
                  Nas queixumosas táboas
              Brosladas finalmente polo verme
             analista de insomnios e fantasmas
              repousou o mou pai no cadoleito,
          e inda a piedade de unha bágoa de ólio
            garda a lembranza gosalleira e triste
           pra o fillo sempre na querida coimbra,
                neno xiado de augural pavura
              pola friaxe glacial de aquela man
          quentor de Deus, forteza e recompensa.
                 Sofren meus probes libres
             proba de soedade, noite e poeira,
              apreixan requintados pensadores


                                                                        121
Museo Pazo de Tor


                               os seus cristalográficos esquemas
                                en procura da chama dos poetas
                                 aínda nos ermos bailadora lapa.
                                     E encentándome o peito
                              os dentes do remorso, non sosteñen
                                 os ollos o reproche amargurado
                                 das páxinas sin ordre folleadas,
                                  onde se sinte o delorido pranto
                                 das escumas e torres das ideas
                             batendo en xordas praias e roquedos
                                 de indiferente tempo acugulado.
                                                 …
                                    Arestora un irónico paxaro
                                  peteira na gaiola do meu peito,
                                 non quero pescudar o cemiterio
                            dos quebrados ensaios dos meus egos,
                                os imprefeitos testos de cerámica
                            deste meu barro, ás veces Kaolín puro
                                   dina lampada do locir eterno,
                                outras trollo calcado polos casos
                               dos armentíos mouros do pecado,
                              ou tristeiros refrexos de outros ceus
                               apreixados na lama. De este barro,
                             feito e desfeito deica a man da Morte,
                               a suprema escultura das facianas.

 Francisca Herrero Garrido Homenaxeado An 1987
                                       Ano




                                   (A Coruña, 1869-1950)


                                  NÉVEDA (Introducción).


"Querendo un gran poema cantar, dúbidas teño; que se falo galego non me entenden; e a cantar
castillán nan me comprendo. Así mesmo pregúntome, se en prosa hei de escribir ou ben en verso;
e ríome soíña deste meu dubidar; que é un aletexo igual ó dun poliño que se debote, coidándose
atrapado no poleiro por un espanta paxaros de trapo movido polos ímpetus do vento. Ninguén ha
                           espanta-paxaros
de le-lo meu escrito nin naide ha de folla lo meu pensamento... abonda con deixar corre pruma;
      lo                             folla-lo                                     corre-la
abasta con cumpri-lo meu desexo. ¡Lectores... quen os vira, mulpocado! couberan nun puñiño ben
                  lo             ¡Lectores...


                                                                                                 122
Museo Pazo de Tor


pequecho!... Deixade, pois, que escriba como canto: deixádeme que fale cos galegos, que son
irmáns da alma os que me escoitan, e non ha de asolagar nos meus defectos. E aqueles que non
entenden os meus falacios, e se sintan no propio Iar alleos, relembren que nasceron en Galicia;
             eus
que eiquí atallecerán fillos e netos; que dormen nesta terra, aloumiñadas, as cinzas brancuxadas
dos seus deudos”




   Aquilino Iglesia Alvariño Homenaxeado Ano 1986




                        (Abadín, 1909- Santiago de Compostela, 1961)
                        (Aba


                         HOMENAXE A RAMÓN CABANILLAS (frag.)

                           Viñeran anos de carnada e alas de corvo,
                           sombras desabogosas, chegaran as rulas,
                           o vento cantaba nas lanzas e nas almeas,
                                esa canción de ferro tan sabida.
                               Os que irían ás rilleiras do olvido,
                       cansos de andar arrastro polas viñas e pumaregas,
                    viran chegar os señores da terra sobre os seus cabalos,
                               e fixeron homenaxe ós poderosos
                           cos seus corazóns máis tristes que a noite
                                    á sombra das súas fillas.
                         E soñaron entón en terras anchas coma mares
                         onde pousar o mel do seu corazón sin medida,
                           e botaron negras naus á mar dos deuses,


                                                                                                   123
Museo Pazo de Tor


                   e sobre mares de cinza de orxos tristes,
                  e sobre mares ledas de ribeiras sin conto,
           puxéronse de xonllos cos ollos entrabertos ós lonxes.
           E nunha doce fu fumareda viran esborrallarse as torres;
     unha polvareda de terra morta íbaas pouquiño a pouco soterrando
         Soñaran entón outra vez en erguer a cidá de arriba abaixo
                        e abrir os camiños ás canciós,
      esperar neles aínda o mercador de panos e coiros finos de cerro
                e o de copas de aramio e lámparas de corno,
              e o que trae un corvo que fala e herbas de amor,
               e o que libra do medo o corazón servo e cativo.
          Doce deserto de sonos de area, que o vento leva e trae,
            Ciudades de ouro rebrilando no aire morno do serán.
       Doces ciudades asolagadas en sons que despertan ó mencer
                 udades
                           os labancos pelengrinos.
                 Corazóns desfeitos como mares sin sosego
           navegan tristes cara ás terras de xentes de outra fala
        e xa pensan morrere sen ver o doce fume dos eidos nativos.
              Pero aquí está o poeta das aradas leves do sono,
                     noso irmán o poeta das boas novas.
     Na ribeira onde se fon os barcos ledos dos sonos que non morren
               o seu canto arbora claras bandeiras no mencer.

Antón Losada Diéguez Homenaxeado Ano 1985




             (Boborás-Ourense, 1884 – Pontevedra, 1929)
             (Boborás


                            Nós, Nº 71 (frag.)


                        Probos rosas, saundosas
                          esperando amañecer;
                         loumiñadas, degaradas
                        por medrar i arrencender.
                         Tristes rosas amorosas,
                         todo chega, i o fin chega
                         cando a póla se dobrega
                          e nan vos pode soster.

                                                                                     124
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                                      Craros soños, frolecidos
                                        cobizando un ideal;
                                       aniñados, enchoiados
                                       nunha roseira lanzal.
                                     Tristes soños noitecidos,
                                      todo chega i o fin chega
                                     se dos soños soilo queda
                                       o imposibre no rosal.




 Armando Cotarelo Valledor Homenaxeado Ano 1984




                                   (Veiga, 1879 – Madrid, 1956)


                                          HOSTIA (frag.)


“¿Relembras?... Foi na doce Aquitaña. A raiosa primaveira enguirlandaba a campía e a serán
deitaba tranquil coma un misteiro frolido. Despeado e polvorente cheguei ó teu sarego. Proscritos
da terra nosa, decote perseguidos cal bestas montesías, chamamos onde vós. E aquela porta, a
porta de túa nai, a úneca para nós aberta, foi para min a porta dos ceos. No atrio estabas ti, abeiro
da “triquilla” arrodeada de pombas como Vénus, belida como Flora, graciosa como Aglae, como
Hera sorrinte... ¡Ai! terrible como o amor. Teur ollos feiticeiros miraron garimosos o estrano
                                                 ollos
pelerino de quen todos fuxían... ¡Gracias, ouh Prócula, aínda gracias, sempre gracias!




                                                                                                        125
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Manuel Leiras Pulpeiro Homenaxeado Ano 1983




                 (Mondoñedo, 1854 – 1912)


           OBRAS COMPLETAS. POESÍAS (frag.)
             ¿Por qué o ceo máis limpo ao galego
                      lle párce afumado?
              ¿Por qué a terra frolida que manda
                    lle cheira a escamallo?
           ¿Por qué a iauga, hastra no ollo da fonte,
                   pra el ten sempre tasto?
             ¿Por qué sinte que a sangue sorenta
                        figura aburalo?
            ¿Por qué trema, dormente, e dacondo
                      somella ter rautos?
             Porque está cos comenzos da febre
                   que aos probos deixados
                 fai perder a cabeza, i erguila,
                       dar fungueirazos,
               cando pintan que poden gandilos
                   os corvos que, a bandos,
               nunca faltan onde eles, famentos
                    seu coiro buscando…
               ¡Ogallá que nin un se lles lisque,
                    nin gordo, nin fraco!...




                                                                            126
Museo Pazo de Tor



Luis Amado Carballo Homenaxeado Ano 1982




             (Pontevedra, 1901 – 1927)


                   PROEL (frag.)
              O xesto monacal da pedra
             benzoa o acougo da aldea…


               Axiónllanse os camiños
               abrazados ao cruceiro,
               nunha azul eternidade
                   de pedra e ceo.


                 A agonía do solpor
             conmove o planto da terra,
               e a paisaxe presígnase
             con santas cruces de pedra.


                A campaíña de prata
                       do día,
                  latexa un ángelus
                    de epifanía.


                  E o sol agoniante
              ven a encravarse na cruz,
             abrindo os marelos brazos
               como o salvador Xesús.




                                                               127
Museo Pazo de Tor



    Vicente Martínez Risco Homenaxeado Ano 1981




                                    (Ourense, 1884 – 1963)


                                         LERIA (frag.)


“Nas camiñatas longas polas vereas enlamadas do val, antre as muradellas dos eidos e á sombra
dos carballos, polos vieiros abertos da serra, batidas do vento, antre as uces e as carqueixas,
polas estradas poeirentas baixo un sol de xusticia; nas pousas na porta de chouza e na portalada
do pazo, ao pé do cruceiro ou debaixo dun cabaceiro, ao acollido da chuvia, xantando nos mesós,
sentados nos longos bancos onde se sentan osarrieiros e os camiñantes; durmindo nas pousadas
                         s
da aldea, baixo o faiado de rexas trabes de castiñeiro; falando cos rapaces, cos vellos, coas
mulleriñas, cos homes que andan no traballo; ollando os longos horizontes cinguidos de serras
azúes, sorbendo o ár fresco da mañá e o luar da noite, vai ún comungando coa terra, deixándoa
entrar máis adentro na ialma, sintinto a suprema mística identidade coa gran Nai silenzosa, ao
tempo que a súa vida imensa nos inunda e adonámonos dun pouco da forza plástica criadora de
                                                                 forza
todas as cousas. A forza inmorredoira que ha dar forma fatura á ialma segreda e diviña de
Galicia."




                                                                                                   128
Museo Pazo de Tor



Alfonso X "O Sabio" Homenaxeado Ano 1980




                        Rei de Castela

                (Toledo, 1221 – Sevilla, 1284)

            CANTIGAS DE SANTA MARÍA (frag.)

            Da que Deus mamou leite do seu peito

               non é maravilla de sâar contreito.

            Desto fez Santa María miragre fremoso

           ena ssa eigreja'n Lugo, grand'e piadoso.

                por hûa moller que avía tolleito

            o máis do seu corp'e de mal encolleito:

            Da que Deus mamou leite do seu peito

               non é maravilla de sâar contreito.

          Que ámbalas súas mâos assí s'encolleran

        que ben por cabo dos ombros todas se meteran.

             e os calcannares ben en seu dereito

             se meteron todos no corpo maltreito.

            Da que Deus mamou leite do seu peito

               nan é maravilla de sâar contreito.




                                                                            129
Museo Pazo de Tor




Manuel Antonio Pérez Homenaxeado Ano 1979




                 (Rianxo, 1900 – 1930)


              DE CATRO A CATRO (frag.)

                   Fomos ficando sós
                o Mar o barco e máis nos.

                   Roubáronnos o Sol.
                 O paquebote esmultado
               que cosía con liñas de fume
                 áxiles cadros sin marco.

                  Ronbáronnos o vento.
              Aquel veleiro que se evadéu
              pola corda floxa do horizonte.

            Este océano desatracóu das costas
                  e os ventos da Roseta
                ourentáronse ao esquenzo.

                    As nosas soedades
                   veñen de tan lonxe .
                como as horas do reloxe.
             Pero tamén sabemos a maniobra
                 dos novíos que fondean
              a sotavento dunha singladura.

            No cuadrante estantío das estrelas
                  ficóu parada esta hora:
                     O cadavre do Mar
                fixo do barco un cadaleito.

                 Fume da pipa Saudade
                   Noite Silenzo Frío.
                   E ficamos nós sós
                 sin o Mar e sin o barco
                          nós.



                                                                     130
Museo Pazo de Tor




    Antonio López Ferreiro Homenaxeado Ano 1978




                         (Santiago de Compostela, 1837 – Vedra, 1910)


                                O CASTELO DE PAMBRE (frag.)


        "A Sobrado algo xa o conocemos; agora paréceme posto en razón que tamén
enxerguemos algunhas palabras acerca do Vilar de Mella. Xa dixemos que esta fortaleza de
                                                           dixemos
Vasco Fernández estaba situada onde se xuntan dous rigueiros que van ao Iso, antre as
parroquias de Mella e Sendelle. Compúñase dunha torre cadrada de tres pisos cas súas
correspondentes almeas e con dous corpos de casa a ela pegados, un polo lado do Norte e outro
                                                       pegados,
polo do Solano.


        Este estaba en tres grandes salóns a continuación un do outro e o último entestaba ca
torre. O outro corpo de casa soilo tiña un salón, que tamén comunicaba como os outros co
segundo piso da torre. Todo ao redor había unha forte muralla tamén almeada, e arrimadas a ela
estaban as caballerizas, o graneiro, a leñeira, a palleira e outras dependencias da casa. Dous
cubos redondos defendían a porta da muralla que estaba encontra a torre, e ademáis axudaban a
ter man do aparello e arteficio da ponte levadiza. Os dous regos, de que falamos, pasaban ao pe
  r
da muralla e ao mesmo tempo que servían de foso, facían máis vistoso e animado o paisaxe.


        O moblaxe da casa consistía en grandes catres cerrados con cortinas, xa de seda, xa de
lan, esparcidos por tódolas habitacións; en huchas non pequenas entalladas por tres dos
costados; en tal cal almario, en mesas de pes moi repinicados cos seus correspondentes bancos e
taboletes, e en caixóns, baules, canapés e outras cousas polo estilo”




                                                                                                  131
Museo Pazo de Tor



         Antón Vilar Ponte Homenaxeado Ano 1977




                                (Viveiro, 1881- A Coruña 1936)


                            PENSAMENTO E SEMENTEIRA (frag.)


        "Eu xa fai tempo que ando a dicir que axiña non haberá na Galiza máis que unha só
aristocracia - aristocracia de pensamento, non de sangue -, aristocracia ou aristarquía, si vos
                                                          ,
parece millor, a do galeguismo; a que leva por bandeira e por escudo o "orgullo orixinal"
simbolizado no emprego da lingua materna, que é o supremo froito de diferenciación da lingua
materna, que é o supremo froito de diferenciación da raza á que perteñecemos. O galego culto
                         froito
que hoxe se esprese en galego, por ese só feito demostra levar na ialma un nidio sentimento de
libertade; un nobre afán de asolagar a súa intelixencia nas augas vivas do traballo enxebre co fin
de lles dar o tempero perciso para que poidan fecundar mortas terras, cheias de lixos de
escravitude, trocándoas en viveiros de vizosa democracia.


        A medida que o galeguismo vai encentando concencias novas e póndoas a xeito coas
relidades da terra, é doado decatarse de que outras moitas cousas que parecían grandes cousas
camiñan cara ó deserto por ocas i estériles, inda que fagan tanto ruído coma o tambor valeiro da
parábola de Tolstoi.


        Eu penso que as únicas saetas que van sempre rectas a furar o bran
                                                                      branco do futuro son
aquelas que se lanzan valéndose do arco da nosa lingua, xa ,que só entón mostrámonos
orixinaes".




                                                                                                     132
Museo Pazo de Tor



Ramón Cabanillas Enríquez Homenaxeado Ano 1976




              (Fefiñáns-Cambados, 1876 – 1959)


                  NA MORTE DE CASTELAO

                               ¡Irmán Daniel!
                           Na praia de Rianxo
                  caían como bágoas as estrelas,
                  espallaban teus aies derradeiros
               bruantes ventos das andinas serras,
             e ondas galgantes, en cramor, chegadas
                           da pratense ribeira,
                  contaban no areeiro que te foras
                  da sereidade pola plan vereda...
                 o camiño que nunca se desanda,
                              o vieiro sin fin...
                              Na noite pecha
                  entréi pinal adiante, medoñento,
                    a ialma dun feitizo prisioneira.
               Fungaban os ramallos un responso,
                brilaba a frouma verdecente acesa,
                en velorio de honra ó teu relembro.
                Ergueitas cara ó ceo as ponlas, era
                          cada pino un cruceiro,
                 labra xenial da túa man maiestra,
              e aquel forte e lanzal, que tempos idos
                  escoitou a túa prácida conversa
                            co sabidor e xurdio
                 Profundador de voces milagreiras,
                  inquiréu delorido, en desespero:
              ¿De qué morte morréu a nosa prenda?
                           Atravesóume o peito
                un dór punxente e esguío de saieta
                 e díxenlle a verdade crú, tinguindo
                cunha pinga de sangue cada verba:
                        ¡ Morreu do mul dos bós
                               e xenerosos !
                       ¡Morréu de amor á Terra!




                                                                            133
Museo Pazo de Tor



  Xoan Manuel Pintos Villar
    Homenaxeado Ano 1975




        (Pontevedra, 1811- Vigo, 1876)


A GAITA GALEGA TOCADA POLO GAITEIRO (frag.)


          Ou Galicia, Galicia boi de palla
         canta lástima ten de tí o Gaiteiro!
      O aguillón que che meten é de aceiro
         e con él muita forza te asoballa.
       No lombo teu zorrega, bate e malla
       fasta o máis nomicreque ferrancheiro
          e calesquer podenco forasteiro
         te vafa de vergonza sin migalla!
          Agarima alleeira eses ingratos
        ou víboras que postas ao teu peito
        co ferrete che rompen mil buratos!
        Si o sangre teu refugas do teu leito
       malas novas madrasta de insensatos
      dos fillos teus ao amor nan tés direito.




                                                                     134
Museo Pazo de Tor



Xoan Vicente Viqueira Cortón Homenaxeado Ano
                     1974




          (Madrid, 1886 - Bergondo (A Coruña), 1924)


               DA GÁNDARA ERMA E TRISTE


                  ¿Da gándara erma e triste,
                         piñeiro bravo,
                 non ouces do mar o mar molto
                         tan solitario?
                 ¿Non sintes te chamar á vida
                 pra un vivir sempre máis alto?
                        Piñeiro antigo,
                      vello e engruñado,
              ergue as sempre verdecentes ponlas
               que ao vento traman cal tramaron
               as daqués que, rexos e amorosos,
                        aquí cantaron.
               Eu son como un carballo solitario,
                        rexo e podente,
               que ten reminiscencias milenarias,
                  alta a cabeleira verdecente.
             E cando cheguen os ventos da invernía
                     ou as brisas do vran,
             as cordas da miña arpa cal as ponlas,
                        á vida cantarán.
                    ENSAYOS Y POESÍAS




                                                                           135
Museo Pazo de Tor



Manuel Lago González Homenaxeado Ano 1973




            (Tui, 1865, Santiago de Compostela, 1925)
             Tui,


     HOMAXE O ARCEBISPO MANOEL LAGO GONZÁLEZ (frag.)

                   Aquí dentro da cárcere vives

                        sereno e tranquilo

                  como viven os páxaros ceibos

                       nas prumas do niño.

                 Polas reixas de ferro contempras

                          o ceo infinito

                    onde brilan as luces do día

                        tecendo sorrisos.

                Ves os montes cubertos de nubes

                      y-os campos froridos,

                   y-o pasar arredor da cadea

                       parentes y-amigos.

                  E non sintes o peito magoado

                      y-o rostro alcendido;

                 que te miras no fondo da y-alma

                        y-atópaste limpo.

                 Anque teñas o corpo aquí preso

                       non tés meu amigo

                  con cadeas atada esa y-alma

                       que é filla de Cristo.

                   Libertade do corpo non vale

                      que o corpo é cativo.

                Cántos hay que son libres do corpo

                       e presos do esprito!




                                                                            136
Museo Pazo de Tor



Valentín Lamas Carvajal Homenaxeado Ano 1972




                    (Ourense, 1849 – 1906)


                       A ALDEA (frag.)

             No medio dun souto, ao pé dunha serra,
              na cume dun monte, no fondo dun val,
            coas chouzas de seixos telladas de colmo,
                   están as aldeas, o mundo rural.
                                  ...
             Alí como os corpos, o espritu esmorece,
               sin outros alentos que a superstición;
           os mortos as bruxas, os trasno as meigas,
                                       trasnos,
             seus dioses penates, seus númenes son.
               Fanáticos, chámanlle á cencia herexía
                ao xenio loucura, grandeza ao poder,
                  valor á osadía, ao medo pacencia,
              á usura comercio, vergonza ao non ter.
                                  ...
                 Alí, os caciques engordan e chegan
                 a ricos sin teren nin rentas nin bés,
               namentras o triste maestro de escola,
                  un ánema en pena de fraco parés.
                                  ...
                  Alí non pensedes hachar agarimo
                  si apóstoles sodes de algún ideal,
                 a inmovre rutina secóu os celebros,
               i a cega iñorancia xunguíunos ao mal.
                                  ...
               ¡Ai míseros, probes, coitados labregos
             que están nas aldeas rabeando de bós...
                escravos que levan o nome de libres,
              que viven no inferno rezándolle a Dios!




                                                                             137
Museo Pazo de Tor



Gonzalo López Abente Homenaxeado Ano 1971




                     (Muxía, 1878 – 1963)


                CENTILEOS NAS ONDAS (frag.)
               Lostregueante choviscar de estrelas
              No escuro seo dunha noite en calma;
                Labarada de auceiros e de arelas
                A arder na seca gándara da ialma.


             Anceios meus de lles ronbare aos mares
              Rondas de escuma, pérolas nacradas,
                  Rebrilos de ronseles estelares
               Nos albos colos das mariñas fadas.
                  Ladrón, a vixiar nas penedías,
             Nas pardas lombas dos adustos cabos,
                No fervente balbor das ardentías,
             Nas mouras furnas nos rochedos bravos.


               No brancore dos seixos dos coídos,
              No morno abrigo das arnelas fondas...
                 Só puiden apañar estes louridos
                      Centileos nas ondas.




                                                                          138
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Marcial Valladares Núñez Homenaxeado Ano 1970




                         (Vilancosta-Berres (A Estrada), 1821 - 1903)
                         (Vilancosta


                            MAXINA OU A FILLA ESPÚREA (frag.)


       "Corría o ano mil oitocentos sesenta e seis: era unha mañán de maio; empezaba a
esclarecer, e ladrando os cans nas eiras, daban a xente que pasaba polas congostras; cantaban
xa o millangarrido, a bubela e o cuco nas carballeiras, o merlo e o reiseñor nos salgueirales, o
paspallás entre os centeos, e os xílgaros e carrinciños, os chincheiros e siríns desfacíanse nos
                                                            chincheiros
eidos mirando cada un pra o seu amor, que alí os oviños no níxaro empolaba, e adozando todos
en concerto vario, traballos preludio de maternidá. Era o día vintesete, día da romería no Pico
Sagro, e subindo a aquela altura de dous mil cento trinta e oi-to pes sobre o nivel do mar, altura
                                                               to
onde, según lendas e tradicións do País, habitaron antigos mouros, e dis que algún habita aínda;
onde en novecentos catorce fundóu o bispo don Sisnando menesterio de Benitos;onde en mil
oitocentos trinta e un o arzobispo compostelano Frei Rafa el Veles mandóu poñer, e en primeiro
      ntos
de novembre daquel ano púxose no curuto mismo unha gran crus de pau pra que os pasaxeiros a
adoraran, feita astelas por un raio o sábado de Ramos de mil oitocentos trinta e seis; rubindo por
                                                                        trinta
aquel monte de carronchiñas frolidas, queiroas e recentes tomelos, acudían de moitos lados, por
diferentes carreiros, devotos que iban a visitar o Santo San Sebastián, algúns asta con ofrendas;
todos a rezarlle, a oirlle misas na súa solitaria ermita, único que hoxe se ve alí, pausado como
                                    súa
unha pombiña blanca ó pé da cresta".




                                                                                                     139
Museo Pazo de Tor




Antonio Noriega Varela Homenaxeado Ano 1969




           (Mondoñedo, 1869 - Chavín de Viveiro, 1947)


                         D´O ERMO (frag.)
              iNin rosiñas brancas, nin claveles roxos!
                  Eu venero as froliñas d'os toxos.
                   D'os toxales as ténues froliñas,
                 que sorríen, a medo, entr'espiñas.
                 Entr'espiñas que o Ceyo agasalla
                 con diamante-las noites qu'orballa.
                  ¡Oh d'o yerm'o preciado tesouro!
                  as froliñas d'os toxos son d'ouro.
                  D'ouro vello son, mai, as froliñas
            d'os bravos toxales, ¡d'as devocións miñas!...




                                                                                 140
Museo Pazo de Tor




 Florentino López Cuevillas Homenaxeado Ano 1968




                                     (Ourense, 1886 – 1958)




                                   PROSAS GALEGAS (frag.)
       "¡Probiños os ríos! Os máis pequenos morreron xa. As fervenzas dos outros calaron ca
súa leda cantiga, e os muiñeiros esqueceron as noites afrodíticas dos muíños. De vagar, de vagar,
soio escoan por entre as pedras das presas fíos de auga, tan miudos, tan febles, que semellan as
bagoas dun neno. ¿Onde foi, ouh ríos, a vosa forza de viaxeiros arriscados? Tristeiros, mudos, a
                                                                arriscados?
vosa iauga encora nas chás e fede por que, falla de azos pra camiñar, morreu ca soedade do alén.
       E aínda os grandes ríos da nosa terra: O Miño, O Sil, o Ulla, qué debecidos, qué probes!
De cada día, o voso leito afúndese máis, como si andivérades a abrir a vosa propia sepultura.
                                         como
       E tí, gabacha fonte do lugar, amiga das mozas e dos parrafeos, e tí, fontiña homildosa da
gándara, consolo de pogoreiros, casa frorida da moura encantada, ¿ Qué sentides ao ollar
estiñadas as vosas augas? ¿Qué vai ser da moura encantada, cando a fontiña da gándara sexa
soio unha cotra regañada?"




                                                                                                    141
Museo Pazo de Tor



Manuel Curros Enríquez Homenaxeado Ano 1967




          (Celanova (Ourense), 1851 La Habana, 1908)
                               1851-


                 AIRES DA MIÑA TERRA (frag.)

                         Como a miniña tola
                     que sai por ves primeira
                     con dengue e muradana
                          prá festa do lugar;
                         así, xentil i aposta,
                      vai vindo a Primaveira,
                       grinaldas de craveles
                       vertendo ó seu pasar.
                         Os álbores espidos
                       De fruto e de ramaxe,
                         cubertos xa de folla
                        comenzan a dar fror;
                     i á sombra agachapado
                          do prácido follaxe,
                   mentras que o gando garda,
                         fai chifros o pastor.
                     Xa de amarelo e branco
                       se pintan os outeiros,
                      xa nacen nas silveiras
                      as froles de San Xoan;
                      xa crecen nos valados
                     as hedras i os loureiros;
                    xa ten carroucho o millo,
                     xa as vides gromos dan.
                         Ai, estación florida,
                        gallarda primaveira,
                    quén pra botarche copras
                      tivera o que non ten!…
                          Co corazón ferido,
                          sin lira garruleira,
                   ¿Quén te cantóu, hermosa?
                 ¿ Quén te cantóu ?... ¡Ninguén!.




                                                                           142
Museo Pazo de Tor



Francisco Añón Paz Homenaxeado Ano 1966




          (Boel (Outes), 1812 – Madrid, 1878)

                ¡Ai!, esperta, adorada Galicia
            dese sono en que estás debruzada;
                 do teu rico porvir a alborada
                 polo ceo enxergándose vai.
           Xa cantando os teus fillos te chaman,
          e cos brazos en cruz se espreguizan…
              ¡Malpocados! o que eles cobizan
                  é un bico dos labios da nai.
               Dese chan venturoso arrincado
              pola man do meu negro destino,
                astra mesmo soñando maxino
                 eses campos risoños cruzar.
                E correr polas hortas e prados
               onde leda pasou miña infancia,
                respirando a suave fragancia
                 de xazmín, caravel, azahar.
                 Coido ver esa rías serenas,
              escumando, con barcos veleiros,
                   e cantares oir feiticeiros,
               que en ningures tan dóces oín.
                 Inda creo senti-las lavercas,
             que peneiran nos aires cantando,
             cando o sol vai as nubes pintando
               de amarelo, de lume e carmín.
                              ...
               Eu soñei ver no cume do Pindo,
               adornados de mirto e loureiros,
                escritores, poetas, guerreiros,
                que sorrindo se daban a man.
                Eran eses os fillos mais caros
             que da pátria aumentaron a gloria;
           os seus nomes nos fastos da historia
               con diamantes grabados serán.




                                                                       143
Museo Pazo de Tor



 Eduardo Pondal Homenaxeado Ano 1965




                  (Ponteceso, 1835 – A Coruña, 1917)


                            HIMNO GALEGO

 ¿Qué din os rumorosos                        a nosa voz entenden,

  na costa verdecente,                        e con arroubo atenden

   ó raio transparente                          O noso rouco son,

    do plácido luar?                          mais só os ignorantes,

 ¿Qué din as altas copas                        e féridos e duros,

de escuro arume arpado                         imbéciles e escuros

 co seu ben compasado                        non nos entenden, non.

   monótono fungar?                         Os tempos son chegados

-"Do teu verdor cinguido
 "Do                                         dos bardos das idades,

  e de benignos astros                      que as vosas vaguedades

confín dos verdes castros                      cumprido fin terán;

    e valeroso chan                           pois onde quer xigante

non des a esquecemento                          a nosa voz pregoa

da inxuria o rudo encono;                      a redención da boa

  esperta do teu sono,                         nación de Breogán.

   Fogar de Breogán.

   Os bos e xenerosos                      QUEIXUMES DOS PINOS
                                            UEIXUMES




                                                                                 144
Museo Pazo de Tor




                        Castelao Homenaxeado Ano 1964




                              (Rianxo, 1886 - Buenos Aires, 1950)


                                     SEMPRE EN GALIZA (frag.)
        "Galicia é a mellor esquina do solar hispánico, cabo do mundo antigo e avanzada de
Europa nomar inmenso da libertade. A arquitectura barroca do noso chan, labrada en pedra
granítica, está sempre coberta por un manto de zugoso verdor. Os montes son redondos como
peitos de muller e as serras son como lombos de boi cebado. Os vales son ledos e farturentos. O
mar tolea de carraxe cando nono deixan penetrar na terra; pero cando entra, quédase adormecido
no leito das rías. Galiza é unha unidade territorial armónica, de formas e coor, perfeitamente
diferenciada do resto da Hespaña. A patria é a Terra. A Terra que nos dou o ser e que nos
recollerá na morte como semente de novas criaturas. A Terra que cria frores nos campos onde
       rá
atopamos sombra fresca no vran e quentura garimosa no inverno; onde sofremos as inquedanzas
das sementeiras e gozamos a ledicia das colleitas; onde o vendaval brúa nas pon
                                                                            ponlas dos carballos
e funga nas cordas dos barcos; onde esboufan as ondas do mar nos cons da ribeira e ruxen nos
areaes; onde por primeira vez ollamos a choiva, a brétema, o sol, o luar, o "arco da vella" e a noite
estrelecida.
        ¡Como lle queremos á Terra! Eu de min sei decirvos que si dispóis de morto tivese que
voarmáis ala das estrelas visibles, para ir a un ceo tan lonxano da Terra, que nunca máis podera
vela,de boa gana renunciaría á inmortalidade para rematar a miña vida debaixo dunha laxe e
convertirme en herbas ventureiras.
        Certo que a Terra que amomos tanto aínda é un "val de bágoas"; pero nós, os galegos,
superaremos a predicción relixiosa e trocarémola en paradiso ".




                                                                                                        145
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Rosalía de Castro Homenaxeado Ano 1963




      (Santiago de Compostela, 1837 - Padrón, 1885)


              UNHA VEZ TIVEN UN CRAVO

                  Unha vez tiven un cravo

                    cravado no corazón

          i eu non me acordo xa si era aquel cravo

               de ouro, de ferro ou de amor.

          Sóio sei que me fixo un mul tan fondo,

                 que tanto me atormentou,

            que eu día e noite sin cesar choraba

              cal choróu Madalena na Pasión.

                Señor, que todo o podedes

                -pedinlle unha vez a Dios-,

            daime valor para arrincar dun golpe

                  cravo de tal condición.

               E deumo Dios, e arrinqueimo,

              Mais…¿Quen pensara?… Despóis

               xa non sentín máis tormentos

                 nin soupen qué era delor;

           soupen só que non sei qué me faltaba

                  en donde o cravo faltóu

                e seica…seica tiven soidades

                de aquela pena…¡Bon Dios!

          Este barro mortal que envolve o esprito,

                ¡quén o entendera, Señor…!




                                                                          146
Museo Pazo de Tor


                                          FOLLAS NOVAS

13. BIBLIOGRAFÍA


•   Calveiro, Marcos; (2011): Lois Pereiro, náufrago do paraíso: biografía e antoloxía Ed.
                                                                             antoloxía;
    Xerais; Vigo.

•   Domínguez Cuña, Abraham; (2011): Lois Pereiro: Letras galegas 2011.

•   Sánchez Puga, Xosé; (2005): De Rosalía a Lorenzo Varela: escolma do Día das Letras
    Galegas, 1963-2005.




        WEBGRAFÍA

•   http://www.museolugo.org/

•   http://encarnalagogonzalez.blogspot.com/

•   http://www.diadasletrasgalegas.com/

•   http://loispereiro.blogaliza.org/




                                                                                              147
Museo Pazo de Tor




                    148
Museo Pazo de Tor


ÍNDICE


-INTRODUCCIÓN..................................................................................................... 3
 INTRODUCCIÓN.....................................................................................................

-O ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS.............................................................. 5
 O

-VALORACIÓN PERSOAL ..................................................................................... 15
 VALORACIÓN

-ANEXO FOTOGRÁFICO....................................................................................... 16
 ANEXO FOTOGRÁFICO.......................................................................................

-BIBLIOGRAFÍA....................................................................................................... 22
 BIBLIOGRAFÍA.......................................................................................................




                                                                                                                          149
Museo Pazo de Tor


1. INTRODUCCIÓN

A Rede Museística Provincial de Lugo é o lugar onde realicei o meu período de prá         prácticas, o
primeiro que me gustaría resaltar desta experiencia foi a oportunidade de poder realizar un tipo de
prácticas diferentes, onde se nos deu a oportunidade de entrar en contacto con unha parte das
institucións públicas que por norma xeral en moitas ocasións non tes a posibilidade de coñecer
dunha forma tan directa, como é poder ver un modo de xestión cultural que traballa en prol da
accesibilidade e inclusión das persoas. A través das diferentes visitas que realizamos os tres museos
pertencentes a Rede, asi como poder escoitar e comprobar o que nos ensinou Encarna Lago e por
                  de,
último poder ser parte da engranaxe deste modelo de xestión o planificar unha actividade coa miña
compañeira Adriana Prieto e podela levar a cabo, xa que foi unhas das experiencia máis
                                                                                   experiencias
gratificantes do meu período de prácticas. A nosa tutora, Encarna Lago planificounos as nosas
prácticas en dous bloques, un teórico no que se nos explicaba o funcionamento da Rede Museística
Provincial por medio de visitas os diferentes museos que a forman, e un segundo bloque práctico
onde a nosa función consistía en planificar, diseñar e poñer en práctica unha actividade que se
realizase nos tres museos da rede, e que en outro apartado das memorias expoño máis
detalladamente. A continuación gustaríame falar da Rede Museística Provincial, para que conste
con maior claridade cada un dos museos que tiven a oportunidade de visitar,
A rede Museística Provincial, foi constituída oficialmente no mes de xuño do ano 2006, e aglutina
os catro Museos actualmente dependentes da Deputación Provincial de Lugo: o Museo Provincial
de Lugo, o Museo-Fortaleza de San Paio de Narla, o Museo Pazo de Tor e o Museo do Mar.
                    Fortaleza                          Museo-Pazo
A Rede Museística Provincial pretende unificar criterios e obxectivos, incentivar a colabora
                                                                                     colaboración,
optimizar os recursos, mellorar a comunicación e, de acordo coa definición do ICOM (Comité
Internacional de Museos), adicarse á conservación, restauración e catalogación. A creación deste
tipo de Rede responde á necesidade de mellorar a coordinación dos catro museos e potenciar o
aproveitamento dos recursos técnicos e humanos. Búscase xestionar unitariamente o conxunto da
Rede para que cada un dos museos integrados cumpra adecuadamente as súas funcións e poida
presentar de cara ás respectivas comarcas e conxunto da provincia, unha completa e variada oferta
cultural.
A nosa experiencia centrouse no Museo Fortaleza de San Paio de Narla, o Museo
                                  Museo-Fortaleza                            Museo-Pazo de Tor e o
Museo do Mar. A primeira visita que realizamos foi a do Museo do Mar o 29 de Xaneiro, o
primeiro contacto non puido ser mellor, tivemos a oportunidade de ver en persoa todo o que a
        o
Xerente da Rede nos explicara con anterioridade, o factor humano como elemento clave do
funcionamento do museo. Asistindo a unha obra de teatro, que exemplificou ante nos como menos
pode ser máis. O nosa experiencia continuaría no Museo Fortaleza de San Paio de Narla, o día 11
                                                   Museo-Fortaleza
de Febreiro, onde a través dunha visita guiada se nos foi mostrando cada parte do museo, asi como
as actividades que realizan, por último o 19 de Marzo a parte teórica remataba no Museo
                                                Marzo                               Museo-Pazo de
Tor, o broche para este bloque veu marcado por unha reunión de mulleres artistas onde se deu
comezo a unha serie de reunións que a partir de ese día se iniciou, participamos nese foro
escoitando a cada unha das protagonistas que nos contaba a súa experiencia; a intención desta
reunión era reunilas e pasarlles o relevo para que se seguirán dando no tempo non so con palabras
senón tamén con actividades plantexalas por elas, neste día asistimos a intención de conve
                                                                                       convertir unha
institución pública como soporte e foro das persoas, neste caso concreto de mulleres artistas,
evidentemente o mesmo tempo ese día tamén puidemos realizar a visita o Pazo Pazo-Museo así como a
cada unhas das súas dependencias e pezas. A partir de aquí deu comezo a parte práctica, pensar,
diseñar e planificar a nosa actividade, na que traballei coa miña compañeira Adriana Prieto
Fernández e que leva por nome “O Atlas da Memoria dos Museos”, para máis tarde levala a cabo,
en cada un destes lugares, no se
                               seguinte apartado expoño en que consistiu.

                                                                                                         150
Museo Pazo de Tor




2. ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS




2.1.INTRODUCIÓN

O museo é unha institución ó servizo da sociedade, que selecciona, adquire, conserva, comunica e,
sobre todo expón, con fins de acrecentamento do saber, de salvagarda e de desenvolvemento do
patrimonio. Así o especifica o Consello Internacional de Museos (ICOM),un organismo profesional
e independente, considerado como a tribuna máxima da profesión museística, que deu as pautas
para definir e normativizar os museos do mundo.Dende 1977, a proposta do ICOM, o 18 de maio
                                 museos
celébrase en todo o mundo o Día Internacional do Museo. O evento confórmase como unha
xornada de portas abertas, na que é habitual a organización de visitas guiadas, conferencias,
concertos, talleres e outras actividades que serven para renovar os votos que unen aos museos coa
                res
sociedade. Cada ano o ICOM propón un lema, xeralmente inspirado polas tendencias de
actualidade, que sirve de argumento motor da celebración en todo o mundo. No presente ano o
lema é “Museos e memoria”.

2.2 ¿QUE É A MEMORIA?


A memoria descríbese como a capacidade ou o poder mental que permite reter e recordar, mediante
procesos asociativos inconscientes, sensacións, impresións, ideas e conceptos previamente
experimentados, así como toda a información que se aprendeu conscientemente. A memoria no seu
                  sí
sentido de facultade de reprodución dos xestos aprendidos é un dos pilares da existencia humana,
remítenos paralela ou simultaneamente á capacidade de recordar, ao conxunto de rec
                                                                               recordos e ó lugar
ou os lugares onde estes quedan asentados.



A memoria e a importancia da conservación son temas que deben centrar as nosas investigación e
proxectos. Un pobo sen memoria está condenado ao esquecemento, entendido como a falta de todo,
xa que sen ela non sería factible a conservación de coñecementos para transmitir formas de cultura.
     e
Ao non poder facelo non teríamos identidade e non poderiamos recoñecernos como parte de un

                                                                                                      151
Museo Pazo de Tor


todo e, finalmente, non poderiamos relacionarnos co mundo que nos rodea. A memoria colectiva é
                                                                          rodea.
tan decisiva para a vida social como o é a memoria individual para cada un de nós. A memoria é
fráxil, inestable e insegura pero é a facultade humana que constitúe o maior tesouro do home e
permite establecer pontes co pasado e seguir nutrindo a nosa vida, estamos ante unha calidade que
                                           seguir
todos exercitamos. O coñecemento e a valoración da memoria e do patrimonio cultural permiten
polo tanto coñecer o noso pasado, as nosas raíces e facernos partícipes de un desenvolvemento
común. A conservación, recuperación, fortalecemento e difusión da memoria e do patrimonio
                 servación,
cultural posibilitan estender e ampliar as nosas fronteiras ata beneficios comúns, manter aberto a
canle de comunicación entre o noso pasado e o noso futuro.
O patrimonio transmite sensacións teñamos ou non unha formación previa en relación ao mesmo,
                        te
unhas sensacións que se van almacenando pouco a pouco na nosa memoria, e a elas recorremos
cando se nos fala dun elemento concreto. Un modo moi eficaz de exercitar a memoria consiste en
traballar cos diferentes estímulos (visual, auditivo, olfativo...) para potenciala, o obxectivo é o de
recordar, que consiste en traer á memoria algunha cousa; será a través de eses recordos polos cales
crearase unha imaxe dos museos nova, a memoria que cada un dos participantes das actividades ten
deles e que deste xeito aflorará dun xeito menos habitual ó que estamos acostumados ó traballar
individualmente cada sentido para o fin conformar o Atlas da memoria de cada museo. Os museos
ofrecen posibilidades excepcionais dende o prisma da educación e da comunicación, e esta
                      es
actividade permitirá que os participantes asuman o verdadeiro papel que teñen en relación ó museo,
é dicir, o de protagonistas e receptores da propia memoria do museo.
É fácil imaxinar ós museos como unha gran piscina de información accesible a toda persoa
                      s
interesada no coñecemento ou a investigación, así como esperar que poidamos atopar obxectos e
información que nos aporten profundidade, significado e relevancia para a comprensión de un      unha
sociedade, pero un obxecto unicamente é significativo cando pertence a unha rede de significados
más ampla que el mesmo. O museo concentra múltiples experiencias por descubrir, e, para
percibilas só hai que estar alerta, ter o espírito sensible, o corazón aberto e a mente clara
                                                               corazón




                                                                                                         152
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                    153
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2.3 O ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS

Para conmemorar o ano de Museos y Memoria, pensamos nun total de cinco actividades que baixo
o título de O Atlas da Memoria dos Museos, axudaran a crear unha atmosfera de achega dos
rapaces ó mundo dos museos. As visitas aos museos dende o punto de vista educativo non deben
enfocarse unicamente como reforzo dos coñecementos curriculares senón, tamén, coma un espazo
onde disfrutar cunha práctica cultural colectiva, tratando de compartir impresións e reflexións; así,
                                                              compartir
mediante a potenciación dos seus sentidos, buscamos que entre todos os participantes poida levarse
a cabo a recollida dunha serie de informacións, que formarán a memoria de cada museo.

2.4. OBXECTIVOS XERAIS

- Demostrar que os bens culturais de contido material, son á súa vez continentes de valores
            r
inmateriais. Esta é a característica que lles da a súa esencia e os diferenza de calquera outra
categoría de bens.
-Explicar que o ser humano é a suma de todos os seus momentos, o produto de todas as súas
 Explicar                                                    momentos,
experiencias, polo que é necesario pararse a reflexionar sobre esta cuestión.
-Acadar que os participantes interioriceaprendizaxes significativas a partires do descubrimento
 Acadar
persoal.
-Difundir a visión humanista do museo a tr
 Difundir                                 través de actividades interactivas.
-Potenciar o poder evocador, xerador de sentimentos e de recordos individuais e colectivos dos
 Potenciar
participantes nos tres museos.
-Promover a conservación do patrimonio cultural.
 Promover
-Axudar á interrelación persoal entre os partic
 Axudar                                  participantes das actividades.
-Proporcionar unha nova mirada en relación ao museo e responder á pregunta: ¿Qué nos di o
 Proporcionar
museo?
- Conseguir que os participantes disfruten coas actividades realizadas.




                                                                                                        154
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2.5. CRONOGRAMA




2.6. ACTIVIDADES


1. MEMORIA VISUAL



                                Nesta actividade traballaremos a partir de imaxes de obxectos
                                representativos de cada un dos tres museos. A presenza de un
                                obxecto cargado de valor simbólico (que representa recordos
                                persoais ou colectivos para unha persoa ou unha determinada
                                cultura) realza o coñecemento dende a memoria e a historia.
                                             za
                                Os participantes terán que reinterpretar unha parte da imaxe a
través de cores, debuxos ou palabras, deste xeito eles terán a responsabilidade de completar esa
imaxe que nós lles facilitamos mediante as sensacións que a propia imaxe e o contexto lles suxire.
                                            sensacións
OBXECTIVO ESPECÍFICO: Con esta actividade pretendemos obter novas lecturas da memoria do
museo a partir das imaxes e da extracción dos seus significados




                                                                                                     155
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2. MEMORIA DO TACTO

                          Nesta actividade empregaremos diversos obxectos representativos de cada
                          museo.
                          Polo común, nos museos non podemos tocar as pezas en exhibición, e en
                          ocasións isto fainos sentir “paralizados” debido á necesidade intrínseca de
                          cerciorarnos de que é verdade aquilo que pensamos ou sabemos, e polo
                          tanto desexamos constatar que certo obxecto existe, que é real porque o
                          estamos a tocar .
                          Os participantes analizarán a través deste sentido as diferentes calidades
                          que os obxectos posúen: rugosidade, suavidade, aspereza, dureza,
temperatura…todas a as sensacións que a través do tacto se poidan obter. Esta actividade non só
           a…todas
pretende ser un achegamento diferente ás pezas, senón tamén obter unha análise diferente das
mesmas.
Os participantes terán que ter os ollos vendados, non saberán que pezas van a tocar. Nunha
                                                                          pezas
primeira parte da actividade, soamente deberán cunha soa palabra explicar o primeiro que lles
transmite o obxecto a partires do tacto.
Na segunda parte da actividade, xogaremos ó “Obxecto cego”, todos os participantes salvo un
quitaranse as vendas e mediante unha palabra cada un irán definindo un só obxecto que o
       nse
participante cos ollos vendados terá que adiviñar.
OBXECTIVO ESPECÍFICO: Explotar as posibilidades que proporciona o emprego do tacto como
medio de aprendizaxe.

3. MEMORIA AUDITIVA

                    Nesta actividade serán diferentes sons os que leven ós participantes a
                    configurar diferentes relatos comúns en relación a cada museo.
                    A idea é que a partir dunha gravación sonora diferente en cada museo, que
                    nos levará a un contexto diferente, as monitoras pautarán a historia a partires
                    dunha primeira frase que eles deberán continuar.
                    OBXECTIVO ESPECÍFICO: Potenciar a memoria de cada un mediante o
                    poder evocador dos sons, para deste xeito crear a través del e da imaxinación,
                    relatos de novas realidades dentro do propio museo situando a este como un
elemento capaz de espertar a imaxinación dos rapaces/zas.

4. MEMORIA OLFATIVA

                      Nesta actividade a idea principal é a de percibir diferentes clase de olores e
                      poder clasificalos como agradables ou desagradables, familiares ou estraños,
                      evocadores ou indiferentes… xa que as mensaxes olfativas inflúen de forma
                      importante no desenvolvemento de determinados sentimentos e reaccións
                      físicas.




                                                                                                        156
Museo Pazo de Tor


No Museo do Mar, mediante a previa selección de elementos relacionados con mundo do mar
                                                               relacionados
(area, auga, conchas…) estudaremos as diferentes reaccións dos rapaces ante os diferentes olores,
análise que faremos tamén en San Paio de Narla e no Pazo de Tor modificando a metodoloxía
dependendo da realidade do propio museo.
OBXECTIVO ESPECÍFICO: Empregar a potencialidade que ten o sentido do olfato.

5. O XOGO DA MEMORIA

Como actividade final, plantexamos a realización dun xogo de mesa que será diferente en cada
museo. Consistirá na elaboración dun taboleiro que recolla vinte pezas representativas da sala do
                                                              vinte
museo onde se vaian a realizar as actividades, deste xeito queremos a través do lecer estimular
unha nova relación dos rapaces coas pezas para que sexan postas en valor e axudar ó seu
“redescubrimento”, xa que os xogos suxerirán unha serie de preguntas en relación a diferentes
                                       suxerirán
pezas.
OBXECTIVO ESPECÍFICO: Finalizar as actividades dun xeito lúdico mediante un xogo de mesa
que recolle imaxes representativas da sala onde se realizaron as actividades previas.


2.7. SUXEITOS DESTINATARIOS
               ESTINATARIOS


Cando deseñamos a nosa proposta, nun primeiro momento dirixímola cara un público concreto,
rapaces e rapazas cunha idade comprendida entre os oito e os quince anos. A continuación
detallaremos a idade do público que en cada un dos museos participou nas actividades:
                                                           participou
Museo do Mar: Contamos coa participación dun grupo de uns oito rapaces e rapazas cunha idade
comprendida entre os nove e dezaseis anos.
Museo- Fortaleza de San Paio de Narla: Nesta ocasión puidemos contar coa participación dun
grupo de rapazas cunha idade comprendida entre os trece e quince anos.
Museo- Pazo de Tor: Nesta ocasión contamos coa presenza de nenos comprendidos entre os sete e
os quince anos, algúns deles procedían da Asociación Raiolas, asociación integrada por pais e nais
                                                             ,
de persoas con autismos e trastornos xeneralizados do desenvolvemento.


2.8. CONTEXTO DE ACTUACIÓN

A nosa programación didáctica está inserta na programación preparada pola Rede Museística
Provincial de Lugo en relación ó Día Internacional dos Museos e o seu lema “ Museos e Memoria”.
En relación a esta festividade cada un dos museos preparou unha serie de actividades en diferentes
días. O noso Atlas da Memoria realizouse os días 17 18 e 21 de Maio, a continuación detallaremos
                                                  17-18
os diferentes días e horarios en cada un dos museos: Museo do Mar: Realizamos a actividade o día
17 ás 17.00 h. Ese día conmemorábase o Día das Letras Galegas, polo que durante toda a xornada,
                        conmemorábase
no Museo do Mar houbo unha exposición “O Tendal das Letras” que honraba a todos os escritores
homenaxeados dende 1963 ata a actualidade. Ás 12:00 h. deu comezo unha conferencia e
proxección en relación á figura do homenaxeado este ano, Lois Pereiro realizada por Silvia Aldariz,
e ás 13:00 h. realizouse unha video proxección e mesa de debate en relación ó tema da emigración
                               video-proxección
galega e venezolana, da man de Joxelyn Ruiz Museo Fortaleza de San Paio de Narla: Realizamos
                                               Museo-
a nosa actividade o día 18 (Día Internacional dos Museos), ás 11:00 h. Ese día tamén houbo
durante todo o día a exposición “O Tendal das Letras” e a conferencia sobre a figura de Lois


                                                                                                      157
Museo Pazo de Tor


Pereiro ás 13:00 h., do mesmo xeito, volveuse a realizar a videoproxección e mesa de debate en
                                                   realizar
relación ó tema da emigración galega e venezolana ás 17:00 h. Ese mesmo día, ás 20:00 h. tivo
lugar unha Conferencia-exposición “Memoria da formación da estrutura militar, destrución,
                          exposición
transformacións e rehabilitación do edificio do Museo de San Paio de Narla”, por José Ramón
                            ción
Soraluce Blond e José Ángel Santos Ferro.
Museo-Pazo de Tor: A nosa actividade foi levada a cabo no Pazo ás 17:00 h; ademais, ese día,
        Pazo
durante toda a xornada, tamén estivo exposto “O Tendal das Letras” e a conferencia sobre a figura
                                                          das
de Lois Pereiro produciuse ás 13:00 h. As 16:30h chegaron os nenos da Asociación Raiolas que
estiveron toda a tarde no museo, e ás 18:00 levouse a cabo a video proxección e mesa de debate en
                                                             video-proxección
relación o tema: Memorias de mulleres de aquí e de acolá.
                          s


2.9. RECURSOS DISPOÑIBLES

Para levar a cabo a realización da nosa proposta didáctica foron necesarios os seguintes recursos:
-MEMORIA VISUAL: para a realización desta sección, empregamos imaxes de pezas
 MEMORIA
representativas de cada un dos museos, faltábanlles a metade, espazo destinado para que o
completaran os participantes; polo que fixeron falta ademais cores, rotuladores…
-MEMORIA DO TACTO: para levar a cabo esta parte, empregamos diferentes obxectos en cada
 MEMORIA
museo, por exemplo, no Museo do Mar empregamos unha bitácora, un oído de balea, unha ostra,
               emplo,
un farol de barco..en San Paio de Narla, unha cunca, unha xerra, unha prancha antiga, unha galiña
de xoguete; e no Pazo de Tor, uns colares antigos, un abanico, un xoieiro…tamén precisamos de
vendas para poder tapar os ollos dos participantes e poñelos en situación.
-MEMORIA AUDITIVA: para esta actividade empregamos como soporte técnico un ordenador
 MEMORIA
que nos permitiu poñer de fondo os diferentes sons en formato mp3, que creaban a atmosfera
adecuada para poder crear as diferentes historias.
-MEMORIA OLFATIVA: nesta parte, empregamos diversas caixiñas que gardaban no seu interior
 MEMORIA
diversos elementos, diferentes en cada museo, por exemplo, no Museo do Mar, contiñan auga do
mar, area, diversas conchas…en San Paio de Narla, millo, terra, herbas diferentes; e no Pazo de
             iversas
Tor, contiñan madeira, café, un pano con perfume de muller…
-O XOGO DA MEMORIA: como remate das actividades, preparamos tres taboleiros, que se
 O
corresponden con cada un dos museos. Na súa elaboración foi necesario contar con imaxes de
pezas relacionadas con cada unha das salas onde se ía a realizar as actividades, e para levalo a
cabo, precisamos de fichas de cores e un dado xigante.

Para levar a cabo o conxunto das actividades, previamente, colocamos en cada museo unha mesa e
                                  actividades,
diversas cadeiras para os rapaces e rapazas. Antes de comezar, tiñamos unhas pegatinas, para que
cada un deles escribise o seu nome e así puidésemos coñecer mellor ós participantes.
Do mesmo xeito, tamén foi necesario contar cunha cámara dixital para poder documentar todo
                      én
o proceso. De seguido detallamos o lugar onde levamos a cabo as actividades en cada museo: O
día 17, no Museo do Mar, dispuxemos da Sala de Carpintería de Ribeira para levar a cabo as
actividades. O día 18, no Museo Fortaleza de San Paio de Narla, fixemos as actividades na Cociña.
                          Museo-Fortaleza
O día 21, no Museo-Pazo de Tor, o emprazamento do Atlas da Memoria dos Museos
                     Pazo
foi no Salón do Mediodía.


2.10. CUSTO ECONÓMICO DO PROGRAMA
Neste apartado temos que subliñar en primeiro lugar que a Rede Museística Provincial de Lugo xa
                  os

                                                                                                     158
Museo Pazo de Tor


contaba cunha serie de recursos que abarataron o custe da nosa actividade, detallamos a
continuación cales foron os elementos cos que xa contaba o museo:
-fotos representativas dos fondos dos tres museos
                        os
-ceras, rotuladores e bolígrafos
 ceras,
-vendas negras
-ordenador
-cámara de fotos
-dado xigante e fichas de cores
 dado

-mesa e cadeiras
-pegatinas

O único gasto necesario foi o relacionado cos tres taboleiros para o Xogo da Memoria, imprimilos
a cor nun formato din-A3 e logo plastificalos, o custo total disto alcanzou os 12, 95 €, tamén
                       A3
precisamos a impresión das fichas destinadas á actividade da Memoria do Tacto, sendo o custo de
                                                               Memoria
4, 20 €.

2.11. AVALIACIÓN DA ACTIVIDADE DIDÁCTICA “O ATLAS DA MEMORIA DOS
MUSEOS”


A nosa experiencia durante a realización do Atlas da Memoria dos Museos, deunos a posibilidade,
unha vez rematada a actividade, de poder facer balance dos acertos e dos erros. Unha das primeiras
                                            facer
cuestións que é necesario abordar é a que trata sobre a planificación, neste sentido, temos que dicir,
que tan importante é a calidade da actividade como o coñecemento que se debe de ter acerca do
lugar onde se vai a levar a cabo, en relación con isto, diremos que foi moi importante haber tido
    ar
xa un contacto previo coa realidade de cada un dos tres museos, este dato, foi fundamental para
coñecer o público ó que nos iamos a enfrontar, xa que un dos primeiros datos que posuíamos era a
labor con institutos, rapaces da zona, diversas fundacións, etc. que levaban a cabo dende a Rede
Museística. Unha vez coñecido o público, o seguinte paso foi o de familiarizarnos cos fondos dos
que dispoñía cada museo e a súa realidade específica para partir deles e comezar a configuración
das actividades; o mesmo tempo, hai que sumar á cuestión da planificación o factor da adaptación
ás diferentes circunstancias, xa que o contexto é moi diferente comparado cunha instituc
                                                                                   institución situada
nun ámbito urbano, como pode ser o caso do Museo Provincial de Lugo. Por iso, sabiamos dende
un primeiro momento que un aspecto clave que tiña que definir a nosa proposta era a de ser algo
vivo e aberto, que dependería do público que se acercara, por poñer un exemplo, o caso do
                                                        acercara,
desenvolvemento das actividades do Museo do Mar, onde traballamos con rapaces de nove anos e
de dezaseis, polo que o noso obxectivo foi en todo momento crear unhas actividades adaptables,
versátiles…sen que por ese motivo fosen menos atractivas.
É preciso subliñar que as nosas prácticas na Rede Museística, non seguiron a típica dinámica de
traballar nunha entidade por un pequeno período de tempo, xa que mediante o traballo de
elaboración e posta en práctica da nosa actividade didáctica non so aprendemos sobre como
                                              actividade
traballar senón que tamén aprendemos a ter en conta o factor humano que é parte de cada unha das
institucións, e o mesmo tempo coñecer as nosas propias capacidades.
Como conclusión resaltamos a boa acollida, así como a participación activa que tiveron os rapaces
                                                   como
e rapazas que foron parte do Atlas da Memoria dos Museos. Do mesmo xeito temos que facer
unha mención especial á axuda e á implicación que o persoal de cada un dos tres museos nos
prestou para levar adiante e facer realidade esta actividade.



                                                                                                         159
Museo Pazo de Tor


3. VALORACIÓN PERSOAL

A miña experiencia nas prácticas deume a oportunidade como xa dixen na introducción de poder
vivir unhas prácticas diferentes ás que coñecía. Unhas prácticas onde se me ensinou a importancia
do factor humano como motor da cultura e da xestión de calqueira institución.
      ctor
Como a máxima de que menos é máis e certa, onde traballar en prol dun modelo cultural que
abogue pola inclusión social e a accesibilidade é posible. Ademáis de todo isto, déronme a
posibilidade de poder formar parte desta engranaxe, desta rede o darme a oportunidade de levar a
   sibilidade
práctica unha actividade diseñada coa miña compañeira Adriana Prieto. Nesta valoración non podo
esquecerme da aprendizaxe adquerida onde conceptos como flexibilidade ou adaptación son
                                                                  flexibilidade
indispensables, todo o aprendido o longo deste tempo lévame a conclusión do factor humano como
peza indispensable a hora de plantexar calquer proxecto cultural, así como a importancia do
traballo en equipo como outro dos aspectos mái importantes.
                                            máis
O modelo de traballo en rede que plantexa estes tres museos, así como todo o traballo que en
eles se leva a cabo, fixeron que aprendera cousas de min que non sabía que as tiña, o dicir isto
estoume referindo, a que durante os anos da facultade mentres estudiaba Historia do Arte, nunca
                                               facultade
pensei que podería traballar nun campo como a didáctica, pero despois destas prácticas non
soamente sei que podo, senón que ademais podo dicir que me gustou e que disfrutei. Ainda que nun
primeiro momento me angustiara a idea de ter que pensar unha actividade, por medo a non ser
                             ustiara
capaz, por medo tamén a que non se me ocorrera nada, o resultado final non soamente mostroume
que son capaz, senón que tamén mostroume un campo laboral no que xamáis había pensado.
Como conclusión teño que dicir que realizar as prácticas na Rede Museística Provincial foi unha
experiencia moi gratificante, onde non soamente aprendín cousas, senón que tamén coñecín
modelos novos de xestión, e unha xente maravillosa da que me levo moitas cou  cousas que sei que me
axudaran a hora de traballar nun futuro. Non podo terminar a miña valoración sen agradecer a
Encarna Lago todo o aprendido, así como a todo o persoal de cada un dos tres museos que coñecín,
e que me axudaron en todo o que precisaba en ca momento.
                                               cada




                                                                                                      160
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BIBLIOGRAFÍA

-Area, Manuel y Parcerisa, Arthur. Materiales y Recursos Didácticos en Contextos
 Area,
Comunitarios. Ed. Graó. Barcelona, 2010
            .
-De los Reyes Leoz, José Luis. Del Patrimonio Cultural al Museo Infantil. Departamento de
 De
Didácticas Específicas. Universidad Autónoma de Madrid (Revista Tarbiya)
-Montenegro Valenzuela, Jacinto. Material Didáctico para un adecuado aprovechamiento
 Montenegro
en las visitas a museos. Facultad de Educación. Universidad de Zaragoza (Revista Tarbiya)
                       .
-Moral Ledesma, Beatriz. Reflexiones sobre la Capacidad Didáctica de los Museos y los
Objetos. Farapi, S.L. , Consultora de Antropología Aplicada. San Sebastián
       .
-Morgado Bernal, Ignacio. Psicobiología del aprendizaje y la memoria. CIC (Cuadernos d
                                                             memoria.                de
Información y Comunicación) 2005, 10


www.encarnalagogonzalez.blogspot.com
www.histodidactica.es
www.museolugo.org
www.museodomar.blogspot.com
www.museosanpaio.blogspot.com
www.pazodetor.blogspot.com




                                                                                                 167
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                                INTRODUCCIÓN

        El Máster en Servicios culturales tiene la intención de preparar al profesional para
el análisis y gestión de diferentes actividades y programas culturales, por lo cual la
oportunidad de realizar las prácticas en la Rede Museística de Lugo fu la idónea para
                                                                         fue
ejercer los conocimientos previamente adquiridos en el Máster.

        Las prácticas realizadas en la Rede Museística Provincial de Lugo se desarrollaron
en los museos que conforman dicha Rede Museística: Museo Etnográfico San Paio de
Narla, Pazo de Tor y Museo Provincial del Mar. La gerente de la Rede Museística, Doña
Encarna Lago, fue la persona encargada de coordinar las prácticas, quien ofreció una
inducción teórica y una inducción práctica. Posterior a la inducción práctica se designó la
planificación de una actividad cultural para ser llevada a cabo en los tres museos ya
    ificación
conocidos.

        El hacer factible la ejecución de una actividad cultural de mi propia invención me
dio la oportunidad de experimentar un trabajo realista y funcional, del mismo mmodo en que
pude enriquecerme de las vivencias y de las personas con sus conocimientos y experiencias

REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO

       La gestión de la Rede Museística Provincial de Lugo fue constituida oficialmente
en Junio del 2006, la cual interrelaciona los cuatro museos dependientes de la Diputación
de Lugo: Museo Provincial de Lugo, Museo Etnográfico Fortaleza San Paio de Narla, Pazo
                                             Etnográfico-Fortaleza
de Tor y Museo Provincial del Mar. La Diputación es la que tiene personalidad jurídica,
por lo tanto gestiona y administra directamente los museos. La Rede Museística se
                  ona
coordina actualmente desde el Museo Provincial de Lugo, ubicado en el casco histórico de
Lugo.

        Los objetivos de la Rede Museística son: Unificar criterios, incentivar la
colaboración y participación, optimizar los recursos humanos y económicos, mejorar la
                       ipación,
comunicación, incrementar el ámbito geográfico de actuación, poner en marcha las
actividades conjuntas y hacer posible el lema “Museo para todos, entre todos”, el cual
pretende lograr la inclusión de colectivos con riesgo de exclusión social.
                       usión

        En cuanto a este último objetivo se ha llevado a cabo un intensivo programa de
inclusión a personas con alguna discapacidad. La Rede Museística tiene más de 10 años
trabajando para hacer accesible sus museos a personas con capacidad limitada, que a pesar
                                    museos
de los avances globales de la museología y los avances tecnológicos, estas personas han
quedado olvidadas. De este modo en el año 2008 se crea finalmente el Departamento de
Capacidades Diferentes y Discapacidades, adscrito a la gerencia de la Red. Ese mismo año
                          Discapacidades,
se inician las obras de reestructuración en los museos de acuerdo alos criterios de
accesibilidad.


                                                                                               170
Museo Pazo de Tor


       En 1932 se crea el Museo Provincial de acuerdo a la Diputación de Lugo. En 1957
el museo se traslada al antiguo convento de San Francisco siendo reestructurado pero
                   da
conservando algunas áreas originales, en 1962 el Museo Provincial de Lugo fue declarado
bien de interés cultural. El Museo Provincial de Lugo es el único museo de la red que
posee conservación, restauración y catalogación.
                ión,

        El Museo Etnográfico San Paio de Narla es una fortaleza ubicada a 28 km al Oeste
de Lugo que data del siglo XIV, que sirvió de castronela al asentamiento de San Paio. La
Fortaleza fue adquirida por la Diputación en 1939, tras salvarla de su último propietario
cuya intención era demolerla y aprovechar la piedra. A comienzo de los años 80 se hace
una renovación de pisos y techos, instalación eléctrica y otras mejoras para hacer de la
fortaleza un museo. En 1983 se trasladan materiales de etnografía del Museo Provincial de
Lugo a la Fortaleza San Paio de Narla el cual abre sus puertas ese mismo año como Museo
Etnográfico y de Historia.

        El Pazo de Tor está ubicado en el valle de Lemos, en la parroquia San Juan de Tor,
que pertenece al concello de Monforte de Lemos. Es un hermoso edificio construido a
         enece
finales del siglo XVIII. A pesar de las reparaciones realizadas tras quedar afectada por el
incendio de las tropas napoleónicas, conserva con mucha sobriedad su estilo neoclásico.
Cuando la Diputación Provincial de Lugo recibe al Pazo como una donación, realiza una
serie de mejoras para su posterior musealización en Julio del 2006.

        El Museo del Mar nace en 1969 gracias a Francisco Rivera Casás, quien era
maestro de la Escuela Nacional y de la Escuela de Orientación Marítima y Pesquera de San
                       Nacional
Ciprian. Don Francisco coleccionaba objetos marinos, y junto con sus 34 alumnos nace la
iniciativa de crear un museo en el aula de la Escuela Nacional, tomando como base la
colección marina del maestro. Es así como en el año 69 la Diputación Provincial de Lugo
crea el Museo del Mar. De 1994 al 2004 el museo es gestionado por la asociación de
vecinos “Cruz dá venda de San Ciprián”. En ese período abre todos los días al público,
contando con cuatro salas de exposición. Finalmente en el 2004 pasa a formar parte de la
Rede de Museos de la Diputación de Lugo como Museo Provincial del Mar. Hay que
destacar que el Museo del Mar de San Ciprián es el más antiguo de toda Galicia y el único
museo gallego que nace por iniciativa de un grupo de alumnos y su maestro, y en el que
han participado activamente en su funcionamiento los vecinos de la zona. Actualmente
cuenta con varios programas de actividades para niños, jóvenes y familias con talleres,
jornadas temáticas y actividades lúdico recreacionales con el fin de de incentivar la
                ticas               lúdico-recreacionales
creatividad, la experimentación y el trabajo cooperativo en grupo.

        Otros programas contemplados en el Museo del Mar son: Actividades escolares,
programa investiga, de conservación, de publicaciones, de creadores, de cooperación, de
                                         de
cine, de conciertos, de teatro, de rede de diálogos, de efemérides, proyecto internacionales,
entre otros.




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Museo Pazo de Tor




                    172
Museo Pazo de Tor



    VISITAS A LOS MUSEOS DE LA REDE MUSEÍSTICA
                PROVINCIAL DE LUGO

Visita guiada al Museo Etnográfico-Fortaleza San Paio de Narla:
                                   Fortaleza

       El viernes 4 de febrero nos encontramos en el Museo Provincial de Lugo, en la
oficina de coordinación de la Rede Museística, en donde Doña Encarna realizó una
inducción teórica y nos dio material de lectura para conocer con más detalles los proyectos
                                                     conocer
y programas que se han llevado a cabo en la Rede, así como la nueva perspectiva del nuevo
concepto de musealización.

        Posteriormente nos dirigimos a la Fortaleza San Paio de Narla, en donde nos
recibió Doña Paquita, quien nos hizo de guía en esta fortaleza, y quien mejor que ella, que
                          en
además de ser una doña muy amena, siente una conexión muy especial con este museo, ya
que desde su infancia conocía de este legado histórico gracias a su padre que ha cuidado
por muchos años esta fortaleza. En cada espacio de la fortaleza se exponen diferentes
                 s
objetos que recrean la vida de los gallegos desde el siglo XV, tanto de los plebeyos como
de los nobles.

       Cada objeto, cada detalle tiene una historia que al conocerla queda grabada en la
memoria para siempre. Aprendí que la piedra está allí, se puede ver y tocar, pero ésta sólo
recobra valor cuando conocemos su pasado, sus relatos, cuando recreamos hace cientos de
años atrás la grandiosa historia de la cual el único vestigio que tenemo es precisamente
                                                                  tenemos
esos elementos que podemos ver y tocar, y que esposible gracias a la sensibilidad de
conservación.

Visita al Pazo de Tor: Encuentro de mujeres artistas gallegas:

       El Pazo de Tor es un sitio hermoso, desde sus grandes jardines y la prodig
                                                                           prodigiosa vista
panorámica de sus balcones, hasta sus grandes salones que te evocan a la opulenta vida de
los propietarios del Pazo en su época.

        En la entrada del Pazo se desplegó la exposición de ilustraciones “Mis ojos y tus
manos” a través de la ONG llamada Implicadas no desenvolvemento. Las temática era del
género y la pobreza de la mujer en la India, que plasma la cooperación de las voluntarias
de Implicadas por manos de las ilustradoras. El evento comenzó con un performance de la
artista alemana Petra Hofmann, quien quería demostrar ciertas teorías de aprendizaje en
                          mann,
niños a través de su actuación burlesca. Posteriormente entramos a conocer el palacio,
anonadados por la grandeza de sus salas y sus pasillos, llegamos hasta el salón donde se
realizaría el encuentro de mujeres artistas gallegas. La reunión fue amenizada por Doña
                 uentro
Encarna, haciendo que los debates tomaran curso. Numerosas mujeres gallegas y de otras
partes del mundo involucradas o relacionadas en el mundo del arte participaron, debatieron


                                                                                              173
Museo Pazo de Tor


y opinaron acerca del papel de la mujer en el arte a través de la historia. Fue muy
         ron
interesante conocer las diferentes posiciones y perspectivas de mujeres de diferentes
edades y estilos, quienes argumentaban con firmeza sus puntos de vista. Los encuentros
sociales de esta naturaleza son muy importantes ya que nos permite tener espacios de
      es
diálogo e interacción que hace posible la inclusión de todas las personas en la sociedad
desde diferentes ámbitos.


Visita al Museo Provincial del Mar:

        La visita al Museo Provincial del Mar se hizo con el motivo del enfoque de la
mujer en el patrimonio cultural, el cual consistió en una reunión de mujeres para hablar de
la memoria de la mujer en el mundo del mar. En el grupo dominaba en número por mujeres
de la tercera edad, quienes compartieron anécdotas y experiencias de vida en su juventud
                   ,
como noviazgos, matrimonio, familia, esposos que se ausentaban por meses para trabajar
en mar adentro, trabajos que realizaban como mujeres, vida social, etc.

        Posteriormente se llevó a cabo un evento para niños, pero disfrutable para todas las
edades: La revista oral A voz dos carraos, editada por el Museo Provincial del Mar con
                                    carraos,
periodicidad trimestral. En esta oportunidad los cuenta cuentos nos deleitaron con una
historia llamada Nanas de la cebolla, un poema de Miguel Hernández. El público disfrutó
de una hora y media de la historia entre voces personificadas, música, imágenes,
vestuarios, canciones e interactividad con los niños.




                                                                                               174
Museo Pazo de Tor



                 DESARROLLO DE LA PROPUESTA




PROGRAMA:


         El programa consiste en una muestra fotográfica de mujeres de Galicia y mujeres
             rograma
de Venezuela en el contexto social y laboral, y algunas en el ámbito de inmigrante, en el
periodo de siglo XX. Se exponen 70 fotografías originales en blanco y negro en formato
digital, a través de una herramienta audiovisual proyectada desde el ordenador. La
   ital,
exposición fotográfica se acompaña, posteriormente, con unas actividades de interacción.




                                                                                            175
Museo Pazo de Tor


       Para llevar a cabo este trabajo realicé una previa investigación bibliográfica
fundamentada en la materia “Procesos migratorios e identidad sociocultural” impartida en
el Máster de Servicios Culturales. Consulté material fotográfico e histórico en el Archivo
de Emigración Gallega, perteneciente al Consello de la Cultura Gallega ubicado en la
                         ,
ciudad de Santiago de Compostela. Al mismo tiempo, gracias a la colaboración del
fotógrafo lucense Carlos Valcárcel, se recopiló algunas fotos de su preciada colección
fotográfica alusivas a la mujer. Así mismo tuve acceso a las fotografías digitalizadas de la
mujer venezolana en el siglo XX a través del centro de artes “CELARG”, en Caracas, el
cual cuenta con una exposición fotográfica del mismo tema, material proporcio
                                                                          proporcionado y
resguardado en el Archivo Histórico de Miraflores, en Caracas.



Destinatarios:

       La exposición fotográfica y la actividad didáctica se llevaron a cabo en los museos
de la Red Museística de Lugo, y está dirigido a las familias, en especial a las abue y abuelas
abuelos, las nietas y nietos, hijas e hijos en conjunto, con la finalidad de revivir la historia a
través de las imágenes expuestas. La integración de varias generaciones, como lo son
abuelas, hijas y nietas harán una experiencia subjetiva y cercana de lo que ha sido y es la
mujer en la sociedad a través de las diferentes épocas, colocando las vivencias en modo
yuxtapuesto, dentro del contexto histórico y cultural.




Difusión de la programación:

        La invitación a esta muestra fotográfica se realizó a través de las redes sociales,
como el Blog de Encarna Lago, y la página web de la Red Museística. También se utilizó
trípticos y material impreso que se colocó en los mismos museos. La exposición se
publicita como parte de las actividades programáticas de la Red Museística.




                                                                                                     176
Museo Pazo de Tor


                                   JUSTIFICACION

       Por el día internacional del museo 2011, según la resolución de la Asamblea
General del ICOMOS, el lema de este año es “Museo y memorias”. Por consiguiente
surgió la motivación de realizar una exposición de memorias, en las que hago referencia
directamente a la fotografía.

       Los museos conservan colecciones de objetos que son fundamentales para la
memoria de una sociedad. La fotografía es ese elemento del pasado, esa memoria plasmada
en un papel, ese momento capturado en segundos que nos recrea toda una vivencia.
                         capturado

       Tales objetos son a su vez patrimonio cultural. La fotografía antigua, por ser
tangible, es frágil y necesita un cuidado y una conservación especial. Eso hace que la
convierta en un material de valor especial, ya que, aunque gracias a la digitalización, las
fotografías puedes eternizarse, el material tangible y original recobra un valor inmenso.

       El Día Internacional de los Museos 2011 será la ocasión de descubrir y redescubrir
la memoria individual y colectiva, y que mejor manera de hacerlo que con una hermosa
exposición fotográfica alusiva a la mujer en la historia.

                          OBJETIVO DEL PROGRAMA:

• Analizar a la mujer de Galicia y de Venezuela a través de la fotografía antigua.

                           OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

• Reflexionar y debatir sobre el rol de la mujer dentro de la sociedad del siglo XX
y la sociedad actual.

• Resaltar las semejanzas ante las diferencias entre las mujeres, omitiendo
nacionalidad y condición.

• Reflexionar y debatir sobre las mujeres en situación de inmigrante/emigrante a
través de la historia.

• Plasmar los sentimientos y emociones que transmite una determinada fotografía.

• Comprender el significado histórico, artístico y etnográfico de la fotografía.

• Descifrar una situación, contexto, historia o suceso a través de una imagen.
                           contexto,




                                                                                               177
Museo Pazo de Tor



                 PRESENTACIÓN DEL PROGRAMA:


La mujer gallega en el siglo XX:

        La mujer gallega que emigraba vivía en lo rural, trabajaba en campo y la casa, así
como la gallega de los pueblos de la costa, trabajaba el tejido de redes y la venta de
pescado. Una vez en el exterior, no sólo asumía las tradicionales responsabilidades en
cuanto a la familia, si no también tuvo que afrontar la nueva sociedad en la que vivía. En el
siglo XX se esperaba que la mujer se quedara en casa trabajando en el hogar, cuidando de
los hijos, que fueran decentes, que obedecieran al marido y al padre, que mantuvieran la
tradición en la lengua, las comidas, las vestimentas, etc., en el seno del hogar, así como la
comunicación entre mujeres de su misma procedencia.




                                                                                                178
Museo Pazo de Tor


La mujer venezolana en el siglo XX:


       La mujer de Venezuela se ha caracterizado por su afabilidad e ímpetu de lucha. La
búsqueda de una ciudadanía por parte de éstas mujeres se remonta en los años de
independencia del país, dónde las mujeres luchaban entre ideales a la par de los hombres.
                    ís,

        Durante todo el siglo XX la mujer venezolana no solo luchó por la igualdad y la
democracia, si no que fue construyendo espacios e instituciones desde las cuales hicieron
escuchar su voz en defensa de sus derechos y manifestó solidaridad hacia otras mujeres y
hacia la humanidad en general.




                                                                                            179
Museo Pazo de Tor



  ACTIVIDAD PRÁCTICA: “MEMORIA DE MUJERES DE
     AQUÍ Y DE ALLÁ” EN LA REDE MUSEÍSTICA

Actividad 1:

       Esta actividad didáctica consiste en repartir a los visitantes tarjetones de dos colores
diferentes. Se pide que en el tarjetón de un color se describa con una o dos palabras a la
mujer gallega, y en el de otro color que se describa a la mujer venezolana.

       Finalmente se juntarán todos los tarjetones de un color, y aparte los tarjetones del
                                         tarjetones
otro color. De esta manera analizaremos percepciones, opiniones, sensaciones y
sentimientos en base a la exposición de fotografías, para así dar una conclusión final de lo
que engloba la palabra “mujer”.

Para esta actividad práctica podemos plantearnos las siguientes preguntas:
  ra
¿Qué roles desempeñan la mujer en la actualidad?
¿Cómo era la mujer emigrante en el siglo XX?
¿Cómo es la mujer emigrante en la actualidad?
¿A qué retos sociales se enfrenta la mujer emigrante?
¿Qué imagen tiene la mujer venezolana en la sociedad gallega?
¿Qué diferencias vemos entre las mujeres del campo, del mar y de laciudad?
¿A qué retos sociales se enfrenta la mujer hoy día?

       Con estas actividades será más visible la analogía entre mujeres de estas dos
                                                          entre
naciones, pretendiendo resaltar las similitudes como ser humano y como mujer.

Actividad 2:

        Otra actividad que complementa la anterior consiste en repartir una de las
fotografías de la exposición, impresa, a cada persona y pedirles que describan en un folio
los sentimientos que se transmiten en la fotografía, así como en contexto, los personajes y
las actividades que están realizando.

Para esta actividad práctica podemos plantearnos las siguientes preguntas:
¿Qué sentimientos te transmite la fotografía?
¿Cómo se muestran las mujeres?
¿Qué emociones expresan?
¿Qué trabajos realizan?
¿Cómo eran las familias?




                                                                                                  180
Museo Pazo de Tor


 ACTIVIDAD PRÁCTICA EN EL MUSEO PROVINCIAL DEL MAR




       El día 17 de Mayo asistieron un grupo de niñas asiduas al Museo del mar, gracias a
la publicidad suministrada por Doña Encarna. Aprovechando la visita de este agitado
grupo, se realizaron primeramente las actividades de mis compañeras de prácticas, ya que
se enfocaban más hacia el público infantil. Posteriormente, ya reunido un publico de
                                                                     reunido
diferentes edades, se llevó a cabo la muestra fotográfica. Se expuso a través de un
proyector conectado al ordenador. El público se mostró cautivado por cada fotografía
expuesta. Al finalizar la exposición, se explicaron las ideas relacionadas a la memoria y la
                                                              relacionadas
fotografía para la comprensión de los objetivos de este trabajo. Luego fueron llevadas a
cabo las actividades interactivas programadas relacionadas a esta actividad.



ACTIVIDAD PRÁCTICA EN EL MUSEO ETNOGRÁFICO
        FORTALEZA SAN PAIO DE NARLA




        El día 18 de Mayo en San Paio de Narla se hallaban los chicos de un instituto que
visitaba al museo por un espectáculo teatral de niñas que se presentaba en la mañana. Así,

                                                                                               181
Museo Pazo de Tor


aprovechamos su presencia para llevar a cabo las diferentes actividades. Las fotografías
expuestas fueron del agrado de todos los presentes, pero cautivó más a los adultos.

        Las actividades programadas se llevaron a cabo. La actividad que más gustó fue la
número 2, la cual consiste en describir por escrito los sentimientos y emociones que
                                                           sentimientos
transmite una foto. Los niños se animaron, aunque se les dio más orientación de cómo
plasmar sus impresiones personales con respecto a la fotografía, y los adultos presentes lo
hicieron esmeradamente. Todos los que realizaron la actividad tomaron su tiempo para
                                                       actividad
inspirarse y pensar un rato. Finalmente, cada persona leyó lo que había escrito, con la
finalidad de que compartieran sus expresiones y reflexiones. Fue una actividad emotiva,
donde se evidenciaron sentimientos y expresiones.

       La exposición fotográfica en digital ha resultado práctica, y económica, en
comparación con la impresión en papel. Sin embargo, la finalidad de este programa es que
se lleve a cabo en un futuro como una exposición temporal en los museos. Que las
fotografías sean impresas en un tamaño aproximado de 30 x 15 cm y expuestas en una sala,
        ías
para que el público pueda apreciarlas y disfrutarlas por un tiempo determinado. A mi gusto
personal, las exposiciones fotográficas me encantan, y reconozco que llegan mucho al
público. Por lo tanto afirmo que esta exposición fotográfica ha llegado a cada espectador, y
se han cumplido los objetivos.

                                CONCLUSIONES

        A través de este trabajo práctico y de investigación se amplía mi perspectiva como
profesional del ámbito cultural, así como a nivel personal y humano. Ser mujer nos da la
gracia de ser un humano versátil y fuerte ante los hechos de la vida.

        Efectivamente las actividades llevadas a cabo demostraron que la fotografía se
convierte en memoria histórica, y que podemos recordar, evocar o recrear una historia que
                                               recordar,
existió. La fotografía se convierte en esa evidencia real de un pasado. Las imágenes
permanecen en nuestra mente por mucho tiempo; por eso a través de una imagen podemos
memorizar y recordar nuestro pasado.

        Las prácticas de Máster fueron particulares e interesantes. Debido al poco tiempo
                ticas
disponible para las prácticas profesionales, el tiempo que se empleó en la gerencia de la
Rede Museística fue limitado, sin embargo pudimos apreciar el desarrollo de varias
actividades prácticas que se llevaron a cabo en los Museos. Esto nos permitió tener una
         es
idea de cómo realizar nuestra propia actividad.


       Si bien cada experiencia como estudiante de Máster es personal, los profesores y
profesoras, compañeros y compañeras, y demás personas que conocí a través de la
                                                  personas
Universidad también forman parte de esa experiencia de vida. Aún así creo firmemente de


                                                                                               182
Museo Pazo de Tor


que cada experiencia personal también dependerá de uno mismo, pues en cualquier
circunstancia nuestra actitud ante los acontecimientos será fundamental.



                              BIBLIOGRAFÍA
MONTERO, Pilar. (2009): “Mulleres, fotografía e emigración” en Estudios migratorios:
Revista gallega de análisis de las migraciones, vol. 2, n.2.
VARELA, Luisa. (2006): “La lucha de las mujeres en Venezuela: Movimiento social o
feminismo emergente”. Ministerio del Poder Popular para la Mujer y la igualdad de
Género, Caracas.

RECURSOS ELECTRÓNICOS
http://www.museolugo.org/
http://www.wix.com/redemuseistica/memoria2010
http://esomi.es/
www.ugt.es/Revista_Union/numero210.
www.ugt.es/Revista_Union/numero210
http://av.celarg.org.ve/LaMujer/PortalLaMujer.htm
http://conhisremi.iuttol.edu.ve.
http://conhisremi.iuttol.edu.ve



5.14. Programa de conferencias

Conferencia

Xornadas de Reflexión Ante a Crisis: os museos teñen a palabra. 29 de
novembro, 13 e 14 de decembro

“Museo na crisis unha visión crítica dende a Rede Museística, museos sostibles”
por Encarna Lago




                                                                                       183
Museo Pazo de Tor




6. PROGRAMA DE CONSERVACIÓN
 .

Restauración plano-informe cun debuxo da muralla e da Praza do Campo Castelo
                   informe
de Lugo do S. XVIII

7. PROGRAMA DE COLECCIÓNS
                 LECCIÓNS

Traballos de catalogación e inventario no Arquivo Biblioteca de Tor

Traballos de inventario topográfico no Pazo.

8. PROGRAMA DE PERSOAL


Xerencia: Encarna Lago González
Comunicación e Xestión Cultural da Rede Museística: Antonio Reigosa
                                        Museística:
Carreiras
Encargada do Pazo: Angelita Rivada
Vixiancia: María González
Vixiancia: Manolo González
Limpeza: Noelia
Arquivo e biblioteca: Juan I. Márquez Barros


9. PROGRAMA ECÓNOMICO




10. PUBLICACIÓNS


   •   Publicación na Revista Dixital ICOM CE DIGITAL 02 do artigo:

       Museo de Lugo: Programa Institucional Inclusivo de la Red Museística
       Provincial, “Peleamos por lo posible, luchamos por lo invisible”

       http://issuu.com/icom-
                            -ce_librovirtual/docs/icomcedigital02


   •   Publicación nas Actas 16 Jornadas DEAC no apartado de Compartir en
                                Jornadas
       intranet. Proyectos de redes sociales o artigo:


                                                                                        184
Museo Pazo de Tor


“FOLLAS NOVAS, NOVAS FOLLAS” Construyendo una Red Museística
inclusiva. Experiencia didáctica en redes
                                    redes.
http://www.ivam.es/catalogopdf/0578/




                                                                  185

Memoria 2011 tor

  • 1.
    MEMORIA 2011 MUSEO PAZODE TOR Rede Museística Provincial Area de Cultura Excma. Deputación Provincincial de Lugo REDE MUSEÍSTICA GAÑADORA DOS V PREMIOS SOLIDARIOS ONCE-GALICIA NA CATERGORÍA “ACCESIBILIDADE UNIVERSAL”
  • 2.
    Museo Pazo deTor INDICE 1. LIMIAR ................................ ................................................................................................ ................................................ 3 2. ESTADÍSTICA ANUAL DE VISITANTES ........................................................... 4 ........................... 3. PROGRAMA ARQUITECTÓNICO ................................................................ 10 ................................... 4. PROGRAMA DIDÁCTICO ................................................................ ................................................ 11 4.1. ACTIVIDADES ESCOLARES ............................................................... 11 ............................... 4.5. OBRADOIROS DE VERÁN ................................................................ 13 ................................... 4.6. OBRADOIROS DE NADAL ................................................................ 19 ................................... 5. PROGRAMA DE ACCIÓN CULTURAL............................................................ 25 ............................ 5.1. PREMIOS E DISTINCIÓNS 2011 .......................................................... 25 .......................... 5.2. PROGRAMA INTERXERACIONAL ................................ ...................................................... 26 5.3. SEMANA DOS MUSEOS ................................................................ . ...................................... 27 5.4. PROGRAMA MUSEOLOXÍA SOCIAL ................................ .................................................. 30 5.5. PROGRAMA DE EXPOSICIÓNS .......................................................... 49 .......................... 5.6. TEATRO ................................ ................................................................................................ 62 ................................ 5.7. CONCERTOS ................................ ........................................................................................ 63 ........................ 5.8. CINE ................................ ................................................................................................ ...................................... 64 5.9. POLAFÍA NO PAZO DE TOR ............................................................... 66 ............................... 5.10. REUNIÓN COAS ASOCIACIÓNS CULTURAIS DEPORTIVAS DA COMARCA DA ZONA SUR ................................................................ ......................................... 69 5.11. PROGRAMA DE RECURSOS DIDÁCTICOS ................................ 69 ..................................... 5.12. PROGRAMA DE PRÁCTICAS DO MÁSTER DE SERVIZOS CULTURAIS ................................ ................................................................................................ 70 ................................. 5.14. PROGRAMA DE CONFERENCIAS ................................ .................................................. 183 6. PROGRAMA DE CONSERVACIÓN ............................................................... 184 ............................... 1
  • 3.
    Museo Pazo deTor 7. PROGRAMA DE COLECCIÓNS ................................................................ 184 .................................... 8. PROGRAMA DE PERSOAL ................................................................ ........................................... 184 9. PROGRAMA ECONÓMICO................................................................ ............................................ 184 10. PUBLICACIÓNS ................................ ........................................................................................... 184 ........................... 2
  • 4.
    Museo Pazo deTor 1. LIMIAR Convén lembrar que o Pazo de Tor está na zona de Monforte de Lemos, unha zona especialmente carismática no pasado que garda testemuña do seu esplendor en magníficas construcións civís e relixiosas, entre as que o Pazo de Tor é un magnífico exemplo e digno merecedor de eloxios. Non obstante, o Pazo de Tor non está na capitalidade de Monforte de Lemos, senón na parroquia de Tor. O museo Pazo de Tor é un edificio no que a historia se parou e que te agarda tras a súas portas para sorprenderte co legado da súa propietaria, todo elo disposto sobre unha escenografía que retrata a vida cotiá, pero sen esquecer o osto luxo e a opulencia dunha familia de avoengo, amiga do valioso e con especial oso gusto para exquisiteces artísticas e os luxos máis refinados. es A historia deste pazo arrinca coa liñaxe dos Garza no século XIV e a súa éculo posesión mantívose en mans dos seus descendentes directos ata a súa vose derradeira propietaria dona María de la Paz Taboada y Zuñiga que fixo doaz da doazón propiedade a Excelentísima D dade Deputación Provincial de Lugo. O museo Pazo de Tor fuxe do concepto de museo decimonónico e useo Tor almacén de obxectos, porque sabe que ten que camiñar acorde aos tempos e afrontar una museoloxía atractiva e que enganche e cautive a todos o públicos. os De tal xeito que oferta un amplo abano de actividades, dend as meramente dende lúdicas, didácticas, pedagóxicas para inculcar aos nenos o respecto polos museos e polo noso patrimonio histórico histórico-artístico, tamén actividades culturais sendo o , continente que acolle o contido de iniciativas culturais como Polafía, sen esquecer a puxanza das novas tecnoloxías na nosa sociedade, e abríndose a organizar xornadas de difusión e coñecemento das novas redes sociais: Facebook, Twitter, Flickr, Linkedin, etc. 3
  • 5.
    Museo Pazo deTor 2. ESTADÍSTICA ANUAL DE VISITANTES. Xaneiro Nº total de visitantes 195 1 grupo adultos 60 Visitas individuais 135 Febreiro Nº total de visitantes 112 Visitas individuais 112 Marzo Nº total de visitantes 218 1 grupo adultos 20 Visitas individuais 198 Abril Nº total de visitantes 304 Visitas individuais 304 Maio Nº total de visitantes 580 4 grupos escolares 190 4 grupo adultos 146 Visitas individuais 244 Xuño Nº total de visitantes 481 5 grupos adultos 258 Visitas individuais 223 Xullo Nº total de visitantes 464 2 grupos adultos 81 Visitas individuais 383 Agosto Nº total de visitantes 879 1 grupo adultos 25 4
  • 6.
    Museo Pazo deTor Visitas individuais 854 Setembro Nº total de visitantes 577 4 grupos adultos 169 Visitas individuais 408 Outubro Nº total de visitantes 581 1 grupos adultos 37 Visitas individuais 544 Novembro Nº total de visitantes 351 2 grupos adultos 148 Visitas individuais 203 Decembro Nº total de visitantes 196 Visitas individuais 196 Total visitantes anuais 4938 5
  • 7.
    Museo Pazo deTor Gráfica comparativa dos anos 2010 2010-2011 PAZO DE TOR 1000 900 800 700 600 500 400 Ano 2010 Ano 2011 300 200 100 0 6
  • 8.
    Museo Pazo deTor Por número de visitantes 879 900 800 700 580 577 581 600 481 464 500 400 351 304 300 218 195 196 200 112 100 0 Por idades 2% 7% 1% 19% 4% 0- 10 21% 11 - 14 46% 7
  • 9.
    Museo Pazo deTor Por Procedencias 1800 1659 1600 1516 1400 1200 1000 800 600 325 400 137 158 278 200 282 29 4 147 0 1134 38 65 29 37 9 20 73 87 LUGO CIDADE LUGO PROVINCIA GALICIA ANDALUCIA ARAGON ASTURIAS BALEARES CANARIAS CANTABRIA CATALUÑA CASTILLA-LEON CASTILLA-LA MANCHA LA EUSKADI EXTREMADURA MADRID MURCIA NAVARRA LA RIOJA VALENCIA ESTRANXEIROS Por días da semana 1123 1438 DOMINGO 613 SABADO VENRES 632 XOVES 560 MERCORES MARTES 572 LUNS 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 8
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    Museo Pazo deTor 3. PROGRAMA ARQUITECTÓNICO Pintura de fiestras, cornixas galería e ferros dos balcóns. cornixas, Obras de acondicionamento da nova biblioteca (carpintería, chan cristaleiras) Instalación eléctrica de alpendres, cocheira e biblioteca. Iluminación exterior da parte traseira do pazo. Arranxo de paredes dos aseos públicos e pintura das mesmas. Servizo Wifi gratuíto ao visitante. Nova conexión a internet(banda ancha). Instalación de cámaras de vídeo vixilancia e sistemas de alarma. vídeo-vixilancia Arranxo ascensor. Adecuación rampla de acceso as persoas con minusvalía ós aseos públicos. 10
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    Museo Pazo deTor 4. PROGRAMA DIDÁCTICO 4.1. Actividades escolares Ao longo do curso ofrécese a posibilidade de solicitar dous tipos de visitas: guiada e con actividade. Para realizar estas visitas é necesario a concertación previa das mesmas, concertando con departamento de didáctica. • Toribia cóntache (Infantil e Primaria) • Aprendemos a coñecer (Todos os niveis) • Xogando a ser Paleógrafo: Xogo do rapto en Tor. (Todos os niveis) Tor. • Twister da división histórica no Pazo de Tor (Todos os Niveis) • Visita de iniciación e descubrimento (Todos os Niveis) ión • Aprendemos a ser: xogo de perso personaxes (Todos os Niveis) 11
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    Museo Pazo deTor • Aprendemos a vivir xuntos (ESO) • Aprendemos a facer: Redes de historias (Secundaria e BAC) • Aprendemos a facer: Obradoiros de transmisión de saberes. (Todos os Niveis) 12
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    Museo Pazo deTor “Enrédate con nós” é o lema desta proposta deste programa de actividades que pretende enredar, enlear, envolver, engaiolar, enganchar, comprometer…, pór en rede a todos e todas os que amades os museos e a cultura en xeral. Propoñemos obradoiros, concertos, visitas guiadas, viaxes, representacións, concertos, conversas, debates, tertulias, xornadas e mesas redondas, iniciativas para todos os públicos, desde mozos ata maiores que queiran, que se deixen enredar polos museos da Rede Museística da Deputación de Lugo. Propoñemos pero tamén Propoñemos agardamos propostas de todos e todas, suxestións, ideas ou maneiras de entender o patrimonio como ben de todos, como herdanza común a coñecer e conservar. Un patrimonio común, unha causa común. Se nos visita tamén agardamos contribuír ao seu lecer, e de paso, a que ao cada vez que se achegue a este ou aos outros museos da Rede poida percibir esa sensación de satisfacción que sentimos cando sentimos o de todos como noso. OBRADOIROS PARA RAPACES E RAPAZAS: O son de Tor 19 de xullo de 2011 Concerto-obradoiro Mestre: Andrés Díaz Obxectivos: Dar a coñecer o mundo da música antiga e dos seus instrumentos a través dos exemplares de instrumentos antigos de tegra que forman parta da Sala de Música do Pazo de Tor. 14
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    Museo Pazo deTor 20 de xullo de 2011 Obradoiro de pequenos instrumentos da nosa música tradicional Mestre: Xavier Blanco. Obxectivos: Faremos unha montaxe de instrumentos despezados (semiconstrución), aprendendo a tocalos. 15
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    Museo Pazo deTor 24 e 25 de agosto de 2011 Actividades con códigos QR, graffitis e música hip hop. Xogo de realidade alternativa Obxectivos: Nesta segunda parte de “O son de Tor” abarcaremos os ocos dos sons actuais e todo o relacionado con eles. Falaremos da cultura hip hop, tocando varios aspectos desta. Como remate, os rapaces participan nun xogo de realidade rapaces alternativa no que terán que desvelar un misterio coa axuda das novas tecnoloxías e do seu enxeño. 16
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    Museo Pazo deTor ROTEIRO IRMANDIÑO Reunión cos viaxeiros procedentes do Museo Provincial do Mar de San Cibrao e cos que iniciaron a viaxe no Museo Pazo de Tor. Poñeremos en práctica as nosas capacidades e habilidades para recrear as guerras irmandiñas. A REVOLTA DOS IRMANDIÑOS E OS SEUS ALIADOS DE SAN CIPRIÁN E MONFORTE DE LEMOS 17
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    Museo Pazo deTor I XORNADAS: Museos, as Redes Sociais como xeneradoras de cambios. 18
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    Museo Pazo deTor 4.3 Obradoiros de Nadal 19
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    Museo Pazo deTor 5. PROGRAMA DE ACCIÓN CULTURAL 5.1. Premios e distincións 2011 A Rede Museística gañadora dos V Premios Solidarios ONCE GALICIA na useística ONCE- categoría “Accesibilidade Universal”. Os presidentes da Xunta e da ONCE entregarán os galardóns o próximo mes de xaneiro. Padre Rubinos, Manuel Aguilar Convivir en Igualdade, de Radio Galega a Rede Aguilar, Galega, de Museos Provincial de Lugo e Turismo Accesible de Arousa Norte son os galardoados A Institución benéfica Padre Rubinos da Coruña, o director da Obra Social de , Novacaixagalicia, Manuel Aguilar a Rede Provincial de Museos de Lugo; Turismo Aguilar; ial Accesible da Mancomunidade de Municipios de Arousa Norte e o programa Convivir en Igualdade de la Radio Galega, recibirán os galardóns correspondentes á V edición dos Galega, Premios Solidarios ONCE-Galicia. A unha reportaxe publicada no Suplemento dominical Galicia. publicada do Diario de Pontevedra foille outorgada unha mención especial do Xurado. O Xurado dos V Premios Solidarios ONCE Galicia fallou estes galardóns onte, ONCE-Galicia festividade de Santa Lucía no Hotel NH Atlántico da Coruña, recoñecendo así o l Lucía, , labor, as iniciativas e as accións de persoas, institucións e entidades que máis se distinguiron polos seus esforzos a favor da igualdade, a integración social e a accesibilidade universal das persoas cegas ou con outras minusvalideces e dos máis desfavorec desfavorecidos. Na categoría de Accesibilidade universal o Xurado concedeu senllos galardóns á Rede Museística Provincial de Lugo e á iniciativa de Turismo Accesible da Mancomunidade de Arousa Norte. O Xurado destacou o programa institucional Norte. inclusivo Pelexamos polo posible, loitamos polo visible, que desenvolve dende 2008 a o Rede Museística Provincial de Lugo, que engloba os Museos Provincial ( , (Lugo), do Mar (San Cibrao), de Tor (Monforte e Fortaleza San Paio de Narla (Friol). Monforte) ). A xuízo do Xurado, o labor desenvolvido pola Rede de Museos Provinciais de Lugo denota unha importante sensibilización e esforzo ao desenvolver un paquete integral de actuacións de accesibilidade universal en lugares emblemáticos, como son os edificios que albergan os museos, ao tempo que normalizou eficazmente a participación do colectivo de persoas con minusvalidez en todas as actividades programadas. O Xurado estivo formado por Dores Venancio, presidenta do Consello Territorial , de ONCE-Galicia; Coro Piñe Piñeiro, Secretario Xeral de Política Social de la Xunta de 25
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    Museo Pazo deTor Galicia; Manuel Martínez Pan Delegado Territorial de ONCE-Galicia; Anxo Queiruga, Pan, Galicia; Presidente do Cermi-Galicia o presentador de TV Paco Lodeiro e os xornalistas Tino Galicia; Santiago, Pablo Portabales Antón Luaces e Ernesto Sánchez Pombo. Portabales, . Os galardóns entregaranse a finais do próximo mes de xaneiro na Coruña nunha Gala Coruña, presidida polos presidentes da Xunta e da ONCE 5.2. Programa interxener neracional A través deste programa o que pretendemos é o coñecemento duns medios artesáns que forman parte da nosa cultura e que tende a desaparecer ante os novos procesos industrial e tecnolóxicos. 26
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    Museo Pazo deTor 5.3 Semana dos museos ç 27
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    Museo Pazo deTor O sábado, 14 de maio, celebramos a Noite dos Museos , o martes, 17 de maio, o Días das Letras Galegas, e o mércores, 18 de maio de 2011 Galegas, conmemoramos, coma se vén facendo desde 1977, o Día Internacional dos Museos en todos os museos xestionados pola Rede Museística que depende da Área de Cultura da Deputación de Lugo. O Comité Consultivo do ICOM, Consello Internacional de Museos, asociado á UNESCO, propón cada ano un tema que os museos poden utilizar para valorizar a súa posición no seo da sociedade, escollendo para este 2011 o escollendo lema Museo e Memoria. . Cos obxectos que conservan, os museos recadan historias e transmiten a memoria das comunidades nas cales vivimos. Estes obxectos son expresións do noso patrimonio natural e cultural. Moitos deles son fráxiles ou, ás veces, atópanse en situación de perigo, e necesitan ser conservados con moito coidado. O Día Internacional dos Museos dará a oportunidade aos seus visitantes de descubrir e redescubrir a súa memoria individual e colectiva. Baixo o mesmo lema do Día Internacional dos Museos os museos europeos teñen na noite do día 14 de maio a Noite dos Museos, unha celebración ñen que este ano patrocina por primeira vez o ICOM, e que propón prestar atención a temas como o coidado e acceso ás coleccións e documentos, a historia dos oidado museo, a memoria esquecida e a relación entre a memoria, a comunidade e a relación identidade, incluíndo a identidade familiar. A actividade central deste celebración é o programa multimedia “A Piece of the Story” (Un pedazo de historia) para compartir unha historia fascinante ou extraordinaria sobre unha obra concreta de sobre calquera museo. En cada un dos museos da Rede Museística pretend mos, coas propostas pretendimos, que lle fixemos para conmemorar estas dúas datas, animalos a achegarse ao mos máis próximo, ao que sinta como seu, que tire proveito das actividades e, ao tempo, que percibe que a súa memoria, a persoal e a colectiva, a cultural, a artística e a histórica, non d deixarían pegada se non existísemos os museos. 28
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    Museo Pazo deTor VISITA ILUMINADA. Convidámos a participar nesta visita guiada nocturna, . Convidámos seguindo unha inciativa dos museos europeos que chama a atención sobre os obxectos exposto e a memoria, e sobre a experimentación de diferentes sensacións á hora de achegarse a un museo museo. Os obxectos da memoria / A memoria dos obxectos Todos os días, desde o 14 ao 21 de maio (ambo incluídos) (ambos Os museos conservan obxectos que foron usados na vida cotiá doutras épocas e que nos permiten saber cómo se vivía no pasado. Propuxemos aos visitantes que escoll an algún obxecto actual, de uso mos escolleran normal e regular na súa vida, que teña algun a relación coas coleccións do algunha Museo Pazo de Tor para buscar entre os obxectos expostos aqueles doutras épocas que cumpriron a mesma función para os nosos devanceiros. Cos obxectos que apareceron tivemos unha magnífica desculpa para ver con outros ceron ollos o museo. Obradoiro Atlas da memoria dos museos por Adriana López e Mara Rodríguez Atesouramos memoria a través das diferentes percepcións que nos achegan os sentidos: a vista, o tacto, o olfacto e o oído. Propoñemos unha actividade, un xogo, no que valéndonos de diferentes pezas representativas do museo, e a través das percepcións, dos estímulos e interrogantes que nos provoquen, elaborar un atlas do museo que, ao tempo, mapa a mapa, palmo a palmo, reconstrúa tamén a memoria de todos nosoutros. Obradoiro Tendal das letras a cargo de Silvia Aldariz Quintela Durante toda a xornada realizarase unha exposición que remora a historia do Día das Letras Galegas desde o dedicado a Rosalía de Castro en 1963 ata o deste 2011 para honrar a Lois Pereiro. O Tendal das letras é un arame físico onde pendurar a memoria, onde enxugar os perigos que ameazan a nosa lingua. 29
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    Museo Pazo deTor Percorrido polas nosas letras e homenaxe a Lois Pereiro, c rido conferencia con proxección arredor da historia e dos persoeiros homenaxeados no Día das letras galegas desde 1963 ata 2011 Memorias de mulleres de aquí e de acolá Vídeo-proxección e mesa de debate con Joselyn Ruíz proxección 5.4 Museoloxía social Día Mudial do Alzheimer A Vicepresidencia primeira da Deputación de Lugo, Áreas de Cultura e Turismo e Benestar Social, a través das museos integrados na Rede Museística e en colaboración con AFALU (Centro de Día de Alzheimer e outras Demencias Neurodexenerativas), súmanse aos actos conmemorativos do Día Internacional do Alzheimer 2011 cunha programación e específica coa que se pretende a sensibilización social arredor desta doenza que ten na memoria, no deterioro da memoria e das función cognitiva, condutora e motora as principais consecuencias. Os museos son, precisamente, espazos de acordanza, lugares onde se custodia a memoria do noso pasado, institucións onde se pode estimular, e de feito así é, a recuperación dunha facultade tan fundamental para a nosa vida como é traer ao presente os obxectos dun tempo xa vivido. Proxección a cargo de AFALU (Centro de Día de Alzheimer e outras Día Demencias Neurodexenerativas), da película: Bicicleta, Cuchara, Manzana, guión e dirección de Carles Bosch. Sinopse.-No outono de 2007 a Pasqual Maragall diagnostícaselle No Alzheimer. Superado o golpe inicial, el e a súa familia inician unha cruzada contra a enfermidade e, desde o primeiro paso, esta película convértese en testemuño de excepción. Con intelixencia, sinceridade e bo humor, Maragall 30
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    Museo Pazo deTor déixase retratar xunto á súa familia e os médicos para deixar constancia do día a día da súa loita persoal. Dous anos de seguimento a un paciente excepcional disposto a que os científicos atopen curación antes de que a cifra de 26 millóns de enfermos no mundo se multiplique por dez. Unha ra película dura pero optimista a pesar de todo. 31
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    Museo Pazo deTor Día Internacional da Loita contra a violencia de xénero O 25 de novembro f declarado día Internacional contra a Violencia cara á foi muller no 1º Encontro Feminista de Latinoamérica e do Caribe celebrado en Bogotá en xullo de 1981. Neste encontro as mulleres denunciaron a violencia de xénero a nivel doméstico e a violación e o acoso sexual a nivel de estados incluíndo a tortura e os abusos sufridos por prisioneiras políticas. Elixiuse o 25 de novembro para conmemorar o violento asasinato das irmás Mirabal (Patria, Minerva e Maria Teresa), tres activistas políticas asasinadas o 25 de novembro de 1960 pola policía secreta do ditador Rafael Trujillo na República Dominicana. Os seus cadáveres esnaquizados apareceron no fondo dun precipio. Para o movemento popular e feminista de República Dominicana historicamente estas mulleres simbolizaron a loita e a resistencia. ron ACTIVIDADES Visita guiada: Itinerario en feminino. Durante toda a xornada do 25 de novembro, feminino. en horario de apertura. Entrega aso visitantes da Unidade Didáctica: Contra a violencia de xénero nos museo da Rede Museística. Durante toda a xornada do 25 de novembro, en Durante horario de apertura. Actividade ba baseada na Lenda da dona da Torre un relato da Torre, tradición oral onde aparece explícita a violencia física e moral nun tempo afastado que en moitos aspectos, coma este da violencia de xénero) semella ser actual. xénero) 34
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    Museo Pazo deTor T WÉÇt wt gÉÜÜx VÉÇàt t ÄxÇwt Öâx itávÉ wtá fx|åtá? {ÉÅx ytv{xÇwÉáÉ x tâÜÉ vÉá áxâá áxÜäÉá x ätátÄÉá x vÉt áØt xáÑÉát WÉÇt VtàtÄ|Çt wx ftÇ g|ÜáÉ ö ÖâxÇ ÄÄx wxâ ÅÉ| ÅtÄt ä|wt? tvâáöÇwÉt wx twâÄàxÜ|É x? ö y|Ç? ÅtàöÇwÉt tÄx|äÉátÅxÇàxA b Ñt| wt wÉÇt? É táàâÜ|tÇÉ _ÉÑx wx ftÇ g|ÜáÉ? àx|ÅÉâ xÇ xå{âÅtÜ É vtwöäxÜ tÉá ä|ÇàxØÇ w•tá wt ÅÉÜàx? x yÉ| zÜtÇwx áÉÜÑÜxát x twÅ|Ütv|™Ç wx àÉwÉá Öâx É vÉÜÑÉ xáà|äxáx |ÇvÉÜÜâÑàÉ x át•áx t átÇzâx wtá yxÜ|wtá Öâx itávÉ wtá fx|åtá xàÉÑtáA àtÑÉÇtÜt vÉÇ xàÉÑtáA hÇá ätátÄÉá wÉ WâÖâx wx ixÜztÇét ä|ÇztÜ•t t WÉÇt VtàtÄ|Çt wtÇwÉ ÅÉÜàx tÉ áx©ÉÜ wx ftÇ ct|É wx atÜÄt? Öâx áx tv{tut ÉvâÑtwÉ ÇâÇ{t wtá áØtá ÅÉ|àtá ÑxÇwxÇv|tá ÑÉÜ cÉÜàâztÄA 35
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    Museo Pazo deTor Día da muller traballadora O oito de marzo serviu para visibilizar as loitas e demandas que significaron avances na vida de millóns de mulleres creando novas formas de pensamento. Dende a Área de Cultura da Deputación de Lugo, a través da Rede Museística, decidimos organizar unha programación con distintas experiencias, compartindo sempre un obxectivo en común: o desexo de superar a violencia e a pobreza e construír o mundo que queremos. Baseado na paz, xustiza , liberdade, igualdade e solidariedade. Por segundo ano consecutivo tres dos Museos da Rede Museística (Museo San Paio de Narla, Museo Pazo de Tor , Museo Provincial do Mar) seguindo a programación estratéxica presentada pola Xerencia en xullo do 2007 na Deputación Provincial de Lugo. E tendo en conta o sinalado na Lei Orgánica Lugo. 3/2007, que establece no seu artigo 26.2 que os distintos organismos , entes e demais estruturas das administracións públicas que, de modo directo ou indirecto, configuran o sistema de xestión cultural desenvolverán as seguintes actuacións: desenvolverán 1.- Adoptar iniciativas destinadas a favorecer a promoción específica das mulleres na cultura e combater a súa discriminación estrutural e/ou difusa. 2.- Políticas activas de axuda á creación e produción artística e intele intelectual de autoría feminina. Para levar a cabo os seguintes obxectivos, preparamos un amplo programa para o mes de marzo, que xirará en torno as perspectivas de xénero sobre patrimonio cultural e museos. ITINERARIO FEMININO POLA REDE: PEZAS E LENDAS DE MULLERES Visitas guiadas nun percorrido en feminino polas coleccións do museo. 36
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    Museo Pazo deTor EXPOSICIÓN CARLOS VALCÁRCEL II XORNADAS MULLER E IGUALDADE: PERSPECTIVAS DE XÉNERO SOBRE PATRIMONIO CULTURAL E MUSEO: MULLER E DEREITOS MULLER NA HISTORIA, HISTORIA DE MULLERES: VS. AUSENCIA : Conferencia e obradoiro sobre creatividade feminina en Tor. • Inauguración da mostra: "Os meus ollos, as túas mans" en Tor: 38
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    Museo Pazo deTor Conformada por un conxunto de ilustracións coa temática do xénero e a pobreza. Plasma a visión (ollos) sobre a cooperación das voluntarias de visión IMPLICADAS, plasmada polas mans de varias ilustradoras. 39
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    Museo Pazo deTor Día internacional das persoas co discapacidade 40
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    Museo Pazo deTor Obradoiros Arte e parte: O desafío de voar coas propias ás: Obradoiro de sensibilización para todo tipo de públicos. Imparten a psicóloga e especialista en Arte Arte-Terapia, Adriana Pazos Ottón Ottón, directora de Aulaideas, e Encarna Lago, xerente da Rede Museística , , Concepto: Se algo caracteriza á arte é a súa capacidade de anular barreiras e fronteiras do tipo que sexan. A creatividade e a sensibilidade teñen carácter universal e converten á arte en vía de comunicación e socialización máis aló de calquera diferenza. Con este obradoiro pretendemos crear un espazo no que se contemple a posibilidade de integrar plenamente a diversidade en todos os seus ámbitos. Porque a creatividade é unha capacidade inherente a todo individuo. Estas xornadas tamén teñen un carácter reivindicativo. Preténdese concienciar reivindicativo. sobre as capacidades e posibilidades creativas das persoas con diversidade funcional. “Dáseme ben contar o que vexo e escoito. Pinto moi mal cos pinceis, pero pintar con palabras dáseme mellor” Carmen Soria: escritora, autora do libro “Manifiesto Saltamontes”. Residente no Centro de Atención a Persoas Discapacitadas (CAMF) de Leganés. Todos expresámonos a diario sen pensar se somos ou non capaces de facelo, pois faremos desta capacidade universal un momento para a distensión e a universal experimentación propondo diferentes desafíos onde cada individuo poderá achegar a súa propia capacidade creativa nun obradoiro para ver, sentir, escoitar, expresar e compartir. Metodoloxía: O obradoiro concíbese de forma multivectorial, xerando diferentes estímulos de participación. 43
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    Museo Pazo deTor 1. Presentación: Daremos comezo á actividade cunha presentación na que se : incide e invita a descubrir de qué forma cada un dos seres humanos son creativos nalgún modo. Na actualidade recoñécese que a creatividade non está restrinxida unicamente a seres excepcionais, e atópase como un potencial en cada persoa sen excepción. 2. Nunha segunda instancia exponse dúas dinámicas paralelas: • Monotipia: Unha experiencia plástica utilizando a técnica da Monotipia: plástica variedade de impresión única; só sae unha boa reprodución de cada lámina. O artista debuxa sobre calquera superficie lisa, utilizando óleo, acuarela, ou tinta. Créase a imaxe pintándoa sinxelamente sobre a superficie da lámina. A continuación aplícase o papel sobre a lámina e a ie imaxe quedará transferida, fregando o dorso do papel. A técnica dános un resultado de “mancha libre” susceptible de ser interpretada. Cada un dos participantes creará unha impresión plástica. • Imaxes, palabra e emoción: Visionado dunha presentación de contidos emoción: multimedia en relación co tema da diversidade funcional e a capacidade artística. Os vídeos presentados servirán de movilizador de emocións e deos movilizador vehículo dunha dinámica na que pretendemos xérense palabras, xérense verbalizadas e escritas, en relación ás impresións que nos causan as imaxes e o traballo dos compañeiros artistas que realizan a parte plástica. 3. Conclusión: A experiencia compartida dará como resultado unha ruta de voo, a expresión do noso voo individual, un transcurso de tempo vivenciado na arte, que quedará plasmado na suma cualitativa de cada unha das obras plásticas e emocións, escritas, impresas e ganduxadas nunha única traxectoria de voo: A creatividade compartida dunha arte sen b barreiras. 44
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    Museo Pazo deTor Convivencia co colectivo social “Raiolas” Presentación das memorias e novas iniciativas do Departamento de Capacidades Diferentes e Accesibilidade, neste programa que se desenvolve dentro do proxecto “Museos sen límites, atópaste no teu museo”, deseñado exclusivamente para o colectivo de autistas, levan participado ata o de agora 40 lusivamente afectados de toda Galicia, que realizaron as visitas sempre en grupos reducidos. Tratase de promover as condició condicións para a liberdade e igualdade do individuo, eliminando os atrancos que impiden o acceso á cultura en calquera dos foros nos que esta se des desenvolve. 46
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    Museo Pazo deTor Albúm da memoria compartida Traballamos coa memoria e as reminiscencias: a primavera, o verán, o outono e o inverno da vida. Rematamos a actividade facendo unha fornada de pan. 47
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    Museo Pazo deTor Reunión cos colectivos afectados e presentación das memorias e novas iniciativas do Departamento de Capacidades Diferentes e Accesibilidade Accesibilidade. 48
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    Museo Pazo deTor 5.5 Exposicións “A ARTE DE SER MULLER NUN MUNDO POR COMPARTIR” 49
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    Museo Pazo deTor Este proxecto nace no Museo Pazo de Tor, onde se reuniron unha serie de críticas da arte e responsables de varios museos de toda Galicia e decidiron crear algunhas iniciativas destinadas a saltar as barreiras da desigualdade de xénero e loitar por facer máis visibles ás mul mullerers en todos os ámbitos. A exposición levouse a cabo nos tres museo da Rede, expoñendo cada semana duas artistas, así dende o mes de agosto ata o mes de novembro. As artista participantes foron: SALA DE COLOCACIÓN ARTISTAS Tor San Paio Mar Sabela Arias U H SE 1 ao 9 de agosto Montse Rego I H SE Julia Ares U H SE 9 ao 18 de agosto Yolanda Dorda I H SE 19 ao 27 de Mª José Santiso U H SE agosto Ana Costas I H SE 28 de agosto ao 5 Cristina Fernández U H SE de setembro Dolores Guerrero I H SE 6 ao 14 de Paula Cabaleiro I H SE setembro Renata Otero U H SE 14 ao 22 de Carmen Llonín I H SE setembro Rebeca López U H SE 23 de setembro Estefanía Novo U H SE ao 1 de outubro Ruth Núñez I H SE 2 ao 10 de Xedes Peón U H SE 50
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    Museo Pazo deTor outubro Elena Pendás I H SE 11 ao 19 de Marta Prieto U H SE outubro Magdalena Seijas I H SE 20 ao 28 de Paula Salinas I H SE outubro Noa Persán U H SE 29 de outubro ao Mª Jesús P. Carballo I H SE 6 de novembro Blanca Besteiro U H SE 7 ao 15 de María José Vila U H SE novembro Laura Pernas 16 ao 24 de Mercedes Cabada U H SE novembro Silvia Rodriguez I H SE Inaguración do proxecto “A arte de ser muller, nun mundo por compartir” No noso museo, levamos a cabo a inauguración das seguintes artistas: Yolanda Dorda e Julia Ares 51
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    Museo Pazo deTor Rebeca López Noa Persan- Paula Salinas 52
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    Museo Pazo deTor Algunhas das obras das artistas participantes no proxecto: 53
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    Museo Pazo deTor Documentos con memoria Mostra bibliográfica, fotográfica e documental producida polo Museo Provincial de Lugo sobre o convento de San Francisco de Lugo con motivo do 80º aniversario da súa declaración como BIC. A exposición, coordinada pola responsable da biblioteca, Mercedes Salvador, forma parte da programación conmemorativa do 80º aniversario da Declaración como B.I.C. deste edificio. Amosa planos dos arquitectos Miguel Durán-Loriga, Manuel Gómez Román e Araceli Novo Celeiro, debuxos, Loriga, documentos, fotos e un vídeo montaxe cunha selección bibliográfica e imaxes de vídeo-montaxe grande interese. Esta mostra é un acto máis entre os programados polo Museo Provincial programados para conmemorar o 80 aniversario deste nomeamento coa que pretendemos, dunha, dar unha visión da evolución das dependencias do convento dende que fora Casa de Beneficencia ata a actualidade a través dos planos que arquitectos tan relevantes como Miguel Durán Loriga e Manuel Gómez Román realizaron an Durán-Loriga para transformalo no actual museo. E doutra, e a través dunha pequena selección bibliográfica, amosar a repercusión que tivo o convento dende comezos do século pasado ata hoxe non só nos libros de historia e de arte, senón tamén noutro tipo nos de publicacións. UN POUCO DE HISTORIA O 3 de xuño de 1931 o convento de San Francisco de Lugo foi declarado Tesouro Artístico Nacional, segundo a denominación da época que na actualidade recibe o nome de Ben de Interese Cultural (BIC). O convento de San Francisco, nos seus cinco séculos de historia, pasou por moitos cambios de utilidade que fixeron variar considerablemente as súas dependencias: foi convento, aloxamento de tropas, establecemento de beneficencia e na actualidade museo. Incluso, en 1638, sufriu un incendio que o ficencia devastou case por completo, quedando en pé soamente a igrexa do século XIV e o claustro rematado no século XV, por ser estes elementos as obras máis sólidas. 56
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    Museo Pazo deTor No século XVIII reconstruirase de novo quedando como testemuño desta época o truirase refectorio e a cociña. Coa desamortización de Mendizábal os frades foron expulsados do seu interior e de acordo coa Real Orde de Facenda de 1842 foi entregado en usufruto ao concello de Lugo. Utilizouse como acuartelamento de tropas e logo como Casa Utilizouse de Beneficencia e, en 1895, por unha Lei de Presidencia do Consello de Ministros, concédese ao concello de Lugo o pleno dominio do convento. Continúa nel a Beneficencia ata que o 11 de xullo de 1949 o concello e a deputación asinan concello un concerto para a transmisión por 99 anos do edificio que logo se destinaría a museo. A EXPOSICIÓN: PLANOS E OUTROS DOCUMENTOS En xaneiro de 1950 Miguel Durán Loriga, levanta un plano da planta baixa no que reflicte o aspecto que tiña o cenobio antes da obra. Tanto no plano como nas fotografías, obsérvase un segundo claustro ou patio cuberto, hoxe desaparecido, que estaría situado na zona na que está exposto o mosaico de Armañá. Segundo podemos observar nas fotografías, estaba cuberto por arcadas de medio punto feitas de cachotería que segundo a rto arquitecta Araceli Novo Celeiro, poderían ser de finais do século XVII ou de principios do XVIII. O 16 de setembro de 1949 o Boletín Oficial da Provincia de Lugo publica: «Bases para un concurso público, entre arquitectos, para formalización del urso proyecto de reforma de la llamada Casa municipal de Beneficencia o antiguo Convento de San Francisco, para adaptarlo a su nuevo destino de Museo provincial de Bellas Artes». Nos días posteriores á súa publicación, D. Manuel Vázquez Seijas remite dito boletín e unha carta na que invita a participar no concurso, aos colexios de profesionais e a varios arquitectos de recoñecido prestixio como Miguel Durán Durán- Loriga, Manuel Gómez Román e Francisco Pons Sorolla, entre outros. Sorolla, Tempo máis tarde, a Deputación deixa sen efecto dito concurso quedando en liberdade para a elección de arquitecto. Tras a morte de Miguel Durán Durán-Loriga, o 25 de maio de 1950, a Corporación Provincial na sesión ordinaria do 17 de xullo 57
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    Museo Pazo deTor de 1950 acorda aprobar o proxecto que presentara este arquitecto, declarar de 50 urxencia as obras e facultar ó Sr. Presidente para a execución das mesmas por administración directa. Con posterioridade encargarán a Manuel Gómez Román ultimar o proxecto redactado p Durán-Loriga. por O 18 de xaneiro de 1951 sae publicada no BOP a aprobación do proxecto rectificado e orzamento das obras de construción do Museo Provincial presentado por Manuel Gómez Román, que fora asinado na Deputación Provincial o día 15 de xaneiro polo seu presidente, Antonio Rosón Pérez e polo secretario, Enrique o Costas Sánchez. Gómez Román respectou o traballo de seu colega modificando minimamente o proxecto interno, sen embargo cambiou radicalmente a concepción das dúas fachadas. O MÁIS RECENTE Recreación hipotética realizada pola arquitecta Araceli Novo Celeiro na eación que, nun extraordinario traballo de investigación en Arquitectura Histórica, podemos observar como sería a evolución dos planos do convento e do claustro de San Francisco, dende a Idade Me Media ao século XVIII. 58
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    Museo Pazo deTor ESPAZO PÚBLICO DE VISIBILIDADE: Lois Pereiro no Pazo de Tor, por Alberto Granada Espazo público de visibilidade é un proxecto da Rede de Museos da Deputación de Lugo que nace co obxectivo de dar voz a todos e todas os/ as que teñan unha inquietude ou unha idea artística (en todas as súas disciplinas) sen un espazo onde desenvolvela. Os museos da Deputación de Lugo, como servizo público que son, abren as súas portas para favorecer a súa visibilidade. O primeiro proxecto que se visualiza denomínase “Pinturas de Amor e visualiza Enfermidade”, instalación da autoría de Alberto Granados. O pintor aragonés Alberto Granada inaugura o 1 de setembro unha exposición no Museo Pazo de Tor dedicada ao poeta monfortino Lois Pereiro, ao que se recoñeceu este ano 2011 coa celebración do Día das Letras Galegas. Trátase dunha instalación que ocupará a sala Sala do Bispo. A intervención, que se prolongará ata decembro de 2011, consiste, entre outras cousas, nunha proxección de imaxes da serie de “Pinturas de Amor e Enfermidade” (feitas por Alberto Granada nos anos 2010 e 2011) acompañada pola lectura dos poemas de Lois Pereiro que inspiraron estas obras. Na lectura dos poemas participaron destacadas persoas da cultura galego como a cantante Uxía, as actrices Iria Pinheiro e Uxía Blanco, o escritor Francisco Castro, a gaiteira Cristina Pato, a locutora da Onda Cero Raquel Sánchez e Josete Díaz, músico do grupo vigués Martynez. Alberto Granada (Zaragoza 1970) vive en Galicia desde 2007, residindo anteriormente en Alcalá de Henares e París. Dedícase profesionalmente ao n mundo do marketing e á publicidade. Comezou con ilustracións, debuxos e cómics, publicando en todo tipo de fanzines, panfletos, xornais e revistas, e nos últimos tres anos formouse en serigrafía artística na Escola de Artes de Vigo – artística EMAO. Durante o ano 2011 presentou as súas “Pinturas de Amor e Enfermidade” en exposicións individuais e de grupo en Vigo e Zaragoza (onde Lois Pereiro foi 59
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    Museo Pazo deTor recitado en galego), tendo programada a súa presentación en A Co Coruña para febreiro de 2012. ESPAZO PÚBLICO DE VISIBILIDADE: Roberto González Fernández no Pazo de Tor. Dentro do proxecto Espazo público de visibilidade que se vén desenvolvendo nos museos da Rede Museística o próximo 28 de outubro inaugurouse no Museo Pazo de Tor, en Monforte, a exposicón Vírgenes Descuidadas do artista monfortino Roberto González Fernández. Temática da exposición: A violencia doméstica, violencia familiar ou violencia intrafamiliarcomprende todos aqueles actos violentos, dende o emprego da forza física, ata o matonaje, acoso ou a intimidación, que se produce no seo dun fogar e que perpetra, polo menos, un membro da familia, contra algún outro familiar. 60
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    Museo Pazo deTor O termo «violencia de xénero», é un remato moi frecuentemente utilizado. É unha expresión menos concreta e que en certo modo, suaviza a verdadeira nha natureza da violencia contra a muller. 61
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    Museo Pazo deTor 5.6. Teatro Paco e Pepa van ao Museo Teatro de marionetas sobre accesibilidade de museos. 62
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    Museo Pazo deTor 5.7. Concertos Concerto-presentación “Ayes de mi País”, o cancioneiro de Marcial presentación Valladares Espazos sonoros: O artilleiro da batalla de Elviña, por Canto Romántico O programa en tres parte inspirase libremente no libro da escritora Beatriz Martínez Millarengo, O de Millarengo: historia dun artilleiro de Napoleón perdido 63
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    Museo Pazo deTor nos montes galegos, relato do que lle aconteceu a un artilleiro de Napoleón que , resultou ferido nunha emboscada tendida ao exército francés por guerrilleiros unha galegos preto de Pontedeume, durante a Guerra da Independencia. Para iso, Canto Romántico xunta obras musicais, instrumentais e vocais, interpretadas con instrumentos de época, con poemas heroicos que describen o ambiente que heroicos debeu rodear as guerras contra Napoleón. Desde xeito recrea a historia de amor entre o artilleiro francés e unha moza galega, que lle fará percorrer o camiño inverso ao de tantos afrancesados españois que se exiliaban en Fran Francia, para ficar, definitivamente, en Galicia. 5.8. Cine Rodaxe da curtametraxe “Un cobarde”, unha curta de época dirixida por David Rodríguez Muñiz e producida por AmanitaFilms. Sipnose da película: En plena guerra franco prusiana, nun pequeno pobo normando, o vizconde franco-prusiana, Signoles Hermoso reta un descoñecido, de nome Lamil, a un duelo a pistola. , O conflito orixínase nunha taberna do lugar chamado Tortoni por unha suposta mirada 64
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    Museo Pazo deTor lasciva de Lamil a Madame Lily, amiga do vizconde e muller do seu colega o marqués , De La Tour. Signoles, disposto a demostrar a súa gallardía, aproveita a situación para , protagonizar o seu primeiro duelo, cousa que pode reforzar a súa posición nunha época na que os homes demostraban a súa virilidade por medio das armas. demostraban Tras intercambiar as tarxetas (protocolo de cabaleiro), Signoles encérrase na súa casa á espera do duelo, que se celebrará á mañá seguinte. A partir dese momento comezan a desfilar por casa de Signoles unha serie de personaxes que incitarán o vizconde a cumprir a súa palabra. O propio marqués De La Tour acompañado do Tour, coronel Bourdín, ofreceranse como padriños e organizadores do evento, animando a , Signoles a ser consecuente coa súa decisión. Así, o vizconde, a pesar de ter serias dúbidas acerca das súas posibilidades na onde, contenda e de descoñecer as habilidades do seu contrincante (do que ninguén oíu falar), segue nos seus trece de baterse a pistola. Maillot, o mordomo de Signoles, un home sensible e bondadoso, intenta en varias ocasións buscar un plan alternativo para doso, que o seu señor non se presente á cita; sen nomear directamente o duelo, posto que ninguén, se supón, comunicoulle oficialmente o acontecido no Tortoni Non obstante Tortoni. Signoles fai caso omiso destas mostras de solidariedade por considerar deshonroso destas fuxir e absterse de presentarse no duelo. Pouco a pouco as dúbidas convértense en ansiedade e Signoles terá que soportar a angustia de asistir indefenso ao desenvolvemento dos preparativos. Encerrado en si mesmo e purgando o seu ánimo a base de coñac e viño, Signoles deixará que pasen as horas, cada vez máis lentas, sumido nunha incipiente depresión. Cando cae a noite, Madame Lily, a esposa do marqués De La Tour, , aproveitando que o seu marido dorme, acode á casa de Signoles para intentar disuadilo de que non acuda ao que ela chama un "suicidio absurdo" e aproveita para declarar os seus sentimentos, ata agora ocultos, por Signoles. Cando parece que a súa . paixón vai ser satisfeita, son interrompidos polo coronel Bourdín que acode á casa de i Signoles para comunicarlle as últimas noticias acerca do duelo. Todo está decidido. Antes de irse Bourdín aconsella a Signoles que deixe de beber e que descanse. Signoles queda só cos seus pensamentos e a noite preséntase longa. Atormentado por terribles pesadelos Signoles non consegue durmir. Entón decide pasar a noite en vela enfrontándose cos seus propios medos. O feito de descoñecer as raíces de Lamil unido ao medo de perder a súa honra e por ende o seu Lamil, status, crean nel un estado de ansiedade que roza o insoportable, ata o límite de intentar escribir un testamento. Signoles perdeu a fe en si mesmo e o que empezou 65
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    Museo Pazo deTor como un impulso de arrogancia se está a converter nun pesadelo h hipocondríaco que ten visos de rematar en traxedia. Segundo pasan as horas, o vizconde parece ter perdido de vista a idea do duelo detrás da idea do suicidio. Cando chega o amañecer Signoles, abatido por unha noite de insomnio, , acicálase e vístese para a oc ocasión... 5.9. Polafía no Pazo de Tor A Sección de Literatura Oral da As. de Escritoras e Escritores en Lingua Galega (AELG), en colaboración coa Rede Museístcia e a As. Cultural O Colado do Vento(Sober), co patrocinio da Área de Cultura e Turismo da Deputación de (Sober), Lugo, convocaron a todos e a todas os que desexaron asistir a unha POLAFÍA no Museo Pazo de Tor. Interviron Mini e Mero, O Trícole, Isidro Novo Alfonso Novo, Campos, Ángeles Rivada González Antonio Eirexe, Marisa Álvarez e moitas González, veciñas e veciños da contorna co seu saber contar e cantar. Música, contos, cantos e memoria das tradicións do propio pazo e dos arredores. Que son as polafías? Unha aposta da AELG a prol da literatura galega de tradición oral. 66
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    Museo Pazo deTor As polafías son un proxecto da Asociación de Escritores en Lingua Galega Asociación (AELG), coordinado polo vogal de Literatura de Tradición Oral, Antonio Reigosa, e que conta coa colaboración de diversas asociacións e co patrocinio de institucións públicas. A palabra polafía é un neoloxismo referido ás reunións ou veladas de carácter festivo con contidos literarios e musicais, e ten como obxectivo primordial o de poñer en valor e rescatar do esquecemento o valioso patrimonio oral, literario e musical, galego. O termo polafía quere reunir no seu significa significado o mellor dos diferentes matices e acepcións de vellas palabras (polavilas, fías, fiadas, fiandóns, seráns,...) con semellantes contidos. A principal diferenza, en canto ao desenvolvemento, daquelas xuntanzas de antigo co desta nova proposta é que agora podemos, e debemos, axudarnos das novas tecnoloxías, desde os aparellos de gravación, que favorecen o arquivo e estudo do recompilado, ata o uso de novas tecnoloxías, caso de internet, que poden contribuír a unha ampla difusión deste patrimonio. O formato das polafías require a presenza dun mantedor, divulgador ou especialista que introducirá e comentará as principais características das pezas e xéneros literarios amosados, dun recitador de poesía anónima ou de autor de feitío popular; dun músico, que interpretará romances, coplas ou cantares de interpretará raiceiras tradicionais. Sen embargo, o elemento humano transcendental e imprescindible no desenvolvemento de cada polafía constituírano os homes e mulleres, narradores, cantadores, romanceadores...etc, veciñas e veci veciños de cada lugar onde se desenvolva a polafía, pois eles son os auténticos protagonistas, os que xenerosamente transmiten o seu saber. O que suceda nas polafías será gravado e logo difundido a través da web da AELG. As polafías teñen unha duración aproximada de 90 minutos. aproximada 67
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    Museo Pazo deTor 5.10. Reunión coas asociacións culturais deportivas da comarca da zona sur. 5.11. Programa de recursos didácticos Día de Rosalía nos Museos da Rede Museística Con motivo do aniversario de Rosalía de Castro, o 24 de Febreiro,o Museo Rosalía de Castro e a Rede Museística de Lugo, presentaron unha proxección sobre a experiencia pedagóxica “Follas Novas, Novas Follas” gañadora do último certame da Fundación Rosalía de Castro e repartiron material didáctic da didáctico proposta aos grupos escolares que durante o día se acheguegaron aos Museos da Rede (San Paio, Museo do Mar e Pazo de Tor) e ao Museo da Fundación Rosalía de Castro en Padrón. 69
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    Museo Pazo deTor 5.12. Programa de prácticas do Master de Sevizos culturais . MEMORIA DE PRÁCTICAS PRÁCTICAS NA REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO Máter en Servizos Culturais Silvia Aldariz Quintela 70
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    Museo Pazo deTor ÍNDICE 1. Introdución:…………………………………………………………………Páx.3 2. Rede Museística Provincial de Lugo:…………………………………….....Páx.4 3. Calendario de prácticas:…………………………………………………..…Páx.6 4. Reunión ca Xerente da Rede Museística Provincial de Lugo:……………...Páx.7 5. Visita ao Museo Provincial do Mar:………………………………………...Páx.8 6. Visita ao Museo Etnográfico de San Paio de Narla:…………………….….Páx.9 7. Visita ao Pazo de Tor:……………………………………………………..Páx.10 …………………………………………………..Páx.10 8. Posta en práctica do proxecto no Museo Provincial do Mar:……………...Páx.11 9. Posta en práctica do proxecto no Museo Etnográfico de San Paio de Narla:………………………………………………………………………Páx.12 10. Posta en práctica do proxecto no Pazo de Tor:…………………………….Páx.13 Tor:…………………………….Páx.13 11. Conclusión:………………………………………………………………...Páx.14 12. Proxecto:…………………………………………………………………..Páx. 15 13. Bibliografía:……………………………………………………………….Páx. 81 71
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    Museo Pazo deTor 1. INTRODUCIÓN As prácticas do Máster en Servizos Culturais foron realizadas na Rede Museística Provincial de Lugo, concretamente no Museo Provincial do Mar, o Pazo de Tor e o Museo Etnográfico de San Paio de Narla e coordinadas pola Xerente da Rede Museística Dona Encarna Lago. Ditas prácticas baseáronse na xestión cultural dos tres pequenos museos pertencentes á Rede Museística Provincial de Lugo, unha labor nada doada xa que se trata dun conxunto de museos que dispón de poucos recursos pero que se embargo realiza unha importante labor social, achegando un amplo abanico de actividades culturais á poboación local. Neste sentido, a coordinadora da Rede Museística Provincial de Lugo propúxonos coñecer o funcionamento e labor social de cada museo para posteriormente elaborar un proxecto individual e levalo a cabo. Deste modo, enfrontámonos dunha forma totalmente realista e única á xestión cultural. ista 2. REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO A Rede Museística Provincial de Lugo constitúese no ano 2006, agrupando aos catro museos que nese momento dependían da Deputación Provincial de Lugo: Museo Provincial de Lugo, Museo Fortaleza San Paio de Narla, Pazo de Tor e Museo Provincial do Mar. 72
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    Museo Pazo deTor O Museo Provincial de Lugo foi creado no ano 1932 pola Deputación de Lugo co motivo de reunir e protexer o patrimonio cultural lucense. Pero será no ano 1957 cando se traslade ao antigo convento de San Francisco, situado na praza da Soidade da cidade onvento amurallada. Na actualidade este museo conta con un total de dúas plantas que albergan diferentes salas dedicadas a arqueoloxía, arte sacro, etnografía, cerámica e vidro, pintura e escultura, abanicos e reloxos, numismática, etc.; así como unha ampla sección de Arte banicos Galego que inclúe mostras de pintura, escultura e cerámica de Sargadelos, entre outros. A Fortaleza de San Paio de Narla, situada no concello de Friol, pasou a mans da Deputación de Lugo no ano 1939 pero non será ata 1983 cando se constitúa como museo. O Museo Etnográfico de San Paio de Narla acolle na planta baixa diferentes coleccións de aparellos relacionados ca agricultura e cos oficios tradicionais ademais das cortes dos cabalos. Na primeira planta sitúase a cociña, o salón, a sala do tear, o escritorio e un . dormitorio; mentres que na Torre da Homenaxe sitúanse as coleccións de armas. O Museo Provincial do Mar, situado na localidade de San Cibrao, nace no ano 1969 grazas a Don Francisco Rivera Casás, mestre da zona que mostraba un gran interese cara rancisco os obxectos mariños. Posteriormente, no ano 1994 será a Asociación de Veciños Cruz da Venta a que se faga cargo da xestión do museo ata que no 2004 é relevada pola Deputación Provincial de Lugo. Este museo consta de catro salas nas que se mostra unha importante al instrumentación de navegación, documentación gráfica, fotografía das diferentes tipoloxías de barcos e de naufraxios da zona e unha ampla colección malacolóxica. O Pazo de Tor atópase no concello de Monforte de Lemos, na parroquia de San r Xoán de Tor. Este pazo, construído no século XVIII, tivo como derradeira propietaria a Dona María de la Paz Taboada de Andrés y Zúñiga, quen, tras a súa morte, o doou á Deputación Provincial de Lugo. Pero non será ata o ano 2006, dez anos despois da doazón, e 73
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    Museo Pazo deTor cando a Deputación de Lugo realice a musealización do pazo e abra as súas portas para os visitantes. Unha vez conformada a Rede Museística Provincial de Lugo a súa xerente, Dona Encarna Lago, comprendeu a necesidade de acercar a cultura dos museos á xente e levar a o, cabo unha importante labor social dende a súa xestión. Por esta razón, a programación anual da Rede Museística Provincial de Lugo inclúe unha gran cantidade de actividades didácticas, obradoiros, talleres, coloquios, congresos, exposicións, conferencias, ciclos de cas, cinema e concertos que se converten non só nunha importante chamada para a sociedade senón tamén nunha oportunidade para achegar a cultura ao pobo. Por outro lado, cabe destacar tamén a importante labor que dende a xestión da Rede Museística Provincial de Lugo se realizou para acadar unha rede de museos accesibles que non presentaran ningún tipo de barreiras que limitaran o acceso aos discapacitados de calquera índole. Deste modo, no ano 2008 creouse o Departamento de Accesibilidade e ste Capacidades Diferentes, ademais de levarse a cabo importantes reformas nos edificios que facilitaran o acceso. 3. CALENDARIO DE PRÁCTICAS REUNIÓNS CA COORDINADORA DA REDE MUSEÍSTICA E VISITA AOS MUSEOS 74
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    Museo Pazo deTor 12/ 01/ 2011 22/ 01/ 2011 10/ 02/ 2011 19/ 03/ 2011 1ª Reunión ca Visita Museo Visita Museo Visita Pazo de Coordinadora Provincial do Etnográfico Tor da Rede Mar San Paio de Museística Narla Provincial de Lugo POSTA EN PRACTICA DO PROXECTO 17/ 05/ 2011 18/ 05/ 2011 21/ 05/ 2011 Museo Provincial do Mar Museo Etnográfico de Pazo de Tor San Paio de Narla 4. 1ª REUNIÓN CA COORDINADORA DA REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO A primeira reunión ca coordinadora da Rede Museística Provincial de Lugo tivo lugar no despacho da mesma, situado no Museo Provincial de Lugo, onde se presentou tamén a coordinadora do Máster en Servizos Culturais Dona Jodee Anderson. Nesta reunión, ademais das presentacións correspondentes, dona Encarna Lago explicounos o procedemento a seguir no período de prácticas e a forma de funcionar e traballar dende a cedemento xestión da Rede Museística Provincial de Lugo. Deste xeito, e xa dende o primeiro minuto, a coordinadora intentou transmitir no só os puntos clave dunha boa xestión cultu senón cultural tamén o puntos máis importantes que se deben de ter en conta para traballar en equipo e lograr os obxectivos fixados. 5. VISITA AO MUSEO PROVINCIAL DO MAR 75
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    Museo Pazo deTor O día que realizamos a visita ao Museo Provincial do Mar tivemos a sorte non só de facer unha visita guiada polo museo e de compartir anécdotas con rapaces próximos ás actividades do museo, senón que tamén asistimos á representación teatral da obra Residencial Paradiso, obra cómico filosófica, a cargo do grupo de teatro Ardora composto , cómico-filosófica, por un pequeno número de mulleres afincadas en San Cibrao. 6. VISITA AO MUSEO ETNOGRÁFICO DE SAN PAIO DE NARLA 76
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    Museo Pazo deTor A visita ao Museo Etnográfico de San Paio de Narla foi realizada o día 10 de febreiro de 2011 e dirixida pola guía Dona Francisca Abuín. Aínda que nesta ocasión non había ningunha actividade programada, esta visita resultou moi interesante e especialmente emotiva xa que a nosa guía era neta dos antigos guardeses da fortaleza e explicaba con guardeses todo detalle non só a presenza e utilidade de todos os obxectos e as actividades realizadas cos nenos da zona, senón tamén todos aqueles recordos de cando ela era unha nena que deambulaba e xogaba pola fortaleza. 7. VISITA AO PAZO DE TOR 77
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    Museo Pazo deTor A nosa visita ao Pazo de Tor coincidiu co inicio dun novo proxecto da Rede Museística Provincial de Lugo, Presenza versus ausencia da muller na arte, que pretende poñer en contacto a diferentes mulleres artistas para destacar a súa presenza dentro do mundo da arte. Este día tivo lugar un apaixonante diálogo entre diferentes artistas, xestoras e comisarias de diferentes nacionalidades que analizaron o papel da muller na arte. 8. PRESENTACIÓN DO PROXECTO NO MUSEO PROVINCIAL DO MAR 78
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    Museo Pazo deTor Para levar a cabo a presentación do meu proxecto no Museo Provincial do Mar achegámonos a San Cibrao a primeira hora da mañá para colocar o Tendal das letras (Vid. Anexos). Posteriormente, preto das doce do mediodía comezou a miña exposición sobre a doce Historia da Lingua Galega e sobre Lois Periro. A maior parte do público resultaron ser rapaces adolescentes, de xeito que me vin na necesidade de improvisar e modificar o meu discurso de xeito que resultara máis entretido para nenos desas idades. Ambas actividades desenvolvéronse sen incidentes e tal como estaban previstas, aínda que a ameaza de chuvia e forte vento limitou a presenza de visitantes e non foi posible repetir a conferencia pola tarde. 79
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    Museo Pazo deTor 9. PRESENTACIÓN DO PROXECTO NO MUSEO ETNOGRÁFICO DE SAN PAIO DE NARLA A posta en marcha do meu proxecto no Museo Etnográfico de San Paio de Narla coincidiu ca representación dunha obra teatral escolar e a maior parte do público foron, de novo, rapaces con idades comprendidas entre os 12 e 14 anos, ademais de algúns pais, dades familiares e profesores. Neste caso, a conferencia desenvolveuse segundo estaba prevista sen acontecementos relevantes, ademais moitos dos rapaces mostráronse interesados xa que na escola estaban a ver temas relacionados cos tratados no proxecto. taban 80
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    Museo Pazo deTor 10. PRESENTACIÓN DO PROXECTO NO PAZO DE TOR A presentación do proxecto no Pazo de Tor conincidiu ca xornada de convivencia no pazo ca Asociación Raiola, integrada por pais e nais de persoas con autismos e trastornos xeneralizados do desenvolvemento. A presenza da Asociación Raiola, e especialmente a presenza de rapaces con trastornos xeneralizados do desenvolvemento, requeriu facer un forte xiro no meu proxecto e centrarme especialmen na actividade especialmente Tendal das Letras. Posteriormente realizáronse diferentes xogos e unha viaxe ao Parnaso do Pazo de Tor, onde non só disfrutaron os rapaces senón tamén todos os adultos que tivemos a sorte de compartir todo un día con eles. 81
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    Museo Pazo deTor 11. CONCLUSIÓNS A miña experiencia durante o período de prácticas na Rede Museística Provincial de Lugo foi realmente gratificante e reconfortante, no só polo que aprendín en relación á xestión cultural senón por todos os valores que a coordinadora das práctic nos intentou prácticas inculcar. Neste sentido, aprendín a valorar a importante labor social que realizan estes museos que contan con un presuposto moi reducido, tamén o importante papel que o esforzo e o empeño xogan na xestión cultural e a gran necesidade de el eliminar as barreiras que impiden aos discapacitados o acceso á cultura. Por esta razón quero agradecer dende aquí a, Paquita, Amelia, Mercedes e Ángeles, entre moitos outros traballadores, o apoio, cariño e interese que mostraron con nós durante todo o período de prácticas, conseguindo que nos sentíramos como un máis. Finalmente odo quero agradecer especialmente a Encarna Lago a gran confianza que depositou en min, xa que en todo momento tiven a total liberdade para decidir sobre todas as cuestións relacionadas co proxecto e a súa posta en práctica, de xeito que me permitiu coñecer e comprobar as miñas capacidades, ideas e oportunidades no ámbito da xestión cultural. 82
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    Museo Pazo deTor 12. PROXECTO PERCORRIDO POLAS NOSAS LETRAS E HOMENAXE A LOIS PEREIRO SILVIA ALDARIZ QUINTELA 83
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    Museo Pazo deTor ÍNDICE 1. Introdución:……………………………………………………………… Páx. 17 2. Obxectivos:……………………………………………………………......Páx. 17 3. Exposición:…………………………………………………………...…...Páx. 18 3.1. Historia da lingua galega:……………………………………………Páx. 18 3.1.1. Orixe da lingua galega:…………………………………………Páx. 18 3.1.2. A época de esplendor do galego:…………………………...…..Páx. 19 3.1.3. Os séculos escuros:……………………………………………..Páx. 19 3.1.4. Dos Precursores ao Rexurdimento:…………………...……….Páx. 20 cursores 3.1.5. O galego na época franquista:…………………………………Páx. 22 3.1.6. O galego na actualidade:………………………………………Páx. 23 3.2. Historia do Día das Letras Galegas:…………………...…………..…Páx. 23 Galegas:…………………...…………..…Páx. 3.3. Lois Pereiro:…………………………………………………….....…Páx. 24 4. Instrumentación necesaria:…………………………………. ……..……….Páx. 26 5. Temporalización:………………….…………………………………...…...Páx. 27 6. O Tendal das Letras………………………………………………………...Páx. 28 84
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    Museo Pazo deTor 1. INTRODUCIÓN O presente proxecto pretende ser un percorrido pola historia da lingua galega, así como unha conmemoración especial ao Día das Letras Galegas, facendo un percorrido por todos os escritores aos que lles foi dedicado este día e, en especial, ao homenaxeado no ano 2011: Lois Pereiro. 2. OBXECTIVOS: • Dar a coñecer de forma resumida a historia da lingua galega. • Dar a coñecer a historia da conmemoración do Día das Letras Galegas. • Realizar un breve percorrido polos escritos dos autores homenaxeados no D das Letras Día Galegas dende o ano 1963. • Coñecer aqueles aspectos biográficos de Lois Pereiro que marcaron a súa obra literaria. • Coñecer a traxectoria e importancia literaria de Lois Pereiro. • Recitar pequenos fragmentos da poesía de Lois Pereiro. 3. EXPOSICIÓN 3.1. HISTORIA DA LINGUA GALEGA 85
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    Museo Pazo deTor 3.1.1. Orixe da lingua galega A lingua galega é unha lingua romance, produto da evolución do latín implantado polos romanos no noroeste da Península Ibérica, pero por este territorio pasan tamén outros pobos que farán tamén as súas contribución á lingua galega; como é o caso de xermanos ou n os árabes. O documento literario máis antigo en lingua galega, dos coñecidos na actualidade, é a cantiga satírica "Ora faz ost'o senhor de Navarra" de Joam Soares de Pavia, escrita contra o ano 1200. Ora faz ost’o senhor de Navarra, pois en Proenç’est’el Proenç’est’el-Rei d’Aragon; non lh’an medo de pico nen de marrra Tarraçona, pero vezinhos son; nen an medo de lhis poer boçon e riir-s’an muit’Endurra e Darra; mais, se Deus traj’o senhor de Monçon ben mi cuid’eu que a cunca lhis varra. Se lh’o bon Rei varrê-la escudela que de Pamplona oístes nomear, mal ficará aquest’outr’en Todela, que al non á a que olhos alçar: ca verrá i o bon Rei sejornar e destruir atá burgo d’Estela: e veredes Navarros lazerar e o senhor que os todos caudela. Quand’el-Rei sal de Todela, estrëa Quand’el ele sa ost’e todo seu poder; ben sofren i de trabalh’e de pëa, ca van a furt’e tornan-s’en correr; guarda-s’el-Rei, comde de bon saber, guarda que o non filhe a luz en terra alhëa, 86
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    Museo Pazo deTor e onde sal, i s’ar torn’a jazer ao jantar ou se on aa cëa. Mesmo desta época, comezos de século XIII, atópanse outros documentos non literarios como a Noticia de Torto(1211) e o Testamento de Alfonso II de Portugal (1214). 3.1.2. A época de esplendor do galego. or Ata este momento, a lingua galega quedaba relegada ao uso oral, mentres que o latín era a lingua de prestixio utilizada na escrita. Sen embargo, o amplo uso do galego no ámbito oral comeza a facer presión no ámbito escrito e a lingua galega c convértese así na lingua de prestixio da lírica e todos os poetas comezan a escribir en galego portugués no galego- século XIV. Destaca, de este modo, unha abundante produción lírica en galego galego-portugués: as cantigas de amigo, as cantigas de amor e as cantigas de escarnio e maldicir e as cantigas escarnio de Santa María do rei de Castela Alfonso X O Sabio. Este esplendor da lírica galego galego- portuguesa esténdese ata o fin da Idade Media. 3.1.3. Os Séculos Escuros Trala Idade Media comeza unha época de decadencia para a lingua ga galega que se alonga ata o século XVIII, coñecida como Séculos Escuros. Esta época ven marcada pola presenza dunha nobreza estranxeira que utiliza o castelán, pola ausencia dunha burguesía galega que loite pola súa nación, pola perda de autonomía da Igrexa g galega e polo novo concepto de Estado Nacional que reivindica a necesidade de normalización lingüística como un factor de cohesión da nova estrutura política. Durante este período, que abrangue tres séculos, a lingua galega mantense totalmente allea á produción escrita e as súas letras non coñecen movementos tan importantes como o Renacemento ou o Barroco. De tal forma que esta época escura na 87
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    Museo Pazo deTor literatura galega contrasta cos famosos Siglos de Oro da literatura española. Sen embargo, ao longo deste Séculos Escuros sobrevive a lírica popular (cantigas de berce, adiviñanzas, lendas, contos, etc.) que se transmitía oralmente e que chegou ata os nosos días. 3.1.4. Dos Precursores ao Rexurdimento cursores No século XVIII destacan as figuras do Padre Frei Martín Sarmiento, que defende o uso do galego no Ensino, na Igrexa e na Administración, o Padre Feijoo que comeza unha labor lexicográfica en lingua galega e o Padre Sobreira que manterá a labor do Padre manterá Feijoo. Estes son os inicios do chamado Rexurdimento que ten lugar no século XIX e que fai referencia a un movemento que impulsou o renacemento da nosa cultura e da nosa lingua. Na primeira metade do século aparecen xa os primeiros escritos en lingua galega que serán escritos propagandísticos pero o punto de inflexión será o ano 1846, no que se produce unha revolta contra o poder central, coñecido como o levantamento de Solís, que tivo como consecuencias o fusilamento de un grupo de rebeldes que serán coñecidos como Os Mártires de Carral e a partir deste intre esperta xa unha conciencia lingüística. Posteriormente no ano 1853 publícase A gaita gallega de Xoán Manuel Pintos que constitúe o primeiro libro da literatura galega contemporánea. En 1861 celébranse os contemporánea. primeiros Xogos Frorais de Galicia onde só unha das composición premiadas estaba en galego A Galicia de Francisco Añón. No ano 1863 publícase Cantares Gallegos que é a primeira obra escrita integramente en galego por Rosalía de Castro e con ela inaugúrase o Rexurdimento pleno e 88
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    Museo Pazo deTor a partir deste momento publícanse moitas obras en lingua galega e aparecen xornais tamén en galego e xa deica finais do século comezan a aparecer as primeiras gramáticas de lingua galega e en 1905 fúndase a Real Academia Galega. Xa na segunda década do século XX, aparecen as Irmandades da Fala, creadas para a defensa, dignificación e cultivo da lingua galega, que promoveron a elaboración d de dicionarios, gramáticas e outros estudos, ademais de reivindicar a presenza do galego na Administración e no Ensino. Neste momento aparece a revista Nós, da man de Vicente Risco, Otero Pedrayo e Florentino Cuevillas, que conforman o coñecido "Grupo Nós". Os membros de "Nós", cunha ampla formación intelectual, pretenden eliminar o lastre folclorista da cultura galega mediante a súa actualización, normalización e universalización, poñéndose en contacto e colaborando con autores estranxeiros. Deste xeito, a literatura galega entra en contacto cas correntes europeas e ten lugar unha importante produción artística en tódolos xéneros, con figuras como Manuel Antonio, Amado Carballo e o sempre recordado Castelao. En 1931 créase o Partido Galeguista, que consegue a aprobación do Estatuto de consegue Autonomía de Galicia, no que a lingua galega adquire por vez primeira o recoñecemento de "idioma oficial de Galicia". Sen embargo este logro non chegou a ter aplicación na práctica por mor do estoupido da Guerra Civil, que supuxo o principio da máis crúa etapa supuxo para as linguas minoritarias do Estado español. 3.1.5. O galego na época franquista O franquismo provocou a desaparición do galego da escena pública, do ensino e de todas as actividades socioeconómicas. Moitos escritores galegos, que ata aquel momento galegos, 89
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    Museo Pazo deTor foran os encargados de manter viva a lingua e a cultura galegas, víronse obrigados ao exilio e a produción galega emigrou con eles. Pouco a pouco, no ámbito cultural o galego comezou a manifestarse de novo e a creación da editorial Galaxia no ano 1950, promovida por Otero Pedrayo e Ramón Piñeiro, entre outros, será clave na recuperación do uso escrito da nosa lingua; xa que esta editorial publicará diferentes revistas como a de Economía de Galicia, Atlántida ou Grial. A partir dos anos 60 prodúcese un cambio económico e social e a censura os modérase, de forma que xa se permiten certas publicacións, amplíase o mundo editorial, conmemórase o Días das Letras Galegas, a Universidade crea a Cátedra de Lingua e Literatura Galegas e incluso se crean asociacións culturais en defensa do galego: O Facho, O Gaio, a Asociación Cultural de Vigo… Nesta época destacan autores como Carballo Calero, Álvaro Cunqueiro, Anxel Fole, Blanco Amor, Méndez Ferrín ou Carlos Casares. 3.1.7. O galego na actualidade Ca instauración da democracia, Galicia convértese en Comunidade Autónoma, stauración tendo como linguas oficiais o galego e o castelán. De xeito paralelo instáurase tamén unha lexislación reguladora dos usos do idioma. O Instituto da Lingua Galega e a Real Academia Galega propoñen en 1982 as Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego, que acadan así o carácter de oficiais coa promulgación da Lei de Normalización Lingüística no ano 1983. 90
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    Museo Pazo deTor A literatura galega contemporánea volve a brillar, tras anos de represión e a obras as de moitos autores galegos son traducidas a varios idiomas, como é o caso de Manuel Rivas ou Suso de Toro. 3.2. HISTORIA DO DÍA DAS LETRAS GALEGAS Cada 17 de maio, dende 1963, celébrase o Día das Letras Galegas, día no que Galicia honra á súa lingua, aos seus escritores e ás súas letras. A iniciativa da aos conmemoración do Día das Letras Galegas nace de tres académicos: Manuel Gómez Román, Xesús Ferro Couselo e Francisco Fernández del Hierro, que o día 20 de marzo de 1963 propuxeron na Real Academia Galega declarar o 17 de maio de cada ano o Día das Letras Galegas para “recolle lo latexo material da actividade intelectual galega co motivo “recolle-lo de se celebrar o centenario da publicación dos Cantares Gallegos de Rosalía de Castro xa que estimaban que o libro de Rosalía foi a primeira obra maestra coa que contou a Rosalía literatura galega contemporánea e un fito decisivo na historia da renacencia cultural de Galicia”. Os académicos propuxeron ese día porque, non coñecendo o día exacto da publicación da obra de Rosalía, escolleron a data na que a autora llo dedicou a Fernán escolleron Caballero. 3.3. LOIS PEREIRO Lois Pereiro, homenaxeado deste ano, nace en Monforte de Lemos en 1958, aínda que con tan só 17 anos marcha a Madrid para cursar estudos de Ciencias Políticas e Socioloxía, aínda que posteriormente, tras un breve período no que volve a Galicia para traballar na empresa familiar, regresa a Madrid para centrase no aprendizaxe de idiomas. 91
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    Museo Pazo deTor Será precisamente na capital de España onde comece a súa traxectoria literaria, na revista experimental Loia, na que colabora xunto a outros galegos universitarios como imental Antón Patiño, Manuel Rivas e seu propio irmán Xosé Manuel Pereiro. De regreso a Galicia, arredor dos anos 80, instálase na Coruña e comeza a colaborar na revista La Naval, Trilateral e Luzes de Galicia con outros contemporáneos e tamén forma parte do Grupo de Amor e Desamor, con outros escritores como Pilar Pallarés, Manuel Rivas, Francisco Salinas, Fermín Bouza, etc.; que publicaron dúas antoloxías colectivas co mesmo nome: De amor e desamor I (1984) e De amor e desamor II (1985). Posteriormente, no ano 1987, tamén foi incluído noutra antoloxía Después de la modernidad, na que aparecían Pedro Casariego, Felipe Benítez ou Luis Alberto de Cuenca. , Finalmente, tras colaborar en diferentes revistas e en antoloxías colectivas, será en 1992 cando publique a primeira das súas dúas únicas obras publicadas en vida: Poemas 1981/1991. Tres anos máis tarde publica Poesía última de amor e enfermidade (1995). . Xa no ano 1996, o día 24 de maio, Lois Pereiro, enfermo de sida, falece na Coruña a causa dunha insuficiencia hepática por un envelenamento de aceite de colza desnaturalizado. Sen embargo, a súa poesía seguirá dando de que falar e en 1997 publícase a obra póstuma Poemas para unha Loia que recolle os primeiros poemas do escritor le monfortino, moitos deles publicados na revista Loia, e o ensaio “Modesta proposición para renunciar a facer xirar a rida hidráulica dunha cíclica historia universal da infamia”, dado a coñecer na revista Luzes de Galicia, onde tamén se publicaron oito capítulos da súa novela inconclusa Náufragos do Paradiso Paradiso. Durante moitos anos, reivindicouse a dedicación do Día das Letras Galegas a este poeta monfortino e foi finalmente o 26 de xuño de 2010 cando a Real Academia Galega 92
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    Museo Pazo deTor publicou a súa decisión de homenaxealo no ano 2011. A Academia apreciou na obra de ublicou Lois Pereiro: “evidentes pegadas expresionistas, referencias á literatura xermánica e certas influencias da contracultura (…) unha imaxe e unha estética que fixeron del un au de autor culto. Cartografiou como ninguén o labirinto do mundo contemporáneo conciliando para tal fin o individualismo escéptico ca tradición demoledora do expresionismo europeo.” O seu amigo, Manuel Rivas, e membro da Real Academia Galega recoñeceu que: “dedicarlle a Lois Pereiro o Día das Letras Galegas 2011 foi unha decisión valente da edicarlle Academia, porque é un autor de culto, pero en canto se difunda a súa obra será un autor moi popular” “é un mito contemporáneo. A súa obra é vangardista, universal e tamén dramática, pero con moito alento. Lois Pereiro invoca aos bos espíritos, as marabillas, a rebeldía e a xenerosidade”. Finalmente, como exemplo da súa crúa poesía, mostrase un parágrafo dun dos seus poemas que se atopa como epitafio gravado en pedra na súa tumba de Santa Cristina do Viso: “Cuspídeme enriba cando pasedes por diante do lugar onde eu repouse, enviándome unha húmida mensaxe de vida e de furia necesaria” INSTRUMENTACIÓN NECESARIA 93
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    Museo Pazo deTor Para levar a cabo este proxecto será necesario un instrumental mínimo que se describe a continuación: • Impresión e plastificación das fichas presentes nos anexos con motivo da súa exposición ao público. • 20 metro de cordel e 50 pinzas para colocar as fichas presentes nos anexos. • Ordenador con proxector e pantalla para reproducir o Power Point que se atopa nos anexos. 4. TEMPORALIZACIÓN O presente proxecto levarase a cabo na Rede Museística Provincial de Lugo nas seguintes datas: • Día 15 de maio de 2011 no Museo Provincial do Mar (San Cibrao). • Día 17 de maio de 2011 no Museo Etnográfico San Paio de Narla (Friol). Museo • Día 21 de maio de 2011 no Pazo de Tor (Monforte de Lemos). A duración aproximada para a exposición oral do proxecto, acompañada da proxección do documento en Power Point, será de 30 minutos. Sen embargo contémplase propoñer outros 30 minutos para a lectura de poemas de Lois Pereiro e para a quenda de preguntas e debate sobre o tema. Finalmente tamén se propón a contemplación das fichas de cada un dos escritores que foron homenaxeados no Día das Letras Galegas. 94
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    Museo Pazo deTor O TENDAL DAS LETRAS 95
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    Museo Pazo deTor Lois Pereiro Homenaxeado Ano 2011 (Monforte de Lemos, 1958 Coruña, 1996) 1958-A Acróstico Somentes Intentaba conseguir Deixar na terra Algo de min que me sobrevivise Sabendo que debería ter sabido Impedirme a min mesmo Descubrir que só fun un interludio Atroz entre dous muros de silencio Só puiden evitar vivindo á sombra Inocularlle para sempre a quen amaba Doses letais do amor que envelenaba A súa alma cunha dor eterna Sustituíndo o desexo polo exilio Iniciei a viaxe sen retorno Deixándome levar sen resistencia ó fondo dunha interna Aniquilación chea de nostalxia. 96
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    Museo Pazo deTor Uxío Novoneyra Homenaxeado Ano 2010 (Parada do Courel, 1930 – Santiago de Compostela, 1999) Terras outas e soias! Serras longas mouras! Eu son esta coor de soedá Ancares soñados co lonxe! Penas de Marco de Meio Mundo en ringuileira do Candedo ás Moás! Alto da Lucenza Formigueiros Montouto Pía Pía-Páxaro Tesos cumes do Courel! Pobos probes Ardidos de tristura mouros de queimados! Lor ruxindo polo val pecho! Ucedo e ucedo! Fontiñas outas penedos carrozos escuros fragas agros soutos e devesas! Labregos e pastoras que soio vistes istes tesos e máis estes vales! Aturula a curuxa e canta o cuco Medindo o tempo quedo que se para na cor e tornándose Contra un ven cravarse no sitio onde máis se sinte! Serra aberta (Os eidos 2) 97
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    Museo Pazo deTor Ramón Piñeiro López Homenaxeado Ano 2009 (Armeá - Láncara (Lugo), 1915-1990) Lugo, 24-4-1950 Meu querido amigo: Xa te podes imaxinar canta ledicia me produxo o fallo do “concurso de novela gallega”. Foi unha doble ledicia: po-lo trunfo lo persoal do amigo e po lo trunfo comun que así lle po-lo comun- podemos chamar- das letras galegas; despois do resoante trunfo académico de Oter teu Otero trunfo literario veu a ser como un podente aturuxo que pregoa o rexurdir das letras galegas. E así foi como o entenden as xentes, pois moitos que non te conocen persoalmente mostrábanse moi satisfeitos do resultado do concurso “por ser a única das presentadas que estaba escrrita en galego”. Entre os que te conocen foi unánime a alegría, resentadas mesmamente como se foras d d-eiquí e viviras eiquí decote. Cartas de Ramón Piñeiro a Ricardo Carballo Calero 98
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    Museo Pazo deTor Xosé María Álvarez Blázquez Homenaxeado Ano 2008 (Tui, 1915- Vigo,1985) Ise neno da rúa Non é certo que os nenos teñan fame Non pode ser. Ben o sabedes todo os que andades no mundo atafegados á percura do pan dos vosos fillos Ises outros que vedes pola rúa pedindo esmola, non teñen fame, non, porque daquela vos teríades morto de vergonza. E ben vos vexo andar nos vosos coches ou nos tranvías, a berrar de cousas estranas, -¡viva, beba, baba, buba¡- sen reparar naquil esfarrapado que coa moura mauciña está petando na porta de ferro. Por iso penso que non é verdade o que algún caviloso di dos nenos que andan así petando pola vida -¡Non, home, non¡ lle dixen a un de aqueles- ¡Non, non¡- A xente pasa leda......¡Fora boa que andivesen a rirse dos seus crimes¡ 99
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    Museo Pazo deTor María Mariño Homenaxeada Ano 2007 (Noia, 1918 – Courel, 1967) María Mariño De forte ollar, amiga, de frío que non se quenta, Amiga, que eres de todos e por ninguén esquencida. Soia co teu silencio na forza do teu poder, un por un de cada ser levas do fin ó comenzo, descansar a túa fonte. ................................................ E logo d'alí cansiños, amigo, dinos pra onde? Deixa, amiga, ós nosos pes, fríos polo teu ver, algo do noso sentir, do són que tí fas fuxir amiga, por aquil nacer... 100
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    Museo Pazo deTor Manuel Lugrís Homenaxeado Ano 2006 (Sada,1863 – 1940) Era Rosiña a rapaza máis feiticeira das Mariñas; digo a máis feiticeira, e penso que este verbe non esprica dabondo a bonitura de tal meniña. Bástevos con que diga que era roxiña como o ouro, de dente brancos cal xogas dun regato, ollos azús e cheos da melanconía máis arroubadora, e labres tan coorados cama a grana do seu refaixo. O seu peito era resio e levantado, e si ben se incrinaba un pouquiño ó andar, dáballe máis gracia que outra cousa. Era, en fin, unha desas rapazas que basta velas unha soa vez pra que inspiren un amor tenro, pra que inspiren leven tras si tódolos sentimentos dun corazón namorado. Preto do seu rueiro vivía Manuel, o afillado de Xuana, rapaz que ó rivés de Rosiña, era trigueño, de ollos mouros e gachos. O Penedo do Crime (frag.) 101
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    Museo Pazo deTor Xesús Lorenzo Varela Vázquez Homenaxeado Ano Varela 2005 (Fillo de emigrantes, nace en 1916 a bordo do barco “La Navarre” á entrada do porto da Habana (Cuba). Morre en Madrid en 1978) LUGO Na fonte de ferro, no coiro dos bois no espello do vento, da navalla e da frol. No recén da herba, no lobo e no can, nos ollos da meiga, na pedra do lar. No refaixo dela, na ponte do alén no andar das ovellas. no ar do mencer. No cabalo quente, no viño millor no que non se perde no meu corazón. Na noite senlleira, no liño tecido, na madeira tenra dos vellos castiros. Na vida, na morte, no amor e no ren, loubareite, Lugo de aceiro e de mel. 102
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    Museo Pazo deTor Xaquín Lorenzo Fernández "Xocas" Homenaxeado Ano 2004 (Ourense, 1907 – 1989) A malla «(…) Hoxe desapareceu completamente por estas terras o antigo sistema de degrañar o centeo por medio dos mallos, que foron substituídos por trilladoras mecánicas, o que fixo trocar o procedemento de aproveitamento do gran, suprimindo algunhas angueiras agora innecesarias; unha de elas, precisamente a derradeira, é a que dá m motivo a estas notas. Polo mes de Santiago está xa a més en sazón e entón procédese á seitura. Unha vez segado o centeo é atado en feixes e tense amoreado a carón da eira até o intre da malla. É este un dos traballos de tipo comunitario que aínda se conservan no noso campo, pois conservan sgue na súa forma tradicional, pese á mecanización desta tarefa”. En “No esprito da més en Lobeira (Ourense)”. Cuadernos de Estudios Gallegos. 1973 103
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    Museo Pazo deTor Antón Avilés de Taramancos Homenaxeado Ano 2003 (Taramancos (Noia), 1935 -A Coruña, 1992) OBRA VIII Aquela chambra fina con bordados de delicada man! ¡Que ar tan xoven cinguía no teu peito! ¡Que nobreza campesiña e galana oferecía! Camiñabas na tarde paseniño, eras columna ergueita e soleada e o meu amor un cabirtiño novo que brincaba e que ria tolamente. Miña noiva de abril, rapaza nova recendo de fiuncho e ruda fresca decátaste da dor que me asolaga? Tiña o tou corazón como unha sella preferida, como un vello xardín onde deixaba a mais pequena risa a mais fonda Saudade e a mais alta grandeza do querer. E dime agora: ¿qué ramo de loureiro nesta fronte para cantar a tua chambra clara? 104
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    Museo Pazo deTor Frei Martín Sarmiento Homenaxeado Ano 2002 (Vilafranca do Bierzo, 1695 – 1772) Coloquio de 24 Gallegos Rústicos No chan que en Morrazo chaman os galegos tamen San Cybran que chega hasta o ceo, que está no camiño que vay ao Ribeyro dendes Pontevedra a vila do reyno, a hum-ha legoiña, camiño dereyto, fay conta que sigues o rumbo surlesto se sube en relanzo por todo o vieyro sen muita fadiga nem muito tormento, Eladio Rodríguez González Homenaxeado Ano 2001 105
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    Museo Pazo deTor (San Clodio (Leiro), 1864 – A Coruña, 1949) ORACIÓS CAMPESIÑAS Quixera que os meus versos cheirasen á terra húmida, …………………………………………. sonasen sempre a cántigas barudas; ……………………………………… tivesen oraciós de atardeceres ……………………………………… chegasen as concencias máis escuras e despertasen n’elas as voluntades murchas, e prendesen nas almas as arelas patrióticas máis xurdias, e rezasen á eito a pregaria eucarística e litúrxica do santo amor á todo canto é noso i-á todo canto en nós vive e perdura, pra que así nos sentísemos nas xornadas futuras máis grandes e máis donos de nós mesmos, .............................................. 106
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    Museo Pazo deTor Manuel Murguía Homenaxeado Ano 2000 (Frexel (Arteixo), 1833 – A Coruña, 1923) DISCURSO NOS XOGOS FRORAIS DE TUI ¡O noso idioma! O que falaron nosos pais e vamos esquecendo, o que falan os aldeáns e nos achamos a ponto de n’entendelo; aquel en que cantaron reis e trovadores; o que, fillo maor da pátrea gallega, nola conservóu e conserva coma un don da providencia; o que aínda ten nos nosos labres as dozuras eternas e acentos que van ó corazón; o que agora oídes coma si fose un himno relixioso; o hermoso, o nobre idioma que do outro lado dese río é léngoa oficial que serve a máis de vinte millóns de homes e ten unha literatura representada polos nomes gloriosos de literatura Camoens e Vieira, de Garret e de Herculano; o gallego, en fin, que é o que nos dá dereito á enteira posesión da terra en que fomos nados, que nos de que, pois somos un pobo distinto, debemos selo; que nos pormete o porvir que procuramos, e nos dá a certeza de que ha de ser pormete fecundo en bens para nós todos. Nel, coma en vaso sagrado en que se axuntan todos os prefumes, achanse os principaes elementos da nosa nacionalidade, de novo negada, e, aínda máis, escarnecida. Doulle o celta a súa dozura e a maor parte do seu vocabulario; o romano a. afirmóuno; ten do suevo as inflesións; do noso corazón, o acento afalagador; e os brandos sonos, e os sentimentos das razas célticas. Un tanto femeninos, é certo, pro que se tempran no valor heroico dos seus fillos. Léngoa distinta –di o aforismo político- acusa distinta nacionalidade. Digámolo nós tamén, se nos compre, con maor firmeza aínda, e poñamos de nós o que faga falla, para que sea para sempre esta léngoa en consonancia co noso esprito, e feita coma ningunha noso 107
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    Museo Pazo deTor outra para a espresión dunha literatura tan oposta ó xenio da de Castilla como é esta que nós temos. Roberto Blanco Torres Homenaxeado Ano 1999 (Santa María dos Baños, 1891 – Madrid, 1936) DIANTE DA NATUREZA Pra Bernardino Varel Soilo os viles imbéciles Pra Manoel Cabanillas as mágoas d’a fatiga O monte está sereo, N-as leiras que dan froito, as os penedos vixían; sóbor chan que xermina, a gándara está virxe o traballo fecundo d’a profanazón ainda impón a lei da vida. Soilo as cibdás imbéciles Soilo as cibdás imbéciles Iñoran a cousina. co pitismo dan grima. Na rasa Natureza O agro, o agro, é a musa todo rechouta e brilla: d’ardente melonía de cote ten o encanto en onde a frol d’a loita d’a meiga poesía. chea d’arume e limpa, Soilo os salóns imbéciles ergue seus cores roxos fan normas da mentira. a ô cume que aloumiña, Xunt’ô paisaxe ledo, falando ôs peitos nobres 108
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    Museo Pazo deTor a fonte deita a linia d’a redentora obriga. na qu’o sedento afoga Soilo as cibdás imbéciles traicionan a consina… n-alcohol vil s’esnaquizan. Meendinho, Homenaxeado Ano 1998 MEENDINHO Seiam’ eu na ermida de San Simón, e cercaronmi as ondas que grandes son. Eu atendendo meu amig’! E ver[r]a? Estando na ermida ant’ o altar cercaronmi as ondas grandes do mar. Eu atendendo o meu amig’! E ver[r]a? E cercaronmi as ondas, que grandes son; nen ei [i]barqueiro nen remador. Eu atendendo o meu amig’! E ver[r]a? E cercaronmi [as]ondas do alto mar; non ei [i]barqueiro nen sei remar. Eu atendendo o meu amig’! E ver[r]a? Non ei i barqueiro nen remador: morrerei [eu]fremosa no mar maior. Eu atendendo meu amig’! E ver[r]a? Nen ei [i]barqueiro nen sei remar, Morrerei eu fremosa no alto mar. 109
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    Museo Pazo deTor Eu atendendo meu amig’! E ver[r]a? Martín Codax, Homenaxeado Ano 1998 Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo, e, ai Deus, se verra cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado, e, ai Deus, se verra cedo! Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro, e, ai Deus, se verra cedo! Se vistes meu amado, o por que ei gran coidado, e, ai Deus, se verra cedo! 110
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    Museo Pazo deTor Johan de Cangas, Homenaxeado Ano 1998 En San Momed’, u sabedes que viste-lo meu amigo, oj’ ouver’ a seer migo; mia madre, fe que devedes, leixedesmio ir veer. O que vistes esse día andar por mi mui coitado chegoum’ ora seu mandado; madre, por Santa Maria, leixedesmio ir veer. Pois el foi d’ atal ventura que sofreu tan muito mal por mi, e ren non lhi val; mia madre, e por mesura, leixedesmio ir veer. Eu serei por el coitada pois el é por mi coitado se de Deus ajades grado, madre ben aventurada, leixedesmio ir veer. 111
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    Museo Pazo deTor Ánxel Fole Homenaxeado Ano 1997 UN LADRÓN ANDABA POLA CASA Historia de Misterio Sempre soñaba isto o recaudador de contribución de alá de Pastoriza. Pastoriza ten sona de ter moi bo gando. Sempre o decía o don Casto Méndez, cando iba botar un vaso á tasca do Benedicto, que era tamén un bon zapateiro. Unha vez contóunos a don Cándido e máis a min que sempre soñaba que un ladrón entraba na súa casa cunha ganzúa. Máis ise ladrón soñado era tamén un asesino. Xa se sabe que os ladrós que andan de noite son moitas veces asesinos tamén. Van dispostos a matar a quen sea, porque non se lles descubra o sea, roubo. Don Casto era un home pequenote il, dus cincoenta anos e moi rebusto. Máis tiña unha voz de neno que facía rir a moitos mal insinados. - Sempre soño con un ladrón que entra na miña casa pola noite. Sempre se me ache ó achega leito. E sempre me bota as maos á gorxa para me afogar. Eu berro i a miña muller esperta. Esto me contóu unha vez en Vián, ceando na casa do cura don Cándido. Era po outono, po-lo despóis de San Froilán, e ceáramos perdices que o mesmo cura don Cándido c cazara coa súa escopeta do dazaseis. Era noite de lúa chea i eu collín o camiño de volta para Pacios. E fun pensando que a voz de neno de don Casto facía tempo que era un pouco rouca, coma si tivera un catarro á gorxa. Pasaron algúns anos i eu atopéime de casual en Santiago, cuns vellos amigos a quenes casual non vira en vinte anos. Andabamos de vagar po la rúa da Calderería. Sería coma unha hora antes po-la do xantar. 112
  • 114.
    Museo Pazo deTor O Venancio, que sabía moitas historias disas que chaman do outro mundo, falaba das premonicións. -Hai moitos casos en que se aduviña o porvir dunha maneira que chamaremos instintiva. oitos -Ista conversa era millor prá noite, coma cando paseabamos po Ista po-la Ferradura e contabamos disas historias de medo, ás que era tan afeizoado o gran clínico don Roberto Nóvoa Santos. - Penso recordar que me dixeron que don Roberto cría que os cás oubeaban cando sentían a morte dunha persoa, poucas horas antes de morrer. Pasamos por diante dunha casa estreitiña. No portal había unha mesa mortuoria. Non sei cómo, acheguéime a vé-la esquela. “Don Casto Méndez, ex recaudador de contribuciones...” Era o la esquela. de Pastoriza. -Non sei o que daría – –dixen- por saber de que morréu ise don Casto, que eu coñecía. Naquil intre saía un cabaleiro do portal, cunha carteira debaixo do brazo. - Si tanto che interesa… O Venancio estivo inda un bon ratiño falando co cabaleiro da carteira. Despedíronse con moita cerimonia - Ise don Casto morréu dun cáncer na gorxa. Mesmamente se valeiróu dunha hemorraxia. Fai tres días, aínda andaba de pé. Apenas se lle entendía xa o que falaba dende algún tempo. A frase de obriga é eiquí que “me quedei dunha peza”. (Ánxel Fole, Contos Da Neboa, Edicións Castrelos, 1973) Xesús Ferro Couselo Homenaxeado Ano 1996 113
  • 115.
    Museo Pazo deTor (Louro (Valga), 1906- Ourense, 1975) COMO E POR QUÉ OS ESCRIBANOS DEIXARON DE EMPREGAR O GALEGO O galego entón é a fala dos vasalos e dos señores, dos cregos e dos labregos, e óucese o mesmo nos concellos que nas eirexas, misturado co latín nas prédicas e cerimonias. “E esto así dito e outorgado ergueuse o dito chantre e tomou por las maos aos ditos Afonso Ougea e Tereixa o Alvares e en suas maos feceron logo palavras de casamento ambos e dous, segundo que manda a nosa Santa Madre Iglesia, dizendo o dito Afoso Ougea que recebía a dita Tereixa Alvares por sua muller boaa e leal e a dita Tereixa Alvares dizendo que reçebía ao dito Afonso Ougea por seu er marido boo e leal…” Ansí se fixo un casamento, nos comenzos do catrocentos, según as Notas de Estebo Pérez, chanceller do Cabidoo da Catedral de Ourense. Inda que o rei de Castela non se alcuña xa Emperador, como noutrora o imperante en León, ténse i por tal de feito e de dereito e leva a honra mandar en reinos de costumes e falares diversos. No seu famoso discurso pola primacía de asento no Concilio de Basileia o daián d Santiago don de Alonso de Cartagena, conselleiro do rei don Xohán II e logo bispo de Buros, antre as probas da preeminencia do Rei de Castela sobor do da Ingalaterra, apón a de que aquil era rei de reinos con diversas língoas. Vemos por iso como endexamais recusa que lle falen os vasalos cada un na sua fala. Namentras gobernan os endiantados, a conciencia de Reino de seu mantense viva. Pro a anarquía feudal –que en Galicia houbo feudalismo como en ningures trouxo o debilitamento das que ningures- vellas institucións xurídicas. De contado, cos Trastámaras, de fora veñen arreo bispos, alcaldes maores, correxidores, daiáns de Caidoos e hastra cregos, coengos e abades… (Do libro Homenaxe a Otero Pedrayo. VV.AA. Ed. Galaxia. Vigo, 1958 ) Rafael Dieste Homenaxeado Ano 1995 (Rianxo, 1899 - Santiago de Compostela, 1981) 114
  • 116.
    Museo Pazo deTor O GRANDOR DO MUNDO Tanto ouvira falar de Bôs Aires, das ruas longas e direitas que non se dan ademiradas nin Bôs-Aires, andadas, da prata relocinte e xenerosa con que alá premian o traballo, dos boletíns de moitas llanas e da xente sabida que os lé, dos longos trens que bruan pol a pampa infinda e de mil pol-a cousas ledas, lanzales e rumosas, tanto ouvira falar, antrementres co a navalla barbeira –a mais co-a levián da vila- percorría as fazulas dos seus parroquianos de sempre, e ta tanto no seu maxín escarabellou o falado, que un día topouse de súpito co a circia vôntá d’ir a Bôs co-a Bôs-Aires. Dez anos alá, e voltaría rico de pecunia e lembranzas. Unha mañanciña saeu da vila cun baul pequerrecho. Cando chegou ao porto –endexamais vira unha cidade- sinteuse atordoado e pequecho n’aquel reducio de escintilos e romores novos, e a rentes andivo de voltar. E hai quen di que dixo moi ademirado, moi anguriado e moi pol baixo: -¡Qué grande é o mundo! pol-o Dez anos alá e voltou rico de pecunia e lembranza lembranzas. Chegou en tempo de invernía, cando andan os gatos a se pasearen pol pol-a casa moi desacougados, e as galiñas fan ringolas na sombra do alpendre, e as badaladas que chaman â novena fan o serán esguío, espiritado. E cando estivo na casa e pasou o ledo barullo do recibimento, púxose a asubiar algo que barullo escomenzou en tango e rematou en vella cantiga, mentras os vidros da fiestra choromicaban diante dos seus ollos, estragoando a rua homilde. Algo moi vello e moi novo foi sortindo solermiñamente de non sabía que e esquencidas veas do seu intro. E sinteuse asolagado ate a gorxa de dôce e rara anguria de morto reviviscido. E cando pasaron uns picariños correndo e salmodiando aquelo, (“Chove – chove - na casa do probe, - na miña non chove”) marmulou co voce esnaquizada: co-a - ¡Qué grande é o mundo!. (A Fiestra Valdeira, Rafael Dieste, IGAEM, 1994) Luis Seoane Homenaxeado Ano 1994 (Buenos Aires , 1910- a Coruña, 1979) 115
  • 117.
    Museo Pazo deTor A FONTE (frag.) Semellaba o vello un vagamundo, unha braga ao meio da coxa máis curta a outra e de difrente coor, desguedellado e arrodeado de moscas, ollando cara a fonte. Un burato cun picho no muro, A fonte da rúa do Franco, con unha auga mellor que outras, que roidosa enchía as sellas cantando a auga e brincando. Ao agochárese as mozas amostraban as pernas, as coxas frescas como a auga da fonte. Eso é todo o que agardaba, encostado, desdenoso, no muro, aquel vello que semellaba un vagamundo. Eduardo Blanco Amor Homenaxeado Ano 1993 Blanco-Amor (Ourense, 1897- Vigo, 1979) A PESCA (frag.) Agarimantes cóxegas, moxenas 116
  • 118.
    Museo Pazo deTor no teimoso cristal bulinte espello dos vimios confidentes pola beira. Sobro de nós, dondo silenzo, o ceio. O peixe foi, seu pulo e bris de prata, un istante no tempo de ar e rede; dempois, nota e puñal, fendeu as augas, arrepío de luz na linfa verde. Como ispido na forza do seu arco, lanzal teu corpo, sen ferir a area, sortíuse con lediza de venablo para o cachón das augos balbordeiras. Eu témero de ti, cos teus alentos na aperta da fondura entebrecidos, funte buscar nos arcos medoñentos onde amolece o sol en mornos limos. Tremantes de tolicie, prata e riso o peixe e ti, nos verdes solagados, xa as guirlandas da morte en rodopío, foron a dar nas redes dos meus brazos. Fermín Bouza Brey Homenaxeado Ano 1992 Bouza-Brey (Ponteareas, 1901 Santiago de Compostela, 1973) 1901- RETORNO (frag.) 117
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    Museo Pazo deTor "Mol rabanda do Mundo, sabrosa terra nai, que ventura manxarte como un lírico pan e chantarche a dentamia dos ollos na códea vidal, madura, recendente, vizosa, a latexar!… Somentes ti me sacias a fame perennal Regusto de alonxarme para logo voltar, e adormir no teu colo abranguendo o teu van, como un Miño quencido polo peito dos vals, coas augas quedas, quedas, sen presa polo mar. Salcóchate de estrelas, que é o teu doado sal, ollece de liñares a máis non verdexar. Afúmate de brétemas no caínzo do serán, que os sentidos precisan de ti, fogaza albar; de ti, suprema bica e propia caroal; de ti, en sazón e chea, ouh Galiza maná! Álvaro Cunqueiro Mora Homenaxeado Ano 1991 (Mondoñedo, 1911- Vigo, 1981) SOEDADES DA MIÑA BRANCA SEÑOR (frag.) Escóitasme tí, miña señor amada, cando do peito meu o trobo arde ou atrás de ti a sombra do meu soño loucamente a túa apreixa e bica ? Ouh doce o peso do teu corpo no meu maxín deitado Neste río do meu vagar sin fin 118
  • 120.
    Museo Pazo deTor qué incendiado navío non navegas na noite? -Por qué este corazón tanta frol murcha, por qué inda son eu de tanta verba a boca? Miña branca señor, corpo delgado: este bosque é do tempo da máis recente lúa, i ese malvís que tanto áer enfrauta cada día que amence renasce e asubía. Amante, no meu vaso aínda canta a sede. Esa lúa nevada, amor, que do teu corpo medra coa noite sober das cumes dos meus ollos. Deixa que rose, ao arrimo das cerdeiras, nas illas dos teus ollos a i i-alba rumorosa Adormece ao meu caró namentras quebra o día carón, baixo un teito de aluadas, tímidas cantadoras. -Ese sono que por dentro escorre e pouco a pouco amósase ao meu rostro ! fai falla, quezáis, un cabalo roxo ou unha aza mortal e fría para brincar fora desta língua de lume? Luis Pimentel Homenaxeado Ano 1990 Pimentel (Lugo, 1895-1958) SOLPORES DA MIÑA VILA Solpores da miña vila, longos, case eternos. (Os anos pasan rápidos; os días, lentos). a luz esbara polo meu piano lustroso ¿Qué música lle poñeremos? 119
  • 121.
    Museo Pazo deTor As maos, soñan. Solpor de prata sobor do ébano. Penso nos poetas mortos. Calma, calma... Tarde inmóvil, eterna. Quédase dulcemente ¿en que soedade, lonxe? Ceo, ceo, máis ben luz. Equilibrio diste gris tan tenro. No, non hai paisaxe nin carne nin sangue. Solpores da miña vila, longos, lentos, música. As maos, soñan. SOMBRA DO AIRE NA TERRA Celso Emilio Ferreiro Homenaxeado Ano 1989 (Celanova -Ourense, 1912- Vigo,1979) LONGA NOITE DE PEDRA (frag.) O teito é de pedra. De pedra son os muros i as tebras. De pedra o chan i as reixas. 120
  • 122.
    Museo Pazo deTor As portas, as cadeas, o aire, as fenestras, as olladas, son de pedra. Os corazóns dos homes que ao lonxe espreitan, feitos están tamén de pedra. I eu, morrendo nesta longa noite de pedra. Ramón Otero Pedrayo Homenaxeado Ano 1988 (Ourense, 1888 – 1976) A CASA SOIA Nas queixumosas táboas Brosladas finalmente polo verme analista de insomnios e fantasmas repousou o mou pai no cadoleito, e inda a piedade de unha bágoa de ólio garda a lembranza gosalleira e triste pra o fillo sempre na querida coimbra, neno xiado de augural pavura pola friaxe glacial de aquela man quentor de Deus, forteza e recompensa. Sofren meus probes libres proba de soedade, noite e poeira, apreixan requintados pensadores 121
  • 123.
    Museo Pazo deTor os seus cristalográficos esquemas en procura da chama dos poetas aínda nos ermos bailadora lapa. E encentándome o peito os dentes do remorso, non sosteñen os ollos o reproche amargurado das páxinas sin ordre folleadas, onde se sinte o delorido pranto das escumas e torres das ideas batendo en xordas praias e roquedos de indiferente tempo acugulado. … Arestora un irónico paxaro peteira na gaiola do meu peito, non quero pescudar o cemiterio dos quebrados ensaios dos meus egos, os imprefeitos testos de cerámica deste meu barro, ás veces Kaolín puro dina lampada do locir eterno, outras trollo calcado polos casos dos armentíos mouros do pecado, ou tristeiros refrexos de outros ceus apreixados na lama. De este barro, feito e desfeito deica a man da Morte, a suprema escultura das facianas. Francisca Herrero Garrido Homenaxeado An 1987 Ano (A Coruña, 1869-1950) NÉVEDA (Introducción). "Querendo un gran poema cantar, dúbidas teño; que se falo galego non me entenden; e a cantar castillán nan me comprendo. Así mesmo pregúntome, se en prosa hei de escribir ou ben en verso; e ríome soíña deste meu dubidar; que é un aletexo igual ó dun poliño que se debote, coidándose atrapado no poleiro por un espanta paxaros de trapo movido polos ímpetus do vento. Ninguén ha espanta-paxaros de le-lo meu escrito nin naide ha de folla lo meu pensamento... abonda con deixar corre pruma; lo folla-lo corre-la abasta con cumpri-lo meu desexo. ¡Lectores... quen os vira, mulpocado! couberan nun puñiño ben lo ¡Lectores... 122
  • 124.
    Museo Pazo deTor pequecho!... Deixade, pois, que escriba como canto: deixádeme que fale cos galegos, que son irmáns da alma os que me escoitan, e non ha de asolagar nos meus defectos. E aqueles que non entenden os meus falacios, e se sintan no propio Iar alleos, relembren que nasceron en Galicia; eus que eiquí atallecerán fillos e netos; que dormen nesta terra, aloumiñadas, as cinzas brancuxadas dos seus deudos” Aquilino Iglesia Alvariño Homenaxeado Ano 1986 (Abadín, 1909- Santiago de Compostela, 1961) (Aba HOMENAXE A RAMÓN CABANILLAS (frag.) Viñeran anos de carnada e alas de corvo, sombras desabogosas, chegaran as rulas, o vento cantaba nas lanzas e nas almeas, esa canción de ferro tan sabida. Os que irían ás rilleiras do olvido, cansos de andar arrastro polas viñas e pumaregas, viran chegar os señores da terra sobre os seus cabalos, e fixeron homenaxe ós poderosos cos seus corazóns máis tristes que a noite á sombra das súas fillas. E soñaron entón en terras anchas coma mares onde pousar o mel do seu corazón sin medida, e botaron negras naus á mar dos deuses, 123
  • 125.
    Museo Pazo deTor e sobre mares de cinza de orxos tristes, e sobre mares ledas de ribeiras sin conto, puxéronse de xonllos cos ollos entrabertos ós lonxes. E nunha doce fu fumareda viran esborrallarse as torres; unha polvareda de terra morta íbaas pouquiño a pouco soterrando Soñaran entón outra vez en erguer a cidá de arriba abaixo e abrir os camiños ás canciós, esperar neles aínda o mercador de panos e coiros finos de cerro e o de copas de aramio e lámparas de corno, e o que trae un corvo que fala e herbas de amor, e o que libra do medo o corazón servo e cativo. Doce deserto de sonos de area, que o vento leva e trae, Ciudades de ouro rebrilando no aire morno do serán. Doces ciudades asolagadas en sons que despertan ó mencer udades os labancos pelengrinos. Corazóns desfeitos como mares sin sosego navegan tristes cara ás terras de xentes de outra fala e xa pensan morrere sen ver o doce fume dos eidos nativos. Pero aquí está o poeta das aradas leves do sono, noso irmán o poeta das boas novas. Na ribeira onde se fon os barcos ledos dos sonos que non morren o seu canto arbora claras bandeiras no mencer. Antón Losada Diéguez Homenaxeado Ano 1985 (Boborás-Ourense, 1884 – Pontevedra, 1929) (Boborás Nós, Nº 71 (frag.) Probos rosas, saundosas esperando amañecer; loumiñadas, degaradas por medrar i arrencender. Tristes rosas amorosas, todo chega, i o fin chega cando a póla se dobrega e nan vos pode soster. 124
  • 126.
    Museo Pazo deTor Craros soños, frolecidos cobizando un ideal; aniñados, enchoiados nunha roseira lanzal. Tristes soños noitecidos, todo chega i o fin chega se dos soños soilo queda o imposibre no rosal. Armando Cotarelo Valledor Homenaxeado Ano 1984 (Veiga, 1879 – Madrid, 1956) HOSTIA (frag.) “¿Relembras?... Foi na doce Aquitaña. A raiosa primaveira enguirlandaba a campía e a serán deitaba tranquil coma un misteiro frolido. Despeado e polvorente cheguei ó teu sarego. Proscritos da terra nosa, decote perseguidos cal bestas montesías, chamamos onde vós. E aquela porta, a porta de túa nai, a úneca para nós aberta, foi para min a porta dos ceos. No atrio estabas ti, abeiro da “triquilla” arrodeada de pombas como Vénus, belida como Flora, graciosa como Aglae, como Hera sorrinte... ¡Ai! terrible como o amor. Teur ollos feiticeiros miraron garimosos o estrano ollos pelerino de quen todos fuxían... ¡Gracias, ouh Prócula, aínda gracias, sempre gracias! 125
  • 127.
    Museo Pazo deTor Manuel Leiras Pulpeiro Homenaxeado Ano 1983 (Mondoñedo, 1854 – 1912) OBRAS COMPLETAS. POESÍAS (frag.) ¿Por qué o ceo máis limpo ao galego lle párce afumado? ¿Por qué a terra frolida que manda lle cheira a escamallo? ¿Por qué a iauga, hastra no ollo da fonte, pra el ten sempre tasto? ¿Por qué sinte que a sangue sorenta figura aburalo? ¿Por qué trema, dormente, e dacondo somella ter rautos? Porque está cos comenzos da febre que aos probos deixados fai perder a cabeza, i erguila, dar fungueirazos, cando pintan que poden gandilos os corvos que, a bandos, nunca faltan onde eles, famentos seu coiro buscando… ¡Ogallá que nin un se lles lisque, nin gordo, nin fraco!... 126
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    Museo Pazo deTor Luis Amado Carballo Homenaxeado Ano 1982 (Pontevedra, 1901 – 1927) PROEL (frag.) O xesto monacal da pedra benzoa o acougo da aldea… Axiónllanse os camiños abrazados ao cruceiro, nunha azul eternidade de pedra e ceo. A agonía do solpor conmove o planto da terra, e a paisaxe presígnase con santas cruces de pedra. A campaíña de prata do día, latexa un ángelus de epifanía. E o sol agoniante ven a encravarse na cruz, abrindo os marelos brazos como o salvador Xesús. 127
  • 129.
    Museo Pazo deTor Vicente Martínez Risco Homenaxeado Ano 1981 (Ourense, 1884 – 1963) LERIA (frag.) “Nas camiñatas longas polas vereas enlamadas do val, antre as muradellas dos eidos e á sombra dos carballos, polos vieiros abertos da serra, batidas do vento, antre as uces e as carqueixas, polas estradas poeirentas baixo un sol de xusticia; nas pousas na porta de chouza e na portalada do pazo, ao pé do cruceiro ou debaixo dun cabaceiro, ao acollido da chuvia, xantando nos mesós, sentados nos longos bancos onde se sentan osarrieiros e os camiñantes; durmindo nas pousadas s da aldea, baixo o faiado de rexas trabes de castiñeiro; falando cos rapaces, cos vellos, coas mulleriñas, cos homes que andan no traballo; ollando os longos horizontes cinguidos de serras azúes, sorbendo o ár fresco da mañá e o luar da noite, vai ún comungando coa terra, deixándoa entrar máis adentro na ialma, sintinto a suprema mística identidade coa gran Nai silenzosa, ao tempo que a súa vida imensa nos inunda e adonámonos dun pouco da forza plástica criadora de forza todas as cousas. A forza inmorredoira que ha dar forma fatura á ialma segreda e diviña de Galicia." 128
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    Museo Pazo deTor Alfonso X "O Sabio" Homenaxeado Ano 1980 Rei de Castela (Toledo, 1221 – Sevilla, 1284) CANTIGAS DE SANTA MARÍA (frag.) Da que Deus mamou leite do seu peito non é maravilla de sâar contreito. Desto fez Santa María miragre fremoso ena ssa eigreja'n Lugo, grand'e piadoso. por hûa moller que avía tolleito o máis do seu corp'e de mal encolleito: Da que Deus mamou leite do seu peito non é maravilla de sâar contreito. Que ámbalas súas mâos assí s'encolleran que ben por cabo dos ombros todas se meteran. e os calcannares ben en seu dereito se meteron todos no corpo maltreito. Da que Deus mamou leite do seu peito nan é maravilla de sâar contreito. 129
  • 131.
    Museo Pazo deTor Manuel Antonio Pérez Homenaxeado Ano 1979 (Rianxo, 1900 – 1930) DE CATRO A CATRO (frag.) Fomos ficando sós o Mar o barco e máis nos. Roubáronnos o Sol. O paquebote esmultado que cosía con liñas de fume áxiles cadros sin marco. Ronbáronnos o vento. Aquel veleiro que se evadéu pola corda floxa do horizonte. Este océano desatracóu das costas e os ventos da Roseta ourentáronse ao esquenzo. As nosas soedades veñen de tan lonxe . como as horas do reloxe. Pero tamén sabemos a maniobra dos novíos que fondean a sotavento dunha singladura. No cuadrante estantío das estrelas ficóu parada esta hora: O cadavre do Mar fixo do barco un cadaleito. Fume da pipa Saudade Noite Silenzo Frío. E ficamos nós sós sin o Mar e sin o barco nós. 130
  • 132.
    Museo Pazo deTor Antonio López Ferreiro Homenaxeado Ano 1978 (Santiago de Compostela, 1837 – Vedra, 1910) O CASTELO DE PAMBRE (frag.) "A Sobrado algo xa o conocemos; agora paréceme posto en razón que tamén enxerguemos algunhas palabras acerca do Vilar de Mella. Xa dixemos que esta fortaleza de dixemos Vasco Fernández estaba situada onde se xuntan dous rigueiros que van ao Iso, antre as parroquias de Mella e Sendelle. Compúñase dunha torre cadrada de tres pisos cas súas correspondentes almeas e con dous corpos de casa a ela pegados, un polo lado do Norte e outro pegados, polo do Solano. Este estaba en tres grandes salóns a continuación un do outro e o último entestaba ca torre. O outro corpo de casa soilo tiña un salón, que tamén comunicaba como os outros co segundo piso da torre. Todo ao redor había unha forte muralla tamén almeada, e arrimadas a ela estaban as caballerizas, o graneiro, a leñeira, a palleira e outras dependencias da casa. Dous cubos redondos defendían a porta da muralla que estaba encontra a torre, e ademáis axudaban a ter man do aparello e arteficio da ponte levadiza. Os dous regos, de que falamos, pasaban ao pe r da muralla e ao mesmo tempo que servían de foso, facían máis vistoso e animado o paisaxe. O moblaxe da casa consistía en grandes catres cerrados con cortinas, xa de seda, xa de lan, esparcidos por tódolas habitacións; en huchas non pequenas entalladas por tres dos costados; en tal cal almario, en mesas de pes moi repinicados cos seus correspondentes bancos e taboletes, e en caixóns, baules, canapés e outras cousas polo estilo” 131
  • 133.
    Museo Pazo deTor Antón Vilar Ponte Homenaxeado Ano 1977 (Viveiro, 1881- A Coruña 1936) PENSAMENTO E SEMENTEIRA (frag.) "Eu xa fai tempo que ando a dicir que axiña non haberá na Galiza máis que unha só aristocracia - aristocracia de pensamento, non de sangue -, aristocracia ou aristarquía, si vos , parece millor, a do galeguismo; a que leva por bandeira e por escudo o "orgullo orixinal" simbolizado no emprego da lingua materna, que é o supremo froito de diferenciación da lingua materna, que é o supremo froito de diferenciación da raza á que perteñecemos. O galego culto froito que hoxe se esprese en galego, por ese só feito demostra levar na ialma un nidio sentimento de libertade; un nobre afán de asolagar a súa intelixencia nas augas vivas do traballo enxebre co fin de lles dar o tempero perciso para que poidan fecundar mortas terras, cheias de lixos de escravitude, trocándoas en viveiros de vizosa democracia. A medida que o galeguismo vai encentando concencias novas e póndoas a xeito coas relidades da terra, é doado decatarse de que outras moitas cousas que parecían grandes cousas camiñan cara ó deserto por ocas i estériles, inda que fagan tanto ruído coma o tambor valeiro da parábola de Tolstoi. Eu penso que as únicas saetas que van sempre rectas a furar o bran branco do futuro son aquelas que se lanzan valéndose do arco da nosa lingua, xa ,que só entón mostrámonos orixinaes". 132
  • 134.
    Museo Pazo deTor Ramón Cabanillas Enríquez Homenaxeado Ano 1976 (Fefiñáns-Cambados, 1876 – 1959) NA MORTE DE CASTELAO ¡Irmán Daniel! Na praia de Rianxo caían como bágoas as estrelas, espallaban teus aies derradeiros bruantes ventos das andinas serras, e ondas galgantes, en cramor, chegadas da pratense ribeira, contaban no areeiro que te foras da sereidade pola plan vereda... o camiño que nunca se desanda, o vieiro sin fin... Na noite pecha entréi pinal adiante, medoñento, a ialma dun feitizo prisioneira. Fungaban os ramallos un responso, brilaba a frouma verdecente acesa, en velorio de honra ó teu relembro. Ergueitas cara ó ceo as ponlas, era cada pino un cruceiro, labra xenial da túa man maiestra, e aquel forte e lanzal, que tempos idos escoitou a túa prácida conversa co sabidor e xurdio Profundador de voces milagreiras, inquiréu delorido, en desespero: ¿De qué morte morréu a nosa prenda? Atravesóume o peito un dór punxente e esguío de saieta e díxenlle a verdade crú, tinguindo cunha pinga de sangue cada verba: ¡ Morreu do mul dos bós e xenerosos ! ¡Morréu de amor á Terra! 133
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    Museo Pazo deTor Xoan Manuel Pintos Villar Homenaxeado Ano 1975 (Pontevedra, 1811- Vigo, 1876) A GAITA GALEGA TOCADA POLO GAITEIRO (frag.) Ou Galicia, Galicia boi de palla canta lástima ten de tí o Gaiteiro! O aguillón que che meten é de aceiro e con él muita forza te asoballa. No lombo teu zorrega, bate e malla fasta o máis nomicreque ferrancheiro e calesquer podenco forasteiro te vafa de vergonza sin migalla! Agarima alleeira eses ingratos ou víboras que postas ao teu peito co ferrete che rompen mil buratos! Si o sangre teu refugas do teu leito malas novas madrasta de insensatos dos fillos teus ao amor nan tés direito. 134
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    Museo Pazo deTor Xoan Vicente Viqueira Cortón Homenaxeado Ano 1974 (Madrid, 1886 - Bergondo (A Coruña), 1924) DA GÁNDARA ERMA E TRISTE ¿Da gándara erma e triste, piñeiro bravo, non ouces do mar o mar molto tan solitario? ¿Non sintes te chamar á vida pra un vivir sempre máis alto? Piñeiro antigo, vello e engruñado, ergue as sempre verdecentes ponlas que ao vento traman cal tramaron as daqués que, rexos e amorosos, aquí cantaron. Eu son como un carballo solitario, rexo e podente, que ten reminiscencias milenarias, alta a cabeleira verdecente. E cando cheguen os ventos da invernía ou as brisas do vran, as cordas da miña arpa cal as ponlas, á vida cantarán. ENSAYOS Y POESÍAS 135
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    Museo Pazo deTor Manuel Lago González Homenaxeado Ano 1973 (Tui, 1865, Santiago de Compostela, 1925) Tui, HOMAXE O ARCEBISPO MANOEL LAGO GONZÁLEZ (frag.) Aquí dentro da cárcere vives sereno e tranquilo como viven os páxaros ceibos nas prumas do niño. Polas reixas de ferro contempras o ceo infinito onde brilan as luces do día tecendo sorrisos. Ves os montes cubertos de nubes y-os campos froridos, y-o pasar arredor da cadea parentes y-amigos. E non sintes o peito magoado y-o rostro alcendido; que te miras no fondo da y-alma y-atópaste limpo. Anque teñas o corpo aquí preso non tés meu amigo con cadeas atada esa y-alma que é filla de Cristo. Libertade do corpo non vale que o corpo é cativo. Cántos hay que son libres do corpo e presos do esprito! 136
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    Museo Pazo deTor Valentín Lamas Carvajal Homenaxeado Ano 1972 (Ourense, 1849 – 1906) A ALDEA (frag.) No medio dun souto, ao pé dunha serra, na cume dun monte, no fondo dun val, coas chouzas de seixos telladas de colmo, están as aldeas, o mundo rural. ... Alí como os corpos, o espritu esmorece, sin outros alentos que a superstición; os mortos as bruxas, os trasno as meigas, trasnos, seus dioses penates, seus númenes son. Fanáticos, chámanlle á cencia herexía ao xenio loucura, grandeza ao poder, valor á osadía, ao medo pacencia, á usura comercio, vergonza ao non ter. ... Alí, os caciques engordan e chegan a ricos sin teren nin rentas nin bés, namentras o triste maestro de escola, un ánema en pena de fraco parés. ... Alí non pensedes hachar agarimo si apóstoles sodes de algún ideal, a inmovre rutina secóu os celebros, i a cega iñorancia xunguíunos ao mal. ... ¡Ai míseros, probes, coitados labregos que están nas aldeas rabeando de bós... escravos que levan o nome de libres, que viven no inferno rezándolle a Dios! 137
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    Museo Pazo deTor Gonzalo López Abente Homenaxeado Ano 1971 (Muxía, 1878 – 1963) CENTILEOS NAS ONDAS (frag.) Lostregueante choviscar de estrelas No escuro seo dunha noite en calma; Labarada de auceiros e de arelas A arder na seca gándara da ialma. Anceios meus de lles ronbare aos mares Rondas de escuma, pérolas nacradas, Rebrilos de ronseles estelares Nos albos colos das mariñas fadas. Ladrón, a vixiar nas penedías, Nas pardas lombas dos adustos cabos, No fervente balbor das ardentías, Nas mouras furnas nos rochedos bravos. No brancore dos seixos dos coídos, No morno abrigo das arnelas fondas... Só puiden apañar estes louridos Centileos nas ondas. 138
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    Museo Pazo deTor Marcial Valladares Núñez Homenaxeado Ano 1970 (Vilancosta-Berres (A Estrada), 1821 - 1903) (Vilancosta MAXINA OU A FILLA ESPÚREA (frag.) "Corría o ano mil oitocentos sesenta e seis: era unha mañán de maio; empezaba a esclarecer, e ladrando os cans nas eiras, daban a xente que pasaba polas congostras; cantaban xa o millangarrido, a bubela e o cuco nas carballeiras, o merlo e o reiseñor nos salgueirales, o paspallás entre os centeos, e os xílgaros e carrinciños, os chincheiros e siríns desfacíanse nos chincheiros eidos mirando cada un pra o seu amor, que alí os oviños no níxaro empolaba, e adozando todos en concerto vario, traballos preludio de maternidá. Era o día vintesete, día da romería no Pico Sagro, e subindo a aquela altura de dous mil cento trinta e oi-to pes sobre o nivel do mar, altura to onde, según lendas e tradicións do País, habitaron antigos mouros, e dis que algún habita aínda; onde en novecentos catorce fundóu o bispo don Sisnando menesterio de Benitos;onde en mil oitocentos trinta e un o arzobispo compostelano Frei Rafa el Veles mandóu poñer, e en primeiro ntos de novembre daquel ano púxose no curuto mismo unha gran crus de pau pra que os pasaxeiros a adoraran, feita astelas por un raio o sábado de Ramos de mil oitocentos trinta e seis; rubindo por trinta aquel monte de carronchiñas frolidas, queiroas e recentes tomelos, acudían de moitos lados, por diferentes carreiros, devotos que iban a visitar o Santo San Sebastián, algúns asta con ofrendas; todos a rezarlle, a oirlle misas na súa solitaria ermita, único que hoxe se ve alí, pausado como súa unha pombiña blanca ó pé da cresta". 139
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    Museo Pazo deTor Antonio Noriega Varela Homenaxeado Ano 1969 (Mondoñedo, 1869 - Chavín de Viveiro, 1947) D´O ERMO (frag.) iNin rosiñas brancas, nin claveles roxos! Eu venero as froliñas d'os toxos. D'os toxales as ténues froliñas, que sorríen, a medo, entr'espiñas. Entr'espiñas que o Ceyo agasalla con diamante-las noites qu'orballa. ¡Oh d'o yerm'o preciado tesouro! as froliñas d'os toxos son d'ouro. D'ouro vello son, mai, as froliñas d'os bravos toxales, ¡d'as devocións miñas!... 140
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    Museo Pazo deTor Florentino López Cuevillas Homenaxeado Ano 1968 (Ourense, 1886 – 1958) PROSAS GALEGAS (frag.) "¡Probiños os ríos! Os máis pequenos morreron xa. As fervenzas dos outros calaron ca súa leda cantiga, e os muiñeiros esqueceron as noites afrodíticas dos muíños. De vagar, de vagar, soio escoan por entre as pedras das presas fíos de auga, tan miudos, tan febles, que semellan as bagoas dun neno. ¿Onde foi, ouh ríos, a vosa forza de viaxeiros arriscados? Tristeiros, mudos, a arriscados? vosa iauga encora nas chás e fede por que, falla de azos pra camiñar, morreu ca soedade do alén. E aínda os grandes ríos da nosa terra: O Miño, O Sil, o Ulla, qué debecidos, qué probes! De cada día, o voso leito afúndese máis, como si andivérades a abrir a vosa propia sepultura. como E tí, gabacha fonte do lugar, amiga das mozas e dos parrafeos, e tí, fontiña homildosa da gándara, consolo de pogoreiros, casa frorida da moura encantada, ¿ Qué sentides ao ollar estiñadas as vosas augas? ¿Qué vai ser da moura encantada, cando a fontiña da gándara sexa soio unha cotra regañada?" 141
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    Museo Pazo deTor Manuel Curros Enríquez Homenaxeado Ano 1967 (Celanova (Ourense), 1851 La Habana, 1908) 1851- AIRES DA MIÑA TERRA (frag.) Como a miniña tola que sai por ves primeira con dengue e muradana prá festa do lugar; así, xentil i aposta, vai vindo a Primaveira, grinaldas de craveles vertendo ó seu pasar. Os álbores espidos De fruto e de ramaxe, cubertos xa de folla comenzan a dar fror; i á sombra agachapado do prácido follaxe, mentras que o gando garda, fai chifros o pastor. Xa de amarelo e branco se pintan os outeiros, xa nacen nas silveiras as froles de San Xoan; xa crecen nos valados as hedras i os loureiros; xa ten carroucho o millo, xa as vides gromos dan. Ai, estación florida, gallarda primaveira, quén pra botarche copras tivera o que non ten!… Co corazón ferido, sin lira garruleira, ¿Quén te cantóu, hermosa? ¿ Quén te cantóu ?... ¡Ninguén!. 142
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    Museo Pazo deTor Francisco Añón Paz Homenaxeado Ano 1966 (Boel (Outes), 1812 – Madrid, 1878) ¡Ai!, esperta, adorada Galicia dese sono en que estás debruzada; do teu rico porvir a alborada polo ceo enxergándose vai. Xa cantando os teus fillos te chaman, e cos brazos en cruz se espreguizan… ¡Malpocados! o que eles cobizan é un bico dos labios da nai. Dese chan venturoso arrincado pola man do meu negro destino, astra mesmo soñando maxino eses campos risoños cruzar. E correr polas hortas e prados onde leda pasou miña infancia, respirando a suave fragancia de xazmín, caravel, azahar. Coido ver esa rías serenas, escumando, con barcos veleiros, e cantares oir feiticeiros, que en ningures tan dóces oín. Inda creo senti-las lavercas, que peneiran nos aires cantando, cando o sol vai as nubes pintando de amarelo, de lume e carmín. ... Eu soñei ver no cume do Pindo, adornados de mirto e loureiros, escritores, poetas, guerreiros, que sorrindo se daban a man. Eran eses os fillos mais caros que da pátria aumentaron a gloria; os seus nomes nos fastos da historia con diamantes grabados serán. 143
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    Museo Pazo deTor Eduardo Pondal Homenaxeado Ano 1965 (Ponteceso, 1835 – A Coruña, 1917) HIMNO GALEGO ¿Qué din os rumorosos a nosa voz entenden, na costa verdecente, e con arroubo atenden ó raio transparente O noso rouco son, do plácido luar? mais só os ignorantes, ¿Qué din as altas copas e féridos e duros, de escuro arume arpado imbéciles e escuros co seu ben compasado non nos entenden, non. monótono fungar? Os tempos son chegados -"Do teu verdor cinguido "Do dos bardos das idades, e de benignos astros que as vosas vaguedades confín dos verdes castros cumprido fin terán; e valeroso chan pois onde quer xigante non des a esquecemento a nosa voz pregoa da inxuria o rudo encono; a redención da boa esperta do teu sono, nación de Breogán. Fogar de Breogán. Os bos e xenerosos QUEIXUMES DOS PINOS UEIXUMES 144
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    Museo Pazo deTor Castelao Homenaxeado Ano 1964 (Rianxo, 1886 - Buenos Aires, 1950) SEMPRE EN GALIZA (frag.) "Galicia é a mellor esquina do solar hispánico, cabo do mundo antigo e avanzada de Europa nomar inmenso da libertade. A arquitectura barroca do noso chan, labrada en pedra granítica, está sempre coberta por un manto de zugoso verdor. Os montes son redondos como peitos de muller e as serras son como lombos de boi cebado. Os vales son ledos e farturentos. O mar tolea de carraxe cando nono deixan penetrar na terra; pero cando entra, quédase adormecido no leito das rías. Galiza é unha unidade territorial armónica, de formas e coor, perfeitamente diferenciada do resto da Hespaña. A patria é a Terra. A Terra que nos dou o ser e que nos recollerá na morte como semente de novas criaturas. A Terra que cria frores nos campos onde rá atopamos sombra fresca no vran e quentura garimosa no inverno; onde sofremos as inquedanzas das sementeiras e gozamos a ledicia das colleitas; onde o vendaval brúa nas pon ponlas dos carballos e funga nas cordas dos barcos; onde esboufan as ondas do mar nos cons da ribeira e ruxen nos areaes; onde por primeira vez ollamos a choiva, a brétema, o sol, o luar, o "arco da vella" e a noite estrelecida. ¡Como lle queremos á Terra! Eu de min sei decirvos que si dispóis de morto tivese que voarmáis ala das estrelas visibles, para ir a un ceo tan lonxano da Terra, que nunca máis podera vela,de boa gana renunciaría á inmortalidade para rematar a miña vida debaixo dunha laxe e convertirme en herbas ventureiras. Certo que a Terra que amomos tanto aínda é un "val de bágoas"; pero nós, os galegos, superaremos a predicción relixiosa e trocarémola en paradiso ". 145
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    Museo Pazo deTor Rosalía de Castro Homenaxeado Ano 1963 (Santiago de Compostela, 1837 - Padrón, 1885) UNHA VEZ TIVEN UN CRAVO Unha vez tiven un cravo cravado no corazón i eu non me acordo xa si era aquel cravo de ouro, de ferro ou de amor. Sóio sei que me fixo un mul tan fondo, que tanto me atormentou, que eu día e noite sin cesar choraba cal choróu Madalena na Pasión. Señor, que todo o podedes -pedinlle unha vez a Dios-, daime valor para arrincar dun golpe cravo de tal condición. E deumo Dios, e arrinqueimo, Mais…¿Quen pensara?… Despóis xa non sentín máis tormentos nin soupen qué era delor; soupen só que non sei qué me faltaba en donde o cravo faltóu e seica…seica tiven soidades de aquela pena…¡Bon Dios! Este barro mortal que envolve o esprito, ¡quén o entendera, Señor…! 146
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    Museo Pazo deTor FOLLAS NOVAS 13. BIBLIOGRAFÍA • Calveiro, Marcos; (2011): Lois Pereiro, náufrago do paraíso: biografía e antoloxía Ed. antoloxía; Xerais; Vigo. • Domínguez Cuña, Abraham; (2011): Lois Pereiro: Letras galegas 2011. • Sánchez Puga, Xosé; (2005): De Rosalía a Lorenzo Varela: escolma do Día das Letras Galegas, 1963-2005. WEBGRAFÍA • http://www.museolugo.org/ • http://encarnalagogonzalez.blogspot.com/ • http://www.diadasletrasgalegas.com/ • http://loispereiro.blogaliza.org/ 147
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    Museo Pazo deTor ÍNDICE -INTRODUCCIÓN..................................................................................................... 3 INTRODUCCIÓN..................................................................................................... -O ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS.............................................................. 5 O -VALORACIÓN PERSOAL ..................................................................................... 15 VALORACIÓN -ANEXO FOTOGRÁFICO....................................................................................... 16 ANEXO FOTOGRÁFICO....................................................................................... -BIBLIOGRAFÍA....................................................................................................... 22 BIBLIOGRAFÍA....................................................................................................... 149
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    Museo Pazo deTor 1. INTRODUCCIÓN A Rede Museística Provincial de Lugo é o lugar onde realicei o meu período de prá prácticas, o primeiro que me gustaría resaltar desta experiencia foi a oportunidade de poder realizar un tipo de prácticas diferentes, onde se nos deu a oportunidade de entrar en contacto con unha parte das institucións públicas que por norma xeral en moitas ocasións non tes a posibilidade de coñecer dunha forma tan directa, como é poder ver un modo de xestión cultural que traballa en prol da accesibilidade e inclusión das persoas. A través das diferentes visitas que realizamos os tres museos pertencentes a Rede, asi como poder escoitar e comprobar o que nos ensinou Encarna Lago e por de, último poder ser parte da engranaxe deste modelo de xestión o planificar unha actividade coa miña compañeira Adriana Prieto e podela levar a cabo, xa que foi unhas das experiencia máis experiencias gratificantes do meu período de prácticas. A nosa tutora, Encarna Lago planificounos as nosas prácticas en dous bloques, un teórico no que se nos explicaba o funcionamento da Rede Museística Provincial por medio de visitas os diferentes museos que a forman, e un segundo bloque práctico onde a nosa función consistía en planificar, diseñar e poñer en práctica unha actividade que se realizase nos tres museos da rede, e que en outro apartado das memorias expoño máis detalladamente. A continuación gustaríame falar da Rede Museística Provincial, para que conste con maior claridade cada un dos museos que tiven a oportunidade de visitar, A rede Museística Provincial, foi constituída oficialmente no mes de xuño do ano 2006, e aglutina os catro Museos actualmente dependentes da Deputación Provincial de Lugo: o Museo Provincial de Lugo, o Museo-Fortaleza de San Paio de Narla, o Museo Pazo de Tor e o Museo do Mar. Fortaleza Museo-Pazo A Rede Museística Provincial pretende unificar criterios e obxectivos, incentivar a colabora colaboración, optimizar os recursos, mellorar a comunicación e, de acordo coa definición do ICOM (Comité Internacional de Museos), adicarse á conservación, restauración e catalogación. A creación deste tipo de Rede responde á necesidade de mellorar a coordinación dos catro museos e potenciar o aproveitamento dos recursos técnicos e humanos. Búscase xestionar unitariamente o conxunto da Rede para que cada un dos museos integrados cumpra adecuadamente as súas funcións e poida presentar de cara ás respectivas comarcas e conxunto da provincia, unha completa e variada oferta cultural. A nosa experiencia centrouse no Museo Fortaleza de San Paio de Narla, o Museo Museo-Fortaleza Museo-Pazo de Tor e o Museo do Mar. A primeira visita que realizamos foi a do Museo do Mar o 29 de Xaneiro, o primeiro contacto non puido ser mellor, tivemos a oportunidade de ver en persoa todo o que a o Xerente da Rede nos explicara con anterioridade, o factor humano como elemento clave do funcionamento do museo. Asistindo a unha obra de teatro, que exemplificou ante nos como menos pode ser máis. O nosa experiencia continuaría no Museo Fortaleza de San Paio de Narla, o día 11 Museo-Fortaleza de Febreiro, onde a través dunha visita guiada se nos foi mostrando cada parte do museo, asi como as actividades que realizan, por último o 19 de Marzo a parte teórica remataba no Museo Marzo Museo-Pazo de Tor, o broche para este bloque veu marcado por unha reunión de mulleres artistas onde se deu comezo a unha serie de reunións que a partir de ese día se iniciou, participamos nese foro escoitando a cada unha das protagonistas que nos contaba a súa experiencia; a intención desta reunión era reunilas e pasarlles o relevo para que se seguirán dando no tempo non so con palabras senón tamén con actividades plantexalas por elas, neste día asistimos a intención de conve convertir unha institución pública como soporte e foro das persoas, neste caso concreto de mulleres artistas, evidentemente o mesmo tempo ese día tamén puidemos realizar a visita o Pazo Pazo-Museo así como a cada unhas das súas dependencias e pezas. A partir de aquí deu comezo a parte práctica, pensar, diseñar e planificar a nosa actividade, na que traballei coa miña compañeira Adriana Prieto Fernández e que leva por nome “O Atlas da Memoria dos Museos”, para máis tarde levala a cabo, en cada un destes lugares, no se seguinte apartado expoño en que consistiu. 150
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    Museo Pazo deTor 2. ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS 2.1.INTRODUCIÓN O museo é unha institución ó servizo da sociedade, que selecciona, adquire, conserva, comunica e, sobre todo expón, con fins de acrecentamento do saber, de salvagarda e de desenvolvemento do patrimonio. Así o especifica o Consello Internacional de Museos (ICOM),un organismo profesional e independente, considerado como a tribuna máxima da profesión museística, que deu as pautas para definir e normativizar os museos do mundo.Dende 1977, a proposta do ICOM, o 18 de maio museos celébrase en todo o mundo o Día Internacional do Museo. O evento confórmase como unha xornada de portas abertas, na que é habitual a organización de visitas guiadas, conferencias, concertos, talleres e outras actividades que serven para renovar os votos que unen aos museos coa res sociedade. Cada ano o ICOM propón un lema, xeralmente inspirado polas tendencias de actualidade, que sirve de argumento motor da celebración en todo o mundo. No presente ano o lema é “Museos e memoria”. 2.2 ¿QUE É A MEMORIA? A memoria descríbese como a capacidade ou o poder mental que permite reter e recordar, mediante procesos asociativos inconscientes, sensacións, impresións, ideas e conceptos previamente experimentados, así como toda a información que se aprendeu conscientemente. A memoria no seu sí sentido de facultade de reprodución dos xestos aprendidos é un dos pilares da existencia humana, remítenos paralela ou simultaneamente á capacidade de recordar, ao conxunto de rec recordos e ó lugar ou os lugares onde estes quedan asentados. A memoria e a importancia da conservación son temas que deben centrar as nosas investigación e proxectos. Un pobo sen memoria está condenado ao esquecemento, entendido como a falta de todo, xa que sen ela non sería factible a conservación de coñecementos para transmitir formas de cultura. e Ao non poder facelo non teríamos identidade e non poderiamos recoñecernos como parte de un 151
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    Museo Pazo deTor todo e, finalmente, non poderiamos relacionarnos co mundo que nos rodea. A memoria colectiva é rodea. tan decisiva para a vida social como o é a memoria individual para cada un de nós. A memoria é fráxil, inestable e insegura pero é a facultade humana que constitúe o maior tesouro do home e permite establecer pontes co pasado e seguir nutrindo a nosa vida, estamos ante unha calidade que seguir todos exercitamos. O coñecemento e a valoración da memoria e do patrimonio cultural permiten polo tanto coñecer o noso pasado, as nosas raíces e facernos partícipes de un desenvolvemento común. A conservación, recuperación, fortalecemento e difusión da memoria e do patrimonio servación, cultural posibilitan estender e ampliar as nosas fronteiras ata beneficios comúns, manter aberto a canle de comunicación entre o noso pasado e o noso futuro. O patrimonio transmite sensacións teñamos ou non unha formación previa en relación ao mesmo, te unhas sensacións que se van almacenando pouco a pouco na nosa memoria, e a elas recorremos cando se nos fala dun elemento concreto. Un modo moi eficaz de exercitar a memoria consiste en traballar cos diferentes estímulos (visual, auditivo, olfativo...) para potenciala, o obxectivo é o de recordar, que consiste en traer á memoria algunha cousa; será a través de eses recordos polos cales crearase unha imaxe dos museos nova, a memoria que cada un dos participantes das actividades ten deles e que deste xeito aflorará dun xeito menos habitual ó que estamos acostumados ó traballar individualmente cada sentido para o fin conformar o Atlas da memoria de cada museo. Os museos ofrecen posibilidades excepcionais dende o prisma da educación e da comunicación, e esta es actividade permitirá que os participantes asuman o verdadeiro papel que teñen en relación ó museo, é dicir, o de protagonistas e receptores da propia memoria do museo. É fácil imaxinar ós museos como unha gran piscina de información accesible a toda persoa s interesada no coñecemento ou a investigación, así como esperar que poidamos atopar obxectos e información que nos aporten profundidade, significado e relevancia para a comprensión de un unha sociedade, pero un obxecto unicamente é significativo cando pertence a unha rede de significados más ampla que el mesmo. O museo concentra múltiples experiencias por descubrir, e, para percibilas só hai que estar alerta, ter o espírito sensible, o corazón aberto e a mente clara corazón 152
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    Museo Pazo deTor 2.3 O ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS Para conmemorar o ano de Museos y Memoria, pensamos nun total de cinco actividades que baixo o título de O Atlas da Memoria dos Museos, axudaran a crear unha atmosfera de achega dos rapaces ó mundo dos museos. As visitas aos museos dende o punto de vista educativo non deben enfocarse unicamente como reforzo dos coñecementos curriculares senón, tamén, coma un espazo onde disfrutar cunha práctica cultural colectiva, tratando de compartir impresións e reflexións; así, compartir mediante a potenciación dos seus sentidos, buscamos que entre todos os participantes poida levarse a cabo a recollida dunha serie de informacións, que formarán a memoria de cada museo. 2.4. OBXECTIVOS XERAIS - Demostrar que os bens culturais de contido material, son á súa vez continentes de valores r inmateriais. Esta é a característica que lles da a súa esencia e os diferenza de calquera outra categoría de bens. -Explicar que o ser humano é a suma de todos os seus momentos, o produto de todas as súas Explicar momentos, experiencias, polo que é necesario pararse a reflexionar sobre esta cuestión. -Acadar que os participantes interioriceaprendizaxes significativas a partires do descubrimento Acadar persoal. -Difundir a visión humanista do museo a tr Difundir través de actividades interactivas. -Potenciar o poder evocador, xerador de sentimentos e de recordos individuais e colectivos dos Potenciar participantes nos tres museos. -Promover a conservación do patrimonio cultural. Promover -Axudar á interrelación persoal entre os partic Axudar participantes das actividades. -Proporcionar unha nova mirada en relación ao museo e responder á pregunta: ¿Qué nos di o Proporcionar museo? - Conseguir que os participantes disfruten coas actividades realizadas. 154
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    Museo Pazo deTor 2.5. CRONOGRAMA 2.6. ACTIVIDADES 1. MEMORIA VISUAL Nesta actividade traballaremos a partir de imaxes de obxectos representativos de cada un dos tres museos. A presenza de un obxecto cargado de valor simbólico (que representa recordos persoais ou colectivos para unha persoa ou unha determinada cultura) realza o coñecemento dende a memoria e a historia. za Os participantes terán que reinterpretar unha parte da imaxe a través de cores, debuxos ou palabras, deste xeito eles terán a responsabilidade de completar esa imaxe que nós lles facilitamos mediante as sensacións que a propia imaxe e o contexto lles suxire. sensacións OBXECTIVO ESPECÍFICO: Con esta actividade pretendemos obter novas lecturas da memoria do museo a partir das imaxes e da extracción dos seus significados 155
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    Museo Pazo deTor 2. MEMORIA DO TACTO Nesta actividade empregaremos diversos obxectos representativos de cada museo. Polo común, nos museos non podemos tocar as pezas en exhibición, e en ocasións isto fainos sentir “paralizados” debido á necesidade intrínseca de cerciorarnos de que é verdade aquilo que pensamos ou sabemos, e polo tanto desexamos constatar que certo obxecto existe, que é real porque o estamos a tocar . Os participantes analizarán a través deste sentido as diferentes calidades que os obxectos posúen: rugosidade, suavidade, aspereza, dureza, temperatura…todas a as sensacións que a través do tacto se poidan obter. Esta actividade non só a…todas pretende ser un achegamento diferente ás pezas, senón tamén obter unha análise diferente das mesmas. Os participantes terán que ter os ollos vendados, non saberán que pezas van a tocar. Nunha pezas primeira parte da actividade, soamente deberán cunha soa palabra explicar o primeiro que lles transmite o obxecto a partires do tacto. Na segunda parte da actividade, xogaremos ó “Obxecto cego”, todos os participantes salvo un quitaranse as vendas e mediante unha palabra cada un irán definindo un só obxecto que o nse participante cos ollos vendados terá que adiviñar. OBXECTIVO ESPECÍFICO: Explotar as posibilidades que proporciona o emprego do tacto como medio de aprendizaxe. 3. MEMORIA AUDITIVA Nesta actividade serán diferentes sons os que leven ós participantes a configurar diferentes relatos comúns en relación a cada museo. A idea é que a partir dunha gravación sonora diferente en cada museo, que nos levará a un contexto diferente, as monitoras pautarán a historia a partires dunha primeira frase que eles deberán continuar. OBXECTIVO ESPECÍFICO: Potenciar a memoria de cada un mediante o poder evocador dos sons, para deste xeito crear a través del e da imaxinación, relatos de novas realidades dentro do propio museo situando a este como un elemento capaz de espertar a imaxinación dos rapaces/zas. 4. MEMORIA OLFATIVA Nesta actividade a idea principal é a de percibir diferentes clase de olores e poder clasificalos como agradables ou desagradables, familiares ou estraños, evocadores ou indiferentes… xa que as mensaxes olfativas inflúen de forma importante no desenvolvemento de determinados sentimentos e reaccións físicas. 156
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    Museo Pazo deTor No Museo do Mar, mediante a previa selección de elementos relacionados con mundo do mar relacionados (area, auga, conchas…) estudaremos as diferentes reaccións dos rapaces ante os diferentes olores, análise que faremos tamén en San Paio de Narla e no Pazo de Tor modificando a metodoloxía dependendo da realidade do propio museo. OBXECTIVO ESPECÍFICO: Empregar a potencialidade que ten o sentido do olfato. 5. O XOGO DA MEMORIA Como actividade final, plantexamos a realización dun xogo de mesa que será diferente en cada museo. Consistirá na elaboración dun taboleiro que recolla vinte pezas representativas da sala do vinte museo onde se vaian a realizar as actividades, deste xeito queremos a través do lecer estimular unha nova relación dos rapaces coas pezas para que sexan postas en valor e axudar ó seu “redescubrimento”, xa que os xogos suxerirán unha serie de preguntas en relación a diferentes suxerirán pezas. OBXECTIVO ESPECÍFICO: Finalizar as actividades dun xeito lúdico mediante un xogo de mesa que recolle imaxes representativas da sala onde se realizaron as actividades previas. 2.7. SUXEITOS DESTINATARIOS ESTINATARIOS Cando deseñamos a nosa proposta, nun primeiro momento dirixímola cara un público concreto, rapaces e rapazas cunha idade comprendida entre os oito e os quince anos. A continuación detallaremos a idade do público que en cada un dos museos participou nas actividades: participou Museo do Mar: Contamos coa participación dun grupo de uns oito rapaces e rapazas cunha idade comprendida entre os nove e dezaseis anos. Museo- Fortaleza de San Paio de Narla: Nesta ocasión puidemos contar coa participación dun grupo de rapazas cunha idade comprendida entre os trece e quince anos. Museo- Pazo de Tor: Nesta ocasión contamos coa presenza de nenos comprendidos entre os sete e os quince anos, algúns deles procedían da Asociación Raiolas, asociación integrada por pais e nais , de persoas con autismos e trastornos xeneralizados do desenvolvemento. 2.8. CONTEXTO DE ACTUACIÓN A nosa programación didáctica está inserta na programación preparada pola Rede Museística Provincial de Lugo en relación ó Día Internacional dos Museos e o seu lema “ Museos e Memoria”. En relación a esta festividade cada un dos museos preparou unha serie de actividades en diferentes días. O noso Atlas da Memoria realizouse os días 17 18 e 21 de Maio, a continuación detallaremos 17-18 os diferentes días e horarios en cada un dos museos: Museo do Mar: Realizamos a actividade o día 17 ás 17.00 h. Ese día conmemorábase o Día das Letras Galegas, polo que durante toda a xornada, conmemorábase no Museo do Mar houbo unha exposición “O Tendal das Letras” que honraba a todos os escritores homenaxeados dende 1963 ata a actualidade. Ás 12:00 h. deu comezo unha conferencia e proxección en relación á figura do homenaxeado este ano, Lois Pereiro realizada por Silvia Aldariz, e ás 13:00 h. realizouse unha video proxección e mesa de debate en relación ó tema da emigración video-proxección galega e venezolana, da man de Joxelyn Ruiz Museo Fortaleza de San Paio de Narla: Realizamos Museo- a nosa actividade o día 18 (Día Internacional dos Museos), ás 11:00 h. Ese día tamén houbo durante todo o día a exposición “O Tendal das Letras” e a conferencia sobre a figura de Lois 157
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    Museo Pazo deTor Pereiro ás 13:00 h., do mesmo xeito, volveuse a realizar a videoproxección e mesa de debate en realizar relación ó tema da emigración galega e venezolana ás 17:00 h. Ese mesmo día, ás 20:00 h. tivo lugar unha Conferencia-exposición “Memoria da formación da estrutura militar, destrución, exposición transformacións e rehabilitación do edificio do Museo de San Paio de Narla”, por José Ramón ción Soraluce Blond e José Ángel Santos Ferro. Museo-Pazo de Tor: A nosa actividade foi levada a cabo no Pazo ás 17:00 h; ademais, ese día, Pazo durante toda a xornada, tamén estivo exposto “O Tendal das Letras” e a conferencia sobre a figura das de Lois Pereiro produciuse ás 13:00 h. As 16:30h chegaron os nenos da Asociación Raiolas que estiveron toda a tarde no museo, e ás 18:00 levouse a cabo a video proxección e mesa de debate en video-proxección relación o tema: Memorias de mulleres de aquí e de acolá. s 2.9. RECURSOS DISPOÑIBLES Para levar a cabo a realización da nosa proposta didáctica foron necesarios os seguintes recursos: -MEMORIA VISUAL: para a realización desta sección, empregamos imaxes de pezas MEMORIA representativas de cada un dos museos, faltábanlles a metade, espazo destinado para que o completaran os participantes; polo que fixeron falta ademais cores, rotuladores… -MEMORIA DO TACTO: para levar a cabo esta parte, empregamos diferentes obxectos en cada MEMORIA museo, por exemplo, no Museo do Mar empregamos unha bitácora, un oído de balea, unha ostra, emplo, un farol de barco..en San Paio de Narla, unha cunca, unha xerra, unha prancha antiga, unha galiña de xoguete; e no Pazo de Tor, uns colares antigos, un abanico, un xoieiro…tamén precisamos de vendas para poder tapar os ollos dos participantes e poñelos en situación. -MEMORIA AUDITIVA: para esta actividade empregamos como soporte técnico un ordenador MEMORIA que nos permitiu poñer de fondo os diferentes sons en formato mp3, que creaban a atmosfera adecuada para poder crear as diferentes historias. -MEMORIA OLFATIVA: nesta parte, empregamos diversas caixiñas que gardaban no seu interior MEMORIA diversos elementos, diferentes en cada museo, por exemplo, no Museo do Mar, contiñan auga do mar, area, diversas conchas…en San Paio de Narla, millo, terra, herbas diferentes; e no Pazo de iversas Tor, contiñan madeira, café, un pano con perfume de muller… -O XOGO DA MEMORIA: como remate das actividades, preparamos tres taboleiros, que se O corresponden con cada un dos museos. Na súa elaboración foi necesario contar con imaxes de pezas relacionadas con cada unha das salas onde se ía a realizar as actividades, e para levalo a cabo, precisamos de fichas de cores e un dado xigante. Para levar a cabo o conxunto das actividades, previamente, colocamos en cada museo unha mesa e actividades, diversas cadeiras para os rapaces e rapazas. Antes de comezar, tiñamos unhas pegatinas, para que cada un deles escribise o seu nome e así puidésemos coñecer mellor ós participantes. Do mesmo xeito, tamén foi necesario contar cunha cámara dixital para poder documentar todo én o proceso. De seguido detallamos o lugar onde levamos a cabo as actividades en cada museo: O día 17, no Museo do Mar, dispuxemos da Sala de Carpintería de Ribeira para levar a cabo as actividades. O día 18, no Museo Fortaleza de San Paio de Narla, fixemos as actividades na Cociña. Museo-Fortaleza O día 21, no Museo-Pazo de Tor, o emprazamento do Atlas da Memoria dos Museos Pazo foi no Salón do Mediodía. 2.10. CUSTO ECONÓMICO DO PROGRAMA Neste apartado temos que subliñar en primeiro lugar que a Rede Museística Provincial de Lugo xa os 158
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    Museo Pazo deTor contaba cunha serie de recursos que abarataron o custe da nosa actividade, detallamos a continuación cales foron os elementos cos que xa contaba o museo: -fotos representativas dos fondos dos tres museos os -ceras, rotuladores e bolígrafos ceras, -vendas negras -ordenador -cámara de fotos -dado xigante e fichas de cores dado -mesa e cadeiras -pegatinas O único gasto necesario foi o relacionado cos tres taboleiros para o Xogo da Memoria, imprimilos a cor nun formato din-A3 e logo plastificalos, o custo total disto alcanzou os 12, 95 €, tamén A3 precisamos a impresión das fichas destinadas á actividade da Memoria do Tacto, sendo o custo de Memoria 4, 20 €. 2.11. AVALIACIÓN DA ACTIVIDADE DIDÁCTICA “O ATLAS DA MEMORIA DOS MUSEOS” A nosa experiencia durante a realización do Atlas da Memoria dos Museos, deunos a posibilidade, unha vez rematada a actividade, de poder facer balance dos acertos e dos erros. Unha das primeiras facer cuestións que é necesario abordar é a que trata sobre a planificación, neste sentido, temos que dicir, que tan importante é a calidade da actividade como o coñecemento que se debe de ter acerca do lugar onde se vai a levar a cabo, en relación con isto, diremos que foi moi importante haber tido ar xa un contacto previo coa realidade de cada un dos tres museos, este dato, foi fundamental para coñecer o público ó que nos iamos a enfrontar, xa que un dos primeiros datos que posuíamos era a labor con institutos, rapaces da zona, diversas fundacións, etc. que levaban a cabo dende a Rede Museística. Unha vez coñecido o público, o seguinte paso foi o de familiarizarnos cos fondos dos que dispoñía cada museo e a súa realidade específica para partir deles e comezar a configuración das actividades; o mesmo tempo, hai que sumar á cuestión da planificación o factor da adaptación ás diferentes circunstancias, xa que o contexto é moi diferente comparado cunha instituc institución situada nun ámbito urbano, como pode ser o caso do Museo Provincial de Lugo. Por iso, sabiamos dende un primeiro momento que un aspecto clave que tiña que definir a nosa proposta era a de ser algo vivo e aberto, que dependería do público que se acercara, por poñer un exemplo, o caso do acercara, desenvolvemento das actividades do Museo do Mar, onde traballamos con rapaces de nove anos e de dezaseis, polo que o noso obxectivo foi en todo momento crear unhas actividades adaptables, versátiles…sen que por ese motivo fosen menos atractivas. É preciso subliñar que as nosas prácticas na Rede Museística, non seguiron a típica dinámica de traballar nunha entidade por un pequeno período de tempo, xa que mediante o traballo de elaboración e posta en práctica da nosa actividade didáctica non so aprendemos sobre como actividade traballar senón que tamén aprendemos a ter en conta o factor humano que é parte de cada unha das institucións, e o mesmo tempo coñecer as nosas propias capacidades. Como conclusión resaltamos a boa acollida, así como a participación activa que tiveron os rapaces como e rapazas que foron parte do Atlas da Memoria dos Museos. Do mesmo xeito temos que facer unha mención especial á axuda e á implicación que o persoal de cada un dos tres museos nos prestou para levar adiante e facer realidade esta actividade. 159
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    Museo Pazo deTor 3. VALORACIÓN PERSOAL A miña experiencia nas prácticas deume a oportunidade como xa dixen na introducción de poder vivir unhas prácticas diferentes ás que coñecía. Unhas prácticas onde se me ensinou a importancia do factor humano como motor da cultura e da xestión de calqueira institución. ctor Como a máxima de que menos é máis e certa, onde traballar en prol dun modelo cultural que abogue pola inclusión social e a accesibilidade é posible. Ademáis de todo isto, déronme a posibilidade de poder formar parte desta engranaxe, desta rede o darme a oportunidade de levar a sibilidade práctica unha actividade diseñada coa miña compañeira Adriana Prieto. Nesta valoración non podo esquecerme da aprendizaxe adquerida onde conceptos como flexibilidade ou adaptación son flexibilidade indispensables, todo o aprendido o longo deste tempo lévame a conclusión do factor humano como peza indispensable a hora de plantexar calquer proxecto cultural, así como a importancia do traballo en equipo como outro dos aspectos mái importantes. máis O modelo de traballo en rede que plantexa estes tres museos, así como todo o traballo que en eles se leva a cabo, fixeron que aprendera cousas de min que non sabía que as tiña, o dicir isto estoume referindo, a que durante os anos da facultade mentres estudiaba Historia do Arte, nunca facultade pensei que podería traballar nun campo como a didáctica, pero despois destas prácticas non soamente sei que podo, senón que ademais podo dicir que me gustou e que disfrutei. Ainda que nun primeiro momento me angustiara a idea de ter que pensar unha actividade, por medo a non ser ustiara capaz, por medo tamén a que non se me ocorrera nada, o resultado final non soamente mostroume que son capaz, senón que tamén mostroume un campo laboral no que xamáis había pensado. Como conclusión teño que dicir que realizar as prácticas na Rede Museística Provincial foi unha experiencia moi gratificante, onde non soamente aprendín cousas, senón que tamén coñecín modelos novos de xestión, e unha xente maravillosa da que me levo moitas cou cousas que sei que me axudaran a hora de traballar nun futuro. Non podo terminar a miña valoración sen agradecer a Encarna Lago todo o aprendido, así como a todo o persoal de cada un dos tres museos que coñecín, e que me axudaron en todo o que precisaba en ca momento. cada 160
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    Museo Pazo deTor BIBLIOGRAFÍA -Area, Manuel y Parcerisa, Arthur. Materiales y Recursos Didácticos en Contextos Area, Comunitarios. Ed. Graó. Barcelona, 2010 . -De los Reyes Leoz, José Luis. Del Patrimonio Cultural al Museo Infantil. Departamento de De Didácticas Específicas. Universidad Autónoma de Madrid (Revista Tarbiya) -Montenegro Valenzuela, Jacinto. Material Didáctico para un adecuado aprovechamiento Montenegro en las visitas a museos. Facultad de Educación. Universidad de Zaragoza (Revista Tarbiya) . -Moral Ledesma, Beatriz. Reflexiones sobre la Capacidad Didáctica de los Museos y los Objetos. Farapi, S.L. , Consultora de Antropología Aplicada. San Sebastián . -Morgado Bernal, Ignacio. Psicobiología del aprendizaje y la memoria. CIC (Cuadernos d memoria. de Información y Comunicación) 2005, 10 www.encarnalagogonzalez.blogspot.com www.histodidactica.es www.museolugo.org www.museodomar.blogspot.com www.museosanpaio.blogspot.com www.pazodetor.blogspot.com 167
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    Museo Pazo deTor INTRODUCCIÓN El Máster en Servicios culturales tiene la intención de preparar al profesional para el análisis y gestión de diferentes actividades y programas culturales, por lo cual la oportunidad de realizar las prácticas en la Rede Museística de Lugo fu la idónea para fue ejercer los conocimientos previamente adquiridos en el Máster. Las prácticas realizadas en la Rede Museística Provincial de Lugo se desarrollaron en los museos que conforman dicha Rede Museística: Museo Etnográfico San Paio de Narla, Pazo de Tor y Museo Provincial del Mar. La gerente de la Rede Museística, Doña Encarna Lago, fue la persona encargada de coordinar las prácticas, quien ofreció una inducción teórica y una inducción práctica. Posterior a la inducción práctica se designó la planificación de una actividad cultural para ser llevada a cabo en los tres museos ya ificación conocidos. El hacer factible la ejecución de una actividad cultural de mi propia invención me dio la oportunidad de experimentar un trabajo realista y funcional, del mismo mmodo en que pude enriquecerme de las vivencias y de las personas con sus conocimientos y experiencias REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO La gestión de la Rede Museística Provincial de Lugo fue constituida oficialmente en Junio del 2006, la cual interrelaciona los cuatro museos dependientes de la Diputación de Lugo: Museo Provincial de Lugo, Museo Etnográfico Fortaleza San Paio de Narla, Pazo Etnográfico-Fortaleza de Tor y Museo Provincial del Mar. La Diputación es la que tiene personalidad jurídica, por lo tanto gestiona y administra directamente los museos. La Rede Museística se ona coordina actualmente desde el Museo Provincial de Lugo, ubicado en el casco histórico de Lugo. Los objetivos de la Rede Museística son: Unificar criterios, incentivar la colaboración y participación, optimizar los recursos humanos y económicos, mejorar la ipación, comunicación, incrementar el ámbito geográfico de actuación, poner en marcha las actividades conjuntas y hacer posible el lema “Museo para todos, entre todos”, el cual pretende lograr la inclusión de colectivos con riesgo de exclusión social. usión En cuanto a este último objetivo se ha llevado a cabo un intensivo programa de inclusión a personas con alguna discapacidad. La Rede Museística tiene más de 10 años trabajando para hacer accesible sus museos a personas con capacidad limitada, que a pesar museos de los avances globales de la museología y los avances tecnológicos, estas personas han quedado olvidadas. De este modo en el año 2008 se crea finalmente el Departamento de Capacidades Diferentes y Discapacidades, adscrito a la gerencia de la Red. Ese mismo año Discapacidades, se inician las obras de reestructuración en los museos de acuerdo alos criterios de accesibilidad. 170
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    Museo Pazo deTor En 1932 se crea el Museo Provincial de acuerdo a la Diputación de Lugo. En 1957 el museo se traslada al antiguo convento de San Francisco siendo reestructurado pero da conservando algunas áreas originales, en 1962 el Museo Provincial de Lugo fue declarado bien de interés cultural. El Museo Provincial de Lugo es el único museo de la red que posee conservación, restauración y catalogación. ión, El Museo Etnográfico San Paio de Narla es una fortaleza ubicada a 28 km al Oeste de Lugo que data del siglo XIV, que sirvió de castronela al asentamiento de San Paio. La Fortaleza fue adquirida por la Diputación en 1939, tras salvarla de su último propietario cuya intención era demolerla y aprovechar la piedra. A comienzo de los años 80 se hace una renovación de pisos y techos, instalación eléctrica y otras mejoras para hacer de la fortaleza un museo. En 1983 se trasladan materiales de etnografía del Museo Provincial de Lugo a la Fortaleza San Paio de Narla el cual abre sus puertas ese mismo año como Museo Etnográfico y de Historia. El Pazo de Tor está ubicado en el valle de Lemos, en la parroquia San Juan de Tor, que pertenece al concello de Monforte de Lemos. Es un hermoso edificio construido a enece finales del siglo XVIII. A pesar de las reparaciones realizadas tras quedar afectada por el incendio de las tropas napoleónicas, conserva con mucha sobriedad su estilo neoclásico. Cuando la Diputación Provincial de Lugo recibe al Pazo como una donación, realiza una serie de mejoras para su posterior musealización en Julio del 2006. El Museo del Mar nace en 1969 gracias a Francisco Rivera Casás, quien era maestro de la Escuela Nacional y de la Escuela de Orientación Marítima y Pesquera de San Nacional Ciprian. Don Francisco coleccionaba objetos marinos, y junto con sus 34 alumnos nace la iniciativa de crear un museo en el aula de la Escuela Nacional, tomando como base la colección marina del maestro. Es así como en el año 69 la Diputación Provincial de Lugo crea el Museo del Mar. De 1994 al 2004 el museo es gestionado por la asociación de vecinos “Cruz dá venda de San Ciprián”. En ese período abre todos los días al público, contando con cuatro salas de exposición. Finalmente en el 2004 pasa a formar parte de la Rede de Museos de la Diputación de Lugo como Museo Provincial del Mar. Hay que destacar que el Museo del Mar de San Ciprián es el más antiguo de toda Galicia y el único museo gallego que nace por iniciativa de un grupo de alumnos y su maestro, y en el que han participado activamente en su funcionamiento los vecinos de la zona. Actualmente cuenta con varios programas de actividades para niños, jóvenes y familias con talleres, jornadas temáticas y actividades lúdico recreacionales con el fin de de incentivar la ticas lúdico-recreacionales creatividad, la experimentación y el trabajo cooperativo en grupo. Otros programas contemplados en el Museo del Mar son: Actividades escolares, programa investiga, de conservación, de publicaciones, de creadores, de cooperación, de de cine, de conciertos, de teatro, de rede de diálogos, de efemérides, proyecto internacionales, entre otros. 171
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    Museo Pazo deTor VISITAS A LOS MUSEOS DE LA REDE MUSEÍSTICA PROVINCIAL DE LUGO Visita guiada al Museo Etnográfico-Fortaleza San Paio de Narla: Fortaleza El viernes 4 de febrero nos encontramos en el Museo Provincial de Lugo, en la oficina de coordinación de la Rede Museística, en donde Doña Encarna realizó una inducción teórica y nos dio material de lectura para conocer con más detalles los proyectos conocer y programas que se han llevado a cabo en la Rede, así como la nueva perspectiva del nuevo concepto de musealización. Posteriormente nos dirigimos a la Fortaleza San Paio de Narla, en donde nos recibió Doña Paquita, quien nos hizo de guía en esta fortaleza, y quien mejor que ella, que en además de ser una doña muy amena, siente una conexión muy especial con este museo, ya que desde su infancia conocía de este legado histórico gracias a su padre que ha cuidado por muchos años esta fortaleza. En cada espacio de la fortaleza se exponen diferentes s objetos que recrean la vida de los gallegos desde el siglo XV, tanto de los plebeyos como de los nobles. Cada objeto, cada detalle tiene una historia que al conocerla queda grabada en la memoria para siempre. Aprendí que la piedra está allí, se puede ver y tocar, pero ésta sólo recobra valor cuando conocemos su pasado, sus relatos, cuando recreamos hace cientos de años atrás la grandiosa historia de la cual el único vestigio que tenemo es precisamente tenemos esos elementos que podemos ver y tocar, y que esposible gracias a la sensibilidad de conservación. Visita al Pazo de Tor: Encuentro de mujeres artistas gallegas: El Pazo de Tor es un sitio hermoso, desde sus grandes jardines y la prodig prodigiosa vista panorámica de sus balcones, hasta sus grandes salones que te evocan a la opulenta vida de los propietarios del Pazo en su época. En la entrada del Pazo se desplegó la exposición de ilustraciones “Mis ojos y tus manos” a través de la ONG llamada Implicadas no desenvolvemento. Las temática era del género y la pobreza de la mujer en la India, que plasma la cooperación de las voluntarias de Implicadas por manos de las ilustradoras. El evento comenzó con un performance de la artista alemana Petra Hofmann, quien quería demostrar ciertas teorías de aprendizaje en mann, niños a través de su actuación burlesca. Posteriormente entramos a conocer el palacio, anonadados por la grandeza de sus salas y sus pasillos, llegamos hasta el salón donde se realizaría el encuentro de mujeres artistas gallegas. La reunión fue amenizada por Doña uentro Encarna, haciendo que los debates tomaran curso. Numerosas mujeres gallegas y de otras partes del mundo involucradas o relacionadas en el mundo del arte participaron, debatieron 173
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    Museo Pazo deTor y opinaron acerca del papel de la mujer en el arte a través de la historia. Fue muy ron interesante conocer las diferentes posiciones y perspectivas de mujeres de diferentes edades y estilos, quienes argumentaban con firmeza sus puntos de vista. Los encuentros sociales de esta naturaleza son muy importantes ya que nos permite tener espacios de es diálogo e interacción que hace posible la inclusión de todas las personas en la sociedad desde diferentes ámbitos. Visita al Museo Provincial del Mar: La visita al Museo Provincial del Mar se hizo con el motivo del enfoque de la mujer en el patrimonio cultural, el cual consistió en una reunión de mujeres para hablar de la memoria de la mujer en el mundo del mar. En el grupo dominaba en número por mujeres de la tercera edad, quienes compartieron anécdotas y experiencias de vida en su juventud , como noviazgos, matrimonio, familia, esposos que se ausentaban por meses para trabajar en mar adentro, trabajos que realizaban como mujeres, vida social, etc. Posteriormente se llevó a cabo un evento para niños, pero disfrutable para todas las edades: La revista oral A voz dos carraos, editada por el Museo Provincial del Mar con carraos, periodicidad trimestral. En esta oportunidad los cuenta cuentos nos deleitaron con una historia llamada Nanas de la cebolla, un poema de Miguel Hernández. El público disfrutó de una hora y media de la historia entre voces personificadas, música, imágenes, vestuarios, canciones e interactividad con los niños. 174
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    Museo Pazo deTor DESARROLLO DE LA PROPUESTA PROGRAMA: El programa consiste en una muestra fotográfica de mujeres de Galicia y mujeres rograma de Venezuela en el contexto social y laboral, y algunas en el ámbito de inmigrante, en el periodo de siglo XX. Se exponen 70 fotografías originales en blanco y negro en formato digital, a través de una herramienta audiovisual proyectada desde el ordenador. La ital, exposición fotográfica se acompaña, posteriormente, con unas actividades de interacción. 175
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    Museo Pazo deTor Para llevar a cabo este trabajo realicé una previa investigación bibliográfica fundamentada en la materia “Procesos migratorios e identidad sociocultural” impartida en el Máster de Servicios Culturales. Consulté material fotográfico e histórico en el Archivo de Emigración Gallega, perteneciente al Consello de la Cultura Gallega ubicado en la , ciudad de Santiago de Compostela. Al mismo tiempo, gracias a la colaboración del fotógrafo lucense Carlos Valcárcel, se recopiló algunas fotos de su preciada colección fotográfica alusivas a la mujer. Así mismo tuve acceso a las fotografías digitalizadas de la mujer venezolana en el siglo XX a través del centro de artes “CELARG”, en Caracas, el cual cuenta con una exposición fotográfica del mismo tema, material proporcio proporcionado y resguardado en el Archivo Histórico de Miraflores, en Caracas. Destinatarios: La exposición fotográfica y la actividad didáctica se llevaron a cabo en los museos de la Red Museística de Lugo, y está dirigido a las familias, en especial a las abue y abuelas abuelos, las nietas y nietos, hijas e hijos en conjunto, con la finalidad de revivir la historia a través de las imágenes expuestas. La integración de varias generaciones, como lo son abuelas, hijas y nietas harán una experiencia subjetiva y cercana de lo que ha sido y es la mujer en la sociedad a través de las diferentes épocas, colocando las vivencias en modo yuxtapuesto, dentro del contexto histórico y cultural. Difusión de la programación: La invitación a esta muestra fotográfica se realizó a través de las redes sociales, como el Blog de Encarna Lago, y la página web de la Red Museística. También se utilizó trípticos y material impreso que se colocó en los mismos museos. La exposición se publicita como parte de las actividades programáticas de la Red Museística. 176
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    Museo Pazo deTor JUSTIFICACION Por el día internacional del museo 2011, según la resolución de la Asamblea General del ICOMOS, el lema de este año es “Museo y memorias”. Por consiguiente surgió la motivación de realizar una exposición de memorias, en las que hago referencia directamente a la fotografía. Los museos conservan colecciones de objetos que son fundamentales para la memoria de una sociedad. La fotografía es ese elemento del pasado, esa memoria plasmada en un papel, ese momento capturado en segundos que nos recrea toda una vivencia. capturado Tales objetos son a su vez patrimonio cultural. La fotografía antigua, por ser tangible, es frágil y necesita un cuidado y una conservación especial. Eso hace que la convierta en un material de valor especial, ya que, aunque gracias a la digitalización, las fotografías puedes eternizarse, el material tangible y original recobra un valor inmenso. El Día Internacional de los Museos 2011 será la ocasión de descubrir y redescubrir la memoria individual y colectiva, y que mejor manera de hacerlo que con una hermosa exposición fotográfica alusiva a la mujer en la historia. OBJETIVO DEL PROGRAMA: • Analizar a la mujer de Galicia y de Venezuela a través de la fotografía antigua. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Reflexionar y debatir sobre el rol de la mujer dentro de la sociedad del siglo XX y la sociedad actual. • Resaltar las semejanzas ante las diferencias entre las mujeres, omitiendo nacionalidad y condición. • Reflexionar y debatir sobre las mujeres en situación de inmigrante/emigrante a través de la historia. • Plasmar los sentimientos y emociones que transmite una determinada fotografía. • Comprender el significado histórico, artístico y etnográfico de la fotografía. • Descifrar una situación, contexto, historia o suceso a través de una imagen. contexto, 177
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    Museo Pazo deTor PRESENTACIÓN DEL PROGRAMA: La mujer gallega en el siglo XX: La mujer gallega que emigraba vivía en lo rural, trabajaba en campo y la casa, así como la gallega de los pueblos de la costa, trabajaba el tejido de redes y la venta de pescado. Una vez en el exterior, no sólo asumía las tradicionales responsabilidades en cuanto a la familia, si no también tuvo que afrontar la nueva sociedad en la que vivía. En el siglo XX se esperaba que la mujer se quedara en casa trabajando en el hogar, cuidando de los hijos, que fueran decentes, que obedecieran al marido y al padre, que mantuvieran la tradición en la lengua, las comidas, las vestimentas, etc., en el seno del hogar, así como la comunicación entre mujeres de su misma procedencia. 178
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    Museo Pazo deTor La mujer venezolana en el siglo XX: La mujer de Venezuela se ha caracterizado por su afabilidad e ímpetu de lucha. La búsqueda de una ciudadanía por parte de éstas mujeres se remonta en los años de independencia del país, dónde las mujeres luchaban entre ideales a la par de los hombres. ís, Durante todo el siglo XX la mujer venezolana no solo luchó por la igualdad y la democracia, si no que fue construyendo espacios e instituciones desde las cuales hicieron escuchar su voz en defensa de sus derechos y manifestó solidaridad hacia otras mujeres y hacia la humanidad en general. 179
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    Museo Pazo deTor ACTIVIDAD PRÁCTICA: “MEMORIA DE MUJERES DE AQUÍ Y DE ALLÁ” EN LA REDE MUSEÍSTICA Actividad 1: Esta actividad didáctica consiste en repartir a los visitantes tarjetones de dos colores diferentes. Se pide que en el tarjetón de un color se describa con una o dos palabras a la mujer gallega, y en el de otro color que se describa a la mujer venezolana. Finalmente se juntarán todos los tarjetones de un color, y aparte los tarjetones del tarjetones otro color. De esta manera analizaremos percepciones, opiniones, sensaciones y sentimientos en base a la exposición de fotografías, para así dar una conclusión final de lo que engloba la palabra “mujer”. Para esta actividad práctica podemos plantearnos las siguientes preguntas: ra ¿Qué roles desempeñan la mujer en la actualidad? ¿Cómo era la mujer emigrante en el siglo XX? ¿Cómo es la mujer emigrante en la actualidad? ¿A qué retos sociales se enfrenta la mujer emigrante? ¿Qué imagen tiene la mujer venezolana en la sociedad gallega? ¿Qué diferencias vemos entre las mujeres del campo, del mar y de laciudad? ¿A qué retos sociales se enfrenta la mujer hoy día? Con estas actividades será más visible la analogía entre mujeres de estas dos entre naciones, pretendiendo resaltar las similitudes como ser humano y como mujer. Actividad 2: Otra actividad que complementa la anterior consiste en repartir una de las fotografías de la exposición, impresa, a cada persona y pedirles que describan en un folio los sentimientos que se transmiten en la fotografía, así como en contexto, los personajes y las actividades que están realizando. Para esta actividad práctica podemos plantearnos las siguientes preguntas: ¿Qué sentimientos te transmite la fotografía? ¿Cómo se muestran las mujeres? ¿Qué emociones expresan? ¿Qué trabajos realizan? ¿Cómo eran las familias? 180
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    Museo Pazo deTor ACTIVIDAD PRÁCTICA EN EL MUSEO PROVINCIAL DEL MAR El día 17 de Mayo asistieron un grupo de niñas asiduas al Museo del mar, gracias a la publicidad suministrada por Doña Encarna. Aprovechando la visita de este agitado grupo, se realizaron primeramente las actividades de mis compañeras de prácticas, ya que se enfocaban más hacia el público infantil. Posteriormente, ya reunido un publico de reunido diferentes edades, se llevó a cabo la muestra fotográfica. Se expuso a través de un proyector conectado al ordenador. El público se mostró cautivado por cada fotografía expuesta. Al finalizar la exposición, se explicaron las ideas relacionadas a la memoria y la relacionadas fotografía para la comprensión de los objetivos de este trabajo. Luego fueron llevadas a cabo las actividades interactivas programadas relacionadas a esta actividad. ACTIVIDAD PRÁCTICA EN EL MUSEO ETNOGRÁFICO FORTALEZA SAN PAIO DE NARLA El día 18 de Mayo en San Paio de Narla se hallaban los chicos de un instituto que visitaba al museo por un espectáculo teatral de niñas que se presentaba en la mañana. Así, 181
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    Museo Pazo deTor aprovechamos su presencia para llevar a cabo las diferentes actividades. Las fotografías expuestas fueron del agrado de todos los presentes, pero cautivó más a los adultos. Las actividades programadas se llevaron a cabo. La actividad que más gustó fue la número 2, la cual consiste en describir por escrito los sentimientos y emociones que sentimientos transmite una foto. Los niños se animaron, aunque se les dio más orientación de cómo plasmar sus impresiones personales con respecto a la fotografía, y los adultos presentes lo hicieron esmeradamente. Todos los que realizaron la actividad tomaron su tiempo para actividad inspirarse y pensar un rato. Finalmente, cada persona leyó lo que había escrito, con la finalidad de que compartieran sus expresiones y reflexiones. Fue una actividad emotiva, donde se evidenciaron sentimientos y expresiones. La exposición fotográfica en digital ha resultado práctica, y económica, en comparación con la impresión en papel. Sin embargo, la finalidad de este programa es que se lleve a cabo en un futuro como una exposición temporal en los museos. Que las fotografías sean impresas en un tamaño aproximado de 30 x 15 cm y expuestas en una sala, ías para que el público pueda apreciarlas y disfrutarlas por un tiempo determinado. A mi gusto personal, las exposiciones fotográficas me encantan, y reconozco que llegan mucho al público. Por lo tanto afirmo que esta exposición fotográfica ha llegado a cada espectador, y se han cumplido los objetivos. CONCLUSIONES A través de este trabajo práctico y de investigación se amplía mi perspectiva como profesional del ámbito cultural, así como a nivel personal y humano. Ser mujer nos da la gracia de ser un humano versátil y fuerte ante los hechos de la vida. Efectivamente las actividades llevadas a cabo demostraron que la fotografía se convierte en memoria histórica, y que podemos recordar, evocar o recrear una historia que recordar, existió. La fotografía se convierte en esa evidencia real de un pasado. Las imágenes permanecen en nuestra mente por mucho tiempo; por eso a través de una imagen podemos memorizar y recordar nuestro pasado. Las prácticas de Máster fueron particulares e interesantes. Debido al poco tiempo ticas disponible para las prácticas profesionales, el tiempo que se empleó en la gerencia de la Rede Museística fue limitado, sin embargo pudimos apreciar el desarrollo de varias actividades prácticas que se llevaron a cabo en los Museos. Esto nos permitió tener una es idea de cómo realizar nuestra propia actividad. Si bien cada experiencia como estudiante de Máster es personal, los profesores y profesoras, compañeros y compañeras, y demás personas que conocí a través de la personas Universidad también forman parte de esa experiencia de vida. Aún así creo firmemente de 182
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    Museo Pazo deTor que cada experiencia personal también dependerá de uno mismo, pues en cualquier circunstancia nuestra actitud ante los acontecimientos será fundamental. BIBLIOGRAFÍA MONTERO, Pilar. (2009): “Mulleres, fotografía e emigración” en Estudios migratorios: Revista gallega de análisis de las migraciones, vol. 2, n.2. VARELA, Luisa. (2006): “La lucha de las mujeres en Venezuela: Movimiento social o feminismo emergente”. Ministerio del Poder Popular para la Mujer y la igualdad de Género, Caracas. RECURSOS ELECTRÓNICOS http://www.museolugo.org/ http://www.wix.com/redemuseistica/memoria2010 http://esomi.es/ www.ugt.es/Revista_Union/numero210. www.ugt.es/Revista_Union/numero210 http://av.celarg.org.ve/LaMujer/PortalLaMujer.htm http://conhisremi.iuttol.edu.ve. http://conhisremi.iuttol.edu.ve 5.14. Programa de conferencias Conferencia Xornadas de Reflexión Ante a Crisis: os museos teñen a palabra. 29 de novembro, 13 e 14 de decembro “Museo na crisis unha visión crítica dende a Rede Museística, museos sostibles” por Encarna Lago 183
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    Museo Pazo deTor 6. PROGRAMA DE CONSERVACIÓN . Restauración plano-informe cun debuxo da muralla e da Praza do Campo Castelo informe de Lugo do S. XVIII 7. PROGRAMA DE COLECCIÓNS LECCIÓNS Traballos de catalogación e inventario no Arquivo Biblioteca de Tor Traballos de inventario topográfico no Pazo. 8. PROGRAMA DE PERSOAL Xerencia: Encarna Lago González Comunicación e Xestión Cultural da Rede Museística: Antonio Reigosa Museística: Carreiras Encargada do Pazo: Angelita Rivada Vixiancia: María González Vixiancia: Manolo González Limpeza: Noelia Arquivo e biblioteca: Juan I. Márquez Barros 9. PROGRAMA ECÓNOMICO 10. PUBLICACIÓNS • Publicación na Revista Dixital ICOM CE DIGITAL 02 do artigo: Museo de Lugo: Programa Institucional Inclusivo de la Red Museística Provincial, “Peleamos por lo posible, luchamos por lo invisible” http://issuu.com/icom- -ce_librovirtual/docs/icomcedigital02 • Publicación nas Actas 16 Jornadas DEAC no apartado de Compartir en Jornadas intranet. Proyectos de redes sociales o artigo: 184
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    Museo Pazo deTor “FOLLAS NOVAS, NOVAS FOLLAS” Construyendo una Red Museística inclusiva. Experiencia didáctica en redes redes. http://www.ivam.es/catalogopdf/0578/ 185