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Brasil aprova novos remédios antivirais para tratar hepatite

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Brasil aprova novos remédios antivirais para tratar hepatite

  1. 1. Saúde na mídia Brasília, 06 de novembro de 2011 Folha de S. Paulo/BR Ministério da Saúde | Órgãos Vinculados | Anvisa Brasil aprova novos remédios antivirais para tratar hepatite SAÚDE Alessandro Shinoda/Folhapress Drogas vão aumentar a chance de cura para por- tadores do tipo C da doença, que atinge 3 milhões de brasileiros Medicamentos são mais eficientes, mas são usa- dos com as drogas antigas, causando mais efeitos colaterais GIULIANA MIRANDA DE SÃO PAULOO médico Roberto Focaccia com Dante Caddeo e Josefa de Sousa, curados da hepatite A entrada no Brasil de duas novas drogas contra a he- patite C -doença sem vacina e cujos tratamentos atuais são de baixo sucesso- pode representar uma mudança na vida das 3 milhões de pessoas infectadas no país. Já usados na Europa e nos EUA, o telaprevir e o bo- ceprevir foram aprovados pela Anvisa (Agência Na- cional de Vigilância Sanitária). O telaprevir, mais recente, recebeu o aval da agência neste mês, e o bo- ceprevir, em julho. A expectativa é que as drogas estejam disponíveis na rede pública em 2012. A terapia usada hoje, a combinação das substâncias interferon e ribavirina, alcança uma média de cura de 50%. Entre os contaminados com o genótipo 1 do ví- rus, o mais presente no Brasil e também mais re- sistente, a expectativa de cura cai para 40%. Os novos medicamentos são chamados de inibidores de protease. Eles impedem a replicação do vírus. FIM DA RECAÍDA Com as drogas, a taxa de cura sobe para 75% em pa- cientes não tratados e 88% nos que tiveram recaídasSaúde na mídia pg.1
  2. 2. Saúde na mídia Brasília, 06 de novembro de 2011 Folha de S. Paulo/BR Ministério da Saúde | Órgãos Vinculados | Anvisa Continuação: Brasil aprova novos remédios antivirais para tratar hepatite irritabilidade. "A adição de um novo medicamento traz mais efeitos colaterais, mas eles são contornáveis. Não se deve achar que a cura é pior do que a doença", diz Roberto Focaccia, infectologista responsável pelo estudo no Emílio Ribas. Segundo ele, estamos diante de uma "revolução" no tratamento da hepatite C. "Daqui a dez anos, já te- remos 100% de cura." Para o presidente da Sociedade Brasileira de He-após a terapia tradicional. patologia, Raymundo Paraná, a situação está longe do ideal.O empresário Dante Caddeo, 57, faz parte do grupode beneficiados. Desde 1998, quando recebeu o diag- "Não estamos diante de uma revolução, pois aindanóstico de hepatite C, enfrentou vários ciclos de tra- não poderemos prescindir do interferon e da ri-tamento. A infecção sempre voltava. bavirina com seus efeitos adversos."As recaídas só pararam depois que ele participou de Um terceiro remédio tem tido resultados pro-uma pesquisa sobre o novo tratamento, feito pelo Ins- missores. Aprovado nos EUA, o alispolivir tem umatituto de Infectologia Emílio Ribas em parceria com a vantagem importante sobre as drogas que vão entrarFDA (agência americana que regula medicamentos). no mercado brasileiro: funciona contra o três prin- cipais genótipos do vírus da hepatite C, não só contra"Levo uma vida normal. Estou curado", diz o em- o tipo 1. O remédio aguarda liberação da Anvisa parapresário. Embora Caddeo afirme que quase não sen- ser testado no Brasil.tiu efeitos colaterais durante o tratamento, que durouum ano, seu caso é uma exceção.A dona de casa Josefa Pereira da Silva, 61, que tam-bém participou do estudo, conta que sofreu muitos in-convenientes. "Sentia muitas dores. Em alguns dias,não dava para levantar da cama."COQUETELO medicamento usado na pesquisa, o telaprevir, é mi-nistrado em conjunto com a terapia convencional (in-terferon e ribavirina).A literatura médica mostra que essa dupla causa cen-tenas de efeitos colaterais, como febre, dor de ca-beça, depressão, tosse, cansaço, convulsão eSaúde na mídia pg.2

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