Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.
Gestão daInformação e do Conhecimento  Anabela Mesquita     amt@iscap.ipp.pt
Gestão da Informação e do Conhecimento                      Objectivos da sessão•   Descrever alguns dos factores externos...
Gestão da Informação e do Conhecimento              Programa da disciplinaParte IIInfluências no conhecimentoO contexto do...
Introdução• Mundo está a mudar rapidamente à medida que  os avanços tecnológicos permitem interacções  mais rápidas e dinâ...
• Grandes desafios às organizações num ambiente  competitivo à escala global  – Emergência da economia global  – Transform...
Influência do ambiente externo nas               organizações• Desafios actuais nos ambientes organizacionais  – GLOBALIZA...
Influência do ambiente externo       nas organizações– TRANSFORMAÇÃO DAS ECONOMIAS  INDUSTRIAIS  • Economias baseadas na i...
Influência do ambiente externo         nas organizações• Desafios actuais nos ambientes organizacionais  – TRANSFORMAÇÃO D...
Influência do ambiente externo         nas organizações• Avanços tecnológicos    • Consumidores têm literacia em computado...
Influência do ambiente externo         nas organizações• Composição da Força de Trabalho 1900-1997                   Anabe...
Organização       Transformação da                 digital            economia    Globalização                            ...
A natureza dinâmica das organizações           (alterações nas organizações)• Composição da força de trabalho  – Flexibili...
A natureza dinâmica das organizações• Trabalho em equipa  – A necessidade de se aceder a uma diversidade de    conheciment...
A natureza dinâmica das organizações• Liderança     • Dá a direcção, sentido, visão e propósito à organização     • Bom lí...
A natureza dinâmica das organizações• Gestão da mudança  – A liderança é particularmente importante durante a mudança  – É...
Organizações• Conjunto de duas ou mais pessoas que  realizam tarefas, seja em grupo, seja  individualmente mas de forma co...
Organizações• As organizações são:   – Agrupamentos de indivíduos — para finalidades explícitas ou     implícitas (mesmo q...
OrganizaçõesIdeias a reter para a compreensão do  conceito “organizações”:• Actuação coordenada• Recursos• Afectação efica...
Tipos de organizações As empresas têm diversos tipos de organização, objectivos e estruturas, influenciando a sua forma de...
Tipos de organizações• Empresas públicas  – Financiadas e “patrocinadas” pelo governo. Podem ser    influenciadas por polí...
• Vimos alguns dos factores que influenciam  as organizações• Estes factores encorajam o  desenvolvimento de processos de ...
Gestão estratégica nas            organizações• Abordagem que combina um planeamento  cuidadoso das necessidades de longo ...
Valores             Prioridades             operacionais               Sistemas          Foco estratégicoLiderança      e ...
Gestão estratégica nas            organizações• Criação de um foco estratégico  – Cada organização pretende criar uma    i...
Gestão estratégica nas              organizações• Formação dos valores estratégicos e da cultura corporativa   – Um factor...
Valores estratégicos   Valores                  •   Colaboração  Prioridades               •   ComunicaçãoOrganizacionais ...
Gestão estratégica nas             organizações• Sistemas e políticas  – Devem ser desenvolvidos para encorajar acções    ...
Gestão estratégica nas            organizações• O alinhamento das actividades  organizacionais com o foco estratégico  – N...
Gestão do conhecimento• As organizações sofreram diversas mudanças na forma  como operam• A mudança de foco dos produtos p...
Gestão do conhecimento• Os avanços tecnológicos contribuíram  bastante para o crescimento da GC mas  esta área ainda não a...
Porquê o interesse    pela GC?
“Capital consists in a great part of  knowledge and organization...  Knowledge is our most powerful  engine of production”...
Porque é que entretanto a GC ganhou      tanta importância?Conjugação de vários factores:   O valor das empresas passou a ...
Outros factores:    Reconhecimento de que a inovação é a    chave para a competitividade e que depende    da criação de co...
“In the end, the location of the new economyis not in the technology, be it the microchipor the global telecommunications ...
Gestão do conhecimento• O conhecimento como um activo   – A GC baseia-se no reconhecimento de que o conhecimento de     ca...
ConhecimentoUma mistura fluida de experiências, valores,informação contextual e conhecimento anteriorque fornece uma estru...
Conhecimento• Tipos de Conhecimento  – Conhecimento acerca/sobre as coisas  – Know – how – conhecimento como fazer• Níveis...
Conhecimento Explícito Vs. Conhecimento Tácito  Conhecimento ExplícitoConhecimento formalizado e expresso – e.g. Desenhos ...
Gestão do conhecimento• Conhecimento organizacional  – Conhecimento extraído das diferentes    fontes de conhecimento orga...
Gestão do Conhecimento    Fontes de Conhecimento Organizacional  Experiência                  ConhecimentoAconselhamento  ...
Gestão do conhecimento– A criação de conhecimento  organizacional efectivo tem que  assegurar que as fontes são conhecidas...
Gestão do conhecimento– Conhecimento estratégico  • Conhecimento e compreensão que apoiam a    direcção estratégica de uma...
Gestão do conhecimento: um      conceito emergente• A GC procura criar uma série de estratégias para facilitar a  definiçã...
Gestão do Conhecimento•    “… Abordagem sistemática e integrada para    identificar, gerir e partilhar todos os activos de...
Gestão do Conhecimento• Forma “como uma organização usa o seu capital  intelectual”, incluindo o capital humano, estrutura...
Ideias a reter• O conhecimento é um activo essencial• O conhecimento organizacional baseia-se  no conhecimento colectivo d...
Modelo de gestão estratégica        do conhecimentoInfluência do    Fundamentos Aplicação do         Melhoria econheciment...
Ciclo de GC                        Descobrindo o conhecimento                           Dados, informação e conhecimento  ...
Bibliografia•   Debowski, S. (2006). Knowledge management. Milton: John Wiley•   Bontis, N. (2002). The Rising Star of the...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Aula 2 14fev

873 views

Published on

aula 1 - slides suplementates

Published in: Education
  • Be the first to comment

Aula 2 14fev

  1. 1. Gestão daInformação e do Conhecimento Anabela Mesquita amt@iscap.ipp.pt
  2. 2. Gestão da Informação e do Conhecimento Objectivos da sessão• Descrever alguns dos factores externos que têm influência nas organizações• Descrever alguns dos factores intra organizacionais que afectam os processos da organização• Comparar e contrastar as formas de operar das organizações públicas, privadas e não lucrativas• Explicar os processos da gestão estratégica bem como a forma como suportam / apoiam os resultados organizacionais• Descrever a forma como a gestão do conhecimento ajuda as organizações• Descrever a relação entre informação, conhecimento tácito, conhecimento explícito, conhecimento organizacional e gestão do conhecimento• Identificar os factores chave que encorajam a gestão estratégica do conhecimento 2
  3. 3. Gestão da Informação e do Conhecimento Programa da disciplinaParte IIInfluências no conhecimentoO contexto do conhecimento Influências do ambiente externo nas organizações A natureza dinâmica das organizações Tipos de organizações Gestão do conhecimento: um conceito emergente Modelos estratégicos de gestão do conhecimento 3
  4. 4. Introdução• Mundo está a mudar rapidamente à medida que os avanços tecnológicos permitem interacções mais rápidas e dinâmicas entre os indivíduos, grupos e nações• As vidas e as actividades das pessoas transformaram-se devido ao aumento das oportunidades de aprender, comunicar e realizar diversas tarefas com o recurso à tecnologia• Alterações na natureza do trabalho Economia do conhecimento Economia industrial (ênfase nos serviços e (ênfase na produção conhecimento que constituem de produtos comerciais) os principais resultados das actividades de negócio) Empresas precisam de responder às diversas pressões para gerar os melhores resultados a partir dos recursos disponíveis Anabela Mesquita 4
  5. 5. • Grandes desafios às organizações num ambiente competitivo à escala global – Emergência da economia global – Transformação das economias industriais – Transformação da empresa – A emergência da empresa digital e os avanços tecnológicos Anabela Mesquita 5
  6. 6. Influência do ambiente externo nas organizações• Desafios actuais nos ambientes organizacionais – GLOBALIZAÇÃO • Gestão e controlo em mercados globais • Competição em mercados mundiais • Grupos de trabalho distribuídos à escala global • Sistemas de distribuição globais – Oportunidades e ameaças • Negócios operam a nível dos mercados internacionais, onde os clientes podem comparar preços, produtos e serviços de muitos fornecedores, antes de seleccionarem o que mais lhes interessa • Fornecedor pode estar localizado num ponto qualquer do globo, indo ao encontro dos potenciais clientes através das tecnologias • Dada a exposição dos clientes a este mercado global, é mais difícil de confiar na sua lealdade • Aumento da pressão para as organizações serem mais criativas e inovadoras, respondendo aos custos, preços e inovação da concorrência, bem como às tendências globais emergentes • Investimento global • Economias de escala Anabela Mesquita 6
  7. 7. Influência do ambiente externo nas organizações– TRANSFORMAÇÃO DAS ECONOMIAS INDUSTRIAIS • Economias baseadas na informação e no conhecimento • Novos produtos e serviços, com ciclo de vida mais reduzido • Produtividade dos funcionários depende dos SI • Conhecimento: recurso estratégico – produtos e serviços baseados em conhecimento têm maior valor estratégico • Envolvente em constante mudança Anabela Mesquita 7
  8. 8. Influência do ambiente externo nas organizações• Desafios actuais nos ambientes organizacionais – TRANSFORMAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO • “Achatamento” da estrutura • Descentralização • Flexibilidade/trabalho em equipe (teamwork) • Independência da localização geográfica • Custos de transacção baixos • Empowerment – delegação/distribuição de poder • Trabalho cooperativo e em grupo – EMERGÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO DIGITAL • Relações com clientes, fornecedores e empregados mediadas por tecnologias digitais • Processos de negócio nucleares, desenvolvidos através das redes digitais • Percepção de resposta rápida às mudanças da envolvente Anabela Mesquita 8
  9. 9. Influência do ambiente externo nas organizações• Avanços tecnológicos • Consumidores têm literacia em computadores e sabem usar correctamente as tecnologias. Isto faz com que eles: – Queiram respostas mais rápidas via email às suas questões – Possam aceder a informação online sobre produtos e serviços – Tenham acesso ao histórico das suas aquisições • Isto pressiona as organizações para manterem uma presença e infra estrutura tecnológica forte. • Para muitos clientes, o website é o 1º (senão o único) ponto de contacto com a empresa. Tal levou a que as empresas tenham começado a pensar mais na imagem, visibilidade e valor do website. Anabela Mesquita 9
  10. 10. Influência do ambiente externo nas organizações• Composição da Força de Trabalho 1900-1997 Anabela Mesquita 10
  11. 11. Organização Transformação da digital economia Globalização Avanços tecnológicos Previsão e resposta a tendências emergentes Empresas monitoram o seu ambiente Procuram aprender a partir da experiência da sua concorrência e colaboradores MAS mercados muito competitivos desencorajam a partilha de conhecimentoAs organizações são dinâmicas, vulneráveis e voláteis Anabela Mesquita 11
  12. 12. A natureza dinâmica das organizações (alterações nas organizações)• Composição da força de trabalho – Flexibilidade para responder mais rapidamente aos desafios e necessidades de um mercado cada vez mais volátil – Grupo central de pessoas e outros especialmente contratados, que podem ser altamente especializados (têm valor a curto prazo)• Evolução dos papeis e da responsabilidade no trabalho – É difícil manter os mesmos papeis e responsabilidade por um longo período de tempo (p.ex: assistentes administrativos) – As pessoas têm necessidade de mudar e de se adaptar a diferentes expectativas no trabalho, desenvolver novas competências e antecipar mudanças futuras (necessário formação ao longo da vida) Anabela Mesquita 12
  13. 13. A natureza dinâmica das organizações• Trabalho em equipa – A necessidade de se aceder a uma diversidade de conhecimentos e competências leva a que as pessoas trabalhem cada vez mais em equipa – As pessoas podem trabalhar em simultâneo em mais do que uma equipa• Construção de relacionamentos – Aumento da necessidade da construção e manutenção de relacionamentos efectivos com todos os parceiros. – As pessoas passam mais tempo a interagir com os outros – Mudança do “controlo” para uma auto gestão e autonomia• Comunicação – Necessidade de desenvolvimento de competências relacionadas com escuta activa, competências de retorno, competências de negociação e de apresentação Anabela Mesquita 13
  14. 14. A natureza dinâmica das organizações• Liderança • Dá a direcção, sentido, visão e propósito à organização • Bom líder: – Capacidade para explicar e clarificar objectivos e as prioridades organizacionais – Desenvolvimento de uma cultura – Criação e manutenção de boas práticas para facilitar o trabalho efectivo – Encorajamento de níveis de qualidade elevados e de grande desempenho no trabalho• Tomada de decisão • Melhor utilização das fontes de informação, incluindo os registo e indicadores, pesquisa, fontes externas, etc. • Reconhecimento da necessidade crescente de se evitar a repetição de erros Anabela Mesquita 14
  15. 15. A natureza dinâmica das organizações• Gestão da mudança – A liderança é particularmente importante durante a mudança – É, também, necessário, envolver todos os indivíduos em todos os estádios desse processo. A mudança tem mais sucesso quando os funcionários compreendem a necessidade de mudança e quais os seus benefícios• Motivação – As pessoas trabalham por causa da remuneração, reconhecimento, estatuto, segurança, ambiente agradável e saudável. Também procuram um trabalho desafiador, que valha a pena – Pessoas motivadas desejam um trabalho desafiador e que as “preencha”• Infra estrutura – Conjunto de sistemas e serviços que suportam o negócio central da empresa – Os avanços tecnológicos permitiram uma melhor integração dos sistemas organizacionais – Eliminação das “ilhas” dentro da organização – Redução dos esforços duplicados Anabela Mesquita 15
  16. 16. Organizações• Conjunto de duas ou mais pessoas que realizam tarefas, seja em grupo, seja individualmente mas de forma coordenada e controlada, actuando num determinado contexto ou ambiente, com vista a atingir um objectivo pré-determinado através da afectação eficaz de diversos meios e recursos disponíveis, liderados ou não por alguém com as funções de planear, organizar, liderar e controlar. Anabela Mesquita 16
  17. 17. Organizações• As organizações são: – Agrupamentos de indivíduos — para finalidades explícitas ou implícitas (mesmo quando as finalidades são tornadas explícitas nos enunciados/statements oficiais, devemos recordar-nos que as pessoas e os grupos da organização terão a sua interpretação própria do que aqueles statements significam); – Combinações de sistemas técnicos e sociais — a organização estará em problemas se não for dado o adequado reconhecimento a ambos os tipos de sistemas e/ou se os aspectos sociais e técnicos não se ajustarem uns aos outros, e/ ou, ainda, se os sistemas não são adequados para o que a organização pretende fazer. Orna, 2004:10 Anabela Mesquita 17
  18. 18. OrganizaçõesIdeias a reter para a compreensão do conceito “organizações”:• Actuação coordenada• Recursos• Afectação eficaz• Objectivos• Contextos Anabela Mesquita 18
  19. 19. Tipos de organizações As empresas têm diversos tipos de organização, objectivos e estruturas, influenciando a sua forma de operar. O seu tipo depende do seu propósito e objectivos de longo prazo, fonte de financiamento, quem dirige as actividades e os parceiros• Empresas privadas – Procuram o lucro para os seus parceiros enquanto asseguram uma sustentabilidade a longo prazo no mercado onde operam. Os gastos e os resultados são monitorados por um Conselho de Administração. Procuram capitalizar as oportunidades e vêem no lucro o seu mais importante resultado Anabela Mesquita 19
  20. 20. Tipos de organizações• Empresas públicas – Financiadas e “patrocinadas” pelo governo. Podem ser influenciadas por políticas ou por aqueles que detêm o poder. Podem ser na área da saúde, educação, transporte, desenvolvimento regional, etc. – Os funcionários são influenciados pelos parceiros (incluindo políticos), pelos contribuintes e pelas expectativas da comunidade que os utiliza.• Sem fins lucrativos – Apoio especializado a grupos da comunidade ou a pessoas com necessidades especiais (associações) – Podem ser financiadas por diversas fontes: pelos estado, patrocinadores e membros da comunidade – Frequentemente, têm mais solicitações do que recursos – Funcionários leais e comprometidos Anabela Mesquita 20
  21. 21. • Vimos alguns dos factores que influenciam as organizações• Estes factores encorajam o desenvolvimento de processos de negócio flexíveis mas eficazes apoiados em resultados a curto e longo prazos• Para isso necessitam de uma gestão estratégica Anabela Mesquita 21
  22. 22. Gestão estratégica nas organizações• Abordagem que combina um planeamento cuidadoso das necessidades de longo prazo, baseado na análise do contexto actual no qual uma organização opera, para responder às necessidades e procura existentes• Funciona como um processo de planeamento contínuo assegurando que os funcionários saibam para “onde vão” e com que objectivo (todos na mesma direcção)• Fornece uma visão das prioridades, dos recursos e da atenção que deve ser dada a cada área Anabela Mesquita 22
  23. 23. Valores Prioridades operacionais Sistemas Foco estratégicoLiderança e políticas e processos Actividades organizacionais Capacidades dos funcionários Anabela Mesquita 23
  24. 24. Gestão estratégica nas organizações• Criação de um foco estratégico – Cada organização pretende criar uma identidade única no mercado onde actua. Uma forma de criar esta identidade é através da Missão da organização – A Missão dá uma ideia clara aos clientes, concorrentes, funcionários e parceiros sobre as prioridades e foco da organização – Tradicionalmente, a gestão estratégica é expressa em vários níveis, começando com a Visão, seguindo-se a Missão, Metas e Objectivos PAmb PAmb1 PT LBSE Anabela Mesquita 24
  25. 25. Gestão estratégica nas organizações• Formação dos valores estratégicos e da cultura corporativa – Um factor importante na gestão estratégica é a liderança para encorajar os valores e a cultura que apoiam as prioridades organizacionais – Os líderes enviam um grande nº de mensagens aos seus colaboradores – o seu comportamento verbal e emocional influencia as acções dos outros • E.g. Um líder que refere que a organização encoraja a aprendizagem e o crescimento mas pune os que cometem pequenos erros está a enviar mensagens contraditórias – As acções têm de falar mais alto do que as palavras – O desenvolvimento de uma cultura apoia-se no desenvolvimento de valores que se reflectem na forma como as pessoas trabalham e interagem. Alguns desses valores são: colaboração, flexibilidade, comunicação, trabalho em equipa, qualidade Anabela Mesquita 25
  26. 26. Valores estratégicos Valores • Colaboração Prioridades • ComunicaçãoOrganizacionais • Flexibilidade Sistemas e Políticas • Trabalho em equipa Actividades • Orientação ao serviçoOrganizacionaisCapacidades dos • Ênfase na qualidade funcionários Anabela Mesquita 26
  27. 27. Gestão estratégica nas organizações• Sistemas e políticas – Devem ser desenvolvidos para encorajar acções direccionando a atenção do funcionários para as boas práticas e resultados – As políticas são declarações claras e concisas que fornecem uma orientação sobre os princípios que devem estar espelhados numa determinada área de actividade. Estes princípios ajudam os funcionários a interpretar as acções e os eventos de acordo com os valores estabelecidos e os padrões organizacionais. – Os sistemas permitem que essas políticas sejam implementadas assegurando que existem processos para a realização das acções necessárias. Os sistemas evoluem ao longo do tempo pois as pessoas modificam a forma como trabalham. Anabela Mesquita 27
  28. 28. Gestão estratégica nas organizações• O alinhamento das actividades organizacionais com o foco estratégico – No dia a dia o foco da actividade pode-se perder. Assim, é preciso assegurar o alinhamento dos vários níveis da gestão estratégica através do (re)desenho e refinamento dos sistemas e actividades• Capacidades dos funcionários – Para assegurar que as prioridades são realizadas é necessário que os funcionários tenham os conhecimentos, as competências e os atributos necessários – O desenvolvimento destas competências devem acompanhar o desenvolvimento da organização Anabela Mesquita 28
  29. 29. Gestão do conhecimento• As organizações sofreram diversas mudanças na forma como operam• A mudança de foco dos produtos para os serviços encorajou um aumento do reconhecimento da importância do conhecimento detido pela organização• O conhecimento é o processo de traduzir a informação e experiência num conjunto de relações com significado que são compreendidas e aplicadas pelo indivíduo• Como o valor dos funcionários e dos dados tornaram-se cruciais para os resultados e competitividade da organização, o conceito de gestão do conhecimento emergiu• Gestão do conhecimento é o processo de identificar, capturar, organizar e disseminar os activos de capital intelectual críticos para o desempenho a longo prazo Anabela Mesquita 29
  30. 30. Gestão do conhecimento• Os avanços tecnológicos contribuíram bastante para o crescimento da GC mas esta área ainda não atingiu a sua maturidade.• A GC também é suportada pelas competências dos funcionários – quantos mais conhecimentos e competências detiverem os funcionários, melhor para a GC e competitividade Anabela Mesquita 30
  31. 31. Porquê o interesse pela GC?
  32. 32. “Capital consists in a great part of knowledge and organization... Knowledge is our most powerful engine of production” Marshall, 1890 Anabela Mesquita 32
  33. 33. Porque é que entretanto a GC ganhou tanta importância?Conjugação de vários factores: O valor das empresas passou a depender do seu conhecimento e dos activos intangíveis Redescoberta de que muito do conhecimento organizacional está nas pessoas “If NASA wanted to go to the moon again, it would have to start from the scratch, having lost not the data, but the human expertise that took it there last time” Brown and Duguid, 2000 Aceleração da mudança nos mercados, competição e tecnologia, obrigando a uma aprendizagem contínua Little, Quintas e Ray, 2002 Anabela Mesquita 33
  34. 34. Outros factores: Reconhecimento de que a inovação é a chave para a competitividade e que depende da criação de conhecimento e da sua aplicação O aumento da importância das trocas de conhecimento sem limites geográficos Os limites e potencialidades das tecnologias de informação Little, Quintas e Ray, 2002 Anabela Mesquita 34
  35. 35. “In the end, the location of the new economyis not in the technology, be it the microchipor the global telecommunications network.It is in the human mind.” Webber, 1993 Anabela Mesquita 35
  36. 36. Gestão do conhecimento• O conhecimento como um activo – A GC baseia-se no reconhecimento de que o conhecimento de cada um é algo útil e com valor para a organização. Cada pessoa possui um conjunto de conhecimentos únicos, fruto da experiência e dos recursos disponíveis – O conhecimento é gerado à medida que as várias fontes de informação são testadas e combinadas com experiências passadas e aprendizagem – O conhecimento é criativo, adaptável e dinâmico – O conhecimento é desenvolvido através da adaptação e interpretação da informação, experiência passada, erros e outras influências. É fruto da construção pessoal da realidade pelo indivíduo e é constantemente modificada e consolidada através da exposição a novas experiências Anabela Mesquita 36
  37. 37. ConhecimentoUma mistura fluida de experiências, valores,informação contextual e conhecimento anteriorque fornece uma estrutura para avaliar eincorporar novas experiências e informação. Temorigem e é aplicado na mente das pessoas. Emcontexto organizacional, está frequentementeembebido não só nos documentos erepositórios, mas também nas rotinasorganizacionais, nos processos, nas práticas enas normas. Davenport e Prusak, 1998:5 Anabela Mesquita 37
  38. 38. Conhecimento• Tipos de Conhecimento – Conhecimento acerca/sobre as coisas – Know – how – conhecimento como fazer• Níveis de Conhecimento – Tácito – Explícito Anabela Mesquita 38
  39. 39. Conhecimento Explícito Vs. Conhecimento Tácito Conhecimento ExplícitoConhecimento formalizado e expresso – e.g. Desenhos técnicos,planos de acção, manuais de procedimentos, informação existente namemória do computador. Transmissível numa linguagem formal,podendo ser expresso através de palavras e de números. Inscrito numsuporte acessível, é partilhável, actualizável e gerível. Conhecimento TácitoConhecimento que não é facilmente visto ou expresso. É pessoal edifícil de formalizar. Pode estar enraizado nas experiências, atitudes,valores, padrões de comportamento. Inclui julgamentos, “sensações” ecompreensões profundas, i.e., conhecimento e experiência nãoarticulados. Ambos os conhecimentos podem ser individuais ou colectivos Anabela Mesquita 39
  40. 40. Gestão do conhecimento• Conhecimento organizacional – Conhecimento extraído das diferentes fontes de conhecimento organizacional incluindo bases de dados, registos, sistemas, conhecimento explícito que se encontra documentado e é facilmente acedido bem como conhecimento tácito presente nos funcionários, clientes, parceiros, etc. Anabela Mesquita 40
  41. 41. Gestão do Conhecimento Fontes de Conhecimento Organizacional Experiência ConhecimentoAconselhamento IndividualAprendizagem Conhecimento Organizacional Erros ConhecimentoFontes externas Colectivo História Anabela Mesquita 41
  42. 42. Gestão do conhecimento– A criação de conhecimento organizacional efectivo tem que assegurar que as fontes são conhecidas, disponíveis e úteis • E.g. Web site – as páginas necessitam de serem periodicamente revistas e actualizadas para assegurar a relevância e acessibilidade • E.g. Biblioteca da organização, arquivos, registos, processos – devem ser organizados e geridos com cuidado para contribuírem para a criação e uso do conhecimento organizacional Anabela Mesquita 42
  43. 43. Gestão do conhecimento– Conhecimento estratégico • Conhecimento e compreensão que apoiam a direcção estratégica de uma organização – As pessoas por vezes têm conhecimentos que podem ser muito interessantes mas que têm pouco valor para a organização » E.g. Conhecimento sobre carros desportivos (a não ser que o negócio seja esse) • O desafio para a organização é compreender claramente de qual o conhecimento estratégico desejável e as fontes desse conhecimento na comunidade – É necessário identificar as fontes desse conhecimento e capturá-las e geri-las de forma adequada Anabela Mesquita 43
  44. 44. Gestão do conhecimento: um conceito emergente• A GC procura criar uma série de estratégias para facilitar a definição, identificação, captura, organização e disseminação do conhecimento na comunidade organizacional. Centra-se na criação de uma cultura de colaboração. Para que isto aconteça, alguns factores são fundamentais: – Liderança e gestão do conhecimento • A GC precisa de uma liderança forte. A captura e partilha de conhecimento é baseada no desenvolvimento de valores corporativos que encorajam a colaboração e a vontade de trabalhar com os outros – Desenvolvimento de uma cultura do conhecimento • Uma cultura de conhecimento opera segundo alguns princípios chave como: reconhecimento do valor estratégico do conhecimento, encorajamento e recompensa da partilha do conhecimento, desenvolvimento de uma infra-estrutura e práticas de recursos humanos que facilitem estas actividades Anabela Mesquita 44
  45. 45. Gestão do Conhecimento• “… Abordagem sistemática e integrada para identificar, gerir e partilhar todos os activos de informação de uma empresa, incluindo bases de dados, documentos, políticas e procedimentos, bem como conhecimento prévio não articulado e experiência dos indivíduos. Fundamentalmente, trata- se de disponibilizar a informação colectiva e a experiência de uma empresa ao trabalhador individual, responsável pelo seu uso sensato e pelo reabastecimento do stock” Hackett, 2002:727 Anabela Mesquita 45
  46. 46. Gestão do Conhecimento• Forma “como uma organização usa o seu capital intelectual”, incluindo o capital humano, estrutural e relacional Bontis, 2002a:20• “Gestão do conhecimento trata da gestão do capital intelectual duma organização. A gestão do conhecimento enquanto função, descreve o acto de gerir o objecto, o capital intelectual”. Petty e Guthrie, 2000:4• “Requer a prossecução de diferentes tipos de objectivos e o desenvolvimento de diferentes tipos de recursos, forces, capacidades de processo e estruturas organizacionais”. Carlisle, 2002 Anabela Mesquita 46
  47. 47. Ideias a reter• O conhecimento é um activo essencial• O conhecimento organizacional baseia-se no conhecimento colectivo detido pelos indivíduos e presente nas fontes corporativas• Uma ênfase estratégica ajuda na preservação do conhecimento necessário para a viabilidade a longo prazo• A gestão do conhecimento é o método para atingir esses resultados Anabela Mesquita 47
  48. 48. Modelo de gestão estratégica do conhecimentoInfluência do Fundamentos Aplicação do Melhoria econhecimento do conhecimento revisão do conhecimento conhecimentoContexto Gestão de Conhecimento Avaliação doorganizacional Recursos central conhecimentoConhecimento Humanos Repositórios de Sustentabilidaestratégico Sistemas de conhecimento de doLiderança conhecimento Serviço de conhecimentoCultura conhecimento Investigação Aprendizagem e desenvolvimento Anabela Mesquita 48
  49. 49. Ciclo de GC Descobrindo o conhecimento Dados, informação e conhecimento História da gestão do conhecimento Perspectivas filosóficas sobre o conhecimento Criação de conhecimento Aprendizagem organizacionalAumento do conhecimento Gestão do conhecimento GC na organização aprendente Ferramentas e tecnologias Capital intelectual Partilha de conhecimento Avaliação de conhecimento GC e cultura Sistemas de GC Gestão da mudança Perspectivas de gestão estratégica: estratégia de GC Anabela Mesquita 49
  50. 50. Bibliografia• Debowski, S. (2006). Knowledge management. Milton: John Wiley• Bontis, N. (2002). The Rising Star of the Chief Knowledge Officer, IVEY Business Journal, March / April, 20-25. Retrieved July 18, 2003, from http://www.business.mcmaster.ca/mktg/nbontis/ic/publications/BontisIBJ.pdf• Petty, R. & Guthrie, J. (2000). Intellectual capital literature review: Measurement, reporting and management, Journal of Intellectual Capital, 1(2), 155-176.• Carlisle, Y. (2002). Strategic thinking and Knowledge Management. In S. Little, P. Quintas & T. Ray (Eds.), Managing Knowledge – an essential reader (pp. 122-138). London: Sage-138.• Hackett, J. (2002). Beyond Knowledge Management – New Ways to Work. In N. Bontis & W. C. Choo (Eds.), The Strategic Management of Intellectual Capital and Organizational Knowledge (pp. 715-738). New York: Oxford University Press.• Little, S., Quintas, P. & Ray, T (2002). Managing Knowledge: an essential reader. London: Sage.• Orna, E. (2004). Information Strategy in practice. Aldershot: Gower. (Cap. 1, pp. 1-18)• Davenport e Prusak, 1998:5• Webber, 1993• Brown and Duguid, 2000• Marshall, 1890 Anabela Mesquita 50

×