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Estudos Culturais, Poder e Educação A discrição dos alunos que frequentam o WELL relaciona-se com noções de lugardistinto...
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Estudos Culturais, Poder e EducaçãoCalamidade conceptual e lapso lexical: quem preenche as lacunas?A falta de unidade e fl...
Estudos Culturais, Poder e EducaçãoSaltar léxico: representação literária e cinematográfica.Pai de Billy Elliot: Ballet?Bi...
Estudos Culturais, Poder e EducaçãoAs representações cinematográficas contemporâneasoferecem descrições complexas das circ...
Estudos Culturais, Poder e EducaçãoConclusão: Transformar contextos, transformar tradições etransformar identidadesHá um n...
Estudos Culturais, Poder e Educação, Cap. IV Existe uma mudança nos estudo culturais nos últimos anos, onde as linhas mes...
Estudos Culturais, Poder e Educação Analisa a raça e centra-se no corpo do homem negro; Existe um mundo homoerótico; Ex...
Estudos Culturais, Poder e EducaçãoAlexander (1996)“a câmara afirma que todos nós queremosolhar para os homens negros, que...
Estudos Culturais, Poder e EducaçãoA cultura popular é uma forma de identidade para osestudos culturais.“Os estudos cultur...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar«Educação e Poder», Maurício Gonçalves Saliba Tema: Papel da esco...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar1. Escola como formadora do «homem novo»Jonh Locke – politica libe...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar1. Escola como formadora do «homem novo» Rosseu pensou no novo ho...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar1. Escola como formadora do «homem novo» Boto, afirmava que «o ho...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar2- A escola como espaço de luta política Segundo os teóricos da l...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar2- A escola como espaço de luta política Conclui-se que a importâ...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar2- A escola como espaço de luta políticaPara Foucault, o Estado m...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarPara formar o indivíduo apto a viver no sistema capitalista eindus...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar Em suma, a luta política por uma sociedade mais justa eigualitár...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarConsiderações Finais Consagrada historicamente como um direito fu...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarReferências Bibliográficas Paraskeva, J. M. (Org.) (2011). Estudo...
Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarDiscentes: Carolina Silva, Bárbara Gomes, Nádia Almeida, SandraSil...
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  1. 1. Paraskeva, J. M. (Org.) (2011).Estudos Culturais, Poder eEducação. Mangualde: EdiçõesPedago.Tecnologia e Comunicação Educacional II – 2012/2013Patti Lather; Robert; Cameron McCarthy;Jennifer Logue e William Pinar. 1
  2. 2. PartecomplementarOs fundamentos/onexo dos estudosculturais: Ummovimentoemergente nocampo da educaçãoCapítulocomplementarEconomias deidentidade:Estudos Culturais eum currículo para acriação de espaçoCAPÍTULOESCOLHIDO PELOGRUPO.IntroduçãoCGroupShoot the elephant:Identidadesantagonistas,nostalgia neo-marxista e passadosimpiedososCapítuloComplementarRecolocar osestudos culturaisnos estudoscurricularesCapítuloComplementarCapítulo I Capítulo IIEstudos Culturais, Poder e EducaçãoCapítuloIII Capítulo IV2Parte complementar «Educação e Poder», Maurício Gonçalves Saliba
  3. 3. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoAs raízes dos estudos culturais emergem na década de 50 no ReinoUnido, pela mão de intelectuais ligados às áreas dashumanidades, nomeadamente a literatura e a media.Os Estudos Culturais prendem-se com as formas históricas de consciência ousubjectividade, ou formas subjectivas nas quais vivemos, relacionam-se com olado subjectivo das relações sociais.Surge assim um novo campo académico, que se alastra pelas mais diversasáreas:Economia politica, comunicação, filosofia, sociologia, teoria literária, teoria dosmedia, antropologia cultural, estudos museológicos, crítica da arte, ciênciapolítica e as suas implicações nos fenómenos culturais.3
  4. 4. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoOs estudos culturais defendiam a cultura como um espaço de múltiplasbatalhas políticas e ideológicas. Assim os Estudos Culturais começaram ainvestigar manifestações como o rock and rol, musica folk, cinema, televisão, emais recentemente manifestações de massas como o hip-hop, grafite, etc.No fundo, os Estudos Culturais preocupam-se em interpretar não só a formacomo determinadas manifestações culturais se localizam mas a forma comotais manifestações interatuam com dinâmicas ideológicas, declasse, raça, género, orientação sexual e nacionalidade.Os Estudos Culturais invadem o campo da educação e do currículo.4
  5. 5. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoOs capítulos que estruturam este livro ajudam-nos a compreender melhor, pois vão aoencontro de questões anteriormente levantadas e ajuda-nos, também, a compreender asembaraçosas questões subjacentes à emergência dos Estudos Culturais, bem como ointerface estudos culturais e educação e o currículo.Patti Lather, em Os fundamentos/onexo dos estudos culturais: Ummovimento emergente no campoda educação(Cap.I), analisa osEstudos Culturais no âmbito daorganização e cultura escolares.Robert J. Helfenbein, Jr, emEconomias de identidade: Estudosculturais e um currículo para acriação(Cap.II), analisa como osalunos utilizam, no fim das aulas, asinstalações da escola.5
  6. 6. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoWilliam Pinar em Recolocar os estudos culturaisnos estudos curriculares(Cap.IV), salienta amudança para os Estudos Culturais durante os anos90, que foi provavelmente, demasiado abrupta paraum campo que, vinte anos antes, tinha sidoreconceptualizado.Cameron McCarthy e Jennifer Logue em Shoot theelephant: Identidades antagónicas, nostalgia neo-marxista e passados impiedosos (Cap.III), questiona aimportância de se perceber o que é que está em causa nodialogismo cultural contemporânea e discursos académicosdo marxismo cultural.6
  7. 7. Estudos Culturais, Poder e Educação – Cap. I•Este capítulo situa a formação dos Estudos Culturais em Educação (ECE);•A sua história apresenta tendências contraditórias num dos primeiros locaisonde os ECE estão a ser articulados, os fundamentos educativos;•A autora centra-se mais onde estão os ECE do que o que são os ECE;•Para explorar a “adequação” dos estudos culturais à organização e à culturadas escolas, a autora debruça-se sobre o que estes estão a fazer em termos deprocessos de construção e destruição através de um estudo de caso sobre oesforço programático para repensar os fundamentos educativos.Introdução ao Capítulo I7
  8. 8. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoO capítulo estádividido em trêssubtemas:Os Estudos Culturais nas escolas:um estudo de caso.Terreno contestado: O queaconteceu à Filosofia?Teorização dos estudos culturais em educação: Estaremosa criar um melhor lugar para os fundamentos educativos?8
  9. 9. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoOs estudos Culturais nas escolas: um estudo de caso Wright descreve as convergências e as divergências entre os estudos culturais e osestudos culturais da educação em termos de justiça social, relações depoder, identificações e identidades nacionais e raciais, diferença e diversidade social ecultura popular; A autora deste capítulo, através dos arquivos da história repensa os estudos dosfundamentos em educação na Ohio State University.• Em 1998, aprovação a nível universitário: O programa dos ECE foi aprovado, apósuma luta baseada na ideia de que uma “subespecialização” em ECE iria tirar o lugar aqualquer programa que pudesse vir a desenvolver nas artes e nas ciências. A chave daaprovação do processo foi uma carta de Donmoyer, diretor da Escola de Política Educativae liderança. Este argumentou que a existência não deveria ser um problema, uma vez que“a educação é um campo da política pública e não uma disciplina académica.Foram enumerados vários locais de abordagem dos estudos culturais na educação, bemcomo jornais e coleções de livros como uma forma de “situar a nossa instituição navanguarda de um movimento emergente no campo da educação.”9
  10. 10. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoOs estudos Culturais nas escolas: um estudo de caso Em 1990-1995, as guerras do cânone em educação: Conseguir a aprovação daUniversidade não foi tarefa fácil.O terreno curricular e a identidade em mudança do termo “fundamentos” faz parte daguerra de culturas existentes nas universidades relativamente ao cânone tradicional e adisputa pela centralidade. A disputa pelo termo “fundamentos” está no centro das guerrasde cânone em educação. O College Curriculum Committe decidiu que nenhuma das áreasprogramáticas (exemplo: “Fundamentos Humanísticos” que inclui as disciplinas: História eFilosofia) poderia utilizar o termo “fundamentos” no título. Questões deviabilidade, duplicação do programa e redundância do curso formam desde logo levantadas.Desta forma, acabou-se por ter duas áreas de estudos dos Fundamentos; uma comdenominada de Estudos Culturais em Educação. Outra, com o título de Estudos GeraisProfissionais.10
  11. 11. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoOs estudos Culturais nas escolas: um estudo de casoEm 1998-2002, Fundamentos sociais e culturais: Alunos confundidos eesforços frustrados na comunicação de uma imagem coerente de nóspróprios.Foi desta forma que nos movemos quando ocorreram cortes orçamentaise mudanças de pessoal. Alguns diriam que tais medidas eram necessáriasem termos de sobrevivência do programa, para nos unirmos nosFundamentos Sociais e Culturais.11
  12. 12. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoTerreno contestado: O que aconteceu à Filosofia?O conceito de “Fundamentos Sociais da Educação”tem uma história institucional distinta que se refereaos fenómenos culturais subjacentes às ideias epráticas educativas de qualquer sociedade e à áreade estudo interdisciplinar que foi desenvolvidaexpressamente para mobilizar os professores para oestudo desses fenómenos culturais.Como Tozer salienta, os fundamentos da Educaçãosão um conceito ambíguo. Descreve-os como “umcampo confuso e frequentemente marginalizado”,por vezes transformando-se em FundamentosSociais da Educação.12
  13. 13. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoTerreno contestado: O que aconteceu à Filosofia?Tozer aponta o ressurgimento daFilosofia Social nos anos 80 erecomenda um afastamento do“significado estritamente definidopor associação” da área.Apelando à “teorização pós-modernafeminista, neo-marxista, crítica, deidentidade e pós-colonial”, encorajaainda uma evolução contínua rumo a“uma nova “práxis filosófica/educativa“ que envolva os filósofos da educaçãonas necessidades práticas do ensino.“Tornar o filósofo prático” e “tornar a práticafilosófica”, tem como efeito deixar os seuscolegas“ ‘analíticos’ a pensar o que teráacontecido à Filosofia” à medida que a área semove em direções mais culturais. O que sedesloca nesta movimentação é um tipo defilosofia que exclui os contextos políticosinstitucionais e retóricos da produção ereceção do conhecimento. Esta é a Filosofiaque se tentou transformar a si mesmo numaCiência da Natureza, ao defender que averdade é apenas acessível pelo métodocientífico. 13
  14. 14. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoTeorização dos estudos culturais em educação: Estaremos a criar ummelhor lugar para os fundamentos educativos?“Qualquer pessoa que encare os estudos culturais de forma séria enquantoprática intelectual, deve sentir a sua efemeridade, a suainsubstancialidade, quão pouco ela inscreve, quão pouco somos capazes demudar ou de conseguir que uma pessoa faça algo”. (Stuart Hall, citado emShepperson & Tomaselli, 2004, p.263)14
  15. 15. Estudos Culturais, Poder e Educação, Cap. II (Capítulo de grupo)O capítulo estádividido cincopartes:CenárioIntroduçãoOs Estudos Culturais e a IdentidadeGeografia CríticaHistória do lugar e o currículo de WELL15
  16. 16. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoEste projeto analisa como os alunos utilizam, no fim dasaulas, as instalações de um laboratório de computadores.Realizaram-se entrevistas e observações a alunos dolaboratório de computadores, refletido como os alunoscriam uma economia de identidades que funciona na suaescola e na comunidade.O presente capítulo expõe uma investigação que “Nasceudo interesse pela juventude, pela formação da identidadedos jovens e pela forma como as pessoas se envolvem noprocesso de criação de espaço”. (Massey, 1995)16
  17. 17. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoCenárioO laboratório de computadores do WELL;“Inglês, Espanhol, Vietnamia(julgo), académica, geek doscomputadores, punk rock e hip-hop são línguasque ecoam na sala”;“(…)Um rápido exame aos monitores demonstrouque a maioria esta na internet, alguns no correioeletrónico, e um pequeno número estava emprogramas de processamento de texto ou emfolhas de cálculo”. 17
  18. 18. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoEste estudo utiliza os estudos culturais e a geografia crítica centrando-se naforma como os alunos, que participam nos serviços pós-aulas do WELL (WilliamEdenton Learning Lab), se posicionam face aos serviços prestados, aos contextosmais abrangentes da sua escola e à comunidade urbana;É aqui que este estudo sugere que o WELL, representa um plano único deintersecções de identidade, espaço e lugar para o jovens que o frequentam;Para o autor, o espaço é um conceito importante nas suas observações. Esteconsidera que o espaço em questão era diferente da escola do outro lado darua, diferente do parque de estacionamento ou da loja de conveniência queoutros miúdos frequentavam, diferente dos outros laboratórios de computadoresque tinha observado. Este espaço era diferente, e diferente no sentido em queera definido por fronteiras e divisões.Introdução18
  19. 19. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoO WELL, criado em 1996, na Carolina do Norte, proporciona, após asaulas, um laboratório de computadores aos alunos da Holden High School eas escolas públicas do concelho.Este espera tornar-se um modelo para os centros comunitários quecompletem o espaço entre a escola e a sociedade pelo uso da tecnologia.Este programa não-lucrativo visa facilitar um espaço onde os alunos possamcomplementar o seu trabalho e as suas aptidões académicas.Introdução19
  20. 20. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoOs quatro grandes temas (Materialismo, Anti-Essencialismo, Construtivismo eContextualização Radical), no desenvolvimento dos estudos culturais servem paraanalisar as respostas dos alunos que se envolvem nos diversos discursos de WELL. Alémdisso, os estudos Culturais servem como um ponto de partida para a exploração daidentidade do espaço e da criação de espaço, centrais nas trajetórias da Geografia Crítica;Para Carlson e Dimitriadis (2003), “A educação não é, de um ponto de vistaprogressista, tanto sobre a transmissão do conhecimento quanto a formação daidentidade”;A formação da identidade é entendida como a operação fundamental nestasexperiencias vivas das escolas, uma operação que ocorre em espaços particulares e deforma disputada, com estruturas que não foram feitas por si, e numa história de cultura epoder complexa;A cultura também não pode ser confundida com a etnia ou com geograficaparticulares, mas pode ser considerada como “Processo social essencial, que cria ‘modosde vida´ específicos e diferentes .Estudos Culturais e a Identidade20
  21. 21. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoGeografia CríticaSeguir a Geografia Crítica significa preocupar-se com as relações doespaço, lugar e identidade.Para os geógrafoscríticos , o espaço é umconceito deindividuação.O lugar é a comunidadelocalizada - repleta designificado para os queaí se encontram.A identidade reflete ereage às relações depoder .21
  22. 22. Estudos Culturais, Poder e Educação A discrição dos alunos que frequentam o WELL relaciona-se com noções de lugardistinto do espaço que é feito em contexto de formações mais amplas, descreve umconjunto de relações. O lugar é uma ideia; O WELL distingue-se a trabalhos académicos, mas não tem nenhum currículodefinido, o que significa que, geralmente os alunos se vigiam a si próprios. É um lugar emque os próprios alunos desempenham um papel na criação do seu significado; A Geografia Crítica pode-nos ajudar a compreender este lugar específico e o currículoque descreve as experiências dos alunos que o frequentam;Os alunos que frequentam o WELL têm uma vida extremamente instável .Todos sabemos a dificuldade da mudança da residência quando se é novo (novosamigos, novos vizinhos, e o mais assustador de tudo, uma nova escola). São estascondições que permitiram um currículo do não - currículo, abrindo um espaço para estesalunos construírem ativamente, talvez mais livremente, o seu próprio currículo econstruírem o seu próprio lugar.História de Lugar e o Currículo do WELL22
  23. 23. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoEmily, uma rapariga afro-americana de 16 anos, começou a sua históriafazendo uma comparação com a escola que anteriormente frequentava.A história desta jovem carateriza o currículo de WELL. No caso de Emily,o WELL proporciona um espaço para jogar com a identidade e exploraras possibilidades que lhe são negadas do outro lado da rua.O autor refere que os conceito de raça, cultura e identidade, são noWELL, abertos à contestação e à rearticulação. Este, apresenta oexemplo de uma outra afro-americana, Sharia, onde esta afirma que“têm de compreender que raça – apesar de parecer uma coisa estúpida– é apenas cor e um pouco de cultura”.Frequentemente, os alunos diziam que os espaços do WELLeram abertos a este tipo de conversa sobre a raça.23
  24. 24. Estudos Culturais, Poder e Educação, Cap. IIIOs estudos culturais de acordo com Fiske, “tratam a criação e a circulaçãodos significados nas sociedades industriais”.24
  25. 25. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoCalamidade conceptual e lapso lexical: quem preenche as lacunas?A falta de unidade e fluidez das diferentesrealidades das nações e em todo mundo nãosão, nem podem estar contidas nosconceitos que temos e com os quais searticulam.A linguagem, que assume uma enormeimportância, pois não serve apenas para articulare delimitar um conjunto de critérios paraestabelecer se se pertence ou não a umadeterminada tradição, ou antes, onde se pertenceem relação a ela, parece frequentemente reforçaras estruturas sociais que invoca subverter.25
  26. 26. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoSaltar léxico: representação literária e cinematográfica.Pai de Billy Elliot: Ballet?Billy Elliot: Qual é o problema do ballet?Pai de Billy Elliot: Qual é o problema do BALLET?Billy Elliot: É perfeitamente normal…Pai de Billy Elliot: Perfeitamente NORMAL?... Para raparigas, não para rapazes; Billy… Osrapazes jogam futebol, boxe… Não dançam o maldito Ballet!Billy Elliot: O que é que os rapazes jogam ? Não vejo qual é o problema…Pai de Billy Elliot: Vês sim!!!Billy Elliot: Não, não vejo!!!Pai de Billy Elliot: Claro que vês!!!... Quem é que pensas que sou?Billy Elliot: Pai, o que estás a dizer… (Extraído de Billy Elliot)26
  27. 27. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoAs representações cinematográficas contemporâneasoferecem descrições complexas das circunstânciastransformadoras da existência mercantilizada da classeoperária, revelando falhas contraditórias e múltiplas.No exemplo, assistimos ao desafio das noções depassado e da tradição da classe operária.Não existe a possibilidades de regressar aopassado, apenas se pode romper com as tradições erevisão da hierarquia da distancia cultural.27
  28. 28. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoConclusão: Transformar contextos, transformar tradições etransformar identidadesHá um nivelamento de culturas e de tradições integradas na expansão global dos mercados.Este novo modelo de poder poderá agora ser apelidado de “integração”. É o que Foucaultdescreve como modelo de poder “produtivo” e não “repressivo”. Ou seja, colocam as tradiçõeslado a lado.Por fim, a nova divisão internacional do trabalho, o movimento e a migração, o trabalho daimaginação da maioria das pessoas, impulsionados pela informatização, pela internet, pela culturapopular – abriram tradições derramando as entranhas de muitos indivíduos por todo o mundo.“Não te esqueças que o que chamamos de realidade hoje foi apenas imaginação ontem”( José Saramago, El Hombre Duplicado, 2002)28
  29. 29. Estudos Culturais, Poder e Educação, Cap. IV Existe uma mudança nos estudo culturais nos últimos anos, onde as linhas mestresdesta disciplina precisam de ser articuladas Apesar das considerações das classes estarem a desaparecer existe uma preocupaçãodo valor educativo dos burgueses à classe operária. As disciplinas até aqui estão agoraincorporadas nesta disciplina; O autor cita no que se refere ao estudar o conhecimento académico e a culturapopular, com a individualidade e a sociedade, é impedido de discutir a questão por sisó; Juntamente com o social e pessoal, o cultural está a ser estudado pela psicanálise; O autor aborda um filme “ Ricochete”, que embora não psicanalítico permite analisaruma série de questões.29
  30. 30. Estudos Culturais, Poder e Educação Analisa a raça e centra-se no corpo do homem negro; Existe um mundo homoerótico; Existe uma negação do desejo sexual do homem branco pelo negro e a ascensão socialdo homem negro intensifica esse desejo; Existe uma inversão social em que o homem branco é o bárbaro e o homem negro é oviril, cumpridor da lei e da moral, elegante, distinto e racional.P.S. : é um filme, que embora existem questões económicas, políticas e familiares, estáacima de tudo questões raciais em jogo.“Ricochete”30
  31. 31. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoAlexander (1996)“a câmara afirma que todos nós queremosolhar para os homens negros, quer sejamoshomossexuais ou heterossexuais, brancos ounegros, homens ou mulheres.”A verdadeira razão para olhar é o sexo.31
  32. 32. Estudos Culturais, Poder e EducaçãoA cultura popular é uma forma de identidade para osestudos culturais.“Os estudos culturais são, então, uma importanteespecialização dentro dos estudos curriculares.(…) Sem estes, os estudos culturais tornam-seapenas uma “moda” passageira (…)”.Concluindo,32
  33. 33. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar«Educação e Poder», Maurício Gonçalves Saliba Tema: Papel da escola moderna como reprodutora do sistema capitalista. Escola: é vista como uma instituição indispensável para a consolidação dosdireitos individuais e para o progresso da humanidade - palco de luta política– aparelho ideológico. Ideologia: fabricação do sujeito obediente, útil e dócil.33
  34. 34. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar1. Escola como formadora do «homem novo»Jonh Locke – politica liberal – «o estado nãotem autoridade para governar como deseja,os indivíduos renunciam ao direito de poderexecutivo, mas só o consentimento doscidadãos legitima o poder.»Segundo Locke, a sociedade não pode serde súditos e analfabetos «ler e escrever é acondição básica para o novo homemcidadão que através do consentimentooutorga poderes e legitima a ação dosgovernantes»
  35. 35. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar1. Escola como formadora do «homem novo» Rosseu pensou no novo homem como «livre, feliz e respeitandoa liberdade dos outros procurando conciliar os interessesparticulares e gerais» – a formação desse novo homem passavapelo projecto de uma escola nova e de uma pedagogia quetransformaria os indivíduos em cidadãos. A instrução obrigatória constitui uma possibilidade única defazer que todas as crianças, seja qual for a sua origem, vivam domesmo modo e, nesse sentido, formem uma comunidade aindaque por alguns anos. A educação para todos, agenciada peloestado, é pressuposta da utopia da igualdade. Uma proposta deescola laica, gratuita, obrigatória para ambos os sexos e públicapassa a ganhar força durante a Revolução Francesa.
  36. 36. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar1. Escola como formadora do «homem novo» Boto, afirmava que «o homem novo deveria ser, pois, educado pela pátria epara a nação», alicerçando-se na crença de que a racionalização, a ciência ea instrução assegurariam a liberdade da consciência e a felicidade. A burguesia, ao criar os sistemas nacionais de ensino, definiu aescolarização obrigatória, gratuita e laica como condições para aconsolidação da ordem democrática.
  37. 37. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar2- A escola como espaço de luta política Segundo os teóricos da luta de classes, a luta política passaefectivamente pela conquista ideológica das classes popularese, dessa forma, a escola torna-se palco dessa batalha. Além docampo da disputa política, toda a crítica à escola dar-se-á em termospedagógicos, ou seja, «como» e «o que» será ensinado nas escolas. A educação tem assumido uma variedade enorme de formas:religiosa, tradicional, nacionalista, liberal, etc... Todas essas reformaseducacionais baseavam-se em práticas e pressupostos ortodoxos damodernidade, baseados na crença na escola como instrumentotransmissor de conhecimentos e verdades.
  38. 38. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar2- A escola como espaço de luta política Conclui-se que a importância política da educação reside na sua função desocialização do conhecimento; O poder sempre esteve em lugares de fácil visibilidade, e dava-se de formarepressiva ou ideológica;
  39. 39. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar2- A escola como espaço de luta políticaPara Foucault, o Estado moderno já nasce com o desejo de governar e controlartoda a sociedade, ou seja, o Estado moderno tem que resolver o problema dagovernabilidade. O mais importante para o sistema é que o adulto sejadomesticado e que suas funções produtivas sejam executadas sem resistências oudesvios. Desse modo, a disciplina quebra a resistência dos indivíduos ao trabalhodesumanizante do capitalismo, criando o indivíduo útil e dócil, cujo tempo de vidase transformou em força de trabalho.O indivíduo moralmente apto a viver no sistema capitalista, é aquele que seregule, em primeiro lugar pelo hábito criado na mecânica dos gestos e condutas,em segundo lugar, pela culpa, pelo sentimento de desvio moral com relação aosocial, em terceiro lugar, pelo julgamento dos seus pares e iguais. O indivíduoassim formado tende a reagir, diante de qualquer reação afetiva oucomportamental discordante do seu meio, com uma extrema sensação dedesconforto e aflição.
  40. 40. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarPara formar o indivíduo apto a viver no sistema capitalista eindustrial, a escola tem um papel fundamental: 1º: função de controlar o tempo das pessoas, encarrega-se da quase totalidade dotempo de vida das pessoas. Antes de colocar o seu tempo à disposição domercado de trabalho, essas pessoas colocam-no à disposição da escola, que astreinará e as disciplinará para o trabalho rotineiro da produção. 2º: função de controlar o corpo dos indivíduos. É necessário que os indivíduos nãoaceitem apenas colocar o seu tempo à disposição do trabalho, mas também queadquiram aptidões e qualidades. O corpo dos indivíduos deve ser formado,qualificado como corpo capaz de trabalhar. 3º: função da micropenalidade, ou seja, o poder que se tem de punir erecompensar. No interior dessa instituição funciona um micro poder judiciário,onde um pequeno tribunal permanentemente julga, avalia, classifica e compara.
  41. 41. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementar Em suma, a luta política por uma sociedade mais justa eigualitária, passa efectivamente pela escola. Mas, apesar deimportante, não está restrita apenas a uma disputaideológica. A dominação dá-se de forma mais sutil edissimulada. Temos que conhecer todo esse processo dedominação para termos um interesse constante na liberdade.Para isso, como educadores, devemos construir, na relaçãocom o aluno ou com o outro, condições menos opressivas,onde possa ser cultivada a capacidade do indivíduo demodelar a sua vida e a sua existência. Só assim poderemoscriar um modelo de escola que permita aos alunos o acessoaos valores hedonistas, lúdicos e criativos.
  42. 42. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarConsiderações Finais Consagrada historicamente como um direito fundamental, neutralizou-se odireito à educação e jamais se pensou nas relações de poder no ato pedagógico. Sabemos que não há saída sem a educação e, principalmente, a transmissão doconhecimento acumulado. Mas com certeza, para uma sociedade mais justa eigualitária, precisamos deixar de acreditar em instituições neutras, uma vez queestão sempre inseridas nas relações de poder. É preciso que os profissionais dasmais diversas áreas da ciência tenham a capacidade de compreender a sociedadecomo uma rede de poder e de conflitos. É preciso desconfiar da análise do poderque estejam centradas apenas nas relações económicas ou no Estado e procurá-lasnas práticas quotidianas.
  43. 43. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarReferências Bibliográficas Paraskeva, J. M. (Org.) (2011). Estudos Culturais, Poder e Educação. Mangualde:Edições Pedago; SALIBA, Mauricio Gonçalves (2008). Educaçao e Poder. Trabalho publicadonos Anais do XVII Congresso Nacional do CONPEDI, Brasilia, 20 a 22 de Dezembro.43
  44. 44. Estudos Culturais, Poder e Educação - Parte complementarDiscentes: Carolina Silva, Bárbara Gomes, Nádia Almeida, SandraSilva e Tatiana Miranda.Docente: Lia Raquel OliveiraFim!!44

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