Abordagem da Literatura Médica    Universidade de Caxias do Sul    Prof. Petrônio Fagundes de Oliveira Fº           petron...
ABORDAGEM DA LITERATURAMÉDICA
Epidemiologia Clínica                 Introdução• Encontrar a melhor resposta para uma questão  clínica é quase como encon...
Epidemiologia Clínica
Epidemiologia ClínicaQual a informação confiável?
Epidemiologia ClínicaDVD       I         N        T        E       R      CD      N      E      T
Epidemiologia Clínica•   Embora o objetivo de leitura de publicações    científicas possa ser resumido à necessidade    de...
Epidemiologia Clínica•   Três tipos de abordagens são possíveis:    1) Leitura de vigilância    2) Revisão exaustiva de um...
Epidemiologia Clínica           Leitura de Vigilância• Serve para:  – Satisfazer a curiosidade científica    do médico ace...
Epidemiologia Clínica        Revisão exaustiva do tema• A revisão exaustiva é muito mais dirigida.• Geralmente, foca apena...
Epidemiologia ClínicaBusca de solução para um problema específico• É abordagem que mais interessa à maioria dos  profissio...
Epidemiologia Clínica  Fontes de informação bibliográfica• Existem diversas formas de publicações:     •   Artigos científ...
Epidemiologia Clínica• Os artigos originais são atraentes, mas  requerem mais atenção e cuidado. • A maioria das novidades...
O que ler?           Como ler?ARTIGOS ORIGINAIS
Epidemiologia Clínica                 O que ler?• De um modo geral deve-se ler as novidades  com o objetivo de completar o...
Epidemiologia Clínica• O que há de novo quanto a etiologia (ou  fatores causais e de risco) de uma doença?• Qual a validad...
Epidemiologia Clínica                  Como ler?• A estratégia adequada implica em cinco  etapas bem definidas:   1) O que...
Epidemiologia Clínica         1. O que é preciso ler?• Saber previamente que informação se busca.• Jamais fazer uma busca ...
Epidemiologia Clínica                  ExemploOrigem da busca        Tema e Pergunta de busca                      • Lacte...
Epidemiologia ClínicaP   Lactentes sibilantes filhos de pais asmáticosICO   Asma no futuro
Epidemiologia Clínica   2. Qual a melhor evidência?• Pesquisa, por exemplo,  no PubMed• Ferramenta de pesquisa  gratuíta m...
Epidemiologia Clínica                        Medline• Selecionar termos do índice   • Combinar os termos,  eletrônico, ou ...
Epidemiologia Clínica• Na busca, usa-se a língua      • No exemplo anterior:  inglesa, evitando as           • Buscar com ...
Epidemiologia ClínicaPara maiores informações:
Epidemiologia Clínica       3. O que vale a pena ler?• A partir das questões definidas na primeira etapa  temos que seleci...
Epidemiologia Clínica                    No exemplo:• Na busca, digitando a palavra asthma risk na janela de  busca do Pub...
Epidemiologia Clínica                      No exemplo:• Acrescentando outro limite relacionado às crianças menores  de doi...
Epidemiologia ClínicaPediatr Pulmonol. 2010 Feb;45(2):149-56.Prevalence and risk factors of wheeze in Dutch infants in the...
Epidemiologia ClínicaAllergol Immunopathol (Madr). 2007 Nov-Dec;35(6):228-31.Risk factors of developing asthma in children...
Epidemiologia ClínicaJ Pediatr. 2007 Oct;151(4):347-51, 351.e1-2. Epub 2007 Jul 12.Breast-feeding duration and infant atop...
Epidemiologia ClínicaPediatrics. 2006 Jun;117(6):e1132-8.Recurrent wheeze in early childhood and asthma among children at ...
Epidemiologia ClínicaChest. 2005 Feb;127(2):502-8.Early life risk factors for current wheeze, asthma, and bronchial hyperr...
Epidemiologia ClínicaPediatrics. 2004 Feb;113(2):345-50.Does environment mediate earlier onset of the persistent childhood...
Epidemiologia ClínicaEur Respir J. 2003 Nov;22(5):767-71.Predicting persistent disease among children who wheeze during ea...
Epidemiologia Clínica          Artigo importante anterior à buscaAm J Respir Crit Care Med. 2000 Oct;162(4 Pt 1):1403-6.A ...
Epidemiologia Clínica4.Análise da qualidade do material selecionado • Para analisar a literatura científica é   necessário...
Epidemiologia Clínica• Todos os artigos têm algum grau de evidência  científica, mas nem sempre ela é totalmente  confiáve...
Epidemiologia Clínica• Analisando a pesquisa encontraram-se apenas artigos  relevantes, provenientes, na sua maioria de es...
Epidemiologia Clínica
Epidemiologia Clínica   5.   Identificação das conclusões que têm           repercussão na prática médica• Aplicação dos r...
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Abordagem da Literatura Médica

  1. 1. Abordagem da Literatura Médica Universidade de Caxias do Sul Prof. Petrônio Fagundes de Oliveira Fº petronioliveira@gmail.com
  2. 2. ABORDAGEM DA LITERATURAMÉDICA
  3. 3. Epidemiologia Clínica Introdução• Encontrar a melhor resposta para uma questão clínica é quase como encontrar uma agulha no palheiro.• As informações essenciais estão misturadas com uma grande quantidade de informações não confiáveis.• Desafio: separar o joio do trigo!• GESTÃO DO CONHECIMENTO
  4. 4. Epidemiologia Clínica
  5. 5. Epidemiologia ClínicaQual a informação confiável?
  6. 6. Epidemiologia ClínicaDVD I N T E R CD N E T
  7. 7. Epidemiologia Clínica• Embora o objetivo de leitura de publicações científicas possa ser resumido à necessidade de uma constante atualização, entender como a literatura pode ser abordada é fundamental.
  8. 8. Epidemiologia Clínica• Três tipos de abordagens são possíveis: 1) Leitura de vigilância 2) Revisão exaustiva de um tema 3) Busca de solução para um problema específico
  9. 9. Epidemiologia Clínica Leitura de Vigilância• Serve para: – Satisfazer a curiosidade científica do médico acerca das novidades – Adquirir uma cultura biomédica geral mais ampla e atualizada• Trata-se de uma leitura “corrida” dos artigos e revistas. ― Triagem de artigos que serão lidos depois com mais atenção. ― Triagem de artigos que serão lidos depois com mais atenção• É uma leitura menos comprometida.
  10. 10. Epidemiologia Clínica Revisão exaustiva do tema• A revisão exaustiva é muito mais dirigida.• Geralmente, foca apenas um assunto e deve abranger, esgotar toda a literatura científica relativa a ele que possa ser encontrada.• Ela é finita e concentrada no tempo.• Em geral, direciona-se mais para objetivos de caráter acadêmico. – Monografias, dissertações, teses – Livros
  11. 11. Epidemiologia ClínicaBusca de solução para um problema específico• É abordagem que mais interessa à maioria dos profissionais, pois resulta diretamente do exercício profissional.• Decorre dos questionamentos, dúvidas, problemas e doenças trazidos pelos pacientes.• A leitura deve ser atenta e cuidadosa, pois destina-se a fundamentar cientificamente a solução de um problema clínico.• É a forma mais comum de aprendizado contínuo - MBE
  12. 12. Epidemiologia Clínica Fontes de informação bibliográfica• Existem diversas formas de publicações: • Artigos científicos originais • Revisões da literatura • Meta-análises • Capítulos de livros • Livros Artigos Originais têm maior probabilidade de trazer novidades
  13. 13. Epidemiologia Clínica• Os artigos originais são atraentes, mas requerem mais atenção e cuidado. • A maioria das novidades não trazem implicações imediatas para a prática profissional.• As revisões, as metanálises e os livros, em geral, são bastante seguros, mas padecem do fato de chegarem à publicação vários anos após os artigos que lhe deram origem. • Entretanto, devemos nos lembrar que este envelhecimento pode representar amadurecimento com conclusões mais sólidas.
  14. 14. O que ler? Como ler?ARTIGOS ORIGINAIS
  15. 15. Epidemiologia Clínica O que ler?• De um modo geral deve-se ler as novidades com o objetivo de completar ou atualizar o que o médico deve saber sobre os quatros aspectos básicos da sua atuação profissional:
  16. 16. Epidemiologia Clínica• O que há de novo quanto a etiologia (ou fatores causais e de risco) de uma doença?• Qual a validade do que há de novo nos procedimentos diagnósticos (clínicos ou laboratoriais) de uma doença?• Quais as vantagens , os benefícios e os riscos de um determinado tratamento, novo ou não?• Quais os atuais perspectivas de evolução e de prognóstico de um determinado paciente?
  17. 17. Epidemiologia Clínica Como ler?• A estratégia adequada implica em cinco etapas bem definidas: 1) O que é preciso ler? 2) Qual a melhor evidência? 3) O que vale a pena ler? 4) Análise da qualidade do material selecionado para a leitura. 5) Identificação das conclusões que têm repercussão na prática médica.
  18. 18. Epidemiologia Clínica 1. O que é preciso ler?• Saber previamente que informação se busca.• Jamais fazer uma busca a esmo.• Antes de iniciar a seleção das leituras é necessário uma definição do tema a ser abordado e quais as perguntas para as quais se busca resposta.• As questões devem ser colocadas por escrito, de forma clara, delimitada, bem definida.
  19. 19. Epidemiologia Clínica ExemploOrigem da busca Tema e Pergunta de busca • Lactentes sibilantes cujos pais têm asma – Tema de interesse • Asma Brônquica – Pergunta a ser respondida • Qual risco de asma em lactentes sibilantes cujos pais são asmáticos?
  20. 20. Epidemiologia ClínicaP Lactentes sibilantes filhos de pais asmáticosICO Asma no futuro
  21. 21. Epidemiologia Clínica 2. Qual a melhor evidência?• Pesquisa, por exemplo, no PubMed• Ferramenta de pesquisa gratuíta mantida pela National Library of Medicine, National Institutes of Health• Pode ser acessada no endereço: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed/
  22. 22. Epidemiologia Clínica Medline• Selecionar termos do índice • Combinar os termos, eletrônico, ou thesaurus. usando operadores Thesaurus é constituído de lógicos: MeSH (Medical Subject • OR, AND, WITH , NEAR Headings). • NOT– elimina as palavras• Pensar nos sinônimos digitas depois do NOT. possíveis e nos termos • ( ) – parênteses são relacionados que possam empregados para agrupar ser utilizados. Podem ser partes da sintaxe, com o usados os termos do MeSH objetivo de realizar ou palavras textuais; pesquisas mais complexas
  23. 23. Epidemiologia Clínica• Na busca, usa-se a língua • No exemplo anterior: inglesa, evitando as • Buscar com a seguinte palavras: about, the, of, a, frase : “Risco de asma em in, as, if, why, never, lactentes sibilantes” ou, before, is e it, pois os em inglês, “Risk of mecanismos de busca as asthma in young children ignoram. with recurrent wheezing”. Desta frase, retiram-se as palavras-chave: asthma risk, recurrent wheezing e young children. Busca-se individualmente e depois se combinam as buscas.
  24. 24. Epidemiologia ClínicaPara maiores informações:
  25. 25. Epidemiologia Clínica 3. O que vale a pena ler?• A partir das questões definidas na primeira etapa temos que selecionar o que vale a pena ler; • Artigos cuja qualidade vale a pena avaliar, investindo mais tempo na busca das respostas.• Analisar com cuidado na busca da resposta mais válida que satisfaça a necessidade do paciente que gerou a pergunta de partida.
  26. 26. Epidemiologia Clínica No exemplo:• Na busca, digitando a palavra asthma risk na janela de busca do PubMed, limitado aos últimos 10 anos, encontrou-se, em 01/04/2012, 10275 títulos.
  27. 27. Epidemiologia Clínica No exemplo:• Acrescentando outro limite relacionado às crianças menores de dois anos de idade e utilizando a outra palavra-chave recurrent wheezing encontrou-se em torno de 111 títulos.
  28. 28. Epidemiologia ClínicaPediatr Pulmonol. 2010 Feb;45(2):149-56.Prevalence and risk factors of wheeze in Dutch infants in their first year of life.Visser CA, Garcia-Marcos L, Eggink J, Brand PL.SourcePrincess Amalia Childrens Clinic, Isala Klinieken, Zwolle, the Netherlands.AbstractFactors operating in the first year of life are critical in determining the onset and persistence of wheezing inpreschool children. This study was designed to examine the prevalence and risk factors of wheeze in the firstyear of life in Dutch infants. This was a population-based survey of 13-month-old infants visiting well babyclinics for a scheduled immunization. Parents/caregivers completed a standardized validated questionnaire onrespiratory symptoms in the first year of life and putative risk factors. The independent influence of thesefactors for wheeze was assessed by multiple logistic regression analysis. A total of 1,115 questionnaires werecompleted. Wheeze ever (with a prevalence in the first year of life of 28.5%) was independently associated withmale gender, eczema, sibs with asthma, any allergic disease in the family, day care, damp housing, andasphyxia. Recurrent wheeze (prevalence 14.5%) showed independent associations with eczema, sibs withasthma, and day care. In addition to these factors, severe wheeze (prevalence 15.4%) was also associated withpremature rupture of membranes during birth, and with damp housing. Wheeze is common during the firstyear of life, and places a major burden on families and the health care system. Factors associated with wheezeare mainly related to markers of atopic susceptibility, and to exposure to infections. The strongest modifiablerisk factor for wheeze in the first year of life is home dampness. Interventions to reduce home dampness toreduce wheeze in infancy should be examined.(c) 2010 Wiley-Liss, Inc.
  29. 29. Epidemiologia ClínicaAllergol Immunopathol (Madr). 2007 Nov-Dec;35(6):228-31.Risk factors of developing asthma in children with recurrent wheezing in the firstthree years of life.Cortés Alvarez N, Martín Mateos MA, Plaza Martín AM, Giner Muñoz MT, Piquer M, Sierra Martínez JI.SourcePaediatric Allergy and Clinical Inmunology Section. Sant Joan de Déu Hospital-Clínic Hospital. University ofBarcelona. Spain. 33891nca@comb.esAbstractINTRODUCTION: Recurrent wheezing is a common problem during the first years of life, but it is still difficult toidentify which of these children may develop asthma in the future.OBJECTIVES: To study risk factors of developing asthma in a group of patients with frequent wheezing duringthe first three years of life.MATERIAL AND METHODS: A prospective study was performed of a group of 60 patients, aged below three,referred to our Hospital for recurrent wheezing. Age, sex, parental and personal history of atopy, clinicalfeatures, laboratory tests, evolution and response to treatment were analyzed.RESULTS: 60 patients were enrolled in study. Most of children were boys and have had the first episode ofwheezing after the 6 months of life. 63 % had personal history of atopy and 55 % parental history of allergy. Thegroup of atopic children had more wheezing exacerbations and worse evolution than the group of non atopic.They also had more treatment necessities.CONCLUSIONS: The identification of young children at high risk of developing asthma could permit an earlyintervention before irreversible changes in the airway appeared.
  30. 30. Epidemiologia ClínicaJ Pediatr. 2007 Oct;151(4):347-51, 351.e1-2. Epub 2007 Jul 12.Breast-feeding duration and infant atopic manifestations, by maternal allergicstatus, in the first 2 years of life (KOALA study).Snijders BE, Thijs C, Dagnelie PC, Stelma FF, Mommers M, Kummeling I, Penders J, van Ree R, van den Brandt PA.Source Care and Public Health Research Institute, Maastricht University, Maastricht, The Netherlands.BEP.Snijders@EPID.unimaas.nlAbstractOBJECTIVE: To investigate the potential effect of modification by maternal allergic status on the relationshipbetween breast-feeding duration and infant atopic manifestations in the first 2 years of life.STUDY DESIGN: Data from 2705 infants of the KOALA Birth Cohort Study (The Netherlands) were analyzed. Thedata were collected by repeated questionnaires at 34 weeks of gestation and 3, 7, 12, and 24 monthspostpartum. Total and specific immunoglobulin E measurements were performed on venous blood samplescollected during home visits at age 2 years. Relationships were analyzed using logistic regression analyses.RESULTS: Longer duration of breast-feeding was associated with a lower risk for eczema in infants of motherswithout allergy or asthma (P(trend) = .01) and slightly lower risk in those of mothers with allergy but no asthma(P(trend) = .14). There was no such association for asthmatic mothers (P(trend) = .87). Longer breast-feedingduration decreased the risk of recurrent wheeze independent of maternal allergy (P(trend) = .02) or asthmastatus (P(trend) = .06).CONCLUSIONS:Our findings show that the relationship between breast-feeding and infant eczema in the first 2 years of life ismodified by maternal allergic status. The protective effect of breast-feeding on recurrent wheeze may beassociated with protection against respiratory infections.
  31. 31. Epidemiologia ClínicaPediatrics. 2006 Jun;117(6):e1132-8.Recurrent wheeze in early childhood and asthma among children at risk for atopy.Ly NP, Gold DR, Weiss ST, Celedón JC.Source Department of Medicine, Brigham and Womens Hospital, Harvard Medical School, Boston, Massachusetts, USA.AbstractOBJECTIVES: Little is known about the natural history of wheezing disorders among children at risk for atopy. Weexamined the relation between early wheeze and asthma at 7 years of age among children with parental history ofasthma or allergies followed from birth.METHODS: Information on wheeze was collected bimonthly from birth to age 24 months and every 6 months thereafter.Recurrent early wheeze was defined as > or =2 reports of wheezing in the first 3 years of life. Frequent early wheeze wasdefined as > or =2 reports of wheezing per year in the first 3 years of life. At 7 years of age, asthma was defined asphysician-diagnosed asthma and wheezing in the previous year.RESULTS: Of the 440 participating children, 223 (50.7%) had > or =1 report of wheeze before 3 years old, 111 (26.0%)had recurrent early wheeze, and 12 (2.7%) had frequent early wheeze. Whereas only 31 (13.9%) of 223 children with >or =1 report of wheeze developed asthma at 7 years of age, 24 (21.6%) of 111 children with recurrent early wheezedeveloped asthma at 7 years of age. Among the 12 children with frequent early wheeze, 6 (50%) had asthma at 7 yearsof age. After adjustment for other covariates, recurrent early wheeze in children at risk for atopy was associated with afourfold increase in the odds of asthma at 7 years of age, and frequent early wheeze was associated with anapproximately 12-fold increase in the odds of asthma at 7 years of age. Most (94%) of the children without frequentearly wheeze did not develop asthma at 7 years of age.CONCLUSIONS: The absence of recurrent early wheeze indicates a very low risk of asthma at school age among childrenwith parental history of asthma or allergies. Early identification of children who will develop asthma at school age isdifficult, even in children at risk for atopy. However, children with parental history of asthma or allergies who havefrequent early wheeze, in particular, are at greatly increased risk of asthma and merit close clinical follow-up..
  32. 32. Epidemiologia ClínicaChest. 2005 Feb;127(2):502-8.Early life risk factors for current wheeze, asthma, and bronchial hyperresponsivenessat 10 years of age.Arshad SH, Kurukulaaratchy RJ, Fenn M, Matthews S.Source Department of Respiratory Medicine, University Hospital of North StaffordshireSTUDY OBJECTIVES: We sought to identify early life factors (ie, first 4 years) associated with wheeze, asthma,and bronchial hyperresponsiveness (BHR) at age 10 years, comparing their relative influence for theseconditions.RESULTS: Independent significance for current wheeze occurred with maternal asthma (odds ratio [OR], 2.08;95% confidence interval [CI], 1.27 to 3.41) and paternal asthma (OR, 2.12; 95% CI 1.29 to 3.51), recurrent chestinfections at 2 years (OR, 3.98; 95% CI, 2.36 to 6.70), atopy at 4 years of age (OR, 3.69; 95% CI, 2.36 to 5.76),eczema at 4 years of age (OR, 2.15; 95% CI, 1.24 to 3.73), and parental smoking at 4 years of age (OR, 2.18; 95%CI, 1.25 to 3.81). For CDA, significant factors were maternal asthma (OR, 2.26; 95% CI, 1.24 to 3.73), paternalasthma (OR, 2.30; 95% CI, 1.17 to 4.52), and sibling asthma (OR, 2.00; 95% CI, 1.16 to 3.43), recurrent chestinfections at 1 year of age (OR, 2.67; 95% CI, 1.12 to 6.40) and 2 years of age (OR, 4.11; 95% CI, 2.06 to 8.18),atopy at 4 years of age (OR, 7.22; 95% CI, 4.13 to 12.62), parental smoking at 1 year of age (OR, 1.99; 95% CI,1.15 to 3.45), and male gender (OR, 1.72; 95% CI, 1.01 to 2.95). For BHR, atopy at 4 years of age (OR, 5.38; 95%CI, 3.06 to 9.47) and high social class at birth (OR, 2.03; 95% CI, 1.16 to 3.53) proved to be significant.CONCLUSIONS: Asthmatic heredity, predisposition to early life atopy, plus early passive smoke exposure andrecurrent chest infections are important influences for the occurrence of wheeze and asthma at 10 years of age.BHR at 10 years of age has a narrower risk profile, suggesting that factors influencing wheezing symptomexpression may differ from those predisposing the patient to BHR.
  33. 33. Epidemiologia ClínicaPediatrics. 2004 Feb;113(2):345-50.Does environment mediate earlier onset of the persistent childhood asthmaphenotype?Kurukulaaratchy RJ, Matthews S, Arshad SH.Source The David Hide Asthma and Allergy Research Centre, St Marys Hospital, Newport, Isle of Wight, UK.OBJECTIVE: We investigated the role of environmental and hereditary factors in determining whether persistentchildhood wheezing phenotypes had an early or late onset.METHODS: In a whole population birth cohort (n = 1456), children were seen at birth and at 1, 2, 4, and 10 years. At eachvisit, information was collected prospectively regarding wheeze prevalence and used to classify subjects into wheezingphenotypes. Information on genetic and environmental risk factors in early life was also obtained prospectively, andskin-prick testing to common allergens was performed at 4 years.RESULTS: Early-onset persistent wheezers (n = 125) had wheeze onset in the first 4 years, still present at age 10, whereaslate-onset persistent wheezers (n = 81) had wheeze onset after age 4 years that was still present at 10 years.Multivariate logistic regression analysis identified independent significance only for inherited factors (parental asthma,family history of rhinitis, eczema at 4 years, and atopic status at 4 years) in the development of late-onset persistentwheeze. However, low social class at birth, recurrent chest infections at 2 years, and parental smoking at 2 years plusinherited factors (eczema at 2 years; food allergy at 4 years; maternal asthma, sibling asthma, maternal urticaria, andatopic status at 4 years) demonstrated independent significance for early-onset persistent wheeze.CONCLUSION: Inheritance seems to be of prime significance in the cause of persistent childhood wheeze. Environmentalexposure in early life may combine with this tendency to produce an early onset of persistent wheeze. Absence of theseenvironmental factors might delay but not prevent the onset of wheeze in children with atopic heredity.
  34. 34. Epidemiologia ClínicaEur Respir J. 2003 Nov;22(5):767-71.Predicting persistent disease among children who wheeze during early life.Kurukulaaratchy RJ, Matthews S, Holgate ST, Arshad SH.SourceThe David Hide Asthma & Allergy Research Centre, St Marys Hospital, Newport, Isle of Wight, UK.AbstractThis study sought to determine factors influencing the persistence of early life wheezing up to the age of 10 yrsand to create a score identifying those with the highest risk of persistent disease. Children were seen at birth, 1,2, 4 and 10 yrs in a whole population birth cohort study (n=1,456). Information was collected prospectively onwheeze prevalence and subjects were classified into wheezing phenotypes. Early life genetic and environmentalrisk factors were recorded and skin-prick testing (SPT) was performed at 4 yrs. Independently significant factorsfor persisting wheeze were identified at logistic regression and used to create a score for persistence. Wheezingpersistence from the first 4 yrs to the age of 10 yrs occurred in 37% of early life wheezers. Independentsignificance for persistence was associated with asthmatic family history, atopic SPT at 4 yrs and recurrent chestinfections at 2 yrs, whilst recurrent nasal symptoms at 1 yr conferred reduced risk. A cumulative risk score usingthese factors identified wheezing persistence in 83% scoring 4 and transience in 80% scoring 0. Thus, acombination of genetic predisposition, early life atopy and recurrent chest infections favours the persistence ofearly life wheezing. Risk scores using such knowledge could provide prognostic guidance on the outcome ofearly wheeze.
  35. 35. Epidemiologia Clínica Artigo importante anterior à buscaAm J Respir Crit Care Med. 2000 Oct;162(4 Pt 1):1403-6.A clinical index to define risk of asthma in young children with recurrent wheezing.Castro-Rodríguez JA, Holberg CJ, Wright AL, Martinez FD.SourceRespiratory Sciences Center, University of Arizona, College of Medicine, Tucson, Arizona, USA.AbstractBecause most cases of asthma begin during the first years of life, identification of young children at high risk ofdeveloping the disease is an important public health priority. We used data from the Tucson ChildrensRespiratory Study to develop two indices for the prediction of asthma. A stringent index included frequentwheezing during the first 3 yr of life and either one major risk factor (parental history of asthma or eczema) ortwo of three minor risk factors (eosinophilia, wheezing without colds, and allergic rhinitis). A loose indexrequired any wheezing during the first 3 yr of life plus the same combination of risk factors describedpreviously. Children with a positive loose index were 2.6 to 5.5 times more likely to have active asthmabetween ages 6 and 13 than children with a negative loose index. Risk of having subsequent asthma increasedto 4.3 to 9.8 times when a stringent index was used. We found that 59% of children with a positive loose indexand 76% of those with a positive stringent index had active asthma in at least one survey during the schoolyears. Over 95% of children with a negative stringent index never had active asthma between ages 6 and 13. Weconclude that the subsequent development of asthma can be predicted with reasonable accuracy using simple,clinically based parameters.
  36. 36. Epidemiologia Clínica4.Análise da qualidade do material selecionado • Para analisar a literatura científica é necessário: – Ter objetivos bem claros – Ter temas e perguntas bem definidos e – Saber a que se destinam as publicações selecionadas – Saber analisar a metodologia e conhecer os níveis de evidência científica
  37. 37. Epidemiologia Clínica• Todos os artigos têm algum grau de evidência científica, mas nem sempre ela é totalmente confiável.• A força e a qualidade das evidências estão relacionadas ao tipo de delineamento de estudo.
  38. 38. Epidemiologia Clínica• Analisando a pesquisa encontraram-se apenas artigos relevantes, provenientes, na sua maioria de estudos de coorte.• Atualmente, as várias organizações de saúde (OMS, American College of Physicians, UptToDate, Cochrane Collaboation), utilizam o Sistema GRADE (Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation) para emitir recomendações (BMJ 2008;336:924 ).• Sistema GRADE: Uma proposta que combina a força da recomendação e qualidade da evidência para orientar quais condutas devem ser adotadas ou evitadas na prática clínica.
  39. 39. Epidemiologia Clínica
  40. 40. Epidemiologia Clínica 5. Identificação das conclusões que têm repercussão na prática médica• Aplicação dos resultados à duvida gerada pelo atendimento do paciente.• Baseado nas informações encontradas poder-se-ia dizer, respondendo a angustia da mãe que existe, nas condições da pergunta, risco maior do seu filho vir a apresentar asma no futuro, com razoável nível de evidência científica.
  41. 41. Epidemiologia ClínicaMelhoramos?

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