Apresentação no IV Encontro de Gestores Hoteleiros (EISEG)

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Serve o presente para sintetizar os acontecimentos do dia 26 de Novembro de 2010, dia em que se realizou o IV Encontro de Gestores Hoteleiros no auditório da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, subordinado aos temas Redes Sociais e Low Cost e a sua influência nos sectores da Hotelaria e do Turismo nos dias que correm.

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Apresentação no IV Encontro de Gestores Hoteleiros (EISEG)

  1. 1. IV E NCONTRO DEG ESTORES H OTELEIROSMemory BookServe o presente para sintetizar os acontecimentos do dia 26 deNovembro de 2010, dia em que se realizou o IV Encontro de GestoresHoteleiros no auditório da Escola Superior de Estudos Industriais e deGestão, subordinado aos temas Redes Sociais e Low Cost e a suainfluência nos sectores da Hotelaria e do Turismo nos dias que correm.Os alunos do 3.º ano do curso de Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira
  2. 2. IV ENCONTRO DE GESTORES HOTELEIROS Memory Book Para mais tarde recordar… APRESENTAÇÃO No dia 26 de Novembro realizou-se em Vila do Conde, na ESEIG-IPP -- EscolaSuperior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto -- o IVEncontro de Gestores Hoteleiros. Este é um evento anual organizado pelos alunos do cursode Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira leccionado na referida instituição eque este ano se debruçou sobre o impacto das viagens Low Cost e das redes sociais nomercado hoteleiro nacional. No Encontro participaram a estudantes de cursos relacionados com a exploraçãohoteleira, professores e profissionais da área. Oradores com experiência nas mais diversasactividades prestaram o seu testemunho sobre as transformações que ocorrem nos dias dehoje nas formas de viajar e de vender o produto hoteleiro. Voos a preços mais acessíveis e àdistância de um clique, a possibilidade de promover o produto cada vez mais próximo do 1
  3. 3. cliente e a rapidez e facilidade com que circula a informação e se partilham experiências eopiniões relacionadas com a estadia num estabelecimento, através da Internet, são algunsdos pontos cujo impacto na oferta e na procura foi discutido. No final de cada painel, como vem acontecendo nos Encontros anteriores, abriu-se otradicional espaço à troca de ideias e colocação de questões por parte do público. O eventoterminou com um Coffee End para todos os participantes nas instalações do curso de Gestãoe Administração Hoteleira. SECRETARIADO Tendo aberto as portas às 9h30m, o auditório Luís Soares contou com a presença de xxx pessoas. 2
  4. 4. SESSÃO DE ABERTURA O Evento iniciou com um discurso doMestre-de-Cerimónias Tito Coelho, tendo estepassado a palavra à Dr.ª Andrea Silva,Vereadora da Acção Social da C.M. da Póvoa deVarzim, ao Dr. José Aurélio Baptista, Vereadordo Turismo da C.M. de Vila do Conde, àpresidente de IPP, Dr.ª Rosário Gamboa, aoVice-Presidente da ESEIG, Venceslau Correiae ao Coordenador do Curso de Licenciatura emGestão e Administração Hoteleira, Dr. LuísCorreia. 3
  5. 5. 1.º PAINEL: REDES SOCIAIS O painel de convidados da manhã dedicou-se ao tema Redes Sociais na Hotelaria.Os oradores convidados foram Raquel Costas, Henrique Henriques e Olivier Soares. Estesforam apresentados pelo moderador Eng.º Ricardo Queirós, docente da ESEIG. 4
  6. 6. RAQUEL COSTAS Raquel Costas obteve a sua formação académica na Escola Superior de Hotelaria eTurismo da Corunha e na Universidade Politécnica de Madrid. Grande parte da suacarreira foi dedicada à cadeia Sol Meliá, tendo-se especializado na área de RevenueManagment. Actualmente exerce funções de Revenue Manager no Hotel Meliá Gaia Porto. Dona de uma simpatia incrível, a sua apresentação inicia-se com uma tentativa de obter uma visão sobre a opinião da assistência acerca das redes sociais: serão estas uma moda? Os participantes dividiam-se, mas a tendência era para a aceitação das redes sociais como uma mera moda. A apresentação segue-se com uma série de dados estatísticos sobre a propagação dainformação online e a oradora aponta para um facto pertinente: um comentário negativonuma rede social pode desencorajar trinta potenciais clientes! Após todo o estudo feito aolongo da apresentação, a pergunta inicial repete-se: serão as redes sociais uma moda?Restam agora entre a assistência menos dúvidas. As redes sociais vieram para ficar. Aquestão que realmente importa é a seguinte: estamos preparados? 5
  7. 7. HENRIQUE HENRIQUES Ligado à hotelaria desde 1992, desde 2004 que Henrique Henriques se dedica à áreade e-Comerce e Revenue Management. Membro conselheiro do Utell Advisory Board, éorador convidado em diversas conferências internacionais sobre e-Turismo e e-Commerce,sendo também formador e consultor em Distribuição Online, e-Comerce e RevenueManagement. É Director Geral da entidade Hotel Distribution Management, empresadedicada à gestão e assessoria para hotelaria de vendas através de mercado electrónico. A sua apresentação começa com a visualização do vídeo Social Media Revolution,disponível no Youtube. Após este momento, Henrique Henriques dirige-se para mais pertodo público e explica que nas universidades dos Estados Unidos da América se formasobretudo empreendedores, enquanto das universidades portuguesas saemmaioritariamente trabalhadores. É apelado então à assistência que cultive oempreendedorismo na sua vida profissional. Reflecte-se sobre a definição de redes sócias, redes sociais virtuais e sobre a origemdas mesmas. Com o final da apresentação, fica claro que as empresas têm que estar nasredes sócias, devendo seguir a máxima: utilizar com moderação. 6
  8. 8. OLIVIER SOARES Olivier Soares iniciou a sua formação no Liceu francês Charles Lepierre efrequentou a Florida State University. Desempenhou diversas funções de consultadoria emEspanha, França, Holanda, tendo mais tarde regressado a Portugal. Actualmente éresponsável pelas orientações estratégicas do Hotel Baía em Cascais. É também criador dapágina “Turismo 2.0 -- Pensar Online” na Rede Social Facebook, que actua como umMicroblog que visa revelar as novas tendências, estudos de caso e informação. Olivier Soares começa por enquadrar o tema em discussão na actualidade. Se éverdade que, neste momento, muito se escreve sobre o assunto, o orador aponta para umfuturo próximo em que deixar-se-á de falar de redes sociais. Não se trata de uma tendência,mas sim de um fenómeno e dentro de um ano, as redes sociais farão parte da nossa vida deforma tão intrínseca que este passará a ser um não-tema. É nas redes sociais queencontramos o consumidor, logo as empresas terão que lá estar também. O orador repeteinsistentemente o lema “if you’re not fast, you’re food!”, lembrando os participantes do IVEGH de que, mais do que nunca, na Era digital, se não acompanharmos as mudanças,seremos ultrapassados. O tempo que se segue é dedicado a uma ampla análise dascaracterísticas, potencialidades e ameaças que esta nova ferramenta de marketing nosapresenta. 7
  9. 9. 1.º PAINEL: QUESTÕES LEVANTADASCom o final das apresentações da manhã, abre-se espaço à colocação de questões por partedos participantes na assistência. Entre as questões discutidas encontramos as seguintes:  Serão as redes sociais uma moda?  Serão as redes sociais “anti-sociais”?  Poderão as redes sociais tornar-se um vício?  Será possível obter retorno efectivo das redes sociais? 8
  10. 10. 2.º PAINEL: LOW COSTO painel de convidados da tarde dedicou-se ao tema Low Cost. Os oradores convidadosforam Paulo Silva, José Boavista, José Carvalho e Gavin Eccles. Estes foram apresentadospela moderadora Prof. Teresa Pataco, docente da ESEIG. 9
  11. 11. PAULO SILVA Licenciado em Turismo pelo ISAG e com licença de piloto comercial europeia eamericana, Paulo Silva foi assistente na Portway Handling Portugal, desempenhandofunções como check-in, supervisão de check-in, lost and found, ticketing, load controloperações e rampa. Todas estas funções foram desempenhadas em multi-companhias, desdeempresas de low cost a empresas de bandeira. Actualmente é piloto oficial da companhiaPGA – Portugal Airlines. A sua apresentação foi particularmente esclarecedora no que toca às diferençasentre viajar numa companhia Low Cost e numa companhia de bandeira. O orador começoupor desmistificar a ideia que os voos Low Cost oferecem menor segurança: existefiscalização que assegura os interesses do consumidor. A principal diferença entrecompanhias tradicionais e aviadoras como a Ryanair e a Easyjet prende-se com o lema “LowCost, No Frills” – o viajante paga menos, mas tem direito a menos “luxos”. Os custos sãoreduzidos em tudo o que for possível: tripulações, transportes, estadias, etc. Após uma exploração pormenorizada dos casos práticos da Ryanair e da TAP AirPortugal, Paulo Silva aponta para um futuro em que as companhias Low Cost procurarãonovos mercados e as companhias de bandeira serão objecto de grandes fusões e seconcentrarão em nichos de mercado específicos. 10
  12. 12. JOSÉ BOAVISTA E JOSÉ CARVALHO José Boavista possui uma licenciatura em Economia pela FEP, uma pós-graduação em Gestão e Marketing e um MBA em Finanças pelo Instituto de EstudosSuperiores Financeiros e Fiscais. Actualmente exerce funções de Assessor do conselho deadministração do Hospital São João e compõe a direcção do Porto Spot Hostel. José Carvalho é também licenciado em Economia pela FEP. Desempenhoufunções de analista de crédito, controlo de gestão ao nível da Direcção Comercial Norte egestor de conta PME no BES. Mais tarde, integra o ABN AMRO Bank NV comoRelationship Banker. Actualmente compõe a direcção do Porto Spot Hostel.O Hostel é uma unidade de alojamento local de quartos partilhados a baixo custo, quepossibilita a mobilidade a um grande número de pessoas que de outra forma não poderiaviajar. As diversas áreas comuns, que incluem uma cozinha, proporcionam uma ricapartilha de experiências e convívio entre os hóspedes. Associados à nova dinâmica da BaixaPortuense, a recuperação de imóveis é outro dos princípios defendidos pelo Porto SpotHostel. A profissionalização deste modelo de negócio é apontada como umaoportunidade. Os serviços que num hotel tradicional encontraríamos no quarto sãotransferidos para áreas comuns, promovendo a convivência. A própria relação Staff-clienteé alvo de uma grande aproximação: a avaliação dos colaboradores depende directamente dograu de diversão do cliente. Em suma, os oradores defendem que os preços baixos não são ofactor de sucesso fundamental. O hostel, mais do que alojamento, “é uma experiência”. 11
  13. 13. GAVIN ECCLES Consultor associado da Neoturis, Gavin Eccles possui uma vasta experiênciaem Marketing e Planeamento Estratégico nos sectores da Aviação, Hotelaria e Turismo. Foiresponsável pelo sucesso dos planos de marketing, comunicação e desenvolvimentoestratégico de empresas como American Airlines, United Airlines, Méridian e MarriotHotel, bem como do Turismo de Londres (Visit London). Com uma apresentação intitulada “Low Cost Growth – Rethoric vs Reality”,Gavin Eccles começa por esclarecer que Low Cost não é sinónimo de turismo barato ou defraca qualidade. Enquanto nos últimos anos antes do aparecimento das companhias LowCost, o número de voos mantinha-se constante, este aumentou exponencialmente com aintrodução de voos a preços mais baixos pelas novas aviadoras. Actualmente, cerca de 50%do tráfego corresponde a companhias Low Cost. Gavin Eccles apresenta os casos particulares do Porto e do Algarve. Nesteúltimo, as companhias de bandeira vêem a operar cada vez menos, mais dirigidas a umpúblico MICE e a voos de distâncias maiores. Alerta-se para o facto de grande parte dopúblico de companhias como Ryanair ou Easyjet se situarem no segmento de mercado VFR(Visiting Friends and Relatives), dos quais uma percentagem significativa possui segundacasa no destino ou alojam-se com familiares. O resultado é um forte aumento do tráfegoaéreo, mas uma preocupante diminuição das dormidas em hotéis. A adaptação a estasmudanças poderá passar por uma série de oportunidades enumeradas na parte final daapresentação. 12
  14. 14. 2.º PAINEL: QUESTÕES LEVANTADAS Com o final das apresentações da tarde, abre-se espaço à colocação de questões porparte dos participantes na assistência. Entre as questões discutidas encontramos asseguintes:  Quais são as dificuldades apresentadas ao registo de um Hostel?  Qual é a base de procura dos recursos humanos de um Hostel?  Quais são as maiores dificuldades na abertura de um Hostel?  Em que medida a colocação ou não de beliches tem influência na relação entre o custo de produção e a oferta? 13
  15. 15. COFFEE END No final de um longo dia em que se discutiu de forma produtiva temasimportantes na actualidade para o sector da hotelaria, todos os intervenientes reuniram-seno restaurante do curso de Gestão e Administração Hoteleira. Terminou assim em forma deconvívio o IV Encontro de Gestores Hoteleiros. Ainda, após entrega dos inquéritos preenchidos pelos participantes,realizou-se no restaurante de aplicação do curso de Licenciatura em Gestão eAdministração Hoteleira, um sorteio, sendo o prémio um almoço no Evento Gastronómico“Ao Encontro dos Sabores III”, num dia à escolha do vencedor. 14
  16. 16. AGRADECIMENTOS Após mais um caminho percorrido no âmbito escolar e, por acréscimo, no campopessoal, desta vez ganhando competências a nível da organização de eventos, os alunos do3.º ano do curso de Licenciatura em Gestão e Administração Hoteleira agradecem: Ao Dr. Flávio Ferreira, presidente da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, porpossibilitar a organização, por parte dos alunos, de eventos deste género, demonstrando, com isto, termuita confiança nos mesmos. À Professora Doutora Emanuelle Pimentel, pela competência com que nos orientou nestetrabalho, pelo tempo que generosamente dedicou transmitindo os melhores e mais úteisensinamentos, com paciência e confiança e pela sua crítica sempre tão atempada e construtiva. Aos oradores participantes, que fizeram com que fosse possível realizar este IV Encontro deGestores Hoteleiros, ao apresentar o seu testemunho relativamente aos temas propostos, permitindouma partilha de conhecimento entre os alunos do curso de Gestão e Administração Hoteleira e estes, eentre toda a comunidade que participou no evento e os mesmos. Aos moderadores, que tão bem desempenharam o seu papel, possibilitando cumprir horários,o respeito das demais regras, entre outros. Aos nossos Apoios, que depositaram a sua confiança neste evento, dando força e alento atodos os alunos para progredirem com o seu trabalho. Aos restantes participantes do IV Encontro de Gestores Hoteleiros, sem os quais nenhum esforçoseria viável, pois foi para estes que trabalhámos no sentido de dar o nosso melhor e contribuir para oseu conhecimento. Ao Eng.º Marco Ascensão, pelo empréstimo de e pelo depósito de confiança sobre os demaismateriais de comunicação existentes no auditório Luís Soares e que, neste dia, ficaram inteiramenteentregues aos alunos. Aos docentes das Unidades Curriculares do curso de Gestão e Administração Hoteleira daESEIG-IPP pelo apoio, dedicação, críticas construtivas, ajuda e pela força que nos proporcionarampara seguir em frente. A todas as entidades que, embora não pudessem estar presentes neste dia, fizeram um esforçopara nos ajudar a conseguir atingir os nossos objectivos. A toda a comunidade da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, pela amizade, apoioe trabalho. A todos, um muito obrigado. 15
  17. 17. APOIOS Câmara Municipal de Vila do Conde Câmara Municipal da Póvoa de Varzim . Instituto Politécnico do Porto -Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão . 16

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