Poemas selecionados em Uberlândia - Siomar Rodrigues de Sousa
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Poemas selecionados em Uberlândia - Siomar Rodrigues de Sousa

on

  • 1,087 views

.

.

Statistics

Views

Total Views
1,087
Views on SlideShare
852
Embed Views
235

Actions

Likes
0
Downloads
1
Comments
0

2 Embeds 235

http://siomarpoesiaslivros.blogspot.com.br 211
http://siomarpoesiaslivros.blogspot.com 24

Accessibility

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Poemas selecionados em Uberlândia - Siomar Rodrigues de Sousa Poemas selecionados em Uberlândia - Siomar Rodrigues de Sousa Document Transcript

  • ANTOLOGIA PESSOAL POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia POEMAS SELECIONADOS EM UBERLÂNDIA A foto da capa e da contra-capa, foi tirada pelo autor em janeiro de 2010, no 22º andar do Edifício Sandoval Guimarães na Praça Tubal Vilela, tendo como foco o belo e esférico prédio das Lojas Americanas (Antiga fábrica de balas Imperial na década de 60), e o magnífico verde no hiper-centro da cidade e na contracapa em cima e a esquerda contempla-se o eucalipto da portaria no bairro Mansões Aeroporto, cuja primeira chácara da entrada pertence ao poeta desde 1980. SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA Gráfica Roma 2010 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 1 1 2/8/aaaa 22:14:53
  • Siomar Rodrigues de Sousa Copyright 2010 - Siomar Rodrigues de Sousa FICHA TÉCNICA FOTO DA CAPA E ARTE SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA REVISÃO ORTOGRÁFICA Prof. Tasso de Abreu (Autor do livro Gramática Explicativa da Língua Portuguesa) PROJETO GRÁFICO Gráfica Roma EDITORAÇÃO GRÁFICA Cristiane Oliveira Tiragem - 1.000 exemplares SOUSA, Siomar Rodrigues de. POEMAS SELECIONADOS EM UBERLÂNDIA / Siomar Rodrigues de Sousa - Uberlândia, 2010 136 p. 1. Literatura Brasileira - Poemas. I. Título ISBN: número a definir Contato com o autor: Rua Cel. Antônio Alves Pereira, 546 - Centro CEP 38400-104 - Uberlândia - MG - Brasil - América do Sul Tel. (34) 9126-0318 Todos os direitos em língua portuguesa, no Brasil, reservados de acordo com a lei. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação ou informação computadorizada, sem permissão por escrito. Composto e impresso no Brasil Printed in Brazil 2 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 2 2/8/aaaa 22:14:53
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia O autor dedica este livro e presta justa homenagem, à excelente empresa IVAN NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS, pela magnífica contribuição no desenvolvimento da produção cultural em Uberlândia, Minas Gerais, e no reconhecimento do potencial do artista uberlandense. 3 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 3 2/8/aaaa 22:14:53
  • Siomar Rodrigues de Sousa O POETA E HISTORIADOR SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA, PRESTA JUSTA HOMENAGEM AOS TRÊS PODERES MUNICIPAIS; EXECUTIVO, JUDICIÁRIO E LEGISLATIVO NA SEGUINTE FORMA: EXECUTIVO ODELMO LEÃO CARNEIRO – PREFEITO MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA. JUDICIÁRIO JOEMILSON DONIZETTI LOPES – DIRETOR DO FORO. LEGISLATIVO CÂMARA MUNICIPAL DE UBERLÂNDIA HÉLIO FERRAZ – PRESIDENTE. ADICIONALDO CARDOSO MÁRCIO NOBRE ADRIANO ZAGO MISAC LACERDA CARLITO CORDEIRO MURILO FERREIRA CÉLIO MOREIRA NORBERTO NUNES DELFINO RODRIGUES PASTOR LEANDRO DOCA MASTROIANO PROFESSOR NEIVALDO ESTEVÃO BITTAR RONALDO ALVES GILMAR PRADO VILMAR REZENDE HÉLIO FERRAZ WILLIAN ALVORADA JERÔNIMA CARLESSO WILSON PINHEIRO LIZA PRADO 4 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 4 2/8/aaaa 22:14:53
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia DEPOIMENTO Siomar Rodrigues de Sousa é o poeta com o maior número de obras literárias publicadas no Brasil Central. Sua produção, é diversificada: livros, vídeos, long-play’s, cd’s, posters e dvd’s. Criou estilo único na composição de poemas na América do Sul. Foi líder no Brasil Central na confecção de poemas em discos, vídeos e dvd’s. Pioneiro na formação de grupos literários no Triângulo Mineiro e região. A partir de 1960, com apenas vinte e cinco anos, formou vários partidos políticos em Uberlândia-MG, e com coragem de guerreiro, enfrentou a ditadura militar do General Humberto Castelo Branco. (Foi líder da oposição no Triângulo Mineiro - PMDB). Foi candidato a Deputado Estadual mais novo do Brasil em 1966, e lançou o candidato a Prefeito de Uberlândia Lourival Rodrigues de Sousa, com apenas 21 anos de idade, sendo o mais jovem na história política do Triângulo Mineiro. Em 1998 foi candidato a Prefeito Municipal de Uberlândia-MG. O poeta teve múltiplas atividades; Escritor, empresário, historiador, funcionário público no Governo Federal, Estadual e Municipal; Político, cineasta na produção de vídeos e dvd’s com poemas, som e imagem. Sua poesia é romântica, repleta de ternura, amor e respeito ao ser humano. Nela combate os crápulas, os corruptos, que levaram a falência à sociedade brasileira. O escritor pertence a uma família de desbravadores. Seu pai, Sidney Rodrigues de Sousa, na década de 50, ajudou a construir caminhos, vilas, cidades, transportando mercadorias para Goiás e Mato Grosso. Em 1958 o poeta viajou para Mato Grosso, testemunhou o fato histórico; E verificou que os simples e antigos lugarejos, se transformaram em grandes cidades na região. Seu primo pelo lado paterno, LAURENTINO MARTINS RODRIGUES, em 1943, deu início ao povoado, que em 1953, seria 5 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 5 2/8/aaaa 22:14:53
  • Siomar Rodrigues de Sousa emancipado, transformando-se na cidade goiana de GOIANÉSIA, sendo o fundador do Município. O poeta pelo lado materno, descende da família Vellasco, que contribuiu na transformação de Goiás, antiga capital do Estado. Siomar Rodrigues de Sousa, jamais foi conservador. Sempre buscou mudanças a procura de novos valores, para o desenvolvimento do Brasil. Foi como Bartolomeu Bueno da Silva, (o Anhanguera), e Fernão Dias Paes Lemes, um Bandeirante, a procura de novos rumos na construção de um mundo novo. Combatido, amado, perseguido, sempre seguiu avante na conquista de tudo aquilo, que acreditava. Foi derrotado várias vezes na luta desproporcional, mas se erguia e seguia seu objetivo, que seria a conquista do ideal na complementação de seus sonhos. Entre vitórias e derrotas, conseguiu na somatória de tudo, um saldo positivo no desempenho cultural da nação, contribuindo de forma expressiva, para a formação cultural e cívica do povo Brasileiro. Siomar Rodrigues de Sousa nunca foi omisso nas questões sociais do Brasil. É um ser humano que jamais passou despercebido. Foi amado ou odiado, nunca esquecido. É um poeta, que certamente ficará na história literária do Brasil, pela sua poesia, pela sua liderança na construção de novos rumos, para a literatura na região Central do Brasil. Siomar Rodrigues de Sousa, nunca se esquivou nas questões sociais do Brasil, e considera a omissão um crime contra a sociedade, favorecendo sua decomposição. Sempre foi combativo, intransigente na defesa dos menos favorecidos e espoliados. Seu estilo relembra as sábios palavras de Theodoro Roosevelt, filósofo e Ex-Presidente dos Estados Unidos da América do Norte: “È muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glorias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta, que não conhece vitória e nem derrota”. O poeta fundou várias entidades culturais e a Academia de Letras, 6 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 6 2/8/aaaa 22:14:53
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Artes e Música da América do Sul no ano de 2000 (Alamas), ainda sem atividade. Visa a fermentação cultural e política da América do Sul. Seu estatuto previa a formação da Confederação de Nações da América do Sul, com moeda única, Parlamento, semelhante à União de Estados da Europa, já com 25 países; Finalmente no ano de 2008 foi criada a UNASUL sonhada pelo autor. O poeta Siomar Rodrigues de Sousa tem um sonho, que seria a criação do Governo Mundial (A união dos Estados Confederados). Povos unidos, sem guerras, exércitos, onde todos recursos seriam aplicados para a paz e felicidade do ser humano na terra. Sua devoção por Brasília é notável, sendo que a maioria de seus títulos literários, leva o nome da nova Capital do Brasil e de seu fundador Juscelino Kubitschek de Oliveira, que em vida, nutria pelo poeta uma enorme admiração, tendo inclusive afirmado: Siomar, em sua poesia encontrei versos de profunda beleza. Siomar Rodrigues de Sousa, é um poeta de mão cheia como disse o escritor Gustavo Dourado, Presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Ronaldo Cagiano afirmou: Siomar Rodrigues de Sousa é um autor vocacionado, para o oficio, integrando aquela parcela de altruístas, que defendem a poesia com todas as suas armas, como um Quixote a mover o mundo, para defender a poesia. Tasso de Abreu, autor do livro “Gramática Explicativa da Língua Portuguesa” assim se expressou: A obra de Siomar vislumbra valor, elegância de estilo e conteúdo poético de primeira categoria. Bernardo Elis Fleury Curado, da Academia Brasileira de Letras assim se referiu: Siomar, velho amigo de Goiânia e Brasília, poeta e homem realizador, a estima e minha eterna admiração. O poeta e historiador Siomar Rodrigues de Sousa, foi o autor da minuta e da ação no projeto de lei que deu origem ao primeiro tombamento histórico de Uberlândia (Prédio da antiga Câmara Municipal e da Prefeitura 7 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 7 2/8/aaaa 22:14:53
  • Siomar Rodrigues de Sousa Municipal). Projeto de lei apresentado pelo vereador Ângelo Cunha Neto e sancionado pelo Prefeito e líder Virgílio Galassi, que inicialmente destinou o imóvel, PARA O MUSEU HISTÓRICO, CULTURAL E POLÍTICO DE UBERLÂNDIA) fundado pelo cientista social Siomar Rodrigues de Sousa em 1978, e oito anos após por motivos não éticos e de ciumeira, tal doação foi cancelada, através de mudança da lei e o imóvel foi destinado, para o município e recebeu o nome de MUSEU HISTÓRICO MUNICIPAL. Siomar é incomum, guerreiro, honesto, valente, transparente e sobretudo gente de bem. Ele é o poeta da nova geração de Brasileiros. A história irá conferir, é só esperar. Sua poesia é como vinho; Quanto mais velho melhor. TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA Historiador – Poeta (Rio de Janeiro - RJ) 8 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 8 2/8/aaaa 22:14:53
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia PENSAMENTOS É melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que não gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta, que não conhece vitória nem derrota. Theodore F. D. Roosevelt (Ex-Presidente dos Estados Unidos da América do Norte) O poeta ou o artista, que pratica a cultura no interior do Brasil, sem objetivo econômico, e é movido pelo supremo ideal na transformação do homem e do mundo, pode e deve ser considerado um arcanjo, principalmente pelo fato de que nosso planeta terra, está perdido entre o bem e o mal. Siomar Rodrigues de Sousa Diga-me o tamanho de teu desejo e eu te direi o tamanho de teu sofrimento Siomar Rodrigues de Sousa O caráter se reflete na conduta, tal qual a imagem no espelho. Siomar Rodrigues de Sousa O conselho sábio de uma mãe, é tão útil como um copo de água fresca no deserto. Siomar Rodrigues de Sousa Diga-me o tamanho do teu dinheiro e eu te direi o tamanho do teu conforto. Siomar Rodrigues de Sousa O sol dos grandes gênios, só brilha sobre a rampa dos campanários. Autor desconhecido IMPORTANTE O autor possui 321 poemas, produzidos ao longo de 50 anos de vida poética; Neste livro o poeta selecionou na sua opinião os melhores com nota dez. 9 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 9 2/8/aaaa 22:14:53
  • Siomar Rodrigues de Sousa 46 Obras Literárias 01 – 10 Poetas no Brasil Central livro 02 – Poemas (compact) disco 03 – Poemas (compacto) disco 04 – Poemas (acetato) disco 05 – Poemas (acetato) disco 06 – Poemas para amar em Brasília livro 07 – Antologia dos poetas de Brasília LP 08 – Romance em Brasília LP 09 – Siomar e Brasília LP 10 – Primavera em Brasília LP 11 – Poemas em poster azul quadro 12 – Poemas em poster verde quadro 13 – Poemas em poster vermelho quadro 14 – Poemas em poster preto quadro 15 – Poesias de Uberlândia – partic. livro 16 – Poetas do Brasil (Coletânea M. Editora)) livro 17 – Poemas para o coração vídeo 18 – Poemas para amar vídeo 19 – Poemas para sonhar vídeo 20 – Poemas em êxtase vídeo 21 – Poetas de Uberlândia vídeo 22 – Siomar Rodrigues de Sousa vídeo 23 – Poetas do Brasil vídeo 24 – 3 poetas em família vídeo 25 – Poemas para os namorados vídeo 26 – Poetas de Brasília CD 27 – Siomar e Caldas Novas CD 28 – CTC e Caldas Novas CD 29 – Poetas de Uberlândia CD 30 – Poemas reunidos (na internet) CD-Rom 31 – Siomar e Brasília livro 32 – Poemas para o coração DVD 33 – Poemas para amar DVD 34 – Poemas para sonhar DVD 35 – Poemas em êxtase DVD 36 – Poetas de Uberlândia DVD 37 – Siomar Rodrigues de Sousa DVD 38 – Poetas do Brasil DVD 39 – 3 Poetas em família DVD 40 – Poemas para os namorados DVD 41 – Poemas para amar a mulher brasileira livro 42 – Poesias em Uberlândia livro 43 – Poemas selecionados em Uberlândia livro 44 – Poemas reunidos (55 anos de poesia) livro 45 – Minha luta (História Política e Cultural) livro 46 – Poemas da juventude livro 1965 1967 1967 1967 1967 1972 1972 1972 1972 1972 1978 1978 1978 1978 1986 1990 1996 1997 1997 1997 1998 1998 1998 1998 1998 2001 2001 2001 2002 2002 2002 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2004 2008 2009 2010 inédito inédito inédito 10 10 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 10 2/8/aaaa 22:14:54
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia AMOR, SOMENTE O AMOR Amor, só tu, amor, tens o direito supremo de penetrar no jardim florido de meu peito, em loucos delírios, e viver, para sempre, no reino encantado da poesia. Só tu, amor, que desces em longas espirais das brancas estrelas do infinito em ondas de energia, luz e paz, és capaz de estraçalhar fibras e moléculas de meu coração, em preces de devoção e renúncia, em cântico dos cânticos na sinfônica natureza em noite enluarada. Só tu, amor, jorrando dos olhos verdes da mulher amada, tens o poder real e sacrossanto de levar lágrimas virgens a meus olhos tristes, fiel escravo da mãe natureza, no seu mais puro êxtase. Só tu, amor, só tu e ninguém mais, na comédia do mundo, és capaz de transformar meu espírito de mendigo a Rei e de Rei a mendigo, de transformar em meu peito o triste no belo e o belo no triste, na lógica reação da mais sublime e terna emoção, o amor. 11 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 11 2/8/aaaa 22:14:54
  • Siomar Rodrigues de Sousa Só tu, amor, só tu conseguiste a unificação do homem na terra azul, só tu foste capaz de mover a roda da história de encontro ao futuro, só tu foste o fecundador do espírito de Deus, antena de luz e paz, ternura d’alma. Só tu, amor, foste o dínamo propulsor do gênio de meu viver... se vivo é só na louca esperança de um dia poder encontrar-te, em êxtase, na fascinação que produz os lábios vermelhos da loura virgem de olhos azul-atlântico. Só tu, amor, unificaste o universo e na tua forçagravitacional giram todas as brancas estrelas do infinito. Tu foste para mim, amor, a beleza, o ideal perfeito, o anjo bom de brancas asas que, descendo do céu azul foste capaz de arrebentar fibras de meu peito solitário em loucos suspiros de renúncia e perdão. Só tu, amor, só tu nascerás pela manhã numa canção de luz e paz, sob o gorjeio sinfônico da passarada em festa e renascerás triunfante na solidão da madrugada. Só tu, amor, só tu e ninguém mais foste tanto para mim, quando procurando te encontrei no gorjear do sabiá, em tardes douradas, embriagando-me na tua doce sinfonia; foste o tudo e o nada, quando buscando-te não te encontrei na solidão das noites frias e sem luar. 12 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 12 2/8/aaaa 22:14:54
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Eu te amo, amor, tu que és ondas de energia e luz, porque eu e tu somos gêmeos, somos unidade em espírito e carne, na luz infinita e imortal do universo, que borda em mil sonhos a força potente e dinâmica de minh’alma pioneira; Foste tu, amor, só tu, amor, que habitas o sorriso infantil das rosadas crianças infantes do futuro, que amo acima de todos os altares, na catedral florida de meus sonhos, perdidos na amplidão do firmamento eterno. Foste tu, amor, que germinaste o galopar do vento errante, que corre qual louco corcel pelas verdes campinas em festa. Foste tu, amor, que ao cair das tardes morenas, sob o gorjear da triste araponga, vai levar de mansinho o teu doce beijo às flores silvestres nos jardins coloridos da serra. Foste tu, amor, só tu, amor, que fecundaste a natureza, criando vida, multiplicando existência, gerando o presente, o passado e o futuro; Só tu, amor, só tu que nas louras primaveras foste capaz de fecundar verdes campos em flor com teu hálito divino; Só tu borda em mil contrastes a sublimidade dos verdes bosques e tornas o chão salpicado de mil cores, folhas mortas, vermelhas e amarelas, que caem das árvores frondosas no jardim da existência, fonte de todo amor da vida, germe de tudo e do nada; Só tu, amor, 13 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 13 2/8/aaaa 22:14:54
  • Siomar Rodrigues de Sousa no calor de tua humildade levas o fogo da felicidade a todos aqueles que, em tardes musicadas, sob o gorjear da passarada, se querem, se abraçam, se beijam, incendiando o espírito, à sombra fresca dos laranjais. Só tu, amor, só tu irás acompanhar-me ao derradeiro abrigo em túmulo frio, onde eu e tu, na unidade da essência universal, fecundaremos com o germe de nosso ser estrelas solitárias na eternidade do infinito, gerando mil sóis a iluminarem o universo de Deus. 14 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 14 2/8/aaaa 22:14:54
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia VERSOS À UM FUTURO FILHO (Ao filho Dr. Alexandre Magno Masini de Sousa) Meu filho, meu adorado filho, tu que ainda não vieste à vida, tu que já foste filho do tempo e do espaço, tu que já foste átomo e molécula desintegrada dentro do vazio e da amplidão do cosmo, tu que já foste partícula elétrica do universo, tu que ainda não fôste-gerado no cômico teatro do viver e que dormirás no útero virgem da donzela. Meu filho, meu adorado filho, tu que és adorado e amado antes da comédia física, tu que és velho como os antigos deuses, tu que já viveste no Sudão, no Iraque, na Rússia e no Egito, tu que já sofreste nas caminhadas longas do passado. tu que já foste rico, plebeu, desgraçado, feliz e hipócrita nas etapas compridas das encarnações remotas e no berço das sucessivas vidas de outras eras, tu que foste átomo e serás espírito fecundado no seio virginal da donzela e que serás amado pela mãe, que ambos desconhecemos. Meu filho, meu adorado filho, germe do espaço, filho das forças cosmonais, filho oculto do Deus, que não conheces e que teu pobre pai ignora, dentro da filosofia do universo indecifrável; Tu que és filho incógnito do incompreensível e produto das complicações do vazio da existência. 15 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 15 2/8/aaaa 22:14:54
  • Siomar Rodrigues de Sousa tu que virás ao planeta terra e indagarás ao teu pai: “Pai, por que vivo? qual a razão da vida minha? por que sinto o palpitar do sentimento dentro do meu peito juvenil?” então teu pai responderá que também procura o significado do significado, daquilo que tu também procuras, filho meu. e então ambos em prantos, procuraremos, nas jornadas do futuro, a decifração do nada e a filosofia das forças incompreendidas, porque creio, filho meu, que a vida continua e o espírito sobrevive, além do frio cemitério da terra e além da transitória matéria, que é apenas o carro condutor da alma, que se desenvolve através dos tempos vindouros do futuro. Meu filho, meu adorado filho, eu te amo, antes de te ver na comédia humana, porque acredito ter-te amado noutras planetárias encarnações, noutras eras, talvez longínquas da história remota e que latejam no inconsciente do ser, que Deus deu-me no limiar da existência. Meu filho, filho meu, tu que és anjo de Deus e que aguardas a vindoura hora, para nascer no mundo da miséria e do sofrimento e para se prostituir no mundo dos egoístas cruéis, no qual os homens precisam ser feras, para viverem num mundo de feras, tal qual Augusto dos Anjos em líricos versos cantou. Meu filho, meu adorado filho, tu que vais ser filho e vais ser pai e vais sentir na carne o espinho agudo da sociedade prostituída. 16 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 16 2/8/aaaa 22:14:54
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Meu filho, meu adorado filho, tu que foste filho do espaço e do trovão, tu que foste filho das forças do cosmo e do oculto Deus; O teu pai espera-te no planeta, para guiar-te na escuridão e nas trevas dos espíritos cruéis duma humanidade sem rumo certo e ignorado. Filho meu, ó filho humilde de minh’alma, filho dos átomos, que rodopiarão no corpo meu, teu pai espera-te para te beijar e guiar no certo caminho, para acariciar os olhinhos teus, os cabelos teus e quando te sentires adulto sê forte, sê meigo, sê gentil, para enfrentar a social-doença do injusto mundo, de misérias, de calúnias, de crimes e não te deixes corromper com os miseráveis, com os prostitutos da corrupção, com os corrompedores da comunidade, com os injustos, com os malfeitores, com os vaidosos, com os ricos e com os egoístas. Sê, filho meu, amigo do pobre que redime a humildade e a beleza de tudo que é belo; Sê amigo dos animais, que são irmãos teus, no processo rotineiro da evolução cosmonal. 17 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 17 2/8/aaaa 22:14:54
  • Siomar Rodrigues de Sousa Ama os animais, ama a água, ama o espaço, ama tudo, filho meu, porque tudo e todos são irmãos teus e estão, como tu, dentro das leis científicas da evolução do viver, porque tudo se cria e evolui dentro do conceito da lógica e da razão. E quando estiveres grande estuda bastante, filho meu, para clarear a alma tua, única herança do túmulo da terra, porque o estudo clareia a alma, filho meu, que resides no espaço... sê, filho meu, um poeta, um astrônomo, um músico, um filósofo ou mesmo um pobre homem, mas honesto, porque os pobres são os anjos que Deus colocou no mundo, para fazer a redenção dos humildes e dos justos. Une-te com os justos, para fazer a justiça dos tempos finais e apocalípticos, cantados na Bíblia de Jesus Crucificado e aparta-te dos retrógrados, dos homens, que vivem com o espírito dentro das trevas da incompreensão. Meu filho, meu adorado filho, quando tu fores velho, pai, avô e bisavô, perdoa o teu pai que já morreu, e que não te deu o suficiente para viveres corno um sábio e então, do outro lado da vida, eu te esperarei, para nós dois procurarmos o porquê da existência e, juntos, representarmos no cósmico teatro do viver “A nova comédia humana”. 18 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 18 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia AMEI TEUS OLHOS AZUIS Amei-te no momento primeiro em que senti teu cheiro de pétalas de rosas, tua pele alva, fina, macia, teus olhos azuis, pedindo tudo, suplicando amor, proteção, tua boca bem feita na tua carne de desejo e posse, teus vermelho lábios, convidando-me a beijá-los no amor da carne, no êxtase dos Deuses. Ah!... teu sorriso, teus louros cabelos, teu perfume, tua pele, qual seda chinesa, ornamentando teu vulto escultural de deusa dos altos píncaros celestes. Meus olhos de poeta cruzaram com teus olhos azuis, mansos, meigos, tranqüilos de mulher feliz, de bem com a vida, tua figura transmitindo paz, felicidade, penetrando no interior de minh’alma pioneira, provocando delírio e vibração nos átomos solitários de meu corpo genético de carne e osso, que irá se decompor no túmulo do cemitério frio. Amei-te no momento primeiro em que senti teu cheiro de pétalas de rosas, tua pele alva, fina, macia, teus olhos azuis, pedindo tudo, meus olhos cor de mel, te prometendo o céu, o amor e a terra. 19 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 19 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa Tu foste o anjo sonhado nos verdes anos da juventude em festa, tua boca esculpida, cortando teu rosto em duas paralelas sensuais. Teu sorriso, ah! a magia de teu sorriso, se abrindo como sol na primavera em festa, teu cheiro, tua ternura de mulher verdadeira, não destas fêmeas, que existem por aí, perdidas na ilusão da independência, destas que perdem tudo, a família, os filhos, o esposo na neura dos conflitos, destruídas na teia de aranha da vaidade, do material, do status, do inútil, do transitório, explodindo corações na provação cruel, insana, que tortura e mata. Tua cintura fina, prolongada pelos teus quadris arquitetônicos, complementados por tuas pernas longas, perfeitas, estimulando vibração no coração do poeta em noite fria, extasiando, afogando o espírito na loucura dos sentimentos. 20 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 20 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia ARMADILHAS NAS REENCARNAÇÕES Jesus, que brincadeira a vida reservou-me neste orbe, no caminhar das várias encarnações no remoto passado!... que vim fazer nesta terra como forasteiro?... sou filho do planeta Capela, da música perdida nos confins do universo, sou neto da gravitação dos astros; Meu berço é lá no esplendor planetário, noutras vidas, noutras encarnações; Surgi oriundo da desintegração do átomo, no rodopiar dos elétrons; Sou energia magnética das galáxias, sou micro e macro existente na eternidade das estrelas; sou microcosmo refletindo imagem do criador na relatividade do espaço azul; Sou grão de areia na terra, que fecunda a criação fantástica do incomensurável, adquirindo poder de inteligência, discernindo o certo, o errado, o bem, o mal. Fui guerreiro entre guerreiros, Imperador entre Imperadores, intelectual na Revolução Francesa, Senador no Senado Romano, inconfidente na Inconfidência Mineira, Rei entre Reis; Lutei na Grécia de Alexandre Magno, Comandante entre Comandantes, destruindo povos, tentando construir e na lei do retorno, fui miserável entre miseráveis, plebeu entre plebeus. Através dos séculos fiz história, entre guerras e guerras, revoluções e revoluções; acreditei no inacreditável, sonhei uma sociedade solidária no jardim de rosas vermelhas, sensibilizando o antropóide; Fui soldado e General no destino da raça humana, bela, cômica, triste; Movi a roda do desenvolvimento no calendário do tempo, 21 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 21 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa no perpetuar lento do progresso social; Dormi nos pântanos, no frio, assisti à decomposição dos vencidos cadáveres, para quê e por quê?... para o nada, para o vazio, para o túmulo, para o esquecimento, só encontrando ternura no sorriso expressivo da criança, doçura no amor natural no cão vira-lata e vadio, que surpresa, Senhor meu Jesus!... Que surpresa na solidão dos astros!... Que sofrimento na evolução do bicho homem!... Jesus, que brincadeira o viver reservou-me nesta encarnação!... Na juventude, na aurora da existência consumida, sonhei e fiz dos sonhos meus uma meta de luta, um pedestal, um reino encantado onde colocaria meu suor, minhas ilusões, minhas conquistas. Desejei, fama, poder, reconhecimento, família, filhos, netos, melhorar o mundo, deixar rastro de evolução para a pobre humanidade e hoje, no entardecer dos anos, com sabedoria dos cabelos brancos, contemplo com desesperança e descrença os encantos de outrora, que imaginei iriam iluminar meu espírito bêbado de esperança, embriagado nos verdes anos. Desejei fama, encontrei humildade; Desejei poder, encontrei desconfiança, inveja; 22 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 22 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Desejei retidão, encontrei o crápula, o rato de esgoto; Desejei família, encontrei mulher neura dos problemas; Desejei filhos, encontrei inimigos da idade média; Desejei netos, prefiro nem pensar na provação!... Desejei reconhecimento, encontrei intriga, perseguição; Desejei luz, clarividência, mas imbecis desejam trevas; Desejei governo planetário, que só virá no determinismo da história, que purga atrozmente o íntimo de cada um; Desejei amor... Ah! o amor dos anjos, aquele que penetra de mansinho levando o coração e o espírito no gozo das delícias. Desejei o amor de São Francisco de Assis e só o encontrei na beleza material da esfera terrestre; Amei o próprio amor de Deus refletido nas montanhas, nos vales verdes, na imensidão do mar, na tranqüilidade dos pequenos córregos, na sinfonia do gorjear dos pássaros, na magnitude das cachoeiras, na poesia do mendigo, na luta dura das formigas, na filosofia dos sábios, na mansidão dos santos, na indagação magnífica do desconhecido, na candura do mestre da Galiléia, na renúncia das ilusões, na profundidade dos ensinamentos, na humildade da crucificação. Ah!... Se na aurora da existência em festa perdida, eu pudesse seguir a máxima de Cristo, se quiseres alcançar o reino de Deus, vá dividir tudo que possuir, venha e me acompanhe. 23 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 23 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa ELA E O UNIVERSO (Para Letícia Seravalli Oliveira) Ei-la que passa altiva e bela, vestida de minissaia amarela e como o próprio universo infinito, ela caminha numa suprema graça, como o cisne branco corre sobre tranqüilas águas dos belos lagos recortados por verdes serras. Ei-la que se aproxima... é o próprio universo que surge na passarela em festa, com toda sua harmonia refletida, no corpo esguio de fêmea, que é o próprio infinito ornamentado na mais pura das formas em tarde azul. Ei-la que surge... é o universo de encontro a minh’alma errante, é a graça, é a poesia, é a beleza, é o amor perfeito que se aproxima em passos compassados, no ritmo da suprema obra de Deus, a mulher, a meiga mulher amada. Ei-la que passa altiva e bela, vestida de minissaia amarela; Na cadência de passos lentos, ela caminha tranqüila e soberana; É o próprio universo que passa e os astros da noite azul seguirão, para todo o sempre sua sombra, seu vulto gracioso de mu1her bonita. Ei-la que se aproxima, é o universo infinito de encontro à minh’alma pioneira, é ela que vem, calada e sorridente, como deusa dos caminhos, enchendo vida de sonho e sonho de vida, trazendo na pureza de seus vermelhos lábios o néctar da única beleza do mundo, o amor, somente o amor. 24 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 24 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia SIOMAR, ELA E BILAC Disse Olavo Bilac, poeta maior: cheguei, chegaste, vinhas fatigada e triste e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha e parados de súbito na estrada da vida, longos anos presa à minha a tua mão. Veja, meu amor, Bilac poeta do eterno beijo estraçalhou meu coração com a ternura imaculada de teus sonoros versos. Veja meu amor, Olavo Bilac do frio túmulo invadiu com o frenesi de teu belo canto o interior de minhas moléculas, explodindo o DNA de minha clonada carne, na genética engenharia de meus históricos antepassados. Veja meu amor, Bilac com a ternura de sua poesia penetrou meu sangue; Sua melodia invadiu minhas veias, inundando no gozo d’alma minhas moléculas já semimortas, semidecompostas nas veredas desta terra azul, nas amarguras deste mundo cruel, insano. Veja, pálida donzela, tu em sonho me ouves na penumbra de teu quarto na noite escura, nua com tua epiderme macia no convite ao sexo enlouquecido, no desejo de amor e posse. 25 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 25 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa Veja a candura deste poema: cheguei, chegaste, vinhas fatigada e triste e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha. Veja, amor, eu poeta clonado na estelar energia, embriagado no tresloucado amor entre beijos e abraços, dizendo-te; Tu és sensual de calcinha preta, com teus brancos seios, desnudos, convidando, provocando desejos incontidos. Tu que me ouve no leito macio, tu, virgem nos sonhos n’alma pura. Eu habitando teus delírios afirmo: tu, fêmea dos sonhos meus, cerra teus verdes olhos, descobre tua imagem, tuas pernas de pele branca, macia como seda chinesa, para que nossos corpos se completem na comunhão carnal. Amor, minh’alma está contigo na tua cama macia de descanso; Eu, nu, deitando-me a teu lado, sussurrando poemas de encanto e posse a teus ouvidos, para que tu possas ires ao gozo do supremo espírito, em múltiplos orgasmos e tu sentirás o cósmico esperma penetrando no teu ventre, fecundando-te na santidade da reprodução dos eleitos seres, no amor universal, perdidos na eternidade das brancas estrelas do céu azul, com trilhões de galáxias, oriundas da magnética energia de Deus cósmico, gerado na desintegração do átomo, da matéria, da anti-matéria na espontânea geração. 26 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 26 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Meu amor, disse Olavo Bilac: cheguei, chegaste, vinhas fatigada e triste e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos povoada. Dorme outra vez, cerra teus verdes olhos, virgem donzela, sonha com este poema de meiguice n’alma tua, porque quando tu acordares pela manhã na primavera em festa, sob o canto do bem-te-vi, tu sentirás meu corpo quente acoplado ao teu corpo escultural, para amar-te no tesão perfeito de triplos orgasmos, e eu, poeta da vida, sussurrando a teus ouvidos versos de delírios e êxtase, para teu corpo enlouquecido. Ao acordar tu sentirás min’alma ajoelhada a teus pés, e tu, só tu, trêmula, louca, tocando minha boca, minha língua enrolada à tua, no beijo molhado pelo orvalho da madrugada; Eu, bebendo tua saliva, tu sugando minhas proteínas, minha língua descendo pelo teu corpo branco, macio, sentindo o suor de teus poros entreabertos e tu no frenesi do trêmulo gozo, dizendo-me entre abraços e beijos: querido, eu te amo no eterno amor; E eu, beijando-te o ouvido, os seios, o pescoço, os vermelhos lábios, acariciando teus negros cabelos eu digo: cheguei, chegaste, vinhas fatigada e triste e triste e fatigado eu vinha; tinhas a alma de sonhos povoada e a alma de sonhos povoada eu tinha. 27 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 27 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa SONHOS DE TERNURA Quis amar-te no amor dos anjos e dizer-te, que tu serias deusa no altar de meus devaneios, desejos e quimeras. Quis dizer-te, alma minha de minh’alma, clone genético de meus delírios incontidos, fotografia de dois seres unos no celestial amor, que só anjos dos altos píncaros siderais conhecem na retidão do puro, do sobrenatural. Quis dizer-te tudo e o nada e meus olhos contemplando teus olhos; Tu serás companheira nos caminhos deste planeta, duro, cruel; Serei teu guia nos momentos de desespero. Tu serás ternura dos seres perfeitos, secando lágrimas de sangue nos olhos meus. Quis amar-te e beber tuas virgem lágrimas, com beijos quentes de ternura, devoção dos seres superiores. Quis deitar-me a teu lado, sentir o calor de teu corpo quente, beijar-te na tua face de pele branca, fina, macia, qual seda chinesa, para dizer-te: tu és única na terra, nas estrelas; Serás mãe dos filhos meus nos tortuosos caminhos do mundo aflito em noite fria, escura. 28 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 28 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Quis acordar-me pela manhã, no raiar do novo dia, senti-la nos meus braços cansados, nos desenganos do orbe aflito e dizer-te: tu serás sonho de meu sonho, carne de minha carne, sonoridade na doce poesia, êxtase de todos os êxtases, néctar de todos os néctares. Quis acordar todos os dias e entregar-te uma vermelha rosa molhada pelo orvalho da madrugada, como prova, veneração de minha devoção, ternura de meu sexo incontido. Quis arrancar meu coração de poeta incompreendido, para entregar-te o sangue quente de meu corpo estelar, como testemunha do louco orgasmo de minha devoção. Quis, nos sonhos meus, acordar todos os dias, todos os anos e tê-la sorrindo a meu lado, no sinfônico gorjear do bem-te-vi na manha sonora, para entregar-te um buquê de vermelhas rosas, perfumadas pelo orvalho das madrugadas, abençoadas pelo supremo néctar das brancas estrelas, para dizer-te: tu, só tu foste única, verdadeira; Tua ternura, teu coração iluminou meus caminhos neste planeta conturbado. 29 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 29 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa Sonhei, na aurora da existência consumida, amar-te no amor profundo, mas na contradição do terrestre carma, tua alma estava distante milhões de anos-luz de minh’alma, na evolução de valores da terra, das estrelas pioneiras, e aí vivi o sofrimento, a provação, que tortura, fere, mata sonhos, mil sonhos, foram só sonhos, nada mais do que sonhos! Foi belo enquanto durou. Só sonhos nada mais do que sonhos desfeitos nas tardes frias. Que pena! Que cruel fatalidade! Quis amar-te, esforcei-me, mas nossos espíritos desiguais, estão separados por milhares de anos-luz, na relatividade de Albert Einstein. Creio que um dia encontrarei noutras existências o anjo sonhado, para juntos navegarmos como cosmonautas pelas bilhões de galáxias no espaço estelar. Tu foste sonhos, só sonhos, nada mais do que sonhos desfeitos, nas tardes frias na união do eterno carma, que purifica todos os seres no filtro da reencarnarão. 30 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 30 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia TERNURA, CHARME E O POETA Teu nome é ternura, charme, elegância, postura imaculada de mulher de bem com a vida, com tua pele macia como seda chinesa, bem tratada no belo rosto esculpido por fídias nos remotos tempo da Grécia... de Sócrates, de Píndaro, gênios do perfeito. Teu corpo torneado, sensual, perfeito na geometria do incalculável; Teus seios sem efeito gravitacional, no lugar certo, na moldura do conjunto arquitetônico; Teus poros na tua pele aveludada transpirando emoção da existência em festa, refletida no teu vulto gracioso de fêmea, destas, que ainda usam vestido próprio da mulher, que está deixando de existir. Tu na penumbra da pista de dança do Castelli Hall, teus olhos fechados, sentindo a italiana música, invadindo teu ventre, que entorpece o coração do poeta, no êxtase de todos os êxtases, no cântico de todos os cânticos. Teus olhos semi-fechados, teu espírito extasiado, navegando, mirando estrelas, levitando por outras galáxias, sentindo a ternura da criação divina, que somente seres privilegiados poderão sentir. 31 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 31 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa Teu corpo é ternura, charme, elegância, postura; Obrigado por existir, motivando este poema, comovendo a lírica emoção do poeta, no charme de todos os charmes, no êxtase de todos os êxtases, no cântico de todos os cânticos. Tu só tu provoca-me no platônico devaneio, meus lábios vermelhos beijando tua boca esculpida, charmosa, rosada, paralela no eterno beijo de Romeu e Julieta, refletindo o êxtase universal da criação divina. Tu só tu, fêmea de meus solitários cantos, leva-me a triplos orgasmos, vertendo lágrimas de cristais a minha face ornamentada de diamantes, projetando novas cores aos olhos meus, castanhos, cor de mel, pedindo tudo, suplicando teu amor no leito macio do devaneio, no sonho de todos os sonhos imaculados do poeta em noite fria, eu dizendo-te tu serás minha e tu dizendo-me, serei tua, para sempre, para todo o sempre, nesta vida e em outras existências, perdidas na eternidade do universo estelar de Deus. 32 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 32 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia A NOIVA E O POETA A igreja quieta, úmida e fria,ornamentada de rosas vermelhas, ao fundo, aos pés do altar de CRISTO o poeta chora a soluçar. Cabisbaixo e ajoelhado, reza e no rosto duas lágrimas de sangue a brilhar. Lábios trêmulos, exclama: Senhor, ó Jesus, ó cordeiro da Galiléia, venho entregar-te os versos meus, porque a doce amada, música de minha alma, partirá para sempre com outro homem, um desconhecido nos sacrossantos laços da união matrimonial. Adeus, Senhor, aqui estão meus poemas, carbonos de meu ser hiper-sensível, lírios, flores, perfumes de meu espírito, porque, partirei para a eternidade do tempo pelo caminho curto do portal do suicídio. Louco, desvairado, o poeta caminha, para o altar da Virgem Maria e de joelhos cai aos seus pés. Nisso os sinos tocam, ouve-se a marcha nupcial. 33 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 33 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa De repente... Ei-la, que surge de véu e grinalda, toda vestida de branco, altiva e bela. Garbosa e sorridente, de passos compassados, ao som da marcha nupcial, sob os olhares dos convivas, a noiva entra na igreja ao lado de outro: seu noivo. No fundo, ajoelhado, o poeta chora lágrimas de tortura vertidas pelas armadilhas da vida e no seu canto perene de morte, se dirige à Virgem Maria, mãe de Jesus; Ó Virgem, não permitas, que ela parta com outro e que se vá para tão longe dos lábios meus, que, outrora, foram a ilusão de meus beijos. Perdoa-me ó santa, errei ao abandoná-la ao léu do desprezo e da amargura e hoje, arrependido, venho suplicar a ajuda tua e prometo ser o melhor dos homens e encher os dias de meu anjo de crianças, lírios, flores, perfumes, de amor, de carinho, de felicidade e juro criar os filhos nossos, para a tua divina glória imortal. Nisso o padre já velho e grisalho pergunta ao noivo RICARDO CASTELO BRANCO, aceitas como legítima esposa tua 34 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 34 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia a senhorita CRISTINA PINHEIRO?... o noivo, serenamente, disse: S I M !... e o padre pergunta afinal: CRISTINA PINHEIRO?... aceitas como legítimo esposo teu, RICARDO CASTELO BRANCO?... Ouve-se um breve silêncio na igreja! CRISTINA VACILA, CRISTINA HESITA, trêmula e branca a desmaiar, volta os verdes olhos seus, para o altar da Virgem-Maria e contempla o poeta de joelhos a chorar tranqüilamente aos pés da mãe do Nazareno. A noiva, de véu e grinalda, comovida com duas pérolas verdes, cheias de lágrimas, abandona o noivo ao pé do altar e corre pela igreja, cheia de flores ao encontro do verdadeiro amor, príncipe de suas ilusões e Rei supremo da catedral de seu coração de moça. O Padre e os convivas em pânico, aturdidos com o inesperado abandonam o recinto. A igreja, quieta, úmida e fria, ornamentada de rosas vermelhas, ao fundo, ajoelhados aos pés da Virgem choram e beijam comovidos, a noiva e poeta. 35 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 35 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa RETORNO A CASA PATERNA Ah!... quero morrer e ter o espírito liberto do corpo de carne podre e decomposta, alçando o vôo gigante, qual branco albatroz nas manhãs de ouro, retornando à casa paterna perdida na vastidão infinita e estrelada do universo. Ah!... quero morrer e ter o gozo supremo de voar livre pelo céu estrelado, consciente da grandeza do mundo e da força potente do espírito pioneiro. Ah!... quero morrer e deixar tudo na terra maternal, desde o amor nutrido pelas lindas mulheres nos verdes campos em flor, até mesmo a mecânica lírica de meus poemas, loucos delírios e símbolos do gênio, que habita dentro de mim mesmo, na santa esperança de que eles levem o amor supremo de minh’alma a todos aqueles que vegetam no deserto da vida, sem terem, jamais, enlouquecido na fonte pura do bendito e sacrossanto amor. Ah!... quero morrer e, com a força potente do espírito pioneiro, navegar, qual barco ligeiro sob a brisa fresca do ar, louco, sem destino certo, para sentir o barulho do vento nas longas campinas em festa, para beber o néctar de todas as flores, se embriagando com o perfume de todos os lírios e em porto seguro beijar, na sombra dos laranjais, os lábios vermelhos da fêmea amada, cujo único vestido é a própria pele macia da carne em corpo vivo. 36 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 36 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Ah!... quero morrer e ter o espírito febril em festa, na magistral despedida do meu último abrigo terrestre bem amado e querido, ouvindo no estampido estridente do espaço vazio, o bater de asas sonoro dos brancos cisnes na triste despedida, além do majestoso vôo das louras borboletas em tempo consumido e, no momento derradeiro, ouvir no gorjear da passarada a melodia orquestral de seu fúnebre canto, num último grito da homérica despedida. Ah!... quero morrer e navegar pelos planetas do infinito e em todas as terras habitadas da poeira estelar quero embriagar o espírito nos lábios de todas as cândidas donzelas do cosmo, na comunhão, na hóstia do amor puro e angélico. Ah!... quero morrer e ter o espírito liberto do corpo de carne podre e decomposta, atravessando mil esferas e mil ilhas no espaço e, num repente heróico, fugir veloz da gravitação cósmica, onde a luz correndo pelo espaço-tempo a trezentos mil quilômetros por segundo, viajar durante bilhões de anos-luz na órbita do universo material e curso de Albert Einstein. Ah!... quero morrer e deixar tudo na terra, desde o delírio nutrido pelas virgens belas do mundo e, num gesto heróico, romper a gravitação dos corpos materiais do universo, atingindo a anti-matéria, energia pura onde DEUS é imaterial na existência das contradições humanas, é átomo desintegrado, é éter rarefeito é luz do núcleo profundo do micro-cosmo, espelho do macro-cosmo, repleto de brancas estrelas, campo de GUERRA E PAZ na eterna evolução secular do homem. 37 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 37 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa POEMA PARA O GOVERNO MUNDIAL (Para Elismar Prado) Meu sonho é ver a ONU se transformar no Governo Mundial; Um Parlamento universal, para todas nações... um Primeiro Ministro, um Ministério voltado, para o bem estar do homem, o Ministério da felicidade, o Ministério da criança, do idoso, a desmobilização dos grupos armados, os recursos da guerra em trilhões de dólares, retornando às forças da paz, para fraternidade, igualdade, solidariedade, sonho maior da Revolução Francesa. Meu sonho é ver todos povos comemorando o amor, os jovens se beijando à sombra fresca dos laranjais, nas verdes campinas em festa, no puro êxtase da carne e do espírito. Meu sonho é o amor natural, onde igrejas não serão necessárias, porque o planeta terra com seus lírios, rios, flores, cachoeiras em arco-íris será única catedral, onde cristianismo não será só teoria, mas amor na prática do viver de todos os dias, onde o Vaticano e o Papa serão peças seculares de museu, de um passado distante, repleto de cruéis contrastes. Meu sonho é ver o homem dirigindo sua agressividade natural, para brancas estrelas em noite enluarada, observando galáxias, nelas procurando sua integração maior com o Criador, na energia, essência magnética de Deus. 38 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 38 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Meu sonho é ver a ONU se transformar no Governo Mundial; Um Parlamento universal, para todos povos, onde nações serão Estados do Governo planetário; Um só corpo, uma só cabeça, um só Parlamento, um só dirigente, para todas raças; Um Primeiro Ministro, Ministérios, para o bem estar dos seres; O Ministério da felicidade onde os excluídos serão seres prioritários. Meu sonho é destruição da máquina de guerra, é sentir que o homem não tem medo do outro homem, e ver trilhões de dólares dos exércitos vertidos, para a construção de um mundo novo, voltado para paz, para igualdade, solidariedade, fraternidade. Meu sonho é ver o bem vencendo o mal, o sol eliminando trevas na noite fria, aquecendo corpos esqueléticos, maltrapilhos, esquecidos pela egoísta sociedade de valores invertidos. Meu sonho, é o de Simóm Bolívar, Ganhy, Alexandre Magno da Macedônia, meu sonho, é o de Sócrates, Platão, de todos os veneráveis vultos do passado, que moveram a roda da História de encontro a integração do Microcosmo com o Macrocosmo na catedral dos sonhos e dos eleitos, no êxtase do amor, somente do amor. 39 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 39 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa POEMA À MINHA MORTE Quando eu morrer, permita Deus que a terra esteja na primavera em flor e que meu túmulo seja ornamentado de rosas vermelhas, de lírios e flores silvestres. Quando eu morrer, permita Deus, que meus versos, música de meu ser incompreendido, continuem a levar aos coração das virgens, o consolo e a compreensão. Quando eu morrer, desejo que o mundo seja mais humano e que as crianças rosadas continuem a brincar no picadeiro da vida, comédia do universo. Quando eu morrer, permita Deus que o planeta seja mais justo, e não permita que haja com outros homens a injustiça que fui testemunha em vida. Quando eu morrer e minha carne apodrecida for devorada pelos meus irmãos os micróbios, permita Deus que ela seja nutritiva e tenha bom paladar, que dê bons frutos e seja rica em vitaminas e sais minerais e não contenha o germe, que gera a podridão da carne em corpo vivo. Quando eu morrer, permita Deus que meu espírito se transforme em meteoro brilhante e vá navegar, qual turista, por outros planetas super-habitados à procura da santa mulher, que um dia amei na Grécia antiga e hoje reside na mansão de Albert Einsten. 40 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 40 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia AMOR EM BRASÍLIA Te amei, quando te vi na manhã fria de 2 de setembro, no momento primeiro em que meus olhos descoloridos cruzaram com as duas pérolas azuis, que tu ostentas neste rosto tão bonito, cortado por tua boca em duas paralelas sensuais. Te amei, quando tu desfilavas pelo teu colégio na manhã fria de 2 de Setembro em Brasília, capital da esperança e de um mundo novo. Tu, altiva, garbosa, expunha em teus movimentos cheios de graça, toda sensualidade de tua alma moça; Teu ritmo na ondulação do sexo, embriagou meu espírito, num ritual de desejo e posse e lembro-me, quando tu passaste bem próximo a mim como a própria natureza, mirando o poeta com o azul atlântico de teus olhos mansos, trazendo música e inspiração à indústria de versos, que havia no jardim florido existente em meu coração colorido. Te amei, quando te vi na manhã fria de 2 de setembro e tu, porejando sexo e vida, possuíste simbolicamente meu corpo musicado de poeta incompreendido na terra, onde o homem se destruiu e foi sepultado pela máquina; Tu, meu amor, charmosa com teus seios arfantes, quais baionetas traiçoeiras, me pegaste desprevenido, aprisionando-me em teu sexo. Tu, com teus quadris bem arquitetados, representas, no mundo material, a mais bela paisagem que o universo encerra, emocionando poetas sensíveis que, soltos por aí, caminhavam na manhã fria de 2 de Setembro. 41 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 41 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa EVOLUÇÃO BIOLÓGICA DA MULHER Tu és um poema que surge na tarde de setembro azul, onde a pureza da natureza, dos pássaros, dos lírios, das rosas vermelhas contrastam com o estilo colonial e matemático de teu rosto expressivo de mulher real. Tu és um poema de mulher que nasceu como primavera, se misturando com sons das verdes florestas habitadas por mil seres, que gorjeiam a sublime melodia em homenagem a tua vinda de luz ao planeta obscuro, onde o homem não encontrou a razão única de sua história. Tu és encarnação da perfeição em formas físicas, que a biologia demorou mil anos, para arquitetar!... Tua santa beleza, de angélicos traços, lembra a Grécia de Píndaro, criador de formas homéricas; Tu és Mona Lisa rediviva 42 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 42 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia de Leonardo Da Vinci, quando tu, trajada de amarelo colonial, caminhas, contrastando com o modernismo da arquitetura de Brasília. Os poetas deuses da vida, nas noites de mil luas em todos séculos e séculos, materializaram nas estrofes de um poema a evolutiva harmonia da mulher e, hoje, sob o céu azul atlântico de Brasília, outro escriba de sentimento registra em palavras aquilo que a biologia fez em amor durante a eternidade do tempo. Anhanguera trouxe para o centro da nação Brasileira o homem branco e o homem branco plantou uma nova meta de evolução material e tu representas no momento, no Planalto Central: unidade de imagem, linhas, contornos, graça, que completam e dão vida à solidão do sertão. Tu és super-bonita é bem verdade, tu és irmã do universo, 43 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 43 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa tu és símbolo do estágio evolutivo da raça humana, que ainda não encontrou seu destino cósmico; Mas, não te esqueças jamais, que o corpo morre, se decompõe em átomos na química da vida e que somente o espírito é eterno, na solidão das estrelas do infinito e tu, vestida de longo amarelo colonial, com os cabelos revoltos na ondulação do vento, nas verdes campinas em festa, serias a própria natureza, correndo pela terra de sangue de encontro à Deus. 44 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 44 2/8/aaaa 22:14:55
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia DUAS LÁGRIMAS Meu amor, quando parti de tua vida pela última vez, tu choravas duas lágrimas; Apenas duas lágrimas, eu me lembro bem ainda, escorriam muito devagar pela tua face, pela mesma face de mil beijos, que te dei e que um dia tive a covardia de desprezar. Eu me lembro ainda, quando parti pela última vez, tu choravas e tuas benditas lágrimas acompanharam-me pela vida afora e elas são para mim, querida, duas rosas vermelhas que trazem o perfume, que cicatriza feridas do vazio profundo de mim mesmo. Vaguei, qual nau perdida na amplidão dos mares; Percorri estradas da amargura da vida, desci sarjetas do viver diário, vivi, fui feliz, desgraçado na ingratidão humana, bebi o fel da inveja e, em vezes mil, fui apunhalado pelo veneno da calúnia, da intriga, fruto podre da fossa espiritual da louca humanidade. Mas, amor, louco amor da juventude, nos momentos de desespero, tu, só tu surgias na tela do pensamento, viva, sensual!... Tu, nas tuas lágrimas, surgias ressuscitada, humilde e bela e então eu chorava, duas lágrimas surgiam nos olhos meus como símbolo d’alma. Quando parti, tu choravas e tuas benditas lágrimas, acompanharam-me pela vida afora como sinfonia de delírio e doce recordação. 45 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 45 2/8/aaaa 22:14:55
  • Siomar Rodrigues de Sousa POEMA PARA UM ANJO PROTETOR Bendita sejas tu, meiga criança... tu estás tão longe dos olhos meus, doce criatura, mas minh’alma está velando tua alma, protegendo teus dias no desejo sincero, para que tu sejas feliz, que teu futuro seja supremo nos tortuosos caminhos deste mundo louco, cruel, imprevisto. Sinto, na penumbra da noite escura, que meu espírito vela por ti na ternura dos seres eleitos; Vejo tua alma rondando meu quarto, velando minh’alma de poeta, tentando curar stress desta tresloucada vida, provocada pela humanidade podre na insensatez de desejos incontidos, fétidos, por quê e para quê, se todas ilusões terminam na fria rampa dos campanários. Bendita sejas tu, cândida figura clonada de Deus, nas trilhas da terra azul; Bendita Mariana, amparando-te no aconchego do lar perfeito, que protege, encaminha humanos seres, para o amor de Jesus. Bendita sejas tu, virgem donzela, minh’alma vela por teus sonhos na divina esperança; Que a felicidade seja tua companheira no saber, no conhecimento, ética, justiça, como hino de glória a Deus, nosso guia, nosso pai. 46 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 46 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Bendita sejas tu, anjo sublime; Quatrocentos quilômetros nos separam, mas meu espírito vela teu espírito, rogando a Jesus pelo sucesso de teus ideais. Bendita sejas tu no seio materno de nossa irmã Mariana, não cansada de luta nas vielas deste orbe insano, duro, injusto. Bendita sejas tu, só tu, angélica criança, futura mulher de carne, leite, sangue, cidadã deste Brasil verde-amarelo, pátria do evangelho, guia, para transformação do planeta na construção milenar do amor, onde todos sejam iguais na solidariedade dos justos. Bendita sejas tu, anjo na existência em festa consumida; Que tu sejas missa em réquiem, louvando o pai, que vive nas brancas estrelas, velando por ti, por mim, para todos os seres em noite enluarada. 47 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 47 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa A DANÇARINA NO SUPREMO ÊXTASE Quando falava teu poema, homenageando tua suprema dança, teus olhos se encheram de lágrimas sentidas, tuas lágrimas, oriundas dos seres eleitos, comoveram o coração do poeta, desfigurado na dor do mundo, que tortura, fere, mata. Quando novamente apresentar teu poema na vez segunda, quero que tu, com tuas sapatilhas, já desgastadas pelo tempo, se reverencie, curvando-se nobremente na homenagem ao artista, que canta tua fidalguia, teu charme, teu sorriso iluminado, dissipando trevas na noite da terra de sangue decomposta. Creio que tua charmosa dança e a poesia frenética, perfumada, são um elo perfeito, gravitacional, que, unidas, representem o belo, o divino, o sensual, que existe na natureza dos verdes bosques, neste planeta azul em noite enluarada. Na magia de teu espetáculo, fecho os olhos meus, vejo-te bailando no clássico ballet; Teus olhos semi abertos, sentindo a música febril, como se ela entrasse em teu ventre, como tu entrando na santidade de tua essência, como o universo estraçalhando teu peito... como tua alma possuída na fecunda energia, que engravidou brancas estrelas nas galáxias 48 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 48 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia de mil corpos, perfumados pelo orvalho das madrugadas, pelo néctar dos Deuses, na poeira cósmica, perdida no estelar infinito. Tua arte imaculada, tua dança na magnitude do belo, fascina, contamina o espaço do teatro, com o vírus da poesia natural de Deus, que varre o cosmo com turbilhões de moléculas, refletindo ondas de magnética vibração no supremo amor dos anjos siderais. Tua dança, poesia de gestos, de êxtase, de luz, que encanta como pintura de Renoir, energia sobrenatural, primitiva, que baila pelas verdes campinas em festa, nas tardes musicadas de setembro, na primavera de mil sonhos. Tua dança transfigura o delírio da existência, qual beija-flor, sugando néctar dos lírios, das rosas vermelhas, nas tardes quentes de Brasília, Capital de JK, na esperança, para o futuro promissor. 49 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 49 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa TEU CORPO ESGUIO NA DANÇA FLAMENCA Tu, na cadência ritmada da dança, simbolizas o esplendor da música, da harmonia do universo; Tua sensibilidade, explodindo na face iluminada e contraída, emociona o poeta... teu irmão nos trilheiros deste mundo louco, onde a cultura do belo fascina o interior d’alma, privilégio da elite putrefata, corrupta, decomposta na inversão dos sacrossantos valores. Teu sorriso, como o sol dissipando trevas na noite escura, ilumina corações, motivando esperança na construção de um orbe melhor, onde a prioridade do ser humano seja o amor, somente o amor. Tu, no palco, face contraída, teus olhos semi-abertos, refletes, intensamente, a sublimidade do belo, do êxtase, que vive em teus sonhos, que germina no DNA de teu sangue, na espessura de tua carne branca, macia, perfumada na melodia da poesia em festa consumida. Teu corpo esguio, erecto na suprema coreografia da dança, teus arquitetônicos gestos, desenhados, calculados no espaço vazio, no ritmo cadenciado dos seres eleitos. 50 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 50 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Teu sorriso, como sol dissipando trevas na noite escura, ilumina o apagão de almas impuras. Ah!... teu sorriso, símbolo da suprema estrutura do cosmo, com trilhões de brancas estrelas nas noites sonoras e azuis de meu Brasil verde-amarelo. Tua dança, teus gestos, tua coreografia em cena, teus olhos cerrados, sentindo o êxtase da sinfonia, que entorpece o íntimo, dilacerando o espírito, explodindo o coração do poeta, que mudo observa teu estilo fantástico, tua suave poesia, tua postura imaculada na breve passagem por este planeta obscuro. Teu sorriso, ah!... teu sorriso, teus olhos semi-abertos, no palco solitário, teu movimento é como o sol regendo o sistema solar na orquestra magistral do universo, composto de bilhões de galáxias, nebulosas, na relatividade do espaço-tempo de Albert Einstein. 51 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 51 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa MORTE E VIDA Quando eu morrer, não chorem por mim todos aqueles que não souberam amar-me em vida. Quando eu morrer, permita Deus que meu corpo seja exposto em céu aberto, no gozo do perfume dos verdes campos deste Brasil, que amo acima de todos altares. Quando eu morrer, não chorem por mim todos aqueles, que em vida não souberam beber na fonte pura de meus versos o consolo para seus males. Quando eu morrer, permita Deus que as células de minha carne possam se desintegrar em átomos e que os átomos se desintegrem em ondas de energia e luz. Quando eu morrer, permita Deus que os pássaros no canto fúnebre de sua sinfônica melodia, venham até meu leito derradeiro despedirem se do poeta no mais lindo concerto orquestral, de seu canto belo e puro. Quando eu morrer, permita Deus que os lábios vermelhos da mulher amada venham outra vez trazer o calor da despedida e que ela possa, num gesto de amor supremo, beijar-me com seus lábios ainda quentes. 52 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 52 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Quando eu morrer, permita Deus que meu espírito se embriague na doce melodia fúnebre de Chopin ou no gorjeio triste da passarada. Quando eu morrer, permita Deus que eu seja para os que ficam no mundo dos vivos o mesmo homem e que não arranjem falsas virtudes, para o pecador que fui outrora na vida. Quando eu morrer, permita Deus que um cortejo de arapongas entoe ao derredor de meu túmulo solitário a dor de seu canto. 53 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 53 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa O RETORNO DE DEUS À TERRA Deus!...Senhor!... De todos universos, desça de teu pedestal, senta-te neste banco de rústica madeira, vamos conversar, Senhor, sobre o porquê da vida, que se multiplica em tudo na harmonia, na desarmonia, contraste da própria natureza. Deus!...Senhor!... há muito tempo que desejo bater um papo com teu vulto, sei que não negarás, porque tu és humilde, compreenderás a suprema vontade, que tenho em decifrar a incógnita dos porquês! Deus!... vamos entrar, entre a casa é tua, é tosca é em verdade, senta-te no pequeno banco, que já mandarei servir café à brasileira. Deus!... Senhor!... perdoa-me inquiri-lo frente a frente, de homem para homem, sobre o porquê da razão, da lógica, do gorjeio dos pássaros em tarde fria de setembro. Por que, Senhor, guerra sangrenta? Por que morte? O sofrimento, as estrelas, o sol, a chuva, a miséria? por que pequena formiga na luta do labor diário. 54 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 54 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Deus!... Senhor de todos mistérios, venha dialogar com teu filho poeta, diz-me de forma simples mas objetiva o porquê de tudo que criaste, sobretudo o porquê da existência conturbada neste planeta louco, onde a humanidade neurótica vive aturdida pela poluição de tudo que é ruim. Deus!... Senhor!... entra a casa é tua, senta-te na cadeira de mil anos, perdoa a sujeira, o teto mal coberto, vazando água por todos os lados... vamos entrando, Senhor Deus, mas perdoa a singeleza de tudo que tenho, o fogão, pobre coitado movido a lenha, perdoa, Senhor, a televisão que não tenho, o rádio que não existe e que a loja levou por falta de pagamento. Deus!... Senhor!... Entra a casa é tua, vamos assentar, que mandarei preparar o cafezinho que sustenta, quando falta o pão de cada dia. Senta-te Senhor, eu te suplico, o lar é pobre, não tem TV, não tem geladeira, não tem nada, mas fica conosco Senhor, porque vivemos neste mísero barraco sem portas, sem ar condicionado. Só temos Senhor, amor, muito amor, para te dar neste orbe aflito. Senhor entra e fica morando conosco eternamente. 55 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 55 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa SILVIO BARBATO (Regente mágico na Sinfônica de Brasília) - Falecido no ano de 2009 no acidente aéreo com o avião da Air France no Oceano Atlântico Norte Teatro Nacional Cláudio Santoro, repleto, completamente lotado; Noite de gala, a orquestra composta, compenetrada, o público impaciente. O maestro Silvio Barbato penetra no recinto, o êxtase contagia o ar; Erecto, no elegante porte se curva, reverenciando refinada sociedade. Tua cabeça verticalmente se levanta, rápida no característico porte; Mãos entreabertas em forma de cruz, se concentra, a batuta dá o toque, a orquestra explode, violoncelos, violinos, flautas, oboés, clarinetes no frenesi do belo, que entorpece corações eleitos. No palco Rigoletto, o tenor, a soprano na suprema força de Verdi, do gênio sobrenatural, que um dia habitou o mísero planeta azul, no contraste da miséria, da opulência na existência decomposta. O tenor surpreende no perfeito talento redivivo da suave música, consolando corações na dor, no desengano do mundo. A soprano no palco de branco puro, com sua sonoridade de anjo, estraçalhando o íntimo dos seres, penetrando no peito, explodindo átomos em formação, acelerando adrenalina, DNA no vermelho sangue, na delícia do belo, provocando êxtase de todos êxtases, orgasmo de todos orgasmos. 56 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 56 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Sua voz de veludo, de seda macia, contagiando todos os ares na emoção, na meiguice, na melodia do sonoro canto, o poeta, mudo, divagando no distante passado, relembrando amores perdidos na remota infância. No canto sublime, magnífico, cirúrgico, sobretudo no harmonioso timbre do puro amor, embriagando todos seres dilacerados pelo terror de New York. Aturdido no gozo, no delírio do encanto, o poeta esquece tudo, viaja pelo relativo tempo do interior de si mesmo, na catedral dos perdidos sonhos. O maestro Silvio Barbato, embriagado pela música; O poeta sentindo o som penetrando nas entranhas d’alma, frenética, enlouquecida. O maestro clonado, para a música, vibrando energias no fantástico show do existir, no elo perfeito do sonho real, sobrenatural. Silvio Barbato, Mozart reencarnado no toque ritmado, regendo sinfônica orquestra... o próprio universo em festa na magia do teatro. É Verdi, Chopin, Beethoven, Carlos Gomes, Bach, incorporados em Silvio Barbato, dando força na expressão angelical da sinfonia, no canto magistral do tenor, da soprano em noite musicada no delírio dos Deuses. 57 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 57 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa POEMA DO VEREADOR DE UBERLÂNDIA Vereador, combativo, triplicando idéias, projetos de leis, no objetivo maior do povo, na suprema construção da história do futuro de Uberlândia, líder maior na verde região do cerrado no Triângulo Mineiro. Vereador, combativo no presente, passado e futuro, arquiteto do progresso forjado no bronze da história Municipal, no sacrossanto ideal de servir o operário, no suor, no vermelho sangue de memoráveis lutas, nas indormidas madrugadas, na incompreensão de poucos, no aplauso das multidões de eleitores , do povo, sempre presente, nunca indiferente. Vereador, combativo ou não, eloquente orador, silencioso, nunca omisso, inflamado na tribuna, articulador nos bastidores, prudente nas comissões, esplêndido nos comícios, transparente na TV, intransigente no mandato, pugnando na defesa do desamparado trabalhador das periferias da metrópole, projetando estilhaços de progresso, para o Triângulo Mineiro, berço dos nativos índios Kaiapós, antecessores do homem branco na vila de Uberabinha, hodierna, triunfante Uberlândia de hoje, centenária, líder maior na penetração do Bandeirante no interior da pátria, rumo à Pirenópolis, à Vila Boa de Goiás, à Poxoréu, à Cuiabá, a procura da verde esmeralda, do ouro, do secular diamante, perdido no fundo dos primitivos rios seculares. 58 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 58 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Vereador, combativo, herdeiro do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o “Anhanguera”, plantador de sonhos, de cidades, arquiteto do amanhã, artífice do porvir, precursor de Brasília ao encontro da verde floresta amazônica, pulmão do planeta terra, esperança do terceiro milênio. Vereador, combativo no passado, guerreiro destemido no iniciar do século XX no Parlamento Municipal projetando a coletiva felicidade, na excelsa história do povoado de Uberabinha. Vereador, do século XXI, combativo, pouco importando o partido, se é PT, PMDB, PSDB, DEMOCRATAS, PSB, PSC ou PP, todos irmanados na defesa do proletariado, do humilde, do excluído, na suprema edificação do bem social, do cidadão, pobre ou rico, mestiço ou branco. 59 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 59 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa ORAÇÃO DO SOLDADO FERIDO Senhor Mil bombas explodem na terra ferindo meu corpo, torturando meu cérebro, que já não pensa e não distingue o que é certo e o que é errado. Senhor Granadas iluminam a noite sem estrelas, destruindo a matéria, que envolve meu espírito martirizado. Senhor Ó divino mestre incompreendido, que morreu na cruz de madeira, para nos salvar; Tende piedade Senhor deste pobre soldado retalhado na carne por inimigos, que nem conheço, que nunca vi e que não sei por que estão expostos contra mim no campo da mesma batalha. Senhor Duas lágrimas escorrem pelo meu rosto misturado com areia, lodo, sangue herdado de minha mãe, pobre coitada, que padece pelo sofrimento do filho perdido a tantas milhas de distância. Senhor Por que minha figura franzina, golpeada pela baioneta do herói desconhecido, que tornou-se adversário pelo imperativo de que força Senhor? que não consigo compreender. 60 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 60 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Senhor Por que a guerra? A desunião da humanidade? A miséria? A destruição? A fome? Por que a bomba sem cor E não o amor? Por que a hostilidade e não o beijo febril dos namorados a sombra fresca das laranjeiras? Por que a carnificina e não a sinfonia melódica do gorjear dos pássaros? Por que o fogo queimando tudo e não o canto harmônico do bem-te-vi nas tardes musicadas de setembro? Por que a morte? Se o homem poderia ao invés dela plantar a vida e a beleza se multiplicando pelos vales em longas campinas e nos verdes bosques! Por que a aflição? Se o homem poderia se extasiar ao som dos córregos de mil cachoeiras de arco-íris. Senhor Perdão, Senhor, pelos irmãos guerreiros, que matei e que não sei por que morreram pelas minhas mãos sangrentas mas inocentes. Senhor? Ó Jesus, sei, que a energia, que sustenta meu vulto já não mais suporta o peso da vida e que a morte se aproxima de mim como fantasma em noite escura!... Senhor, não permita que a guerra esta peste negra, assassina vá levar a penúria a qualquer um de meus semelhantes em Deus criador do mundo. Senhor Encomendo na morte meu espírito ao pai, que está no céu e espero, a nova oportunidade de minh’alma aflita voltar na reencarnação, para pagar débitos adquiridos no combate, que destruiu a chama do amor e da caridade dentro do coração desfigurado. 61 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 61 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa EU FALO DE AMOR Eu falo de amor, quando o homem é triturado pela máquina; Eu falo de amor, quando o homem virou sociedade de consumo... Eu falo de amor, quando o homem faz guerra... Eu falo de amor, quando o homem nele não crê!... Eu falo de amor, quando a humanidade é mumificada pela frigidez de sentimento. Eu falo de amor, quando o macho se preocupa com matéria da terra transitória. Eu falo de amor, quando ele se tornou palavra feia na boca dos hipócritas. Eu falo de amor, quando a podridão corrompeu todos caminhos. Eu falo de amor, onde ele não mais existe. Eu falo de amor, quando mistificadores deturparem sua origem. Eu falo de amor, onde há miséria, pranto, sofrimento. Eu falo de amor, onde habita desunião, crime, deslealdade; Eu falo de amor, onde o homem foi petrificado pela cultura de massa. 62 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 62 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Eu falo de amor para ricos de dinheiro e miseráveis de sabedoria. Eu falo de amor para pobres sem teto e milionários de luz no coração. Eu falo de amor no tempo e espaço, onde inversão de valores dominou a comunidade decadente. Eu falo de amor para Deus e para santos; Eu falo de amor, porque eu sou o amor personificado n’alma pura do poeta !... 63 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 63 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa QUIS DIZER-TE UM DIA Quis beijar-te a face mui linda, levar meus lábios loucos em delírio à tua boca vermelha e dizer-te tu és meu único amor, razão infinita de meu viver de poeta, que vaga, qual nau perdida na amplidão do universo. Quis deitar meu corpo junto ao teu corpo, para que eles fizessem unificados o sexo, o respeito, que a carne merece. Quis possuir-te n’alma bela, que chora, murmura nos trilheiros conturbados deste mundo aflito e dizer-te tu és o espírito gêmeo, cuja afinidade absorveu meus pensamentos, minha poesia, que livre corre como córrego na cascata de meu pensar, fazendo cachoeira de mil quedas em meu coração agoniado. Quis na aurora da vida ofertar-te tudo de bom, que o homem pode oferecer à mulher amada... mas ó mísero planeta, cujos ideais são paralelos, não se encontrando jamais na distância do tempo espaço. Quis beijar-te a face rubra de inocência e dizer-te tu és tudo!... a luz, as estrelas, mas ó sonhos na aurora da existência, que não voltam jamais no entardecer dos anos. 64 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 64 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia EU E O MUNDO Eu vim ao mundo beber a poesia, que murmura solta ao vento e que corre pelas verdes campinas, como criança travessa. Eu vim à vida dos loucos, para buscar para minh’alma errante a dor do sofrimento, ferramenta a burilar o orgulho, que vive dentro de meu peito e para buscar remédio na cura de todos os males oriundos de outras eras do passado. Eu vim ao mundo, eu vim à vida dos humanos, para sofrer no meio ambiente na contradição da terra, onde meu espírito se evoluirá, para as glórias excelsas do Senhor, nas profundezas do infinito. Eu sou a vida, eu vim ao orbe, para trazer aos pobres do íntimo a lógica da imortalidade de tudo e do nada. Eu vim à vida, para chorar em pranto mudo, buscando na dor, no desespero, luz do futuro; Eu vim ao orbe como emissário do infinito, para ver todas as coisas, para sentir todos os males. Eu vim ao planeta, para combater injustiça, para amar fracos e oprimidos na dor pura de seu canto funéreo. 65 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 65 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa Eu vim à terra para beijar os lábios de todas as mulheres e para dizer a elas, que eu sou o amor, néctar sublime, para seus corações à procura do louco delírio, que inflame seus espíritos. Eu sou a natureza, que se manifesta em tudo e que dá harmonia à existência e às coisas. Eu sou música, que leva doce bálsamo aos corações aflitos. Eu sou os pássaros, que gorjeiam no despontar da lua no céu em festa. Eu sou energia, eu sou amor, que desceu à terra, para fecundar todas as fêmeas num doce canto de luz e paz. 66 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 66 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia POESIA DO MUNDO Eu sou o vento que ruge nos campos verdes e nos bosques em flor. Eu sou o canto sinfônico dos pássaros, na solidão das florestas e das laranjeiras. Eu sou o perdão que traduz consolo aos aflitos. Eu sou a araponga no seu canto fúnebre. Eu sou o pobre que dorme ao relento e come o pão da miséria. Eu sou a dor, o sofrimento, a felicidade. Eu sou a brancura das estrelas que dormem na eternidade do espaço. Eu sou a meiguice, ternura das crianças. Eu sou a imagem de Jesus, pregando nas ruas da Galiléia, Eu sou a vida, meu nome é a poesia do mundo. 67 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 67 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa ORIGEM DO ESPÍRITO Do cosmo, Deus contempla a virgem terra, do corpo teu se expandindo éter cristalino, que o espaço tempo povoa em magistral hino, sinfônico do belo, que o universo encerra. Do imaculado éter de Cristo ao átomo da terra, associando a molécula ao organismo sovino, o instinto meu surgiu, infante a espera da tri-bilionária era evolutiva do bovino. Fui éter, energia, átomos, moléculas associadas, orgânica matéria Darwiniana, primitivo organismo, na razão lógica da transformação condicionada. Do éter do Redentor à reação do átomo nativo pelo fator físico/químico sobressaiu o diamante, da consciência do eu, para ser Cristo doravante. 68 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 68 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia O MENDIGO Trovão, trovão, raios, coriscos, trovoada, céu nublado, dia inquieto, vento frio, vento louco, que faz tremer o casebre de barro e o rancho de pau a pique. Lá fora, chove a cântaros; a enxurrada vermelha corre pela rua indo levar à criança brasileira, que brinca de barco a doçura de ser jovem, a ambição de ser almirante e a tristeza ao mendigo, que passa molhando pés frios, pés doentes, pés cansados à procura do certo e do ignoto, pés ensangüentados, que sofrem nas árduas caminhadas das longes terras; à procura do grão de comida, que sacie a fome milenar, do alimento que sustém a alma triste e acabrunhada, que sofre, padece, chora e murmura e que vaga pelas tardes morenas de meu Brasil incompreendido, em busca da compreensão do Deus cósmico, do Deus, que diz porque vive n’agonia ardente, enquanto outros somente outros são felizes. Mendigo, ó mendigo, ó alma astral, tu, que me fazes sofrer nas noites de meteoros vagabundos, nas noites compridas de insônia, nas noites de fulgor de estrelas, ambicionando-me querer ter força cósmica, para libertar-te do sub-mundo, que atormenta lírica alma tua. 69 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 69 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa Ó mendigo, ó filho divino do tempo e do espaço, noivo ultrajado das noites estreladas, esposo desgraçado da dor do infinito, bisneto esquecido dos deuses antigos, ó plebeu errante de feições rudes e olhar inquieto, que se arrasta na enxurrada contorcido pela miséria alheia, levando nas encurvadas costas a tara da sociedade pecadora, e, nas feições rústicas, o preço da desgraça dos longos anos. Levanta-te, pobre irmão! Coragem, ergue-te, caminha, olha, que a vida é bela e que o futuro encerra, surpresas e segredos mil de esperanças belas. Ergue-te para o futuro, ergue-te para a luta das forças contrárias, embainha, qual GANDHI, redentor dos fracos e dos oprimidos, a espada da lógica e da razão, a espada dos justos e dos simples, que nos teus olhos encerra. Levanta-te, plebeu de outrora; Ergue-te, homem do passado, deixa, que a enxurrada carregue o apetrecho de ex-mendigo, que leve o pecado da comunidade cruel, e a recordação da sub-sociedade, deixa a infelicidade, porque tu és a presente glória, porque tu és o anjo da redenção humana, porque já se ouve o tropel do pobre, que Deus colocou no mundo, para redimir o humilde e para construir base histórica nos tempos siderais. 70 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 70 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Levanta-te, ergue-te, caminha, mendigo de passadas eras; Olha que surge no poente o sol do porvir e da justiça, prevendo o futuro que desponta no tempo e no espaço; Ergue-te, poeta da humildade, poeta da desgraça e do sofrimento, porque tu és qual Jesus, herói da nova caminhada redentora, d’uma nova humanidade harmônica e feliz. Levanta-te, ergue-te, poeta da humildade, limpa a lama de teu rosto rústico, enxuga a lágrima que corre pela tua ossuda face, troca o passado por esperanças d’uma nova era, que já galopa, qual corcel, pelo vale da pátria brasileira e pelos verdes campos do Brasil sem fim, anunciando, qual arcanjo de clarim e revoada tremenda, a previsão da nova época, a época do humilde e do justo; Troca tua lágrima pela metralha da futura lógica e serve-te dela na defesa da razão e da verdade, porque mais vale a justiça do humilde, que mil leis do bacharel do exibicionismo cruel. Levanta-te, ergue-te, homem espoliado da humanidade infeliz, sofredora, descrente e desnutrida, que tem no estômago o micróbio, a chaga e o tumor maligno da injustiça cruel e insana. Levanta-te, ergue-te, poeta da humildade, poeta da desgraça e do sofrimento, parte para a perfeição de meu Brasil, de meu Brasil Brasileiro, tal qual Ari Barroso em líricos versos cantou, porque há no solo gentil do universo o hospital de sofredores, que vagam qual vampiros da fome crônica e secular. 71 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 71 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa Tu, ó mendigo, tu que, cabisbaixo, caminhas nas tardes brasileiras, nos becos escuros, nas vielas estreitas, nas ruas encurvadas, cansado de sofrer, cansado de vagar por aqui, por acolá, tombas morto no funéreo chão de poeira densa, ao lado da lata de lixo, que foi teu último almoço, sempre esfarrapado, esquecido como foi, mas a alma tua, desprezada pelos miseráveis grandes, se desprendeu da matéria, soltando os corpóreos laços, e voou, voou pelo céu azul-anil de mil cores belas, quais andorinhas, canários, colibris, nas tardes morenas de meu Brasil verde-amarelo, de minha pátria querida. Vai-te, voa, sofredor das longas caminhadas, voa, alma incompreendida e pura, voa pelo campo esverdeado da pátria querida, voa ao encontro de Deus, do pai de esperanças altas, voa para a mansão de Gandhi, Jesus, Sócrates, Platão e Buda, para o palácio dos justos, para a catedral dos humildes. 72 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 72 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia TEU SORRISO (Para a amiga Adriana) Teu sorriso é como um sol, dissipando trevas na noite escura, iluminando todos os seres na fecundação do solidário amor, que entorpece corações eleitos. Teu sorriso mesclado com todas as cores da ternura de tua alma moça, emociona o coração do poeta, no questionamento de tudo que é belo, nos trilheiros deste mundo repleto de beleza, desejo e posse. Quis dizer-te tudo e o nada; Dizer-te que teu sorriso dissipa trevas da maledicência, provocada por zombeteiros espíritos, que infernizam a existência de criaturas belas, e dizer-te o nada, o silêncio, somente o silêncio no sincero desejo de exclusão evitada, na incompreensão, que tortura, fere, mata. Quis dizer-te que teu sorriso é êxtase, que ilumina, provocando felicidade, levando mensagem do belo, da ternura pregada por Cristo nas ruas da Galiléia. Quis dizer-te que a pureza de teu semblante desintegra na atmosfera do relativo tempo, a mensagem do amor de Deus, conclamando, que nem tudo está perdido na desintegração da sociedade enlouquecida, decomposta. 73 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 73 2/8/aaaa 22:14:56
  • Siomar Rodrigues de Sousa O FILHO PRÓDIGO VOLTANDO PARA DEUS Há em mim, Senhor, um coração que não pensa, uma alma que sente e murmura com vibrações da natureza, nas mil contradições, que a terra mãe encerra. Há em mim, Senhor, a bondade do santo e maldade do demônio; Existe, no meu peito febril, a humildade do cordeiro e a energia do leão, na luta de sobrevivência dos átomos e moléculas de mim mesmo. Há em mim, Jesus, a pureza da criança e perversidade do homem bicho, antropóide na evolução secular do tempo e do espaço ilimitado. Há em mim, Cristo, o ideal supremo de criar, multiplicando o bem e desejo incontido de destruir! Há em mim, Senhor, o amor e o ódio, a limpidez e a impureza. Há em mim, Redentor, o incomum afeto pela donzela e ao mesmo tempo o desdém pela fragilidade de sua conduta. Ah! Onipotente, como a moral, é tão frágil nas mulheres! Por que elas são tudo e o nada? Por que são deusas da virgindade e do carinho? E por que vive nelas a hipocrisia? como tudo é hipócrita neste mundo adverso. 74 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 74 2/8/aaaa 22:14:56
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Seguindo, ó criador, nas estradas poeirentas deste planeta primitivo, caminhando sempre perante os empecilhos, que encontramos alheio a nossa vontade fraca de não mais querer viver. Andando sempre na chuva, que molha tranqüilamente os cabelos revoltos na luta do globo, viajando pelos desertos da atividade, mirando astros mansos no céu azul em noite dourada, percorrendo a solidão da cidade onde o homem animal acuado como fera entre feras, pelejando, para continuar a viver e vivendo, para mais tarde, morrer, como tudo deixa de existir na comédia da existência. Há em mim onipotente admiração por tudo aquilo, que criaste e há em mim também o desprezo por tudo aquilo, que vejo contaminando a substância e beleza de todas as coisas. Há em mim admiração pelos santos, que constroem a paz e indiferença pelos crápulas, que corrompem a razão e os ensinamentos de Cristo, que faleceu, para exemplificar à comunidade a forma correta de se conduzir e de seguir, para o eterno sideral! Há em mim, Jesus, contemplação pelas leis, que regem o concerto musical dos astros; Há em mim, pobre ser cansado nas querelas do existir, o entusiasmo por tudo aquilo, que brota e envelhece e a suprema desgraça de sentir, que tudo se extingue após nascer dando lugar a contínua transformação de tudo e do nada, por que nascer? Por que vegetar e morrer, para transformar? Caminhando pelas montanhas e pelas serras verdes dos picos altos, querendo ser Deus, para alcançar a grandeza de todas as coisas, que não compreendo no meu cérebro incompreendido. 75 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 75 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa Há em mim, Senhor, fantástica vontade de não mais querer viver, é o coração a gritar dentro do corpo, é o anseio de voltar, para a casa paterna, é o ser, que revolta na carne, desejando as estrelas, o infinito, é o filho, que sofreu nas jornadas do ignoto, que aprendeu amar a Cristo e que retorna ao lar despido do orgulho, que entorpecia o íntimo, que vegetando pelos caminhos afora perdeu nas ruas, nas sarjetas a vaidade. É o novo homem diplomado pela Universidade da vida; Ó Senhor, perdoa-me por ter pecado contra leis de Moisés, nos milênios das encarnações do orbe, onde meu próprio ser tentou cumprir missões, que o destino confiou. Caminhando pelo universo, sigo humilde com o espírito cabisbaixo de vergonha, de ser minúsculo diante da grandeza de tudo, que foi criado e da pequeninês de minh’alma errante. 76 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 76 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia MINHA FAMÍLIA Minha família, meus irmãos são planetas, nebulosas, galáxias, que bordam estreladas noites do Brasil no esplendor, na magnitude do incomensurável, na amplidão do sideral espaço, nas profundezas do infinito. Minha família, meus irmãos são toda a humanidade, que habita nosso planeta azul formado com milhões de cachoeiras, dando toque de ternura nos caminhos duros desta sideral caminhada, sofrida, que tortura, fere, mata. Minha família, meus irmãos, são miseráveis, que habitam favelas imundas na periferia das cidades. Minha família, meus irmãos são mendigos, excluídos, abandonados, velhinhos em esquecidos abrigos, crianças dos orfanatos, deserdados, abandonados por pais também abandonados na competição do capital egoísta. Minha família, meus irmãos são pássaros na orquestra das sinfonias, dando toque mágico no espetáculo da criação, da existência nas trilhas do imponderável . 77 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 77 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa Minha família, são os excluídos, não amados, estropiados, proletários do magro salário da fome, da escravidão. Minha família, meus irmãos são prisioneiros de penitenciárias, imundas, criminosos, filhos da criminosa sociedade, estuprados no humano egoísmo. Minha família, meus irmãos, são frutos da contradição do existir, são todos aqueles que sofrem nos hospitais, presídios, catástrofes; São todos aqueles que, sofrendo, fizeram-me padecer na cumplicidade do viver no palco do universo tão infinito na pequenez de insignificantes almas, pobres demais. Minha família, meu pai, minha mãe, meu irmão são astros solitários do céu azul, são nebulosas, galáxias, que dão ternura na imensidão do universo. 78 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 78 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia DESAGREGAÇÃO SOCIAL (A INGRATIDÃO DOS FILHOS) Dizia Augusto dos Anjos, o irmão poeta noutras remotas plagas. Vez ninguém assistiu o formidável enterro de sua última quimera, somente a ingratidão, esta pantera, foi sua companheira inseparável, vamos ascenda seu cigarro, a mão, que afaga, é a mesma, que apedreja!... Eu, pobre poeta contemporâneo, no vermelho sertão da carne, lastimo, pergunto por que a desagregação social? Por que a frigidez do íntimo, da sociedade, da família, dos filhos, que mil vezes apunhalam, dilacerando corações, estraçalhando-os em mil pedaços, na dor, que fere, tortura, na provação cruel, insana. Por que a ingratidão dos filhos? Por que a dor covarde contra pais, de grisalhos cabelos, que após a guerra da criação fantástica, do sacrifício, da renúncia, pugnando contra intempéries do dia-a-dia da existência atribulada, e hoje no entardecer dos anos a facada, que tortura, fere, mata. Dizia o poeta n’outros natais, vez ninguém assistiu o formidável enterro de sua última quimera, somente a ingratidão esta pantera, foi sua companheira inseparável. Por que o desencontro das almas no resgate das provações? Por que o desamor e não o amor, por que a indiferença e não o encontro de afeto, de ideais, por que a desavença e não a melodia de gêmeas almas na comunhão da ternura, 79 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 79 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa que entorpece espíritos repletos de êxtase de encontro a Deus. Filhos do mundo curti vossos pais, enquanto é tempo e estão vivos, próximos de vós, enquanto seus corpos estão quentes, sob vossos olhares; Aproximai-vos deles, beijando-os na face sofrida, cansada pelos atropelos do viver; Dizei a eles... pai, eu te amo tanto, perdoe-me pelos erros do passado, do presente, do futuro. Filhos do mundo, curti vossos pais; Se forem da idade terceira, curti-os o triplo, porque já sofreram por vós, já rezaram, já suplicaram a Deus, para proteger-vos nos tropeços da eterna caminhada estelar. Filhos do mundo, o poeta contemporâneo, não o de ontem, suplica amai vossos pais, enquanto estão pertos de vós, porque depois na laje fria do cemitério será tarde demais, para pedir perdão pelo desprezo. Filhos do mundo amai vossos pais, hoje, agora, sempre, e dizei a eles quão grande é vosso amor. Filhos do mundo não vos esqueçais de que amanhã sereis pais, avós e podereis também, ser abandonados, nos asilos, na indiferença, que tortura, fere, mata. Filhos do mundo dizei a vossos pais, hoje, agora, sempre, quão grande é vosso amor, antes, que seja tarde demais, só restando beijá-los na fria rampa dos campanários. 80 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 80 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia IMAGEM DE MULHER BONITA Tua imagem de mulher bonita penetrou na retina dos olhos meus, invadindo e estraçalhando o coração do poeta. Teu corpo magnífico, esculpido em carne branca, provocando o despertar do sexo, motivando a reação do sangue, que corre loucamente pelas veias, eu querendo-a, desejando-a, para o amor do espírito ou do corpo, com todas as honras que o prazer merece. Noite estrelada, céu azul atlântico, lua cheia; Ouve-se a sinfonia dos astros; Sozinho no leito, cabeça febril, imaginando-te divinamente nua com teus quadris redondos, estupidamente arrebitados, na arquitetura de teu vulto escultural; Teus seios duros desafiando minha boca a beijá-los suavemente e eu sussurrando a teus ouvidos: eu te amo boneca de sonho, boneca de carne. Sinto-me na penumbra de tua suíte e tu, sedutora de calcinha preta, abraçada a meu corpo quente; Música suave na eletrola, tua cabeça debruçada no meu peito; Eu, acariciando teus quadris cheios de tesão; Tu querendo ser possuída e eu querendo possuir-te, teus lábios beijando-me, teus olhos em êxtase, mirando meus olhos e eu a dizer-te: tu és divina e única, tu és meu amor. 81 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 81 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa Tu, louca, desvairada, colocando meu sexo dentro de teu sexo, minha carne dentro de tua carne, permitindo o gozo infinito de dois seres que se querem, se amam, se completam. Boa noite, donzela, fêmea de minh’alma; Durma tranqüila, feliz a meu lado e quando o sol invadir teu quarto na manhã de primavera, quero tua boca beijando minha boca, teus seios roçando meu peito, e tu querendo dizer-me: sou tua, somente tua, para sempre, para todo o sempre. 82 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 82 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia INTERMINÁVEL BEIJO DE AMOR Quis beijar-te a boca, num beijo do tamanho de um século e sentir que tu és a própria felicidade que o mundo ou a natureza encerra na magia misteriosa do existir. Quis beijar-te a boca, num beijo interminável como o próprio universo, bordado com bilhões de estrelas brancas e ornamentado com a ternura eterna da poesia natural de Deus. Quis beijar-te a boca, na meiguice do beijo inesquecível e entregar-te um buquê de rosas vermelhas, como prova do amor supremo que sinto pela tua alma rosada de mulher ideal. Quis beijar-te a boca e levar meus lábios a tocar teus lábios, e deixar que eles se comunguem no mistério da carne e do espírito, na doce e pura atração das almas gêmeas entrelaçadas. Quis beijar-te a boca, num beijo milenar e dizer-te que, entre milhões de mulheres no mundo inteiro, tu és divina e única e sobretudo inspiradora de um santo poema de amor. Quis ofertar-te estes versos, roubados da harmonia de um beijo infinito e dizer-te: suprema é a mulher que consegue estremecer o coração do poeta e fazê-lo produzir, em delírios e êxtase, um poema de amor num planeta tão conturbado pelo imediatismo do prazer e da ilusão passageira, que os bens materiais provocam em todos aqueles, que são cegos de espírito e mortos de coração. 83 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 83 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa ONDE ANDARÁS Onde andarás, graciosa loura de olhos azul atlântico?... Onde andarás, loura formosa, com teu corpo sexy, teu quadril esculpido no cálculo matemático... Onde andarás mulher de sexo, mulher de amor, onde andarás fêmea completa de tesão, na natural frescura comum a todas as virgens belas. Onde andarás, loura fatal, com teus quadris redondos, bem esculpidos na tua calça azul da cor de teus olhos mansos?... onde andarás, meu amor passageiro, como tudo, que é belo, breve, inconstante. Saibas, loura de olhos azul atlântico, que onde tu andares com teu andar sexy lá estará minh’alma de poeta, venerando tua beleza milenar. 84 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 84 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia GAROTA CENTER SHOPPING EI – LA que surge altiva, bela, peregrina, desfilando sua ternura pelo Center Shopping, motivando emoções no supremo êxtase, sensibilizando o poeta no delírio do poema de amor, que enlouquece corações eleitos. EI – LA que surge no Center Shopping, com seu sorriso, dissipando trevas do espírito; é como o universo, intimando amores perfeitos na poesia de Deus. EI – LA que surge com seus lábios paralelos, sua curvilínea imagem, iluminando o ambiente com seu vulto gracioso, clonando a garota de Ipanema de Vinicius e Jobim. EI – LA que surge no Center Shopping como meteoro em noite estrelada, bela, seu corpo é poema de carne e osso, provocando adrenalina na juventude em festa, inspirando o artista no fantástico canto destes versos de amor e posse, nos magníficos sonhos do Shopping. 85 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 85 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa BRASÍLIA TEU NOME É AMOR Primeiro vieram silvícolas, fugindo da escravidão do branco, que traziam a bandeira da revolução material e a algema do espírito, preso a fatalidade histórica da evolução da matéria, energia condensada. Depois chegaram bandeirantes com botas de sete léguas à procura do ouro milenar, do diamante escondido na terra e no leito dos córregos de mil cachoeiras. Foi aqui, no sertão virgem do Brasil Central, que se deu o grito incrédulo dos nativos... ANHANGUERA!... ANHANGUERA!...vulto desconhecido, espectro do diabo. Foi aqui, também, que os varões índios, artistas da natureza, levaram aos lábios vermelhos das Iracemas, netas da lua, o teu doce beijo no cenário natural, na sinfonia dos pássaros. Foi aqui, também, no cenário virgem do Brasil Central, palco dos primitivos Romeus e Julietas, que surgiria Brasília não só de cimento, de ferro, de arquitetura inovada, de quadras isoladas, de ruas sem esquinas, sem cruzamentos, mas a Brasília super-moderna de Niemeyer e Lúcio Costa, onde os namorados se querem, se beijam, à sombra fresca das árvores coloridas. 86 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 86 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Eu te amo, Brasília, como a criança ama sua primeira boneca de pano. Eu te venero, Brasília, como noiva de branco véu, porque foste tu que acenaste para mim no bendito amor, quando meu ser estava na incompreensão, na dor, faltando-me apoio moral em horas difíceis; Por tudo isto te amo ó idolatrada Brasília de mil candangos. Tu foste o barco simbólico, que salvou o poeta do naufrágio e é por isso, que levarei em versos tua essência a todos os quadrantes do mundo e terei orgulho de dizer aos irmãos de outras plagas, que sou filho de tua periferia; Sou o poeta nativo do Planalto Central, que se viu fecundado n’alma pura por teu nome, Brasília, que é beleza, ternura e preparação de Deus, para implantar no coração da América a nova era do amor Latino-americano. 87 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 87 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa BRASÍLIA DE DESEJO E POSSE Brasília, eu amo você, como a criança ama sua namorada na virgindade do primeiro beijo quente, na ternura da emoção inesquecível. Brasília, amo você porque seu pai foi JK, amante do povo, líder maior de seu tempo e que levou o Brasileiro litorâneo, para o interior da pátria, rasgando florestas no sonoro barulho dos tratores, das máquinas na terra vermelha, atravessando rios, obstáculos, sob o sol inclemente no Planalto Central, rumo à Amazônia virgem, berço da nova civilização do terceiro milênio. Brasília, amo você como o homem ama a mulher derradeira, de carne branca, fina, perfumada, macia e enlouquecedora na tarde fria. Brasília, sedutora, seus seios são os palácios de Niemeyer, seu corpo virgem é o plano piloto de Lúcio Costa; A asa sul, a asa norte, o lago norte, o lago sul. Amo você, Brasília, símbolo do Brasil Verde-amarelo, deste povo sofrido, espoliado, que um dia se libertará, encontrando seu destino, na liderança deste planeta azul de mil cachoeiras. 88 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 88 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Brasília, seu pai foi JK, sua mãe Lúcio Costa, seu corpo escultural, seu encanto, sua sedução nasceram da magia de Niemeyer, arquiteto, artista plástico do concreto em curvas de sensualidade e posse, que leva ao êxtase a macia carne, o espírito enlouquecido. Brasília, meu amor, você sempre foi-me fiel na dor, na alegria, no desespero, no sofrimento, que tortura, fere, mata. Brasília, Brasília dos meus amores verdadeiros, eu amo você, como o macho ama sua mulher em noite de núpcias, ou como a criança venera seu suntuoso natal, seu único sonho e o adolescente seu beijo quente, pioneiro. Brasília, Brasília dos meus históricos amores em noites estreladas, pioneiras, peregrinas, levando o mísero poeta ao delírio no embriagado orgasmo na magistral sinfonia ao luar, provocada pela arquitetônica poesia do Memorial JK, do Congresso Nacional, da Catedral, da pirâmide da LBV, da arquitetura mágica e sinfônica do Palácio da Alvorada. 89 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 89 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa BRASÍLIA, CENTRO DE LUZ E AMOR Brasília, meu amor, eu te amo, porque tu és centro gravitacional deste grande Brasil de D. Pedro I, de D. João VI, dos inconfidentes. Eu te amo, plano piloto, porque tu és qual núcleo central de um átomo; Girando em torno de ti como elétrons, prótons, mésons, estão: Taguatinga, Gama, Cruzeiro Velho, Cruzeiro Novo, Braslândia, Ceilândia, Guará I, Guará II, Sobradinho e Planaltina. Brasília, meu amor, eu te amo, porque tu és centro político social deste bravo Brasil de José Bonifácio, Castro Alves, Augusto dos Anjos. Eu te amo, plano piloto, com sua Asa Sul panorâmica. A W-3 de mil amores, a bonita W-2 e a W-1 que, embora, impedidas em teu percurso, merecem versos de amor na tarde fria de Outubro. Eu te amo, plano piloto, com tuas belas igrejas, a moderna Catedral, a Dom Bosco, os Ministérios, o Itamaraty, o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes e o lago azul. Eu te amo, Asa Norte, antes semi-abandonada, mas tu serás, ainda, o mais belo recanto da nova Capital; Olha, minha Asa Norte, não fiques tão triste... tu tens o Iate Clube, o Minas Tênis e até mesmo a formidável U.N.B. 90 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 90 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Eu te amo, plano piloto, porque tu és núcleo central do átomo, que é Brasília; Girando em torno de ti estão o Gama com suas florestas de antena de TV; Sobradinho, com suas casinhas pequenas habitadas por homens grandes; Cruzeiro Velho e o Novo também; Eu te adoro, Guará I e, Guará II e tu Taguatinga, por que não deveria, também, idolatrar a ti, que acomodas modernos candangos. Eu te venero, Planaltina, marco inicial da grande epopéia do homem, e tu, Braslândia que, embora distante, vives bem juntinho ao coração do poeta; E tu, ó minha bem amada Ceilândia, como te quero tanto, porque ainda és parente pobre da nova Capital; Tu és pequena, é bem verdade, mas tenhas fé, bons olhos velarão por teus filhos, e tu Núcleo Bandeirante, tu dispensas comentário; Teu próprio nome diz tudo; Tu és pai e fonte de Brasília; Tu és a própria história da epopéia gigante do homem no Planalto Central. Tu, Núcleo Bandeirante, és história legítima e para que tu existisses foi necessário que muitos morressem. Olha o passado, veja Tiradentes lutando, para que vivesses um dia. Veja Fernão Dias Paes Leme e até mesmo Anhanguera, queimando águas do Rio, para que pudesse pisar e avançar em teu solo, criando, e multiplicando caminhos. 91 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 91 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa Eu te amo, Núcleo Bandeirante, porque foste tu que abrigaste meus irmãos candangos, reencarnação dos construtores de Pirâmides do Egito; Foste tu que abrigaste heróis anônimos vindos do Norte, Sul, Leste e Oeste e que foram condecorados pela medalha do esquecimento, da renúncia. Eu te amo, meus candangos, que sob chuva e sol inclemente construíram Brasília, para outros viverem; Não chorem, meus candangos, a vida é assim mesmo. Tu não conheces o ditado que diz: O sol dos gênios só brilha sobre a rampa dos campanários. Eu te amo, Brasília, porque tu és como núcleo central do sistema solar; Gravitando em torno de ti estão o Amazonas, o Pará, o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul e o resto da vastidão do Brasil verde amarelo. Eu te amo, Brasília, porque tu és como centro de uma nebulosa, regendo o concerto das nações, onde centenas de cidade-estrela giram em torno de teu centro magnético, dando harmonia e equilíbrio ao mundo; Eu te amo, Brasília; Tu és luz desintegrada na explosão de um átomo, iluminando a América Latina, para a unidade, histórica do homem na face da terra, preparando campo para criação do Governo Universal. 92 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 92 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia BRASÍLIA... JK, MEU HERÓI Brasília, centro gravitacional, tronco político deste bravo Brasil, que se levanta do sono letárgico de quase cinco séculos, na conscientização de uma nova era. Brasília, bela cidade, que floresce no coração da pátria em festa; Tu foste fecundada e nascida do otimismo de um povo; Teu pai foi JK; Tua mãe é o Brasil; Teu sangue é o de Tiradentes; Tuas mãos são as do candango; Teu espírito é Niemeyer. Teu corpo é Lúcio Costa. Teu coração é a pátria; Tuas pernas, Brasília, são os moços; Teus nervos e tua musculatura são os estudantes que representam o futuro; Brasília, centro gravitacional, tronco político, esperança do Brasil. Brasília, bela cidade que floresce no coração da pátria em festa. Tua missão é nobre, teu destino é supremo, porque tua figura, é imagem do Bandeirante, refletida na integração do homem no solo pátrio. Teu destino é de levar a unidade a todos os quadrantes da nacionalidade mãe e, acima de tudo Brasília, tua missão e teu destino são mais nobres ainda: são frutos do otimismo de todo um povo, que é preparação abençoada do Brasil, para implantar no coração do Amazonas, o início de uma nova era na História gigantesca deste grande Brasil, que amo acima de todos os altares. 93 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 93 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa A NOIVA Cristina... Cristina... Ó virgem pura de lábios de mel, vem, repousa tua cabeça loura neste velho peito, que já sofreu como tu sofreste, o mísero fel do viver; na vida escassa de teu leito. Cristina... Cristina... ó virgem pura de lábios de mel... eu te amo ainda, mas não sofras com o noivado desfeito, porque breve tu entrarás na igreja de branco véu, com outro, com o noivo que te dará o lar perfeito. E ao ver-te caminhar, toda vestida de branco, ao som da marcha nupcial, rumo ao altar, eu chorarei... chorarei, querida, em pranto. E quando tu passares próximo a mim, altiva e bela e vires duas lágrimas cristalinas nos olhos meus, perdoa-me, querida, são suspiros de amor, que ainda te dou. 94 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 94 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia ELA CHORANDO SOB A LUZ DA LAMPARINA Sei que tu choras, com a cabeça reclinada na poltrona vermelha, e as lágrimas que sulcam tua face, mancham a maquiagem de teu rosto bonito de mulher pura e real... e, ao contemplar-te assim, lembro-me da Virgem Maria, mãe de Jesus, ao ver teu filho a caminho do Calvário, para redimir os homens. Tuas lágrimas cristalinas, rolando pela cara de mil beijos na aurora da vida, sensibilizam seu íntimo e eu também sofro ao ver-te tão pálida, com os cabelos revoltos, espalhados na imensidão de tua figura angélica e graciosa. A noite desce no espaço-tempo, envolvendo-me no negrume de minh’alma e ao mirar teu vulto iluminado pelo clarão de lamparina, sinto renascer dentro da catedral acústica, que vive dentro do peito de sangue quente e febril, aquele amor perfeito, que germinou e deu frutos na vez primeira que tua imagem surgiu na retina dos olhos meus. 95 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 95 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa POEMA PARA LUIZA DORNAS Teu porte elegante no tailleur verde bem cortado, tua postura de mulher de luta, na consciência do poder de Estado, oriundo do Governo Roriz, líder maior, nosso JK do cerrado no Planalto Central, consolidador de Brasília, Capital da República Brasileira. Teu porte elegante no tailleur verde bem cortado, bela Secretária de Estado na Capital Federal de Niemeyer, de Lúcio Costa, do Governador Roriz, construtor de viadutos, do metrô, da super ponte do Lago Sul poesia de concreto, sinfônica coreografia de magníficas curvas no cimento sobre tranqüilas águas, no lago azul na tarde de primavera quente, sensual, febril. Teu porte elegante no tailleur verde bem cortado, plena consciência de poder centralizado, guerreira, corajosa, estrategista, combativa, ternura camuflada sob a capa do poder do Estado. Teu porte elegante no tailleur verde bem cortado, elegância de mulher, no pináculo do poder da cultura, na poética Brasília de JK, no centenário de vivência do mineiro humilde de Diamantina das Minas Gerais, nas verdes montanhas, dos inconfidentes de Ouro Preto. Luiza Dornas, líder maior graduada no Conselho de Cultura, companheira na adversidade, na alegria, no combate, obrigado em nome dos poetas pela sinfônica orquestra, pela Ópera Carmem, pelo Baile de Máscaras de Verdi, pela Ópera de Pequim, pelo Ballet Kirov, pela suprema magia do estilo da dança Flamenca. 96 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 96 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia POEMA PARA UM ANJO BARROCO Mariana, líder cultural, teu nome é ternura, vertida nos versos de amor no poema incontido, projetado na tela do pensamento pioneiro, emocionando o virgem coração de sangue do poeta. Mariana, vermelhos lábios paralelos, perfil imaterial de anjo barroco, reencarnado no planeta azul de mil cachoeiras, arcanjo de brancas asas em corpo de mulher, santificada no sorriso imaculado de Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Mariana, espírito milenar, fêmea etérea, magnética, musa inspiradora de ideais na Grécia antiga, na oratória de Cícero, na Roma de Marcus Aurelius. Mariana, líder cultural, guerreira de sangue puro, na genética engenharia biológica, fêmea real, transada de amarelo colonial, no palco efêmero do poder, olhar cortante como espada de Napoleão. Mariana, pioneira musical de estrangeiras terras, missionária do belo, evangelizando almas enfermas no planeta terra, idealista cultural no Brasil, pátria do milênio terceiro, rumo aos trilhões de galáxias no espaço imponderável de Deus, sinfônica orquestra da criação. Mariana, na TV e DVD, Sara Brightman, Charlotte Church, seres imateriais no lírico canto perfeito, sensibilizando o âmago do poeta em lágrimas de cristais, transfigurando este mundão de Deus no êxtase de todos os êxtases perdidos no inquestionável universo. 97 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 97 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa PERFIL DE UMA VELHA Virgem, tu que descias a avenida de vestido amarelo, garbosa, altiva, dentro do corpo escultural e belo, mil vezes talhado nas formas da divinal beleza de Da Vinci, na tela primoral da eterna natureza. Virgem, tu que, esbelta, andavas de vestido amarelo, e que eras convencida, ignoravas o mundo anelo, dentro de teu orgulho, dentro de tua aspereza e tinhas perfeição no corpo teu, supremo na natureza. Passou-se o tempo, hoje tu és velha, feia, ingrata, rabugenta, chorona, magrela, infeliz, alcoviteira e tua feiúra é o troco da antiga tela, que te foi grata. E ao caminhares pela avenida, já velha e faladeira, nesta mesma avenida, palco dos sucessos de outrora, tu compreenderás, que o orgulho morre no cemitério frio. 98 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 98 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia MULHER GUERREIRA (Para minha mãe Simene Vellasco de Andrade e Sousa) Mulher guerreira, moderna, mulher de luta, proletária ou burguesa, mãe ou não, simplesmente mulher. Mulher guerreira, persistente, invencível, na conquista de direitos nas caminhadas de séculos e séculos de história. Mulher guerreira, mulher de sexo, mulher de leite, mulher de concreto, de convicção, mulher companheira, amiga, não inimiga do homem, solidária, não adversária. Mulher guerreira, pobre ou rica, doutora ou analfabeta, operária ou burguesa, da favela ou do palácio, lutadora ou omissa, bonita ou feia, simplesmente mulher. Mulher guerreira, sedutora, feminina, lutadora, no campo, na cidade, mulher menina ou anciã, mulher espoliada, sofrida, machucada nas duras caminhadas, caindo e levantando, sorrindo ou chorando neste mundão louco, brigando ou sendo companheira do homem, na alegria ou no infortúnio, na fartura ou na pobreza, na juventude ou na velhice, na saúde ou na doença. 99 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 99 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa Mulher guerreira, firme, vontade inquebrantável, desbravando caminhos, conquistando espaços, direitos, deveres. Mulher guerreira, amada ou querida, mulher democrática, humana, da fábrica ou da cozinha, mãe solidária, companheira no delírio ou na desgraça. Mulher guerreira, moderna, mulher de luta, proletária ou burguesa, mãe ou não, simplesmente mulher. Ó mulher feliz, que sabe na velhice, na dor, nos braços da família, dos filhos, netos, superar a morte, mirando estrelas do céu azul atlântico. 100 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 100 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia MORTE Que me importa a morte, se viverei na eternidade de outras vidas, no palco estelar do supremo infinito a bilhões de anos luz. Que me importa a morte!... Os vermes famintos devorando putrefata carne de mil células,de milhares de átomos, partículas, elétrons, prótons, nêutrons decompostos, desintegrados. Que me importa a morte, se vim à terra forasteiro, vivendo, sendo feliz, infeliz, beijando intocados lábios de mulheres fecundas no pioneiro sexo. Que me importa a morte, se vim à existência consumida; Fui pai, talvez imperfeito, mas clonei na fêmea do equivocado sonho, dois seres, que vieram ao planeta resgatar passado culposo. Morte!... Que me importa a morte, se minh’alma viverá pós-túmulo, no gravitacional éter se deslumbrando no supremo magnetismo do espaço sideral. Que me importa a morte, com famintos vermes, consumindo meu putrefato corpo, se meu espírito irá desencarnar triunfante, rumo ao infinito, para beber na sinfônica orquestra dos astros, música natural da criação, embriagando meu ser na ternura d´alma sideral. Que me importa a morte, se sou eterno, filho de Deus, bisneto da perdida sinfonia, oriunda do solitário orvalho das esquecidas estrelas na gravitação fantástica do universo. 101 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 101 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa POEMA PARA O PARQUE DA CIDADE Parque da cidade Sara Kubitschek, suntuoso, belo, magistral, reestruturado por Joaquim Roriz, Governador, JK de Luziânia, tocador de obras maior nas verdes campinas no Planalto Central. Parque da cidade, magnífico, belo, magistral, onde famílias no stress do dia a dia, buscam o refrigério, para almas aturdidas na luta da sobrevivência dura e cruel. Parque da cidade, magnífico, belo, magistral, oito quilômetros de êxtase, de verde, de árvores coloridas na noite estrelada de mil sonhos, onde o poeta busca nas caladas da noite a poesia pura de Brasília, terra de JK, meu amigo, meu líder, meu guia, meu herói. Parque da cidade, magnífico, belo, magistral, e que Governador Roriz, com pinceladas de artista o transforma com árvores do cerrado, entre os mais belos do mundo, qual Nova York na suntuosidade do meio ambiente, tornando a existência mais bela, mais poética, para que filhos de JK tenham mais amor à nova Capital, centro de luz, para o Amazonas, onde se desenvolverá a Capital do Terceiro Milênio, projetando solidariedade, luz, amor, para o coração da humanidade. 102 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 102 2/8/aaaa 22:14:57
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia FELICIDADE Felicidade é o beijar dos pássaros em tarde tranqüila de setembro azul atlântico. Felicidade é ouvir o borbulhar da água cristalina, em mil quedas de cachoeiras, cortando a terra, montanhas, vencendo obstáculos no fantástico show do existir. Felicidade é ver-te fecundando nosso filho, à luz da realidade do mundo. Felicidade é ter conhecimento da continuidade da vida, além túmulo frio. Felicidade é ver-te charmosa, descendo a avenida trajada de vestido amarelo colonial. Felicidade é sentir que Deus, na dor do universo, purificou nosso espírito em direção a algo superior. Felicidade é ser superior, contemplando seu semelhante, querendo conduzi-lo às estrelas. Felicidade é mágica palavra, que traduz grandeza de todos aqueles que amam e sentem a chama inexplicável do sacrossanto amor. Felicidade é ser poeta, é ser Deus, é beber poesia da natureza, contaminando todos aqueles, que sentem na antena da alma a grandeza da criação. 103 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 103 2/8/aaaa 22:14:57
  • Siomar Rodrigues de Sousa TEUS OLHOS... TEU CORPO Tu te lembras, quando mirando teus cabelos e tua boca eu disse. Quis beijar-te os lábios n’um beijo do tamanho de um século e dizer-te, que entre milhões de mulheres, tu és divina, única, sobretudo inspiradora de um santo poema de amor. Mirando-te com meu espírito puro de poeta eu disse, farei versos, para tua face perfeita como ondas verdes dos mares do sul. Tu ficaste no salão, esguia, charmosa, com teu corpo arquitetônico, modelado em linhas da Grécia de Alexandre Magno, permitindo contraste com a magistral Vera Fischer. Tu, no recinto, feminina em vestido branco, qual noiva sedutora, a teu lado o potente mustang vermelho de oito cilindros... ah! Tu com tua face celestial e eu a pensar, qual a forte imagem, ela ou o mustang... Será ela? Será ele? Fui embora e tu ficaste no evento, teu vulto acompanhou-me ao leito, sonhei com teu sexo, disse para mim mesmo, que mulher! Que tesão! que visão! Que paixão! 104 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 104 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Ah!... teu olhar, teu sorriso neste rosto bonito, no conjunto desta carne macia, deliciosa. Ah!... teus olhos verdes mansos como ondas dos mares do sul. Ah!... teu corpo, teu bumbum magnífico, arredondado, provocando o querer guerreiro, que existe em mim. Ah!... fêmea fatal, Cleópatra reencarnada, motivando a adrenalina do vermelho sangue, na erupção do vulcão em meu peito, estraçalhando o coração colorido do artista, na terra azul de mil cachoeiras. Tu foste uma emoção, um êxtase na Sexta Feira, um sonho, uma ilusão passageira e na quarta- feira, a fria realidade na frigidez do mármore, do ser humano inconseqüente; Tu ficaste no passado, foste um momento, apenas um momento, um milésimo de segundo na relatividade do espaço tempo e minh’alma milenar seguirá por outros caminhos, contemplando outros olhos verdes, como ondas dos mares do sul. 105 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 105 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa UBERLÂNDIA MEU AMOR ( Ao Prefeito de Uberlândia Odelmo Leão Carneiro) Uberlândia, meu amor primeiro, metrópole que me viu nascer, engatinhar e dar passos primeiros pelos caminhos floridos da existência em festa. Uberlândia, terra da infância pura, da juventude, dos loucos amores, dos primeiros beijos, dos derradeiros sonhos. Uberlândia, capital do Triângulo Mineiro, líder regional na cultura, na medicina, na política, pioneira nos arranha-céus, cortando o vazio do espaço tempo de Albert Einstein, querendo atingir estrelas. Uberlândia, bela cidade de avenidas suntuosas, verdes árvores, repletas de pássaros, gorjeando ao amanhecer do novo dia, na orquestra sonora e viva na natureza de Deus. Uberlândia, terra de minha infância perfeita, da juventude, dos loucos amores, dos primeiros beijos, dos derradeiros sonhos. Uberlândia, centenária Uberlândia, cidade do progresso, encruzilhada de rodovias interligando o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste. 106 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 106 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Uberlândia, charmosa capital regional, com o majestoso Praia Clube, o exuberante parque sabiá, a praça Tubal Vilela, a Catedral, o Estádio Juca Ribeiro, o imponente palácio do Fórum. Uberlândia, magistral, divina, metrópole com belos edifícios, cortando o céu, atingindo estrelas. Uberlândia, meu amor primeiro, que me viu nascer, engatinhar e dar passos primeiros pelos caminhos floridos da existência em festa. 107 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 107 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa MULHER DE SEXO Tu és bela, tu és mulher, tu és sexo, tu és vida, tu és a virgem, que amo e adoro acima de tudo. Teu jeito de andar cheio de sexo tortura-me o ser, embriagando-me o corpo num doce delírio de desejo, prazer, volúpia. Teu corpo escultural de donzela sensual, faz meu espírito gozar de prazer ao contemplar-te assim divina e pura. Tu és mulher de leite, de prazer, de sexo e os olhos meus de poeta te despem divinamente nua, e, louco, beijo teus seios, tua boca, tuas pernas, enfim toda a tua beleza e tu, aproximando-se de mim veio beijar minha boca colada à tua boca, sussurrando num delírio febril: eu te amo, tu és e serás o único homem de minha vida, a razão de meu existir, a força que rege meu viver... Eu te amo, mulher de sexo, tu me amas no supremo amor do espírito na melodia sensual, que rege dois corpos entregues ao amor. 108 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 108 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia ORAÇÃO ESPONTÂNEA Senho Após o sofrimento do espírito nas árduas caminhadas das longes terras, onde paguei últimas promissórias de meu débito perante a natureza, venho, humilde, cabisbaixo, entregar-te ó Senhor a essência de minha razão, matéria pura, desintegrada em energia cósmica, corpo, perispiritual do pai, que reina no teatro do infinito. Senhor Caminhando na sombra fresca das mangueiras, das laranjeiras em flor, com a alma torturada na vã filosofia, tento compreender o sentido da vida no palco sangrento desta terra, onde a pior guerra é aquela, que se trava na consciência do bicho homem. Senhor Por campinas, serras verdes, picos altos e córregos de mil cachoeiras sigo, tentando decifrar a incógnita da trindade divina, o porquê da energia do átomo, do espaço, do tempo, de Deus, o porquê da existência, onde nada se perde, tudo se transforma segundo o irmão Lavoisier!... Senhor Caminhando pelas campinas, serras verdes, picos altos e córregos de mil cachoeiras na vã filosofia, chego à límpida compreensão de meu espírito após pagar débitos com juros, correção monetária, que tinha para com este mísero planeta. 109 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 109 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa Senhor Meu ser já terminou o curso primeiro no jardim da infância e, hoje já cansado, mendigo do amor celeste, venho trazer meu espírito, apto para o vestibular à esfera superior onde a base e estrutura de tudo é o afeto, a doçura, o encanto, a poesia, que solta passeia, qual gaivota, surfando mares verdes nas águas azuis de mil oceanos. Senhor Desejo que meu espírito arrebente os grilhões, que o prendem à carne, retornando à mansão do pai, perdida na eternidade das estrelas brancas que bordam o azul atlântico do céu brasileiro. 110 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 110 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia ORAÇÃO AOS MÉDICOS Médicos, missionários de Deus... missionários da paz... aliviando dores, confortando corações, restituindo vigor a corpos enfermos, para o êxtase da existência consumida, gerando esperança, para famílias no amor de um novo tempo. Médicos, trajados de impecável branco, consultores nos dramas da alma, do dilacerado corpo, tentando cura, alívio na suprema dor, que tortura, fere, estraçalha o espírito nos tortuosos caminhos de múltiplas vidas, neste planeta azul diáfano, gravitando na órbita solar, na orquestra das brancas estrelas... no teatro das galáxias, no imponderável, no mistério de todos os mistérios, que entorquece o íntimo do poeta, no néctar de todos os néctares, na taça do amor sublime de Deus. Médicos, receitando, cirurgiões extirpando fétidos tumores, e o soldado na covardia atroz, destruindo o Iraque, o Afeganistão... o antropóide as gêmeas torres de New Yorq, matando inocentes seres, na tara da sociedade enlouquecida. Médicos, brancos sapatos, missionários na cura, arautos da nova era, apóstolos do novo tempo, neste milênio terceiro, enquanto no Oriente Médio, existe o homem-bomba, a criança-bomba, a mulher-bomba, decompondo-se em mil pedaços, esquecendo o Cristo do amor, que pregou no deserto da Galiléia: “Amai-vos uns aos outros como vos amei”. Médicos, filhos de Hipocrates, plantonistas na noite indormida, escura, fria, assistindo moribundos corpos, estuprados na dor do mundo, no cósmico carma das provações terrestres, seculares, milenares. 111 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 111 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa ORAÇÃO ÀS ÁGUAS QUENTES DE CALDAS NOVAS Obrigado, Senhor, pelas águas quentes de Caldas Novas, que aquecem todos os seres em prazer e êxtase. Obrigado, Senhor, pelas águas quentes de Caldas Novas, que penetram na carne do corpo, trôpego que, hoje, procura cura, para o stress, que fere e mata. Obrigado, Senhor, pelas águas quentes de Caldas Novas, que infiltram no corpo, gerando orgasmo de prazer e êxtase, sentidos no verde sertão de Goiás. Obrigado, Senhor, pelas águas quentes de Caldas Novas, oriundas da terra goiana, grávida de energia curadora. Obrigado, Senhor, pelas águas quentes de Caldas Novas, que agitam o coração, vitalizam a existência como hino de glória na criação infinita de Deus... 112 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 112 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia ORAÇÃO ÀS ESTRELAS Cem trilhões de estrelas estão no concerto musical do universo, no dinâmico movimento de corpos luminosos, repletos de bilhões de vidas orgânicas e inorgânicas, na transformação magistral da misteriosa razão do existir, no mundo tão complexo que só entendemos na radiação psíquica do pensamento, interligado a Deus na sua grandeza milenar. Cem trilhões de estrelas estão no concerto musical em bilhões de sistemas solares, galáxias, no ballet musical na perfeição cósmica, que, no movimento sideral repleto de luz, paz e guerra, geram existência, morte, transformação complementando a beleza misteriosa da existência. No céu azul das madrugadas deste Brasil, observando o Cruzeiro do Sul, absorvido pela luminosidade das estrelas em noite enluarada, sob o êxtase da sinfonia universal, que ronda infinitos espaços, extasiado pela harmonia da gravidade, procuro Deus na velocidade das ondas siderais; Minh’alma de poeta, corre pelos fins do universo, penetro nas entranhas do anti-universo, também com trilhões de estrelas. Sonho... penetro noutros universos existentes aos trilhões no espaço exterior e, quanto mais viajo pelo desconhecido no relativo tempo, sinto que todos elementos componentes na poeira dos astros, existem no DNA de meu corpo putrefato, que é micro de tudo aquilo, na composição dos astros. 113 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 113 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa O POBRE Mísero germem, que no útero fecunda, que vive, nasce, cresce, sofre e vagabunda, pelos meandros de amarguras desta vida, em dores e aflições pela terra desflorida. Que tristeza! Que agonia! Que alma moribunda, da plebe errante, que vaga pela vida; Inunda de agonias, dores, cansaços, de angústia vertida em prantos pelos tristes caminhos desta vida. Míseros germens, que vagam pelo universo, esfarrapados, famintos, em penúrias e sofrimentos, vagando, quais gênios titãs neste mundo adverso. Pelo berço do mundo, pelo berço da França, vagam os pobres em lamúrios, angústias e lamentos, vivendo pelos rústicos caminhos de esperança. 114 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 114 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia VAIDOSA Vestida de brancas rendas, de pérolas ornada, caminhava pela avenida indiferente, orgulhosa, sob olhares frenéticos da multidão apaixonada, que cobiçava extasiada sua beleza apetitosa. Caminhando em finos passos pela rua asfaltada, ela passou próximo a mim, assim altiva, vaidosa, lançando-me olhar de desdém por muito ser amada, pelos play-boys da juventude transviada, criminosa. Deixe de sonhos e ilusões, deixe de orgulho, criança, porque, por mais que somos jamais seremos alguém, diante deste infindo universo de vidas em esperança. Saiba portanto que, perante a vida, não somos ninguém, mesmo que tudo saibamos, qual areia n’um remoinho de vento, vagamos perdidos pelo mundo em lamúrio e lamento. 115 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 115 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa FOTOS HISTÓRICAS DE UBERLÂNDIA 116 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 116 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Antiga locomotiva movida a lenha e vapor, estacionada na antiga cidade de Uberabinha, que deu origem a moderna Uberlândia de hoje com mais de 700.000 habitantes. A locomotiva partia de Campinas, SP com parada final em Araguari, MG; De Araguari seguia para Goiás em outra composição. No local da estação da Mogiana (Uberabinha), existe hoje o Terminal Central de ônibus urbano. (Década de 30) Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) 117 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 117 2/8/aaaa 22:14:58
  • Siomar Rodrigues de Sousa Antigo Forum de Uberlandia. Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) 118 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 118 2/8/aaaa 22:14:58
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Av. João Pinheiro (Década de 50). Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) Av. Afonso Pena (Década de 50). Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) 119 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 119 2/8/aaaa 22:14:59
  • Siomar Rodrigues de Sousa Trecho Av. João Pinheiro (Década de 50). Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) Av. João Pessoa esquina com Av. João Pinheiro (Década de 50). (No local deste antigo prédio, existe hoje o Mini-Shopping OK, que pertence ao empresário brasiliense Luis Estevão). Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) 120 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 120 2/8/aaaa 22:15:00
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Vista da cidade - 1º plano Estação da Mogiana. (Década de 50). Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) Vista da Cidade (Década de 50). Foto de Ângelo Naghettini / Osvaldo Naghettini (Arquivo Público de Uberlândia) 121 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 121 2/8/aaaa 22:15:01
  • Siomar Rodrigues de Sousa FOTOS E DOCUMENTOS DO POETA SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA 122 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 122 2/8/aaaa 22:15:01
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Foto de 1986, tirada no Aeroporto de Uberlândia-MG; A direita o poeta Siomar Rodrigues de Sousa, ao lado do candidato a Governador de Minas Gerais Itamar Franco; Neste momento o autor foi candidato a Deputado Federal pelo PTB criado pelo Presidente Getúlio Vargas. 123 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 123 2/8/aaaa 22:15:02
  • Siomar Rodrigues de Sousa FALTA FOTO O poeta Siomar Rodrigues de Sousa, a direita do Presidente da Venezuela Hugo Chaves, no momento em que o poeta entregou o estatuto da criação da Academia de Letras, Artes e Música da América do Sul (Setembro de 2000). 124 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 124 2/8/aaaa 22:15:02
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia Foto de setembro de 1986, tirada no Aeroporto de Uberlândia-MG, onde o autor a esquerda aparece junto o Ministro Hélio Costa; Neste ano o poeta e Hélio Costa foram candidatos a Deputado Federal por Minas Gerais. O poeta Siomar Rodrigues de Sousa a direita, ao lado de Anthony Quinn, ator de Zorba o Grego e mais de cem filmes gravados e aplaudidos em todo o mundo; A foto tirada em Brasília-DF, no ano de 2001 no momento em que o autor dá de presente ao ídolo mundial, nove Dvd’s de poemas de sua autoria gravados em Uberlândia-MG na década de 80. 125 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 125 2/8/aaaa 22:15:03
  • Siomar Rodrigues de Sousa Bernardo Élis Fleury Curado, Goiano da Academia Brasileira de Letras, nesta dedicatória demonstra seu afeto pelo autor poeta, Siomar R. de Sousa. Bernardo Élis foi eleito para ABL, disputando com JK e ganhou por um voto de diferença. Foto de 1995, onde o poeta está ao lado de seu filho Dr. Marco Aurélio Masini de Sousa. Ao fundo a igreja de Santa Rita com aproximadamente 150 anos, sendo a mais bela de Uberaba e uma das mais antigas do Triângulo Mineiro. 126 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 126 2/8/aaaa 22:15:04
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia FALTA FOTO O poeta Siomar Rodrigues de Sousa, em momento de lazer na Cachoeira do Rio Claro em 1996. Neste dia compôs o poema “VÉU DE NOIVA DO RIO CLARO”, que consta neste livro. FALTA FOTO O autor em 1970 em Brasília, DF; A direita junto à J.G. de Araújo Jorge, Deputado Federal, poeta e autor de 44 livros, sendo um dos melhores do Brasil e América do Sul. 127 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 127 2/8/aaaa 22:15:04
  • Siomar Rodrigues de Sousa Os filhos do autor em momento de descontração; A direita Alexandre Magno Masini de Sousa e Marco Aurélio Masini de Sousa. Alexandre é Bacharel em Direito e é servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), como analista judiciário e Marco Aurélio é advogado em Uberlândia-MG. 128 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 128 2/8/aaaa 22:15:04
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA, motivado pelo ideal de Simon Bolívar, criou no ano de 2.000 a ACADEMIA DE LETRAS, ARTES E MÚSICA DA AMÉRICA DO SUL (ALAMAS), que visa a integração cultural e política da América do Sul. A entidade está devidamente registrada no Cartório em Brasília, ainda sem atividade e o fundador articula apoio do Governo, para a grande empreitada. No ano de 2008, os presidentes da América do Sul fundaram a UNASUL, tornando real e efetivo a união política das nações da América do Sul; Com a criação da UNASUL, o sonho e o ideal do autor acima mencionado fica mais próximo de se tornar realidade. Nos anos de 2000 e 2001 foi membro do Conselho de Cultura do Distrito Federal, eleito para representar os escritores da Capital do Brasil e nomeado pelo Governador Joaquim Roriz. É membro em Brasília da Associação Nacional de Escritores (ANE), do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e da Casa do Poeta do Brasil-DF. É sócio Correspondente da Academia de Letras, Artes e Música de Caldas Novas (GO), onde iniciou os primeiros movimentos de união dos escritores mineiros e goianos. No ano de 2006, foi eleito em Assembléia Cultural, para representar os escritores de Uberlândia-MG na CAS (COMISSÃO DE AVALIAÇÃO E SELEÇÃO) de projetos culturais da Prefeitura Municipal. No ano de 2007 foi eleito, para o Conselho Municipal de Cultura de Uberlândia-MG. 129 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 129 2/8/aaaa 22:15:04
  • Siomar Rodrigues de Sousa BIOGRAFIA SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA, nasceu em Uberlândia, Minas Gerais, Brasil, no dia 10 de Setembro de 1940. Filho de Sidney Rodrigues de Souza (in memoriam) e Simene de Andrade e Sousa (in memoriam). Cursou o primeiro grau no Colégio Estadual de Uberlândia, o segundo grau no Colégio Brasil Central no Triângulo Mineiro, curso concluído em 1962 nas cidades de Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em 1963 foi para La Paz, capital da Bolívia, para na Universidade iniciar Engenharia. Seguiu, para esta nação na comitiva do ex-Presidente do Brasil, estadista Juscelino Kubitschek de Oliveira, construtor de Brasília e maior chefe de Estado da América Latina. Em 1970, foi Diretor da Associação Comercial do Distrito Federal, se destacando na luta, para consolidação da nova Capital do Brasil, e para que Brasília pudesse possuir sua própria representação política no Congresso Nacional. Em 1972 terminou o curso de História no CEUB (Centro Universitário de Brasília) dedicando-se, como historiador, a pesquisa histórica na América do Norte, Central e Sul (México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Panamá, Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Em 1973 iniciou Direito na Universidade do Distrito Federal (UDF). SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA, começou a trabalhar aos cinco anos de idade na fazenda, logo depois no comércio, em bancos, companhia aérea, transportadora, emissoras de rádio, jornais, publicidade, máquinas de escritório, hotéis, material de construção etc. (Foi micro-empresário, empregado e servidor público). Em 1965 em Uberlândia-MG, foi fundador do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), atual PMDB e durante a Ditadura Militar do 130 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 130 2/8/aaaa 22:15:04
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia General Humberto Castelo Branco, foi o candidato a Deputado Estadual mais novo do Brasil, ficando na suplência. Em 1986, foi candidato a Deputado Federal, ocupando a suplência. Em 1989 foi candidato a Prefeito Municipal de Uberlândia-MG, pelo Partido Democrata Cristão (PDC), atual PSDC, onde era líder e Presidente. Foi fundador do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-1986) e Partido Social Cristão (PSC-1988). Em 1986 foi membro da COBAL (Ministério da Agricultura). No ano de 1990 pertenceu ao gabinete de Virgílio Galassi (Prefeito Municipal de Uberlândia). No ano de 2002 foi nomeado pelo vice-Governador do Distrito Federal, Benedito Domingos, para a presidência do Partido Progressista Brasileiro (PPB) da 11ª Zonal (Cruzeiro, Octogonal, Sudoeste e Capital Federal); e neste ano candidato a Deputado Federal pelo Distrito Federal. SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA, é autor de 45 obras literárias, sendo um dos autores mais editados no Brasil Central. Em 1965 publicou seu primeiro livro, “10 POETAS NO BRASIL CENTRAL” com tiragem de 2.000 exemplares e no mesmo ano funda em Uberlândia-MG a ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL CENTRAL, que viria a ter em seu quadro grandes nomes da literatura Brasileira: Juscelino Kubitschek de Oliveira, Bernardo Élis Fleury Curado e Tancredo Neves. A ALBC possui ainda na sua relação de membros natos, importantes nomes da literatura regional: Jacy de Assis, João Edson de Mello, Ernane Fidelis dos Santos, Elza Teixeira de Freitas, etc. Em 1970 foi líder no Brasil Central, na gravação de poemas em disco onde editou nove LP´s, e em 1998, novamente líder, fora pioneiro na região na gravação de poemas em vídeo, onde em apenas dois anos completou nove vídeos. No ano de 2004 foi pioneiro gravando nove DVD’s (os primeiros no centro do Brasil). Em 1978 fundou em Uberlândia-MG, a Academia de Letras de Uberlândia, destinada à nova geração de escritores da cidade e região. Fundou recentemente a Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba, Minas Gerais, e ainda outras entidades culturais. 131 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 131 2/8/aaaa 22:15:04
  • Siomar Rodrigues de Sousa ACADEMIA DE LETRAS DE UBERLÂNDIA ALU – undada em outubro de 1978 F FUNDADOR – iomar Rodrigues de Sousa S SEDE – Uberlândia-MG MEMBROS EFETIVOS Siomar Rodrigues de Sousa Jeremias Brasileiro da Silva Elaine Martins Paniago Durval Gomes Garcia Onivaldo Carlos Paiva Martha Helena Masini Terezinha Lila Lein Machado Edmilson Queiroz de Melo Breno Linhares Lintz Marco Aurélio Masini de Sousa Ivete Rosa José Luiz Anzalak José Lucindo Pinheiro Paulo Lázaro de Freitas Marta de Freitas Pannunzio Edilvo Mota Alexandre Magno Masini de Sousa Elza Teixeira de Freitas Mário Paulino Anita Godoy Paulo Milagre Wilson José Veiga Maria das Graças Nunes Bilá Salazar Drumond Luiz Ernesto Rodrigues Tápia Oscar Virgilio Pereira Maria Ivonete Santos Silva Antonio Pereira da Silva Sebastião Eurípedes dos Santos Susana Heitor Caram Madalena Gontijo Maria Constança da Rocha Jairo Cabral de Mello Carlos Alberto Sant’ana Pedroso Edson de Sousa Costa Gilberto Protássio Alcino Lagares Côrtes Costa 132 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 132 2/8/aaaa 22:15:04
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia HISTÓRICO DA EMPRESA : Fundada em 1980 por seu sócio gerente Ivan Graciano da Costa, a Ivan Negócios Imobiliários Ltda, surgiu com o objetivo de prestar serviços no setor imobiliário de Uberlândia; Desde o início a Empresa teve como princípios a transparência, a seriedade e honestidade na prestação de serviço. Hoje a Ivan Negócios Imobiliários, conta com uma sólida estrutura em seu setor; Possui sede própria com estacionamento privativo, uma experiente equipe com profissionais no seguimento de venda e locação, bem como vários serviços agregados, tais como: avaliações, vistorias, consultoria, seguros, etc. Possui um diferencial na locação de imóveis, que é a garantia total do aluguel, onde o proprietário independente do pagamento do inquilino, recebe seu aluguel no dia contratado, bem como a garantia de conservação de seu imóvel e dos demais serviços locatícios. Ivan Negócios Imobiliários Ltda, tem mais de seis mil imóveis, sob sua administração, fato que demonstra: competência, dinamismo e transparência da Empresa, desde sua fundação na década de 80; São trinta anos de sucesso, de árduo trabalho, de enorme responsabilidade na administração e no atendimento de seus clientes e amigos. FILIAL Sempre atenta às exigências do mercado, a Empresa possui uma filial, que fica localizada no Center Shopping, a fim de atender aquelas pessoas, que não dispõe de tempo dentro do horário comercial e tem a necessidade de vender, comprar ou alugar seu imóvel; Desta forma o cliente pode optar por atendimento diferenciado com todo conforto e segurança, que o Center Shopping possui. 133 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 133 2/8/aaaa 22:15:04
  • Siomar Rodrigues de Sousa ÍNDICE FOLHA DE ROSTO FICHA TÉCNICA DEDICATÓRIA HOMENAGEM AOS TRÊS PODERES DE UBERLÂNDIA DEPOIMENTO PENSAMENTOS RELAÇÃO E QUANTIDADE DE OBRAS PUBLICADAS PELO AUTOR AMOR, SOMENTE O AMOR VERSOS À UM FUTURO FILHO AMEI TEUS OLHOS AZUIS ARMADILHAS NAS REENCARNAÇÕES ELA E O UNIVERSO SIOMAR, ELA E BILAC SONHO DE TERNURA TERNURA, CHARME E O POETA A NOIVA E O POETA RETORNO A CASA PATERNA POEMA PARA O GOVERNO MUNDIAL POEMA À MINHA MORTE AMOR EM BRASÍLIA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA DA MULHER DUAS LAGRÍMAS POEMA PARA UM ANJO PROTETOR A DANÇARINA NO SUPREMO ÊXTASE TEU CORPO ESGUIO NA DANÇA FLAMENCA MORTE E VIDA O RETORNO DE DEUS À TERRA SILVIO BARBATO (Regente mágico na sinfônica de Brasília) 1 2 3 4 5 9 10 11 15 19 21 24 25 28 31 33 36 38 40 41 42 45 46 48 50 52 54 56 134 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 134 2/8/aaaa 22:15:04
  • POEMAS SELECIONADOS em Uberlândia POEMA DO VEREADOR DE UBERLÂNDIA ORAÇÃO DO SOLDADO FERIDO EU FALO DE AMOR QUIS DIZER-TE UM DIA EU E O MUNDO POESIA DO MUNDO ORIGEM DO ESPÍRITO O MENDIGO TEU SORRISO O FILHO PRÓDIGO VOLTANDO PARA DEUS MINHA FAMÍLIA DESAGREGAÇÃO SOCIAL IMAGEM DE MULHER BONITA INTERMINÁVEL BEIJO DE AMOR ONDE ONDARÁS GAROTA CENTER SHOPPING BRASÍLIA TEU NOME É AMOR BRASÍLIA DE DESEJO E POSSE BRASÍLIA, CENTRO DE LUZ E AMOR BRASÍLIA... JK, MEU HERÓI A NOIVA ELA CHORANDO SOB A LUZ DA LAMPARINA POEMA PARA LUIZA DORNAS POEMA PARA UM ANJO BARROCO PERFIL DE UMA VELHA MULHER GUERREIRA MORTE POEMA PARA O PARQUE DA CIDADE FELICIDADE TEU OLHOS... TEU CORPO UBERLÂNDIA MEU AMOR MULHER DE SEXO 58 60 62 64 66 67 68 69 73 74 77 79 81 83 84 85 86 88 90 93 94 95 96 97 98 99 101 102 103 104 106 108 135 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 135 2/8/aaaa 22:15:04
  • Siomar Rodrigues de Sousa ORAÇÃO ESPONTÂNEA ORAÇÃO AOS MÉDICOS ORAÇÃO ÀS ÀGUAS QUENTES DE CALDAS NOVAS ORAÇÃO ÀS ESTRELAS O POBRE VAIDOSA FOTOS HISTÓRICAS DE UBERLÂNDIA (DÉCADA DE 50) FOTOS E DOCUMENTOS DO POETA SIOMAR RODRIGUES DE SOUSA BIOGRAFIA RELAÇÃO DE MEMBROS DA ACADEMIA DE LETRAS DE UBERLÂNDIA LOGOMARCA - IVAN NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS 109 111 112 113 114 115 116 122 130 132 133 136 POEMAS SELECIONADOS EM UBERLANDIA-08-02-2010.indd 136 2/8/aaaa 22:15:04