Your SlideShare is downloading. ×
Ego ciência e serciência versus proposta do sagrado
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Saving this for later?

Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime - even offline.

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Ego ciência e serciência versus proposta do sagrado

592
views

Published on


0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
592
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
9
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. EGOCIÊNCIA E SERCIÊNCIA Versus Algumas questões humanas Ensaios Maria do Rocio Macedo Moraes Brasil ─ março 2012
  • 2. Informação Importante:Este livro ─ EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas─ Ensaios, foi enviado à AMORC, como doação e para guarda.Mesmo procedimento foi adotado para os livros ─ EgoCiência eSerCiência – Ensaios e EgoCiência e SerCiência ─ Em busca deconexões quânticas – Ensaios.
  • 3. "A religião do futuro será uma religião cósmica, baseada na experiência, eque recusa dogmatismos. Se houver alguma religião que possa lidar comas necessidades científicas, essa seria o Budismo."Albert Einstein"Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superiore ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemosperceber com os nossos espíritos frágeis e duvidosos. Essaconvicção profundamente emocional na presença de um poder deraciocínio superior, que se revela no incompreensível universo, é aidéia que faço de Deus." (negritos da autora)Albert Einstein"Algo só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário. Amaioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo."Albert Einstein
  • 4. EGOCIÊNCIA E SERCIÊNCIA VS. ALGUMAS QUESTÕES HUMANASSumárioPrefácio .......................................................................................................... 05ESPAÇO 1 (Referente a parte 3 do livro EgoCiência e SerCiência ─Ensaios)...... ........ 06ESPAÇO 2 (Referente ao Espaço 6 ─ Ego e Ser, do livro EgoCiência e SerCiência ─Em busca de conexões quânticas) ......................................................................... 13ESPAÇO 3 ─ Mente .......................................................................................17ESPAÇO 4 ─ Será que podemos pensar, um pouco, sobre a origemda Vida? ....................................................................................................... 24ESPAÇO 5 ─ Como teriam sido os tempos remotos? ............................. ..... 33ESPAÇO 6 ─ Qual teria sido o sistema de crença dos primeiros animaishumanos? ..... ............................................................................................... . 37ESPAÇO 7 ─ Alma ......................................................................................... 40ESPAÇO 8 ─ O Sagrado e o Profano ............................................................ 47ESPAÇO 9 ─ Sagrado versus Religião .......................................................... 49ESPAÇO 10 ─ O Bem e o Mal ........................................................................ 59ESPAÇO 11 ─ Ética ........................................................................................ 64ESPAÇO 12 ─ Considerações finais ............................................................... 66BIBLIOGRAFIA ................................................................................................ 74
  • 5. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 05PrefácioCreio que sempre que uma pessoa escreve um livro, esse próprio ato, namaioria dos casos, abre horizontes para outros escritos.Quando expus o EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios, mesmo ele tendo recebidoessa designação Ensaios, considerava ter, não propriamente esgotado, masposto o que considerava, então, como algo encerrado em si mesmo.Isso não aconteceu; o leque ampliou-se, de tal forma, que precisei focar pontosbem “distintos” objetivando mais clareza e menos multiplicidade de assuntoscorrelatos, num mesmo Espaço.Mesmo tendo certeza que tudo está ligado com tudo ─ que não háfragmentações ─, de forma racional e lógica temos que tratar cada assuntoem sua devida “especialidade”, mesmo que envolvido num contexto mais amplo,como não pode deixar de ser.É assim que está em suas mãos, leitor (a), o EgoCiência e SerCiência versusAlgumas questões humanasCom a finalidade de auxiliar no entendimento do que será exposto, tomamos aliberdade de, no Espaço 1, trazer algo que “captei” em 21 de setembro de 1996e que faz parte do livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios. Essa inclusão,permite melhor entendimento a quem ainda não tenha lido o acima citado. EsseEspaço irá da página 06 até página 12, e virá todo em itálico.No Espaço 2, também todo em itálico, traremos outro ponto importante paramelhor entendimento, deste livro. É o Espaço 6 ─ Ego e Ser, que consta do livroEgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas.Com as duas inclusões será mais fácil transitar pelos demais Espaços que irãocompor o EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas.Aos que já leram os dois livros acima citados, peço a compreensão; essa formade agir é para facilitar a outros tantos, que não os leram, o entendimento, deste.
  • 6. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 06ESPAÇO 1 ( Referente a parte 3 do livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios)P. 1 Tal qual um pequenino ponto de luz, iniciei “viagem” através dos séculos,sem ater-me a ideia de tempo, porque tudo ESTÁ, desde o ontem até o amanhã,pois são ─ SEMPRE.P. 2 E nesse espaço indefinido e indefinível que “penetrei”, na busca dosséculos, há um silêncio profundo, adormecido, contagiante. Estando nele,silenciamos de forma completa e absoluta e o que se “ouve”, é totalmentediferente de qualquer ouvir conhecido por nós, seres humanos. Esse espaço, não é espaço como nós concebemos; pode até mesmo serchamado, como já o foi, de “vácuo”. Por que “vácuo”? Porque nada daquilo que conhecemos como espaço se fazpresente ou é sentido. Não há delimitação de área; não há esquerda ou direita;nem alto nem baixo; não há em cima nem embaixo; não há quadrado, nemtriângulo, nem circunferência; não há calor nem frio, nem se precisa saber se édia ou noite; não há pressa nem vagar; a velocidade não é sentida.P. 3 Em princípio a sensação é estranha, inimaginavelmente estranha, porque,nesse espaço secular, milenar você convive com ENERGIA que você sente, poisna raiz mesma da ENERGIA, ela não é força, não é movimento, não é sólida,nem líquida ─ ela é SENSAÇÃO. Você sente a SENSAÇÃO e os diferentesníveis dela mesma, mas você sabe que essa SENSAÇÃO é totalmente diferentedaquelas sensações detonadas por algum órgão de sentido ─ visão, tato, olfato,audição.P. 4 Somos envoltos em um ESTADO de constante SENSAÇÃO, que naverdade, equivale a uma realidade que ultrapassa todos os níveis de bem-estar,de plenitude que possamos imaginar ou sentir. Essa SENSAÇÃO, não é umasensação localizada ─ na cabeça, no peito, no abdômen; também não é umarrepio, nem calafrio, nem vertigem; não é alegria, surpresa; não é euforia, muitomenos ansiedade.
  • 7. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 07P. 5 A SENSAÇÃO É ÚNICA E CONSTANTE, mas tem diversas frequências,intensidades diferenciadas, algo assim como uma escala musical ─ dó, ré, mi, fá,sol, lá, si ─, que mesmo você não conhecendo música, de forma teórica, vocêpercebe as variações de tons; assim é com a SENSAÇÃO.P.6 A grande diferença é que essa SENSAÇÃO você não a sente da formacomo concebemos e definimos um sentir; VIVE-SE essa SENSAÇÃO; SOMOSESSA SENSAÇÃO; ela não está fora de nós pois estamos imersos nessaSENSAÇÃO; nosso SER QUÂNTICO faz parte dela, É ela.P. 7 Essa SENSAÇÃO tem uma “linguagem” específica, através da qual osdiferentes níveis são reconhecidos por ela mesma, e os níveis, entre si. Há umfluxo contínuo de “atração” e “repulsão” num interminável ESTADO DECRIAÇÃO que, por milionésimo de milionésimo de segundo, percebe-se emformas e cores diferenciadas, “existindo” e deixando de existir quase quesimultaneamente, e SEMPRE, SEMPRE. A “linguagem” existe SEMPRE, sem ser preciso que algo seja pronunciado ou“escrito”; não poderíamos chamá-la de linguagem telepática, pois seria um erro.P. 8 Tudo ESTÁ e por onde se passa, por onde se circula capta-senaturalmente essa “linguagem”, sem interferências, sem equívocos; e todo oESPAÇO é PLENO dessa “linguagem”; por isso o ESPAÇO, o INFINITO é UNO,na ENERGIA e na LINGUAGEM, ou melhor, ambos são uma só coisa ─ENERGIA/LINGUAGEM, sem dicotomia, sem que isto seja uma coisa e aquilooutra. Ambos são a mesma coisa ─ ENERGIA/LINGUAGEM.---------------- Não se busque o Princípio disso que temos ideia do que sejaUNIVERSO; não existe, dentro da lógica cronológica humana, terrena,noção do que seja esse “Princípio” e não será neste estágio de Ser quepoderemos saber; num Estado mais avançado mentalmente, talvez. --------P. 9 O PENSAMENTO que envolve todo o UNIVERSO é UNO. Não existemdivergências de pensamento quanto a UNIDADE; todos os processosintermináveis, constantes e imediatos que ocorrem, “pensam” essa UNIDADE,essa INFINITUDE, e a INTELIGÊNCIA que permeia, que origina essePENSAMENTO é também UNA, CONEXA.P.10 Portanto, a ENERGIA É SENSAÇÃO, INTELIGÊNCIA, PENSAMENTO ELINGUAGEM. ------- Neste ponto seria correto pensar, que a famosa fórmula do grandecientista Albert Einstein poderia traduzir melhor a realidade a que se propõe se
  • 8. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 08fosse mudada para, talvez, PE=m.c2, pois mediante ao que a ENERGIA é,realmente, essa fórmula não faz jus, não reflete o REAL.P.11 Inclusão∗: A famosa fórmula de Einstein é relativa a determinado nível deEnergia, a determinada faceta da ENERGIA ─ creio eu ─ e não para aENERGIA, em sua expressão máxima, ainda desconhecida pela Ciência. O que pode significar P, “sugerido” em P.10, apenas pessoas capacitadaspoderão cogitar, se assim quiserem fazê-lo.P.12 Essa ENERGIA-SENSAÇÃO é INTELIGENTE e “pensa” não um único“pensamento”; diríamos ser impossível sequer imaginar a quantidade deles,mesmo porque a ordem é sempre crescente, até mesmo exponencial. Mas elapensa UNO, pensa em COMUNHÃO, pensa em CONEXÃO. Todos ospensamentos saem de um mesmo ponto e retornam; eles não são perdidosou extraviados; eles cumprem a meta a que se destinam e permanecemVivos, Ativos.----------- A ETERNIDADE NÃO É TEMPO. É VIDA DO PENSAMENTO QUE ÉSEMPRE. “NO PRINCÍPIO ERA O VERBO” ─ E O VERBO ERA SER, É SER ESERÁ SER.P.13 O PENSAMENTO é UNO, mas a LINGUAGEM, através da qual essePENSAMENTO é expresso, é diferente de um nível para outro, dessa mesmaENERGIA. Essa LINGUAGEM É; ela existe em todo o UNIVERSO.P.14 Após algum “tempo” envolta nessa Atmosfera Energética Universal,percebo totalmente que a SENSAÇÃO, através da qual “captei” parte do TODO,é, na verdade, a forma como o Espectro de Energia de nosso Corpo de Luz“percebe” todos os processos de VIDA do nível a que estamos falando; melhorainda ─ a ESTRUTURA QUÂNTICA de nosso Corpo de Luz é que percebeesses processos; mas nossa estrutura cerebral, nossa estrutura psíquica estácom o potencial para “decodificar” essa SENSAÇÃO, praticamente atrofiado, atémesmo, desativado. Não conseguimos decodificar nem a SENSAÇÃO, nem aLINGUAGEM.P.15 A ENERGIA É INTELIGÊNCIA, PENSAMENTO E LINGUAGEM.∗ Inclusão: ponto adicionado após audição do conteúdo da fita. 152
  • 9. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 09P.16 Seria mais fácil e simples dizer que O TODO é ENERGIA e pronto; mas,apenas isso não bastaria para nossa estrutura lógica de pensar ser despertapara um outro nível de pensamento.----------É COM ESSA PROFUNDA LIMITAÇÃO QUE TRABALHAMOS PARATRAZER ATÉ A MENTE HUMANA UMA PERSPECTIVA DO QUE SEJA AREALIDADE UNIVERSAL-------------P.17 A ENERGIA que É, é INTELIGENTE; na realidade ela sabe tudo; nadaescapa ao seu “conhecimento” ou “reconhecimento”; mas não porque saiba porsaber, mas sabe por SER, sabe por que É, por que É TUDO.P.18 A ENERGIA É PENSAMENTO SEMPRE.P.19 A ENERGIA E O PENSAMENTO DELA SÃO UMA SÓ E MESMA COISA.P.20 Assim, a ENERGIA INTELIGENTE É PENSAMENTO E É TAMBÉMLINGUAGEM.P.21 A ENERGIA se auto-comunica através de uma LINGUAGEMfantasticamente simples, mas, exuberantemente complexa, pois todos os níveisda ENERGIA conhecem a LINGUAGEM do TODO, mas trabalham comLINGUAGEM específica a cada nível ─ a estrutura pensante de cada nível daENERGIA comporta a LINGUAGEM do TODO. É estranha a Sensação que setem da existência dessa LINGUAGEM, pois parece que ela vibra, esse é o termo─ ELA VIBRA POR TODO O UNIVERSO, INCLUSIVE EM NÓS.P.22 É importante dizer que SOMOS a ENERGIA na ESTRUTURA QUÂNTICAde “nosso” Corpo de Luz; é a esse nível de nosso Ser que a ENERGIA trabalha.Esse Corpo de Luz é “conectado” à nossa estrutura material através de “nosso”Centro Nuclear, que não deve ser entendido como um único ponto isolado,mesmo sendo Um e provavelmente é o PAI ─ PRINCIPAL ÁTOMO INICIAL quesendo o CENTRO NUCLEAR, esparge ENERGIA e ao final do tempo matéria“recolhe” essa ENERGIA, que permanecerá ad infinitum em “nosso” Corpo deLuz, como sempre esteve.P.23 É O “NOSSO” CORPO DE LUZ, CONECTADO A NÓS MATÉRIAATRAVÉS DO CENTRO NUCLEAR QUE “ARMAZENA” A RESULTANTE DENOSSOS ATOS PELA SENSAÇÃO ENERGÉTICA QUE ELES EMITEM.P.24 Ao falar em Corpo de Luz conectado a nós matéria, dá a impressão deduas coisas distintas, mas não são. Somos completamente Corpo de Luz sóque, pelo nosso despreparo, pelo embrutecimento de nossos órgãos de sentido,
  • 10. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 10tanto terrenos quanto Universais, Cósmicos, só conseguimos ver, sentir o corpomaterial, que é uma realidade terrena. Esse Corpo de Luz não é primazia do serhumano; todo ser vivente da Natureza o tem, mesmo que em vibrações efrequências diferenciadas, através dos níveis. Hoje, bem mais que em tempos passados, em razão da materialidadepsíquica e emocional, das pessoas, tornou-se extremamente raro quemconsegue perceber o Corpo de Luz.P.25 Estranho, lembro algo, agora, que está também aqui no ESPAÇO ─ aImagem do Monte Tabor, quando Jesus, O Cristo tornou-se inteiramenteiluminado; essa foi a visão incrustada no ser humano e pela qual o serhumano busca; Ele conseguiu mostrar ─ pela força mental, pelo poderpsíquico, pelo poder de transfiguração ─, esse Corpo de Luz, O Corpo deLuz. Essa Imagem definida no Monte Tabor ─ TRANSFIGURAÇÃO ─, é aImagem que deveria ter ficado; foi escolhida a Imagem de JesusCrucificado; mas a Imagem para ter ficado é aquela do Monte Tabor; elateria diferenciado totalmente as conexões dos seres humanos. É necessário que a Imagem de Jesus Crucificado ─ essa imagemdolorida, sofrida, pesada, seja trocada; as pessoas e as religiões cristãsque têm como símbolo essa imagem devem guardá-la; e já que o serhumano ainda precisa de uma imagem, algo semelhante a do Monte Tabordeverá ser colocada em lugar da Imagem de Jesus Crucificado, em todosos lugares e URGENTEMENTE.P. 26 Inclusão∗ : convém lembrar o que foi dito na Transfiguração, em Lucas,Mateus e Marcos. Lembremos Mateus 17,1-2 ─ “Seis dias depois, Jesus tomouconsigo a Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou a um lugar à parte, sobreum alto monte. Transfigurou-se diante deles: seu rosto brilhava como o sol esua roupa tornou-se branca como a luz.”Agora, vejam as seguintes definições de: Figura: forma exterior, representação; Figuração: ato de figurar; figura. Assim, Transfiguração pressupõe algo além da figuração, que transcende,que ultrapassa a figura. Assim, creio eu, a TRANSFIGURAÇÃO mostra que afigura humana, portanto, sua forma exterior é apenas algo que assim o é, porque∗ Inclusão: ponto adicionado após audição do conteúdo da fita.
  • 11. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 11não conseguimos ver aquilo que é Real, ou seja, o Corpo de Luz; esta, creio eu,não é uma questão religiosa; é uma questão científica.P.27 A ENERGIA, mesmo sendo UNA, como é, existe ou É, em diversos níveise até mesmo sub-níveis, mesmo sendo UNA. Esse níveis e sub-níveis daENERGIA são ESTADOS DE VIDA DIFERENCIADOS e com Peculiaridades acada nível.No Estágio Vida no Planeta Terra, vários níveis e sub-níveis da ENERGIA estãoem atuação, e o Estágio Vida do Planeta Terra é uma “réplica” imperfeita ainda,do ESTADO VIDA de um dos níveis, de um dos complexos energéticos daENERGIA. Só que o Estágio Vida, pela extrema materialidade artificial daspessoas, distanciou-se ainda mais dessa “réplica” Universal.P.28 Em cada um de nós existe um Centro Nuclear; esse Centro Nuclear nosconecta à ENERGIA CÓSMICA mas tem também a “missão” de preparar umquantum de Energia para um dia, “acoplar-se” ao “molde” Universal que existe,sempre existiu e existirá. É como se a ENERGIA, estivesse “voltada” para aMatéria, e quando acontece a “desativação” desse Centro Nuclear, na matéria, aENERGIA retorna ao nível ou complexo energético, de origem. Esta é uma partedifícil de explicar, mas fácil de entender.P.29 O UNIVERSO NÃO É LONGE; ELE APENAS É; MAS SUA TOTALIDADEÉ VASTIDÃO.P.30 Todos os seres humanos e da Natureza, todos têm sua “réplica” luminosaativada através do Centro Nuclear que conecta a ENERGIA do Corpo de Luz àmatéria, que tem, por sua essência, tudo a ver com a ENERGIA.P.31 Aparentemente, o mais difícil de explicar dentro ou em conformidade coma lógica do pensamento humano, simplesmente, é que os níveis da ENERGIA ─“COEXISTEM”─; estão, digamos assim, todos “misturados”; não há umahierarquia espacial entre eles ─ 1o, 2o, 3o... . Eles estão todos em tudo e a únicadiferenciação entre eles é a LINGUAGEM. É pela LINGUAGEM que, por exemplo, um nível sabe a qual complexoenergético “pertence”. Esse “pertencer” ou não “pertencer” é, pode-se dizer ─INSTANTÂNEO ─ , ou seja, quase ao mesmo tempo um quantum da ENERGIAmuda de um nível para outro, de um complexo energético para outro. Naverdade, a real impressão que dá é que o quantum da ENERGIA é ativado,por uma razão específica, neste ou naquele nível, neste ou naquelecomplexo energético, dependendo única e exclusivamente da LINGUAGEM.Essa “mudança” de nível de um quantum da ENERGIA, não é exatamenteum salto, uma passagem de um quantum da ENERGIA de um nível paraoutro, mas sim, a ativação de um quantum ou de milhares e milhares deles,
  • 12. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 12neste ou naquele nível, neste ou naquele complexo energético, mediante aLINGUAGEM “utilizada”.
  • 13. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 13ESPAÇO 2 (Espaço 6 Ego e Ser do livro EgoCiência e SerCiência ─ Embusca de conexões quânticas)Como procuro fazer sempre, esclareço, que após o intenso trabalho com aEgoCiência, dicotomias ─ como a exposta na chamada do Espaço ─, nãoexistem. Elas são, entretanto, necessárias para o nosso entendimento racional elógico, no nível em que “atuamos”.É com base nas aparentes diferenciações, nas “ilusórias” dicotomias que temostanta variedade de ideias, conceitos, premissas, hipóteses, teorias etc., nas maisdiversas áreas do que é chamado “pensamento humano”. Se, por um lado, issoé enriquecedor ─ filosófica e culturalmente falando ─, por outro, nos condicionamais e mais à materialidade, ao extremamente lógico e racional, caso não“abrirmos” aquela “bolha”, referenciada por dom Juan.Em meu entender, o Ego, é um ente quântico capaz de fazer a “ponte” entre amaterialidade e a não-materialidade, “coletando” e “transferindo” dadosenergéticos para o Ser, cuja freqüência vibratória não é, provavelmente,“compatível”, diretamente, com a freqüência da pessoa/matéria e “decodificando”informações do Ser, para a estrutura mental, humana. Mesmo que o Ser, eletambém um quantum da ENERGIA, conheça a Linguagem Universal, ele precisatrabalhar com sua própria Linguagem em seu próprio campo de atuação, poisessa Linguagem é, toda ela, desenvolvida por “diferenciações” vibratórias, atotalidade dela sendo de domínio da ENERGIA, mas cada quantum Dela,“conhece” essa Linguagem porém, trabalha com “idioma” próprio de seu campode atuação.Assim, o Ser e o Ego, sendo “entes quânticos”, têm, cada um, sua linguagemvibratória de “trabalho”, mantendo, entretanto, uma linguagem comum entre elespara, creio eu, entendimento do Todo a ser realizado.O Ego, através da estrutura do corpo físico ─ falando, agora, da pessoa-matéria─, e trabalhando com entes quânticos diferenciados que formam oconglomerado, corpo humano, “fomenta” experiências múltiplas para a matéria epara ele mesmo, em princípio dentro daquela “bolha” de dom Juan, daquela“cadeia” de Einstein, daquelas “pequenas caixas” faladas no Espaço 5.Se o próprio Ego se “deixar” envolver, além do necessário, com a materialidadee com a tridimensionalidade, próprias do ambiente terreno, não haverá aberturapara o conhecimento da Simbiose Matéria/Não-Matéria, Ego/Ser.No livro, O CAIBALION ─ que trata, especificamente, de conceitos Herméticos ─,é citado e comentado o Princípio de Correspondência, que diz: “ O que está emcima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está emcima.”
  • 14. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 14Como o próprio livro ressalta, isso quer dizer que existe uma analogia, umacorrespondência ─ não uma igualdade ─, entre o que está em cima e o queestá embaixo.No livro Astrologia Cabalística, de Rav Philip S. Berg, há uma citação que o autorfaz de um trecho do Zohar ─ um dos pilares do conhecimento cabalístico ─, quetraz, praticamente, a mesma essência do exposto acima. A citação é a seguinte:“Você que não sabe, mas que mesmo assim aspira compreender, pondere arespeito do que está revelado [no mundo], e entenderá o que está oculto...porque tudo aquilo a que o Criador deu forma corpórea foi criado na imagem queestá acima.”O mesmo autor salienta, ainda: “A Cabala nos diz que tudo o que vemosneste mundo é apenas um reflexo, uma aproximação, uma dica de algoalém das aparências externas.” (negrito do próprio autor)Você pode estar se perguntando, qual a razão de citar o Princípio Hermético, nocontexto deste Espaço. Citei-o, pois acredito que através dele, será mais fácilcompreender o que se seguirá.Em meu entender, o Ego deve ser um ente quântico a caminho do Ser. Veja, nocontexto material, da vida, uma pessoa, para usufruir de uma “posição”melhor devida (material), precisa passar por vários estágios de aprendizagem,aperfeiçoamento. Quanto mais “longe” essa pessoa quiser ir, mais ela precisaráconhecer/dominar diversas áreas de conhecimento. Se assim não o fizer, ficará“subordinada” ao comum, ao “igual à maioria”, dentro da ótica mundana; ficaráfora de um espaço maior, de possibilidades.É isso que penso do trabalho do Ego; se ele não “trabalhar” muito, não atingirá afrequência do Ser ─ seu “Mestre Quântico”, imediato. É evidente que o Egopoderá ter mais facilidade ou mais dificuldade em seu “caminho para o Ser”, emfunção dos “dispositivos” mais ou menos aperfeiçoados, da estrutura da pessoa-matéria.Quais “dispositivos” seriam esses e, através de qual meio eles “surgem”?Bem, vejamos antes o seguinte: é importante observar, que assim como umapessoa-matéria tem maior ou menor chance de almejar crescimento dentro dosistema vigente, chance essa diretamente proporcional ─ mas, até certo ponto, éclaro ─, aos recursos financeiros que dispõe, além de sua condição deinteligência, o Ego beneficia-se, até certo ponto, com essas condições, alémdaquelas”fornecidas” pelos outros entes quânticos que “estruturam”, “suportam”o campo matéria, do corpo humano e que formam o contexto de atuação diretado Ego.
  • 15. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 15Pense em um software de última geração que você precisa para trabalhar. Mas,o hardware que você dispõe não consegue executá-lo. Nessa circunstância,você faz um upgrade da máquina ou, compra outro equipamento.O Ego, em meu entender, “traz” um software completo ─ e diferenciado ─ a ser“rodado” na estrutura corpo humano, mais especificamente, na estruturacerebral, como um todo. Se essa estrutura não comportar a totalidade dosoftware, evidentemente o equipamento não poderá ser trocado mas, um“upgrade” é possível fazer, sem troca de componentes e sim, através de novassinapses (ligações entre neurônios), possibilidade essa descrita pela neurologiaem seu ramo específico ─ a neuroplasticidade.Hoje existe tecnologia avançada que permite detectar a possibilidade quase“infinita” de novas sinapses e até, do “nascimento” de novos neurônios. Umcaso, que com certeza, seria analisado na atualidade pela neuroplasticidade,seria o do grande compositor Clássico, Beethoven, que aos 26 anos perdeu aaudição e mesmo assim, continuou compondo maravilhas. Se esse caso tivesseocorrido nos dias atuais, provavelmente a neuroplasticidade poderia detectarnovas sinapses, compensatórias, ao problema apresentado.Imagine então, a quantidade de novas sinapses, em grandes gênios dahumanidade ─ além daqueles que foram denominados de Iniciados ─, poistodos, acredito, para que suas estruturas pudessem “rodar” os espetacularessoftwares de “seus” Egos ─ ou, talvez, de seus Seres ─, provavelmente tiveram,sem o saber, a ajuda da neuroplasticidade que, com certeza, vem junto aosoftware “trazido” pelo Ego, para “atualizações” necessárias.Bem, voltemos ao que deixamos pendente, ou seja, “dispositivos” necessáriospara que o Ego tenha seu ”trabalho” facilitado e, através de qual meio eles“surgem”.Quanto aos dispositivos, é mais fácil falar, pois creio que eles estão diretamenteligados à estrutura cerebral, como um todo; bons “receptores”, bons“decodificadores”, bons “transmissores” e, principalmente, bons “processadores”,que devem vir “informados”, creio eu, através do DNA, em sua edição específica,para cada humano, entretanto, passíveis de aperfeiçoamentos, como vimos.É necessário observar que, particularmente, considero o próprio DNA ─ pormotivos óbvios, é claro ─ um Ente ou, Ser Quântico que trabalha com parte daLinguagem da ENERGIA. Isso é importante ressaltar, pois considero que asimplicações, no todo da questão, devem ser fantásticas!Retornando aos “dispositivos”, resumidamente, eles devem ser aqueles quefazem parte do hardware; portanto, conceitualmente, mais físicos. Já os“aplicativos”, como inteligência, raciocínio lógico e outros, não tenho certeza seviriam junto aos softwares do Ego ou, através do próprio DNA pois este, acredito,é atualizado constantemente e até, cumulativamente, através das gerações. Sua
  • 16. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 16“programação” não é “estática”, definitiva, principalmente em relação aos“aplicativos” salientados.Amigo (a) leitor (a), para que você entenda melhor como vejo o Ego e o Ser,digo-lhes, mais uma vez, que os considero entidades quânticas, cada umaatuando em frequências diferenciadas “dentro” e, em perfeita consonância, coma própria ENERGIA, como um Todo.Quanto a mim, pessoa-matéria, creio ser a parte que comporta aoperacionalidade do Sistema em questão; “operacionalizo” para o Ego, e“meus” componentes, também, em essência, quânticos, fazem o trabalho deles,todos envolvidos na magnífica estrutura da VIDA, da qual, a vida que seapresenta, no Planeta Terra ─ também ele um Ser Vivo! ─, é apenas um tipoentre milhares e milhares de outros, espalhados pelo Universo, cada tipo devida, composto de “formas” totalmente diferenciadas e inimagináveis!Essa “operacionalização”, dentro de todo contexto de Vida, neste Planeta é deextrema importância; sermos “veículos” dessa “operacionalização”, permite queo Ego-pessoa, encontre, na estrutura física humana, meios de“recepção/decodificação” de seu aparato mental para, através desse trabalhoefetuado, pela pessoa matéria chegar ao campo receptivo/informativo, de outroEgo-pessoa.Essa observação acima é um pouco estranha, mas ela tem fundamento.Observe os fenômenos de Telepatia; nesse caso específico, há uma“interligação” entre os Egos-pessoa; as mensagens “circulam”, “navegam”independentemente da estrutura corpo-físico humano pois são duas entidadesquânticas (partículas para a Ciência) que, nesse caso específico, estãocorrelacionadas, por “razões específicas”. Se fossemos, todos, conscientementeconectados, correlacionados, os Egos (entes quânticos) não precisariam de umsistema “operativo” como o é a estrutura física para “comunicar” seus“pensamentos”. É no que acredito.É muito provável que, em outros níveis/complexos de Vida, espalhados peloPlaneta e em todo Universo, a “comunicação” não necessite“aparelhamento/mecanismo” tal qual o temos, entre humanos.”
  • 17. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 17ESPAÇO 3 ─ A MENTENeste Espaço damos início, de forma específica, ao que será tratado, neste livro.No livro EgoCiência e SerCiência – Em Busca de Conexões Quânticas, narreialguns acontecimentos, um pouco anteriores a essa “captação”; vou trazê-los,para depois continuarmos, por ser importante fazê-lo em atenção ao leitor queainda não leu, o acima citado.Colocarei em itálico e entre haspas, paradiferenciar. “É importante que lhes conte ainda, de três situações que ocorreram comigoalguns meses antes da data de 21/09/1996, pois creio que elas estão, dealguma forma, profundamente relacionadas ao que será visto nesta parte três dolivro, e sequência. Tentarei descrever de forma mais clara possível.Uma dessas situações ocorria quando via luzes de cores diferenciadas, emdiversas formações geométricas. Quando isso ocorria, em momentos derelaxamento, não podia prender a atenção nas formas, pois perdia a conexãotanto com elas ─ as formas ─ quanto com as luzes coloridas. Assim, deixava ascoisas acontecerem, sem tentar “observar” nada com mais atenção econseguindo assim “ver”, com nitidez, tanto as cores quanto as formações.Quando tudo acabava, conseguia lembrar de algumas delas ─ das formações ─,pois eram tantas, talvez até centenas, em questão de minutos. Outra situação era vivenciada quando percebia, com absoluta nitidez, as duaspartes do cérebro ─ o lado esquerdo e o direito ─, subitamente iluminados; tantofazia se ficava de olhos abertos ou fechados; se era dia ou noite. Elespermaneciam assim, iluminados, com cores que iam se alternando em tons deazul, amarelo-ouro, lilás e prateado; e via, literalmente via dentro da estruturacerebral, os dois lóbulos iluminados. Este estado tinha duração maior que oanterior e a alternância das cores era mais lenta.Finalmente, quando em estado de meditação, fechava os olhos, sentia como seminha cabeça inteira se fundisse a um espaço totalmente impossível dedimensionar. Nesse tempo em que assim permanecia, que podia ser horas,“perdia” a noção de constituição física normal ─ cabeça, tronco e membros;sentia apenas minha cabeça como que unificada, sendo ela e esse espaço amesma coisa, e o mais importante é que um pequenino ponto de luz meacompanhava o tempo todo ou, eu o perseguia o tempo todo.Foi num desses momentos que veio até mim esta terceira parte do livro e o“Prioridade 1 ─ Objetivo Mundial” que estão devidamente registrados em fitagravada, pois antes que isso ocorresse, “senti” que deveria acionar meu velho ebarulhento gravador mas, grande amigo e companheiro.
  • 18. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 18Durante os quase 60 minutos de gravação da fita K7, “estive” em meio caminhoentre o que se costuma chamar de estado consciente e estado inconsciente.Esta é a única forma encontrada para tentar definir o estado em que permaneci,durante a “captação” de tudo que veremos, a seguir.Essas explicações dadas a você têm razão de ser pelo profundo respeito quetenho por aquilo que escrevo e, principalmente, por respeito a você, leitor, poisafinal: “IN LAKE CHE” “Eu sou um outro você”. (Extraído do livro Fator Maia)”Retornando, conheci recentemente, um grande neurocirurgião e expus a ele assituações acima descritas; queria auxílio para entender como tudo issoaconteceu.A primeira pergunta, que me fez, foi se usava algum tipo de alucinógeno;respondi que nunca tive envolvimento maior, com qualquer deles.Depois de longas conversas, a conclusão possível ─ dentro do que a ciênciaconsidera ─ é da ocorrência de um fenômeno entóptico denominado fosfeno,caracterizado pela sensação de visualização de manchas luminosas, cuja causaseria a estimulação mecânica, elétrica ou magnética, da retina ou córtex visual.Mesmo assim, ficou sem explicação a recorrência, clareza, nitidez das formas ecores.É claro que a curiosidade em relação ao como, dessas experiências, é normal; arazão, entretanto, acredito ter sido a necessidade de preparação do hardwarecerebral e, quem sabe, aperfeiçoamento dos softwares, para perfeita“captação” de tudo que foi exposto, em retrospectiva, no Espaço 1, deste livro.No caso específico desses fenômenos, creio terem sido estimulaçõesmagnéticas a causa, dos mesmos. Com absoluta certeza, caso não tivessehavido a preparação necessária, no composto mental, em relação à central dedecodificação “instalada” na estrutura cerebral, do animal humano, não haveria aconexão e o perfeito entendimento de tudo que foi, “captado”.O que pode ser, afinal, a MENTE?Há uma grande “confusão”, entre mente e consciência; essa quase “confluência”entre ambas, me parece motivada pelo desconhecimento de patamares maisavançados de estudos, além dos puramente teóricos/analíticos que envolvem amaioria das correntes de especialistas. Vamos exemplificar isso, na citaçãoabaixo, de pequeno trecho do físico Roger Penrose em seu livro A Mente Novado Rei.
  • 19. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 19“Na “mente” (ou antes, na “consciência”) parecemos ter uma “coisa” não-materialque é, de um lado, evocada pelo mundo material e, de outro, que o podeinfluenciar.”Nada há de errado, nesse pensamento de Penrose; mesmo um grande físico,como ele, “inclinado” às questões “subjetivas” da Física Quântica busca, ainda,aumentar o espectro de possibilidades no campo discutido por ele, no livrocitado, na Parte ─ Onde fica a física da Mente?O primeiro dos sete Princípio Herméticos, expostos no pequeno livro OCaibalion, diz:“O TODO é MENTE; o Universo é Mental.”Com muita certeza, quero dizer que foi isso, em essência, uma das mensagensprincipais daquele todo que foi “captado” em 21 de setembro de 1996. AENERGIA tem o composto mental de Pensamento, Inteligência e Linguagem.Esse “composto” é Ela mesma ─ a própria ENERGIA; portanto, Ela é MENTE eo Todo, originário Dela/Nela, é mental. Qualquer ente da natureza terrestre, porexemplo, tem seu composto mental, em acordo com sua frequência de vida eação. Esse “quadro” se estende ao Planeta, ao Sistema Solar, a Galáxia, atodos os universos existentes, proposta relativamente recente, da Física, emlugar de um único universo. A denominação, dessa nova “inclinação” científicaé ─ MULTIVERSO.Portanto, a MENTE, em função de tudo que vi, que “captei” é universal; em meuentender, ela poderia ser vista como um campo. Em física, campo é a atribuiçãode uma quantidade a todo ponto do espaço. Como exemplo, podemos citar ocampo gravitacional que atribui um potencial gravitacional a cada ponto doespaço. A teoria física, provada experimentalmente com maior precisão, emfísica, é a Teoria Quântica do Campo Eletromagnético.Assim, para mim, vejo e entendo a Mente como um campo; dessa forma, elanão é, propriamente, um componente, um hardware do corpo físico; ela é umcampo que nos permeia, para falarmos mais especificamente, neste Espaço, doanimal humano.Sendo a ENERGIA ─ INTELIGÊNCIA, PENSAMENTO E LINGUAGEM, ela éMENTE e é UNIVERSAL.Cada campo mental, específico de cada animal humano (como de qualquerelemento da natureza, o próprio Planeta, o Sistema Solar, a Galáxia, oMultiverso), é um quantum da ENERGIA/MENTE.É um pouco complicado, em princípio, ter-se uma ideia de algo, aparentemente,tão complexo. Faz-se necessário deixarmos uma série imensa de conceitos queestão profundamente arraigados, em nós, para podermos tentar alçar voos (*)mais além de nosso contexto tridimensional racional e, de lógica limitada.
  • 20. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 20A definição que vimos acima, sobre campo, em física é dificultada aoentendimento, pela utilização do termo quantidade; quando se pensa emquantidade, automaticamente pensamos e/ou imaginamos coisas que podemser, contadas, pesadas ─ 2 velas, 6 ovos, 10 carteiras, 10kg etc.; nãopensamos, em princípio, que essa quantidade pode não corresponder à objetos,coisas materiais que se pode ver, pegar, contar, pesar. Assim sendo, asanalogias, por mais fracas que possam ser, nos ajudam. Vamos pensar naatmosfera, do planeta Terra; ela não é “vista”, mas é sentida e influencia toda avida terrena assim como é, por ela, influenciada; poderíamos chamá-la decampo, sem incorrer em erro.Essa recíproca influência, acima citada, se dá de forma transparente, para nós,animais humanos; ela é toda feita através de partículas subatômicas, átomos emoléculas.Como então, o campo mental, do animal humano, faz essa recíproca influênciacom o campo mental total, da Energia?Através de nosso hardware ─ corpo físico, entes quânticos fazem ainterligação/conexão entre a matéria e o campo mental; são eles osresponsáveis, creio, pela dinâmica mental do animal humano; a mente não está“alojada” na estrutura ─ corpo material; ela impregna a matéria sem fazer,diretamente, parte dela e, os seus três principais componentes ─ Inteligência,Pensamento, Linguagem são princípios ativos porém, diferenciados, em cadacampo específico. Explicando melhor ─ cada humano tem “seu” campo mentalexclusivo; ele é um quantum do Campo MENTE ─ ENERGIA; esse campo“particular” tem seus três princípios ativos, também diferenciados, emfrequência. A linguagem ─ um dos três princípios ativos ─, refere-se, maisespecificamente, creio eu, a “inclinações” que, através dela, cada animalhumano vai adotar pois acredito que ela está intrinsecamente ligada ao quetomei a liberdade de denominar ─ pensamento natural; se a linguagem de seucampo mental for mais inclinada ao científico, por exemplo, esse animal humanoterá ai, seu maior interesse; se a inclinação for a mística, filosofia, matemática,artes, etc., assim será o interesse maior, de cada um, mediante o “determinado”pela linguagem do pensamento natural.Em consonância com o Princípio de Correspondência, citado no Caibalionentão, cada humano terá sua analogia de linguagem terrena, em correspondenteconsonância com a linguagem de seu campo mental. Por essa razão, além dalinguagem habitual, temos as específicas de cada área de conhecimentohumano, tais como a linguagem matemática, a filosófica, a forense, etc.Essa linguagem, do pensamento natural extrapola, em muito, o que acima foiesboçado. Um velho ditado, diz que a boca fala do que o coração sente, oumais ou menos, isso; não lembro bem. Então, essa linguagem natural, surgerepentinamente, em palavras, frases emitidas, por nós. Surge também emgestos corporais e em expressões do olhar; exatamente nesses momentos,
  • 21. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 21podemos ter uma ideia um pouco mais clara do que realmente existe, no íntimoda pessoa que se expressou, de maneira não costumeira. Essa situação,quando acontece, “trai” o que a pessoa quer que seja pensado, sobre ela;mostra, inesperadamente, a sua essência maior, a sua verdadeira inclinação,sem nos atermos aqui, em considerações sobre positivo ou negativo.Tal qual a Linguagem, também o princípio ativo ─ Inteligência, apresentadiferenciações de frequência; por essa razão, creio, até hoje foram praticamenteinfrutíferas todas as tentativas de diferenciar níveis de inteligência pela simplesanálise da estrutura cerebral, física. O tamanho do cérebro, seu peso não são ─como pensavam antigamente ─ atributos qualificativos das diferenciações deinteligência.O magnífico trabalho de nossos neurônios criando constantemente novassinapses, é contraparte “física” do campo mental. A medida que acessamosnovos campos de conhecimento, o aprendizado oriundo do trabalho mental,dinamiza a estrutura cerebral na razão direta dessas “novas” descobertas e donível de dificuldade, de cada uma delas.Então, o número de sinapses aumenta, havendo ainda a possibilidade deativação de neurônios reserva, conforme comprova a novíssima ─Neuroplasticidade.Resumindo o que vimos acima, creio que a mente é um campo, nos moldesdefinidos pela ciência. Cada animal humano tem “seu” campo mental exclusivo.Talvez você, leitor (a) que não leu, ainda, os livros anteriores, possa sentir certadificuldade em compreender, o que expus acima. Vamos, em função dessapossível dificuldade, esclarecer alguns pontos.O primeiro, diz respeito a visão que tenho, de que o famoso átomo e aspartículas subatômicas, são essencialmente, entes energéticos. Até aí,nenhuma incompatibilidade com o disposto, pela física. Acontece que adenominação ente, neste caso, precisa ser entendida como Energia, Mente (pelocomposto – pensamento, inteligência e linguagem) e VIDA!A ciência ainda não conseguiu chegar a uma definição de vida que possa serconsiderada satisfatória, do ponto de vista da própria ciência. A biologia, atravésde alguns de seus representantes, tentam definição de vida no sentido de um“fenômeno que anima a matéria.”Em consonância com o que a ciência diz, em relação à composição ─ nestecaso específico, dos seres vivos ─ que é fundamentalmente atômica, no sentidode sermos compostos por átomos que ao se unirem, formam moléculas, que vãoformar células, tecidos e finalmente, o corpo físico, em consonância a isso,
  • 22. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 22repito, é que credito ao átomo e partículas subatômicas, a qualidade de entesvivos ou com potencialidade de.A ciência, tal qual a temos, consegue definir vida como envolvida emdeterminadas funções específicas que irão decidir sobre vida e não vida. Daí agrande dificuldade de pensarmos em vida em outros pontos do espaço, porquepartimos do pressuposto que ela teria que ser, no mínimo, semelhante ao que é“proposto” pela ciência, para este nosso espaço. Com isso fica totalmentedescartada a possibilidade, que considero grande, de termos outros níveis devida, até aqui mesmo, em nosso Planeta.Para o segundo ponto a ser “esclarecido”, trarei em destaque, o 2º PrincípioHermético ─ O Princípio de Correspondência, que diz:“O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é comoo que está em cima.”Esse Princípio informa que existe uma correspondência, uma analogia entre asleis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. Não éigualdade, não é semelhança mas sim, correspondência, ou seja, relaçãointrínseca, entre eles.Se fossemos “atualizar”, poderíamos dizer, creio eu, que não há dissonânciaentre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida, comoinforma o Princípio, em questão. Existe CONSONÂNCIA, existe Harmonia entreos quantum’s, da ENERGIA.Quantum é um termo praticamente exclusivo da física quântica, que tem seunome, derivado dele. O que é, em física um quantum? É uma unidade discreta,de um quanta, que significa a totalidade de algo. Na física, quanta é, digamosassim, sinônimo de um pacote de energia. Cada “pedacinho” desse pacote deenergia, recebe a denominação de quantum.Assim, para mim, qualquer quantum, da ENERGIA é Ela, com especificaçõespróprias para atuação/realização de cada um deles; o animal-humano, comotodo e qualquer ser da Natureza, tenho absoluta certeza, é um quantum, dela,com especificações próprias, repito. Aliás, tudo que conhecemos e o que nãoconhecemos, seja neste planeta ou em qualquer “ponto” da imensidão doUniverso, é um quantum da ENERGIA; nada, absolutamente nada, em pontoalgum, seja o que for, é outra coisa senão um quantum, da ENERGIA. Essaspalavras, colocadas dessa forma, nascem do racional; a essência que elastentam, fracamente resumir, veio do todo “captado”, que deu-me a compreensãoabsoluta do que se quer dizer com ─ Todos derivados do UM.Apenas com a visão racional, fica difícil “concretizar-se” esse pensamento, essaideia, em nós. Racionalmente, vemos e consideramos os “muitos” totalmentedesligados, entre si, sem aparentemente nada que os una; peças e mais peçasde um imenso quebra-cabeças que não conseguimos “montar” porque nos faltaa lógica transcendente, “ferramenta” exclusiva da inteligência e pensamento
  • 23. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 23naturais. Particularmente, creio que uma das áreas mais atingidas por essaincapacidade, calcada no racional e lógico, exclusivamente material, foi/é areligião.Sabe, acabei de lembrar algo que foi espetacular, para mim, quando criança.Creio que com sete ou oito anos quebrei, sem querer, um termômetro. Omercúrio caiu no chão; olhei aquela pequena bolinha e me apaixonei, primeiropela cor; tentei pegá-la; não consegui. Fiquei intrigada e resolvi ver se ela sedividia; foi então que a segunda paixão explodiu; quanto mais eu batia (não melembro bem com o quê), mais ela se dividia e, eis a maravilha ─ voltavam a sejuntar, exatamente do tamanho da bolinha original. Foi um encantamento, paramim. Fiquei um tempo naquele êxtase até que meu pai viu e explicou que nãopoderia brincar com aquilo, pois o mercúrio podia causar doença. Foi assim quefiquei sabendo o nome de minha grande e instantânea paixão. Normalmente,obedecia o que meus pais indicavam; nesse caso, não. Quebrei,propositadamente, outro termômetro; claro que meus pais desconfiaram eresolveram, a partir disso, esconder o novo. Não quero afirmar com absolutasegurança, mas creio que aquela maravilhosa experiência fez com que maistarde, bem mais tarde, tivesse facilidade para compreender a ligação do Um,com os Muitos, derivantes, dele.Bem, leitor (a), observe, por favor, quantas questões abordamos, dentro desteEspaço, com o intuito de esclarecer o ponto de vista originário daquela“captação” ─ ENERGIA É PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM” esua consequência, compreendida por mim, de que TUDO, absolutamente TUDOé ENERGIA e que TUDO, absolutamente TUDO, tem um quantum docomponente MENTE, da ENERGIA, ou seja, Inteligência, Pensamento eLinguagem, em acordo específico com a faixa de frequência em que cada ente,formador do Todo, atua. Muitos outros pontos poderiam e deveriam serenfocados; ficarão, entretanto, para uma próxima vez. Portanto, Mente, para mim, de forma totalmente abrangente, é a Inteligência, oPensamento e a Linguagem, da ENERGIA; ela é, em meu entender, um CAMPOÚNICO e dele se ramificam milhares, milhares e milhares de campos,atendendo a cada composto quântico, seja ele qual for e onde “estiver”.Deixar um pensamento, de Fernando Pessoa, no final deste Espaço, poderá nosajudar a entender mais e ir além. “O mundo exterior existe como um actor num palco: está lá mas é outracoisa.”(negrito da autora)(*) Em acordo com as novas regras ortográficas.
  • 24. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 24ESPAÇO 4 ─ Será que podemos pensar um pouco sobre a origem, da Vida?Respondendo a pergunta acima, não vejo qualquer razão para que a respostaseja negativa afinal, essa é uma das grandes questões pensadas, pelo animalhumano.Esse tipo de exercício de liberdade de pensamento, desde que feito comresponsabilidade nos ajuda, em muito, a expandir horizontes, motivar criação denovas sinapses e fundamentar nossas críticas a algumas teorias, até agoraexistentes, sobre. Nos auxilia, também, a perscrutar com maior interesse, asinúmeras mitologias nascidas em tempos remotos, tanto para a origem da Vidaquanto para a origem do humano..O que vamos ver, neste Espaço, tem como fundamento, o que foi exposto noEspaço 1 deste livro, em que transcrevi o que “captei” em 21 de setembro de1996.Vamos repetir, aqui, o que considero principal:“A ENERGIA É PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM”Para a grande maioria das pessoas, deve ser algo bastante amorfo ─ isto é, semforma determinada, a frase acima, a “definição” acima. Vamos ver a razão dessasensação, por partes.Temos, primeiramente, a ENERGIA.A própria ciência, através de seus representantes mais expressivos nãoconseguiu, até o presente, conceituar Energia de tal forma a tirá-la desse“vácuo” de entendimento. Mas não é uma questão de incapacidade; a questãomaior é que nada de mais profundo pode-se “saber” Dela, sem que nos sintamosimersos, Nela; preenchidos, por Ela; sem que percebamos que Ela e nós,somos. Não há outra forma de “saber”, com certeza, que a ENERGIA Éabsolutamente TUDO, sem antes sentirmos que Ela e nós ─ SOMOS.Essa é uma questão, em princípio, fundamentalmente CIENTÍFICA!Somos totalmente estruturados por átomos e partículas subatômicas que sãoentidades quânticas, parcelas “invisíveis” porém, atuantes, da ENERGIA.Desde a proposição inicial do átomo, feita por Demócrito, por volta de 450 a.Caté o século XIX, ele era ainda visto como partícula única,invisível e indivisível.Em 1908, Ernest Rutherford, físico e químico austríaco, conhecido como pai dafísica nuclear, criou um primeiro modelo atômico mais consistente; esse modeloficou conhecido como Modelo atômico de Rutherford. O átomo deixou de ser,indivisível.
  • 25. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 25Aproximadamente 2 anos depois, Niels Bohr, físico dinamarquês, formulou outromodelo que se tornou conhecido como Modelo atômico de Bohr. Até hoje, osdois modelos são amplamente aceitos, para todos os fins.Por favor, observe isto → .Imagine que esse pontinho, representa um átomo; imagine que dentro dessepontinho, existe um núcleo “maciço” onde estão “alojados” o próton ─ partículade carga elétrica positiva (+), e o nêutron que, pelo que o próprio nome indica, éneutro. Imagine, que em torno desse núcleo, “orbitam” os famosos elétrons,partículas de carga elétrica negativa que também, dizem os cientistas, sãoencontrados livres; imagine mais ─ uma predominância imensa de espaçovazio.Agora vem o mais importante de tudo. Esse pontinho acima, é totalmente visívela olho nu, é claro; mas o átomo, não!Vejam, os átomos se ligam, formam moléculas, que vão formar as células; omicroscópio mais potente hoje, no mundo, consegue “ver” uma molécula, masnão os átomos formadores dessa molécula; imagine mais ─ existem partículasmenores que o próprio átomo ou seja, partículas subatômicas além do próton,nêutron e elétron, que já o são.Precisamos falar um pouco sobre átomo e partículas subatômicas para queleitor (a), extasie-se, tanto quanto eu ─ espero ─, com o fato que somos, você,eu, o nosso animalzinho de estimação, a árvore do jardim, todos os seres daNatureza, o Planeta, formados, estruturados basicamente de PARTÍCULASSUBATÔMICAS/ÁTOMOS.Vimos acima que os átomos se ligam, formam moléculas, que vão formarcélulas. Sabe, só por curiosidade, o número estimado de células, no corpohumano? Em torno de 60 trilhões!Basicamente somos atômicos, somos ENERGIA!Com o pouco que vimos, até agora, podemos trazer, para o nosso interior, algoque a ciência já tem absoluta certeza ─ a ENERGIA “impregna” tudo que existee conhecemos, bem como tudo que existe e não conhecemos, ainda, seja nestePlaneta como em todo o Universo, ele mesmo ─ ENERGIA.Não há palavras, em nosso idioma, ou em qualquer outro, capaz de exprimir, dedefinir, de conceituar de forma perfeitamente clara, o que é ENERGIA. Dela, sãoconhecidos apenas alguns efeitos; em nós, o “conhecimento” Dela vem,exclusivamente, através de SENSAÇÕES de âmbito não físico, conformepropusemos no livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios, em sua 4ª parte, noEspaço 5.“A ENERGIA É PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM”
  • 26. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 26Da frase acima nos detemos, primeiramente, na ENERGIA.Vamos agora, olhar um pouco ─ PENSAMENTO.No animal humano, pensamento parece ser fruto da função, pensar. Milhares emilhares de estudos, a respeito do pensamento existem, cada um envolvendoáreas específicas do conhecimento humano; mas, apesar dos inúmeros acertosnada em definitivo, ainda, existe. E mais, o pensamento humano é tido comopróprio da racionalidade, computada especificamente à espécie humana.Vou me permitir explorar, nesta etapa em que abordamos o pensamento como,particularmente, vejo o pensamento humano.Praticamente, vejo duas categorias de pensamento ─ o Natural e o Composto.O pensamento natural, é quase um não pensar; é esse tipo de pensamentoque creio, permeia todos os seres da Natureza, o próprio Planeta. Por quepermeia, envolve? Porque ele parece estar, parece pairar em um campoenergético, diferenciado. Ele parece independente da função ─ pensar. Ele separece com inspiração, com insigth. Esse me parece ser o nível de pensamentodas crianças; mesmo que elas, muitas vezes, apresentem pensamentos que separecem ou até mesmo, suplantem o de humanos adultos, eles ainda sãonaturais; por essa razão, surpreendem.O pensamento composto, para mim, é aquele que envolve a racionalidade,imputada ao animal humano.Vejamos, rapidamente, definições de pensamento e racionalidade, segundo oDicionário da Academia Brasileira de Letras.pensamento s.m. 1. Que pensa, que medita. 2. Capacidade e atividade deformular ideias, cogitações, conceitos; reflexão.racionalidade s.f. 1. Qualidade ou característica do que é racional. 2. Tendênciaa sempre agir em conformidade com a razão.Vamos aproveitar e ver também, algo sobre razão, no mesmo dicionário acimacitado.razão s.f 1. Capacidade que tem a mente humana de estabelecer relaçõeslógicas entre as coisas da realidade, de conhecê-las e compreendê-las, emcontraste com as funções exercidas pelos sentidos; inteligência, raciocínio: Arazão distingue a espécie humana dos animais irracionais.Observe então, por favor, que o que chamo de pensamento composto é aqueleadmitido, por todas as correntes científicas, como verdadeiro; aquele que seenvolve com a objetividade do mundo, que se processa envolvido em inúmerosquesitos informativos e formativos, do pensar racional.O que esse pensamento
  • 27. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 27oferece, como produto, não é propriamente original e sim, uma reconfiguraçãode diversas configurações existentes que foram exaustivamente avaliadas,analisadas, comparadas, repensadas, aprimoradas, ampliadas, refutadas ouendossadas. Esta colocação, em absoluto, denigre esse pensamento composto;de forma alguma. Ele é fantástico e coisas extraordinárias nasceram em razãode reconfigurações; cada reconfiguração, traz algo de novo que amplia,algumas vezes de forma espetacular, as anteriores.Para melhor entendimento, vamos admitir que o pensamento natural é a priori;ele é existencial na base mesma do pensar; independe de qualificações outras;é a essência primeira do que consideramos, hoje ─ pensamento.O pensamento composto, recebe essa designação justamente pelacomplementação, de ordem tridimensional/material, que permite aopensamento natural, adaptar-se às características específicas, do animalhumano e seu habitat.Tenho, para mim, que a característica principal do pensamento natural, é suauniversalidade; o pensamento natural tem o privilégio da abrangênciaabsoluta; ele não está confinado aos conceitos do puramente terreno, doespecificamente material. Ele é fluído; quase “etéreo”. A lógica, vinculada aopensamento natural, é perfeita, inquestionável; está além do “concreto” damaterialidade; é uma lógica metafísica que, como tal, vai além do estipuladopelo campo material, físico. O pensamento natural é atemporal. A contrapartedele, é o pensamento composto que “adiciona” ao pensamento natural, a“realidade” do campo terreno, inclusive a densidade da matéria, o que o torna“mais pesado”. Ele não é espontâneo; ele exige uma série de “ações” queconsome muita energia. Ele é ligado, temporal e energeticamente, ao terreno.Vamos tentar exemplificar o pensamento natural.Veja. Hoje, a civilização conta com milhares e milhares de estudos, das maisdiversas ordens. Tudo que existe, pode subsidiar estudos, análises, teorias.Entretanto, em algum momento da história do pensamento, todos essesassuntos, tiveram um start por parte de uma pessoa, ou de um grupo depessoas.Como exemplo de pensamento natural, mais incrível, é o que computo aosfilósofos gregos que vicejaram nos séculos VII, VI e V a.C.Já que falamos em ENERGIA, em átomos, vale lembrar que a proposta daexistência do átomo, foi obra de um grande filósofo grego chamado ─ Demócritode Abdera, apesar de algumas linhas de pesquisa considerar a hipótese de tersido Leucipo ─ de quem Demócrito foi discípulo e depois sucessor ─,quemlançou esse pensamento.Demócrito designou essa parcela que constitui toda e qualquer matéria, de a-tomo, que vem do grego a ─ determinando negação ─ e tomo, significandodivisível; portanto a-tomo, nessa formação original, significa indivisível. Como
  • 28. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 28vimos, neste Espaço, quando falamos de ENERGIA, somente no século XIX, oátomo deixou de ser considerado indivisível; séculos e séculos foramnecessários até que a Ciência dispusesse de meios para propor o próton, onêutron e o elétron como partículas formadoras do ultrapassado ─ masfundamental ─ a-tomo de Demócrito e/ou Leucipo, proposta original nascida noséculo V a.C.Esse é, para mim, um dos inúmeros exemplos da atuação do pensamentonatural; nesse longínquo tempo, quando nada havia de “concreto”, que pudessesubsidiar estudos, análises a respeito do que foi proposto, a originalidadedesse pensamento ─ e de tantos outros ─ teve, com absoluta certeza, a atuaçãodo que chamo de ─ pensamento natural.Essa parte sobre pensamento, talvez mereça uma observação, antes deencerrá-la. Várias filosofias orientais exortam o silenciar do pensamento paraque se alcance uma Realidade Maior. A função pensar, no animal humano, casonão seja mantida em certo controle, é extremamente desgastante,descentralizada e quase, ininterrupta.Tenho, para mim, que essa recomendação de silenciar o pensamento, tambémmuito presente nos livros de Castaneda, como alerta de dom Juan para alcancede estados diferenciados, de consciência, é simplesmente permitir a atuação,em nós, de forma mais decisiva, do que chamei de pensamento natural, pois eleé quase um não pensar. Essa é a observação com a qual termino nossaconversa sobre, PENSAMENTO.“A ENERGIA É PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM.”Após ENERGIA e PENSAMENTO, falaremos um pouco sobre INTELIGÊNCIA.Como gosto de fazer, vamos ver o que o Dicionário ─ Novo Aurélio, nos dizsobre inteligência, pedindo a você leitor (a), que entenda essa forma de açãocomo algo bem simples ─ a maioria de nós recorre aos dicionários, quandopretende saber definição e/ou conceituação de alguma palavra. Nos dicionários,são encontrados os elementos básicos mas suficientes, para elucidar dúvidas.Assim, vamos ver inteligência.Inteligência 1. [Do lat.intelligentia.] S. f. 1. Faculdade de aprender, apreender oucompreender; percepção, apreensão, intelecto, intelectualidade. 2. Qualidade oucapacidade de compreender e adaptar-se facilmente; capacidade, penetração,agudeza, perspicácia.Ao olharmos definições como acima, de palavras como essa, não nos damosconta da quantidade de estudos, teorias, avaliações, que neste caso específico,suscitou e suscita o termo, inteligência.Até bem pouco tempo, creditava-se apenas aos humanos o que é conhecidocomo inteligência; pesquisas e novas teorias começam a ampliar, para todos
  • 29. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 29os seres da Natureza, essa “capacidade”, essa “função”, em níveisdiferenciados, como no próprio animal humano, o é.Uma pesquisa abrangente, feita por equipe especializada da Universidade deHarvard, sob a direção de Howard Gardner, psicólogo, detectou, inicialmente,sete dimensões da inteligência, entre elas a lógico/matemática, a espacial, averbal, a musical, dimensões essas, amplamente divulgadas em seu livroEstruturas da Mente, em 1983, quando foi cunhada a conhecida ─ Teoria dasMúltiplas Inteligências. Após isso, mais duas dimensões foram adicionadas, porele ─ a naturalista e a existencialista.Esse trabalho de Gardner é extremamente interessante e observa, com clareza,a existência de diversos níveis de inteligência, ao que ele denominou, com muitapropriedade e acerto, de ─ dimensões, caso a tradução tenha sido fiel aooriginal.Há em andamento, desde 1956, estudos e pesquisas com o objetivo de se criarum computador inteligente. Alan Turing, um matemático inglês foi quem deu ostart para o que hoje, em função do desenvolvimento vertiginoso da computação,já se tornou uma ciência ─ Inteligência Artificial, mais conhecida por ─ IA. Eminglês a sigla é AI, que se subdivide em AI Forte e AI Fraca.Apesar de controvérsias, é extremamente interessante conhecer as basesdessas pesquisas, os fundamentos dessa recente ciência. A Editora Campuseditou, em português livro de Roger Penrose com o título ─ A Mente Nova doRei, livro esse já citado por nós; vale a pena ver esse livro, não só por esseassunto ─ amplamente abordado ─, mas pelo todo exposto, de forma acessívelao entendimento, inclusive física quântica.As pesquisas e desdobramentos da Inteligência Artificial, estão chegando aresultados extraordinários. Um livro de James Gardner ─ O Universo Inteligente,de 2007, traz o que há de mais atual, nesse campo; é um livro excelente. Vamosdestacar, dele, apenas um pequeno trecho, como forma de despertar seuinteresse, leitor (a).“Sempre se supõe que todo fenômeno astrofísico que ocorre seja apenas umacidente. Para mim, essa é uma posição muito arrogante, já que a inteligência ─e a computação, que a meu ver inclui a inteligência ─ é uma coisa muito maisuniversal do que se pensa. É difícil para mim acreditar que tudo o que está aíseja apenas acidente... O que posso dizer é que me parece que este universoem particular é uma consequência de alguma coisa que eu chamaria deinteligente... Há alguma coisa por aí que quer chegar a uma resposta para umapergunta... Alguma coisa que deu início ao universo para ver o que acontecia.”O parágrafo acima, incluso no livro citado, é de Edward Fredkin, um gênioautodidata, como definiu o próprio Gardner.
  • 30. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 30Voltando ao tema ─ inteligência, apesar de tudo que se tem, sobre inteligência,ainda permanecem sem respostas, questões fundamentais, tais como: quandoe como surgiu a inteligência.Enquanto cientistas, físicos e mesmo o humano, de forma geral, não admitir quedeterminados assuntos, para entendimento, precisam suplantar a lógicatridimensional, o pensamento de racionalidade material e terrena,exclusivamente, não poderemos ser informados, sob questões quetranscendem, em muito, apenas o especulativo, o hipotético, o teórico, conformeo que é proposto pelo que chamei de ─ pensamento composto; opensamento natural precisa sentir-se livre para atuar, “captar” e informar.Assim como acredito no pensamento natural e em sua contraparte terrena, opensamento composto, também acredito na Inteligência Natural e naInteligência Composta; não poderia ser diferente.A inteligência natural, bem como o pensamento natural existem, independentede qualquer dimensão espacial.Como o próprio pensamento natural precisou compor-se de frequênciasexclusivamente terrenas, para “atuação” no ambiente ─ Planeta Terra, ainteligência natural também precisou fazê-lo. A densidade terrena, “adicionada” àinteligência e pensamento naturais, gradativamente “sufocou-os”; ambosperderam a naturalidade, a “fluidez”. Apesar de pensarmos, apressadamente,que houve ganho de qualidade com o “surgimento” da inteligência composta, dopensamento composto, não foi bem isso que ocorreu. Entretanto, não poderiater sido diferente; a inteligência e o pensamento natural, sem suas contrapartescompostas, talvez não conseguissem “extrair” do campo terreno, do físico, domaterial, do tridimensional, suas realidades factuais.“A ENERGIA É PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA E LINGUAGEM.”Abordaremos, nos parágrafos finais, deste Espaço a ─ LINGUAGEM.A linguagem, da forma como a entendo, é universalmente representativa ─através dos mais diversos tipos de sinais ─ de mensagens derivantes dainteligência e do pensamento, com o intuito de que essas mensagens sejamentendidas, em seus contextos específicos. Explicando um pouco melhor veja,por exemplo, a Natureza ─ ela tem, em cada um de seus reinos, em cada“contexto” específico, uma linguagem. O colorido, formato e perfume das flores,por exemplo, traz mensagens praticamente explícitas, para pássaros, abelhas,insetos diversos, borboletas com intuito especifico de ─ polinização. Esse éapenas um dos inúmeros exemplos de formas de linguagem, da Natureza.Talvez, se formos pensar naqueles nossos animais humanos iniciais, vamosencontrar um princípio rudimentar, é claro, de linguagem. Tenho, para mim, que
  • 31. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 31ao observar e ouvir a natureza, começaram a entender as diferenciações desons emitidos por pássaros, por animais da floresta, pelo vento, pelos trovõesetc., e talvez tenham tentado “extrair”, de si mesmos, algum tipo de som, atéantes de usar as mãos, para sinalizações de linguagem.Para todos os efeitos, das áreas envolvidas em pesquisas/estudos relativos aosurgimento/desenvolvimento da linguagem, têm-se como primeiros sinais dela,os hieróglifos egípcios datando, aproximadamente, do ano 3000 a.C., tendoperdurado, essa forma de linguagem escrita, pelos 3.500 anos seguintes.Será que os primeiros hieróglifos não tiveram como motivação, o surgimento, emalguns animais humanos iniciais, do pendor artístico para o desenho, para apintura? Sinceramente, creio ter sido essa a razão inicial, dos hieróglifos. Amedida que evoluíam, outras razões devem ter existido, como por exemplo,registrar figuras de destaque, deuses, celebrações, lutas etc.Apesar do tema ser fascinante, não vamos nos ater aos aspectos primordiais,do estudo da linguagem; para o leitor (a) que sinta maior interesse emaprofundar-se, tomo a liberdade de dizer que são excelentes os livros de NoamChomski, linguista dos mais destacados, além de filósofo e ardoroso ativistapolítico, crítico temido do sistema capitalista/neoliberal e das atitudes bélicas dosEstados Unidos, seu país de origem. Entre os livros, de Chomsky, sobre oassunto em questão, permita-me citar ─ Sobre a Natureza e Linguagem,Linguagem e Mente e Novos Horizontes no Estudo da Linguagem e da Mente.Sob a égide da linguagem escrita e falada, surgem as línguas e os idiomas; agrande maioria deles, utilizando palavras, gramaticalmente dispostas em funçãode cada sistema humano em que estão inseridas.Mas, a linguagem admite uma variedade imensa, de “elementos” para“concretizar-se”; sendo ela, um sistema de signos, eles vão variar em acordocom o respectivo campo de atuação. Como vimos, parágrafos acima, a forma,cor e perfume, das flores, são linguagens próprias para mensagensdeterminadas de um tipo específico de trabalho a ser executado por aqueleselementos que observam e entendem essa linguagem, mesmo que a intençãodos receptores/captadores, dessa linguagem, não seja a mesma, intrínsecanessa linguagem, no caso, o “trabalho” de polinização, mais especificamente.Os “elementos” usados nessa linguagem natural são químicos, entre eles osflavonóides, os carotenóides e as clorofilas. Fiz essa observação para chamar aatenção para a magnífica linguagem da Natureza toda ela, com certeza,utilizando, de uma forma ou de outra, elementos químicos, para “informar”características específicas de cada ente, existente ─ animais, pássaros, plantasetc.Temos linguagens específicas, também no campo do conhecimento humano,tais como a linguagem matemática, linguagem computacional, linguagemforense, linguagem química etc.
  • 32. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 32Encerrando esses parágrafos sobre linguagem, gostaria de dizer que consideroa linguagem humana linear, discursiva, racional, própria para estruturar opensamento composto; considero também, o pensamento natural comoindependente dessa linguagem, para expressar-se, em seu momento de start; alinguagem formal virá depois, quando for necessário alocá-lo em acordo com opensamento composto e com as regras atuais, do entendimento humano.Enfocamos todos esses pontos com o intuito de fundamentar o questionamentosobre Vida, da chamada deste Espaço.Tenho, para mim, que quando a ciência, mais especificamente a Física e deforma mais especial, a Física Quântica, voltar sua atenção para conotaçõesdiferenciadas, das atuais, em relação a Vida, saindo um pouco do aspecto vida,neste Planeta, com certeza será aberto um vasto leque de investigação.De forma absolutamente particular, considero as partículas subatômicas eátomos, entes dotados de essência vital; apenas considerando essaenorme possibilidade é que conseguiremos entender como, através deles,tudo existe e a vida ─ se FEZ E SE FAZ.E a Vida, creio eu, vem da ENERGIA, É ENERGIA e através de seusquantum’s derivantes e dotados de essência vital, milhares e milhares deformas diferenciadas de vida, espalham-se pelo Multiverso e mesmo aqui, noPlaneta Terra.A matéria, tão discutida ainda, no âmbito da Física é, em meu entender, apenaso “invólucro” relativamente grosseiro ─ mas necessário, da ENERGIA.Além disso, sendo a ENERGIA ─ PENSAMENTO, INTELIGÊNCIA ELINGUAGEM, ela é ─ MENTE, na acepção máxima, da palavra.ENERGIA É VIDA E MENTE.Um dia, com certeza, a Ciência chegará a essa conclusão e concluirá que aORIGEM DA VIDA, é a própria ENERGIA, a ENERGIA que ainda não foientendida de forma plenamente satisfatória e, verdadeira.
  • 33. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 33ESPAÇO 5 ─ Como teriam sido os tempos remotos?Vamos tentar ver um pouco desses tempo remotos, explicitando que esse verprecisará ser quase um exercício imaginativo; precisamos, por instantes, deletarpraticamente todas as sensações e imagens relativas ao mundo, tal qual otemos, hoje.Vamos imaginar o Planeta totalmente livre de qualquer interferência daquilo quepoderemos creditar como obra do humano e ficar apenas com a Natureza, emtodo seu esplendor e inteireza. Como deve ter se sentido, o animal humano, aocontato com seu habitat?Antes de ousar uma possível resposta, precisaremos pensar, um pouco, emcomo surgiu o animal humano, neste planeta.A mitologia está plena de diversas visões de como surgiu a vida, no PlanetaTerra, incluindo o animal humano.No livro EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas, fizmenção ao resultado de pesquisas efetuadas por Zecharia Sitchin, e divulgadasem seu livro ─ O Começo do Tempo. Vou tomar a liberdade de trazer para esteEspaço, o que expus no livro acima citado:“Entretanto, entre as diversas teorias existentes, uma deixou-me extremamenteinteressada.Após exaustivas pesquisas, Zecharia Sitchin, grande historiador, escreveu livrodenominado O Começo do Tempo. Nesse livro, Sitchin, propõe, depois deinúmeras pesquisas, que a vida humana, tal qual a conhecemos pode ter tidoinício através de engenharia genética, altamente desenvolvida e levada a termopelos Anunaques, humanóides extraterrestres, vindos de um planeta chamadoNibiru, com a missão de busca de minérios, principalmente ouro, exatamente emterritório africano. O comandante dessa missão teria sido Anu, governante deNibiru. Quando retornou ao planeta de origem, deixou decisões e comandos aseus filhos, Enlil e Enki. O trabalho de engenharia genética teria sido efetuadopor Enki e sua meia-irmã Ninharsag que detinham conhecimentos sobreengenharia genética. Após várias tentativas, conseguiram cruzar genesextraterrestres dos Anunaques com genes do Homo Erectus, espécie dehominídios ─ cujos registros fósseis datam de cerca de 1 milhão e 500 mil anosatrás ─ surgindo então o Adamu, um “trabalhador primitivo”. Esse nome nãolembra, curiosamente, o Adão bíblico?Textos sumérios relatam as aventuras do que chamaram de “deuses”, vindosdo espaço ─ os Anunaques ─ e um dos pontos mais interessantes, desse livro,é o que mostra conexões entre as chamadas lendas sumérias , sobre deuses doespaço, e a própria Bíblia. Os livros de Sitchin ─ esse, citado acima, mais
  • 34. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 34especificamente ─valem ser lidos, no mínimo, para ampliar horizontes esubsidiar pensamentos.E não foi apenas Sitchin quem fez referências e observações importantes arespeito desses textos; outro grande autor Laurence Gardner, em seu livro ASombra de Salomão, analisando questões outras, coloca algumas observações,ntre elas: “Por volta de 1640 a.C., um texto acadiano chamado Atra-asis Epicdava detalhes completos de técnicas de fertilização in vitro e, em um dosexemplos, faz referência a sete mães substitutas como as “criadoras de destino”.A cientista responsável por tais projetos é apontada como sendo Nîn-kharsag, esua câmara de criação em E-Gal (Grande Casa) era chamada a Casa de Shimtî,do sumério sh-im-tî, que significa “respirar o vento da vida.” Em outro parágrafo,Gardner, narrando pontos do mesmo texto, diz: “A criança do sexo masculinonascida desse experimento bem-sucedido foi chamada Adâma (o Ser Humano),que cresceu e se tornou o representante dos deuses. Em Eridu, na Mesopotâmiado Sul, ele ficou responsável pelo templo, e se tornaria o primeiro sacerdote domundo de que se tem registro. Os tabletes que narram a história de Adâma (ouAdâpa) foram descobertos pela primeira vez, juntamente com o Épico da CriaçãoEnûma elish, nas ruínas da biblioteca do rei Assurbanipal (668-31 a.C.); depoisforam também encontrados nos arquivos egípcios do faraó Amenhotep III, quereinou por volta de 1400 a.C. Eles explicam que Adâma era um homempoderoso (um hu-mannan) que tinha recebido poderes extraordinários paraexercer controle e fora ungido, tornando-se rei.”.(negritos da autora)Admito ter achado interessante, a proposição de Sitchin, cujo livro li em 2004,pois para mim, havia um hiato de difícil preenchimento, no caso da pessoahumana ter sido uma possível evolução do macaco. Algo, nessa hipótese, nãofazia sentido para mim e, com a possibilidade do cruzamento, nesse casoespecífico que vimos acima, de genes do Homo Erectus com genes dosAnunaques ─ considerados extraterrestres humanóides ─ e por que não? ─ , ohiato deixaria de existir.O mais interessante visto nos livros acima citados, é o conhecimento deengenharia genética, numa época tão distante da atual; isso evidencia, paramim, que os Anunaques vieram de outro estágio civilizatório, em outro ponto doUniverso, trazendo consigo esse conhecimento que, provavelmente, veio“definir” a espécie animal humana.Importante ainda observar, em relação ao que vimos acima, o que John Gribbin,no livro À procura da dupla hélice, informa, em relação à separação evolutivaentre macacos e humanos. Ele diz: “Esta separação pode ser datada e calibradaa partir de comparações entre as moléculas de DNA das células vivas e as dosgorilas e chipanzés vivos; o relógio molecular diz-nos que o nosso ancestralcomum viveu em África há apenas cinco milhões de anos.” É mais do queinteressante essa conclusão científica trazer certa possibilidade de que todo oexposto por Sitchin, em conformidade com os textos sumérios, contenha umaverdade maior do que se supõe. E se formos mesmo, fruto de engenharia
  • 35. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 35genética de “deuses” vindos do espaço, de algum lugar do espaço? Não éfantástica essa possibilidade?Que a origem do DNA, para mim, não é terrena, representa uma grande verdademesmo porque, nossos componentes quânticos são universais.Mas, independente de qualquer hipótese, o DNA me fascina. Fico pensando naquantidade imensa de informações outras, acumuladas desde o princípio,informações essas, que poderíamos ter acesso não fosse nosso imensodistanciamento do abstrato.Cada ser humano vivente, neste momento, temcondições de conhecer a história de seu DNA, formado em seu princípioimediato, pela metade da dupla hélice de DNA, de cada um dos seusprogenitores.”Retornando, caso tenha havido ─ e é no que creio, cientificamente falando ─, ainserção de DNA de extraterrestres, no Homo Erectus, poderemos pressupor,duas questões.A primeira, é a de que, fisicamente falando, o animal humano já estariaadaptado ao Planeta Terra, “sabendo” como conviver com o seu habitat.A segunda questão é mais complexa. Tem-se, como absolutamente certo, que acaracterística que distingue o animal humano, dos demais é a Racionalidade;para todos os fins, o humano seria o único animal racional.Antes de continuarmos, gostaria de deixar um pensamento ─ creio em um certonível de “racionalidade” em todos os seres da natureza, na própria Natureza;talvez possamos dar a essa possível racionalidade, um outro nome.Voltando, se o DNA de extraterrestres foi inserido ao Homo Erectus, e se aracionalidade, tal qual a “conhecemos” passou a fazer parte do então animalhumano recém formado,─ em função dessa “racionalidade” ter vindo,provavelmente, como característica, anexa a esse DNA ─ essa parte racional,então, com certeza, principiou uma evolução da própria racionalidade.Se o Homo Erectus, modificado geneticamente, trazia fisicamente umconhecimento de seu habitat, sua nova parte RACIONAL, deve ter seassombrado com tudo que via e sentia, considerando que essa racionalidade,emergindo no terreno trazia, com absoluta certeza, “resquícios” de seresextraterrestres e de um habitat que também, com absoluta certeza, seriabastante diversificado do encontrado no Planeta Terra.Admito que me sinto fascinada com os possíveis desdobramentos, do que vimosacima; mas não falaremos deles, neste Espaço.A pergunta que fizemos, em parágrafos iniciais, de como deveria ter se sentido,o animal humano, no contato com o habitat – Planeta Terra em parte, já foirespondida. Pressupondo que a Teoria de Zecharia Sitchen (ou outra, similar)tenha algo de verdadeiro então, o animal humano surgido, contava com oconhecimento físico, de seu ambiente; porém, o aspecto racional, pressupondo
  • 36. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 36ter vindo junto com o DNA, dos anunaques, que foi “implantado” no HomoErectus, “desconhecia”, completamente, esse habitat.Pensando no racional como ferramenta passível de auxiliar o pensamento,permitindo avaliações qualitativas e quantitativas subsidiando, dessa forma,tomadas de decisão, escolhas, estratégias, etc., podemos pressupor umpaulatino desenvolvimento dessa característica, no animal humano surgidoatravés da Engenharia Genética dos Anunaques. Sob esse aspecto,provavelmente tudo era novo, tudo era absolutamente fantástico para esse“novo” animal humano; ele, provavelmente, começava o reconhecimento dohabitat, pela função racional, caso a função física, já detivesse esseconhecimento, em razão da vivência experiencial do Homo Erectus, conformevimos acima.Importante observar, que o que vimos acima, diz respeito ao surgimento doanimal humano; a questão da origem da vida é ainda uma questão totalmenteem aberto e a questão da evolução é diferenciada, da questão da origem. Noque se refere ao evolutivo, das espécies, a Teoria que até hoje se faz presenteé de Charles Darwin, conhecida como ─ Teoria da Evolução através da SeleçãoNatural e Sexual.IMPORTANTE: enquanto fazia a correção final,deste livro, surgiu no site─www.agoracosmolitan.com, em 08/02/ 2012─ informação dos primeirosresultados de estudos desenvolvidos por cientistas ligados à Exo-ciência,revelando indícios da existência de DNA extraterrestre, no DNA dos humanos.Como não há quase nada, com relação aos estudos, não vamos tecercomentários; seja como for e, independentemente de como chegaram a essesprimeiros resultados temos, seja de que forma for, “componentes”extraterrestres, em nós.
  • 37. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 37ESPAÇO 6 ─ Qual terá sido sistema de crença dos primeiros animaishumanos?Pressupondo que o animal humano inicial recebeu, junto ao DNA, o “software”da racionalidade, como ferramenta de apoio à atividade pensante, pode-seaventar a hipótese de que, a partir de então surgiram, de forma mais incisiva, osquestionamentos. Podemos, ao explorar essa questão, fazer uma certa analogiacom os questionamentos das crianças, ainda em tenra idade ─ Quem fez aárvore? Quem faz a chuva? Por que a noite é escura? Por que os pássarosvoam? Essas e muitas, muitas outras perguntas, são feitas pelas crianças.Imagino que o animal humano inicial, ao começar a observar toda a natureza,paulatinamente viu-se envolto em uma série enorme de questionamentos, algunsdos quais, diga-se de passagem, até hoje, com certeza, nos envolvem.Geração após geração, o animal humano, provavelmente ao se “comparar” comoutros animais, com cada espécie da natureza, passou a considerar algunselementos, de seu habitat natural, como “superiores” a eles em força, emtamanho e talvez tenha desenvolvido maior empatia, levando a considerá-los“especiais”.Acredito que a ligação do animal humano inicial, com todo seu habitat, eraprofunda; acredito, mais ainda, que a “linguagem” que existe entre os seres danatureza e que podemos chamar ─para facilitar o entendimento ─ de linguagemtelepática, era a mesma utilizada por eles, na comunicação entre eles e com seumeio ambiente. É muito difícil, para nós, considerar a possibilidade de um totalentrosamento entre esses animais humanos iniciais e tudo o mais que oscercava; estamos muito, muito longe da origem e nos desconectamos, quaseque por completo da ligação, quase umbilical, com a Natureza e o Planeta Terra.Essa ligação acima referenciada, não extingue todas as dificuldades e possíveissofrimentos, advindos de todo o meio ambiente; o que estamos querendoenfatizar, é que o animal humano, primitivo, não se mantinha alheio ao seuambiente, como os humanos mais “evoluídos”; eles “sabiam” que eram partedaquele mundo natural e viviam em “acordo” com as leis naturais que elesapenas, “sentiam”, pressentiam.Provavelmente, em razão dessa profunda ligação do animal humano com toda anatureza, seus primeiros “ensaios” de “crença”, devem ter girado em torno dealguns elementos da própria natureza ─ animais, árvores, pedras, vento, chuvaetc., por motivos que só eles sabiam.Séculos e séculos passavam e os animais humanos, evoluíam. Outros tempos,outras crenças foram surgindo, agora mais “encorpadas” pela vivência, pelaexperiência repassada de geração a geração até mesmo, pelo próprio DNA.
  • 38. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 38Após seus “olhares” terem “concretizado” grande parte do terreno começaram,com certeza, a questionar os “céus”, de forma mais detalhada. Dessesquestionamentos e observações mais acurados, começou a surgir crençasoutras, além das que envolviam aspectos puramente terrenos e as do sol e lua,obviamente.Desses tempos ultra-remotos, absolutamente nada temos, de informação.Para a história da humanidade, é considerada como 1ª civilização, os sumérios.Antes de falarmos um pouco, sobre eles, vamos ver definições de civilização, noDicionário da Academia Brasileira de Letras.civilização s.f. 1. Ato ou efeito de civilizar. 2. Conjunto de caracteres próprios àvida intelectual, artística, moral e material de um país ou de uma sociedade.Os sumérios habitaram a antiga Mesopotâmia. Nessa região, hoje, encontramoso Iraque.Mesopotâmia significa, em grego, “entre rios” →meso-pótamos, justamente pelasua localização entre os rios Tigre e Eufrates. Ela foi considerada um dosberços da civilização, tendo sido datada, a civilização suméria, como pertencenteao quarto milênio a.C., havendo, entretanto, divergências quanto a essadatação.As razões que levaram os historiadores a considerar os sumérios umacivilização, são essencialmente, duas.A primeira, ligada a sua escrita que era cuneiforme, onde os sinaisrepresentavam ideias e objetos. Para todos os efeitos históricos, é tida como aprimeira escrita considerada como tal. Eles usavam placas de barro, ondecunhavam os sinais. A segunda razão pela qual foram considerados civilização,era sua estrutura social de cidades-estados. Cada cidade era também umEstado. Exemplos desse tipo de organização, hoje, são Mônaco, situado no sulda França, Singapura, menor país do Sudeste Asiático, bem como o Vaticano.Para os historiadores, a crença suméria era politeísta, ou seja, “cultuavam”vários deuses ligados à natureza, ao Sol, a Lua, bem como a sentimentos eemoções.Aqueles primeiros animais humanos, do nosso exercício imaginativo no iníciodeste Espaço, foram os pilares, com absoluta certeza, da civilização suméria ede todas as outras sequenciais, inclusive a nossa.Resquícios desses primeiros animais humanos, com certeza estão “arquivados”em nosso DNA; isso é simplesmente, fantástico!
  • 39. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 39Com certeza, nos primeiros animais humanos, a estrutura Ego começou suaformação; em princípio, provavelmente extremamente insipiente e até mesmo“volátil”, pois ainda não estava completamente “fixada”, justamente por ser umente quântico em primeira incursão, na matéria, corpo humano. Havianecessidade, creio, de adaptação ao campo energético do Planeta Terra e daprópria estrutura quântica ─ corpo físico. Talvez, em razão disso, poderia terexistido nos primeiros animais humanos, uma compatibilidade maior, em simesmo, com o animal não humano, que em princípio, era.Instinto animal deve ter sido a tônica inicial dos primeiros animais humanos,antes do Ego firmar-se como estrutura dominante e “forçar”, daí em diante, ailusória separação entre o animal e o humano, entre o humano e a Natureza.Mas, esse processo demandou um longo tempo consolidando-se, com certeza,quando certos Egos começaram a desenvolver pensamentos e teorias, mais“racionais” e impor um divisor de águas entre os primitivos animais humanos e ohumano racional. A isso, provavelmente, designaram como ─ poder de civilizar.Vejamos o que nos diz, o mesmo Dicionário da Academia Brasileira de Letras,sobre civilizar.civilizar v. 1. Tornar (se) civil, cortês: É preciso civilizar essa criança rebelde;Esta criança deve civilizar-se. 2. Levar civilização a ou adquirir civilização: Talvezseja vantajoso civilizar tribos primitivas; Aqueles povos tão primitivos civilizaram-se. 3. Tornar-se cortês, polido: Vejo que com o tempo esse rapaz civilizou-se.Notaram como está claramente implícita, nessas definições, a intencionalidadede domínio, de imposição de poder, de vontade?Pois bem, se o sistema de crença inicial, do animal humano era algo que brotavade sua vivência e envolvimento com toda a Natureza do Planeta Terra, o sistemacivilizatório praticamente destruiu o encantamento da união natureza/animalhumano, origem de seu sistema de crença.Vamos encerrar este Espaço com um célebre pensamento de Sigmund Freud ─1856-1939 ─, fundador da psicanálise. “A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças.Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos àscondições primitivas.”
  • 40. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 40ESPAÇO 7 ─ AlmaUm dos aspectos mais discutidos ─ e ainda não definido ─ das questões doanimal humano, é o que foi denominado alma.Vamos trazer uma parte importante do livro de James Gardner ─ O UniversoInteligente, do qual já fizemos menção no Espaço 4.“A alma em cada coisa viva é a parte informacional dessa coisa que estápropositadamente engajada nos aspectos informacional de sua capacidade deser concebida ou germinar, crescer com células que se diferenciam, crescer emtamanho, mover-se, fazer uso de informações sensoriais, reagir reflexivamente,aprender, agir instintivamente, pensar inteligentemente, comunicar-se comoutros seres, ensinar, reproduzir, evoluir e realizar interações informacionais quecomeçam com a combinação dos DNAs parentais, interações informacionaisconsigo mesma, com coisas externas a si mesma através dos sentidos, deações, de construções, de criações e de comunicações, e com sua progênie pormeio da contribuição do DNA. Uma alma pode aprender a partir da experiência,da reflexão ou ao ser ensinada por outras almas. Em suma, uma alma podeensinar outras almas.”Essa citação do livro informado, são do maior especialista em computação ─Edward Fredkin, um gênio autodidata, como definiu Gardner.Confesso que ao ler esse livro, fiquei profundamente entusiasmada. O conceitode alma, que o próprio Edward coloca em itálico, pressupõe que ela tenhacomponente quântico e/ou, seja quântica. Em meu caso específico, a alteraçãoda definição alma, para ente quântico ─ Ego ou Ser, foi decorrente do “captado”,em relação à ENERGIA e, por considerar a “individualidade” atemporal do Ego edo Ser, em função de suas características quânticas. Tentando explicar melhor,a conotação de alma, traz um vínculo muito estreito com a pessoa. O temareencarnação, por exemplo, pressupõe o retorno de determinada alma que“pertenceu” a determinada pessoa, em uma determinada época. Isso se perde,com o passar dos séculos e dos milênios.Mesmo que o termo alma, continue sendo o significante da essência de umanimal humano, ela terá que ser atualizada, em futuro próximo, desvinculando olaço ─ alma/pessoa. O ente quântico, que se abastece deinformações/aprendizados etc., através de um corpo físico tem, com esse corpofísico, apenas relação temporal enquanto o corpo físico estiver emfuncionamento. Após, caso esse ente não tenha completado sua aprendizagem,neste espaço terreno, ele poderá vir a fazer uso de um outro corpo físico, paracomplementação informacional, sua. Não deixa de ser um aspectoencarnatório; só deixa de ser pessoal para ser a história daquele entequântico que não tem “identidade” terrena ─ nome, cpf, rg, etc.
  • 41. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 41Se alguém pensar que isso torna “nossa” vida insignificante, é puro engano;todas as experiências, todas, que o corpo físico propiciar ao ente quânticoestarão, para sempre, registradas. Esse, e somente esse é, em meu entender,o aspecto imortal deste sistema ─ VIDA, do Planeta Terra.Como se pode observar, essa “conceituação” de alma, dada por EdwardFredkin, nada tem a ver com religião; essa será a tônica de nossa conversasobre, alma.Alma é uma palavra derivada da palavra latina anima; dessa palavra derivam-semuitas outras, entre elas animal ─ do latim, animália.Conceituações de alma, situam-se muito distantes, no tempo; podemosencontrá-las, por exemplo, em Sócrates e Platão.Porém, o critério religioso é o mais vulgarmente conhecido.Para a maioria das religiões a alma é o aspecto intangível da vida do animalhumano, em seu corpo físico. Ela se mantém, após a desestruturação final, docorpo físico.Para os espiritualistas, a alma de uma pessoa reencarna, em outra, quando essaalma ainda tem necessidade de aprendizados; isso pode ocorrer várias vezes,até que a alma alcance seu potencial máximo e não mais “retorne” ao compostofísico.Para ser objetiva, é costume dizer, por exemplo, que Pedro é uma reencarnaçãode José.Então, mediante isso, duas questões se sobrepõem, sob minha ótica.A primeira, é que a alma, então, tem uma conotação individual, particular; ela épertencente a uma pessoa.A segunda, é um ponto de interrogação, pois se a alma de José “está” emPedro, então Pedro não tem alma própria? Sua alma é “emprestada” de outrapessoa? Numa próxima encarnação, essa alma será definida como de José oude Pedro?Não entendam como desrespeito ao espiritualismo, o que acima foi dito; deforma alguma. O espiritualismo e o budismo, são profundamente respeitados,por mim; é apenas para situar algumas proposições que virão, na sequência,que colocamos as interrogações que considero, independente de qualquer coisa,pertinentes.No livro EgoCiência e SerCiência, quem poderíamos aventar ser a alma, mesmoque não seja utilizado esse termo, nos mesmos?Proponho que ela possa ser o ente quântico ─ Ego, já que é ele, em meuentender, que serve-se, quantas vezes forem necessárias, de estrutura quântica
  • 42. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 42─ corpo físico, para questões de vivências /aprendizados, através dasfrequências inerentes a cada um deles.Como deixei claro, as características individuais de cada Ego-pessoa, naquiloque identifica uma pessoa ─ nome, raça, cor, credo etc., pertencem única eexclusivamente ao Sistema Terra, dentro do que foi proposto pelo animalhumano, através de instituições necessárias, é claro, como forma deidentificação; não têm a mínima importância ao Sistema Vida, tanto no planetacomo no universo, pois considero a estrutura quântica ─ corpo humano, comoum “veículo” através do qual o ente quântico Ego, realiza sua incursão noPlaneta Terra. Operacionalizamos, para o Ego, sua estadia nesta parte douniverso, através da estrutura quântica ─ corpo físico que, por ser o que é,interage de forma total com o ente quântico-Ego; os entes quânticos formadoresda estrutura quântica ─ corpo físico, trabalham em conjunto com o entequântico-Ego, de forma inteiramente informacional; uma linguagem fantásticapermite transmissão em tempo real, bidirecional.Antes de continuarmos, permitam-me trazer algo já colocado no EgoCiência eSerCiência ─ Em busca de conexões quânticas. (Livro 2)“A primeira, diz respeito à grande dificuldade que, provavelmente, alguns terãoem compreender a EgoCiência e SerCiência; a identidade humana é muito forteem todos nós, e ousar pensar que não somos aquilo que sempre pensamos seré, no mínimo, desafiar a estrutura pensante humana, de forma quaseinsuportável. ... o Ego-pessoa não “pertence”; ele é ele mesmo em qualquerestrutura quântica que estiver “conectado”. Ele não é “meu” ente quântico,diferenciando assim, do conceito de alma, pois ela é pertencente, reencarnandocomo tal, em meu entender. O ente quântico ─ Ego ou Ser, tem sua“identidade” vinculada apenas à ENERGIA, pois é um quantum, dela.”Voltando, a importância da estrutura quântica ─ corpo físico é imensurável;através dele, o ente quântico-Ego, “percebe-se” vivendo/agindo neste ambienteespecífico; todas as frequências que “emolduram” qualquer experiênciahumana, são “captadas” e “registradas” pelo ente quântico-Ego.Quanto à estrutura quântica ─Ser, poderíamos propor ser o equivalente àquelaalma que logrou aprendizado máximo, no campo terreno e que deve agir deforma diferenciada, do Ego.Repito aqui, o que já foi dito no livro, acima citado, fazendo alusão a algoconstante do livro 1: “... a diferença que sentia existir entre Ego e Ser, referia-seapenas a questão de qualidade de informação e consequente finalidadeespecífica.”Assim, em função do acima, fica evidenciado que o ente quântico ─ Ego, temqualidade de informação diferenciada creio, do ente quântico ─ Ser. Aqualidade de informação do Ego definirá, então, sua finalidade específica.
  • 43. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 43Nos livros anteriores, fiz menção a minha grande dificuldade em entender a“reencarnação”, da forma como é comumente tratada. Ao propor o Ego comoente quântico, vivenciando experiências terrenas, considero totalmenteadmissível o retorno dessa partícula quântica (ente), quantas vezes foremnecessárias para apreensão/registro das vibrações energéticas, das frequênciasenergéticas de cada experiência da estrutura quântica, do animal humano.Cada animal humano “sente”, de forma diferenciada; perante uma mesmasituação, uma mesma experiência, cada um terá uma amplitude sensitivadiferenciada que definirá a exata frequência dessa experiência, por maissimples e trivial, que seja. É essa frequência que irá conceder ao ente quântico─ Ego, seu aprendizado específico.Quantas forem as “incursões” do ente quântico ─ Ego, em estruturas quânticas-corpo físico ─ dos animais humanos, as frequências registradas, por ele, jamaisse dissiparão; permanecerão “incrustradas”, nele; farão parte de sua própriaexistência, de sua própria constituição. Mesmo que esse ente quântico ─ Ego,venha a tornar-se um ente quântico─Ser, toda a bagagem experiencial,permanecerá.No livro 1, falamos sobre a Terapia de Vidas Passadas, enfocando o quepensava a respeito, na época.Neste, pode-se dizer que, independente do nível de validade, dessa terapia, elaé possível pelo simples fato do “arquivamento” de centenas, milhares defrequências experienciadas, pelo Ego, em todas as suas “incursões” terrenas.Então, dependendo de como ativar esse arquivo podemos, realmente, obterinformações de época e/ou situações nas quais ele tenha “agido”.O que pretendo deixar claro, é que na “minha” visão, somos exclusivamenteveículos quânticos disponibilizados para ente quântico ─Ego e, em algunscasos raros, para ente quântico─Ser.O que até certo ponto perpetua-se, em relação à pessoa física ─ através doDNA ─, quanto ao seu composto quântico, são os aspectos físicos, estruturaisde hardware e software.Isso é perfeitamente compreensível pois o DNA é matrizimperecível da constituição física,desde de sua criação até quando assimpermanecer, daí a maravilha e incógnita, dessa molécula.Não temos a mínima ideia de “nosso” começo; sabemos de nossosantecedentes até, no máximo, nossos tataravós. É claro que através depesquisas na árvore genealógica, pode-se chegar um pouco mais longe;entretanto são poucos os que dela fazem uso. Assim mesmo, fica-se apenas nasinformações periféricas ─ nome, local de nascimento, tempo de vida,descendentes.
  • 44. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 44Seja de que forma for, poderemos saber de alguns antecedentes, mas nãosaberemos, absolutamente nada do ─ como sentiam. Esses aspectos mais“subjetivos”, inerentes às sensações, estão “arquivados” apenas no entequântico─Ego, através das frequências por elas, emitidas.Atualmente, em várias partes do mundo, estão sendo investigados/pesquisadoscasos de pessoas que tiveram “morte” clinica e voltaram com histórias de comoconseguiram ver situações em seu entorno e atitudes de pessoas ─ médicos,enfermeiros, parentes em visita. Estão catalogados milhares de casos.Vou ousar propor uma razão para a possibilidade de casos como esses.Quando expus meus pensamentos a respeito da Mente, disse estar convencidade que a Mente é um campo, nos moldes que a ciência denomina e entende ─campo.Temos então, 3 situações:─ estrutura quântica ─ corpo físico─ campo mental─ ente quântico─Ego.O campo mental de ente quântico Ego, mantém conexão com a estruturaquântica ─ corpo físico, através de meios (softwares) dos entes quânticos queestruturam a matéria do corpo físico. Essa conexão é “encerrada”, creio, quandonão há mais nenhum receptor, na estrutura quântica ─ corpo humano, capazde suportar/sustentar, essa conexão.Então, nos casos de quase-morte, realmente é possível que algo ainda sejaregistrado, pelo campo mental do ente quântico ─ Ego, pois algum nível deconexão ainda permaneceu ocorrendo, mesmo que os dispositivos dosaparelhos de controle de sinais, não identifique nenhuma atividade elétrica/cerebral mais significativa.Isso é perfeitamente possível; essas estruturas quânticas que passaram peloque é denominado quase morte, estiveram no limiar da desativação daconexão ─ Campo Mental─ Ego/ Estrutura quântica ─ corpo físico. É que, emverdade, o estado de quase morte, é assim considerado quando há umareversão do quadro que, pela medicina e seus recursos atuais, estavaenquadrado como morte.O que expus nos parágrafos acima, é algo que computo como totalmentepassível de alguma comprovação, caso a ciência deixe um pouco de ladocritérios muito rígidos, de análises, buscando ampliar os limites para além, muitoalém da Navalha de Occam.
  • 45. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 45Voltando ao assunto principal, creio que todas as pessoas devem ter liberdadepara buscar aquilo que mais as aproxima de algo indefinível, de algo maior, alémdo aspecto apenas material/físico.Particularmente, o que realmente conseguiu fazer-me vibrar em relação a essealgo indefinível, foi a ciência, mais especificamente, a física quântica.Minha admiração pela vida, pela natureza, pelo universo nunca encontrou eco nocampo da religião instituída. O deus que foi praticamente imposto, por religiãoinstituída, não condizia com o espetáculo da vida, da natureza, do universo; eracompletamente contraditório, para mim.O Budismo, religião não teísta, ou seja, que não contempla a necessidade deexistência de um deus específico, sempre teve minha admiração, principalmentepor afirmar que não há intermediários entre o humano e o divino.Toda a natureza, todos os seres da natureza têm essa ligação e a “reconhecem”,sem necessidade de que alguém lhes ensine isso.As religiões instituídas sufocaram o natural, do animal humano, impondo-lhespreceitos vários que acabaram redundando em ─ preconceitos; daí resultaramsangrentas lutas na determinação de que religião tem o deus verdadeiro e qualtem, o “verdadeiro” caminho.Muitos dos que se aventuraram a se opor aos ensinamentos doutrinários,tentando mostrar a existência de outros caminhos para o encontro com oIncognoscível, foram literalmente queimados vivos, como resultado de processosinquisitórios próprios de uma das religiões instituídas.Essa foi outra das razões que me fez buscar, em outra fonte, o caminho para “re-conhecer” e compreender, mais profundamente, a atuação do Incognoscível.Finalizando este Espaço, deixo claro que não compartilho, inteiramente, com oconceito de alma; prefiro optar pelo ente quântico─Ego, como sendo overdadeiro “experienciador” do Sistema Vida do Planeta Terra e aquele quelevará gravada a frequência de toda e qualquer ação, pensamento, sentimentodo animal humano ─ composto físico quântico que lhe permite a experiênciaterrena. Talvez, alguns possam argumentar, que apenas tenha feito umasubstituição de termos; não é isso. Propondo, como propus, ser o ente quânticoEgo o real experimentador da vivência neste espaço, neste Sistema Vida ─Planeta Terra, tento deixar claro que não o vejo como algo “pertencente” àestrutura quântica ─ corpo físico e, muito menos, nominalmente conhecido comode fulano ou beltrano, como acontece com a conceituação de alma.Esse ente quântico-Ego é universal e atemporal. A geografia planetária que eleexperiencia, quando acoplado a uma estrutura quântica ─ corpo físicoacrescenta, em sua atemporalidade a sensação de temporalidade, não sua esim, da estrutura de que faz uso. Faz parte de seu “catálogo” de experiências
  • 46. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 46sensitivas/energéticas/vibratórias, reconhecer todas as frequências dos diversosSistemas Vida, no Multiverso incluindo, é claro, o Sistema Vida do Planeta Terra.
  • 47. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 47ESPAÇO 8 ─ Sagrado e ProfanoO Sagrado e o Profano são duas questões humanas, milenares; por essa razão,conversaremos um pouco, sobre.Como gosto de fazer sempre, vejamos como define ─ neste caso o Dicionárioda Academia Brasileira de Letras ─ a palavra sagrado.sagrado adj. 1. 2. Que é divino; sacro; santo: fogo sagrado. 3. Que é inviolável;sacrossanto: vale sagrado. 4. Que é venerável; respeitável: mestre sagrado.(Anexar 1 definição)Das definições acima, verificamos que a palavra sagrado refere-se,prioritariamente, a tudo que é considerado divino, sacro, inviolável, venerável.Ao sagrado, contrapõem-se, milenarmente ─ por força de pensamentos ligados,principalmente, à religião ─ o profano. Vejamos, no mesmo Dicionário daAcademia Brasileira de Letras, como é definida a palavra profano.profano adj. 1. Estranho à religião; que não tem nada a ver com religião... 2.Que pertence ao mundo material em oposição ao que é de caráter espiritual oureligioso... 3. Aquilo que é oposto às coisas religiosas: o sacro e o profano.Apesar de determinadas religiões instituídas terem, por força coercitiva,associado profano ao mal, veremos que os primeiros movimentos no sentidodaquilo que, muito posteriormente foi instituído como religião, vicejavajustamente no que foi, depois, definido como profano, pelas religiõesinstitucionalizadas.Historiadores, arqueólogos e principalmente antropólogos, evidenciam apossibilidade da primeira religião humana ter nascido espontaneamente, emperíodos datados como Paleolítico e Neolítico. O período Paleolítico abrange100.00 a 10.000 anos a.C e o Neolítico, também conhecido como Idade daPedra Polida, tem seu início datado em 8.000 a.C. Essa religiosidade teria sido motivada por um profundo vínculo com o PlanetaTerra ─ chamado de Mãe ─, e com a Natureza e seus ciclos. Em função dessareligiosidade mais feminina, sociedades matriarcais foram se formando.Diversas civilizações antigas representam a Deusa, em variadas denominações.Segundo o mitologista Joseph Campbell, a mudança de uma ideia primeira daDeusa mãe, identificada com a Natureza para o conceito de Deus, deve-se aoshebreus e a sua organização patriarcal.Poderíamos, pelo que vimos acima, considerar que nessas eras remotas, osagrado era, mais especificamente, a Natureza do Planeta Terra. Essasacralidade era natural e profundamente humana, em essência, com certeza.Essas civilizações nutriam, provavelmente, uma reverência a tudo que se possapensar e nominar como ─ natural. Uma reverência ingênita que deve ter
  • 48. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 48permanecido intacta durante milhares de anos tornando-se, com o avançar deoutros tipos de civilizações, algo relativamente indefinível, mas atavicamenteatuante nos DNA’s, subsequentes. E não poderia ser diferente; existe umaligação intrínseca do animal humano com a Natureza e o Planeta, mesmo quenão estejamos totalmente conscientes, disso.Imagine, por um momento, como deveriam se sentir, os primeiros humanos, antea Natureza. O que representariam, para eles, a água, o sol, os raios, a chuva,as plantas, as árvores, os animais, os pássaros, enfim, tudo que viam, nestePlaneta? Se a condição deles era a mesma das demais espécies animaisentão, provavelmente, havia aquela ligação “empática”, e uma comunicação quepoderíamos chamar de “telepática” ─ que existe, ainda hoje, entre as espéciesanimais e a Natureza ─ com tudo que os cercava.Com a implantação do deus masculino, praticamente tudo que se relacionava aoPlaneta Terra e a Natureza, principalmente, começou a ser tratado comoprofano, até o próprio humano caso não estivesse alinhado com uma das maisdiversas linhas de pensamento, imbuídas pelo deus masculino, cria do própriopensamento humano. O que era natural passou a ser profano. O sagrado dascivilizações puras e inocentes ─ comparando-as com as mais recentes ─, foiexecrado por decretos nascidos, exclusivamente, do desejo de domínio e dopoder, de alguns humanos. O natural, do humano, submeteu-se ao artificial,imposto.A ordem natural foi subvertida.No que vimos, acima, não cabem críticas; não cabem pensamentos de comopoderia ter sido diferente, caso a humanidade não tivesse perdido seu elo deligação com a sacralidade do Planeta Terra e da Natureza; críticas epensamentos diferenciados, serão objeto de discussão, de forma mais intensa,em Espaço adiante, ao tratarmos do tema Religião, quando voltaremos aenfocar o sagrado e o profano.
  • 49. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 49ESPAÇO 9 ─ Sagrado vs. ReligiãoTalvez este Espaço, possa vir a ser o mais longo e de maior dificuldade, emabordagens, sobre o acima.No Espaço 8, fizemos uma pequena abordagem sobre o Sagrado. Medianteinformações históricas vimos que os primeiros sinais de “religião” poderiam serencontrados nos períodos Paleolítico e Neolítico, quando a ligação profunda doanimal humano com a Natureza e o Planeta, estimulou considerações muitoespeciais, deles, com tudo que existia, ao seu redor, na Natureza. Em funçãodisso, a Mãe Terra, provavelmente representasse o Planeta que era visto poreles, como ─ A Grande Mãe, denominada Deusa. Sociedades matriarcais foraminstituídas, em função de aspecto mais feminino desse possível “culto”.Tudo, com certeza, era considerado Sagrado; mesmo que eles não tivessemessa “denominação”, para tal; mas a existência, com absoluta certeza, de uma“reverência” natural, espontânea para com toda a Natureza e o Planeta,desenvolveu uma atmosfera de sacralidade.Eles estavam totalmente certos, em minha forma de entendimento; nada,absolutamente nada existe de profano nos entes da Natureza e no próprioPlaneta; atos podem ser profanos, não as coisas em si; explico, emconformidade com o que penso.Veja, totalmente fundamentada na física quântica, qualquer teoria admite aconstituição atômica de todo e qualquer elemento da Natureza, do Planeta eclaro, de tudo que constitui o multiverso, que como explicamos, é uma novahipótese sobre o Universo, propondo ser ele formado por múltiplos universos, daí─ MULTIVERSO.Assim sendo, qualquer animal humano que tenha uma relação de sacralidade,com uma árvore, com uma pedra, com outra espécie animal, com uma planta,não está, em absoluto, profanando o princípio criador de tudo ─ a ENERGIA.Pelo que expus no parágrafo acima, é que me aproximo do Candomblé; essa“religião” afro, tem todo o seu trabalho envolvendo os diversos campos deEnergia dos elementos da natureza. Cada planta, cada árvore, cada pedra, cadaanimal enfim, cada ente da natureza tem seu campo energético específico. Asenergias receberam denominações como forma de identificar esses campos;assim, acredito, surgiram os Orixás.Se considerarmos qualquer ente da Natureza, profano, teríamos que estenderesse conceito a todo animal humano; não somos profanos assim como não o é,Tudo, absolutamente Tudo que existe, de natural.
  • 50. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 50Não somos profanos, em essência; infelizmente agimos profanando o Sagrado,que existe ─ profanamos o ar, ao poluí-lo; profanamos os outros animais,quando admitimos, pacificamente, que sejam mortos para nos servir de alimento;profanamos o próximo, com nossas intolerâncias, nossos preconceitos ao quesão, pensam e crêem; profanamos, em nós mesmos, nossa própria essênciaenergética.A separação entre sagrado e profano é computada, historicamente, à religiãoinstituída.Quando a religião instituída propôs que sagrado, passaria a identificar tudo quedissesse respeito a ela mesma, aos seus cultos e aos santos, formou-se, emtorno dessa palavra um “gueto” ideológico.Pesquisando sobre a etimologia da palavra gueto, encontrei algo bastanteinteressante; uma das etimologias possíveis é a palavra de língua hebraica ─get que, literalmente, significa “nota de divórcio”.Foi o que aconteceu; o sagrado, proposto/imposto pela religião, divorciou-sede tudo que não fosse significativo para religião, instituída; divorciou-se dopuramente natural.Assim, todo o reino da Natureza, o Planeta Terra, o Sol, a Lua praticamentetudo, enfim, passou à esfera do profano incluindo, em tempos remotos, povosindígenas que foram terrivelmente aviltados em suas condições naturais, deexistência.O que é, realmente, para mim, uma religião instituída? Creio que a primeiracaracterística de uma religião instituída, é a “imposição” de divisas.Vamos dar uma olhada, no Dicionário da Academia Brasileira de Letras e ver apalavra divisa.divisa s.f. 1. Linha divisória; marco; limite, raia; fronteira. 2. Sinal distintivo;emblema; distintivo.Qualquer religião instituída tem e impõe linha divisória entre ela e outra; qualquerreligião instituída tem seu emblema.Religião instituída, pressupõe ─ e é ─ organização juridicamente constituída,com ordenações organizacionais que incluem, principalmente, hierarquia eescrituras, próprias.Como organização, impõe aos que a ela se filiam, seus dogmas, seus lemas,suas burocracias, suas “leis” a serem cumpridas como código de permanênciaem sua “fileira” de adeptos.O parágrafo acima apresenta algo que poderia representar certa liberdade deescolha ─ “aos que a ela se filiam,...” Mas, não é bem assim, especificamenteem uma das religiões instituídas. Com a ideia “implantada” na cabeça do animal
  • 51. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 51humano, que ele nasce contaminado pelo pecado original precisando, ainda emseus primeiros dias de vida, receber a consagração e ser liberado desse pecado,foi imposto o que se chamou de batismo. Aquela criança passa a ser então,“aceita” como membro daquela religião, sem que ela tivesse opção em aceitar,ou não.Acredite leitor mais jovem, que em tempos não tão remotos, as pessoasbatizavam as crianças com medo de que elas viessem a morrer, em estado de“contaminação”, pelo dito pecado original, o que resultaria, segundo as“pregações”/informações que recebiam, na ida da alma, dessa criança, diretopara algum lugar de expiação, criado justamente para “amedrontar” as pessoas,no caso, os país.No livro EgoCiência e SerCiência ─ Ensaios, fiz menção a três situações queenvolveram religião.A primeira ocorreu quando, morando no Rio de Janeiro, estudava em um colégiode freiras, forma mais comum pela qual eram conhecidos os estabelecimentoscatólicos de ensino, para meninas.Lendo em aula, o Gênesis, onde era narrado que de Adão e Eva teriam nascido,Caim e Abel, estranhou-me o fato de Caim ter matado Abel, fugido para umlocal distante encontrando, então, uma mulher com a qual se casou. Nesseponto, fiz uma pergunta, mais ou menos assim: Como Caim encontrou umamulher se a Bíblia diz que só existiam Adão, Eva, Caim e Abel? Em razão dessapergunta, meus pais foram chamados para uma conversa com a diretora. Fiqueisabendo, depois, que meu comportamento foi considerado rebelde e impróprio eque meus pais precisavam conversar comigo, impedindo que fatos semelhantesocorressem o que poderia redundar, até mesmo, em expulsão.Comentei, no livro citado, a grande sorte de ter tido como pais, duas pessoasaltamente evoluídas, mental e espiritualmente, pessoas que sempre meincentivaram a questionar, a buscar maiores esclarecimentos em tudo quetivesse dúvida.Passados alguns anos, retomei tentativa de ler a Bíblia; parei no princípio, bemna Introdução, onde havia a seguinte afirmação, entre outras:“Portanto, tôda palavra da Bíblia é de tal maneira, ao mesmo tempo, palavra dohomem (do escritor) e palavra de Deus (do Espírito Santo), que “ tudo aquilo queo autor sagrado afirma, enuncia ou insinua, deve considerar-se como afirmado,enunciado e insinuado pelo Espírito Santo”, assim diz a Pontifícia ComissãoBíblica no seu decreto de 18 de junho de 1915, ponto II.”.Sinceramente, não vejo como esse tipo de fato possa estar decretado porhumanos; para mim, esse tipo de ação, previne questionamentos, desestimula
  • 52. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 52Investigações podendo, com isso, bloquear pensamentos outros, em pessoasque não se curvam ao estritamente disposto.Isso tornasse mais grave, quando somos informados que conteúdos da Bíblia,devem ser entendidos de forma metafórica. Metáfora, é uma figura delinguagem, criada pelo animal humano pensante; não tem outra origem a não sera terrena.Bem mais tarde, aceitando conselho de um grande amigo, retornei à Bíblia, maisespecificamente, para o Novo Testamento. Fiz o que ele me pediu; li, por trêsvezes, todo o Novo Testamento. Ao terminar, fiquei com a mais plena certeza deque pouco, muito pouco do que o Avatar Jesus ─ que trouxe a Energia Crística,ao Planeta Terra ─ muito pouco, repito, do que ele falou foi mantido intacto; tudoo mais, tenho certeza, foi alterado para manutenção de um sentido totalmentecontrário, de suas mensagens.Jesus, o Cristo, tal qual Gautama, o Buda, nada deixou escrito e muito menosinstituiu religião; nem poderia fazê-lo, pois sua missão, neste Planeta, era outra,bem mais importante. Os Seres Quânticos de Buda e de Jesus, estavam anos eanos- luz mais adiantados do que qualquer animal humano, de suas épocas edas atuais, também.Vejam, não sei se o nome que recebeu o Ser, portador para o Planeta Terra, daEnergia Crística, dotada de frequência diferenciada, teria sido Jesus; mas isto,em nada modifica a possibilita real de que um animal humano, dotado dehardware e software mentais diferenciados, “recebesse” um ente quânticoespecial ─ um Ser Quântico, que trouxesse ao Planeta ─ e nele deixasseatuante ─ uma frequência energética diferenciada.Gautama não impôs divisas entre o animal humano e qualquer outra espécievivente; Jesus, “socializou-se” nos meios mais simples, sem distinção de classesocial rebelando-se, inclusive, contra os vendilhões do templo, tão comunstambém nos dias atuais, em qualquer parte do mundo.Atualizando antigos conceitos, poderíamos dizer, sem medo de errar, que oPlaneta Terra, templo da vida, neste espaço cósmico, conta com milhões emilhões de vendilhões de seus mais maravilhosos recursos naturais.Logo após ter “captado” o todo exposto no ESPAÇO 1 deste, procurei embiblioteca de uma igreja em Curitiba, algo que fizesse menção a razão daescolha da imagem de Jesus Crucificado, como identificação máxima, de umareligião. A pessoa que tomava conta da biblioteca, forneceu-me 2 livros. Oprimeiro ─ Dicionário dos Símbolos com subtítulo ─ Imagens e sinais daarte cristã, cujo autor é Gerd Heinz-Mohr. O segundo, de Daniel – Rops daAcademia Francesa, denominado A Igreja do Renascimento e da Reforma,indicando ser a 4ª parte do livro ─ História da Igreja de Cristo.
  • 53. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 53No primeiro, encontrei dezenas de formas de representação de Cristo. Nosprimeiros 3 séculos, dominava a imagem do bom Pastor; segue-se uma série deoutras representações até chegarmos às primeiras representações do que édenominado ─ Cristo sofredor, entre os séculos XVI e XVII, já com os primeirossinais do ícone adotado. Mantenho xerox de parte desse livro.No segundo livro, do qual também tenho cópia da capa e da página 319 até 333,gentilmente tirada pela responsável da biblioteca, algumas passagens sobre otrabalho de evangelização, levado a cabo por missionários cristãos, que faziamparte das missões de descobridores/colonizadores, tem relatos muitosignificativos. Vamos ver alguns deles.─ Um pequeno trecho do que foi denominado ─ Testamento de Isabel, diz: “Onosso desejo absoluto, escrevia a “rainha católica”, ao suplicar ao PapaAlexandre VI que nos concedesse a propriedade de metade das ilhas e dasterras firmes do Oceano, era fazer todos os esforços por levar aos povos destespaíses novos a converterem-se à nossa religião, enviar-lhes sacerdotes,religiosos, prelados e outras pessoas instruídas e tementes a Deus, para oseducar nas verdades da fé, dar-lhes gosto e os costumes da vida cristã”.─ outro ponto fala sobre o Papa Nicolau V, que em 1452 emitiu um Breve ─Divino amore communiti, a favor do rei Afonso de Portugal; nele se lia: “Osreinos, ducados, condados, principados, e outros domínios, terras, lugares,campos, em posse de sobreditos sarracenos, pagãos, infiéis e inimigos deCristo... pela autoridade apostólica, nós vos conferimos plena e livre faculdadede os invadir, conquistar, capturar e subjugar, e de reduzir a perpétua servidãoas pessoas que nele habitem”.─ “É neste ambiente incomódo, perigoso, que é necessário apresentar a obrados missionários lançados à conquista do mundo para Deus e, semeando com osacrifício da vida a mensagem do amor. Quaisquer que tenham podido ser oserros, as violências cometidas pelos católicos no decurso destas páginas deglória e de sangue, só a presença entre eles dos missionários basta para dar àsua empresa um sentido autênticamente cristão.”Observem, por favor, que as duas obras acima citadas, são de pessoas que naépoca tinham, provavelmente, estreita ligação com a igreja Católica ApostólicaRomana.Vejamos abaixo, sob minha ótica, as possíveis sequências, oficialmenteestabelecidas, da barbárie inicial dos atos de evangelização, sumariamentecitados, acima.─ A Inquisição Romana, denominada ─ Congregação da Sacra, Romana eUniversal Inquisição do Santo Ofício, existiu desde 1542. São famosos os casosde pessoas que foram julgadas e condenadas a serem queimadas, emfogueiras. Um dos mais conhecidos, foi o caso de Giordano Bruno (1548/1600),
  • 54. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 54teólogo e filósofo que, por contrapor-se a preceitos, da Igreja Católica, foiqueimado em fogueira em 17 de fevereiro de 1600.─ Em 1908, a instituição acima, foi renomeada para ─ Sacra Congregação doSanto Ofício.─ Em 1965, assumiu o nome ─ que vigora até os dias atuais ─ de Congregaçãopara a doutrina da Fé, de cujo seio saiu o atual papa.Há outros fatos que foram decisivos para minha saída de algo, que na verdade,nem cheguei a ser professante; mas como já mencionei, prefiro deixá-losrestritos às clausuras, unicamente por respeito aos que ainda professam areligião católica.Tudo que vimos ─ representando apenas uma pequena parcela de toda história─, teve como estandarte ─ Deus , o Sagrado e a Fé.Para continuarmos conversando, creio ser necessário trazer parte do que constado Espaço 4, da 4ª parte do livro EgoCiência e SerCiência, em atenção aos quenão o leram. Colocarei toda essa parte entre haspas e em itálico.“Sendo a ENERGIA, Inteligência, Pensamento e Linguagem Ela, com certeza,será Mente Universal, Cósmica, Incognoscível em essência, portanto,SAGRADA. Por essa razão refiro-me a Ela sempre em maiúsculo, diferenciando-A de suas inúmeras formas de “apresentação”/ atuação, que são os aspectos daENERGIA, conhecidos pela Ciência e por alguns de nós.Além do exposto acima, há outra razão forte e determinante para tratar aENERGIA com o máximo respeito; é que para mim, mediante tudo que “vi” e“senti”, considero ENERGIA sinônimo de Deus, portanto SAGRADA, emESSÊNCIA e, nesse contexto, devemos lembrar da LUZ, sempre enaltecidapraticamente, em todas as formas de referências e reverências ao SAGRADO.Luz é ENERGIA; ENERGIA é LUZ.Ao falar em Deus, gostaria imensamente que fosse totalmente compreendidoque, sob minha ótica, essa palavra não precisa ter qualquer ligação comqualquer religião instituída.Ainda falando sobre Deus, prefiro utilizar a palavra ENERGIA ─ em lugar dapalavra Deus ─, pois tantas mazelas, tantos sofrimentos, tantas perseguições,tantos assassinatos (literal e metaforicamente) foram causados/cometidos emnome de Deus, além da extrema utilização da palavra, (a meu ver de formaindevida), o que deveria ser evitado. Tudo isso chegou, de certa forma, abanalizar ALGO que deveria ser a máxima conceituação do Incognoscível. Dequalquer forma, respeito a palavra Deus, no que ela tem de mais representativoe admiro pessoas que, ao pronunciarem essa palavra, conseguem transmitir aESSÊNCIA dela mesma o que, infelizmente, é muito, muito, mas muito raro!”Trouxe esses parágrafos acima, para nossa conversa, como subsídio ao quevou explicitar. Para mim, nenhuma religião instituída pode definir o que é
  • 55. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 55SAGRADO ou não, em si mesmo, ou seja, não pode dizer que uma pedra, umanimal, uma planta, por exemplo, não é algo Sagrado. Torno a dizer queconsidero profano, atos cometidos pelos animais humanos, quando algo oualguém sai lesado física, mental, espiritual ou moralmente. Para exemplificar, jáque estamos dentro desse contexto, os atos de pedofilia cometidos desde muitotempo, por representantes legais, de religião instituída é, e deve serconsiderado PROFANO; aliás, duplamente profano ─ por ser coercitivo, eabusivo da inocência e/ou incapacidade de defesa da (s) vítima (s), por razõesaté mesmo, hierárquicas. Muitas histórias foram narradas em um documentárioimportante, onde os “sobreviventes” dessa profanação, confirmavam a totalconfiança que os familiares tinham nos chamados “representantes de Deus”, oque facilitava, em muito, a ação de pedófilos, na época.Nos tempos atuais, nãosei quais as “técnicas” usadas.Profanar, em meu entender, é também usar nome de um deus para “amealhar”poder de dominação sobre o animal humano, com palavras e atos que instigamcegueira analítica e consequente fanatismo em grande maioria, deles.Creio que o leitor (a), poderia argumentar sobre a necessidade de se separaratos humanos, do contexto religioso. Argumento perfeitamente válido; por essarazão friso, sempre, que meus questionamentos/dúvidas/rebeldia voltam-se àreligião instituída, o que pressupõe estrutura organizacional complexa,principalmente aquelas que se fundamentam quase como uma grande empresacomercial; aliás, quase, não ─ algumas operam como grandes multinacionais.Mesmo em estruturas como essas, é possível encontrar pessoas que fazemdiferente do instituído; é muito difícil, pois se a diferença for muito grande, aestrutura tira fora, a “ovelha negra”. O interessante é que sempre vão para foradessas estruturas, pessoas com visão social mais abrangente; pessoas quepensam o humano, de forma especial. Para essas estruturas “ovelhas negras”são aquelas pessoas que questionam e confrontam pensamentosultrapassados; são aquelas com visão holística da realidade do animal humano;são as que não querem dominar, ideologicamente e sim, libertar. Alguns desses“reformistas”, quando não são excluídos, excluem-se. Temos, aqui no Brasil,dois magníficos exemplos.Uma atitude que acho bonita, nos muçulmanos, é que o Alcorão, livroconsiderado sagrado, do islamismo, não pode ser vendido, comercializadoisto, como demonstração de respeito; me parece não haver paralelo, em outrasreligiões.Lembro de uma frase de minha mãe ─ “Um dia você saberá que religião e fépodem não ter nenhuma ligação, para algumas pessoas; saberá também que oimportante é a fé verdadeira e lúcida, e não a religião instituída.”Faz tempo que considero esse pensamento de minha mãe, totalmente correto;muitas pessoas que se dizem profundamente religiosas, não demonstram amínima compreensão sobre a maravilha que representa a Vida; não secomovem frente ao magnífico espetáculo que a Natureza, todos os dias oferece;
  • 56. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 56não conseguem compreender e aceitar as inúmeras diferenciações humanas ereagem com preconceitos e severas críticas aos diferentes, delas mesmas.Talvez a culpa não seja propriamente dessas pessoas; algumas religiõesinstigaram e ainda instigam, aos seus adeptos, atitudes de supremacia, decerteza de que suas religiões, bem como aqueles que comandam a estruturareligiosa são verdadeiramente infalíveis; consequentemente, por osmose,também assim se consideram.Essas e outras situações analisadas fizeram-me, bem cedo, migrar para ocampo científico, com finalidade específica de buscar entender melhor, oprocesso da vida. Em conversas com amigos, alguns levantaram a hipótese dapossibilidade de ter, talvez inconscientemente, dado outro sentido àreligiosidade. Argumentei, por várias vezes, que religião foi uma criaçãoexclusiva do animal humano, por razões diversas. Complementava dizendo que,apesar dos estudos ocidentais definirem o animismo, o xintoísmo, e até mesmoo pandeísmo como religiões, eu os via de forma diferente e era por eles tocada,em essência. Explico aqui, a razão, dessa grande “empatia”.O animismo, cujo termo foi criado por um antropólogo inglês ─ Sir Edward Tylor─ em 1871, identifica uma “manifestação religiosa imanente a todos oselementos do cosmos ─ sol, lua; da natureza ─ florestas, pedras; seres vivos efenômenos naturais.” Segundo Tylor, seria um princípio vital e pessoal,chamado Ânima.O xintoísmo, considerado pelos ocidentais, como religião tradicional do Japão, éem essência, um culto à natureza, mesclando, possivelmente, politeísmo eanimismo. A prática mais importante do xintoísmo é honrar e celebrar aexistência de Kami, cujas definições comportam “espírito”, “essência” ou“divindades”. O Kami é visto como consistindo de energias e elementos“sagrados”. O Xintoísmo, tal qual o Budismo não exigem dos que os professamque sejam crentes ou praticantes. Em essência, para o Xintoísmo a vida, semassociação plena com a natureza, é incompreensível.Pandeísmo, é uma junção da crença panteísta com a deísta, sendoessencialmente, postura filosófica.O Pandeísmo, bem como suas correntesformadoras, admitem a existência de um Deus criador; tal qual o deísmo,desconsidera, entretanto, a necessidade de uma religião instituída paraalcançar a certeza Dele, o que pode ocorrer mediante a razão, tida comomeio seguro para alcançar esse conhecimento, essa certeza. Tal qual opanteísmo, considera a Natureza e o Universo como “divindades”, entendendodivindades como energias, forças representativas de conhecimento além, muitoalém do que o animal humano considera ─ conhecimento.Com essas e outras conversas, com meus amigos, deixava claro queconsiderava a vida, em abrangência muito maior do que qualquer religiãoinstituída o fazia ─ exceção feita apenas ao Budismo; que um deus totalmente“sósia” do animal humano, em suas piores características ─ vingador,intolerante, raivoso, dominador ─, não condizia com tudo que sempre observei,
  • 57. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 57na Natureza. Não conseguia admitir o tal paraíso, inferno, purgatório, pós vida;com muita afinidade ao “composto” ação e reação admitia, para mim mesma, aexistência de um sistema “bumerangue”, através do qual o que era feito,retornava a quem o fez, fosse o que fosse, como meio de ensinamento e nãopropriamente de punição, caso a ação fosse malévola.Quando comecei a dar os primeiros passos em direção à Física Quânticapressenti, nela, algo extremamente importante como elo de ligação, entre oanimal humano e ENERGIA ─Deus. Após aquela “captação” de 21 de setembrode 1996, o que germinava, em mim, simplesmente tornou-se raiz profunda damagnífica certeza da ENERGIA, como substrato do Todo Conhecido e nãoconhecido, ainda.Por que, exatamente, a Física Quântica?Primeiro, por ela ser ─ Campo Científico. Sempre considerei a ciência como omelhor caminho, o mais lúcido para a grande aproximação com oINCOGNOSCÍVEL.Segundo, porque a Física Quântica, através da Mecânica Quântica, é a teoriafísica que estuda, trabalha com átomos, elétrons, prótons, neutros e outraspartículas denominadas subatômicas, além das 3, acima citadas.Tudo o que vemos, é macro, por menor que ele seja; o micro, de todas ascoisas, é invisível. Somos totalmente formados pelo Invisível; isso é fantástico!Mais fantástico ainda, porque esse “invisível” é pura energia; somos, emrealidade absoluta milhares, milhares e milhares de partículas e átomos que seligam formando moléculas, “alicerces” do que conhecemos como corpo físico.O desconhecimento e/ou irrelevância, desse aspecto fundamental da formaçãode tudo que existe na Natureza, no Planeta, no Universo levou e leva o animalhumano a percorrer, intimamente, caminhos que tendem a confundir ao invés de“esclarecer”; nesse sentido específico, religiões instituídas deixam muito adesejar; elas preferem manter o animal humano sob tutela de seus pensamentos─ dogmas ─ ao invés de fazê-lo buscar, em si mesmo, toda a grandiosidade deuma realidade ─ além matéria. Essa realidade, além matéria, pode e deve ser,em meu entender, procurada, achada e compreendida, enquanto a Vida anima ocorpo físico.Esse encontro de nós, com nossos “constituintes” desperta inacreditávelreverência ao princípio mesmo, da Vida, que está além, muito além de todas asespeculações, teorias, proposições.Assim, para mim, é claro, o simples vislumbre do que a Física Quântica irá ─com certeza ─ representar para a evolução mental/espiritual, do animalhumano, fez-me adotar, da forma que me é possível, a ciência e maisespecificamente, a Física Quântica, em lugar de qualquer religião instituída,como caminho de busca, de conhecimento.
  • 58. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 58Para mim, esse caminho é Sagrado, como tantos outros o são e minha respostaàquela famosa pergunta de dom Juan ─ “... esse caminho tem coração?” ─ é,sim; por essa razão sigo por ele.
  • 59. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 59ESPAÇO 10 ─ O Bem e o MalOutra questão humana, milenar.Entretanto, ela tornou-se mais definitiva com o advento do Maniqueísmo, filosofiareligiosa fundada pelo profeta persa Mani no século III. Mani também éconhecido como Maniqueu ou Manes.O maniqueísmo sincretizou elementos do Zoroatrismo, do Hinduísmo,Cristianismo e outros.O maniqueísmo pregou visão radical de que o mundo está dividido em duasforças antagônicas ─ o Bem, considerado Luz e o Mal, considerado Treva.Em seu uso mais corrente identifica, define tipo de pessoa ou de pensamento,quase sempre doutrinário, que seja estruturado de forma dualista, reduzindoaspectos amplos da vida, a antagonismos ─esquerda/direita, corpo/mente,reacionário/progressista, branco/negro, etc.É evidente que não estão implícitos nesses aspectos que, particularmentechamaria de complementares ─ alçando, para isso, voo além dodualismo/antagonismo ─ não está implícito, repito, o negativo, da questão. Oproblema reside na consideração maniqueísta de que, um dos lados deve sesobrepor e/ou destruir o outro, pois segundo essa filosofia religiosa, um doslados é Luz, é o Bem e o outro, é a Treva, é o Mal.A luta do bem contra o mal suscitou, durante milênios, guerras religiosas;suscitou a famosa Inquisição e muitas outras loucuras como, por exemplo, oholocausto, resultante da pensada supremacia, de uma raça, o que “justificou”extermínio de parte de outra, tida então como inferior e representante do mal.Quando as Torres Gêmeas foram destruídas, em 2001 ─ vitimando cerca de3000 pessoas ─, imediatamente foi convocada pelo então presidenteamericano Jorge W. Busch uma verdadeira “cruzada” contra o terrorismo. Emum de seus principais discursos, Busch declarou em alto e bom tom, para omundo ouvir que: “... a guerra contra o terrorismo é uma guerra do Bem contra oMal”.Na sequência, vieram os ataques ao Afeganistão, onde mais de 120 mil pessoasforam mortas, a grande maioria, civis, tudo com a finalidade de acabar com a Al-Qaeda e Osama Bin Laden, que foram responsabilizados, pelo governoamericano, dos ataques de 11 de setembro de 2001. Será que esse tipo deação pode representar o Bem?Fazendo um parêntese, há várias questões relevantes sendo analisadas, emrelação a esse ataque. Muitas pessoas de importância e nível de conhecimentoprofundo, contestam a versão do governo americano, da época. Existem“vestígios” e suspeitas bem fundamentadas de que tudo foi devidamenteorquestrado e, que a verdade sobre o atentado, não é a que a grande maioriapensa. Entre os mais de 1.400 profissionais de formação científica que buscam
  • 60. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 60esclarecimento, principalmente sobre o Word Trade 7, está Lynn Margulis,bióloga estadunidense, já referida, quando falamos de Teoria de Gaia. LynnMargulis, infelizmente, deixou sua luta pela metade; faleceu , em 22 denovembro de 2011.Voltando, o maniqueísmo ressuscitou então, com toda a sua força; Busch crioudivisão mundial, dando o nome de Eixo do Bem e Eixo do Mal. Daí em frente,temos visto uma escalada de extremistas políticos e religiosos, criandomovimentos de absurdo retrocesso, incentivando a exacerbação de todo tipo depreconceito, além de sequência de guerras, todas com a finalidade explícita decombate ao terrorismo quando, em realidade, todas elas tiveram e têmconotações totalmente diferentes.Maniqueísmo e Fanatismo, andam de mãos dadas.Como estamos saindo da Era de Peixes e entrando na Era de Aquário, que nãoé, como muitos pensam, uma questão primordial de astrologia e sim, movimentonatural/cíclico, de toda a Galáxia, que o Sistema Solar e a Terra compartilham,como estamos saindo, então, de uma para a outra, todo o campo energético daera anterior mostra, mais abertamente, todos os seus pontos falhos. Éexatamente por isso que estamos assistindo toda essa avalanche de sériosproblemas com o sistema econômico/político/financeiro que teceu uma rede dedomínio avassalador sobre o animal humano, a natureza e o planeta.O psicanalistas Zusman, em um de seus trabalhos, emitiu este pensamento: “Émais fácil criar mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência quepermita a superação do maniqueísmo.”, pensamento que consideroperfeitamente claro; entretanto, a mudança de Era poderá permitir, ao animalhumano, a conquista dessa inteligência que superará o maniqueísmo.Há um grande paradoxo, em algumas religiões institucionalizadas. Nessasreligiões vislumbra-se um deus onipotente, que a tudo comanda, nada seigualando ao seu poder; entretanto, elas mesmas suscitaram uma outra força,denominada por elas de ─ força do mal ─, que trava constante batalha com odeus supremo. Estranho, não é?Bem, ousarei dar uma conotação um pouco diferente sobre a questão do bem edo mal.Pensando em acordo com a física quântica de que tudo é Energia e que essaEnergia pode ser vista e analisada em seus mais diversos campos de atuação e,compatível com o que “captei” em 21 de setembro de 1996, totalmenterelacionado à ENERGIA, proponho o abaixo.Sendo a ENERGIA, o Todo existente, então tudo está sob seu total controle edomínio; em assim sendo, a questão do bem e do mal passa para o campo das
  • 61. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 61possibilidades, ou seja ─ o ente quântico ─ Ego, tem a disponibilidade detrabalhar a ENERGIA em seus dois campos principais ─ Positivo e Negativo que,por serem o que são, não são opostos mas complementares, por mais estranhoque isso possa parecer.Lembrando que o ente quântico ─ Ego, em sua conexão com a estruturaquântica ─ corpo físico tem como finalidade experienciar todo tipo de sensaçãoque por ele é computada como frequência, deverá fazer parte, então, de seutrabalho experiencial computar frequências harmônicas e desarmônicas; é nistoque vejo a questão do bem e do mal; simplesmente uma questão de harmoniaou desarmonia; consonância ou dissonância. Tentarei explicar.O termo harmonia, na visão grega, seria a qualidade cósmica que daria ordem esentido ao caos ─ dissonância; a ordem, seria a ─ consonância. Em seusentido original, portanto, harmonia refere-se a conceitos como proporção eordenação.Os termos acima referem-se, mais especificamente, à composição musical; deforma bem rudimentar, sem entrarmos em pormenores, é fácil entendermosdissonância em relação aos sons; as dissonâncias, nos sons, chamam mais anossa atenção do que as consonâncias porque, de certa forma, ferem nossaaudição alertando nossos sentidos que “algo está errado”. Poderíamos, emfunção do acima, pressupor que a harmonia e/ou consonância deve ser aestratégia da grande maioria de combinações entre átomos, entre partículassubatômicas; claro está que, em não havendo harmonia/consonância nãopoderá haver combinação; podemos comprovar isso, na Tabela Periódica.O bem existe e o mal, também. Suas frequências são totalmente diferenciadas,com espectros, idem.O bem, é harmonicamente consoante; o mal é dissonante. Por essa razão obem quase não é notado, ao passo que o mal é imediatamente identificado.Algo, em nosso campo mental, identifica o mal como algo totalmentedissonante.O trabalho com a Linguagem da Energia possibilita o bem e o mal. Sabemos, atépor experiência própria, distinguir o campo de atuação da Energia dedeterminados Egos-pessoa.Egos-pessoa que têm seu campo mental trabalhando com energia dissonante,podem interferir de forma drástica, em outros Egos-pessoa despreparados parasuportar e/ou desviar as ondas dissonantes que atingem ou tentam atingir, seucampo mental, vindas do campo mental, dissonante.Desde a antiguidade, existiram Egos-pessoa com incríveis poderes mentais; aodarmos uma olhada, na Bíblia ─ Antigo Testamento ─, veremos as 10 pragas
  • 62. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 62que Moisés e Arão impuseram ao faraó, do Egito, em nome do deus de Israel. Acada praga inicial, os magos, ligados ao faraó, utilizando o que foi definido comociências ocultas ─ na própria Bíblia ─, repetiam a mesma ação.O que se define como ciências ocultas é, entre outras coisas, um conhecimentode como trabalhar com os elementos, da Natureza, em seus diversos aspectos,com símbolos e mesmo palavras. Cada Elemento da Natureza tem sua Energiae sua Linguagem à disposição do trabalho mental; símbolos são permeáveis àlinguagem e força mental, bem como, determinadas palavras e/ou frases.Conhecedores profundos dessas possibilidades, aliados a um forte campomental, magos como, por exemplo, Moisés e Arão e os aliados do faraó egípcio,extraem o poder da Linguagem da Energia em acordo com as tendências deseus Egos ─ harmonia ou dissonância.Os antigos alquimistas, tais como Hermes Trimegisto, Maria, a Judia (384-322a.C), Nicolas Flamel (1330-1417), Paracelso (1493/1541), Fulcanelli (1839-1923),e muitos outros, sabiam muito do trabalho com a Linguagem da Energia,mesmo que assim não o denominassem. Sabiam eles, da necessidade de umenvolvimento interno com o Incognoscível, através do campo mental, para“extrair” informações específicas para suas experiências. Através desseenvolvimento íntimo, com a ENERGIA conseguiam, creio, penetrar no âmagodos elementos conhecendo, assim, suas potencialidades, suas linguagensespecíficas para os fins idealizados, por eles.Lembrando, o trabalho realizado pelos Alquimistas, foi precursor e base para aQuímica.Como seria extenso demais, tentarmos analisar todas as nuances do bem e domal, encerramos confirmando nossa visão de que o bem e o mal são formas detrabalhar com a Linguagem da ENERGIA, pois ela É possibilidades conhecidase, as mais desconhecidas ainda, pela ciência. Além disso, as frequências queemolduram tanto o bem como o mal, necessitam ser conhecidas, ser registradaspelo ente quântico ─ Ego, principalmente quando “infuso” na estrutura quântica─ corpo físico, do animal humano.Não sei se em outras partes, do Multiverso, Sistemas Vida apresentamcaracterísticas similares de bem e mal, tão evidentes em nosso espaço terreno;entretanto, o importante a observar é que a “frequência” do que se denominacomo mal é reconhecida, de imediato, pelos sensores quânticos da estruturacorpo físico, da grande maioria dos animais humanos ( e também e,principalmente, dos demais animais); essa “informação” nos chega através doCampo Mental e nos afeta, nos alerta justamente porque, a grande maioria, deEgos-pessoa, trabalha com frequência diferenciada, harmônica; assim, afrequência dissonante, do mal, é rapidamente reconhecida; um sinal de alerta éemitido, de imediato. Esse sinal de alerta, acredito, impede a contaminação pelafrequência dissonante e detecta, com perfeição, a ação dissonante praticada,seja ela qual for.
  • 63. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 63A harmonia é consonância de vários fatores; a dissonância, é seu inverso.É essa a visão que tenho, da questão apresentada, neste Espaço.
  • 64. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 64ESPAÇO 11 ─ ÉticaEste Espaço será curto e, apenas complementar ao imediatamente anterior ─ OBem e o Mal.Vejamos como é conceituada ética, no Dicionário da Academia Brasileira deLetras:Ética s.f 1. (Fil) Estudo dos valores e normas que permeiam a conduta humanadentro da vida prática. 2. (Fil.) Conjunto desses valores e normas.Ao que chamamos ética, entendemos ser, grosso modo, o que se relaciona aforma correta de atitudes, sejam elas pessoais e/ou profissionais, estas,normalmente estabelecida através dos conhecidos ─ Códigos de Ética, quedefinem o correto e expurgam tudo que não seja correto, tudo que não estejadentro de um padrão de excelência comportamental, dentro de cada área ondeesses códigos são estabelecidos. Praticamente todas as profissões possuemCódigo de Ética.Mas, será que funcionam? E, se não funcionam, qual será a possível razão?Vamos tentar dar essas respostas, um pouco mais adiante.Historicamente, a ética, tal qual a conhecemos hoje, passou por alguns estágios.Na época dos grandes filósofos como Pitágoras, Platão, Aristóteles, Demócrito,Sócrates etc., ela, sem ter ainda essa denominação relacionava-se mais, comconsciência moral, social e individual, tendo como objetivo buscar ações quederivassem para a felicidade, que trouxessem a felicidade àqueles queprocurassem agir desta ou daquela forma.Segundo estudos, a ética, quase como tal, surge com Demócrito e suaobservância à conduta.Na Antiguidade, filósofos entendiam a Ética como o estudo dos meios para sealcançar a felicidade e investigar o que seria ─ felicidade.Na Idade Média, a filosofia dominada então, pelo cristianismo e islamismo,passou a ser centralizada, mais especificamente, na moral que, nesse caso,referia-se a interpretação dos mandamentos e preceitos religiosos. Este novostatus da Ética, vigorou até o final do século XVII, quando filósofosredescobriram os temas éticos da antiguidade e a ética voltou a ser entendidacomo estudo dos meios para o bem estar e a felicidade.Não vamos nos estender neste assunto, quanto a todos os desdobramentos daÉtica, no decorrer da história da humanidade.
  • 65. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 65O que nos fez trazê-la para este Espaço, logo após ao que vimos sobre o bem eo mal, é justamente a estreita ligação, da ética, com as noções de certo ouerrado, de bem ou mal.Particularmente, não acredito que qualquer código de ética possa fazer o animalhumano agir desta ou daquela forma, para cumprir o determinado salvo, é claro,em situações em que, desrespeitá-lo, traga penalizações.É evidente que sem os códigos de ética ficaria quase inviável comprovar,juridicamente, transgressões/erros, principalmente profissionais; eles dão,portanto, um certo respaldo para que se peça justiça por transgressões e erros,cometidos.Entretanto, o senso ético, em meu entender, é intrínseco ou não, na própriaconstituição quântica do Ego-pessoa, pela mesma razão exposta na questãoanterior do bem e do mal.Se um ente quântico-Ego, tiver em seu aspecto exploratório a utilização daEnergia de forma dissonante, evidentemente ele desconhecerá/ignorará,aspectos éticos de qualquer questão, de qualquer ato fomentado por ele, entequântico-Ego.Assim, em “meu” entender, a questão ética está intrinsecamente ligada aotrabalho com a Energia, em seu aspecto harmônico ou dissonante; postura éticaestará, assim, ligada ao trabalho harmônico, com a Energia; já a ausência, deética, estará ligada ao trabalho com a Energia de forma dissonante. É como“vejo”, a questão.
  • 66. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 66ESPAÇO 12 ─ Considerações finaisAcredito ser importante, neste Espaço final, esclarecermos um pouco mais aideia do Ego como ente quântico “vivenciando” experiências, através daestrutura quântica ─ corpo físico.Mas, antes de entrarmos efetivamente, nesses esclarecimentos, é necessáriodizer que todos os 3 livros receberam, de minha parte, a “classificação” deEnsaios.Um ensaio, é algo livre, flexível; pode ser alterado, atualizado a qualquermomento; serve, perfeitamente, para a exposição/defesa de pontos de vistapessoal e subjetivo.O filósofo espanhol ─ José Ortega y Gasset, autor de um pequeno einteressante livro ─ Unas lecciones de Metafisica, definiu Ensaio como sendo: “A ciência sem prova explícita.”Está, portanto, mais que justificada a opção de Ensaios, para “definir” o todoexposto, nos 3 livros ─ EgoCiência e SerCiência - Ensaios, EgoCiência eSerciência ─ Em busca de conexões quânticas – Ensaios e este, EgoCiência eSerCiência vs. Algumas questões humanas ─ Ensaios.Após esse esclarecimento que considero importante fazê-lo a você leitor (a),vamos às nossas considerações finais.Admito ser bastante complicada a aproximação com a ideia exposta no primeiroparágrafo; nos aferramos, demasiadamente, ao pessoal/nominal, do animalhumano. Temos absoluta certeza que ─ somos, unicamente em função daidentidade terrena que portamos e, do corpo físico.A hipótese de não sermos exatamente aquilo que pensamos ser, pode nosaterrorizar; entretanto, não é exatamente isso que acontece. Não chegaríamosao ponto de dizer que essa descoberta seja, em princípio, de fácil aceitação.Entretanto creio, sinceramente, que essa mudança de percepção nos aproximamais, muito mais do contexto mais amplo, de vida, por mais incrível que issopossa parecer.A percepção mais aguçada de que o ente quântico ─ Ego, é o verdadeiroexistencial, em verdade não altera a realidade existencial terrena; entretanto,haverá alterações de conduta favoráveis, pois o próprio Ego foi responsável, poressa descoberta e conseguiu receber, da estrutura quântica ─ corpo humano, ofeedback, sobre. Isso quer dizer que, em realidade, o “mérito” de terconseguido chegar, com suas “mensagens”, até as estruturas quânticasdecodificadoras, da estrutura quântica ─ corpo físico, é única eexclusivamente do próprio Ego; ele também luta, para não ser totalmenteaprisionado pela tridimensionalidade mental, que o afeta e, muito.
  • 67. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 67Todo o trabalho evolutivo é inerente ao ente quântico-Ego; para essetrabalho conta com a estrutura quântica ─ corpo físico e a exponencialpresença de partículas subatômicas, átomos e moléculas, todos “viventes”e com linguagem própria a cada “função” a ser exercida, num magníficotrabalho de compartilhamento informativo em favor do todo, estabelecido.Uma questão que deve estar instigando o leitor (a), é a questão de saber quemou o quê, pensa e escreve, tudo que foi visto neste e, nos outros livros.Acompanhem, por favor, a tentativa de explicação, tendo como perspectiva avisão humana, que é mais comum, a todos nós.Uma criança nasce. Quase que de imediato, ela recebe um nome e é registrada.É dessa forma que uma pessoa é reconhecida, pelo sistema institucionalizado;nada de errado, nisso; esse processo coloca certa ordem necessária ao statusquo terreno, na percepção do animal humano. Ao observarmos as outrasespécies animais, vemos uma estruturação de vida totalmente diferenciada ─identidade pessoal, como os animais humanos têm, é totalmente desconhecida,por elas. As suas identificações são, creio, totalmente naturais, provavelmenteenraizadas no instinto. No animal humano, o instinto pode ser identificado porações que permeiam o que é denominado de instinto básico de sobrevivência ede reprodução sexual que vigoram, também, nas outras espécies.O animal humano, então, investido no cargo de pessoa, nominal edocumentalmente instituída, segue o que a vida lhe apresenta, adaptam-se aesta ou aquela “filosofia” de vida; concentram-se no campo de trabalho, desubsistência; procriam, ou não. Grande parte tem algum questionamento sobreas razões da vida, da existência; alguns desses questionamentos os levam àadoção de uma religião, na esperança de encontrar respostas; muitos sesatisfazem com o que lhes é “explicado”. Poucos partem, realmente, para ocampo do autoconhecimento que, se levado a sério, é bastante complexo,desgastante mas que traz certas conclusões afins com o intuito que os levou, aisso.Alguns outros que têm uma ligação mais profunda com o pensamento elinguagem, naturais; “recebem” ou “captam” insights que lhes permitemcaminhar um pouco mais longe e com mais segurança e, até mesmo, lucidez;outros, entretanto, por não conseguirem que seus softwares, de reconhecimentomental, decodifiquem o que “receberam” ou “captaram”, perdem-seDesses, muitos se opuseram a seus próprios egos, determinando a necessidadede “abandoná-los” ou “sufocá-los”.Eis a grande questão!Ao Ego são imputadas, tanto as melhores quanto as piores características, doanimal humano.
  • 68. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 68A teoria psicanalítica define 3 instâncias dinâmicas do denominado aparelhopsíquico ─ o Id, o Ego e o Superego que são divisões propostas por Freud, paraa mente, em seu aspecto de instâncias funcionais, como forma de fundamentarsua hipótese estrutural da organização e funcionamento, da mente.Um outro elemento surge, nessa confusa “hierarquia” de entidades psíquicas ─o Eu, que em psicologia, refere-se à instância interna conhecedora, portadorade consciência.O Eu teria conhecimento de “si mesmo”, conhecimento esse que teria, segundoa psicanálise, 2 aspectos distintos:─ o aspecto descritivo = autoimagem─ o aspecto valorativo = autoestimaCarl Gustav Jung, refletindo sobre o Si mesmo (Self), diz ser ele o centro de todaa personalidade.Jung conceituou o Si mesmo da seguinte forma: “O Si mesmo representa oobjetivo do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de suaindividualidade, com ou contra sua vontade. A dinâmica desse processo é oinstinto, que vigia para que tudo o que pertence a uma vida individual figure ali,exatamente, com ou sem a concordância do sujeito, quer tenha consciência doque acontece, quer não.”Se trouxermos para o contexto da EgoCiência e SerCiência, essa conceituaçãode Self, de Jung, pode-se admitir uma grande aproximação com o EnteQuântico-Ego, pois tenha a pessoa conhecimento dele, ou não, sua atuaçãosegue “determinando” o fluxo de experiência/ informação, do período de vidadessa estrutura quântica – corpo físico/pessoa, que interessa a ele ─ EnteQuântico-Ego, exclusivamente.Afinal ─ e em função do que vimos proposto por Freud e Jung ─ qual dessasentidades, realmente seria verdadeira? Qual teria a função de realizador final,do animal humano?Milhares e milhares de obras, de teorias, de textos foram suscitados por essasquestões ─ Id, Ego, Superego, Eu, Si mesmo, sem nos esquecermos de outrostantos referentes à alma e espírito.A psicologia, em suas diversificações trabalhou maravilhosamente as questõesrelacionadas ao Id, Ego, Superego, Si-mesmo e o Eu sem, entretanto, chegar àconstituição verdadeira, da questão mental/psicológica.
  • 69. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 69Em Psicologia Analítica ainda existe presente, a questão do Arquétipo, palavraoriginaria do grego arché, significando principal ou princípio e de tipós,significando impressão, marca.Jung trabalhou e, muito, a questão dos arquétipos e considera que : ─ as"imagens primordiais" - um outro nome para arquétipos - se originam de umaconstante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. Elessão as tendências estruturantes e invisíveis dos símbolos. Por serem anteriorese mais abrangentes que a consciência do ego, os arquétipos criam imagens ouvisões que balanceiam alguns aspectos da atitude consciente do sujeito.Funcionam como centros autônomos que tendem a produzir, em cada geração,a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências. Eles se encontramisolados uns dos outros, embora possam se interpenetrar e se misturar.Em função do que penso ─ de ser o Ego um ente quântico ─ , o Ego deve trazerdevidamente registrada, em sua “bagagem informacional” baseada emfrequências ─ como já exposto por mim, em vários outros contextos ─ o próprio“nascimento” do Universo.Seriam os arquétipos, as primeiras frequências “arquivadas”, “registradas” emEstruturas Quânticas que, a posteriore “acoplaram-se” à estruras quânticas ─corpos físicos? Se assim for, esses arquétipos correspondem a situaçõesvivenciadas em algum ponto do Universo ─ ou Multiverso como propõe,atualmente, a Cosmologia e a Física.Seriam, creio, arquétipos universais.Após, a cada ligação com estruturas quânticas ─ corpos humanos ─ nesteSistema Vida ─ Planeta Terra, essa “bagagem informacional” foi/é incrementadacom novas e variadas experiências registradas, por ele, através de frequênciasespecíficas.Talvez, nessas primeiras incursões ao tridimensional, novas frequências“arquivadas”, “registradas” em Estruturas Quânticas agora “acopladas” àestruturas quânticas ─ corpos físicos, as frequências de maior impacto, de maiorimportância pelo “novo” vivenciado, possam ser consideradas arquétipos tantocoletivos, como pessoais.Às primeiras impressões do “nascimento” do Universo, tantas e tantas outrasforam sendo devidamente registradas; são cumulativas; não se perdem; não seapagam e podem, em circunstâncias especiais, chegar até as estruturasquânticas decodificadoras ─ softwares ─, disponibilizadas na estrutura quântica─ corpo humano.
  • 70. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 70A cada “incursão” de Ente-quântico em estrutura quântica ─ corpo físico, campossensórios informativos, totalmente diferentes dos anteriores, são “explorados”por ele; esses campos sensórios diferenciados configuram novos tipos defrequências que então, o Ente Quântico ─ Ego, adiciona ao seu “arquivo” ondeoutras tantas frequências de outros tantos campos sensórios informativos ali“estão” ─ arquivadas.Esses campos sensórios informativos podem ser facilmente entendidos, aousarmos de uma simples analogia. Quando mudamos de local de moradia,mesmo que esse local seja relativamente próximo, oferecerá algumas diferençasaos quais, “teremos” que nos adaptar; se a mudança for de Estado, serão maisacentuadas as diferenciações; os campos sensórios informativos serão ─diferenciados. O mesmo ─ e de forma mais intensa ─ ocorrerá se a mudança forde país.Resumindo: em cada nova incursão de Ente Quântico em uma estruturaQuântica ─ corpo físico, do animal humano, campos sensórios informativosserão diferenciados por época, local, raça, condição social, condição da própriaestrutura quântica ─ corpo físico, etc. Nada, absolutamente nada, em termos defrequência será igual as incursões anteriores.Aliás, os campos sensórios informativos, não são estanques; são totalmentefluídos, mudando constantemente, inclusive enquanto teclo estas palavras.A estrutura quântica ─ corpo físico é o grande “sensor” desses campos; poressa razão o Ente Quântico necessita dessa estrutura para vivenciar oterreno, o tridimensional, a materialidade.Então, este ente quântico-Ego que se expõe, através dos softwares da estruturaquântica ─ corpo humano ─ neste caso de Maria do Rocio, é o responsáveldireto pelos pensamentos e ideias que, através da Linguagem pertinente a esteSistema Vida, chegam a outras estruturas quãnticas ─ corpos humanos(pessoas) fazendo, dessa forma, um link terreno, com os outros entesquânticos-Egos, de cada animal humano. Esta é a tentativa de respostaàquela indagação que poderia ser feita por você, leitor(a) quanto a quempensa e escreve, tudo que foi colocado nos 3 livros. Entretanto, quanto aoato de escrever,especificamente, é preciso observar que é trabalho da estruturaquãntica ─ corpo físico, impulsionada pelo composto mental do qual, já fizemosmenção.Creio que o campo mental de ente quântico-Ego, é reverberado pelas estruturasquãnticas do corpo físico, preferencialmente as que se localizam no cérebro,como um todo. Essas mesmas estruturas quânticas que, nesse caso específico,são quase todas elas formadas por neurônios, reverberam, para o campo mentaldo Ego, as frequências de cada atividade/sensação, exercida/sentida pelaestrutura quântica ─ corpo físico.
  • 71. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 71Além dos próprios neurônios, não podemos ignorar a ainda quase desconhecida“função” de importantes glândulas duas das quais, estão “alojadas”, na estruturacerebral.O trabalho dessas “entidades” quânticas, deve ser colaborativo, interdependentee “ressonante”.Além das glândulas, temos que considerar a existência dos chacras que, peloque consta em estudos esotéricos, estão correlacionados à determinadasglândulas da estrutura quântica ─ corpo físico. Enquanto as glândulas alojam-se, realmente, na estrutura quântica ─ corpo físico, os chacras “situam-se” nocorpo etérico sendo, provavelmente, eles mesmos ─ campos energéticos.Esse corpo etérico poderá, com certeza, ser o “corpo” de ente quântico Egoou Ser.Através do trabalho conjunto dos chacras, glândulas, neurônios creio, ainformação pertencente ao Ego chega, instantaneamente, até a estruturaquântica ─ corpo humano físico e, por ela, é decoficada.Em contrapartida, as informações geradas na estrutura quântica ─ corpo físico,que serão sempre frequências geradas por qualquer ação ou pensamentotransferem-se, em tempo real, ao campo mental de ente quântico ─ Ego. Nestecaso específico, é sempre o “pensamento” do Ego que propõe alguma ação àestrutura quântica ─ corpo físico, com o intuíto de registrar as sensações, viafrequências.Não nos damos conta de que até as ações mais comuns e corriqueiras, são“emolduradas” por frequências, sempre diferenciadas; por mais rotineira queseja, uma ação, ela está acontecendo exatamente no AGORA; esse é o grandediferencial. Mesmo que dez minutos antes tenhamos executado ação identica,aquela teve uma determinada frequência que não se repetirá, nesta de ─AGORA e,nem nas próximas.Esse processamento é imediato ─ não há nenhuma defasagem de tempo e,ininterrupto.O campo mental de um ente quântico ─ Ego, é o determinante de ressonânciacom outros campos mentais de outros entes quânticos ─ Ego. Nem sempre esseprocesso consegue ser decodificado pelas estruturas quânticas do corpo físico,em função de sua extremada sutileza. Sensações difusas são, na maioria dasvezes, os únicos sintomas desse encontro e/ou confronto entre campos mentaisocasionados, com certeza, por número exponecial, de razões.
  • 72. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 72Quando esse ente quântico ─ Ego, já se tornou ativo em várias estruturasquânticas ─ corpos físicos e se “acopla” a uma estrutura quãntica ─ corpo físicoque, por seu lado teve suas estruturas quânticas aperfeiçoadas com melhoresreceptores/emissores (softwares) mentais ─ provavelmente via DNA ─, surge,creio, o que se costuma falar de pessoas com potenciais raros de força mental;essas “pessoas” são aquelas que conseguem domínio mental, sobre outras etambém, conseguem perceber influências mentais, vindas de outras.É importante observar aqui, que os animais, de espécies diferentes da humana,têm essa percepção natural, da intenção do animal humano; já expusemos issono Livro EgoCiência e SerCiência ─ Em busca de conexões quânticas.Creio que quando o animal humano, em seu princípio, tinha sua constituiçãofísica e/ou seus receptores/emissores mentais mais sutis, ainda não totalmenteenvolvidos com o campo terreno material, provavelmente o envolvimento entreos entes quãnticos ─ Egos, seria semelhante ao do restante da Natureza; aLinguagem primordial, provavelmente, facilitava essa “comunicação”, quasetelepática, creio.É importante que diga, ainda, não ter chegado até os receptores desta estruturaquãntica, a informação sobre como ocorre a conexão primária ─ ente quântico-Ego e estrutura quântica ─ corpo físico. Na verdade, talvez essa informação, nãoseja disponibilizada; afinal, seria a divulgação de um dos grandes mistérios; tudotem seu tempo certo.Tenho certeza, entretanto, que o Ente Quântigo-Ego, deve ter um “corpo”totalmente diferenciado, em sua “estrutura”, do corpo físico humano; não sei seesse “corpo” poderá ser a própria essência da estrutura quântica ─ corpohumano, ou se está ao entorno dele, quase como um “campo”.Fizemos menção, parágrafos acima, que consideramos possível que odenominado corpo etérico, possa ser o “corpo” do ente quântico ─ Ego e doente quãntico ─ Ser.Tive uma experiência importantíssima em relação a “corpo” não físico; não ireinarrá-la neste. Só posso adiantar que foi algo que, no primeiro momento, nãodespertou qualquer pensamento, a respeito. Na sequência, veio a certezaabsoluta da realidade daquela “visão” acontecida em estado normal de vigília eem circunstância muito, muito especial.Resumindo tudo que vimos, até agora, o ente quântico ─ Ego e a estruturaquântica ─ corpo físico, formam um Todo Mental de trabalho/vivência,neste Sistema Vida ─ Planeta Terra. Assim sendo ─ e complementando aquestão inicial de quem, realmente, pensa, decide ─, é realmente o entequãntico─ Ego o que decide, pensa, enfim, “reina” no “subjetivo” enquantoa estrutura quântica ─ corpo físico (entendido na complexidade que o
  • 73. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 73próprio termo estrutura, impõe), trabalha na decodificação/processamentodesse trabalho conjunto e em sua “expressividade” via gestos, fala,escrita, etc.Ao finalizar mais este ensaio, creio que um pensamento do físico John Wheeler,poderá nos dar a magnitude da busca da Ciência e da EgoCiência:“Tudo o que conhecemos encontra sua origem num oceano infinito deenergia que tem a aparência do nada.” (negritos meus).
  • 74. EgoCiência e SerCiência vs. Algumas questões humanas 74BibliografiaJAMES, Gardner. O universo inteligente. 2ª Edição. Editora CultrixO CAIBALION. Editora PensamentoPENROSE, Roger. A mente nova do rei. Editora CultrixSITCHIN, Zecharia. O começo do tempo. Editora Best Seller. 2004Dos livros abaixo mencionados, tenho apenas xerox, de parte deles, xeroxgentilmente cedida pela responsável da biblioteca de uma igreja sediadaem Curitiba.DANIEL-ROPS. A igreja do Renascimento e da Reforma. Livraria TavaresMartins. Porto. 1969GERD HEINZ-MOHR. Dicionário dos símbolos. Editora Paulus.