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O auto-conhecimento está ligado a diversos fatores, como esquemas, aprendizado,comparação e regulação.   Os indivíduos ser...
esse tema sob o conceito self-enhancing triad: as pessoas costumam superestimar seuspontos favoráveis, superstimar seu con...
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Essentials of Social Psychology - Cap3 - Self, Identity and Society [Fichamento]

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HOGG, Michael A.; VAUGHAN, Graham M. Essentials of social psychology. Published Harlow : Pearson Education. 2010 (p. 64 - 90)

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Essentials of Social Psychology - Cap3 - Self, Identity and Society [Fichamento]

  1. 1. HOGG, Michael A.; VAUGHAN, Graham M. Essentials of social psychology.Published Harlow : Pearson Education. 2010 (p. 64 - 90) O livro Essentials of Social Psychology é um manual de introdução à PsicologiaSocial, escrito por Michael Hogg (Claremont Graduate University) e Graham Vaughan(University of Auckland). O capítulo em questão trata do Self, Identidade e Sociedade. Os autores apresentam a importância da discussão sobre o self e a identidade comoconstrutos para entendermos a percepção e interação social. Entender a identidade passapor entender como as interações sociais com os outros a constroem. A ideia de self é relativamente recente, pois a estabilidade dos papéis e posiçõessociais posicionavam o indivíduo de acordo com variáveis e seus valores imutáveis a atépouco tempo, como local de nascimento, família, sexo, raça e religião. Os autoresapresentam quatro grandes fatores que permitiram e levaram à atual compreensão doself: secularização, industrialização, iluminismo e psicoanálise. Quanto a este último,escrevem sobre a influência de Freud na composição do self psicodinâmico. A compreensão do self como algo individual ou coletivo é o tema da seção seguinte.Os autores discutem o papel dos grupos na definição da identidade,. A teoria docomportamento coletivo e das multidões, por exemplo, postulou que existiria umcomportamento específico de massas de pessoas, tema bastante característico do iníciodo século XX e suas primeiras multidões urbanas. Esta ideia perdeu força ao longo dotempo, mas influenciou teorias sobre conformidade social e normas, por exemplo. Ver o self como um construto emergente da interação social e como um processo aoinvés de uma entidade definida foi algo proposto por psicólogos do final do século XIXe desenvolvido ao longo do século seguinte. O self poderia ser visto como o “Eu”, ofluxo da consciência e como o “Me”, objeto social. Partindo dessa compreensão do selfcomo objeto de reflexão, George Mead e o itneracionismo simbólico desenvolvem oconceito deste self que surge da interação social e é constantemente recriado ao longodo tempo, interações e influências sociais. Interagir, então, é levar em conta ospensamentos e expectativas das outras pessoas em relação a si e, a partir disso, agir. A ideia do self espelho propõe que nos percebemos a partir de como os outros nospercebem ou, mais especificamente, como achamos que os outros nos percebem.Osautores citam alguns estudos que mostraram a importância da percepção de si queemergiu depois de determinadas ações, algo que se mostrou bem diferente em contextospúblicos e privados. Continuando a discussão sobre auto-consciência (self awareness), os autores falamda teoria sobre o tema criada por Charles Carver e Michael Scheier que distinguiramdois tipos de self que pode vir à autoconsciência: - o self privado, que engloba pensamentos privados, sentimentos e atitudes; - o self público, que se refere a como as pessoas veem o indivíduo, a sua imagempública. Os trabalhos e teorias citados pelos autores mostram a importância de uma auto-consciência equilibrada: de um lado serve para ajudar o indivíduo a compararcomportamentos com padrões internos, de outro pode prejudicar a ação ao sersuperestimada.
  2. 2. O auto-conhecimento está ligado a diversos fatores, como esquemas, aprendizado,comparação e regulação. Os indivíduos seriam esquemáticos em relação a alguns traços individuais,especialmente os de importância percebida. E estes traços seriam múltiplos na maioriados indivíduos, como um mecanismo de satisfação: ao ser confrontado ou enfrentarfracasso em um fator de importância, outro pode ser mais valorizado. O processo de aprendizado sobre o self é pautado por diversas dinâmicas, como oefeito de superjustificação. As pessoas tenderiam a dar mais ênfase, atenção eintencionalidade a tarefas e ações percebidas como de escolha própria, enquanto aoreceber determinantes externos tal não se apresenta. As implicações dessa dinâmicapodem ser vistas em contextos educacionais, por exemplo. A teoria da comparação social, proposta por Leon Festinger, explica como as pessoasaprendem sobre si através da comparação com os outros. O impacto na auto-estima éconsiderável em contextos familiares, por exemplo, no qual irmãos mais novos tendema se comparar com os irmãos mais velhos. Um mecanismo de defesa é a manutenção deauto-avaliação, através da qual as pessoas tendem a diminuir as semelhanças percebidascom os objetos sociais de comparação ou, ainda, terminar os relacionamentos. Taismecanismos de comparação também ocorrem entre grupos, onde as pessoas secategorizam de acordo com alguns atributos característicos do grupo. A regulação do self entre selves possíveis, atuais e desejados influenciam ossentimentos individuais e a interação social. Os autores citam Higgins, que dividiu osistema regulatório do self em dois tipos de acordo com a motivação e metas: sistema depromoção e sistema de prevenção, onde o primeiro está associado a pessoas que buscamcorrer riscos para alcançar os objetivos enquanto o segundo se refere ao evitamento desituações de falha. Em seguida, os autores explicam os conceitos de identidade social e identidadepessoal. A identidade social é explicada em termos de pertencimento a grupos, enquantoa identidade pessoal é definida de acordo com traços e relacionamentos idiossincráticos.Distinguindo self e identidade, os autores associam o caráter múltiplo do self a formasdiferentes deste: self individual, self relacional e self coletivo. A construção do self e a busca por auto conhecimento é pautada por três classes demotivos, segundos os autoers: self-assessment, self-verification, self-enhancement. - Self-assessment é o processo pelo qual as pessoas procuram informações quevalidem e definam a compreensão do self - Self-verification é a tendência de confirmar o que os indivíduos já pensam de si,para manter a consistência - Self-enhancement descreve a tendência que os indivíduos possuem de procurar,encontrar e dar mais atenção a informações que construam imagens favoráveis de si. Utilizando a auto-reflexão como um modulador desses fatores, Sedikides descobriuque no contexto de seus experimentos o self-enhancement foi mais forte, seguido de aself-verification e do self-assessment. Ou seja, favorecer as imagens positivas edesejáveis do self são mais fortes. A auto-estima é o tema da seção seguinte, na qual os autores tentam responderporque as pessoas são tão motivadas a pensar positivamente sobre si mesmas. CitamSedikides e Gregg que reuniram três características do pensamento humano quanto a
  3. 3. esse tema sob o conceito self-enhancing triad: as pessoas costumam superestimar seuspontos favoráveis, superstimar seu controle sobre os eventos e são irrealmente otimistas. Entre pessoas de alta e baixa auto-estima, algumas características são mais presentesem um dos pólos desse valor. As primeiras seriam mais persistentes, emocionalmenteestáveis, menos flexíveis e influenciáveis, por exemplo. Os autores revisam duas motivações possíveis sobre a qual a busca pela auto-estimase basearia. A primeira seria o medo da morte, pois as pessoas com auto-estima alta sesentiriam melhores sobre si, positivas e empolgadas com a vida. Outra explicação é vera auto-estima como indicador do quanto uma pessoa é socialmente aceita. Finalizando o capítulo, os autores falam da auto-apresentação e gerenciamento deimpressões. A partir da revisão do trabalho de Goffman sobre o tema, identifica duasclasses de razões para auto-apresentação: estratégica e expressiva. A primeira estariamais associada a pessoas que se auto-monitoram mais, uma vez que estas pessoasmoldam de forma mais consciente seu comportamento para as diferentes audiências. A auto-apresentação estratégica é explicada em termos de cinco motivos, propostospor Ned Jones e Thane Pittman: auto-promoção; agrado; intimidação; exemplificação esúplica. A auto-apresentação expressiva envolve demonstrar o conceito que o indivíduotem de si através de suas ações.

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