JB NEWS
Filiado àABIM sob nr. 007/JV
Editoria: Ir Jeronimo Borges
Academia Catarinense Maçônica de Letras
Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte
Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro
Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário
Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário
Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente
Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente
Praia de Genipabu. Homenagem do JB News aos leitores de Natal - RN.
Saudações, Prezado Irmão!
Índice do JB News nr. 2.161 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 1º de setembro de 2016
Bloco 1-Almanaque
Bloco 2-IrMarcos Coimbra – Farsa na Reforma da Previdência II
Bloco 3-IrRui Bandeira – O Processo Iniciático Maçônico
Bloco 4-IrDanilo Bruno Louro de Oliveira – Trabalhando com a Ordem DeMolay
Bloco 5-IrJ. Paulo – A Morte - (do Site O Ponto Dentro do Círculo)
Bloco 6-IrJoão Anatalino Rodrigues – Reflexões sobre a Lista G
Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 1º de setembro. Versos do Irmão e Poeta Raimundo
Augusto Corado
2.
JB News –Informativo nr. 2.161 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 1º de setembro de 2016 Pág. 2/27
Autor: Ir Rubens Barros de Azevedo (Natal RN)
APRESENTAÇÃO DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO - VIVER
MELHOR: É POSSÍVEL?
Nesta edição:
Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e
www.google.com.br
Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste
informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
1 – ALMANAQUE
Hoje é o 245º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Nova às 6h03)
Faltam 121 para terminar este ano bissexto
Início da Semana da Pátria e dia do Profissional de Educação Física
Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico,
POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar
atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado.
Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária.
LIVROS
3.
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1722 Nasce Karl Gotthelf, Barão von Hund, criador do Rito da Estrita Observância.
1769 Primeira referência ao Grau de Mestre de Marca feita em Ata do Capítulo Phoenix do Real Arco
nr. 257, de Portsmouth, Inglaterra.
1868 Fundação da Loja Lealdade nr. 183, de Florianópolis (GOB/SC)
1952 Fundação da Loja Fraternidade Blumenauense nr. 6, de Blumenau. (GLSC)
1994 Fundação da Loja Harmonia e Trabalho nr. 2.816, de Florianópolis (GOB/SC)
70 - Destruição de Jerusalém pelo Imperador Romano Tito.
655 - Papa Martinho I é exilado por Constantino II.
827 - É eleito o Papa Valentino.
1081 - Início do pontificado do Papa Lúcio III, como sucessor do Papa Alexandre III.
1081 - Lando di Sezza se torna no antipapa Inocêncio III.
1231 - Frederico II, Sacro Imperador Romano-Germânico promulga o código "Liber Augustalis".
1271 - Teobaldo Visconti se torna Papa Gregório X como sucessor de Clemente IV, mas seria
consagrado e coroado apenas em 27 de março de 1272.
1422 - Henrique VI é declarado Rei da Inglaterra, com menos de 9 meses de idade, porém a sua
coroação só ocorreria em 6 de novembro de 1429.
1481 - Ascende ao trono João II de Portugal, após a morte de seu pai que tinha abdicado dele quatro
anos antes, confirmado pelo seu auto.
1482 - Tártaros da Criméia saqueiam Kiev, hoje na Ucrânia.
1494 - Com a morte de Ferdinando I, Rei de Nápoles, em 1494, Carlos VIII da França, O Afável,toma o
título de rei de Nápoles e de Jerusalém e invade a Itália.
1511 - V Concílio de Latrão, ocorrido na cidade de Pisa, na Itália, convocado por Luís XII da
França e Maximiliano I, Sacro Imperador Romano-Germânico, em oposição à Liga Santa, criada
pelo Papa Júlio II.
1524 - Tratado de Malmö (1524), na Suécia, tratado de paz entre a Suécia e a Dinamarca.
1804 - Descoberto o asteróide 3, 3 Juno, por Karl Harding.
1902 - Viagem à Lua, de Georges Méliès, considerado o primeiro filme de ficção-científica, é lançado
na França.
1910
Fundação do Esporte Clube Noroeste (Bauru, São Paulo, Brasil).
Fundação do Sport Club Corinthians Paulista (São Paulo, São Paulo, Brasil).
1923
Fundação do Avaí Futebol Clube (Florianópolis, Santa Catarina, Brasil).
Fatos maçônicos do dia
Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
EVENTOS HISTÓRICOS
Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
4.
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Grande sismo de Kantō provoca mais de 100.000 mortos no Japão e arrasa Yokohama.
1939 - A Alemanha invade a Polónia, despoletando a Segunda Guerra Mundial.
1961 - Iugoslávia: representantes de 25 nações se reúnem em Belgrado para a primeira Conferência de
Países Não-Alinhados.
1969 - Um golpe de Estado na Líbia instala o coronel Muammar al-Gaddafi no poder.
1969 - A Rede Globo estreia o Jornal Nacional.
1972 - Bobby Fischer vence o campeonato mundial de xadrez.
1983 - Caças soviéticos derrubam avião civil sul-coreano que invadiu seu espaço aéreo (Vôo KAL 007).
1985 - São encontrados, pela primeira vez, restos do Titanic, por uma expedição americana e francesa.
1991 - Independência do Uzbequistão.
1998 - Lançamento do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal nos Estados Unidos.
2004 - Terroristas tchetchenos sequestram centenas de pessoas na Ossétia do Norte dando início
ao Massacre de Beslan.
2006 - Em Portugal, é publicado o último número do Jornal O Independente.
5.
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O Irmão Marcos Coimbra é Secretário de Educação e Cultura do
SCRM – do GOB e MI da Loja Maçônica União e Tranquilidade nr.
2 do GOB/RJ, Economista e Professor, Membro do Conselho Diretor
do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do
livro Brasil Soberano
“Na minha página www.brasilsoberano.com.br existem cerca de hum
mil artigos de minha lavra , publicados nos últimos quinze anos.”
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
FARSA NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA – II
A proposta de nova reforma da previdência, tal como está sendo encaminhada, representa a
quebra de um contrato social realizado entre o Estado Brasileiro e seus cidadãos, antes de tudo. É
um pacto que está acima de eventuais governos ou administrações.
Existem várias falácias sobre a controvertida reforma da previdência (privada e pública).
Dentre elas, destacamos as seguintes:
A primeira delas refere-se à necessidade de considerar a reforma da previdência como
condição indispensável para solucionar os principais problemas econômicos experimentados pelo
Brasil. De fato, a primeira reforma a ser empreendida deveria ser a reforma tributária, capaz de
permitir a melhora na forma de repartição de renda do país. Ou então, a reforma administrativa
para enxugar os mais de vinte ministérios ou assemelhados existentes. Na realidade, um dos
objetivos deles é a privatização da previdência dos servidores públicos, a fim de proporcionar
lucros vultosos a fundos de previdência e seguradoras particulares, em especial estrangeiras.
A segunda diz respeito ao fato de que o regime de capitalização proposto permitiria
rendimentos maiores e aumentaria o nível de poupança. De início, as experiências de outros
países, como, por exemplo, a Argentina e o Chile, foram desastrosas, pois foram aumentados
brutalmente os gastos do Estado, enquanto o valor das aposentadorias caiu. E o pior. Quando
chegou o momento de desembolsar os benefícios, vários fundos privados faliram, deixando o ônus
para o Estado.
A terceira é relativa à existência de déficit na seguridade e na previdência social. A
Constituição Federal de 1988 definiu a seguridade como dever do Estado, abrangendo a
previdência social, a saúde e a assistência social. Os defensores da reforma pretendida propagam a
existência de sucessivos déficits na rubrica. Equivocam-se, pois deixam de computar as receitas
previstas como fontes de financiamento (COFINS, CSLL etc.). Na realidade, computando-se estas
receitas obrigatórias, os saldos têm sido amplamente superavitários. E isto se sabendo que bilhões
referem-se a aposentadorias rurais, renda mensal vitalícia etc.
2 – Farsa na Reforma da Previdência - II
Marcos Coimbra
6.
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A quarta defende a tese alarmista de que se não for aprovada a reforma da previdência, as
contas públicas não se equilibram. Ora, qualquer cidadão bem informado sabe que o desequilíbrio
existente é principalmente consequência do pagamento de juros extorsivos, relativos à dívida
interna, que chegaram a cerca de R$ 500 bilhões, em 2015. O resultado da seguridade social é
positivo. O fictício déficit alardeado é fruto da DRU (Desvinculação das Receitas da União), hoje
de 30%.
A quinta pretende incutir na população a falsa ideia de que a previdência tem sido um
grande fardo para a sociedade. Quem conhece a História do Brasil sabe que os recursos da
previdência social é que propiciaram a instalação das indústrias de base no país e várias outras
obras relevantes (Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil, CSN, CHESF,
Companhia Nacional de Álcalis, FNM, BNDES, Ponte Rio Niterói, Itaipu Binacional e outras). Se
as contribuições da previdência tivessem sido corretamente aplicadas, de 1945 a 1980, em sistema
de capitalização a 6% ao ano, teríamos à época um fundo de cerca de R$ 1 trilhão, atualizado,
segundo o falecido Prof. José Neves.
A sexta refere-se ao fato de que os servidores públicos seriam privilegiados, pois recebem
aposentadoria integral. "Esquecem" que não há teto de contribuição para o regime de previdência
dos servidores públicos, enquanto no regime geral de previdência social (RGPS) existe. Além de
não haver FGTS. Como comparar as duas situações, exigindo uma igualdade por baixo? No caso
de uma reforma com objetivos sadios, o certo seria proporcionar ao empregado privado o
desconto também sobre o total percebido, até um determinado limite, dentro da lei, com seu
reajuste vinculado ao aumento do salário mínimo.
A sétima diz respeito à assertiva, não verdadeira, de que o servidor público não contribuía,
até poucos anos atrás, para a seguridade. Na realidade, desde a criação do IPASE, em 1938, eles
contribuem. Atualmente, com 11% do valor recebido, até mesmo depois de aposentados.
Acontece que, além de a União nunca ter contribuído com a parte patronal, na forma da lei, estes
recursos desapareceram.
Infelizmente, qualquer mudança proposta pelas autoridades, já de algum tempo, objetiva
apenas prejudicar o cidadão e não beneficiá-lo como seria o correto. A reforma da previdência é
necessária, mas deve ser feita com um objetivo nobre e não como remendo de solução mágica.
7.
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Ir Rui Bandeira
R. L. Mestre Affonso Domingues- nr. 4
Cascais - Portugal,
O Respeitável Irmão Rui Bandeira, ilustre advogado, militante
em Portugal, pesquisador, escritor, mantenedor de seu Blog
A-partir-Pedra ( http://a-partir-pedra.blogspot.com )
estudioso obreiro da Respeitável Loja Mestre
Affonso Domingues nr. 4 da Grande Loja Legal de Portugal,
inicia a partir desta edição, a abrilhantar nossos informativos
todas às quintas-feiras. Seja muito bem-vindo Irmão Rui Bandeira.
O processo iniciático maçónico
Os maçons não discutem Religião em Loja. No entanto, na Maçonaria Regular, apenas são
admitidos maçons homens livres e de bons costumes, sendo um desses, obrigatoriamente, a crença
num Criador.
3 – O Processo Iniciático Maçônico
Rui Bandeira
8.
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Para a Maçonaria e para os maçons, é absolutamente indiferente que nome cada um dá à
Divindade em que crê: Deus, Jeovah, Alá (aliás, consabidamente, três nomes para a mesma
Entidade), Brahma ou Tao. O que importa é a real existência da crença, porquanto só a partir dela
e com ela se pode percorrer o caminho esotérico que leva ao aperfeiçoamento espiritual
individual, segundo o método maçónico de confrontação, percepção e estudo dos símbolos e
utilização da sua compreensão como bases ou patamares sucessivos para a compreensão de
realidades e conceitos sucessivamente mais complexos, na busca da Luz, ou seja, a compreensão
do Divino e, assim, do significado da Vida e da Morte física, do nosso papel no Mundo e na
Criação, da nossa relação com o Criador.
O processo iniciático maçónico aglutina, assim, a Crença e a Razão, o Conhecimento Empírico e a
Experimentação, a Observação e a Especulação, e é um processo sempre individualmente
realizado, pelos caminhos e pela forma de cada um, segundo as suas capacidades, necessidades e
disponibilidade, mas também sempre com o auxílio, a força, a cumplicidade, a disponibilidade do
grupo em que se insere, a Loja.
Trata-se, assim, de um processo simultaneamente baseado na Crença e na Razão, no individual e
no coletivo, que conduz ao aperfeiçoamento espiritual e, por via dele, ao aperfeiçoamento moral e
social.
Pela sua natureza e pela complexidade dos conceitos a intuir, muitas vezes mais do que
compreender, é um processo demorado e, sobretudo, em que não é realmente possível queimar
etapas. Cada passo é essencial para pisar terreno que permita o passo seguinte. Pretender saltar ou
efectuar acrobacias, ainda que vistosas, só tem como resultado a queda no abismo do Erro,
conducente ao vale da Ignorância.
Em Maçonaria nada se diz, nada se ensina, tudo se sugere, tudo se simboliza, assim tudo se
aprende, cada um segundo a sua real necessidade e através das suas capacidades. E assim cada um
segue o seu caminho, este intuindo isto, aquele algo de diverso, como peregrinos que vão fazendo
cada um o seu caminho, embora todos desejando chegar ao mesmo santuário. O grupo, a Loja,
fornece a cada um a escolha dos meios de transporte, aponta a direcção, ajuda a organizar a
jornada, mas é exclusivamente a cada um que cabe escolher o seu caminho - se é que porventura
não será o Caminho que se abre a cada um...
Cada um estará no seu estágio de aperfeiçoamento e seguirá no seu ritmo. Simbolicamente (cá
está, em Maçonaria o símbolo é - quase - tudo!), cada um se situa em graus de evolução
diferentes, uns ainda Aprendizes, outros Companheiros, outros já Mestres. Os Aprendizes ainda
dependem, quase totalmente, do apoio e suporte da Loja, pois ainda estão a procurar reconhecer o
mapa, a procurar descobrir a direção, a aprender a ler os sinais indicadores e a reconhecer os
enganos. Os Companheiros já sabem para onde querem ir, que direção seguir, mas dependem do
9.
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auxílio dos mais experientes para decidir quais os percursos que mais lhes convêm e como os
percorrer. Os Mestres, esses, já conseguem saber, por si, como e quando e por onde devem
prosseguir sua caminhada, já conseguirão corrigir erro na determinação da via e têm capacidade
para retomar sua orientação. Mas sempre verão com satisfação o auxílio de seus Irmãos na busca
que realizam, ao mesmo tempo que cumprem seu dever de auxiliar e orientar todos os seus
Irmãos, qualquer que seja o seu Grau ou Qualidade.
Não nos enganemos, porém: o grau "administrativo" que cada Loja atribui a cada um de seus
Obreiros é apenas simbólico, ilustrativo. Por se ser Mestre de uma Loja, não se quer dizer que se
seja realmente Mestre no Caminho Iniciático Maçónico. E alguns Aprendizes ou Companheiros
de Loja sinto que percorrem bem mais seguramente seu caminho do que alguns Mestres como tal
definidos na Loja...
Grande erro seria confundir o Grau que ao maçom é "administrativamente" atribuído em Loja
(afinal dependendo do decurso do tempo, temperado com alguma assiduidade e a execução de
alguns trabalhos não demasiadamente exigentes...) com o grau de evolução que realmente esse
maçom apresenta: afinal seria cometer o erro mais básico que o mais jovem Aprendiz pode
cometer (e que, naturalmente, é normal e expectável que cometa), o de confundir o Símbolo com a
Realidade que esse símbolo simultaneamente oculta e revela!
Resumindo: ser maçom não é só reunir em Loja, usar avental e luvas brancas, ter preocupações
sociais e tratar os demais como e por Irmãos; é, claro, também tudo isso, mas é muito mais do que
isso, é percorrer o tal caminho, buscar, pelo seu modo e a seu jeito, a sua Luz, assim, a pouco e
pouco, se reconciliando com a Vida e, sobretudo, com a inevitabilidade da Morte física. Não será
exatamente, como escreveu Camões, se ir "das leis da Morte libertando", mas talvez esse percurso
permita, em paz conosco e com tudo o que nos rodeia, libertarmo-nos do medo da dita.
A cada um que foi iniciado maçom foi reconhecido por uma Loja maçónica a capacidade, a
virtualidade, a potencialidade, para seguir esta via iniciática, através do método maçónico.
Se o fará ou não, é com cada um. Se o quiser fazer, quando o fará, ainda é com cada qual. Uma
Loja maçónica é, antes do mais, um espaço de liberdade ("um Maçom livre, numa Loja livre" é
um inalienável princípio básico na Maçonaria) e apenas disponibiliza o seu auxílio, nada impõe, a
ninguém critica.
Mas, pelo menos, vai sempre lembrando, para que cada um possa ouvir quando quiser ouvir,
entender quando puder entender, aceitar quando lhe apetecer aceitar, que (sempre!) o Caminho
faz-se caminhando.
Rui Bandeira
10.
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Ir Danilo Bruno Louro de Oliveira, 28º, MRA
Grande Orador Estadual Adjunto do Grande Conselho da Ordem Demolay para o
Estado da Bahia
bel.danilobruno@gmail.com
TRABALHANDO COM A ORDEM DEMOLAY
A Loja Maçônica União e Justiça é a nº 27 da Grande Loja Maçônica do
Estado da Bahia, primaz das Grandes Lojas, e desde 1947 trabalha para tornar a
feliz a humanidade, muitos Maçons foram importantes no progresso da Cidade e a Loja possui justo
reconhecimento por tudo quanto fez para o desenvolvimento individual e coletivo dos cidadãos.
Porém há cerca de vinte anos tentava-se fundar um Capítulo Demolay e, por diversas razões, não foi
possível fazê-lo até 2014, quando foi fundado o Capítulo Poções Francisco Paradella 861 da Ordem
Demolay, filiado ao Supremo Conselho da Ordem Demolay para a República Federativa do Brasil, o qual
tive a honra de ser seu primeiro Presidente do Conselho Consultivo (PCC).
O trabalho da Ordem Demolay na sociedade foi instantâneo e impactante, cumprindo as atividades
previstas pelo fundador da Ordem Demolay, nosso Irmão Frank Sherman Land, as ações filantrópicas,
cívicas, educativas, entre tantas outras, contribuíram para dinamizar a Loja e melhorar a sociedade.
Para os Maçons que tiveram a honra de trabalhar com esses jovens e aprender a Ordem Demolay
junto com eles nesse período inicial de funcionamento, foi uma época de bastante vivência, superando
temores e receios, ainda mais gratificante porque ao acreditarmos que iríamos ensinar algo aos garotos,
aprendemos muito mais com palavras, ações e exemplos do que sequer imaginávamos.
Assim, após esse período a frente do Conselho Consultivo, recebemos o convite para ajudar no
Grande Conselho Estadual ocupando o cargo de Grande Orador Estadual Adjunto.
Como na estrutura maçônica, para ocupar o cargo de Orador em uma Diretoria Executiva deve-se
conhecer toda a legislação Demolay, aconselhando e acompanhando a Diretoria Executiva e os Capítulos na
aplicação e entendimento das mesmas.
Inicialmente tivemos que estudar todo o arcabouço legislativo, tarefa bastante facilitada vez que a
Ordem Demolay conta com um sistema informatizado, o SISDM, que agrega muitos arquivos úteis e
dispensa a utilização de papéis, eliminando várias barreiras por ser completamente informatizado.
Por fim, gostaria de compartilhar com os Irmãos mais esse labor e incentivar a trabalhar com
Ordens Paramaçônicas, o trabalho com a juventude é enriquecedor e transformador, ajuda muito nossa
missão de tornar feliz a humanidade e facilita sobremaneira nossa busca individual pela Luz.
4 – Trabalhando com a Ordem DeMolay
Danilo Bruno Louro de Oliveira
11.
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A Morte
Publicado pelo IrLuiz Marcelo Viegas
(https://opontodentrodocirculo.wordpress.com)
Autor: IrJ. Paulo
A oposição entre a morte e a vida é uma das questões mais antigas que a humanidade enfrenta. No
entanto, morrer opõe-se a nascer, enquanto Alfa e Ômega de cada tempo de vida. No mundo
ocidental estamos habituados a temer o outro, ou seja, tudo o que é contrário; somos nós ou os
outros; se temos vida tememos a morte. Branco ou preto, opostos ou complementos. Antítese. No
mundo oriental, encontramos a síntese da vida e da morte. Ambas fazem parte do caminho,
entrelaçadas, permitem ao homem que avança para a morte saber-se imortal.
A morte será real ou simbólica?
Toda a morte é simbólica e iniciática, permitindo-nos ingressar numa nova vida, renascendo
interiormente e transmutando o nosso íntimo, o nosso verdadeiro ser. Não é apenas uma
inevitabilidade, mas pode ser também o caminho para uma nova oportunidade, um recomeço.
A morte é fundamental na iniciação maçônica, representando um ritual de passagem do profano
para iniciado, constitui uma oportunidade de aceder à uma nova visão da realidade, transformando
os metais inferiores, de que necessitei de me separar, em metais superiores dos quais já não será
necessário despojar-me.
O tempo de vida do iniciado dá-lhe uma nova oportunidade de vencer o vício e as paixões abrindo
o caminho da Luz e da Verdade, libertando o espírito dos grilhões impostos pela razão, como nos
transmitiu Paracelso, para quem o conhecimento visionário se substituirá à compreensão literal
dos textos. Este é o tempo para buscar o conhecimento primordial e fundamental, que diz respeito
à natureza divina da própria essência do ser, em que a alma surge como centelha de luz divina.
Branco.
A informação incorreta remete para o temor, em que a centelha de luz está sujeita à influência de
forças exteriores e obscuras, no exílio da matéria. Cativos no cárcere imperfeito que é o corpo,
somos iludidos pelos sentidos exteriores. A ilusão, esta Maya que nos confunde e faz acreditar no
mundo material. Estamos pois nesta terra, esta Gaya onde os densos véus de Maya nos impedem
de receber o influxo espiritual do Sol. Preto.
Esse dualismo, presente em Zoroastro e Platão, cava um abismo entre interior e exterior, sujeito e
objeto, espírito e matéria. Dois caminhos paralelos.
5 –A Morte (do Site O Ponto Dentro do Círculo)
J. Paulo
12.
JB News –Informativo nr. 2.161 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 1º de setembro de 2016 Pág. 12/27
O chão de mosaico de ladrilhos pretos e brancos remete para a natureza bipolar da existência
terrena. A quimera da luz e das trevas, forma e matéria. Conduz ao Santo dos Santos que contém o
fogo espiritual eterno que nenhum mortal pode ver.
Resta-nos a alquimia. Corpo hermético que nos possibilita a nossa própria
transmutação. Transmutação dos metais. Alegoria da transmutação da nossa própria alma. Este é o
nosso trabalho enquanto alquimistas. A nossa verdadeira obra alquímica. A arte real.
Três são as substâncias que dão a cada coisa o seu corpus, dizia Paracelso. O que arde é enxofre, o
que deita fumo é mercúrio, o que se transforma em cinzas é o sal. O sal é o sedimento físico, o
cadáver. O par alquímico enxofre e mercúrio, Sol e Lua, Masculino e Feminino, unem-se apenas
pela ação do fogo salino. O enxofre e o sal são duas forças em perpétua oposição. Enquanto o
enxofre simboliza tudo o que nos induz movimento, mudança, criação e expansão, o sal remete
para tudo o que na nossa vida constitui estabilidade, resistência e inércia. Um precisa do outro,
pois são dois polos da Energia Universal. O equilíbrio entre estas duas tendências produz o
mercúrio vital, princípio da inteligência e da sabedoria, caminho para as virtudes.
Morrer e renascer. Branco e Preto
Chegaremos ao ternário, harmonizando os opostos, refletiremos no mundo a unidade inicial.
Encontraremos os três pontos. Força, Beleza e Sabedoria; Fé, Esperança e Caridade; Liberdade,
Igualdade e Fraternidade; Osíris, Íris e Hórus; Brahma, Vishnu e Shiva; Enxofre, Sal e Mercúrio;
Pai, Mãe e Filho.
Chegaremos ao triângulo, símbolo de Perfeição, Harmonia e Sabedoria.
A morte como transcendência da vida humana não é algo evidente. Cremos que a morte é deixar
de viver, no entanto se a alma supera a morte, então a morte é o meio para alcançar una nova vida.
Morrer é voltar a viver
Isto é defendido por muitas doutrinas que acreditam que os homens constam de um corpo
corruptível e de uma alma imortal.
A alma é um princípio imaterial que anima o corpo. Esta imaterialidade é o que assegura à alma a
sua imortalidade, não podendo se extinguir porque é uma centelha divina, uma participação do seu
criador, o GADU.
Como nos transmitiu William Shakespeare, nós somos feitos da mesma matéria que os sonhos.
Refletir sobre a morte obriga-nos a refletir sobre a vida
A Câmara de Reflexões, isolando-nos do mundo, propícia a introspecção profunda, “o conhece-te
a ti mesmo“, na busca da pedra filosofal. Sepulcro e ovo; a Câmara permite-nos pensar a morte
não como um fim, mas como um começo.
Superamos a prova da terra, qual grão de trigo que atirado à terra teve de germinar, abrindo o
caminho para a luz. Afinal descemos ao interior da terra, penetramos para lá das aparências e
retificando a nossa forma de ver, pensar e agir encontraremos a pedra filosofal, essencial na nossa
própria transmutação. Encontramos o pão. O grão de trigo fez o seu caminho. Também nós temos
de fazer o nosso caminho. Desbastar a pedra bruta. Só a pedra cúbica poderá ser utilizada na
construção do templo.
Depois, morrerá o “eu inferior”, sendo integrado e alinhado no “Eu Superior”, queimando de vez
o Karma, que se tornará Dharma. Chegará o momento de sair da roda de Samsara, pois terminará
o ciclo das reencarnações, em que a jangada após atravessar o rio, permite ao passageiro alcançar
o Nirvana.
13.
JB News –Informativo nr. 2.161 – Florianópolis (SC) – quinta-feira, 1º de setembro de 2016 Pág. 13/27
A morte representa o desconhecido. Por isso, é fonte natural de receios e angústias. No entanto, é
vulgar encontrarmos entre os profanos a aceitação da morte pela sua inevitabilidade e apenas
tementes da dor que acompanha a corrupção do corpo, imposta pelo avançar do tempo ou pelo
malho, que nos tomba através da doença ou de acidente. Quando compreendermos a morte
estaremos a compreender a vida.
A morte é muitas vezes a única solução que resta numa vida sem sentido, possibilidade de
recomeço quando o rio da vida não pode mais seguir o seu caminho e até o livre arbítrio deixa de
poder ser exercido. Encontramos neste caso suicidas, mas também pessoas insuspeitas que
desenvolvem todo o tipo de doenças psicossomáticas, forma discreta da alma se livrar do corpo.
Outros casos existem que exigem reflexão mais profunda e que não poderemos explorar. Ficam
para outra oportunidade.
A Acácia florescerá onde for plantada.
A morte foi objeto de muitas manipulações ao longo dos séculos. A forma como enfrentamos a
morte influencia decisivamente a forma como vivemos. O medo da morte pode paralisar a vida.
Por isso, tantas e tantas vezes no passado, o medo da morte foi usado para controlar os impulsos
dos injustiçados. Superar esse temor liberta-nos.
Atingimos um poder imenso. Aproximamo-nos da liberdade.
Aqui chegados, importa clarificar que não dizemos “que viva a morte” como o personagem
funesto da guerra civil espanhola, mas sim não temeis a morte! Pois, a nossa verdadeira essência é
imortal.
A ampulheta marca a brevidade do nosso tempo de vida até que a gadanha ceife o fio que nos liga
ao veículo que nos transporta nesta passagem e nos lance na eternidade. Assim, importante é a
maneira como empregamos este tempo que nos é concedido. Imenso privilégio poder partir nessa
viagem estando em completa paz interior.
No momento de passar ao Oriente Eterno, deixamos, então, o nosso corpo, iniciando a viagem em
direção à Luz, penetrando o túnel inundado de luz e escutando a música das esferas no regresso a
casa. Até renascermos e voltarmos a ver-nos numa Cadeia de União.
Autor: J. Paulo
Bibliografia
Blaschke, Jorge e Rio, Santiago, A Verdadeira História da Maçonaria, Quidnovi, Matosinhos,
2006. Blavatsky, Helena Petrovna, As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria, Editora
Pensamento, São Paulo. Camino, Rizzardo da, O Aprendiz Maçom, Madras, São Paulo,
1996. Camino, Rizzardo da, Rito Escocês Antigo e Aceito (1º ao 33º), Madras, São Paulo,
1999. Figueiredo, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, 2ª Edição, Revista e
Aumentada, Editora Pensamento, São Paulo, 1996. Guénon, René, Os Símbolos da Ciência
Sagrada, Editora Pensamento, São Paulo, 1993. Jacq, Christian, A Viagem Iniciática ou Os Trinta
e Três Graus da Sabedoria, Edições ASA, Porto, 1999. Jacq, Christian, O Mundo Mágico do
Antigo Egipto, Edições ASA, Porto, 2000. Leadbeater, Charles Webster, A Vida Oculta na
Maçonaria, Editora Pensamento, Tradução da 2ª Edição de 1928, São Paulo, 1997. Lepage,
Marius, História e Doutrina da Franco-Maçonaria, Editora Pensamento, São Paulo, 1978. Palou,
Jean, A Franco-Maçonaria Simbólica e Iniciática, Editora Pensamento, São Paulo. Wilmshurst,
Walter Leslie, Maçonaria – Raízes e Segredos da sua História, Tradução Portuguesa, Prefácio,
Lisboa, 2002
14.
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Irmão João Anatalino Rodrigues
www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br
jjnatal@gmail.com
REFLEXÕES SOBRE A LETRA G
“ No principio Deus criou o céu e a terra. A terra, porém estava informe e vazia, e as
trevas cobriam a face do abismo e o espírito de Deus movia-se sobre as águas. E Deus
disse: exista a luz. E a luz existiu. E Deus viu que a luz era boa; e separou a luz das
trevas. E chamou à luz dia, e trevas, noite.” (1)
Todas as tradições religiosas sustentam que o mundo foi criado a partir do momento em que a
luz se tornou manifesta. Mesmo a moderna ciência não nega que a luz seja a responsável pelo
aparecimento da realidade ativa no universo, o que nos permite dizer que tudo que nele existe são
condensações da energia luminosa, irradiada de um ponto único e refletida em infinitas e
multifacetadas formas, mas todas ligadas ao princípio básico e fundamental que as formata e
justifica.
“ Se removermos a luz do universo, retiraremos concomitantemente a gravidade; e então tudo
que nele existe desabará; o mais leve sobre o mais pesado, o menor sobre o maior, o mais fluído
sobra o mais denso, e tudo voltará ao ponto inicial”, disse o físico Heisenberg, ao comentar as
descobertas de Einsten.
Por seu turno, o Zhoar, o livro da Cabala judaica, diz: " Os céus e os mundos existem somente
graças ao Espírito Celeste que lhe dá consistência. Suprima-se o Espírito, e todo o mundo será
abalado e se desintegraria em átomos, assim como está escrito: Ele move a terra e abala as
colunas. Ele (...) é pura Luz. (2)
Se pensarmos bem, não há incompatibilidade entre a visão bíblica da criação do mundo com o
moderno pensamento científico, que sustenta que o nosso universo foi criado pela explosão de um
átomo primordial, ocorrida há três ou quatro bilhões de anos atrás. Esse átomo primordial era
conhecido nas antigas práticas místicas do Egito, Grécia, Ìndia, Mesopotâmea e China, como
sendo o “Ovo Cósmico”, o que mostra que esses antigos povos tinham intuições extremamente
aproximadas aos conhecimentos dos modernos astrofísicos que investigam a origem do universo,
os quais situam sua origem numa grande explosão luminosa ocorrida há cerca de 14 bilhões de
anos atrás.
Assim, podemos comungar com os místicos de ontem e com os cientistas de hoje e dizer que o
universo nasceu da explosão de um pequeníssimo átomo e essa explosão liberou a luz que estava
presa nas trevas. E assim o universo foi feito de luz. Como diz um formidável poema hindu escrito
a mais de dois mil e quinhentos anos: “No intervalo entre o fim e o começo, Vixenu-Xiva repousa
em meio à sua própria substância, luminoso em sua inesgotável energia, prenhe de todas as suas
vidas futuras.” (2)
6 – Reflexões sobre a Lista “G”
João Anatalino Rodrigues
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A estrela que ilumina o céu maçônico é um símbolo que condensa todas as teorias acerca do
surgimento do universo, tanto em suas manifestações materiais, quanto as espirituais. Simboliza
não apenas o nascimento do universo enquanto realidade física, mas também o surgimento da vida
dentro dele, e mais além, a manifestação do espírito dentro do fenômeno da vida.
Esse é o motivo de a Maçonaria ter centrado no simbolismo da Estrela Flamígera o encanto
maior dos seus mistérios. Representada pela letra G, ela está no centro da existência de todas as
realidades universais, pois, como bem sustentava Pitágoras, o universo só pode ser compreendido
a partir dos princípios da geometria.
Desde os dias mais remotos da humanidade, a inteligência recém despertada do homem intuiu
a existência de uma energia desconhecida presente na luz. E que somente com a existência de luz
era possível a vida e o progresso da sua sabedoria. Daí que cada descoberta, cada progresso, cada
conquista realizada pelo seu espírito foi titulada como resultado de uma luz que se acendia em sua
mente. Iluminação para o místico, insight para o cientista.
Nasceu dessa intuição o amor pela luz e o temor das trevas. E a doutrina que vincula o bem à
presença de luz e o mal à sua ausência, instala-se no espírito do homem como corolário de uma
inspiração que se tornou um arquétipo compartilhado pela mente coletiva da humanidade em
todos os tempos e lugares .(3)
Também, como consequência dessa intuição, nasceram as religiões solares, que têm na luz do
sol o princípio ativo da vida, e o culto às estrelas, de onde nos vem a ciência da astronomia e o
fundamento de todas as relações que atraem o espírito humano para as imensidões celestes, em
busca da sua origem, ou quiçá de uma explicação para a sua própria existência.
No antigo Egito essa estrela aparecia nos ritos e práticas sagradas na forma de um astro
filosófico com uma dupla face que representava a materialidade e a imaterialidade da divindade e
a sua projeção no homem. Os hierofantes egípcios chamavam a essa estrela “Shá”, designando ser
ela, ao mesmo tempo uma porta e um ensinamento, que correspondia, para todo aquele que se
iniciava naqueles Sublimes Mistérios, á uma decisão, (atravessar uma porta, penetrar em uma
outra realidade) e á uma aquisição, que era a sabedoria iniciática.
Já os pitagóricos representavam essa estrela através de um pentagrama em cujo centro se
inscrevia a legra G, designativa de Geometria. Ela indicava a relação fundamental entre o número
e a forma, para dar origem a todo real existente. O pentagrama pitagórico era representado por
uma equação que se expressava na seguinte fórmula: a+ b= a = √5, relação correspondente aos
lados um retângulo áureo, sobre o qual, espiritualmente, se estabelece a planta do Templo
maçônico. Diziam os pitagóricos que o retângulo áureo tinha como principal propriedade o poder
de decompor-se infinitamente em uma sucessão de quadrados e retângulos sucessivos, todos
apresentando características singulares de individualidade, e ao mesmo tempo conservando as
propriedades do todo em que foram recortados. Daí porque nele se inscreve a letra G, que evoca
uma espiral e corresponde á inicial da letra Gamos, que em grego significa casamento e
numericamente se interpreta como sendo o número 5. (4)
Essa é a origem da tradição consagrada na Maçonaria espiritualista e preservada na alegoria
fundamental da estrela flamejante, ou flamígera, que é, ao mesmo tempo, vara de condão e cetro
real, com o qual se consagram todos os fundamentos, privilégios, concessões e aquisições feitas
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em Loja – as realidades universais – que são criadas nesse simulacro do universo que é o Templo
maçônico.
Na espiritualidade da prática maçônica, a união perfeita entre os membros de uma Loja tem
exatamente essa finalidade: gerar uma egrégora que seja capaz de captar energia suficiente para
fazer surgir essa luz “ que representa o sopro divino, fogo central e universal, que dá vida a tudo
que existe”, no inspirado dizer do Barão Tschudi.(5)
Na maçonaria essa alegoria é apresentada como o mistério fundamental a ser adquirido pelo
iniciado maçom. Com efeito, sendo o conhecimento das propriedades da Estrela o corolário do
ensinamento maçônico, o ápice filosófico da Escada de Jacó, espera-se que no momento em que
essa intuição é passada ao iniciado, ele o esteja pronto para receber a luz final da Maçonaria.
Todas essas metáforas querem dizer apenas uma verdade: O verdadeiro espírito nasce quando
o homem recebe a iluminação. Quando ele é atingido por essa luz que faz dele um verdadeiro ser
humano em todos os sentidos.
“ Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida”. “
Conhecereis a verdade e a verdade vos salvará.” Esses dois pressupostos colocados por Jesus
querem dizer exatamente isso. Iluminai vossas mentes com a verdade. Buscai a luz que emana do
grande G inscrito no pentagrama áureo, esse Princípio luminoso que admite a diversidade na
unidade, razão pela qual, a tolerância é a principal virtude adquirida no magistério maçônico.
E não existe maior conquista do que saber que a Verdade não tem identidade nem forma e
nem constitui propriedade de ninguém. A variedade das doutrinas apresentadas pelo catecismo
maçônico significa exatamente isso: todas são verdadeiras e todas devem ser respeitadas como
verdades universais, porém nenhuma deve ser sobreposta às demais. A verdade é a Luz que emana
do Grande Arquiteto do Universo, e a cada um atinge com características de individualidade e
requisitos de universalidade, por que corresponde às esperanças pessoais de cada espírito, ao
mesmo tempo que atende à necessidade do universo como um todo.
A Estrela é, portanto, o núcleo central do mistério maçônico. Representa a manifestação do
Princípio Criador, na forma de um signo luminoso que congrega toda a energia do universo. É
uma representação pictórica, geométrica e linguística que unifica todas as concepções existentes
sobre essa energia mágica e fundamental que dá existência a tudo que existe no cosmo, e explica a
sua origem, a sua finalidade e o seu fundamento.
___________________________________________________________
1. Gênesis: 1,2
2. Os Upanixades, canto 3
3. Zhoar Tomo I pg. 254
3. Essa doutrina já era desenvolvida de maneira empírica nas práticas ritualísticas dos Antigos Mistérios Egípcios, Gregos e Persas . Mas
só ganhou foros de doutrina com o filósofo Mani, nascido na Babilônia em 216 da Era Cristã. Mani foi o fundador do maniqueísmo,
doutrina que sustenta que tudo no universo é gerado a partir do embate entre a luz, representado pelo deus Marduc e as trevas,
representado pelo Deus Arimã. Uma variante dessa doutrina também foi desenvolvida na China pelos filósofos taoístas, que viam o
nascimento e o equilíbrio universal sendo realizado pelo confronto de dois polos energéticos opostos |(yin/yang), que representavam a
dualidade do Princípio Criador (o Tao). As intuições dos cultores das religiões solares também influenciaram o cristianismo, pois em
muitas tradições cristãs, especialmente entre as seitas gnósticas, Jesus Cristo era visto como um ser luminoso, solar, portador da “luz do
mundo”.
4.Cf. Bernard Rogers- Descobrindo a Alquimia. Círculo do Livro- 1986
5.Cathèchisme ou instruction pour le grade d’Adepte ou Apprenti Philosophe Sublime ET innconu, obra publicada na França em 1770.
(citada por Jean Palou, Maçonaria Simbólica e Iniciática, Ed. Pensamento, S. Paulo, 1986)
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(as letras em vermelho significam que a Loja completou
ou está completando aniversário)
GLSC -
http://www.mrglsc.org.br
GOSC
https://www.gosc.org.br
Data Nome da Loja Oriente
01.09.1952 Fraternidade Blumenauense nr. 06 Blumenau
05.09.1996 Fraternidade Chapecó nr. 63 Chapecó
08.09.1982 Sentinela do Sul nr. 29 Tubarão
17.09.1986 Universo nr. 43 Florianópolis
17.09.1993 Universo II – nr. 57 Florianópolis
17.09.2000 Universo III nr. 77 Florianópolis
20.09.1991 Acácia da Arte Real nr. 50 Florianópolis
22.09.1982 Fraternidade Josefense nr. 30 São José
25.09.1978 Harmonia e Fraternidade nr. 22 Joinville
27.09.2000 Colunas da Fraternidade nr. 78 Blumenau
Data Nome da Loja Oriente
03/09/1993 Treue Freundschaft Florianópolis
09/09/1969 Liberdade E Justiça Canoinhas
09/09/1991 Cavaleiros Da Luz Blumenau
16/09/2003 Ordem E Fraternidade Florianópolis
18/09/2009 Colunas Do Oriente Tijucas
20/09/1948 Luiz Balster Caçador
20/09/2008 Acácia Da Serra Rio Negrinho
25/09/2002 Fraternidade Tresbarrense Três Barras
27/09/2010 João Marcolino Costa Sto. Amaro da Imperatriz
28/09/1993 Colunas da Fraternidade Balneário Camboriú
30/09/2010 Triângulo Equilíbrio e Consciência Mafra
7 – Destaques (Resenha Final)
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina
Mês de setembro
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GOB/SC –
http://www.gob-sc.org.br/gobsc
Data Loja Oriente
01.09.64 Harmonia e Trabalho - 2816 Florianópolis
03.09.05 Retidão e Cultura - 3751 Florianópolis
08.09.04 Cruzeiro do Sul - 3631 Florianópolis
09.09.10 Reg. Guabirubense - 4100 Brusque
10.09.96 Reg. Lagunense - 2984 Laguna
11.09.10 Cruz e Sousa de Estudos e Pesq. do Rito de York Florianópolis
12.09.23 Paz e Amor V - 0998 São Francisco do Sul
12.09.97 Otávio Rosa 3184 São Pedro de Alcântara
15.09.94 Herbert Jurk - 2818 Rio dos Cedros
18.09.10 Frat. Guabirubense - 4116 Brusque
19.09.08 Cavaleiros Templários - 3968 Fraiburgo
22.09.09 Acácia De Itapoá-4044 Itapoá
30.09.93 União Catarinense - 2764 Florianópolis
Automotivação
“Inspiração é diferente de motivação. Inspiração é um
pensamento, motivação é uma ação. Uma pessoa auto
motivada é como um imã que atrai recursos, oportunidades
e experiências porque ela coloca pensamentos, ideias e
planos na prática. Para sustentar a motivação é necessário
ter a capacidade de decidir com precisão. Decidir o que
pensar, o que falar, o que fazer. Esse poder pode ser
assimilado através da meditação e do cultivo de
pensamentos de qualidade. Pensamentos de qualidade são
positivos, elevados e benéficos. Eles funcionam como um
tônico para manter a motivação.”
José Aparecido dos Santos
TIM: 044-9846-3552
E-mail: aparecido14@gmail.com
Visite nosso site: www.ourolux.com.br
"Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
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Palestra e Condecoração
ao Irmão Newton Agrella
O Irmão Newton Agrella, que escreve aos domingos no JB News procedeu
palestra na Chequer Nassif nr. 169 (GLESP) e logo após foi condecorado com a
Medalha “7 de Novembro”. Seguem as informações enviadas pelo Ir. Adilson
Zotovici:
Momento da entrega da Medalha pelo VM Fábio Olivier,
a Medalha ao irmão Newton Agrella.
(do Ir Adilson Zotovici) - Na noite da última segunda-feira (29), após a palestra brilhantemente
proferida pelo irmão Newton Agrella, sobre o tema " O Peso da Palavra" , com a presença de
cunhadas, sobrinhos, convidados, Veneráveis Mestres de diversas Lojas, autoridades maçônicas
entre elas o irmão Alexandre Hussni da secretaria de Orientação Ritualística do GOSP , o irmão
José luiz Ribas Junior ouvidor da cidade de Santo André-SP, past masters e diversos outros
igualmente importantes irmãos, o Ir Newton Agrella , foi condecorado com a Medalha " 7
de Novembro" e respectivo Diploma, a maior homenagem concedida pela ARLS Chequer
Nassif-169 de São Bernardo do Campo-SP, à pessoas ou entidades reconhecidamente
credenciadas, por relevantes serviços à Ordem ou à sociedade civil , evento esse, realizado de
surpresa ao caríssimo e respeitável irmão. Acompanhe alguns registros fotográficos:
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Momento em que o Ir Zotovici, entrega o respectivo
Diploma em forma de Placa de aço gravada
Homenagem da 1a. dama da Loja cunhada Fabiana Olivier entregando um ramalhete de flores
à esposa do homenageado, cunhada Marilda Soller Agrella Carvalho.
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O Irmão Agrella já condecorado, com o Irmão Adilson Zotovici e o VM Fabio Olivier , momento de grande
emoção ao irmão homenageado e a todos os presentes
Graus Filosóficos: Iniciação ao Grau 4
(Aos Irmãos Mestres das Lojas da GLSC da Grande Florianópolis)
Às EEXC.: LLOJ.: DE PERF.: “LUZ E MEDITAÇÃO” E “MANOEL GOMES”,
sediadas em Florianópolis e São José, SC, informam que vão realizar no dia 08/10/2016, às 9:00
horas, Sessão Conjunta Magna de Iniciação no Grau 4, de Mestre Secreto, destinada à Mestres
Maçons, detentores da terceira instrução de Mestre Maçom.
As sessões das EEXC LLOJ DE PERF, oferecem condições da participação
de todos os IIr sem exceção, não atrapalhando ou prejudicando de forma alguma a participação
dos IIrnas Lojas Simbólicas.
À EXC.: LOJ.:DE PERF.: “LUZ E MEDITAÇÃO”, trabalha quinzenalmente, na
primeira e terceira terça feira do mês, no Templo do Condomínio Itacorubi, Florianópolis, SC,
com início da sessão as 20:00 horas. Contato com o IrANTÔNIO ORLANDO FERRARO
JÚNIOR, através do telefone (48) 32491117, Cel. (48) 99815044 ou 96530734 e inda pelo e-mail:
ferraroja@brturbo.com.br.
À EXC.:LOJ.: DE PERF.: “MANOEL GOMES”, trabalha quinzenalmente, no
primeiro e terceiro sábado do mês, no Templo do Condomínio Padre Roma, com início da sessão
as 9:00 horas. Contato com o IrHAMILTON SILVA BEZ BATTI, através do telefone (48)
32441798 / 32513103, Cel. (48) 99813160, e inda pelo e-mail: hbezbatti@hotmail.com.
Solicite ao Ven.: M.: de sua Loja Simbólica a sua indicação para ser iniciado.
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Raízes e Origens do Alfabeto Maçônico
(Palestra)
Este editor proferiu palestra na noite da última terça-feira na Loja “Alvorada da Sabedoria”, de
Florianópolis (GOB/SC) sobre “Raízes e Origens do Alfabeto Maçônico”, onde historiou a
tentativa de escrita por volta de 4000 anos aC até as origens do alfabeto maçônico, com sua pálida
existência nos dias atuais da nossa Maçonaria Especulativa. Vários Irmãos prestigiaram a palestra,
incluindo comitiva de Blumenau que se deslocou daquela cidade. Seguem alguns registros da
palestra. Clique no link:
https://get.google.com/albumarchive/103634428674850958508/album/AF1Qi
pOghFchvuHWYFt0XrIsgXT-IO5BteFHfiq75W-
Q?source=pwa&authKey=CKPtgcD9wqr2Dw
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Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴
MI da Loja Razão e Lealdade nº 21
Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI
Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no
JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO,
cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico /
Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6)
BREVIÁRIO MAÇÔNICO
Para o dia 1º de setembro
A NUDEZ
A nudez representa a realidade e a verdade; “desnudar” significa “desvendar”.
Comumente, nudez significa a pessoa despida; porém, esse vocábulo pode significar
pureza e sinceridade. A pessoa se desnuda quando abre seu coração e se revela na
total intimidade, sem reservas em seu pensamento.
Na formação da Cadeia de União, os maçons “desnudam-se”, ou seja, despem-se das
individualidades.
Na Antiguidade, a Cadeia de União era formada estando os maçons despidos, usando
o avental para cobrir o sexo.
Por ocasião da entrada do candidato à Iniciação na Câmara das Reflexões, procede o
despojamento e adentra “nem nu nem vestido”, ou seja, simbolicamente neutro e
despido. Nas cerimônias fúnebres de sepultamento, vemos que certos povos e certas
religiões colocam os cadáveres, ora nus, ora encobertos por um manto de linho, ora
paramentados, no caso da Maçonaria, ora com vestes apropriadas para a cerimônia.
Os indígenas colocavam os seus mortos em urnas de barro totalmente despidos. Os
egípcios embalsamavam os corpos e os revestiam com toda pompa, cobertos de joias.
Simbolicamente, o maçom participa da Cadeia de União, com os pés descalços para
permitir o contato dos dedos e transmitir vibrações desde a “Terra”.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 263.
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PERFIL DE UM NORDESTINO
Autor: Raimundo A. Corado
Barreiras, 13 de fevereiro de 2016.
Bom de coração;
Brando de atitude;
Embebido em gratidão;
Rodeado de virtude.
Probo, solicito, sereno;
Ponderado, meigo, gentil;
Respeitador ao extremo;
Dono de elevado brio.
Isto hoje é desafio;
Não é alvo de elogio;
Não digo isso à-toa.
Conduta indescritível;
Ações de um ser sensível;
Perfil de Venâncio Lisboa.
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