UNIVERSIDADE FEDERAL DEDE UBERLÂNDIA
  UNIVERSIDADE FEDERAL UBERLÂNDIA




                      Componentes do grupo:
                        Alzira Riquieri, Giovana
                    Silveira, Laís Farago, Leidiane
                    Campos, Nayane Dominique,
                         Nivaldo, Priscila Diniz

              Disciplina: Comunicação e Educação
Aprendendo e ensinando a ser livres

 “A pior forma de escravidão é a de sentir-nos prisioneiros de um
 horizonte estreito, fechado, medroso e desesperançador, sem
 acreditar que todos temos condições de mudar, que nossa vida
 pode ser muito mais interessante e que isso está ao alcance de
 cada um de nós.”

“Este país precisa de uma segunda libertação da escravidão: da
escravidão das expectativas medíocres, de contentar-se com
migalhas, de acreditar que só uns poucos privilegiados podem
conseguir tudo.”




                                                      Prof. José Manuel Moran
                    In Aprendendo e ensinando a ser livres – José Manuel Moran
A educação segundo José Manuel Moran:



 “Educação que ajude as pessoas
acreditarem em si, buscar novos
caminhos pessoais e profissionais,
a lutar por uma sociedade mais
justa, por menos exploração, a dar
confiança a crianças e jovens para
que se tornem adultos realizados,
afetivos e inspiradores.”
Internet: breve histórico
      • 1960     –   ferramenta   alternativa   de
        comunicação militar que resistisse a uma
        guerra nuclear;
      • Idealizada nos EUA – conceito de rede sem
        controle central, com mensagens passando
        divididas em pequenas partes (pacotes);
      • Um computador é apenas um ponto ou nó.
        Se interrompido o ponto, a transmissão de
        informações continua;
      • 1ª comunicação – out/1969 com 04
        computadores.
Internet: breve histórico
• Início dos anos 1980 – Ferramenta de
  troca    de    informações    no     meio
  acadêmico;
• 1995 – administração da rede transferida
  para instituições não governamentais
  (estabelecem       padrões,     registram
  domínios, etc.). No Brasil: Comitê gestor
  da Internet;
• Brasil – 1ª iniciativa de universalizar a
  Internet (implantação de estrutura e
  estabelecimento de parâmetros, para
  operação de provedores).
Internet: breve histórico
Número de computadores no Brasil:
• 01/1996: 170.000
• 12/1997: 1,3 milhão
• 01/2000: 4,5 milhões
• 2011: 85 milhões – quatro de cada nove brasileiros têm
  equipamento para uso doméstico ou corporativo*
• 2012 – perspectiva: um computador para cada dois brasileiros*
• 2011: 78 milhões de internautas**
• 2012: 81 milhões de internautas**

* Fonte: pesquisa divulgada no Mercado Brasileiro de Tecnologia de Informação
(TI) e Uso nas Empresas, pela fundação Getúlio Vargas (FGV)
** Fonte: IBGE e IAB (www.secundados.com.br)
O que é internet?
•   Rede internet e web não são sinônimos;
•   A internet é híbrida: é meio de comunicação pessoal e meio de
    comunicação de massa. Tudo depende do uso. É uma gigantesca rede de
    redes, conectando milhões de computadores globalmente, desde que
    estejam ligados à Internet;
•   Já a web é uma maneira de acessar informação por meio da Internet,
    sendo apenas uma das maneiras pelas quais a informação pode ser
    disseminada pela Internet;
•   É um hipertexto: o usuário não tem compromisso de seguir ordem de
    início, meio e fim. Navega-se através de documentos interligados.
Internet como função
   comunicacional:
      • Até o final do século XX: divulgação
        pública de informações é restrita à
        elite, que detém o controle de veículos
        de massa.
      • Com       internet:      sem     grandes
        investimentos       em     produção    e
        distribuição, a rede é acessível à
        todos.
      • Informações partem de múltiplas
        fontes: censura se torna mais difícil.
        “Aqueles      que     tinham    de    se
        representar       por       meios     de
        comunicação,        começam       a   se
        representar por si mesmos”. (Weston,
        1997)
Ágora eletrônica
• Minorias      e    maiorias     podem
  compartilhar o mesmo espaço;
• “É preciso ter acesso à informação,
  saber buscá-la e encontrá-la, dominar
  seu uso, organizá-la e entender suas
  formas de organização....” (Spitz,
  1999);
• Relatório da ONU: “As barreiras
  geográficas podem ter desaparecido
  para a comunicação, mas uma nova
  barreira surgiu, um obstáculo invisível
  que é como a web, abraça os que
  estão conectados e silenciosamente,
  de modo imperceptível, exclui os
  restantes.” (em 1999)
Internet e educação por Moran
• Para o aluno, aumento de:
• Conexões linguísticas: interage com inúmeros textos,
  imagens, narrativas, formas coloquiais e elaboradas;
• Conexões geográficas: deslocamento em inúmeros
  espaços;
• Conexões interpessoais: se comunica com pessoas
  próximas ou distantes, em espaço, idade, formação e
  cultura social.
Internet e educação por Moran
        Desenvolvimento da:
       • Flexibilidade mental: adaptação aos
         novos ritmos das pessoas e das
         informações;
       • Intuição: os hipertextos da internet
         exigem escolhas;
       • Escrita: escrevemos de forma aberta,
         multilinguística,hipertextual,    há
         aproximação de texto e imagens.
Internet e educação por Moran
   Aplicações educacionais:
   divulgação, pesquisa, apoio ao ensino e comunicação;
 • Apoio ao ensino: textos, imagens e sons. Utilização
   como um elemento a mais, juntamente com livros,
   revistas e vídeos.
 • Comunicação: professor-aluno; professor-professor;
   entre alunos (de todo o mundo).
                                       (Moran, 2001)
Internet e educação por Moran
• Deslumbramento: os alunos tendem a se dispersar diante
  de tantas conexões possíveis e de endereços dentro de
  outros endereços (hipertexto), de imagens e textos que
  se sucedem. Acumulam muitos textos, lugares, ideias. O
  aluno deve ter claro o que vai pesquisar;
• Mais atraente navegar, descobrir coisas novas do que
  analisar, comparar, hierarquizar ideias.
Internet e educação por Moran
           • Atitude consumista do jovem diante da
             produção cultural audiovisual. Ver não
             é compreender;
           • As     páginas   mais     bonitas   são
             valorizadas. As imagens animadas
             fascinam;
           • O professor é o coordenador do
             processo: não impõe, acompanha,
             sugere, incentiva, questiona, aprende
             junto com o aluno. O professor não é o
             informador, que centraliza a informação
             (a informação está nos bancos de
             dados).
Internet e educação por Moran
• A internet é uma ferramenta que facilita a motivação dos
  alunos pela novidade e pelas possibilidades. A
  motivação pela pesquisa aumenta se o professor faz a
  orientação com cordialidade, confiança e abertura;
• O intercâmbio constante entre professor-aluno contribui
  para melhores resultados.
Da análise crítica de resultados
• Cabe ao professor complementar, problematizar,
  adaptar à realidade local, os resultados;
• Professor e alunos relacionam os resultados
  encontrados e as informações já conhecidas, em
  reflexões anteriores. A comunicação dos
  resultados aos demais alunos é fundamental, pela
  quantidade, variedade, desigualdades de dados e
  informações na internet.
Da análise crítica de resultados
•   A tendência dos alunos é quantificar,
    mais do que analisar;
•   A pesquisa na internet requer
    habilidades especiais (bom senso,
    gosto estético e intuição) que
    decorrem da rapidez com que as
    informações são modificadas e da
    diversidade de pessoas e pontos de
    vista;
•   Ampliação     de      emissores     de
    informações     (boas      informações
    convivem com lixo cultural).
Da análise crítica de resultados

            Faz-se necessário:
          • Bom senso: para não se perder na
            diversidade de informações;
          • Intuição: que se aprende por
            tentativa e erro, ao clicar nos links;
          • Gosto estético: para reconhecer e
            apreciar páginas elaboradas com
            cuidado, com bom gosto, com
            integração de imagem e texto.
Comunicação na internet, segundo
             Moran:
• Cada pessoa busca sua turma, seu
  semelhante:    gostos,    valores,
  expectativas;
• Comunicação é mais sensorial: a
  apresentação de trabalhos e ideias
  exige recursos multimídias bem
  elaborados: o texto na tela é
  maleável e o som não é mais um
  acessório.
Comunicação na internet, segundo
            Moran:
          • Chats: conversas fragmentárias,
            jogo de cena, meias verdades. Têm
            potencial democrático (aberto a
            todos), onde acontecem encontros
            virtuais, criam-se amizades;
          • O indivíduo é o próprio editor de
            texto e diretor de imagens. Não há
            necessidades de autorização para
            publicar na internet.
Problemas, segundo Moran:

• Informações      em      excesso  e
  conhecimento          de      menos.
  Informação não é conhecimento;
• É necessário filtrar, selecionar,
  comparar, avaliar, sintetizar e
  contextualizar o que é relevante e
  significativo nas informações;
• Conhecer é integrar a informação
  aos paradigmas próprios, tornando
  o conhecimento significativo.
Internet e a nova educação
• Professores e alunos vivenciam formas de comunicação
  abertas, com participação interpessoal e grupal afetivas
  (socialização do conhecimento);
• Integrar a internet com outras tecnologias na educação:
  integrar o humano e o tecnológico, com visão pedagógica
  nova, criativa e aberta;
• Se a escola é autoritária, a internet será mais uma ferramenta
  para o autoritarismo.
O professor e as tecnologias
          • Os alunos estão prontos para a
            multimídia;
          • Os professores sentem o claro
            descompasso       no    domínio     das
            tecnologias e tentam segurar o
            máximo que podem o avanço, fazendo
            pequenas concessões, sem mudar o
            essencial;
          • Por medo de revelar sua dificuldade
            diante do aluno, mantém estrutura
            repressiva, controladora, repetidora;
          • Os professores não sabem como
            mudar e muitas instituições não dão
            condições para que os professores
            mudem.
Uso de tablets e ipads nas escolas
• As tecnologias móveis desafiam as
  instituições a sair do ensino tradicional e
  optarem por uma aprendizagem mais
  participativa e integrada, com momentos
  presenciais e outros à distância. O
  professor não é o centro da aula;
• Educação mais interligada à mobilidade,
  flexibilidade e facilidade no uso oferecido
  por tablets e ipods. O custo é reduzido e
  soluções mais interessantes e motivadoras
  aparecem;
• Dispersão do aluno: perda de foco,
  distração, dependência ao equipamento.

     Moran, in Tablets e netbooks na educação
Inclusão da diversidade
“Se todo mundo fosse igualzinho, o mundo não teria
graça! Mas só reconhecer que as pessoas são
diferentes não basta. É preciso respeitar as diferenças.
E os versos de Diversidade nos ensinam isso, que não
há um jeito único de ser assim ou assado, todos são
gente, tudo é humano.”



     Maria Heloísa Penteado, escritora.
Inclusão da diversidade
•    Promover a Inclusão Social por meios digitais: a utilização do
     computador é recurso que auxilia e oportuniza ao aluno construir
     o seu conhecimento e comunicar-se com o mundo.
•    O computador é um recurso pedagógico para:
    • Suprir dificuldades de comunicação oral e escrita, no caso de
    pessoas com Paralisia Cerebral;
    • Minimizar dificuldades de realização de qualquer trabalho cognitivo
    que exija coordenação motora, como desenhar, escrever,
    proporcionar um desenvolvimento da independência em relação a
    presença de outras pessoas para realizar essas atividades
    cotidianas;
    • Ser um meio de avaliar a capacidade intelectual de pessoas
    especiais, como exemplo, os indivíduos com Síndrome de Down ou
    Atraso Cognitivo.
Inclusão da diversidade
• O aluno não deve apenas receber informações.
  O computador deve ser usado para que ele
  resolva problemas ou construa algo de seu
  interesse;
• O computador é apenas e tão somente um meio
  onde se desenvolve inteligência, flexibilidade,
  criatividade e inteligências mais criativas dessas
  pessoas;
• O professor trabalha com projetos de
  aprendizagem que respeitam os diferentes
  estilos e ritmos dos alunos desde a etapa de
  planejamento, escolha do tema e respectiva
  problemática a ser investigada.
Finalizando...
        “Conhecer é conseguir
      chegar    ao  nível   da
      sabedoria, da integração
      total, da percepção da
      grande síntese que se
      consegue ao comunicar-se
      com uma nova visão do
      mundo, das pessoas e
      com o mergulho profundo
      no nosso eu.”
                 José Manuel Moran
Referências:
•   MORAN, José Manuel. Aprendendo e ensinando a ser
    livres, texto complementar à A educação que Desejamos
    – Novos Desafios, São Paulo. Papirus.
•   MORAN, José Manuel. Internet no ensino.
•   MONTEIRO, Luis. A internet como meio de comunicação:
    possibilidades e limitações. In: Intercom, 2001.
•   MORAN,        José    Manuel.     Caminhamos     para  a
    aprendizagem inovadora. In Novas Tecnologias e
    Mediação Pedagógica, 15ª ed. SP: Papirus, 2009, p.
    22-24.
•   MORAN, José Manuel. Tablets e netbooks na educação.
•   MORAN, José Manuel. A integração das tecnologias na
    educação.
•   PENTEADO, Maria Heloísa. Lúcia, já vou indo. Ática.
•   SOUZA, Daniela e outros. Uso das tecnologias de
    informação e comunicação para pessoas com
    necessidades educacionais especiais como contribuição
    para a inclusão social, educacional e digital. Centro de
    Educação UNESP, caderno 25, edição 2005. São
    Paulo/SP.
Fim.

A internet na educação e comunicação

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DEDEUBERLÂNDIA UNIVERSIDADE FEDERAL UBERLÂNDIA Componentes do grupo: Alzira Riquieri, Giovana Silveira, Laís Farago, Leidiane Campos, Nayane Dominique, Nivaldo, Priscila Diniz Disciplina: Comunicação e Educação
  • 2.
    Aprendendo e ensinandoa ser livres “A pior forma de escravidão é a de sentir-nos prisioneiros de um horizonte estreito, fechado, medroso e desesperançador, sem acreditar que todos temos condições de mudar, que nossa vida pode ser muito mais interessante e que isso está ao alcance de cada um de nós.” “Este país precisa de uma segunda libertação da escravidão: da escravidão das expectativas medíocres, de contentar-se com migalhas, de acreditar que só uns poucos privilegiados podem conseguir tudo.” Prof. José Manuel Moran In Aprendendo e ensinando a ser livres – José Manuel Moran
  • 3.
    A educação segundoJosé Manuel Moran: “Educação que ajude as pessoas acreditarem em si, buscar novos caminhos pessoais e profissionais, a lutar por uma sociedade mais justa, por menos exploração, a dar confiança a crianças e jovens para que se tornem adultos realizados, afetivos e inspiradores.”
  • 4.
    Internet: breve histórico • 1960 – ferramenta alternativa de comunicação militar que resistisse a uma guerra nuclear; • Idealizada nos EUA – conceito de rede sem controle central, com mensagens passando divididas em pequenas partes (pacotes); • Um computador é apenas um ponto ou nó. Se interrompido o ponto, a transmissão de informações continua; • 1ª comunicação – out/1969 com 04 computadores.
  • 5.
    Internet: breve histórico •Início dos anos 1980 – Ferramenta de troca de informações no meio acadêmico; • 1995 – administração da rede transferida para instituições não governamentais (estabelecem padrões, registram domínios, etc.). No Brasil: Comitê gestor da Internet; • Brasil – 1ª iniciativa de universalizar a Internet (implantação de estrutura e estabelecimento de parâmetros, para operação de provedores).
  • 6.
    Internet: breve histórico Númerode computadores no Brasil: • 01/1996: 170.000 • 12/1997: 1,3 milhão • 01/2000: 4,5 milhões • 2011: 85 milhões – quatro de cada nove brasileiros têm equipamento para uso doméstico ou corporativo* • 2012 – perspectiva: um computador para cada dois brasileiros* • 2011: 78 milhões de internautas** • 2012: 81 milhões de internautas** * Fonte: pesquisa divulgada no Mercado Brasileiro de Tecnologia de Informação (TI) e Uso nas Empresas, pela fundação Getúlio Vargas (FGV) ** Fonte: IBGE e IAB (www.secundados.com.br)
  • 7.
    O que éinternet? • Rede internet e web não são sinônimos; • A internet é híbrida: é meio de comunicação pessoal e meio de comunicação de massa. Tudo depende do uso. É uma gigantesca rede de redes, conectando milhões de computadores globalmente, desde que estejam ligados à Internet; • Já a web é uma maneira de acessar informação por meio da Internet, sendo apenas uma das maneiras pelas quais a informação pode ser disseminada pela Internet; • É um hipertexto: o usuário não tem compromisso de seguir ordem de início, meio e fim. Navega-se através de documentos interligados.
  • 8.
    Internet como função comunicacional: • Até o final do século XX: divulgação pública de informações é restrita à elite, que detém o controle de veículos de massa. • Com internet: sem grandes investimentos em produção e distribuição, a rede é acessível à todos. • Informações partem de múltiplas fontes: censura se torna mais difícil. “Aqueles que tinham de se representar por meios de comunicação, começam a se representar por si mesmos”. (Weston, 1997)
  • 9.
    Ágora eletrônica • Minorias e maiorias podem compartilhar o mesmo espaço; • “É preciso ter acesso à informação, saber buscá-la e encontrá-la, dominar seu uso, organizá-la e entender suas formas de organização....” (Spitz, 1999); • Relatório da ONU: “As barreiras geográficas podem ter desaparecido para a comunicação, mas uma nova barreira surgiu, um obstáculo invisível que é como a web, abraça os que estão conectados e silenciosamente, de modo imperceptível, exclui os restantes.” (em 1999)
  • 10.
    Internet e educaçãopor Moran • Para o aluno, aumento de: • Conexões linguísticas: interage com inúmeros textos, imagens, narrativas, formas coloquiais e elaboradas; • Conexões geográficas: deslocamento em inúmeros espaços; • Conexões interpessoais: se comunica com pessoas próximas ou distantes, em espaço, idade, formação e cultura social.
  • 11.
    Internet e educaçãopor Moran Desenvolvimento da: • Flexibilidade mental: adaptação aos novos ritmos das pessoas e das informações; • Intuição: os hipertextos da internet exigem escolhas; • Escrita: escrevemos de forma aberta, multilinguística,hipertextual, há aproximação de texto e imagens.
  • 12.
    Internet e educaçãopor Moran Aplicações educacionais: divulgação, pesquisa, apoio ao ensino e comunicação; • Apoio ao ensino: textos, imagens e sons. Utilização como um elemento a mais, juntamente com livros, revistas e vídeos. • Comunicação: professor-aluno; professor-professor; entre alunos (de todo o mundo). (Moran, 2001)
  • 13.
    Internet e educaçãopor Moran • Deslumbramento: os alunos tendem a se dispersar diante de tantas conexões possíveis e de endereços dentro de outros endereços (hipertexto), de imagens e textos que se sucedem. Acumulam muitos textos, lugares, ideias. O aluno deve ter claro o que vai pesquisar; • Mais atraente navegar, descobrir coisas novas do que analisar, comparar, hierarquizar ideias.
  • 14.
    Internet e educaçãopor Moran • Atitude consumista do jovem diante da produção cultural audiovisual. Ver não é compreender; • As páginas mais bonitas são valorizadas. As imagens animadas fascinam; • O professor é o coordenador do processo: não impõe, acompanha, sugere, incentiva, questiona, aprende junto com o aluno. O professor não é o informador, que centraliza a informação (a informação está nos bancos de dados).
  • 15.
    Internet e educaçãopor Moran • A internet é uma ferramenta que facilita a motivação dos alunos pela novidade e pelas possibilidades. A motivação pela pesquisa aumenta se o professor faz a orientação com cordialidade, confiança e abertura; • O intercâmbio constante entre professor-aluno contribui para melhores resultados.
  • 16.
    Da análise críticade resultados • Cabe ao professor complementar, problematizar, adaptar à realidade local, os resultados; • Professor e alunos relacionam os resultados encontrados e as informações já conhecidas, em reflexões anteriores. A comunicação dos resultados aos demais alunos é fundamental, pela quantidade, variedade, desigualdades de dados e informações na internet.
  • 17.
    Da análise críticade resultados • A tendência dos alunos é quantificar, mais do que analisar; • A pesquisa na internet requer habilidades especiais (bom senso, gosto estético e intuição) que decorrem da rapidez com que as informações são modificadas e da diversidade de pessoas e pontos de vista; • Ampliação de emissores de informações (boas informações convivem com lixo cultural).
  • 18.
    Da análise críticade resultados Faz-se necessário: • Bom senso: para não se perder na diversidade de informações; • Intuição: que se aprende por tentativa e erro, ao clicar nos links; • Gosto estético: para reconhecer e apreciar páginas elaboradas com cuidado, com bom gosto, com integração de imagem e texto.
  • 19.
    Comunicação na internet,segundo Moran: • Cada pessoa busca sua turma, seu semelhante: gostos, valores, expectativas; • Comunicação é mais sensorial: a apresentação de trabalhos e ideias exige recursos multimídias bem elaborados: o texto na tela é maleável e o som não é mais um acessório.
  • 20.
    Comunicação na internet,segundo Moran: • Chats: conversas fragmentárias, jogo de cena, meias verdades. Têm potencial democrático (aberto a todos), onde acontecem encontros virtuais, criam-se amizades; • O indivíduo é o próprio editor de texto e diretor de imagens. Não há necessidades de autorização para publicar na internet.
  • 21.
    Problemas, segundo Moran: •Informações em excesso e conhecimento de menos. Informação não é conhecimento; • É necessário filtrar, selecionar, comparar, avaliar, sintetizar e contextualizar o que é relevante e significativo nas informações; • Conhecer é integrar a informação aos paradigmas próprios, tornando o conhecimento significativo.
  • 22.
    Internet e anova educação • Professores e alunos vivenciam formas de comunicação abertas, com participação interpessoal e grupal afetivas (socialização do conhecimento); • Integrar a internet com outras tecnologias na educação: integrar o humano e o tecnológico, com visão pedagógica nova, criativa e aberta; • Se a escola é autoritária, a internet será mais uma ferramenta para o autoritarismo.
  • 23.
    O professor eas tecnologias • Os alunos estão prontos para a multimídia; • Os professores sentem o claro descompasso no domínio das tecnologias e tentam segurar o máximo que podem o avanço, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial; • Por medo de revelar sua dificuldade diante do aluno, mantém estrutura repressiva, controladora, repetidora; • Os professores não sabem como mudar e muitas instituições não dão condições para que os professores mudem.
  • 24.
    Uso de tabletse ipads nas escolas • As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional e optarem por uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros à distância. O professor não é o centro da aula; • Educação mais interligada à mobilidade, flexibilidade e facilidade no uso oferecido por tablets e ipods. O custo é reduzido e soluções mais interessantes e motivadoras aparecem; • Dispersão do aluno: perda de foco, distração, dependência ao equipamento. Moran, in Tablets e netbooks na educação
  • 25.
    Inclusão da diversidade “Setodo mundo fosse igualzinho, o mundo não teria graça! Mas só reconhecer que as pessoas são diferentes não basta. É preciso respeitar as diferenças. E os versos de Diversidade nos ensinam isso, que não há um jeito único de ser assim ou assado, todos são gente, tudo é humano.” Maria Heloísa Penteado, escritora.
  • 26.
    Inclusão da diversidade • Promover a Inclusão Social por meios digitais: a utilização do computador é recurso que auxilia e oportuniza ao aluno construir o seu conhecimento e comunicar-se com o mundo. • O computador é um recurso pedagógico para: • Suprir dificuldades de comunicação oral e escrita, no caso de pessoas com Paralisia Cerebral; • Minimizar dificuldades de realização de qualquer trabalho cognitivo que exija coordenação motora, como desenhar, escrever, proporcionar um desenvolvimento da independência em relação a presença de outras pessoas para realizar essas atividades cotidianas; • Ser um meio de avaliar a capacidade intelectual de pessoas especiais, como exemplo, os indivíduos com Síndrome de Down ou Atraso Cognitivo.
  • 27.
    Inclusão da diversidade •O aluno não deve apenas receber informações. O computador deve ser usado para que ele resolva problemas ou construa algo de seu interesse; • O computador é apenas e tão somente um meio onde se desenvolve inteligência, flexibilidade, criatividade e inteligências mais criativas dessas pessoas; • O professor trabalha com projetos de aprendizagem que respeitam os diferentes estilos e ritmos dos alunos desde a etapa de planejamento, escolha do tema e respectiva problemática a ser investigada.
  • 28.
    Finalizando... “Conhecer é conseguir chegar ao nível da sabedoria, da integração total, da percepção da grande síntese que se consegue ao comunicar-se com uma nova visão do mundo, das pessoas e com o mergulho profundo no nosso eu.” José Manuel Moran
  • 29.
    Referências: • MORAN, José Manuel. Aprendendo e ensinando a ser livres, texto complementar à A educação que Desejamos – Novos Desafios, São Paulo. Papirus. • MORAN, José Manuel. Internet no ensino. • MONTEIRO, Luis. A internet como meio de comunicação: possibilidades e limitações. In: Intercom, 2001. • MORAN, José Manuel. Caminhamos para a aprendizagem inovadora. In Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 15ª ed. SP: Papirus, 2009, p. 22-24. • MORAN, José Manuel. Tablets e netbooks na educação. • MORAN, José Manuel. A integração das tecnologias na educação. • PENTEADO, Maria Heloísa. Lúcia, já vou indo. Ática. • SOUZA, Daniela e outros. Uso das tecnologias de informação e comunicação para pessoas com necessidades educacionais especiais como contribuição para a inclusão social, educacional e digital. Centro de Educação UNESP, caderno 25, edição 2005. São Paulo/SP.
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