I SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUAÇÃO      EM FILOSOFIA DA UFU    CADERNO DE RESUMOS      06 a 09 de dezembro de 2010
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Caderno de resumos

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  1. 1. I SEMINÁRIO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UFU CADERNO DE RESUMOS 06 a 09 de dezembro de 2010
  2. 2. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU 06 a 09 de dezembro de 2010 CADERNO DE RESUMOS PPG – FIL – UFU Uberlândia, MGCaderno de resumos 2 PPG - FIL - UFU
  3. 3. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Artes, Filosofia e Ciências Sociais Programa de Pós-Graduação em Filosofia Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Prof. Dr. Alcimar Barbosa Soares Diretora da Faculdade de Artes, Filosofia e Ciências Sociais Profª. Drª. Renata Bittencourt Meira Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Filosofia Profª. Drª. Georgia Cristina Amitrano Comissão Organizadora Amélia Cristina Silva Machado Prieto Antônio Corrêa de Paiva Neto Bianca Kelly de Souza Henrique Florentino Faria Custódio Leila Cristina Rosa Mariana Spacek Alvim Vanilda Honória dos Santos http://www.posgrad.fil.fafcs.ufu.br/ posfil@fafcs.ufu.brCaderno de resumos 3 PPG - FIL - UFU
  4. 4. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU APOIO Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Departamento de Filosofia da UFUCaderno de resumos 4 PPG - FIL - UFU
  5. 5. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU SUMÁRIOApresentação 6Programação do evento 7Resumos 11Caderno de resumos 5 PPG - FIL - UFU
  6. 6. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU APRESENTAÇÃO O I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal deUberlândia é um evento organizado pelos próprios estudantes do Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Seu objetivo consiste em proporcionar o debate em torno dostrabalhos de pesquisa e a interlocução interinstitucional, fomentando, desse modo, maiorcriticidade na atividade de pesquisa. O evento irá ocorrer entre os dias 6 e 9 de dezembro no anfiteatro F do bloco 5Odo Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia, estando abertas asinscrições para a apresentação de trabalhos a todos os pós-graduandos em Filosofia atéo dia 14 de novembro, sendo a programação do evento divulgada no site a partir do dia28 de novembro. O caderno de resumos será disponibilizado no site do evento emformato digital. Os certificados dos comunicadores serão distribuídos logo após asapresentações de trabalho.Caderno de resumos 6 PPG - FIL - UFU
  7. 7. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Todas as apresentações de comunicações e palestras foram realizadas no Anfitea- tro F do Bloco 5O do Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlân- dia. Segunda-feira dia 06/12/2010Mesa 1: 13:30 às 15hCoordenador da mesa: Antônio Corrêa de Paiva Netoa) A contribuição da reflexão metodológica weberiana para a construção conceitualda adequação causalHenrique Florentino Faria Custódio (UFU)b) Max Weber: o pathos da ciência modernaThiago Tavares Reis (UFU)c) Sobre a Especificidade Expositiva (dialética) do Discurso de Karl Marx: umaanálise do primeiro capítulo de “O Capital”Antônio Corrêa de Paiva Neto (UFU)Mesa 2: 15:20 às 16:50hCoordenador da mesa: Rodrigo Cássio Oliveiraa) A dissonância de Schönberg: Sob o efeito descentralizador da alteridade emAdornoFelício Ramalho Ribeiro (UFMG)b) Adorno e a crítica à pretensão de totalidade da filosofia tradicionalRafael Reis Pombo (UFU)c) Adorno e o novo cinemaRodrigo Cássio Oliveira (UFMG)19h – Palestra de abertura:Nem tragédia, nem comédia: apenas mais um dos pastiches de Platão.Apontamentos para uma leitura dramática do "Eutífron"Fábio Amorim de Matos (UFG)Caderno de resumos 7 PPG - FIL - UFU
  8. 8. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Terça-feira dia 07/12/2010Mesa 1= 13:30 às 15hCoordenador da mesa: Amélia Cristina Silva Machado Prietoa) A crítica de Nietzsche à filosofia transcendental KantianaAnderson Manuel de Araújo (UFMG)b) Vida social, individualidade e liberdade nas concepções de Simmel e Nietzsche:uma análise comparadaEric Arantes Corrêa (UFU)c) Aproximações entre David Hume e Immanuel KantRaimundo José Barros Cruz (Universidade de Passo Fundo)Mesa 2= 15:20 às 16:50hCoordenador da mesa: Fernando Martins Mendonçaa) Platão e a ginástica filosófica do diálogo ParmênidesAndré Luiz Braga da Silva (UFU)b) Considerações sobre a Lógica de Hegel e o Princípio da Não-ContradiçãoFábio Baltazar do Nascimento Júnior (UFU)c) Aristóteles e os quatro argumentos para a solução das aporias acerca da acrasiaem EN VII.Fernando Martins Mendonça (UFU)19h – Palestra:Horizontes da filosofia do exílio: As Américas de Horkheimer e de FlusserSertório Amorim Silva Neto (UFU)Caderno de resumos 8 PPG - FIL - UFU
  9. 9. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Quarta-feira dia 08/12/2010Mesa 1= 13:30 às 15hCoordenadora da mesa: Leila Rosaa) Michel Foucault e o problema da produção histórica de subjetividadesBianca Kelly de Souza (UFU)b) Análise do princípio sintético da liberdade em KantMarco André de Freitas Hipolito (UFU)c) VALOR INTRÍNSECO: A concepção de “valor intrínseco” de Moore, em umaanálise de Darlei Dall”AgnolLeila Rosa (UFU)Mesa 2= 15:20 às 16:50hCoordenadora da mesa: Angélica Silva Costaa) Considerações sobre a liberdade sartreana: entre a angústia de escolher e a açãoautênticaJoão Paulo Henrique (UFU)b) O nada e a irrealidade de acordo com a teoria da consciência sartreanaKátia da Silva Cunha (UFU)c) A noção de engajamento no pensamento de Jean-Paul SartreAngélica Silva Costa (UFU)19h – Palestra:Quando a filosofia reencontra a poesia: o conceito de filosofia depois das 3 CríticasLuciene Torino (UFU)Caderno de resumos 9 PPG - FIL - UFU
  10. 10. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Quinta-feira dia 09/12/2010Mesa 1= 13:30 às 15hCoordenadora da mesa: Vanilda Honória dos Santosa) Da Moral à PolíticaAna Gabriela Colantoni de Matos (UFU)b) A relação entre a identidade narrativa de Paul Ricouer e a identidade política deHannah ArendtEdilene Maria da Conceição (UFU)c) A crítica de Giambattista Vico à Teoria das Formas de Governo de Jean BodinVanilda Honória dos Santos (UFU)Mesa 2= 15:20 às 16:50hCoordenadora da mesa: Ana Carolina Gomes Araújoa) Pragmatismo. Uma crítica a metafísica e a epistemologiaHelson de Sousa Neto (UFU)b) O conceito de síntese afirmativa de disjunção e a dialética do cálculo em GillesDeleuzeJuarez Humberto Ferreira (UFU)c) Deleuze e os pressupostos na filosofiaAna Carolina Gomes Araújo (UFU)19h – Palestra de encerramento:A Neurociência Afetiva e suas implicações filosófico-científicas: mecanismosoperativos emocionais do cérebro e comportamento moralLeonardo Ferreira Almada (UFG)Caderno de resumos 10 PPG - FIL - UFU
  11. 11. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU RESUMOSAna Carolina Gomes Araújo ......................................................................................................... 12Ana Gabriela Colantoni de Matos ................................................................................................. 13Anderson Manuel de Araújo .......................................................................................................... 14André Luiz Braga da Silva ............................................................................................................ 15Angélica Silva Costa ..................................................................................................................... 16Antônio Corrêa de Paiva Neto ....................................................................................................... 17Bianca Kelly de Souza .................................................................................................................. 18Edilene Maria da Conceição .......................................................................................................... 19Eric Arantes Corrêa ....................................................................................................................... 20Fábio Baltazar do Nascimento Júnior ............................................................................................ 21Felício Ramalho Ribeiro ............................................................................................................... 22Fernando Martins Mendonça ......................................................................................................... 23Helson de Sousa Neto ................................................................................................................... 24Henrique Florentino Faria Custódio .............................................................................................. 25João Paulo Henrique ..................................................................................................................... 26Juarez Humberto Ferreira .............................................................................................................. 27Kátia da Silva Cunha ..................................................................................................................... 28Leila Rosa ..................................................................................................................................... 29Marco André de Freitas Hipolito ................................................................................................... 30Rafael Reis Pombo ........................................................................................................................ 31Raimundo José Barros Cruz .......................................................................................................... 32Rodrigo Cássio Oliveira ................................................................................................................ 33Thiago Tavares Reis ...................................................................................................................... 34Vanilda Honória dos Santos........................................................................................................... 35Caderno de resumos 11 PPG - FIL - UFU
  12. 12. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Deleuze e os pressupostos na filosofia Ana Carolina Gomes Araújo UFU - Mestrado em Filosofia Jacques Rancière questiona se Deleuze não teria reunido o fragmentado doromance moderno proustiano com vista a uma nova imagem do pensamento, por sua vezunificadora. Ora, Deleuze ao problematizar o pensamento representativo questiona sobreo novo no pensamento, nesse sentido sua empreitada vislumbra combater um princípioapresentado como universal para toda forma de pensar; daí a frase de Diferença eRepetição “não falamos desta ou daquela imagem do pensamento, variável segundo asfilosofias, mas de uma só imagem em geral, que constitui o pressuposto subjetivo dafilosofia em seu conjunto”. A filosofia da representação é retomada como ponto centralfamiliarizando três títulos de capítulos em três diversas obras: Nova Imagem doPensamento em Nietzsche e a Filosofia (1962); A Imagem do Pensamento em Proust eos Signos (1964) e; também A Imagem do Pensamento em Diferença e Repetição (1968).O aprendizado desses diferentes momentos é a necessidade de combate ao mundo darepresentação para libertar a diferença do princípio de identidade. Em „Diferença eRepetição‟ Deleuze esmiúça a imagem do pensamento expondo oito postulados que asustentam: i) o pensamento como exercício natural para o verdadeiro; ii) o pensamentocomo elemento puro do senso comum que deriva como sendo de direito; iii) a recogniçãocujas faculdades operam em concordância no reconhecimento do mesmo; iv) a raizquádrupla de aprovação da representação; v) o erro com equívoco negativo dopensamento; vi) a designação como indicadora formal do verdadeiro; vii) as soluçõescomo possíveis formais que sustentam a veracidade do problema, e; viii) o saber com fimdo aprendizado. Assim, pergunto: Deleuze teria construído uma nova imagem dopensamento? E ainda, teria ou não o universal um lugar nessa nova imagem?Caderno de resumos 12 PPG - FIL - UFU
  13. 13. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Da Moral à Política Ana Gabriela Colantoni de Matos UFU/Mestrado em Filosofia Hare mostra que a universalidade é necessária para que o relativismo moral sejaevitado. Assim, o autor aponta para um caminho de como atingi-la teoricamente: pelo“pensamento crítico”, em que o indivíduo se propõe a examinar padrões encontrados emcerta cultura e a julgar se podem ser defendidos, na busca de uma racionalidade moral.Dessa forma, Hare retoma o prescritivismo universal kantiano. Percebe-se, então, que o“pensamento crítico” nos permite pensar uma moral universal. Porém, a universalidadeprecisa ser alcançada na prática, ou seja, é preciso alcançar o consenso de todos que sepropõe ao discurso moral. De qualquer modo, pela teoria do próprio Hare, observamosque o pensamento moral não pode estar desvinculado da ação moral. Assim, defendemosque, a partir desse autor, o pensamento ético universal exige uma prática universal.Queremos mostrar que a única via, na busca de uma moral universal, que unepensamento e prática, é a política, entendida aqui em um sentido estrito, enquanto formade discussão. A política tem o objetivo de orientar uma conduta única por todos. E nessesentido, não se pode excluir a função persuasiva da moral, embora Hare não queiraadmiti-la.Caderno de resumos 13 PPG - FIL - UFU
  14. 14. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU A crítica de Nietzsche à filosofia transcendental kantiana Anderson Manuel de Araújo UFMG/Programa de Pós-Graduação em Filosofia (Mestrando) Nota-se que o percurso filosófico de Nietzsche é marcado pela crítica à história dafilosofia, sobretudo à tradição metafísica. Neste contexto, destaca-se a críticanietzschiana à filosofia transcendental kantiana. Para Nietzsche os juízos sintéticos apriori de Kant são apenas erros necessários à conservação da vida. Na mesma direçãopode-se afirmar que os conceitos de causalidade, tempo e espaço são ficções regulativasque visam à sobrevivência humana. Como Kant, Nietzsche também afirma que o homemesquematiza o mundo. Mas, diferentemente de Kant, não explica esta capacidadehumana como um dado constitutivo da racionalidade; para Nietzsche trata-se apenas deum modo de conservação da vida. Pretendo defender que Nietzsche substitui a doutrinadas categorias de Kant por uma teoria dos erros e das ficções. Para este fim, examinoalguns parágrafos de duas obras que compõem o período intermediário (1876-1882) deNietzsche, a saber, Gaia Ciência e Humano Demasiado Humano.Caderno de resumos 14 PPG - FIL - UFU
  15. 15. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Platão e a ginástica filosófica do diálogo Parmênides André Luiz Braga da Silva Programa de Pós-Graduação em Filosofia – UFU No diálogo Parmênides, Platão levanta problemas fundamentais no seio de suaprópria Teoria das Idéias. O jovem personagem Sócrates, um rapaz de cerca de vinteanos, não vê saída para responder tais problemas e chega a cogitar o abandono da Teoria.O personagem Parmênides, então um mestre de filosofia já em idade avançada, faz orapaz desistir da desistência, dizendo que Sócrates não vê as respostas porque aindaestá despreparado para tanto: antes, seria necessário exercitar-se numa ginástica(gymnasía) do pensamento. Tal programa de treino consistiria no exercício do métodofilosófico por hipóteses de Zenão, acrescido de duas modificações fundamentais: aprimeira faz das Idéias o campo de aplicação do exercício; a segunda, faz o método dehipóteses debruçar-se não só sobre as hipóteses positivas como também sobre asnegativas. Nossa comunicação então pretende ser uma análise desta ginástica –verdadeira errância (planés) por caminhos duplos – que, segundo o condutor do diálogo,é a chave para solucionar os viscerais problemas epistemológicos-ontológicos da Teoriadas Idéias.Caderno de resumos 15 PPG - FIL - UFU
  16. 16. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU A noção de engajamento no pensamento de Jean-Paul Sartre Angélica Silva Costa Mestrado em Filosofia UFU/ FAPEMIG A comunicação pretende elucidar os antecedentes históricos que culminaram nodebate sartreano acerca da situação intelectual, artístico-cultural francês em meados doinício do século XX. Especialmente, uma descrição sobre a contraposição pública deJean- Paul Sartre (1905-1980) ao surrealismo, considerando tal discussão como pontepara a fundamentação do conceito de engajamento. Para tal, pretende-se trazer umadescrição sucinta dos principais conceitos da ontologia fenomenológica e uma articulaçãosobre o diálogo ético-estético, estabelecendo assim, uma estreita ligação entre filosofia,literatura e o teatro de situações.Caderno de resumos 16 PPG - FIL - UFU
  17. 17. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFUSobre a Especificidade Expositiva (dialética) do Discurso de Karl Marx: uma análise do primeiro capítulo de “O Capital” Antônio Corrêa de Paiva Neto. Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) Considerando o escrito “Introdução à Crítica da Economia Política” e, sobretudo, oprimeiro capítulo do livro I de “O Capital”, tenho como objetivo demonstrar como aespecificidade expositiva (dialética) do discurso de Karl Marx representa não apenas anegação do procedimento metodológico da economia política burguesa, mas, ainda, anegação do próprio modo de produção capitalista, detendo, portanto, significadorevolucionário. Marx negaria o procedimento metodológico da economia política burguesaao compreender a riqueza das sociedades capitalista como uma totalidade passível deentendimento ao ser apresentada em suas múltiplas determinações, o que deve serrealizado a partir de um método de exposição (dialético) que tenha como ponto de partidaa apresentação da sua determinação mais simples, direcionando-se, gradualmente, àssuas determinações mais complexas, e isso, até ser alcançada a totalidade em questão.Mas Marx também negaria o procedimento metodológico da economia política burguesaao compreender e apresentar a totalidade “riqueza das sociedades capitalistas”, assimcomo as categorias da economia burguesa que a representam, como realidadeshistóricas. Desse modo, Marx negaria o caráter absoluto da sociedade produtora demercadorias, apontando seu aspecto transitório e a possibilidade de sua superação pelasociedade comunista.Caderno de resumos 17 PPG - FIL - UFU
  18. 18. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Michel Foucault e o problema da produção histórica de subjetividades Bianca Kelly de Souza Programa de Pós-Graduação em Filosofia/ UFU-MG Departamento de Filosofia/ UNIMONTES-MG Levando em consideração, a relevância do conceito de subjetividade e o modo co-mo este é entendido por Michel Foucault. O presente trabalho tem como objetivo investi-gar aquilo que constitui o fio condutor do pensamento foucaultiano, ou seja, uma preocu-pação que o acompanha em toda a sua trajetória filosófica: a problemática do sujeito, quesegundo nosso autor, só se torna pertinente a partir do momento que pudermos pensá-laem termos de uma problemática da constituição do sujeito. Em clara oposição a uma tra-dição filosófica que pensa o sujeito como uma instância fundadora, como uma consciên-cia solipsista e a-histórica, auto-constituída e absolutamente livre. O tema do sujeito emFoucault está relacionado às análises críticas do positivismo, marxismo e fenomenologia,entendidas como filosofias do sujeito, analíticas da finitude que desembocam nos impas-ses do antropologismo. Para melhor compreendermos a evolução dessa problemática dosujeito, devemos ter presente que se trata de uma abordagem histórica da questão dasubjetividade. O problema da produção histórica de subjetividades pertence ao mesmotempo, à descrição arqueológica da constituição de certo número de saberes sobre o su-jeito, à descrição genealógica das práticas de dominação e das estratégias de governo àsquais se pode submeter os indivíduos, e à análise das técnicas por meio das quais os in-divíduos, trabalhando a relação que os liga a si mesmos, se produzem e se transformam.Sendo assim, a subjetividade deve ser entendida como parte integrante de uma grandemaquinaria moderna correlativa às mais variadas práticas sociais, sejam as de ordem dis-cursiva, sejam aquelas presentes no campo dos dispositivos, sejam as que se dão pelosprocessos de subjetivação.Caderno de resumos 18 PPG - FIL - UFU
  19. 19. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU A relação entre a identidade narrativa de Paul Ricouer e a identidade política de Hannah Arendt Edilene Maria da Conceição UFU/ Pós-graduação em Filosofia CAPES Compreender o homem e sua relação com a História que ele constrói de si mesmoe do mundo tem sido uma questão importante analisada pela corrente neoaristotélica.Como identificar o homem e sua alteridade dentro da pluralidade do espaço público?Compreender a história e a narração de quem a faz, é compreender o homem e suarelação com o mundo. Tanto Ricouer, quanto Arendt acreditavam que qualquer postura dosujeito no mundo e diante de si é comprometimento, é ação ética, é identidade. E o outroé condição sine qua non da identidade do sujeito. Não existe ética se não existe o outro,figura absoluta da alteridade. O problema filosófico da identidade narrativa é analisadoneste trabalho de forma a apresentar a solução às principais aporias do problemafilosófico tradicional da identidade pessoal, na qual se questiona sobre o critério essencialno reconhecimento de nós próprios ao longo do tempo. A maneira de definir a identidadepessoal pode fracassar. Mas, o elemento do caráter da permanência da personalidade, amaneira de determinar o que fica na maneira de ser da pessoa tem sua dualidade eobjetividade, e tem também, caráter reflexivo. A questão da identidade narrativa e daidentidade política terá como ponto de partida, neste trabalho, a questão do conceito deidentidade narrativa em Paul Ricouer. Segundo, a mesma problemática será abordada, deforma a ressaltar a questão da pluralidade e da eticidade no pensamento de Ricouer eHannah Arendt. Por fim, a temática central se fechará com a questão da promessa sobrea ótica dos dois pensadores.Caderno de resumos 19 PPG - FIL - UFU
  20. 20. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Vida social, individualidade e liberdade nas concepções de Simmel e Nietzsche: uma análise comparada. Eric Arantes Corrêa UFU/PPGCS (Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais) Certamente, Simmel e Nietzsche possuem, além do brilhantismo e da relevânciacomo pensadores do século XIX e início do século XX, algumas tantas análises teóricasconvergentes. Não obstante, a reflexão de ambos os autores é frequentementemarginalizada no meio acadêmico e igualmente objeto de um tratamento por vezescaricatural. No que tange à análise proposta neste artigo, interessa-nos essencialmenteevidenciar uma série de articulações entre o pensamento de Simmel e Nietzsche, deforma a acentuar as consonâncias e dissonâncias teóricas entre os dois pensadores,especialmente no que diz respeito às noções de indivíduo e sociedade, enfatizando, porintermédio de uma análise comparada, as similitudes e diferenciações analíticas sobre asconcepções de indivíduo e sociedade em ambos os autores, assim como os seusdesdobramentos, tangenciando a questão da autodeterminação e da liberdade em facedo conflito entre indivíduo e sociedade.Caderno de resumos 20 PPG - FIL - UFU
  21. 21. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Considerações sobre a Lógica de Hegel e o Princípio da Não-Contradição Fábio Baltazar do Nascimento Júnior UFU/POSFIL O trabalho a ser apresentado sintetiza alguns resultados da nossa pesquisa emandamento. A partir da separação entre princípio da não-contradição (PNC) em suaformulação ontológica e em sua formulação lógica, procuraremos discutir os limites dacrítica hegeliana ao princípio, mostrando de que modo o próprio Hegel o obedece em suaCiência da Lógica. Nosso trabalho tem como objetivo rediscutir a tradição histórica, queem geral postula uma incompatibilidade entre PNC e lógica de Hegel. Para tanto, faremosconsiderações acerca de como Hegel compreende o princípio que Aristóteles chamou de“o mais seguro de todos”, mostrando que a formulação lógico-formal do PNC – que Hegelnão considera – é compatível com ontologias da “contradição”. Tomaremos o “começoabsoluto” da Ciência da Lógica – a saber, a discussão acerca de “ser, nada e devir” –como objeto de análise, por razões que procuraremos expor, e mostraremos como oprincípio da não-contradição em sua formulação lógica é obedecido por Hegel. Por fim,faremos algumas considerações sobre a ontologia da “contradição”, proposta peladialética hegeliana.Caderno de resumos 21 PPG - FIL - UFU
  22. 22. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU A dissonância de Schönberg: Sob o efeito descentralizador da alteridade em Adorno Felício Ramalho Ribeiro UFMG/Programa de Pós-graduação em Filosofia CAPES/REUNI O intuito de nosso trabalho é compreender como a música dodecafônica deSchönberg propicia uma descentradora experiência estética ao indivíduo na sociedadeadministrada. O aglomerado dissonante de Schönberg dispõe o indivíduo à reflexão sobrea realidade e sobre si mesmo, em sua radical alteridade pulsional, ao apontar de modosincero, porém enigmático, para a angustiante configuração sócio-histórica do capitalismotardio. A turbulenta sonoridade da música do compositor provoca um deslocamento dohabitual modo autoconservativo de percepção por meio de seu contraste enfático emrelação à segurança das convicções adquiridas em base de um domínio do mundoempírico com o concurso de uma razão instrumental no decorrer do processo civilizatório.Como figura musical protagonista nesse processo, a dissonância é o elemento da músicade Schönberg responsável por trazer a verdade à consciência do indivíduo, mediante oafloramento simbólico e, mesmo, efetivo de instâncias da realidade ofuscadas pela lógicaidentitária do esclarecimento. Para a realização de nossa tarefa, nos nutriremos,principalmente, da Filosofia da nova música e da Teoria estética.Caderno de resumos 22 PPG - FIL - UFU
  23. 23. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Aristóteles e os quatro argumentos para a solução das aporias acerca da acrasia em EN VII. Fernando Martins Mendonça Universidade Federal de Uberlândia Programa de Pós-Graduação em Filosofia Bolsista Capes Pretendo mostrar a função cumprida por cada um dos quatro passosargumentativos que Aristóteles usa para resolver a questão da acrasia no livro VII da Éticaa Nicômaco, estabelecendo uma relação explicativa entre eles e justificando suaspresenças no texto, especialmente no que se refere à presença do quarto passo,chamado physikos, que é notoriamente distinto dos outros três e é onde Aristóteles insereo silogismo prático ao tratar da acrasia. Como consequência, alguns esclarecimentossobre a dialética como método da ética serão expostos.Caderno de resumos 23 PPG - FIL - UFU
  24. 24. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Pragmatismo. Uma crítica a metafísica e a epistemologia. Helson de Sousa Neto Universidade Federal de Uberlândia/Programa de pós-graduação em Filosofia. Capes. O objetivo desta comunicação é apresentar o pragmatismo como uma corrente essencialmente filosófica e que possui como principal característica a crítica ao caráter fundacionista e representacionista da metafísica e epistemologia. O pragmatismo é uma corrente filosófica originalmente nascida dos filósofos norte-americanos, e que contribuiu decisivamente para os desdobramentos da filosofia contemporânea. Deve-se atribuir a origem da filosofia pragmatista a três pioneiros: Charles S. Peirce (1839-1914), William James (1841-1910) e John Dewey (1859-1952), que representam a origem do pragmatismo clássico. Outros dois nomes importantes durante a transição do pragmatismo americano clássico para o pragmatismo contemporâneo foram: Hilary Putnam (1926-) e Richard Rorty (1931-2007). Esta corrente é caracterizada por criticar o caráter representacionalista e fundacionista dos dualismos presentes na metafísica e epistemologia como tentativa de adquirir e fundamentar o conhecimento. A preocupação dos filósofos pragmatistas em criticar tanto a metafísica quanto a epistemologia, é a busca pela “verdade”, mas não com natureza ou essência da verdade, mas sim, como podemos afirmar, a partir de uma prática social comunicativa, se algo, ou uma afirmação é verdadeira ou falsa. Necessariamente, o cerne desta discussão está na questão da verdade e da justificação, ou seja, se algo é dado como verdadeiro este algo precisa ser justificado? Qual a relação necessária entre verdade de algo e sua justificação? Até que ponto o contexto social de uma determinada sociedade influencia na justificação de uma verdade? O uso acautelador do predicado verdade seria uma saída para tentarmos conciliar verdade e justificação?Caderno de resumos 24 PPG - FIL - UFU
  25. 25. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFUA contribuição da reflexão metodológica weberiana para a construção conceitual da adequação causal Henrique Florentino Faria Custódio Universidade Federal de Uberlândia/Programa de Pós-Graduação em Filosofia Bolsista Capes Propomos como objeto de estudo desta apresentação um modo possível de seproceder com os juízos de possibilidade na metodologia weberiana. Esta exposiçãoauxilia na compreensão de um importante fundamento da ciência, que é basicamente arelação de causa e efeito aplicada às ciências da ação. Pretendemos assim, demonstrar:a) A relação entre a imputação histórica e a imputação jurídica estabelecida por MaxWeber; b) As diferenças entre o juízo de necessidade e os juízos de possibilidade nametodologia weberiana; c) A construção metodológica do “cálculo de probabilidades” naanálise weberiana. Portanto, nosso objetivo com esta pesquisa é problematizar, a partir daanálise do conceito de possibilidade objetiva, a contribuição metodológica weberiana paraa compreensão e a fundamentação da existência de causalidade entre aqueles elementos“essenciais” da cadeia causal e outros elementos que acidentalmente se situam entre osinfinitos momentos que compõem a determinação de um evento.Caderno de resumos 25 PPG - FIL - UFU
  26. 26. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Considerações sobre a liberdade sartreana: entre a angústia de escolher e a ação autêntica João Paulo Henrique Mestrando/Programa de Pós-Graduação em Filosofia (UFU) Bolsista CAPES O artigo apresenta algumas considerações sobre a filosofia de Sartre, a partir daquestão ética, tendo em vista a noção de liberdade nesse autor e a relação entre aescolha e a angústia de escolher e a possibilidade da ação autêntica. Desde a publicaçãode La Nausée, em 1938, o tema da liberdade já aparece como fundamental na filosofiaexistencialista de Sartre. Não é difícil perceber que o romance traz a questão do paradoxoda escolha, misto de necessidade e possibilidades, e apresenta a discussão sobre asrelações entre a angústia e ter que escolher, o vazio dos significados da escolha, e apossibilidade da ação autêntica. Na conferência O Existencialismo é um Humanismo,Sartre, buscando esclarecer os pontos fundamentais de sua filosofia, retoma a questãomoral, e faz apontamentos a respeito da condição humana, sua situação no mundo, anecessidade da escolha, a responsabilidade da ação, a sensação de angústia e apossibilidade da ação autêntica. Tentaremos compreender a situação contraditória dacondição humana e a importância do caráter ético na filosofia existencialista de Sartre, apartir do paradoxo da escolha, da sensação de angústia e da possibilidade da açãoautêntica.Caderno de resumos 26 PPG - FIL - UFU
  27. 27. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU O conceito de síntese afirmativa de disjunção e a dialética do cálculo em Gilles Deleuze Juarez Humberto Ferreira Programa de Pós-Graduação em Filosofia - UFU Em 1997, dois anos após a morte de Gilles Deleuze, surge o livro de Alain Badiou,Deleuze: o clamor do Ser. Tomando por eixo a certeza de que “(...) Deleuze está, emmuitos pontos cruciais (...), menos afastado de Heidegger do que se imaginahabitualmente, e talvez do que ele próprio pensava”, o livro causa polêmica imediata. Em1998, os epígonos de Deleuze como Eric Alliez, Arnauld Villani e o português José Gilrespondem ao livro de forma contundente em dossiê da revista Futur Antérieur. Nossointeresse, entretanto, não é retomar esta conhecida polêmica tomando partido por um doslados. Pelo contrário, queremos pensar uma alternativa em relação à “querela ontológica”que se estabeleceu no deleuzismo a partir de então – “ontologia vitalista” segundoBadiou, “ontologia do virtual” segundo Alliez e várias outras ontologias “de Deleuze”. Oconceito de síntese afirmativa de disjunção (ou disjunção inclusiva), conceito que FrançoisZourabichvili afirma em O Vocabulário de Deleuze ser “o conceito deleuziano assinadoentre todos”, surge como uma solução dialética. Afinal, tal conceito define duasrepetições, uma repetição de elementos como exterioridade da relação e, ao mesmotempo, uma repetição de casos como princípio de determinação recíproca enquantoprimeiro aspecto da razão suficiente. A disjunção inclusiva define, portanto, aquilo queDeleuze denomina em Diferença e Repetição de “dialética do cálculo”.Caderno de resumos 27 PPG - FIL - UFU
  28. 28. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU O nada e a irrealidade de acordo com a teoria da consciência sartreana Kátia da Silva Cunha Programa de Pós-Graduação em Filosofia - UFU Bolsista Fapemig Esta comunicação tem o propósito de apresentar conceitos importantes paracompreender a teoria da consciência sartreana a partir da obra O Imaginário – Psicologiafenomenológica da imaginação (1940). Nela, Sartre (1905-1980) apresenta a imaginaçãocomo uma estrutura constitutiva da essência da consciência. Neste estudo, analisamosconceitos como o nada e a irrealidade por se tratarem de temas que nos permitem teruma melhor compreensão sobre diversas obras do autor. Refletimos também sobre opapel da consciência na formação de imagens mentais porque é por meio dessacapacidade de imaginar que não somos absorvidos pelas intuições do real, e com issoconstruir um mundo diferente daquele que vivemos ou mesmo novos significados paranossas vivências.Caderno de resumos 28 PPG - FIL - UFU
  29. 29. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFUVALOR INTRÍNSECO: A concepção de “valor intrínseco” de Moore, em uma análise de Darlei Dall”Agnol. Leila Rosa Universidade Federal de Uberlândia Programa de Pós-Graduação em Filosofia O objetivo principal deste artigo é discorrer sobre a questão do conceito de valorintrínseco. Para tal, concentramo-nos na abordagem de Darlei Dall”agnol em sua obraValor intrínseco (2005). Especificamente, ao exame realizado pelo autor acerca da teoriaética de G.E. Moore, sobre o que diz respeito a primeira questão da ética – “o que é bom”– valor intrínseco. Em Principia Ethica (1903), precisamente, no artigo O conceito de valorintrínseco, publicado originalmente em 1922 e, posteriormente adicionado a obra, Moorechama-nos a atenção sobre a questão do que queremos dizer quando afirmamos quedeterminado tipo de valor é intrínseco. Para Moore “bom” é objeto do pensamento simples,indefinível e não-analisável. Segundo Darlei, a tese de Moore sustenta-se sob umequívoco, a de não distinção de análise e definição. Evidente na afirmação de Moore, deque não podemos definir nada senão através de uma análise. Ademais, para Darlei, osportadores de valor intrínseco identificados por Moore – bens puros e mistos - são,grosso modo, inadequados para justificação da vida moral. A finalidade do autor de Valorintrínseco (2005) é a busca por bases sólidas, capazes de sustentar que “valor intrínseco”é não-analisável, como afirmado por Moore. Desse modo, propusemo-nos a apresentar ainvestigação de Darlei presente nos primeiros três capítulos de “Valor Intrínseco”. Nosquais, respectivamente, há a discussão acerca de: Se “bom”, no sentido de “valorintrínseco”, é analisável; neste sentido Darlei discorda de Moore. Apresentar-mos-emosanálise sobre “valor intrínseco”, primeira, segundo a concepção própria de Moore, esegunda, a compreensão de Moore de bondade no sentido de Aristóteles. Concluir-mo-emos com a análise do autor se valor intrínseco é ou não indefinível, bem como, a análisesobre a questão-em-aberto, a qual parece a Darlei, não fornecer base sólida capaz demostrar que “bom”/”valor intrínseco” é indefinível.Caderno de resumos 29 PPG - FIL - UFU
  30. 30. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Análise do princípio sintético da liberdade em Kant Marco André de Freitas Hipolito Universidade Federal de Uberlândia Programa de Pós-Graduação em Filosofia Tenho a pretensão, por meio deste trabalho, analisar porque Kant concebe que oprincípio da liberdade deve ser sintético e não deve ser analítico. E, também, de quemaneira o princípio sintético da liberdade pode ser o fundamento da moralidade. Analisaro princípio sintético da liberdade implica analisar também os conceitos da obrigação, ouseja, do imperativo categórico, do conceito do dever em si mesmo e do incondicionado.Dentro deste contexto devem ser levados em consideração os conceitos de a priori e dalei universal. Neste emaranhado de conceitos nos parece que um conceito explica o outro,mas a este respeito Kant afirma, categoricamente, que um conceito não explica o outro,eles são apenas correlatos. Por isto, surge a necessidade de analisar cada conceito, como intuito de obter um melhor esclarecimento sobre a questão do princípio sintético daliberdade.Caderno de resumos 30 PPG - FIL - UFU
  31. 31. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Adorno e a crítica à pretensão de totalidade da filosofia tradicional Rafael Reis Pombo Universidade Federal de Uberlândia/Mestrado em Filosofia Ao negar a ordem intrínseca da realidade, o projeto filosófico adorniano se colocacomo uma crítica ao ponto de partida do pensamento filosófico tradicional, tal comopredominantemente concebido: a crença numa absoluta capacidade do pensamento paraa cognição da realidade. Assumindo essa capacidade, os homens se lançaram à tentativade explicar racionalmente toda a realidade, como o fez a filosofia desde suas origens aolançar a pergunta pelo Ser. Para Adorno, a ontologia é menos importante, atualmente, doque a consciência do impulso que levou ao seu estabelecimento. Ao afirmar que opensamento não é capaz de abarcar toda a realidade, contrapõe a sua nova filosofia àfilosofia tradicional, à velha filosofia. A absoluta capacidade do pensamento é, portanto,uma ilusão, que não pode mais servir de ponto de partida para a filosofia, pois a própriaconfiguração da realidade garante a absurdidade dessa pretensão. Na nova filosofia é aprópria caracterização da realidade que vai determinar uma nova maneira de se a abordar,bem mais singela e consciente de suas limitações do que a abordagem da realidadelevada a cabo pela velha filosofia. E esses dois modelos filosóficos não poderiam deixarde incidir de forma diferente sobre objetos tão díspares como os que lhes aparecem emdecorrência de suas opostas concepções da realidade. Aquela filosofia que divisa umaordem na realidade, e que busca compreender racionalmente essa ordem, procede pelaabstração, porque não pretende ater-se ao particular, mas sim compreender a realidadecomo um todo, a partir dos traços parciais desta. Para a nova filosofia, o modo adequadode incidir sobre os seus objetos – os momentos particulares da realidade – é a críticaimanente, que não descarta o objeto, pois não o usa na procura por uma realidadeimaterial, mais verdadeira e superior.Caderno de resumos 31 PPG - FIL - UFU
  32. 32. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Aproximações entre David Hume e Immanuel Kant Raimundo José Barros Cruz Universidade de Passo Fundo/IFCH O projeto filosófico de Hume implica na análise interna sobre o funcionamento doentendimento humano. Para o filósofo, a crítica ao entendimento humano exige oabandono da metafísica clássica e a aproximação com o método das ciências da natureza.O ceticismo humeano gerou, portanto, a dúvida que auxiliou na fundação de uma ciênciahumana, pondo em destaque as capacidades mentais possíveis de serem percebidas edistinguidas. Hume tomou como base a concepção newtoneana de natureza. Procuroucriticar o entendimento humano a partir de uma ciência que usasse como alicerce ométodo experimental com base na observação. Somente a partir do método das ciênciasda natureza é que se faria possível a compreensão da estrutura do entendimento humano.Hume buscou delinear uma “geografia da mente humana” com princípios da nova ciência.A primeira etapa foi a descrição do funcionamento da mente humana (geografia mental),tendo sempre como ponto de partida a experiência. A segunda etapa buscou descobrirprincípios subjacentes que comandam a disposição dos fatos que encontramos naexperiência. Dessa forma, a novidade apresentada por Hume no século XVIII constitui-sena ideia de que para se aprender quem é o ser humano, como ele se comporta e age, énecessário uma análise a partir do método da ciência do experimento. Por isso, Hume foiconsiderado por Kant o principal filósofo da modernidade. A crítica da razão pura de Kantnasce a partir da crítica do entendimento humano de Hume, na qual o conceito central é ode mente (mind). A intenção principal é explicar o que é a mente, como ela se constitui ecomo funciona, pois é ela que dá origem ao pensamento e que possibilita o entendimento.Caderno de resumos 32 PPG - FIL - UFU
  33. 33. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Adorno e o novo cinema Rodrigo Cássio Oliveira Doutorando em Filosofia (UFMG) Bolsista da Fapemig Em 1966, ao publicar o artigo Transparências do filme, Adorno tomou partido emuma disputa que marcava o cinema alemão. De um lado, os jovens diretores quelideravam o cinema novo no país, na esteira dos movimentos de ruptura que despontaramem diferentes lugares do mundo nos anos 1960 (inclusive no Brasil). De outro, osenvolvidos na realização do cinema industrial, para quem a ascensão do cinema novorepresentava uma ameaça ao modelo estabelecido, e, por isso, deveria ser rechaçada.Posicionando-se decididamente a favor dos cinemanovistas, Adorno chega a afirmar queas características que os funcionários da indústria tomavam como defeitos nos filmes docinema novo acenavam para a possibilidade de que os meios de comunicação setornassem qualitativamente distintos. Comparando a postura de Adorno no artigo de 1966às proposições sobre o cinema de décadas anteriores – sobretudo na Dialética daEsclarecimento, de 1944, em que os filmes são apontados como carros-chefes damanipulação ideológica – pode-se acender uma linha de reflexão, fundamentada pelateoria crítica, sobre o cinema como um produto da indústria cultural tanto quanto ummedium de potencial emancipatório (isto é, apto a oferecer obras de arte autênticas). Ocinema emancipado, se possível, envolve a recusa da funcionalidade a que é submetidoenquanto carro-chefe da ideologia, substituindo a participação enfática na reprodução domundo pela subjetividade criadora que assume o universo das imagens como mote daspróprias criações. Na passagem dos anos 1940 para os anos 1960, a distinção entre umcinema clássico (da indústria cultural) e um cinema moderno (como o do cinema novoalemão) equaciona problemas e encaminha a discussão como um dos tópicos em abertoe ainda pouco apreciados da teoria crítica.Caderno de resumos 33 PPG - FIL - UFU
  34. 34. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU Max Weber: o pathos da ciência moderna. Thiago Tavares Reis Mestrando/Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (UFU) Bolsista FAPEMIG Max Weber, pensador alemão cujas análises histórico-sociológicas continuam anos interpelar – 2020 será o ano do centenário de sua morte –, imprimiu à ciência, em seuensaio Ciência como Vocação, caminhos modestos e pouco auspiciosos. O ensaiodesdobrou-se de uma conferência pública proferida por Weber, em 8 de novembro de1917, aos alunos de uma faculdade alemã. A conferência dirigia-se aos estudantes quehaviam organizado uma série de debates relacionados à escolha vocacional. A princípio,o escopo contemplaria tanto a ciência quanto a educação, ambas relacionadas à escolhade uma carreira universitária; todavia, ao final, Weber acaba por nos legar uma meditaçãofilosófica sobre o destino do racionalismo ocidental. Por outro lado, os alunos sãoexortados a praticarem a neutralidade valorativa e a se pautarem pela probidadeintelectual. Weber pulsa os sentidos imputados à ciência ao longo das marchas econtramarchas da história ocidental. Na Grécia Antiga, tínhamos a ciência imbricada nafilosofia, ambas em busca da “verdade”, da “idéia” verdadeira e imutável contrária àmutabilidade do mundo humano. Os gregos criaram o conceito, ferramenta heurísticacapaz de classificar e explicar o cosmo. O conceito depura a essência verdadeira daingerência das aparências mutáveis do mundo humano. A alegoria da caverna presentena filosofia platônica mostra-nos a imponência do conceito helênico de verdade. A ciênciamedieval imbricou-se na teologia, tornando-se uma ciência dos desígnios de Deus, umaciência teológica que ao evocar a razão, não estava livre de pressupostos. Por outro lado,a ciência renascentista engendrou a experimentação racional. No desfecho daconferência, Weber ensina-nos que, num mundo desencantado pela ciência e pelareligião, apetece (só) à ciência especializada a nobre tarefa de encarar as suas própriaslimitações. Não é à toa que o pensador alemão a vislumbre como limitada frente àcomplexidade da realidade. Perscrutar os sentidos weberianos imputados à ciênciamoderna, eis o nosso mote.Caderno de resumos 34 PPG - FIL - UFU
  35. 35. I Seminário de Pós-Graduação em Filosofia da UFU A crítica de Giambattista Vico à Teoria das Formas de Governo de Jean Bodin Vanilda Honória dos Santos Universidade Federal de Uberlândia Programa de Pós-Graduação em Filosofia O trabalho visa explicitar a crítica de Giambattista Vico à teoria das formas degoverno de Jean Bodin, o que se apresenta como uma crítica a toda a Filosofia Política aele contemporânea. Em A Ciência Nova, Vico se empenha na investigação acerca daorigem do mundo das nações. Seu método se pauta na relação necessária entre Filologiae Filosofia, e afirma que o estudo das coisas humanas possui caráter científico. O quediferencia Vico dos demais filósofos políticos modernos é o novo método, este, que sefundamenta nos estudos mitológicos, uma vez que para ele, todos os estudos sobre asorigens do mundo, os primeiros homens e suas instituições devem se pautar na mitologia.Segundo Vico, o conhecimento das coisas humanas e divinas resulta em um novosistema de direito natural, sendo que seu objeto de estudo começa quando o homem saido estado ferino e solitário, e estabelece o primeiro laço social, isto é, o primeiromatrimônio. O pensamento espantoso da existência de uma divindade, os matrimônios eos sepultamentos deram origem à religião primitiva, e são a base do estado de família,governadas pelos pais (paterfamílias). O mundo civil surgiu a partir da associação dospais de famílias para se protegerem das revoltas dos fâmulos, passando assim, a ter umgoverno aristocrático, pois os descendentes dos pais (heróis) é quem detinham o poderde governar. Entretanto, os eruditos, dentre eles, Jean Bodin, interpretaram de formaequivocada as narrativas poéticas, e se enganaram acerca das formas de governo,afirmando que o primeiro regime político do mundo civil foi a monarquia. Desse modo,Vico se empenhará em refutar essa tese.Caderno de resumos 35 PPG - FIL - UFU

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