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EM CENA: a textualização de um coletivo gay em revistas de homoerotismo light

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Apresentação da monografia do aluno Pedro Sampaio César de Souza para obtenção do título de bacharel em Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Published in: Travel, Spiritual

EM CENA: a textualização de um coletivo gay em revistas de homoerotismo light

  1. 1. A TEXTUALIZAÇÃO DE UM COLETIVO GAY EM REVISTAS DE HOMOEROTISMO LIGHT AUTOR PEDRO SAMPAIO ORIENTADOR CARLOS MENDONÇA
  2. 2. ENSAIOS PUBLICADOS EM REVISTAS DA CATEGORIA HOMOEROTISMO LIGHT
  3. 3. TIME DO “OBRIGADO” Ao Carlos; À minha família; Ao André Fisher e Augusto Soares; Ao Bruno, Peps, Weslley, Bonésio e Henrique; À Guazina; Aos amigos da firma; Aos queridos participantes dos focos e entrevistas em profundidade; Ao John Pemberton.
  4. 4. ENGRAVATADOS NOS JARDINS
  5. 5. REPRESENTAÇÕES Desviante “Modo a ser evitado”
  6. 6. (...) a sexualidade é uma figura histórica muito real, e foi ela que suscitou, como elemento especulativo necessário ao seu funcionamento, a noção do sexo. (FOUCAULT, 1977).
  7. 7. DICOTOMIAS Homem X Mulher Masculino X Feminino Heterossexuais X Homossexuais
  8. 8. HOMOSSEXUALIDADE Apropriação da sexualidade feminina pelo homem, sujeito do sexo masculino. (COSTA, 1995: 129)
  9. 9. NA GRÉCIA ANTIGA Ao longo da vida e à medida que ganhasse maturidade, o macho grego seria sucessivamente amado por homens mais velhos e rapazes, apaixonando-se também por mulheres. (SENNETT, 1994: 47)
  10. 10. IGREJA SODOMIA
  11. 11. ESTADO CRIMINOSO
  12. 12. MEDICINA DOENTE
  13. 13. OS SUFIXOS Homossexualismo ismo Homossexualidade (1970) dade
  14. 14. “SODOMA É AQUI”
  15. 15. (...) entre os costumes devassos dos habitantes deste paraíso tropical, nada chocava mais os cristãos da época do que a prática do “pecado nefando”, “sodomia” ou “sujidade”. (TREVISAN, 2007: 64 – 65).
  16. 16. Controle da família nas mãos do Estado Homossexualidade: comportamento, causas estruturais e orgânicas Clandestinidade da prática SOCIEDADE SADIA
  17. 17. Para algumas interpretações, entretanto, a aparição da bicha estereotipada não foi tão ruim, pois teria permitido uma familiaridade maior com a realidade que só estava confinada ao âmbito do pecado, da doença ou da degeneração. (FIGARI, 2007: 398 – 399).
  18. 18. A AIDS CHEGOU “Peste gay” Ativismo em prol da AIDS Luta pelos direitos homossexuais
  19. 19. OS GAYS
  20. 20. PERFIL Renda acima da média Bem-educados Maiores proporções de renda disponível Urbanos Viajam bastante Interesse por artes Gastam consideráveis proporções com vestuário
  21. 21. ESTILO DE VIDA Homossexuais representados por variáveis psicográficas Unicidade determina o indivíduo e o grupo de pertencimento Microespaços simbólicos: vestimentas, linguagem, postura, consumo Estetização da vida tenta funcionar como estratégia de resistência
  22. 22. PARA ELES
  23. 23. PINK MONEY À BRASILEIRA 1998 à 2003: 200 empresas especializadas, responsáveis por um faturamento de R$ 150 milhões ao ano. Parada do Orgulho LGBT (2008): 3,4 milhões de pessoas, dos quais 327 mil são turistas responsáveis por gastar R$ 180 a R$ 200 milhões no comércio local. PARA ELES
  24. 24. REVISTAS 1911 1914 1950 O MALHO RIO NU FISICULTURISMO
  25. 25. REVISTAS 1911 1914 1950 1963 1969 1976 O MALHO RIO NU FISICULTURISMO O SNOB JORNAIS LOCAIS “COLUNAS” GENTE GAY LAMPIÃO
  26. 26. REVISTAS 1911 1914 1950 1963 1969 1976 1990 O MALHO RIO NU FISICULTURISMO O SNOB JORNAIS LOCAIS “COLUNAS” GENTE GAY LAMPIÃO SUI GENERIS
  27. 27. REVISTAS 1911 1914 1950 1963 1969 1976 1990 2000 O MALHO RIO NU FISICULTURISMO HOMENS G MAGAZINE O SNOB JORNAIS LOCAIS “COLUNAS” GENTE GAY LAMPIÃO SUI GENERIS
  28. 28. REVISTAS 1911 1914 1950 1963 1969 1976 1990 2000 2007 O MALHO JUNIOR DOM RIO NU HOMENS AIMÉ FISICULTURISMO G MAGAZINE O SNOB JORNAIS LOCAIS “COLUNAS” GENTE GAY LAMPIÃO SUI GENERIS
  29. 29. REVISTAS 1911 1914 1950 1963 1969 1976 1990 2000 2007 O MALHO JUNIOR DOM RIO NU HOMENS AIMÉ FISICULTURISMO G MAGAZINE O SNOB JORNAIS LOCAIS “COLUNAS” GENTE GAY LAMPIÃO SUI GENERIS
  30. 30. VARIÁVEIS DE ANÁLISE Proposta editorial Público Perfil dos anunciantes Padrão gráfico Temas das reportagens Linguagem
  31. 31. REVISTA JUNIOR
  32. 32. PROPOSTA Assumida sem ser militante, sensual sem ser erótica, cheia de homens lindos para fazer pensar e entreter. (FISHER, 2007).
  33. 33. JORNALEIROS 1) Moda masculina, pornografia gay e musculação 2) Comportamento e moda masculina, homoerótico light
  34. 34. COMPARAÇÕES TRIP Men´s Health VIP Revista MTV “Capricho gay”
  35. 35. PERFIL DO LEITOR Internauta Mix Brasil 18 a 30 anos Paulista Curso superior Renda mensal - R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00
  36. 36. #2 PROJETO GRÁFICO
  37. 37. LINGUAGEM PÃO-COM-OVO Gíria paulista utilizada para se referir à homossexual pobre, tanto econômica como culturalmente.
  38. 38. LINGUAGEM BOLACHA Expressão referente à lésbica. BABADO Acontecimento qualquer, podendo tanto ser bom como mau, basfond (lugar do babado); caso amoroso e/ ou sexual.
  39. 39. CATEGORIAS EDITORIAIS O que consomem Como se comportam Ícones
  40. 40. CATEGORIAS EDITORIAIS O que consomem moda e lugares Como se comportam Ícones
  41. 41. Segmento luxo Dior, Armani, Diesel, Calvin Klein, VR, Osklen e Alexandre Herchcovitch EDITORIAIS DE MODA
  42. 42. LUGARES Limitam à São Paulo Espaços localizados em bairros nobres Roteiros de viagens internacionais
  43. 43. CAPAS
  44. 44. ANUNCIANTES 12% das páginas anunciadas (média) Moda masculina, espaços gay friendly e turismo Base e Calvin Klein
  45. 45. REVISTA DOM
  46. 46. PROPOSTA Mesmo voltada ao público masculino homossexual, este projeto é ‘heterofriendly’, pois festeja e agrega a diversidade, independente da orientação sexual. (SOARES, 2007).
  47. 47. JORNALEIROS 1) Moda feminina 2) Comportamento e moda masculina, homoerótico light
  48. 48. PERFIL DO LEITOR Maduro Refém da moda, design, roteiros de turismo sofisticados Pouco militante
  49. 49. PROJETO GRÁFICO #3 # 10
  50. 50. LINGUAGEM #1 MIX & MATCH Misture & Iguale UNPLUGGED Desligado
  51. 51. CATEGORIAS EDITORIAIS O que consomem Como se comportam Ícones
  52. 52. CATEGORIAS EDITORIAIS O que consomem Atualidades Como se comportam Animais Ícones Culinária
  53. 53. CATEGORIAS EDITORIAIS O que consomem Como se comportam Horóscopo Ícones Testes
  54. 54. Marcas variadas Produtos consumidos por pessoas de maior poder aquisitivo Preço das peças EDITORIAIS DE MODA
  55. 55. LUGARES Roteiros turísticos de viagens internacionais Sugestões de decoração Foge da concentração do Sudeste Espaços frequentados pelas classes AB
  56. 56. CAPAS
  57. 57. 17% das páginas anunciadas (média) Moda masculina, decoração, turismo e veículos de comunicação (revistas, rádios e portais) Diesel e revista Piauí ANUNCIANTES
  58. 58. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  59. 59. Tríades Idade e renda Leitores e não-leitores Belo Horizonte e São Paulo METODOLOGIA
  60. 60. EU SOCIALIZO Amigos homossexuais Preferência por espaços gay friendly JUNIOR: inseridos na cena, utilização de gírias DOM: tímidos Vida cultural (entre os mais velhos)
  61. 61. EU CONSUMO Desejo do padrão de corpo das revistas Comportamento exibicionista Roupa = “lugar no mundo” VISUAL O que eu sou O que eu desejo ser
  62. 62. EU CONSUMO Viagens, restaurantes: preferidos pelos mais velhos Revistas = instituições de moda Calvin Klein, Diesel, Ellus, Colcci, Armani, D&G Jovens: ter é sinônimo de ser alguém Recall de marcas
  63. 63. EU LEIO JUNIOR: 18 a 25, consumista, apegado a imagem DOM: “sutileza”, não citam renda Tangibilizam modos vivenciados por coletivos DOIS MUNDOS Pertencimento e desejo
  64. 64. ACABOU

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