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Entrevista - Parte I

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Entrevista - Parte I

  1. 1. Cancro do colo do útero pode ser evitado em 95% dos casos. É, aliás, o único cancro que pode ser evitado através de rastreio e vacinação. Entrevista a Philip Davies, da Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero<br />Todos os anos, 50 mil mulheres na Europa desenvolvem cancro do colo do útero e 25 mil morrem desta doença. Esta patologia afecta, sobretudo, as mulheres mais jovens, surgindo a maioria dos casos entre os 30 e os 50 anos de idade. Causado pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), este é o único cancro que pode ser evitado, através do rastreio ginecológico e, mais recentemente, através da vacinação. Conjuntamente, estas duas medidas conseguem prevenir 95 por cento dos casos. <br />Todas as mulheres deverão realizar uma citologia (exame de Papanicolau) a cada três anos, a partir dos 25 anos. A vacina, que em Portugal é introduzida no Serviço Nacional de Saúde em 2008, destina-se apenas a jovens, pois é nessa altura que ela também é mais eficaz. De acordo com a Direcção-Geral da Saúde, a vacina vai ser administrada gratuitamente este ano às jovens nascidas em 1995. Em 2009, serão vacinadas as jovens nascidas em 1996. <br />Philip Davies, director-geral da Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero (ECCA – European Cervical Cancer Association) esteve em Portugal no decorrer da Semana Europeia de Prevenção do Cancro do Colo do Útero (20 a 26 de Janeiro) e falou ao SAPO Saúde sobre a falta de informação que persiste junto da população e as medidas a tomar pelas mulheres e governos de cada país para travar este cancro.<br />O que é necessário fazer para combater o cancro do colo do útero? <br />Actualmente, já temos meios para prevenir cerca de 95 por cento dos casos de CCU e isto não é possível com mais nenhum tipo de cancro. Para isso, têm de ser organizados pelos governos nacionais programas de rastreio eficazes, que serão capazes de prevenir 80 por cento das situações. E se juntarmos a isto novas tecnologias, como a vacina contra o HPV e como novas formas de rastreio que detectam o vírus do HPV, poderemos eliminar cerca de 95 por cento dos casos de cancro do colo do útero. <br />A vacinação vai arrancar em Portugal em 2008. Mas esta medida, por si só, não é suficiente? <br />A vacinação é uma parte da resposta, mas não resolve todo o problema. A vacinação reduz o risco de CCU em cerca de 70 por cento, mas não elimina o risco. A vacina protege contra os tipos mais comuns de HPV e não contra todos. Por isso, é necessário alertar as pessoas para o facto de que, mesmo vacinadas, deverão fazer o rastreio periodicamente, a partir dos 25 anos de idade. E todas as mulheres que tenham actualmente mais de 25 anos deverão fazer o rastreio periódico. Este reduz o risco em 80 por cento dos casos. A vacina não é muito eficaz em mulheres mais velhas. A altura mais eficaz é quando é administrada na adolescência, antes de iniciarem a vida sexual, pois, uma vez expostas aos vírus, a vacina já não produzirá efeito. <br />O teste cervical realizado actualmente permite encontrar as células cancerosas no seu estádio inicial, não é?<br /> O teste tradicionalmente realizado é o conhecido como teste de Papanicolau. Mas este vai gradualmente ser substituído por outros que detectam, de facto, o vírus que causa o CCU. As amostras são recolhidas da mesma forma que o Teste de Papanicolau. São recolhidas células do colo do útero e procura-se aí o vírus que poderá vir a desenvolver CCU. É mais eficaz, porque permite descobrir o vírus antes de se desenvolver o problema. <br />Disse que existem meios ao dispor que permitem evitar 95 por cento dos casos de CCU. Porque é que não são aplicados? <br />Julgo que é uma questão de consciência do problema. A partir do momento em que os políticos e autoridades de saúde compreenderem o potencial destes meios será algo a que terão de dar prioridade. Acho que o principal problema é que todos os governos estão preocupados com o dinheiro, porque implementar programas eficazes de rastreio aliados a programas de vacinação é uma proposta muito cara. Eu acho que Portugal até está numa situação ímpar, porque pode aceder a fundos estruturais da Comissão Europeia. Existem muitos fundos disponíveis, que não pagarão todos os custos, mas contribuirão substancialmente para o desenvolvimento destes programas. Existem 11 mil milhões de euros para projectos na área da saúde, essencialmente para regiões como Portugal, Espanha e Itália, onde as médias em algumas áreas da saúde se encontram abaixo das europeias. Estes fundos estão disponíveis e Portugal deveria aproveita-los para implementar estes programas. Também é preciso alertar os políticos para a existência desta verba. <br />Já existem países a vacinação já esteja a ser aplicada? <br />Só recentemente. A Itália arrancou agora em Janeiro com um programa de vacinação nas escolas, França, Portugal e Reino Unido vão arrancar em Setembro também com programas de vacinação nas escolas. Como são propostas muito caras, estão a ser muito consideradas pelos governos. Querem ter a certeza de que vão resultar antes de gastarem o dinheiro. <br />As pessoas não estão consciencializadas para o problema do CCU? <br />Não. As pessoas não estão alertadas para a prevenção do cancro do colo do útero. Esse é um dos grandes problemas que temos. As pessoas não sabem o que fazer para impedir o CCU, apesar de ser algo muito simples. Elas têm de fazer o rastreio. Mas sem mobilizar a população temos outro problema: sabemos o que fazer, mas as pessoas não participam. Por isso, temos de criar consciencialização e é aqui que a Internet entra. <br />Que papel a Internet pode ter na divulgação de informação sobre CCU? <br />A Internet é um meio fabuloso para transmitir esta mensagem às pessoas, especialmente à camada mais jovem. Uma das ferramentas que lançámos para consciencializar a população foi uma petição online. Estamos a tentar que as pessoas assinem essa petição, pois, segundo o Acordo de Lisboa, se uma petição atingir o número de um milhão de assinaturas, a Comissão Europeia terá de agir sobre essa questão. Esta petição visa não só impelir a Comissão Europeia, mas também os governos nacionais a implementarem programas de prevenção organizados, que incluem a vacinação e o rastreio. Na Linha do Cancro do Colo do Útero, além das informações disponibilizadas, as pessoas vão poder colocar online questões específicas que tenham. Isso é excelente. É uma ferramenta muito útil. No site da ECCA, também poderão encontrar muita informação. <br />Sónia Santos Dias <br />25 de Janeiro de 2008 <br />Reflexão<br />As doenças oncológicas, como já é do conhecimento geral, são o tema de trabalho que o grupo S.S.I. está a desenvolver. Como tal, e face a este novo desafio(entrevista) foi-nos comunicado que teríamos de tratar vários tipos de entrevistas para uma posterior apresentação aos elementos de outros grupos. Desta forma, a primeira tarefa seria desenvolver um trabalho sobre uma entrevista escrita segundo alguns tópicos que nos foram transmitidos. Assim, e depois de alguma pesquisa por suportes informáticos(computador) decidimos trabalhar a entrevista apresentada em cima. <br />A incidência do vírus do papiloma humano na população mundial e as medidas que estão a ser tomadas para combater este último, foi o tema de desenvolvimento desta entrevista. Philip Davies , director-geral da Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero (ECCA – European Cervical Cancer Association) esteve em Portugal no decorrer da Semana Europeia de Prevenção do Cancro do Colo do Útero (20 a 26 de Janeiro) e falou ao SAPO Saúde sobre a falta de informação que persiste junto da população e as medidas a tomar pelas mulheres e governos de cada país para travar este cancro.<br />Foram tratadas várias vertentes relacionados com o tema como por exemplo o facto de estarem a ser, ou nao, administradas vacinas contra este tipo de cancro ao nível dos países mundiais, se as pessoas estavam cientes deste problema e da sua incidência na população mundial, quais os custos desta prática, entre outras .<br />Desta forma, fazendo uma suma um pouco mas especificada desta entrevista, foi inquirido ao entrevistado o que era necessário fazer para combater este problema. Rastreios a nível nacional e junção destes com a nova tecnologia permitirão evitar 95% dos casos deste tipo de cancro. Se existir uma harmonia entre estes factores, o papiloma humano não será mais que uma gripe que pode ser, facilmente, tratada. É de realçar que isto se verifica neste tipo de cancro, não sendo possivel aplicar a outros.<br />Será possível, então, que a vacinação seja suficiente para combater este problema ? Philip Davies diz que não. Para além disto é necessário que sejam feitos rastreios sistemáticos por parte das mulheres com mais de 25 anos. A vacina permite reduzir o número de casos em 70% não eliminando por completo o risco de aparecimento. Se tudo for conjugado, esta situação melhorará.<br />Após isto, foi inquirido sobre o tipo de testes que são utilizados para detectar o CCU. O teste do Papanicolau é o mais tradicional, havendo, recentemente, outros semelhantes. São recolhidas células intra-uterinas, analisadas e é detectada a presença, ou não, deste vírus no corpo da mulher.<br />Se, aparentemente, é assim tão simples evitar este tipo de cancro e existem meios para tal, porquê que nao sao aplicados ?<br />Os custos avultados, diz Philip, são o principal factor. Tem de existir uma consciencialização por parte dos governantes e perceberem que este problema é uma prioridade. Aliás, existem fundos disponibilizados pela Comissao Europeia para serem aplicados nesta temática. <br /> <br /> Pode encontrar este artigo em:<br />http://...<br />

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