CóPia De CóPia De Curso De Esquizofrenia MóDulo Iv

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CóPia De CóPia De Curso De Esquizofrenia MóDulo Iv

  1. 1. ESQUIZOFRENIA – MÓDULO IV <ul><li>Aspectos Históricos </li></ul><ul><li>Evolução do conceito </li></ul><ul><li>Reforma Psiquiátrica </li></ul>
  2. 2. <ul><li>Primeiros registros de transtornos psiquiátricos – 1000 A.C. – Antigo Testamento </li></ul><ul><li>Antes de entrar no campo da medicina – algumas alusões a loucura </li></ul><ul><li>Comportamento estranho </li></ul><ul><li>Personalidade incomum -> conotação de raiva ou fúria </li></ul><ul><li>Possessões demoníacas </li></ul><ul><li>Primeiras teorias = Gregos </li></ul><ul><li>428 – 347 a.C. </li></ul><ul><li>Platão = matéria e mente são fenômenos separados </li></ul><ul><li>loucuras = melancolia, mania e demência </li></ul>
  3. 3. <ul><li>ARISTÓTELES </li></ul><ul><li>384-322 a.C </li></ul><ul><li>O homem é uma unidade substancial de alma e de corpo, em que a primeira cumpre as funções de forma em relação à matéria, que é constituída pelo segundo. O que caracteriza a alma humana é a racionalidade, a inteligência, o pensamento, pelo que ela é espírito. Mas a alma humana desempenha também as funções da alma sensitiva e vegetativa, sendo superior a estas </li></ul><ul><li>cérebro condensa vapores que provocavam estados nervosos (histéricos) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>460 - 377 a.C. </li></ul><ul><li>Hipócrates = “do cérebro e apenas do cérebro, surgem nossos </li></ul><ul><li>prazeres, alegrias, bem como nossas tristezas, dor, pesar e </li></ul><ul><li>lágrimas. É este mesmo órgão que nos torna louco ou delirantes, </li></ul><ul><li>influencia-nos com terror e medo, traz insônia e a ansiedade </li></ul><ul><li>despropositada ”. </li></ul><ul><li>Desequilíbrio dos quatro humores (sangue, fleuma, bile negra e bile amarela) </li></ul><ul><li>Ex: ataque epiléptico se daria pelo excesso de fleuma </li></ul>
  5. 5. Relevo Interior de um cálice, da lavra do pintor Brygos (cerca de 490 – 480 a.C.), que mostra um homem vomitando como meio eficaz de liberar o corpo do excesso de humores
  6. 6. <ul><li>Primeiros métodos de tratamento de loucura </li></ul><ul><li>Enciclopedista Romano – Celso (25 a.C. – 45 d.C) = sangria e restrições </li></ul><ul><li>Aristeu da Capadócia – doença mental tem origem na cabeça ou no abdômen </li></ul><ul><li>Célio Aureliano (século II d.C) resume vários fatores que podem desencadear doenças </li></ul><ul><li>mentais = abuso de vinho, ferimento na cabeça, supressão da menstruação, exposição </li></ul><ul><li>à forte luz solar, superstição, preocupação excessiva com dinheiro, fama ou filosofia. </li></ul><ul><li>Soranus propôs um tratamento de assistência ao em vez de controle – para mania recomendava um quarto tranqüilo, iluminado e no térreo </li></ul><ul><li>Cláudio Galeno - as sensações e portanto, a alma encontram-se no centro nervoso </li></ul><ul><li>(última metade do século II d.C.) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Idade Média – fortalecimento da Igreja </li></ul><ul><li>Fenômenos mentais = possessão demoníaca, culpa, feitiço, pecado. </li></ul><ul><li>O caminho para a cura estaria na aplicação das relíquias sagradas na </li></ul><ul><li>cabeça do doente ou no exorcismo de espíritos maus. </li></ul><ul><li>Doença Mental = embate entre as forças divinas e malignas </li></ul><ul><li>Arnold de Villanova (sec. XIII) – Na tentativa de unificar as teorias de </li></ul><ul><li>Galeno e os dogmas da Igreja perfurava o crânio do doente com uma </li></ul><ul><li>cruz para retirar o demônio e os vapores mórbidos. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Primeiro asilo da Europa construído em Hamburgo (1375) </li></ul><ul><li>Mais tarde = Valência na Espanha e Londres na Inglaterra </li></ul><ul><li>Início do século XVI – Inquisição </li></ul><ul><li>Pensamentos mais racionais e Humanísticos em relação </li></ul><ul><li>ao louco </li></ul><ul><li>Juan Luis Vives (1492 – 1540) = filósofo espanhol que desmistificou o conceito </li></ul><ul><li>de alma. </li></ul><ul><li>Intelectual semeador de idéias novas e ousadas, apresentadas como </li></ul><ul><li>descobertas e utópicas. Tais idéias, apesar de desprovidas do caráter </li></ul><ul><li>contestatório e ideológico que teriam depois as correntes filosóficas do </li></ul><ul><li>iluminismo e em que pese a profunda espiritualidade e preocupação religiosa </li></ul><ul><li>de seus autores, eram já idéias marcadas pela crítica iluminista ao governo e </li></ul><ul><li>à Igreja, que desaprovavam a nova preocupação temporal com o homem, a </li></ul><ul><li>valorização da observação sistemática da natureza, a experiência controlada, </li></ul><ul><li>e o estudo de caráter investigativo e educativo em geral . </li></ul>
  9. 9. <ul><li>O estudo das possíveis causas orgânicas(anormalidades anatômicas) para as doenças </li></ul><ul><li>mentais se deu à medida que a Igreja passou a restringir menos a dissecação do corpo. </li></ul><ul><li>Felix Plater (1536-1614), anatomista suíço – denomina as doença mentais de alienação mental </li></ul><ul><li>Alega que as alienações mentais são conseqüências de um dano cerebral, </li></ul><ul><li>principalmente se o cérebro estivesse seco. </li></ul><ul><li>Seu tratado Praxeos = primeira tentativa de catalogar as patologia mentais de acordo </li></ul><ul><li>com os sintomas. </li></ul><ul><li>Acreditava que as alucinações provocadas por distúrbios sexuais eram obra do demônio. </li></ul><ul><li>Terapias = laxantes e correntes para pacientes muito pertubados </li></ul>
  10. 10. <ul><li>1596 - 1650 </li></ul><ul><li>O século XVII é influenciado pelas idéias de René Descartes e ocorre a partir </li></ul><ul><li>daí uma ruptura com o passado. </li></ul><ul><li>Descartes toma como ponto de partida a universalidade da razão identificando </li></ul><ul><li>no intelecto duas faculdades essenciais: </li></ul><ul><li>1 - a intuição -> idéias claras simples e irredutíveis </li></ul><ul><li>2 – a dedução -> através do raciocínio lógico e ordenado se chega a um conjunto de verdades </li></ul><ul><li>Regras básicas = evidência, análise, síntese e enumeração. </li></ul><ul><li>Todo fenômeno deve ser apreciado sem precipitações e preconceitos, deve ser </li></ul><ul><li>ao máximo dividido e fracionado em partes para seu melhor conhecimento, </li></ul><ul><li>devem-se separar as verdades mais simples das mais complexas seguindo uma </li></ul><ul><li>ordenação de importância, selecionando apenas as necessárias para solução </li></ul><ul><li>dos problemas. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Para Descartes a glândula pineal, por ser solitária era a sede da alma </li></ul><ul><li>EdwardJorden, na Inglaterra, = primeiro a cogitar que as mulheres </li></ul><ul><li>acusadas de bruxarias apresentariam um distúrbio psíquico. </li></ul><ul><li>Robert Burtton (1577-1640 ) – livro de psiquiatria mais importante do </li></ul><ul><li>século XVII. </li></ul><ul><li>Para Burton a loucura era influenciada pelo demônio. </li></ul><ul><li>Elabora uma verdadeira enciclopédia de melancolia propondo tratamento com </li></ul><ul><li>boa dieta, oito a nove horas de sono, dieta leve antes de dormir, escutar música </li></ul><ul><li>suave e confessar as aflições a um amigo. </li></ul>
  12. 12. Frontispício da anatomia da melancolia (1640), texto de Robert Burton sobre a depressão, mostrando velhas crenças e observações precisas de se confessar a culpa a um amigo
  13. 13. <ul><li>Thomas Willis (1621- 1673) cunha o termo neurologia e psique-ologia (estudo da </li></ul><ul><li>Alma corporal). </li></ul><ul><li>O cérebro é o centro dos distúrbios mentais </li></ul><ul><li>Tratamento da loucura com fúria = restrições, surras, maus tratos, eméticos, </li></ul><ul><li>sangrias e purgantes. </li></ul><ul><li>Reconhecido até hoje como um dos primeiro a descrever o quadro clínico da </li></ul><ul><li>Demência precoce – esquizofrenia . </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O nascimento do Hospital – século XVIII </li></ul><ul><li>Até meados do século XVIII -> Hospital não é um meio de cura </li></ul><ul><li>Caracteriza-se por ter um papel essencialmente assistencial aos pobres morredouros </li></ul><ul><li>com finalidade também de exclusão e separação – recolhe os pobres e doentes e </li></ul><ul><li>protege a sociedade. </li></ul><ul><li>Exemplo = grande epidemia de lepra, quando foram abertos vários asilos para </li></ul><ul><li>recolhimento dos doentes, na crença que salvação se daria pela exclusão e pelos </li></ul><ul><li>desígnios de Deus. </li></ul><ul><li>Pessoal hospitalar = leigos e religiosos que querem assegurar a salvação de suas almas </li></ul><ul><li>através da prática da caridade assistencial. </li></ul><ul><li>Hospital = Instrumento misto de exclusão, assistência e transformação espiritual de </li></ul><ul><li>quem presta assistência e de que está morrendo </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A prática médica é individualista com uma formação compreendida pelo conhecimento </li></ul><ul><li>de alguns textos e transmissão de receitas mais ou menos secretas ou públicas. </li></ul><ul><li>A experiência hospitalar está excluída da formação ritual do médico </li></ul><ul><li>O que o qualifica era a transmissão de receitas e não o campo de experiências </li></ul><ul><li>Adquiridas, assimiladas e integradas. </li></ul><ul><li>Atuação médica se dá em torno da noção de CRISE </li></ul><ul><li>O médico observa o doente e a doença desde os seus primeiros sinais a procura do </li></ul><ul><li>aparecimento da CRISE. </li></ul><ul><li>CRISE = momento em que a natureza sadia e o mal se defrontavam. </li></ul><ul><li>O médico observa os sinais, prevê a evolução, vê em que lado está a vitória e favorece </li></ul><ul><li>o seu desfecho. </li></ul><ul><li>Tem o papel de prognosticador, árbitro e aliado da natureza contra a doença. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Século XVII = transformação radical das casas de acolhimento </li></ul><ul><li>Multiplicação destas casas que passa a ter um caráter de estrutura semijurídica e </li></ul><ul><li>Administrativa, que ao lado dos poderes já constituídos, e além dos tribunais julga e </li></ul><ul><li>executa. </li></ul><ul><li>Médico é uma figura secundária, nomeado pelo diretor (figura representativa do poder </li></ul><ul><li>real em uma determinada jurisdição. </li></ul><ul><li>Poder instituído vai além dos muros do hospital abrangendo as esferas administrativas, </li></ul><ul><li>Comercial, policial, coercitiva e punitiva. </li></ul><ul><li>A série hospital e medicina permaneceram independentes até meados do século XVIII. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A TRANSFORMAÇÃO DO HOSPITAL </li></ul><ul><li>Melhora em função da anulação dos efeitos negativos e de suas </li></ul><ul><li>Desordens . Ex: Hospital marítimo (desordem econômica, tráfico de </li></ul><ul><li>mercadorias etc) – regulamentação econômica mais rígida. </li></ul><ul><li>O medo que epidemias se propaguem </li></ul><ul><li>O preço do homem = cada vez mais elevado em função da formação </li></ul><ul><li>do indivíduo = preço para a sociedade. </li></ul><ul><li>Ex. com o surgimento do fuzil -> exército se torna mais técnico, mais </li></ul><ul><li>sutil e custoso. Não se pode deixar o soldado morrer por perda do </li></ul><ul><li>Investimento. </li></ul><ul><li>O surgimento de uma tecnologia política para vigiar os soldados para </li></ul><ul><li>não deserdar ou os doentes para não morrer – a disciplina </li></ul><ul><li>Disciplina = técnica de exercício do poder elaborada e aperfeiçoada </li></ul><ul><li>em seus princípios fundamentais no século XVIII </li></ul>
  18. 18. <ul><li>APARECE NESTA ÉPOCA: </li></ul><ul><li>1 – UMA ARTE DE DESTRIBUIÇÃO DE INDIVÍDUOS </li></ul><ul><li>2 –DISCIPLINA EXERCE SEU EFEITO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE UMA AÇÃO </li></ul><ul><li>3 – TÉCNICA DE VIGILÂNCIA PERPÉTUA E CONSTANTE DOS INDIVÍDUOS </li></ul><ul><li>4 – IMPLICA EM UM REGISTRO CONTÍNUO </li></ul><ul><li>POSSIBILITA A MEDICALIZAÇÃO DO HOSPITAL – A DISCIPLINA TORNA-SE </li></ul><ul><li>MÉDICA EM FUNÇÃO TAMBÉM DA TRANSFORMAÇÃO DO SABER E DA PRÁTICA </li></ul><ul><li>MÉDICA, AGORA HOSPITALAR </li></ul><ul><li>HOSPITAL MÉDICO = DESLOCAMENTO DA INTERVENÇÃO MÉDICA + </li></ul><ul><li>DISCIPLINARIZAÇÃO DO ESPAÇO HOSPITALAR </li></ul><ul><li>PODER – ATÉ O SÉCULO XVI = RELIGIOSOS </li></ul><ul><li>SÉCULO XVII = PODER E LEI, ECONÔMICO E POLÍTICO </li></ul><ul><li>SÉCULO XVIII = PODER MÉDICO </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A CASA DOS LOUCOS </li></ul><ul><li>Antes do século XVIII a loucura não era sistematicamente internada sendo </li></ul><ul><li>considerada como uma forma de erro ou ilusão. </li></ul><ul><li>Pertencia a quimera do mundo, podendo viver no meio delas e só sendo </li></ul><ul><li>Separada em casos extremos ou perigosas. </li></ul><ul><li>Lugar tido como terapêuticos eram na natureza pois era a forma visível da </li></ul><ul><li>verdade com poder de dissipar o erro e fazer sumir as quimeras. </li></ul><ul><li>Nau dos Loucos – louco se torna o prisioneiro de sua própria partida. </li></ul><ul><li>Prescrição médica da época = viagens, passeios, retiro = corte com o mundo </li></ul><ul><li>vão e artificial das cidades. </li></ul><ul><li>A prática do internamento no começo do século XVIII coincidiu com o </li></ul><ul><li>momento em que a loucura é percebida menos em relação ao erro do que com </li></ul><ul><li>relação à conduta regular e normal. </li></ul><ul><li>O asilo passa a ter a função de descobrir a verdade e afastar tudo que possa </li></ul><ul><li>impedir esta descoberta. </li></ul><ul><li>Além desta função o asilo passa a ser um lugar de confronto </li></ul>
  20. 20. A Casa dos Loucos (1812 -1819)
  21. 21. <ul><li>Para tal, a loucura deve ser subjugada e dominada através de técnicas como Isolamentos, </li></ul><ul><li>interrogatórios particulares ou públicos, tratamento-punições como duchas, pregações </li></ul><ul><li>morais ou repreensões e disciplinas rigorosas. </li></ul><ul><li>O médico passa a ter poder sobre o louco, não porque conhece mas por necessidade de </li></ul><ul><li>dominá-lo. </li></ul><ul><li>No final do século XVIII, sob influência do Iluminismo ocorre o primeiro movimento de </li></ul><ul><li>denúncia contra as internações e maus tratos ministrados aos doentes mentais – os </li></ul><ul><li>doentes passam a ser separados dos marginais e Vagabundos, libertados das </li></ul><ul><li>correntes.Este tratamento humanitário que tem em Pinel, na França, Tuke, na Inglaterra, </li></ul><ul><li>Chiaruggi, na Itália e Todd nos Estados Unidos é considerada como a primeira revolução </li></ul><ul><li>Psiquiátrica – tratamento moral </li></ul>
  22. 22. Quadro de Tony que mostra Pinel liberando os doentes mentais das correntes no asilo Salpêtrère, em Paris
  23. 23. <ul><li>Características do tratamento moral </li></ul><ul><li>Disciplina rígida, vigilância intensa sobre os loucos, julgamento </li></ul><ul><li>Dinâmica de reuniões de grupo de discussão, atividades rotineiras e entrevista </li></ul><ul><li>Confidenciais. (avanço na terapêutica psiquiátrica). </li></ul><ul><li>Início do século XIX – </li></ul><ul><li>imigrações e inchaços nasa grandes cidades -> necessidade de remover da sociedade </li></ul><ul><li>os elementos perturbadores da ordem social. </li></ul><ul><li>Desenvolvimento da bacteriologia, anatomia patológica e a neurologia – teorias </li></ul><ul><li>Hereditárias e biológicas da loucura. </li></ul><ul><li>A loucura passa a ser uma especialização da medicina (neuropsiquiatria) dentro das </li></ul><ul><li>premissas científicas de hipóteses e testes das mesmas. </li></ul><ul><li>A partir das duas grandes guerras surge um novo movimento de reforma que passa a </li></ul><ul><li>Questionar ora a instituição asilar, ora o saber psiquiátrico </li></ul><ul><li>Psiquiatria reformada: psicoterapia institucional e as comunidades terapêuticas </li></ul><ul><li>psiquiatria de setor e psiquiatria comunitária </li></ul><ul><li>Antipsiquiatria e Psiquiatria Democrática </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Comunidades terapêuticas – processo de reformas intra-hospitalares </li></ul><ul><li>com adoção de medidas administrativas democráticas, participativas e </li></ul><ul><li>coletivas, objetivando a transformação da dinâmica institucional asilar . </li></ul><ul><li>Com seu advento, também são introduzidas técnicas de terapia ativa ou terapia ocupacional, na crença de que o trabalho seria a forma básica de transformação e abordagem da saúde mental. São introduzidas, ainda, técnicas de grupos de atividades, de discussão, reuniões diárias e assembléias gerais com o objetivo de dinamizar a instituição. A idéia básica, segundo Jones, é tratar o grupo de pacientes como se fosse um único organismo psicológico . Esta proposta apresenta ainda a vantagem de diluir gradativamente a relação de autoridade entre os vários membros da equipe em formação. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>A terapia institucional introduzida por François Tosquelle na França </li></ul><ul><li>destaca--se por constituir um movimento de resgate do potencial </li></ul><ul><li>terapêutico no espaço hospitalar, mediante o questionamento de </li></ul><ul><li>aspectos doentes da instituição: a segregação, o poder médico, a </li></ul><ul><li>verticalidade das relações intra-institucionais, entre outros. Seu objeto </li></ul><ul><li>de estudo é a própria alienação organizacional, que não só intensifica </li></ul><ul><li>a manifestação psicótica, como também cria sintomatologias próprias. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>A psiquiatria de setor , inspirada nas idéias de Bonnafé, tem como </li></ul><ul><li>característica principal a prática terapêutica fora dos muros do asilo, </li></ul><ul><li>calcada na premissa de que esse tipo de intervenção evitaria a </li></ul><ul><li>segregação, o isolamento e a alienação do paciente. Promove-se </li></ul><ul><li>então uma reorganização dos territórios de tal forma que determinada </li></ul><ul><li>região geográfica e social seja referenciada a uma organização </li></ul><ul><li>hospitalar. O alto custo na implementação dos serviços de prevenção e </li></ul><ul><li>acompanhamento pós-cura, aliado à resistência dos setores </li></ul><ul><li>intelectuais conservadores, podem ser considerados causas de </li></ul><ul><li>insucesso desta prática. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>A psiquiatria comunitária ou preventiva nasce nos Estados Unidos e </li></ul><ul><li>apresenta como traço fundamental a prevenção de transtornos metais </li></ul><ul><li>e a promoção de saúde. Encontra-se aí uma redução e superposição </li></ul><ul><li>dos conceitos de doença mental e distúrbio emocional, definidos por </li></ul><ul><li>Caplan como crise . A grande ilusão dessa proposta está na crença </li></ul><ul><li>em que toda doença mental pode ser prevenida ou detectada </li></ul><ul><li>precocemente. Outro equívoco dessa visão é estabelecer uma relação </li></ul><ul><li>entre as doenças mentais e os males da sociedade. Para sua </li></ul><ul><li>execução, qualquer pessoa pode identificar os suspeito por meio de </li></ul><ul><li>questionários e encaminhá-los para investigação diagnóstica a </li></ul><ul><li>ser realizada por um psiquiatra . </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>A antipsiquiatria surge na década de 60, como a primeira crítica </li></ul><ul><li>radical ao saber médico e ao conceito paradigmático da cientificidade </li></ul><ul><li>psiquiátrica. Denuncia seus valores e práticas, partindo da premissa de </li></ul><ul><li>que os princípios das ciências naturais não podem ser considerados </li></ul><ul><li>como parâmetro norteador no campo das ciências dos homens. Suas </li></ul><ul><li>propostas levam à criação de comunidades terapêuticas que procuram </li></ul><ul><li>quebrar o modelo assistencial vigente. Por enfocar a loucura na </li></ul><ul><li>relação entre os homens e não dentro do mesmo homem, tenta </li></ul><ul><li>entender o delírio pela valorização do discurso e da metanóia. Suas </li></ul><ul><li>técnicas de abordagem consistem em acompanhar o louco em seu </li></ul><ul><li>sofrimento sem reprimir e podar sua expressão de dor. Para isto são </li></ul><ul><li>utilizadas dinâmicas grupais com técnicas de psicodramatização, </li></ul><ul><li>auxiliadas com recursos de regressão. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Seguindo esta linha, Franco Basaglia promove uma transformação </li></ul><ul><li>radical nos hospitais de Gorizia e Trieste, considerada por Barros </li></ul><ul><li>como um confronto com o hospital psiquiátrico, o modelo da </li></ul><ul><li>comunidade terapêutica inglesa e a política de setor francesa, embora </li></ul><ul><li>conserve destas o princípio de democratização das relações entre os </li></ul><ul><li>atores institucionais e a idéia de territolidade denominado Psiquiatria </li></ul><ul><li>Democrática. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>As relações sociais e econômicas da sociedade em sua </li></ul><ul><li>globalidade passam a ser questionadas no que se refere a sua </li></ul><ul><li>interação com o sofrimento. A relação entre psiquiatria e justiça, a </li></ul><ul><li>origem de classes sociais dos internos e a não neutralidade da ciência </li></ul><ul><li>se constituem nos principais pontos sobre os quais se deve refletir. O </li></ul><ul><li>saber médico só produz uma relação de dependência e dominação. A </li></ul><ul><li>instituição é o grande símbolo da perda da cidadania. Diferente da </li></ul><ul><li>antipsiquiatria, Basaglia efetiva uma revolução dentro do aparelho </li></ul><ul><li>psiquiátrico institucionalizado. Sua proposta é a desinstitucionalização </li></ul><ul><li>como desconstrução e superação do paradigma psiquiátrico. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Desinstitucionalizar vai além de desospitalizar, desativar e destruir </li></ul><ul><li>instituições. Seu sentido está muito mais ligado ao entendimento da </li></ul><ul><li>dinâmica e complexidade da instituição por meio de suas práticas e </li></ul><ul><li>saberes, produtores de uma determinada forma de percepção, </li></ul><ul><li>entendimento e relacionamento com os fenômenos históricos-sociais </li></ul>
  32. 32. <ul><li>A reforma no Brasil </li></ul><ul><li>1979 – aprovada uma monção pela anistia ampla geral e irrestrita </li></ul><ul><li>1980 – crítica aos grandes asilos como elementos de segregação dos doentes </li></ul><ul><li>mentais. </li></ul><ul><li>critica a ações em pró de ações hospitalocêntricas em detrimento aos </li></ul><ul><li>tratamentos ambulatoriais em postos de saúde. </li></ul><ul><li>1980 – Criação do CRIS - Centro de Reabilitação e Integração Social e o </li></ul><ul><li>Hospital Jurandyr Manfredini, dentro da Colônia Juliano Moreira como </li></ul><ul><li>estratégia de não internação no asilo. </li></ul><ul><li>1983/7 – Estado de São Paulo – redução das internações psiquiátricas, criação de equipes de saúde mental (psiquiatra, psicólogo e assistente social), ampliação da rede ambulatorial de saúde, criação do primeiro CAPS. </li></ul><ul><li>1989 – Lei 3657/89 que limita os leitos psiquiátricos na rede pública e privada </li></ul>
  33. 33. A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE ESQUIZOFRENIA <ul><li>Antes de Kraepelin = referências esparsas </li></ul><ul><li>Algumas descrições literárias – loucura de Orestes (Oréstia de Ésquilo) e nos </li></ul><ul><li>murmúrios do pobre tom na obra O Rei Lear (Shakespeare). </li></ul><ul><li>A mais antiga citação aparece em Ópera Omnia de Willis (1681). </li></ul><ul><li>1809 – Pinel descreve alguns casos – “idiotia adquirida” </li></ul><ul><li>1838 – Esquirol relata quadros de demência antes dos 25 anos </li></ul><ul><li>1851/53 – Morel descreve quadros de desorganização do pensamento em um </li></ul><ul><li>menino de 14 anos – “demência precoce” </li></ul><ul><li>Segundo Morel a demência precoce apresentava natureza constitucional </li></ul><ul><li>devendo ser incluída nas loucuras hereditárias de existência intelectual </li></ul><ul><li>limitada com transição irremediável à idiotia. </li></ul><ul><li>1871 – Hecker descreve a Hebefrenia </li></ul><ul><li>1874 – Kahbaum descreve a catatonia </li></ul>
  34. 34. <ul><li>1896-1899 – Kraepelin estabelece os primeiros critérios para a esquizofrenia, </li></ul><ul><li>separando da psicose maníaco depressiva. </li></ul><ul><li>Reune em uma mesma grupo os conceitos de Morel, Kahbaum e Hecker </li></ul><ul><li>caracterizando-as como uma entidade única de início súbito na adolescência ou </li></ul><ul><li>no adulto jovem caminhando com uma evolução rápida para quadro de </li></ul><ul><li>indiferença, inatividade e estereotipais, denomoinando-a dementia praecox. </li></ul><ul><li>Eixos do sistema diagnóstico: </li></ul><ul><li>Sintomatológico – alucinações, distúrbios do fluxo e das associações de </li></ul><ul><li>pensamento, catatonia. </li></ul><ul><li>Evolutivo – prognóstico ruim levando a invalidez psíquica </li></ul><ul><li>Etiológico – natureza endógena </li></ul>
  35. 35. <ul><li>1911 – Eugen Bleuler rebatizou a demência precoce para esquizofrenia (mente </li></ul><ul><li>dividida), </li></ul><ul><li>Não era um quadro demencial no sentido clássico, a aparição não se dava apenas em </li></ul><ul><li>indivíduos jovens, </li></ul><ul><li>Sintomas fundamentais = distúrbio da associação, da afetividade, autismo e ambivalência </li></ul><ul><li>Sintomas acessórios = alucinações, delírios, sintomas catatônicos (não são específicos </li></ul><ul><li>da esquizofrenia). </li></ul><ul><li>Manfred Bleuler acrescenta o critério de intensidade – sintomas tem que atingir a </li></ul><ul><li>dimensão de uma psicose. </li></ul><ul><li>Responsável pela criação de um novo subtipo = esquizofrenia simples </li></ul><ul><li>Tentou entender os delírios através de uma leitura Freudiana </li></ul><ul><li>O sistema classificatório de Bleuler ampliou muito as fronteiras do conceito – esquizofrenias </li></ul>
  36. 36. <ul><li>1913 – Jasper descreve o delírio da esquizofrenia como alteração primária do juízo com característica de convicção extraordinária, impossibilidade de ser influenciado, impossibilidade de conteúdo, impossibilidade de ser reduzido e incorrigibilidade. Estabelece a hierarquia de sintomas </li></ul><ul><li>1926 – Bleuler reconhece o comprometimento da afetividade </li></ul><ul><li>1930 – Bleuler afirma que os sintomas primitivos se dão em função de uma defeito de </li></ul><ul><li>sinergia das funções que integram em uma totalidade tendências instintivas e atividades </li></ul><ul><li>associativas intelectuais </li></ul><ul><li>A partir dos conceitos de Kraepelin e Bleuler houve um impulso na tentativa de conceituação </li></ul><ul><li>da esquizofrenia evoluindo em dois caminhos: </li></ul>
  37. 37. <ul><li>O primeiro percorrendo a lógica do substrato orgânico e hereditário influenciado </li></ul><ul><li>pelas definições de Kraepelin. </li></ul><ul><li>A -Kretschmer - conceito de constituição organopsíquica </li></ul><ul><li>a partir de variações normais surgem estados psicopatológicos e psicose (esquizoidia, </li></ul><ul><li>esquizotimia, esquizofrenia). </li></ul><ul><li>B - Kleist e Leonhard - conceito de endógeno, sistemática e hereditária </li></ul><ul><li>C - Conrard - conceito de esquizofrenia incipiente (tentativa de identificar os quadros agudos) </li></ul><ul><li>Fase de trema = momento inicial; mudança de conduta, retraimento, depressão, </li></ul><ul><li>ansiedade (humor delirante). </li></ul><ul><li>Fase apofânica - percepções delirantes, vivências de onipotência – indivíduo </li></ul><ul><li>começa a dar novos significados. </li></ul><ul><li>Fase Apocalíptica - fase de cronificação, embotamento, “demenciação” </li></ul><ul><li>D - Kurt Schneider descreve a esquizofrenia-estado (década de 30) </li></ul><ul><li>necessidade de um critério sintomatológico e clínico que traduzisse os sintomas </li></ul><ul><li>patognpmônicos da esquizofrenia. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>Sintomas de Primeira ordem de Schneider </li></ul><ul><li>sonorização do pensamento, ouvir vozes que dialogam entre si, ouvir vozes que acompanham as próprias ações, vivências de influência corporal, roubo ou subtração de pensamento, difusão de pensamento, percepção delirante, vivência de influência no domínio dos sentimentos, tendências ,vontades </li></ul><ul><li>E – na década de 50 Gabriel Langfeldt estabelece um critério sintomatológico que enfatiza a mudança na personalidade, manifestada por um tipo de especial de embotamento afetivo, seguido de falta de iniciativa e comportamento peculiar; sintomas catatônicos típicos na catatonia; nas psicoses paranóides, sintomas de despersonalização e desrealização; alucinações crônicas, levando em conta o critério evolutivo de um curso crônico durante 5 anos . </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Fatores de prognóstico pobre para a esquizofrenia, segundo Langfeldt </li></ul><ul><li>1 - Personalidade pré-mórbida pobre do ponto de vista intelectual e emocional (sem uma boa adaptação a vida) </li></ul><ul><li>2 - Ausência de fatores desencadeantes; </li></ul><ul><li>3 - Início insidioso; </li></ul><ul><li>4 - Com sintomatologia típica da demência precoce de Kraepelin, com traços </li></ul><ul><li>básicos de autismo e embotamento afetivo de Bleuler e Schneider, sintomas </li></ul><ul><li>de despersonalização e desrealização </li></ul><ul><li>5 - Fatores ambientais desfavoráveis antes e após o início da doença. </li></ul><ul><li>PARA ESTE AUTOR, ESTE GRUPO CONSTITUIRIA OS TÍPICOS ESQUIZOFRÊNICOS GENUINOS SENDO OS DE PROGNÓSTICOS MAIS FAVORÁVEIS DENOMINADOS DE PORTADORES DE PSICOSE </li></ul><ul><li>ESQUIZOFRENIFORME </li></ul>
  40. 40. <ul><li>F – DÉCADA DE 80 </li></ul><ul><li>Sintomas positivos = distorção e disperção do pensamento ou exagero das </li></ul><ul><li>funções normais. </li></ul><ul><li>Sintomas Negativos = diminuição das funções normais (afeto, vontade, pragmatismo) </li></ul><ul><li>Início da T.C. = </li></ul><ul><li>Crow através da T.C. identifica dois subgrupos: </li></ul><ul><li>1 -a sídrome tipo I - caracterizada por apresentar um pré-mórbido bom, ter um início agudo com delírios, alucinações e distúrbios do pensamento e uma boa resposta ao tratamento farmacológico, possivelmente devido ao aumento do número de receptores dopaminérgicos. </li></ul><ul><li>2 – a síndrome tipo II - caracterizando-se por apresentar um pré-mórbido pobre, com um início insidioso, com sintomas negativos e cognição prejudicada, uma má resposta ao tratamento farmacológico devendo estar envolvido mecanismo de perda de células e alteração estrutural, com tendência à irreversibilidade. </li></ul>
  41. 41. <ul><li>G - Liddle na década de 90, conduzindo trabalhos que compara os resultados de Pet Scan com testes neuropsicológicos em pacientes esquizofrênicos, identifica 3 grupos: </li></ul><ul><li>1 - portadores de síndrome de lesão cerebral com esquizofrenia crônica. </li></ul><ul><li>Verifica que o comprometimento do córtex pré-frontal dorsal estava relacionado com redução da conversação, com o embotamento afetivo e com a lentificação e apatia, resultados estes encontrados nos pacientes esquizofrênicos que apresentam redução psicomotora e diminuição da fala, embotamento afetivo e redução da movimentação espontânea. </li></ul><ul><li>2 - um outro subtipo de pacientes, aquelas pessoas com lesão do córtex pré-frontal orbital, apresentam afeto superficial, incapacidade de compreensão, fala néscia semelhante aos pacientes esquizofrênicos que apresentam a dimensão de desorganização, apresentando afeto inadequado, distúrbio da forma do pensamento e pobreza do conteúdo do discurso </li></ul>
  42. 42. <ul><li>3 - pacientes portadores de psicose epiléptica em lobo temporal medial, em que predominam alucinações e delírios também seriam comparáveis aos pacientes com esquizofrenia que apresentam distorção da realidade em que ocorrem também alucinações e delírios </li></ul><ul><li>PROPÕE EM FUNÇÃO DE SEUS ACHADOS UMA SUBDIVISÃO EM TRÊS DIMENSÕES. </li></ul><ul><li>1 – Psicótica - delírios e alucinações </li></ul><ul><li>2 – Desorganizada - curso e comportamento desorganizado, afeto </li></ul><ul><li>inadequado </li></ul><ul><li>3 – Negativa - pobreza de discurso, abulia, embotamento afetivo </li></ul><ul><li>anedonia </li></ul>
  43. 43. <ul><li>H – Nancy Andreasen, no final do século XX e início do século XXI, </li></ul><ul><li>propõe que a esquizofrenia é uma doença que compromete a </li></ul><ul><li>integração de extensas áreas do cérebro, afetando a integração </li></ul><ul><li>do circuito córtex-tálamo-cerebelo-córtex. </li></ul><ul><li>Realça a importância de fatores ambientais tais como: toxinas, quadros virais em função de nascimento no inverno, má nutrição ou subnutrição durante a gravidez, comprometimento cerebral durante o parto e experiências psicológicas, e postula que estes fatores ambientais podem ser responsáveis por alterações na formação e nas migrações anômalas dos neurônios caracterizando uma doença do desenvolvimento. </li></ul>
  44. 44. <ul><li>I - Gattaz W.F. apresenta um modelo multicausal e evolutivo, onde fatores genéticos, orgânicos e psicosociais podem interagir levando a uma evolução pré-mórbida. Apontando para a questão da vulnerabilidade pré-mórbida biológica e psíquica que, diante de estressores, desembocaria em uma evolução aguda, acarretando a descompensação psicótica. Esta condição, dependendo das características pré-mórbidas, dos fatores psicosociais e das condições de tratamento, tenderia para a evolução para uma remissão total, recaídas ou estados residuais. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Para Andreasen, na esquizofrenia estes fatores que interferem negativamente com o processo de desenvolvimento cerebral se dariam em vários momentos, sendo por esta razão acumulativos. A fase mais crítica se daria no início da idade adulta, quando estes jovens são submetidos à várias situações de mudanças, internas e externas. </li></ul><ul><li>Na adolescência, diante de estressores psicosociais ou do fenômeno do “Pruning” que se refere à poda neuronal, ao descarte de sinapses que não estão sendo utilizadas, se daria a eclosão da doença. Fenomenologicamente, apareceriam as alucinações, os delírios, os sintomas negativos, os discursos desorganizados e as alterações comportamentais que chamam atenção da família e que fazem que o portador de esquizofrenia seja levado para atendimento médico. </li></ul><ul><li>A marca, o selo da esquizofrenia é o que ela chama de latomenologia, isto é aquilo que está oculto atrás da fenomenologia, que seriam constituídos dos sintomas cognitivos (atenção, memória, linguagem e emoção) enfim, das funções cognitivas e as funções executivas. </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Um segundo caminho segue a trilha de Bleuler e diz respeito às teorias psicodinâmicas. </li></ul><ul><li>Dentre os autores mais importantes, pode-se destacar Minkowski (1922) e sua perda de contato vital com a realidade; Melaine Klein (1974) na teoria das relações objetais; Fromm-Reichman (1973) na teoria das mães esquizofrenogênicas; Bateson (1971) na teoria do duplo vínculo; Laing (1973) na teoria da antipsiquiatria onde postulava que a esquizofrenia era um produto da relação entre as pessoas, assim como Mayer, Sullivan Bellack e Arieti nos Estados Unidos que defendiam a psicogênese da esquizofrenia e Jung em sua teoria dos arquétipos. </li></ul>

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