(Capacity Fee)   Apresentação Final  ao Comitê Executivo - COEX - MAE   19 de novembro de 1999 ENCARGO DE CAPACIDADE
AGENDA <ul><li>I -  INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>II -  PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO  ASSUNTO ENCARGO DE CAPACIDADE (EC) ...
INTRODUÇÃO   <ul><li>O que é Encargo de Capacidade ? </li></ul><ul><li>Por que dispor de Encargo de Capacidade para o sist...
INTRODUÇÃO ...   O QUE É O ENCARGO DE  CAPACIDADE  ? <ul><li>O Encargo de Capacidade é um pagamento feito pelas cargas aos...
INTRODUÇÃO ... O ASSUNTO É CONTROVERSO,  MESMO A NÍVEL INTERNACIONAL <ul><li>PROS </li></ul><ul><ul><li>Sem EC, não haveri...
INTRODUÇÃO ... POR QUE DISPOR DE ENCARGO DE CAPACIDADE PARA O SISTEMA BRASILEIRO ? <ul><li>PORQUE É PARTE INTEGRANTE DO AC...
INTRODUÇÃO... POR QUE DISPOR DE ENCARGO DE CAPACIDADE  PARA O SISTEMA BRASILEIRO ? <ul><li>ACORDO DE MERCADO </li></ul><ul...
INTRODUÇÃO... POR QUE ACELERAR A IMPLEMENTAÇÃO DO EC [BEM COMO DO CONJUNTO]  DAS REGRAS DE MERCADO? <ul><li>Porque as Regr...
INTRODUÇÃO …   MERCADO ATACADISTA DE ENERGIA - MAE   ATRASOS NO PROGRAMA (*) Incluindo medição definitiva Plano Inicial En...
Evolução das Regras de Mercado Valor  Agregado INTRODUÇÃO… ADEMAIS, O ASSUNTO JÁ ESTÁ TECNICAMENTE  ESGOTADO, COMO A MAIOR...
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO ASSUNTO EC...      OBJETIVOS DO TRABALHO <ul><li>A Força Tarefa foi designada com o objetiv...
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO EC...     MARCOS RELEVANTES <ul><li>Assunto vem sendo discutido desde novembro de 1998 no â...
Evolução dos Trabalhos  Encargo de Capacidade (MAE 1999) Reuniões da Força Tarefa Discussões no Comitê Técnico PROCESSO DE...
FORÇA TAREFA - ENCARGO DE CAPACIDADE
CONCEITOS BÁSICOS E RECOMENDAÇÕES... <ul><li>Experiência internacional em assegurar níveis de reserva </li></ul><ul><li>Me...
CONCEITOS -- EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL ...  O  OBJETIVO  DE LOGRAR UM NÍVEL ADEQUADO DE RESERVA PODE SER OBTIDO  DE  MÚLTI...
CONCEITOS -- METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE...   OPÇÃO PELA METODOLOGIA LOLP x VLL <ul><li>Do leque de op...
CONCEITOS - METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE ...   SIMULAÇÕES  E MODELOS ESTATÍSTICOS <ul><li>A probabilida...
CONCEITOS - METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE...   PREMISSAS QUANTO  AO CUSTO DE INTERRRUPÇÃO <ul><li>O Cust...
<ul><li>Perda por deplecionamento nos reservatórios afeta a potencia disponível </li></ul><ul><li>Este fator é levado em c...
Encargo de Capacidade - Conceito Básico (*) Esta probabilidade é média - Na operação real, a LOLP aumenta nas horas de pon...
QUEM PAGA E QUEM RECEBE O ENCARGO DE CAPACIDADE - E  COMO ?   <ul><li>Em princípio, a capacidade posta à disposição do sis...
QUEM PAGA E QUEM RECEBE O ENCARGO DE CAPACIDADE - E  COMO  ? <ul><li>Nossa recomendação é que o Encargo de Capacidade seja...
Recebimento do Encargo de Capacidade via MAE (Visão da Geração) (*) (*) Em todas as situações, assume um pagamento de EC n...
Pagamento do Encargo de Capacidade via MAE (Visão da Carga) Contrato e Consumo Nem  paga  nem  recebe Recebe Situação 1 Si...
Pagamento pela potência de pico  (embutida nos Contratos Bilaterais - exclui reserva) Curva de Carga I Curva de carga II Q...
<ul><li>Como exatamente funciona esta metodologia para geração contratada ou não, despachada ou não, e para cargas contrat...
QUEM PAGA E QUEM RECEBE ...  EXEMPLOS NUMÉRICOS (CONT.) <ul><li>D: contratada em 1000 MWh, consumo 1100 MWh pagará (1100-1...
QUEM  PAGA E QUEM RECEBE ...  EXEMPLOS  NUMÉRICOS (CONT.) <ul><li>G: disponibilidade 1000 MW, contrato 900 MWh e  despacha...
QUEM PAGA E QUEM RECEBE ...    EXEMPLOS NUMÉRICOS (CONT.) <ul><li>G: disponibilidade de 900 MW, contrato 1000 MWh, despach...
QUEM PAGA E QUEM RECEBE ...   COMPARAÇÃO ENTRE PROPOSIÇÃO    ANTERIOR E ATUAL <ul><li>A última reunião do COEX trouxe à to...
QUEM PAGA E QUEM RECEBE ...   COMPARAÇÃO  ENTRE PROPOSIÇÃO    ANTERIOR E ATUAL <ul><li>A fórmula de cálculo do EC é idênti...
VALORES DE EC SIMULADOS  PARA OS PRÓXIMOS ANOS <ul><li>Não existe um valor “correto” de EC. Como “cheque de sanidade”, o E...
<ul><li>Nota : Uma LOLP de 12 hs/mês corresponde a um Encargo de Capacidade de US$ 40/MWh </li></ul>VALORES DE EC SIMULADO...
VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... ...  O QUE REFLETE A CRITICIDADE DO SISTEMA -  E POR CONSEGUINTE SUA SEN...
VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... ESTA VOLATILIDADE DA LOLP REQUER  UM TRATAMENTO DE SUAVIZAÇÃO, VIA RAMPA
VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... RESULTANDO EM ENCARGOS MENOS VOLÁTEIS, MAIS QUE AINDA TRANSMITEM UM SINA...
VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... ...  BEM COMO NA REGIÃO NORTE-NORDESTE, ONDE O ENCARGO PROJETADO É DE ME...
<ul><li>HÁ QUESTÕES REGULATÓRIAS QUE DEVEM SER LEVADAS E DISCUTIDAS COM A ANEEL TÃO LOGO EXISTA UMA DECISÃO POR PARTE DO C...
  QUESTÕES REGULATÓRIAS PENDENTES <ul><li>ANALOGAMENTE, HÁ NECESSIDADE DE DISCUTIR ALGUNS ASPECTOS REFERENTES À PROGRAMAÇÃ...
PRÓXIMOS PASSOS NA IMPLEMENTAÇÃO  DO ENCARGO DE CAPACIDADE <ul><li>COEX deve concordar com os conceitos aqui formulados </...
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Encargo De Capacidade

  1. 1. (Capacity Fee) Apresentação Final ao Comitê Executivo - COEX - MAE 19 de novembro de 1999 ENCARGO DE CAPACIDADE
  2. 2. AGENDA <ul><li>I - INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>II - PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO ASSUNTO ENCARGO DE CAPACIDADE (EC) </li></ul><ul><li>III - CONCEITOS BÁSICOS E RECOMENDAÇÕES FORMULADAS PARA O ENCARGO DE CAPACIDADE </li></ul><ul><li>IV - PRÓXIMOS PASSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO EC </li></ul>
  3. 3. INTRODUÇÃO <ul><li>O que é Encargo de Capacidade ? </li></ul><ul><li>Por que dispor de Encargo de Capacidade para o sistema elétrico no Brasil? </li></ul><ul><li>Por que acelerar a implementação do EC [bem como do conjunto] das Regras de Mercado? </li></ul>
  4. 4. INTRODUÇÃO ... O QUE É O ENCARGO DE CAPACIDADE ? <ul><li>O Encargo de Capacidade é um pagamento feito pelas cargas aos geradores com o objetivo de estimular a instalação de capacidade necessária para atender as demandas de pico e prover a reserva necessária à operação segura do sistema elétrico </li></ul><ul><li>Há, em princípio, duas formas de remunerar a capacidade posta à disposição pelos geradores: </li></ul><ul><ul><ul><li>Gerador recebendo o preço spot do MAE, o qual se torna extremamente elevado quanto da iminência de falta de capacidade (corte de carga) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>EC em si - o MAE calcula a receita esperada equivalente, transformando-a em “suaves prestações mensais”, para reduzir a incerteza e volatilidade do fluxo de caixa do preço spot quando da proximidade de um corte de carga </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Pagando aos geradores </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Cobrando da carga </li></ul></ul></ul></ul>
  5. 5. INTRODUÇÃO ... O ASSUNTO É CONTROVERSO, MESMO A NÍVEL INTERNACIONAL <ul><li>PROS </li></ul><ul><ul><li>Sem EC, não haveria estímulo à reserva - não há forma de contratação bilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Suaviza” a receita de G </li></ul></ul><ul><ul><li>Maioria dos países o tem </li></ul></ul><ul><ul><li>É necessário - confiabilidade é um “bem comum” </li></ul></ul><ul><ul><li>Há um problema econômico a ser resolvido </li></ul></ul><ul><ul><li>Geradores - gostam </li></ul></ul><ul><li>CONTRAS </li></ul><ul><ul><li>O preço spot remunera plenamente a reserva quando da ocorrência de corte de carga </li></ul></ul><ul><ul><li>Distorce sinal de preço spot </li></ul></ul><ul><ul><li>Mas muitos não o tem </li></ul></ul><ul><ul><li>É um resquício de planejamento centralizado </li></ul></ul><ul><ul><li>Problema é meramente financeiro (fluxo de caixa) </li></ul></ul><ul><ul><li>Distribuidores - têm dúvidas </li></ul></ul>
  6. 6. INTRODUÇÃO ... POR QUE DISPOR DE ENCARGO DE CAPACIDADE PARA O SISTEMA BRASILEIRO ? <ul><li>PORQUE É PARTE INTEGRANTE DO ACORDO DE MERCADO, HOMOLOGADO PELA ANEEL E CORROBORADO PELO COEX </li></ul><ul><ul><li>Documento para ser levado a sério, servir de âncora </li></ul></ul><ul><ul><li>Na sua falta, voltamos a 1996 - mas sem um “juiz” para arbitrar interesses entre G e D </li></ul></ul><ul><ul><li>Cabe aos propositores de mudança o ônus da prova de sua inadequação </li></ul></ul>
  7. 7. INTRODUÇÃO... POR QUE DISPOR DE ENCARGO DE CAPACIDADE PARA O SISTEMA BRASILEIRO ? <ul><li>ACORDO DE MERCADO </li></ul><ul><li>“ Um Encargo de Capacidade (EC) será estabelecido, devendo incidir sobre toda a carga, contratada ou não, dos comercializadores e dos consumidores livres atuantes diretamente no MAE. O EC deverá incentivar os geradores a estarem disponíveis, quando solicitados pela operação do sistema, bem como incentivar a adequada expansão da potência instalada nos sistemas interligados e poderá constituir parcela do ESS”. (Encargo de Serviço de Sistema) </li></ul><ul><li>“ Estudos deverão ser conduzidos, especialmente na fase de implementação do EC, para garantir que seus montantes e os valores dos custos de déficit, utilizados na determinação do preços do MAE, sejam fixados de forma consistente, isto é, que o efeito combinado de ambos atinja um nível adequado de pagamentos aos geradores, que não crie incentivos insuficientes ou excessivos”. </li></ul>
  8. 8. INTRODUÇÃO... POR QUE ACELERAR A IMPLEMENTAÇÃO DO EC [BEM COMO DO CONJUNTO] DAS REGRAS DE MERCADO? <ul><li>Porque as Regras de Mercado estão no caminho crítico de implementação do MAE </li></ul><ul><li>Porque esta implementação está atrasada </li></ul><ul><li>Porque dado o caráter de monopólio concedido ao MAE, os agentes não tem opções </li></ul><ul><li>Gráfico que segue ilustra as sucessivas revisões nos prazos ocorridas em 1999 </li></ul>
  9. 9. INTRODUÇÃO … MERCADO ATACADISTA DE ENERGIA - MAE ATRASOS NO PROGRAMA (*) Incluindo medição definitiva Plano Inicial Endossado pelo COEX Revisão do Orçamento do MAE (Fevereiro 99) Absorção do GCOI pelo MAE Regras Provisórias (Revogação da MP1819) Atrasos adicionais para acordo sobre as Regras Definitivas de Mercado Estimativas mais recentes (Abril 99) (Julho 99) (Setembro 99) (Janeiro 99) 1998 1999 2000 ASMAE Regras do Mercado Contabilidade + Sistemas de Liquidação Medição Provisória 2001 2002 Fim da Resolução 222 Fase I Fase I Fase I.0 + Fase I.1 Fase II Fase II Fase II Fim da Resolução 222 Fim da Resolução 222 (*) Por osasião da
  10. 10. Evolução das Regras de Mercado Valor Agregado INTRODUÇÃO… ADEMAIS, O ASSUNTO JÁ ESTÁ TECNICAMENTE ESGOTADO, COMO A MAIORIA DAS REGRAS DO MAE 1996 1997 1998 1999 2000 100 % 75 % 50 % 25 % Início Trabalho Reestruturação Set. 96 Relatório MME Consolidado Jul. 97 Acordo de Mercado Ago. 98 Regras Formato Algébrico - MME Nov. 98 25 % 60 % 90 % 95 % 98 % 99 % Regras Revisadas Formato Algébrico ASMAE Nov. 99
  11. 11. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO ASSUNTO EC... OBJETIVOS DO TRABALHO <ul><li>A Força Tarefa foi designada com o objetivo de propor uma metodologia de longo prazo integrante das Regras do MAE, bem como o de quantificar o Encargo de Capacidade (valores unitários e totais) </li></ul><ul><li>A Força tarefa não teve como objetivos : </li></ul><ul><ul><li>Sugerir mecanismos para licitação de capacidade emergencial de potência </li></ul></ul><ul><ul><li>Sugerir procedimentos para Demand Side Management, visando aliviar crises esperadas de fornecimento em certas regiões do Brasil </li></ul></ul><ul><li>Entretanto, é possível conciliar estes objetivos de curto e de mais longo prazo </li></ul>
  12. 12. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO EC... MARCOS RELEVANTES <ul><li>Assunto vem sendo discutido desde novembro de 1998 no âmbito do Comitê Técnico </li></ul><ul><li>COEX solicitou aprofundamento quantitativo em março de 1999 </li></ul><ul><li>TOR preparado e Consultores contratados em maio - CEPEL e PSR, com o suporte de PWC </li></ul><ul><li>Recomendações preliminares apresentadas ao COEX em agosto; preocupações em termos de : </li></ul><ul><ul><li>Percepção de pagamento em duplicidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Excessiva volatilidade do Encargo </li></ul></ul>
  13. 13. Evolução dos Trabalhos Encargo de Capacidade (MAE 1999) Reuniões da Força Tarefa Discussões no Comitê Técnico PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO EC... MARCOS RELEVANTES Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Março 99 COEX corrobora EC e solicita Aprofundamento Quantitativo Relatório Preliminar COEX demonstra Preocupação com Volatilidade e Duplo Pagamento COEX Apresentação do Relatório Final e Recomendações Consolidadas Contra tação de Consultores e Criação da Força Tarefa
  14. 14. FORÇA TAREFA - ENCARGO DE CAPACIDADE
  15. 15. CONCEITOS BÁSICOS E RECOMENDAÇÕES... <ul><li>Experiência internacional em assegurar níveis de reserva </li></ul><ul><li>Metodologia de cálculo do Encargo de Capacidade </li></ul><ul><li>Quem paga e quem recebe o EC ? E como ? </li></ul><ul><ul><li>Exemplos ilustrativos e numéricos </li></ul></ul><ul><ul><li>Comparação entre proposição anterior e atual </li></ul></ul><ul><li>Valores de EC simulados para próximos anos </li></ul><ul><li>Questões regulatórias pendentes </li></ul>
  16. 16. CONCEITOS -- EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL ... O OBJETIVO DE LOGRAR UM NÍVEL ADEQUADO DE RESERVA PODE SER OBTIDO DE MÚLTIPLAS FORMAS <ul><li>Deixar o mercado decidir (e.g. Califórnia) </li></ul><ul><li>Definição de um percentual mínimo de reserva a ser contratado de forma mandatória pela carga, em caráter bilateral (e.g. Pool PJM) </li></ul><ul><li>Operador (ONS) definindo um nível desejado de reserva e realizando licitações competitivas </li></ul><ul><li>Fixar um sinal de preço de capacidade e induzir os agentes a instalarem níveis adequados; várias alternativas possíveis: </li></ul><ul><ul><li>Valor calculado para remunerar capacidade no longo prazo, para uma certa tecnologia de referência </li></ul></ul><ul><ul><li>Valor calculado em função das condições de confiabilidade do sistema - quanto menos confiável, maior o preço da reserva </li></ul></ul>
  17. 17. CONCEITOS -- METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE... OPÇÃO PELA METODOLOGIA LOLP x VLL <ul><li>Do leque de opções existentes, optou-se por calcular o EC com base na confiabilidade do sistema elétrico, por ser a alternativa mais aderente aos objetivos propostos </li></ul><ul><ul><li>Menos confiável - maior o EC </li></ul></ul><ul><ul><li>Mais confiável - menor o EC </li></ul></ul><ul><li>Desta forma, procura-se dar os sinais adequados de mercado </li></ul><ul><ul><li>Para os agentes expandirem o sistema </li></ul></ul><ul><ul><li>Para os agentes manterem suas plantas disponíveis nas horas em que são mais necessárias </li></ul></ul><ul><li>O cálculo do Encargo em si está calcado em dois parâmetros básicos </li></ul><ul><ul><li>Probabilidade de perda de carga (que a demanda exceda a capacidade de geração) - expressa como LOLP (Loss of Load Probability) </li></ul></ul><ul><ul><li>Disposição em pagar dos consumidores para evitar o corte - expressa como VLL, ou Value of Lost Load </li></ul></ul><ul><ul><li>O EC, a cada período, será o produto VLL x (LOLP - CMO) x Capacidade </li></ul></ul>
  18. 18. CONCEITOS - METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE ... SIMULAÇÕES E MODELOS ESTATÍSTICOS <ul><li>A probabilidade de perda de carga é calculada através de simulações estatísticas para inúmeros cenários de oferta e demanda </li></ul><ul><li>É determinada por sub-mercado, por usina e para cada período de apuração; são assim deteminados valores “firmes” válidos para o próximo ano </li></ul><ul><li>Utiliza-se do mesmo “pacote” de modelos computacionais, desenvolvidos pelo CEPEL, e hoje usados para operar o sistema elétrico brasileiro e calcular o preço do MAE </li></ul><ul><li>Leva em conta uma série de sofisticações metodológicas as quais foram discutidas em detalhe no Comitê Técnico </li></ul>
  19. 19. CONCEITOS - METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE... PREMISSAS QUANTO AO CUSTO DE INTERRRUPÇÃO <ul><li>O Custo de Interrupção, ou VLL, é um parâmetro que procura refletir a disposição em pagar dos clientes para evitar um corte de energia </li></ul><ul><li>Este é um valor médio, subjetivo, arbitrado e válido para um conjunto de premissas ; assumimos um VLL = US$ 1.540/MWh </li></ul><ul><li>Este valor está embasado em estudo desenvolvido pela Eletrobrás em 1991 e está balizado pela experiência internacional </li></ul><ul><li>A ANEEL está revisando este valor; estudos deverão estar concluídos em um ano. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Perda por deplecionamento nos reservatórios afeta a potencia disponível </li></ul><ul><li>Este fator é levado em consideração no cálculo da LOLP com a simulação de cenários hidrológicos </li></ul><ul><li>O impacto em algumas usinas pode atingir até 25% de sua capacidade nominal </li></ul><ul><li>Solução: Incorporar este aspecto não só no cálculo da LOLP, mas também na remuneração dos geradores afetados pela redução de capacidade </li></ul><ul><li> prática </li></ul><ul><li>Adotar um “altura de referência” para cálculo da potência disponível nas usinas com reservatório baseado nas simulações para cálculo do EC </li></ul>CONCEITOS - METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE... CÁLCULO DO EC LEVA EM CONTA UMA SÉRIE DE REFINAMENTOS METODOLÓGICOS, COMO POR EXEMPLO, PERDA DE POTÊNCIA POR DEPLECIONAMENTO
  21. 21. Encargo de Capacidade - Conceito Básico (*) Esta probabilidade é média - Na operação real, a LOLP aumenta nas horas de ponta e é praticamente nula fora destes períodos. CONCEITOS - METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ENCARGO DE CAPACIDADE… CONCEITO ILUSTRATIVO Custo de Interrupção = VLL US$ 1.540 /MWh (Disposição em pagar dos consumidores) Duração Esperada das Interrupções = 2 h / mês = 24 h/ano LOLP = Probabilidade de ocorrer a Interrupção 24 h = 0,27 % 8760 hs Disposição de Pagamento a Geradores de Reserva US$ 1540 x 24 h = US$ 37.000 / MW.ano A Carga estará disposta a pagar por Mwh consumido (se FC = 0,65) US$ 37.000 = US$ 6,5 MWh 8.760 x 0,65 (*) Enfoque do Gerador Enfoque da Carga
  22. 22. QUEM PAGA E QUEM RECEBE O ENCARGO DE CAPACIDADE - E COMO ? <ul><li>Em princípio, a capacidade posta à disposição do sistema, contratada ou não, faz jus ao Encargo de Capacidade </li></ul><ul><li>E toda a carga, contratada ou não, deve pagar pelo Encargo de Capacidade </li></ul><ul><li>Há porém várias formas de realizar estes pagamentos / recebimentos </li></ul>
  23. 23. QUEM PAGA E QUEM RECEBE O ENCARGO DE CAPACIDADE - E COMO ? <ul><li>Nossa recomendação é que o Encargo de Capacidade seja adicionado ao preço do MAE, em cada período de liqüidação (ao invés de ser pago o valor de US$ 1540 durante um corte de carga) </li></ul><ul><li>Cargas e geradores, ao contratarem energia, adicionariam um valor correspondente ao Encargo de Capacidade previsto (encargo “embutido”), tal como ocorre com os Contratos Iniciais </li></ul><ul><li>Carga e geração não contratadas (ou diferenças) estariam expostas ao preço do MAE (energia e EC) </li></ul><ul><li>A reserva do sistema seria remunerada via EC e cobrada de toda a carga </li></ul>
  24. 24. Recebimento do Encargo de Capacidade via MAE (Visão da Geração) (*) (*) Em todas as situações, assume um pagamento de EC nos Contratos Bilaterais. Situação 5 QUEM PAGA E QUEM RECEBE… EXEMPLOS ILUSTRATIVOS Contrato Recebe Recebe Contrato Recebe Situação 1 Situação 2 Situação 3 Nem paga nem recebe Paga Paga Situação 4 Situação 6 Potência Disponibi-lidade Potência e Disponi- bilidade Contrato = ø Disponibili- dade Potência Potência Disponi- bilidade e Contrato Potência Contrato Disponi- bilidade Potência Contrato Disponibilidade
  25. 25. Pagamento do Encargo de Capacidade via MAE (Visão da Carga) Contrato e Consumo Nem paga nem recebe Recebe Situação 1 Situação 2 Situação 3 QUEM PAGA E QUEM RECEBE… EXEMPLOS ILUSTRATIVOS Contrato Consumo Consumo Contrato Paga
  26. 26. Pagamento pela potência de pico (embutida nos Contratos Bilaterais - exclui reserva) Curva de Carga I Curva de carga II QUEM PAGA E QUEM RECEBE… EXEMPLOS ILUSTRATIVOS A Potência = 100 MW Preço Energia = $ 40,0 MWh Energia Diária = 100 X 24 = 2400 MWh 100 MWh Potência = 150 MW B Preço Energia = $ 40,0 / MWh Custo Potencia Adicional (*) = $ 1,7 / MWh Preço contrato = $ 41,7/ MWh (*) ($ 200 x 50.000 x 0,15) / (365 x2400) ÁREA A = ÁREA B
  27. 27. <ul><li>Como exatamente funciona esta metodologia para geração contratada ou não, despachada ou não, e para cargas contratadas ou não ? </li></ul><ul><ul><li>EXEMPLO FICTÍCIO </li></ul></ul><ul><ul><li>Custo marginal de operação (CMO): 15 R$/MWh </li></ul></ul><ul><ul><li>Encargo de capacidade unitário da geração despachada (ECD): 10 R$/MWh </li></ul></ul><ul><ul><li>Preço do MAE (PMAE): 25 R$/MWh </li></ul></ul><ul><ul><li>Encargo de capacidade unitário da geração não despachada (ECND): 10 R$/MWh </li></ul></ul>QUEM PAGA E QUEM RECEBE ... EXEMPLOS NUMÉRICOS
  28. 28. QUEM PAGA E QUEM RECEBE ... EXEMPLOS NUMÉRICOS (CONT.) <ul><li>D: contratada em 1000 MWh, consumo 1100 MWh pagará (1100-1000)  PMAE, isto é, R$ 2500 pelo seu excesso de consumo </li></ul><ul><li>D: contratada em 1000 MWh, consumo 900 MWh receberá (1000-900)  PMAE, isto é, receberá R$ 2500 pela venda de seu excesso de contrato </li></ul><ul><li>G: disponibilidade de 1000 MW, contrato 900 MWh e despachado em 900 MWh, receberá (1000-900)  ECND, isto é, R$ 1000, pelo seu excesso de disponibilidade em relação a seu despacho </li></ul>
  29. 29. QUEM PAGA E QUEM RECEBE ... EXEMPLOS NUMÉRICOS (CONT.) <ul><li>G: disponibilidade 1000 MW, contrato 900 MWh e despachado em 1000 MWh, receberá (1000-900)  PMAE, isto é, R$ 2500, por seu excesso de geração </li></ul><ul><li>G: disponibilidade de 1000 MW, contrato 1000 MWh e despachado em 900 MWh; receberá (1000-900)  ECND, isto é, R$ 1000, pelo seu excesso de disponibilidade em relação ao seu despacho; pagará (1000-900)  PMAE, isto é, R$ 2500, pela sua deficiência de geração em relação ao seu contrato; seu pagamento líqüido é portanto de R$ 1500, o que corresponde a 100  CMO </li></ul><ul><li>Este resultado mostra que um gerador contratado, desde que mantenha sua disponibilidade, e mesmo que não despachado, estará exposto somente ao CMO e não ao PMAE </li></ul>
  30. 30. QUEM PAGA E QUEM RECEBE ... EXEMPLOS NUMÉRICOS (CONT.) <ul><li>G: disponibilidade de 900 MW, contrato 1000 MWh, despachado em 900 MWh, pagará (1000-900)  PMAE, pela sua deficiência de geração em relação ao seu contrato; nesta situação, o gerador está exposto ao preço do MAE por queda na disponibilidade </li></ul>
  31. 31. QUEM PAGA E QUEM RECEBE ... COMPARAÇÃO ENTRE PROPOSIÇÃO ANTERIOR E ATUAL <ul><li>A última reunião do COEX trouxe à tona algumas preocupações: </li></ul><ul><ul><li>Percepção dos distribuidores que estariam pagando duas vezes pelo EC, principalmente após os Cis; ademais, de que o pagamento não necessariamente teria como contrapartida o incremento de capacidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Incerteza no fluxo de caixa dos geradores, em função da alta volatilidade da LOLP - comprometendo a “financiabilidade” do projeto </li></ul></ul><ul><ul><li>Elevados valores envolvidos da conta EC = US$ 1,2 bilhão/ano </li></ul></ul><ul><li>As mudanças propostas tiveram como objetivo endereçar estas três preocupações principais </li></ul>
  32. 32. QUEM PAGA E QUEM RECEBE ... COMPARAÇÃO ENTRE PROPOSIÇÃO ANTERIOR E ATUAL <ul><li>A fórmula de cálculo do EC é idêntica à anterior; a única mudança se refere à forma de pagamento - parte do Encargo será paga via os Contratos Bilaterais que serão negociados entre as partes </li></ul><ul><li>Ao contratar energia para atender seu mercado, as Distribuidoras pagarão pela parcela de energia e pela capacidade implícita para atender sua curva de carga </li></ul><ul><li>Para os montantes contratados (incluindo Contratos Iniciais), não caberá à distribuidora o pagamento de EC via o MAE - desaparecendo a percepção de pagamento em duplicidade </li></ul><ul><li>Os geradores, por sua vez, disporão de um mecanismo eficiente de “hedge” financeiro para atenuar a volatilidade da LOLP e do Encargo </li></ul><ul><li>Por consistência, na nova proposta, será adicionado ao preço do MAE ($/MWh), em cada período de liqüidação, uma parte correspondente ao EC (também em $/MWh) </li></ul><ul><li>Esta variante metodológica está coerente com o Acordo de Mercado </li></ul>
  33. 33. VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS <ul><li>Não existe um valor “correto” de EC. Como “cheque de sanidade”, o EC de longo prazo deveria ser capaz recuperar custos de capital e de O&M fixos de um “gerador de ponta”, representando os seguintes valores indicativos </li></ul><ul><ul><li>Mínimo - US$ 200/kW*12% p.a. = US$ 24/kW.ano </li></ul></ul><ul><ul><li>Máximo - US$ 300/kW*15% p.a. = US$ 45/kW.ano </li></ul></ul><ul><li>Isto equivaleria a uma faixa de US$ 4-8/MWh a ser paga pela carga - seja via MAE ou através de Contratos Bilaterais </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Nota : Uma LOLP de 12 hs/mês corresponde a um Encargo de Capacidade de US$ 40/MWh </li></ul>VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... AS ANÁLISES INDICAM VALORES DE LOLP ELEVADOS PARA OS PRIMEIROS ANOS DE PLANEJAMENTO - CAINDO A PARTIR DE 2002 ...
  35. 35. VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... ... O QUE REFLETE A CRITICIDADE DO SISTEMA - E POR CONSEGUINTE SUA SENSIBILIDADE A ATRASOS NO PLANO DE OBRAS
  36. 36. VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... ESTA VOLATILIDADE DA LOLP REQUER UM TRATAMENTO DE SUAVIZAÇÃO, VIA RAMPA
  37. 37. VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... RESULTANDO EM ENCARGOS MENOS VOLÁTEIS, MAIS QUE AINDA TRANSMITEM UM SINAL ECONÔMICO PARA EXPANSÃO NA REGIÃO S/SE... <ul><li>Região Sul/Sudeste (US$/MWh) </li></ul>
  38. 38. VALORES DE EC SIMULADOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS ... ... BEM COMO NA REGIÃO NORTE-NORDESTE, ONDE O ENCARGO PROJETADO É DE MENOR EXPRESSÃO <ul><li>Região Norte-Nordeste (US$/MWh) </li></ul>
  39. 39. <ul><li>HÁ QUESTÕES REGULATÓRIAS QUE DEVEM SER LEVADAS E DISCUTIDAS COM A ANEEL TÃO LOGO EXISTA UMA DECISÃO POR PARTE DO COEX QUANTO </li></ul><ul><li>À PROPOSTA DE EC </li></ul><ul><ul><li>Relação entre EC e Valor Normativo - o que está (ou não) contido no VN </li></ul></ul><ul><ul><li>Em decorrência, que “curva de carga” está implícita no cálculo de VN e qual o tratamento para curvas de carga diferentes da premissa original </li></ul></ul><ul><ul><li>Encargos de D ou T pagos pela Geração de pico </li></ul></ul><ul><ul><li>Validação do Custo de Interrupção (US$ 1540/MWh) </li></ul></ul><ul><ul><li>Definição da parcela do Custo de Interrupção que será paga antecipadamente versus durante uma interrupção </li></ul></ul>QUESTÕES REGULATÓRIAS PENDENTES
  40. 40. QUESTÕES REGULATÓRIAS PENDENTES <ul><li>ANALOGAMENTE, HÁ NECESSIDADE DE DISCUTIR ALGUNS ASPECTOS REFERENTES À PROGRAMAÇÃO DE MANUTENÇÃO COM O ONS </li></ul><ul><ul><li>Geradores estarão interessadas em estar disponíveis quanto o EC é mais elevado </li></ul></ul><ul><ul><li>Em princípio, este é também o interesse do ONS; mas podem existir situações particulares, localizadas em que, por questões de estabilidade do sistema, os interesses do ONS e do investidor podem ser ligeiramente divergentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Deve haver um diálogo constante entre as partes para evitar perdas financeiras para os investidores </li></ul></ul>
  41. 41. PRÓXIMOS PASSOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO ENCARGO DE CAPACIDADE <ul><li>COEX deve concordar com os conceitos aqui formulados </li></ul><ul><li>Diálogo com ANEEL e ONS em relação às questões regulatórias pendentes </li></ul><ul><li>Determinação dos pré-requisitos para implementação (por exemplo, outras regras de mercado que devem ser concordadas) </li></ul><ul><li>Necessidade de procedimentos temporários para pagamento e cobrança do EC (se houver) </li></ul><ul><li>Cálculo detalhado dos valores a vigorar a partir de 2000 </li></ul><ul><li>Submissão do tema ao COEX para aprovação final da metodologia, premissas e plano de implementação </li></ul>

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