Educação e saúde (leonardo)

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SAVASSI, LCM. Educação e Saúde. Ouro Preto: UFOP, 2011. [aula][online][disponível em https://sites.google.com/site/leosavassi][acesso em ##/##/20##]

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Educação e saúde (leonardo)

  1. 1. Educação em Saúde Leonardo C M Savassi Práticas em Serviços de Saúde II Segundo Período
  2. 2. Educação em Saúde
  3. 3. Educação: o que é? <ul><li>Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração individual e social. </li></ul><ul><li>Construção de conhecimento através do processo de ensino-aprendizagem em espaços formais e não formais de ensino, como escola, museus, comunidades </li></ul><ul><li>Prática social que prepara as pessoas para a vida em comunidade </li></ul><ul><li>Processo de desenvolvimento de consciência crítica que estimula a ação para mudança </li></ul>SCHALL, VT
  4. 4. Educação em Saúde: o que é? <ul><li>Processo capaz de desenvolver no indivíduo/ população consciência crítica das causas dos problemas de saúde, e possibilitar a sua participação para superá-los, na posição de sujeito, cidadão, co-responsável pelas ações e serviços de saúde, exercendo o controle social sobre esses serviços. </li></ul><ul><li>Educação permanente: profissionais de saúde </li></ul>SCHALL, VT
  5. 5. Educação em Saúde <ul><li>Saúde, Doença e Comportamento: o contexto em mudança </li></ul><ul><li>Maior causa de morte nos EEUU são doenças crônicas, onde sofrimento e morte prematura podem ser evitados por alterações positivas no comportamento: </li></ul><ul><ul><li>interesse em prevenir incapacidade e morte, </li></ul></ul><ul><ul><li>mudanças no estilo de vida, </li></ul></ul><ul><ul><li>participação em programas de screening. </li></ul></ul>GLANZ, K.
  6. 6. Educação em Saúde <ul><li>Saúde, Doença e Comportamento: o contexto em mudança </li></ul><ul><li>O perfil da situação de saúde do Brasil é de tripla carga de doenças, pela presença concomitante das doenças infecciosas e carenciais, das causas externas e das doenças crônicas. (Frenk, 2006) </li></ul>MENDES, EV.
  7. 7. Educação em Saúde <ul><li>Comportamento em saúde </li></ul><ul><li>É a preocupação central da educação em saúde. Mudanças positivas informadas no comportamento em saúde são tipicamente os objetivos finais dos programs de educação em saúde. </li></ul><ul><li>Os esforços educativos em saúde deveriam ser avaliadas sob seus efeitos sobre o comportamento saudável. </li></ul>GLANZ, K.
  8. 8. Educação em Saúde <ul><li>Comportamento em saúde </li></ul><ul><li>O comportamento em saúde é afetado por múltiplos níveis de influência: 1. intrapessoais ou fatores individuais; 2. interpessoais; 3. institucionais ou organizacionais; 4. comunitários e 5. de políticas públicas. </li></ul><ul><li>causalidade recíproca (indivíduos x ambientes): comportamento tanto influencia quanto é influenciado pelo ambiente social. </li></ul>GLANZ, K.
  9. 9. Educação em Saúde <ul><li>Exige um intercâmbio dinâmico entre teoria, pesquisa e prática para ser efetiva. </li></ul><ul><li>Traz para a prática real o que se conhece sobre práticas ideais de saúde. </li></ul><ul><li>Tenta trazer mudanças comportamentais a indivíduos/grupos/ populações de comportamentos presumidamente detrimentais para comportamentos condutivos a saúde presente e futura. </li></ul>GLANZ, K.
  10. 10. Educação em Saúde <ul><li>A pesquisa em ES é um ciclo de interações entre a pesquisa fundamental (determinantes, metodologias), pesquisa interventiva (objetivada na mudança), vigilância (seguimento) populacional e aplicação de programas. No núcleo deste ciclo está a síntese do conhecimento. </li></ul>GLANZ, K.
  11. 11. Educação em Saúde <ul><li>Inclui não só atividades instrutivas e outras estratégias para mudar o comportamento em saúde, mas também esforços organizativos, diretrizes políticas, suporte econômico, atividades ambientais, mídia de massa, e programas de nível comunitário. </li></ul>GLANZ, K.
  12. 12. Educação em Saúde <ul><li>Área do conhecimento desde 1919 (EEUU), mas há apenas 2 décadas cresceram suas publicações </li></ul><ul><li>Falta sistematização e maior divulgação de sua produção e seu potencial. </li></ul><ul><li>Campo eclético, amálgama de abordagens, métodos e estratégias, advindos das áreas das ciências sociais, humanas e da saúde. </li></ul><ul><li>Perspectivas teóricas, práticas e metodologias da psicologia, sociologia, antropologia, comunicação e marketing, e depende da epidemiologia, estatística e medicina, sobretudo saúde coletiva. </li></ul>GLANZ, K.
  13. 13. Educação em Saúde <ul><li>Locais para educação em saúde </li></ul><ul><li>Locais: todos. </li></ul><ul><li>Ambientes relevantes para ES contemporânea: </li></ul><ul><ul><li>Escolas </li></ul></ul><ul><ul><li>Comunidades </li></ul></ul><ul><ul><li>Ambientes de trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>Locais de cuidado a saúde </li></ul></ul><ul><ul><li>Domicílios </li></ul></ul>SCHALL, VT; GLANZ, K.
  14. 14. Educação em Saúde <ul><li>Público-alvo para educação em saúde </li></ul><ul><li>Educação em saúde só é efetiva com o entendimento do público alvo. </li></ul><ul><li>Este consiste em pessoas alcançáveis como indivíduos, grupos, comunidades,através de organizações, como entidades sócio-políticas ou em combinação destes. </li></ul><ul><li>Quatro dimensões podem caracterizar as potenciais audiências : Características sócio-demográficas; Fundo Étnico ou Racial; Estágios do ciclo de vida; Status de doença e riscos específicos. </li></ul>GLANZ, K.
  15. 15. Teorias da Educação em Saúde Theoria : ciências e atividades preocupadas no conhecimento per se . Praxis : meios nos quais comumente falamos em ação ou fazer. teoria e pesquisa não são o campo dos acadêmicos assim como prática não é somente o campo do clínico GLANZ, K.
  16. 16. Modelo de Crenças em Saúde SAVASSI, LCM; GLANZ, K.
  17. 17. Teoria da ação racional (TRA) – Teoria do comportamento planejado (TPB) GLANZ, K.
  18. 18. Teoria Cognitiva Social (SCT) <ul><li>O comportamento é explicado através de um modelo tríade, dinâmico e recíproco, onde comportamento, fatores pessoais (incluindo cognição) e influências ambientais interagem </li></ul>GLANZ, K.
  19. 19. Teoria Cognitiva Social (SCT) <ul><li>Construtos da SCT </li></ul><ul><li>Determinismo recíproco </li></ul><ul><li>Ambientes e situações </li></ul><ul><li>Aprendizado observacional </li></ul><ul><li>Capacidade comportamental </li></ul><ul><li>Reforços </li></ul><ul><li>Expectativas e Expectâncias de Desfechos. </li></ul><ul><li>Auto-eficácia </li></ul><ul><li>Auto-controle da performance </li></ul><ul><li>Lidando com o estímulo emocional </li></ul>GLANZ, K.
  20. 20. GRUPOS OPERATIVOS (ou: Como se faz Educação em Saúde hoje na APS?)
  21. 21. <ul><li>Uma das principais ferramentas para promoção da saúde, prevenção (primária ou secundária) de doenças e integralidade é o trabalho em grupo. </li></ul>DIAS, RB
  22. 22. TEORIA <ul><li>A teoria e técnica de grupos operativos, foi desenvolvida por Enrique Pichon-Rivière (1907-1977), médico psiquiatra e psicanalista de origem suíça, que viveu na Argentina desde seus 4 anos de idade. </li></ul><ul><li>O fenômeno disparador da técnica de grupos operativos foi agreve do pessoal de enfermagem no hospital psiquiátrico De Las Mercês , em Rosário, onde desempenhava atividades clínicas e docentes. </li></ul><ul><li>Para superar aquela situação crítica, Pichon-Rivière colocou os pacientes menos comprometidos para assistir aos mais comprometidos. Observou que ambos, subgrupos, apresentaram significativas melhoras de seus quadros clínicos. </li></ul>DIAS, RB
  23. 23. TEORIA <ul><li>O novo processo de comunicação estabelecido entre os pacientes e a ruptura de papéis estereotipados - o de quem é cuidado, para o de quem cuida - foram os elementos referenciais do processo de evolução desses enfermos. </li></ul><ul><li>Intrigado com esse resultado passou a estudar os fenômenos grupais a partir dos postulados da psicanálise, da teoria de campo de Kurt Lewin e da teoria de Comunicação e Interação. </li></ul>DIAS, RB
  24. 24. TEORIA <ul><li>Pichon Riviére (1945), definiu grupo operativo como: </li></ul><ul><li>“ Um conjunto de pessoas com um objetivo em comum&quot; . </li></ul><ul><li>Os grupos operativos trabalham na dialética do ensinar-aprender; </li></ul><ul><li>O trabalho em grupo proporciona uma interação entre as pessoas, onde elas tanto aprendem como também são sujeitos do saber, mesmo que seja apenas pelo fato da sua experiência de vida; </li></ul><ul><li>Dessa forma, ao mesmo tempo em que aprendem, ensinam também. </li></ul>DIAS, RB
  25. 25. CARACTERÍSTICAS: <ul><li>Os integrantes deverão estar reunidos em torno de um mesmo interesse; </li></ul><ul><li>O grupo se constitui como uma nova identidade; </li></ul><ul><li>Discriminadas as identidades individuais; </li></ul><ul><li>Algum tipo de vínculo entre os integrantes. </li></ul>DIAS, RB
  26. 26. CAMPO GRUPAL DINÂMICO: 6 FENÔMENOS <ul><ul><li>Ressonância; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fenômeno do espelho; </li></ul></ul><ul><ul><li>Função de continente; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fenômeno da pertencência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Discriminação e </li></ul></ul><ul><ul><li>Comunicação. </li></ul></ul>DIAS, RB
  27. 27. <ul><li>1) A ressonância, que é um fenômeno comunicacional, onde a fala trazida por um membro do grupo vai ressoar em outro, transmitindo um significado afetivo equivalente, e assim, sucessivamente. </li></ul><ul><li>2) O fenômeno do espelho, conhecido como galeria dos espelhos, onde cada um pode ser refletido nos, e pelos outros; o que nada mais é, do que a questão da identificação, onde o indivíduo se reconhece sendo reconhecido pelo outro, e assim vai formando a sua identidade; </li></ul><ul><li>3) A função de &quot;continente&quot;, ou seja, o grupo coeso exerce a função de ser continente das angústias e necessidades de cada um de seus integrantes. </li></ul>CAMPO GRUPAL DINÂMICO: DIAS, RB
  28. 28. CAMPO GRUPAL DINÂMICO: <ul><li>4) O fenômeno da pertencência: &quot;o quanto cada indivíduo necessita ser reconhecido pelos demais do grupo como alguém que, de fato, pertence ao grupo. Alude à necessidade de que cada um reconheça o outro como alguém que tem o direito de ser diferente e emancipado dele&quot; </li></ul><ul><li>5) A discriminação: capacidade diferenciar o que pertence ao sujeito e o que é do outro; </li></ul><ul><li>6) A comunicação (verbal ou não), fenômeno essencial em qualquer grupo onde mensagens são enviadas e recebidas, havendo reações por todos os membros do grupo . </li></ul>DIAS, RB
  29. 29. VÍNCULO <ul><ul><li>O vínculo é um processo motivado que tem direção e sentido, isto é, tem um porquê é um para quê. Identificamos se o vínculo foi estabelecido, quando ocorre uma mútua representação interna. </li></ul></ul><ul><ul><li>Cada pessoa se relaciona de acordo com seus modelos inaugurais de vinculação, de acordo com suas matrizes de aprendizagem, e tende a reeditar esse modelo em outras circunstâncias, sem levar em conta a realidade externa, o inusitado, repetindo padrões estereotipados, resistindo que algo, verdadeiramente, novo aconteça. </li></ul></ul>DIAS, RB
  30. 30. TAREFA <ul><ul><li>Diz respeito ao modo pelo qual cada integrante interage a partir de suas próprias necessidades. Necessidades essas, que para Pichon-Rivière, constituem-se em um pólo norteador de conduta. </li></ul></ul><ul><ul><li>Um grupo operativo pressupõe aprendizagem. </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprender na ótica pichoneana é sinônimo de mudança. </li></ul></ul><ul><ul><li>E nessa mesma ótica, em toda situação de mudança são mobilizados dois medos básicos: da perda e do ataque. </li></ul></ul><ul><ul><li>MEDO DE PERDER O JÁ ESTABELECIDO, O JÁ CONQUISTADO E CONHECIDO. </li></ul></ul>DIAS, RB
  31. 31. OBJETIVOS E INTEGRANTES <ul><ul><li>Grupos vinculados por patologia; </li></ul></ul><ul><ul><li>(HAS, Diabetes, Asma, saúde mental, desnutrição, dependência química, etc) </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupos de promoção da saúde, formados por fases do ciclo de vida; </li></ul></ul><ul><ul><li>(gestantes, puericultura, adolescentes, climatério, terceira idade, etc) </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupos heterogêneos. </li></ul></ul>DIAS, RB
  32. 32. ENCONTROS <ul><ul><li>Grupos vinculados por patologia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Intervalos entre as reuniões de 2 a 3 meses. </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupos de promoção da saúde, formados por fases do ciclo de vida; </li></ul></ul><ul><ul><li>Menos intervalo entre as reuniões (geralmente mensais), os participantes podem variar. </li></ul></ul><ul><ul><li>Grupos heterogêneos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Números de encontros pré-estabelecidos com menor intervalo entre as reuniões, os participantes são os mesmos do inicio ao fim. </li></ul></ul>DIAS, RB
  33. 33. Grupos de Promoção da Saúde <ul><li>Mudança </li></ul><ul><li>Hábitos Saudáveis </li></ul><ul><li>Saúde Integral </li></ul><ul><li>Autocuidado </li></ul><ul><li>Construindo </li></ul>DIAS, RB
  34. 34. INSTRUMENTOS <ul><ul><li>A escolha dos instrumentos de trabalho podem variar de acordo com os objetivos do grupo, recursos didáticos disponíveis e identidade do grupo. </li></ul></ul>
  35. 35. DICAS E CONSIDERAÇÕES <ul><ul><li>Tamanho do grupo: </li></ul></ul><ul><ul><li>A principio se trabalha com grupos pequenos de 15-25 indivíduos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Local de trabalho: </li></ul></ul><ul><ul><li>Espaço físico adequado; </li></ul></ul><ul><ul><li>Definir contrato de trabalho para as reuniões, horários pré-estabelecidos de inicio e termino, periodicidade e freqüência, não aceitar membros que estão faltando muito. </li></ul></ul>DIAS, RB
  36. 36. <ul><ul><li>Os grupos operativos são ferramentas de incorporação do saber caracterizados pela horizontalidade do saber, e da responsabilização do usuário como agente ativo da mudança de hábitos. </li></ul></ul><ul><ul><li>“ A TRADUÇÃO MAIS PURA DA PROMOÇÃO DA SAÚDE” (DIAS, RB) </li></ul></ul>DIAS, RB
  37. 37. <ul><li>“ O educador em saúde que não conhece as teorias e os métodos de pesquisa é como um mecânico ou um técnico, nem sempre compreende ou investiga o porquê antes de planejar suas ações e estudos.” </li></ul><ul><li>“ Conhecer a teoria permite ultrapassar a ação restrita ou a mera aplicação de receitas prontas, permite refletir e criar, constantemente, uma nova forma, estratégia, metodologia, ou material informativo/educativo, em sintonia com os diferentes indivíduos, populações e contextos.” </li></ul>GLANZ, K.
  38. 38. <ul><li>Obrigado! </li></ul><ul><li>Leonardo C M Savassi </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>http://sites.google.com/site/leosavassi </li></ul>

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