Reengenharia da sensorialidade e da paisagem , em criações artísticas leci augusto

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Apresentação no Laboratório de Arte e tecnociência da UnB/Gama, coordenação Diana Domingues.
Relação de conceitos e poética desenvolvida.

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Reengenharia da sensorialidade e da paisagem , em criações artísticas leci augusto

  1. 1. Reengenharia da sensorialidade e da paisagem , em criações artísticas Leci Augusto - UnB, Gama, 2010
  2. 2. Passagens, 2007 (environmental art)
  3. 3. O ambiente físico, desde sempre, é fonte de inspiração e forma de expressão para narrativas e representações poéticas em diversas linguagens. Num dado momento, esse ambiente natural – lugar das criações artísticas, por um viés interdisciplinar, é de grande valor para produção de conhecimento histórico e cultural, pois combina o olhar do artista sobre a realidade em suas dimensões objetiva e subjetiva, a memória individual e coletiva, além dos processos materiais e simbólicos.
  4. 4. A esgratégia utilizada se configura como elemento da paisagem, resignificando o ambiente natural e redesenhando a paisagem onde se inserem. Nestas paisagens que se converteram em material de configuração artística, os elementos aleatórios, como a chuva, o vento, por exemplo, tornam-se elementos constitutivos da própria obra. A obra termina quando se degrada por completo.
  5. 5. O Objetivo da Intervenção foi remarcar os caminhos elaborados pela passagem cotidiana das pessoas anônimas. Ao remarcar este caminhos, repõem-se as atitudes sociais , os processos matérias e simbólicos que atribuímos as caminhadas. O trabalho demarca o território, revela a passagem e torna visível a plasticidade do lugar.
  6. 6. Na perspectiva fenomenológica a consciência, não esta mais separada da experiência vivida, de modo que não há separação ou oposição entre os dados sensível e racional no ato de apreensão das coisas e nossas experiências constituem a fonte de todo o conhecimento adquirido no próprio mundo e o mundo só passa a existir quando atribuímos um significado. Sendo assim, a consciência está ininterruptamente voltando-se para o mundo e a apreensão do mundo se dá na mediação da experiência corporal. Na obra Territorialização do Desejo a fotografia erótica enviadas por bluetooth aos telefones conectados funciona como “inputs sensoriais visuais”, por meio do qual o estímulo sensório sensual chega ao participante, provocando emoções. O indivíduo que recebe colabora, pela percepção, selecionando, organizando e interpretando o estímulo recebido.
  7. 7. Bio sonitus lux, 2009
  8. 8. Corpo - espaço O espaço da experiência é o espaço em que predomina a corporalidade dos sujeitos. Fisicamente o corpo habita o espaço e isto lhe constitui. Estar é constituir-se de matéria numa coporalidade espacial. Sendo assim, o espaço é lugar do corpo. Corpo e espaço se imbrincam, sujeito implicado no espaço, ao conheçê-lo o faz de modo significativo e daí atribui-lhe sentido , pois sua condição homo-semioticus.
  9. 9. 14 Bis, 2009. Realidade aumentada (AR)
  10. 10. Extrusão da consciência . O ser humano não significa mais estar imerso na memória genética, mas estar reconfigurado no campo eletromagnético do circuito, no domínio da imagem. Sterlac •Diante da obra - 14 BIS, com o corpo acoplado (os órgãos sensoriais a sistemas artificiais) ao dispositivo móvel percebe-se a necessidade de deslocamento, em várias direções, na busca do melhor ângulo para experimentação dos quase dez metros de objeto sintético modelado, ocupando praticamente, a tele inteira do telefone celular, quando nos aproximamos do ponto coincidente das coordenadas de medição e inserção do objeto no espaço. Durante estes deslocamentos, quando existe maior aproximação do objeto inserido na paisagem misturada, o corpo e as coisas co-interrogam-se simultaneamente, pelo próprio dinamismo dos eventos e pela qualidade da sensorialidade humana, que não permite que os eventos sejam registrados servilmente, o que há é uma co-existência no real e no virtual – existência bioscíbrida-, que possibilita, segundo Domingues (2009, p.07), a redefinição da experiência humana por processos cognitivos e subjetivos de reenquadramento de consciência pela experiência plurisensorial. •SANTOS, Milton. O autor ao abordar a palavra evento fala que o vocábulo ganha diferentes acepções em múltiplos sentidos. Cada autor qualifica o vocábulo no interior do seu sistema de idéias. Para Russel, um evento resulta de uma série de instantes. "Gostaríamos de definir 'instante' de tal modo que cada evento existisse numa série contínua e linear de instantes [...] Não devemos ver os instantes como algo independente dos eventos e que possa ser ocupado por estes como chapéus ocupam os cabides. Cada evento será parte integrante de muitas dessas estruturas, que serão instantes durante os quais ele existe: 'a' cada instante, que é uma estrutura da qual o evento faz parte" (RUSSEL, 1948, 1966, p. 287 apud SANTOS, 2004, p.143). •
  11. 11. SYS*017.ReR*06/PiG-EqN 5*8. Matheu Briand. 2001. Ateliers d'Artistes de la ville de Marseille, 2001 (photo : Denis Prisset)
  12. 12. •Palavras -chave •Corpo/espaço •Espaço imersivo na arte; •Geografia (Milton Santos) •Periferia Mark Weiser – naturalização dos objetos •Reengenharia dos sentidos –Maturana e varela - Corpo físico –Sterlac – ação filogenética e corpo interface –Sentido de presença •Corpo Acoplado-Condição Humana em Interações Expandidas.
  13. 13. Referências •A.JONES,Caroline (edit).SENSORIUM: Embodied experience, tecnology, and Contemporany art. The MIT Press, cambridge, Massachusetts, 2006. •MERLEAU-PONTY- Fenomenologia da percepção. São Paulo. Ed. Martins Fontes, 1999. P. 111-463. •LIPARD, Lucy. Olerlay: Contemporary Art and Art of Prehistory: New York: The New press, 1983. •KRAUSS, Rosalind E. Caminhos da Escultura Moderna; Tradução de Júlio Fisher.- São Paulo: Martins Fontes, 1998. •SANTOS, Milton. A natureza do Espaço; •SCHAMA, Simon. Paisagem e Memória; tradução Hildergard Feist.- São Paulo: Companhia das Letras, 1996. •www.robertsmithson.com/ •http://www.richardlong.org/sculptures/paddy.html - Acesso em 02/07/2005 •http://www1.uol.com.br/bienal/24bienal/nuh/enuhhesmit01.htm - Acesso em 17/06/2005.

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