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Técnicas de administração de vacinas 2016

Processo de Atualização Permanente nas Ações de Imunizações

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Técnicas de administração de vacinas 2016

  1. 1. 1 2 4 5 6 7 Minimizando problemas
  2. 2. 1 2 4 5 6 7
  3. 3.  A vacinação parenteral é a causa mais frequente de dor iatrogênica em criança;  Com o contínuo aumento do número de vacinas, há um interesse crescente em técnicas para redução da dor;  Intervenções físicas e técnicas de aplicação reduzem a dor da injeção e são facilmente incorporadas à rotina: Taddio A et al. Physical interventionsa nd injection techniques for reducing injection pain during routine childhood immunizations: systematicre view of randomized controlled t rial sand quasi-randomized controlled trials.ClinTher. 2009;31 (Suppl 2):S48-76.
  4. 4. Higiene das mãos: A higiene das mãos é um procedimento de fundamental importância que necessita ser realizado antes de cada administração e deve ser repetido ao final de toda a aplicação
  5. 5. 1 2 4 5 6 7 Antes da aplicação Registrar sempre: • Data; • Vacina; • Produtor; • Lote; • Vacinador; • Data validade. Registros devem estar com o paciente e com quem aplicou: • Caderneta; • Prontuário eletrônico. Conferir sempre vacina e paciente!!!
  6. 6. 1 2 4 5 6 7 “A vacinação não se limita ao ato de aplicar a vacina!”  Procedimentos antes do momento da vacinação.  Procedimentos no momento da vacinação.  Procedimentos após o momento da vacinação.  Procedimentos antes do momento da vacinação.  Procedimentos no momento da vacinação.  Procedimentos após o momento da vacinação. Rotinas
  7. 7. 1 2 4 5 6 7 Anti-sepsia da pele precedendo a vacinação • “Ainda que a pele esteja visivelmente suja e deva ser limpa, a antissepsia da pele antes de aplicar uma injeção é desnecessária. • Estudos sugerem que não existe risco aumentado de infecção quando injeções são aplicadas sem preparo prévio. • As bactérias da flora da pele podem ser introduzidas por punção, no entanto, a maioria dessas bactérias não é patogênica e o número de organismos introduzidos é insuficiente para a formação de abscesso. • Os protocolos tradicionais de preparo da pele, inclusive o uso de álcool 70% podem ser insuficientes para eliminar a flora da pele devido ao tempo curto de exposição. Enquanto que os benefícios do preparo prévio da pele não são evidentes, o preparo inadequado pode ser perigoso. • Bolas de algodão armazenadas em frascos com solução anti-séptica não devem ser utilizadas.” Hutin Y, Hauri A, Chiarello L et al. Best control practices for intradermal, subcutaneous, and intramuscular needle injections. Bull. WHO 2003; 81:491-500.
  8. 8. 1 2 4 5 6 7 Uso de antisseptico • Quando da utilização de antissépticos, devemos utilizá-los da maneira correta de acordo com as recomendações do fabricante; • Entre os antissépticos disponíveis para a antissepsia da pele, o álcool etílico a 70% é o que apresenta maior segurança e eficácia, com melhor custo benefício, baixa toxicidade , facilidade de aquisição , aplicação e evaporação rápida. Essa é uma vantagem, pois o antisséptico deverá secar antes da aplicação da vacina; • O contato do álcool a 70% com a pele deve ser de 30 segundos e deve ser usado com uma gaze ou algodão seco; • A diluição é fundamental, pois concentrações mais elevadas poderão desidratar as bactérias sem destrui-las. Santos AAM, Verotti MP, Sanmartin JA, Mesiano ERAB. Importância do álcool no controle de infecções em serviços de saúde. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/controle_alcool.pdf. Acessado em 10.05.2006 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para vacinação / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. Pág. 45.
  9. 9. 1 2 4 5 6 7 Preparo e manuseio da vacina • As vacinas com sais de alumínio, em particular, devem ser agitadas para que ocorra homogeneização da solução, que tende a apresentar depósito, evitando-se assim reações locais e formação de nódulo; • Esse procedimento deve ser realizado antes de aspirar qualquer dose de vacina para ser aplicada, independentemente de ser líquida ou reconstituída. (não esquecer também da BCG)
  10. 10. 1 2 4 5 6 7 Preparo e homogeneização da vacina A reconstituição deve ser feita: aspirando todo o diluente e depois injetando lentamente no frasco do liófilo e em seguida homogeneizar a solução fazendo um movimento rotativo, sem criar espuma. A reconstituição deve ser feita: aspirando todo o diluente e depois injetando lentamente no frasco do liófilo e em seguida homogeneizar a solução fazendo um movimento rotativo, sem criar espuma.
  11. 11. 1 2 4 5 6 7 Manuseio da vacina O inadequado manuseio dos frascos multidose pode determinar a sua contaminação por diferentes patógenos, geralmente bactérias ou fungos. Por esse motivo, essas vacinas recebem a adição de substância fungistática, bacteriostática e virucida, geralmente o timerosal, com ação conservante também. A maioria das vacinas liofilizadas não contém conservante, portanto um cuidado maior deve ser empregado quando do manuseio desses frascos, sendo esta outra razão para terem a validade reduzida após a reconstituição.
  12. 12. 1 2 4 5 6 7
  13. 13. 1 2 4 5 6 7 A solução é introduzida na cavidade oral e é utilizada para substâncias que são absorvidas no trato gastrintestinal
  14. 14. 1 2 4 5 6 7 • Nesta via, a solução é introduzida nas camadas superficiais da derme. • A seringa a ser utilizada deve ser a de 0,5 ml ou 1,0 ml com graduação de 0,1 ml e agulha de bisel curto. • O bisel ao ser introduzido deve estar voltado para cima paralelamente à superfície da pele. • A região a ser utilizada para a aplicação deve estar levemente distendida pelo dedo indicador e polegar da mão não dominante, injetando o líquido suavemente. Aguardar cerca de 10 seg. para retirar a agulha. Observando–se a formação de uma pápula esbranquiçada.
  15. 15. 1 2 4 5 6 7 • A agulha deve ser curta (13 x 4,5), podendo ser introduzida em ângulo de 90º em adultos, e em crianças entre 45º e 60º; • Para aplicação, deve ser realizada uma “prega” do subcutâneo utilizando apenas dois dedos, evitando o levantamento da fáscia muscular; • Não se recomenda a aspiração nem tampouco a massagem local após a injeção SC; • Sua administração deve sempre ser lenta e em seguida fazer uma pressão com algodão seco, para evitar sangramento; • A agulha deve ser curta (13 x 4,5), podendo ser introduzida em ângulo de 90º em adultos, e em crianças entre 45º e 60º; • Para aplicação, deve ser realizada uma “prega” do subcutâneo utilizando apenas dois dedos, evitando o levantamento da fáscia muscular; • Não se recomenda a aspiração nem tampouco a massagem local após a injeção SC; • Sua administração deve sempre ser lenta e em seguida fazer uma pressão com algodão seco, para evitar sangramento;
  16. 16. 1 2 4 5 6 7 • Tem absorção lenta, pois se trata de um tecido menos irrigado; • A via subcutânea é geralmente empregada para vacinas de vírus atenuado; • Devem ser evitados locais em que as estruturas ósseas estejam mais próximas da camada subcutânea, como nas protuberâncias ósseas; • A coxa costuma ser mais dolorida; • Tradicionalmente, por padronização e facilidade de aplicação, as vacinas de uso subcutâneo, podem ser aplicadas na região posterior do braço
  17. 17. 1 2 4 5 6 7 Vasto lateral da coxa Deltóide
  18. 18. 1 2 4 5 6 7 • Utilizada para administração de soluções irritantes com maiores volumes; • Tem rápida absorção, porque é uma região bastante vascularizada
  19. 19. 1 2 4 5 6 7 • Revisão de literatura e entrevista com especialista: • Inserção a 90º é melhor do que a 45º - 60º em termos de segurança, eficácia da vacina e conforto para o paciente Warren BL. Intramuscular injection angle: evidence for practice? Nurs Prax N Z 2002; 18(2):42-51.
  20. 20. 1 2 4 5 6 7 O mito dos 90ºO mito dos 90º Um ângulo de 72º permite atingir 95% da profundidade atingida por um ângulo de 90º; A recomendação de utilizar um ângulo de 90º pode ser menos rígida, permitindo qualquer inclinação entre 72º e 90º. Katsma DL, Katsma R. The myth of the 90 degrees-angle intramuscular injection. Nurse Educ 2000; 25(1):34-7.
  21. 21. 1 2 4 5 6 7
  22. 22. 1 2 4 5 6 7
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  26. 26. 1 2 4 5 6 7 Comprimento da agulha para aplicação IM noComprimento da agulha para aplicação IM no vasto lateral de lactentes e crianças pequenasvasto lateral de lactentes e crianças pequenas  Há duas técnicas comumente recomendadas: a da OMS, uso na Europa e a dos EUA.  A técnica americana recomenda aplicação com agulha de 25mm e ângulo de 45o com inclinação podal.* (atualmente a recomendação é de agulha variando de 16, 22, 25mm em ângulo reto**)  A técnica da OMS recomenda agulha de 16mm e ângulo de 90o , com estiramento da pele com dois dedos (técnica em “Z”).  O Manual de Procedimentos do MS (2014-pág.49), recomenda o uso da agulha de 20 mm, com inclinação de 900. **Bergerson OS, Singer AS, Kaplan AM. Intramuscular injections in Children. Pediatrics 1982; 70:944-8 **Centers for Disease Control and Prevention. General Recommendations on Immunization Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR 2006; 55(RR-15):1-48 ttp://www.cdc.gov/mmwr/PDF/rr/rr5515.pdf Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para vacinação / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. Pág. 49
  27. 27. 1 2 4 5 6 7 A agulha deve ser escolhida tendo em vista: A espessura da camada subcutânea e a distância entre a pele e as estruturas ósseas subjacentes; O ângulo de aplicação deve ser adequado ao tamanho da agulha; A cada aplicação deve ser feita uma avaliação individual para definir qual o tamanho da agulha ideal; De modo geral utilizam-se agulhas: vasto lateral, 16mm, 20mm ou 25mm deltóide, 16 a 30 mm Esses são os tamanhos mais indicados. O diâmetro também é importante.
  28. 28. 1 2 4 5 6 7
  29. 29. 1 2 4 5 6 7
  30. 30. 1 2 4 5 6 7  Injetar a vacina à velocidade de 10 segundos por ml. – permite que as fibras musculares se ajustem ao volume injetado, diminuindo também o risco de refluxo pelo trajeto da agulha;  Após a introdução, esperar 10 segundos antes da retirada da agulha – permite a difusão da vacina pelo tecido muscular adjacente.
  31. 31. 1 2 4 5 6 7  Retirar a agulha com um movimento suave e contínuo;  Aplicar uma pequena pressão com um algodão seco;  Não usar algodão com álcool, pois pode causar dor ou ardência
  32. 32. 1 2 4 5 6 7  Síncope pode ocorrer após a imunização, particularmente em adolescentes e adultos jovens;  O profissional de saúde deve estar ciente das manifestações pré- síncope e estar atento para prevenir lesões se ocorrerem fraquezas, tonturas ou perda consciência;  Através da ansiedade apresentada pelo paciente, muitas vezes podemos antever a síncope, neste caso, se colocarmos o paciente sentado ou deitado durante 15 min, após a vacinação, ou até mesmo vacinarmos com ele sentado, poderemos evitar muitos episódios de síncope e lesões secundárias;  Se a síncope se desenvolver, os pacientes devem ser observados até que eles estejam assintomáticos;  Síncope pode ocorrer após a imunização, particularmente em adolescentes e adultos jovens;  O profissional de saúde deve estar ciente das manifestações pré- síncope e estar atento para prevenir lesões se ocorrerem fraquezas, tonturas ou perda consciência;  Através da ansiedade apresentada pelo paciente, muitas vezes podemos antever a síncope, neste caso, se colocarmos o paciente sentado ou deitado durante 15 min, após a vacinação, ou até mesmo vacinarmos com ele sentado, poderemos evitar muitos episódios de síncope e lesões secundárias;  Se a síncope se desenvolver, os pacientes devem ser observados até que eles estejam assintomáticos;
  33. 33. 1 2 4 5 6 7 • Higiene das mãos: A higiene das mãos é um procedimento de fundamental importância que necessita ser realizado antes de cada administração e deve ser repetido ao final de toda a aplicação.
  34. 34. 1 2 4 5 6 7 é realé real Medo da reação e da injeção
  35. 35. 1 2 4 5 6 7 “O uso de luvas não é necessário a não ser quando o profissional deverá ter contato com fluidos corpóreos potencialmente infectantes ou tenha lesões nas mãos”. Ministério da Saúde. Fundação Nacional da Saúde. Manual de procedimentos para vacinação. 4a ed. Brasília: Fundação Nacional da Saúde, 2014 – pág.45 American Academy of Pediatrics. Active and passive immunization. In: Pickering LK, ed. Red Book: 2003 Report of the Committee on Infectious Diseases. 26th ed. Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics; 2003. Hutin Y, Hauri A, Chiarello L et al. Best control practices for intradermal, subcutaneous, and intramuscular needle injections. Bull WHO 2003; 81:491-500. Watson JC, Peter G. General immunization practices. In: Plotkin SA, Orenstein WA (ed). Vaccines. 4rd edition. Philadelphia:W.B. Saunders Co., 2004. p.91-122.
  36. 36. 1 2 4 5 6 7 • Ressaltamos que “não necessário” não significa “proibição”. Portanto quando utilizadas, deverão ser trocadas, com anterior higienização das mãos, a cada aplicação; • Cabe enfatizar que o uso de luvas, quando indicado, não substitui a lavagem das mãos. (Recomenda-se a lavagem com sabão comum ou glicerinado, ou antissepsia com álcool a 70%; • Nunca devemos esquecer que a higienização das mãos é um procedimento de fundamental importância que necessita ser realizado antes de cada aplicação e deve ser repetida ao final. Essa é uma medida simples e de alto impacto no controle de infecções .
  37. 37. 1 2 4 5 6 7 Gray L, Miller LW, Phillipp BL, Blass EM. Breastfeeding is analgesic in healthy newborns. Pediatrics. 2002;109 :590 –593
  38. 38. 1 2 4 5 6 7 • Quando da aplicação de TETRA e PCV-7, a dor local foi significativamente menor quando a TETRA foi aplicada antes e a PCV-7 depois. 120 lactentes entre 2 e 6 meses de idade • 60 TETRA antes de PCV-7 • 60 PCV-10 antes de TETRA De acordo com as três escalas de avaliação: 1. dor classificada por observadores independentes, 2. observações paternas, 3. presença ou ausência de choro.
  39. 39. 1 2 4 5 6 7 A recomendação é de que TETRA seja aplicada antes da PCV-7 A vacina mais dolorida deve ser aplicada primeiro. O diretor científico do estudo, o Dr. Moshe Ipp, da Universidade de Toronto, disse que aplicar as vacinas na ordem correta era um método de trabalho simples e efetivo. "O custo desse procedimento é zero", ele afirmou, "e não há dificuldade alguma para incorporá-lo às práticas clínicas". Ipp M et al. Order of vaccineinjectionandinfantpainresponse. ArchPediatrAdolescMed. 2009;163(5):469-72
  40. 40. 1 2 4 5 6 7
  41. 41. 1 2 4 5 6 7  Os profissionais de saúde devem ter conhecimento atualizado sobre vacinas para poder explicar com segurança sua necessidade, benefícios e riscos;  As explicações devem ser cientificamente fundamentadas e coerentes entre os diversos profissionais;  Isso somente se alcança através de educação continuada, acesso fácil à informação e clareza na compreensão dos problemas.
  42. 42. 1 2 4 5 6 7 BRASILUSA
  43. 43. 1 2 4 5 6 7
  44. 44. 1 2 4 5 6 7 É importante continuar, entusiasticamente, utilizando vacinas, para o necessário controle das doenças, mas não devemos esquecer o óbvio : A eficácia dependerá da qualidade da vacina administrada e qualquer erro, negligência ou complacência na conservação, transporte e aplicação é um convite para falha vacinal.
  45. 45. 1 2 4 5 6 7 Muito Obrigada! Nós é que agradecemos! SMS 3452-6973 / 6980 imunizacao.sms@hotmail.com

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