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Todos perderam com a recessao em 2015?

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Nas avaliações sobre a política econômica praticada em 2015 têm predominado aspectos de natureza subjetiva, relacionados ao fracasso do Governo em reconquistar a assim chamada “confiança”. Ainda que esse tom negativo prevaleça, diversas variantes do argumento podem ser identificadas: alguns dirão que nem se fez o ajuste prometido, outros que este não funcionou para reduzir a taxa de inflação ou para retomar o investimento.

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Todos perderam com a recessao em 2015?

  1. 1. www.fee.rs.gov.br Todos perderam com a recessão em 2015? Fernando Maccari Lara Pesquisador em Economia
  2. 2. www.fee.rs.gov.br Taxa de câmbio e o regime de metas de inflação • Nos anos em que a meta de inflação não foi alcançada, houve desvalorização do câmbio nominal • Foi o caso do ano de 2015 • A intensidade da inflação e/ou de sua aceleração após ou durante uma desvalorização do câmbio nominal é fator fundamental para a desvalorização cambial em termos reais • Centralidade dos condicionantes distributivos
  3. 3. www.fee.rs.gov.br Taxa de câmbio nominal (1994-2016) 0.00 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 3.00 3.50 4.00 4.50 1995.01 1995.07 1996.01 1996.07 1997.01 1997.07 1998.01 1998.07 1999.01 1999.07 2000.01 2000.07 2001.01 2001.07 2002.01 2002.07 2003.01 2003.07 2004.01 2004.07 2005.01 2005.07 2006.01 2006.07 2007.01 2007.07 2008.01 2008.07 2009.01 2009.07 2010.01 2010.07 2011.01 2011.07 2012.01 2012.07 2013.01 2013.07 2014.01 2014.07 2015.01 2015.07 2016.01
  4. 4. www.fee.rs.gov.br Taxa de câmbio real 𝐸 = 𝑒. 𝑃∗ 𝑃 Desvalorização nominal do câmbio (e) resulta em desvalorização real do câmbio (E) dependendo do comportamento: - dos preços internacionais (P*); - dos preços domésticos (P), ou seja, da taxa de inflação doméstica; No caso do Brasil, em 2015: - Desvalorização nominal de 46,7% ao longo do ano; - Baixa inflação internacional / queda de preços de commodities; - Taxa de inflação doméstica de 10,7% (IPCA).  Desvalorização real de cerca de 20-25%
  5. 5. www.fee.rs.gov.br Variações do IPCA, preços monitorados e preços livres (2014-2015) FONTE: IBGE 0.00% 5.00% 10.00% 15.00% 20.00% IPCA monitorados livres 2014 2015
  6. 6. www.fee.rs.gov.br Variações dos preços livres, comercializáveis e não comercializáveis (2014-2015) FONTE: IBGE 0.00% 1.00% 2.00% 3.00% 4.00% 5.00% 6.00% 7.00% 8.00% 9.00% 10.00% livres comercializáveis não comercializáveis 2014 2015 aceleração
  7. 7. www.fee.rs.gov.br Canal de transmissão pelos custos Desvalorização cambial  Custo de insumos importados  Custo global de produção  Preço final do produto Repasse dos custos aos preços pode ser: - Completo - Incompleto Isto determina variação ou não da margem bruta de lucros
  8. 8. www.fee.rs.gov.br Canal de transmissão pela margem Depreciação cambial  Preços dos comercializáveis em R$  Teto para o preço doméstico  Margem bruta • No caso das exportações, o aumento dos preços em R$ é automático; • Nos comercializáveis para o mercado interno, há espaço para elevar os preços; • Se o aumento efetivo do preço for maior do que os custos, aumenta a margem.
  9. 9. www.fee.rs.gov.br Variações dos índices de rentabilidade das exportações (2014-2015) -40.00% -30.00% -20.00% -10.00% 0.00% 10.00% 20.00% 30.00% 40.00% 50.00% 60.00% FONTE: FUNCEX Obs.: as barras do gráfico correspondem a cada um dos 29 setores (primários e industriais) cuja rentabilidade das exportações são avaliadas pela FUNCEX.
  10. 10. www.fee.rs.gov.br FONTE: BANCO CENTRAL DO BRASIL 0.0% 5.0% 10.0% 15.0% 20.0% 25.0% 30.0% 35.0% 40.0% 2013 2014 2015 Câmbio real corrigido pela produtividade Relação câmbio/salário Relação câmbio/salário corrigida pela produtividade Câmbio real e relação câmbio/salário (variação em relação ao ano anterior 2012- 2015)
  11. 11. www.fee.rs.gov.br Taxa real de juros (2014-2015) (ex ante – CDI deflacionado pela expectativa de inflação) 2.00% 3.00% 4.00% 5.00% 6.00% 7.00% 8.00% 9.00% jan-14 fev-14 mar-14 abr-14 mai-14 jun-14 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 ago-15 set-15 out-15 nov-15 dez-15 FONTE: BANCO CENTRAL DO BRASIL
  12. 12. www.fee.rs.gov.br FONTE: Relatório DIEESE / Demonstrações financeiras dos bancos Lucro Líquido Rentabilidade sobre o patrimônio líquido Bradesco 16,4 0,4 Itaú/Unibanco 15,6 -0,1 Santander 13,2 1,3 Banco do Brasil 28,0 1,9 Caixa 0,9 -3,8 Resultados dos cinco maiores bancos (taxas de variação 2014/2015)
  13. 13. www.fee.rs.gov.br Variação do custo unitário do trabalho (US$) (médias anuais comparadas) FONTE: BANCO CENTRAL DO BRASIL 16.6% -3.4% -4.5% -0.6% -21.6%-25.0% -20.0% -15.0% -10.0% -5.0% 0.0% 5.0% 10.0% 15.0% 20.0% 2011 2012 2013 2014 2015
  14. 14. www.fee.rs.gov.br Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser Diretoria Presidente: Igor Alexandre Clemente de Morais Diretor Técnico: Martinho Roberto Lazzari Diretora Administrativa: Nóra Angela Gundlach Kraemer Rua Duque de Caxias, 1691 Centro Histórico, Porto Alegre CEP: 90010-283 (51) 3216.9000 Fernando Maccari Lara Núcleo de Estudos de Política Econômica CEES / FEE (fernando@fee.tche.br) Carta de Conjuntura FEE carta.fee.tche.br

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