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Diz Jornal - Edição 193

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Diz jornal, um jornal plural que aborda temas desde política, saúde e internet passando por games e direitos do consumidor. Circula 15 dias nas principais regiões da cidade de Niterói e online para mais de 1 milhão de leitores.

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Diz Jornal - Edição 193

  1. 1. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói 2ª Quinzena Nº 193 de Fevereiro Ano 10 de 2018 DANIELEARÊAS-BECKMODELS*MAQUIAGEM:CAROLRANGEL*FOTO:JULIOCERINO Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil Leitores Circula por 15 dias16 Mil Exemplares Impressos Diz: A Verdade Escrita Diretor Responsável: Edgard Fonseca Hospital Página 03 Negligência e Crueldade. Alfredo Neves:
  2. 2. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente Edgard Fonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. D! Nutrição clara.petrucci@dizjornal.com | Instagram: Clara PetrucciEdição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 25 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - Encartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Magé - Rio Bonito - Maricá - Macaé eguada@ar.microlink.com.br guada@ar.microlink.com.br 99625-5929 | 98111-0289 3027-3281 | 2711-0386 (sec.elet. 7867-9235 ID 10*73448 DG Fobia de Carboidrato? A s pesquisas em torno da alimenta- ção não param de crescer e mos- tram, cada vez mais, ser a origem de muitas doenças ou o segredo para uma boa saúde. A cada momento existe um vilão e um mocinho. O ovo já foi vilão e agora é mocinho, a gordura já foi vilã e agora é mo- cinha, o leite já foi o mocinho e hoje é um vilão, e agora qualquer tipo de carboidrato faz mal, a maioria das dietas são “low carb” e consumir carboidrato virou um crime! O mundo está com medo dele! Espera lá gente! O carboidrato é fonte de energia! Não pode ter medo dele! Precisa- mos ter glicogênio armazenado no múscu- lo, no fígado e no cérebro! O problema é que realmente não gastamos mais energia como antigamente, passamos a maior parte do dia dentro de escritórios, ou sentados, e não desbravando territórios ou caçando. A necessidade do carboidrato pode ter dimi- nuído, mas não desapareceu! Não transformem o carboidrato em vilão, ele pode ser o nosso melhor aliado quando utilizado na quantidade e forma correta! Procure um profissional capacitado para te orientar de acordo com as suas necessida- des! Procure um nutricionista! E boa sorte! Mensagem do Advogado Claudio ViannaSenhor Editor, Peço a gentileza de tornar públicas as minhas pa- lavras em homenagem às mulheres, consideran- do o próximo dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. Faço aqui uma reflexão sobre a importância da mu- lher advogada, que no labor diário da nossa profissão encontra todo tipo de dificuldade, mas, nunca esmo- recem e nem se dão por vencidas. Ao contrário, com tenacidade, que é característica das mulheres advo- gadas, fazem do obstáculo o estímulo para vencer os demais embates que caracterizam a Justiça. Deixo registrado o meu mais respeitoso desejo de vitórias continuas. Que na lembrança de todos per- maneçam como o bem mais precioso. Mulher, esteio da família, responsáveis pela permanência da humanidade neste planeta. Salve a mulher advogada, mãe e parceira. Salve! Modalidade de Vôo Oparamotor é um parapente motorizado que voa sem ne- cessidade de rampas em montanhas (decolam e pousam como aeronaves) pode se deslocar a 70km/h por distâncias de até 300km, em um único vôo, sem pousar. É a modalida- de que cresce e conquista novos adeptos a cada dia que pas- sa. Uma equipe Brasileira vai representar o Brasil na Tailândia no mundial da categoria, em Maio deste ano. O único flumi- nense na equipe, Alexandre Barbosa, instrutor da modalidade e atleta do time brasileiro está buscando novos adeptos para a prática do esporte. Aos interessados, o telefone é 21- 98790-0412, e o email: alexandre@avansite.com.br.
  3. 3. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com 3 Documento Hospital Alfredo Neves: Negligência e Crueldade Uma diligência na Casa de Saúde Hospital Alfredo Neves (Hospital Psiquiátrico) feita pela Comis- são Permanente de Saúde e Comissão Permanente de Direitos Humanos, da Criança e do Adoles- cente (CPDHCA), ambas da Câmara Municipal de Niterói; e representadas respectivamente pelo vereador Paulo Eduardo Gomes e vereadora Talíria Petrone, constatou e descreveram no relató- rio: “diversas irregularidades e situações de privação e inadequação de conduta profissional e de assistência, previstas em Lei”. Costa a citação: “O espaço físico interno da Clínica é deplorável e desumano. As paredes contam com rachaduras e infiltrações, ocasionando e agravando problemas respiratórios nos pacientes”. “Já na recepção do local fomos informados por meio de cartaz que as visitas em feriados estavam suspensas. Conversando com uma funcionária administrativa, a mesma explicou que essa situação acontece por conta do déficit no quadro de funcionários: apenas um funcionário de plantão para os feriados, o que impossibilitaria o acesso dos pacientes a seus familiares”. No mesmo relatório consta ainda: “constatamos o isolamento social conseqüente do quadro de funcionários incompleto e também o não cumprimento da Política Nacional de Saúde Mental, pautada na Lei 10.216/2001”. Histórico Anterior P or decisão do Ministério da Saúde, ba- seado na Reforma Psiquiátrica, Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, foram fechadas inúmeras intuições Brasil a fora. As decisões de encerramento destas atividades clínicas, pagas com recursos do SUS, foram motivadas pelo descumprimento das normas estabelecidas pelo Ministério, e principalmente pela diretriz da Reforma Psi- quiátrica e pela decisão política da gestão da época, em fechar os Hospitais Psiquiátricos. Este contingente de pacientes, até então internados nessas instituições, foram, atra- vés de identificação pessoal, que inclui a si- tuação e grau da enfermidade, transferidos para outros hospitais, avaliados e aprovados pelo Ministério, temporariamente, até serem incluídos nos Serviços de Residências Tera- pêuticas – SRT, ou foram transferidos direta- mente para tais serviços ou retornaram para os familiares. Para que houvesse uma acomodação adequa- da, através de convênios com as prefeituras foram construídas nos municípios as novas “Residências Terapêuticas”. Estas unidades, onde residem pequenos grupos de pacientes em condições possíveis de convívio social, são administradas pelos próprios pacientes, sob monitoramento de profissionais da Saúde Mental. Está provado, pela experiência exis- tente que este é um modelo mais apropriado e mais humano para uma gama de pacientes em estado clínico compensado e atendidos nas suas demandas psicossociais pelos CAPS - Centro de Atenção Psicossocial. O modelo de atenção psicossocial descarta a internação em ambientes hospitalares e refor- ça a reinserção social desses pacientes. Res- tando apenas a internação para casos onde haja risco para o paciente ou para outras pessoas. Ainda não se sabe a razão da Vigilância Sani- tária do Estado não ter feito uma intervenção enérgica e dar uma solução a esta demanda negativa. O estado tem poderes para este tipo de ação quando há recusa ou incapaci- dade da prefeitura agir como manda a Lei. A Situação do Alfredo Neves Por decisão da Comissão do Ministério da Saúde, o Hos- pital Alfredo Neves foi classi- ficado como impróprio para funcionar como unidade de Tratamento da Saúde Mental, sendo descredenciado e reco- mendado o imediato encerra- mento de atividades. Para tan- to, é preciso que a Prefeitura de Niterói cumpra a sua parte, alocando os pacientes em Re- sidências Terapêuticas, ou dependendo da indicação médica, transferir para outro hos- pital, até que possa ir para a RT ou família. No caso de Niterói a primeira referência é o Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Muitos pa- cientes já foram removidos, mas ainda restam 39 internos, vivendo em condições abaixo da crítica. No Hospital Alfredo Neves, o corpo profis- sional atual é composto por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, uma cozinheira, uma terapeuta ocupacional, e um psiquiatra, além dos funcionários administra- tivos; permanecendo aquém da equipe de saúde mínima exigida para efeito de um tra- tamento adequado, o que incluiria “serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer (art. 4º, §2º da Lei 10.216/2001). Não há psicólogo atuando na instituição. Existem dois aparelhos de televisão, que es- tão trancados e sem operar por não haver conversor para TV Digital. As únicas ativida- des realizadas com os pacientes são as ofi- cinas da terapia ocupacional, que alterna os dias entre homens e mulheres. A grande maioria dos leitos não tem roupa de cama e os dormitórios são pouquíssimos ventilados e iluminados, condição que coloca a saúde dos pacientes em risco. Os banheiros não possuem portas, nem água; um deles acumulava fezes em todos os sani- tários no momento da visita. O relatório conjunto das duas Comissões conclui: “Conscientes de que é preciso ofer- tar um serviço substitutivo àquele oferecido por esta clínica, entendemos que a Prefeitu- ra de Niterói deveria cumprir integralmente a decisão proferida na Ação Civil Pública supracitada e ampliar sua Rede de Atenção Psicossocial através da implantação e manu- tenção de Residências Terapêuticas e Centros de Atenção Psicossocial, além de adequar os equipamentos existentes”. Assinam, vereado- res Paulo Eduardo Gomes e Talíria Petrone. Vereadores Paulo Eduardo Gomes e Talíria Petrone inspecionam instalações e recebem informações
  4. 4. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com 4 Cultura Paulo Roberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com annaperet@gmail.com DIZ pra mim... (que eu conto) Anna Carolina Peret Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Anestesia Geral C om a crescente onda de violência (e com a minha infeliz sensação de que a situação atual não parece ter solução) sinto-me cada vez mais presa. Não estou dizendo que eu já fui à pessoa mais festeira e “rueira” do mundo... Muito pelo contrário. Sou uma NERD convicta que, caso ninguém solicite, não saio do quarto. A questão é que, antigamente, eu ainda gostava de passar horas em uma livraria, tardes olhando o mar. Eu saía pouco, mas saía. Contemplar o horizonte ou demorar a escolher um bom livro mantinha-me viva. Era uma rotina pacata, solitária, introspec- tiva. Contudo, era revigorante e fortalece- dor. A questão é que já não se pode nem fazer mais isso. Pelo telefone ou através das redes sociais, somos notificados, a cada minuto, de que a onda de violência cresce exponencialmente. Assaltos, arrastões, fur- tos, mortes, enfim, trata-se de uma enxur- rada infindável de crimes. E os mesmos não estão sendo praticados longe de nós. Estão em todas as esquinas. Não existe mais a história de que determinados bairros é que são perigosos. Icaraí deixou de ser a “Meni- na dos Olhos” de Niterói e a “Rua Coronel Moreira César” já não é mais, faz tempo, o endereço mais badalado e seguro da ci- dade. Estamos entregues à bandidagem. Salvem-se quem puder! E, no meio deste caos, eu – pequena, assustada, trepida e medrosa – es- condo-me, cada vez mais, atrás das grades. Afinal, somos nós que estamos no “xadrez”!E, no meu mundinho, entorpeço-me cada vez mais de filmes. Não me viciei, até o pre- sente momento, em mui- tas séries. Sou das antigas. Estou ficando velha. Meus costumes me prendem às breves sessões e duas ho- ras de projeção, que con- somem minhas retinas e alegram meu co- ração. São duas horas de “anestesia geral”, como eu costumo falar. Saio de mim, des- dobro, flutuo, me esqueço, quiçá, amoleço! E é assim que tenho conseguido levar... Uns bebem para esquecer. Eu entrego-me a his- tórias, para não ter que encarar o tempo todo nossa triste e amarga realidade. Por conta disso, tenho assistido a filmes maravilhosos. Indico, a todos, “Operação RedSparrow”, que mostra algumas lindas mulheres russas que são recrutadas, a for- ça, e treinadas para atuar no serviço de segurança do país. Tais pessoas perdem o senso de humanidade e passam a lutar e a matar suas vítimas sem um pingo de dó. O foco do filme é dado a uma das meninas, interpretada pela talentosíssima Jennifer Lawrence. Quem gosta de tensão, em uma trama bastante envolvente, vai adorar! Outra película que tive o prazer de assis- tir foi “Uma Espécie de Família”. O longa – que retrata a adoção ilegal em Misiones, na fronteira com o Brasil – conquistou o prêmio de melhor filme no Festival Inter- nacional de Chicago e já ganhou também o prêmio de melhor roteiro do Festival de San Sebastián. Uma médica, que deseja ser mãe a qualquer custo, decide tentar “adotar” uma criança por meios ilícitos. A questão é que os pais biológicos da crian- ça exigem cada vez mais dinheiro para que o sigilo seja mantido e para que ela conti- nue com o bebê. É de tirar o fôlego! Por último, quero sugerir uma comédia romântica leve e maravilhosa: “De Encon- tro com a Vida”. Esta, realmente, serve para tirar o foco da realidade. Literalmen- te! Imagine um jovem que foi diagnostica- do tendo apenas 80% da visão. Sim, ele apenas vê vultos. Porém, ele não deseja se limitar a ter uma vida improdutiva. Ele quer trabalhar e concorre a uma vaga de camareiro, no mais famoso hotel de Muni- que, na Alemanha. Risadas do início ao fim da projeção... E, no final, a doce história de que o amor não tem local, data e nem hora para chegar... E nem, muito menos, vê barreiras! Enfim, estas são algumas boas dicas de en- tretenimento. Ou seria de entorpecimento? Enfim, de qualquer jeito, estas sugestões são fantásticas para quem curte o mundo da Sétima Arte: puro, fascinante e criativo. Tomara que, um dia, a vida volte a imitar a arte! Boa semana para todos! - A ASPI-UFF (Rua Passo da Pátria, nº 19 - São Domingos) promove saraus vesper- tinos, sempre as 5ª feiras, às 14:30 h. No mês de março teremos: Dia 15 - "Guarânias inesquecíveis e outros ritmos", com o har- pista Negro Centurion; Dia 22 - "Um piano ao entardecer", com a pianista Cláudia Ri- beiro. Im-per-dí-vel! - A Academia Niteroiense de Letras retorna suas atividades culturais no dia 07 de mar- ço, 4ª feira, às 17 horas, em sua sede na Rua Visconde do Uruguai, 456 - Centro. Na oportunidade, haverá louvação ao Dia Internacional da Mulher. Vale conferir! - O movimento cultural "Escritores ao ar Livro" retorna dia 04 de março, domingo, a partir das 10 horas da manhã, com o lan- çamento do livro "A descoberta de um tro- vador", deste colunista. Apareçam! - A Associação Niteroiense de Escritores/ ANE fechou convênio com o espaço cultu- ral das Irmãs Paulinas (Rua Aurelino Leal, nº 46 - Centro). - O livro da escritora Beatriz Escórcio Cha- con, "Caderno de Cla- ra, Maria e Joana" tem lançamento agendado para dia 13 de março, 3ª feira, às 18 horas, na Sala Carlos Couto (anexo do Teatro Mu- nicipal de Niterói). - A Sala de Cultura Leila Diniz (Rua Pro- fessor Heitor Carrilho, nº 81 - Centro) apresenta "Concertos na Imprensa", dia 28 de fevereiro, às 12:30 h, com o grupo 'Re- gional Segura o Dedo'. No show, a platéia irá ouvir frevos, baiões, choros, maxixes e sambas. Entrada franca. - "Identidades - uma geometria da memó- ria, de Sandro Silveira, está na Galeria La Salle (Rua Gastão Gonçalves, nº 79 - Santa Rosa) . Visitação gratuita até 14 de março, de 2ª a 6ª, das 9 às 21 horas.
  5. 5. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com 5 Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com O Ministério Público ajuizou mais uma ação contra Sergio Cabral, que já soma 87 anos de condenações. O centro deste problema é o ex- secretário de Saúde Sergio Cortes, que também está bastante comprometido, embora tenha sido livrado da cadeia recentemente. No segui- mento atingiu mais dois ex-secretários da pasta. Aí residem questões que precisam ser coerentemente analisadas. Quando Felipe Peixoto, na minha sala, me comunicou que iria assumir a secretaria de Saúde, disse-lhe simplesmente: “você sabe das dificuldades desta pasta. Não se esque- ça do nosso amigo comum, Gilson Cantari- no, homem de bem, que foi acusado injus- tamente, mas, não se livrou dos problemas dramáticos e se destruiu emocionalmente. Desta secretaria só se sai preso ou desmo- ralizado. O que você prefere?” Felipe com a sua inconfundível cabeça dura e audição se- letiva, reagiu com otimismo: “ Estou ciente, e vai dar tudo certo! Pezão me pediu e me disse que precisava de alguém de confian- ça para o cargo.” Insisti: “Veja bem... Você tem uma eleição ano que vem... Não seria melhor ficar na Secretaria de Pesca e Abas- Batendo Cabeça tecimento? Você a conhece bem, fica em Niterói, e não oferece riscos...” Ele já estava decidido. Assim que assumiu, por ser correto e ho- mem de bem, começou a ser pressionado. Afinal, ninguém daquela turma anterior e quadrilha montada queria um “fora do es- quema”, comandando a secretaria mafiosa. Foram muitos os chamados na ALERJ para que ele se “justificasse” por suas medidas tomadas. Voltei a alertá-lo, mas ele seguia célere e tinha, como sempre, um excesso de confiança. Sentiu a pressão, montou uma Corregedoria e começou a investigar “des- vios e desmandos”. Incomodou mais ainda. Quando surgiu o episódio dos medicamen- tos vencidos, ele se apressou e mandou incinerar e dar publicidade ao fato, acre- ditando estar protegido com a medida. Aí, foi a hora do desacerto. Se ele não desse andamento numa licitação em curso, que foi anterior a sua gestão, o Estado ficaria, na sua leitura, desabastecido de muitos medicamentos. Para se proteger, recorreu a Procuradoria o Estado, acreditando que este aval do Procurador lhe daria um certifi- cado de lisura na ação. Enganou-se. Errou! Felipe Peixoto Deveria ter cancelado o pedido, recorrido ao Tribunal de Contas, explicando a necessida- de de uma licitação de emergência. Por mais desonestos que fossem os conselheiros, a sua ação era pública e notória. Seria irrecorrível para O TCE não lha dar a autorização. Ele só esqueceu-se de um detalhe. O governo Pezão é uma continuidade do governo Ser- gio Cabral, e boa parte dos atores eram os mesmos de antes. A arapuca estava montada. Daí em diante, ele passou a ser vulnerável e presa fácil naquele antro. A pressão aumentou e Pezão foi “instado” a exonerar Felipe Peixo- to; e nomear Luiz Antonio de Souza Teixeira Júnior, amigo da confiança de Sergio Cortes. Assim, tudo resolvido. Tudo como dantes no “Reino de Abrantes”. Foi aquela saia-justa e ficou parecendo que Felipe tinha abandonado o barco num dos piores momentos do Estado. Ficou parecendo “menino fujão”. E a desculpa foi pior ainda: saía para se dedicar a sua campanha a prefeito de Niterói! Tudo açodado e desajeitado. Deu no que deu. Agora, independente da acusa- ção de 2012, - que também acho injusta-, mas o fez ter os direitos políticos cassados, terá mais este obstáculo; embora acredite que ele vá se livrar disso. O tempo é que é a questão. Está em cima da hora dos regis- tros de candidaturas. Serão 90 dias cruciais e uma corrida insana. Necessita de dois Habeas Corpus. Honestamente desejo que ele consiga se can- didatar. Caso contrário... Político sem man- dato, com um cargo de Consultor de Bispo, é rumo da fraqueza e do esquecimento. Que tenha boa sorte!
  6. 6. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com 6 Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com Até Tu Uber! N unca achei que fosse escrever sobre esse assunto um dia. Afi- nal, a empresa Uber sempre tra- tou com muito respeito os seus usuários e qualquer reclamação sempre foi resol- vida prontamente, devolvendo o valor da viagem e tomando outras resoluções. Como todo mundo sabe (e sente) a di- ferença primordial do Uber é você saber com antecedência o valor da viagem e sempre achar que o motorista será um cara sem estresse e pronto a ser simpáti- co 100% do tempo. Pois é, o tratamento cordial ainda é uma característica dos motoristas do Uber e é típico de uma maioria esmagadora de motoristas. Tive uma experiência interessante no iní- cio de fevereiro. Saindo de um show na Lapa, madrugada, fui checar preço do Uber e do 99 Taxis. Nisso, fui abordado por um taxista que perguntou para onde eu queria ir. O preço que ele passou foi de R$ 250,00. Sim. Fui tratado pelo ta- xista como um incauto, relaxado e desa- visado turista. O preço do Uber estava em R$ 105,00. Não resisti e mostrei para ele o meu celular e ele ficou revol- tado. Sim, ele ficou revoltado porque foi desmascarado. Sei que vivemos numa espécie de Alle- po (um cidade da Síria que foi linda, mas hoje destruída pela conhecida guerra ci- vil), e que aqui cada um pensa e si mes- mo antes de mais nada. Esse taxista em questão é um deles. Só pensa em se dar bem. Esse tipo de taxista, que também deve re- cusar corridas na maior cara de pau foi o maior motor para o sucesso do Uber entre nós. Mas, o aplicativo de viagens, como a maioria da imprensa chama, começa a dar sinais de brasilidade, da contaminação do “si-dei-bem”. Seu sistema que aparenta ser altamente sofisticado e seguro parece que foi “que- brado” por alguém porque o atendimento não me parece o mesmo nos últimos meses e viagens começam a ser can- celadas sem qualquer motivo aparente. Outro dia cancelaram uma viagem minha de Botafogo ao Centro do Rio e eram 14h. O motorista do Uber, estranha- mente, parou numa esquina próxima e após uns 5 minu- tos, criou uma viagem para o mesmo lugar, cancelando a minha. Isso não prestou. Ele agiu como um dos poucos ta- xistas bandidos. Reclamei imediatamente e o Uber respondeu em menos de 5 mi- nutos dizendo que iria verificar junto ao “parceiro”. Esta semana peguei um carro caindo aos pedaços. O ar condicionado estava fun- cionando, mas o cano de descarga estava furado e os pneus pareciam ovais porque o carro balançava sem que houvesse bu- racos na pista. Fiquei com pena do mo- torista. Simpático, mostrava cansaço de muitas jornadas. Coitado. Mas, olhar o carro com carinho deveria ser tarefa obri- gatória dos responsáveis pelo aplicativo. Porém, acho que a Uber levou um S de alguns maus motoristas. A Uber não deve ter feito um estudo muito aprofundado do brasileiro. Falo de um estudo que englobasse o jeitinho, o faz de conta... Aquele parceiro com cara de nota de R$ 200,00, que corta pelo acostamento, sobe em calçadas e dá susto em moto- queiro. Acho que o Uber não imaginou que muitos bandidinhos estão atrás dos vo- lantes dos seus carros com o fim de “si- darbem”, de conhecer “gatinhas” e etc. Ainda bem que é uma minoria, mas as demandas judiciais já começaram a pi- pocar aqui e ali. O Uber já descobriu o “parceiro-pinó- quio”, aquele que encontra um celular esquecido do último cliente e desliga. Fica quieto pensando no dinheirinho que vai receber vendendo pro colega. Esse é o bandido tupiniquim, estilo “achado não é roubado”. Esse tipo de problema vem incomodan- do o Uber. E os processos judiciais de alguns clientes já estão realmente dan- do trabalho ao jurídico da empresa no Brasil. Eles não contavam com a certeza de im- punidade. E as doces balinhas sumiram. «Se Demos Bem!»
  7. 7. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com 7 Conexões erialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com A Culpa é Games? N ão é de hoje que o ser humano procura um “culpado” para todas as coisas ruins que acontecem... A tragédia mais recente aconteceu nos Esta- dos Unidos, quando um atirador matou 17 pessoas em uma escola. A ação do gover- no americano foi rápida em culpar... O fácil acesso do cidadão despreparado a armas... Claro que não... Culparam o entretenimen- to em massa, em espacial os vídeos games. Entre os acusadores está o “presidente la- ranja mais famoso do mundo” que afirmou que o país tem que regular mais os con- teúdos a que crianças têm acesso nos games, filmes e na internet. Os comentários fo- ram feitos durante um painel na Casa Branca que discutia a segu- rança em escolas após os eventos trágicos do colégio na Flórida. O presidente também defendeu que profes- sores e “pessoas ca- pacitadas” deveriam carregar armas dentro de escolas para responder a ataques do tipo no futuro, dizendo considerar oferecer bô- nus de dinheiro para aqueles que passarem por treinos de tiro “rigorosos”. Acredite se puder. É importante ressaltar que nos Estados Unidos, os videogames são protegidos pela Primeira Emenda, que assegura que eles têm os direitos de liberdade de expressão concedida a filmes, livros, quadrinhos e ou- tros meios de comunicação. Assim, seria especialmente difícil que leis que limitassem ou proibissem determinados conteúdos de serem mostrados fossem aprovadas no país. Outro político que não vale citar o nome propõe que solução para diminuir a violên- cia é aumentar os impostos sobre os games para “maiores de 17 anos”. Segundo ele, o dinheiro acumulado seria revertido para uma “conta” destinada a cuidar da saúde mental dos jovens. O que se pode tirar de toda essa história? O mundo está imerso em uma violência sem controle e ninguém sabe o que fazer... Os “políticos” do Brasil, Estados Unidos e todo o resto do planeta estão perdidos em devaneios procurando culpado invés de se esforçar para procurar uma solução eficaz. É triste concluir que essa situação está mui- to longe de melhorar. R.O. Terra de Ninguém Éproibido por Lei Municipal o uso de carros de som em vias públicas, especialmente fazendo propaganda de empresas e serviços. Entretanto, na Região Oceânica de Niterói, eles caminham nas ruas livremente, e o que é pior, em grandes quanti- dades. Não há qualquer fiscalização da prefeitura, nem qualquer aceno de repressão a estes abusos. Ninguém suporta estes alto-falantes estridentes, em cima destes carros em mau estado de conser- vação. Ao que parece, a Região Oceânica, além dos inúmeros problemas causados por esta obra mal feita e absurda, é território livre e abandonado. É um verdadeiro bundalelê. Mas, que prefeitinho ruinzinho...! Mentiroso e incompetente. A Região Oceânica paga caro pelos votos que deu a este enganador profissional, denunciado por inúmeras falcatru- as e desvios. Esperamos que a Lava-jato dê a ele o que merece. Rink do Abandono Asensação que se tem é que a região do Rink no Centro de Niterói não pertence à cidade. São dezenas de moradores rua fazendo as suas necessidades fisiológicas pela praça, atrás de bancas de revistas, poluindo e sujando tudo com restos de comida, que atraem pombos e ratos. O lixo se amontoa nas calçadas, fazendo pare- cer uma praça de guerra, sem lei e sem dono. Porque esta discriminação? Nós moradores des- ta infeliz praça pagamos IPTU como todos os demais moradores da cidade. Será que a prefeitura não nos considera membros da cidade? Ninguém aguenta mais esta desordem. O tempo todo lamentamos as escolhas eleitorais que fizemos. Eu, particularmente, não votei neste moço, pois não voto em PT e não gosto de quem gosta desta gente de má qualidade. Não existe uma parte do Ministério Público que cuida dos Direitos Difusos? Está na hora de enquadrar esta administração omissa e desrespeitosa com o cidadão. Niterói das Águas da Enganação Foi só chover que a verdade apareceu. Niterói virou um alagado geral. As ruas de Icaraí, além das tradicionais em enchentes, como a Presidente Backer, viraram rios caudalosos. No Ingá a coisa ficou feia. Em Icaraí, a esquina de Domingues de Sá com Roberto Silveira sumiu; a Otávio Keler idem. Mas, o mais difícil de engolir foi a Rua Romanda Gonçalves, em Itaipu, que recentemente foi alvo de uma “Grande Obra de Drenagem”, que a prefeitura declarou ter gasto dezenove milhões! Alagou geral! E aí? Que drenagem que nada! O que deve ter drenado mesmo foi o dinheiro público para os bolsos desses “supostos administradores”. Caso de polícia, Ministério Público e “Cana Dura” para esta quadrilha. Foto da Rua Romanda Gonçalves
  8. 8. Niterói 28/02 a 15/03/18 www.dizjornal.com Renda Fina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Internet Laio Brenner - dizjornal@hotmail.com Estas Foram Destaques em 2017 Homenagem Pelo Dia Internacional das Mulheres Nilva Cardoso Cristiane Romêo Vanessa Monteiro Mariana Lopes Letícia Aidar Cristiane Suzuki Se Tá na Internet... É Mentira Anna Gouvêa Silvia Consenza Raquel Bitetti Maria Alice de Toledo Gaspar Claudia Piton Fonseca Marise Venâncio Marcela Bonifácio Marcia Pessanha Cinthya Graber Beth Vianna Matilde Carone Slaib Conti Claudia Barcelos W hatsApp será cobrado... Estão infectando ba- nanas com vírus HIV... Habilitação terá anuida- de... Pabllo Vittar estampará notas de 50 reais... Deputado propõe alteração em textos bíblicos... É prati- camente impossível você não ter esbarrado com alguma dessas ou outras mentiras na internet. Antes conhecidas como hoaxes, às informações falsas disseminadas na in- ternet explodiram, e hoje atingem números absurdos com o aumento da utilização de mídias sociais e aplicativos de celular. O mais grave é que milhares de pessoas que tem acesso a essas mentiras as tratam como verdade; sem ao menos per- der cinco minutos verificando a autenticidade da notícia. Por trás dessa pratica existe um crime, cometido por quem inventa a mentira e pelo desavisado que compartilha (15 dias a seis meses de prisão ou pagamento de indenização, dependendo da gravidade do dano causado). Caso o boato não tenha como alvo uma pessoa especi- ficamente, ele pode ser considerado contravenção penal referente à paz pública, caso tenha gerado pânico na po- pulação ao alertar para um perigo inexistente (Bananas infectadas com HIV); caso o boato seja direcionado a al- guém, temos um crime de calúnia e difamação. Em 2014, uma mulher foi linchada no Guarujá-SP, após um boato nas redes sociais afirmando que ela praticava magia negra com crianças. Apenas em 2017, três homens que participaram do crime foram condenados. Entretanto, infelizmente a pessoa que inventou a mentira, nem aqueles que compartilharam o boato foram presos ainda. O site E-farsas, há 15 anos desmente os maiores boatos da internet. Segundo o fundador, os boatos tem três caracte- rísticas: usam assuntos em destaque... Têm tom conspira- tório e pedem para ser espalhados em tom de urgência... E não são datados.

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