Biosfera e factores abióticos

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Biosfera e factores abióticos

  1. 2. Biosfera
  2. 3. Organização da Biosfera
  3. 4. Organização da Biosfera
  4. 5. Organização da Biosfera
  5. 6. Organização da Biosfera
  6. 7. Organização da Biosfera
  7. 8. FACTORES ABIÓTICOS
  8. 9. FACTORES ABIÓTICOS São factores físico-químicos do meio que influenciam distribuição e a quantidade de organismos num ecossistema CLIMÁTICOS EDÁFICOS <ul><li>TEMPERATURA </li></ul><ul><li>LUZ </li></ul><ul><li>PLUVIOSIDADE </li></ul><ul><li>HUMIDADE </li></ul><ul><li>etc </li></ul><ul><li>SOLO </li></ul><ul><li>ÁGUA </li></ul>
  9. 10. FACTORES ABIÓTICOS
  10. 11. FACTORES ABIÓTICOS FACTOR LIMITANTE Quando os valores (altos ou baixos) de um determinado factor impedem o desenvolvimento de um organismo ou grupo de organismos.
  11. 12. LUZ O FOTOPERÍODO é o número de horas de luz de uma dia.
  12. 13. A floração das plantas é influenciada pela intensidade luminosa. Ex : Os crisântemos florescem no Inverno (dias mais curtos e noites mais longas). Factores abióticos - LUZ
  13. 15. O fototropismo é o movimento que as plantas efectuam em direcção a uma fonte de luz. Ex: O girassol movimenta-se em direcção ao Sol. FOTOTROPISMO
  14. 16. Factores abióticos - LUZ INFLUÊNCIA DO FOTOPERÍODO NO COMPORTAMENTO ANIMAL <ul><li>Migração e hibernação </li></ul><ul><li>Ciclos reprodutivos </li></ul><ul><li>Fototaxia – direcção do movimento dos animais </li></ul><ul><li>Produção de melanina (pigmento da epiderme que escurece a pele) </li></ul><ul><li>Actividade diária </li></ul>
  15. 17. MIGRAÇÃO E HIBERNAÇÃO É a mudança no fotoperíodo que indica aos animais a altura de começarem a acumular reservas alimentares para viajarem ou hibernarem. Factores abióticos - LUZ
  16. 18. Factores abióticos - LUZ CICLOS REPRODUTIVOS As épocas de acasalamento ou de nascimento das crias são sazonais. Ex: As trutas desovam em Novembro, altura do ano em que os dias são curtos e as noites são longas.
  17. 19. Factores abióticos - LUZ FOTOTAXIA Há animais que se movimentam em direcção de uma fonte luminosa – fototaxia positiva . Há animais que fogem das fontes de luz – fototaxia negativa . Animais lucífilos Animais lucífugos
  18. 21. Factores abióticos - LUZ A cor do pêlo da raposa polar muda com a época do ano, permitindo uma melhor camuflagem . PRODUÇÃO DE MELANINA
  19. 23. Factores abióticos - LUZ ACTIVIDADE DIÁRIA Animais que permanecem sempre activos. Animais que são activos durante o crepúsculo. Animais que são activos durante a noite. DIURNOS CREPUSCULARES NOCTURNOS
  20. 24. TEMPERATURA
  21. 25. POIQUILOTÉRMICOS – animais de temperatura VARIÁVEL Factores abióticos - TEMPERATURA
  22. 26. HOMEOTÉRMICOS – animais de temperatura CONSTANTE Factores abióticos - TEMPERATURA
  23. 27. Classificação dos animais de acordo com a variação da temperatura corporal Factores abióticos - TEMPERATURA POIQUILOTÉRMICOS ou ECTOTÉRMICOS – animais de temperatura variável HOMEOTÉRMICOS ou ENDOTÉRMICOS – animais de temperatura constante A variação da temperatura ambiental provoca a variação da temperatura interna. Mesmo quando a temperatura ambiental varia, estes animais mantêm a sua temperatura interna
  24. 28. Factores abióticos - TEMPERATURA Adaptações morfológicas dos animais à temperatura <ul><li>Aumento do revestimento de pêlos ou penas. </li></ul><ul><li>Aumento da camada de gordura. </li></ul><ul><li>Redução da superfície corporal, apresentando orelhas e focinhos curtos. </li></ul>CLIMAS FRIOS CLIMAS QUENTES <ul><li>Redução da pelagem. </li></ul><ul><li>Aumento da superfície corporal, apresentando orelhas e focinhos grandes. </li></ul><ul><li>Suar e arfar é outra forma de perder calor. </li></ul>
  25. 29. Factores abióticos - TEMPERATURA A TEMPERATURA ÓPTIMA É possível definir para cada espécie um intervalo de tolerância à temperatura , dentro do qual o ser vivo pode sobreviver. Actividade do organismo Temperatura (ºC)
  26. 30. Factores abióticos - TEMPERATURA Classificação dos seres vivos de acordo com a tolerância à variação da temperatura ESTENOTÉRMICOS – seres vivos que não aguentam grandes variações térmicas. EURITÉRMICOS – seres vivos que toleram grandes variações térmicas.
  27. 31. Factores abióticos - TEMPERATURA Adaptações morfológicas das plantas à temperatura <ul><li>As árvores de folha persistente têm forma cónica, para que a neve possa escorregar sem partir os ramos. </li></ul><ul><li>Nas árvores de folha caduca, as folhas caem nas estações frias. </li></ul><ul><li>Algumas plantas ficam reduzidas aos órgãos subterrâneos – rizomas, bolbos e tubérculos – ou sementes. </li></ul>CLIMAS FRIOS CLIMAS QUENTES <ul><li>As altas temperaturas e baixa pluviosidade não permitem a existência de uma grande diversidade de vida. </li></ul><ul><li>Os cactos são plantas adaptadas às regiões secas: o caule é muito desenvolvido, acumulando água e as folhas estão reduzidas a espinhos para evitar a perda de água por transpiração. </li></ul>
  28. 32. Factores abióticos - TEMPERATURA Adaptações comportamentais dos seres vivos à temperatura HIBERNAÇÃO ESTIVAÇÃO Estado de dormência em que o animal reduz ao mínimo a sua actividade, durante a estação fria . Estado de dormência em que o animal reduz ao mínimo a sua actividade em períodos quentes e secos . MIGRAÇÃO Movimento sazonal regular dos animais de um local para outro.
  29. 33. ÁGUA
  30. 34. A água atinge diferentes ambientes através: <ul><li>Pluviosidade </li></ul><ul><li>Humidade atmosférica </li></ul><ul><li>Retenção da água no solo </li></ul>
  31. 35. PLUVIOSIDADE É a quantidade de chuva que cai numa determinada região, num determinado período de tempo.
  32. 36. Os diferentes biomas apresentam índices de pluviosidade diferentes FLORESTA TROPICAL FLORESTA CADUCIFÓLIA Os índices de pluviosidade são elevados e permitem a existência de uma elevada biodiversidade Os índices de pluviosidade são regulares durante todo o ano, existindo uma biodiversidade apreciável.
  33. 37. Os diferentes biomas apresentam índices de pluviosidade diferentes SAVANA DESERTO A quantidade de chuva varia muito ao longo do ano. Nos meses de maior índice de pluviosidade, há maior quantidade de seres vivos. A quantidade de chuva é escassa, condicionando a diversidade e quantidade de seres vivos.
  34. 38. HUMIDADE É a quantidade de água que existe na atmosfera ou no solo.
  35. 39. Classificação dos seres vivos de acordo com as necessidades em água Organismos hidrófilos Organismos higrófilos Organismos mesófilos Organismos xerófilos Vivem permanentemente na água. Necessitam de estar próximo da água ou em locais húmidos. Necessitam de quantidade moderadas de água. Apresentam uma certa independência em relação à água, mas devem consumi-la regularmente. Vivem em meios muito secos, estando bem adaptados à escassez de água.
  36. 40. Classificação dos seres vivos de acordo com os limites de tolerância relativamente às variações na disponibilidade de água ESTENO-HÍDRICOS – seres vivos que apresentam um intervalo de tolerância estreito . EURI-HÍDRICOS – seres vivos que apresentam um intervalo de tolerância grande.
  37. 41. ÁGUA PLANTAS ANIMAIS <ul><li>Absorvem água pelas raízes . </li></ul><ul><li>Bebem água. </li></ul><ul><li>Perdem água por transpiração e excreção . </li></ul><ul><li>Perdem água pelas folhas através da transpiração . </li></ul>
  38. 42. Adaptações morfológicas das plantas terrestres às condições humidade CLIMAS HÚMIDOS CLIMAS SECOS <ul><li>Raízes profundas </li></ul><ul><li>Caules lenhosos </li></ul><ul><li>Folhas grandes </li></ul><ul><li>Cutícula* fina </li></ul><ul><li>Raízes superficiais e longas </li></ul><ul><li>Caules carnudos </li></ul><ul><li>Folhas reduzidas a espinhos </li></ul><ul><li>Cutícula* espessa </li></ul>Cutícula* – é uma substância que protege as folhas para evitar a perda de água.
  39. 43. Adaptações morfológicas dos animais às condições humidade ANIMAIS DO DESERTO <ul><li>Reduzem as perdas de água por diminuição da produção de urina e transpiração </li></ul><ul><li>Camelos – armazenam água, sob a forma de gordura, nas bossas </li></ul>
  40. 44. SUBSTRATO As características do substrato (água e solo) influenciam a sobrevivência dos seres vivos. Exemplos <ul><li>salinidade (concentração de sais na água) </li></ul><ul><li>disponibilidade de nutrientes </li></ul><ul><li>luminosidade em profundidade </li></ul><ul><li>estrutura e tamanho das partículas do solo </li></ul><ul><li>etc… </li></ul>
  41. 45. Influência da salinidade num ambiente aquático <ul><li>Os peixes de água doce e de água salgada possuem adaptações distintas face à concentração de sais na água . </li></ul><ul><li>Dificilmente um peixe de água doce sobrevive num ambiente marinho e vice versa. </li></ul>
  42. 46. Influência da luminosidade num ambiente oceânico A intensidade luminosa é mais elevada A intensidade luminosa é média A intensidade luminosa é nula
  43. 47. Influência da luminosidade num ambiente oceânico Vivem no fundo do Oceano, onde a temperatura é de 2 graus, a luz do sol não chega e a pressão da água é muito grande, isso a 4.000 metros de profundidade. Possuem hastes luminosas (bioluminescência) sobre a região da cabeça, para tentar capturar seu alimento.
  44. 48. Influência da luminosidade num ambiente oceânico As algas habitam em zonas pouco profundas, onde a intensidade luminosa é mais elevada.
  45. 49. Constituição do solo Matéria mineral – partículas de rochas. Matéria orgânica – é originada pela actividade dos seres vivos que habitam no solo ou que dele dependem. Húmus – matéria orgânica em decomposição.
  46. 50. INFLUÊNCIA DO SOLO NOS SERES VIVOS PLANTAS A sobrevivência das plantas relaciona-se com a composição química dos solos. Exemplo: O castanheiro desenvolve-se facilmente em solos ricos em sílica e a faia em solos ricos em carbonato de cálcio. ANIMAIS A consistência e estrutura de um solo são determinantes para a locomoção e respectivas adaptações dos órgãos locomotores. Exemplo: Animais que se deslocam em solos pantanosos têm patas com a superfície de contacto com o solo alargadas.

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