Projeto Consciência negra

5,749 views

Published on

Projeto

Published in: Education
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
5,749
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
883
Actions
Shares
0
Downloads
79
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Projeto Consciência negra

  1. 1. Conteúdo do projeto Consciência Negra, a ser trabalhado com alunos dociclo II da E. E. Messias Freire, promovido pela Sala de Leitura em parceriacom a professora eventual Tina.
  2. 2. p
  3. 3. Estudar para quê? NEGROS SÃO 70% DOS POBRES.NEGROS UNIVERSITÁRIOS
  4. 4. ABDIAS DO NASCIMENTO (Figura marcante da intelectualidade negra brasileira)Natural de São Paulo. Ativista do movimento negro, professor, artista plástico,escritor, poeta, dramaturgo, foi senador e secretário de estado no RJ, professoremérito da Universidade do Estado de Nova Iorque, professor visitante nauniversidade de Yale e n0 departamento de línguas e literaturas da universidade deIfé, na Nigéria.É um dos maiores defensores da cultura e da igualdade para as populaçõesafrodescendentes no BrasilFundador do Teatro Experimental do negro (TEN), em 1944, movimento cultural defundamental importância, pois contribui de forma decisiva para o acesso de negrosá representação teatral, além de estimular a participação política dos negros.É, hoje, uma figura marcante na intelectualidade negra brasileira.Tornou-se Deputado Federal em 1983 e senador da República em 1997, depois deter assumido a Secretaria de DEFESA da promoção das populações Afro-brasileiras.Reconhecidamente o embaixador da negritude brasileira.
  5. 5. ALEIJADINHOAleijadinho, como ficou conhecido nas Minas Gerais do século XVIII.Filho bastardo de Manuel Francisco Lisboa, português, e de uma escrava de nomeIsabel. Quando estudava, já ajudava o pai no oficio de entalhador.Por volta de 40 anos de idade, começa a desenvolver uma doença degenerativa nasarticulações.Aos poucos, foi perdendo os movimentos dos pés e mãos. Pedia a um ajudante paraamarrar as ferramentas em seus punhos para poder esculpir e entalhar. Demonstraum esforço fora do comum para continuar com sua arte. Mesmo com todas aslimitações, continua trabalhando na construção de igrejas e altares nas cidades deMinas Gerais.Alguns biógrafos citam nomes como Francisco Xavier de Brito e José Coelho Noronha,ambos, artistas entalhadores de renome da época, como prováveis mestres deAleijadinho.Em 1986, o poder público nacional, para melhor preservar a sua obra, inaugurou ummuseu que leva o nome de aleijadinho.Este negro deixou vasta obra que realça seu talento. Tornou-se o artista negro maisconhecido e disputado como grande entalhador. É hoje considerado como o maiorartista brasileiro do século XIX até o início deste.
  6. 6. ANDRÉ REBOUÇASNasceu na Bahia, em 1838Foi um dos mais ativos militantes negros do movimento abolicionista. Formou-se emengenharia.Participou da Guerra do Paraguai e tornou-se um oficial conceituado. Participou daconstrução do Porto da cidade do Rio de Janeiro e de outros portos do país. Construiuas primeiras docas no Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco e na Bahia.Abolicionista, fundou o Centro Abolicionista da Escola Politécnica, do qual era um dosprofessores. Como jornalista escreveu inúmeros artigos sobre a problemática daquestão do regime escravo. Com Proclamação da República exilou-se do Brasil.Ajudou a criar a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de JoaquimNabuco, José do Patrocínio e outros, da qual foi eleito tesoureiro. Participou tambémda Confederação Abolicionista e redigiu os estatutos da Associação CentralEmancipadora, o que permite constatar o trânsito de Rebouças nas diversastendências abolicionistas.
  7. 7. CHICA DA SILVA (Rainha Negra do Tijuco)Chica da Silva se popularizou em Minas Gerais. Chegou a comprar sua alforria e a demais de 100 escravos, tendo ainda recursos monetários e materiais parasubvencionar a gloriosa ousadia da Inconfidência Mineira. Casou-se duas vezes, masfoi com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira que se transformouem “rainha Negra” no imaginário popular. Era uma mulher de personalidade forte emarcante. Construiu salas de espetáculos para os talentos, letrados e sábios daépoca. Chica da Silva exerceu uma enorme influência política naquela época. Ficoulonge de ser uma leviana prostituta, como a história tradicional quer nos fazer crê.NoBrasil, os interesses de Chica ficaram protegidos por propriedades que lhe foramdeixadas pelo contratador e que lhe garantiram a sobrevivência e a educação dasfilhas, encaminhadas ao recolhimento das freiras de Macaúbas, considerado o melhordas Minas Gerais, de onde a maioria só saiu para se casar.Faleceu em 1796, sendosepultada na Igreja de São Francisco de Assis, privilégio reservado apenas aosbrancos ricos.
  8. 8. D. OBÁ II (Um príncipe negro contra racismo)Militar brasileiro. Cândido da Fonseca Galvão nasceu em Lençóis, na Bahia, por voltade 1845, de pai e mãe africanos, neto de Aláafin Abiodun, o último soberano doimpério de Oio unificado. Com dois metros de altura, alistou-se voluntariamente paralutar na Guerra do Paraguai (1865-1870), onde foi ferido em combate. Promovido aalferes por bravura, foi residir no Rio de Janeiro, numa localidade então conhecidacomo Pequena África, perto da atual Central do Brasil. Adotando o título de Dom ObáII dÁfrica, era reconhecido e admirado como nobre por negros livres e escravos.Antiescravista, crítico do racismo apoiava a monarquia brasileira. Consta queanualmente, vestido de roupas militares, ia ao Paço Imperial cumprimentar D. PedroII, que veio a conhecê-lo. Mesmo após o golpe militar de 15 de novembro de 1889,que pôs fim ao Império, Dom Obá manteve sua rotina, indo ao Paço Imperial em 2 dedezembro daquele ano. Passou, então, a ser perseguido pelos republicanos, quecassaram seu posto de alferes. Dom Obá morreu em julho de 1890, julgam alguns quede tristeza. Obá é palavra ioruba correspondente a rei, em português.
  9. 9. DANDARA (A Guerreira)Foi uma mulher negra guerreira que lutou, ao lado de Ganga Zumba, no Quilombodos Palmares, contra o sistema escravocrata no século XVII, no Brasil. Dandara secolocou ao lado de Zumbi contra Ganga Zumba, por este assinar o tratado de pazcom o governo português. Ela representa até hoje liberdade e igualdade, o significadodeste nome é a mais bela. Liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo deMahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas elevantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foramarticulados por ela, em sua casa, que se tornou quartel - general destes levantes.Dandara se matou jogando-se da pedreira mais alta de Palmares, que ficava nosfundos do principal esconderijo, para não voltar a condição de escrava.
  10. 10. ESCRAVA ANASTÁCIAFoi uma das inúmeras vítimas do regime de escravidão, no Brasil. Antes donascimento de “Anastácia”, a sua Mãe “Delmira” teria vivido, algum tempo, noEstado da Bahia, onde ajudou a muitos escravos, fugitivos da brutalidade, a irem àbusca da liberdade. Foi sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor,não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois deferozmente perseguida e torturada a violência sexual aconteceu. Seus senhoresresolvem castigá-la ainda mais lhe colocando no rosto uma máscara de ferro, quesó era retirada na hora de se alimentar, suportando este instrumento de supremosuplício por longos anos de sua dolorosa, mas heroica existência. As mulheres e asfilhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de talmáscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da “Negra Anastácia”.
  11. 11. FRANCISCO JOSÉ DO NASCIMENTONasceu no Ceará. Filho de pescadores e órfão de pai ainda menino. Começou atrabalhar cedo como garoto de recado do navio Tubarão, chegando a prático-mor dabarra do Porto de Fortaleza. Só aos vinte anos é que aprendeu a ler. Jangadeiro,considerado o maior herói popular em prol da libertação dos cativos no Ceará. Erachefe dos catraieiros (condutor de botes) no precário porto de Fortaleza. Em 1859trabalhou nas obras do porto de Fortaleza e iniciou o trabalho de marinheiro numnavio que fazia a linha Maranhão - Ceará. Em 1874 foi nomeado prático da Capitaniados Portos, convivendo com o drama do tráfico de escravos e sendo mulato, seenvolveu na luta pelo abolicionismo, e uma de suas atitudes foi o fechamento doPorto de Fortaleza ao tráfico de escravos para as outras províncias.
  12. 12. JOÃO CÂNDIDO“Salve o navegante negro que tem por monumento as pedras pisadas no Cais...”Entrou para a Marinha, como aprendiz de marinheiro e depois foi destacado para oRio de Janeiro e entrouefetivamente para a Marinha e destacou-se dos demais por seu espírito de liderança.Tornou-se instrutor de aprendizes marinheiros e foi destacado para uma viagem àEuropa, onde teve a oportunidade de, juntamente com seus companheiros, aprimorarseus conhecimentos e observar a diferença entre o tratamento dispensado aosmarinheiros de outros países. Enfrentou o governo de cabeça erguida e arma empunho. Virou herói, mas sua vitória teve o gosto amargo da perseguição política.Simbolizou a luta pela dignidade humana e graças a ele, a chibata nunca mais voltoua ser usada; o marinheiro marcou seu espaço na história deste país. João Candido foium dos principais líderes da Revolta da Chibata, que chegou ao ápice quando osnavios de guerra Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro apontaram os seuscanhões para o Rio de Janeiro. Embora a rebelião tenha terminado com ocompromisso do governo federal em acabar com o emprego da chibata na Marinha ede conceder anistia aos revoltosos, João Cândido e os demais implicados foramdetidos.
  13. 13. José Carlos do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e do cônego João Monteiro. Aos 14 anos deixoua fazenda da família para tentar a vida no Rio de Janeiro, aonde chegou a ingressar na Escola de Medicina.Ao fim de alguns anos, porém, abandonou o curso e formou-se em farmácia, em 1874.Ainda estudante, fundou uma revista mensal, "Os Ferrões", onde começou a revelar seu talento comopolemista que o tornaria famoso. Em 1877, ingressou na redação de "A Gazeta de Notícias", onde escreveudiversos artigos de propaganda abolicionista.Em 1881, com dinheiro emprestado pelo sogro, adquiriu a "Gazeta da Tarde", à frente da qual permaneceupor seis anos. Neste jornal, deu início à campanha abolicionista. Em 1887, fundou a "Cidade do Rio", ondeintensificou os ataques à política escravocrata.Não se limitou a lutar apenas por escrito pelo abolicionismo. Realizou conferências públicas, ajudou a fugade muitos escravos, organizou núcleos abolicionistas, militando ativamente até o triunfo da causa, em 13 demaio de 1888.Seu prestígio imenso durante os últimos anos do Império decaiu após a proclamação da República, quandopassou a lutar por um programa liberal. Acabou afastado da vida pública. Seu jornal, "Cidade do Rio deJaneiro", foi interditado e ele deportado para Cucuí, no Amazonas, sob a acusação de ter participado de umarevolta contra o governo de Floriano Peixoto.Libertado pouco tempo depois, afastou-se da vida pública, colaborando esporadicamente na imprensa. Nosúltimos anos de vida interessou-se pela navegação aérea, chegando a construir um aeróstato denominadoSanto Cruz.Patrocínio também escreveu obras de ficção, mas sem a repercussão nem o talento do jornalista. Foi um dosfundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de no. 21.
  14. 14. JULIANO MOREIRADescendência africana nascido em Salvador conhecido por suas inovações. Entrou naFaculdade de Medicina da Bahia, formando-se aos dezoito anos, em 1891, tornando-se professor da Faculdade. Aperfeiçoou-se na Europa, onde frequentou cursos dedoenças mentais e de anatomia patológica. Foi um dos pioneiros da psiquiatriabrasileira. Durante seu trabalho na direção do Hospício Nacional dos Alienados, doRio de Janeiro, humanizou o tratamento e acabou com o aprisionamento dospacientes. Em seu trabalho clínico eliminou coletes e camisas de força e instalou umlaboratório de análises, a partir do qual se iniciou, no Brasil, a rotina de punçõeslombares para elucidação de diagnóstico. Professor de neurologia e psiquiatria epesquisador de doenças tropicais. Deixou importantes trabalhos sobre aleishmaniose, à lepra e entre outras. Defendeu a ideia de que a origem das doençasmentais se devia a fatores físicos e situacionais, como a falta de higiene e falta deacesso à educação, contrariando o pensamento racista em voga no meio acadêmico,que atribuía os problemas psicológicos do Brasil à miscigenação.
  15. 15. LÉLIA GONZÁLEZNasceu em Minas Gerais. Notabilizou-se por sua intensa atuação acadêmica emilitância nas lutas contra o racismo. Foi uma das fundadoras, em 1978 doMovimento Negro Unificado contra discriminação racial. Graduada em filosofia e emcomunicação, era também doutorada em Antropologia Social. Realizou e participoude inúmeras conferências, no Brasil e no exterior, sobre as problemáticas do regimedo negro e, particularmente da mulher negra de nosso país. Foi uma das fundadorasdo Instituto de Pesquisa das Culturas Negras. Atuou como membro efetivo doConselho dos Direitos da Mulher e ajudou a fundar o Olodum. Histórica nomovimento feminista brasileiro, por sua luta no combate à violência contra a mulher,notadamente a violência sexual e doméstica. Participou da primeira composição doConselho Nacional dos Direitos da Mulher, o CNDM (1985-1989). Grandeincentivadora das tradições afro-brasileiras. Faleceu vítima de problemas cardíacos,no Rio de Janeiro, aos 59 anos.
  16. 16. LUIZ GAMA“Aquele negro que mata alguém que deseja mantê-lo escravo, seja em qualquercircunstância for, mata em legítima defesa.”Luiz Gama foi abolicionista, advogado e poeta da Bahia. Vendido aos 10 anos paraum traficante pelo próprio pai, para pagar dívidas de jogo. Em 1848 já não era maisescravo, conseguindo fugir de seu último senhor, uma vez que sempre carregavaconsigo os documentos comprobatórios de sua condição de negro liberto. Formou-seem Direito e foi um ardoroso abolicionista. Com talento, coragem e obstinação,libertou mais de quinhentos escravos. Os poemas de Luiz Gama estão vinculados àsegunda geração do Romantismo no Brasil. A sua primeira obra veio a público em1859, com o título Primeiras Trovas Burlescas do Getulino. Nela reuniu poesiassatíricas que ridicularizavam a aristocracia e os poderosos da época, tendo a primeiraedição se esgotado em três anos. Os poemas de Luiz Gama estão vinculados àsegunda geração do Romantismo no Brasil. A sua morte, vítima de diabetes, comoveua cidade de São Paulo.
  17. 17. LUÍSA MAHIN (Mulher guerreira, líder da Revolta dos malês)Nasceu na África, princesa na Costa Negra, veio para o Brasil na condição de escrava.Era quitandeira e permaneceu pagã por haver se recusado, terminantemente, a seungida com os “santos óleos” do batismo e seguir os preceitos da religião católica.Temperamento rebelde e combativo. Foi uma das principais organizadoras da Revoltados Malês, liderados por escravos africanos de religião mulçumanas, conhecido naBahia como Malês. Pela perseguição que sofreu após a atuação na revolta, partiupara o Rio de Janeiro, onde prosseguiu a luta pelos seus irmãos de raça. Luiza esteveenvolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram aentão Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. Acabou sendodeportada para a África de onde nunca mais se teve notícias, porém alguns autoresacreditam que ela tenha conseguido fugir, vindo a instalar-se no Maranhão, onde,com a sua influência, desenvolveu-se o chamado tambor de crioula.
  18. 18. MÁRIO DE ANDRADE"Malditos para sempre os Mestres do Passado! Que a simples recordação de um devós escravize os espíritos no amor incondicional pela forma! Que o Brasil seja infelizporque os criou! Que o universo se desmantele porque vos comportou! E que nãofique nada! Nada! Nada!". Diplomou-se pelo Conservatório Dramático e Musical deSão Paulo, tornando-se, posteriormente, professor e catedrático. Tornou-se oprimeiro diretor de Departamento de Cultura de São Paulo. Foi o grande líder domovimento modernista que teve como ápice a Semana de Arte Moderna. Com o livroPaulicéia Desvairada, de 1922, o escritor coloca em prática seu projeto de renovaçãocultural do país. Aliando profundas pesquisas acerca da tradição brasileira e asvanguardas no mundo todo, Mário foi um dos principais responsáveis pela divulgaçãoe estabelecimento do movimento modernista no Brasil. Era mesmo um polivalente,em se tratando de criar, organizar, produzir e incentivar a cultura. Possuidor de umacultura ampla e profunda erudição, foi o fundador e primeiro diretor doDepartamento de Cultura de São Paulo da Prefeitura Municipal de São Paulo, ondeimplantou a Sociedade de Etnologia e Folclore, o Coral Paulistano e a DiscotecaPública Municipal. Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores doServiço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigode Melo Franco de Andrade.
  19. 19. Machado AssisJoaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores daliteratura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muitopobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pelamadrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor Nainfância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim.Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público. Publicou seuprimeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou comocolaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores daAcademia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (faseromântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amore os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemosdestacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874),Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questõespsicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as característicasdo realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano,destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se asseguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), DomCasmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e OAlienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticasliterárias e teatrais.Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
  20. 20. MESTRE BIMBA (Pai da Capoeira Regional)Nome Manoel dos Reis Machado Lutador de Batuque (luta de origem africana muitopraticada na Bahiaaté o começo do século passado). Era um homem muito inteligente, apesar de seuspoucos estudos. Em Salvador iniciou-se na capoeira aos dez anos. Seus alunos eramnegros e mulatos das classes populares. Mas, apesar da pouca idade (18 anos),possuía alunos também de classes privilegiada É considerado o pai da capoeiraregional e o primeiro mestre com curso reconhecido no país. Discriminado por grandeparte dos artistas e intelectuais de Salvador e venerado por seus alunos, realizou umaverdadeira revolução ao criar a Capoeira Regional (motivo da discriminação dosartistas e intelectuais). Priorizando as pessoas de nível sociais mais altos euniversitários; isto tiraria a capoeira da marginalidade, e economicamente era muitomais interessante. Conseguiu reverter à situação da clandestinidade em que vivia acapoeira. Fundou o “Centro de Cultura Física e Luta Regional” e estabeleceu umcódigo de ética rígido que exigia até higiene. Oficializo o uso do uniforme branco einterferia até na vida privada de seus alunos. Para treinar capoeira, era precisoprovar que estava trabalhando ou mostrar o boletim do colégio.
  21. 21. MESTRE DIDINascido em Salvador no início do século passado, Deoscóredes Maximiliano dosSantos é filho único de Maria Bibiana do Espírito Santo (Mãe Senhora), descendenteda tradicional família Asipa, originária de Oyo e Ketu, importantes cidades do impérioIorubá. Mais antigo descendente, no Brasil, do reino do Ketu, hoje ocupado pelaNigéria e pelo Benin, Mestre Didi recebeu, em 1983, o título máximo de Obá MobáOni Xangô, do Rei do Ketu, na Republica de Benin. É autor de vários livros, dentre elesum dicionário português-iorubá. Aos oito anos foi iniciado no culto aos ancestrais,dedicando toda sua vida a preservar a tradição legada pelos seus antepassados. Eraartista plástico e escritor. Soube vencer as barreiras do preconceito e dadiscriminação, com sua obra independente e original. Desta forma, destaca-se comoum expoente da arte de vanguarda. Sua trisavó, Sra. Marcelina da Silva, Oba Tossi,foi uma das fundadoras da primeira casa de tradição nagô de candomblé na Bahia, oIlê Ase Aira Intile, depois Ilê Iya Nassô. Eugenia Ana dos Santos - Mãe Aninha tratadapor Didi como avó, foi quem o iniciou no culto aos Orixás e lhe deu o título deAssogba, Supremo Sacerdote do Culto de Obaluaiyê.
  22. 22. PROFESSOR MILTON SANTOS (Geógrafo de renome internacional)Foi um dos mais famosos intelectuais negros brasileiros. Bacharel em Direito, suanotoriedade vem dos longos anos de conhecimento dos problemas urbanos queafetam as nações subdesenvolvidas nos dias atuais, sendo, por isso, respeitadomundialmente. Era um dos expoentes mais conceituados do movimento de renovaçãocrítica da Geografia. Foi secretário de estado do planejamento e subchefe da defesacivil do governo Jânio Quadros. Sofreu perseguições políticas e exilou-se na França,onde pôde doutorar-se em Geografia. Autor de diversos trabalhos e livrosacadêmicos. Suas obras são editadas em diversos países. Em função de suasatividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãosde repressão do Regime Militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticosintervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, apósaprisionamento por meio ano, seguido de prisão domiciliar. Apesar de ter segraduado em Direito, desenvolveu trabalhos em diversas áreas da Geografia, emespecial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomesda renovação na Geografia brasileira ocorrida nos anos 70.
  23. 23. TEODORO SAMPAIOTheodoro Fernandes Sampaio possui uma origem humilde. Descendente deafricanos, ou seja, filho de uma pobre escrava nasceu em 07/01/1855 no EngenhoCanabrava, numa senzala, no município de Santo Amaro, na Bahia. Foi umengenheiro por profissão, geógrafo e historiador brasileiro. Volta a Santo Amaro,na Bahia, onde nasceu. Ali, revê a mãe e os irmãos, e comprando a carta de alforriade seu irmão Martinho, gesto que repete com os irmãos Ezequiel e Matias. Énomeado engenheiro chefe da Comissão de Desobstrução do Rio São Francisco.Teodoro Sampaio fez expedições exploratórias pelo Rio São Francisco, onderegistrou, na forma de mapas e descrições, os caminhos que percorreu, recolhendoassim material suficiente para elaborar um mapa da região. Suas observaçõesgeográficas e topográficas foram muito utilizadas e estudou profundamente nossosminerais, sendo considerado o pai da geologia brasileira. Tornou-seinevitavelmente uma celebridade da época devido à sua erudição, competência esimplicidade. Com serenidade de espírito, operosidade científica e o característicolabor sem alarde, Teodoro foi um importante personagem na busca pela dignidadedos negros.
  24. 24. UBIRATAN DE CASTRONascido na Bahia. Membro da Academia Baiana de Letras. Na unidade da diversidadeda cultura brasileira, assim como na reconstrução do estado, ele deseja dar umachance para que a cultura produzida pelo povo negro participe igualmente comofundadora de uma cultura nacional, negra, popular e brasileira. Durante vinte anosfoi um ativo colaborador da Universidade Federal da Bahia: Coordenador do Núcleode História Oral e Documentação. Para ele, honrar o passado é construir o futuro comcoragem. A sua ideia era a de estabelecer a igualdade racial e promover a reparaçãode todos os danos resultantes do racismo e das intolerâncias conexas através damilitância cultural; preservar as nossas comunidades de memória, apoiar todos osgrupos, entidades e indivíduos produtores de uma cultura negra libertária; proclamarpara toda a sociedade brasileira o valor da cultura negra brasileira no processocivilizatório do país.
  25. 25. ZUMBI (O herói da resistência)Em uma das expedições contra Palmares, criança ainda Zumbi foi raptado eaprisionado por soldados e entregue ao padre Melo, que o batizou com o nome deFrancisco. Serviu para ajudar na missa e estudou português e latim. Aos 15 anos,fugiu e voltou para Palmares (Quilombo, localizado em Pernambuco). Muito jovem,ele se tornou chefe de uma das povoações desse Quilombo. Por sua bravura,inteligência, pelo corpo vigoroso e vontade de ferro, em pouco tempo tornou-sechefe das forças armadas em Palmares. Zumbi e seu povo resistiram a váriasexpedições que acabaram com o quilombo. Depois de sucessivas investidas,Palmares foi destruído e Zumbi foi morto. Hoje, é o principal símbolo da resistênciacontra todas as formas de opressão que ainda castigam o povo negro do Brasil.Representou um permanente desafio e incentivo ás luta contra o perverso sistemacolonial.
  26. 26. LIMA BARRETOO escritor e jornalista Afonso Henriques de Lima Barreto, ou simplesmente Lima Barreto, nasceuno dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, e morreu apenas 41 anos depois, no dia 1 denovembro de 1922. Seu reconhecimento como um autor fundamental para a Literatura Brasileiraveio somente depois de sua morte, o que é comum a outros grandes brasileiros, especialmente aaqueles que morreram precocemente. Lima Barreto viveu a época mais intensa do racismo noBrasil, já que a escravidão foi abolida apenas sete anos após o seu nascimento. Apesar disso, teve aoportunidade de receber boa instrução escolar e sempre teve grande interesse pela Literatura. Erafilho de um tipógrafo - João Henriques de Lima Barreto, mulato nascido liberto, monarquista eligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor - e de uma professora, AmáliaAugusta Barreto, filha de escrava liberta, que morreu quando o menino Lima Barreto tinha apenassete anos de idade. O autor viveu atormentado pelo alcoolismo e por suas crises de depressão emorbidez, desencadeadas pelo sofrimento vivido desde a infância e pelo racismo que sofreu aolongo de toda a sua vida. Acreditava que, como escritor, tinha a função de despertar as pessoaspara o fato de a sociedade privilegiar certos grupos. Defendendo seus pensamentos, eleapresentava uma visão crítica em relação ao regime republicano vigente na passagem do séculoXIX para o XX. Rompeu com o nacionalismo ufanista e explorou a temática social em suas obras,ambientadas no Rio de Janeiro, onde morou em diversos bairros. Em sua literatura o autordestacava os pobres e os boêmios. Em 1909, fez sua estréia como escritor, com as romancesRecordações do Escrivão Isaías Caminha, de fortes traços autobiográficos. Dois anos depois dariainício à publicação de sua obra mais importante, Triste Fim de Policarpo Quaresma, através defolhetins que saíam no Jornal do Comercio. O livro é considerado fundamental na escola Pré-Modernista pela crítica especializada. Em 1914, Lima Barreto foi recolhido ao hospício. Essaconfigurou a primeira vez, de muitas, em que esse episódio ocorreria. Em 1916, ele seria internadopara tratamento de saúde, motivado pelo abuso de álcool e pela vida desregrada. Em 1922,durante a Semana de Arte Moderna em São Paulo, o escritor morreria, em decorrência de colapsocardíaco.
  27. 27. CRUZ E SOUSAJoão da Cruz e Sousa, considerado o mestre do simbolismo brasileiro, nasceu emDesterro, hoje cidade de Florianópolis - SC, no dia 24 de novembro de 1861. Desdepequenino foi protegido pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa e sua esposa, queo acolheram como o filho que não conseguiram ter. O referido marechal haviaalforriado os pais do escritor, negros escravos. Educado na melhor escola secundáriada região, teve que abandonar os estudos e ir trabalhar, face ao falecimento de seusprotetores. Vítima de perseguições raciais, foi duramente discriminado, inclusivequando foi proibido de assumir o cargo de promotor público em Laguna - SC. Em 1890transferiu-se para o Rio de Janeiro, ocasião em que entrou em contato com a poesiasimbolista francesa e seus admiradores cariocas. Vivia de suas colaborações emjornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de "Missal" e "Broquéis"(1893), só conseguiu se empregar na Estrada de Ferro Central do Brasil, no cargo depraticante de arquivista. Casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, em 09 denovembro de 1893. O poeta contraiu tuberculose e mudou-se para a cidade de Sítio -MG, a procura de bom clima para se tratar. Faleceu em 19 de março de 1898, aos 36anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e daincompreensão. Sua obra só foi reconhecida anos depois de sua partida. Gavita, queficou viúva, grávida, e com três filhos para criar. Após o a morte do escritor perdeudois filhos, vitimados também pela tuberculose. Com problemas mentais, passouvários períodos em hospitais psiquiátricos, vindo a falecer. O terceiro filho, com amesma doença, faleceu logo em seguida. O único filho que sobreviveu que tinha onome do pai, também faleceu vitima dessa doença aos dezessete anos de idade.
  28. 28. Joaquim BarbosaNasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãedona de casa passaram a ser arrimo de família quando estes se separaram. Aos 16 anos foisozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Brasiliense e terminou o segundograu, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidadede Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo efoi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado em Direito Público pelaUniversidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu doutorado em Direito Público pelaUniversidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade doEstado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direitoda Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia LosAngeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros noBrasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês,inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro,sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).
  29. 29. Joaquim BarbosaMensalãoAssumiu em 2006 a relatoria da denúncia contra os acusados do mensalão feita pelo Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza. Durante o julgamento defendeu a aceitação dasdenúncias contra os quarenta réus do Mensalão, o que foi aceito pelo tribunal. O julgamentoprossegue no Supremo, pelo menos até 2010, podendo até reverter o fato histórico de o STF, desdesua criação em 1824, nunca ter condenado nenhum político.Em artigo comentando o julgamento, a Revista Veja escreveu: “O Brasil nunca teve um ministrocomo ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) nobanco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dançaforró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris”. Segundo o Veja: “O ministroJoaquim Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do mensalão(…)”Nas 112 votações que o tribunal realizou durante o julgamento, o voto de Barbosa, como relator doprocesso, foi seguido pelo de seus pares em todas as ocasiões – e, em 96 delas, por unanimidade.Ronaldo Cunha LimaFoi de sua iniciativa a abertura de processo contra o deputado Ronaldo Cunha Lima, decisãoconsiderada histórica, pois foi a primeira vez em que o STF abriu processo contra um parlamentar.No dia seguinte, Cunha Lima renunciou ao mandato para escapar do processo, o que provocouduras críticas por parte de Joaquim Barbosa.Células-troncoNo polêmico julgamento das células-tronco, Joaquim Barbosa votou a favor da liberação de seu usopara fins de pesquisas.
  30. 30. Foi Deus Que Fez Você Fez até o anonimato Dos afetos escondidosAmelinha E a saudade dos amores Que já foram destruídosFoi Deus que fez o céu Foi Deus!...O rancho das estrelasFez também o seresteiro Foi Deus que fez o ventoPara conversar com elas... Que sopra os teus cabelos Foi Deus que fez o orvalhoFez a lua que prateia Que molha o teu olharMinha estrada de sorrisos Teu olhar!...E a serpente que expulsouMais de um milhão do paraíso... Foi Deus que fez a noite E um violão plangenteFoi Deus que fez você Foi Deus que fez a genteFoi Deus que fez o amor Somente para amar, ah! ah!Fez nascer a Eternidade Só para amarNum momento de carinho... Só para amar...

×