Palestra boas praticas para colheita mecanizada do cafeeiro ms felipe santinato palestra dia de campo patos 2014

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Patestra realizada na Inauguração do campo Experimental de café da ASSOPATOS ( Associação dos Cafeicultores de Patos de Minas e Região) saiba mais em www.revistacafeicultura.com.br

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Palestra boas praticas para colheita mecanizada do cafeeiro ms felipe santinato palestra dia de campo patos 2014

  1. 1. COLHEITA DO CAFÉ, COMO PROCEDER PARA COLHER MAIS E REDUZIR CUSTOS Eng. Agro. Felipe Santinato, Mestrando UFV – Rio Paranaíba, Santinato & Santinato Cafés Ltda
  2. 2. Redução da mão de obra disponível na agricultura. Fonte: Prof. Dr. Rouverson Pereira da Silva
  3. 3.  Elevação de custo: Salários, encargos, leis, multas etc. Faltas, atestados Baixo rendimento operacional: 364 horas x 3 a 4 horas da opção mecanizada Café “dorme na roça” Café é colhido do jeito que esta, sem SELEÇÃO Muito utilizada no REPASSE MANUAL e RECOLHIMENTO DO CHÃO
  4. 4.  Mecanização: Colheita mecanizada na planta  Final dos anos 70  Pesquisa: 1998  Evolução, aprimoramento, aprendizado, recomendações  Produtores e funcionários capacitados  Hoje: Se há possibilidade de mecanizar, mecanize!
  5. 5. Funcionamento:
  6. 6. CASEII
  7. 7. TORNADO
  8. 8. K3MILLENIUM
  9. 9. VETOR
  10. 10. KORVAN
  11. 11. TDIMINI
  12. 12. TDIGRANDE
  13. 13. KTR
  14. 14. REGULAGENS  Velocidade: 650 a 1.600 m/h (exposição)  Freio: 6,0 a 8,0 kg (impacto)  Vibração: 550 a 1000 rpm (intensidade) OTIMIZAÇÃO  Altura de inserção  Largura dos elevadores  Esteiras e palhetas
  15. 15.  A velocidade deve ser suficiente para:  Expor as varetas nas plantas, permitindo a ação dos órgãos de derriça nos frutos  Promovendo danos à parte vegetativa aceitáveis  Possibilitar o recolhimento de todo o café presente no interior da máquina  Apresentando desempenho operacional satisfatório
  16. 16. Como e quando começar a colher?  Área plantada, área de terreiro  Disponibilidade de maquinário  Estádio de maturação e desuniformidade  Carga dos talhões
  17. 17.  Carga alta:  Colher com uma passada é difícil e mais caro  Repasse manual  Recomenda-se duas ou mais em intervalos que variam de região para região  Maturação desuniforme:  Colher com uma passada é difícil e prejudicial  Danos maiores  Colhe mais verde e perde-se mais para o chão (secos voam)  Recomenda-se duas ou mais aliado à técnica da colheita seletiva
  18. 18. VIABILIDADE DA COLHEITA COM VÁRIAS PASSADAS Fazendas Produção estimada Sacas de café ben. ha-1 Porcentagem de frutos Verde Cereja Seco São João Grande 50,78 26,4 47,2 26,4 Dona Neném 121,54 30,2 54,5 15,1 Todas as passadas com: • 850 rpm de vibração • 1.000 m/h de velocidade • Intervalos de 12 a 15 dias OBS: As eficiências seriam maiores se ajustadas as regulagens e com intervalos maiores Santinato, Ruas, Silva, Santinato (2013)
  19. 19. VIABILIDADE DA COLHEITA COM VÁRIAS PASSADAS Número de passadas da colhedora Quantidade de café sacas de café ben. ha-1 Eficiência de colheita % Caído Remanescente Colhido 1 10,51 a 42,01 c 69,12 c 56,64 c 2 17,46 b 6,38 b 96,09 b 78,98 b 3 17,46 b 1,14 a 101,06 a 83,09 ab 4 17,46 b 0,53 a 102,80 a 84,67 a 5 17,46 b 0,00 a 103,20 a 85,01 a 6 17,46 b 0,00 a 103,20 a 85,01 a CV (%) 4,26 22,74 11,99 12,88 5,24 sacas a mais
  20. 20. Número de passadas da colhedora Quantidade de café sacas de café ben. ha-1 Eficiência de colheita % Caído Remanescente Colhido 1 5,12 a 11,39 c 34,30 c 67,20 c 2 5,80 a 4,47 b 40,12 b 79,10 b 3 5,96 a 0,96 ab 43,44 a 85,70 a 4 5,96 a 0,00 a 43,97 a 86,80 a 5 5,96 a 0,00 a 43,97 a 86,80 a 6 5,96 a 0,00 a 43,97 a 86,80 a CV (%) 3,06 37,15 10,74 11,89 VIABILIDADE DA COLHEITA COM VÁRIAS PASSADAS 3,51 sacas a mais
  21. 21. Tratamentos R$ ha-1 Dona Neném (Carga alta) São João Grande (Carga intermediária) 1 passada 5.489,39 D 2.187,56 A 2 passadas 3.851,02 A 2.250,87 A 3 passadas 3.975,36 A 2.543,97 A 4 passadas 4.498,62 B 3.037,07 B 5 passadas 5.028,77 C 3.612,89 C 6 passadas 5.604,59 D 4.188,70 D Colheita manual 9.032,85 E 4.375,20 D VIABILIDADE FINANCEIRA Redução de até 57% e 48,55%
  22. 22. 60.78 63.72 42.64 48.53 44.01 52.86 49.81 61.60 55.67 70.42 62.05 79.74 100.00 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 - 1,000.00 2,000.00 3,000.00 4,000.00 5,000.00 6,000.00 7,000.00 8,000.00 9,000.00 10,000.00 R% Custo(R$ha-1) Varrição manual Repasse manual Colhedora Colheita manual R%
  23. 23. Danos na lavoura de carga alta (Dona Neném) •Uma passada desfolha pouco, mas colhe pouco •Duas passadas não difere da colheita manual •Três passadas desfolha 45% a mais que a manual •Quanto essa desfolha influência na produtividade? Tratamentos Desfolha (g/planta) Colheita manual 985,0 d 1 passada 572,5 e 2 passadas 1155,0 d 3 passadas 1430,0 c 4 passadas 1652,5 bc 5 passadas 1820,0 ab 6 passadas 1947,5 a CV (%) 7,17
  24. 24. Danos na lavoura de carga intermediária (São João Grande) •Uma passada desfolhou menos •Duas passadas se equipara com a colheita manual •A diferença entre uma e duas passadas diminuiu (102 p/ 50) •A terceira passada foi 27% mais danosa que a colheita manual •A quarta passada foi 54% Tratamentos Desfolha (g/planta) Colheita manual 1082,0 e 1 passada 680,0 f 2 passadas 1025,0 e 3 passadas 1375,0 d 4 passadas 1670,0 c 5 passadas 1942,5 b 6 passadas 2165,0 a CV (%) 6,2
  25. 25. Carga Intermediária – Faz. São João Grande Pós colheita Dezembro Tratamentos Número de nós Desfolha (%) Colheita manual 4,03 ab 17,59 b 1 passada da colhedora 4,22 a 23,94 b 2 passadas da colhedora 4,00 ab 28,77 b 3 passadas da colhedora 3,97 ab 36,15 a 4 passadas da colhedora 4,15 ab 37,32 a 5 passadas da colhedora 3,69 ab 39,81 a 6 passadas da colhedora 3,47 b 42,07 a CV(%) 24,83 45,90 Tratamentos Número de nós Desfolha (%) Colheita manual 6,5 a 15,79 a 1 passada da colhedora 6,96 a 18,12 a 2 passadas da colhedora 6,34 a 18,97 a 3 passadas da colhedora 6,65 a 22,52 ab 4 passadas da colhedora 6,69 a 30,55 bc 5 passadas da colhedora 6,4 a 32,30 bc 6 passadas da colhedora 6,28 a 35,63 c CV(%) 16,04 43,09
  26. 26. Tratamentos Número de nós Desfolha (%) Colheita manual 7,03 a 11,22 a 1 passada da colhedora 7,4 a 8,35 a 2 passadas da colhedora 7,06 a 9,51 a 3 passadas da colhedora 7,62 a 12,18 a 4 passadas da colhedora 7,28 a 10,15 a 5 passadas da colhedora 7,46 a 17,54 a 6 passadas da colhedora 7,18 a 16,45 a CV(%) 17,07 58,8 Março Tratamentos Número de nós Desfolha (%) Colheita manual 7,62 a 0,0 a 1 passada da colhedora 7,28 a 0,05 a 2 passadas da colhedora 6,19 a 0,05 a 3 passadas da colhedora 7,16 a 3,7 b 4 passadas da colhedora 6,34 a 6,86 c 5 passadas da colhedora 7,75 a 10,8 c 6 passadas da colhedora 6,87 a 7,27 c CV(%) 15,78 33,3 Maio Palmeado
  27. 27.  Regulagens para a colheita com repetidas passadas:  Vai variar de lavoura para lavoura  1ª Passada – Varetas na parte de cim  Vibração: 650 a 950 rpm  Velocidade: 1.300 a 1.600 m/h  2ª Passada – Todas as varetas ou parte delas no caso de três passadas  Vibração: 950 rpm  Velocidade: 1.000 a 1.300 (Duas passadas) e 1.300 a 1.600 m/h (três passadas)
  28. 28. Terço superior: Mais secos e cerejas: Pode usar vibrações menores e velocidade maiores. Desfolha pequena, Terço médio e inferior: Mais verdes: A máquina vai apenas encostar nos ramos, sem exercer energia com as varetas Sem desfolha, Fonte: Silva, F.M e Walmi Gomes Martin
  29. 29.  Organização da colheita:  MAPA de maturação subdividido em terços da planta (avaliador capacitado)  Começar nas áreas com cultivar de maturação precoce  Começar nas áreas de maior % de cereja ou % seco na ponteira  Começar nas áreas de alta produtividade (repetir passadas)  Organizar tempo de colheita x carga x espaço no terreiro  Organizar para não ter máquinas paradas  Utilizar colhedoras com reservatório (aumenta o rendimento operacional e libera parcialmente um trator)
  30. 30. CONFIABILIDADE DOS MAPAS – AGRICULTURA DE PRECISÃO Ponto Produ. real Produ. estimada Dif. Dif (Sacas de café ben./ha) % 1 49,97 40,60 9,37 18,75 2 70,16 67,67 2,50 3,56 3 91,61 69,75 21,86 23,86 4 89,32 71,83 17,49 19,58 5 82,45 73,91 8,54 10,35 6 56,63 48,93 7,70 13,60 21 38,93 52,05 -13,12 -33,69 22 84,74 65,58 19,15 22,60 14 54,13 59,34 -5,21 -9,62 23 66,62 62,46 4,16 6,25 24 68,71 56,21 12,49 18,18 25 62,46 46,85 15,62 25,00 20 56,84 41,64 15,20 26,74 7 58,71 66,62 -7,91 -13,48 13 41,22 44,76 -3,54 -8,59 Média 64,83 57,87 6,96 10,73
  31. 31. MAPAS DE PRODUTIVIDADE, MATURAÇÃO = GERENCIAMENTO DA COLHEITA COM PRECISÃO
  32. 32. QUANDO INICIAR?  Recomendação: Até 15% de verdes  Mas o café madura em velocidades dif. em cada terço  Elevada perda natural de café (2 a 4%??)  Determinar o momento ideal da entrada da colhedora em função da velocidade de maturação dos frutos em cada terço da planta  Rio Paranaíba: Lavoura carga 30 sacas, sequeiro  Rio Paranaíba: Lavoura carga 80 sacas, irrigado  Araxá: Lavoura carga alta, sequeiro  Araguarí: Lavoura carga média, irrigado  Buritizeiro: Lavoura carga alta, irrigado Região fria Região média Região quente Região muito quente
  33. 33. 0.1 0.5 1.2 2.5 3.9 5 6 7 8 0.22 0.5 1.1 2.6 5.5 8.6 11.1 15.5 17.7 0 5 10 15 20 25 30 1-Apr 16-Apr 1-May 16-May 31-May 15-Jun 30-Jun 15-Jul 30-Jul % de frutos caídos café caído (sacas) Dados fictícios para lavoura de 45,0 sacas Momento de colher (até 15% de verdes) Momento ideal de colheita (% de verde, cereja, seco) Terço médio Terço sup. Terço inf.
  34. 34. Fatores importantes para AJUSTES  Incidência de cercosporiose  Enfolhamento – exposição solar  Irrigação ou sequeiro?  Estresse hídrico?  Chuvas?  Ventos?  Temperatura? As vezes o verde vai para o seco direto!  Variedade  Plantio: circular ou linha? Exposição solar (2 lados da planta)
  35. 35. CERCOSPORIOSE
  36. 36. Alta temp. UR% Baixa
  37. 37. Mesmo elevando a eficiência ao máximo, sempre haverá queda de frutos, antes e durante a colheita  Antes: (2 a 5%): Iniciar a colheita antes (colheita seletiva)  Depois: ~10 a 15% cai no chão durante a operação  Usar as recolhedoras:  Atende a demanda mais rápido  Deixa o café livre  Menor custo  Máquinas novas com bom desempenho operacional e separação de grãos e detritos
  38. 38. Soprador-enleirador: (0,5 ha/h), R$ 35.000,00 e sua vida útil média é 7,5 anos, trabalhando cerca de 750 horas/ano. Custo horário de R$ 40,40/h. e R$ 80,80/ha Recolhedora: 0,25 ha/h, R$ 95.000,00 e sua vida útil é estimada em 10 anos, com taxa anual de trabalho de 500 horas/ano. Custo horário total de R$ 56,00/h. e R$ 224,00/ha Hora trator =~R$ 32,00/h Total =~R$ 305,00/ha Se se tem 10 a 15% de café que cai nas operações: Carga de 50 sacas = 5 a 7,5 sacas no chão.... Carga de 100 sacas = 10 a 15 sacas no chão.... Vale a pena? Lembre-se do trabalho de várias passadas (R$ 630,00 a 1293,00)
  39. 39. PÓS COLHEITA - AGO
  40. 40. RECUPERAÇÃO DA LAVOURA  Pulverizar o mais rápido possível:  Fungicidas, cicatrizantes, Cobre, Estimulantes  Foliar completo de preferência 10% de Ca e 6% de B  Adubação orgânica (E.G, P.C, E.C) – Set/Out  Adubação nitrogenada (forçar a recuperação foliar) - Chuvas  Adubação Potássica (Enchimento de grãos)
  41. 41. OBRIGADO Eng. Agro. FELIPE SANTINATO 19-982447600 fpsantinato@Hotmail.com Santinato & Santinato Cafés Ltda

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