Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Quarentenário impede entrada de pragas e doenças vegetais no País

79 views

Published on

Matéria sobre o Quarentenário do IAC foi publicada no Diário Oficial, em 7 de julho de 2016. As pesquisadoras do IAC, Christina Dudienas e Roberta Pierri Uzzo, concederam entrevista sobre a unidade.

Published in: Services
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

Quarentenário impede entrada de pragas e doenças vegetais no País

  1. 1. Diário Oficial Poder Executivo - Seção Iquinta-feira, 7 de julho de 2016 São Paulo, 126 (125) – III o receber espécies vegetais de outros países é necessário que o produto fique em observação por algum tempo para evitar a proliferação de pragas ou doen- ças que, eventualmente, tenham vindo com as amostras. Chamado quarentena, o processo científico pode durar menos de 40 dias ou, então, meses ou até anos, depen- dendo do tipo de vegetal e do local de procedência. Quarentenário impede entrada de pragas e doenças vegetais no País Trabalho de observação de espécies exóticas executado pelo Instituto Agronômico de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, é fundamental para manter a agricultura saudável A Esse é o trabalho realizado por pesquisadores do Quarentenário do Instituto Agronômico de Cam- pinas (IAC), um dos dois únicos do setor público no Brasil, creden- ciado desde 1998 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abaste- cimento (Mapa) – que mantém o outro órgão desse tipo. Eventos em que há grande movimentaçãodepessoasdevárias nações, como Copa do Mundo e Olimpíada, trazem a preocupa- ção com a possível introdução de pragas inexistentes em território nacional. Podem passar pelas fron- teiras e aeroportos insetos, ácaros, fungos, bactérias, nematoides ou vírus, que causam danos às plantas e prejuí- zos aos agricultores e à economia brasileira. Fiscalização – No prédio do quaren- tenário, na Fazenda Experimental Santa Elisa, do instituto, em Campinas, chegam materiais de dezenas de países. A agrôno- ma e pesquisadora, Christina Dudienas, responsável pelo local, conta que os produ- tos chegam em forma de sementes, estacas (para enxerto), amostra de plantas in natu- ra (mudas), borbulhas (brotos de vege- tais) etc. “São compradas e enviadas ao IAC, diretamente do aeroporto, por empre- sas que atuam no setor do agronegócio, com venda de sementes e espécies vege- tais trabalhadas geneticamente”, explica Christina. Todo o material que chega é para fins científicos de estudos de genoma e só vai virar planta na lavoura comercial após melhoria e multiplicação. Entre os usuários do quarentenário do IAC, informa Christina, estão empre- sas como Basf, Bayer, Ceres, Limagrain, Monsanto, Monsoy, Nunhems e entidades de ensino superior como Unesp e Unicamp. A unidade já recebeu materiais de 40 países, incluindo Estados Unidos, Austrália, Canadá, Espanha, França, Índia, Holanda, África do Sul, Japão e China. “Estamos aptos a manipular material vegetal originá- rio de qualquer país, e qualquer instituição brasileira de pesquisa pode solicitar nossos trabalhos”, diz. Toda semana, um profissio- nal do Mapa visita o local para fazer a fisca- lização dos procedimentos adotados. Manifestação – A agrônoma e coor- denadora substituta do quarentenário do IAC, Roberta Pierri Uzzo, observa que há material que exige muitos meses de obser- vação. “Existem doenças que demoram a se manifestar”, alerta. Por isso, o primeiro procedimento é recolher uma amostra de cada embalagem recebida e enviar para verificação de três especialistas: o entomo- logista (presença de insetos), nematologis- ta (vermes de solo na semente) e um pro- fissional que detecta ervas daninhas mis- turadas à amostra. O material também é enviado a outro recinto para virar planta, porque algumas doenças e pragas somente aparecem no momento em que a espécie brota e cresce. O vegetal fica em vasos numa sala fecha- da, para evitar entrada de ar ou de inse- tos. Trabalhar com essas plantas exige do técnico vestimentas especiais, com roupa de segurança, e pés e mãos muito limpos. “Nada pode contaminar a planta”, observa Roberta. Depois de verificar que o material não oferece perigo à agricultura brasileira, as mudas dos vasos são destruídas e as amos- tras, enviadas à empresa que as importou. Descarte – No ano passado, o qua- rentenário do IAC recebeu 209 tipos de vegetais, totalizando 34,9 mil acessos (mate- riais genéticos diferentes). “O nosso maior número até o momento”, observa Christina. No período anterior, foram 189 e 22.061 acessos. Até maio, houve 79 materiais e 18,7 mil acessos. As agrônomas informam que poucas amostras trazem pragas e doenças. No ano passado, foi reprovado apenas um lote de braquiária, leguminosa usada como adubo verde, por hospedar sementes de uma erva daninha inexistente no Brasil. Em 2014, foram dois descartes: um de trigo, também com planta daninha, e um lote de soja, por alta concentração de fungos e bactérias. Em 2013, foram três eliminações por contami- nação, em cana, estévia e soja, do total de 182 quarentenas. Em 2013, o quarentenário do IAC detectou uma praga (vírus) não existente no País, em uma carga de estévia, usada em adoçantes. O organismo já era registrado na América do Norte, Europa e Ásia e provoca doenças em amendoim, feijão, pimentão, soja, tomate, etc. Outros exemplos de con- taminação são traças e cupins, que causam danos ao acervo de museus, igrejas e edi- fícios tombados pelo patrimônio histórico. Otávio Nunes Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial O site da Coordenadoria de Desen- volvimento dos Agronegócios (Codeagro) mantém, por meio de seu Instituto de Cooperativismo e Associativismo (ICA), uma ferramenta simples (ver serviço) e intuitiva que possibilita o monitoramento, em tempo real, dos editais de compras públicas, feitas por prefeituras e Estado. A iniciativa facilita o acesso dos pe- quenos produtores rurais ao Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), da secretaria, e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do governo federal. O poder público compra esses alimentos para consumo em escolas, hospitais, prisões etc. O sistema encarrega-se ainda de enviar as informações aos 40 escritó- rios da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e às quase 600 Ferramenta permite monitorar editais de compras públicas casas da agricultura, presentes na maio- ria das cidades paulistas. Essas enti- dades prestam auxílio direto a estes produtores. Os dados, expedidos para as regiões do Estado onde existem edi- tais de compra, são úteis para associa- ções e cooperativas cadastradas no ICA. “Essa funcionalidade permite ganho de tempo aos interessados em partici- par dos programas”, explica o diretor do ICA, Diógenes Kassaoca. Codeagro, Cati, e casas da agricultura são vin- culadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Kassaoka assegura que a interativi- dade do sistema possibilita que o usuá- rio acesse as informações mais impor- tantes, bem como o edital completo, “com apenas um clique, sem necessida- de de download”, garante. A ferramenta fornece ainda os preços praticados nas compras públicas realizadas nos últimos 90 dias, organizadas por municípios e regiões administrativas do Estado. Em caso de dúvida, os agricultores solicitam a presença de um técnico do ICA para ensinar a utilizar o programa. Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento Serviço Codeagro Praça Ramos de Azevedo, 254, 4° andar Centro – São Paulo Telefone: 11-5067-0000/0385 www.codeagro.sp.gov.br Informações sobre compras públicas pelo PPAIS e PNAE no link: http://bit.ly/297NeNq Serviço Quarentenário do IAC Fazenda Experimental Santa Elisa Avenida Theodureto de Almeida Camargo, 1.500 – Campinas – SP Telefone (19) 2137-0600 www.iac.sp.gov.br FOTOS:PAULOCESARDASILVA Sistema facilita acesso dos pequenos produtores AUGUSTOMELOFAJARDO Pesquisadoras Roberta e Christina em um dos laboratórios de análise; no detalhe, sementes de milho em observação Mudas de algodão em ambiente vedado Vista da Fazenda Experimental Santa Elisa A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO SA garante a autenticidade deste documento quando visualizado diretamente no portal www.imprensaoficial.com.br quinta-feira, 7 de julho de 2016 às 02:27:23.

×