4ª oficina

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4ª oficina

  1. 2. “ Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la”. Murilo Mendes “ A poesia é uma forma especial da linguagem. Quando o coração sente a si mesmo... Nasce a poesia...”. Octávio Paz Degas: “- Não sei porque não faço belos poemas. Tenho tantas belas ideias.” Mallarmé: “- Acontece que não se fazem poemas com ideias. Fazem-se com palavras.”
  2. 3. O trabalho poético para Bakhtin está inteiramente inter-relacionado ao contexto social,” O poeta, afinal, seleciona palavras não do dicionário, mas do contexto da vida onde as palavras foram embebidas e se impregnaram de julgamentos de valor” (Bakhtin, apoud Freitas, 1992, p. 127). Resolvo o meu poema Sob o silêncio neutro Das palavras perdidas Na paisagem dos signos. BOSI , O ser e o tempo da poesia.
  3. 18. Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
  4. 19. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
  5. 22. Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha junto com os tigres. Nos tempos da minha infância eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca, pisava no poleiro – e era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola.
  6. 30. http://www.rubemalves.com.br/conversacomeducadores.htm
  7. 35. http://www.rubemalves.com.br/quartodebadulaquesLXX.htm Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; levaria a livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. 
  8. 36. Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos  as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Ai, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da  beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
  9. 37. Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as histórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela quereria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em histórias. É assim. É muito simples. (Almanaque Brasil de Cultura Popular,  setembro 2004 ).
  10. 42. Qualquer método é bom, desde que apresentado com arte, conduzido pela autocrítica e enriquecido pela investigação e pela pesquisa científica; em resumo, o espírito de investigação pedagógica , hábitos de trabalho, alegria, disciplina consciente e, sobretudo, liberdade de experimentação , tornam propício um ambiente mais interativo, mais real, mais vivo, mais dinâmico, E mais completo. http://www.seer.ufu.br/index.php

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