Samburá 64

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Na edição Junho e Julho o Jovem João Marcos Santos Figueredo de 21 anos, Pescador e morador da Barra é destaque na capa do "O Samburá". Profissional da pesca, desde os seus 12 anos de idade, hoje com 21 anos também é um profissional na construção de barcos. Seu primeiro barco foi feito para seu pai.

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Samburá 64

  1. 1. MENSAL - Período de Junho/Julho 2015 O Samburá Tiragem 2.000 Exemplares BARRA DE CARAVELAS, BAHIA - ANO VI - EDIÇÃO NÚMERO 64- jornalosambura@gmail.com Jovem barrense se destaca construindo barco para pesca Festa de São Pedro Julho é o mês das baleias-jubarte em Abrolhos. Página 05 Atividades da Resex de Cassurubá realiza- da no mês de Junho e Julho Página 04 Terminal da Fibria em Caravelas investe na manutenção da frota de caminhões Página 08 Página 06 Página 07 Lei Tripoli, aumenta pena para Crimes contra Cães e Gatos. Página 03
  2. 2. Página 2 O Samburá O Samburá O Jornal Comunitário O Samburá surgiu entre um grupo de jovens da pequena comunidade de pescadores e pescadoras artesanais de Barra de Caravelas em 2009 e hoje tem distribuição gratuita mensal de 2.000 exemplares em toda região de Caravelas. ♦ Para saber mais visite o BLOG: http://jornalcomunitarioosambura.blogspot.com/ ou entre em contato: jornalosambura@gmail.com ♦ DIAGRAMAÇÃO: Robson Falcão ♦ REPORTAGEM: Adriene Coelho Edvaldo Souza e Robson Falcão ♦ IMAGENS: Robson Falcão, Girlândia Rodrigues, Resex♦ SUPERVISÃO: Antônio Emídio. ♦ Colaboradores nesta Edição: IBJ, Resex do Cassurubá, ICMBio, Profª Lina, Pe. Ronaldo. numa Igreja particular (diocese) por um tempo determinado pelo seu supe- rior religioso. Dentro do mês vocacional, temos ain- da o dia dos catequistas, leigos e lei- gas, solteiros ou casados, que servem nas comunidades, catequizando crian- ças, jovens, adultos voluntariamente, mas com muito amor e dedicação. Temos também o dia dos pais, todo vocacionado nasceu de uma família, pai e mãe; temos os dias das religio- sas e religiosos. Então, o mês de agosto é um mês em que temos opor- tunidade de refletir sobre nosso cha- mado, nossa vocação. Sempre é opor- tuno nos questionar: como estou vi- vendo esta minha vida, e a que Deus me chama... Parabéns a todos os que se encontra- ram na vida e se decidiram corajosa- mente... AMIGOS DO SAMBURÁ* Amarina Antunes Célia Siquara Cida Macário Corina Melgaço Ceça de Yayá Dadá Souza Emerson Barbosa Fábio Pinheiro Jose Esperidião Jorge Magalhães Jorge Oliveira Mª de Lourdes P. Inácio Marinalva Tavares Vanessa Santana *É Amigo do Samburá quem acredita na força da comunicação de base comunitária. Obrigado a todos por nos ajudar a produzir e divulgar esse importante veículo de comunicação da Comunidade de Barra de Caravelas. O mês de agosto é um mês que para os supersticiosos não permite realizar projetos, por exemplo, conheço gente que no mês de agosto não casa, não faz mudança... pra mim, aprendi na filosofia, e também com a minha fé, que tudo isso é bobagem, mera su- perstição, e deixar de seguir adiante na administração do dom extraordiná- rio da vida é, realmente perder oportu- nidade que poderá ser única... o Salmo 22, nos diz que: “O SENHOR É O MEU PASTOR, E NADA ME FALTA- RÁ”. Então, na vida daquele que crer em Deus, não há lugar para nenhum tipo de superstição ou crendice. Mas, o que quero deixar aqui não é que sou contra a superstição, e sim dizer aos leitores que agosto é um mês como outro, que compõe o nosso calendário, porém no campo eclesial (Igreja), agosto se celebra o mês das voca- ções. Por vocação, se entende chama- do. Deus é quem chama. Primeiro chamou-nos a vida, o primeiro chama- do, somos chamados à vida. Somos frutos do pensamento criativo do Pai eterno, que puro amor nos criou. De- pois, Deus nos faz um chamado mais no sentido de realização; aí entra en- tão as vocações, no nosso caso; voca- ção ao sacerdócio, ser padre; vocação a vida religiosa, popularmente conhe- cido como consagrado, exemplo: ser freira, frade, membro de uma ordem ou congregação religiosa, masculina e feminina, ou Institutos religiosos, secu- lares. Jovens de ambos os sexos, sen- tem-se chamados e se consagram a Deus; alguns além de serem religio- sos, sentem-se também chamados ao sacerdócio, no caso ser um padre dio- cesano, que é ordenado e se incardina a uma diocese, que é um circunscrição religiosa territorial com paróquias e comunidades, confiada a um bispo com seu presbitério (padres). Há tam- bém os padre religiosos, que neste caso não são vinculados a uma dioce- se e sim a ordem, mas que servem Pe. Ronaldo Cardoso de Oliveira pároco da paróquia Santo Antônio de Caravelas - BA Licenciado em filosofia- Puc - MG Bacharel em Teologia – ITI- Ilhéus. Pós - graduado em docência superior – Fasb - Ba Pós – graduado em comunicação social – Puc - AGOSTO MÊS DAS VOCAÇOES Luar do rio Caravelas Lua minguante que brilha distante... Faz deste cais um eterno mirante! Lua que cai sobre o mangue Seu brilho ofuscante, Sua aureola constante Se alarga num instante! Brilha e reflete na água Riscando o rio sereno de suave maré crescendo! Algum tempo se passa Sem que a auréola se desfaça De prata fica avermelhada Que nem uma menina corada! Pequena se esconde - sombreada Atrás da mata densa - criada Na linha do horizonte - formada Pelo extenso manguezal caravelense! Profª: Lina - Polivalente
  3. 3. Página 3O Samburá O Samburá Além de serem refúgio para peixes e crustáceos, os manguezais são fonte de renda para muitas famílias CADEIA PARA AGRESSORES O projeto criado tem por objetivos fun- damentais dar ao Poder Judiciário, a efetiva punição de quem mata, abandona, deixa de prestar socorro, promove lutas e expõe a pe- rigo a vida, a saúde e a integridade física de cães e gatos. Quem matar um cão ou gato estará sujeito à detenção de um a três anos (o texto original previa reclusão de cinco a oito anos). Se o crime for cometido com em- prego de veneno, fogo, asfixia, espancamen- to, arrastadura, tortura ou outro meio cruel, a pena será aumentada em um terço. Deixar de socorrer um cão ou gato em vias públicas ou particulares pode sujeitar o infrator à pena de detenção de um a três anos. O abandono de cães e gatos, um dos maiores dramas enfrentados na maior parte das cidades brasileiras, passa a ser punido com detenção de até um ano. Promover luta entre cães, a cruel rinha, pode levar o infrator à detenção de três a cinco anos. O projeto também inova ao estabelecer como crime o ato de “expor a perigo a vida, a saúde ou a integridade física de cão ou gato”, que pode ser punido com deten- ção, de três meses a um ano.
  4. 4. O Samburá O Samburá Página 4 Atividades da Resex de Cassurubá realizada no mês de Junho e Julho Atividade 1: A primeira atividade da Resex de Cassurubá aconteceu no dia 04 de junho na Tapera e Miringaba com o intuito de compartilhar com a comunidade sobre a possibilidade de iniciar uma Rede Solidária do Caranguejo – Uçá. A equipe conver- sou sobre os princípios da Economia Solidária e a imensa possibilidade dos extrati- vistas se apropriarem desta nova relação de trabalho e produção. Dessa forma será possível melhorar a renda das famílias, valorizar o trabalho extrativista e como consequência manter ou estabelecer prática que sejam sustentável . O projeto Cassuruçá é uma iniciativa da Associação dos Moradores da Tapera e Miringaba e da Resex de Cassurubá, com o apoio das associações Ampac, Asmap e Barra de Caravelas. Os demais parceiros são: UNISOL/Bahia, a Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e Mata Atlântica e o Artemanha. Atividade 2: No dia 10/06 na sede da Colônia Z29, município de Nova Viçosa foi realizada a 22° Reunião da Comissão de Dragagem. Esteve presente a Comissão de Dragagem independente do Município de Nova Viçosa. Apóa a fala da Dona Lú, uma das representantes da comissão de dragagem, foi apresentan- do um curto vídeo que registra a atual situação da praia da Barra Velha, com grande acumu- lo de lama na faixa da areia, algo inédito naquela comunidade. No mesmo evento, também foi apresentando o resultado parcial do programa de Apoio a Atividade Pesqueira, documento este elaborado pelo colegiado de lideres com apoio da equipe técnica da Resex e que ainda está em fase de aperfeiçoamento. Atividade 3: Nos dias 06 e 10 de julho a equipe da Resex de Cassurubá realizou ações de fiscalização com o objetivo de atender denúncias feitas pelos caranguejeiros do município de Nova Viçosa. Nos foi informado que um grupo de caranguejeiros provenientes do município de Canavieiras estava acampado no interior da Resex. No dia 10/07 conseguimos encontrar no acampamento um caranguejeiro proveniente de Canavieiras, no entanto o mesmo alegou estar sozinho, o que pôde ser confirmado pela presença de uma única cama e demais vestígios. O profissional do mangue foi informado que a deliberação dos caranguejeiros de Nova Viçosa era que não seria permitida a pre- sença de caranguejeiros de outras localidades atuando no mangue do município. Sendo assim, o próprio caranguejeiro entendeu a sua situação e nos ajudou a desmobilizar o acampamento. Atividade 4: Nos dias 14 e 15 deste mês foi realizado o Plano de Ação do Conselho Deliberativo da Resex de Cassurubá. O evento ocor- reu no Centro de Visitantes do Parque Nacional Marinho de Abrolhos e contou com a participação da maior parte dos conselheiros da unidades. O Plano de Ação está sendo construído a partir das habilidades proporci- onadas pelo Ciclo de Gestão Participativa. As ferramentas e as dinâmi- cas participativas utilizadas durante os dois dias de oficina encantaram sobremaneira os conselheiros e os demais presentes, e foram desta for- ma elementares para a boa condução dos trabalhos. Os conselheiros tiveram uma excelente oportunidade de socialização, já que os trabalhos em grupo e duplas foram as principais metodologias utilizadas. Nestes momentos puderam abordar os principais temas da Resex de Cassurubá e, coletivamente, definiram as prioridades e princi- pais linhas de ação para a atuação do Conselho Deliberativo nos próxi- mos dois anos. O resultado final do Plano de Ação será validado na pró- xima reunião do Conselho que será realizada no dia 27 de agosto. Atividade 5: No último dia 17, na sede da Apesca, cidade de Caravelas, ocorreu a reunião entre as Lideranças Comunitárias e a Fibria Celulose. A pauta foi o Programa de Apoio a Atividade Pes- queira, condicionante referente ao empreendimento de Dragagem do Canal do Tomba. A empresa apresentou uma série de cortes na proposta apresentada pelas lideranças comuni- tárias, fato este que gerou a necessidade do agendamento de uma nova reunião para que se alcance o consenso. O Programa de Comunicação e Educação Ambienta informa: Estamos passando por reformulação no escopo de atividades para melhor atender a comunidade, por enquanto não haverá matérias do Programa de Comunicação e Educa- ção Ambiental nesta página do Jornal “O Samburá”.
  5. 5. Página 5O Samburá O Samburá Começa no mês de julho a temporada de observação da baleia Jubarte na costa da Bahia. É entre os meses de julho e novembro que cerca de 15 mil desses ma- míferos marinhos vêm da Antártida para o litoral brasi- leiro a fim de se reproduzi- rem e acasalarem, um ritual da natureza que se transfor- mou em uma grande atração turística. O principal berço fica no Parque Nacional dos Abrolhos, em Caravelas. O turismo de natureza é a segunda modalidade mais procurada por estrangeiros no país, com 19% da prefe- rência, segundo estudo do Ministério do Turismo. So- mente em 2014, os parques nacionais receberam quase 6,6 milhões de turistas, 10,8% a mais do que no ano anterior. O vasto e competitivo poten- cial para o turismo de natu- reza, aliás, é uma das pau- tas estratégicas do MTur. A estruturação dessas unida- des de conservação e o au- mento da visitação a essas áreas estão entre as priori- dades do Plano Nacional do Turismo (PNT). Por se tratar de uma área de conserva- ção, as regras são rígi- das para a chegada em Abrolhos. A porta de entrada é o município de Caravelas e as em- barcações levam cerca de três horas para chegar ao arquipélago. A cerca de 70km da costa estão as ilhas vulcânicas Redonda, Siriba, Gua- rita, Sueste e o Recife dos Timbebas. O desembarque só é permitido na ilha Siriba, onde também é possível fazer trilha e observar aves. A riqueza biológica do parque de Abrolhos é tamanha que, nos anos 1830, a região foi objeto de pesquisa do cientista Charles Darwin, criador da teoria da evolução das espécies. Com o fim da caça e o aumento da população das baleias, cada vez mais é possível avistá-las em diferentes pontos da costa baiana. Hoje, empre- sas especializadas oferecem esse tipo de turismo em quase todo o litoral do estado. Nesta época, as baleias cos- tumam ficar em águas rasas, bem pró- ximas da costa, a fim de proteger os filhotes de predadores. Isso facilita a aproximação e observação. Sérgio Cipolotti, do Projeto Baleia Ju- barte, afirma que desde que feito de maneira responsável, esse tipo de turismo ajuda a viabilizar economica- mente a preservação desses gigantes marinhos. “O Projeto Baleia Jubarte incentiva o turismo de observação, por entender que ele ajuda a viabilizar economicamente a preservação da espécie”, diz Cipolotti. Em média, os filhotes medem quatro metros e pe- sam 1,5 tonelada. Já os adultos che- gam a 16 metros de comprimento e 40 toneladas, o que equivale ao peso de oito elefantes juntos. Além de se admirar com a beleza e tamanho das baleias, os turistas po- dem ver acrobacias e saltos nos quais as baleias chegam a expor até dois terços do corpo. A fim de não prejudi- car o ecossistema, entretanto, é fun- damental conscientizar os turistas so- bre o equilíbrio ecológico na região e sobre a importância de respeitar os animais. Por isso, o passeio deve ser feito por meio da contratação de ope- radoras capacitadas em lidar com a espécie marinha. Também é preciso seguir regras co- mo: não aproximar o barco a menos de 100 metros das baleias; desligar as hélices do barco durante o período de observação; não permanecer mais de 30 minutos próximo às baleias e res- peitar o limite de velocidade. As em- barcações devem ter sempre um bió- logo a bordo que, além de coletar in- formações para pesquisas, ajuda a orientar os turistas e tripulantes. Abrolhos e o visitante Julho é o mês das baleias-jubarte em Abrolhos, na Bahia Foto: Wikimedia Commons Foto da Monitora Ambiental Berna Barbosa.
  6. 6. Página 6 O Samburá O Samburá Samburá: Você diz que seu dom era outro, e quando foi que você per- cebeu realmente qual era a sua vocação profis- sional? Entrevistado: Na verda- de, vem desde pequeno, que eu fazia barquinho de artesanato; Mas, de- pois fui completando a idade e parei. Afirmou. Perguntamos a João se em algum momento ele fez um curso técnico que o capacitasse a trabalhar com carpintaria naval. “Não posso negar que vem de dom! mas, quan- do eu tinha 17 anos eu trabalhei com Adenilson, lá em Caravelas, durante quatro meses, ele é car- pinteiro profissional. Du- rante esse tempo peguei a base, o resto eu de- senvolvi na pratica,”. Samburá: E quando foi que você percebeu que podia construir uma em- barcação? Entrevistado: Há pouco tempo, com 21 anos. Foi depois de uma conversa que estava tendo na me- sa de casa em família, com meu irmão, minha mãe e meu primo. Aí eu falei; Pode deixar que vou construir o barco do meu pai! Eles não leva- ram a serio. Eu estava trabalhando sai do meu emprego e comprei as maquinas e comecei. Com incentivo de seus familiares João Marcos, meteu a mão na massa, e fez seu primeiro experi- mento, o tão desejado Barco para seu pai. Para o jovem construir a pri- meira embarcação, para alguém tão próximo foi bom porque ele teve a oportunidade de mostrar seu trabalho. “Até bom que comecei construindo o barco do meu pai, por- que dei inicio a minha carreira, e agora não fal- ta gente fazendo enco- menda, querendo contra- tar meus serviços. ” Fa- lou João. Samburá: Como nasce um barco, você desenha faz algum esboço antes, ou simplesmente todos tem a mesma forma de construção? Entrevistado: Na verda- de a pessoa vem com o projeto, aí eu vejo se eu posso fazer daquele jeito que ele quer. Porque eu tenho o meu projeto, só trabalho com tipo de for- ma de barco, que é co- nhecido na região como fôrma Arraia, aí eu posso modificar de acordo com o cliente, vejo se não vai prejudicar na construção final e, começo a fabricar a embarcação. Depois da conclusão da embarcação do seu pai, João iniciou um novo tra- balho. As embarcações cons- truídas por ele medem Jovem barrense se estaca construindo barco para Pesca Na edição deste mês vamos mostrar o que faz um jovem, que acreditou em seu potencial e hoje é um profissional de suces- so. Estamos falando de João Marcos dos santos Figueiredo, 21 anos de idade, morador da Barra de Caravelas, iniciou suas atividades profissionais como pescador aos 12 anos, com seu pai, mas, segundo o mesmo nunca levou isso muito a sério. “Porque o meu dom era outro.” Disse.
  7. 7. Página 7O Samburá O Samburá em media de 8 a 11 me- tros de comprimento, por 3½ de largura, porém o tamanho é devido o gos- to do cliente. No primei- ro momento João, não queria assumir seu dom profissional, como diz, porque achava muita responsabilidade; “Na verdade eu não queria exercer essa profissão, porque é muita respon- sabilidade, você constrói uma embarcação é vida que vai lá dentro. Por tanto nada pode dar er- rado”. Falou o Jovem. Dependendo do tamanho da embarcação ele leva aproximadamente quatro meses e meio para con- clusão de um projeto. Além disso, João Marcos também faz outros traba- lhos com madeira. “Sou carpinteiro e marceneiro, já fiz alguns moveis. construí equipamento de academia para malhação e cama. na verdade ago- ra estou parado, porque a construção do barco não deixa.” Disse. Quanto o resultado finan- ceiro, segundo ele da para sobreviver, levando em conta que a região está em falta de profissi- onais na área de carpin- taria, especialmente na construção de embarca- ção. Pois para João Marcos, a realização de seu so- nho está apenas no co- meço, pro futuro ele pre- tende criar uma pequena escola, para passar seus conhecimentos de car- pintaria para outros jo- vens interessados em aprender este oficio. “O meu desejo é abrir uma escolinha para ensinar os jovens”. “Fala João entusiasmado.” Hoje a pescaria para ele é ape- nas um robe, apesar do orgulho de saber que tem uma família de pes- cador, o jovem faz ques- tão de enfatizar: “eu gos- to mesmo é de fazer bar- cos!”. Deseja ver de perto o João em atividade, vá até Av: Joaquim Fer- nandes, na Barra de Caravelas. Sua oficina ainda é improvisada e fica nos fundos, de frente pra Praia. Temos certeza que você vai se encantar com o traba- lho desse jovem pro- missor. Comunidade pesqueira e festeiros homenageiam São Pedro De 25 a 28 de Junho a comunidade de Nos- sa Senhora realizou o Tríduo de São Pedro. As Ce- lebrações aconteceram sempre as 19:30 na Capela Imaculada Conceição. Durante esse período, os devotos puderam celebrar e agradecer a são Pedro pelas as graças recebidas durante o ano. No dia 28 as 10:30 da manhã aconteceu a santa Missa presi- dida pelo padre Ronaldo Cardoso, e contou com centenas de fieis que apesar do mal tempo logo após a celebração, levaram a imagem do Santo até a praia, onde aas embarcações estavam prepara- das para procissão marítima, que saiu em cortejo até praia do Grauçá, e durante o percurso a Flic, Filarmônica Lira Imaculada Conceição, acompa- nhou tocando hinos católicos. O encerramento dos festejos aconteceu na igreja com a bênção do sa- cerdote e anúncio dos festeiros de 2016, a Comis- são Amigos de Pedro, realizará a festa pelo segun- do ano. Além dos atos religiosos a população pode festejar dançando um gotoso forró, no Arraiá de São Pedro, na praia do Porto, onde foi montada uma pequena estrutura com palco, sonorização, iluminação e bar- raquinhas e apresentação de quadrilha Junina. A festa teve inicio no Sábado às 22:00, com animação de “Flavinho e Ramiro e seus teclados”. E contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Caravelas, e organização dos festeiros, Associação dos Mora- dores, Pescadores e Marisqueiras da Barra de Ca- ravelas. No Domingo a tarde, mais forró, Pau de sebo e sorteios de cestas básicas, (os alimentos foram doados pelos próprios moradores), essa par- te do evento teve a direção de Angela. A festa de São Pedro acontece na comunidade há muitas dé- cadas e todos os anos o fervor e alegria tomam conta de todos. Que venha 2016! Um pouco da história Pedro, cujo nome era Simão, natural de Betsaida, povoado da Galileia, as margens do lago de Genesaré, também conhecido como mar de Tiberíades. Filho de Jonas e pescador de profissão. Foi através de seu irmão André que Pedro se encontrou com Je- sus, e foi aí que o Messias disse a ele: “Tu és Simão, filho de Jo- nas, serás chamado Cefas”. (Que quer dizer Pedro). E assim Si- mão deixou para traz a vida velha, as redes e a família, escreven- do uma nova história, agora como Pedro não mais o pescador de peixes e sim, pescador de homens. Jesus edificou sua igreja so- bre Pedro; “Pedro tu és pedra e sobre esta Pedra edificarei a mi- nha igreja”. Hoje São Pedro além de ter sido o primeiro Papa é também considerado pela igreja patrono das Viúvas e seu princi- pal titulo protetor dos pescadores. E a Barra de Caravelas sendo um povoado que tem sua maioria pescadores, festeja São Pedro com muita alegria e devoção.
  8. 8. Anuncie Aqui! Anuncie Aqui! Uma nova oficina está sendo construída por meio de parceria entre a Fibria e a transportadora JSL, reforçando a segurança das operações. O Terminal Marítimo da Fibria, localizado em Caravelas, que responde pela movimentação de 25% da madeira que abastece a indústria de celulose, no Espírito Santo, passa a contar com um reforço importante. A Fibria, em parceria com a JSL Transportes, está viabilizando a construção de uma nova oficina de manutenção para atender a frota de 40 caminhões que hoje fazem o transporte da madeira dos plantios até o Terminal. Localizada ao lado do Terminal de Caravelas, a nova oficina foi projetada com base nos mais adequados padrões de qualidade e meio ambiente, aprimorando também as condições de trabalho dos profissionais. A oficina começou a ser construída em abril e a previsão é de que fique pronta no início de setembro. Atualmente, a JSL já opera uma oficina de manutenção em área mais distante do Terminal de Caravelas. "Com a parceria entre Fibria e JSL, o objetivo é aprimo- rar a segurança do transporte, por meio de uma manu- tenção mais efetiva, e oferecer condições mais adequa- das à realização do trabalho. Esse é mais um passo para reforçar a segurança nas operações da Logística Flores- tal na Bahia", destacou Lucas Bozolan Mendes, coorde- nador de Logística Florestal da Fibria na Bahia. A madeira embarcada no Terminal de Caravelas é trans- portada por modal marítimo até o Terminal de Barra do Riacho, em Aracruz (ES). O terminal fica em área anexa ao Portocel, porto controlado pela Fibria localizado a 1,7 km da fábrica. O sistema de transporte marítimo de ma- deira da Fibria é inédito no país e contribui para retirar cerca de 100 viagens de caminhões tipo tritrem por dia da BR 101. Terminal da Fibria em Caravelas investe na manutenção da frota de caminhões Foto: Sagrilo

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