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A importância do controlo de espécies invasoras na gestão florestal

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Apresentação por Carlos Valente do RAIZ, The Navigator Company, no Workshop MONTIS - NATIVA "Gestão de espécies invasoras em Portugal: onde estamos e para onde queremos ir?" realizado em Coimbra, na Escola Superior Agrária no dia 11 de Julho de 2017.

Mais informação em: http://invasoras.pt/workshop_montis_nativa/

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A importância do controlo de espécies invasoras na gestão florestal

  1. 1. A importância do controlo de espécies invasoras na gestão florestal Carlos Valente Coimbra, 11 de julho de 2017
  2. 2. O RAIZ é um instituto de investigação que tem como âmbito a Investigação Florestal e Tecnológica, a Consultoria e a Formação. Tem instalações em Aveiro e Pegões e possui como associadas: A Navigator Company e o RAIZ O grupo The Navigator Company dedica-se sobretudo à produção de pasta e papel. O grupo gere 120 mil ha de espaços florestais em Portugal, a maioria com eucalipto (70%), mas também com outra floresta de produção e áreas de conservação. A gestão florestal é realizada pela Navigator Forest Portugal e é certificada pelos sistemas internacionais FSC e PEFC. Sede do RAIZ, Aveiro Viveiros de investigação, Pegões
  3. 3. As espécies invasoras Há 3 tipos principais de espécies invasoras, que colocam em risco a sustentabilidade dos espaços florestais da Navigator Company: • Insetos que constituem pragas das plantações florestais; • Fungos que causam doenças às plantas; • Plantas que competem com as produções florestais e que dificultam a conservação de habitats.
  4. 4. PRAGAS
  5. 5. Pragas exóticas do eucalipto em Portugal Estão identificados 12 insetos e 1 ácaro, australianos, que se alimentam exclusivamente de eucaliptos e que podem causar estragos nas plantas. A maioria das espécies foi detetada nos últimos 15 anos. Ctenarytaina eucalypti Phoracantha semipunctata Gonipterus platensis Phoracantha recurva Ctenarytaina spatulata Leptocybe invasa Rhombacus eucalypti Ophelimus maskelli Glycaspis brimblecombei Blastopsylla occidentalis Ophelimus sp Thaumastocoris peregrinus Epichrysocharis burwelli 1970 1980 1990 2000 2010 2020
  6. 6. Os insetos exóticos que atacam eucaliptos Gonipterus platensis Phoracantha semipunctata Ctenarytaina spatulata Ophelimus maskelli Phoracantha recurva Thaumastocoris peregrinus Ctenarytaina eucalypti Leptocybe invasa Glycaspis brimblecombei Blastopsylla occidentalisOphelimus sp. Epichrysocharis burwelli www.embrapa.br
  7. 7. A principal praga Nas situações mais graves causa perda total de produtividade. O gorgulho-do-eucalipto (Gonipterus platensis) é um inseto desfolhador com origem na Tasmânia. Está em Portugal desde 1995. Adulto Larva
  8. 8. Meios mais usuais de controlo de pragas Seleção de eucaliptos menos suscetíveis Controlo químico Controlo biológico
  9. 9. DOENÇAS
  10. 10. Uma prospeção recente (RAIZ, INIAV e Altri Florestal) identificou 16 grupos de fungos associados a doenças dos eucaliptos, muitos deles exóticos. Doenças do eucalipto
  11. 11. A doença-das-manchas (fungos dos géneros Teratosphaeria e Mycosphaerella) é a mais importante e provoca desfolha severa. Doença-das-manchas Desfolha causada por fungos dos géneros Mycosphaerella spp. e Teratosphaeria spp. em povoamento jovem de E. globulus A seleção de plantas mais resistentes ou tolerantes à doença tem sido uma via de controlo eficaz. Em viveiro, podem ser usados fungicidas.
  12. 12. PLANTAS INVASORAS
  13. 13. As plantas invasoras mais nocivas As acácias (Acacia spp.) e a háquea-picante (Hakea sericea) são as principais plantas invasoras nos espaços florestais. O RAIZ está a apoiar um doutoramento para avaliar o impacte das acácias na produtividade do eucaliptal e desenvolver medidas de gestão adequadas. Têm sido usados vários métodos de controlo:
  14. 14. Considerações finais
  15. 15. Considerações finais O número de espécies invasoras detetadas em Portugal tem aumentado muito nos últimos anos: falta legislação e/ou mecanismos de regulação mais eficazes? O controlo biológico clássico é uma das vias de controlo de invasoras com mais vantagens (económicas e ambientais). No entanto, esta estratégia é exigente em termos técnicos e legais e muitas vezes olhada com desconfiança. A gestão das invasões biológicas é muito exigente em termos de recursos e só é eficiente com o envolvimento de todos os atores e de forma coordenada. Neste âmbito, os planos de ação (nacionais, regionais ou locais) podem ser uma boa ferramenta.
  16. 16. Doenças do eucalipto em Portugal OBRIGADO! carlos.valente@thenavigatorcompany.com

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