Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Complexo teníase cisticercose

16,907 views

Published on

MONIQUE MÁXIMO DA FONSECA E SILVA

ELABORAÇÃO DE PALESTRA, ROTEIRO ILUSTRADO PARA TEATRO INFANTIL E VÍDEO-AULA SOBRE O COMPLEXO TENÍASE-CISTICERCOSE

TCC apresentado à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Curso de Pós-graduação Lato-sensu em Defesa Sanitária Animal, para obtenção do título de Especialista em Defesa Sanitária Animal.

Orientador:
Dr Peter Bitencourt Faria

LAVRAS – MG
2011

Published in: Health & Medicine
  • Be the first to comment

Complexo teníase cisticercose

  1. 1. COMPLEXO TENÍASE -CISTICERCO SE Monique Máximo da Fonseca e Silva
  2. 2. COMPLEXO TENÍASE - CISTICERCOSE São duas doenças distintas, com sintomas e epidemiologia totalmente diferentes. São causadas pela mesma espécie de parasita, (Taenia spp.) em diferentes fases de desenvolvimento. VAMOS ESTUDAR CADA DOENÇA SEPARADAMENTE! SILVA, M. M. da F. e (2011)
  3. 3. TENÍAS ESILVA, M. M. da F. e (2011) FONTE: GRUBER, 2011.
  4. 4. O QUE É?•Infecção do homem pelo verme na faseadulta.•Pode ser causada pelas Taenia sollium ouTaenia saginata.•Nome popular: Solitária. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  5. 5. ESPÉCIES ACOMETIDAS O homem é o único animal que se infecta com o verme (Taenia) na fase adulta. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  6. 6. •Taenia sollium ingestão docisticerco presente na musculatura dosuíno.•Taenia saginata ingestão docisticerco presente na musculatura dobovino. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  7. 7. TAENIA SOLIUM SILVA, M. M. da F. e (2011) FONTE: GRUBER, 2011.
  8. 8. TAENIA SAGINATAFONTE: CDC - Centers for Disease Control and Prevention. FONTE: GRUBER, 2011. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  9. 9. Fonte: http://euamoanatureza.wordpress.com/2010/11/22/platelmintos/SILVA, M. M. da F. e (2011)
  10. 10. Ciclo de vida da Taenia saginata Fonte: http://euamoanatureza.wordpress.com/2010/11/22/platelmintos/SILVA, M. M. da F. e (2011)
  11. 11. SINTOMAS - Teníase• Perda de peso;• Apetite excessivo;• Náuseas;• Dores;• Prurido anal;• Diarréia;• Vômito;• Alargamento abdominal;• Tonturas. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  12. 12. DIAGNÓSTICO Sinais clínicos Presença de proglotes junto às fezes ou nas roupas intimas; Exames laboratoriais. ATENÇÃO: SOMENTE O MÉDICO É CAPACITADO PARA AVALIAR OS SINTOMAS E DAR O DIAGNÓSTICO CORRETO!!! SILVA, M. M. da F. e (2011)
  13. 13. TRATAMENTOProcurar o médico ou um posto de saúde.Somente o médico pode diagnosticarcorretamente a doença e indicar otratamento adequado!!! SILVA, M. M. da F. e (2011)
  14. 14. CISTICERCO SESILVA, M. M. da F. e (2011) FONTE: ASPNP, 2010.
  15. 15. O QUE É? Infecta tanto o homem comoZoonose os animais.Parasitose Parasita na fase larvar (CISTICERCO) SILVA, M. M. da F. e (2011)
  16. 16. NOMES POPULARES “Canjiquinha” da carne; Lombriga na cabeça. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  17. 17. ONDE OCORRE?•Ocorre em todo o mundo.•Principalmente países em desenvolvimento: Educação sanitária da população; Meio ambiente contaminado com ovos; Higiene pessoal deficiente; Falta de saneamento público. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  18. 18. EPIDEMIOLOGIANO MUNDO: (AUBRY et al., 1995)50 milhões de pessoas infectados por ano;•50.000 mortes.NA AMÉRICA LATINA: (SCHENONE et al., 1982)•1 caso neurocisticercose a cada 1.000 habitantes.•350.000 pessoas com neurocisticercose SILVA, M. M. da F. e (2011)
  19. 19. DADOS DO IMAEm 2009, nos frigoríficos registrados junto ao IMA,foram:• 172.060 animais abatidos• 4014 estavam infectados com cisticercos.• 2,33% de animais positivos;• 14% das patologias encontradas em frigoríficos, sãorelacionadas à cisticercose. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  20. 20. PRINCIPAIS ESPÉCIES ACOMETIDAS HOMEM BOVINO SUÍNO SILVA, M. M. da F. e (2011)
  21. 21. ETIOLOGIA SUÍNOCysticercus cellulosae BOVINOCysticercus bovis HOMEMCysticercus cellulosaeCysticercus bovis SILVA, M. M. da F. e (2011)
  22. 22. CARNE COM CISTICERCOS SILVA, M. M. da F. e (2011) FONTE: GRUBER, 2011.
  23. 23. IMPORTÂNCIA Em 2009, a agropecuária foi responsável por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, 42,5% das exportações e mais de 17 milhões de empregos. Mais de 28 milhões de cabeças abatidas / ano. O Brasil é fornecedor de 25% do mercado mundial de alimentos.(IBGE 2009; IBGE 2011) SILVA, M. M. da F. e (2011)
  24. 24. PREJUÍZO Diminuição das exportações de carne; Diminuição do prestigio dos países produtores e o valor de seus produtos; Condenações; Prejuízo de U$ 164 milhões / ano na América latina; A cada 200 bovinos abatidos a perda é de cinco carcaças, devido às depreciações causadas pela cisticercose. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  25. 25. PREJUÍZO PARA O PRODUTOR Recusa dos frigoríficos em comprar o gado; A carcaça condenada pela inspeção para graxaria - o produtor nada recebe pelo seu animal; Condenação para conserva ou salga faz com que se perca parte do valor da carcaça; A retirada de partes da carcaça onde se localizam os cisticercos pode levar a perda de até 15 kg de carne por animal; Marketing negativo: prejuízo no conceito de qualidade da carne pode levar à diminuição do consumo. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  26. 26. PREJUÍZO PARA O FRIGORÍFICO Condenação da carcaça para congelamento por no mínimo 15 dias a -10 ºC, gerando custos de armazenamento e o custo financeiro deste período de tempo; Perda total das vísceras; A procura e retirada dos cistos desfiguram a carcaça; O congelamento diminui o peso da carcaça e a deprecia na venda ao varejo; Quando o destino da condenação é a conserva, salga ou graxaria, ocorrem perdas pelo custo de processamento e de linha de abate. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  27. 27. Carcaças condenadas ao congelamento peloServiço de Inspeção SILVA, M. M. da F. e (2011)
  28. 28. CICLO Cisticercose SILVA, M. M. da F. e (2011)
  29. 29. CICLOTENÍASECISTICERCOSE SILVA, M. M. da F. e (2011)
  30. 30. SINTOMAS - Cisticercose• Ataques epiléticos;•Desordens mentais;• Alucinações;• Cansaço;• Hipertensão craniana;• Demência;• Palpitações cardíacas;• Falta de ar;• Rompimento ou deslocamento da retina;• Dor;• Câimbras. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  31. 31. DIAGNÓSTICO Sinais clínicos Exames laboratoriais; Dificuldade de diagnosticar a cisticercose em animais vivos e humanos; Inspeção sanitária em animais abatidos; RX. ATENÇÃO: SOMENTE O MÉDICO É CAPACITADO PARA AVALIAR OS SINTOMAS E DAR O DIAGNÓSTICO CORRETO!!! SILVA, M. M. da F. e (2011)
  32. 32. TRATAMENTOProcurar o médico ou um posto de saúde.Somente o médico pode diagnosticarcorretamente a doença e indicar otratamento adequado!!! SILVA, M. M. da F. e (2011)
  33. 33. Apesar de serem doenças distintas, a prevenção e erradicação da teníase e da cisticercose se complementam.É necessário quebrar o ciclodo parasita em todas as suas fases. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  34. 34. PREVENÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA• Educação sanitária;• Não comer carne crua ou mal cozida;• Lavar frutas, verduras e legumes com cloro. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  35. 35. PREVENÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA•Só beber água potável;• Não comer carne de abate clandestino;• Diagnosticar e tratar pessoas contaminadas. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  36. 36. ABATE CLANDESTINO SILVA, M. M. da F. e (2011)
  37. 37. ABATE CLANDESTINOSILVA, M. M. da F. e (2011)
  38. 38. PREVENÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL Educação sanitária; Uso de fossa sanitária / rede de esgoto; Não contaminar a água, o solo e os alimentos. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  39. 39. PREVENÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL Evitar o uso de efluentes de esgotos para irrigação de pastagens; Tratamento sanitário do esgoto. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  40. 40. PREVENÇÃO EM SAÚDE ANIMAL Inspeção sanitária em frigoríficos; Destinação adequada das carcaças e dos órgãos parasitados; Imunização de bovinos contra a cisticercose ($$ $). SILVA, M. M. da F. e (2011)
  41. 41. IMPORTÂNCIA DA INSPEÇÃO SANITÁRIA DA CARNE• Garantir a inocuidade e integridade dosalimentos.• Ponto importante no controle do complexoteníase / cisticercose.• A condenação de carnes contaminadas peloscisticercos quebra o ciclo do parasita, poisimpede que os seres humanos se alimentemdele e continuem a disseminar a doença. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  42. 42. SILVA, M. M. da F. e (2011)
  43. 43. SÓ CONSUMIR CARNES E ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL QUE TENHAM SIDO INSPECIONADOS.Procure pelo selo da inspeção no rótulo ou na carcaça!!! SILVA, M. M. da F. e (2011)
  44. 44. OB DR ÚI VG IA DD AO S! ? SILVA, M. M. da F. e (2011)
  45. 45. FONTES AUBRY, P.; BEQUET, D.; QUEGUINER, P. La cysticercosis: une maladie parasitaire fréquente et redoutable. Med Trop, 55, n.1, p.79-87, 1995. CURY, A. Cisticercose causada por Taenia saginata e Taenia solium em bovinos, suínos e no homem. Instituto Brasileiro de Pós-Graduação em Méd. Veterinária QUÁLITTAS / UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO. São Paulo, 2009. ASPNP Associação Sul-Matogrossense dos Produtores de Novilho Precoce. Cisticercose bovina. Disponível em: http://www.novilhoms.com.br/artigos/cisticercose-bovina. Acesso em 10/01/2012. CDC Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: http:// dpd.cdc.gov/dpdx/Default.htm. Acesso em 10/01/2012. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Produção da Pecuária Municipal. v.37. 2009. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Indicadores IBGE – Junho de 2011. 2011. MINISTÉRIO DA SAÚDE SCHENONE, H. et al. Epidemiology of human cysticercosis in Latin America. In: FLISSER, A. et al. (Ed.) Cysticercosis: present state of knowledge and perspectives. New York: Academic, 1982. p. 25-38. Platelmintos. Disponível em: http://euamoanatureza.wordpress.com/2010/11/22/platelmintos /. Acesso em: 20/19/2011. HARES, L. F. (Coord.). Higiene pessoal: hábitos higiênicos e integridade física. São Paulo: Friuli, 2004. V.2. 28 p. SILVA, M. M. da F. e (2011)

×