As Ideias Mestras Da Antiga AliançA

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As Ideias Mestras Da Antiga AliançA

  1. 1. Conhecer a Bíblia Aula 8 As ideias mestras da Antiga Aliança
  2. 2. Mensagem salvífica da preparação evangélica <ul><li>Vamos procurar, de forma muito sintética, as chaves da mensagem bíblica de </li></ul><ul><li>salvação, como preparação na Antiga Aliança, e como cumprimento na Nova. </li></ul><ul><li>Os livros do AT, embora contenham elementos imperfeitos e passageiros, dão </li></ul><ul><li>testemunho da pedagogia maravilhosa do amor salvífico de Deus, cujo fim </li></ul><ul><li>principal é a preparação da vinda de Jesus Cristo , Redentor universal. </li></ul>Mensagem salvífica da preparação evangélica
  3. 3. «História sagrada», história da salvação <ul><li>Nós, os cristãos, veneramos o AT como verdadeira Palavra de Deus; é uma </li></ul><ul><li>parte da Sagrada Escritura – a Antiga Aliança não foi revogada – da qual não </li></ul><ul><li>podemos nem devemos prescindir, porque os seus livros inspirados por Deus </li></ul><ul><li>conservam um valor permanente. </li></ul><ul><li>Os livros do AT narram, em geral, as relações mantidas por Deus com </li></ul><ul><li>determinados homens, em determinados locais e em circunstâncias também </li></ul><ul><li>concretas. </li></ul>«História sagrada», história da salvação
  4. 4. Pedagogia divina e preparação evangélica x-Christian-van-adrichom_JERVSALEM-et-suburbia-eius_detail-solomon-temple_1-1497x1000 <ul><li>Esta «selecção» permite-nos descobrir as chaves do AT para a preparação </li></ul><ul><li>evangélica . Por um lado, a eleição, as promessas, a aliança e a Lei são fios </li></ul><ul><li>que se entrecruzam na trama do Pentateuco e que atravessam de cima a </li></ul><ul><li>baixo todo o AT. Por outro lado, a terra prometida – conquista e posse –,a </li></ul><ul><li>instituição da monarquia, a construção do Templo e a pregação profética, </li></ul><ul><li>são novos fios que se entrecruzam com os anteriores na trama das narra- </li></ul><ul><li>ções dos outros livros históricos e proféticos do AT. Finalmente, a reflexão </li></ul><ul><li>dos sábios nos livros sapienciais , completam o enriquecimento e o quadro </li></ul><ul><li>da preparação evangélica . </li></ul>Pedagogia divina e preparação evangélica
  5. 5. A EIeição <ul><li>Iavé, o Deus uno e único, actua na história humana escolhendo um povo para </li></ul><ul><li>ser instrumento de salvação dos outros povos. A primeira lição da Torá con- </li></ul><ul><li>siste numa Eleição , fruto do libérrimo amor divino, em que se nos fornece a </li></ul><ul><li>primeira “chave” para interpretar o desenvolvimento da história salvífica de </li></ul><ul><li>toda a Bíblia e, em particular, do Pentateuco. </li></ul>A EIeição
  6. 6. As Promessas <ul><li>A eleição é acompanhada das promessas . As promessas, ao princípio, </li></ul><ul><li>referem-se directamente à posse do país onde viveram os Patriarcas – a Terra </li></ul><ul><li>Prometida -, mas implicavam outras coisas: significam que existe entre Israel e </li></ul><ul><li>o «Deus dos pais» relações singulares, únicas. Porque Iavé chamou Abraão </li></ul><ul><li>para desempenhar uma missão peculiar e na sua vocação prefigura-se a </li></ul><ul><li>eleição de Israel. Iavé fez da sua descendência um povo e adoptou-o como </li></ul><ul><li>seu povo , numa eleição puramente gratuita, por um desígnio amoroso, </li></ul><ul><li>concebido desde a criação e continuado no tempo, apesar das infidelidades </li></ul><ul><li>dos homens. Já a partir das origens, a todos os descendentes de Adão lhes é </li></ul><ul><li>permitida a libertação e a vitória sobre o mal; </li></ul>As Promessas
  7. 7. As Promessas <ul><li>depois a Noé, após o dilúvio, é-lhe garantida e prometida uma nova ordem no </li></ul><ul><li>mundo. Depois vem a promessa divina ao patriarca Abraão, renovada aos </li></ul><ul><li>seus descendentes Isaac e Jacob, até que abrange todo o povo nascido a </li></ul><ul><li>partir deles. Conduzido por Moisés e resgatado do Egipto, renova-se a </li></ul><ul><li>promessa ao povo, a terra dos pais: Israel é o povo de Deus entre as nações, </li></ul><ul><li>simplesmente porque Deus assim o quis e só por isso Israel recebeu a </li></ul><ul><li>Promessa , que atingirá o seu cumprimento definitivo em Cristo. </li></ul>As Promessas
  8. 8. A Aliança <ul><li>A eleição e as promessas estão garantidas e ratificadas pela Aliança. A parte </li></ul><ul><li>central do Pentateuco é constituída pela Aliança de Deus com o seu povo </li></ul><ul><li>tendo Moisés por mediador. Mas essa Aliança é um elo mais numa cadeia de </li></ul><ul><li>alianças que começa em Noé – impropriamente com Adão e Eva no Paraíso – </li></ul><ul><li>e continua com os patriarcas até Moisés. Israel considerar-se-á a partir de </li></ul><ul><li>então, e com razão, o povo da Aliança . </li></ul>A Aliança
  9. 9. A Lei <ul><li>A Aliança traz consigo a Lei, que constituirá o conjunto de normas que o povo, </li></ul><ul><li>por seu lado, deve cumprir para manter o seu pacto com Deus. Na etapa </li></ul><ul><li>mosaica os livros do Êxodo , Números , Levítico e Deuteronómio contêm os </li></ul><ul><li>dados básicos. Deus revela então a Moisés o seu nome: YHWH. É o chamado </li></ul><ul><li>«tetagrama sagrado», lê-se Iavé e significa «Aquele que é». Daí para diante o </li></ul><ul><li>monoteísmo será a primeira verdade da fé de Israel. </li></ul>A Lei
  10. 10. A Terra prometida A Terra prometida <ul><li>Terminada a etapa mosaica, os livros do AT contam-nos uma história que é </li></ul><ul><li>também história salvífica . Desde a morte de Moisés - finais do século XIII a.C. </li></ul><ul><li>– o eleito é Josué , primeiro protagonista de uma longa história que chega até </li></ul><ul><li>João Hircano – 135-104 a.C. -; quer dizer, desde a entrada na Terra Prometida </li></ul><ul><li>até à monarquia dos Macabeus. A história contada nos livros históricos – </li></ul><ul><li>Josué , Juízes , Samuel , Reis ; Crónicas , Esdras , Neemias e Macabeus – é uma </li></ul><ul><li>história santa, marcada pela contínua intervenção de Deus nas vicissitudes do </li></ul><ul><li>seu povo. </li></ul>
  11. 11. O Reino ou reinado de Deus <ul><li>A promessa da posse da terra, indica veladamente a posse do Reino . A noção </li></ul><ul><li>do Reino ou Reinado de Deus é outra das “chaves tipológicas” da Antiga Lei. </li></ul><ul><li>Nos escritos do AT, destacam-se duas ideias: a Soberania de Deus sobre a </li></ul><ul><li>criação inteira, e de modo especial sobre um povo que escolhe para si entre </li></ul><ul><li>todas as outras nações. No AT, e em particular nos Salmos, é-nos revelada a </li></ul><ul><li>soberania universal de Deus , embora fale mais da sua «soberania» que da </li></ul><ul><li>sua condição de «soberano» ou «rei». Quer dizer. o Reino de Deus deve ser </li></ul><ul><li>entendido como exercício do poder divino e da sua providência sobre os </li></ul><ul><li>homens, Reinado de Deus no qual se realiza o seu plano de salvação </li></ul>O Reino ou reinado de Deus
  12. 12. A monarquia davídica <ul><li>É razoável que o povo já estabelecido na terra de Canaã, por influência dos </li></ul><ul><li>povos vizinhos, deseje ter um rei que unifique as doze tribos. Iavé considera </li></ul><ul><li>este desejo como uma rejeição da sua soberania e, através de Samuel, faz- </li></ul><ul><li>-lhes ver os inconvenientes da Monarquia. Mas o povo continua a suplicar </li></ul><ul><li>um rei e, finalmente, Deus acede ao seu pedido. </li></ul><ul><li>O rei em Israel é só um “ajudante de campo” de Deus, não é uma encarnação </li></ul><ul><li>de Deus como no Egipto e na Babilónia, com a divinização do faraó ou do </li></ul><ul><li>monarca. Iavé é o rei de Israel, e rei universal, Senhor dos céus e da terra. </li></ul><ul><li>David é o fundador da nação israelita unida e independente. É verdade que </li></ul><ul><li>esta situação não sobreviveu muito tempo ao seu fundador e a seu filho </li></ul><ul><li>Salomão, mas David – a sua figura e a sua época – será sempre recordado </li></ul><ul><li>como o rei ideal dos israelitas, referência principal do monarca messiânico e </li></ul><ul><li>um dos grandes protagonistas da história da salvação, como Jacob, Moisés ou </li></ul><ul><li>Josué. Os seus sucessores no trono serão também os ungidos de Iavé e o seu </li></ul><ul><li>trono o trono de Iavé . </li></ul>A monarquia davídica
  13. 13. O Templo O Templo <ul><li>Salomão, filho de David, concluiu o projecto de seu pai e iniciou a construção </li></ul><ul><li>do Templo por volta de 970 a.C. . Deus tinha ordenado a Moisés no deserto, a </li></ul><ul><li>caminho da terra de Canaã, a construção do antigo Santuário portátil – onde </li></ul><ul><li>se conservavam as Tábuas da Lei –. Era aí que se manifestava, de modo </li></ul><ul><li>particular, a presença de Iavé no meio do povo, e era-lhe tributado o culto </li></ul><ul><li>devido. Durante a conquista da Terra Prometida, o Santuário foi colocado em </li></ul><ul><li>vários lugares – Guilgal, Siquém e Silo –, porque era desmontável de acordo </li></ul><ul><li>com a situação nómada do povo. Só depois de David estabelecer a capital em </li></ul><ul><li>Jerusalém, o rei concebeu a ideia de mudar para lá o santuário e acomodá-lo </li></ul><ul><li>num grande templo de pedra. </li></ul><ul><li>O Templo de Salomão – orgulho do povo judeu – foi completamente destruído </li></ul><ul><li>pelas tropas de Nabucodonosor em 586 a.C. quando da deportação dos </li></ul><ul><li>hebreus para a Babilónia. </li></ul>
  14. 14. O Templo Templo – Jerusalém, o segundo Templo <ul><li>Depois do desterro, de regresso à Palestina, iniciaram-se as obras de </li></ul><ul><li>reconstrução que, depois de inúmeras dificuldades, terminaram em 515 a.C. . </li></ul><ul><li>Este segundo Templo foi denominado também de Zorobadel, por ter sido este </li></ul><ul><li>rei davídico o principal impulsionador das obras. Nas suas linhas gerais era o </li></ul><ul><li>mesmo que o de Salomão, mas muito mais pobre na sua ornamentação e </li></ul><ul><li>construção. No exílio aprenderam a lição: Ezequiel vê a glória de Deus no </li></ul><ul><li>desterro e compreende que Deus está presente em toda a terra e que recebe </li></ul><ul><li>agradado o culto que sai do coração humano; o “templo” da terra não é senão </li></ul><ul><li>uma imagem imperfeita do “trono” de Deus nos céus. </li></ul>O Templo
  15. 15. O Exílio <ul><li>As previsões de Deus sobre a escolha do rei foram-se cumprindo, mas os reis </li></ul><ul><li>davídicos foram-se esquecendo da Aliança e frequentemente violavam-na; </li></ul><ul><li>eram rebeldes em relação aos mandamentos de Iavé e afastavam-se de Deus. </li></ul><ul><li>Os profetas, guiados pelo Espírito de Iavé, lutaram muitas vezes contra a </li></ul><ul><li>infidelidade dos reis, com duras e enérgicas ameaças. As suas profecias </li></ul><ul><li>cumpriram-se, e os reis de Israel (Reino do Norte) e de Judá (Reino do Sul) </li></ul><ul><li>serão deportados. O povo rejeitou a realeza de Iavé e no exílio sofrerá as </li></ul><ul><li>consequências. </li></ul>O Exílio
  16. 16. O Messias O Messias <ul><li>O messianismo é outra das chaves do AT para poder entender a pedagogia </li></ul><ul><li>divina na preparação evangélica. Os profetas aparecem no tempo da </li></ul><ul><li>Monarquia davídica e sobrevivem ao exílio. Grande parte da luta para manter </li></ul><ul><li>a fé monoteísta – o Deus único, vivo e verdadeiro – no povo eleito, foi confiada </li></ul><ul><li>por Deus aos profetas . Esta fé no auxílio do único Deus foi uma magnífica </li></ul><ul><li>ajuda para fomentar e desenvolver a esperança bíblica do Messias, mas </li></ul><ul><li>dificilmente pôde fundá-la ou criá-la. Esta esperança deve-se procurar, em </li></ul><ul><li>último caso, na própria relação divina. O messianismo é um fenómeno que </li></ul><ul><li>surge no seio do judaísmo, anterior ao cristianismo. </li></ul>
  17. 17. A Sabedoria <ul><li>Os livros do AT que os judeus chamaram Escritos ou Ketubim , e que nós </li></ul><ul><li>denominámos sapienciais , vêm completar a preparação da chegada do </li></ul><ul><li>Evangelho. Com efeito, se a Lei apresenta a relação do homem com Deus e </li></ul><ul><li>dos homens entre si, e os Profetas vêm, sobretudo, recordar o cumprimento </li></ul><ul><li>da Lei e a fidelidade à Aliança, explicando as suas aplicações à vida, os </li></ul><ul><li>Escritos sapienciais desenvolvem os conteúdos da recta conduta do homem </li></ul><ul><li>perante Deus e com os outros homens, não já como normas morais, mas </li></ul><ul><li>como reflexões religiosas. </li></ul>A Sabedoria
  18. 18. A Sabedoria A Sabedoria <ul><li>A sabedoria eleva o nível das suas reflexões e aborda-se o misterioso </li></ul><ul><li>problema do governo de Deus. A sabedoria humana enfrenta-se e compara-se </li></ul><ul><li>com a sabedoria divina. É este precisamente o tema do livro de Job . A partir </li></ul><ul><li>de agora a autocríticas da sabedoria aprofundará ainda mais os ensinamentos </li></ul><ul><li>dos profetas. Termina reconhecendo que a última palavra da sabedoria está </li></ul><ul><li>em Deus. </li></ul><ul><li>Chega-se assim à conclusão de que a revelação divida do AT se pode </li></ul><ul><li>compendiar na noção de sabedoria . Uma boa amostra é a identificação que se </li></ul><ul><li>verifica no livro de Sirácida (Eclesiástico) entre Lei e Sabedoria: a Lei é a </li></ul><ul><li>plenitude da Sabedoria , o sábio não tira já a sua doutrina da experiência e </li></ul><ul><li>observação quotidianas, mas dos textos sagrados do AT. Desta forma </li></ul><ul><li>chegamos ao fim do último dos livros sapienciais e no qual o autor do livro da </li></ul><ul><li>Sabedoria incorpora também o saber profano à sabedoria recebida pela </li></ul><ul><li>revelação de Deus. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O AT lido à luz da fé cristã, não só não perde nada do seu excelso sentido </li></ul><ul><li>religioso, como é capturado com maior profundidade. Primeiro nos tempos </li></ul><ul><li>apostólicos, e depois na sua tradição, a Igreja descobre e esclarece a unidade </li></ul><ul><li>do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia . Os acontecimentos </li></ul><ul><li>vividos por Israel, sendo reais e pessoais daquele povo, são tipos ou figuras </li></ul><ul><li>dos nossos. Como acreditamos que Deus actua na história, reconhecemos </li></ul><ul><li>que esses acontecimentos existem também em função das realidades </li></ul><ul><li>vindouras que são Cristo e a Igreja . Acontece o mesmo que numa maqueta </li></ul><ul><li>dum edifício: o que contemplamos de antemão é a sua realização. Pois assim </li></ul><ul><li>também no AT o que podemos ver é a vida de Cristo e a nossa. </li></ul>Conclusões
  20. 20. Ficha técnica <ul><li>Bibliografia </li></ul><ul><ul><li>Estes Guiões são baseados nos manuais da Biblioteca de Iniciación Teológica de Editorial Rialp (editados em português pela editora Diel) </li></ul></ul><ul><li>Slides </li></ul><ul><ul><li>Originais - D. Serge Nicoloff, disponíveis em www.agea.org.es (Guiones doctrinales actualizados) </li></ul></ul><ul><ul><li>Tradução para português europeu - disponível em inicteol.no.sapo.pt </li></ul></ul>

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