Papéis sociais, conflitos de papéis e as relações sociais no trabalho

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Aula sobre papéis sociais com base nas colaborações de Goffman

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Papéis sociais, conflitos de papéis e as relações sociais no trabalho

  1. 1. Papéis Sociais, Conflitos de Papéis e as Relações Sociais no Trabalho Cristiano das N. Bodart cristianobodart@hotmail.com
  2. 2. O que são papéis sociais?Poderíamos definir como sendo asrepresentações de personagens que criamos erecriamos de acordo com as relações sociais quematemos.
  3. 3. Os papéis sociais por uma perspectiva teatral• Tomaremos a obra de Erving Goffman como base para compreendermos como ocorre a criação e manutenção dos papéis sociais: “A representação do eu na vida cotidiana” Da Editora Vozes, 8ª edição. 1999.
  4. 4. Questões centrais A representação é falsidade?Em quais situações representamos?
  5. 5. Uma prova de que representamos é a diferença entre nossa atitude diante dos outros e quando estamos sozinhos!
  6. 6. Por que representamos diversos papéis?• Assim como no teatro, na vida cotidiana temos que representar/agir de acordo com o contexto que nos envolve. – Não convém nos comportarmos da mesma forma em um velório e em uma festa! – Não convém tratarmos um padre da mesma forma que um amigo de infância. Para cada cenário, um papel diferente!
  7. 7. Como sabemos qual papel estão representando?• Por meio dos veículos de indícios; – Aparência; – A expressividade (capacidade de dar impressão) A expressão A expressão transmitida emitida Símbolos Muitas vezes verbais e seus instintivas substitutivos A importância das experiências anteriores
  8. 8. Como sabemos qual papel estão representando?Cuidado com as representações falsas! Pode ser Pode serconsciente inconsciente A fachada
  9. 9. Atenção: o que parece ser espontâneo pode ser intencional!• Geralmente, as definições da situação projetada pelos diferentes participantes são suficientemente harmoniosas.• Cada ator geralmente age de acordo com o comportamento julgado mais aceitável no contexto a qual está incerido.
  10. 10. Por que compreender os demais personagens?Para também projetarmos o personagem/papel socialque melhor se encaixe com o cenário, os demais atorese com o que espera a plateia de nós.
  11. 11. Na representações de papéis sociais temos dois extremos• O ator que pode estar inteiramente compenetrado em sua representação, podendo estar sinceramente convencido que a cena é a própria realidade – o “sincero”.• O ator pode não estar completamente compenetrado em sua própria representação – o “cínico”.
  12. 12. Interesse pessoal ou lucro privadoO ator cínico Busca o bem para os demais atores ou plateia
  13. 13. Representação Representação cínica convicta
  14. 14. A interação face a face“A interação (face a face) pode ser entendida, em linhasgerais, como a influência recíproca dos indivíduos sobreas ações uns dos outros, quando em presença físicaimediata” (GOFFMAN, P. 23). Compreender esse processo de interação nos facilita projetar nossas ações e expressões nos diversos ambientes (cenários), especialmente no ambiente de trabalho.
  15. 15. As Relações Sociais no TrabalhoTorna-se importante compreendermos o cenárioe os personagens interpretados pelos demaisatores para projetarmos nossa representação. O papel social que representaremos dependerá de nossa habilidade de compreensão desses elementos
  16. 16. Os conflitos de Papéis SociaisPor que um árbitro vascaíno não pode apitar um jogo do Vasco?Por que um juiz de direito não pode presidir o julgamento de seu irmão?
  17. 17. Os conflitos de Papéis SociaisResposta:Porque poderão agir como vascaíno (no caso doárbitro de futebol) ou como irmão (no caso do juizde direito), criando uma situação conflituosa.
  18. 18. Os conflitos de Papéis SociaisChamamos “Conflitos de papéis sociais” aincapacidade dos indivíduos de separar os diversos papéis que possui. Devemos ter bem claro os papéis sociais a serem representados em cada contexto, assim evitaremos muitos problemas, principalmente aqueles que podem afetar nossa imagem profissional
  19. 19. ReferênciaERVING, Goffman. A representação do Eu na vidacotidiana. 8ª edição, Editora Vozes. Petrópolis, 1999.

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