Relatório anual 2006
 

Relatório anual 2006

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Relatório anual 2006 Relatório anual 2006 Document Transcript

  • relatório anual 2006
  • “A Petrobras está comprometida Renato Menezes FeRReiRa com o desenvolvimento de tecnologias para expandir suas atividades e Técnico de manutenção do Cenpes, Centro de Pesquisas da Petrobras Visão de FutuRo: Contribuir melhorar cada vez mais a qualidade de seus produtos.” profissionalmente para o futuro da sociedade e das próximas gerações.
  • sumário 02 Perfil, Missão, Visão e Valores Atividades da Petrobras 04 Principais Indicadores 06 Mensagem do Presidente 10 Mercado de Petróleo 14 Estratégia Corporativa 16 02 18 Áreas de atuação Exploração e Produção 20 Refino e Comercialização 26 Petroquímica 30 Transporte 34 Distribuição 38 Gás Natural 40 Energia 42 44 expansão internacional América do Sul 50 América do Norte 53 África 54 Ásia 55 56 Responsabilidade social e ambiental Índices de Sustentabilidade 58 Recursos Humanos 60 Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) 65 Patrocínios 72 76 ativos intangíveis Capital de Domínio Tecnológico Capital Organizacional 80 Capital Humano 82 Capital de Relacionamento 83 78 86 Gestão empresarial Desempenho Empresarial 88 Mercado de Capitais 91 Gestão de Riscos 96 Governança Corporativa 99
  • Perfil A Petrobras é uma sociedade anônima de capital aberto, que atua de forma integrada e especializada nos seguintes segmentos da indústria de óleo, gás e energia: exploração e produção; refino, comercialização, transporte e petroquímica; distribuição de derivados; gás natural e energia. Criada em 1953, é hoje a 14ª maior companhia de petróleo do mundo, segundo os critérios da publicação Petroleum Intelligence Weekly. Líder do setor petrolífero brasileiro, vem expandindo suas operações, para tornar-se uma Companhia integrada de energia com atuação internacional e líder na América Latina. Área industrial da Refinaria duque de Caxias – RJ  | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • Missão Atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social | MISSãO | VISãO e ambiental, nas atividades da indústria de óleo, gás e energia, nos mercados nacional Perfil e internacional, fornecendo produtos e serviços adequados às necessidades dos seus clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua. Visão A Petrobras será uma empresa integrada de energia com forte presença internacional e líder na América Latina, atuando com foco na rentabilidade e na responsabilidade social e ambiental. Valores k Valorização dos principais públicos de interesse: acionistas, clientes, empregados, sociedade, governo, parceiros, fornecedores e comunidades em que a Companhia atua; k Espírito empreendedor e de superar desafios; k Foco na obtenção de resultados de excelência; k Espírito competitivo inovador, com foco na diferenciação em serviços e competência tecnológica; k Excelência e liderança em questões de saúde, segurança e preservação do meio ambiente; k Busca permanente da liderança empresarial.
  • atividades da Petrobras umA emPresA IntegrAdA de energIA  | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 
  • Principais indicadores resumo oPerACIonAL 2006 00 00 RESERVAS PROVADAS - Critério SPE (bilhões de barris de óleo equivalente) (1)(2) 1,9 1,0 Óleo e condensado (bilhões de barris) 12,3 12,3 Gás natural (bilhões de boe) 2,6 2,7 PRODUÇÃO MÉDIA DIÁRIA (mil barris de óleo equivalente) (1) .17 .98 Óleo e LGN (mil barris por dia) 1.847 1.920 Terra 396 367 Mar 1.451 1.552 Gás natural (mil barris de óleo equivalente por dia) 370 378 Terra 213 206 Mar 157 172 POÇOS PRODUTORES (óleo e gás natural) – em 31 de dezembro (1) 1.7 1.89 Terra 11.860 12.170 Mar 697 725 SONDAS DE PERFURAÇÃO em 31 de dezembro  3 Terra 22 19 Mar 42 44 PLATAFORMAS EM PRODUÇÃO em 31 de dezembro 97 103 Fixas 73 76 Flutuantes 24 27 DUTOS (km) em 31 de dezembro (1) 30.33 31.089 Óleo e derivados 12.857 12.913 Gás natural 17.486 18.176 FROTA DE NAVIOS em 31 de dezembro Quantidade – operação própria 50 51 – operação de terceiros 75 104 Tonelagem (milhões de toneladas de porte bruto – tpb) 8,2 11,1 TERMINAIS em 31 de dezembro Quantidade 66 66 Capacidade de armazenamento (milhões m3) (3 ) 10,4 10,4 (1) Inclui informações do exterior, correspondentes às parcelas da Petrobras nas associações. (2) Reservas provadas medidas de acordo com o critério SPE (Society of Petroleum Engineers). (3) Inclui apenas os terminais da Transpetro. (4) Exclui queima, consumo próprio do E&P, liquefação e reinjeção. (5) Inclui apenas os ativos com participação igual ou superior a 50%. (6) Inclui apenas termelétricas a gás natural.  | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • 2.298 mil boe de produção média diária 00 00 REFINARIAS em 31 de dezembro (1)(5) Quantidade 15 16 Capacidade nominal instalada (mil barris por dia ) 2.114 2.227 Carga fresca processada (mil barris por dia) 1.830 1.872 Brasil 1.727 1.746 Exterior 103 126 Produção média diária de derivados (mil barris por dia) 1.839 1.892 IMPORTAÇÃO (mil barris por dia) Óleo 352 370 Derivados 94 118 EXPORTAÇÃO (mil barris por dia) Óleo 263 335 Derivados 260 246 COMERCIALIZAÇÃO DE DERIVADOS (mil barris por dia) Brasil 1.644 1.697 VENDAS INTERNACIONAIS (mil barris por dia) Óleo, gás e derivados 385 503 ORIGEM DO GÁS NATURAL (milhões de m3 por dia) (4 )   Gás nacional 23 23 Gás boliviano 22 24 DESTINO DO GÁS NATURAL (milhões de m3 por dia) (4 )   Distribuidoras 31 33 Termelétricas 7 6 Consumo Interno 7 7 ENERGIA (1 ) Número de usinas termelétricas (5)(6) 9 10 Capacidade instalada (MW) (5)(6) 3.203 4.126 Venda de energia (TWh) 16,64 17,57 Número de hidrelétricas 2 2 Capacidade instalada (MW) (5) 285 285 Linhas de transmissão (km) 15.414 15.414 Distribuição de energia (TWh/ano) 13 13 FERTILIZANTES (1) Unidades de produção 3 3 www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 7
  • resumo fInAnCeIro 2006 INFORMAÇõES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS (em R$ milhões) 00 00 % Receita operacional bruta 179.065 205.403 15 Receita operacional líquida 136.605 158.239 16 Lucro operacional 39.773 42.237 6 Resultado financeiro (2.843) (1.332) -53 Lucro líquido 23.725 25.919 9 Lucro líquido por ação 5,41 5,91 9 Principais indicadores EBITDA 47.808 52.061 9 Dívida bruta 48.242 46.605 -3 Dívida líquida 24.825 18.776 -24 Valor de mercado 173.584 230.372 33 Margem bruta 44% 40% -4 pp Margem operacional 29% 27% -2pp Margem líquida 17% 16% -1 pp INDICADORES ECONôMICO-FINANCEIROS Petróleo Brent (US$/barril) 54,38 65,14 20 Dólar médio de venda 2,4350 2,1752 -11 Dólar final de venda 2,3407 2,1380 -9 INVESTIMENTOS (em R$ milhões) 00 00 % Investimentos Diretos 22.927 29.769 30 Exploração & Produção 13.934 15.314 10 Abastecimento 3.286 4.181 27 Gás & Energia 1.527 1.566 3 Internacional 3.153 7.161 127 Distribuição 495 642 30 Corporativo 532 905 70 Sociedades de propósito específico 2.385 3.507 47 Empreendimentos em negociação 311 409 32 Projetos estruturados 87 1 -99 Total de investimentos .710 33.8 31 CAPiTAl voTAnTe 2006 Ações ordináriAs CAPiTAl soCiAl 2006 8,% União Federal ,9% 18,3% ,7% 3,3% União Federal BNDESpar ,% BNDESpar ADR (Ações ON) 8,3% ADR Nível 3 ADR (Ações (PN) 7,0% ,% FMP-FGTS Petrobras FMP-FGTS Petrobras Estrangeiros Estrangeiros (resolução nº2.689 CMN) 1,% 7, % (resolução nº2.689 CMN) 1,8% Demais pessoas físicas Demais pessoas físicas e jurídicas 1,% e jurídicas CAPiTAl não voTAnTe 2006 Ações PreferenciAis vAlor de feChAmenTo dAs Ações (r$/Ação)(2) 1,% 2006 ,9 3,% 9,80 2005 41,30 37,21 BNDESpar 26,62 2004 3,1% 24,28 ADR Nível 3 e Regra 144-A 2003 21,02 Estrangeiros 19,10 (resolução nº2.689 CMN) ON 1,8% 13,20 Demais pessoas físicas 2002 e jurídicas 11,60 PN 8 | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • Produção de Óleo e Gás nATurAl (miL Boed) luCro líquido ConsolidAdo (r$ miLhões)(1) 2006 1.90 378 .98 2006 .919 2005 1.847 370 2.217 2005 23.725 2004 1.661 359 2.020 2004 16.887 Principais indicadores 2003 1.701 335 2.036 2003 17.795 2002 1.535 275 1.810 2002 8.098 Óleo Gás natural luCro/Ação (r$/Ação) (1)(2) reservAs ProvAdAs de Óleo e Gás nATurAl (critério sPe - BiLhões de Boe) 2006 ,91 2006 2005 5,41 1,3 ,7 1,0 2005 2004 3,85 12,3 2,6 14,9 2004 2003 4,06 12,1 2,8 14,9 2002 1,86 2003 11,6 2,9 14,5 2002 9,9 2,3 12,1 vAlor de merCAdo x vAlor PATrimoniAl (r$ BiLhões)(1) Óleo Gás natural 30 Valor de mercado 174 mArGem BruTA, oPerACionAl e líquidA Valor patrimonial 0% 112 2006 7% 87 97 78 1% 62 54 49 44% 34 2005 29% 2002 2003 2004 2005 2006 17% índiCe de endividAmenTo (3) 41% 2004 27% 8% 2006 15% 1% 2005 23% 45% 24% 2003 29% 17% 2004 19% 32% 2003 18% 36% 41% 2002 20% 2002 16% 54% 12% Endividamento curto prazo/ endividamento total Margem Margem Margem bruta operacional líquida Endividamento líquido/ capitalização líquida (1) Os exercícios de 2004, 2005 e 2006 incluem as Sociedades de Propósito Específico, cujas atividades são controladas, direta ou indiretamente, pela Petrobras. (2) Para efeitos de comparabilidade, foi recalculado para os períodos anteriores, em função do desdobramento das ações aprovado por AGE em 22/07/2005. (3) Os exercícios de 2002 e 2003 incluem endividamento contraído pelas SPEs com as quais a Petrobras estruturou projetos de Project Finance e consórcios. Os exercícios de 2002 a 2006 incluem contratos de leasing. Todos os indicadores de acordo com o critério br gaap. www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 9
  • “A Petrobras está no caminho certo para ser uma empresa integrada de energia José seRGio GabRielli de azeVedo Presidente da Petrobras Visão de FutuRo: em 2015, liderar de atuação internacional, sempre buscando crescer com rentabilidade e o mercado de petróleo, gás natural, derivados e biocombustíveis na América responsabilidade social e ambiental.” latina, com expansão seletiva da petroquímica e da energia renovável. 10 | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • Mensagem do presidente o ano de 2006 foi de conquistas e novas perspectivas para a Petrobras. Além dos recordes alcançados – lucro de R$ 25,9 bilhões e investimentos de R$ 33,7 bilhões – e do aumento de 4% da produção total de petróleo e gás natural, a Companhia agora se prepara para um novo desafio, previsto no Plano de Negócios 2007-2011: manter o ritmo de crescimento acelerado. As metas são ambiciosas e levaram a Petrobras, pela primeira vez na sua história, a planejar uma produção de longo prazo: serão 4 milhões 556 mil barris por dia (bpd) de óleo e gás natural produzidos no Brasil e no exterior em 2015. Os investi- mentos previstos fazem jus à grandiosidade dos projetos: até 2011 serão aplicados US$ 87,1 bilhões. Em 2006, a produção doméstica cresceu 5%, como resultado do aumento da capacidade de produção em 340 mil barris por dia, com a entrada em operação das plataformas P-34, FPSO-Capixaba e P-50. O recorde de produção foi observado em outubro, quando a Companhia produziu 1,912 milhão de barris por dia. Para garantir as bases para o crescimento, para cada barril produzido no ano foi reposto 1,739 barril às reservas. Esse resultado foi ainda reforçado pelas 27 novas áreas que tiveram sua viabilidade comercial declarada com volumes estimados de óleo recuperável de 2,5 bilhões de barris de óleo equiva- lente (boe). Novas perspectivas exploratórias surgiram com a descoberta de óleo leve abaixo da camada de sal (“pré-sal”) na Bacia de Santos. *** na esteira do bom desempenho do petróleo, o gás natural também registrou avanços. Além do aumento de 1,5% na produção nacional, a Petrobras divulgou seu Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangás), que elevará a oferta de gás natural no Sudeste dos atuais 15,8 milhões para 40 www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 11
  • Mensagem do Presidente As metas são ambiciosas e levaram a Petrobras, pela primeira vez na sua história, a planejar uma produção de longo prazo: serão 4 milhões 556 milhões de metros cúbicos por dia, até 2008. O Plano, que inclui mil barris por dia também projetos de processamento e transporte de gás natural, (bpd) de óleo e gás visa aumentar a participação do gás nacional no atendimento natural produzidos à demanda doméstica. Segundo a estratégia de garantir segu- no brasil e no rança e flexibilidade no abastecimento do mercado brasileiro, a exterior em 2015. Petrobras aprovou sua entrada no mercado de gás natural lique- os investimentos feito (GNL) como importadora e deu seguimento à expansão da previstos fazem jus malha de gasodutos. à grandiosidade dos projetos: até 2011 *** serão aplicados us$ 87,1 bilhões. outros marcos de 2006 foram o lançamento do Diesel Podium e o desenvolvimento do H-Bio – tecnologia pioneira da Petrobras que associa óleo vegetal às frações do petróleo para a produção de diesel. A Companhia ampliou também a oferta de diesel S500, com menor teor de enxofre, a oito regiões metropo- litanas. Para melhorar a qualidade dos combustíveis, a Petrobras continuou aprimorando suas refinarias, com novas unidades de hidrotratamento e conversão, que reduzem o teor de enxofre dos derivados e otimizam o rendimento em diesel do petróleo brasileiro. Assim, a Companhia valoriza seu petróleo e atende às especificações ambientais mais rigorosas, ao mesmo tempo em que abre novos mercados de exportação. Alinhada a seu comprometimento socioambiental, a o ano registrando 25% de queda, retornando ao patamar de Petrobras fortaleceu seu programa de biodiesel, com o início da US$ 60, o mesmo nível de preços de quando a Petrobras anunciou construção de três usinas, que vão produzir 171 milhões de litros seu último reajuste da gasolina e do diesel, em setembro de 2005. anuais, atendendo a 20% da demanda do País em 2008. Além de gerar trabalho e renda na agricultura familiar, o produto vai con- *** tribuir para reduzir as importações de diesel e óleo leve. os excelentes resultados da Companhia no Brasil estão Apesar da volatilidade e dos altos preços do petróleo, os alinhados com sua atuação no mercado internacional. Além de for- resultados foram suportados pelo crescimento da produção, sem talecer atividades nos países em que já atua, a Petrobras expandiu sua repasse da instabilidade de preços ao mercado interno. O barril atuação em áreas-foco, como a África e o setor americano do Golfo do do Brent atingiu seu pico de US$ 78,63 em agosto, mas fechou México. Além disso, ampliou sua atuação no refino internacional com 1 | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • Plantação de Lucro recorde de 25,9 mamona no Morro do Chapéu, ba Mensagem do Prsidente bilhões de reais em 2006 a compra de 50% da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e a prospecção de novas refinarias no exterior. O objetivo é agregar valor ao petróleo pesado produzido pela Companhia, oferecendo um mix de produtos mais valorizados no mercado e de melhor qualidade. A confiança dos investidores se refletiu na valorização de 34% das ações e na redução do custo de captação. Como resul- tado, o valor de mercado atingiu em dezembro, pela primeira vez, uma média mensal superior a US$ 100 bilhões e, em sua primeira emissão global após ter se tornado investment grade, captou ao seu menor custo histórico para um prazo de dez anos. Os bons resultados são frutos também do investimento da Petrobras em seus Recursos Humanos, considerados fundamentais para a implementação das estratégias traçadas. Ao longo de 2006, além dos maciços investimentos em treinamento e capacitação, foram contratados 8.539 novos funcionários para sustentar o cres- cimento da companhia. O acerto das medidas pode ser mensurado pelo aumento do índice de satisfação dos empregados, que passou de 66% para 68% no ano passado; e pela redução do número de aci- dentes, vazamentos e emissões poluentes, que culminou na melho- ria dos indicadores de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde). Essas conquistas, por si só, já consagrariam os esforços dos empregados e a confiança de investidores e acionistas. Mas a Petrobras conquistou ainda outros importantes reconhecimentos à sua atuação: a entrada no Dow Jones Sustainability Index, no ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa) e a classifi- cação de investment grade pela agência Standard & Poor’s. São conquistas que reforçam a confiança de que a Petrobras está no caminho certo para continuar crescendo com rentabili- dade e responsabilidade social e ambiental. José seRGio GabRielli de azeVedo Presidente da Petrobras www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 13
  • mercado de petróleo O ano de 2006 foi marcado pela interrupção do ciclo de alta dos de petróleo, acumulação de estoques e, mesmo assim, cotações preços do petróleo iniciado em 2002. Embora o barril do Brent elevadas. Apesar do arrefecimento do crescimento da demanda tenha chegado ao pico de US$ 78,63 em agosto, seu valor registrou mundial, influenciado pelos preços elevados, o valor do barril queda de 25% no fechamento do ano. Na média, o patamar de continuou a incorporar um prêmio de risco em face de instabilida- preços ficou US$ 11 acima do registrado em 2005, com compor- des geopolíticas, como a invasão do Líbano por Israel e a questão tamento mais volátil do mercado. nuclear no Irã. A percepção de que as questões geopolíticas no Como nos anos anteriores, 2006 registrou excesso de oferta Oriente Médio manteriam os preços altos levou a Opep a deixar Preço do PeTrÓleo (Us$/BArriL- Preços nominAis) 07 de agosto 2006 US$ 78,63/barril Preço máximo do Brent 80,00 14 de julho 2006 US$ 77,03/barril Preço máximo do WTI 70,00 60,00 janeiro 2003 50,00 WTI US$ 31,85/ barril Brent US$ 30,77/ barril janeiro 2001 WTI WTI US$ 27,21/ barril Brent US$ 22,97/ barril Brent 40,00 30,00 janeiro 2005 WTI US$ 42,12/ barril Brent US$ 40,36/ barril 20,00 janeiro 2004 WTI US$ 33,78/ barril Brent US$ 31,16/ barril janeiro 2002 10,00 WTI US$ 21,01/ barril Brent US$ 20,40/ barril 0,00 Dez 06 Jan 00 Jan 01 Jan 02 Jan 03 Jan 04 Jan 05 Jan 06 1 | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • 78,63 dÓlAres foi o vAlor do BArril do BrenT em AGosTo suas cotas inalteradas na maior parte do ano, favorecendo a for- leo. Isso fez com que o excesso físico de oferta fosse sentido de mação dos estoques. forma mais forte no mercado, podendo ser mais um sinal de que A tendência de alta começou a ser revertida quando, pas- o ciclo de preços altos, observado nos últimos quatro anos, está sado o mês de agosto, não se concretizaram as expectativas de chegando ao fim. que a temporada de furacões no Atlântico repetiria o impacto Desde o pico registrado em agosto, a dinâmica de queda devastador de 2005. Em meio a controvérsias sobre o peso da foi caracterizada pelo fenômeno que os analistas chamaram de atividade especulativa na formação dos preços, a não-ocorrência “movimento de correção” – um balanceamento em direção a um de grandes furacões compeliu a Opep a anunciar cortes na produ- novo equilíbrio entre oferta e demanda, com mudança no senti- ção pela primeira vez desde dezembro de 2004, a maior redução mento do mercado em relação à potencial escassez do petróleo desde 2002. O primeiro anúncio foi em setembro; o segundo, em em caso de interrupção do fornecimento. Mais uma vez, o movi- dezembro, efetivado em fevereiro de 2007. mento de baixa no valor do barril pôs em evidência o impacto de Outro fator a pressionar a baixa dos preços foi, no fim eventos de difícil previsibilidade sobre os preços – uma constante de 2006, a ocorrência de temperaturas amenas no inverno do na história do mercado mundial do petróleo. + Hemisfério Norte e a conseqüente redução do consumo de petró- navio-tanque navion stavangar, frota da transpetro www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 1
  • estratégia Corporativa A Petrobras mantém as metas agressivas de crescimento em seu invesTimenTos PrevisTos 2007-2011 (Us$ BiLhões) Plano de Negócios 2007-2011. Pela primeira vez, divulgou estima- tivas de produção de petróleo e gás natural para 2015, relacionando 1% os principais projetos que darão suporte ao crescimento pós-2011. O posicionamento estratégico da Companhia dá destaque à expan- são do refino no Brasil, a fim de agregar valor à crescente produção de óleo no País – seja pelo aumento das vendas proporcionadas pelo crescimento do mercado brasileiro, seja pela ampliação das 8% Brasil exportações de derivados. A Petrobras busca, assim, um equilíbrio Exterior de longo prazo entre o crescimento da produção e a capacidade de refino. No mercado de energias renováveis, o foco são os biocom- bustíveis, segundo a estratégia de liderar a produção de biodiesel invesTimenTos PrevisTos 2007-2011 Por áreAs no Brasil e expandir a comercialização de etanol. (Us$ BiLhões) A produção nacional de petróleo e gás natural chegará, em 2011, a 2 milhões 925 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). ÁREA Em paralelo a esse crescimento, as refinarias no País processarão 1 Exploração e Produção 40,7 milhão 877 mil barris por dia (bpd) e o processamento diário de óleo Abastecimento 23,1 brasileiro subirá para 1 milhão 710 mil bpd. Com esse desempenho, Gás e Energia 7,2 Internacional 12,1 a Companhia aumentará dos atuais 80% para 91% a participação do Distribuição 2,2 óleo nacional na carga processada nas refinarias, consolidando a Áreas Corporativas 1,8 sustentabilidade da auto-suficiência. A venda do excedente, que em Total 87,1 2006 foi de 335 mil bpd, chegará a 584 mil bpd em 2011. Do total de investimentos previstos para 2007-2011 – US$ 87,1 bilhões, com média de US$ 17,4 bilhões por ano –, US$ 75 reCursos: oriGem x APliCAção (Previsão 2007-2011 em Us$ BiLhões) bilhões (86%) serão investidos no Brasil, com a criação de 838 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Os maiores investimentos 86,7 12,6 99,3 serão em Exploração e Produção, Gás e Energia, e Abastecimento. Dos US$ 12,1 bilhões (14%) destinados ao exterior, 65% serão 87,1 12,2 99,3 aplicados na América Latina, oeste da África e Golfo do México – regiões prioritárias para a expansão da Petrobras. No exterior, onde a Petrobras produziu 243 mil boed de óleo Geração própria Investimentos e gás natural em 2006, a produção subirá para 568 mil boed em Recursos de terceiros Amortização de dívida 1 | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • 87,1 bilhões de dólares em investimentos entre 2007-2011 Produção x refino 2011, quando a carga processada nas refinarias da Companhia (miL BPd) em outros países chegará a 499 mil bpd. O crescimento da pro- dução de óleo e LGN e da carga processada de refino assegura projeção 3.554 o balanceamento dos segmentos de Exploração e Produção e 2015 3.201 Abastecimento da Companhia e abre opções de integração dessas atividades no Brasil e no exterior. 2.757 Como parte da estratégia para consolidar-se como empresa meta 2011 2.376 integrada de energia com atuação internacional, a Petrobras con- feriu maior visibilidade às metas na área de energias renováveis. 1.90 2006 1.87 Em 2011, deverá disponibilizar 855 mil m3/ano de biodiesel e exportar 3,5 milhões de m3 de etanol. No ano, a capacidade das Produção de óleo e LGN total termelétricas e da co-geração será de 4.554 MW. Carga fresca processada total A Petrobras mantém a política de preços alinhada ao mer- cado internacional. A previsão de geração própria de caixa de CresCimenTo dA Produção US$ 86,7 bilhões entre 2007 e 2011 atenderá à quase totalidade (miL Boed) dos investimentos. Estão previstas captações no mercado finan- 4.556 2007-2015 ceiro e amortizações de dívida em linha com a política de alonga- 7,9% A.A. 278 mento de prazos e redução da alavancagem financeira. O Retorno 2007-2011 8,7% A.A. 742 de Capital Empregado (Roce) médio está previsto em 16%. 3.493 724 Conforme os compromissos de responsabilidade social e 185 ambiental e domínio tecnológico, os investimentos em Segurança, Meio .98 383 2.217 2.812 Ambiente e Saúde (SMS), tecnologia, telecomunicações e Tecnologia 2.036 2.020 101 551 85 94 96 142 da Informação (TI) entre 2007 e 2011 somam US$ 6,2 bilhões. 161 168 163 274 277 A Petrobras segue empenhada em estender às esferas social 250 265 2.374 1.493 1.684 1.778 e ambiental a qualidade alcançada em seu desempenho empresa- 1.540 rial, mantendo o compromisso com a transparência e a responsa- bilidade no relacionamento com os diversos públicos de interesse. 2003 2004 2005 2006 meta 2011 projeção Reconhecida internacionalmente pela excelência na produção de 2015 petróleo, gás natural e derivados, a Companhia trabalha para ele- var ainda mais a sua performance e a sua projeção como empresa Óleo + LGN Brasil Gás natural Brasil brasileira dedicada, no plano internacional, aos grandes desafios Óleo + LGN internacional Gás natural internacional da produção de energia. + www.petrobras.com.br | RElATóRIO ANuAl 2006 | 17
  • “A preservação do meio ambiente FRanCisCo de assis PeReiRa é urgente e depende de todos nós, de cada um perceber o seu papel. motorista de veículos de carga, cliente Petrobras, no terminal de A Petrobras está fazendo sua parte, carregamento de Betim mas, sozinha, ela não vai dar conta.” Visão de FutuRo: esperança de viver uma vida melhor é o que move a gente. 18 | RElATóRIO ANuAl 2006 | PETRObRAS
  • Áreas de atuação exploração e produção 20 refino e ComerCialização 26 petroquímiCa 30 transporte 34 distribuição 38 Gás natural 40 enerGia 42 A intensificação da exploração e produção de petróleo levou a Petrobras a bater outros recordes em 2006. Impulsionada pela entrada em operação de novas plataformas — com destaque para a P-50 —, a produção manteve o ritmo de crescimento e che- gou a quase 2 milhões de barris por dia. O gás natural também cresceu e deverá ter sua produção ampliada dos atuais 15,8 milhões para 40 milhões de metros cúbicos por dia, até 2008, segundo o estabelecido pelo Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás), que prevê o aumento da produção e oferta de gás natural na Região Sudeste. Dentro da estratégia de expandir de forma sustentada o consumo no País, a Petrobras também prepara sua entrada como importadora no mercado global de Gás Natural Liquefeito (GNL). As metas do Plano de Negócios 2007-2011, que pretende sustentar a auto-suficiência e manter o ritmo de crescimento acelerado, levam em conta a entrada em operação, nesse período, de 15 grandes projetos de produção de óleo e de dez projetos de gás natural. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 19
  • Áreas de atuação ExPLORAçãO E PRODuçãO Produção mantém ritmo de crescimento O aumentO da prOduçãO naciOnal de petróleO em 2006 fOi mais um passO na estratégia de crescimentO da petrObras. a cOmpanhia prOduziu 1 milhãO 778 mil barris pOr dia (bpd) de óleO, líquidO de gás natu- ral (lgn) e cOndensadO nO brasil – um aumentO de 5,6% em relaçãO aO 1 milhãO 684 mil bpd de 2005. Dos três grandes projetos que contribuíram para elevar a produção, dois estão na Bacia de Campos: a plataforma P-50, que opera desde 21 de abril, e o navio-plataforma FPSO P-34, desde 17 de dezembro. Na Bacia do Espírito Santo, o FPSO-Capixaba entrou em operação em 6 de maio. Com esses projetos, a capacidade de produção da Petrobras foi acrescida de 340 mil bpd. A P-50, no campo de Albacora Leste, tem capacidade de produção de 180 mil bpd; o FPSO-Capixaba, no de Golfinho, e a P-34, no campo de Jubarte, processam 100 mil bpd e 60 mil bpd, respectivamente. Apesar do aumento da produção em 2006, a média anual ficou 5,4% abaixo da meta estabelecida para o ano, de 1 milhão 880 mil bpd. A diferença foi causada por atrasos no início das operações da P-50 e da P-34. Recordes de produção sinalizaram que a Companhia está pró- xima da marca dos 2 milhões de barris por dia. Em 23 de outubro, a Companhia produziu 1 milhão 912 mil 733 bpd – 31 mil acima do recorde anterior, de 29 de maio. Além do desempenho da P-50 e das outras plataformas da Bacia de Campos, colaborou para os picos de produção o Programa de Revitalização de Campos com Alto Grau de Explotação (Recage), que minimiza o declínio das áreas maduras. Plataforma P-50, um marco na conquista da auto-suficiência A produção de gás natural (sem LGN) também cresceu em em petróleo, Bacia de campos, rJ 2006, atingindo 44 milhões de m3/dia, com aumento de 1% em 20 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | exploração e produção 1,912 milhão Áreas de atuação dE BPd: Pico dA Produção EM outuBro relação aos 43,5 milhões de m3/dia do ano anterior. O crescimento foi mantido graças à continuidade da expansão da oferta do gás nacional, segundo a estratégia corporativa de garantir, de forma confiável, o suprimento do produto ao mercado brasileiro. Na Bacia do Espírito Santo, um grande projeto de produção de gás entrou em operação em 22 de fevereiro: a plataforma de Peroá (cerca de 1 milhão de m3/dia). No Rio Grande do Norte, a UPGN III de Guamaré (1,5 milhão de m3/dia) deu início à produ- ção, após fase de pré-operação iniciada em dezembro de 2005. Produção dE ólEo E gás nAturAl (mil boed)(1) projeção 2015 2.812 724 3.536 meta 2.374 551 2.925 2011 2006 1.778 277 2.055 2005 1.684 274 1.958 2004 1.493 265 1.758 2003 1.540 250 1.790 2002 1.500 252 1.752 2001 1.336 232 1.568 2000 1.270 221 1.491 Óleo, LGN e condensado Gás natural (1) Taxa média anual de crescimento do óleo: 6,76% Taxa média anual de crescimento do gás natural: 3,71% www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 21
  • A Petrobras declarou a viabilidade | exploração e produção comercial de 27 descobertas à ANP, algumas classificadas como novos campos de petróleo e gás natural. as estimativas apontam para volumes recuperáveis de 2 bilhões e 440 milhões de boe: 53 milhões em terra e o restante em acumulações marítimas. Áreas de atuação Produção dE ólEo, lgn E condEnsAdo custo unitário dE ExtrAção sEM diStribUição por profUndidade d’ágUa PArticiPAção govErnAMEntAl (US$/barril) 5% 13% meta 5,60 2011 69% 13% 2006 6,59 Terra 2005 5,73 0 - 300 300 - 1.500 2004 4,28 Produção total: 1.778 mil bpd >1.500 2003 3,36 Produção dE gás nAturAl diStribUição por profUndidade d’ágUa 2002 3,00 3% das, devido ao aquecimento do mercado de petróleo; ao aumento 39% da força de trabalho, com o acréscimo do efetivo compatível com o crescimento previsto no Plano de Negócios; e à entrada em pro- 38% dução das plataformas P-50, FPSO-Capixaba e P-34. Terra o desaFio do crescimento 0 - 300 20% As metas do novo Plano de Negócios prevêem a entrada em operação, 300 - 1.500 até 2011, de 15 grandes projetos de produção de óleo e de 10 projetos Produção total: 43.975 mil m3/dia >1.500 de gás natural. Para 2011, a produção média de petróleo e gás natural da Companhia no País está estimada em 2 milhões 925 mil boed. O custo médio de extração sem participação governamental, Em 2007, entrarão em operação, na Bacia de Campos, as plata- em 2006, foi de US$ 6,59 por barril de óleo equivalente (boe) – um formas FPSO-Cidade do Rio de Janeiro (100 mil bpd), no campo de acréscimo de 15% sobre o valor apurado no ano anterior. Esse acrés- Espadarte; P-52 e P-54 (180 mil bpd, cada), no campo de Roncador; cimo é devido, principalmente, à valorização do real frente ao dólar SSP 300 (30 mil bpd), no campo de Piranema; e FPSO-Cidade de americano em 11%; a reajustes nos contratos, em especial de son- Vitória (100 mil bpd) no módulo 2 do campo de Golfinho. Para 22 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | exploração e produção Áreas de atuação unidade de tratamento de Gás de cacimbas, em Linhares, es aumentar a produção de gás natural, entra em operação em 2007, de Mexilhão (2009) e Uruguá e Tambaú (2010), ambos na Bacia na Bahia, a plataforma de Manati (6 milhões de m3/dia). de Santos, além da entrada em operação do primeiro módulo da Mais duas plataformas para a Bacia de Campos estão em Planta de Processamento de Gás de Caraguatatuba, em 2009, e construção: P-51 e P-53 (180 mil bpd, cada), com início de ope- do segundo módulo em 2010. ração previsto para 2008 e 2009, respectivamente, nos campos de Marlim Sul e Marlim Leste. Um FPSO será afretado, também em descoBertas em terra e mar 2008, destinado à área de Jabuti, em Marlim Leste. A Petrobras declarou a viabilidade comercial de 27 descobertas Para 2009, está previsto o início da produção do projeto Parque à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis das Conchas (100 mil bpd), operado pela Shell. Em 2010, deverá (ANP) em 2006. Dessas áreas – 18 no mar e 9 em terra –, algumas entrar em operação o campo de Frade (100 mil bpd), em associação foram classificadas como novos campos de petróleo e gás natural com a Chevron, e em 2011, a P-57 (180 mil bpd), na fase 2 do campo e outras incorporadas a campos vizinhos. O destaque exploratório de Jubarte, e a P-55 (180 mil bpd), no módulo III de Roncador. foi a descoberta de óleo leve e gás natural no bloco BM-S-11 da A exploração e a produção de gás natural também estão Bacia de Santos, em águas ultraprofundas. sendo intensificadas, no contexto do Plano de Antecipação da Nas novas áreas com comercialidade declarada, as estimati- Produção de Gás (Plangás), fundamental para garantir o supri- vas apontam volumes de óleo recuperável que somam cerca de 2 mento de gás natural ao mercado das regiões Sul–Sudeste. Até o bilhões 440 milhões de boe. A totalização, correspondente à par- fim de 2008, no Sudeste, a oferta subirá dos atuais 15,8 milhões de ticipação da Petrobras, depende de avaliações mais aprofundadas. m3/dia para 40 milhões de m3/dia. No Plangás estão previstos, na Do estimado, 2 bilhões 387 milhões de boe estão em acumulações Bacia do Espírito Santo, a ampliação do projeto de Peroá para 9,4 marítimas e 53 milhões de boe, em terra. Das 27 áreas, 10 estão milhões de m3/dia e o desenvolvimento dos campos de Canapu na Bacia de Campos; 4, na de Santos; 7, na do Espírito Santo; e 6, e Camarupim, além da ampliação para 20 milhões de m3/dia do nas bacias do Norte e Nordeste. Pólo de Processamento de Gás de Cacimbas. A primeira fase desta Na Bacia de Santos, três áreas operadas pela Petrobras foram ampliação (5,4 mil de m3/dia) entrará em operação no início de declaradas comerciais e transformadas nos campos de óleo e gás 2007, com a Planta de Processamento de Gás de Peroá. Na Bacia de natural de Tambuatá, Pirapitanga e Carapiá. Outra área foi anexada Campos, o Plangás prioriza a produção de gás não-associado a par- ao campo de Mexilhão. As estimativas de volumes somam 560 tir de diversos reservatórios próximos à infra-estrutura existente milhões de boe. A Companhia ainda detém, além das quatro áreas nos campos de Albacora, Roncador e Marlim Sul, além do desen- declaradas comerciais, 40% dos direitos sobre dois campos que volvimento inicial de Jabuti. Na Bacia de Santos, a Plataforma de também tiveram sua viabilidade comunicada à ANP. Merluza será ampliada para 2,5 milhões de m3/dia, com o aumento Além das declarações à ANP, a descoberta de petróleo leve de produção de Merluza e o desenvolvimento inicial do campo de e gás no bloco BM-S-11, em que a Petrobras tem participação de Lagosta. Para 2010, o Plangás prevê o aumento da oferta de gás 65%, abre perspectivas promissoras tanto para as atividades na para 55 milhões de m3/dia no Sudeste, com a entrada dos projetos Bacia de Santos quanto para as operações em águas ultraprofun- www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 23
  • | exploração e produção Áreas de atuação estação de tratamento e transferência de óleo da Fazenda alegre, em Jaguaré, es das em outras regiões. Para chegar ao óleo e ao gás, a Companhia índicE dE sucEsso ExPlorAtório perfurou uma camada de sal com mais de 2 mil metros de espes- sura abaixo de lâmina d’água de 2 mil metros. Na Bacia do Espírito Santo, quatro áreas no mar e três em terra 50% 55% operadas pela Petrobras tiveram a viabilidade comercial declarada. Na plataforma continental, onde as novas descobertas estão esti- 49% 39% madas em 168 milhões de boe, foram definidos os campos de gás de Carapó e Camarupim e anexadas duas áreas de gás e óleo leve aos campos de Golfinho e Canapu. As declarações de áreas em terra 24% resultaram em três novos campos – Saíra, Seriema e Tabuiaiá –, com 20% volumes estimados em 7,4 milhões de boe, que vão contribuir para 23% a manutenção dos níveis da produção terrestre. Na Bacia de Campos, as declarações de comercialidade 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 abrangem dez áreas. Sete foram classificadas como novos campos: Maromba, Carataí, Carapicu, Catuá, Caxaréu, Mangangá e Pirambu. que chegaram ao objetivo geológico têm boas perspectivas de se Uma área foi anexada ao campo de Baleia Azul e outras duas, aos tornarem descobridores ou produtores de óleo ou gás natural. campos de Viola e Marlim Leste. O volume estimado soma 1 bilhão 510 milhões de boe. Outra descoberta importante foi realizada em noVas concessões Roncador, em reservatórios abaixo da seção produtora. Na Oitava Rodada de Licitações da ANP, em novembro, a Petrobras Cinco declarações de comercialidade foram feitas pela deu seguimento à recomposição e ao alongamento do perfil de Petrobras para áreas em terra nas bacias costeiras do Nordeste. Três seu portfólio de áreas exploratórias. Das 22 áreas que disputou, originaram campos: Tangará, no Recôncavo Baiano; Pintassilgo e adquiriu 21, que somam 7.841,21 quilômetros quadrados (km2). Jaçanã, na Bacia Potiguar. As outras áreas foram anexadas aos As novas concessões integradas ao portfólio exploratório – 13 na campos de Baixa do Juazeiro e Canto do Amaro, também na Bacia bacia terrestre de Tucano e 8 na Bacia de Santos – serão impor- Potiguar. Além das declarações, outras três áreas em terra foram tantes para a Companhia atingir os níveis de produção de óleo e descobertas na Bacia de Sergipe–Alagoas e duas no Recôncavo. Na gás previstos no Plano de Negócios 2007-2011. Bacia do Solimões, foi declarada a comercialidade do campo de Os bônus oferecidos na oitava rodada pela Petrobras e seus par- Araracanga – descoberta de gás natural realizada em 1997. ceiros totalizaram R$ 276.924.361,00, ficando a parcela da Companhia No ano, foram perfurados e concluídos 331 poços para o em R$ 248.227.933,50. Dos 21 blocos adquiridos, a Petrobras tem desenvolvimento da produção – 283 em terra e 48 no mar. Para a direitos exclusivos em 7 e é operadora em 2, em parceria com outras exploração, 80 poços foram perfurados – 50 em terra e 30 no mar. empresas. Nos outros 12 blocos, a operação cabe a parceiros. O índice de sucesso exploratório foi de 48,7%, pois 39 dos 80 poços As concessões marítimas adquiridas na Bacia de Santos são 24 | relatório anual 2006 | petrobras
  • 174% | exploração e produção índice de reposição Áreas de atuação de reservas Evolução dAs rEsErvAs ProvAdAs consideradas de elevado potencial e abrangem 5.553,03 km2. As (critério Spe - bilhõeS de boe) concessões terrestres na Bacia do Tucano são áreas de nova fron- teira, com potencial para descobertas de acumulações profundas 2006 12,52 13,75 de gás natural, e abrangem 2.288,15 km2. Essas concessões deverão Produção em 2006: 0,71 bilhão de boe ser agrupadas em blocos pela ANP na assinatura dos contratos. 0,24 Com as aquisições e as devoluções feitas ao longo do ano, 0,98 o portfólio de concessões exploratórias passou a contar com 144 blocos, que totalizam 149,2 mil km2. Somadas dez áreas de planos 2005 13,23 de avaliação de descobertas (3,6 mil km2) em operação, a área exploratória atual da Petrobras abrange 152,8 mil km2. Reserva remanescente de 2005 Incorporação de novas descobertas reserVas ProVadas Incorporação em campos existentes As reservas provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras no País atingiram 13 bilhões 753 milhões de boe em 2006, pelo critério ANP/SPE – um aumento de 3,9% em relação rEsErvAs ProvAdAs dE ólEo E gás nAturAl (critério Spe - bilhõeS de boe) ao ano anterior. O volume incorporado às reservas ao longo de 2006 foi de 1 bilhão 226 milhões de boe, contra uma produção acumulada de 705 milhões de boe. Essa incorporação resultou 2006 11,67 2,08 13,75 num Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 174%. Isso signi- 2005 11,36 1,87 13,23 fica que, para cada barril de óleo equivalente produzido no ano, foi acrescentado 1,74 barril às reservas. O indicador reserva/pro- 2004 11,05 1,97 13,02 dução (R/P) foi de 19,5 anos. Dois fatores foram responsáveis pelo aumento das reservas 2003 10,60 1,99 12,59 provadas – um deles devido às apropriações de volumes desco- bertos em campos com declarações de comercialidade realizadas 2002 9,56 1,45 11,01 ao longo de 2006. Algumas dessas declarações foram feitas em áreas próximas a campos em fase de desenvolvimento e, por- 2001 8,32 1,35 9,67 tanto, incorporadas ao ring fence desses campos. O outro fator 2000 8,29 1,36 9,65 que contribuiu para a incorporação de reservas provadas foi o gerenciamento de reservatórios em campos já descobertos – em Óleo, LGN e condensado fase de desenvolvimento ou de produção. + Gás natural www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 25
  • Áreas de atuação REfINO E cOmERcIALIzAçãO Vendas aumentam reFino A Petrobras atingiu recordes históricos de refino e produção de no Brasil e exterior derivados no Brasil. Nas 11 refinarias, foi processado (proces- samento primário) 1 milhão 746 mil bpd de óleo e produzido O recOrde históricO de refinO e O aumentO de 1 milhão 764 mil bpd de derivados – um aumento de 1% e 2%, 3% na cOmercializaçãO de prOdutOs nO mercadO respectivamente, em relação ao ano anterior. A participação de internO também pOntuaram Os resultadOs Obti- 80% do óleo nacional na carga processada em 2006 reflete a con- dOs aO lOngO dO anO. as 11 refinarias da petrObras fiabilidade operacional das unidades, que utilizaram, em média, registraram aumentO nO prOcessamentO primáriO 89% da capacidade de refino. de óleO e na prOduçãO de derivadOs, em cOmpara- A Companhia deu continuidade aos investimentos para çãO a 2005. O bOm desempenhO da prOduçãO naciO- adaptação das refinarias ao processamento do petróleo pesado nal de petróleO, a estrutura lOgística e a aber- produzido no País. Novas unidades de craqueamento catalítico tura de nOvOs mercadOs permitiram à cOmpanhia e coqueamento retardado entraram em atividade na Refinaria bater recOrdes também nas vendas externas, cOn- Alberto Pasqualini (Refap); e uma de coqueamento começará a sOlidandO-se cOmO a maiOr expOrtadOra dO país. operar na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) em 2007. Com as custo unitário dE rEfino MErcAdo dE dErivAdos (US$/barril) (mil bpd) meta 1.821 2011 2,90 1.755 1.766 1.749 1.700 1.764 1.735 1.641 1.696 1.697 2006 2,29 1.639 1.637 1.644 2005 1.609 1,90 1.510 2004 1,38 2002 2003 2004 2005 2006 2003 1,14 Demanda de derivados 2002 Produção de derivados 0,94 Volume de vendas de derivados 26 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | refino e ComerCialização no MErcAdo BrAsilEiro, vEndAs dE 1,697 Áreas de atuação milhão dE BPd dE dErivAdos unidades de coque, a Petrobras otimiza o rendimento em diesel do petróleo brasileiro. Como parte da estratégia de melhoria da qualidade dos com- bustíveis, a Companhia deu seguimento à implantação de unida- des de hidrotratamento (HDTs) em nove refinarias. O tratamento com hidrogênio, que reduz o teor de enxofre dos derivados, atende às especificações ambientais mais rigorosas vigentes a partir de 2009. Ao mesmo tempo, abre novos mercados de exportação, como EUA e países da Europa. O lançamento do Diesel Podium e o desenvolvimento do H-Bio foram marcos de qualidade e proteção ambiental em 2006. Como a gasolina Podium, o novo diesel oferece melhor desempe- nho, menos desgaste do motor e menor teor de enxofre. O H-Bio, processo pioneiro da Petrobras, associa óleo vegetal às frações do petróleo para a fabricação de diesel. A Companhia também ampliou a oferta do diesel S500 a oito regiões metropolitanas – Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Vitória, Aracaju e Porto Alegre. O produto, lançado em 2005, tem teor de enxofre quatro vezes menor do que o diesel comum. Em linha com o crescimento da produção nacional de petró- leo, a Petrobras tem em curso dois grandes projetos: a Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, para 200 mil bpd, empreendimento de US$ 4,0 bilhões em estudo com a Petróleos de Venezuela (PDVSA); e a Refinaria Premium, em local a ser definido, para 500 mil bpd, que será a maior do País. Com entrada em operação prevista para 2011 e 2014, as novas refinarias vão fazer frente ao crescimento da demanda interna, reduzir a importação de diesel e assegurar a exportação de derivados, valorizando os excedentes de petróleo brasileiro. + refinaria isaac sabbá (reman), manaus, am www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 27
  • unidade de | refino e ComerCialização remoção de enxofre da refinaria Getúlio Vargas (repar), araucária, Pr Áreas de atuação e da abrangência de mecanismos governamentais de garantia de comerciaLização renda. As vendas de querosene de aviação mantiveram-se estáveis A Petrobras comercializou, em média, 1 milhão 697 mil bpd de em relação a 2005. derivados no mercado brasileiro – um aumento de 3% em relação O aumento da produção nacional de petróleo, a otimização a 2005. Os principais produtos em volume de vendas foram gaso- lina, nafta petroquímica, óleo combustível, diesel, gás liquefeito ExPortAção E iMPortAção dE PEtrólEo de petróleo e querosene de aviação. (mil bpd) A gasolina registrou o maior crescimento de vendas, 7%. A principal causa foi a redução do percentual de álcool anidro mis- turado na gasolina vendida nos postos, que passou de 25% para 450 370 352 20% em março e subiu para 23% em novembro. Outro fator foi a 326 319 expansão da frota de veículos que utilizam gasolina, incluindo os 335 usuários de veículos flex fuel que optaram por utilizar este com- 181 263 233 233 bustível. A inibir o consumo, atuaram o aumento de 5,1% no preço real ao consumidor e o uso crescente de GNV. 2002 2003 2004 2005 2006 Na comercialização de nafta petroquímica, a expansão foi de 5%. Diante do aumento da demanda das centrais petroquímicas, Importação a Petrobras elevou a produção e substituiu parte das importações, Exportação garantindo a ampliação dos negócios. No segmento de óleos combustíveis, após alguns anos de ExPortAção E iMPortAção dE dErivAdos retração, as vendas subiram 1%, beneficiadas pelo ganho de (mil bpd) mercado em relação à concorrência e pelo atendimento de novos consumidores. Entre os setores que aqueceram a demanda, estão 228 260 216 246 a indústria de transformação do Pará e as novas termelétricas 213 do Amazonas. 206 As vendas de diesel aumentaram 1%, ficando abaixo do 109 118 crescimento do PIB. A principal causa do resultado foi o baixo desempenho do agronegócio, ainda sob o impacto da crise de 105 94 2005/2006 e da valorização do real frente a outras moedas. 2002 2003 2004 2005 2006 O GLP teve acréscimo de 1,5% na comercialização, respon- dendo ao crescimento demográfico e à melhoria do poder aqui- Importação sitivo da população, decorrente do aumento do salário mínimo Exportação 28 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | refino e ComerCialização iMPortAção dE dErivAdos Por Produto ExPortAção dE dErivAdos Por Produto (volUme) (volUme) 6% 17% 23% 12% 66% 17% 16% Áreas de atuação Querosene Nafta de aviação Diesel Gasolina 43% Óleo combustível GLP e bunker Outros Outros origEM dAs iMPortAçõEs dE dErivAdos dEstino dAs ExPortAçõEs dE dErivAdos (volUme) (volUme) Antilhas Holandesas 21% 11% 22% Argentina Argentina 3% 21% Aruba 4% Bahamas 2% Bélgica 5% Chipre 3% Emirados 4% Árabes 7% Cingapura 6% EUA 18% EUA 22% 8% 8% Índia Itália 12% 11% 12% Nigéria Nigéria Venezuela Uruguai Outros Outros origEM dAs iMPortAçõEs dE PEtrólEo dEstino dAs ExPortAçõEs dE PEtrólEo (volUme) (volUme) 4% 4% 11% Aruba 6% 4% 31% Bahamas 4% 10% 43% Angola Chile 4% Arábia China Saudita 8% Coréia 11% Argélia do Sul Congo 10% EUA 16% 22% Iraque 12% França Nigéria Portugal Outros Outros da estrutura logística e a abertura de novas oportunidades comer- cimo de 27% em relação ao ano anterior. Quanto aos derivados, ciais permitiram à Companhia bater recordes também nas vendas houve redução de 5,4% em comparação a 2005, com exportação externas, consolidando-se como a maior exportadora do País. A de 246 mil bpd. As importações foram de 370 mil bpd de óleo e exportação de petróleo atingiu o recorde de 484 mil bpd no mês de 118 mil bpd de derivados. O superávit da balança comercial da novembro, fechando o ano com média de 335 mil bpd, um acrés- Petrobras em 2006 foi de US$ 421 milhões. + www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 29
  • Áreas de atuação PEtROquímIcA Produtos estratégicos para os negócios da companhia pOr diversificar O pOrtfóliO de prOdutOs e agregar valOr aO petróleO e aO gás natural, em sinergia cOm Outras Operações da petrObras, a petrOquímica tem impOrtância estratégica para a cOmpanhia. a atuaçãO nO setOr, sOb a respOn- sabilidade da subsidiária petrObras química s.a. (petrOquisa), vem sendO expandida seletivamente, para a prOduçãO de insumOs básicOs e resinas ter- mOplásticas, em assOciaçãO cOm parceirOs. A Petroquisa, que teve a totalidade de suas ações incorpo- rada pela Petrobras em 2006, detém participação em todas as cen- trais petroquímicas do País, em indústrias de segunda geração e em outras, cujos produtos são estratégicos para a Petrobras, como o coque calcinado de petróleo e catalisador para craqueamento de petróleo. No ano, seu lucro líquido foi de R$ 133,5 milhões. O destaque entre as unidades a serem construídas é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em par- ceria com o grupo Ultra e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os estudos técnico-econômicos para instalação do projeto, nos municípios de Itaboraí e São Gonçalo, foram concluídos em março, com investimento pre- visto de US$ 8,3 bilhões. O complexo vai processar até 150 mil bpd de petróleo pesado, para a produção de matérias-primas da petroquímica e Pólo Petroquímico de campos elíseos, derivados. Serão produzidas anualmente 1,3 milhão de toneladas duque de caxias, rJ de eteno, 880 mil toneladas de propeno, 600 mil toneladas de 30 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | petroquímiCa 133,5 milhões Áreas de atuação dE rEAis dE lucro líquido EM 2006 benzeno e 700 mil toneladas de para-xileno e outros derivados de petróleo, principalmente coque. Além da unidade petroquímica básica (UPB), da central de utilidades e das unidades de segunda geração, o Comperj terá um centro de capacitação de empresas e trabalhadores e uma central de escoamento de produtos líquidos para terminais de carregamento na Baía de Guanabara. A entrada em operação está prevista para o início de 2012. As unidades de segunda geração utilizarão como matéria-prima os petroquímicos básicos produzidos na UPB e fabricarão por ano 880 mil toneladas de polietilenos, 850 mil toneladas de polipropi- leno, 500 mil toneladas de estireno, 600 mil toneladas de etilenoglicol e 600 mil toneladas de ácido tereftálico purificado (PTA). Outro importante empreendimento é a Petroquímica Paulínia S.A., associação entre a Petroquisa, com participação acionária de 40%, e a Braskem. A unidade industrial, no município de Paulínia (SP), vizinha à Refinaria de Paulínia (Replan), vai pro- duzir 300 mil toneladas por ano de polipropileno, usando o pro- peno fornecido por aquela refinaria e pela Refinaria Henrique Lage (Revap). Com licença ambiental desde o fim de 2006, a instalação da planta de produção está em andamento. A unidade, orçada em US$ 328 milhões, deverá entrar em operação em 2008. A Petrobras deu continuidade à avaliação técnico-econô- mica e ambiental do complexo acrílico integrado de Minas Gerais — empreendimento de US$ 540 milhões para a produção de 160 mil toneladas anuais de ácido acrílico cru e alguns de seus deri- vados. O complexo, pioneiro na América Latina, tem início de operações previsto para 2011. A Petroquisa deu seguimento ao projeto de instalação de uma unidade de ácido tereftálico purificado (PTA) em Pernambuco, com a criação da Companhia Petroquímica de Pernambuco — PetroquímicaSuape. A unidade industrial, com investimento de US$ 514 milhões, terá capacidade produtiva de 640 mil toneladas www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 31
  • | petroquímiCa Áreas de atuação por ano, com início da operação previsto para 2009. A matéria- O complexo Petroquímico do Rio de prima será o para-xileno, inicialmente importado e futuramente Janeiro é um dos mais importantes fornecido pelo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. projetos da Petrobras na área Na cadeia produtiva que será criada pelas atividades petroquímica. com investimentos de da PetroquímicaSuape, parte do PTA será a matéria-prima da uS$ 8,3 bilhões, o complexo produzirá Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), empresa matérias-primas da petroquímica e constituída em 2006, com participação de 40% da Petroquisa, derivados a partir do petróleo pesado. com vistas à instalação de uma planta industrial de fios de poli- éster (POY). A unidade, orçada em US$ 273 milhões, produzirá 215 mil toneladas anuais do produto, com entrada em operação programada para 2009. + ParticiPações societárias da Petroquisa Capital Capital Empresa Produto Votante (%) Total (%) Braskem S.A. Petroquímicos básicos, intermediários e finais 9,8 8,3 Copesul - Companhia Petroquímica do Sul Petroquímicos básicos 15,6 15,6 Petroquímica União S.A. Petroquímicos básicos 17,5 17,4 Riopol - Rio Polímeros S.A. Polietilenos, eteno e propeno 16,7 16,7 Metanor S.A. Metanol do Nordeste Metanol e derivados 49,5 34,3 Deten Química S.A. Linear alquilbenzeno e linear alquibenzeno sulfonado 28,6 27,7 Fábrica Carioca de Catalisadores S.A. Catalisadores 50,0 50,0 Petrocoque S.A. Indústria e Comércio Coque calcinado de petróleo 40,0 40,0 Polietileno de baixa densidade, copolímero de Petroquímica Triunfo S.A. 70,5 85,0 eteno e acetato de vinila (EVA) Petroquímica Paulínia S.A. Polipropileno 40,0 40,0 Companhia Petroquímica de Pernambuco - PTA - Ácido tereftálico purificado 50,0 50,0 Petroquímica Suape Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco - Citepe POY - Filamentos de poliéster 40,0 40,0 Nitroclor Produtos Químicos Ltda. Em processo de encerramento das atividades 38,8 38,8 32 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Produção de uréia na Fábrica de Fertilizantes nitrogenados (Fafen), | petroquímiCa Laranjeiras, se Áreas de atuação invEstiMEntos nAs PlAntAs dE fErtilizAntEs ExPAndEM Produção A Petrobras deu continuidade à modernização das plantas de produção de fertilizantes e ao desenvolvimento de novos projetos para aumentar a produção de nitrogenados, mantendo a estratégia de expandir a atuação no segmento. Em 2006, as vendas de amônia e uréia geraram receita bruta de US$ 350 milhões para a Companhia — um acréscimo de 6% em relação ao ano anterior. As fábricas de fertilizantes, situadas na Bahia e em Sergipe, receberam investimentos de R$ 92 milhões em projetos de melhoria da confiabilidade operacional, logís- tica, qualidade de produtos e Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). Em Sergipe, a conclusão do novo armazém de uréia, com capacidade para 30 mil toneladas, dobrou a capacidade de armazenamento da unidade, dando maior flexibilidade às operações logísticas. As duas fábricas comercializaram 213 mil toneladas de amônia no mercado interno, no quinto ano consecutivo de crescimento das vendas. No segmento de uréia usada como fertilizante, a Petrobras manteve a liderança no mercado nacional, com vendas de 710 mil toneladas em 2006. Como resultado dos investimentos em confiabili- dade, a fábrica da Bahia teve a maior produção dos últimos sete anos: 285 mil toneladas. A Companhia vai ativar na fábrica de Sergipe, em 2007, uma nova unidade de granulação de uréia, que produzirá 600 toneladas por dia. Com o objetivo de substituir impor- tações de fertilizantes nitrogenados, a Petrobras deu anda- mento ao projeto conceitual de uma nova planta industrial — a UFN-3 —, que usará o gás natural como matéria-prima. O investimento estimado é de US$ 822 milhões, e a unidade deverá produzir 1 milhão de toneladas de uréia e 760 mil toneladas de amônia por ano, a partir de 2012. Outro projeto em estudo é o de uma planta industrial de ácido nítrico na fábrica da Bahia, para produção de 120 mil toneladas anuais, destinadas ao Pólo Petroquímico de Camaçari, com início previsto para 2009. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 33
  • Áreas de atuação tRANSPORtE Logística gera vantagens competitivas nO transpOrte e armazenamentO de petróleO, derivadOs, álcOOl e gás natural, a petrObras atua pOr meiO da subsidiária integral petrObras transpOrte s.a. (transpetrO), que Opera 53 naviOs, 44 terminais e 9.958 quilômetrOs de dutOs. a empresa desempenha papel estratégicO, pOis dis- põe de sOluções integradas de lOgística e de fle- xibilidade OperaciOnal que prOpOrciOnam vanta- gens cOmpetitivas à cOmpanhia. Frota de 46 PetroLeiros Maior armador da América do Sul, com 2,6 milhões de toneladas de porte bruto (tpb), a Transpetro possui frota de 46 petroleiros e afreta os demais de terceiros, a casco nu. Em 2006, nessa modali- dade, foram contratados o Navion Stavanger (Suezmax) e mais duas embarcações, que serão recebidas em 2007. Uma unidade flutuante de transferência e estocagem (FSO) e um navio de apoio e manuseio de âncoras, do tipo AHTS, também fazem parte da frota. As atividades da Transpetro possuem elevada confiabili- dade, unindo qualidade, preços competitivos e excelência em Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS). As embarcações são inspecionadas periodicamente pelo Programa Navio 1000, que avalia a gestão, as condições operacionais e a segurança da frota, terminal aquaviário de acordo com normas internacionais. de ilha d’Água – Baía de Guanabara, rJ Como parte da estratégia de ampliar a prestação de servi- ços à Petrobras, em linha com o aumento da produção nacio- 34 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | transporte 350 MédiA MEnsAl dE Áreas de atuação navios EM oPErAção nos tErMinAis nal de petróleo, a Transpetro deu continuidade ao Programa de ção das existentes, a construção de 500 quilômetros de dutos e Modernização e Expansão da Frota em 2006. Na primeira fase, a desativação de 110 quilômetros de faixas e de 280 quilômetros vencida a etapa de licitação, 26 navios estão encomendados a de dutos na Grande São Paulo. O terminal de Guararema será estaleiros com atividades no País. Na segunda fase do programa, ampliado, e um novo será erguido em Mauá. Nas obras, serão serão construídos mais 16 petroleiros. abertos 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Os primeiros 26 navios, em 5 lotes de licitações, somam A empresa finaliza estudos para a implantação do Corredor investimento de US$ 2,5 bilhões. São 10 navios do tipo Suezmax; de Exportação de Etanol, que elevará o potencial de movimen- 5 Aframax; 4 Panamax; 4 de derivados e 3 gaseiros. Nas negocia- tação de álcool do atual 1,2 milhão de m3/ano para 4 milhões de ções com os estaleiros, a empresa conseguiu reduzir em 14% o m3/ano em 2010. Os três primeiros projetos – parte do plano de valor inicial e obteve preço médio semelhante ao que teria pago investimento de US$ 600 milhões em seis anos – vão ligar por no exterior. A construção no Brasil contribui para a retomada da dutos a Replan a Guararema e ao Triângulo Mineiro, passando indústria naval de grande porte, desenvolvendo um novo pólo de por Ribeirão Preto, e estabelecer a integração com a Hidrovia fornecedores para a Petrobras. Tietê–Paraná, ligando o Centro-Oeste a São Paulo. O Programa Transpetro Etanol vem despertando em outros terminais e oLeodutos países o interesse pela experiência brasileira com o transporte de Como operadora da maioria dos oleodutos, terminais terrestres e álcool, abrindo oportunidades para o desenvolvimento de parce- aquaviários da Petrobras, a Transpetro movimentou 654 milhões rias na América Latina, Estados Unidos, Europa, África e Ásia. Em de m3 de petróleo, derivados e álcool em 2006. Nos terminais 2006, mais de 80 mil m3 foram exportados para a Venezuela, em aquaviários, a média mensal foi de 350 navios em operação. cumprimento a acordo bilateral. A rede operada pela Transpetro é composta por 7 mil quilô- Outra iniciativa é o Programa de Tratamento de Água de metros de oleodutos e polidutos. Os 44 terminais têm capacidade Formação, que oferece resposta logística ao aumento da quanti- para armazenar 65 milhões de barris (10,3 milhões de m3). dade de água produzida pelos campos da Petrobras, em conseqüên- Para modernizar e ampliar a rede, ajustando-a às necessida- cia do incremento da produção associado ao amadurecimento dos des futuras da Petrobras e do País, a empresa está empreendendo reservatórios e aos métodos de recuperação de petróleo. Na área de várias iniciativas. Uma delas é o Plano Diretor de Dutos em São tancagem, a fim de eliminar gargalos logísticos, a Transpetro está Paulo, que abrange 27 municípios e prevê novo desenho para a elevando em 500 mil m3 a sua capacidade de armazenamento. + malha, afastando-a das regiões de alta densidade populacional, com aumento da segurança das operações. A nova infra-estrutura logística estará integrada à expansão da petroquímica, da geração termelétrica, da capacidade de refino e da oferta de gás natural. Com investimentos previstos em mais de R$ 2 bilhões, o plano inclui a implantação de novas faixas de dutos e a amplia- www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 35
  • | transporte Áreas de atuação gás nAturAl: MAis gAsodutos EM 2007 No segmento de gás natural, a Transpetro movimentou a média diária de 34 milhões de m3 em 2006. Além de ampliar o sistema, com a incorporação de dois novos pon- tos de entrega e um novo gasoduto (Dow–Camaçari), a empresa transferiu a operação das malhas Espírito Santo e Bahia para o Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO), que passou a controlar todos os gasodutos de forma remota. A empresa se prepara para incorporar ao sistema, em 2007, 1,8 mil quilômetros de gasodutos, em fase de construção. Mais 1,6 mil quilômetros, em projeto, deverão entrar em operação entre 2008 e 2011, quando a movimen- tação de gás natural da Transpetro chegará à marca dos 100 milhões de m3 por dia, incluído o gás natural liquefeito (GNL) importado. O Terminal de Cabiúnas (RJ), o maior pólo de proces- samento de gás natural do Brasil, também terá sua capaci- dade expandida em 2007, passando dos atuais 14,9 milhões de m3/dia para 17 milhões de m3. Dois novos projetos em terminal almirante andamento no pólo vão elevar a capacidade de processa- maximiano Fonseca, mento para 22,4 milhões de m3 diários. angra dos reis, rJ 36 | relatório anual 2006 | petrobras
  • A Petrobras no território nacional www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 37
  • Áreas de atuação DIStRIbuIçãO maior rede de postos do País a cOmpanhia atua na distribuiçãO de cOmbustíveis pOr meiO da subsidiária petrObras distribuidOra, líder de mercadO, cOm a maiOr rede de pOstOs de serviçOs dO país. dOs 5.870 pOstOs petrObras lOcali- zadOs em tOdas as regiões dO territóriO brasileirO, 638 pertencem à empresa e 5.232 sãO de revendedOres que Operam cOm a marca petrObras. A receita da Petrobras Distribuidora com produtos e servi- ços foi de R$ 47,1 bilhões em 2006 — um aumento de 8,0% em relação ao ano anterior —, decorrente da expansão das vendas, que bateram recorde histórico em outubro. A participação no mercado de distribuição alcançou 33,6% — ficando 0,2 pontos percentuais abaixo do registrado em 2005, devido à forte concor- rência em 2006. No segundo semestre, a Petrobras Distribuidora conseguiu recuperar mercado e apresentou no mês de dezembro uma participação global de 34,9%. A Petrobras Distribuidora detém a liderança também na venda de gás natural veicular (GNV). Sua participação no mercado foi de 23,7% em 2006, com oferta do produto em 355 postos. No mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), atuando por meio da Liquigás Distribuidora, a Petrobras tem participação de 21,7% — uma queda de 0,1% em relação a 2005. A ampliação da oferta do biodiesel foi um dos diferenciais da rede em 2006. Em linha com a estratégia de manter-se como bandeira preferida dos consumidores, agregando valor ao Sistema Petrobras, a distribuidora levou o produto a 3.740 postos em todo Posto Petrobras, rio de Janeiro, rJ o País. Até junho de 2007, o biodiesel deverá ser oferecido em toda a rede. 38 | relatório anual 2006 | petrobras
  • 47,1 | distribuição bilhões de dólares: receita da Petrobras Áreas de atuação Distribuidora com produtos e serviços A chegada do biodiesel às bombas reforçou a associação rede de Postos ativos unidades da Petrobras Distribuidora a valores como inovação, qualidade total 5.870 e responsabilidade socioambiental. Em 2006, foram lançados Urbanos 4.560 também o Diesel Podium, com baixo teor de enxofre; a linha Rodoviários 1.282 Evolua, de produtos para limpeza e conservação; e novos lubri- Marítimos 28 ficantes. A distribuidora investiu na ampliação e modernização Postos próprios 638 dos postos, adequando-os aos requisitos de segurança e prote- Postos de terceiros 5.232 ção do meio ambiente. Lojas de conveniência 740 Para aumentar a satisfação dos consumidores, a Petrobras Distribuidora expandiu projetos como o Cartão Petrobras, realizou Postos com Gnv 355 promoções e qualificou frentistas, com o programa Capacidade Máxima. No relacionamento com revendedores e consumidores finais, a empresa promoveu visitas regulares de assessores comer- MErcAdo dE distriBuição dE coMBustívEl ciais e encontros periódicos para apresentação de estratégias e planos, além de manter em circulação o Jornal do Revendedor. No mercado de consumidores diretos, a participação glo- 30% bal da Petrobras Distribuidora é de 45,5%, com destaque para a presença nos ramos de produtos de aviação (53,5%), de asfalto (29,4%) e de transporte rodoviário retalhista (40,4%). A empresa 20% desenvolveu, em 2006, novos serviços para a fidelização de clien- tes do ramo de transportes. A Petrobras Distribuidora vem investindo, desde 2005, em 10% adaptação das instalações da rede de distribuição – a maior do Brasil – para as operações com o biodiesel. As 56 bases e terminais estrategicamente localizados asseguram ampla capilaridade para 0 a colocação dos produtos Petrobras. A rede também permite inte- Petrobras Ipiranga Shell Esso Texaco Outras grar soluções de transporte e estocagem com qualidade de servi- distribuidora ços, proporcionando vantagens em relação à concorrência. + 2002 2005 2003 2006 2004 www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 39
  • Áreas de atuação GÁS NAtuRAL alta do consumo reflete qualidade do produto O mercadO de gás natural cOntinuOu em expan- sãO, cOm a cOmercializaçãO média de 38,7 milhões de m3/dia às distribuidOras em 2006 – 7% a mais que nO anO anteriOr. O aumentO dO cOnsumO é mOvidO pOr fatOres cOmO a ampliaçãO da infra-estrutura lOgística, a incOrpOraçãO de nOvOs cOnsumidOres de grande pOrte aO mercadO e a fOrte expansãO da frOta a gás natural veicular (gnv). esse aumentO reflete O recOnhecimentO crescente das qualida- des tecnOlógicas, OperaciOnais, ambientais e ecO- nômicas dO prOdutO pOr parte dOs cOnsumidOres. Para o atendimento da demanda, em reforço à produção nacional, a Petrobras importou, em média, 24,7 milhões de m3/dia do produto – um acréscimo de 9% sobre o volume de 2005. Seguindo sua estratégia de desenvolver e consolidar o mercado, a Petrobras deu partida no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás). A oferta de gás nacional no Sudeste será elevada em duas etapas – na primeira, até 2008, dos atuais 15,8 milhões de m3/dia para 40 milhões de m3/dia; na segunda, até 2010, o volume chegará a 55 milhões de m3/dia. Para garantir a expansão do consumo no País de forma sus- tentada, a Petrobras prepara-se para entrar como importadora no mercado global de gás natural liquefeito (GNL). A Companhia Ônibus movido instalará dois terminais flutuantes de regaseificação, no Ceará e a gás natural, são caetano no Rio de Janeiro, com capacidade de 7 e 14 milhões de m3/dia, do sul, sP respectivamente. 40 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | Gás natural coMErciAlizAção MédiA dE 38,7 Áreas de atuação milhões dE MEtros cúBicos Por diA transPorte A implantação da Rede Básica de Transporte de Gás Natural (RBTGN) teve continuidade em 2006. A estruturação de um sistema flexível, seguro e competitivo de abastecimento – um conjunto de gasodutos interligados de Fortaleza a Porto Alegre e de São Paulo à Bolívia – está alinhada ao desenvolvimento da produção da Bacia de Campos e da exploração de blocos offshore da Companhia, criando condições para o escoamento imediato de novas descobertas. Um dos principais projetos em andamento para o estabe- lecimento da RBTGN é o Gasoduto de Interligação Nordeste Sudeste (Gasene) – formado pelos trechos Cabiúnas–Vitória (Gascav), Cacimbas–Vitória e Cacimbas–Catu (Gascac). Em 2006, a Petrobras fechou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) duas operações de financiamento, no total de R$ 1,36 bilhão, para a sociedade de propósito específico Transportadora Gasene S.A., responsável pelo projeto. O trecho em território capixaba (Cacimbas–Vitória), com 131 quilômetros, vai entrar em operação no início de 2007. No tre- cho que liga o Rio de Janeiro ao Espírito Santo (Cabiúnas–Vitória), as obras foram iniciadas em junho, com término previsto para outubro de 2007. O trecho Cacimbas–Catu, entre o Espírito Santo e a Bahia, está na fase de licitação e deve ser concluído no segundo semestre de 2009. Na Região Norte, a construção do Gasoduto Urucu–Manaus iniciada em junho, com 670 quilômetros, tem conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2008. No Nordeste, entraram em ope- ração os gasodutos Atalaia–Itaporanga, em Sergipe, e Dow–Aratu– Camaçari, na Bahia. Mais três – Carmópolis–Pilar, entre Sergipe e Alagoas, Itaporanga–Carmópolis (SE) e Catu–Itaporanga, ligando a Bahia a Sergipe – deverão iniciar as operações em 2008. + www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 41
  • Áreas de atuação ENERGIA Geração térmica Duas usinas termelétricas estão sendo construídas – Termoaçu (RN) e Cubatão (SP) –, com projetos de co-geração em amplia integração sinergia com as atividades da Petrobras nessas regiões. Também estão em andamento os projetos de fechamento de ciclo e con- a petrObras ampliOu a participaçãO nO segmentO versão de termelétricas a bicombustível (gás natural e diesel), de termeletricidade, guiada pela estratégia de para garantir maior eficiência e confiabilidade do suprimento de cOnsOlidar-se cOmO empresa integrada de ener- combustível para as usinas. + gia. a cOmpanhia está presente em tOda a cadeia prOdutiva da geraçãO térmica, além de participar na cOmercializaçãO. No leilão de energia nova realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em outubro, a Petrobras vendeu 205 MW disponibilizados por suas usinas. O resultado do leilão significou para a Companhia uma receita fixa de R$ 103 milhões/ano, pelo prazo de 15 anos, a partir de 2011. Em 2006, a Petrobras completou a aquisição das usinas mer- 855 milhões chant, com a compra da UTE Mário Lago (ex-Macaé Merchant). A incorporação, que se soma à compra da MPX Termoceará e da Eletrobolt, encerra controvérsias judiciais em torno dos contratos de consórcio firmados em 2001 e 2002. A Companhia era obri- gada a fazer pagamentos contingenciais referentes a impostos, dE litros Por Ano: taxas, tarifas, custos de operação, manutenção e investimento nas MEtA dE Produção situações em que as usinas não obtivessem receitas suficientes. dE BiodiEsEl As aquisições reduziram despesas e garantiram o recebimento integral das receitas da geração de energia, em consonância com as diretrizes da Petrobras para o setor elétrico. A Petrobras adquiriu também a UTE Bahia I (31 MW), termelétrica a óleo combustível, para servir como reserva de geração. Com o mesmo objetivo, firmou contrato de locação e prestação de serviço com a UEG Araucária (428 MW), que tam- bém permite uma alocação eficiente do gás natural, devido a seu ciclo combinado. 42 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | enerGia Áreas de atuação agricultora em plantação de pinhão-manso do projeto molhar a terra – ceará mirim, rn EnErgiAs rEnovávEis: EM BuscA dA lidErAnçA Conquistar a liderança na produção nacional de biodiesel e do País, em parceria com diferentes investidores, desde grandes expandir os negócios com o etanol tornaram-se prioridade para grupos econômicos até cooperativas de trabalhadores rurais. a Petrobras. Em linha com essa estratégia, a Companhia desen- O biodiesel diminui as emissões de gases de efeito estufa, volveu várias ações na área de energias renováveis com vistas às enxofre e material particulado, melhorando o desempenho dos metas arrojadas do Plano de Negócios 2007-2011 – período em motores. Além das vantagens ambientais e sociais, em sintonia que serão investidos US$ 700 milhões em fontes renováveis. com o uso crescente de fontes sustentáveis de energia, o produto A geração de eletricidade através de usinas eólicas e PCH vai apressar o fim das importações de diesel. (pequenas centrais hidrelétricas) complementa o posiciona- etanoL. Nos negócios com o etanol, a estratégia foi atuar na mento da Petrobras em energias renováveis. Pelas metas defi- exportação visando à abertura de novos mercados e ao estabele- nidas em 2006, a Companhia chegará a 2011 com produção de cimento de relações de longo prazo com os clientes, em sinergia 855 milhões de litros de biodiesel, exportação de 3,5 bilhões crescente com a área Internacional da Petrobras. Em 2006, o lucro de litros de etanol e geração de 240 MW de energia elétrica com as vendas externas de etanol superou US$ 14 milhões. O por fonte renovável. volume comercializado, acima de 80 milhões de litros, consolidou BiodieseL. Para assumir a liderança nacional em biodiesel, o corredor logístico de exportação de etanol da região Centro-Sul fortalecendo-se como empresa integrada de energia, a Petrobras pelo Terminal Marítimo da Ilha d’Água, via Refinaria de Paulínia. lançou-se à atividade de produção em 2006, dando início à cons- A preocupação com o desequilíbrio entre a oferta e a trução de três usinas. As unidades, que somam investimentos de demanda crescente pelo produto no mercado, nos primei- R$ 227 milhões, em Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá ros meses do ano, levou a Companhia, a partir de uma visão (CE), terão capacidade para produzir cerca de 57 milhões de litros responsável e comprometida com o abastecimento nacional, a de biodiesel por ano e serão inauguradas até o fim de 2007. optar por exportar o etanol apenas no segundo semestre, após Os empreendimentos vão ao encontro do Programa Nacional a estabilização do suprimento da demanda interna, o que fez de Produção e Uso do Biodiesel. A partir de janeiro de 2008, será com que o volume efetivamente exportado fosse inferior ao compulsória a adição do produto ao diesel de petróleo, na propor- inicialmente previsto para o ano. ção de 2%. Para a aquisição de insumos – soja, algodão, mamona Para estimular a consolidação do mercado internacional e dendê, além de gordura animal –, a Companhia firma parcerias de etanol, a Petrobras ingressou na diretoria da recém-criada com entidades de pequenos agricultores, valendo-se dos benefí- International Ethanol Trading Association (Ietha) e criou a cios fiscais do Selo Combustível Social, concedido a indústrias de joint-venture Brazil-Japan Ethanol (BJE), sediada em Tóquio, biodiesel que geram trabalho e renda na agricultura familiar. voltada ao desenvolvimento do mercado japonês do produto. A meta da Petrobras é produzir 855 milhões de litros de A Companhia também firmou entendimentos com o Central biodiesel por ano até 2011. Para alcançar essa produção a Energy Fund (CEF), da África do Sul, e com a Mitsui, do Japão, Companhia analisa cerca de 15 outros projetos em várias regiões para a exportação de etanol. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 43
  • “A Petrobras se preocupa bastante com aGustina HuLJicH saúde, com segurança e com o meio ambiente, orientando suas ações nesse área de qualidade, segurança, Meio Ambiente e saúde, Petroquímica sentido. é uma empresa que ajuda a Puerto general san Martin, Argentina melhorar a qualidade de vida tanto de Visão de Futuro: Espero continuar aprendendo para aplicar seus funcionários quanto da população.” cada vez mais meus conhecimentos como engenheira ambiental. 44 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Expansão Internacional américa do Sul 50 américa do norte 53 África 54 ÁSia 55 Presente em 19 países, a Petrobras se consolida como empresa integrada de energia com atuação internacional e liderança na América Latina. A Companhia participa de toda a cadeia de operações da indústria de petróleo, gás natural e energia elétrica no continente, ao mesmo tempo em que amplia a participação em empreendimentos na América do Norte, África e Ásia. Serão destinados para investimentos no exterior US$ 12,1 bilhões (14%) do total de recursos previstos no Plano de Negócios 2007-2011 — 65% deles na América Latina, oeste da África e Golfo do México, regiões prioritárias para a expansão da Petrobras. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 45
  • Expansão Internacional Novos negócios no mercado externo As AtividAdes dA ÁreA de Negócio iNterNAcioNAl AbrANgem A explorAção e produção de petróleo e gÁs em 16 pAíses — ArgeNtiNA, bolíviA, colômbiA, equAdor , peru, veNezuel A , méxico, estAdos uNidos, ANgolA, guiNé equAtoriAl, moçAmbique, NigériA, tANzâNiA, irã, líbiA e turquiA. A petrobrAs deseNvolve AiNdA outrAs AtividAdes do setor de eNergiA, eNtre elAs, refiNo e distribuição, Além de mANter escritórios de represeNtAção em pAí- ses estrAtégicos. A estratégia traçada com vistas ao crescimento no exterior prevê o fortalecimento das atividades da Companhia nos países onde já atua, como a Argentina, e abre frentes de negócios em outros mercados, como o de refino nos Estados Unidos. Nas áreas de Exploração e Produção, as regiões prioritárias são o Golfo do México e a África, onde a Petrobras se prepara para produzir petró- leo em águas profundas e ultraprofundas no Delta do Rio Níger, na Nigéria, e abre oportunidades em regiões de novas fronteiras explo- ratórias, como as águas ultraprofundas do litoral da Tanzânia. No refino internacional, a meta é expandir a atuação com investimentos de ampliação e conversão na refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e a prospecção de novas refinarias no exte- rior. O objetivo é agregar valor ao petróleo pesado produzido pela Companhia, oferecendo um mix de produtos mais valorizados no mercado e de melhor qualidade. Para isso, os investimentos serão concentrados na adoção de tecnologias para capacitar uni- Fábrica de Fertilizantes em Campana, dades de refino originalmente construídas para petróleo leve a Província de Buenos Aires, Argentina processar cargas pesadas. 46 | relatório anual 2006 | petrobraS
  • 1,27 Expansão Internacional bilhão de boe de reservas provadas internacionais em 2006 reservas provadas internacionais de evolução das reservas provadas óleo, lgn, condensado e gás natural (critério sPE – milhõEs dE boE) (critério sPE – milhõEs dE boE) 2006 1.240 30 1.270 2006 657 613 1.270 89 2005 955 726 1.681 352 2004 1.007 865 1.872 2005 1.681 2003 1.013 891 1.904 Reservas remanescentes de 2005 2002 320 803 1.123 Apropriações Produção em 2006 Revisões contratuais, etc. Óleo, LGN e condensado Gás natural produção internacional de óleo, lgn, custos internacionais condensado e gás natural (mil boE) (us$/barril) meta meta 2011 383 185 568 2011 1,80 2006 142 101 243 2006 3,36 1,73 2005 163 96 259 2005 2,90 1,30 2004 169 94 263 2,60 2004 1,09 2003 161 85 246 2003 2,46 1,17 2002 58 2,08 2002 35 23 0,94 Óleo, LGN e condensado Gás natural Extração Refino www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 47
  • A Petrobras no mundo inglaterra EUA líbia méxico venezuela nigéria colômbia guiné equatorial equador peru angola Exploração e produção bolívia Refino chile paraguai Gás argentina Petroquímica uruguai Energia elétrica Distribuição Escritório de representação 48 | relatório anual 2006 | petrobraS
  • Expansão Internacional turquia irã japão china cingapura tanzânia moçambique reservas provadas internacionais de reservas provadas internacionais óleo e condensado por país (critério sPE) de gás natural por país (critério sPE) 10% 1,1% Angola 1,5% 2,1% Argentina 5,2% 12% 27,1% 22% Bolívia Colômbia 7,4% Argentina Equador Bolívia 6,4% EUA 25,6% EUA Nigéria 64,1% 11,7% Peru 3,8% Peru Venezuela Venezuela www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 49
  • 492 postos com a Expansão Internacional bandeira Petrobras na Argentina AmérICA do sul eletricidade do país. A Companhia detém 34% do capital da Cia. ArgeNtINA Com atuação de empresa integrada de energia, a Mega, que opera com derivados e serviços de logística. Em 2006, Petrobras está presente em toda a cadeia de valor do petróleo e do a empresa comercializou 1 milhão 433 mil toneladas de etano, gás natural e na geração de eletricidade. Sua produção em 2006 propano, butano e gasolina natural. — a maior da Companhia no exterior — atingiu a média de 62,1 mil bpd de óleo e LGN e de 45,8 mil boed de gás natural, totali- BolívIA A produção boliviana de gás natural para exportação é zando 107,9 mil boed. A Companhia operou e participou em 17 fundamental para sustentar o crescimento do consumo no Brasil, que blocos em produção e em 10 na fase exploratória, e marcou sua em 2006 importou 24,7 milhões de m3/dia. Do total exportado pelo entrada na exploração de águas profundas no mar da Argentina. país, a Petrobras comercializou 7,27 milhões de m3/dia — 23,4%. O custo de extração foi de US$ 4,4 por boe. Em 2006, como resultado da Lei dos Hidrocarbonetos, insti- Na petroquímica e fertilizantes, a Petrobras possui as uni- tuída no ano anterior, a nacionalização de ativos impôs mudanças dades de Puerto General San Martin, Zarate e Campana, detendo significativas no setor, com impactos tributários, operacionais e também participação de 40% na Petroquímica Cuyo. As operações financeiros. Mesmo após a regulamentação dos novos marcos na Argentina se ramificam até o estado brasileiro do Rio Grande do legais, criados pelo decreto de nacionalização, assinado em maio Sul, onde a Companhia controla a Innova, fabricante de produtos de 2006, a Petrobras continua sendo a maior empresa de petróleo como estireno, poliestireno e UAN. e gás natural da Bolívia, tendo contribuído, no ano, com 22% da A Petrobras atua na distribuição de derivados com 719 receita tributária nacional. estações de serviço. A rede, que comercializou 48 mil bpd de O decreto condicionou a permanência das empresas no país combustíveis e lubrificantes em 2006, detém participação de à assinatura de novos contratos. Nas negociações com o governo 13,8% no mercado de gasolinas e diesel, e 11,1% no mercado sobre a atividade de Exploração e Produção, a Petrobras alcançou de lubrificantes. O número de estações da rede com a bandeira os seguintes entendimentos: assinatura de contratos de produção Petrobras foi ampliado de 457 para 492 no ano. Com o aumento compartilhada e não de prestação de serviço; execução de todas da presença da marca, as vendas cresceram, em média, 2,7%. A as operações petroleiras por sua conta e risco; pagamento dos Companhia mantém a participação de 50% da holding controla- royalties e outras participações governamentais, a ser feita pela dora da Transportadora de Gás Del Sur (TGS), que possui a maior YPFB como agregadora da produção, somando cerca de 80% da rede de gasodutos do país. receita; e recebimento de uma retribuição da YPFB, definida em Na geração de energia elétrica, a Petrobras exerce o con- função de recuperação de custos, preços, volumes e investimen- trole integral da Termelétrica Genelba, que utiliza gás natural, tos, após o pagamento dos impostos devidos. e da Hidrelétrica de Pichi Picún Leufú. A Companhia participa, Além disso, a Petrobras mantém a responsabilidade pelas também, da Edesur (27,3%), distribuidora na região central de operações dos blocos San Alberto, Rio Hondo, Ingre e Irenda, a Buenos Aires. A Petrobras está negociando a venda da participação propriedade de seus ativos e o direito às reservas a serem contabi- acionária na Transener, a principal empresa de transmissão de lizadas pela Companhia. Os contratos, ainda sujeitos à aprovação 50 | relatório anual 2006 | petrobraS
  • Planta de gás natural em san Alberto, Bolívia Expansão Internacional do Congresso Nacional, terão validade de 30 anos. As novas regras reduziram a 49,9% a participação da Petrobras nas refinarias Gualberto Villaroel, em Cochabamba, e Guillermo Elder Bell, em Santa Cruz de La Sierra, que processam 39,9 mil bpd. As atividades de refino passaram a ser feitas como prestação de serviço. Ainda está em negociação com o governo boliviano o valor da indenização a ser paga à Petrobras. Na comercialização de derivados, a YPFB tornou-se o único distribuidor atacadista, tendo a Petrobras retirado totalmente a imagem EBR (Empresa Boliviana de Refinación) e mantendo atualmente apenas 26 postos de serviço com imagem Petrobras. Em relação ao gás natural, foi decidido, em fevereiro de 2007, que não haverá alteração de volumes ou na fórmula do preço de compra do gás natural da Bolívia prevista no atual contrato de compra e venda entre YPFB e Petrobras (GSA). A Companhia aceitou pagar à YPFB, a preços vigentes no mercado internacio- nal, pelas frações de hidrocarbonetos líquidos (etano, butano, propano e gasolina natural) presentes no gás natural efetivamente entregue que elevam seu poder calorífico para valores acima de 8.900 quilocalorias (kcal) por m3, equivalentes a 1.000 BTU por pé cúbico. A YPFB assegurará a manutenção do poder calorífico mínimo de 9.200 kcal/m3, e a Petrobras estudará a melhor forma de aproveitar no futuro estes componentes mais nobres do gás. No transporte, além de participar da GTB, operadora do trecho boliviano do Gasoduto Bolívia–Brasil, a Petrobras mantém a participação no gasoduto Yacuiba–Rio Grande (Transierra), como operadora, e no gasoduto San Marcos. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 51
  • Expansão Internacional ColômBIA Na área de Exploração e Produção, a Petrobras tem participação em 16 contratos — 7 de produção e 9 de exploração —, sendo operadora em 10. Em 2006, a produção média de óleo e LGN foi de 16.843 bpd, e a de gás natural, 6,25 mil m3/dia, totali- zando 16.880 boed. Destaca-se a presença da Companhia como operadora do bloco Tayrona, único offshore do país, em associa- ção com a Exxon e a estatal Ecopetrol. Após devolução contra- tual de 50%, o bloco ainda conta com uma área superior a 22 mil km2. Deverá ser perfurado o primeiro poço pioneiro em 2007. A Petrobras consorciou-se, ainda, à Ecopetrol, para a revitalização do campo de Tibu. O investimento, que elevará a produção de 2 mil bpd para 15 mil bpd, é estimado em US$ 500 milhões nos próximos seis anos, sendo que os associados têm a opção de sair do contrato ao final de um e dois anos, com um investimento, respectivamente, de US$ 20 milhões e US$ 40 milhões. ChIle A Petrobras prossegue na prospecção de oportunidades de negócios no país, por meio do escritório de representação aberto em Santiago em 2005. A Companhia comercializa no país o lubrificante Lubrax, com vendas de 848 m3 em 2006. equAdor A Petrobras, que opera em dois blocos, produziu 11,9 mil boed de petróleo e LGN no país. No início de 2007, a Companhia recebeu aprovação do governo para a venda de 40% da participação no bloco 18, em produção, e no bloco 31, em fase exploratória, à empresa Teikoku, do Japão. A Petrobras também negocia com o governo a aprovação do EIA para desen- volvimento do bloco 31. PArAguAI Em 2006, a Petrobras entrou no segmento de distri- Planta de gás em Campo buição de derivados. Atualmente, possui 131 estações de serviço e guando, Colômbia 45 lojas de conveniência. A rede tem vendas anuais de 317 mil m3 52 | relatório anual 2006 | petrobraS
  • No Texas, a Companhia detém 50% do controle acionário da refinaria de Pasadena e mantém estudos para a duplicação da capacidade de processamento, de 100 mil bpd e a instalação de unidades para o processamento de Expansão Internacional petróleos pesados. O investimento está estimado em US$ 2 bilhões. de produtos. Entre os ativos adquiridos, estão instalações para a produção de petróleo em cinco campos maduros, em terra, nas venda de GLP e comercialização de produtos para aviação. bacias de Oriente e Maracaibo. Peru A Companhia tem participação em seis blocos — um em AmérICA do Norte produção (Lote X), e os demais, em fase exploratória. Em 2006, estAdos uNIdos A Companhia detém participações em 302 a produção média de petróleo foi de 12,7 mil bpd e a de gás, 1,8 blocos no setor americano do Golfo do México, sendo a operadora mil boed, totalizando 14,6 mil boed. em 149 deles. No leilão de blocos promovido em setembro, foi a que arrematou o maior número de blocos — 34 –, com pagamento uruguAI A Petrobras ingressou na distribuição de derivados, de bônus de US$ 45 milhões. assumindo o controle de 89 estações de serviços, com vendas anu- A Petrobras iniciou, no extremo oeste do Golfo do México, o ais de 330 mil m3 de derivados, comercialização de produtos marí- trabalho exploratório para teste de novos conceitos geológicos. O timos, asfalto e produtos de aviação. A Companhia atua também na primeiro poço perfurado indicou a presença de gás natural, mas a distribuição de gás natural na Província de Montevidéu e no interior pequena espessura do reservatório não foi suficiente para viabilizar do país, com a comercialização total de 120 mil m3/dia de gás. a comercialidade. O resultado demonstrou, porém, a potenciali- dade da área, onde será perfurado pelo menos um poço em 2007. veNezuelA O novo marco legal da indústria de petróleo no A produção média da Petrobras no golfo foi de 4,0 mil boed, país instituiu um novo modelo contratual para as atividades das abaixo da previsão para o ano basicamente devido aos efeitos da empresas que operavam campos maduros na modalidade de con- temporada de furacões no final de 2005, com a produção retor- tratos de serviços. Assim, a partir de abril de 2006, os campos ope- nando ao nível normal apenas em agosto de 2006. rados por empresas privadas, nacionais e internacionais, naquele No segmento de águas ultraprofundas, a Companhia obteve país, nesta modalidade de contratos, passaram a ser operados por participação adicional nas descobertas de Cascade e Chinook, empresas mistas controladas pela Petróleos de Venezuela S.A. passando a ser a operadora dos dois projetos. A produção, com (PDVSA), com 60% de participação. A Petrobras, que operava os início previsto para 2009, vai utilizar um navio-plataforma Floating campos de Oritupano–Leona, Acema, Mata e La Concepción, Production, Storage and Offloading (FPSO). A aplicação de um pro- passou a integrar as correspondentes empresas mistas, com par- jeto deste tipo, que abrange novas tecnologias, é um marco na ticipações entre 22% e 36%. indústria do petróleo americana. A Companhia ainda opera o bloco Moruy II, de explora- Em águas profundas, no Quadrante Garden Banks, a Petrobras ção de gás natural, no Golfo da Venezuela. Além disso, estuda prosseguiu no desenvolvimento do campo de Cottonwood, no qual a associação à PDVSA para a produção de petróleo extrapesado assumiu o controle total, com a compra dos 20% de participação da em Carabobo I, na Faixa do Orinoco; e produção de gás natural associada. A produção foi iniciada em fevereiro de 2007. em Mariscal Sucre, no Caribe venezuelano. Os acordos incluem, Na Refinaria de Pasadena, no Texas, em que a Companhia também, estudos para a criação de uma empresa mista para a detém 50% do controle acionário, seguem os estudos para a dupli- www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 53
  • Expansão Internacional cação da capacidade de processamento, de 100 mil bpd, e a ins- campo serão feitos em 2007. talação de unidades para o processamento de petróleos pesados. Operadora do bloco OPL 324, no Golfo da Guiné, a Petrobras O investimento está estimado em US$ 2 bilhões. perfurou um poço de 6.091 metros em profundidade de água de 2.670 metros — novo recorde no Golfo da Guiné — , sem, entre- méxICo A Petrobras participa, em associação com a empresa tanto, descoberta de hidrocarbonetos. japonesa Teikoku e a mexicana Diasvaz, de dois contratos de servi- A Companhia ampliou a atuação no Golfo da Guiné, forta- ços múltiplos junto à Pemex, nos blocos Cuervito e Fronterizo. Os lecendo a presença em águas profundas do oeste africano. Tendo serviços prestados incluem as atividades de exploração, desenvol- como sócios a norueguesa Statoil e a nigeriana Ask Petroleum, vimento da produção e produção. A participação da Companhia a Petrobras é operadora do bloco OPL 315, com 45% de parti- em cada um desses contratos é de 45%. cipação. Estão em andamento os estudos para situar o bloco no Em 2006, foram perfurados 12 poços e foi obtida a certifica- contexto geológico regional, com vistas às primeiras perfurações ção do processo “desenvolvimento, infra-estrutura e manutenção exploratórias. nas operações de campos de produção de gás não-associado” Em apoio à utilização do álcool combustível (etanol) no país, segundo as normas ISO 14001 e OHSAS 18001. a Companhia deu continuidade às negociações com a Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC) para o fornecimento áFrICA do produto. Os entendimentos incluem a prestação de assistência NIgérIA Os projetos de Agbami e Akpo — campos gigantes técnica para a adição do produto à gasolina. no Delta do Níger — seguem em implantação, com início de atividades previsto para 2008. Em Agbami, a produção deverá ANgolA Com a participação em mais quatro contratos, a atingir 250 mil bpd, cabendo 37 mil bpd à Companhia. Akpo pro- Petrobras passou a deter seis ativos no país em 2006 — entre eles, o duzirá 185 mil bpd, sendo a parcela da Petrobras de 36 mil bpd. bloco 2 da Bacia do Baixo Congo, em que a Companhia produziu 5,4 A Companhia já investiu nos projetos US$ 930 milhões do total mil bpd. No bloco 34, apesar da ausência de petróleo em dois poços de US$ 1,9 bilhão previsto. perfurados, análises técnicas concluíram que há boas perspectivas No bloco OML 130, em que detém participação de 16%, a para horizontes geológicos mais profundos, o que resultou na pror- Petrobras foi ressarcida em US$ 354 milhões pela nigeriana South rogação do prazo exploratório e no planejamento da perfuração de Atlantic Petroleum (Sapetro), que vendeu sua parte (45%) à China mais um poço em 2007. A Petrobras é operadora nos novos blocos National Offshore Oil Company (CNOOC). O ressarcimento, exploratórios 6, 18/06 e 26, assumindo essa condição pela primeira previsto em contrato, corresponde a 50% dos investimentos fei- vez em Angola, e é associada no bloco 15/06. tos pela Companhia, que passou a ser responsável por 20% dos investimentos futuros. A existência de acumulações significativas guINé equAtorIAl A Petrobras estendeu por mais dois anos, de petróleo no bloco foi comprovada após a perfuração de quatro em negociação com o governo, o contrato de exploração no bloco L, poços no pólo de Egina. Os testes de viabilidade comercial do sem obrigação de perfuração de poço exploratório. 54 | relatório anual 2006 | petrobraS
  • Expansão Internacional escritório da Petrobras na Nigéria líBIA A Companhia prosseguiu nas atividades de exploração na turquIA A Petrobras está associada à estatal turca TPAO para a Área 18 do setor líbio no Mar Mediterrâneo. Associada à Oil Search exploração e produção em dois blocos com potencial de grandes Limited, de Papua Nova Guiné, a Petrobras é operadora, com reservas no Mar Negro — o bloco Kirklarelli, na parte oeste do participação de 70% e possui contrato de partilha de produção setor turco do Mar Negro, em lâmina d’água de 1.200 metros; e o com a estatal National Oil Company (NOC). Em caso de sucesso Sinop, a leste, a 2.200 metros de profundidade. + exploratório, a NOC assumirá 51% dos investimentos. tANzâNIA A Petrobras concluiu o processamento sísmico dos blocos 5 e 6 em águas ultraprofundas da Bacia de Máfia, após ter assinado, em dezembro, o contrato do bloco 6. A Companhia detém direitos integrais sobre os blocos e, dependendo da inter- pretação sísmica e da avaliação técnico-econômica, poderá asso- ciar-se a parceiros, atuando como operadora. A presença da Companhia na Tanzânia reforça seu posi- cionamento na fronteira exploratória da costa leste da África. A Petrobras tem 20,2 mil km 2 em águas ultraprofundas sob concessão e operação integral no país. moçAmBIque A Petrobras adquiriu 17% da participação no 17% de PArtICIPAção bloco Zambezi Delta, na área offshore de Moçambique, na primeira adquiridos pela petrobras no oportunidade de investimento naquele país africano. Os compro- bloco Zambezi delta, missos assumidos prevêem aquisição sísmica 2D e perfuração de em moçambique, no primeiro um poço em 2007. A efetiva entrada da Companhia no consórcio investimento naquele país africano. ainda aguarda autorização do governo local, que deverá ser con- cedida em 2007. ásIA Irã A Petrobras iniciou, em novembro, a perfuração do primeiro 6.091 metros de extensão tem o poço perfurado de dois poços exploratórios no bloco Tusan, em águas rasas do pela petrobras no Golfo da Guiné a sul do Golfo Pérsico. A Companhia é operadora com 100% de 2.670 metros de profundidade de água. participação, de acordo com contrato firmado em 2004 com a um reCorde loCAl iraniana National Iranian Oil Company (Nioc). www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 55
  • “toda pessoa deveria ter informação sobre a preservação do meio ambiente FáBIo lugAto de souzA desde pequena, na escola. Hoje, esse é o maior problema ambiental. a operador de equipamentos do centro de defesa ambiental da baía de guanabara vIsão de Futuro: meu futuro já está petrobras investe pesado em tecnologia e na proteção do meio ambiente.” traçado: vou dar uma vida melhor à minha filha de 10 anos. 56 | relatório anual 2006 | petrobraS
  • Responsabilidade Social e ambiental 58 Índices de sustentabilidade recursos Humanos60 segurança, meio ambiente e saúde 65 patrocÍnios 72 A Petrobras manteve e ampliou seu compromisso com a redução das desigualdades sociais, a preservação do meio ambiente e a ecoeficiência. Pioneira na adesão voluntária ao acordo global na América Latina, em 2003, a Companhia avançou no alinhamento aos dez princípios do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 — que tratam de temas como direitos humanos, condições de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção — ao ingressar no Conselho do Pacto e assumir a vice-presidência da iniciativa no Brasil. No final do ano, outras conquistas marcaram a área de Responsabilidade Social e Ambiental: a entrada no Dow Jones Sustainability Index (DJSI) e no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE). Com o Dow Jones, a Petrobras passa a ser reconhecida como uma das 13 companhias mundiais de petróleo e gás e uma das seis empresas brasileiras mais sustentáveis. O ISE, além de reforçar o comprometimento da Companhia com a sustentabilidade, ampliou a parti- cipação da sua base de investidores para incluir os que valorizam também critérios de responsabilidade social e ambiental em suas aplicações. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 57
  • Responsabilidade Social e ambiental ÍNDICES DE SUStENtABILIDADE Pacto global, dow Jones (NY) e iSe (bovespa) Pelo desemPenho sócio e ambientalmente res- Ponsável, a Petrobras comPõe desde setembro o Índice dow Jones de sustentabilidade — Parâ- metro da bolsa de valores de nova York Para investidores que valorizam a resPonsabilidade social e ambiental. no brasil, desde dezembro, as ações da comPanhia fazem Parte do Índice de sustentabilidade emPresarial da bolsa de valores de são Paulo (ise). a inclusão nestes Índices é resul- tado do comPrometimento com valores como equilÍbrio ambiental, Justiça social, eficiência econômica e governança corPorativa. A Petrobras avançou no alinhamento aos dez princípios do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), que envol- vem temas como direitos humanos, condições de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Em 2006, ingressou no Conselho do Pacto e assumiu a vice-presidência da iniciativa no Brasil. Essas participações são conseqüência do pioneirismo da Companhia na adesão voluntária ao acordo global na América Latina, em 2003, movida pelos compromissos com a redução das desigualdades sociais, a preservação do meio ambiente e a ecoeficiência. A Diretoria Executiva aprovou, em dezembro, o apoio à Extractive Industry Transparency Initiative (Eiti), sendo que a Petrobras participa desde 2005 do Eiti International Advisory Group. Em janeiro de 2007, a Companhia passou a fazer parte do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), 58 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | Índices de sustentabilidade COM O ÍndiCe dOw JOnes A 13 PeTrOBrAs é uMA dAs Social e ambiental companhias MundiAis de PeTróleO e Gás MAis susTenTáveis coligação de 180 empresas internacionais que têm compromisso o robô ambiental híbrido Chico com o desenvolvimento sustentável. Mendes, desenvolvido pelo Laboratório de robótica do Cenpes, A atuação internacional foi ampliada também em outros faz o monitoramento ambiental da faixa amazônica onde será instalado o fóruns. A Petrobras entrou no comitê da ISO 26000 como repre- gasoduto Coari-Manaus sentante do Brasil, que lidera, com a Suécia, a elaboração da norma internacional de responsabilidade social, a ser lançada em 2008. Na Associação Regional de Empresas de Petróleo e Gás Natural na América Latina e Caribe (Arpel), em que já presidia o Comitê de Responsabilidade Social Corporativa, a Companhia passou a integrar o grupo de trabalho de Relações com Povos Indígenas. Outra conquista da Petrobras foi o recebimento de três dos cinco prêmios da International Pipeline Conference & Exhibition (IPCE), um dos eventos mundiais mais importantes sobre trans- porte dutoviário, realizado no Canadá. Ganhador da premiação principal, o projeto Agricultura Familiar em Faixa de Dutos tornou- se referência mundial no relacionamento com comunidades. A Companhia também conquistou o Selo Pró-Eqüidade de Gênero 2007 da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal, por promover a igualdade entre os sexos. A Comissão de Gênero da Petrobras teve a ação ampliada e foi transformada em Comissão de Diversidade. Na atuação internacional, a Companhia determinou como foco de atuação social a questão dos Direitos da Criança e do Adolescente. Além dessa linha de patrocínio, as Unidades de Negócio no exterior também determinam outras prioridades, atendendo de forma regionalizada as demandas locais. + www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 59
  • Responsabilidade Social e ambiental RECURSOS hUmANOS efetivo maior para sustentar expansão o Plano estratégico 2015, em sua última revisão, aPonta os recursos humanos como um dos fato- res-chave Para a imPlementação das estratégias da comPanhia. em 2006 foi consolidado o ProJeto estratégico de rh, que vai contribuir Para o alcance das metas corPorativas estabelecidas Para 2011. seu desafio é “ser referência internacio- nal, no segmento de energia, em gestão de Pessoas, tendo seus emPregados como seu maior valor”. Código de ÉtiCa Por meio de um processo transparente e participativo, que envolveu clientes, fornecedores, diretoria, conselho de administração e a força de trabalho das diversas unidades organizacionais da Companhia, o Código de Ética do Sistema Petrobras foi revisto com o objetivo de torná-lo alinhado aos valores explicitados no Plano Estratégico e adequado ao contexto empresarial e às exigências da Lei Sarbanes- Oxley. Os temas adotados foram os Indicadores de Responsabilidade Social Empresarial, formulados pelo Instituto Ethos. adMiSSõeS A fim de acompanhar e suportar a crescente expansão das ati- vidades e áreas de atuação da Companhia, têm sido realizados, sistematicamente, processos seletivos públicos, visando ade- quar o efetivo às necessidades do Plano Estratégico. Em 2006, unidade de Negócios da foram admitidos 8.539 empregados. Como resultado, o efetivo da industrialização do Xisto, em São Companhia tem aumentado gradativamente, saltando de 46.723 Mateus do Sul, Pr em 2002 para 62.266 no final de 2006. 60 | relatório anual 2006 | petrobras
  • 8.539 recursos Humanos novas admissões Social e ambiental | em processos seletivos públicos AdMissões eM 2006 efeTivO dA PeTrOBrAs POr áreA Abastecimento 8.006 Área Internacional Exterior 451 Petrobras 12.999 Controladora Área Internacional 20.585 Brasil 44 Transpetro Subsidiárias Petrobras 6.857 Suporte à Direção 31 Distribuidora Superior 515 1.312 Refap S.A. Assistência 7 7.454 1.814 Corporativa e Apoio Petroquisa 363 10.367 Pesquisa Gás e Energia Exploração e efeTivO dA PeTrOBrAs Produção 2006 47.955 efeTivO dAs suBsidiáriAs 6.857 7.454 2005 40.541 6.166 7.197 742 2004 39.091 2.910 5.939 7.007 2003 36.363 5.810 6.625 3.691 Transpetro 2002 34.520 111 6.328 5.875 Petroquisa Petrobras Petrobras Controladora Distribuidora Petrobras no exterior Subsidiárias Refap S.A. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 61
  • | recursos Humanos Social e ambiental efeTivO nO exTeriOr O total de empregados da Petrobras, que inclui as subsidiá- rias no Brasil e empresas no exterior, cresceu 15% em 2006. Nas empresas no exterior, o crescimento foi de 11%. 116 284 PoLítiCa SaLariaL 15 Angola 841 O custo de pessoal na Petrobras (controladora) foi de R$ 7.337 milhões Argentina e considerou a remuneração fixa, que é composta por gastos com salá- 274 164 Bolívia rios, adicionais, gratificações e respectivos encargos sociais. 14 21 Colômbia A remuneração variável considera a participação nos lucros 5.128 EUA e resultados (PLR) e está atrelada ao alcance de resultados empre- Líbia sariais, de forma a assegurar o comprometimento dos empregados com as metas do Plano Estratégico. Como nos anos anteriores, Nigéria foi distribuída aos empregados uma participação nos lucros e Paraguai resultados relativa a 2005, dividida em duas parcelas, pagas nos Uruguai meses de janeiro e julho. BenefÍCiOs eduCACiOnAis (R$ milhões) 2006 54,5 59,2 2005 54,0 2004 25,2 29,7 24,0 19,5 20,0 16,8 1,0 0,4 0,6 1,0 0,4 0,7 Ensino Ensino médio Pré-escolar Auxílio Auxílio creche fundamental acompanhante 62 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | recursos Humanos 302 milhões Social e ambiental de reAis fOrAM invesTidOs eM TreinAMenTO eM 2006 beNeFíCioS eduCaCioNaiS Os benefícios educacionais têm caráter supletivo e complemen- tam a participação do beneficiário no custeio dos serviços, englo- bando o auxílio-creche ou acompanhante, pré-escolar, ensino fun- damental e ensino médio. Os custos correspondentes atingiram o montante de R$ 107 milhões, incluindo os encargos. aSSiStêNCia À Saúde A Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) atendeu 112 mil pessoas entre empregados, aposentados, pensionistas e depen- dentes, mediante a utilização de uma rede de 21 mil credenciados em todo o território nacional, incluindo hospitais, laboratórios, consultórios, clínicas médicas e odontológicas e outras espe- cialidades de saúde, como psicologia e fonoaudiologia. O custo líquido da Companhia com consultas, exames e internações foi de R$ 510 milhões. No Acordo Coletivo de Trabalho, a Petrobras assumiu o compromisso de implantar o Benefício Farmácia, que passará a fazer parte do expressivo conjunto de benefícios ofere- cidos pela Companhia. PreVidêNCia CoMPLeMeNtar Em 2006, a Petrobras apresentou a proposta para o seu novo Modelo de Previdência Complementar, resultado do esforço conjunto da Companhia, da Petros e de representantes dos empregados. A proposta tem como objetivos propiciar situa- ção de equilíbrio financeiro ao atual Plano Petros, resolvendo problemas estruturais e deixando-o sustentável para o futuro, além de ofertar um novo plano de previdência complementar aos empregados que não o possuam. O novo plano de previdência complementar, em fase final de Centro de Promoção de Saúde, na sede da Petrobras, aprovação pelas instâncias oficiais, é do tipo contribuição variável rio de Janeiro, rJ ou misto, com caráter estritamente previdenciário. Possui bene- www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 63
  • | recursos Humanos Social e ambiental fícios de risco definidos, garantia de benefício mínimo, opção No ano, a Universidade Petrobras teve 2.275 participantes por renda vitalícia e nível de contribuição escolhido anualmente nos cursos de aperfeiçoamento e especialização em gerencia- pelo participante. mento de projetos, que, somados aos demais cursos oferecidos, totalizaram mais de 50 mil participações. aCordo CoLetiVo A Petrobras investiu, em 2006, R$ 302 milhões em desen- O processo de negociação permanente com as entidades sindicais volvimento de recursos humanos, e o total de homens-horas tem como objetivo alinhar as expectativas dos empregados às treinados (HHT) foi de 5,7 milhões. da Companhia, facilitando, desta forma, um Acordo Coletivo de Trabalho que satisfaça as partes. CuLtura orgaNizaCioNaL Em 2006, esse processo teve como referência o Acordo O alinhamento entre os valores empresariais definidos no Plano Coletivo firmado em 2005, com vigência de dois anos, exceto para Estratégico e aqueles sedimentados na cultura da organização é as cláusulas econômicas. Esse foi o foco das negociações entre a de grande relevância para o alcance dos objetivos empresariais. Petrobras e as representações dos empregados, que resultou em Neste sentido, foram iniciadas as discussões para dissemi- um reajuste de 2,80% para repor as perdas da inflação medida nação e aprofundamento do sociodiagnóstico de cultura realizado pelo ICV-Dieese, mais avanço de um nível e concessão de abono no período 2004/2005. Por meio dessa pesquisa foram levantados no valor de 80% da remuneração a todos os empregados. os traços característicos da cultura organizacional da Petrobras, seus valores fundantes — o “modo de ser” do petroleiro –, além PLaNo de CargoS de terem sido mapeados os valores emergentes no ambiente da Com o objetivo de adequar seu plano de cargos aos desafios do Companhia. + Plano Estratégico 2015, a Companhia aprovou a nova estrutura do plano de nível médio. Prosseguem os estudos técnicos para o plano de nível superior, bem como para estabelecer os descritivos e valoração dos cargos, além das regras de progressão nas carreiras. CaPaCitação ProFiSSioNaL A Universidade Petrobras, dedicada à educação e qualificação do corpo técnico e gerencial da Companhia, teve em 2006 a partici- pação de 2.469 novos empregados nos cursos de formação. Pelos resultados alcançados, o Programa de Formação Petrobras foi um dos cinco finalistas do Petroleum Economist Awards 2006, na categoria Melhor Programa Educacional para Jovens da Indústria de Energia. 64 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Responsabilidade Social e ambiental SEGURANçA, mEIO AmBIENtE E SAúDE agenda prevê excelência até 2015 a gestão de segurança, meio ambiente e saúde (sms) na Petrobras tem o obJetivo de consolidar os asPectos de sms como valores intrÍnsecos aos Processos de PlaneJamento e gerenciamento da comPanhia. exPlicitada no Plano estratégico 2015, a PolÍtica de sms Possui 15 diretrizes corPorativas, aProvadas Pela diretoria executiva e desdobra- das em Padrões de diversos nÍveis, reunidos em um manual de gestão. As diretrizes orientam o desenvolvimento e a execução de planos de ação corporativos e de planos específicos para as Unidades de Negócio e Serviço, a fim de que os objetivos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde sejam alcançados em todos os níveis. O comprometimento visível da liderança e a qualificação estão entre as questões abordadas pelas diretrizes corporativas. Em 2006, 1.143 auditorias comportamentais contaram com a participação da Alta Administração, gerentes executivos ou gerentes gerais da Companhia. Este processo constitui-se de visitas a campo para observação e correção de desvios nas frentes operacionais. O presidente ou os diretores participaram de 28 delas. A agenda estratégica da Petrobras inclui o Projeto Estratégico Excelência em SMS, que pretende assegurar que a Companhia atinja em 2015 níveis de desempenho equivalentes aos das melhores empresas internacionais do setor petróleo e gás, por meio de ações corporativas distribuídas em seis iniciativas: Gestão Integrada de SMS; Ecoeficiência de Operações e Produtos; Prevenção de Acidentes, Incidentes e Horta comunitária sobre faixa de terra que cobre os Desvios; Saúde dos Trabalhadores; Prontidão para Situações de dutos, em Nova iguaçu, rJ Emergência; e Minimização de Riscos e Passivos Ainda Existentes. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 65
  • | sms Social e ambiental treinamento com equipamentos de contenção e recolhimento de óleo na bacia de Campos, rJ TAxA de freqüênCiA de ACidenTAdOs A Petrobras aplicou R$ 3,21 bilhões em SMS em 2006. Do total, COM AfAsTAMenTO R$ 1,77 bilhão se destinou a programas, projetos e ações de segurança; (tfca composto) R$ 1,20 bilhão ao meio ambiente, e R$ 238 milhões à saúde. Esses valores não incluem dispêndios com a Assistência Multidisciplinar de Saúde nem com o patrocínio de programas e projetos ambientais 2011 0,5 Limite máximo admissível desenvolvidos por organizações da sociedade. Parte desses gastos — R$ 850 milhões — foi feita por meio do Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional (Pegaso), que tem a finalidade de eliminar riscos e 2006 0,77 passivos nas instalações e atividades da Companhia. A iniciativa — uma das maiores do gênero na indústria petrolífera mundial 2005 0,97 — demandou investimentos e despesas operacionais de R$ 10,49 2004 1,04 bilhões desde 2000. O Pegaso incluiu em 2006 dispêndios de R$ 373 milhões efe- 2003 1,23 tuados pela Transpetro, dos quais R$ 90 milhões foram alocados ao Programa de Integridade de Dutos e aplicados em projetos de inspeção, 2002 1,53 teste, avaliação, reparo e reabilitação de oleodutos e gasodutos. A execução da política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde na Petrobras é aferida pelo Programa de Avaliação da Gestão de média 2005 0,97 SMS. Em 2006, foram avaliadas 27 unidades operacionais no OGP Brasil, Argentina, Bolívia, Venezuela e Colômbia, totalizando 96% média das avaliações previstas para o período. 2005 1,20 API As avaliações têm como base as diretrizes corporativas e as nor- média mas ISO 14001 e OHSAS 18001, que certificam os sistemas de gestão 2005 2,40 ARPEL ambiental e de saúde e segurança de 160 instalações no Brasil e de 20 Número de acidentados com afastamento do trabalho por milhão de homens- no exterior, o que representa aproximadamente 85% das instalações horas de exposição ao risco, abrangendo empregados próprios e de empresas contratadas. certificáveis no País e 91% das localizadas no exterior. OGP — Oil and Gas Producers — Safety performance indicators — 2005 data. SeguraNça oPeraCioNaL API — American Petroleum Institute — 2005 Survey on petroleum industry occupational injuries, illnesses, and fatalities summary report A Petrobras continua obtendo reduções nas taxas de Freqüência Arpel — Associação das Empresas de Petróleo e Gás da América Latina e Caribe — Estadísticas de incidentes en la industria petrolera y del gás para de Acidentados com Afastamento (TFCA) e de Acidentados Fatais América Latina e Caribe 2005. (TAF), atingindo nível de desempenho comparável aos referen- 66 | relatório anual 2006 | petrobras
  • 3,21 | sms Social e ambiental bilhões de reAis APliCAdOs eM sMs TAxA de ACidenTAdOs fATAis (taf) ciais internacionais de excelência na indústria do petróleo e gás. A TFCA de 0,77, registrada em 2006, é inferior ao limite máximo admissível de 0,81 estabelecido para o ano. 2006 1,60 O número de acidentados fatais foi reduzido em relação a 2005 2005. A Companhia dedica atenção especial a esse aspecto, pois 2,81 a meta corporativa para este tipo de incidente é zero. 2004 3,30 A diminuição do número de acidentados e de fatalidades ocorreu ao mesmo tempo em que cresceram as atividades da 2003 4,57 Petrobras — o total de homens-horas expostos ao risco aumentou 2002 6,29 de 533 milhões para 564 milhões. média Meio aMbieNte 2005 OGP 3,50 As ações de responsabilidade ambiental em 2006 estiveram associa- média 2005 4,50 das principalmente à gestão de emissões atmosféricas, recursos hídri- ARPEL cos, efluentes líquidos e resíduos; à avaliação e ao monitoramento Número de fatalidades por 100 milhões de homens-horas de exposição ao de ecossistemas; à remediação de áreas impactadas e à garantia da risco, abrangendo empregados próprios e de empresas contratadas. conformidade das instalações e operações às exigências legais. núMerO de fATAlidAdes 21 19 18 16 16 15 15 15 9 8 3 3 Empregados 1 1 Contratados 0 2002 2003 2004 2005 2006 Total www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 67
  • 0,77 tFCA comparável aos | sms referenciais internacionais Social e ambiental de excelência. eMissãO de GAses de efeiTO esTufA eMiSSõeS (milhões de toneladas de co2 equivalente) A Petrobras monitora, por meio do Sistema de Gestão de Emissões Atmosféricas (Sigea), os principais gases de efeito estufa — GEE 2006 50,43 (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) — que emite em suas atividades. O monitoramento se estende ao monóxido de 2005 51,56 carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, compostos orgânicos voláteis e material particulado. 2004 44,41 A Petrobras estabeleceu em 2006 o indicador Emissões Evitadas de Gases de Efeito Estufa (EEGEE), a fim de monitorar 2003 39,09 o resultado de seus esforços para reduzir a intensidade de emissão 2002 30,43 daqueles gases em suas operações. O compromisso da empresa para 2011 é evitar a emissão de 3,93 milhões de toneladas de GEE (em ter- Emissões totais (diretas + indiretas) associadas às operações mos de CO2 equivalente). De 2006 a 2011, deverá ser evitada a emis- da Petrobras no Brasil e no exterior. são de um total de 18,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente. consumo de energia elétrica e da queima de combustíveis fósseis. eFiCiêNCia eNergÉtiCa O Programa Interno de Conservação de Energia desenvolve, reCurSoS HídriCoS e eFLueNteS coordena e implementa as atividades relacionadas à eficiência A Petrobras aprovou em 2006 o seu padrão corporativo de gestão energética, promovendo a redução relativa da queima de com- de recursos hídricos e efluentes, que abrange a reutilização e a bustíveis fósseis e, conseqüentemente, das emissões de CO2, um otimização do uso da água em suas operações e a proteção de dos principais gases de efeito estufa. corpos hídricos em suas áreas de influência. Com o intuito de atingir as metas de redução de consumo A elaboração de balanços hídricos detalhados para as refi- de energia e de emissões estabelecidas, além dos projetos citados, narias e fábricas de fertilizantes é uma das ações alinhadas aos vem se buscando atuar nas Unidades da Petrobras por intermédio requisitos do padrão. Tais estudos, que incluem a avaliação da da realização de diagnósticos energéticos em unidades industriais. capacidade de suporte dos corpos hídricos que recebem efluentes Está prevista, ainda, a atuação nas Unidades de Negócio que opera- dessas Unidades, deverão ser concluídos em 2007. rão futuras plataformas de produção, para que as bases de projeto Na área de Exploração e Produção, um projeto visa à auto- sejam desenvolvidas com foco também na eficiência energética. suficiência em água doce das plataformas da Bacia de Campos, o As ações do programa proporcionaram a economia de apro- que reduzirá em 1,1 mil m3/dia a captação no Rio Macaé. Outra ximadamente 2.500 barris de óleo equivalente por dia em 2005. O iniciativa, concluída em 2006, promove a reinjeção de água na ganho não é apenas econômico, mas também ambiental, já que a produção de petróleo no campo de Fazenda Belém, com redução Companhia reduziu suas emissões de CO2, com a queda relativa do de 2 mil m3/dia na captação de água do aqüífero Açu, principal 68 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | sms Social e ambiental Projeto de reflorestamento “as águas vão rolar”, Pontal do Paranapanema, SP. eMissões de óxidO de enxOfre - sOx (mil toneladas) Companhia, visando à proteção, mitigação de impactos à biodiver- sidade e recuperação desses locais. Com esse objetivo está sendo realizada, desde março de 2005, com investimento estimado em 2011 137,2 Limite máximo admissível (não inclui navios afretados) R$ 9 milhões, uma pesquisa de avaliação dos diversos ecossiste- mas da Baía de Guanabara. Cerca de 75% dos trabalhos de caracte- 2006 131,0 21,0 rização da fauna do fundo da Baía, incluídos na pesquisa, já foram realizados. Na Amazônia, estudos com universidades e institutos 2005 135,7 15,9 de pesquisa avaliam os impactos potenciais das operações da Petrobras nos ecossistemas do entorno. 2004 140,1 13,6 2003 148,5 12,3 ProNtidão Para atuação eM eMergêNCiaS A estratégia da Petrobras para situações de emergência integra os 2002 156,7 N.D. recursos de contingência de suas Unidades de Negócio a embar- cações dedicadas em operação na costa brasileira e aos Centros Navios afretados de Defesa Ambiental (CDAs). Os CDAs operam 24 horas por dia, com profissionais capacitados e equipamentos para ações ágeis reserva hídrica do semi-árido brasileiro. e eficazes — entre eles, embarcações, recolhedores de óleo e bar- reiras de contenção e absorção. reSíduoS SóLidoS São nove CDAs no País, com seis bases avançadas na Região A Companhia gerou 315 mil toneladas de resíduos sólidos peri- Norte, uma em Natal, uma na base Naval de Mocanguê, no Rio gosos, no Brasil e no exterior, em 2006. No período, 268 mil tone- de Janeiro, e uma em Uberaba. Essa rede de proteção contra os ladas de resíduos perigosos foram tratadas ou dispostas de forma efeitos de acidentes, que pode contar com recursos dos órgãos ambientalmente adequada. públicos e das comunidades, dispõe de planos de emergência, que cobrem todas as regiões brasileiras, e é avaliada periodicamente biodiVerSidade com exercícios simulados. Em 2006, foram sete simulados regio- A Petrobras aprovou em 2006 o seu padrão corporativo de gestão nais, com participação da Marinha do Brasil, Defesa Civil, Corpo de impactos potenciais à biodiversidade, tendo por base o compro- de Bombeiros, Polícia Militar, órgãos ambientais, prefeituras e misso estratégico de aplicação dos princípios de responsabilidade comunidade local. Foram realizados ainda dois simulados em ambiental em todas as etapas de seus empreendimentos, incluindo Unidades localizadas na Argentina. planejamento, implantação, operação e desmobilização. A Companhia mantém em operação permanente três embar- O padrão contempla a caracterização de áreas protegidas cações dedicadas ao combate a emergências, na Baía de Guanabara, ou ambientalmente sensíveis influenciadas pelas operações da no litoral de São Paulo e na costa de Sergipe e Alagoas. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 69
  • | sms Social e ambiental vAzAMenTOs de PeTróleO (m3) 2011 601 Volume máximo admissível 2006 293 2005 269 2004 530 2003 276 2002 197 Computados os vazamentos acima de 1 barril (0,159 m 3) que tenham atingido o meio ambiente externamente à instalação. VazaMeNtoS O volume de vazamentos em 2006 manteve-se no patamar de 2005, situando-se em nível de excelência no contexto da indústria mun- dial de petróleo e gás. O volume de petróleo e derivados vazado foi inferior ao limite máximo admissível de 475 m3 estabelecido para o ano. O limite de vazamentos para 2011 foi definido em 601 m3, levando em conta o aumento de produção e a incorporação ao indicador de novas fontes potenciais de vazamentos, como os caminhões-tanque a serviço da Petrobras Distribuidora. Saúde A promoção da saúde e a prevenção das doenças entre os trabalha- dores são praticadas pela Petrobras com base na concepção de saúde integral — dentro e fora do trabalho. Os programas e intervenções Simulado na repar: mobilização da comunidade na área são orientados pela análise epidemiológica de informações vizinha à refinaria como mortalidade, morbidade e prevalência de fatores de risco. 70 | relatório anual 2006 | petrobras
  • A Petrobras capacitou, no Centro de Estudo de Aptidão Física de São Caetano do Sul, 500 profissionais de saúde para atuarem na promoção de atividades físicas, segundo as orientações do ministério da Saúde. | sms Social e ambiental PerCenTuAl de TeMPO PerdidO Esse procedimento sistemático tem produzido resultados (ptp) positivos. O indicador Percentual de Tempo Perdido (PTP), que contabiliza os afastamentos do trabalho por doenças ou aci- 2011 2,18 dentes dos empregados, seguiu em 2006 a tendência de queda Limite máximo admissível registrada nos últimos anos. O percentual registrado para o PTP foi inferior ao limite máximo admissível de 2,34 estabelecido 2006 2,06 para o ano. O limite para 2011 foi fixado em 2,18. As doenças não-ocupacionais, sem vínculos com atividades profissionais, 2005 2,48 predominaram entre as causas de afastamento de empregados 2004 2,57 próprios em 2006, a exemplo dos anos anteriores. Isso justifica a ênfase dada pela Companhia ao Programa de Promoção de Saúde, 2003 2,88 que estimula a adoção de estilos de vida saudáveis. A Petrobras também incentiva e monitora a participação de todos os empre- 2002 3,01 gados nos exames anuais de saúde e estimula o cumprimento das Percentual do total de horas de trabalho perdido por afastamento médico, recomendações médicas. causado por doenças ocupacionais ou não e por acidentes de trabalho; calculado apenas para os empregados próprios. aFaStaMeNto de eMPregadoS Com o Programa de Higiene Ocupacional e Ergonomia, a AfAsTAMenTOs Companhia identifica, controla e elimina riscos ocupacionais em todas as suas Unidades. Os procedimentos para garantia da saúde dos empregados nos casos de viagens, que incluem 0.06% exames prévios e acompanhamento médico após o regresso, 3.59% 0.04% 4.41% também estão sendo padronizados. Para proporcionar melhores Doença não ocupacional níveis de saúde aos trabalhadores e suas famílias, a Petrobras Doença do trabalho (ocupacional) capacitou, no Centro de Estudo de Aptidão Física de São Acidente do trabalho Caetano do Sul, 500 profissionais de saúde para atuarem na Acidente fora do trabalho promoção de atividades físicas, segundo as orientações do 91.89% Acidente de trajeto Ministério da Saúde. A Companhia dispõe também de política corporativa para HIV/aids. Na promoção do bem-estar de todos os seus trabalha- adequado da doença. E, no Brasil e no exterior, relaciona-se com dores, sem distinção de origem, raça, gênero, credo ou opção organizações governamentais e não-governamentais dedicadas ao sexual, a Petrobras coopera de forma afirmativa para o enfoque monitoramento, assistência e pesquisa sobre HIV/aids. + www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 71
  • Responsabilidade Social e ambiental PAtROCÍNIOS Selecionados 76 projetos para patrocínio ProJetoS SoCiaiS O Programa Petrobras Fome Zero completou três anos totalizando investimentos de R$ 366 milhões ao longo desse período em projetos de geração de trabalho e renda, educação e qualificação profissional, e garantia dos direitos da criança e do adolescente. Na seleção pública de 2006, foram escolhidos 76 projetos para patrocínio entre os 4.517 inscritos. As iniciativas, sintonizadas com as políticas públicas de erradicação da miséria e da fome, contemplam também a promoção da igualdade racial e de gênero, e a atenção a pessoas com deficiência. No ano, foram investidos R$ 175,8 milhões no programa. Um dos projetos é o Molhar a Terra, que aproveita poços de petróleo inativos para o fornecimento de água potável a comuni- dades do Semi-Árido. Outra ação é o Mova Brasil, que já alfabe- tizou 46 mil adultos e jovens, em parceria com o Instituto Paulo Freire, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Governo Federal, articulando educação e trabalho. No estímulo ao coo- perativismo, além do projeto Agricultura Familiar em Faixa de Dutos, a Companhia estimula a organização de 10 mil catadores de materiais recicláveis no País, em iniciativa que combina inclu- são social e proteção do meio ambiente. Com o Programa Petrobras Fome Zero, que reúne desde 2003 os esforços corporativos contra a fome e a miséria, a Petrobras acumulou um patrimônio de relacionamento institucional for- Vila olímpica do Projeto Mangueira Social, patrocinado mado por mais de 15 mil parcerias governamentais e não-gover- pela Petrobras, rio de Janeiro, rJ namentais. Mais de 10 milhões de pessoas foram atendidas pelos 72 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | patrocÍnios 10 Social e ambiental milhões de PessOAs ATendidAs PelOs PrOJeTOs sOCiAis projetos patrocinados, que vêm contribuindo para a estruturação da justiça social no Brasil. Outra ação no campo social é o repasse de recursos ao Fundo para a Infância e a Adolescência (FIA). Em 2006, foram destinados R$ 48,6 milhões a projetos em mais de 200 municí- pios de quase todos os estados. Essas ações, em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), combatem o abuso sexual infanto-juvenil e o trabalho infantil e irregular de adolescentes. Os patrocínios incluem também iniciativas de redução da evasão escolar e inclusão de pessoas com necessida- des especiais. ProJetoS aMbieNtaiS Em 2006 a Petrobras investiu R$ 44,6 milhões em projetos ambien- tais. Na segunda seleção pública, o Programa Petrobras Ambiental recebeu 856 inscrições e incorporou a seus patrocínios 36 novos projetos, que receberão investimentos de R$ 48 milhões nos próxi- mos dois anos. O programa manteve o tema “Água: corpos d’água doce e mar, incluindo a sua biodiversidade”, em continuidade ao foco estabelecido na primeira seleção, em 2004, quando foram aplicados R$ 40 milhões. O tema foi escolhido porque o Brasil, responsável por 12% da vazão dos rios do planeta, concentra par- cela considerável da água doce disponível no mundo. Por valorizar o compartilhamento das responsabilidades na proteção dos recursos hídricos, a Companhia também apóia ini- ciativas de promoção e conscientização do uso racional da água, preservação e recuperação das paisagens ribeirinhas e defesa de ambientes marinhos. Os projetos, que contemplam vários ecos- sistemas, bacias hidrográficas e paisagens, são desenvolvidos em todos os biomas, com destaque para Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 73
  • | patrocÍnios Social e ambiental As ações do Petrobras Ambiental, lançado em 2003, abrangem mais de 5 mil espécies da fauna e da flora brasileiras. Os patrocínios resultaram na estruturação de 15 bancos de dados, 12 Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e 70 publicações especializadas, com 220 mil exemplares distribuídos. As iniciativas se estendem a 250 municípios, com área de influência superior a 900 mil hectares, e beneficiam 20 milhões de brasileiros — 3 milhões de forma direta. O trabalho nos projetos gera renda para mais de 5 mil pessoas. Outros programas são desenvolvidos pela Petrobras, que investe há décadas em meio ambiente e soma investimentos de R$ 103 milhões em patrocínio ambiental desde 2004. Em favor da biodiversidade marinha, a Companhia patrocina projetos e estu- dos comportamentais e de defesa de espécies ameaçadas, como o peixe-boi marinho, as baleias jubarte e franca, o golfinho-rotador e a tartaruga marinha (Projeto Tamar, com mais de 20 anos de atu- ação na costa brasileira). No programa De Olho no Ambiente, 335 comunidades vizinhas de unidades operacionais são incentivadas a planejar o desenvolvimento sustentável, traduzindo em dimensão local os compromissos globais da Agenda 21, da ONU. ProJetoS CuLturaiS A Petrobras mantém a posição de maior patrocinadora cultural do País, com investimento anual de R$ 288 milhões e mais de mil projetos em andamento. As políticas e diretrizes na área valorizam a cultura nacional e a ampliação das oportunidades de criação, circulação e fruição, assim como a permanente construção da memória brasileira. Os patrocínios estão estruturados no programa Petrobras Cultural, que destina 75% dos recursos a projetos aprovados em Programa seleção pública e 25% àqueles contemplados por escolha direta. Petrobras Cultural: apoio à escola Em 2006, de 4.700 inscritos na seleção pública, 230 projetos rece- Nacional de Circo beram R$ 46 milhões, nas modalidades cinema, artes cênicas e 74 | relatório anual 2006 | petrobras
  • O Petrobras Cultural lançou uma linha de patrocínio voltada à educação para as artes. Os projetos de escolha direta incluem cinema, artes cênicas, | patrocÍnios artes visuais, música e manutenção de parques arqueológicos, como os de Xingó e da Serra da Capivara. Social e ambiental visuais, patrimônio, memória das artes e música. O apoio a outros Para estimular a apresentação de projetos em todo o País, cem projetos, de escolha direta, totalizou R$ 15 milhões. a Companhia promove a Caravana Petrobras Cultural, que visita A quarta edição do Petrobras Cultural (2006-2007), lançada capitais de setembro a janeiro. Desde 2005, uma oficina de proje- em dezembro, soma recursos de R$ 80 milhões. Tendo como ino- tos foi agregada à caravana, para auxiliar produtores culturais na vação a abertura de linha de patrocínio voltada à educação para elaboração de suas propostas. Com isso, a Petrobras vem expan- as artes, a seleção pública abrange ações de preservação cultural, dindo o alcance dos patrocínios a todas as regiões do País. produção e difusão do cinema, manutenção de grupos de teatro e dança, gravação e circulação de música popular e erudita. Os PatroCíNio eSPortiVo projetos de escolha direta incluem cinema, artes cênicas, artes Uma das maiores parceiras do esporte brasileiro e patrocinadora visuais, música e manutenção de parques arqueológicos, como dos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007, a Petrobras destinou os de Xingó (SE) e da Serra da Capivara (PI). R$ 58,197 milhões ao apoio de atividades esportivas em 2006. Intensificando a parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a Companhia fortaleceu a associação da marca ao movi- mento olímpico e à promoção do esporte como formador da juventude. O Pan, disputado por atletas de 42 países, é o maior evento esportivo das Américas. No esporte motor, a Petrobras manteve o apoio à Equipe Williams de Fórmula 1, à Equipe Petrobras Lubrax na categoria 5 mil rally, à equipe Action Power na Stock Car, à Team Scud Petrobras no motociclismo, à Seletiva de Kart Petrobras, à Fórmula Truck e às competições Baja e Fórmula da SAE. O desenvolvimento de produtos para o esporte motor integra a estratégia de utilizar as eSPÉCieS de FauNa e FLora pistas de automobilismo como laboratórios. abrangidas pelas ações do programa  Com o patrocínio à 3ª Edição da Copa Petrobras de Tênis, petrobras ambiental, lançado em 2003 disputada no Brasil, Argentina, Colômbia, Uruguai e Chile, 58,19 a Petrobras reforçou a difusão da marca na América Latina. Manteve, também, o incentivo à Confederação Brasileira de Handebol (CBH) e à seleção brasileira do esporte — o mais pra- ticado nas escolas públicas do País. O apoio ao surfe, associado MiLHõeS de reaiS destinados ao apoio de atividades  aos atributos de juventude e energia, também teve continuidade. esportivas ao longo do ano passado No futebol, o patrocínio ao Flamengo seguiu garantindo ampla visibilidade à Companhia. + www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 75
  • áLVaro HeNrique “A Petrobras é um agente fundamental no processo de desenvolvimento do arouCa de CaStro Geofísico, gerente de Brasil, por tudo que representa. zelar tecnologia geológica pela Petrobras é zelar pelo sonho de ViSão de Futuro: Continuar o trabalho na Companhia, contribuindo para construir um mundo com melhores condições de vida. um país melhor.” 76 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Ativos intangíveis Capital de domínio teCnológiCo 78 Capital organizaCional 80 Capital Humano 82 Capital de relaCionamento 83 A gestão dos ativos intangíveis é fundamental para a criação de valor e diferencial competitivo nas empresas e para a conquista de resultados sustentáveis. Na Petrobras, esses ativos são classificados em quatro tipos de capital: humano, organizacional, de relacionamento e de domínio tecnológico. A Petrobras foi pioneira no gerencia- mento do capital de domínio tecnológico, ao criar, em 1963, o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes). A gestão desse ativo é a base da sua reconhecida excelência em tecnologia, que se reflete no seu valor de mercado e faz da Companhia uma parceria requisitada pelas maiores empresas de petróleo do mundo. A sustentabilidade da excelência tecnológica apóia-se nos investimentos na capacitação dos empregados, com gestão estruturada do desenvolvimento de suas competências técnicas e gerenciais. Esse processo permanente de atualização, assim como a aceleração da curva de aprendizagem dos novos trabalhadores, é feito na Universidade Petrobras. A gestão dos capitais organizacional e de relacionamento ganhou ênfase nos últimos anos. Ao mesmo tempo em que avança no controle dos sistemas e processos-chave, a Companhia aperfeiçoa o gerenciamento das relações com clientes, fornecedores, parceiros, acionistas e sociedade. No conjunto, a percepção externa do esforço de gestão dos ativos intangíveis viabiliza parcerias, influencia a tomada de decisão dos investidores e potencializa os resultados da Petrobras. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 77
  • Ativos intangíveis CAPitAL dE doMíNio tECNoLógiCo cenpes: a busca de novas tecnologias O dOmíniO da tecnOlOgia é desafiO permanente para a petrObras, que vem ampliandO as instala- ções dO cenpes, nO campus da universidade federal dO riO de JaneirO (ufrJ), na ilha dO fundãO. cOm mais de 1.800 empregadOs, 30 unidades-pilOtO e 137 labOratóriOs, em 122 mil m2, O centrO antecipa e supre as necessidades tecnOlógicas da cOmpanhia desde 1963. seu papel é decisivO na estratégia cOr- pOrativa de crescimentO cOm respOnsabilidade sOciOambiental. As pesquisas com biocombustíveis foram destaque em 2006. Processando a mistura de óleos vegetais e diesel mineral, a tec- nologia H-Bio foi testada em escala-piloto nas refinarias Gabriel Passos (Regap), Alberto Pasqualini (Refap) e Presidente Getúlio Vargas (Repar), com vistas ao início da produção comercial em 2007. Já o biodiesel, feito com óleos vegetais ou sementes de oleaginosas, começou a ser produzido em duas unidades experi- mentais no Rio Grande do Norte, com tecnologias inéditas. Outra inovação foi a produção, em laboratório, de álcool combustível (etanol) de bagaço de cana, que permitirá o aumento da produção de álcool sem incremento da área plantada (lignocelulose). As tecnologias desenvolvidas pelo Cenpes também levaram à melhoria da qualidade dos combustíveis. No fim do ano, a Petrobras lançou o Diesel Podium, com 200 partes por milhão (ppm) de enxo- fre, dando seqüência às inovações em relação a este produto inicia- das em 2005, com a comercialização do diesel com 500 ppm. Planta-piloto de H-Bio no cenpes, Em outra linha de atuação no refino, o Centro desenvol- rio de Janeiro, rJ veu tecnologias para otimizar o aproveitamento do petróleo 78 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | Capital de domínio teCnológiCo 1.000 solicitações de Patentes Ativos intangíveis na História da comPanHia (a milésima Foi a Produção de etanol com reJeitos vegetais) pesado da Bacia de Campos. Uma delas, que aumenta a produ- teve participação ativa, também, em seminário internacional ção de eteno e propeno, vai ser usada no Complexo Industrial sobre seqüestro de carbono e mudanças climáticas que reuniu Petroquímico do Rio de Janeiro; outra tecnologia, já testada em especialistas de 17 países no Rio de Janeiro. escala industrial, será utilizada na Refinaria do Nordeste, ele- Avanços significativos no desenvolvimento de novas tec- vando em 30% a produção de diesel a partir de petróleo pesado. nologias para a reutilização de efluentes e a minimização do con- Tanto o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro quanto a sumo de água permitiram atingir os requisitos ambientais neces- Refinaria do Nordeste tiveram seus projetos conceituais con- sários para os novos empreendimentos de refino, com economia cluídos pelo Cenpes. equivalente à captação de água e lançamento de efluentes de uma Importantes avanços tecnológicos contribuíram para cidade de 300 mil habitantes. o aumento das reservas provadas de óleo e gás. No campo de Visando maior aproximação entre o Cenpes e as uni- Marlim, na Bacia de Campos, o uso de traçadores químicos na dades operacionais da Petrobras, foi inaugurado, no Rio Grande caracterização das reservas – inédito em águas profundas – incor- do Norte, o Núcleo Experimental de Energias Renováveis. Mais porou 500 milhões de barris de óleo às reservas do campo. O dois núcleos devem iniciar suas atividades em 2007, no Ceará e Cenpes desenvolveu, em conjunto com fornecedores, novos equi- em Minas Gerais. Como parte da estratégia de relacionamento pamentos e novas tecnologias de separação de óleo, gás e água com a comunidade científica nacional, o Cenpes, em 2006, lan- nas unidades marítimas. çou um novo conceito de parceria. O novo modelo contempla a Três projetos básicos de plataformas foram concluídos participação de 76 instituições de 18 unidades da federação em pelo Cenpes em 2006: Mexilhão 1 (PMXL1), a ser instalada na 38 redes temáticas e 7 núcleos regionais. Até 2008, a Petrobras Bacia de Santos; e, para a Bacia de Campos, P-55 (campo de deverá investir cerca de R$ 1 bilhão neste novo modelo. Roncador) e P-57 (campo de Jubarte). Outro desafio superado no ano diz respeito à tecnologia para a perfuração, na Bacia de Patentes Santos, de poços abaixo de espessas camadas de sal e situados A Petrobras é a companhia que mais deposita patentes no País e sob lâmina d’água de cerca de 2 mil metros. Graças à técnica, a empresa brasileira com mais patentes depositadas nos Estados foram identificadas acumulações de óleo leve a mais de 6.400 Unidos. Em 2006, foram concedidas 14 patentes no Brasil. Setenta metros de profundidade. e sete novas solicitações de patentes foram depositadas no ano Na proteção ao meio ambiente, o Cenpes concluiu o – entre elas, a milésima na história da Companhia, a de processo protótipo de um robô híbrido, denominado Chico Mendes, de produção de etanol com rejeitos vegetais, desenvolvido no destinado ao monitoramento ambiental na região amazônica. Cenpes. Fora do País, foram depositados 81 pedidos de patentes Participante do esforço para a preservação da maior floresta e obtidas 69 patentes, em 2006. tropical do mundo, a Petrobras, em articulação com outras ins- Com as inovações tecnológicas, a Petrobras aprimora con- tituições científico-tecnológicas, propôs a criação do Centro tinuamente seus processos de forma a garantir atendimento sus- de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia. O Cenpes tentável às demandas da sociedade. + www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 79
  • Ativos intangíveis CAPitAL orgANizACioNAL marca Petrobras, Patrocínio técnico: os carros da um ativo estratégico equipe at&t Williams de F1 utilizam combustível de alta tecnologia desenvolvido pela Petrobras pela impOrtância e pelO pOtencial para valOrizar prOdutOs e serviçOs, a marca petrObras é gerida cOmO um ativO estratégicO. aO cOmitê de marketing e marcas, vinculadO aO cOmitê de negóciOs, cOm- pete fOrmular um mOdelO de gerenciamentO cOm diretrizes para a utilizaçãO da marca em tOdO O sistema petrObras. A criação das normas, aliada à defesa legal desse ativo nos diversos mercados, protege ainda mais a marca Petrobras. A gestão global desse patrimônio responde à estratégia de ampliar a visibi- lidade da Companhia e fortalecer a identidade de seus produtos e serviços. Esse gerenciamento está alinhado, no âmbito corpora- tivo, à uniformização visual de instalações e à padronização das ações de comunicação. Pesquisa da consultoria internacional Interbrand demons- tra o êxito da Companhia na gestão da marca, que é associada à liderança em tecnologia e qualidade e à responsabilidade social e ambiental. Em 2003, o valor da marca Petrobras foi mensurado em US$ 286 milhões pela consultoria, passando a US$ 485 milhões no ano seguinte e atingindo US$ 554 milhões em 2005, um aumento de 94% em dois anos. A marca Petrobras foi a que mais cresceu em valor no Brasil entre 2003 e 2005. PrÁticas de gestão O Programa de Avaliação e Melhoria da Qualidade da Gestão, no ciclo realizado em 2006, manteve o estímulo à adoção de pro- gramas de melhorias nas unidades operacionais. As avaliações são orientadas pelo Guia Petrobras de Gestão para Excelência, 80 | relatório anual 2006 | petrobras
  • 94% | Capital organizaCional aumento do valor Ativos intangíveis da marca Petrobras entre 2003 e 2005 que reúne os critérios do Prêmio Nacional da Qualidade e os requisitos específicos da Companhia, derivados das políticas do Plano Estratégico. A Petrobras firmou convênio com a Fundação Nacional da Qualidade para a disseminação do modelo corporativo de exce- lência em gestão. Entre os recursos desenvolvidos pela parceria estão cadernos de excelência e programa que simplifica a auto- avaliação das Unidades, permitindo mais rapidez nas melhorias. No País e no exterior, a Petrobras participa de vários movimentos e organismos dedicados à qualidade de gestão, à produtividade e à competitividade. + 286 milhões de dólares: valor da marca em 2003 554 milhões de dólares: valor da marca em 2005 a marca PetroBras Foi a que mais cresceu em valor no Brasil no Período www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 81
  • Ativos intangíveis CAPitAL HUMANo gestão do construção de módulo conhecimento da plataforma P-52 a petrObras cOnsOlidOu, em 2006, a metOdOlOgia de elabOraçãO de prOgramas de gestãO dO cOnhe- cimentO para as unidades de negóciO nO país, cOm base nO prOgrama de integraçãO dO cOnhecimentO da Área internaciOnal. O prOgrama fOrtalece as cOmpetências OperaciOnais, gerenciais e tecnOló- gicas, difundindO O cOnhecimentO e acelerandO a fOrmaçãO dOs nOvOs empregadOs. Na área de Exploração e Produção, o Programa de Comu- nidades de Prática passou a disseminar conhecimentos e melhores práticas em mais quatro campos de atividades. Os profissionais estão compartilhando experiências nas comunidades de caracte- rização de reservatórios, engenharia de poço, engenharia naval, elevação e escoamento, gerenciamento de água e práticas opera- cionais. Rompendo fronteiras organizacionais, o programa integra 2,5 mil empregados de Unidades no Brasil e no exterior. A participação dos empregados na transmissão de conheci- mento técnicos, culturais e empresariais é valorizada no projeto Histórias Petrobras, que reúne narrativas e estudos de caso. Esta mento das diretrizes corporativas de comunicação. iniciativa sistematiza informações associadas a marcos históricos, A Petrobras participa de dois grupos de Gestão do difundindo conhecimentos estratégicos em apoio à compreensão Conhecimento coordenados pelo American Productivity & da trajetória da Companhia. Os primeiros temas abordados são Quality Center (APQC), visando ao aperfeiçoamento das práticas a história da Província Petrolífera de Urucu, no Amazonas, e a do internas a partir de exemplos de empresas de Classe Mundial. Em campo de Guando, na Colômbia. 2006, no Most Admired Knowledge Enterprise (Make), prêmio Na melhoria contínua do relacionamento com a socie- da instituição inglesa Know Network aos destaques em conheci- dade, a Companhia implantou a Rede de Colaboração da função mento empresarial, a Companhia foi a quarta colocada entre as Comunicação (ReCol). A iniciativa valoriza boas práticas desen- 18 maiores do setor mundial de petróleo, na condição de única volvidas nas Unidades, reforçando o entendimento e o desdobra- empresa da América Latina entre as 55 finalistas. + 82 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Ativos intangíveis CAPitAL dE rELACioNAMENto Pesquisas avaliam A média ponderada das pontuações dos indicadores no seg- mento opinião pública dá origem a um indicador geral. As infor- percepção externa mações resultantes das pesquisas são consolidadas no Sistema de Monitoramento da Imagem Corporativa (Sísmico). Por meio dessa fer- a petrObras desenvOlve amplas pesquisas de Opi- ramenta de gestão da reputação da Companhia, a administração pode niãO para aferir cOmO suas prÁticas e prOJetOs acompanhar a evolução da imagem da Petrobras e ajustar as políticas e sãO vistOs e avaliadOs pelas partes interessadas. ações de comunicação e as práticas de gestão em diversas áreas. estas sOndagens, que têm dOtadO a cOmpanhia de cOnhecimentOs sObre O ambiente sOciOecOnômicO relacionamento com em que atua, baseiam-se em 18 indicadOres, que per- investidores mitem avaliar as percepções a respeitO de gestãO, No encerramento de 2006, a Companhia contava com mais de 350 cOmpetitividade, crescimentO, atuaçãO nO exte- mil acionistas e cotistas de fundos dedicados às ações da Petrobras. riOr, visãO de futurO, apOiO sOcial, ética, e respOn- Para aprimorar o relacionamento com este público, a Companhia sabilidade sOcial e ambiental. mantém um programa constante de relacionamento com seus * * Sistema de Monitoramento da Imagem Corporativa www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 83
  • | Capital de relaCionamento Ativos intangíveis PesquisA de PerCePção Com ACionistAs (Pontuação de 0 a 100) investidores, por meio de roadshows, reuniões abertas, conference calls, chats, jornal do acionista, atendimento telefônico e por e-mail, eventos especializados, website, e outros meios de comunicação. Atuação no exterior 95 Além disso, realiza pesquisa anual na qual avalia a quali- Visão de futuro dade do atendimento e a percepção a respeito da Companhia em 93 aspectos como lucratividade, competitividade, gestão, visão de Lucratividade 92 futuro, governança corporativa, ética, tecnologia, transparência e responsabilidade social e ambiental. Tecnologia 90 relacionamento com Sentimentos 89 Fornecedores Manteve-se em 2006 a integração das empresas de materiais e Competitividade 88 serviços num só cadastro de fornecedores, alinhado às diretri- Condições de zes corporativas de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) e 84 trabalho Responsabilidade Social. Uniformizando metodologias e racio- Gestão 81 nalizando esforços, a Petrobras aperfeiçoou os critérios técnicos, jurídico-fiscais e econômico-financeiros para o cadastramento, Ética 80 além de adotar novos processos – centralizados e regionais – de avaliação e qualificação. Energias 79 alternativas O novo cadastro inclui, também, um questionário sobre Responsabilidade ações de responsabilidade social. Com questões elaboradas pelo ambiental 79 Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a son- Comunicação com 78 dagem tem por objetivos a formação de um retrato das práticas acionistas desenvolvidas na área pelos fornecedores, assim como o estímulo Transparência 78 de melhorias e a valorização de boas iniciativas. Uma das ferramentas utilizadas para estreitar as relações com Apoio social 77 os fornecedores é a internet, por meio do Portal do Cadastro. Para a Governança aquisição de bens e serviços destinados às necessidades operacio- corporativa 76 nais e aos novos empreendimentos, a Petrobras tem cerca de 5 mil Indicador geral empresas inscritas. Em todo o País, cerca de 40 mil firmas fornecem 85 bens e serviços de menor porte às unidades operacionais. As novas Condições de Fornecimento de Materiais (CFM) 84 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Bolsa de valores de são Paulo – Bovespa 40 mil firmAs no PAís forneCem Bens e serviços de menor Porte às unidAdes oPerACionAis vigoram, na aquisição de bens, para os contratos firmados desde 1º de novembro de 2005. As CFM, resultantes da interação entre a Petrobras e as associações de classe dos fornecedores, adaptaram as cláusulas à legislação e às práticas do mercado. A Companhia adotou, também, novas condições de pagamento para bens com longo tempo de fabricação fornecidos por empresas brasileiras. A Petrobras manteve a parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para incentivar a inserção competitiva de empresas de pequeno porte na cadeia produtiva do petróleo, gás natural e energia elétrica. O convênio abrange 12 estados com Unidades de Negócio da Companhia e totaliza aporte de R$ 12 milhões em três anos – R$ 6 milhões, aplicados pelo Sebrae. Devido à grande adesão à iniciativa, os investimentos das empresas participantes, inicialmente de R$ 3 milhões, subiram para R$ 16,7 milhões. contratação de Bens e serviços A Petrobras efetuou contratações diretas de bens e serviços no valor de US$ 20,8 bilhões em 2006, sendo US$ 4 bilhões em aqui- sições de materiais e US$ 16,8 bilhões em contratação de serviços. Deste total, 88% dos materiais e 70% dos serviços foram adquiri- dos de fornecedores instalados no País, resultando na participação destes em 73% das contratações efetuadas em 2006. Parte das aquisições foi efetuada pelo portal de negociações eletrônicas Petronect, que registrou, no ano, 22.719 fornecedores no Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Peru, Cingapura e Venezuela. Desde outubro de 2003, as empresas do Sistema Petrobras realizaram pelo Portal Petronect 216 mil compras, 125 leilões diretos e 274 leilões reversos. + 16937 www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 85
  • “A Petrobras tem condições de miguel Ângelo estePHanio desenvolver projetos em várias áreas de energia, gerando riqueza, emprego engenheiro de terminais e dutos, consultor de Gestão de riscos visão de Futuro: o exemplo da e melhorando as condições de vida das pessoas.” Companhia deve sempre inspirar a busca do progresso e melhoria constante. 86 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Gestão Empresarial Desempenho empresarial 88 mercaDo De capitais 91 Gestão De riscos 96 Governança corporativa 99 O preço do petróleo atingiu níveis elevados no mercado internacional em 2006, mas a Petrobras manteve a política adotada no ano anterior para evitar o repasse ao consumi- dor das oscilações dos preços internacionais. Porém, o aumento dos preços da gasolina e do diesel, em setembro de 2005, e o reajuste dos demais derivados resultaram em um valor médio de comercialização dos derivados no mercado interno 8% superior ao de 2005. Os bons resultados da Companhia ao longo do ano foram reconhecidos pelo mercado e contribuíram para a valorização nominal de seus papéis nas bolsas. As ações registraram alta de 31,94% (ordinárias) e 33,83% (preferenciais, as de maior liquidez). A gestão dos riscos, que leva em conta a natureza de suas atividades, é feita de forma integrada, buscando equilíbrio entre os objetivos de crescimento e retorno e o nível de exposição. E na área de governança corporativa, a Companhia adota procedimentos compatíveis com as normas dos mercados em que atua, monitorando continuamente a implementação e a aplicação das práticas estabelecidas. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 87
  • Gestão Empresarial DEsEmPEnhO EmPrEsAriAl Recordes em lucro e investimentos O preçO dO petróleO atingiu níveis extrema­ mente elevadOs nO mercadO internaciOnal em 2006. a média dO Brent (us$ 65,14/­Barril) fOi 19,8% superiOr à dO anO anteriOr, apresentandO picO médiO mensal de us$ 73,66/­Barril em julhO. a alta teve impactO diretO sOBre Os custOs de extraçãO dO petróleO naciOnal e de aquisiçãO dO óleO impOrtadO, que representaram, em média, 20,5% da carga fresca prOcessada. A política de preços adotada em 2005 foi mantida, como forma de evitar o repasse imediato ao consumidor da volatilidade dos preços internacionais. O preço médio de realização dos deri- vados no mercado interno foi de R$ 154,45/barril — 8% superior ao do ano anterior. As principais causas desse resultado foram o aumento dos preços da gasolina e do diesel, em setembro de 2005; a comer- cialização do Diesel S500 — de melhor qualidade — no começo de 2005; e o reajuste dos demais derivados, com destaque para a nafta, o óleo combustível e o querosene de aviação, que tiveram preços ajustados às flutuações internacionais. A comercialização total da Petrobras — incluídos gás natu- ral, álcoois, nitrogenados, exportações e vendas internacionais — atingiu 3 milhões 048 mil boe, superando em 9% os 2 milhões 808 mil boe de 2005. O volume de vendas da Companhia no mercado interno regis- trou taxa de crescimento de 3%. As vendas de gás natural cresceram 7%, impulsionadas pela expansão do mercado Sul-Sudeste, enquanto as de derivados subiram 3%. A comercialização de energia elétrica 88 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | Desempenho empresarial 154,45 reais foi o preço médio do barril de derivados no mercado interno 19% Gestão Empresarial crescimento no volume de vendas no mercado internacional cresceu 8,7%, com a entrada em vigor de contratos fechados em anos sede da Petrobras com anteriores e o aumento dos volumes em contratos vigentes. iluminação especial em comemoração à conquista da auto-suficiência, Rio de Janeiro, RJ Aumento dA ReceitA A receita operacional bruta consolidada alcançou R$ 205,4 bilhões, enquanto a receita operacional líquida atingiu R$ 158,2 bilhões – valores que superam os de 2005 em 15% e 16%, respec- tivamente. Para o resultado, contribuíram o aumento dos preços nos mercados interno e externo, e o crescimento de 3% no volume de vendas no mercado nacional e de 19% no internacional. No mercado interno, a receita líquida subiu R$ 10,9 bilhões (12,3%), devido principalmente à elevação da receita de diesel (11,6%), gasolina (18,8%) e nafta (12,2%). O volume de vendas de gasolina cresceu 7,3% (21 mil barris/dia) – sobretudo devido à redução do teor de álcool anidro, em março –, superando o aumento da comercialização de diesel, de 1,1% (7 mil barris/dia), e nafta, de 5,1% (8 mil barris/dia). O efeito da elevação de preços foi mais forte, porém, sobre o diesel, atingindo 11% (R$ 0,11/ litro), enquanto a gasolina e a nafta tiveram, respectivamente, aumentos de 9,1% (R$ 0,08/litro) e 6,5% (R$ 0,08/litro). A receita líquida no mercado externo aumentou R$ 3 bilhões, com destaque para a de exportação de petróleo, que cresceu 29% em relação a 2005, enquanto a receita de derivados diminuiu 2,3%. ResultAdo econômico-finAnceiRo O lucro operacional atingiu R$ 42,2 bilhões – 6% acima do obtido no ano anterior – em função do aumento da receita operacional líquida, da produção e do processamento do petróleo nacional, que fez crescer 23% o custo dos produtos e serviços vendidos, enquanto o aumento do preço de referência Brent foi de 19,8%. O lucro líquido atingiu R$ 25,9 bilhões, superando em 9% o alcançado em 2005. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 89
  • 23% | Desempenho empresarial Índice de retorno do Gestão Empresarial capital empregado O EBITDA (lucros antes da cobertura de juros, impostos, amor- 33,7 tizações e depreciações) foi, em conseqüência, de R$ 50,9 bilhões – 9% maior que o apurado em 2005. O retorno sobre o capital empre- gado (Roce) atingiu 23% – uma redução de um ponto percentual. O resultado financeiro alcançou R$ 1,3 bilhão negativo, com- bilhões parado ao obtido em 2005 (R$ 2,8 bilhões negativos), influenciado pela valorização do real frente às principais moedas utilizadas pela Petrobras, bem maior que a registrada em 2005. O ativo total da Companhia atingiu R$ 210,5 bilhões – um de reais em investimentos feitos crescimento de 15%, decorrente do aumento de 14,4% do ativo pela companhia no ano, imobilizado, 11,6% do circulante e 16% do realizável a longo valor 31% superior ao de 2005 15,3 prazo. Somente o caixa e as aplicações financeiras representaram 63% da variação do ativo circulante. A contrapartida no passivo ocorreu principalmente no patri- mônio líquido, com crescimento de 23,8%, com destaque para a bilhões variação de 45% no capital realizado. No endividamento, a ala- vancagem (endividamento líquido sobre capitalização líquida) foi reduzida de 24%, em 2005, para 16%. de reais aplicados na área de exploração e investimentos produção, com prioridade para o aumento A Petrobras realizou investimentos de R$ 33,7 bilhões – 31% supe- da produção e das reservas 7,2 riores aos efetuados em 2005 –, em linha com o Plano Estratégico 2015. Na área de Exploração e Produção, foram aplicados R$ 15,3 bilhões, com prioridade para o aumento da produção e das bilhões reservas. No Abastecimento, os recursos investidos somaram R$ 4,2 bilhões, voltados à agregação de valor ao petróleo e ao gás natural. Na atividade Internacional, os investimentos foram de R$ 7,2 bilhões, segundo a estratégia da Companhia de liderar, como empresa integrada, o mercado de energia na América Latina. de reais foram destinados à atividade internacional, com vistas a tornar a Do total, R$ 3,5 bilhões foram aplicados por meio de socieda- companhia líder do mercado de energia des de propósito específico (SPEs), com crescimento de 47% em na américa latina relação aos recursos investidos dessa forma no ano anterior. + 90 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Gestão Empresarial mErCADO DE CAPitAis Ações: valorização de 40% no exterior O anO fOi pOsitivO para a petrOBras nas BOlsas. a valOrizaçãO nOminal dOs papéis da cOmpanhia – de 31,94% para as ações Ordinárias (petr3) e de 33,83% para as preferenciais (petr4) – ficOu em linha cOm O desempenhO dO iBOvespa, que se valOrizOu 33% em 2006. entretantO, cOnsiderandO­se Os dividendOs pagOs aO lOngO dO anO (referentes aO exercíciO de 2005), a valOrizaçãO das ações da petrOBras fOi de 38% (Ordinárias) e de 41% (preferenciais). As ações preferenciais foram as de maior liquidez quanto ao volume financeiro e número de negócios, com média, respec- tivamente, de R$ 282 milhões e de 4.414 negócios por dia. Este desempenho garantiu à Petrobras o primeiro lugar como empresa de maior peso na carteira teórica do Ibovespa – 13,80% para o perío- do janeiro-abril de 2007. Somando-se os números dos papéis ON e PN, a Companhia girou cerca de R$ 336 milhões diários – mais de 16% do volume financeiro médio da Bovespa em 2006. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), em função da valorização do real frente ao dólar, o retorno aos detentores de títulos da Petrobras (ADRs) foi ainda maior: os recibos represen- tativos das ações ON (PBR) tiveram valorização nominal de 45%, e os das PN (PBRA), de 44%. Os papéis da Petrobras superaram importantes índices, como o Dow Jones (+ 16%), a maior referên- cia da bolsa americana; o Amex Oil Index (20%), composto por grandes empresas do setor de óleo e gás; e o Nyse’s International seminário de melhores 100 (21%), que reúne os cem ADRs mais líquidos. práticas de divulgação de A Petrobras foi a empresa não-americana mais negociada informações na Bolsa de Valores de Nova York, considerando-se a soma do www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 91
  • | mercaDo De capitais Gestão Empresarial mesa de operações comerciais no escritório da Petrobras em londres volume financeiro negociado na nyse volume financeiro médio diário das duas classes de recibos da (Média diária eM 2006 - US$ MilhõeS) Companhia. No total, os recibos ordinários movimentaram na Nyse US$ 227 milhões por dia em média, e os preferenciais, US$ 99 milhões. Petrobras* 326 Em 2006, pela primeira vez, o valor de mercado da Petrobras ultrapassou US$ 100 bilhões na média mensal (dezembro), BP 242 fechando o ano em US$ 108 bilhões. É a maior cifra dentre todas as empresas de capital aberto da América Latina e representa um CVRD* 232 aumento de 45% em relação a 2005 (US$ 74 bilhões) e de 155% Petrobras (ordinárias) 227 na comparação com 2004 (US$ 42 bilhões). Em reais, o valor de mercado atingiu US$ 230 bilhões ao final de 2006, contra R$ 174 Nokia 212 bilhões em 2005 e R$ 112 bilhões em 2004. Ao longo do ano, a Companhia aumentou em 20% sua base CVRD (ordinárias) 172 de acionistas na Bovespa, fechando 2006 com 168 mil acionistas. Esta conquista reflete não só o desdobramento de ações realizado America Movil* 154 em 2005, que tornou as ações mais acessíveis a pequenos inves- America Movil tidores, como também a crescente confiança dos investidores no (series L) 153 modelo de administração da Petrobras. BHP Billiton 114 Em abril, a Companhia listou suas ações ordinárias e prefe- renciais na Bolsa de Comércio de Buenos Aires. Esta listagem abre Cemex 105 a possibilidade aos investidores argentinos de investir diretamente nas ações da Petrobras, e permite à Companhia ampliar sua base Total 100 acionária e fortalecer sua marca junto à sociedade daquele país. A governança corporativa da Petrobras, comprometida Petrobras (preferenciais) 99 com princípios éticos, de transparência e de responsabilidade Taiwan 93 socioambiental, garantiu a listagem das ações da Companhia no Semiconductor seleto Índice Mundial de Sustentabilidade da Dow Jones. Trata- RD Shell 90 se do mais importante índice de sustentabilidade no mundo, que serve como parâmetro para análise dos investidores social Elan 87 e ambientalmente responsáveis. Em novembro, foi anunciada a entrada das ações da Petrobras no Índice de Sustentabilidade *Soma de todos os programas de ADR da Companhia Fonte: Bloomberg Empresarial da Bovespa. 92 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Pela primeira vez, o valor de mercado da Petrobras ultrapassou us$ 100 | mercaDo De capitais bilhões na média mensal (dezembro), fechando o ano em Us$ 108 bilhões. É a maior cifra dentre todas as empresas de capital aberto da América latina. Gestão Empresarial número de acionistas na bovespa finAnciAmentos coRPoRAtivos Em 2006, a Petrobras apresentou manutenção do quadro de ele- 31/12/06 167.580 vado grau de liquidez e melhora em seu custo de captação, asso- ciada ao grau de investimento atribuído pela agência de rating Moody´s Investor Services em outubro de 2005 e pela agência 31/06/06 160.395 Standard and Poor’s em janeiro de 2007. Com base neste cenário, a Companhia desenvolveu estratégias de gerenciamento de passi- 31/12/05 140.060 vos que incluíram o pré-pagamento de dívidas, renegociação das condições contratadas e novas captações estratégicas. Em relação aos pagamentos antecipados, a Petrobras rea- 31/06/05 128.962 lizou, em março, o pré-pagamento de duas séries do Programa de Securitização de Bunker e Óleo Combustível, reduzindo o volume principal remanescente para US$ 577,6 milhões, RecomPRA de Ações além de obter o consentimento dos investidores das séries Foi anunciado, em dezembro, um programa de recompra de restantes para: retirada do bunker do programa; redução do ações, que autoriza a Companhia recomprar até 91,5 milhões de custo de seguro; e redução do limite mínimo de média diária ações preferenciais – 4,9% do total de ações PN em circulação de exportação. Outros contratos financeiros também tiveram – até dezembro de 2007. A decisão de recompra reflete o enten- suas condições revisadas, o que resultou em reduções de taxas dimento da administração de que há uma defasagem do preço de juros e exclusão de mecanismos de seguro (seguros de risco da ação à luz das perspectivas de crescimento e rentabilidade político e cartas de crédito). da Petrobras e objetiva reduzir o custo financeiro da Companhia No mercado internacional de capitais, a Companhia, por no curto prazo. meio de sua subsidiária PIFCo, realizou em julho uma operação de recompra de US$ 888 milhões de títulos. Levando-se em conta dividendos o montante já recomprado no passado pela Petrobras, essa ope- No decorrer do ano, os acionistas da Petrobras receberam dividen- ração resultou no cancelamento de US$ 1,215 milhão da dívida dos relativos a 2005 que totalizaram R$ 1,6562 por ação ON ou PN. existente no mercado de capitais. Em fevereiro de 2007, foi con- Isso representa um aumento de 39% em relação aos dividendos cluída a operação de troca de cinco séries de títulos antigos da distribuídos no ano anterior, em linha com o aumento de 40% no PIFCo por novos títulos com vencimento em 2016, no valor total lucro líquido da Companhia. Para o exercício de 2006, o Conselho de US$ 399.053.000 (valor de face). de Administração propôs a distribuição de R$ 7,897 bilhões em Em setembro, a PIFCo realizou uma emissão privada de dividendos, equivalentes a R$ 1,80 por ação, um aumento de 8,7%, bonds no Japão, em ienes, no montante equivalente a US$ 300 em linha com a evolução do lucro. milhões, com prazo de dez anos, cupom de 2,15% a.a. e garantia www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 93
  • 888 | mercaDo De capitais milhões de dólares: valor da recompra de Gestão Empresarial títulos feita em junho no mercado internacional parcial do JBIC, com o objetivo de reabrir o mercado japonês e Abastecimento, Exploração e Produção, e Gás e Energia. As cap- diversificar a base de investidores da Companhia. tações foram realizadas por Sociedades de Propósito Específico Em outubro de 2006, a PIFCo realizou a primeira emissão (SPEs) criadas para cada projeto. de Global Notes após a obtenção de grau de investimento, com o Na área de Abastecimento, a Petrobras firmou, em maio, os objetivo de introduzir um novo referencial de custo de captação contratos de estruturação financeira do Projeto de Modernização para o Grupo. A emissão representou o menor custo histórico para da Refinaria Henrique Lage (Revap) no valor de US$ 900 milhões. a PIFCo para o prazo de dez anos (cupom de 6,125% a.a., retorno O projeto de construção da plataforma P-53, destinada à ao investidor de 6,185% a.a.) e teve a maior parte da demanda ori- produção no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, teve ginada do mercado de high grade. Adicionalmente, a Companhia seu empréstimo-ponte, contratado com o ABN AMRO, renovado introduziu melhorias em suas obrigações contratuais (covenants). em agosto e seu empréstimo sindicalizado refinanciado em setem- Nas operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento bro. O valor total destas operações atingiu US$ 1,1 bilhão, dos Econômico e Social (BNDES), a Petrobras sacou US$ 314 milhões, quais US$ 350 milhões correspondem ao empréstimo-ponte e por intermédio da subsidiária PNBV, para a construção das pla- US$ 750 milhões ao empréstimo sindicalizado. taformas P-51 e P-52. Ainda na área de Exploração e Produção, foi concluído, em Nas linhas de crédito no mercado bancário internacional, setembro, o refinanciamento do empréstimo sindicalizado junto aos foram captados US$ 2,112 bilhões, montante 20% superior ao bancos comerciais para o Plano Diretor de Escoamento e Tratamento de 2005, sendo 97% para dar suporte às operações de subsidiá- de Óleo da Bacia de Campos (PDET). A melhoria das condições de rias, e o restante relacionado às atividades de comercialização de crédito em relação àquelas vigentes quando da estruturação finan- petróleo e derivados. ceira, em março de 2005, permitiu a redução do spread e o cancela- Com o objetivo de proporcionar um “colchão” de liquidez mento dos seguros de risco político e comercial dessa captação. à Companhia, a PIFCo contratou, desde 2004, US$ 675 milhões Na área de Gás e Energia, dois empréstimos-ponte adicionais em standby facilities, que permitem saques de qualquer valor, no para o Gasoduto de Interligação Sudeste–Nordeste (Gasene) foram prazo de dois anos, limitados ao volume total contratado, com fechados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico prazo para pagamento do principal em um ano. e Social (BNDES) em dezembro. Um dos empréstimos, no valor de Em relação às garantias bancárias, o volume contratado pela R$ 1,05 bilhão, será aplicado na compra de tubos do trecho entre Petrobras e subsidiárias alcançou US$ 4,126 bilhões – 107,86% Cacimbas (ES) e Catu (BA); o outro, de R$ 312 milhões, será des- superior ao de 2005. tinado ao trecho entre Cabiúnas (RJ) e Vitória (ES). Em novembro, a Petrobras Netherlands BV (PNBV) assinou PRoJetos estRutuRAdos um contrato de financiamento (Co-Financing Term Loan Facility A Companhia captou recursos no mercado financeiro do País e Agreement) com o The Export-Import Bank of Korea – K-Exim (enti- do exterior por meio de operações estruturadas na modalidade dade oficial de crédito da Coréia do Sul) e o BNPParibas. O contrato, project finance, para financiar empreendimentos nas áreas de no valor de US$ 360 milhões e com prazo de oito anos, destina-se a 94 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | mercaDo De capitais Gestão Empresarial operação de deck-mating da plataforma P-52, Angra dos Reis, RJ financiar o investimento da Petrobras em duas plataformas de pro- dução de petróleo que serão construídas nos estaleiros Hyundai Heavy Industries e Daewoo Shipyard & Marine Engineering, ambos na Coréia do Sul. As plataformas serão utilizadas em campos de petróleo no exterior nos quais a Petrobras tem participação. + PROJETOS ESTRUTURADOS Ano de estruturação Valor US$ milhões Marlim 1998 1.500 Albacora 2000 410 Barracuda / Caratinga 2000 3100 Cabiúnas 2000 850 Espadarte, Voador e Marimbá (EVM) 2000 1076 NovaMarlim 2001 834 Pargo, Congo, Garoupa, Cherne e Carapeba (PDCG) 2001 85,5 Malhas 2003 1.000 Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos (Clep) 2004 1.250 Plano Diretor de Escoamento e Tratamento de Óleo da Bacia de Campos (PDET) 2005 1.270 1 Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI Macaé 2005 200 2 Modernização da Refinaria Revap 2006 900 Notas: 1. Devido ao aumento dos custos, o valor do projeto passou de US$ 910 milhões para US$ 1,27 bilhão 2. Valor em reais PROJETOS EM ESTRUTURAÇÃO Valor US$ milhões Gasoduto Urucu-Coari-Manaus e Termelétrica de Manaus (Amazônia) 1.300 Construção da Plataforma P-53 (Marlim Leste) 1.180 Gasene 2.000 Mexilhão 595 www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 95
  • Gestão Empresarial GEstãO DE risCOs Gerenciamento unidade de processamento alinhado às metas de gás natural do Pólo industrial de urucu, Am corporativas a petrOBras gerencia Os riscOs de fOrma integrada, BeneficiandO­se de pOssíveis prOteções naturais. a cOmpanhia Busca O equilíBriO adequadO entre Os OBjetivOs de crescimentO e retOrnO e O nível de expOsiçãO a riscOs inerentes às Operações Ou relaciOnadOs aO cOntextO em que atua. Pela natureza de suas atividades, a Petrobras está sujeita a uma série de riscos de mercado, como as variações dos preços de petróleo e derivados, taxas cambiais e juros. Com o gerencia- mento dos riscos alinhado aos objetivos e metas corporativas, a Companhia objetiva a segurança das operações e a execução de seu plano de investimentos, a fim de manter a rentabilidade e crescer de forma sustentável. As proposições de gestão de riscos são discutidas pelo Comitê de Gestão de Riscos, integrado por executivos das áreas de negócio e corporativas. Isto proporciona uma visão integrada das questões e facilita, para a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração, a compreensão das exposições a riscos e eventual tomada de decisão. No gerenciamento de riscos de mercado de petróleo e derivados, seguindo a premissa de avaliação periódica e sistemática da exposição líquida consolidada do risco de preço, as operações com derivativos têm, como conseqüência, se limitado a transações específicas de curto prazo (até seis meses), protegendo o resultado de operações físicas, fazendo uso de contratos futuros, swaps e opções, e utilizando métricas de controle segundo diretriz específica de gestão de riscos. 96 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | Gestão De riscos 43,2 Gestão Empresarial bilhões de dólares foi o valor dos ativos segurados cRédito Em consonância com as alterações recentes no ambiente regula- tório do País, a Petrobras adequou sua política de crédito à nova realidade do mercado. A postura tem assegurado a atratividade das vendas a prazo, sem elevação desnecessária do nível de expo- sição ao risco de crédito. Para a análise dessas operações, a Companhia criou, em 2006, a Comissão de Crédito de Petroquímica. Seu funcionamento segue o modelo das comissões das áreas de Abastecimento, e Gás e Energia, criadas em 2004, quando também foi instituído um sistema de análise de crédito (credit flow). No mercado externo, em 2006, em sintonia com o aumento das vendas da Petrobras, a análise e a concessão de crédito aos clientes (exportação e abastecimento de navios) foram padroni- zadas e centralizadas. seGuRos Em 2006, a Companhia teve aumento no prêmio final de suas principais apólices – incêndio vultoso/riscos operacionais e ris- cos de petróleo. De US$ 29,4 milhões, em 2005, o prêmio passou para US$ 34,5 milhões, com elevação de 17%. O valor dos ati- vos segurados cresceu 32%, subindo de US$ 32,7 bilhões para US$ 43,2 bilhões. A maior parte do risco da Petrobras está ressegurada no mercado internacional. No País e no exterior, a Companhia man- tém uma política permanente de divulgação de suas práticas de gestão de risco, comunicando com rapidez e transparência ao mercado segurador as informações relevantes sobre sinistros e melhorias introduzidas. A exemplo de outras grandes empresas de petróleo, a Petrobras assume parcela expressiva de seu risco, contratando franquias que podem atingir US$ 40 milhões. A Companhia não www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 97
  • A maior parte do risco da Petrobras está ressegurada no mercado internacional e a companhia | Gestão De riscos mantém uma política permanente de divulgação de suas práticas de gestão de risco. Gestão Empresarial faz seguros de lucros cessantes e controle de poço no Brasil nem pela Petrobras ou pelas empreiteiras. da malha de dutos. Os ativos da Companhia são avaliados, para efeito de seguro, Plataformas, refinarias e outras instalações são cobertas tendo em vista o custo de reposição. Considerando-se o dano por apólices de incêndio vultoso/riscos operacionais e riscos de máximo provável em cada instalação, o limite máximo de inde- petróleo. A movimentação de cargas tem a proteção de apólices nização da apólice de incêndio vultoso/riscos operacionais é de de transporte; e as embarcações, apólice de casco e máquinas. A US$ 600 milhões. responsabilidade civil e os riscos ambientais têm cobertura de A maioria das atividades no exterior é segurada ou res- uma ou mais apólices. Os projetos e instalações em construção, segurada pela Bear Insurance Co. Ltd., com sede em Bermuda. cujo dano máximo provável excede US$ 40 milhões, estão pro- Seguradora cativa, a Bear não retém risco, repassando-o integral- tegidos contra riscos de engenharia mediante apólice contratada mente ao mercado. + seguros 50 0,30% 0,25% 40 0,20% 30 0,15% 20 0,10% 10 0,05% 0 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Valores segurados (US$ bilhões) Prêmio (US$ milhões) Taxa % 98 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Gestão Empresarial GOvErnAnçA COrPOrAtivA Práticas são Em 2006, com a participação dos empregados, foi concluído o processo de revisão do Código de Ética do Sistema Petrobras, revistas de forma que teve por objetivos promover a atualização do instrumento e adequá-lo às exigências da Lei Sarbanes-Oxley (SOX) quanto à permamente abordagem de itens específicos aos Códigos de Ética das empresas com ações na Bolsa de Valores de Nova York. as práticas de gOvernança cOrpOrativa sãO apri­ Em atendimento à SOX, a Petrobras divulga no Form 20-F mOradas de fOrma permanente, assim cOmO O rela­ (Annual Report, exigido pela SEC) que um dos nove membros do ciOnamentO cOm aciOnistas, clientes, fOrnecedO­ Conselho de Administração, eleitos na Assembléia Geral Ordinária res, empregadOs e demais púBlicOs de interesse. a de 3 de abril de 2006, é especialista financeiro. + cOmpanhia adOta prOcedimentOs de gestãO cOm­ patíveis cOm as nOrmas dOs mercadOs em que atua, mOnitOrandO cOntinuamente a implementaçãO e a aplicaçãO das práticas estaBelecidas. No Brasil, a Petrobras está sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No exterior, cumpre as normas da Securities and Exchange Commission (SEC) e da New York Stock Exchange (Nyse), nos Estados Unidos, e do Latibex da Bolsa de Madri, na Espanha. A partir de 2006, com a listagem de suas ações na Argentina, passou a k No relatório anual de 2006, estar sujeita também às normas da Comisión Nacional de Valores arquivado na SeC, a Petrobras (CNV) e da Bolsa de Comércio de Buenos Aires. certifica a efetividade de A Companhia mantém em análise o processo de adesão for- seus controles internos em mal aos níveis diferenciados de governança corporativa da Bolsa atendimento à seção 404 da SOX. de Valores de São Paulo e, desde as reformas estatutárias de 2002, está alinhada às práticas e aos regulamentos estabelecidos. Foi dado prosseguimento ao programa de treinamento k Com a participação dos em governança para executivos e empregados cuja atuação empregados, foi concluída a envolva diretamente o relacionamento com empresas do Sistema revisão do código de ética da Petrobras, promovendo a conscientização sobre a importância Petrobras, que foi atualizado e do tema e difundindo as melhores práticas adotadas no Brasil e adequado às exigências legais. no exterior. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 99
  • | Governança corporativa Gestão Empresarial contRoles inteRnos O Programa Integrado de Sistemas e Métodos de Controles Internos (Prisma), incluído na agenda estratégica da Petrobras e atualmente incorporado à Gerência Geral de Controles Internos estrutura da Companhia, concluiu os trabalhos para atendimento aos requi- sitos da Seção 404 da Lei Sarbanes-Oxley. de governança As atividades desenvolvidas em 2006, sob orientação do corporativa Comitê de Gestão de Controles Internos da Companhia e moni- toramento do Comitê de Auditoria, consistiram na conclusão do Na estrutura de governança corporativa da Petrobras estão mapeamento, documentação e manutenção da estrutura de con- o Conselho de Administração e seus comitês, a Diretoria troles internos para mitigação dos riscos associados aos relatórios Executiva, o Conselho Fiscal, a Auditoria Interna, a Ouvidoria financeiros consolidados do Sistema Petrobras. Geral, o Comitê de Negócios e os Comitês de Gestão. A Gerência Geral de Controles Internos da Petrobras, fun- conselho de AdministRAção damentada principalmente nas orientações do Public Company Órgão de natureza colegiada e com autonomia dentro de suas Accounting Oversight Board (PCAOB), do Committee of prerrogativas e responsabilidades, estabelecidas por lei e Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (Coso) pelo Estatuto Social, tem como principais atribuições fixar as e do Control Objectives for Information and Related Technology diretrizes estratégicas da Companhia e supervisionar os atos de gestão da Diretoria Executiva. Eleitos em Assembléia Geral (Cobit), deu continuidade à implementação das melhores práti- Ordinária para mandatos de um ano, permitida a reeleição, cas de governança corporativa e de controle sobre processos de são nove os integrantes do Conselho – sete representam o negócios, serviços, financeiros e de tecnologia da informação. acionista controlador; um, os acionistas minoritários titulares A Petrobras validou, junto aos auditores independentes, de ações ordinárias; e um representa os acionistas titulares de ações preferenciais. o desenho dos processos e controles de impacto relevante nos Relatórios Financeiros Consolidados. Foram remediadas todas as diRetoRiA executivA deficiências que pudessem representar risco significativo ou mate- Exerce a gestão dos negócios, em sintonia com a missão, os rial à certificação de controles internos. As Auditorias Internas do objetivos, as estratégias e as diretrizes fixadas pelo Conselho de Administração. É composta pelo presidente e seis diretores Sistema, vinculadas aos Conselhos de Administração, aplicaram eleitos pelo Conselho para mandatos de três anos, permitida a novos testes de efetividade de controles, e não foram constatados reeleição, podendo ser destituídos a qualquer tempo. Somente quaisquer desvios que comprometessem o julgamento da ade- o presidente é membro do Conselho de Administração, sem, quação da estrutura de controles da Companhia, tanto em nível no entanto, presidir o órgão. de entidade, como sobre processos e tecnologia da informação. A documentação do desenho dos processos, dos controles e dos testes de efetividade vem sendo armazenada regularmente 100 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | Governança corporativa Gestão Empresarial fábrica de emulsões asfálticas, em são José dos campos, sP conselho fiscAl comitês do conselho de AdministRAção Permanente e independente da administração, como prevê a Lei São três: Auditoria; Meio Ambiente; e Remuneração e Sucessão. das Sociedades Anônimas, é composto por cinco membros, com Seus integrantes pertencem ao Conselho e o assessoram no mandatos de um ano, permitida a reeleição. Um deles representa cumprimento das responsabilidades de orientação e direção os acionistas minoritários; outro, os acionistas titulares de ações superior da Companhia. preferenciais; e três atuam em nome da União – um deles indi- cado pelo ministro da Fazenda, como representante do Tesouro comitê de Auditoria Nacional. Cabe ao Conselho Fiscal representar os acionistas em Atendendo totalmente às exigências da Lei Sarbanes-Oxley, é sua função fiscalizadora, acompanhando os atos dos adminis- composto por três membros independentes do Conselho de tradores e verificando o cumprimento de seus deveres legais e Administração, sendo seu presidente um especialista financeiro estatutários, bem como defender os interesses da Companhia e – de acordo com as definições da SEC. Tem como função analisar dos acionistas. questões relacionadas à integridade dos relatórios financeiros em US GAAP e à eficácia dos controles internos, assim como AuditoRiA supervisionar os auditores externos e internos da Petrobras. A Auditoria Interna planeja, executa e avalia as atividades de auditoria interna e atende às solicitações da Alta Administração comitê de neGócios e de órgãos externos de controle. A Companhia se vale também Fórum de integração, atua na promoção do alinhamento entre o de auditoria externa, escolhida pelo Conselho de Administração, desenvolvimento dos negócios, a gestão da Companhia e as dire- com restrição de prestação de serviços de consultoria. É obriga- trizes do Plano Estratégico, dando suporte ao processo decisório tório, a cada cinco anos, o rodízio entre empresas de auditoria. da Alta Administração. ouvidoRiA GeRAl comitês de Gestão A Ouvidoria Geral, vinculada ao Conselho de Administração, Fóruns para amadurecimento e aprofundamento de temas a planeja, orienta, coordena e avalia atividades que visem acolher serem apresentados ao Comitê de Negócios, com o qual traba- opiniões, sugestões, críticas, reclamações e denúncias dos lham de forma articulada. Esta integração também existe entre públicos de relacionamento da Companhia, promovendo as os Comitês de Gestão e no seu relacionamento com os Comitês apurações decorrentes e as providências a adotar. Cabe a essa do Conselho de Administração. unidade atuar como canal para recebimento e processamento A Companhia conta atualmente com os seguintes Comitês de denúncias a respeito de questões contábeis, controles de Gestão: Exploração e Produção; Abastecimento; Gás e internos e auditoria, incluindo a submissão confidencial e anô- Energia; Recursos Humanos; Segurança, Meio Ambiente nima por empregados, de modo a atender às exigências da Lei e Saúde; Análise de Organização e Gestão; Tecnologia da Sarbanes-Oxley. Informação; Controles Internos; Riscos; Tecnologia Petrobras; Responsabilidade Social e Ambiental; e Marketing e Marcas. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 101
  • | Governança corporativa Gestão Empresarial em sistema integrado de gerenciamento de controles internos, que monitora automaticamente o fluxo de papéis e responsabi- lidades, viabilizando a assinatura sobre a estrutura de controles internos, desde os níveis das gerências responsáveis diretamente pelos controles até os níveis superiores, chegando até o diretor Financeiro e o presidente da Petrobras. Desta forma, os gestores, a Gerência Geral de Controles Internos, as Auditorias Internas, a Alta Administração e o Comitê de Auditoria podem visualizar, a qualquer tempo, o diagnóstico atualizado da situação dos con- troles internos do Sistema Petrobras. divulGAção de infoRmAções Como parte de sua política de transparência no relacionamento com o mercado de capitais, a Companhia realiza reuniões abertas trimestrais para tornar públicos seus resultados e divulga seus balanços trimestrais em BR GAAP e US GAAP. Em virtude da lista- gem de suas ações na Argentina, a partir do fechamento de 2006, divulgará também seu balanço anual em US GAAP reconciliado ao padrão argentino. A Petrobras possui um documento interno que formaliza os controles e procedimentos de divulgação de informações a serem seguidos por todos os profissionais da Companhia, garantindo que as informações divulgadas ao mercado sejam registradas, processadas, elaboradas e disponibilizadas de acordo com as normas e prazos legais. + trabalhador da Refinaria duque de caxias, RJ 102 | relatório anual 2006 | petrobras
  • | governança corporativa Organização Geral da Petrobras O modelo de organização da Petrobras, aprovado pelo Conselho da Bacia de Santos. Além disso, foram realizadas reavaliações do de Administração em outubro de 2000, vem sendo aprimorado modelo de organização e gestão da Área de Negócio Internacional constantemente para se ajustar ao Plano Estratégico. Mudanças e em algumas estruturas de Unidades de Negócio no exterior, promovidas na estrutura da Companhia em 2006 resultaram, assim como a implementação da nova estrutura organizacional entre outras, na reorganização da área de Negócio de Gás e Energia da área Financeira. + e na criação da Unidade de Negócio de Exploração e Produção Gestão Empresarial www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 103
  • gestão Empresarial DirEtoria ExEcutiva José sergio gabrielli de azevedo presidente Área Corporativa Ouvidoria Geral Maria augusta Carneiro ribeiro Auditoria Interna gerson luiz gonçalves Secretaria-Geral da Petrobras Hélio sHiguenobu FuJikawa Gabinete do Presidente arMando raMos tripodi Estratégia e Desempenho Empresarial Celso Fernando luCCHesi Desenvolvimento de Sistemas de Gestão antonio sergio oliveira santana Novos Negócios rogerio gonCalves Mattos Comunicação Institucional wilson santarosa Jurídico nilton antonio de alMeida Maia Recursos Humanos diego Hernandes Área FinanCeira alMir guilHerMe barbassa Diretor Finanças pedro augusto bonésio Planejamento Financeiro e Gestão de Riscos Jorge José naHas neto Corporativo daniel liMa de oliveira Contabilidade MarCos antonio silva Menezes Tributário Maria aliCe Ferreira desCHaMps CavalCanti Relacionamento com Investidores raul adalberto de CaMpos Área De negóCio De gÁs e energia ildo luís sauer Diretor Gás e Energia Corporativo antonio eduardo Monteiro de Castro Gás e Energia Desenvolvimento Energético Mozart sCHMitt de Queiroz Gás e Energia Marketing e Comercialização luiz antonio Costa pereira Gás e Energia Operações e Participações em Energia Fernando José CunHa Gás e Energia Logística e Participações em Gás Natural sYdneY granJa aFFonso 104 | relatório anual 2006 | petrobras
  • Área De neGócio De exploração e proDução | Diretoria executiva GuilheRme de oliveiRA estRellA Diretor E&P Corporativo fRAncisco nePomuceno filho E&P Norte-Nordeste solAnGe dA silvA Guedes E&P Sul-Sudeste José Antonio de fiGueiRedo E&P Engenharia de Produção José miRAndA foRmiGli filho E&P Exploração PAulo mAnuel mendes de mendonçA E&P Serviços eRARdo Gomes bARbosA filho Gestão Empresarial Área De neGócio De abastecimento PAulo RobeRto costA Diretor Abastecimento Corporativo veninA velosA dA fonsecA Abastecimento Logística PAulo mAuRício cAvAlcAnti GonçAlves Abastecimento Refino AlAn kARdec Pinto Abastecimento Marketing e Comercialização nilo cARvAlho vieiRA filho Abastecimento Petroquímica e Fertilizantes José limA de AndRAde neto Área De neGócio internacional nestoR cuñAt ceRveRó Diretor Internacional Corporativo cláudio cAsteJon Internacional Cone Sul décio fAbRício oddone dA costA Internacional Desenvolvimento de Negócios luís cARlos moReiRA dA silvA Internacional Suporte Técnico aos Negócios Abílio PAulo PinheiRo RAmos Internacional Américas, África e Eurásia sAmiR PAssos AwAd Área De serviços RenAto de souzA duQue Diretor Segurança, Meio Ambiente e Saúde RicARdo sAntos Azevedo Materiais mARco AuRelio dA RosA RAmos Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo A. Miguez de Mello cARlos tAdeu dA costA fRAGA Engenharia PedRo José bARusco filho Tecnologia da Informação wAshinGton luiz fARiA sAlles Serviços Compartilhados RicARdo Antonio AbReu iAndA Conselho de AdministrAção Conselho FisCAl Presidente Titulares dilmA vAnA Rousseff mARiA lúciA de oliveiRA fAlcón nelson RochA AuGusto Conselheiros túlio luiz zAmin silAs RondeAu cAvAlcAnti silvA eRenice Alves GueRRA Guido mAnteGA mARcus PeReiRA Aucélio José seRGio GAbRielli de Azevedo GleubeR vieiRA* Suplentes ARthuR Antonio sendAs celso bARReto neto RoGeR AGnelli mARiA AuxiliAdoRA Alves dA silvA fábio colletti bARbosA mARcelo cRuz JoRGe GeRdAu JohAnnPeteR edison fReitAs de oliveiRA * a partir de 02/04/2007 foi substituído por Francisco Roberto de Albuquerque eduARdo coutinho GueRRA www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 105
  • GlOssáriO AdR – AmeRicAn dePositARY ReceiPts | Certificados negociáveis um reservatório contínuo ou de mais de um reservatório, a pro- nos Estados Unidos e que representam uma ou mais ações de uma fundidades variáveis, abrangendo instalações e equipamentos companhia estrangeira. Um banco depositário norte-americano destinados à produção. emite os ADRs contra o depósito das ações subjacentes, mantidas por um custodiante no país de origem das ações. No caso das ações da cAPAcidAde instAlAdA | Capacidade de processamento da uni- Petrobras, em 2006 cada ADR representava 4 ações subjacentes. dade, autorizada pela ANP. AGênciA nAcionAl do PetRóleo, Gás nAtuRAl e biocombus- cARGA fRescA PRocessAdA | Total de petróleo cru processado tíveis (AnP) | Órgão regulador do setor de petróleo e gás natural nas plantas de destilação. no Brasil cARGA (totAl) PRocessAdA | Total de petróleo cru, somado às biodiesel | Combustível alternativo ao diesel, renovável e bio- correntes de reprocessamento e derivados intermediários, pro- degradável, obtido a partir da reação química de óleos, de origem cessado nas plantas de destilação. animal ou vegetal com álcool, na presença de um catalisador (rea- ção conhecida como transesterificação). Pode ser obtido também cestA de RefeRênciA dA oPeP | Saharan Blend (Argélia), Minas pelos processos de craqueamento e esterificação. (Indonésia), Bonny Light (Nigéria), Arab Light (Arábia Saudita), Dukhan (Catar), BCF-17(Venezuela), Iranian heavy, Kuwait bloco | Pequena parte de uma bacia sedimentar onde são desen- Crude, Es Sider (Líbia), Murban (Emirados Árabes Unidos) e volvidas atividades de exploração e produção de petróleo e gás Basrah (Iraque). natural. co-GeRAção | Geração simultânea de eletricidade e energia tér- bRent | Mistura de petróleos produzidos no Mar do Norte, oriun- mica (calor/vapor de processo), por meio do uso seqüencial e efi- dos dos sistemas petrolíferos Brent e Ninian, com grau API de ciente de quantidades de energia de uma mesma fonte. Aumenta 39,4º e teor de enxofre de 0,34%. a eficiência térmica do sistema termodinâmico como um todo. bR GAAP | Sigla que em inglês significa Generally Accepted condensAdo | Líquido do gás natural, obtido no processo de Accounting Principles in Brazil, representa os princípios contá- separação normal de campo, que é mantido na fase líquida nas beis geralmente aceitos no Brasil. condições normais de pressão e temperatura. bunkeR | Combustível para abastecer navios. confeRence cAll | Conferência telefônica com analistas, inves- tidores institucionais e investidores individuais no período em cAmPo | Área produtora de petróleo ou gás natural a partir de que a Companhia reporta seus resultados financeiros do trimestre 106 | relatório anual 2006 | petrobras
  • mais recente. A conferência deve incluir também informações Gás liQuefeito de PetRóleo (GlP) | Mistura de hidrocarbonetos relacionadas à visão de futuro da Empresa. com alta pressão de vapor, obtida do gás natural em unidades de processo especiais, que é mantida na fase líquida em condições coQueAmento RetARdAdo | Forma mais severa de craqueamento especiais de armazenamento na superfície. térmico, transforma resíduo de vácuo em produtos mais leves, produzindo, adicionalmente, coque Gás nAtuRAl | Todo hidrocarboneto ou mistura de hidrocarbonetos que permaneça em estado gasoso nas condições atmosféricas nor- CRAQueAmento cAtAlítico | Processo de refino que converte óleos mais, extraído diretamente a partir de reservatórios petrolíferos ou destilados pesados em frações leves de maior valor comercial, tais gaseíferos, incluindo gases úmidos, secos, residuais e gases raros. como gasolinas, gás liquefeito de petróleo (GLP) e naftas. Gás nAtuRAl liQuefeito (Gnl) | Gás natural resfriado a tempe- deRivAtivo | Contrato ou título cujo valor está relacionado aos raturas inferiores a -160ºC para transferência e estocagem como movimentos de preço de um título, instrumento ou índice sub- líquido. jacente. Pode ser utilizado como instrumento de hedge. GAsolinA nAtuRAl | Líquido do gás natural, cuja pressão de vapor é doençA do tRAbAlho | Doença adquirida ou desencadeada em um meio-termo entre a do condensado e a do gás liquefeito de petró- função de condições especiais em que o trabalho é realizado e que leo, obtido por um processo de compressão, destilação e absorção. com ele se relaciona diretamente. GoveRnAnçA coRPoRAtivA | Relação entre agentes econômicos dow Jones sustAinAbilitY index (dJsi) | Reflete o retorno de (acionistas, executivos, conselheiros) com capacidade de influen- uma carteira teórica composta pelas ações de empresas listadas ciar/determinar a direção e o desempenho das corporações. A boa na Bolsa de Valores de Nova York com os melhores desempenhos governança corporativa garante, aos sócios, eqüidade, transparên- em todas as dimensões que medem sustentabilidade empresarial. cia e responsabilidade pelos resultados. Considerado o mais importante índice de sustentabilidade no mundo, serve como parâmetro para análise dos investidores sócio GRAu APi do AmeRicAn PetRoleum institute (ºAPi) | Forma de e ambientalmente responsáveis. expressar a densidade relativa de um óleo ou derivado. A escala API, medida em graus, varia inversamente à densidade relativa, ebitdA (eARninGs befoRe inteRest, tAxes, dePReciAtion & isto é, quanto maior a densidade relativa, menor o grau API. O grau AmoRtizAtion exPenses) | Resultado antes de juros, impostos, API é maior quando o petróleo é mais leve. Petróleos com grau depreciação e despesas de amortização. API maior que 30 são considerados leves; entre 22 e 30 graus API, são médios; abaixo de 22 graus API, são pesados; com grau API e&P | Exploração e produção de petróleo e gás natural. igual ou inferior a 10, são petróleos extrapesados. Quanto maior o grau API, maior o valor do petróleo no mercado. eteno ou etileno | Produto petroquímico básico da família das olefinas leves (C2H4) produzido a partir da nafta ou etano. GRAu de investimento | Nível de classificação de risco a partir do qual a empresa é considerada de baixo risco e, portanto, seus fPso | Floating, Production, Storage & Offloading | Unidade flu- valores mobiliários podem ser adquiridos por investidores mais tuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo conservadores. Também se utiliza o termo Investment Grade. construída a partir de um navio. hedGe | Posição ou combinação de posições financeiras que con- Gás nAtuRAl AssociAdo | Gás natural produzido juntamente tribuem para reduzir algum tipo de risco. com o óleo. As jazidas de petróleo, geralmente são compostas de três fases: óleo, gás e água. No caso em questão, o gás é obtido após ibovesPA - índice bovesPA | Indicador de variação de preços de processo de separação física da fração líquida do petróleo. Há tam- uma carteira teórica de ações definida periodicamente pela Bolsa bém o gás não associado, produzido a partir de jazidas puramente de Valores de São Paulo. de gás. Nesse caso, não há necessidade de separação física durante sua produção. Em ambos os casos, porém, depois de produzido índice de RePosição de ReseRvA (iRR) | Relação entre o volume e/ou separado, o gás é processado antes de ser colocado à venda, de reservas incorporadas no ano e o volume total produzido no de modo a atingir os padrões de qualidade exigidos. mesmo ano. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 107
  • índice de sucesso exPloRAtóRio | Número de poços explora- offshoRe | Localizado ou operado no mar. tórios com presença de óleo e/ou gás comerciais em relação ao número total de poços exploratórios perfurados e avaliados, no ohsAs 18001 | Norma, elaborada e gerenciada pela BSI ano em curso. Management Systems, que especifica os requisitos de sistemas de gestão da saúde e segurança ocupacionais, visando, inclusive, índice de sustentAbilidAde emPResARiAl dA bovesPA (ise) | à certificação desses sistemas. O ISE reflete o retorno de uma carteira teórica composta por ações de empresas com os melhores desempenhos em todas as dimensões óleo | Porção do petróleo existente na fase líquida nas condições que medem sustentabilidade empresarial. As 34 empresas, cujas 43 originais do reservatório e que permanece líquida nas condições ações (inclui ordinárias e preferenciais) compõem o índice, foram de pressão e temperatura de superfície. selecionadas por suas políticas, práticas de gestão, desempenho e cumprimento legal de obrigações no que diz respeito a eficiência óleo combustível | Frações mais pesadas da destilação atmosfé- econômica, equilíbrio ambiental, justiça social, natureza do produto rica do petróleo. Largamente utilizado como combustível indus- e governança corporativa. O ISE é uma iniciativa pioneira na América trial em caldeiras, fornos, etc. Latina que busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contem- onshoRe | Localizado ou operado em terra. porânea e estimular a responsabilidade ética das corporações. oPeP | Organização dos Países Exportadores de Petróleo | Argélia, investment GRAde | Nível de classificação de risco a partir do Indonésia, Irã, Iraque, Kuwait, Nigéria, Catar, Arábia Saudita, qual a empresa é considerada de baixo risco, e portanto seus Emirados Árabes e Venezuela. valores mobiliários podem ser adquiridos por investidores mais conservadores. Em português utiliza-se o termo Grau de PetRóleo | Todo e qualquer hidrocarboneto líquido em seu Investimento. estado natural, a exemplo do óleo cru e condensado. iso 14001 | Norma internacional, elaborada e gerenciada pela PetRóleo cRu (ou óleo cRu) | Aquele que entra pela primeira International Organization for Standardization, que especifica os vez numa planta de processo. requisitos de sistemas de gestão ambiental, visando, inclusive, à certificação desses sistemas. Polietileno | Produto petroquímico utilizado na produção de tonéis, vasos, embalagens para filmes, plásticos para embrulhar líQuido de Gás nAtuRAl (lGn) | Parte do gás natural que se roupas e materiais de pequeno peso. encontra na fase líquida em determinada condição de pressão e temperatura na superfície obtida nos processos de separação PoliPRoPileno | Produto petroquímico com aplicações seme- de campo, em unidades de processamento de gás natural ou em lhantes às do polietileno de alta densidade: filmes, caixas para operações de transferência em gasodutos. bebidas, embalagens, etc. mARGem bRutA | Lucro Bruto ÷ Receita Líquida PRoPeno ou PRoPileno | Petroquímico básico produzido a partir da nafta ou propano que serve de matéria-prima para a produção mARGem oPeRAcionAl | Lucro Operacional ÷ Receita Líquida de polipropileno. mARGem líQuidA | Lucro Líquido ÷ Receita Líquida RAtinG | Classificação ou avaliação de risco. mARket shARe | Fatia ou participação no mercado. ReseRvA | Recursos descobertos de petróleo e/ou gás natural comercialmente recuperáveis a partir de determinada data. nAftA | Derivado de petróleo utilizado principalmente como maté- ria-prima da indústria petroquímica na produção de eteno e propeno, ReseRvA PRovAdA | Reservas de petróleo e/ou gás natural que, além de outras frações líquidas, como benzeno, tolueno e xilenos. com base na análise de dados geológicos e de engenharia, se estima recuperar comercialmente de reservatórios descobertos novAs fRonteiRAs | Áreas de bacias ou bacias ainda pouco e avaliados, com elevado grau de certeza e cuja estimativa consi- exploradas. dere as condições econômicas vigentes, os métodos operacionais 108 | relatório anual 2006 | petrobras
  • usualmente viáveis e os regulamentos instituídos pelas legislações wti | West Texas Intermediate WTI | Petróleo com grau API entre petrolífera e tributária brasileiras. 38 e 40 e aproximadamente 0,3% de enxofre, cuja cotação diária no mercado spot reflete o preço dos barris entregues em Cushing, Roce (RetoRno sobRe o cAPitAl emPReGAdo) | Obtém-se com Oklahoma, nos Estados Unidos. a fórmula: lucro líquido – resultado financeiro (líquido de IR e CSSL) / empréstimos e financiamentos médios + patrimônio líquido médio – aplicações financeiras. tAbelA de conveRsão A) Metros cúbicos (m3) em barris (b): sec | Securities and Exchange Commission | Órgão regulador e m3 b= fiscalizador do mercado de capitais norte-americano, equivalente, 0,158984 no Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). b) Barris (b) em metros cúbicos (m3): sPe | Society of Petroleum Engineers. m3 = b x 0,158984 swAP | Contrato de troca de fluxos de pagamentos entre duas par- c) Metros cúbicos (m3) em toneladas (t): tes. Um tipo tradicional de swap de petróleo consiste em contrato t = m3 x D no qual uma parte compra por determinado preço fixo e vende pela cotação futura flutuante. d) Toneladas (t) em metros cúbicos (m 3): t m3 = usinAs tiPo meRchAnt | Os contratos com as três usinas terme- D létricas tipo “Merchant” foram celebrados diante da crise ener- gética que resultou em racionamento de energia em 2001/2002. e) Barris (b) em toneladas (t): Esses contratos previam o pagamento de “contribuições de con- t = b x 0,158984 x D tingência”, caso as receitas com a venda de energia não fossem suficientes para cobrir os custos das usinas. f) Toneladas (t) em barris (b): t b= D x 0,158984 us GAAP | Sigla que em inglês significa Generally Accepted Accounting Principles in the United States, representa os princí- G) 1 m3 = 1.000 litros = 6,28994113 b pios contábeis geralmente aceitos nos Estados Unidos. h) 1 b = 158,984 litros = 0,158984 m3 vAloR de meRcAdo | É o valor da companhia medido pelo preço das suas ações no mercado, segundo a fórmula: (Preço da ação x i) 1.000 m3 gás natural = 1 m3 óleo número de ações). (aproximadamente) vAloR PAtRimoniAl | É o valor do patrimônio líquido da J) D = M , onde companhia. V D = Densidade; M = Massa e V = Volume volAtilidAde | Medida estatística da tendência de variação de um preço ou taxa no tempo. Normalmente medida por meio da variância ou do desvio padrão, quanto maior a volatilidade da cotação, maior sua variação em torno de um valor médio. volume RecuPeRável | Volume de petróleo, expresso nas condi- ções básicas, que poderá ser obtido como resultado da produção de um reservatório, desde as condições iniciais até o seu aban- dono, por meio da melhor alternativa apontada pelos estudos técnico-econômicos realizados até a época da avaliação. Fórmula: volume recuperável = volume original x fator de recuperação. www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 109
  • EnDErEçOs RePResentAções no exteRioR PetRóleo bRAsileiRo s.A. – PetRobRAs novA YoRk Av. República do Chile, 65 – Centro 570, Lexington Avenue 43rd Floor 20031-912 – Rio de Janeiro – RJ 10022-6837 New York, NY, USA Tel.: (21) 3224-4477 Tel.: (1) 212 829-1517 Fax: (1) 212 832-5300 RePResentAções no bRAsil tóQuio bRAsíliA Togin Building 5th Floor, Room 508 4-2 Marunouchi 1- Chome Setor de Autarquias Norte - SAN Chiyoda-Ku Quadra 1, bloco D, Edifício PETROBRAS - 2º andar Tokyo 100-0005 Japan 70040-901 – Brasília – DF Tel.: (81) 3 5208-5285 Tel.: (61) 3429-7131 Fax: (81) 3 5208-5288 Fax: (61) 3226-6341 chinA São Paulo Avenida Paulista, nº 901 – 11º andar - Cerqueira César Petrobras Beijing Representative Office 01311-100 São Paulo, SP China World Trade Center Tower 1, Units 1221-1225 Nº 1, Jian Guo Men Wai Avenue, Chao Yang District, Tel.: (11) 3523-6501 Beijing 100004, Fax: (11) 3523-6488 P.R.China. sAlvAdoR Tel.: (86-10) 6505-9838 Avenida Antônio Carlos Magalhães, nº 1113 - sala 112 - Pituba Fax: (86-10) 6505-9850 41825-903 – Salvador – BA cinGAPuRA Tel.: (71) 3350-3700 Fax: (71) 3350-3080 435 Orchard Road #19-05/06 - Wisma Atra Singapore 238877 Tel.: (65) 6550-5080 Fax: (65) 6734-9081 110 | relatório anual 2006 | petrobras
  • ATENDIMENTO AOS ACIONISTAS PETrólEO BrASIlEIrO S.A. – PETrOBrAS DEPArTAMENTO DE rElACIONAMENTO PArA A AMérICA lATINA Suporte ao Acionista Tel.: (11) 3048-3507 Tel.: (21) 3224-1524 ou 3224-1550 Av. Brigadeiro Faria Lima, 3729 – 14º andar 0800-2821540 04538 – São Paulo, SP Fax: (21) 2262-3678 Av. República do Chile, 65 – sala 2202-B ATENDIMENTO AOS INVESTIDOrES 20031-912 Centro, Rio de Janeiro, RJ Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras e-mail: acionistas@petrobras.com.br Gerência de Relacionamento com Investidores Tel.: (21) 3224-1510 ou 3224-9947 BANCOS DEPOSITárIOS Fax: (21) 3224-6055 Av. República do Chile, 65 – sala 2202-B BANCO DO BrASIl S.A. 20031-912 Centro, Rio de Janeiro, RJ Atendimento ao Acionista e-mail: petroinvest@petrobras.com.br Tel.: 4004-0001 – Regiões Metropolitanas e Capitais 0800 72 99 001 Demais Localidades SITE NA INTErNET Diretoria de Mercado de Capitais e Investimentos Núcleo de Escrituração de Ativos www.petrobras.com.br é a página da Petrobras na internet. Nesta Rua Lélio Gama, 105 – 26º andar página, estão disponíveis informações gerais sobre a Companhia, 20031-201 Centro, Rio de Janeiro, RJ incluindo uma sala específica de relações com investidores, com e-mail: aescriturais@bb.com.br notas sobre os resultados, demonstrativos contábeis (padrão bra- Obs.: O atendimento aos acionistas é realizado por toda a rede de agências do banco. sileiro e norte-americano), relatórios anuais, áudio e transcrição de apresentações a investidores, estatuto social, cotações das ADr ações, informações aos acionistas, etc. JP Morgan Chase Bank Tel.: (001) 201 680-6630 ASSEMBléIA GErAl OrDINárIA Fax: (001) 212 623-0079 As Assembléias Gerais Ordinárias (AGO) são realizadas nos qua- PO BOX 3408 tro primeiros meses seguintes ao término do exercício social, South Hackensack, NJ 07606-3408 conforme artigo 39 do Estatuto, na sede da Empresa, localizada e-mail: adr@jpmorgan.com à Avenida República do Chile, 65, Centro, Rio de Janeiro. site: www.adr.com www.petrobras.com.br | relatório anual 2006 | 111
  • cooRdenAção GeRAl, PRodução e edição Relacionamento com Investidores e Comunicação Institucional PRoJeto GRáfico e diAGRAmAção Tabaruba Design PRodução editoRiAl Flavia Cavalcanti edição de texto Vania Mezzonato texto Francisco Noel Revisão Fani Knoploch imPRessão RR Donnelley Moore fotoGRAfiA Banco de Imagens Petrobras, Bruno Veiga, Estefano Lessa, Felipe Goifman, Geraldo Falcão, J. Valpereiro, José Caldas, Juarez Cavalcanti, Roberto Rosa, Rogério Reis, Segundo Luchia Puig, Thelma Vidales Capa: Plataforma P-52, em fase de montagem no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, tem capacidade para produzir 180 mil bpd e vai operar no campo de Roncador, na Bacia de Campos, em águas de 1800 metros de profundidade, a partir do segundo semestre de 2007 (Felipe Goifman) Sumário: Laboratório de Ensaios Veiculares do Cenpes – Rio de Janeiro, RJ (Bruno Veiga) Página 10: José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras - Sede da empresa, Rio de Janeiro, RJ (Rogério Reis) Página 18: Terminal de abastecimento de Betim, MG (Bruno Veiga) Página 44: Planta Puerto General San Martín – Provincia de Santa Fé, Argentina (Segundo Luchia Puig) Página 56: Centro de Defesa Ambiental (CDA) da Reduc – Rio de Janeiro, RJ (Rogério Reis) Página 76: Centro de Realidade Virtual da Área de Exploração e Produção – Rio de Janeiro, RJ (Geraldo Falcão) Página 86: Sala de trading da Área de Abastecimento – Rio de Janeiro, RJ (Geraldo Falcão) PAPel O Relatório de Atividades Petrobras 2006 foi impresso em papel Reciclato, da Suzano. 112 | relatório anual 2006 | petrobras
  • RelatóRio aNUal 2006 | www.petrobras.com.br