O maior número de produtos fabricados pelas empresas “A” pertence ao segmento de conformados e usinados (23 citações) enquanto que na “B/C”, pertencem ao segmento de químicos, plásticos e borrachas (29 citações).
Principais Produtos
A indústria gaúcha ligada ao setor automotivo dedica-se essencialmente aos segmentos químico e metal-mecânico . O segmento eletro-eletrônico tem pouca representatividade.
Existe um número elevado de produtos das empresas “B/C” destinados a outras indústrias que não a automotiva. Isto porque até hoje o setor automobilístico não tinha presença marcante no estado.
Principais Mercados
As empresas “A” destinam a maior parte da sua produção para as montadoras no Brasil e Mercosul e seus fornecedores de primeiro nível e para o mercado de reposição no Brasil.
Principais Mercados
Mercado de reposição continua sendo importante para as empresas gaúchas de auto-peças.
Montadoras e fornecedores de primeiro nível também representam um nicho de mercado relevante, reforçando a necessidade de capacitação do setor face à chegada de novas montadoras.
Principais Clientes
Os principais clientes (mesmo que não o principal volume de compras) das empresas gaúchas são outras empresas de autopeças .
Caráter fornecedor de segundo nível das empresas gaúchas.
As empresas “B/C” não citaram nenhuma empresa de automóveis como principal cliente. As mesmas possuem como seus principais clientes empresas de indústrias como a de eletrodoméstico e elevadores .
Principais Clientes
As empresas “A” também possuem um número grande de clientes entre as montadoras de automóveis, caminhões e máquinas agrícolas. Como AGCO, Marcopolo e Mercedez Benz.
Entre as montadoras de automóveis, a mais citada como cliente foi a VW e a menos citada foi a Fiat.
Competitividade das Empresas
Em função das modificações no cenário econômico nacional (1990), empresas gaúchas , assim como as demais indústrias automobilísticas do território nacional, vem realizando investimentos para a superação de deficiências competitivas em relação às empresas estrangeiras:
Certificação ISO e QS
Indicadores de Qualidade: Uso de técnicas modernas de Gestão
Indicadores da Qualidade: Retrabalho
Competitividade das Empresas
Certificação ISO e QS
Indicadores de Qualidade: Uso de técnicas modernas de Gestão
Indicadores da Qualidade: Retrabalho
Concorrentes e Vantagens Competitivas nos Mercados Nacional e Internacional
Custos e Preços
Investimentos
Recursos Humanos: Qualificação e Treinamento
Certificação ISO e QS
Considerada um importante fator de competitividade, pois indica para o mercado que a rotina produtiva da empresa está organizada visando:
-Redução dos percentuais de desperdício;
-Pequena incidência de peças defeituosas;
-Outros fatores que elevam os níveis de qualidade dos produtos e aumentam a produtividade da empresa.
Certificação ISO - Empresas “A”
29 empresas possuem certificação ISO 9000
5 encontram-se em fase de certificação
10 empresas tem a implantação como plano futuro
Ou seja, as empresas pesquisadas estão preocupadas em melhorar sua competitividade através de melhores níveis de qualidade
Certificação ISO - Empresas “B/C”
Somente 11 empresas possuem certificação ISO
11 empresas encontram-se em fase de certificação
As demais afirmam ter planos futuros para se certificar reforçando a idéia de haver necessidade de capacitação dessas empresas
Certificação QS
Empresas “A”
19 empresas possuem ou estão em fase de certificação
13 empresas tem planos futuros de certificação
Empresas “B/C”
Nenhuma empresa da amostra possui QS.
Conclusão
Indicadores de Qualidade: Uso de Técnicas Modernas de Gestão
24 empresas não utilizam CAD/CAM interligados com a produção
Grande percentual de empresas (19) que utilizam sempre ou que utilizam às vezes Controle Estatístico de Processos/CEP
Solução de Problemas/MASP (25 citações “às vezes” e 16 “sempre”
Indicadores de Qualidade: Retrabalho
A maioria das empresas “A” analisadas responderam que realizam operações internas de retrabalho de peças desenvolvidas pelos clientes. Se considerarmos que o benchmark (processo de comparação do desempenho entre dois ou mais sistemas) deste setor é calculado em PPM (Peças por Milhão), valores que giram entre 1 e 3% podem ser considerados elevados.
Concorrentes e Vantagens Competitivas nos Mercados Nacional e Internacional
Os principais concorrentes das empresas “A” e “B/C” são empresas nacionais
As empresas “A” possuem número maior de concorrentes mundiais do que locais, já as empresas “B/C” ocorre o contrário
Dado negativo é com relação ao número de citações à concorrência do Mercosul, esta constatação vai vai contra a idéia de “centro de Mercosul” que se faz do Rio Grande do Sul.
Custos e Preços
O principal componente dos seus custos são os insumos.
31% dos custos são ligados à mão-de-obra sugerindo o caráter de indústria manufatureira com menor uso de tecnologias de produção mais avançadas, como a automação
O fator preço tem um papel central na definição de fornecedores e na conquista de maiores parcelas de mercado.
Custos e Preços
A maioria das empresas “A” e “B/C” responderam ser competitivas em termos de custos porém um número igualmente elevado de empresas responderam perder contratos em função dos preços.
01 12 24 07 13 26 Perda de contratos de fornecimento com base em preços 06 03 28 06 09 31 Competitividade em custos Não-respostas Não Sim Não-respostas Não Sim Empresas B/C Empresas A
Investimentos
Maiores esforços estão relacionados ao treinamento de mão-de-obra e à compra de equipamentos , refletindo um investimento na modernização tecnológica, fator chave para a conquista de níveis mais elevados de qualidade.
O baixo peso do item instalações no composto de custo das empresas comprova a necessidade de investir.
Recursos Humanos: Qualificação e Treinamento
A maior parte dos funcionários tem Primeiro ou Segundo Grau e poucos tem maior nível de qualificação
51% dos funcionários tem apena Primeiro Grau e 29% estão no ou têm o Segundo Grau completo.
Recuros Humanos: Qualificação e Treinamento
As empresas “A” responderam que priorizam investimentos para o treinamento de funcionários porém, o tempo médio (horas/ano) destinado ao treinamento dos mesmos varia em média de 21 a 50 h/ano o que está de acordo com a média da indústria gaúcha de 24 h/ano (Núcleo de Qualidade da FIERGS).
Relações de Fornecimento
Não se trata somente de fornecer, mas fornecer com qualidade e preço
A cadeia é um encadeamento de ações tanto no sentido empresa-cliente como no sentido empresa-fornecedores
A idéia deparceria desde o projeto até a resolução de problemas de produção e de pós-venda, passa a ter um papel central
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