Fernando Pessoa

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Trabalho para exposiçom oral no 4º ano de Português na EOI da corunha

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  • Boa Noite, será que podia fornecer a apresentação? Está muito boa. inesmdoliveira@gmail.com
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  • Adorei. Se quiser compartilhar comigo e os meus alunos, agradeço imenso . Excelente trabalho. telefer@sapo.pt
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  • olá... bem eu gostaria que me envia se este trabalho para o meu email...danielareis97@outlook.pt sff eu preciso muito e ele esta muito bom...agradecia a sua compreençao obrigada bjs
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  • gostaria muito de apresentar este slide para meus alunos!! Por gentileza mande-o para meu email laudenilsonjd@gmail.com.. a
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  • gostaria muito de apresentar este slide para meus alunos!! Por gentileza me mande ele.

    gabrielbarcelos_braga@outlook.com


    att.: Gabriel Barcelos
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Fernando Pessoa

  1. 1. FERNANDO PESSOA
  2. 2. <ul><li>Fernando Pessoa e Luís Vaz de Camões são dois dos maiores poetas de língua portuguesa. </li></ul>
  3. 3. O seu nascimento <ul><li>Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 em Lisboa. </li></ul><ul><li>Foi-lhe dado “António” como segundo nome porque nasceu o dia de Santo António, padroeiro de Lisboa. </li></ul>
  4. 4. A família <ul><li>Os seus pais foram Maria Magdalena Pinheiro Nogueira , uma açoriana de 26 anos; e Joaquim de Seabra Pessoa , um lisbonense de 38 anos que trabalhava como funcionário público no Ministerio da Justiça e como crítico musical no jornal “Diário de Notícias”. </li></ul><ul><li>Viviam no Largo de São Carlos com a avó paterna Dionísia , que era doente mental. </li></ul>Maria Magdalena Joaquim A avó Dionísia
  5. 5. <ul><li>Em Junho de 1893 o pai morre com 43 anos vítima de tuberculose. Fernando Pessoa tinha cinco anos. </li></ul><ul><li>A família leiloa parte da mobília e muda-se para uma casa mais modesta. </li></ul><ul><li>No ano seguinte morre o irmão do Fernando, o Jorge. </li></ul><ul><li>O Fernando começa a povoar o seu universo com amigos imaginários, em nome dos quais escreve cartas a si próprio para superar a solidão. </li></ul>
  6. 6. Durban (1896-1905) <ul><li>Em Dezembro de 1895 a sua mãe casa-se por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul). </li></ul>
  7. 7. Durban (1896-1905) Pessoa recebe uma educação britânica em Durban que lhe proporciona um profundo contacto com a língua inglesa.
  8. 8. Durban (1896-1905) <ul><li>Lê obras de Shakespeare, Edgar Allan Poe e Lord Byron entre outros. </li></ul><ul><li>Domina perfeitamente o novo idioma e torna-se um dos melhores alunos. </li></ul><ul><li> A família em Durban: a mãe Maria Madalena Nogueira com a filha Madalena Henriqueta ao colo, Fernando Pessoa, a irmã Henriqueta Madalena, o irmão Luís Miguel e o padrasto João Miguel Rosa. </li></ul>
  9. 9. Durban (1896-1905) <ul><li>Em 1903 obtem o prestigioso “Queen Victoria Memorial Prize” pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. </li></ul><ul><li>Escreve poesia e prosa em inglês com varios heterónimos: Charles Robert Anon, H. M. F. Lecher, etc. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Em 1905 regressa sozinho a Lisboa para viver em casa da sua tia Anica. </li></ul><ul><li>Em 1906 matricula-se no Curso Superior de Letras, que abandona sem sequer completar o primeiro ano. </li></ul><ul><li>Tenta montar uma pequena tipografia com a herança da avó Dionísia em 1907. </li></ul>O regresso a Portugal
  11. 11. <ul><li>A partir de 1908 dedica-se à tradução de correspondência comercial. Nessa profissão trabalha a vida toda, tendo uma modesta vida pública. </li></ul><ul><li>Lê intensamente os classicos portugueses. Aproxima-se do movimento místico da “Renascença Portuguesa” e publica uma série de artigos sobre a nova poesia portuguesa na revista “A Águia”. </li></ul>O início da actividade literária
  12. 12. A amizade com Mário de Sá-Carneiro <ul><li>Em 1912 Fernando tem uma asidua troca de correspondência com o poeta Mário de Sá-Carneiro, em que se alternam confidências e projectos literarios. </li></ul><ul><li>Pessoa frequenta várias tertúlias intelectuais que se reunem nos cafés. Conhece a artistas plásticos como Almada Negreiros, e literatos como Luís de Montalvor, Armando Côrtes Rodrigues, Raul Leal, António Ferro e Alfredo Pedro Guisado. </li></ul>
  13. 13. A revista “Orpheu” <ul><li>Pessoa com este grupo de intelectuais funda em 1915 a revista “Orpheu”, porta-voz das novas tendências literarias das vanguardas históricas europeias (Cubismo, Futurismo,…). </li></ul><ul><li>A revista foi efémera mas inaugurou uma nova estética profundamente moderna no século XX. </li></ul>
  14. 14. O começo dos heterónimos <ul><li>A partir de Março de 1914 Pessoa tem experimentado a formação doutras personalidades chamadas “heterónimos”. </li></ul><ul><li>Os heterónimos são personalidades diferentes e até independentes do seu criador que se exprimen em literatura. Cada heterónimo escreve por conta própria e com os seus próprios cânones literarios. </li></ul><ul><li>O primeiro heterónimo é Alberto Caeiro, um poeta bucólico que escreve o conjunto de poemas “O guardador de poemas”. </li></ul>
  15. 15. A morte do seu amigo <ul><li>Em 1916 Mário de Sá-Carneiro suicida-se em Paris. Com esta morte o Fernando atravessa um momento difícil do seu equilibrio espiritual. </li></ul><ul><li>Começa a cultivar as ciências ocultas, o estudo das coisas irracionais e a teosofia. </li></ul><ul><li>Esta experiência traduz-se numa série de sonetos intitulada “Passos da Cruz”, que se publica na revista “Centauro”. </li></ul>
  16. 16. Ophélia Queiroz <ul><li>Num dos escritórios onde Pessoa trabalha é que conhece Ophélia Queiroz, uma rapariga de 19 anos com quem tem uma relação sentimental. É um namoro à antiga, com passeios a pé e troca de cartas e bilhetinhos. </li></ul><ul><li>Ela criou um heterónimo engraçado para Pessoa: Ferdinand Personne. “Personne” significa “ninguém”, sendo un trocadilho pelo facto do Fernando, por criar outras personalidades, não ter um eu definido. </li></ul>
  17. 17. Entre o amor e a sua obra literaria <ul><li>Entre uma vida familiar normal e a obra a escrever que reclama espaço e tempo, Pessoa escolhe romper com decisão o namoro em Novembro de 1920. </li></ul><ul><li>Definitivamente solitário, sem amizades nem amores, mas com a sua mãe doente de regresso da África do Sul, Pessoa dedica-se completamente à sua obra literaria. </li></ul>
  18. 18. O reconhecimento da sua obra <ul><li>Torna-se uma das figuras intelectuais portuguesas mais conhecidas e operosas. </li></ul><ul><li>Toma a palabra intensamente na vida política e cultural portuguesa. </li></ul><ul><li>O seu nome aparece nas mais importantes revistas literárias portuguesas com a publicação de poemas dos seus heterónimos: “Contemporânea”, “Athena”, “Presença”, etc. </li></ul>
  19. 19. A publicação do seu primeiro livro <ul><li>A sua obra poetica, espalhada nas revistas, reflecte os grandes temas da literatura de todos os tempos: a angústia do conhecimento, a metafísica do real, etc. </li></ul><ul><li>Em 1934 publica “Mensagem”, o seu único volume de versos portugueses que se publicou enquanto foi vivo. São poemas esotérico-místicos sobre a História de Portugal. </li></ul>
  20. 20. A sua morte <ul><li>No ano seguinte, a 30 de Novembro de 1935, depois duma breve doença morre no Hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa. </li></ul><ul><li>Morre de problemas hepáticos, provocados pelo óbvio excesso de alcóol ao longo da sua vida. </li></ul><ul><li>Morre aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita em inglês: “I know not what tomorrow will bring…”. </li></ul><ul><li>NÃO SEI O QUE O AMANHÃ TRARÁ… </li></ul>Fernando Pessoa em flagrante delito
  21. 21. O ORTÓNIMO E OS SEUS HETERÓNIMOS
  22. 22. O ortónimo <ul><li>É considerado como simbolista e modernista. </li></ul><ul><li>Foi profundamente influenciado por doutrinas religiosas como a teosofia, e sociedades secretas como a Maçonaria. </li></ul><ul><li>A poesia resultante tem um certo ar mítico, heróico e, por vezes, trágico. </li></ul><ul><li>A principal obra de Pessoa como ortónimo é “Mensagem”. </li></ul>MENSAGEM Dom Dinis Na noite escreve um seu Cantar de Amigo O plantador de naus a haver, E ouve um silêncio múrmuro consigo: É o rumor dos pinhais que, como um trigo De Império, ondulam sem se poder ver. Arroio, esse cantar, jovem e puro, Busca o oceano por achar; E a fala dos pinhais, marulho obscuro, É o som presente desse mar futuro, É a voz da terra ansiando pelo mar.
  23. 23. Poesia de Álvaro de Campos <ul><li>Nasceu em Tavira em 1890. </li></ul><ul><li>Estudou engenharia mecánica e engenharia naval na Escócia. </li></ul><ul><li>Fez uma viagem ao Oriente que marcou a sua obra poética. </li></ul><ul><li>Era um engenheiro de origem portuguesa, mas sempre com a sensação de ser estrangeiro em qualquer parte do mundo. </li></ul><ul><li>Começa como decadentista, depois como futurista e afinal assume uma veia intimista. </li></ul>
  24. 24. Poesia de Ricardo Reis <ul><li>Nasceu em Porto em 1887. </li></ul><ul><li>Estudou num colégio de jesuítas e depois formou-se em medicina. </li></ul><ul><li>Era latinista, semi-helenista e monárquico. Mudou-se para o Brasil em protesto à proclamação da República em Portugal. </li></ul><ul><li>Não se sabe o ano da sua morte. Há uma obra de Saramago, “O ano da morte de Ricardo Reis”, onde o fantasma de Pessoa estabelece um diálogo com o seu heterónimo. </li></ul>Não Consentem Não consentem os deuses mais que a vida. Tudo pois refusemos, que nos alce A irrespiráveis píncaros, Perenes sem ter flores. Só de aceitar tenhamos a ciência, E, enquanto bate o sangue em nossas fontes, Nem se engelha conosco O mesmo amor, duremos, Como vidros, às luzes transparentes E deixando escorrer a chuva triste, Só mornos ao sol quente, E refletindo um pouco.
  25. 25. Poesia de Alberto Caeiro <ul><li>Nasceu em Lisboa em 1889. </li></ul><ul><li>Viveu quase toda a vida como camponês. </li></ul><ul><li>É considerado o mestre dos heterónimos de Fernando Pessoa, a pesar da sua pouca instrução. </li></ul><ul><li>É um poeta ligado à natureza. </li></ul><ul><li>Possuía uma linguagem estética direta, concreta e simples. </li></ul><ul><li>Morreu de tuberculose em 1915. </li></ul><ul><li>A sua principal obra é “O guardador de rebanhos”. </li></ul>
  26. 26. Bernardo Soares <ul><li>É o autor do “Livro do Desassossego”, escrito em forma de fragmentos. </li></ul><ul><li>Apesar de fragmentário, o livro é considerado uma das obras fundadoras da ficção portuguesa do século XX. </li></ul><ul><li>Bernardo Soares é considerado um semi-heterónimo. </li></ul><ul><li>Escreveu toda a prosa de Fernando Pessoa </li></ul>

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