Portaria nº 256 2011
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Criação do ficheiro obrigatório da Folha de Férias para as seguradoras.

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Portaria nº 256 2011 Portaria nº 256 2011 Document Transcript

  • Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 3931 Aviso n.º 100/2011 através de um documento oriundo da Presidência da Comissão dos Monumentos Nacionais e aprovado pelo Por ordem superior se torna público terem os Barba-dos depositado, junto do Director-Geral da Organização Conselho Nacional do Património Cultural do Ministé-das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura rio da Cultura, as informações apropriadas a respeito de(UNESCO), em 2 de Outubro de 2008, o seu instrumento toda a descoberta ou intervenção no património culturalde aceitação da Convenção para a Protecção do Património subaquático na zona económica exclusiva ou na plata-Cultural Subaquático, adoptada em Paris, na XXXI Sessão forma continental de qualquer outro Estado Parte.»da Conferência Geral da UNESCO, em 2 de Novembro «A República de Cuba no que respeita ao parágrafode 2001. A referida Convenção entrou em vigor para este 3 do artigo 25 sobre a aplicação mutatis mutandis daspaís a 2 de Janeiro de 2009. disposições relativas ao regulamento dos diferendos Portugal é Parte desta Convenção, aprovada, para ra- enunciados na parte XV da Convenção das Nações Uni-tificação, pela Resolução da Assembleia da República das sobre o Direito do Mar, reafirma a sua declaração an-n.º 51/2006, conforme publicado no Diário da República, terior sobre o artigo 287 da referida Convenção segundo1.ª série, n.º 137, de 18 de Julho de 2006, e ratificada pelo a qual não aceita a jurisdição do Tribunal InternacionalDecreto do Presidente da República n.º 65/2006, publicado de Justiça, e, por consequência, não aceitará nos casosno Diário da República, 1.ª série, n.º 137, de 18 de Julho previstos nos artigos 297 ou 298.»de 2006, tendo depositado o seu instrumento de ratifica-ção em 21 de Setembro de 2006, de acordo com o Aviso Portugal é Parte desta Convenção, aprovada, para ra-n.º 711/2006, publicado no Diário da República, 1.ª série,n.º 210, de 31 de Outubro de 2006. tificação, pela Resolução da Assembleia da República Nos termos do seu artigo 27.º, a Convenção em apreço n.º 51/2006, conforme publicado no Diário da República,entrou em vigor para a República Portuguesa três meses 1.ª série, n.º 137, de 18 de Julho de 2006, e ratificada peloapós a data do depósito do instrumento de ratificação, ou Decreto do Presidente da República n.º 65/2006, publicadoseja, no dia 21 de Dezembro de 2006. no Diário da República, 1.ª série, n.º 137, de 18 de Julho de 2006, tendo depositado o seu instrumento de ratifica- Direcção-Geral de Política Externa, 21 de Junho de ção em 21 de Setembro de 2006, de acordo com o Aviso2011. — O Director-Geral, António Carlos Carvalho de n.º 711/2006, publicado no Diário da República, 1.ª série,Almeida Ribeiro. n.º 210, de 31 de Outubro de 2006. Aviso n.º 101/2011 Nos termos do seu artigo 27.º, a Convenção em apreço entrou em vigor para a República Portuguesa três meses Por ordem superior se torna público ter Cuba depositado, após a data do depósito do instrumento de ratificação, oujunto do Director-Geral da Organização das Nações Unidas seja, no dia 21 de Dezembro de 2006.para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em 26 deMaio de 2008, o seu instrumento de ratificação da Conven- Direcção-Geral de Política Externa, 21 de Junho deção para a Protecção do Património Cultural Subaquático, 2011. — O Director-Geral, António Carlos Carvalho deadoptada em Paris, na XXXI Sessão da Conferência Geral Almeida Ribeiro.da UNESCO, em 2 de Novembro de 2001. Declaração (original em Francês) L’instrument contenait les deux déclarations suivantes: MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DO TRABALHO «La République de Cuba déclare qu’en application de l’article 9, paragraphe 2, de la Convention, elle trans- E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL mettra, par un document émanant de la Présidence de la Commission des monuments nationaux et approuvé par Portaria n.º 256/2011 le Conseil national du patrimoine culturel du Ministère de 5 de Julho de la culture, les informations appropriées concernant toute découverte ou intervention sur le patrimoine cul- Subsequentemente à alteração introduzida na parte uni- turel subaquatique dans la zone économique exclusive forme das condições gerais da apólice de seguro obrigatório ou sur le plateau continental de tout autre État partie.» de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de «La République de Cuba, en ce qui concerne le para- outrem, bem como nas respectivas condições especiais graphe 3 de l’article 25 concernant l’application mutatis uniformes, pela norma regulamentar n.º 1/2009-R, de mutandis des dispositions relatives au règlement des 8 de Janeiro, do Instituto de Seguros de Portugal (publi- différends énoncées dans la Partie XV de la Conven- cada no Diário da República, 2.ª série, n.º 16, de 23 de tion des Nations Unies sur le droit de la mer, réaffirme Janeiro de 2009), para adaptação ao regime jurídico do sa précédente déclaration concernant l’article 287 de contrato de seguro, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/2008, ladite Convention, selon laquelle elle n’accepte pas la de 16 de Abril, cabe agora aprovar novo normativo sob juridiction de la Cour internationale de justice, et, en diferente forma jurídica necessário à adaptação ao novo conséquence, ne l’acceptera pas non plus pour les cas regime material dos acidentes de trabalho, assim como ao prévus aux articles 297 ou 298.» novo regime especial do seguro de acidentes de trabalho Tradução para trabalhadores por conta de outrem, previsto na Lei n.º 98/2009, de 4 de Setembro. O instrumento continha as duas declarações seguintes: Foram ouvidas as associações representativas das em- «A República de Cuba declara que em conformidade presas de seguros e obtido o parecer da Comissão Perma- com o artigo 9, parágrafo 2, da Convenção, transmitirá, nente de Concertação Social.
  • 3932 Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 Assim: aplicação desde 1 de Janeiro de 2010, do capítulo II da Lei Manda o Governo, pelos Ministros de Estado e das Fi- n.º 98/2009, de 4 de Setembro, aos acidentes de trabalhonanças e do Trabalho e da Solidariedade Social, ao abrigo ocorridos após essa data, nos termos do previsto no n.º 1do n.º 1 do artigo 81.º da Lei n.º 98/2009, de 4 de Setembro, do seu artigo 187.ºsob proposta do Instituto de Seguros de Portugal, o seguinte: 3 — A apólice deve ser entregue aquando da celebra- ção, ou da renovação referida nos números anteriores, nos Artigo 1.º termos legais. Objecto Artigo 5.º É aprovada a parte uniforme das condições gerais da Entrada em vigorapólice de seguro obrigatório de acidentes de trabalho A presente portaria entra em vigor no prazo de 60 diaspara trabalhadores por conta de outrem, bem como as a contar da data da sua publicação.respectivas condições especiais uniformes, constantes doanexo à presente portaria, da qual faz parte integrante, a Pelo Ministro de Estado e das Finanças, Carlos Manueladoptar pelos respectivos seguradores, com as condicio- Costa Pina, Secretário de Estado do Tesouro e Finanças,nantes previstas no artigo seguinte. em 17 de Junho de 2011. — A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena dos Santos André, em Artigo 2.º 16 de Junho de 2011. Valor da disposição imperativa ou supletiva da parte uniforme ANEXO 1 — O previsto nas cláusulas 6.ª, n.º 1, alíneas a) e Apólice de seguro obrigatório de acidentes de trabalhoe), 14.ª, 16.ª, 17.ª, n.º 2, 18.ª, n.o 1, 2.ª parte, 19.ª, n.os 3, para trabalhadores por conta de outrem2.ª parte, e 4, 1.ª parte, 21.ª, n.os 1 e 8, 26.ª, n.º 1, 31.ª, 33.ª, Condições geraisn.º 1, e 34.ª não admite convenção em contrário. 2 — O previsto na cláusula preliminar, n.os 4 e 5, e Cláusula preliminarnas cláusulas 1.ª, alíneas d), e) e i), 2.ª, 3.ª, excepto o 1 — Entre a (empresa de seguros), adiante designadan.º 2, 4.ª, 6.ª, n.os 2 a 5, 7.ª a 12.ª, 18.ª, n.º 1, 1.ª parte, 19.ª, por segurador, e o tomador do seguro mencionado nasn.os 1, 1.ª parte, 3, 1.ª parte, e 4, 2.ª e 4.ª partes, 20.ª, n.os 1, condições particulares, estabelece-se um contrato de se-2.ª parte, 2, 1.ª parte, e 4, 21.ª, n.os 2 a 7 e 9, 23.ª, 25.ª, n.os 1 guro que se regula pelas presentes condições gerais e pe-e 3 a 5, 27.ª, n.os 2 a 4, 28.ª, n.os 1, alíneas a) a c), e 2, 30.ª, las condições particulares, e ainda, se contratadas, pelas31.ª, 33.ª e 34.ª, n.º 2, só admite convenção mais favorável condições especiais.ao tomador do seguro, à pessoa segura ou ao beneficiário 2 — A individualização do presente contrato é efectuadada prestação de seguro. nas condições particulares, com, entre outros, a identifi- 3 — O previsto, de forma abstracta, na cláusula 5.ª deve cação das partes e do respectivo domicílio, os dados doser substituído pela indicação concreta da modalidade de segurado, os dados dos representantes do segurador paraseguro acordada. efeito dos sinistros, e a determinação do prémio ou a fór- 4 — As disposições da parte uniforme não identificadas mula do respectivo cálculo.nos n.os 1 e 2 são supletivas. 3 — As condições especiais prevêem a cobertura de 5 — Aquando do registo das condições gerais e espe- outros riscos e ou garantias além dos previstos nas pre-ciais das apólices no Instituto de Seguros de Portugal, para sentes condições gerais e carecem de ser especificamenteefeitos de supervisão dos seguros obrigatórios, as empresas identificadas nas condições particulares.de seguros identificam as cláusulas contratuais diversas 4 — Compõem ainda o presente contrato, além dasdas da parte uniforme. condições previstas nos números anteriores (e que cons- Artigo 3.º tituem a apólice), as mensagens publicitárias concretas e objectivas que contrariem cláusulas da apólice, salvo se Destaque das cláusulas estas forem mais favoráveis ao tomador do seguro ou à As cláusulas 3.ª a 12.ª, 19.ª a 23.ª e 24.ª, n.os 1, alíneas a) pessoa segura.e c), 2 e 5, da parte uniforme, as condições especiais uni- 5 — Não se aplica o previsto no número anterior rela-formes, ou as cláusulas contratuais concretas que as subs- tivamente às mensagens publicitárias cujo fim de emissãotituam, são escritas em caracteres destacados e de maior tenha ocorrido há mais de um ano em relação à celebraçãodimensão do que os restantes. do contrato, ou quando as próprias mensagens fixem um período de vigência e o contrato tenha sido celebrado fora Artigo 4.º desse período. Aplicação no tempo CAPÍTULO I 1 — A parte uniforme das condições gerais da apólice Definições, objecto e garantias do contratode seguro obrigatório de acidentes de trabalho para traba-lhadores por conta de outrem, bem como as respectivas Cláusula 1.ªcondições especiais uniformes, aplicam-se, com as con-dicionantes previstas nos artigos anteriores, aos contratos Definiçõescelebrados a partir da entrada em vigor da presente portaria. Para efeitos do presente contrato, entende-se por: 2 — Aplicam-se ainda, com as condicionantes previstasnos artigos anteriores, aos contratos celebrados antes da a) «Apólice» o conjunto de condições identificado nadata de entrada em vigor da presente portaria, a partir da cláusula anterior e na qual é formalizado o contrato deprimeira renovação posterior à mesma, sem prejuízo da seguro celebrado;
  • Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 3933 b) «Segurador» a entidade legalmente autorizada para a iv) Entre o local onde, por determinação do tomadorexploração do seguro obrigatório de acidentes de trabalho do seguro, presta qualquer serviço relacionado com o seupara trabalhadores por conta de outrem, que subscreve o trabalho e as instalações que constituem o seu local depresente contrato; trabalho habitual ou a sua residência habitual ou ocasional; c) «Tomador do seguro» a entidade empregadora que v) Entre qualquer dos locais de trabalho da pessoa se-contrata com o segurador, sendo responsável pelo paga- gura, no caso de ter mais de um emprego, sendo responsá-mento do prémio; vel pelo acidente o empregador para cujo local de trabalho d) «Pessoa segura» o trabalhador por conta de outrem, o trabalhador se dirige;ao serviço do tomador do seguro, titular do interesse se-guro, bem como os administradores, directores, gerentes c) Ocorrido quando o trajecto normal, a que se refereou equiparados, quando remunerados; a alínea anterior, tenha sofrido interrupções ou desvios e) «Trabalhador por conta de outrem» o trabalhador determinados pela satisfação de necessidades atendíveisvinculado por contrato de trabalho ou contrato legalmente do trabalhador, bem como por motivo de força maior ouequiparado, bem como o praticante, aprendiz, estagiário por caso fortuito;e demais situações que devam considerar-se de formação d) Ocorrido na execução de serviços espontaneamenteprofissional, e, ainda o que, considerando-se na dependên- prestados e de que possa resultar proveito económico paracia económica do tomador do seguro, preste determinado o tomador do seguro;serviço; e) Ocorrido no local de trabalho, ou fora deste, quando f) «Situações de formação profissional» as que tenham no exercício do direito de reunião ou de actividade depor finalidade a preparação ou promoção e actualização representante dos trabalhadores nos termos da lei;profissional do trabalhador, necessárias para o desem- f) Ocorrido no local de trabalho, quando em frequênciapenho de funções inerentes à actividade do tomador do de curso de formação profissional ou, fora do local deseguro; trabalho, quando exista autorização expressa do tomador g) «Unidade produtiva» o conjunto de pessoas que, do seguro para tal frequência;subordinadas ao tomador do seguro por um vínculo labo- g) Ocorrido em actividade de procura de emprego du-ral, prestam o seu trabalho com vista à realização de um rante o crédito de horas para tal concedido por lei aosobjectivo comum e que constituem um único complexo trabalhadores com processo de cessação de contrato deagrícola ou piscatório, industrial, comercial ou de serviços; trabalho em curso; h) «Local de trabalho» o lugar em que o trabalhador h) Ocorrido fora do local ou do tempo de trabalho,se encontra ou a que deva dirigir-se em virtude do seu quando verificado na execução de serviços determinadostrabalho e em que esteja, directa ou indirectamente, sujeito pelo tomador do seguro ou por este consentidos;ao controlo do tomador do seguro; i) Que se verifique no local do pagamento da retribui- i) «Tempo de trabalho», além do período normal de ção, enquanto o trabalhador aí permanecer para tal efeito;trabalho, o que preceder o seu início, em actos de prepa- j) Que se verifique no local onde ao trabalhador devaração ou com ele relacionados, e o que se lhe seguir, em ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamentoactos também com ele relacionados, e ainda as interrupções por virtude de anterior acidente de trabalho e enquanto aínormais ou forçosas de trabalho; permanecer para esses fins. j) «Sinistrado» a pessoa segura que sofreu um acidentede trabalho; Cláusula 3.ª l) «Cura clínica» a situação em que as lesões desapare- Objecto do contratoceram totalmente ou se apresentam como insusceptíveisde modificação com terapêutica adequada; 1 — O segurador, de acordo com a legislação aplicável m) «Prevenção» a acção de evitar ou diminuir os riscos e nos termos desta apólice, garante a responsabilidade doprofissionais através de um conjunto de disposições ou tomador do seguro pelos encargos obrigatórios provenien-medidas que devam ser tomadas no licenciamento e em tes de acidentes de trabalho em relação às pessoas segurastodas as fases de actividade da empresa, do estabelecimento identificadas na apólice, ao serviço da unidade produtivaou serviço. também ali identificada, independentemente da área em que exerçam a sua actividade. Cláusula 2.ª 2 — Por convenção entre as partes, podem não ser iden- tificados na apólice, no todo ou em parte, os nomes das Conceito de acidente de trabalho pessoas seguras. Por acidente de trabalho entende-se o acidente: 3 — Constituem prestações em espécie: a) Que se verifique no local e no tempo de trabalho e a) A assistência médica e cirúrgica, geral ou especia-produza directa ou indirectamente lesão corporal, per- lizada, incluindo todos os elementos de diagnóstico e deturbação funcional ou doença de que resulte redução na tratamento que forem necessários, bem como as visitascapacidade de trabalho ou de ganho ou a morte; domiciliárias; b) Ocorrido no trajecto normalmente utilizado e durante b) A assistência medicamentosa e farmacêutica;o período de tempo habitualmente gasto pelo trabalhador: c) Os cuidados de enfermagem; d) A hospitalização e os tratamentos termais; i) De ida e de regresso para e do local de trabalho, entre e) A hospedagem;a sua residência habitual ou ocasional, e as instalações que f) Os transportes para observação, tratamento ou com-constituem o seu local de trabalho; parência a actos judiciais; ii) Entre quaisquer dos locais referidos na subalínea g) O fornecimento de ajudas técnicas e outros disposi-precedente e os mencionados nas alíneas i) e j); tivos técnicos de compensação das limitações funcionais, iii) Entre o local de trabalho e o local de refeição; bem como a sua renovação e reparação; View slide
  • 3934 Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 h) Os serviços de reabilitação e reintegração profissio- c) Os acidentes devidos a invasão e guerra contra paísnal e social, incluindo a adaptação do posto de trabalho; estrangeiro (declarada ou não) e hostilidades entre nações i) Os serviços de reabilitação médica ou funcional para estrangeiras (quer haja ou não declaração de guerra) oua vida activa; de actos bélicos provenientes directa ou indirectamente j) Apoio psicoterapêutico, sempre que necessário, à dessas hostilidades;família do sinistrado; d) As hérnias com saco formado; k) A assistência psicológica e psiquiátrica ao sinistrado e) A responsabilidade por quaisquer multas e coimase respectiva família, quando reconhecida como necessária que recaiam sobre o tomador do seguro por falta de cum-pelo médico assistente. primento das disposições legais. 4 — Constituem prestações em dinheiro: 2 — Ficam excluídos do presente contrato os acidentes a) A indemnização por incapacidade temporária para de trabalho de que seja vítima o tomador do seguro, quandoo trabalho; se trate de uma pessoa singular, bem como todos aqueles b) A pensão provisória; que não tenham com o tomador do seguro um contrato de c) A indemnização em capital e pensão por incapacidade trabalho, salvo os administradores, directores, gerentes oupermanente para o trabalho; equiparados, quando remunerados. d) O subsídio por situação de elevada incapacidade 3 — Sendo a incapacidade ou o agravamento do danopermanente; consequência da injustificada recusa ou falta de observân- e) O subsídio por morte; cia das prescrições clínicas ou cirúrgicas, a indemnização f) O subsídio por despesas de funeral; pode ser reduzida ou excluída nos termos gerais. g) A pensão por morte; 4 — Considera-se sempre justificada a recusa de inter- h) A prestação suplementar para assistência de terceira venção cirúrgica quando, pela sua natureza, ou pelo estadopessoa; do sinistrado, ponha em risco a vida deste. i) O subsídio para readaptação de habitação; j) O subsídio para a frequência de acções no âmbito da CAPÍTULO IIreabilitação profissional necessárias e adequadas à reinte-gração do sinistrado no mercado de trabalho. Declaração do risco, inicial e superveniente Cláusula 4.ª Cláusula 7.ª Âmbito territorial Dever de declaração inicial do risco 1 — O presente contrato apenas abrange os acidentes 1 — O tomador do seguro está obrigado, antes da ce-de trabalho que ocorram em Portugal, sem prejuízo do lebração do contrato, a declarar com exactidão todas asnúmero seguinte. circunstâncias que conheça e razoavelmente deva ter por 2 — Os acidentes de trabalho que ocorram no estran- significativas para a apreciação do risco pelo segurador.geiro e de que sejam vítimas trabalhadores portugueses 2 — O disposto no número anterior é igualmente apli-e trabalhadores estrangeiros residentes em Portugal, ao cável a circunstâncias cuja menção não seja solicitadaserviço de uma empresa portuguesa, estão cobertos por em questionário eventualmente fornecido pelo seguradoreste contrato, salvo se a legislação do Estado onde ocorreu para o efeito.o acidente lhes reconhecer direito à reparação, caso em 3 — O segurador que tenha aceitado o contrato, salvoque o trabalhador pode optar por qualquer dos regimes. havendo dolo do tomador do seguro com o propósito de obter uma vantagem, não pode prevalecer-se: Cláusula 5.ª a) Da omissão de resposta a pergunta do questionário; Modalidades de cobertura b) De resposta imprecisa a questão formulada em termos O seguro pode ser celebrado nas seguintes modalidades: demasiado genéricos; c) De incoerência ou contradição evidente nas respostas a) Seguro a prémio fixo, quando o contrato cobre um ao questionário;número previamente determinado de pessoas seguras, com d) De facto que o seu representante, aquando da ce-um montante de retribuições antecipadamente conhecido; lebração do contrato, saiba ser inexacto ou, tendo sido b) Seguro a prémio variável, quando a apólice cobre omitido, conheça;um número variável de pessoas seguras, com retribuições e) De circunstâncias conhecidas do segurador, em es-seguras também variáveis, sendo consideradas pelo segu- pecial quando são públicas e notórias.rador as pessoas e as retribuições identificadas nas folhasde vencimento que lhe são enviadas periodicamente pelo 4 — O segurador, antes da celebração do contrato, devetomador do seguro. esclarecer o eventual tomador do seguro acerca do dever referido no n.º 1, bem como do regime do seu incumpri- Cláusula 6.ª mento, sob pena de incorrer em responsabilidade civil, Exclusões nos termos gerais. 1 — Além dos acidentes excluídos pela legislação apli- Cláusula 8.ªcável, não ficam cobertos pelo presente contrato: Incumprimento doloso do dever de declaração inicial do risco a) As doenças profissionais; b) Os acidentes devidos a actos de terrorismo e de sa- 1 — Em caso de incumprimento doloso do dever re-botagem, rebelião, insurreição, revolução e guerra civil; ferido no n.º 1 da cláusula anterior, o contrato é anulável View slide
  • Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 3935mediante declaração enviada pelo segurador ao tomador igual prazo, findo o qual se entende aprovada a modifi-do seguro. cação proposta; 2 — Não tendo ocorrido sinistro, a declaração referida b) Resolver o contrato, demonstrando que, em casono número anterior deve ser enviada no prazo de três me- algum, celebra contratos que cubram riscos com as carac-ses a contar do conhecimento daquele incumprimento. terísticas resultantes desse agravamento do risco. 3 — O segurador não está obrigado a cobrir o sinistroque ocorra antes de ter tido conhecimento do incumpri- 3 — O contrato prevê o prazo razoável de dilação damento doloso referido no n.º 1 ou no decurso do prazo eficácia da declaração de resolução do contrato.previsto no número anterior, seguindo-se o regime geralda anulabilidade. Cláusula 11.ª 4 — O segurador tem direito ao prémio devido até ao Sinistro e agravamento do riscofinal do prazo referido no n.º 2, salvo se tiver concorridodolo ou negligência grosseira do segurador ou do seu re- 1 — Se antes da cessação ou da alteração do contratopresentante. nos termos previstos na cláusula anterior ocorrer o sinistro 5 — Em caso de dolo do tomador do seguro com o cuja verificação ou consequência tenha sido influenciadapropósito de obter uma vantagem, o prémio é devido até pelo agravamento do risco, o segurador:ao termo do contrato. a) Cobre o risco, efectuando as prestações devidas, se Cláusula 9.ª o agravamento tiver sido correcta e tempestivamente co-Incumprimento negligente do dever de declaração inicial do risco municado antes do sinistro ou antes de decorrido o prazo previsto no n.º 1 da cláusula anterior; 1 — Em caso de incumprimento com negligência do b) Cobre parcialmente o risco, reduzindo-se a sua pres-dever referido no n.º 1 da cláusula 7.ª, o segurador pode, tação na proporção entre o prémio efectivamente cobradomediante declaração a enviar ao tomador do seguro, no e aquele que seria devido em função das reais circunstân-prazo de três meses a contar do seu conhecimento: cias do risco, se o agravamento não tiver sido correcta e a) Propor uma alteração do contrato, fixando um prazo, tempestivamente comunicado antes do sinistro;não inferior a 14 dias, para o envio da aceitação ou, caso c) Pode recusar a cobertura em caso de comportamentoa admita, da contraproposta; doloso do tomador do seguro com o propósito de obter b) Fazer cessar o contrato, demonstrando que, em caso uma vantagem, mantendo direito aos prémios vencidos.algum, celebra contratos para a cobertura de riscos rela-cionados com o facto omitido ou declarado inexactamente. 2 — Na situação prevista nas alíneas a) e b) do número anterior, sendo o agravamento do risco resultante de facto 2 — O contrato cessa os seus efeitos 30 dias após o do tomador do seguro, o segurador não está obrigado aoenvio da declaração de cessação ou 20 dias após a recepção pagamento da prestação se demonstrar que, em caso algum,pelo tomador do seguro da proposta de alteração, caso este celebra contratos que cubram riscos com as característicasnada responda ou a rejeite. resultantes desse agravamento do risco. 3 — No caso referido no número anterior, o prémio édevolvido pro rata temporis atendendo à cobertura havida. Cláusula 12.ª 4 — Se, antes da cessação ou da alteração do contrato, Limitaçãoocorrer um sinistro cuja verificação ou consequênciastenham sido influenciadas por facto relativamente ao qual O previsto no presente capítulo não prejudica o dispostotenha havido omissões ou inexactidões negligentes: na cláusula 23.ª a) O segurador cobre o sinistro na proporção da dife-rença entre o prémio pago e o prémio que seria devido, CAPÍTULO IIIcaso, aquando da celebração do contrato, tivesse conhecido Pagamento e alteração dos prémioso facto omitido ou declarado inexactamente; b) O segurador, demonstrando que, em caso algum, teria Cláusula 13.ªcelebrado o contrato se tivesse conhecido o facto omitidoou declarado inexactamente, não cobre o sinistro e fica Vencimento dos prémiosapenas vinculado à devolução do prémio. 1 — Salvo convenção em contrário, o prémio inicial, ou a primeira fracção deste, é devido na data da celebração Cláusula 10.ª do contrato. Agravamento do risco 2 — As fracções seguintes do prémio inicial, o prémio de anuidades subsequentes e as sucessivas fracções deste 1 — O tomador do seguro tem o dever de, durante a são devidos nas datas estabelecidas no contrato.execução do contrato, no prazo de 14 dias a contar do 3 — A parte do prémio de montante variável relativa aconhecimento do facto, comunicar ao segurador todas as acerto do valor e, quando seja o caso, a parte do prémiocircunstâncias que agravem o risco, desde que estas, caso correspondente a alterações ao contrato são devidas nasfossem conhecidas pelo segurador aquando da celebração datas indicadas nos respectivos avisos.do contrato, tivessem podido influir na decisão de contratarou nas condições do contrato. 2 — No prazo de 30 dias a contar do momento em que tenha Cláusula 14.ªconhecimento do agravamento do risco, o segurador pode: Cobertura a) Apresentar ao tomador do seguro proposta de modi- A cobertura dos riscos depende do prévio pagamentoficação do contrato, que este deve aceitar ou recusar em do prémio.
  • 3936 Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 Cláusula 15.ª 3 — A alteração do prémio por aplicação das bonifica- Aviso de pagamento dos prémios ções por ausência de sinistros ou dos agravamentos por sinistralidade, regulados pela tabela e disposições anexas, 1 — Na vigência do contrato, o segurador deve avisar é aplicada no vencimento seguinte à data da constataçãopor escrito o tomador do seguro do montante a pagar, do facto.assim como da forma e do lugar de pagamento, com umaantecedência mínima de 30 dias em relação à data em quese vence o prémio, ou fracções deste. CAPÍTULO IV 2 — Do aviso devem constar, de modo legível, as conse- Início de efeitos, duração, e vicissitudes do contratoquências da falta de pagamento do prémio ou de sua fracção. 3 — Nos contratos de seguro em que seja convencio- Cláusula 18.ªnado o pagamento do prémio em fracções de periodicidadeigual ou inferior a três meses e em cuja documentação con- Início da cobertura e de efeitostratual se indiquem as datas de vencimento das sucessivas 1 — O dia e hora do início da cobertura dos riscos são in-fracções do prémio e os respectivos valores a pagar, bem dicados no contrato, atendendo ao previsto na cláusula 14.ªcomo as consequências do seu não pagamento, o segurador 2 — O fixado no número anterior é igualmente aplicávelpode optar por não enviar o aviso referido no n.º 1, cabendo- ao início de efeitos do contrato, caso distinto do início da-lhe, nesse caso, a prova da emissão, da aceitação e do cobertura dos riscos.envio ao tomador do seguro da documentação contratualreferida neste número. Cláusula 19.ª Cláusula 16.ª Duração Falta de pagamento dos prémios 1 — O contrato indica a sua duração, podendo ser por um período certo e determinado (seguro temporário) ou 1 — A falta de pagamento do prémio inicial, ou da pri- por um ano prorrogável por novos períodos de um ano.meira fracção deste, na data do vencimento, determina a 2 — Os efeitos do contrato cessam às 24 horas do últimoresolução automática do contrato a partir da data da sua dia do seu prazo.celebração. 3 — A prorrogação prevista no n.º 1 não se efectua se 2 — A falta de pagamento do prémio de anuidades qualquer das partes denunciar o contrato com 30 dias desubsequentes, ou da primeira fracção deste, na data do antecedência mínima em relação à data da prorrogaçãovencimento, impede a prorrogação do contrato. ou se o tomador do seguro não proceder ao pagamento 3 — A falta de pagamento determina a resolução auto- do prémio.mática do contrato na data do vencimento de: 4 — A presente apólice caduca na data em que ocorra o a) Uma fracção do prémio no decurso de uma anui- encerramento definitivo do estabelecimento, sendo nestedade; caso o estorno de prémio processado, salvo convenção em b) Um prémio de acerto ou parte de um prémio de mon- contrário, pro rata temporis, nos termos legais, para o quetante variável; o tomador do seguro comunica a situação ao segurador. c) Um prémio adicional resultante de uma modificaçãodo contrato fundada num agravamento superveniente do Cláusula 20.ªrisco. Resolução do contrato 4 — O não pagamento, até à data do vencimento, de um 1 — O contrato pode ser resolvido pelas partes a todoprémio adicional resultante de uma modificação contratual o tempo, havendo justa causa, mediante correio registado.determina a ineficácia da alteração, subsistindo o contrato 2 — O montante do prémio a devolver ao tomadorcom o âmbito e nas condições que vigoravam antes da do seguro em caso de cessação antecipada do contratopretendida modificação, a menos que a subsistência do é calculado proporcionalmente ao período de tempo quecontrato se revele impossível, caso em que se considera decorreria da data da cessação da cobertura até ao venci-resolvido na data do vencimento do prémio não pago. mento do contrato, salvo previsão de cálculo diverso pelas 5 — A cessação do contrato por efeito do não pagamento partes em função de razão atendível, como seja a garantiado prémio, ou de parte ou fracção deste, não exonera o de separação técnica entre a tarifação dos seguros anuaistomador do seguro da obrigação de pagamento do prémio e a dos seguros temporários.correspondente ao período em que o contrato haja vigo- 3 — A resolução do contrato produz os seus efeitos àsrado, acrescido dos juros de mora devidos. 24 horas do dia em que se verifique. 4 — O contrato prevê o prazo razoável de dilação da Cláusula 17.ª eficácia da declaração de resolução do contrato. Alteração do prémio CAPÍTULO V 1 — Não havendo alteração no risco, qualquer alteraçãodo prémio aplicável ao contrato apenas poderá efectuar- Prestação principal do segurador-se no vencimento anual seguinte, salvo o previsto nosnúmeros seguintes. Cláusula 21.ª 2 — O valor do prémio do contrato, nos termos da lei, Retribuição segurapode ser revisto por iniciativa do segurador ou a pedido dotomador do seguro, com base na modificação efectiva das 1 — A determinação da retribuição segura, valor nacondições de prevenção de acidentes no local de trabalho. base do qual são calculadas as responsabilidades cobertas
  • Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 3937por esta apólice, é sempre da responsabilidade do tomador condições particulares, salvo se o acerto do prémio havidodo seguro. tiver como referência coeficiente superior. 2 — O valor da retribuição segura deve abranger, tantona data de celebração do contrato como a cada momento Cláusula 23.ªda sua vigência, tudo o que a lei considera como elemento Insuficiência da retribuição seguraintegrante da retribuição e todas as prestações que revistamcarácter de regularidade e não se destinem a compensar a 1 — No caso de a retribuição declarada ser inferior àpessoa segura por custos aleatórios, que incluem designa- real, o tomador do seguro responde:damente os subsídios de férias e de Natal. 3 — Se a pessoa segura for um administrador, director, a) Pela parte das indemnizações por incapacidade tem-gerente ou equiparado, a alteração da retribuição para porária e pensões correspondente à diferença;efeito de seguro, quando aceite, só produz efeito a partir b) Proporcionalmente pelas despesas efectuadas com ado 1.º dia do 2.º mês posterior ao da alteração. hospitalização e assistência clínica. 4 — Se a pessoa segura for praticante, aprendiz ou es-tagiário, ou nas demais situações que devam considerar- 2 — No caso previsto no número anterior, a retribui--se de formação profissional, a retribuição segura deve ção declarada não pode ser inferior à retribuição mínimacorresponder à retribuição anual média ilíquida de um mensal garantida.trabalhador da mesma empresa ou empresa similar e queexerça actividade correspondente à sua formação, apren-dizagem ou estágio. CAPÍTULO VI 5 — Se a retribuição correspondente ao dia do acidente Obrigações e direitos das partesnão representar a retribuição normal, assim como nos casosde trabalho não regular e de trabalho a tempo parcial com Cláusula 24.ªvinculação a mais de uma entidade empregadora, a retri-buição é calculada pela média das retribuições auferidas Obrigações do tomador do seguro quanto a informação relativa ao riscopelo sinistrado no período de um ano anterior ao acidente. 6 — Na falta dos elementos referidos no número ante- 1 — Para além do previsto no capítulo II, o tomador dorior, o cálculo faz-se segundo o prudente arbítrio do juiz, seguro obriga-se:tendo em atenção a natureza dos serviços prestados, acategoria profissional do sinistrado e os usos. a) A enviar ao segurador, até ao dia 15 de cada mês, 7 — O cálculo das prestações para trabalhadores a cópia das declarações de remunerações do seu pessoaltempo parcial tem como base a retribuição que aufeririam remetidas à segurança social, relativas às retribuições pagasse trabalhassem a tempo inteiro. no mês anterior, devendo no envio mencionar a totalidade 8 — A retribuição não pode ser inferior à que resulte das remunerações previstas na lei como integrando a re-da lei ou de instrumento de regulamentação colectiva de tribuição para efeito de cálculo da reparação por acidentetrabalho. de trabalho, e indicar ainda os praticantes, os aprendizes 9 — Para o cálculo das prestações que, nos termos do e os estagiários;presente contrato, ficam a cargo do segurador, observam- b) A permitir ao segurador o exame da documentação-se as disposições legais aplicáveis, salvo quando, por de base das declarações previstas na alínea anterior, bemconvenção entre as partes, for considerada uma forma de como a prestar-lhe qualquer informação sempre que estecálculo mais favorável aos sinistrados. o julgue conveniente; c) A comunicar previamente ao segurador a deslocação Cláusula 22.ª ao estrangeiro das pessoas seguras a território de Estado Actualização automática da retribuição segura não membro da União Europeia, bem como a deslocação em contratos celebrados a prémio fixo a território de Estado membro da União Europeia caso seja superior a 15 dias, sob pena de responsabilidade por 1 — As retribuições indicadas nos contratos por um ano perdas e danos, inoponível às pessoas seguras.prorrogáveis por novos períodos de um ano, efectuados namodalidade de prémio fixo, são automaticamente actuali- 2 — Salvo convenção em contrário, as comunicaçõeszadas na data da entrada em vigor das variações da remu- previstas nas alíneas a) e c) do número anterior são efec-neração mínima mensal garantida, desde que o tomador tuadas por meio informático, nomeadamente em suportedo seguro não tenha, entre as datas de duas modificações digital ou correio electrónico.sucessivas da remuneração mínima mensal garantida, pro-cedido à actualização das retribuições seguras. Cláusula 25.ª 2 — A actualização a que se refere o número anteriorcorresponde ao coeficiente de variação (até 1,10) entre a Obrigações do tomador do seguro em casonova remuneração mínima mensal garantida e a anterior, de ocorrência de acidente de trabalhoaplicável sobre as retribuições seguras, obrigando-se o 1 — Em caso de ocorrência de um acidente de trabalho,tomador do seguro a pagar o prémio adicional devido por o tomador do seguro obriga-se:essa actualização. 3 — A actualização prevista nos números anteriores a) A preencher a participação de acidente de trabalhoobriga o segurador ao pagamento das prestações pecu- prevista legalmente e a enviá-la ao segurador no prazo deniárias devidas aos sinistrados com base na retribuição 24 horas, a partir do respectivo conhecimento;efectivamente auferida na data do acidente, sendo todavia b) A participar imediatamente ao segurador os acidentesa sua responsabilidade limitada ao valor resultante da apli- mortais, sem prejuízo do posterior envio da participação,cação do coeficiente de 1,10 às retribuições indicadas nas nos termos da alínea anterior;
  • 3938 Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 c) A fazer apresentar sem demora o sinistrado ao médico de alta e os exames complementares de diagnóstico emdo segurador, salvo se tal não for possível e a necessidade poder do segurador.urgente de socorros impuser o recurso a outro médico. Cláusula 28.ª 2 — As comunicações previstas nas alíneas a) e b) do Direito de regresso do seguradornúmero anterior são efectuadas por meio informático, no-meadamente em suporte digital ou correio electrónico, 1 — Após a ocorrência de um acidente de trabalho, oexcepto no caso do tomador do seguro microempresa, que segurador tem direito de regresso contra o tomador dopode sempre optar pelo suporte de papel. seguro, relativamente à quantia despendida: 3 — O incumprimento do previsto nas alíneas a) e b) do a) Quando o acidente tiver sido provocado pelo toma-n.º 1 determina a responsabilidade do tomador do seguro dor do seguro, seu representante, ou entidade por aquelepelas perdas e danos do segurador. contratada e por empresa utilizadora de mão-de-obra, ou 4 — O incumprimento do previsto na alínea c) do no resultar de falta de observância, por aqueles, das regrasn.º 1 determina: sobre segurança e saúde no trabalho, ou aqueles tenham a) A redução da prestação do segurador atendendo ao lesado dolosamente o segurador após o sinistro;dano que o incumprimento lhe cause; b) No caso de incumprimento das obrigações referidas b) A perda da cobertura se for doloso e tiver determinado nas alíneas do n.º 1 da cláusula 24.ª, na medida em que odano significativo para o segurador. dispêndio seja imputável ao incumprimento; c) Relativamente aos seguros celebrados sem indicação 5 — O previsto nos n.os 3 e 4 não é oponível aos si- de nomes, nos termos do n.º 2 da cláusula 3.ª, quando senistrados e demais beneficiários legais das prestações de provar que nos trabalhos abrangidos pelo contrato foramacidentes de trabalho, ficando o segurador com o direito utilizadas mais pessoas do que as indicadas como pessoasde regresso previsto na cláusula 28.ª seguras; d) Em resultado do agravamento das lesões do sinis- Cláusula 26.ª trado decorrente de incumprimento do fixado no n.º 1 da cláusula 25.ª Defesa jurídica 1 — O tomador do seguro não pode intervir nas relações 2 — Nos casos previstos nas 1.ª e 2.ª partes da alínea a)entre o segurador e o sinistrado, ou seus beneficiários do número anterior, o segurador satisfaz o pagamento daslegais, na resolução de assuntos que envolvam a respon- prestações que seriam devidas caso não houvesse actuaçãosabilidade garantida por este contrato, quer em juízo, quer culposa, sem prejuízo do direito de regresso.fora dele. 2 — Quando o tomador do seguro, após o acidente de Cláusula 29.ªtrabalho, agir para com o sinistrado ou seus beneficiários Sub-rogação pelo seguradorlegais, em violação do disposto no número anterior, de-signadamente concluindo acordos, satisfazendo despesas, 1 — O segurador que tiver pago a indemnização ficaintentando processos ou praticando qualquer outro acto da sub-rogado, na medida do montante pago, nos direitos da pessoa segura contra o terceiro responsável pelo acidentecompetência do segurador, sem que deste haja recebido de trabalho, embora o direito de acção judicial dependaautorização escrita, e sem prejuízo da inoponibilidade ao do seu não exercício pelo sinistrado no prazo de um anosinistrado ou seus beneficiários legais, fica obrigado a a contar da data do acidente.reembolsar o segurador de todas as importâncias que este 2 — O tomador do seguro responde, até ao limite dativer que suportar para a reparação do acidente em virtude indemnização paga pelo segurador, por acto ou omissãodessa intervenção, nos termos do previsto na cláusula 28.ª, que prejudique os direitos previstos no número anterior.salvo se provar que da sua acção nenhum prejuízo adveiopara o segurador. 3 — O tomador do seguro deve prestar ao segurador CAPÍTULO VIItoda a informação que razoavelmente lhe seja exigida. Disposições diversas Cláusula 27.ª Cláusula 30.ª Obrigações do segurador Escolha do médico 1 — O segurador obriga-se a satisfazer a prestação con-tratual ao sinistrado, após a confirmação da ocorrência 1 — O segurador tem o direito de designar o médicodo sinistro e das suas causas, circunstâncias e consequên- assistente do sinistrado.cias. 2 — O sinistrado pode, no entanto, recorrer a qualquer 2 — As averiguações necessárias ao reconhecimento médico nos seguintes casos:do sinistro e à avaliação dos danos devem ser efectuadas a) Se o tomador do seguro ou quem o represente não sepelo segurador com a adequada prontidão e diligência. encontrar no local em que o acidente de trabalho ocorreu 3 — A obrigação do segurador vence-se decorridos e houver urgência nos socorros;30 dias sobre o apuramento dos factos a que se refere o b) Se o segurador não lhe nomear médico assistente, ounúmero anterior. enquanto o não fizer; 4 — O sinistrado tem direito a receber, em qualquer mo- c) Se o segurador renunciar ao direito previsto no n.º 1;mento, a seu requerimento, cópia de todos os documentos d) Se lhe for dada alta sem estar curado, devendo, nesterespeitantes ao seu processo, designadamente o boletim caso, requerer exame pelo perito do tribunal.
  • Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011 3939 3 — O sinistrado pode ainda escolher o médico cirurgião Cláusula 34.ªnos casos de intervenção cirúrgica de alto risco e naqueles Legislação aplicável, reclamações e arbitragemem que, como consequência da intervenção cirúrgica, possacorrer perigo a sua vida. 1 — A lei aplicável a este contrato é a lei portuguesa. 4 — Enquanto não houver médico assistente designado, 2 — Podem ser apresentadas reclamações no âmbito doé como tal considerado, para todos os efeitos legais, o presente contrato aos serviços do segurador identificadosmédico que tratar o sinistrado. no contrato e, bem assim, ao Instituto de Seguros de Por- tugal (www.isp.pt). Cláusula 31.ª 3 — Nos litígios surgidos ao abrigo deste contrato pode haver recurso à arbitragem, a efectuar nos termos da lei. Reconhecimento da responsabilidade pelo segurador 1 — A prestação de socorros urgentes, ou a comuni- Cláusula 35.ªcação do acidente de trabalho às entidades competentes, Foronão significa reconhecimento da responsabilidade pelosegurador. O foro competente para dirimir os litígios emergentes 2 — O pagamento de indemnizações ou outras despe- deste contrato é o fixado na lei civil.sas não impede o segurador de, posteriormente, recusar a ANEXOresponsabilidade relativa ao acidente quando circunstân-cias supervenientemente reconhecidas o justifiquem, caso Sistema bonificações e agravamentos de prémio por sinistralidade (bonus/malus)em que lhe assiste o direito a reaver tudo o que houverpago. Condições especiais Cláusula 32.ª Condição especial 01 Intervenção de mediador de seguros Seguros de prémio variável 1 — Nenhum mediador de seguros se presume auto- 1 — Nos termos desta condição especial, e de acordorizado a, em nome do segurador, celebrar ou extinguir com o disposto na alínea b) da cláusula 5.ª das condiçõescontratos de seguro, a contrair ou alterar as obrigações gerais, estão cobertos pelo contrato os trabalhadores aodeles emergentes ou a validar declarações adicionais, salvo serviço do tomador do seguro na unidade produtiva identi-o disposto nos números seguintes. ficada nas condições particulares, de acordo com as folhas 2 — Pode celebrar contratos de seguro, contrair ou alte- de retribuições periodicamente enviadas ao segurador nos termos da alínea a) do n.º 1 da cláusula 24.ª das condiçõesrar as obrigações deles emergentes ou validar declarações gerais.adicionais, em nome do segurador, o mediador de seguros 2 — O prémio provisório é calculado de acordo comao qual o segurador tenha conferido, por escrito, os ne- as retribuições anuais previstas pelo tomador do seguro.cessários poderes. 3 — No final de cada ano civil ou aquando da cessação 3 — Não obstante a carência de poderes específicos do contrato, e sem prejuízo do disposto no n.º 5, é efectuadopara o efeito da parte do mediador de seguros, o seguro o acerto, para mais ou para menos, em relação à diferençaconsidera-se eficaz quando existam razões ponderosas, verificada entre o prémio provisório e o prémio definitivo,objectivamente apreciadas, tendo em conta as circunstân- calculado em função do total de retribuições efectivamentecias do caso, que justifiquem a confiança do tomador do pagas durante o período de vigência do contrato.seguro de boa fé na legitimidade do mediador, desde que 4 — Quando o tomador do seguro não cumprir a obri-o segurador tenha igualmente contribuído para fundar a gação referida no n.º 1, o segurador, sem prejuízo do seuconfiança do tomador do seguro. direito de resolução, cobra no final da anuidade um prémio não estornável correspondente a 30 % do prémio provisório Cláusula 33.ª anual, podendo ainda exigir o complemento do prémio Comunicações e notificações entre as partes que se apurar ser devido em função das retribuições que realmente deviam ter sido declaradas. 1 — As comunicações ou notificações do tomador do se- 5 — O segurador pode, em casos de desvios signifi-guro ou da pessoa segura previstas nesta apólice consideram- cativos entre as retribuições previstas e as efectivamente-se válidas e eficazes caso sejam efectuadas para a sede pagas, fazer um acertos no decurso do período de vigênciasocial do segurador ou da sucursal, consoante o caso. do contrato. 2 — São igualmente válidas e plenamente eficazes as 6 — No caso de se tratar de seguros de trabalhos de repa-comunicações ou notificações feitas, nos termos do número ração de edifícios, construção de muros, abertura e limpezaanterior, para o endereço do representante do segurador de poços e minas, consta das condições particulares o nú-não estabelecido em Portugal, relativamente a sinistros mero máximo de trabalhadores que, em qualquer momento,abrangidos por esta apólice. o tomador do seguro pode ter simultaneamente ao seu 3 — As comunicações previstas no presente contrato serviço, pelo que este se obriga a comunicar, previamente,devem revestir forma escrita ou ser prestadas por outro ao segurador, qualquer alteração daquele número máximo.meio de que fique registo duradouro. 4 — O segurador só está obrigado a enviar as comu- Condição especial 02nicações previstas no presente contrato se o destinatário Construção civil de edifícios — Seguro por áreadas mesmas estiver devidamente identificado no contrato,considerando-se validamente efectuadas se remetidas para 1 — Os limites de retribuição, contratualmente aceites,o respectivo endereço constante da apólice. constam das condições particulares da apólice, pelo que os
  • 3940 Diário da República, 1.ª série — N.º 127 — 5 de Julho de 2011nomes dos trabalhadores cobertos pelo contrato não são b) As retribuições máximas;aí mencionados, sendo dispensado o envio ao segurador c) Uma relação do pessoal permanente por tipo de fun-de folhas de retribuições previsto na alínea c) do n.º 1 da ção principal e respectivas retribuições;cláusula 24.ª das condições gerais. d) O montante anual das retribuições e o número médio 2 — As coberturas do contrato, quanto aos trabalhadores de animais de cada espécie existente na exploração agrí-seguros, respeitam apenas aos que trabalharem na obra e cola, se for caso disso.locais de risco devidamente identificados nas condiçõesparticulares. 2 — A presente condição especial não é aplicável à 3 — Este contrato tem o prazo de validade corres- execução dos seguintes trabalhos:pondente à duração previsível da obra, que consta das a) Abertura de poços e minas;condições particulares, podendo ser prorrogado, em caso b) Arranque, corte, desbaste, esgalha e limpeza de ár-excepcional, mediante acordo prévio entre o tomador do vores, quando consideradas actividades silvícolas ou ex-seguro e o segurador. ploração florestal; 4 — Se durante a realização da obra houver revisão da c) Arranque de tocos, cepos ou raízes, quando consti-tabela de remunerações, o prémio é reajustado, de acordo tuam risco principal;com o aumento médio dessas remunerações e proporcional- d) Extracção de cortiça;mente ao tempo que faltar decorrer até ao final do período e) Trabalhos com utilização de explosivos;de vigência do contrato. f) Trabalhos em lagares de azeite; g) Debulha mecânica, quando não ligada exclusiva- Condição especial 03 mente à unidade de exploração agrícola do tomador do seguro; Seguro de agricultura (genérico e por área) h) Trabalhos ligados à construção civil, salvo os que res- 1 — Este contrato abrange os trabalhadores, perma- peitarem a pequenas reparações em casas das propriedadesnentes ou eventuais, empregues em actividades agrícolas que constituem a exploração agrícola, muros ou quaisquerpor conta do tomador do seguro, indicando-se no mapa de infra-estruturas ligadas exclusivamente à unidade de ex-inventário que faz parte integrante desta apólice: ploração agrícola; i) Trabalhos de carpintaria, de lenhadores e serrado- a) O nome, localização (freguesia e concelho), área cul- res, a menos que se destine ao consumo da exploraçãotivada e culturas predominantes de cada uma das parcelas agrícola;(próprias e ou arrendadas) que constituem a unidade de j) Exploração pecuária, quando constitua actividadeexploração agrícola; principal.I SÉRIE Diário da República Electrónico: Endereço Internet: http://dre.pt Contactos: Correio electrónico: dre@incm.pt Tel.: 21 781 0870 Depósito legal n.º 8814/85 ISSN 0870-9963 Fax: 21 394 5750 Toda a correspondência sobre assinaturas deverá ser dirigida para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A. Unidade de Publicações Oficiais, Marketing e Vendas, Avenida Dr. António José de Almeida, 1000-042 Lisboa