O Estado Novo e o 25 de Abril - Presentation Transcript
PORTUGAL EM DITADURA
Em Portugal, a ditadura militar substituíra a 1ª República em 26 e em 32, a nomeação de Oliveira Salazar para Presidente do Conselho, inicia um novo e longo período político, conhecido como Estado Novo. .
À semelhança de outros regimes fascistas, também Portugal passou a viver um regime de partido único (a União Nacional), apoiado numa forte censura aos meios de comunicação e numa polícia política vigilante e repressiva, pondo muitas vezes em causa as liberdades individuais. A Constituição de 33 acabou por retirar muitas dessas mesmas liberdades, reforçando o papel dominante do poder executivo, na figura de Salazar.
Salazar foi responsável por uma exaltação dos valores patrióticos fascistas, alimentados através da propaganda, assim como por uma defesa arreigada da política de domínio colonial.
Foram criadas organizações paramilitares como a Legião Portuguesa - uma milícia armada, constituída por voluntários, destinada a participar na luta anticomunista e a defender o regime - e a Mocidade Portuguesa - organização de enquadramento e doutrinação da juventude na ideologia fascista.
Era um estado Conservador - porque o seu pensamento político impunha a recuperação de valores e conceitos morais consagrados pela tradição: Deus, Pátria, Família, Autoridade, Trabalho… Profundamente católico, Salazar consagrou a ruralidade como parte de todas as virtudes, em oposição à corrupção; deu protecção especial à religião católica e reduziu a mulher a um papel passivo.
Era um estado nacionalista e colonial - valorizou as produções culturais, louvou e comemorou os heróis e o passado glorioso da pátria e fez da escola um meio formador de consciências. Reafirmou ainda a missão histórica civilizadora dos portugueses em território ultramarino e tomou o caminho da integração política e económica das colónias sob a tutela da metrópole.
Era um estado corporativo - porque integrava no seu seio as organizações representativas da nação. Para o estado corporativo, a nação não é o conjunto de indivíduos, mas o conjunto de agrupamentos de homens segundo os seus interesses e funções que desempenham. Há a obrigatoriedade de inscrição em corporações: uniões e grémios; universidades, hospitais, casas do povo…
Era um estado autoritário - O autoritarismo do Estado novo reflectiu-se na afirmação e reforço do poder executivo relativamente ao poder legislativo. Outra característica do estado autoritário foi o seu carácter intervencionista (na Constituição consagrava-se o poder do estado: “O Estado tem o direito e a obrigação de coordenar superiormente a vida económica e social”).
Era um estado repressivo - o Estado Novo serviu-se de todos os meios possíveis para se fortalecer e proteger. Assim, é nesta ordem de ideias que se cria a censura aos meios de comunicação e a polícia política (PVDE até 1945 e depois PIDE e DGS). As prisões políticas como Peniche e os campos de deportação como o Tarrafal foram outras das instituições repressivas criadas pelo Estado Novo.
A Censura A Polícia Política - PVDE / PIDE / DGS - O Tarrafal
E Depois de Salazar... A Renovação na Continuidade de MARCELO CAETANO
A REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL
O MFA ou “Movimento das Forças Armadas” foi responsável pelo golpe militar que terminou com o Estado Novo em Portugal, em 25 de Abril de 1974. O que motivou este grupo de militares foi, essencialmente, o desejo da liberdade até então negada ao povo português e o descontentamento pela política seguida pelo governo em relação à Guerra Colonial.
As tropas foram comandadas no terreno por diversos capitães, de entre os quais o que mais se destacou foi Salgueiro Maia, que comandou as tropas vindas da Escola Prática de Cavalaria de Santarém.
Às 22:00 de 24 de Abril de 1974 começam a reunir- -se os elementos do MFA no Posto de Comando, instalado no Regimento de Engenharia N.º 1, na Pontinha: os Tenentes-Coronéis Lopes Pires e Garcia dos Santos, os Majores Otelo Saraiva de Carvalho, Sanches Osório e Hugo dos Santos, o Capitão-Tenente Victor Crespo e o Capitão Luís Macedo. Otelo Saraiva de Carvalho
Às 22:55 de 24 de Abril de 1974 os Emissores Associados de Lisboa transmitem a canção "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, primeiro sinal do MFA, confirmando que tudo corria bem. A transmissão da canção " Grândola Vila Morena " de José Afonso, às 00:20 no programa Limite da Rádio Renascença , é a senha escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis.
A partir das 00:00 de 25 de Abril de 1974 Iniciou-se a Revolução
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
NO CHIADO
NO LARGO DO CARMO
NOS RESTAURADORES
NA RUA AUGUSTA
NA RUA DA TRINDADE
NA RUA DO OURO
O POVO EM FESTA
AS CRIANÇAS FESTEJAM!
O Fim da Ditadura O Estado Novo começou a ser desmantelado logo no dia 25 de Abril, pelo MFA e pela Junta de Salvação Nacional. A Pide , tal como o próprio Governo, foram os primeiros alvos da Revolução. A censura, uma poderosa arma da ditadura, foi, ela própria, riscada pelo lápis azul. Junta de Salvação Nacional
Os presos políticos são libertados, pondo fim a anos de perseguições. As figuras do regime são exiladas e regressam os membros da resistência, como Álvaro Cunhal e Mário Soares.
As primeiras eleições livres e democráticas foram realizadas a 25 de Abril de 1975 para a Assembleia Constituinte. Este órgão foi encarregue de elaborar a Constituição de 1976.
Depois de aprovada a Constituição de 1976, Portugal iniciou um novo regime democrático, pluripartidário e parlamentar igual ao de muitos outros países europeus.
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