Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Do autoritarismo à democracia

22,769 views

Published on

Published in: Education, News & Politics

Do autoritarismo à democracia

  1. 1. Portugal:do Autoritarismo à Democracia
  2. 2. Níveis dedesempenho
  3. 3. • Caracterizar a política de Salazar no pós-guerra.• Relacionar a economia dos anos 60 com o surto migratório.• Referir os instrumentos utilizados para perpetuar a ditadura.• Inferir da importância de Humberto Delgado a contestação ao regime.• Explicar a posição de Salazar face aos movimentos independentistas.• Descrever as consequências do conflito colonial.• Conhecer a subida ao poder de Marcello Caetano.• Relacionar a política marcelista com o agravamento do descontentamento.• Relacionar a crise do país com o aparecimento do M.F.A.
  4. 4. • Enunciar os principais pontos do programa do M.F.A.• Descrever os acontecimentos de 25/04/1974.• Caracterizar a Constituição de 1976.• Descrever o processo de descolonização portuguesa.• Caracterizar a economia portuguesa do pós-25 de Abril.• Avaliar o papel da CEE / UE na atualidade portuguesa.
  5. 5. Era um estado ConservadorEra um estado Nacionalista e Colonial
  6. 6. Era um estado corporativoEra um estado autoritário e repressivo
  7. 7. O DIFÍCIL DESENVOLVIMENTO
  8. 8. Fatores da difícil industrialização portuguesa após a II guerra mundial:•A recusa de Salazar em aceitar o auxílio do Plano Marshall;•Renúncia ao investimento estrangeiro (política do “orgulhosamente sós”);•Recusa da democratização;•Falta de investimentos por parte do Governo, que insistia numa política deequilíbrio financeiro, com a acumulação de capital nos cofres do Estado e apermanência da agricultura como principal atividade.•Falta de mão de obra qualificada;•Elevada taxa de analfabetismo;•Falta de população jovem e dinâmica, em resultado da emigração e da ida para aguerra colonial (muitos forçados).
  9. 9. Na Agricultura:•desigualdade na distribuição das terras;•investimento reduzido;•falta de mão-de-obra e baixa mecanização. Nova fase:•de 1953 a 1958 ocorre um incremento da industrialização: indústriasquímicas, metalúrgica, adubos e petróleo: as bases essenciais da economiaportuguesa foram estabelecidas através dos Planos de Fomento Económico;•grande investimento de capitais estrangeiros;•remessas de dinheiro enviadas pelos emigrantes e entrada de divisasatravés do turismo;•Integração na EFTA. Comércio Externo:•balança comercial deficitária. Pág. 86
  10. 10. •Alterações sociais e políticas: - isolamento internacional de Portugal; - aumento do sector secundário e terciário; - aumento do proletariado urbano; - alargamento da classe média; - diminuição da população ativa em resultado de forte aumento da emigração:  a grande dispersão do país verifica-se a partir de finais dos anos 50, em resultado do atraso económico do país e da Guerra Colonial;  emigra-se para países democráticos, com melhores salários e condições de vida, como: França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo ou Suíça. O impacto deste surto emigratório foi tão forte que agitou toda a sociedade portuguesa. Pág. 88
  11. 11. RECUSA DA DEMOCRATIZAÇÃO
  12. 12. A Censura A Polícia Política - PVDE / PIDE / DGS - O Tarrafal Pág. 90
  13. 13. Apesar de manter a censura e a ditadura, após a II Guerra Mundial Salazarprocurou dar uma imagem de um país democrático e moderno. Assim:•“Abertura do regime” (que acabou por se revelar efémera e simulada);•Eleições livres, como na Inglaterra;•Autorização da formação de um partido da oposição (comunistas, socialistas,republicanos e independentes) – MUD (Movimento de Unidade Democrática) -que podia participar nas eleições.
  14. 14. A OPOSIÇÃO AO REGIME
  15. 15. •Em 1945 é então criado o Movimento de Unidade Democrática (MUD). •A PIDE/DGS aumenta as perseguições aos opositores ao regime.MUD – Movimento de Unidade Democrática
  16. 16. •Em 1949 surge uma forte contestaçãoao regime durante as eleições para aPresidência da República a que se tinhacandidatado Norton de Matos.•Em 1958, o general Humberto Delgadocandidatou-se às eleições presidenciaiscom o apoio de toda a oposição.•Apesar de não ter obtido a vitória,Américo Tomás, candidato do EstadoNovo, foi declarado vencedor.•Humberto Delgado acabou por serassassinado pela PIDE. Pág. 92
  17. 17. A QUESTÃO COLONIAL
  18. 18. • Após a Segunda Guerra Mundial, ocorrem os primeiros movimentos independentistas. No entanto, Salazar recusou sempre dar a independência às colónias.• Entre 1961 e 1974 entra-se num verdadeiro conflito armado: a guerra colonial.• Surgem os primeiros movimentos independentistas em território português: MPLA (1956); FNLA (1962); PAIGC (1960); FRELIMO (1960).• Inicia-se a guerra em várias frentes.• As consequências são terríveis: inúmeros mortos e grandes gastos financeiros. Pág. 94
  19. 19. • A guerra: – Na década de 50, a União Indiana reclama que as cidades de Goa, Damão e Diu sejam integradas no seu território; – Portugal recusa-se a discutir o assunto e nega a pretensão da União Indiana; – Em Dezembro de 1961, a União Indiana invade as cidades de Goa, Damão e Diu, dando início à guerra; – Em 1961 verificam-se os primeiros ataques às fazendas do norte de Angola e às prisões de Luanda; • Em 1963 as insurreições alastram-se à Guiné-Bissau e no ano seguinte a Moçambique; • A guerra terminaria em 1974 com a revolução de 25 de Abril. Pág. 96
  20. 20. Imagens da guerra:
  21. 21. Protagonistas da guerra: Samora Machel Amílcar Cabral Holden Roberto Agostinho Neto Jonas Savimbi 1933-1986 1924-1973 1923-2007 1922-1979 1934-2002
  22. 22. O MARCELISMO
  23. 23. •Em 1968 Salazar sofre um acidente e fica incapacitado para dirigir o governo. Deimediato se procura uma solução, encontrada na figura de Marcello Caetano. António Oliveira Salazar Marcello Caetano 1889-1970 1906-1980•Inicialmente, este tenta uma abertura do regime: a Primavera Marcelista. A repressão édiminuída, a reforma educacional do Ministro Veiga Simão é iniciada.•Em 1972 o descontentamento generaliza-se com o reforço do regime ditatorial(contestação juvenil de 1969). Pág. 98
  24. 24. • A Primavera Marcelista não foi mais do que a tentativa de aparentar normalidade e democracia num regime ditatorial. Foi uma política marcada por grandes hesitações e contradições e de uma governação segundo o princípio da renovação na continuidade.• As alterações da “Primavera Marcelista” aumentaram a esperança dos democratas. Mas tudo não passou de uma alteração de nomes: da União Nacional, para a Ação Nacional Popular; da PIDE para DGS, a Censura passou a Exame Prévio… Estas instituições mantiveram, no entanto, o mesmo carácter autoritário e antidemocrático.• No entanto, a legislação social foi importante: ciação da ADSE; instituição do subsídio de Férias e de Natal ou a atribuição de pensões aos trabalhadores rurais e de profissões mais modestas foram algumas dessas leis.
  25. 25. • Nova contestação ao regime: – Em Abril de 1973: • Reuniu-se o 3º Congresso da Oposição Democrática. • Defende-se a política de Descolonização, associada ao desenvolvimento e à Democratização (os 3 D). – Em Fevereiro de 1974: • O General Spínola publica o livro Portugal e o futuro, onde defendia uma solução política para resolver a Guerra Colonial e a liberalização do País
  26. 26. 25 DE ABRIL DE 1974
  27. 27. • Em 1974, Portugal era um país antiquado. O último império colonial agonizava, travando uma guerra em três frentes africanas.• Os movimentos de libertação eram clandestinamente financiados pelas forças comunistas da URSS e pelas democráticas dos EUA.• A consciência de que a guerra colonial não tinha fim à vista determina uma insurreição do Regimento de Infantaria das Caldas da Rainha, fiéis seguidores dos Generais Costa Gomes e Spínola. A insurreição foi derrotada e alguns oficiais foram encarcerados. Mas a manifestação de 16 de Março foi o princípio do fim do regime.• Face à ausência de soluções militares e políticas das guerras coloniais, um plano insurrecional liderado por Otelo Saraiva de Carvalho e pelo Capitão Salgueiro Maia, poria fim ao regime marcelista na madrugada de 25 de Abril de 1974. Pág. 102
  28. 28. • As causas para a Revolta Militar – Insistência na Guerra Colonial; – Repressão, censura e falta de Liberdade; – Dificuldades económicas; – Descontentamento da população e necessidade de emigrar para outros locais.
  29. 29. A PARTIR DAS 00:00DE 25 DE ABRIL DE 1974
  30. 30. A ACÇÃO MILITAR• 24 de Abril - 22 h – Otelo Saraiva de Carvalho chega ao quartel da Pontinha, posto de comando do MFA.• 25 de Abril – 00:20 – Rádio Renascença transmite a canção “Grândola, Vila Morena”, senha que dá início às operações. 128
  31. 31. • 03:00 h – São ocupados os estúdios da RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e Banco de Portugal. Fecha-se o aeroporto da Portela. Salgueiro Maia e os seus soldados ocupam a Praça do Comércio.• 12:30 h – Salgueiro Maia cerca o quartel da GNR, no Carmo, onde está Marcelo Caetano. 128
  32. 32. •PROGRAMA DO MFA: - defendiam a adoção de soluções políticas e não militares; - estipulavam as condições para o debate, a nível nacional, do problemaultramarino; - visavam o lançamento de uma política ultramarina que conduzisse à paz. 130
  33. 33. • Medidas do MFA – Destituição das suas funções o Presidente da República e o governo; – Fim da Pide, Censura, Legião Portuguesa, Mocidade Portuguesa, Ação Nacional Popular, Assembleia Nacional, Câmara Corporativa; – Libertação dos presos políticos; – Regresso dos exilados (Mário Soares e Álvaro Cunhal); – Autorização de criação de Partidos Políticos; – Criação de Sindicatos para a função pública; – Independência das colónias; – Eleições livres; – Nova Constituição da República. Pág. 104
  34. 34. A ADESÃO POPULAR (25/04 e 1/05) 131
  35. 35. • A Junta de Salvação Nacional foi Presidida pelo General Spínola.• O seu grande objetivo era zelar que o Governo Provisório cumprisse o Programa do MFA. Pinheiro de Azevedo Costa Gomes António de Spínola Silvério MarquesRosa Coutinho Galvão de Melo
  36. 36. Criação de partidos políticosMário Soares Francisco Sá Carneiro Álvaro Cunhal Freitas do Amaral 36 1924 1934-1980 1913-2005 1941 Pág. 104
  37. 37. •A Constituição de 1976 consagrou uma nova organização democrática: • Um regime democrático pluralista; • Eleições livres (os cidadãos escolhem os seus representantes e elegem diretamente o PR e o governo); • Concedeu independência dos órgãos de soberania; • Descentralizou e deu autonomia regional (aos arquipélagos da Madeira e dos Açores); • Reforçou o poder autárquico, criando assembleias municipais. Pág. 106
  38. 38. Os Presidentes da República pós-25 de Abril Ramalho Eanes 1936 1976-1986 Costa Gomes Mário Soares 1914-2001 1924 1974-1976 1986-1996António Spínola Jorge Sampaio 1910-1996 1939 1974 1996-2006 Aníbal Cavaco Silva 1939 2006
  39. 39. DESCOLONIZAÇÃO
  40. 40. • Após o 25 de Abril verificou-se uma política de descolonização; desenvolvendo-se uma estratégia para a Fase da Tomada de Consciência e para a transferência do poder.• Independência das Colónias – Início de conversações: Conferência de Lusaca e acordo entre Portugal e a ONU; Encontro da ilha do Sal; Declaração de Argel e em 1975, realização da Cimeira do Algarve.• Reconhece-se o direito à autodeterminação e independência dos povos.• Recusa do puro abandono ou de modelos neocoloniais, mas sempre com preocupação com a defesa dos interesses nacionais.
  41. 41. Cinco Novos Países Moçambique Cabo Verde S. Tomé e Príncipe AngolaGuiné-Bissau 26 Junho de 75 05 Julho de 75 12 de Julho de 75 11 Novembro 7523 Agosto de 74
  42. 42. APÓS O 25 DE ABRIL
  43. 43. Problemas de desenvolvimento económico após o 25 de Abril: •Baixa produtividade da agricultura; •Atraso técnico da indústria; •Instabilidade política no período pós 25 de Abril; •Independência das colónias e perda de grande parte dos mercadoscoloniais; •Crise petrolífera internacional da década de 1970 que também afetaPortugal. •Esta situação foi ligeiramente alteradapela assinatura do “Acordo de ComércioLivre” entre a CEE e Portugal. Porém, só foialterada completamente com a adesão dePortugal à CEE.
  44. 44. •Portugal é membro da União Europeia desde1986. Com o 25 de Abril, Portugal perdeu omercado colonial e viu-se obrigado a centrarmais a sua atenção no mercado europeu.Como tal, foi necessária uma transformação atodos os níveis.•A partir de 1980, a economia portuguesa e o poder político vão ter comoprimeira prioridade de política externa a adesão à CEE, verificando-se a partir de1985 um período de expansão da atividade económica.•Em 1 de janeiro de 1986 Portugal é formalmente membro da CEE, um marcoimportante para a situação de evolução da economia portuguesa. Pág. 108
  45. 45. •Para que Portugal pudesse vencer a desigualdade face aos outros estadosmembros, recebeu da CEE, até 1991, fundos estruturais que visavam amodernização do setor produtivo. Neste período, a evolução da economiaportuguesa foi positiva, verificando-se um desenvolvimento económico.•Para fazer face aos novos desafios, a CEE procurou respostas. Assim: - Criou uma União Económica e Monetária que surge na sequência lógica do Mercado Único Europeu. - Adotou uma moeda única - o Euro. - Transformou a cooperação política entre os estados membros numa política comunitária.•Com a União Económica e Monetária e a União Política, a Comunidadecaminhou em direção à União Europeia. Em 1991 os Doze iniciaram novasnegociações, tendo-se chegado a acordo sobre o texto de um novo Tratado - deMaastricht - e que Portugal também assinou.
  46. 46. Em 1992, através da assinatura do Tratado de Maastricht, a CEE passou a tera designação de EU (União Europeia). Tomou-se, assim, uma série de novasmedidas:•Maior participação do cidadão na vida comunitária;•Cidadania europeia paralela à cidadania nacional;•Maior solidariedade entre os estados membros;•Maior número de meios para garantir a segurança e a paz: Em resultado desta integração, foi necessária uma adaptação das instituiçõesda República Portuguesa aos compromissos europeus, que se continua averificar atualmente.

×