Os Muçulmanos na Península Ibérica

  • 86,004 views
Uploaded on

 

More in: Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • Gostaria que me enviasse este arquivo por gentileza. Gostei muito.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • Acho este assunto o mais sobrevalorizado da nossa história. No terreno não se vê NADA. Tem razão quanto às 600 palavras mas em 600000 (sendo mais de 400 toponímia arabizada de nomes prévios latinos e celtas) não terão muita importância e se pensarmos que boa parte das restantes cerca de 200 palavras também existem no inglês (que tem 120 palavras árabes, sendo nenhuma toponímica), francês e até nas línguas germânicas da escandinávia não percebo o que é que a passagem deles por aqui influenciou tanto. Não ficou cultura, não ficou lingua, não ficou religião, não ficou arquitetura, estradas ou pontes... e quando pensamos que em Portugal há mais de 9000 sítios catalogados como romanos, ficamos a pensar se isto não é um equívoco. Desde que me interessei por este assunto e pensei pela minha cabeça, tenho cada vez mais a certeza que a Norte do Tejo a influência islâmica não superou o ano 871, altura em que Afonso II das Astúrias conquistou Coimbra, ainda que posteriormente perdendo esse controlo absoluto, a região a norte do Tejo passou a ser terra de ninguém até à chegada definitiva de Afonso Henriques que nem sequer travou batalhas assinaláveis (excepto Leiria, talvez) a norte do Tejo.. outro sintoma de que mouros não havia nessas terras. Resumindo, foi no Algarve e Baixo Alentejo que a cultura islâmica teve alguma influência e pouco mais. Na verdade os mouros que para aqui vieram não eram filósofos, astrónomos e matemáticos do Levante e da Arábia, eram pastores guerreiros do Atlas e da Berbéria. Aqui havia mais civilização do que aquela que se diz que eles trouxeram. A apresentação está muito boa mas penso que quem escreve os manuais escolares têm que pensar melhor nisto.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • nem achei isso tudo, mas valeu!
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • Está impecável.
    Obrigada!
    Are you sure you want to
    Your message goes here
  • está bueeeeeeeeeeeeeeeeeee fixe
    Are you sure you want to
    Your message goes here
No Downloads

Views

Total Views
86,004
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
30

Actions

Shares
Downloads
782
Comments
7
Likes
4

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. OS MUÇULMANOS NA PENÍNSULA
  • 2.
    • Até ao ano 622 , data em que Maomé se autoproclama o Profeta , mensageiro de Alá (Deus), os árabes eram um povo politeísta que se dividia em diferentes tribos , sobretudo nómadas, de pastores e comerciantes .
  • 3.
    • Os Árabes erguiam as suas tendas junto dos oásis onde a vida era menos difícil.
    • Aí dispunham de água, alimento e pasto, cercados por um território pobre e desértico .
  • 4.
    • Mas quem era de facto Maomé ?
    • Um homem de sorte entre outras coisas.
    • Alguém que viveu numa época e numa região em que para além dos pastores, artesãos e escravos do costume, se destacavam os comerciantes nómadas que de oásis em oásis conduziam as suas caravanas de camelos.
    • No topo da Pirâmide Social estavam os reis, os governadores, a aristocracia guerreira e os sacerdotes que, como ainda é costume, sendo poucos detinham todo o poder.
  • 5.
    • Maomé foi neste contexto um “ eleito “. Casando com uma rica viúva que tinha herdado a caravana e os negócios do defunto marido , o futuro “ profeta “ passava de um dia para o outro, de obediente condutor de camelos a próspero proprietário . Dizem-nos as crenças que numa das suas rotineiras viagem através do deserto , de oásis em oásis Maomé negociante de especiarias, tapeçarias e outras coisas, terá tido uma visão.”
  • 6.
    • A “ visão “ do Anjo Gabriel, o incansável combatente do Mal. A criatura tida por Judeus , Cristãos e Muçulmanos, de acordo com os ensinamentos do “ Antigo Testamento “ que todos respeitavam mas interpretavam de forma diferente, como a escolhida por Deus para enfrentar os demónios . Demónios que todos juntos chegavam para assustar mesmo quem acreditava em anjos .
    • Gabriel revelou-se a Maomé , imponente e impositivo , designando-o ” o Mensageiro” de um Deus único (Alá).
    • Um Deus sem forma e todo poderoso. Generoso para os crentes mas implacável para com os infiéis os impuros, que não o venerassem
  • 7.
    • A visão “que lhe revelou a existência de um único Deus, desde logo fez de cristãos e judeus, também monoteístas, os companheiros predilectos de Maomé. Procurava-os, mais do que para os converter, para com eles conversar e discutir as grandes questões que faziam a filosofia e religião da época. Mas se entre judeus e cristão ,as conversões não foram muitas, o mesmo não aconteceu junto da população pobre árabe a quem os muitos deuses oficiais pouco pareciam querer oferecer.
  • 8.
    • Instalado em Meca, Maomé cedo se tornou numa pessoa influente poderosa e sobretudo incontrolável para os chefes tribais e sacerdotes , pagãos, que em nome de Alá era preciso combater.
    • Entretanto os seus discursos e a sua crescente popularidade incomodavam cada vez mais os governantes e guardiães dos templos politeístas onde generosamente os crentes depositavam as ofertas que alimentavam as elites politicas e religiosas. Pressentindo o pior, Maomé decide abandonar secretamente a cidade, escolhendo Medina como destino.
    A cidade de Meca
  • 9.
    • A sua fuga às autoridades de Meca para a cidade de Medina , acontecimento a que os muçulmanos chamam “Hejira” ,no ano de 622 , é considerada o marco que assinala nascimento de uma nova religião. O ano zero da era Islâmica.
    • Depois de vários confrontos entre as duas cidades, os habitantes de Medina que Maomé tinha convertido, tomaram sem resistência a cidade de Meca cuja população passou também a reconhecê-lo como “ O profeta”.
  • 10.
    • Com Maomé nasceu assim uma nova religião monoteísta : o Islamismo .
    • O Islamismo proclama a existência de:
    • Um só Deus – Alá
    • Uma só palavra – o Corão
    • Um só profeta - Maomé
  • 11.
    • Convertidas todas as tribos ao Islamismo , os Árabes iniciam pouco tempo depois, em todas as direcções , um forte movimento de expansão territorial .
  • 12.
    • “ A Jihad” , ou Guerra Santa, tinha começado.
    • No séc. VIII , o seu Império estendia-se já do Próximo Oriente à Península Ibérica passando pelos territórios do norte de África.
    A BANDEIRA DA “JIHAD”
  • 13.
    • Dominam todo o Mediterrâneo Sul , quando a entrada na Europa pelo Reino Franco lhes é vedada por Carlos Martel que os vence na Batalha de Poitiers em 732.
    Batalha de Poitiers
  • 14.
    • Resta-lhes, no entanto, em território europeu, a Península Ibérica, o Al-Andaluz , onde permanecerão durante quase 800 anos.
  • 15. Em 711 , Tarik comandando um poderoso exército invadiu, pelo estreito de Gibraltar, a Península Ibérica e facilmente venceu a fraca resistência dos cristãos visigodos, na Batalha de Guadalete . Assim terminava o breve reinado de Roderico , (709-711), o último rei visigodo da Península.
  • 16. Em 711 invadiram e iniciaram a conquista da Península Ibérica…
    • Os Árabes, ao conquistarem a Península Ibérica tinham como objectivos:
    • Expandir a sua religião
    • Cobrirem-se de honras e de vitórias
    • Melhorar as suas condições de vida
    • E para isso recorriam:
    • à guerra e, a a acordos com os nobres visigodos , e com os chefes das populações cristãs
    • Assegurada a submissão das populações, os Árabes, eram no entanto, tolerantes perante os seus costumes e religião.
  • 17. Aqui, mais a sul que a norte, permaneceram cerca de 800 anos…
    • A Herança que nos legaram:
    • Mesquitas, palácios, habitações
    • Tapetes, azulejos
    • Artefactos de metal
    • Novas técnicas e instrumentos de regadio – nora, azenha, picota
    • Conhecimentos matemáticos, de astronomia, de medicina e de navegação
    • A língua – mais de 600 palavras do nosso vocabulário são de origem árabe.
  • 18. Mesquitas, palácios, habitações
  • 19. Tapetes, azulejos
  • 20.
    • Ergueram ainda cidades como Fátima, que deve o seu nome à tribo muçulmana que aí se instalou - Os “ Fatimidas ” .
    • Estes por serem particularmente devotos da filha de Maomé, Fat’ma , decidiram dar o seu nome ao local.
    Representação da “ Mão de Fat’ma”, símbolo da boa-sorte
  • 21. A Resistência Cristã
    • Os Cristãos Visigodos que resistiram refugiaram-se nas Astúrias . Reunindo à sua volta as populações cristãs descontentes iniciaram um movimento de Reconquista, marcado pela vitória de Pelágio , na Batalha de Covadonga nas Astúrias em 722.
    • E com o tempo, depois de muitos combates:
    • Recuperaram vários territórios
    • Formaram novos Reinos Cristãos
    • Empurraram para sul, com avanços e recuos, os Muçulmanos
  • 22.
    • É, no entanto, errado reduzir a presença Árabe na Península e o movimento da Reconquista Cristã , apenas a um tempo de conflitos encarniçados e permanentes entre os dois povos.
    • Se assim fosse, nem a presença muçulmana, nem sua influência seriam tão duradouras num continente, que lhes era, todo ele hostil.
  • 23.
    • Para além do sentido de honra e linhagem, das ambições de conquista, por parte nos nobres visigodos, e sobretudo, fora do espaço dogmático da Igreja Cristã ,que não tolerava a perda para os “infiéis” de bens e influência, havia um mundo de pacífico relacionamento entre os dois povos e religiões.
    Igreja e cristãos moçárabes
  • 24.
    • Os Moçárabes, populações de Cristãos convertidos aos modos e costumes árabes mas que mantiveram a sua religião, atestam bem este facto.
    • Portadores de uma cultura híbrida, os Moçarabes misturavam na sua arte e costumes, aspectos de ambas as civilizações.
  • 25. De resto, as populações peninsulares não guardavam do feudalismo dos tempos visigóticos boas memórias. O servilismo, a insegurança e a pobreza não eram boas recordações. A aceitação da nova realidade, passados os primeiros tempos, não foi, por isso, particularmente dolorosa.
  • 26.
    • Foram também as invasões árabes que permitiram arrancar do isolamento e das trevas, o mundo feudal peninsular.
    • No seu percurso expansionista, os Árabes assimilaram, sintetizaram e aperfeiçoaram as técnicas e os conhecimentos mais avançados do seu tempo.
  • 27.
    • Entre estes, incluíam-se os provenientes da China, Índia e Pérsia, prontamente espalhados por todo o império islâmico.
    • Da astronomia à medicina, passando pela matemática, e pela geografia , a cultura árabe espelhava o refinamento e a especialização que a ciência da época tinha atingido. Com isso, muito ganharam os povos peninsulares e também o mundo.
  • 28.
    • Da índia trouxeram e fizeram circular por todo o Islão ,a noção do nada , do zero. Coisas que por cá , pela Europa devedora da herança romana ,eram desconhecidas. Verdadeiras novidades. Daí ,do vale do Indo ,veio também o alfabeto, que os Árabes nos deram a conhecer. A nós e a todo o mundo
    • Com os Persas, aprenderam a conhecer melhor os céus e os astros..
  • 29.
    • Em contacto com os chineses e japoneses conheceram e mostraram ao resto do” mundo conhecido” novas medicinas”. E também a pólvora e o papel.
    • Em todo este trajecto expansionista. os árabes, desenvolveram extraordinariamente, ciências, que da cartografia à navegação nos irão ser de grande utilidade na época dos descobrimentos: os mapas e roteiros de que os navegadores portugueses mais tarde se servirão … O conhecimento dos astros, dos mares e muito mais..
  • 30. E claro, o astrolábio e a bússola, tal como a caravela que os portugueses, criaram , adaptaram ou aperfeiçoaram. Quase tudo feito de heranças, romanas e árabes, que soubemos sintetizar e a que juntamos o nosso próprio génio ou talento quando se tratou de atingir um fim: Ir mais além porque o que cá havia não chegava… GALÉ ROMANA GALÉ ROMANA ASTROLÁBIO ÁRABE