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Os Muçulmanos na Península Ibérica

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  • Nosso passado greco-romano não foi superado pela invasão muçulmana. O dominio deles foi muito instavel e a prova foi a derrota na frança e uma tolerancia religiosa que nunca houve em nenhuma região dominada por eles. Os almaravidas e o almoadas do norte da africa acabaram acabando com esse equilibrio com se fanatismo e dai em diante o dominio muçulmano decaiu por culpa desses ultimos invasoes por causa de sua intolerancia.
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  • Concordo. Se houvesse um poder muçulmano de verdade. A peninsula Iberica seria mais uma da muitas regiões muçulmanas que existe atualmente e a europa de fato acabaria nos perineus como costumam dizer em alguns circulos.
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  • Gostaria que me enviasse este arquivo por gentileza. Gostei muito.
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  • Acho este assunto o mais sobrevalorizado da nossa história. No terreno não se vê NADA. Tem razão quanto às 600 palavras mas em 600000 (sendo mais de 400 toponímia arabizada de nomes prévios latinos e celtas) não terão muita importância e se pensarmos que boa parte das restantes cerca de 200 palavras também existem no inglês (que tem 120 palavras árabes, sendo nenhuma toponímica), francês e até nas línguas germânicas da escandinávia não percebo o que é que a passagem deles por aqui influenciou tanto. Não ficou cultura, não ficou lingua, não ficou religião, não ficou arquitetura, estradas ou pontes... e quando pensamos que em Portugal há mais de 9000 sítios catalogados como romanos, ficamos a pensar se isto não é um equívoco. Desde que me interessei por este assunto e pensei pela minha cabeça, tenho cada vez mais a certeza que a Norte do Tejo a influência islâmica não superou o ano 871, altura em que Afonso II das Astúrias conquistou Coimbra, ainda que posteriormente perdendo esse controlo absoluto, a região a norte do Tejo passou a ser terra de ninguém até à chegada definitiva de Afonso Henriques que nem sequer travou batalhas assinaláveis (excepto Leiria, talvez) a norte do Tejo.. outro sintoma de que mouros não havia nessas terras. Resumindo, foi no Algarve e Baixo Alentejo que a cultura islâmica teve alguma influência e pouco mais. Na verdade os mouros que para aqui vieram não eram filósofos, astrónomos e matemáticos do Levante e da Arábia, eram pastores guerreiros do Atlas e da Berbéria. Aqui havia mais civilização do que aquela que se diz que eles trouxeram. A apresentação está muito boa mas penso que quem escreve os manuais escolares têm que pensar melhor nisto.
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  • nem achei isso tudo, mas valeu!
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Os Muçulmanos na Península Ibérica

  1. 1. OS MUÇULMANOS NA PENÍNSULA
  2. 2. <ul><li>Até ao ano 622 , data em que Maomé se autoproclama o Profeta , mensageiro de Alá (Deus), os árabes eram um povo politeísta que se dividia em diferentes tribos , sobretudo nómadas, de pastores e comerciantes . </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Os Árabes erguiam as suas tendas junto dos oásis onde a vida era menos difícil. </li></ul><ul><li>Aí dispunham de água, alimento e pasto, cercados por um território pobre e desértico . </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Mas quem era de facto Maomé ? </li></ul><ul><li>Um homem de sorte entre outras coisas. </li></ul><ul><li>Alguém que viveu numa época e numa região em que para além dos pastores, artesãos e escravos do costume, se destacavam os comerciantes nómadas que de oásis em oásis conduziam as suas caravanas de camelos. </li></ul><ul><li>No topo da Pirâmide Social estavam os reis, os governadores, a aristocracia guerreira e os sacerdotes que, como ainda é costume, sendo poucos detinham todo o poder. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Maomé foi neste contexto um “ eleito “. Casando com uma rica viúva que tinha herdado a caravana e os negócios do defunto marido , o futuro “ profeta “ passava de um dia para o outro, de obediente condutor de camelos a próspero proprietário . Dizem-nos as crenças que numa das suas rotineiras viagem através do deserto , de oásis em oásis Maomé negociante de especiarias, tapeçarias e outras coisas, terá tido uma visão.” </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A “ visão “ do Anjo Gabriel, o incansável combatente do Mal. A criatura tida por Judeus , Cristãos e Muçulmanos, de acordo com os ensinamentos do “ Antigo Testamento “ que todos respeitavam mas interpretavam de forma diferente, como a escolhida por Deus para enfrentar os demónios . Demónios que todos juntos chegavam para assustar mesmo quem acreditava em anjos . </li></ul><ul><li>Gabriel revelou-se a Maomé , imponente e impositivo , designando-o ” o Mensageiro” de um Deus único (Alá). </li></ul><ul><li>Um Deus sem forma e todo poderoso. Generoso para os crentes mas implacável para com os infiéis os impuros, que não o venerassem </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A visão “que lhe revelou a existência de um único Deus, desde logo fez de cristãos e judeus, também monoteístas, os companheiros predilectos de Maomé. Procurava-os, mais do que para os converter, para com eles conversar e discutir as grandes questões que faziam a filosofia e religião da época. Mas se entre judeus e cristão ,as conversões não foram muitas, o mesmo não aconteceu junto da população pobre árabe a quem os muitos deuses oficiais pouco pareciam querer oferecer. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Instalado em Meca, Maomé cedo se tornou numa pessoa influente poderosa e sobretudo incontrolável para os chefes tribais e sacerdotes , pagãos, que em nome de Alá era preciso combater. </li></ul><ul><li>Entretanto os seus discursos e a sua crescente popularidade incomodavam cada vez mais os governantes e guardiães dos templos politeístas onde generosamente os crentes depositavam as ofertas que alimentavam as elites politicas e religiosas. Pressentindo o pior, Maomé decide abandonar secretamente a cidade, escolhendo Medina como destino. </li></ul>A cidade de Meca
  9. 9. <ul><li>A sua fuga às autoridades de Meca para a cidade de Medina , acontecimento a que os muçulmanos chamam “Hejira” ,no ano de 622 , é considerada o marco que assinala nascimento de uma nova religião. O ano zero da era Islâmica. </li></ul><ul><li>Depois de vários confrontos entre as duas cidades, os habitantes de Medina que Maomé tinha convertido, tomaram sem resistência a cidade de Meca cuja população passou também a reconhecê-lo como “ O profeta”. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Com Maomé nasceu assim uma nova religião monoteísta : o Islamismo . </li></ul><ul><li>O Islamismo proclama a existência de: </li></ul><ul><li>Um só Deus – Alá </li></ul><ul><li>Uma só palavra – o Corão </li></ul><ul><li>Um só profeta - Maomé </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Convertidas todas as tribos ao Islamismo , os Árabes iniciam pouco tempo depois, em todas as direcções , um forte movimento de expansão territorial . </li></ul>
  12. 12. <ul><li>“ A Jihad” , ou Guerra Santa, tinha começado. </li></ul><ul><li>No séc. VIII , o seu Império estendia-se já do Próximo Oriente à Península Ibérica passando pelos territórios do norte de África. </li></ul>A BANDEIRA DA “JIHAD”
  13. 13. <ul><li>Dominam todo o Mediterrâneo Sul , quando a entrada na Europa pelo Reino Franco lhes é vedada por Carlos Martel que os vence na Batalha de Poitiers em 732. </li></ul>Batalha de Poitiers
  14. 14. <ul><li>Resta-lhes, no entanto, em território europeu, a Península Ibérica, o Al-Andaluz , onde permanecerão durante quase 800 anos. </li></ul>
  15. 15. Em 711 , Tarik comandando um poderoso exército invadiu, pelo estreito de Gibraltar, a Península Ibérica e facilmente venceu a fraca resistência dos cristãos visigodos, na Batalha de Guadalete . Assim terminava o breve reinado de Roderico , (709-711), o último rei visigodo da Península.
  16. 16. Em 711 invadiram e iniciaram a conquista da Península Ibérica… <ul><li>Os Árabes, ao conquistarem a Península Ibérica tinham como objectivos: </li></ul><ul><li>Expandir a sua religião </li></ul><ul><li>Cobrirem-se de honras e de vitórias </li></ul><ul><li>Melhorar as suas condições de vida </li></ul><ul><li>E para isso recorriam: </li></ul><ul><li>à guerra e, a a acordos com os nobres visigodos , e com os chefes das populações cristãs </li></ul><ul><li>Assegurada a submissão das populações, os Árabes, eram no entanto, tolerantes perante os seus costumes e religião. </li></ul>
  17. 17. Aqui, mais a sul que a norte, permaneceram cerca de 800 anos… <ul><li>A Herança que nos legaram: </li></ul><ul><li>Mesquitas, palácios, habitações </li></ul><ul><li>Tapetes, azulejos </li></ul><ul><li>Artefactos de metal </li></ul><ul><li>Novas técnicas e instrumentos de regadio – nora, azenha, picota </li></ul><ul><li>Conhecimentos matemáticos, de astronomia, de medicina e de navegação </li></ul><ul><li>A língua – mais de 600 palavras do nosso vocabulário são de origem árabe. </li></ul>
  18. 18. Mesquitas, palácios, habitações
  19. 19. Tapetes, azulejos
  20. 20. <ul><li>Ergueram ainda cidades como Fátima, que deve o seu nome à tribo muçulmana que aí se instalou - Os “ Fatimidas ” . </li></ul><ul><li>Estes por serem particularmente devotos da filha de Maomé, Fat’ma , decidiram dar o seu nome ao local. </li></ul>Representação da “ Mão de Fat’ma”, símbolo da boa-sorte
  21. 21. A Resistência Cristã <ul><li>Os Cristãos Visigodos que resistiram refugiaram-se nas Astúrias . Reunindo à sua volta as populações cristãs descontentes iniciaram um movimento de Reconquista, marcado pela vitória de Pelágio , na Batalha de Covadonga nas Astúrias em 722. </li></ul><ul><li>E com o tempo, depois de muitos combates: </li></ul><ul><li>Recuperaram vários territórios </li></ul><ul><li>Formaram novos Reinos Cristãos </li></ul><ul><li>Empurraram para sul, com avanços e recuos, os Muçulmanos </li></ul>
  22. 22. <ul><li>É, no entanto, errado reduzir a presença Árabe na Península e o movimento da Reconquista Cristã , apenas a um tempo de conflitos encarniçados e permanentes entre os dois povos. </li></ul><ul><li>Se assim fosse, nem a presença muçulmana, nem sua influência seriam tão duradouras num continente, que lhes era, todo ele hostil. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Para além do sentido de honra e linhagem, das ambições de conquista, por parte nos nobres visigodos, e sobretudo, fora do espaço dogmático da Igreja Cristã ,que não tolerava a perda para os “infiéis” de bens e influência, havia um mundo de pacífico relacionamento entre os dois povos e religiões. </li></ul>Igreja e cristãos moçárabes
  24. 24. <ul><li>Os Moçárabes, populações de Cristãos convertidos aos modos e costumes árabes mas que mantiveram a sua religião, atestam bem este facto. </li></ul><ul><li>Portadores de uma cultura híbrida, os Moçarabes misturavam na sua arte e costumes, aspectos de ambas as civilizações. </li></ul>
  25. 25. De resto, as populações peninsulares não guardavam do feudalismo dos tempos visigóticos boas memórias. O servilismo, a insegurança e a pobreza não eram boas recordações. A aceitação da nova realidade, passados os primeiros tempos, não foi, por isso, particularmente dolorosa.
  26. 26. <ul><li>Foram também as invasões árabes que permitiram arrancar do isolamento e das trevas, o mundo feudal peninsular. </li></ul><ul><li>No seu percurso expansionista, os Árabes assimilaram, sintetizaram e aperfeiçoaram as técnicas e os conhecimentos mais avançados do seu tempo. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Entre estes, incluíam-se os provenientes da China, Índia e Pérsia, prontamente espalhados por todo o império islâmico. </li></ul><ul><li>Da astronomia à medicina, passando pela matemática, e pela geografia , a cultura árabe espelhava o refinamento e a especialização que a ciência da época tinha atingido. Com isso, muito ganharam os povos peninsulares e também o mundo. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Da índia trouxeram e fizeram circular por todo o Islão ,a noção do nada , do zero. Coisas que por cá , pela Europa devedora da herança romana ,eram desconhecidas. Verdadeiras novidades. Daí ,do vale do Indo ,veio também o alfabeto, que os Árabes nos deram a conhecer. A nós e a todo o mundo </li></ul><ul><li>Com os Persas, aprenderam a conhecer melhor os céus e os astros.. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Em contacto com os chineses e japoneses conheceram e mostraram ao resto do” mundo conhecido” novas medicinas”. E também a pólvora e o papel. </li></ul><ul><li>Em todo este trajecto expansionista. os árabes, desenvolveram extraordinariamente, ciências, que da cartografia à navegação nos irão ser de grande utilidade na época dos descobrimentos: os mapas e roteiros de que os navegadores portugueses mais tarde se servirão … O conhecimento dos astros, dos mares e muito mais.. </li></ul>
  30. 30. E claro, o astrolábio e a bússola, tal como a caravela que os portugueses, criaram , adaptaram ou aperfeiçoaram. Quase tudo feito de heranças, romanas e árabes, que soubemos sintetizar e a que juntamos o nosso próprio génio ou talento quando se tratou de atingir um fim: Ir mais além porque o que cá havia não chegava… GALÉ ROMANA GALÉ ROMANA ASTROLÁBIO ÁRABE

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