O desenvolvimento de habilidades de leitura e interpretação de textos em aulas de língua inglesa

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  • 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CAMPUS XIV – CONCEIÇÃO DO COITÉ ELISAMA SILVEIRA CARNEIRO AMORIMO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSDIVERSOS EM AULAS DE LÍNGUA INGLESA CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  • 2. 1 ELISAMA SILVEIRA CARNEIRO AMORIMO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSDIVERSOS EM AULAS DE LÍNGUA INGLESA Monografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus XIV, como requisito final à conclusão do Curso de Licenciatura em Letras. Orientadora: Profª. Mônica Veloso Borges CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  • 3. 2 ELISAMA SILVEIRA CARNEIRO AMORIM O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS DIVERSOS EM AULAS DE LÍNGUA INGLESA Monografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus XIV, como requisito final à conclusão do Curso de Licenciatura em Letras.Aprovada em: ___/___/___ Banca examinadora_________________________________________Mônica Veloso BorgesUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Neila Maria Oliveira SantanaUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Juliana BastosUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV CONCEIÇÃO DO COITÉ 2012
  • 4. 3Dedico este trabalho aos meus familiares que atodo o momento me apoiaram, aos colegas pelacumplicidade e aos meus professores pelaorientação na busca pelo conhecimento.
  • 5. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus pelo dom da vida, pela felicidade de poderdesfrutar do Seu amor, pela capacitação contínua e pela palavra de estímulo dadanos momentos de fraqueza: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; nãotemas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer queandares” (Josué 1: 9). Agradeço a minha mãe Erivam por ser meu apoio e exemplo de vida e por teracreditado que eu era capaz mesmo quando tudo parecia difícil. Ao meu paiHamilton por me amar do jeito dele e me incentivar na busca por meus objetivosmesmo quando estes pareciam distantes. Agradeço aos dois juntos pelos sábiosensinamentos que fizeram de mim o que sou hoje. Agradeço ainda a minha irmãSismay que mesmo distante tem partilhado momentos de alegrias e conquistas e meconfortado nas tristezas. Quero aqui retribuir, com palavras de reconhecimento, aomeu marido Eduardo pelos momentos de alegria e por também estar ao meu ladonos problemas e dificuldades encontradas para a concretização desse sonho meimpulsionando para frente. Sou agradecida também aos meus colegas por estarem e serem presentes naminha vida e terem feito parte dessa fase de formação profissional e pessoal. Emespecial quero agradecer aqui a minha colega, amiga e irmã Tiara que não sóesteve ao meu lado em todos os momentos dessa caminhada, como me mostrouque basta querermos para alcançarmos tudo mesmo que tudo pareça inalcançável. Muito obrigada ainda a todos os professores que contribuíram com essaformação, que durante esses anos forneceram-me a bagagem necessária para hojeeu estar aqui. Agradeço a minha orientadora Profª Mônica Borges por pacientementeter me guiado na construção desse trabalho. Enfim, agradeço a todos que direta ou indiretamente colaboraram para que eualcançasse essa vitória, a todos que estiveram ao meu lado se enquadrando dentrode tudo que a situação exigisse. O meu sincero agradecimento!
  • 6. 5"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música nãocomeçaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos asmelodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentosque fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música,ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelasbolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhaspretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para aprodução da beleza musical. A experiência da beleza tem devir antes". (Rubem Alves)
  • 7. 6 RESUMOO presente trabalho foi realizado com a pretensão de reconhecer a importância doensino de leitura instrumental para desenvolver habilidades de leitura e interpretaçãode textos em aulas de língua inglesa visando à obtenção de futuros leitoreseficientes e eficazes. Os principais objetivos norteadores são: a) analisar asdiferentes formas de trabalhar a leitura de textos autênticos em sala de aula de LE;b) observar os diferentes recursos e estratégias utilizadas na interpretação de textosem LE; c) reconhecer a importância da formação do professor para odesenvolvimento do ensino das estratégias de leitura em aulas de LE; e d)possibilitar a reflexão partindo da análise dos dados obtidos. Este estudo tem comobase teórica, estudiosos que defendem o uso da abordagem instrumental na práticapedagógica das aulas de língua estrangeira bem como teóricos que acreditam nofundamental papel que exerce o professor na mediação do conhecimento específicoe os seus educandos. A partir desta fundamentação foram coletados dados entreprofessores e alunos de uma escola pública em Valente-Ba a fim de comparar ecomprovar a eficiência da teoria na prática. Os resultados alcançados ao fim dotrabalho revelam que a teoria pode ser facilmente posta em prática deste que hajaempenho e planejamento, as aulas de LE onde a leitura é o foco podem serprodutivas e os objetivos basais da leitura instrumental espontaneamentealcançados. Trabalhos deste tipo se mostram relevantes para a disseminação dotema proposto além de proporcionar conhecimentos teóricos para novas pesquisas econtinuação desta linha de pesquisa.Palavras-chave: leitura, língua estrangeira, abordagem instrumental, estratégias deleitura, interpretação de texto.
  • 8. 7 ABSTRACTThis work was carried out with the intention of recognizing the importance ofinstruction instrumental reading to develop reading skills and interpretation of texts inEnglish language lessons in order to obtain efficient and effective future readers. Themain guiding objectives are: a) analyze the different ways of working the reading ofauthentic texts in the classroom to FL b) observe the different resources andstrategies used in the interpretation of texts in foreign language c) recognize theimportance of training teacher to develop teaching strategies for reading in classesFL, and d) allow the reflection based on the data analysis. This study is based ontheoretical, scholars who advocate the use of instrumental approach in the practiceof teaching foreign language classes as well as theorists who believe in thefundamental role that the teacher plays in mediating the specific knowledge and theirstudents. From this reasoning, data were collected between teachers and students ata public school in Valente-Ba to compare and demonstrate the efficiency of thetheory in practice. The results achieved by the end of the study reveal that the theorycan be easily put into practice. This commitment since there is planning, FL classeswhere reading is the focus can be productive and the basal objectives of instrumentalreading spontaneously achieved. Works of this kind are relevant to the disseminationof the proposed theme besides providing theoretical knowledge for further researchand continued this line of research.Keywords: reading, foreign language, instrumental approach, reading strategies,reading comprehension.
  • 9. 8 SUMÁRIOIntrodução.................................................................................................................9Capítulo 1: A Utilização da Leitura em Aulas de LE..............................................111.1 A Abordagem Instrumental...................................................................................121.2 Planejamento: uma necessidade.........................................................................151.3 A Importância da Formação Profissional..............................................................17Capítulo 2: Metodologia...........................................................................................202.1 Caracterização dos sujeitos participantes............................................................202.2 Instrumento da Pesquisa: Questionários..............................................................21Capítulo 3: Análise de Dados..................................................................................22Considerações Finais..............................................................................................28Referências...............................................................................................................29Apêndice: Questionários.........................................................................................32
  • 10. 9 Introdução Com a ascensão da língua inglesa em vários meios de comunicação e emtextos diversos, surge a necessidade de se aprender essa língua estrangeira. Línguaesta que tem chegado a todos os ambientes sociais sem distinção e querapidamente se torna indispensável em algumas situações. Diante das dificuldadesem ensinar e incentivar o aluno a ler e interpretar textos em língua inglesa énecessário que o professor aprenda e desenvolva técnicas, estratégias e acriatividade para facilitar a compreensão dos alunos dos textos a eles apresentados.No entanto, mesmo diante da importância que o inglês tem ganhado, muitas dasdificuldades que o professor enfrenta estão relacionadas à falta de motivação doaluno e a falta de uma resposta convincente quando se trata da questão: por queaprender inglês? Assim, este trabalho aborda várias teorias sobre as melhores formaspossíveis para desenvolver aulas de leitura em LE satisfatórias a partir de umaabordagem instrumental. É possível através deste texto, reconhecer a importânciado ensino de leitura instrumental para desenvolver habilidades de leitura einterpretação de textos em aulas de língua inglesa com objetivo de obter futurosleitores eficientes e eficazes. Analisando as diferentes formas de trabalhar a leiturade textos autênticos em sala de aula de LE percebe-se a importância que aformação do professor tem para o desenvolvimento do ensino das estratégias deleitura em aulas de LE. O presente texto que teve como problema gerador: de queforma é possível desenvolver aulas de leitura em LE a partir de uma abordageminstrumental? Consegue responder satisfatoriamente a mesma. Além dos fundamentos teóricos acerca do tema aqui abordado, este trabalhotraz ainda a descrição metodológica proposta para a obtenção de dados em umaescola da rede pública do município de Valente. Foram realizadas entrevistas comalunos e professores do ensino médio da escola citada. E podem-se encontrar aindaas considerações tecidas a partir dos dados obtidos com os citados sujeitos arespeito das aulas de leitura. Por meio da análise desses dados foi possívelperceber como essas aulas têm sido desenvolvidas na instituição de ensino emquestão além de contrastar a prática docente com a teoria. Depois da análise realizada torna-se perceptível quão indispensável é, emsalas de LE, a realização das aulas de leitura e interpretação de textos através de
  • 11. 10uma abordagem instrumental, em busca do desenvolvimento da aprendizagem dalíngua inglesa. E para que esse objetivo seja alcançado o professor se fazfundamental, pois nele depositam-se expectativas e confiança para transformar oaluno em um individuo capaz de superar as dificuldades que surgem naaprendizagem de uma LE. Então, capacitar o professor oferecendo-lhe meios paracrescer profissionalmente e didaticamente será o primeiro passo nodesenvolvimento do ensino de língua inglesa de qualidade. Contudo, é notória anecessidade de oferecer ao professor, meios para que o ensino de qualidadeaconteça. Este trabalho se justifica por ser mais uma iniciativa para analisar aprática pedagógica atuante em salas de LE possibilitando o reconhecimento do valorque o suporte didático com atividades e sugestões de diferentes abordagens poderágerar bons resultados e instigar os alunos à própria autonomia de buscar seus meiospara que a aprendizagem se concretize e reflita na sociedade os resultados de umaeducação planejada e compromissada, realmente, com o avanço dos estudantes.
  • 12. 11 Capítulo 1 A Utilização da Leitura em Aulas de LE É por meio da leitura que a educação de um indivíduo se concretiza. Lendoele terá a possibilidade de expandir seus conhecimentos em todos os âmbitos doensino, dentre tantos outros assuntos que hoje são tão importantes para um vivermelhor. Portanto, não se deve associá-la apenas às aulas de português, pelocontrário, ela está diretamente ligada a todas as áreas da educação e se faznecessária para que o avanço deste indivíduo na aprendizagem aconteça, é o queafirma Zilberman (1993, p.7). a leitura, se é estimulada e exercitada com maior atenção pelos professores de língua e literatura, intervém em todos os setores intelectuais que dependem, para sua difusão, do livro, repercutindo especialmente na manifestação escrita e oral do estudante, isto é, na organização formal e de seu raciocínio e expressão. Ao se falar em leitura, não se deve restringir seu conceito apenas ao ato deler palavras decodificando símbolos. Ler vai muito além disso. É possível lerimagens, sinais entre tantas outras leituras possíveis do mundo. Um bebê quandocomeça a perceber as situações ao seu redor e compreender os estímulos a eleinvestidos, de certa forma já está fazendo a leitura de mundo, conhecendo osignificado das coisas. Portanto ler é compreender tudo que envolve o ato em si, éconhecer o contexto, atribuir significados ao texto lido. Percebe-se a importância que a leitura tem para a vida das pessoas e anecessidade de estimulá-la desde o indivíduo no âmbito familiar. A família tem aresponsabilidade de motivar a criança a ler dando o primeiro exemplo, porém é naescola que a leitura se torna constante. O professor assume o papel valioso deensinar a leitura e fazer dela uma realidade. Em todas as disciplinas, a leitura é um elemento presente e indispensável,porém nas aulas de língua estrangeira, e aqui especificamente a língua inglesa, lerse torna uma ação mais árdua devido a diversos fatores como a baixa proficiênciana língua em questão, o vocabulário diminuto ou até mesmo o desinteresse dosalunos por acharem que aprender uma segunda língua não será útil. Portanto utilizar a leitura nas aulas de LE não é apenas uma necessidade ouobrigação, é uma decisão que o professor deve tomar e realizá-la com esmero
  • 13. 12desde o essencial planejamento. Não basta querer praticar a leitura nessas aulas eo fazer de qualquer forma é preciso planejar, buscar a melhor maneira de realizá-lae pesquisar sempre os mais atuais estudos sobre o tema.1.1 A Abordagem Instrumental Tem-se notado nas escolas, durantes estágios, um decréscimo na freqüênciacom que se lê e na quantidade de livros lidos o que também pode ser constatadonas pesquisas de Lajolo (1999). Não há mais o encantamento em pegar um livro epôr-se a descobrir o mundo novo que cada livro traz em si. Atualmente com afacilidade do acesso à internet, boa parte dos estudantes detém-se na leitura de e-mails ou textos eletrônicos de seu interesse, e se são obrigados a lerem algumaobra literária (porque a leitura de livros, muitas vezes, só acontece se for obrigação)buscam os resumos postados na rede porque acham uma perda de tempo ler umlivro na íntegra se o resumo traz o conteúdo do mesmo de forma curta. Não sediminui aqui o valor que a internet tem quando feito bom uso da mesma, pois nelapodem-se encontrar textos autênticos (que serão abordados mais à frente) e atuais,os quais podem ser muito motivadores para o aluno. E os reflexos dessa falta de leitura têm-se revelado em erros ortográficos,falta de argumentos sobre diversos assuntos durante uma conversação, entre tantosoutros. Diante dessa realidade de decadência da leitura, trabalhar a leitura em aulasde LE exige ainda mais compromisso do professor em atender às necessidades dosalunos com os textos selecionados. Valer-se da abordagem instrumental nas aulas de língua inglesa como LE éuma decisão acertada, pois visa assistir no que é necessário para odesenvolvimento da cidadania e atender aos interesses dos alunos. A eficácia dautilização dessa abordagem é eminente, pois diante da imersão da sociedade naaprendizagem da língua inglesa de forma rápida os objetivos da leitura sãoalcançados. Para aqueles que tencionam realizar um nível superior de educação epara isso é necessário ler em uma LE, a abordagem instrumental encarrega-se dealcançar este objetivo satisfatoriamente. Além de que na abordagem instrumental oprofessor tem o papel de ajudar o aluno na busca pela sua autonomia, um dosobjetivos dessa abordagem é tornar o aluno autônomo, para que ele busque textosde sua preferência ou de sua necessidade.
  • 14. 13 Para uma leitura prazerosa é necessário que o que se lê seja de interesse doleitor e que o texto faça sentido para o mesmo. Existem textos que contêminformações que exigem do leitor algum conhecimento prévio sobre o tema, portantose o mesmo não o possuir a leitura se tornará fatídica e não haverá compreensão.Em aulas de LE esse critério se torna mais forte, pois deve ser observado se o textoa ser trabalhado está adequado ao nível de conhecimento e proficiência da classe. Existem diversos materiais didáticos que abordam a leitura com o foco nagramática e estrutura lingüística e isso é exatamente o que as OrientaçõesCurriculares para o Ensino Médio condenam nas aulas de LE Um exemplo disso é o trabalho de leitura que utiliza textos não autênticos, ou seja, aqueles construídos com tempos verbais limitados a um conhecimento estrutural e gradativo, isto é, que narram ou descrevem somente no tempo presente ou só no passado, denotando uma narrativa artificial. Entende-se que a teoria subjacente a esse procedimento “separa” os tempos verbais gramaticalmente, visando a facilitar a “compreensão” do texto, ou seja, nesse texto o aluno encontra apenas tempos verbais que já foram estudados. (Aliás, a respeito desse tipo de “compreensão”, trata-se de uma concepção antiga, que não mais condiz com o trabalho de leitura que pretende formar leitores independentes e críticos.) (2006, p.113). Porém para a abordagem instrumental é importante que os textos sejamautênticos, ou seja, textos reais como notícias, reportagens, diálogos, receitas entretantos outros que revelem alguma situação comum, isto é, estejam inseridos emalgum contexto compreensível e que ajudem o aluno a expandir seu conhecimentode mundo, ao invés de textos criados somente com intuito de abordar conteúdosgramaticais, assim aconselha os PCN dos terceiro e quarto ciclos do ensinofundamental (BRASIL, 1998, p. 45). A utilização em sala de aula de tipos de textos diferentes, além de contribuir para o aumento do conhecimento intertextual do aluno, pode mostrar claramente que os textos são usados para propósitos diferentes na sociedade. Assim nas aulas de leitura em LE, o foco não deve estar no ensino dagramática e aquisição de vocabulário, mas sim na compreensão geral do tema dotexto, isto é, o objetivo principal deve ser a obtenção de informações que o texto emtrabalho ofereça e conseqüentemente o vocabulário será adquirido e a gramáticacompreendida.
  • 15. 14 Partindo da premissa de que o objetivo basal das aulas de leitura em línguainglesa deve ser a compreensão do texto, o professor deve, como mediador doconhecimento, oferecer ferramentas para isso, ensinar as estratégias de leitura queainda serão aqui abordadas e deve também incentivar seus aprendizes a fazeremserventia de seus conhecimentos na língua para facilitar a realização da leitura. Os textos autênticos são indicados para utilização na abordageminstrumental, pois possibilitam ao aluno aprenderem com textos que retratam umarealidade. Com estes textos é possível ensinar um pouco da cultura de outros paísesprincipalmente daqueles que falam a LE, além de ser possível encontrar textos queretratam a própria realidade do aluno entre outras, é o que menciona Almeida Filho. Atualmente, o aprendizado de uma segunda língua é de suma importância, pois através dela torna-se possível um contato com novas culturas e novos conhecimentos. Dessa forma, uma aula de LE deve possibilitar ao aluno mais que o aprendizado de um código lingüístico, ela deve proporcionar também uma oportunidade de conhecer outras culturas e outras realidades. (ALMEIDA FILHO, 1993 apud IBIAPINO 2010) Podem ser encontrados ainda textos autênticos que tratem de diversos temasque despertem a atenção e interesse da classe. Para isso é preciso que o professoresteja disposto a empenhar tempo na busca por esses textos que podem serencontrados na internet, revistas e jornais estrangeiros, manuais dentre tantasoutras fontes. Além de interessante a leitura de textos autênticos facilita o alcancedo objetivo da abordagem instrumental que é a leitura para fins específicos. Além dos textos autênticos, que são bastante funcionais nas aulas de leituraem LE, existem as estratégias de leitura que também facilitam a compreensão. Narealização de qualquer atividade ou resolução de problemas, o agente busca a táticamais fácil ou aquela que surte mais efeito para o alcance do objetivo, e são esses osatributos das estratégias de leitura, promover a compreensão e facilitar o ato de ler. Ao distinguir o que abrange o conceito de cada uma das estratégias de leiturao leitor poderá fazer uso delas no momento apropriado promovendo a interpretaçãodo texto sem que seja necessário recorrer ao dicionário. A utilização do conjunto dasestratégias no processo da leitura resulta na captação das idéias principais do texto.Segundo Grabe (2002 apud IBIAPINO 2010, p.4): As Estratégias de leitura apresentam papel fundamental na interpretação e compreensão de textos, pois fazem com que os
  • 16. 15 estudantes aumentem o nível de consciência sobre as idéias principais em um texto e possibilitam a exploração e a organização do mesmo. Portanto, juntamente com o conhecimento das estratégias de leitura aorealizar a leitura o aluno estará participando da construção do sentido do texto,empregando o conhecimento prévio e de mundo que já possui ao lado das outrasestratégias pode alcançar bons resultados. Quanto à interpretação de texto, ela é muitas vezes usada nos livros didáticospara denominar uma seqüência de questões relacionadas a um determinado texto.Na tentativa de respondê-las o aluno muitas vezes apenas copia partes do textopara responder o problema observando apenas se estas partes possuem aspalavras do enunciado da questão sem que haja uma breve análise sobre se éexatamente essa a resposta para o questionamento, isso no contexto de línguamaterna. Ao passar para o contexto de língua estrangeira essa atitude torna-seainda mais freqüente e mais inclinada ao erro, pois existe o fator estruturalenvolvido. Uma frase que o leitor acha estar falando uma coisa pode estarexpressando o contrário ou devido à forma mecânica e sem significado que ainterpretação tem sido realizada, pois a mesma é realizada sem motivação nenhumacom perguntas que não levam a reflexão do tema, o objetivo da interpretação podenão ser alcançado. Deste modo, a observância das técnicas de leitura proporcionará o suportenecessário para a realização de uma leitura eficaz pela qual é possível compreendere assim interpretar corretamente o texto respondendo de forma plausível asquestões referentes ao mesmo, pois o objetivo será a compreensão do texto, abusca pelo significado, maior que a busca pela gramática, ou por respostas que nãodesenvolvam a verdadeira compreensão.1.2 Planejamento: uma necessidade Para a execução de qualquer atividade é necessário que, por mais rápido queseja, haja um planejamento. Antes de desenvolver uma aula na prática, é cogenteque o professor trace minuciosamente um plano que facilitará o transcorrer damesma e promoverá resultados satisfatórios quanto ao alcance dos objetivostraçados.
  • 17. 16 Para Kleiman (2007) trabalhar a leitura nas aulas de LE exige umplanejamento detalhado, ou seja, planejar, além de compromisso se torna umanecessidade, pois deve ser levado em conta o grau de dificuldade que a turmaapresenta quanto a LE e a desmotivação ainda maior quando se trata dessa aulapor não acharem-na necessária, esses, dentre tantos outros fatores acabamdificultando a obtenção de bons resultados. Nas aulas de leitura em LE, planejar é algo decisivo para uma boa aula. Oprofessor tem a incumbência de buscar as formas mais dinâmicas e eficazes detrabalhar o texto, prévia e meticulosamente escolhido, a fim de que seus alunosobtenham a compreensão e correta interpretação do texto além do conhecimentoque cada leitura proporciona a um indivíduo. Já foi comprovado que o ser humano tem a capacidade maior de aprender seo que deve ser aprendido for exposto de forma dinâmica. Existem diversasatividades de leitura que se trabalhadas corretamente e com o planejamento podemser transformadas em facilitadoras da compreensão. Além de motivar e estimular aparticipação e interesse do aluno essas atividades mexem com as estruturascerebrais que assimilam mais facilmente a informação que o texto está transmitindo. Com base nos estudos de Paiva (2010) sobre os novos métodos pedagógicose seus resultados, conclui-se que a aprendizagem acontecerá não só pelaintervenção do professor, mas também com a interferência do próprio aluno naconstrução de seu conhecimento. O papel do professor será estabelecer uma ponteentre a informação e o aluno que poderá contar com a ajuda do docente nasdificuldades encontradas até chegar ao conhecimento. Ao trabalhar leitura nas aulas de LE, a ação do educador necessita serdelineada visando à autonomia do aluno. O educando precisa se tornar umautônomo da própria aprendizagem, ou seja, ele mesmo determinará o quanto de sidará para alcançar a compreensão esperada como Miccoli (2010, p. 32) afirma “Umaluno autônomo sabe que tem um papel ativo a cumprir em seu processo deaprendizagem.” Tendo essa consciência, por meio do planejamento o professor terá apossibilidade de traçar metas e escolher maneiras de alcançar o objetivo dacompreensão nas aulas de leitura além de instigar seus alunos a buscarem porconta própria novos textos de seu interesse. O aluno deve ser conscientizado de queele é a peça principal para o próprio avanço na aprendizagem, conforme Miccoli
  • 18. 17(2010) se este não buscar por si mesmo expandir os horizontes de seusconhecimentos, sua aprendizagem pode ficar aquém do esperado. A depender dapostura do professor o incentivo e motivação pela autonomia podem surtir bonsefeitos quando realizados com o plano de antemão. Existem diversas atividadesvoltadas para o desenvolvimento da autonomia que podem ser adaptadas peloprofessor, durante o planejamento, de acordo com a realidade de cada classe. Como falado no início deste trabalho, uma leitura encantadora é aquela ondeo que se lê tem alguma importância para o leitor, portanto cabe aqui citar mais umponto de valor ao planejamento: a necessidade em escolher com atenção os textosa serem trabalhados. Devem-se observar alguns aspectos relevantes quecontribuem para aceitação dos alunos e motivação em realizar as atividadespropostas a) a adequação da linguagem ao nível em que a classe se encontra b)estar condizente com a realidade dos discentes ou pelo menos não tão distante edescontextualizada e c) esteja de alguma forma relacionado ao quadro de interessesda turma. É comum encontrar livros didáticos que são produzidos em determinadasregiões do país, mas que serão utilizados em outras, que possuem característicasdíspares, onde os aspectos regionais são muito diferentes por isso alguns textoscausam estranhamento e às vezes incompreensão. Contudo o professor tem opoder de escolher aqueles que lhe apraz tendo em vista a melhor compreensão deseus alunos. Todo layout do gênero textual incluindo as imagens além do conteúdode um texto não devem passar despercebidos no momento de seleção, pois aprimeira vista já despertam algumas impressões produtivas para o decorrer da aula.1.3 A Importância da Formação Profissional Ao analisar a educação no âmbito social é estranho perceber que um setortão importante seja palco para tantos problemas atuarem e a cada dia conseguiremtornar essa realidade pior. O descaso dos alunos é tamanho que acabadesmotivando o professor que devido a isso já não tem tido preocupação em inovarseus métodos de ensino ou renovar seus conhecimentos. Com o apoio da família hámuito tempo a escola não pode contar, pois é outra instituição que vem sedeteriorando e suas conseqüências vêm sendo sentidas pela sociedade, refletidasna violência, miséria, prostituição, drogas. E todo esse quadro consegue piorar
  • 19. 18quando restringimos à análise da educação das escolas públicas onde, além detodos esses fatores já citados existe o problema financeiro onde professoresrecebem mal pelo seu trabalho, a escola não possui recursos necessários para ooferecimento de uma boa educação, e se possui os professores e funcionários nãosão treinados para fazer o uso correto dos mesmos. Mesmo ante a todos esses problemas e sua desvalorização, o professorcontinua sendo peça fundamental na formação de indivíduos críticos e conscientesde seus direitos e deveres, por esse motivo a formação desse profissional deve servoltada para o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que podem seraprimorados com a prática pedagógica. Retornando ao contexto de aulas de leitura em LE, a formação profissionalganha novas proporções em importância, pois é durante a sua formação que oprofessor terá a oportunidade de conhecer a realidade da educação, decidir em seragente na melhoria da mesma além de ser apresentado ás teorias que facilitam oplanejamento e desenvolvimento dessas aulas. É em sua formação que o professor deverá se conscientizar e assumir seupapel de motivador. Esse termo abarca uma característica muito importanteatribuída ao professor. Segundo Shütz (2003) um aluno só aprende algo se ele tiveralguma motivação que o impulsione a aprender. “Não é o professor que ensina nemo método que funciona; é o aluno que aprende”. Analisando a frase de Shütz (2003)pode-se perceber certo grau de autonomia presente e um tanto que desvalorizaçãodo papel do docente, no entanto o desempenho do professor durante as aulas de LEpodem aumentar os níveis de motivação induzindo o aprendiz ao aprendizado se o ambiente em que o aprendizado da língua deve ocorrer for autêntico e proporcionar atividades voltadas aos interesses do aprendiz, o grau de motivação será alto. Entretanto, se o ambiente carecer de autenticidade, de elementos da cultura estrangeira, como por exemplo uma sala de aula com um número excessivo de alunos e um professor de proficiência limitada, onde a L2 dificilmente se impõe sobre a L1, e se as atividades nesse ambiente forem ditadas por um plano didático predeterminado em vez de centradas na pessoa e nos interesses do aprendiz, o grau de motivação será baixo (SHÜTZ, 2003) Constata-se na citação acima que a formação e capacitação do professorinfluenciarão na motivação externa do aluno, por meio do planejamento e pesquisaso educador transmitirá segurança e estimulará o aluno a participar da aula e da
  • 20. 19construção do próprio conhecimento. Além disso, percebe-se ainda a eficácia que aautenticidade e abordagem instrumental têm no aumento da motivação. Na busca pela boa execução das propostas, citadas durante todo o trabalho,dos teóricos no campo da leitura é importante que o professor de LE reconheça anecessidade de ter a sua formação continuada. Segundo Moita Lopes (1996) aatuação de um professor em uma sala de LE deve ser dirigida pela busca constantepor inovação e pesquisa teórica visando acompanhar as tendências que surgemcom a finalidade de ajudar o mesmo em seu desempenho didático e auxiliar naconcretização da aprendizagem do aluno mediada pela prática de toda teoriapesquisada pelo docente. Estudos recentes vêm mostrando que a pesquisa deve estar presente naformação do professor, proporcionando-lhe oportunidades de construir o seu próprioconhecimento e aprender como oferecer essas oportunidades a seus alunos. A partirdas leituras feitas em Lisita, Rosa e Lipovetsky (2008) é possível discorrer que, apesquisa é um recurso que permite um indivíduo fazer estudo sobre um tema,realizar experiências e obter resultados, e com base nesses dados, conseguirconstruir conhecimento a cerca do tema, ou seja, é descobrir, redescobrir, analisar,desfazer, refazer, modificar o conhecimento a partir dos resultados das experiênciase estudos, é ser capaz de elaborar sua contribuição científica sobre um assunto. A partir do momento que a pesquisa passa a fazer parte da formação doprofessor e que esse compreende a importância desse recurso para a práticapedagógica e quais os resultados positivos que seu uso planejado pode trazer, bastarealizá-la com responsabilidade. Para as aulas de leitura o trabalho do professor-pesquisador não terá fim, pois a cada nova aula textos são novos e a forma detrabalhar os mesmos deve ser também renovada a cada dia. Além de que com aevolução e mudança constante da sociedade alguns textos que são utilizados emum ano podem não ser mais atuais no outro, portanto a busca por textos atuais econtextualizados recomeça. Pensando assim é possível concluir que, para atuação em qualquer aula dequalquer disciplina, mas principalmente para as aulas de LE é fundamental quedurante a sua formação, o professor busque se qualificar ao máximo e conscientize-se de que essa não acaba com o fim da graduação, pelo contrário é indispensável àformação continuada para uma prática docente de sucesso.
  • 21. 20 Capítulo 2 Metodologia Com a intenção de conhecer e analisar a circunstância em que se encontramas aulas de língua inglesa onde a leitura de textos é trabalhada, e a posição tantodos alunos quanto dos professores ante essas aulas, foi escolhida a abordagemmetodológica da pesquisa qualitativa. Foram aplicados questionários, para discentese docentes, elaboradas com o intuito de que fossem transmitidas as impressões queesses sujeitos têm das aulas de leitura em LE. O processo metodológico de uma pesquisa é fundamental para a validaçãodo produto final como afirma Duarte (2002, p.140), a coleta de dados para análise étão importante quanto a síntese desta, é o declara a mesma Se nossas conclusões somente são possíveis em razão dos instrumentos que utilizamos e da interpretação dos resultados a que o uso dos instrumentos permite chegar, relatar procedimentos de pesquisa, mais do que cumprir uma formalidade, oferece a outros a possibilidade de refazer o caminho e, desse modo, avaliar com mais segurança as afirmações que fazemos. Portanto, será a seguir descrito cada passo da pesquisa e os sujeitos damesma de forma a esclarecer os objetivos iniciais e conclusões a quais se chegoucom o exame de cada dado obtido sobre a realidade das aulas de leitura em LE pormeio das entrevistas.2.1 Caracterização dos sujeitos participantes Para a realização da pesquisa de campo foram realizados questionários adois professores de língua inglesa e a trinta alunos do ensino médio de uma escolapública estadual situada no município de Valente, sendo que quinze destes eramalunos de um professor e os outros quinze do outro. Os professores em questão foram nomeados de A e B e os alunosnumerados de 1 a 30, sendo que os estudantes numerados de 1 a 15 são alunos doprofessor A e os de 16 a 30 são alunos do professor B. Os alunos interrogadosestavam dentro da faixa etária entre 15 e 24 anos. Os dois professores questionados têm a sua formação profissional na área deLíngua Inglesa e ambos ensinam a língua na instituição citada há dez anos, no
  • 22. 21entanto não ensinam apenas inglês. O professor B tem a carga horária semanal detrabalho de sessenta horas enquanto que o professor A tem apenas quarenta horassemanais.2.2 Instrumento da Pesquisa: Questionários Tanto os professores quanto os alunos já citados, receberam o questionárioimpresso em papel. O questionário direcionado aos professores continha onzequestões sendo que as quatro primeiras diziam respeito à formação profissional,tempo de ensino da língua, se leciona apenas inglês e jornada semanal de trabalho,perguntas estas que já tiveram suas respostas comentadas no tópico anteriorreferente à caracterização dos sujeitos participantes. E as outras sete questõesestavam relacionadas às práticas pedagógicas adotadas para a realização das aulasde leitura em LE. O questionário destinado aos alunos possuía apenas seis questões queinvestigavam a concepção dos alunos quanto ao mundo da leitura e importânciaatribuída às aulas de LE onde o foco está na leitura. Algumas perguntasaveriguavam ainda a forma como eles aceitam os métodos utilizados pelosprofessores durante essas aulas. Enfim, as perguntas de ambos os questionários foram elaboradas tendo comobase os teóricos citados ao longo do trabalho nos capítulos referentes àfundamentação teórica e visando confirmar as considerações tecidas ao longo darealização deste trabalho. Teve-se ainda a intenção de comprovar o que diziam osprofessores sobre as aulas de leitura com o que afirmavam os alunos sobre asmesmas aulas.
  • 23. 22 Capítulo 3 Análise de Dados Este trabalho teve como objetivo geral inicial reconhecer a importância doensino de leitura instrumental para desenvolver habilidades de leitura e interpretaçãode textos em aulas de língua inglesa com a finalidade de obter futuros leitoreseficientes e eficazes. Para tanto foram analisados os dados recolhidos com apesquisa de campo que serão a seguir expostos. Serão comparadas as informaçõesprestadas pelos professores com as dos alunos além de uma composição textualconclusiva produzida por meio de estudos esmiuçadores de cada resposta prestadapelos participantes. Iniciando a seqüência de exames dos dados, serão analisadas as respostasatribuídas ao questionário dos professores: A quinta questão (as quatro primeiras foram mencionadas acima) foicomposta da seguinte maneira “Tem-se discutido muito sobre a importância daformação contínua. Você tem investido na sua capacitação? O que você tem feitopara melhorar a sua atuação em sala de aula?” E em resposta os professoresdeclararam: “Aulas de conversação, pós-graduação e estou sempre buscando em livrosdidáticos, de metodologias, novas ferramentas que facilitem a aprendizagem dosalunos.” (Professor A) “Estou em fase de conclusão de pós-graduação em ensino da língua inglesa aqual tem ajudado na elaboração de aulas mais interessantes e produtivas.”(Professor B) Por meio destas declarações é possível perceber que estes educadores têm aconsciência de que a formação continuada é de fundamental importância para aprática docente eficaz além de oportunizar aos seus alunos aulas prazerosas emotivadoras, notam-se ainda em ambas as falas a preocupação com a motivação econcretização da aprendizagem. Na questão seguinte os professores foram indagados sobre a importância emtrabalhar a leitura em aulas de Língua Inglesa e o porquê dela, para esta asrespostas foram: “A leitura é uma habilidade que recebe uma melhor atenção dos alunos,principalmente em escola pública, já que muitos não têm como objetivo desenvolveruma proficiência na língua, mas apenas tornarem aptos a ler textos, seja para o
  • 24. 23estudo, lazer ou trabalho. A leitura conduz o aluno a conhecer e utilizar a LI comoinstrumento de acesso a informação e outras culturas.” (Professor A) “Eu acho importante, porém as aulas são insuficientes, e esta atividade(leitura) depende de muito tempo, pois é preciso trabalhar com dicionários e o nossoacervo conta com apenas 14 dicionários, isso dificulta bastante o ensino.” (ProfessorB) Constata-se nitidamente a diferença quanto à abordagem utilizada. Oprofessor A expressa claramente que a abordagem utilizada em suas aulas é ainstrumental, pois esta tem por objetivo a compreensão básica de textos na língua,visa desenvolver a capacidade do aluno ler esses textos para o avanço nos estudosou para aquisição de um trabalho, ou seja, para fins específicos, para tanto não énecessário o uso de dicionários, o que é presente na afirmação do professor B queainda enfatiza a falta deste material, essa situação apenas mostra a precariedade demateriais na escola, mas não que seja um problema para a realização das aulas deleitura. A fala do professor B remete ainda a idéia tradicional ultrapassada dapreferência á tradução do texto do que pela leitura propriamente dita. A questão ulterior averigua: Você acha que seus alunos valorizam a aula emque é trabalhada a leitura? Por quê? Para tal pergunta as respostas revelaram queexiste a preocupação por parte dos dois professores em proporcionar aos seusalunos textos contextualizados e interessantes, que atraiam a atenção dos mesmos.O professor A demonstrou ainda o cuidado em transmitir a seus alunosconhecimentos como as estratégias de leitura além de investir nas atividades de pré-leitura, o que leva os alunos se interessar por essas aulas. A oitava pergunta busca esclarecer as considerações que eles têm sobre oensino das estratégias de leitura para os alunos a fim de facilitar a compreensão dostextos trabalhados. “As estratégias de leitura apresentam papel fundamental na interpretação ecompreensão de textos, pois possibilitam a exploração dos mesmos. Desta forma oaluno participa mais das aulas, pois a compreensão do texto torna-se mais fácil.”(Professor A) “Ensino. E estas estratégias facilitam a compreensão dos textos e servempara introduzir o assunto tratado (o tema).” (Professor B) As estratégias de leitura são facilitadores do ato de ler e os professoresreconhecem essa importância ao investir tempo para ensinar e incentivar o uso
  • 25. 24dessas técnicas além de outras que permitam a compreensão de um texto de formaprática, rápida, contudo condizente realmente com o significado do texto, pois ospróprios PCN dos terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental afirmam (BRASIL,1998, p. 92). É importante também que o aluno aprenda a adivinhar o significado de palavras que não conhece, por meio de pistas contextuais, da mesma forma que é essencial que aprenda a desconsiderar a necessidade de conhecer todos os itens lexicais para ler. São importantes as estratégias de integração de uma informação a outra, o estabelecimento dos elos coesivos e a utilização de estratégias de inferência. É crucial que o aluno aprenda a distinguir entre informações centrais na estrutura semântica do texto e os detalhes. A nona questão investiga quais os tipos de textos que são trabalhados nasaulas de leitura e como esses são selecionados. As respostas de ambos osprofessores revelam a preocupação em levar materiais que estejam dentro doquadro de interesses dos alunos o que, como foi citado ao longo deste trabalho, ébastante relevante, pois desperta ainda mais a curiosidade dos alunos e os incentivaa participar das aulas além de estimulá-los à leitura e busca por descobrir asinformações que o texto traz sobre o tema que os interessa. O professor A aindarevela em sua resposta a utilização de textos autênticos o que é um traçocaracterístico da abordagem instrumental: “Tento identificar temas do interesse do aluno. Assuntos como sexo, drogas,reportagens atuais (notícias de jornais e revistas), letras de músicas e textostraduzidos pelos alunos. Também trabalho com textos dissertativos, cartuns,histórias em quadrinhos e de exames vestibulares.” (Professor A) A penúltima questão do questionário aos professores os interroga sobre comoas aulas de leitura em LE são desenvolvidas e foi possível constatar que o focoprincipal destas aulas é compreensão, no entanto o professor B tende a conduzir asmesmas para o lado da comunicação a partir do tema proposto pelo texto enquantoque o professor A busca instruir seus alunos a perceberem a importância que aspalavras-chave têm para a construção do significado das informações do texto. Quanto à última questão, esta tenta conhecer as concepções dos doisprofissionais acerca das discussões sobre o professor instigar o desenvolvimento daautonomia de seus alunos, e analisando as duas respostas é possível perceber umtanto que desconhecimento sobre o tema “autonomia” eles citam a importância que
  • 26. 25a motivação intrínseca tem para a eficácia da aprendizagem do aluno, no entanto aação de mostrar a seus alunos a importância de tomar a iniciativa na busca pelopróprio conhecimento principalmente fora das paredes da escola tem ficadodespercebida. Após a análise das respostas dos docentes é possível concluir que há aobservância dos fundamentos teóricos durante a busca em melhor instruir os alunos.A partir de cada depoimento foi plausível a constatação de que os métodos eabordagens de ensino utilizadas por ambos os profissionais na escola em questãoestão condizentes com as atuais linhas de estudos sobre o ensino da leitura emaulas de LE, é aceitável que ainda haja alguns aspectos a serem melhorados naprática pedagógica, mas como os mesmos demonstraram total consciência danecessidade da formação continuada isto pode ser facilmente resolvido. Segue agora o diagnóstico obtido a partir do conteúdo das perguntasaplicadas aos alunos. Cabe aqui também a comparação de algumas informaçõesprestadas pelos professores com as dos educandos, visando à compreensão dasimpressões que o professor tem a respeito de suas aulas e o que os alunosrealmente sentem quando essas aulas estão sendo ministradas. A pergunta inicial contida na entrevista dos alunos teve por objetivo conheceras concepções que os mesmos tinham a respeito da leitura, o que a leiturarepresentava para eles. A maioria dos alunos revelou encarar a leitura como ummeio fundamental para o alcance da aprendizagem, como uma passagem para ummundo de oportunidades, de conhecimento, o que pode ser comprovado na seguintefala: “Leitura é um novo caminho para novas descobertas.” (Aluno 26). É possível, apartir dos depoimentos, reafirmar o que Lajolo (1999) traz em sua obra, a leituraoferece a seus usuários a oportunidade de se desenvolverem intelectualmente,melhorar convivência social além de possibilitar a compreensão do mundo dediferentes ângulos e concepções. Além da importância na aprendizagem a leituratambém foi conceituada como facilitadora de diálogos e mediadora na aquisição denovos vocábulos. A primeira questão abordou os alunos sobre a leitura no contexto de usogeral, a partir da segunda o contexto é voltado para aulas de língua inglesa que é oobjeto de pesquisa deste trabalho. A unanimidade dos alunos respondeupositivamente à segunda pergunta que os interrogou se eles achavam importantesas aulas de Língua Inglesa em que é trabalhada a leitura de textos. Foi pedida ainda
  • 27. 26uma justificativa para a resposta anterior, e estas retratam as vantagens que aleitura pode oferecer a eles, segue um gráfico com as principais citadas. A minoriainclusa na categoria “outras” citou o fato de terem a vontade de aprender a falar alíngua despertada com o decorrer dessas aulas.GRÁFICO 1: Vantagens oferecidas pela leitura em aulas de LE segundo os alunos Aquisição de vocabulário Construção do conhecimento de mundo Utilização para fins específicos (vestibulares, concursos, oportunidaes de trabalho Outras A questão de número três investigou entre os estudantes quais os tipos detextos eram mais utilizados nas aulas de LE e se estes eram interessantes edespertavam a atenção deles. Quanto a segunda parte da pergunta, 21 dos 30alunos disseram que sim, que eram atraídos pelos textos, apenas 2 confessaramnão achar interessantes os textos trabalhados e os 7 restantes limitaram-se aresponder apenas sobre os tipos de textos, e no que diz respeito a essa parte dapergunta os tipos de textos permearam a categoria dos textos autênticosconfirmando o que os docentes informaram além de mostrar que o que os PCN(1998) instrui, está sendo seguido por esses profissionais e está gerando bonsresultados entre os alunos como pode ser percebido. Apenas por detalhe, os tiposde textos citados foram os informativos, notícias de jornais e revistas, letras demúsicas, histórias em quadrinhos, diálogos entre outros de diversos temas. A interrogação seguinte é sobre o desenvolvimento das aulas onde a leitura éo foco, como estas são conduzidas pelo educador e se a forma como elasacontecem são interessantes para eles (os alunos), a base teórica para a
  • 28. 27formulação desta questão está em Almeida Filho (2010), pois é indispensável àaceitação do aluno aos conhecimentos apresentados, que a forma como estes sãotransmitidos os atraiam e os instigue a buscar mais. Portanto é notável dentre asrespostas obtidas que os educadores têm conseguido cumprir essa missão, pois agrande maioria afirmou que as aulas são atraentes. Garantiram ainda que antes detrabalharem literalmente com os textos os professores buscam familiarizarem-noscom os mesmos, ou seja, apostam sempre na eficácia do “warm up” além devalerem-se do planejamento para o uso de técnicas e métodos que facilitam acompreensão do texto pelos alunos além de incitarem a vontade de aprender mais. A quinta dúvida é sobre as estratégias de leitura, estas são recursosessenciais para a formação de significados de um texto em LE, algumas sãoelaboradas pelo próprio leitor afim de melhor compreender uma informação, e outrasforam criadas a partir de observações de estudiosos do tema leitura, estas últimaspodem e devem ser ensinadas aos estudantes buscando a melhora na interpretaçãode textos em língua inglesa. Todos os entrevistados, com exceção de três, disseramque seu professor já havia ensinado as estratégias, mas todos demonstraram acharimportante aprendê-las, e o são principalmente na abordagem instrumental. Algunscitaram ainda em sua resposta a importância que este conhecimento teria nomomento de um exame de trabalho ou acadêmico. A última questão teve por objetivo averiguar como está o nível de autonomiados alunos. A pergunta foi a seguinte: Você realiza por conta própria a leitura deoutros textos em Língua Inglesa fora da escola como músicas, notícias, etc.? Dos 30entrevistados 16 revelaram buscar outras fontes de textos em LE e os lê, dentre ostipos mais comuns estão as letras de músicas que geralmente despertam ointeresse dos alunos devidos a diversos fatores sociais. E os restantes quenegaram, disseram ser por preguiça ou falta de interesse mesmo. Com a análise geral das entrevistas aplicadas aos estudantes foi possívelconstatar que há aceitação das aulas leituras em LE, e que apesar de todos osproblemas que o professor possa encontrar para execução dessas aulas, os alunosestão receptivos às aulas dinâmicas e repletas de curiosidades e novidades.Portanto cabe reafirmar aqui a relevância que o planejamento tem para a obtençãode bons resultados além da motivação que ambas as partes devem ter.
  • 29. 28 Considerações Finais O presente trabalho foi de fundamental importância para a constatação dasituação atual das aulas de leitura em LE, além de analisar os fatores que envolvema busca por pôr em prática toda teoria que se conhece durante a formação dodocente. Foi possível ainda por meio deste, investigar como os alunos reagemdiante das citadas aulas e quais métodos melhor os alcançam. Os estudos realizados nos teóricos do tema em foco permitiram a formaçãode uma base capaz de suportar todas as considerações tecidas ao longo destetexto, além de confirmarem os resultados obtidos por meio da análise de dadosrealizada. O tema de estudo aqui proposto além já possuir muitos pioneiros e outros queseguiram o mesmo caminho, é um tema bastante relevante para novas pesquisas eque abre um leque de novas direções. Não cabe aqui dizer que o chegou-se a umaconclusão totalmente finda, mas sim que os objetivos iniciais foram alcançados. Ameta geral foi alcançada, pois a importância do ensino da leitura instrumental temsido reconhecida tanto pelos docentes quanto pelos discentes que tem posto emprática ações positivas para a formação de leitores eficazes da LE. Quanto aosobjetivos específicos, apenas um não foi atingido completamente por falta de tempopara a realização de observações diretas para análise das diferentes formas detrabalhar a leitura de textos autênticos em sala de aula de LE, mas que, no entantouma mínima parte pôde ser realizada por meio da análise de dados, quanto aosoutros, por meio dos estudos bibliográficos coleta e exame dos dados, foi possívelalcançá-los. Enfim, este trabalho foi relevante para a formação de conceitos ecomprovação de que uma aula de LE onde a leitura é o foco é capaz de serprodutiva e pode ser desenvolvida de forma atraente aos alunos e que geramresultados, além de também o ser para continuações de pesquisas ou embasamentopara novas.
  • 30. 29 ReferênciasALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. Dimensões comunicativas no ensino delínguas. 6 ed. Campinas, SP: Pontes, 2010.BRASIL. Ministério da educação, secretaria da educação fundamental. Parâmetroscurriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: línguaestrangeira. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf > Acesso em: 28 jul.2011.BRASÍLIA, Ministério da Educação, secretaria de Educação Básica: Orientaçõescurriculares para o ensino médio. Linguagens, códigos e suas tecnologias, 2006.239 p. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf> Acessoem: 29 jul. 2011.DUARTE, Rosália. Pesquisa qualitativa: reflexões sobre o trabalho de campo.Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/cp/n115/a05n115.pdf>Acesso em: 05 nov. 2011.ECKERT-HOFF, Beatriz Maria. Leitura em língua estrangeira: um estudo discursivo.Recorte – Revista de Linguagem, Cultura e Discurso. Ano 3 - Número 4 – Janeiroa junho 2006. Disponível em:<http://www.unincor.br/recorte/artigos/edicao4/4artigo_beatriz.htm>.Acesso em: 28 jul. 2011.IBIAPINO, José Kelli Santos. Estratégias de leitura: uma forma de facilitar a leiturae compreensão de textos em língua inglesa. Artigo científico apresentado comotrabalho de conclusão do curso de Pós-Graduação em Língua Inglesa pelaFaculdade Montenegro, Picos – PI, 2010. Disponível em:<http://www.webartigos.com/articles/36474/1/Estrategias-de-leitura-Uma-forma-de-facilitar-a-leitura-e-compreensao-de-textos-em-lingua-inglesa/pagina1.html#ixzz1TpwwIeaL>.Acesso em: 01 ago. 2011.KEZEN, Sandra. Ensino de leitura em língua estrangeira: a contribuição domodelo sociointeracional na construção do conhecimento e do sentido dos textos.Disponível em: <http://www.partes.com.br/ed44/educacao.asp.>Acesso em: 28 jun. 2011.KLEIMAN, Angela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 10 ed.Campinas, SP: Pontes, 2007.LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 4 ed. São Paulo:Editora Ática, 1999.LIMA, Diógenes Cândido (Org.). Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa:Conversas com especialistas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
  • 31. 30LIMA, Elvira. Ler – como ensinar? Revista Voz das Letras. Concórdia, SantaCatarina, Universidade do Contestado, n. 3, II Semestre de 2005. Disponível em:<http://www.nead.uncnet.br/2009/revistas/letras/3/4.pdf>.Acesso em: 28 jul. 2011.LISITA, Verbena; ROSA, Dalva; LIPOVETSKY, Noêmia. Formação de professores epesquisa: uma relação possível? In: ANDRÉ, Marli (Org.). O papel da pesquisa naformação e na prática dos professores. 8 ed. Campinas, SP: Papirus Editora,2008, p.107-127.LOPES, Luiz Paulo da Moita. Oficina de lingüística aplicada: a natureza social eeducacional dos processos de ensino/aprendizagem de línguas. Campinas, SP:Mercado de Letras, 1996.MICCOLI, Laura. Autonomia na aprendizagem de língua estrangeira. In: PAIVA,Vera Lúcia Menezes de Oliveira e (Org.) Práticas de ensino e aprendizagem deinglês com foco na autonomia. 3 ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2010. p. 31– 49.NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al. Ler e escrever: compromisso de todas asáreas. 6 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004.PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. O lugar da leitura na aula de línguaestrangeira. Disponível em: <http://www.veramenezes.com/leitura.htm>.Acesso em: 28 jul. 2011.PAIVA, Vera Lucia Menezes de Oliveira e (Org.). Práticas de ensino eaprendizagem de inglês com foco na autonomia. 3 ed. Campinas, SP: Pontes,2010.SCHÜTZ, Ricardo. Motivação e desmotivação no aprendizado de línguas. 2003.Disponível em: <http://www.sk.com.br/sk-motiv.html>Acesso em: 28 jul. 2011.SOUZA, Adriana Grade Fiori et al. Leitura em Língua Inglesa: Uma AbordagemInstrumental. São Paulo: Disal, 2005.SOUZA, Antonio Escandiel de; VARGAS, Fernanda de Carvalho. Oficina de leituraem língua estrangeira: construindo o conhecimento através da interação na sala deaula. Disponível em:<http://www.ufsm.br/lec/02_05/Antonio_Fernanda.pdf>Acesso em: 27 jun. 2011.VIEIRA, Marlene Felizardo, MOTTER, Rose Maria Belim. A leitura nas aulas delíngua inglesa como instrumento de letramento crítico: uma proposta possível?.Disponível em:<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1945-8.pdf?PHPSESSID=2010022510591769>.Acesso em: 27 jun. 2011.
  • 32. 31ZILBERMAN, Regina. Leitura em crise na escola: as alternativas do professor. 11ed. Porto Alegre, RS: Mercado Aberto, 1993.
  • 33. 32 Apêndice: Questionários UNEB – UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIV TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC II ORIENTADORA – Mônica Veloso GRADUANDA – Elisama Silveira Questionário para o regente1. Você é formado na área de Língua Inglesa?( ) Sim ( ) Não2. Há quanto tempo você ensina Inglês nessa instituição?___________________________________________________________________3. Você ensina apenas inglês?( ) Sim ( ) Não4.Você ensina quantas horas por semana nessa e em outras instituições?___________________________________________________________________5. Tem-se discutido muito sobre a importância da formação contínua. Você teminvestido na sua capacitação? O que você tem feito para melhorar a sua atuação emsala de aula?___________________________________________________________________6. Você acha importante trabalhar a leitura em aulas de Língua Inglesa? Por quê?___________________________________________________________________7. Você acha que seus alunos valorizam a aula em que é trabalhada a leitura? Porquê?___________________________________________________________________8. Você ensina aos seus alunos as estratégias de leitura para facilitar acompreensão dos textos? Por quê?___________________________________________________________________9. Quais os tipos de texto que você trabalha nessas aulas? Como você os escolhe?___________________________________________________________________10. Quais as abordagens que você mais utiliza quando trabalha a leitura nas aulasde Língua Inglesa?___________________________________________________________________11. O que você acha das discussões sobre o desenvolvimento da autonomia dosalunos? É possível?___________________________________________________________________
  • 34. 33 UNEB – UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XIV TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC II ORIENTADORA – Mônica Veloso GRADUANDA – Elisama Silveira Questionário para o aluno1. O que é leitura para você?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2. As aulas de Língua Inglesa em que é trabalhada a leitura de textos sãoimportantes pra você? Por quê?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________3. Quais os tipos de textos que são trabalhados nas aulas de Língua inglesa? Eleslhe despertam a curiosidade, lhe chamam a atenção?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________4. Como geralmente o seu professor desenvolve essas aulas onde a leitura detextos em Língua Inglesa é o foco? São aulas interessantes?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________5. As estratégias de leitura são recursos que facilitam a compreensão do texto semque necessariamente seja usado o dicionário. São algumas dessas estratégias aobservância das palavras cognatas, conhecimento prévio sobre o tema do texto,reconhecimento de vocábulos, leitura rápida para familiarização com o texto entreoutras. O seu professor já ensinou essas estratégias? Se não você achariainteressante aprendê-las?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________6. Você realiza por conta própria a leitura de outros textos em Língua Inglesa fora daescola como músicas, notícias, etc?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________