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CADERNO DE ESTUDO DO PDDE

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CADERNO DE ESTUDO DO PDDE

  1. 1. PDDE
  2. 2. Presidência da RepúblicaMinistério da EducaçãoFundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
  3. 3. Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE MEC / FNDE Brasília, 2011 4a edição atualizada
  4. 4. Colaboradores conteudistas Projeto gráfico e diagramaçãoGleyva Maria Simões de Oliveira Virtual Publicidade e Cespe/UnB e UFMTAdalberto Domingos da Paz Revisão OrtográficaAna Lúcia Nunes da Cunha Vilela Vinícius Carvalho PereiraÉlida Maria Loureiro Lino IlustraçõesRevisão e Atualização 4a Edição Zubartez e Cespe/UnBLuiz Gonzaga Sampaio de Araujo Impressão e acabamentoUFMT CESPE/UnB B823m Brasil. Ministério da Educação (MEC). Módulo PDDE / Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Secretaria de Educação a Distância – 4.ed., atual. – Brasília : MEC, FNDE, 2011. 140 p. : il. color. – (Formação pela escola) Acompanhado de caderno de atividades (26p.) 1. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 2. Financiamento da educação. 3. Políticas públicas – Educação. 4. Programas e ações – FNDE. 5. Formação continuada a distância – FNDE. 6. Formação pela escola – FNDE. 7. Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). I. Brasil. Ministério da Educação. II. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. III. Secretaria de Educação a Distância. IV. Título. V. Série. CDU 37.014.543
  5. 5. SumárioContextualização do módulo ______________________________________________________________________ 9Plano de ensino do módulo: Programa Dinheiro Direto na Escola________________________________________10Para começo de conversa ________________________________________________________________________13Problematizando _______________________________________________________________________________15O mito da caverna ______________________________________________________________________________16Transformando o mito em realidade________________________________________________________________17Unidade I – Apresentando o Programa Dinheiro Direto na Escola ________________________________________221.1. Definindo o PDDE ___________________________________________________________________________231.2. Os objetivos do programa ____________________________________________________________________241.3. Conceituando e classificando Unidade Executora Própria ___________________________________________241.4. Criando uma Unidade Executora Própria (UEx) ____________________________________________________261.5. Adesão e habilitação para recebimento dos recursos_______________________________________________291.5.1. Definindo a adesão ao PDDE_________________________________________________________________301.5.2. Definindo a habilitação para recebimento dos recursos ___________________________________________361.5.3. Detalhando o sistema de adesão / habilitação ao PDDE ___________________________________________361.5.4. Utilizando a internet para realizar e atualizar cadastro de adesão / habilitação e acessar as resoluções do PDDE__ 381.5.4.1 Instruções de uso do PDDEWeb no sítio do FNDE_______________________________________________39 a) Endereço de acesso ao sistema PDDEweb ______________________________________________________40 b) Informação do Login e Senha:________________________________________________________________431.5.4.2. Acessando ao sistema PDDEweb____________________________________________________________45
  6. 6. a) As funcionalidades do PDDEweb nos perfis de EEx e UEx: Adesão das EEx_____________________________45 b) As funcionalidades do PDDEweb nos perfis de EEx e UEx: Cadastro de UEx____________________________51 c) Conclusão de Cadastro______________________________________________________________________58 d) Situação de Escola__________________________________________________________________________60 e) Relatórios ________________________________________________________________________________62 f ) Consultas_________________________________________________________________________________64 1.6. Condições para a participação das escolas no PDDE _______________________________________________68 Unidade II – Entendendo o funcionamento do PDDE __________________________________________________72 2.1. Os tipos de recursos _________________________________________________________________________73 2.2. Em que é permitido investir os recursos do PDDE _________________________________________________74 2.3. O que é vedado adquirir com os recursos do PDDE ________________________________________________75 2.4. Cálculo do repasse dos recursos _______________________________________________________________76 2.4.1. Repasse para as escolas da rede pública de educação básica_______________________________________76 2.4.2. Repasse para as escolas privadas de educação especial____________________________________________84 2.4.3. Realizando um exemplo de cálculo dos recursos_________________________________________________87 2.5. Buscando informações junto ao FNDE___________________________________________________________89Programa Dinheiro Direto na Escola 2.6. O percurso dos recursos do PDDE até a comunidade escolar_________________________________________90 Unidade III – Prestando contas dos recursos do PDDE__________________________________________________96 3.1. A necessidade da prestação de contas___________________________________________________________97 3.2. A organização da comunidade para o gerenciamento dos recursos do PDDE___________________________98 3.3. Quem deve prestar contas?____________________________________________________________________99 3.4. Para quem prestar contas?____________________________________________________________________99 3.5. Fluxo de prestação de contas do PDDE (entidades/instituições e formulários)__________________________102 3.6. Os prazos para prestar contas ________________________________________________________________104 6
  7. 7. 3.7. Problemas nas prestações de contas___________________________________________________________105 3.8. Realizando a prestação de contas______________________________________________________________108 3.9. Exemplos de prestação de contas______________________________________________________________109 3.9.1. Identificando os recursos ___________________________________________________________________109 3.9.2. Conhecendo a programação________________________________________________________________109 3.9.3. Elaborando a prestação de contas das UEx para envio à prefeitura_________________________________112 3.9.4. Examinando a prestação de contas da prefeitura como Unidade Executora__________________________127 3.10. Consolidando as prestações de contas das UEx _________________________________________________133 3.11. Encaminhando as prestações de contas ao FNDE ________________________________________________135 3.12. Outras obrigações _________________________________________________________________________141 Unidade IV – Controle social _____________________________________________________________________148 4.1. Definindo controle social____________________________________________________________________148 4.2. Características do controle social ______________________________________________________________148 4.3. Etapas do controle social no PDDE_____________________________________________________________150 4.4. O PDDE e a Transparência Pública _____________________________________________________________153 Retomando a conversa inicial____________________________________________________________________157Programa Dinheiro Direto na Escola Ampliando seus horizontes______________________________________________________________________160 Referências webgráficas_________________________________________________________________________160 Referências bibliográficas _______________________________________________________________________160 Contatos_____________________________________________________________________________________162 Glossário_____________________________________________________________________________________164 Anotações ___________________________________________________________________________________167 7
  8. 8. 8 Programa Dinheiro Direto na Escola
  9. 9. Contextualização do módulo O módulo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) faz parte do Programa Nacional deFormação Continuada a Distância nas Ações do FNDE (Formação pela Escola), desenvolvidopelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em parceria com a Secretariade Educação a Distância (SEED), ambos órgãos vinculados ao Ministério da Educação (MEC). OFormação pela Escola é um programa que utiliza a metodologia de educação a distância, como objetivo principal de capacitar os agentes, parceiros, operadores e conselheiros envolvidoscom a execução, o acompanhamento e a avaliação de ações e programas no âmbito do FNDE. Com este módulo, o Formação pela Escola tem por objetivo disponibilizar a você, cursista,informações sobre a concepção do PDDE, seus principais objetivos, sua forma de execução, de-talhando inclusive a sua operacionalização e a prestação de contas. Pretende-se, desse modo,dar a você conhecimentos para que possa colaborar com as comunidades locais e escolarespara o desenvolvimento de projetos participativos, de princípios democráticos, no sentido depromover o controle social dos recursos públicos. Contextualização do módulo Antes de começar seus estudos, leia atentamente o plano de ensino do módulo paraconhecer os objetivos de aprendizagem e o conteúdo programático, entre outras informações. 9
  10. 10. Plano de ensino do módulo Programa Dinheiro Direto na Escola Carga horária: 40 horas Período de duração: mínimo de 30 dias e máximo de 45 dias Objetivos do módulo Objetivo geral Este módulo tem como objetivo fornecer aos cursistas informações e conhecimentos que lhes permitam: ::: compreender o PDDE como instrumento de transferência de recursos, inserido na política de descentralização adotada pelo governo federal nos últimos anos; ::: proporcionar informações básicas necessárias sobre a forma de operacionalização do PDDE, bem como a devida prestação de contas; e ::: fortalecer os princípios democráticos e a gestão participativa da escola pública, promo-Programa Dinheiro Direto na Escola vendo, inclusive, o controle social dos recursos públicos repassados à conta do PDDE. Objetivos específicos Unidade I – Apresentando o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) :: apresentar o PDDE e os objetivos gerais do programa. :: identificar e diferenciar as Unidades Executoras (UEx, EEx, EM); e :: identificar as etapas para a adesão/habilitação ao PDDE.10
  11. 11. Unidade II – Entendendo o funcionamento do PDDE :: identificar os tipos de recursos recebidos por meio do programa e como utilizá-los; :: apresentar o funcionamento do PDDE; :: indicar quais instituições/entidades podem receber os recursos; :: verificar como, onde e de que maneira a comunidade escolar pode se organizar para definir a utilização dos recursos; e :: definir como são efetuados os cálculos para saber quanto a sua escola poderá receber de recursos do PDDE. Unidade III – Prestando contas dos recursos do PDDE :: explicar por que é necessário prestar contas da utilização dos recursos do PDDE; :: identificar como a comunidade pode se organizar para gerenciar os recursos do progra- ma; :: enumerar as instituições que devem prestar contas; :: definir os prazos para a prestação de contas; e :: identificar as possibilidades para resolver problemas nas prestações de contas. Unidade IV – Controle social :: identificar o conceito de controle social;Programa Dinheiro Direto na Escola :: apresentar as características do controle social; e :: descrever a relação entre o PDDE e o controle social.11
  12. 12. Programa Dinheiro Direto na Escola12
  13. 13. Para começo de conversa Olá, prezado cursista! Estamos começando o módulo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e, como você já deve ter lido sobre a dinâmica desse curso no módulo de competências básicas, apresentaremos, neste início de conversa, alguns aspectos importantes para que você entenda como este módulo está estruturado e possa organizar seus estudos. O Programa Dinheiro Direto na Escola é um assunto sério e de muita importância. Por isso, para que você possa ampliar seus conhecimentos acerca dos meios mais eficazes de gerenciamento desse programa, criamos situações de aprendizagem baseadas em resolução de problemas. Ao solucioná-los, você passa a contar com essa experiência nos momentos em que problemas semelhantes aparecerem em sua comunidade. Além disso, é importante observar que desenvolvemos uma variedade de atividades (caderno de atividades) para que você possa exercitar seus conhecimentos a respeito dos assuntos tratados neste módulo. Por meio dessas atividades, será possível verificar o seu entendimento sobre o tema e sanar possíveis dúvidas junto ao tutor. Associadas a essas atividades, estão as autoavaliações, que lhe permitirão (re)conhecer suas dificuldades de aprendizagem. Durante o curso, gostaríamos de que você observasse o quanto consideramos importante sua participação e seu envolvimento, pois disso depende a sua aprendizagem e, consequentemente, a aprendizagem das pessoas que formam sua comunidade local e escolar. Afinal, muitas delas talvez não possam contar com essa oportunidade que você está tendo dePrograma Dinheiro Direto na Escola aprender um pouco mais sobre o PDDE. Por falar em “oportunidade para aprender”, lembramo-nos de um exemplo muito difundido em nossa cultura, o da metamorfose da lagarta em borboleta, que poderá colaborar para sua reflexão durante todo o percurso deste módulo. Imagine a seguinte situação:13
  14. 14. Ao passear por um parque, você encontra um casulo. Por curiosidade de observar como ocorre a metamorfose da lagarta em borboleta, você o leva para sua casa. Certo dia, você observa que o casulo começa a se romper. Então, passa a dedicar algum tempo a sua observação e se surpreende com a força que a borboleta faz para passar por uma pequenina fresta no casulo. A dificuldade é tanta que, por certo tempo, a borboleta cessa seus movimentos. E você imagina que, diante de tamanha dificuldade, deveria ajudá-la; assim, sua luta pela liberdade poderia se tornar menos árdua. Decidido, você pega uma tesoura, corta parte do casulo, de maneira que todo o corpo da borboleta possa passar por ele, e a liberta. No entanto, em pouco tempo, você observa que, em vez de voar livre e solta, a borboleta está com o corpo inchado e suas asas trêmulas. Na verdade, jamais terão força o suficiente para suportar o peso da borboleta, e ela jamais será capaz de voar. Tirá-la do casulo antes da hora foi um erro! É o esforço que ela faz para sair do casulo que deixa seu corpo e suas asas fortes. Assim, podemos refletir sobre a importância das nossas ações e das ações que esperamos dos outros em relação às oportuni- dades que encontramos para aprender durante toda nossa vida. Para que a borboleta pudesse voar, era essencial que ela exercitasse com exaustão seus movimentos, porque isso fortaleceriaPrograma Dinheiro Direto na Escola sua estrutura física. As vezes, quando sentimos dificuldade em resolver algum problema, temos a sensação de que não sofreríamos para aprender se tivéssemos alguém para nos dizer como resolvê-lo. Porém, mais tarde, quando de fato precisamos do conhecimento, perce- bemos que, porque resolvemos sozinhos o problema, teríamos construímos o conhecimento e temos a liberdade para resolver nossos problemas sem ter de recorrer sempre aos outros. Pense nisso! Reflita sobre o que é mais importante: “Dar o peixe ou ensinar a pescar?” Ou, sob outra perspectiva, “Ganhar o peixe ou apren- der a pescar?” Veja o quanto é necessário exercitar sua estrutura física e, nesse caso, sua “estrutura mental” para aprender. Faça você mesmo as leituras e as atividades sugeridas, pois disso depende sua aprendizagem e, consequentemente, sua liber-14
  15. 15. dade. Problematizando Ao voltar para sua comunidade local e escolar, permita que as pessoas que lá estão também possam aprender. Controle Neste momento, nosso objetivo é conduzir a uma reflexão a sua vontade de dizer a elas como resolver os problemas e dê- respeito de uma importante metáfora escrita por Platão, que -lhes a oportunidade de pensar e tentar vencer os obstáculos, adaptamos neste módulo para que você possa relacionar co- nhecimento com emancipação. ajudando-as com os conhecimentos necessários para tanto. Só assim elas também poderão aprender. Vivemos no mundo da globalização dos meios de comuni- cação, economia e tecnologia. A cada segundo, uma vasta Então, bom voo! quantidade de informação nos é fornecida. Para selecionar- mos o que é útil, precisamos de conhecimento. Conhecimento tem um conceito mais amplo que informação. Podemos dizer que quem tem conhecimento tem informa- ção, mas não podemos afirmar o oposto, pois o conhecimen- to significa utilizar com qualidade e eficiência a informação. Podemos considerar, por exemplo, que uma pessoa “despre- parada” pode utilizar mal uma informação. Por desprepara- da, podemos compreender a pessoa sem o conhecimento necessário para resolver determinada situação ou problema. Na metáfora de Platão, o conhecimento está representado pela luz do sol e, para entendermos um pouco melhor como é o relacionamento humano com o conhecimento, Platão nos desafia a pensar nos tipos de reações que podemos expressarPrograma Dinheiro Direto na Escola na ausência e na presença da luz do saber. Assim, convidamos você a refletir sobre essas questões na leitura de O mito da caverna. Vamos lá?15
  16. 16. O mito da caverna Imagine uma comunidade onde as pessoas sempre viveram presas em uma caverna, desde criança. Essas pessoas tinham as mãos presas em correntes e os pescoços também eram presos de tal maneira que elas só podiam olhar para uma direção: a parede da caverna. A caverna tinha uma pequena entrada por onde penetrava pouca luminosidade do sol, durante o dia, e de uma fogueira que ficava em frente da caverna, à noite. As sombras projetadas na parede eram tudo o que as pessoas da caverna podiam ver. Eram sombras de pessoas carregan- do estatuetas na cabeça. As sombras eram fusões das imagens das pessoas com as imagens dos objetos que elas carregavam. Nessa situação, as pessoas presas na caverna não pensariam que as pessoas com as estatuetas na cabeça são as sombras, já que as sombras são as únicas imagens que elas conhecem. Agora imagine se uma pessoa se libertasse e saísse da caverna. O que aconteceria? Não se assustaria com a luminosidade do mundo exterior? A força da luz do sol poderia até incomo- dá-la muito no começo, mas certamente com o tempo ela se adaptaria, não é? Ela faria uma relação entre as sombras projetadas na parede e as pessoas reais lá fora? E se essa pessoa resolvesse voltar à caverna para dizer tudo o que viu e conheceu às pessoas que lá ficaram? O que aconteceria? As pessoas acreditariam no que a pessoa libertada falasse ou desconfiariam dela? Será que acreditariam mais naquilo que elas vêem e conhecem do que naquilo que a pessoa libertada tinha a lhes dizer? E se o libertado insistisse, poderia gerar conflitos com os demais que ficaram na caverna e nunca viram o mundo exterior por meio da luz do sol? De que forma a pessoa libertada poderia provar quePrograma Dinheiro Direto na Escola o que estava dizendo é verdade e tentar convencer as pessoas presas na caverna?16
  17. 17. Transformando o mito em realidade as que já conseguiram ver a luz (no nosso caso, conhecer o PDDE), teremos a possibilidade de conversar sem muito Agora, tente imaginar uma escola que utiliza seus co- conflito. Mas, para as pessoas que ainda não tiveram qual- nhecimentos de maneira que os recursos financeiros por quer experiência em relação ao PDDE, muitos conflitos, dú- ela administrados permitem aos seus alunos aprender com vidas e divergências poderão surgir. prazer. Uma escola capaz de ouvir sua comunidade e trans- formar sonhos em realidade por meio da participação das O importante é que esses conflitos possam servir de mo- pessoas que a formam. tivação para você buscar o conhecimento, como a borbo- leta que se debate no casulo até conseguir se libertar dele Está sendo difícil imaginar? Isso lhe parece utopia? e voar, pois muitas experiências de voos de sucesso, com É possível que você tenha dito que imaginar algo assim relação ao PDDE, estão sendo difundidas em nosso país. não é difícil, pois em sua comunidade escolar vocês es- A exemplo disso, a revista Nova Escola, no seu exemplar tão conseguindo obter êxito na gestão dos programas do de número 185, do mês de setembro de 2005, traz algu- FNDE/MEC. mas experiências de escolas que, por meio da participação Então, podemos considerar que sua comunidade local e da comunidade local e escolar, têm desenvolvido projetos escolar já conseguiu se libertar das correntes do desconhe- criativos utilizando os recursos do PDDE. cimento. Assim, a luz do sol (o conhecimento) aquece em É o caso, por exemplo, da escola municipal Hilda Rabello vocês o gosto da liberdade, que somente aqueles que con- Matta, em Belo Horizonte/MG, que, com os recursos do seguiram construir o conhecimento podem desfrutar. PDDE, adquiriu ferramentas e sementes para desenvolver Mas, se sua sensação está sendo de total desconfiança um projeto de hortaliças. Tal iniciativa a beneficiou com em cada linha que você está lendo, então talvez ainda haja legumes frescos e saudáveis e, principalmente, com im- correntes fazendo com que você permaneça na “caverna” portantes conhecimentos acerca da preservação do meioPrograma Dinheiro Direto na Escola e a luz que lá chega tenha sido insuficiente para que você ambiente, uma vez que seus alunos aprendem a fazer a perceba com clareza as possibilidades de se libertar. adequada utilização do lixo orgânico. Talvez você já tenha percebido que, neste momento, es- A escola municipal de ensino fundamental Augusto Mo- tamos lhe fazendo uma provocação, colocando-nos na si- chel, em São Luís/MA, é outro caso de sucesso na execução tuação daquela pessoa que conseguiu se libertar e saiu da do PDDE citado pela revista. Segundo sua diretora, as de- caverna. cisões sobre como aplicar os recursos do programa são to- Sim, nós compartilhamos experiências e conhecimentos madas nas reuniões do conselho escolar, que contam com a acerca do PDDE e agora, ao escrever este módulo, estamos participação da comunidade. Isso possibilitou incrementar desempenhando o papel da pessoa que retorna à caverna. o projeto de leitura da escola com materiais para as ativida- des pedagógicas e ampliar a biblioteca por meio da aquisi- Dessa maneira, podemos considerar que, com as pesso- ção de estantes e livros paradidáticos, entre outros.17
  18. 18. que você tenha em mente as seguintes questões: – O que é o Programa Dinheiro Direto na Escola? – Como funciona esse programa? – Como prestarei contas dos recursos do PDDE utilizados em minha comunidade escolar? Pense nessas questões sem perder de vista a fundamental importância da participação da comunidade local e escolar Poderíamos citar na busca do conhecimento e na organização para gerir e fis-os outros exemplos calizar o programa.disponibilizados namatéria, mas pre-ferimos lhe sugerir É importante que você e sua comunidade associem o con-a leitura, que se ceito de conhecimento ao conceito de autonomia, tal qual aencontra disponívelna revista e em seu borboleta que consegue voar por meio de seus esforços e dasítio na internet: pessoa que sai da caverna e aprende a enxergar para alémhttp://revistaescola.abril.com.br/edi- das aparências.coes. Procure pelaedição 185, do ano Talvez você já tenha tido a oportunidade de encontrarde 2005, na seção“Gestão”. comunidades escolares totalmente dependentes das ações das prefeituras e secretarias de educação para ter acesso a materiais de manutenção da escola ou para a aquisição de qualquer tipo de bem. Ou seja, quando precisam de um be- Programa Dinheiro Direto na Escola bedouro, de um ventilador, de um serviço de encanador ou Você já parou para pensar no que fez com que essas expe- mesmo de materiais de limpeza e higiene, deslocam o diretor, riências fossem parar em uma revista? a secretária ou a coordenadora até a secretaria de educação Muito provavelmente, foi a repercussão do sucesso que es- para ter acesso a esses bens e serviços. sas escolas estão conquistando em suas ações de recebimen- Será que, nessa situação, a comunidade escolar está en- to, gestão e fiscalização dos recursos do PDDE. contrando condições para aprender a se administrar, a resol- Claro que você também pretende, para sua comunidade ver seus problemas? Ou será que ela está sendo tratada como escolar, o êxito na utilização dos recursos do programa. Você a borboleta que, ao ser ajudada, fica impossibilitada de voar? teria condições de listar as etapas necessárias para conhecer Será que essa comunidade escolar encontrará possibilida- o PDDE de modo a utilizá-lo com qualidade? Pois bem, no tra- de de obter conhecimento (sair da caverna), ou ficará pensan- çado da sua trajetória para conhecer o PDDE, é importante do que isso é o que deve ser feito, que é assim que as coisas 18
  19. 19. funcionam e que nada deve ser mudado para não criar mal-estar com a prefeitura ou com a secretaria de educação? Ao estudar este módulo, não perca de vista sua possibilidade de emancipação e autonomia, pois a cada unidade você encon- trará informações que, se utilizadas, poderão transformar realidades e fazer a diferença para a melhoria da coletividade. O princípio desta era da globalização é que informação é poder! Assim, é importante desconfiar daqueles que se propõem a ajudar sua comunidade, mas centralizam a informação, fazendo com que tudo e todos dependam dos seus conhecimentos. Quan- to mais informação a comunidade tiver, maior a possibilidade de fazer escolhas de qualidade. Pensando nisso, siga em frente e tenha um bom estudo!Programa Dinheiro Direto na Escola19
  20. 20. Unidade IApresentando o ProgramaDinheiro Direto na Escola(PDDE)
  21. 21. Programa Dinheiro Direto na Escola21
  22. 22. Unidade I Apresentando o Programa Dinheiro Direto na Es- cola Tem novidade na escola! Olha só, a escola está de cara nova! O que será que está acontecendo? Paredes pintadas, bebedouro novinho! Mas...Programa Dinheiro Direto na Escola de onde veio É, parece que alguém o dinheiro pra não anda participando isso tudo? das reuniões na escola! Você saberia dizer de onde vem o dinheiro que sua escola utiliza para manutenção e aquisição de bens patrimoniais? Imagino que esse assunto já foi discutido em sua comunidade escolar e, se você participa das reuniões, já deve estar sabendo do que estamos falando. Sim, estamos tratando da participação da comunidade nas decisões sobre como utilizar recursos financeiros da educação.22
  23. 23. o Programa de Manutenção e Desenvolvimento do En- Você sabia que o Fundo Nacional de Desenvolvimen- sino Fundamental (PMDE). A partir da Medida Provisória to da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Minis- nº 1.784, de 14 de dezembro de 1998, o PMDE passou a ser tério da Educação (MEC), executa programas cujo con- denominado Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). trole e fiscalização cabem à comunidade escolar? Em 2009, com a publicação da MP 455, de 28 de janeiro, e posteriormente da Lei 11.497, de 16 de junho, o Programa passou a atender também o ensino médio e a educação in- fantil, visto que, até o exercício de 2008, atendia apenas o en- sino fundamental. Podemos, portanto, definir o PDDE como Então, se você é aluno, diretor, professor, profissional da o programa por meio do qual o FNDE (seu executor) repassa educação ou pai de aluno, saiba que, sem a sua participação, recursos, em caráter suplementar, para escolas enquadra- a sua comunidade escolar pode estar deixando de receber das em uma das categorias a seguir: recursos financeiros do governo federal ou mesmo utilizan- do-os de maneira inadequada. :: públicas, que possuam alunos matriculados na educa- ção básica, das redes estaduais, municipais ou do Dis- Por isso, estamos aqui para resgatar essa discussão. trito Federal; Vamos falar sobre um dos programas do FNDE/MEC, o :: privadas, que possuam alunos matriculados na educa- Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), a partir do ção básica, na modalidade especial, mantida por enti- qual poderemos compreender melhor a importância da par- dade sem fins lucrativos, qualificada como beneficente ticipação da comunidade na escola e os benefícios do plane- de assistência social, ou de atendimento direto e gratui- jamento e da fiscalização dos recursos públicos. to ao público, que apresente o Certificado de Entidade Objetivos da unidade I: Beneficente de Assistência Social (CEBAS) atualizado.Programa Dinheiro Direto na Escola :: apresentar o PDDE e os objetivos gerais do programa; Para serem beneficiárias do PDDE, as escolas, públi- :: identificar e diferenciar as Unidades Executoras (UEx, EEx, cas ou privadas sem fins lucrativos, devem estar recen- EM); e seadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e em funcionamen- :: listar as etapas para a adesão ao PDDE. to regular. 1.1. Definindo o PDDE Você deve estar se perguntando: A política de descentralização dos recursos da educa- ção, que propiciou às escolas o recebimento, a gestão e a fiscalização de recursos públicos, teve início em 1995, com23
  24. 24. Por que esses recursos são transferidos para as O que é uma unidade executora? escolas? Por que as escolas devem providenciar a criação Quais os objetivos do FNDE em efetuar esses de unidade executora? repasses? Como ocorre sua organização? Para responder a essas questões teremos de conhecer o Vamos às respostas a essas questões... Antes, porém, pe- objetivo dessa ação. Vamos lá! gue seu caderno de atividade e faça as atividades de 1 a 3. 1.2. Os objetivos do programa Atividades 1 a 3 O PDDE tem por objetivo a transferência de recursos financeiros à escola, de forma suplementar, visando à 1.3. Conceituando e classificando Unidade promoção da melhoria pedagógica e à manutenção da infraestrutura, com a consequente elevação da qualidade do Executora Própria ensino. Tal medida envolve: Os recursos do PDDE são repassados por meio de uma :: o fortalecimento da participação social e da autogestão conta bancária, mas, em se tratando de recursos públicos, como meio de consolidação da escola democrática, bus- não pode ser utilizada uma conta qualquer. Ela deve ser es- cando integração entre poder público / comunidade / es- pecífica para fins do recebimento desses recursos. Sendo cola / família; uma conta corrente especial, ela é aberta pelo FNDE, não em :: a promoção da autonomia escolar, eliminando a interme- nome da escola, mas em nome da Unidade Executora PrópriaPrograma Dinheiro Direto na Escola diação. da escola beneficiada. Mas por que isso acontece?. :: a celeridade na execução das decisões da escola; e As escolas públicas beneficiárias do PDDE não são entida- :: a racionalização e a simplificação dos procedimentos ad- des com personalidade jurídica capaz de reunir os elemen- ministrativos. tos exigidos pelo Banco Central para possuir, em nome pró- Porém, para terem acesso aos recursos, é fundamental que prio, a conta corrente na qual serão depositados os recursos. as escolas a serem beneficiadas disponham de uma Unidade Por isso, o FNDE encontrou como alternativa técnica criar a Executora Própria. figura da Unidade Executora Própria.24
  25. 25. Trata-se de uma sociedade civil com personalidade jurídi- ca de direito privado, sem fins lucrativos, que pode ser insti- Atenção! tuída por iniciativa da escola, da comunidade ou de ambas. Independentemente da denominação que a escola e sua No caso do Programa Dinheiro Direto na comunidade escolham, a ideia é a participação de todos na Escola (PDDE), a nomenclatura adotada é sua constituição e gestão pedagógica, administrativa e fi- Unidade Executora Própria (UEx), denominação nanceira. O importante é que, ao constituir sua Unidade Exe- genérica criada pelo Ministério da Educação cutora Própria, a escola congregue pais, alunos, funcionários, (MEC) para referir-se às diversas denominações professores e membros da comunidade, de modo que esses encontradas em todo o território nacional que segmentos sejam representados na composição da UEx: designa entidade de direito privado, sem fins lucrativos, vinculada à escola. Mas quais são as suas atribuições? A Unidade Executora Própria tem como atribuições: :: administrar recursos transferidos por órgãos federais, es- taduais, distritais e municipais; Em seu conceito genérico, Unidade Executora Própria é uma entidade sem fins lucrativos, :: gerir recursos advindos de doações da comunidade e de representativa das escolas públicas, integrada entidades privadas; por membros das comunidades escolar e local, :: controlar recursos provenientes da promoção de campa- comumente denominada de caixa escolar, nhas escolares e de outras fontes; associação de pais e mestres, conselho :: fomentar as atividades pedagógicas, a manutenção e a escolar, círculo de pais e mestres etc.,Programa Dinheiro Direto na Escola conservação física de equipamentos e a aquisição de ma- constituída para receber, executar e prestar contas dos recursos destinados às referidas teriais necessários ao funcionamento da escola; e escolas. :: prestar contas dos recursos repassados, arrecadados e do- ados. (*) O FNDE é uma autarquia do Ministério da Educação, razão pela qual empregamos às vezes a expressão autarquia no lugar de FNDE. Entidade Mantenedora: Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos, registrada no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) como beneficente de assistência social, ou de atendimento direto e gratuito ao público, responsável pelo processo de adesão e habilitação, recebimento, execução e prestação de contas25
  26. 26. dos recursos destinados às escolas privadas de educação especial. Além das UEx e das EM, participam e executam o PDDE 1.4. Criando uma Unidade Executora Própria as EEx (Prefeitura/Seduc). Tal instância é responsável pela formalização dos processos de adesão e habilitação, pelo (UEx) recebimento, execução e prestação de contas dos recursos Para que você possa colaborar com sua comunidade ou transferidos. outra que necessite de conhecimento acerca dos procedi- Dessa forma, o depósito dos recursos do PDDE a serem mentos de criação de UEx, leia com a atenção as explicações empregados na manutenção física e pedagógica da escola a seguir. é realizado: São cinco os passos que deverão ser seguidos para que uma es- :: para a escola pública que constituiu uma Unidade Exe- cola pública consiga criar uma Unidade Executora Própria (UEx: cutora Própria (UEx), na conta bancária aberta em nome dessa UEx; 1º passo – Convocação de uma assembléia geral :: para as escolas públicas que não constituíram uma UEx, O diretor da escola deve convocar uma assembleia geral, na conta bancária aberta conforme a vinculação da esco- ou seja, uma reunião de professores, pais, funcionários, cola- la, ou seja, em nome da prefeitura ou da secretaria estadu- boradores e demais pessoas da comunidade para deliberar al ou distrital de educação a que a escola pertença. Esses sobre os assuntos que dizem respeito à criação da UEx. órgãos, nessas circunstâncias, são considerados Unidades Essa convocação pode ser feita de diversas maneiras: Executoras, recebendo a denominação de entidade exe- cutora (EEx); e :: publicação no jornal local de um edital de convocação es-Programa Dinheiro Direto na Escola pecífica; :: no caso da escola privada de educação especial, a enti- dade mantenedora (EM) é também a Unidade Executora :: envio de correspondência, em forma de convocação, aos Própria, e em nome dela o FNDE abre a conta bancária pais dos alunos; ou para o repasse dos recursos do programa. :: afixação do edital de convocação na escola. Para verificar o progresso de sua aprendizagem, que tal realizar as atividades 4 e 5 do seu Caderno de Atividades? O ideal é que se combine mais de uma dessas sugestões para garantir a presença do maior número de pessoas pos- sível. Atividades 4 e 526
  27. 27. Agora, preste atenção no modelo de convocação para assembleia geral abaixo: EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL Convoca-se professores(as), pais de alunos(as), alunos(as) maiores, funcionários(as) da Escola ........................................................................................ ......................, localizada na ........................................................................................... neste município, bem como quaisquer membros da comunidade interessados em prestar serviços em prestar à referida escola, ou acompanhar o desenvolvimento de suas atividades pedagógicas, administrativas e financeiras, para uma assembléia geral quer será realizada aos ......... dias, do mês de ..................................... do corrente ano, às ...........h , na (endereço) .............................................................................................................., para a discussão e deliberação sobre os seguintes assuntos:Programa Dinheiro Direto na Escola 1) Criação da Unidade Executora Própria (Uex). 2) Eleição dos membros dos conselhos e dos dirigentes da entidade. 3) Empossamento dos membros dos conselhos e dirigentes da entidade. _____________________________, _________ de _____________ de ___________. _________________________________________________________________________________________________________ (Representante da escola ou da comunidade interessado na constituição da Unidade Executora)27
  28. 28. Os principais objetivos são: :: fundar a Unidade Executora Própria (UEx); :: discutir e aprovar o estatuto da UEx; e :: eleger e dar posse à diretoria, ao conselho deliberativo e ao conselho fiscal. A nossa sugestão é que o estatuto da Unidade Executora Própria seja elaborado de maneira de- mocrática, com a participação de representantes dos diversos segmentos da comunidade local e escolar nos estudos e debates promovidos pela escola para esse fim. 2º passo – Lavrar ata Ao final da reunião, deve ser lavrada a ata dos trabalhos da assembleia que se reuniu para constituir a UEx. Esse documento deverá ser assinado por todos os participantes da assembleia, inclusive o diretor da escola. 3º passo – Registrar a unidade executora (UEx) A próxima etapa a ser cumprida é o registro da UEx. O diretor da escola deve solicitar o registro do estatuto da UEx no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Normalmente, os cartórios solicitam os seguintes documentos: (local) (data) :: requerimento, dirigido ao oficial do Registro Civil de Pessoas Jurídicas, solicitando o registro do estatuto da UEx; :: dois exemplares do estatuto, com todas as folhas rubricadas pelo presidente da UEx eleito na assembleia, com firmaPrograma Dinheiro Direto na Escola reconhecida, contendo o visto de um advogado com o respectivo número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); e :: livro de atas com a ata da fundação da UEx. 4º passo – Inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica O diretor da escola tem de encaminhar o registro da UEx, junto com a ata da assembleia de constituição da UEx e o seu estatuto, à Delegacia da Receita Federal no estado, para inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). O CNPJ deve ser criado com natureza jurídica de códigos 309-3 (Unidade Executora) ou 399-9 (Outras Formas de Associação). 5º passo – Adesão e abertura da conta corrente28
  29. 29. Finalmente, no momento da realização da adesão, os 5º que, para as escolas que possuem mais de 50 (cinquenta) dados da UEx são informados ao FNDE, que providenciará alunos matriculados, é obrigatória a constituição da Unida- a abertura da conta bancária da Unidade Executora Própria. de Executora Própria para o recebimento dos recursos do PDDE. Você conhece na sua comunidade alguma escola Não há obrigatoriedade para as escolas com até 50 alunos pública que nunca foi atendida pelo PDDE ou que vem matriculados instituírem UEx para participar do programa. sendo atendida indiretamente, por meio de prefeitura Da mesma forma, não há nenhum impedimento para essas ou secretaria de educação, em razão de não possuir escolas receberem os recursos do PDDE por meio das Unida- uma UEx? des Executoras Próprias. Basta que elas criem, caso queiram, suas UEx e, no momento da adesão, informem ao FNDE. É provável que as comunidades escolares que ainda não Se sua resposta for sim, então acreditamos que você po- aderiram ao programa ou que não vêm conseguindo prestar derá contribuir com essa escola, ajudando-a a constituir sua contas estejam encontrando problemas, seja por desconhe- UEx. Com isso, a escola que nunca foi beneficiada passará a cimento acerca do programa ou por dificuldades com a fisca- ser atendida diretamente com os recursos do PDDE, e aquela lização e o controle social dos recursos repassados. Portanto, que vinha sendo atendida por meio da prefeitura ou secre- muita atenção aos itens que desenvolveremos a seguir, pois taria de educação passará a receber diretamente o dinheiro neles você encontrará importantes informações a respeito do programa. de como aderir e habilitar-se ao PDDE. Antes, porém, realize as atividades 6, 6.1 e 6.2, a fim de pôr Uma dica: quando você for ajudar a constituir uma em prática o que aprendeu até aqui. Unidade Executora Própria, faça antes uma visita aPrograma Dinheiro Direto na Escola uma escola que já possui UEx. Veja um modelo de es- tatuto e converse com a direção, com os professores Atividades 6, 6.1 e 6.2 e com os servidores para colher deles as experiências e, com isso, tornar mais fácil sua missão. 1.5. Adesão e habilitação para recebimento É importante você saber que toda comunidade escolar pode constituir sua Unidade Executora Própria, e isso inde- dos recursos pende do número de alunos atendidos. Até aqui, nós nos preocupamos em apresentar o PDDE, A diferença é que a Resolução do Conselho Deliberativo destacando sua criação, em 1995, e sua institucionalização, do FNDE nº 9, de 24 de abril de 2007, definiu em seu artigo mediante a edição da Medida Provisória nº 1.784/98. Apre- sentamos também os objetivos do programa e conceitua-29
  30. 30. mos e caracterizamos as Unidades Executoras Próprias. Neste tópico, você ficará sabendo que são necessários Essas informações foram retiradas do Art.11 da Resolução procedimentos simples para que uma escola receba os re- nº 17, de 19 de abril de 2011: cursos do programa. São os processos de adesão e de habi- § 1º Os procedimentos de adesão das EEx e o cadastro das litação para recebimento dos recursos do PDDE. UEx representativas das escolas públicas deverão ser forma- lizados, eletronicamente, pelo sistema PDDEweb, disponível 1.5.1. Definindo a adesão ao PDDE no sítio www.fnde.gov.br, mediante o cadastramento ou atu- A adesão consiste na manifestação de interesse da Uni- alização do: dade Executora Própria (UEx), da Prefeitura municipal, da Se- I – Termo de Adesão (Anexo II); e cretaria Estadual e Distrital de educação (EEx) ou da entidade II – Cadastro de Unidade Executora Própria (Anexo I – A). mantenedora (EM) em participar do PDDE, mediante o envio de dados e informações ao FNDE, visando à atualização do § 2º Os procedimentos de adesão e habilitação das EM banco de dados da autarquia. representativas das escolas privadas de educação especial deverão ser formalizados da seguinte forma: I – o de adesão, mediante o envio, ao FNDE, do Termo de Compromisso (Anexo II-A); e Por que a cada ano é preciso renovar a adesão? II – o de habilitação, mediante o envio, ao FNDE, do(e): a) Cadastro do Órgão ou Entidade e do Dirigente – Anexo I; Porque as informações e os dados apresentados pelas En- b) prova de sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Ju- tidades Mantenedoras, Prefeituras, Secretaria de Educação ePrograma Dinheiro Direto na Escola rídica (CNPJ), pelo prazo mínimo de 3(três) anos; Unidades Executoras Próprias são alterados constantemente c) cópia autenticada do seu Estatuto registrado em cartório e, com isso, devem ser atualizados. Elas devem informar ao competente, bem como de suas alterações; FNDE, por exemplo, se houve mudanças dos gestores dos ór- gãos públicos, entre outros casos. d) cópia autenticada da Ata de Eleição e Posse de sua Dire- toria; Vamos, agora, aos procedimentos de adesão? e) cópia autenticada do CPF e da Carteira de Identidade de A adesão ao PDDE dever ocorrer até o último dia útil do seu representante legal; mês de outubro de cada exercício, para fins de análise e pro- cessamento. Veja, então, as condições para a efetivação dos f) cópia autenticada do Certificado de Entidade Beneficente repasses dos recursos às Entidades Executoras (EEx), às Uni- de Assistência Social (CEBAS) atualizado ou de seu proto- dades Executoras (UEx) e às Entidades Mantenedoras (EM). colo de renovação apresentado tempestivamente;30
  31. 31. g) declaração original ou autenticada em cartório, emitida formações cadastrais. no exercício de 2011, por 3 (três) autoridades locais, com II – as EM das escolas privadas de educação especial deve- timbre da instituição a cujo quadro pertençam, atestan- rão apresentar os documentos exigidos diretamente ao do o seu funcionamento regular, nos últimos 3 (três) anos, FNDE; e com a indicação do seu número de inscrição no CNPJ, ra- zão social e endereço; III – o prazo para adesão das EEx e atualização cadastral das UEx das escolas públicas, bem como o encaminhamento h) Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos a Tribu- dos documentos das EM das escolas privadas de educa- tos Federais e à Dívida Ativa da União, fornecida pela Se- ção especial, encerrará no dia 31 de outubro de 2011. cretaria da Receita Federal; i) Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tem- po de Serviço (FGTS), fornecido pela Caixa Econômica Fe- É sempre bom lembrar que o PDDEweb é um sistema in- deral; e formatizado desenvolvido pelo FNDE, que permite o cadas- tro, a atualização e a complementação de informações das j) extrato de regularidade do Cadastro Informativo dos crédi- EEx e UEx, e de seus respectivos dirigentes, diretamente no tos não quitados de órgãos e entidades federais – CADIN. banco de dados do FNDE, para atendimento do Programa § 3º Às EM que não puderem atender ao requisito previsto Dinheiro Direto na Escola (PDDE). na alínea ‘f’’ do parágrafo anterior será facultado, excep- Trata-se da forma mais eficaz e simples de adesão e ca- cionalmente, satisfazê-lo mediante encaminhamento dastro, pois, além de rápida, dispensa o envio dos Anexos II de cópia autenticada de estatuto que contenha cláusula e I-A ao FNDE. Porém, antes de usá-lo, é preciso cadastrar a prevendo atendimento permanente, direto e gratuito aos entidade no sistema, que é disponibilizado em duas versões portadores de necessidades especiais. – uma para UEx e outra para EEx.Programa Dinheiro Direto na Escola § 4º A formalização dos procedimentos de adesão e habilita- A escola que possui UEx pode incluir/alterar sua UEx, di- ção observará os seguintes aspectos: retamente no PDDEweb, ao passo que a EEx pode efetivar I – as UEx das escolas públicas estaduais, distritais e munici- a adesão, atualizar o cadastro da entidade, incluir/atualizar pais deverão atualizar seus dados cadastrais diretamente as UEx e monitorar o cadastramento das UEx das escolas da no sistema PDDEweb e, na impossibilidade desse proce- rede. dimento, apresentar o formulário Anexo I-A, preenchido e Resumidamente, podemos esquematizar o processo de assinado, às Secretarias Estaduais ou Distrital de Educação adesão e habilitação ao PDDE como no fluxograma a seguir: ou às Prefeituras às quais se vinculam, que se encarrega- rão de atualizar os dados cadastrais das UEx no sistema PDDEweb ou, a seu critério, dispensarão o preenchimento do referido anexo caso haja outra forma de coleta das in-31
  32. 32. Programa Dinheiro Direto na Escola32
  33. 33. Fluxograma do Processo de Adesão e Habilitação ao PDDE Escola Privada de Escola Pública educação especial com UEXPrograma Dinheiro Direto na Escola Escola Pública sem UEX33
  34. 34. Fluxograma do Processo da Adesão/Cadastro Escolas até 50 alunos sem UEx Depósito na c/c da UEx da Escola > PPDE > Ed Integral > Fefs > PDE-EscolaPrograma Dinheiro Direto na Escola Acessoria técnica A seguir, apresentamos também um quadro explicativo com a situação atual dos formulários34
  35. 35. I - Formulários para adesão/execução: a) Rede pública b)Escolas Privadas de Educação Especial - Anexo II-A - Termo de Compromisso – Educação Especial (adesão) - Anexo II – Termo de Adesão Habilitação, mediante o envio, ao FNDE, do (e): - Anexo I-A – Cadastro de Uni- a) Cadastro do Órgão ou Entidade e do Dirigente – Anexo I; dade Executora Própria - Termo de Doação b) prova de sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), pelo prazo mínimo de 3(três) anos; c) cópia autenticada do seu Estatuto registrado em cartório competente, bem como de suas alterações; d) cópia autenticada da Ata de Eleição e Posse de sua Diretoria; e) cópia autenticada do CPF e da Carteira de Identidade de seu representante legal; f ) cópia autenticada do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) atualizado ou de seu protocolo de renovação apresentado tempestivamente; g) declaração original ou autenticada em cartório, emitida no exercício de 2011, por 3 (três) autoridades locais, com timbre da instituição a cujo quadro pertençam, atestando o seu funcionamento regular, nos últimos 3 (três) anos, com a indicação do seu número de inscrição no CNPJ, razão social e endereço; h) Certidão Conjunta Negativa de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União, fornecida pela Secretaria da Receita Federal; i) Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), fornecido pela Caixa Econômica Federal; j) extrato de regularidade do Cadastro Informativo dos créditos não quitados de órgãos e entidades federais – CADIN. (*) Mais adiante falaremos do fluxo relativo ao processo de adesão.Programa Dinheiro Direto na Escola II - Prestação de contas: - Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados - Relação de Bens Adquiridos ou Produzidos - Conciliação Bancária - Demonstrativo Analítico da Execução Físico-Financeira - Demonstrativo Consolidado da Execução Físico-Financeira das Unidades Executoras Próprias - Relação de Unidades Executoras Próprias (UEx) Inadimplentes com Prestação de Contas - Relação de Unidades Executoras Próprias (UEx) Excluídas da Inadimplência Vejamos, agora, o processo de habilitação para recebimento dos recursos do PDDE.35
  36. 36. 1.5.2. Definindo a habilitação para recebimento dos recursos A habilitação corresponde à análise e à aprovação dos dados e informações enviados ao FNDE, inclusive da prestação de contas de recursos recebidos em exercícios anteriores, com base nas diretrizes e nos critérios que disciplinam os repasses financeiros do programa. Os dados e informações aqui mencionados são os obtidos pelo FNDE: a) no caso das escolas públicas, por meio dos formulários de Termo de Adesão (Anexo II), cadastro de Unidade Executora Pró- pria (Anexo I-A) e dos correspondentes à prestação de contas, que veremos na unidade III; b) no caso das escolas privadas de educação especial, por meio dos formulários de cadastro do órgão/entidade e do dirigente (Anexo II) e termo de compromisso (Anexo I), do ofício de manifestação do interesse em participar do programa e de outros documentos determinados por resolução do Conselho Deliberativo do FNDE que estabeleça os documentos necessários à habilitação. Bem, agora você já sabe o que é o processo de adesão/habilitação, quem é responsável por sua realização e também que, se ele não for feito, a escola beneficiária não recebe o dinheiro do PDDE. Vamos, então, descrever com maiores detalhes como é esse processo? 1.5.3.Detalhando o sistema de adesão/habilitação ao PDDE No primeiro semestre de cada ano, o FNDE disponibiliza para as prefeituras e secretarias estaduais e distrital de educação a resolução que disciplina os critérios de atendimento do programa, suas orientações operacionais e os formulários para a coleta /atualização de dados e informações: Termo de Adesão (Anexo II) e cadastro da Unidade Executora Própria (Anexo I-A):Programa Dinheiro Direto na Escola Esses formulários são disponibilizados em meio eletrônico no sítio do FNDE na internet. Veja a seguir o exemplo de campos dos formulários preenchidos. Para que você tenha uma visão do procedimento, escolhe- mos dois blocos do Anexo II como ilustração:36
  37. 37. Programa Dinheiro Direto na Escola37 2011
  38. 38. É necessário que você saiba de uma mudança muito im- portante. O FNDE informou aos senhores prefeitos munici- pais através de Ofício Circular, em 2010, que não mais seriam Você saberia dizer como isso é feito? encaminhados às prefeituras a cópia da Resolução que dis- põe sobre o programa a cada ano e os Anexos II e I-A, uma vez que todos esses documentos estão disponíveis no sítio do Portanto, quanto às escolas públicas, deve-se fazer o envio ele- FNDE na internet. Portanto, desde então, os procedimentos trônico utilizando exclusivamente a internet. Por outro lado, de adesão das EEx e o cadastro das UEx representativas das no que diz respeito às escolas privadas de educação especial, escolas públicas deverão ser formalizados, eletronicamente, há apenas a possibilidade do envio do formulário impresso pelo sistema PDDEweb, disponível no sítio www.fnde.gov. mediante postagem ou entrega direta no protocolo do FNDE. br, mediante o cadastramento ou atualização do Termo de Adesão (Anexo II) e Cadastro de Unidade Executora Própria Vejamos a seguir, como enviar os dados eletronicamente (Anexo I – A), já citados. ao FNDE. É importante que também que você saiba que as UEx das 1.5.4. Utilizando a internet para realizar e escolas públicas estaduais, distritais e municipais deverão atualizar cadastro de adesão / habilitação e atualizar seus dados cadastrais diretamente no sistema PD- DEweb e, na impossibilidade desse procedimento, apresen- acessar as resoluções do PDDE tar o formulário Anexo I-A, preenchido e assinado, às Secre- A cada exercício, é disponibilizado, no sítio do www. tarias Estaduais ou Distrital de Educação ou às Prefeituras às fnde.gov.br, o sistema denominado PDDEweb, o qual é um quais se vinculam, que se encarregarão de atualizar os dados sistema informatizado que permite a adesão das PrefeiturasPrograma Dinheiro Direto na Escola cadastrais das UEx no sistema PDDEweb ou, a seu critério, Municipais e Secretarias Estaduais de Educação (EEx) bem dispensarão o preenchimento do referido anexo caso haja como a informação do cadastro/atualização de dados outra forma de coleta das informações cadastrais. cadastrais tanto das EEx como das Unidades Executoras Então, retomando tudo: de posse da resolução que rege o Próprias (UEx) e seus respectivos dirigentes, diretamente programa, das orientações e dos formulários, as prefeituras, no banco de dados do FNDE, com vista ao recebimento dos secretarias estaduais e distrital de educação mobilizam suas recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE): escolas e promovem, no âmbito de suas jurisdições, as ativi- É importante chamar a atenção para os seguintes fatos: dades de coleta e atualização dos dados. :: a utilização da internet no processo de adesão reduziu Após mobilizar e promover a atualização e coleta dos da- o tempo de atualização dos dados na base do -dos, o passo seguinte é enviá-los eletronicamente ao FNDE. FNDE e diminuiu a ocorrência de erros de digitação,38
  39. 39. possibilitando maior rapidez na liberação dos recursos. EEx, também é possível efetuar o cadastro/atualização das :: as prefeituras, secretarias estaduais e distrital de edu- UEx das escolas de suas respectivas redes de ensino, além de cação, no momento oportuno, são informadas sobre a oferecer outras funcionalidades, de caráter gerencial, como disponibilização do PDDEweb no sítio do relatórios de acompanhamento dos cadastros das UEx, extinção de escolas, etc. FNDE na internet e sobre as orientações para utilização do aplicativo. De qualquer forma, o prazo para adesão e A segunda é destinada as Escolas/UEx, e permite o cadastro cadastro/atualização das informações de suas respectivas Unidades Executoras Próprias. inicia-se a partir da publicação da resolução anual do PDDE, que regulamenta o Programa, e encerra-se no O PDDEweb funciona somente com a utilização do último dia útil do mês de outubro. navegador “Internet Explorer“, não sendo possível a utilização de outros navegadores. Além disso, caso o usuário possua :: quanto mais rápido forem enviados os dados (por meio a versão IE 8 ou superior, é necessário a compatibilização, impresso, no caso das escolas privadas de educação clicando no ícone de compatibilidade localizado ao lado especial, ou eletrônico, no caso das escolas públicas) ao direito da barra de endereço. FNDE, mais cedo os recursos chegam à escola.Programa Dinheiro Direto na Escola Pois bem, vejamos a seguir como fazer isso. Instruções de uso do PDDEWeb no sítio do FNDE O PDDEweb possui duas versões: A primeira se destina às EEx, e permite a adesão e a atualização dos seus dados cadastrais. No perfil de acesso da39

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