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  1. 1. By Inovação & Marketing www.inovacaomarketing.com
  2. 2. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 1ConteúdoGoogle Earth facilita descobertas científicas ......................................................................................... 1Recrutar nas redes sociais, a moda está a pegar ..................................................................................... 4Casamento Patrocinado, nova moda? .................................................................................................... 7Riscos e Oportunidades para o Marketing ............................................................................................. 8Hotéis para pecadores .......................................................................................................................... 11O que os portugueses inventam que tem sucesso no estrangeiro ......................................................... 12Exportar para dar a volta à crise........................................................................................................... 15As 20 coisas que passaram de moda esta década ................................................................................. 20As cinco lições de Lady Gaga para um marketing eficaz .................................................................... 21Empresa de calçado criada numa garagem já factura 10 milhões ........................................................ 23Computador portátil indiano custa apenas 27 euros ............................................................................ 24Twitter já tem tweets patrocinados ...................................................................................................... 26CTT recrutam no Facebook ................................................................................................................. 27Descubra as 10 empresas mais valiosas do mundo .............................................................................. 28Apple eleita a mais inovadora do mundo ............................................................................................. 30Os «hotéis» mais estranhos do mundo ................................................................................................. 31Marcas invadem praias à conquista do consumidor em férias ............................................................. 33Portugal cria plataforma para internacionalização de empresas de base tecnológica .......................... 35As melhores empresas exportadoras de Portugal ................................................................................. 41Tecnologias dão mais emprego ............................................................................................................ 43Criada primeira Rede de Economias Criativas .................................................................................... 45Evolução da Distribuição ..................................................................................................................... 46Norte tem de apostar em factores distintivos ....................................................................................... 48Computadores, já não vamos precisar de ratos .................................................................................... 50Redes sociais mais eficazes na divulgação da publicidade .................................................................. 51O que a Nokia está a fazer para não perder a liderança ....................................................................... 52O Segredo está no cheiro ..................................................................................................................... 56Como se preparar para apresentar ideias inovadoras à empresa .......................................................... 57Como começar o seu próprio negócio na Internet ............................................................................... 59Empresas estão a ficar viciadas nas redes sociais ................................................................................ 61Onde estão os apartamentos mais caros do mundo? ............................................................................ 64CiencInvest estimula empreendedorismo de base tecnológica ............................................................ 66Seis dicas de milionários para poupar dinheiro ................................................................................... 68Marketing digital crescerá 90% em três anos no Brasil ....................................................................... 69Marcas portuguesas de calçado diversificam oferta ............................................................................ 71Google, Disney e Apple são as preferidas para trabalhar .................................................................... 73As 11 marcas que mais investem no futebol mundial .......................................................................... 74Sete segredos de inovação de Steve Jobs ............................................................................................. 76Mercado de genéricos vai triplicar até 2015 ........................................................................................ 78Nova fritadeira eléctrica substitui óleo por ar ...................................................................................... 81Nota: O E-Book ―Inovação & Marketing: O Melhor de 2010‖ é constituído pelas publicações do PortalInovação & Marketing que tiveram maior mediatismo no ano de 2010.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  3. 3. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 2Google Earth facilita descobertas científicas15 de Abril de 2010Uma das mais famosas ferramentas do Google é cada vez mais usada por cientistas.O Australopithecus sediba, um hominídeo com 1,9 milhões de anos, foi revelado pelacomunidade científica na semana passada e marcou um novo passo para um melhorconhecimento da evolução humana. A descoberta, efectuada na África do Sul, foi destacada narevista científica Science, mas demonstrou também o impacto do Google Earth para ainvestigação em diferentes ramos da ciência – algo que não é novidade há vários anos.Como forma de complemento, o YouTube disponibiliza os relatos científicos sobre a descoberta(http://bit.ly/9zFOZw.). A locução é feita por Michael Jones, responsável técnico da Google,acompanhado por texto descritivo.Em Março de 2008, Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand (Joanesburgo), começou ausar esta ferramenta da Google – que permite uma visão da Terra a partir de imagens por satélite– para identificar e registar caves e depósitos de fósseis descobertos nas últimas décadas. Nessaaltura, estavam marcados cerca de 150 locais que evoluíram para meia centena, um dos quaiscontinha os fósseis do Australopithecus sediba.Também nesse ano, o geólogo Arthur Hickman usou a aplicação da Google para descobrir umaestrutura circular na Austrália que se revelou ser uma cratera criada por um meteorito,denominada então de cratera Hickman em reconhecimento pelo autor da descoberta.Ainda nesse mesmo ano e país, Chris Simpson usava o Google Earth quando descobriu umabarreira de corais antes desconhecida. Neste caso, Simpson tinha um olho treinado por já antesutilizar outras imagens por satélite e aéreas para estas tarefas.Noutro exemplo, ao usar o Google Earth para determinar zonas com altitude e padrões indicadosà sua pesquisa, investigadores ingleses descobriram dez novas espécies de camaleões eborboletas no Malawi.Também usando as imagens por satélite (e observações de campo num total de 8510 animais em308 locais de pasto), zoólogos da Alemanha e da República Checa tentaram demonstrarmanifestações de magnetismo animal e de ―magnetorrecepção‖, no sentido em que as imagens osmostravam posicionados nos terrenos segundo os pólos magnéticos do planeta, virados de nortepara sul na sua grande maioria – um fenómeno desconhecido dos tratadores.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  4. 4. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 3Dos animais para os humanos, em 2005 e na cidade italiana de Parma, o informático Luca Moriestranhou a visualização da sua residência no Google Earth, no que veio a revelar-se ser umaantiga villa romana, confirmada por arqueólogos que a dataram com mais de dois séculos.O Google Earth também tem sido eficaz em descobertas como uma plantação de marijuana emThurgau (Suíça), colocada estrategicamente no meio de um campo de cultivo de milho, ou narevelação em 2007 de uma base secreta de submarinos nucleares em Dalian, facto que na alturagerou alguma polémica por se tratar de um segredo do Estado chinês.Fonte: Diário de Notíciaswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  5. 5. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 4Recrutar nas redes sociais, a moda está apegar1 de Julho de 2010Empresas em Portugal como a Sonae, o Ikea ou a Microsoft já aderiram a esta nova forma decontratação de colaboradores. Conheça as vantagens e saiba porque é que deve ter o seucurrículo ‗online‘ sempre actualizado.Não estava nos planos de Andreia Vieira regressar ao Porto nem continuar a trabalhar na área daTelecomunicações, mas um convite irrecusável da Optimus, que surgiu através da Star Tracker,acabou por mudar a sua vida. ―A pessoa que me encontrou na rede, que viria a ser minhadirectora, andava à procura de um candidato exactamente com o meu perfil. Como sempre acheique é importante estarmos receptivos a novas oportunidades, por vezes bem distantes docaminho que traçamos, resolvi responder e ver o resultado‖, diz Andreia Vieira, que actualmentetrabalha como ‗account manager‘ na operadora.Apesar de terem surgido como um meio de comunicação interpessoal, cada vez mais empresastêm vindo a olhar para as redes sociais como uma ferramenta de recrutamento. Daí se explicaque, depois do sucesso do Facebook ter lançado expectativas altas quanto às possibilidadesdestes meios, tenham vindo a surgir redes exclusivamente dedicadas ao recrutamento ecomunicação profissional. LinkedIn, Monster ou mesmo a portuguesa Star Tracker são casos desucesso.Tiago Forjaz, fundador desta última, explica que uma das principais vantagens da fusão entre acomunicação pessoal e a procura de emprego é que ―os nossos amigos podem indicar-nos umnovo emprego ou até referenciar-nos para uma oportunidade. Mas a maior vantagem é aoportunidade encontrar-nos a nós‖, explica.As vantagens são muitas e vão além do investimento reduzido. As redes sociais contêm muitomais informação do que os currículos e, por isso, tornam-se mais ricas enquanto fontes vivas deinvestigação dos talentos que se estão a analisar, como adianta Tiago Forjaz.―As redes são uma forma importante de recolha de informação para além das notas curriculares.Através da Internet é possível saber mais sobre as pessoas e o seu percurso, bem como recolher‗feedback‘ do próprio ou de terceiros‖, concorda Miguel Rangel, director de relaçõesinstitucionais, marca e comunicação da Sonae, uma das empresas que aposta neste sector e queaté já criou a sua própria rede social de recrutamento (Rede Contacto).Também o Ikea utilizou estas novas vertentes da contratação ‗online‘ para colocar novosfuncionários na sua loja de Loures, em Abril passado, o que representou uma ―aposta clara nawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  6. 6. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 5oportunidade, rapidez e amplitude que as novas tecnologias e, em particular as redes sociaisprofissionais, criam‖, afirma Catarina Tendeiro, directora de recursos humanos do Ikea Portugal.―A tecnologia de que dispomos hoje é um facilitador nestes processos, já que nos permite teracesso à informação muito mais rápido e, consequentemente, ter uma maior e melhor capacidadede resposta para as pessoas que nos contactam‖, acrescenta.Aliás, a rapidez, por vezes, surpreende, como aconteceu a André Bergonses: ―Trabalhava naL‘Oréal como gestor de produto, mas não me sentia satisfeito. Estava na altura de mudar. Fiz omeu currículo e nem sequer abri um jornal, comecei logo a pesquisar na Internet. Já estava noStar Tracker e encontrei um anúncio das Páginas Amarelas que me interessou. Respondi e obtiveresposta logo no dia seguinte. Foi o primeiro ponto de contacto e foi muito rápido. Não estava àespera que a resposta chegasse tão rápido‖, afirma. Hoje, André Bergonses continua na empresaque o contratou através desta rede e está a trabalhar em Antuérpia.Mais do que um concorrente, as redes são um complementoEm Portugal, empresas como o Ikea, a Sonae, a Optimus, a Microsoft ou as Páginas Amarelassão exemplos da adesão crescente ao potencial das redes sociais, mas as consultoras do sector dorecrutamento continuam a ser as utilizadoras mais intensivas destes meios. É esse o caso daBoyden. ―As redes sociais são cada vez mais importantes e globais. É uma base de dadosmundial. Um complemento cada vez mais importante, porque cada vez mais pessoas estãoligadas‖, explica Fernando Neves de Almeida. O presidente da empresa de ‗executive search‘lembra, no entanto, que, embora sejam uma boa fonte de recrutamento, ―não são nem nuncaserão a única. Claro que não descuramos essa forma de pesquisa, mas é perigoso quando sepensa que os candidatos se esgotam ali. As redes não servem para avaliar pessoas‖.É uma opinião partilhada por Miguel Rangel, da Sonae. ―As redes sociais têm a vantagem depermitir uma maior interacção entre as empresas e os candidatos, facilitando o processo deselecção. No entanto, devem ser vistas como complementares no processo de recrutamento, jáque ainda há variáveis que apenas o contacto pessoal permite aferir‖, defende.Esta visão traduz a resistência que ainda se vai sentindo a uma aposta mais forte na utilização dasredes sociais. Para além do tabu, por parte dos candidatos, de admitirem que estão à procura deemprego na Internet, ―o principal entrave ainda é a falta de conhecimento e fluência na utilizaçãoda tecnologia e a assiduidade de utilização da Internet por parte da maior parte das pessoas querealmente têm o poder de tomar estas decisões no mundo corporativo‖, salienta Tiago Forjaz.Assim, podemos dizer que as empresas portuguesas já vão utilizando estas novas oportunidadesque surgem com as novas tecnologias, mas ainda pouco. A nossa realidade ainda está aquém doque acontece nos Estados Unidos, ―onde 20% dos empregadores utilizam massivamente as redessociais como fonte de recrutamento‖, revela Tiago Forjaz.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  7. 7. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 6Recrutados pela rede:Margarida Pedroso, Corretora de seguros Aon, 30 anosMargarida Pedroso foi contactada em Novembro passado no Linkedin, depois de ter sidoindicada por uma pessoa da área de trabalho. Acabou por ser contratada e deu um salto nacarreira. ―Já tinha sido abordada três vezes pela rede por consultoras de recursos humanos, masestava de licença de parto. A Aon contactou-me directamente. Considero o Linkedin muito útilem termos profissionais. A rede acabou por ser um óptimo veículo de comunicação‖, diz acorretora de seguros.André Bergonse, Páginas Amarelas 26 anosAndré Bergonse não estava satisfeito com a sua situação profissional como gestor de produto naL‘Oreal e, no final do ano passado, fez o seu currículo. ―Nem sequer abri um jornal, comeceilogo a pesquisar na Net‖, afirma. Já estava no The Star Tracker e encontrou um anúncio que lheinteressou de emprego das Páginas Amarelas que lhe interessava para mudar de área. ―Respondie obtive resposta logo no dia seguinte. Não estava à espera que a resposta chegasse tão rápido‖,diz.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  8. 8. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 7Casamento Patrocinado, nova moda?27 de Julho de 2010Ideia revolucionária pode lançar a moda. Noiva desempregada recebeu tudo de borla: do vestidoao bolo e à lua-de-mel.A ideia é revolucionária e pode resultar. A filha tinha o sonho de casar com pompa ecircunstância, mas a crise e o desemprego não permitiam desembolsar a choruda quantianecessária. A mãe decidiu não baixar os braços e meteu mãos ao trabalho. O resultado: umcasamento com cerca de cem convidados onde nada faltou e tudo foi oferecido.Gabriela Almeida, a mãe da noiva, enviou mais de dois mil e-mails a empresas propondo umpatrocínio, em produtos das próprias marcas, ao casamento da filha, Sónia. Muitas recusarammas algumas aceitaram o desafio. Sónia recebeu a viagem de lua-de-mel à Madeira (incluindovoos, estadia e carro) o bolo, o vestido de noiva e o fato do noivo, as alianças, as flores, osvinhos, livros, leitões, charutos e até os convites. Tudo num valor aproximado de mais de cincomil euros, segundo disse à Lusa Gabriela Almeida.O casamento realizou-se este sábado na igreja do Cadaval e mostra que os sonhos podem tornar-se realidade com persistência e imaginação.A noiva, Sónia Almeida, de 20 anos, desempregada, considera que a «ideia é fantástica» e nãofica atrapalhada em saber que a maioria das coisas foram oferecidas, reforçando mesmo que«numa altura de crise dá muito jeito».Um centro de estética ofereceu a maquilhagem porque considerou «uma ideia original e jáconhecia a família», sendo uma forma «simples de ajudar o jovem casal», afirmou a esteticistaRaquel Leal.Para as empresas, o casamento, como qualquer evento patrocinado, serviu para darem a conheceros seus produtos às dezenas de convidados.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  9. 9. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 8Riscos e Oportunidades para o Marketing27 de Agosto de 2010Por Fabrício Saad (estatístico com pós em marketing pela FGV e atualmente cursa MBAExecutivo pela Fundação Dom Cabral)Que fatores são considerados chaves para que as empresas mantenham um sólido relacionamentode longa duração com clientes e stakeholders nos dias de hoje? Como promover uma estratégiade Marketing focada na geração de valor de seus clientes, considerando um mundo cada vezmais competitivo e complexo, um ambiente em que a comunicação rompeu definitivamente abarreira do ―Eu falo e muitos ouvem‖ e evoluiu para o estágio da co-criação, do ―todos ouvem,dão feedbacks e constroem a verdadeira comunicação‖?Um contexto ―apimentado‖ pelas novas tecnologias, entre elas as redes sociais e pela(des)construção de padrões de comportamento promovidas por uma nova geração, ou por quenão dizer por duas novas gerações, denominadas por ―Geração Y‖ e ―Geração Next‖ e,complementando, um mundo que observa um novo comportamento de compra denominado por―neoconsumo‖, dificultando cada vez mais a vida de profissionais de Marketing e executivos emgeral.Nesse cenário, o esforço de Marketing não pode mais ser visto como consequência de produto.Não existe mais espaço também para que as estratégias de Marketing sejam simplesmenteencaradas como estratégias de apoio à vendas. É preciso engajar, conquistar o consumidor, oparceiro e qualquer stakeholder da cadeia. Vender a qualquer preço não pode ser o maisimportante sem se preocupar com a relevância do que está sendo vendido ao cliente e,consequentemente, sem pensar em qual impacto essa ―má venda‖ trará na fidelização destecliente.Cliente insatisfeito com o produto ―empurrado‖ não será alvo fácil de uma estratégia de cross-selling, up-selling, etc… e com certeza causará um impacto negativo na imagem da empresa,entrando ai sim, o papel definitivo das redes sociais. É preciso ser rápido e transparente quandoisso acontece nas redes. Caem no descrédito empresas que tiram do ar os comentários negativospromovidos por consumidores em seus blogs sem se preocupar em dar o minimo de feedback.Existem até (mesmo nos dias de hoje) as empresas que optam por processar clientes que usam arede para critica-las ou a seus produtos, o que acaba por potencializar a crítica, numa estratégiaque me parece equivocada.Também responder a todos os apontamentos negativos com uma frase padrão pode ser até pior eoptar por responder as criticas uma a uma, parece ser inviável. No geral há uma confusão entreser rápido e ser eficiente nas redes: não dá para enviar uma resposta por impulso, para dizerqualquer coisa. Acredito que o mais coerente seja mapear o que está sendo dito de negativo (é owww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  10. 10. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 9chamado risco das redes) e criar ferramentas positivas de comunicação, usando a própria redepara gerar um viral e contrapor esses pontos.Pensando nas oportunidades para uma empresa estruturada e que utilize corretamente as mídiassociais, elas são imensas. Por que não utilizar as redes sociais para construir um relacionamentocontínuo com clientes e sua cadeia de steakholders? Para o incremento do brand awareness,testar a adesão a novos produtos e serviços ou para promover geração espontânea de leads e, aísim, a consequente rentabilização do negócio? Importante, sim, um bom planejamento em midiassociais (cada vez mais) para transformar o investimento nesses canais em oportunidades, aoinvés de risco. Aliás, outros dois grandes desafios se apresentam aos profissionais que atuamnessa área: 1. como criar mecanismos eficazes que comprovem a eficiência do investimento nasredes; e 2. como promover o link entre essas redes e as demais estratégias de comunicação dacia, criando uma estratégia multi-canal.Um outro desafio latente e totalmente menosprezado pelas organizações é o potencial enecessidade de engajar seus colaboradores através das redes sociais para que trabalhem pelaimagem positiva da cia. Dados do meio digital apontam que as empresas brasileiras estão entreas mais controladoras do mundo, impedindo seus colaboradores de acessarem canais comotwitter, monitorando ou proibindo o que cada funcionário expressa nas redes, dificultando atémesmo o acesso à plataformas de community marketing proprietárias desenvolvidas pelaorganização para o público externo.Afinal, cases vencedores dos mercados americano e europeu ainda não nos ensinaram que, nosdias de hoje, temos que encarar o ambiente digital como um aliado, como uma oportunidade?Até quando vamos continuar nos enganando, decepcionando nossos colaboradores, perdendo umimportante canal para engajamento e, o pior, perdendo talentos desistimulados por atitudes comoessas? Pensando na geração Y, esse impacto negativo do ―controle voraz‖ é ainda maior. NosEstados Unidos, por exemplo, esse cenário já é mais animador com empresas como Best Buy eStarbucks utilizando plataformas como o twitter ou o facebook para engajar seus colaboradoresno melhor atendimento ao cliente.Dessa forma, temos um complexo mapa ao tratar desse assunto:Midias sociais e redes socias (como um subconjunto da primeira) sendo impactadas diretamentepor fatores como o Neoconsumidor e o surgimento das gerações Y + Next e, secundariamente,pela necessidade de encontrar medidas de mensuração para o investimento nessas redes eformatação de uma estratégia multicanal que link esse mundo com os outros ambientes. Essasmidias e redes sociais, por sua vez, podem ser potencializadas e co-criadas no âmbito externo àsorganizações (via clientes e demais stakeholders) e no âmbito interno (via colaboradores). E tudoisso sempre envolvendo um risco e dezenas de oportunidades existentes que você, ou seusconcorrentes, podem aproveitar.Por fim, fica a reflexão de que vivemos em um mundo de disruptura onde o papel do digitalmarketing e das redes sociais, com um número cada vez maior de usuários, é crescente e a idéiawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  11. 11. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 10do ―nada do que foi será‖ vira verdade cada vez mais ―rapidamente‖. Interessante pensar que há10 anos era praticamente impensável compartilhar a grande quantidade de videos, fotos e dadosque trafegam hoje pela web – videolog era uma utopia.Interessante também ver o poder da internet para promover o bem, a sustentabilidade, o―cyberativismo‖ ou o uso da web para o empreendedorismo digital. Quer melhor canal paraempreender? Vale lembrar o exemplo dos ―garotos‖ do Google e tantos outros. Não podemostambém esquecer o uso da web para promover o ‗mal‘, para atacar moralmente empresas epessoas. Quem não participou (nem que fosse como expectator) do fenômeno ―Cala a bocaGalvão‖ que tomou conta do país durante a Copa 2010, promovido via Twitter? Nesse novomundo, ganha importância cada vez maior temas como gestão de inovação e gestão doconhecimento. Afinal, é muito complexo viver na era dos fractais, da co-criação. A era ondecada vez mais somos um único organismo vivo e interligado. Somos todos um!Fonte: Mundo do Marketingwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  12. 12. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 11Hotéis para pecadores22 de Setembro de 2010Luxúria, Avareza, Ira, Inveja, Preguiça, Gula e Vaidade são os famosos sete pecados capitais dosquais pode agora usufruir em vários hotéis do mundo. Confira as sugestões da Hotels.com.Se o seu pecado preferido é a vaidade, saiba que o Burj al Arab Hotel, no Dubai, é o único hotelcom sete estrelas do mundo. Construído numa ilha artificial, possui um restaurante debaixo deágua e um court de ténis no topo do edifício.A Indonésia foi eleita como o melhor destino para a preguiça: o The Maya Ubud Resor and SpaHotel é um resort no qual pode desfrutar de um banho de flores tropicais com vista para a selva.Se está com inveja, experimente a sensação de ver um aquário com 50,000 espécies de peixes.Isto só é possível no hotel Atlantis Resort, nas Bahamas, nas Bahamas, palco do concurso MissUniverso e onde a beleza (e a inveja) andam de mãos dadas.Do aquário para o prato, a gula serve-se em Madrid, no hotel The Puerta America. O RestauranteLágrimas Negras é dirigido pelo chef Jose Luis Estevan, e oferece cozinha tradicional espanholacom toques modernos e uma enorme selecção de vinhos. O menu de degustação inclui 10 pratos.Continuamos nos prazeres da carne: a luxúria expulsou Adão e Eva do Paraíso e deu nome aohotel Adam and Eve, na Turquia. Faça parte de uma história árabe, rodeado de espelhos e velas.E se o dinheiro é problema, mesmo para quem tem muito, a avareza leva-o ao Venetian ResortHotel and Casino em Las Vegas, no qual pode jogar naquele eu é considerado um dos melhorescasinos do mundo.Se está zangado, saiba que a ira não o leva a lado nenhum. Vá até à ilha da Madeira e relaxe noThe Choupana Hills Resort and Spa; afinal, também se pode pecar em Portugal.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  13. 13. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 12O que os portugueses inventam que temsucesso no estrangeiro17 de Maio de 2010Apesar de serem elogiados em Portugal e até ganharem prémios nacionais, a verdade é que umagrande parte das nossas criações são co-mercializadas além-fronteiras, onde ganhamprotagonismo e compradores.O Destak foi perceber quais as funcionalidades e a história de invenções que chegam a vendermais de 600 mil unidades, como é o caso das calças Wonder da Salsa, ou que es-tão presentes em32 países com mais de 30 mil produtos comercializados como é o caso do sistema de navegaçãoNDrive Touch.De salientar que estas duas ideias mereceram uma menção honrosa na 2.ª edição do PrémioProduto Inovação COTEC-Unicer, que tem por objectivo incentivar a inovação empresarial nonosso país e cuja 3.ª edição vai decorrer no final do corrente mês de Maio.Apesar de nem todas as criações made in Portugal serem fáceis de descrever ou de ilustrar, oDestak aceitou o desafio e mostra-lhe algumas novidades, como é o caso da contagem inteligenteda iluminação, a secagem por atomização ou a correcção de textos online.————————————————————————-Tecnologia de partículas por secagem por atomizaçãoO desafio começou em 2004 quando um laboratório norte-americano propôs à empresa Hovionefabricar um produto por secagem por atomização (SAtom) que permitisse a realização de novasformas farmacêuticas que antes eram impossíveis.A tecnologia elevou a Hovione à categoria de referência mundial em desenvolvimento deprocessos, engenharia e produção de produtos farmacêuticos por SAtom e venceu mesmo oprémio da 2.ª edição da COTEC. Esta inovação, que consiste num processo físico de secageminstantânea totalmente inovador, é também usada no desenvolvimento dos próprios genéricos daHovione.Comunicar por texto ou voz com a EdgeBoxA empresa Critical Links criou um produto que reúne diversas funcionalidades avançadas decomunicações integradas de voz, dados, fax, e-mail, colaboração e mobilidade. A EdgeBoxwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  14. 14. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 13permite assim poupanças ao nível de energia, espaço, papel e acondicionamento devido à suagestão e operação unificada, simples e intuitiva.A Critical Links é uma empresa que se dedica exclusivamente ao desenvolvimento ecomercialização da solução edgeBOX™ e à sua integração com os mais populares sistemas decomunicação complementares existentes no mercado.NDrive Touch: um sistema de navegação real em 70 paísesCom mapas digitais de grande detalhe, cobertura de 70 países e instruções de navegação passo apasso em desenho vectorial e em voz alta, o Real Navigation oferece ainda fotografia aéreaoblíqua do percurso em cinco perspectivas e orientações complementares, assegurando umrealismo ainda não disponível na restante indústria.O NDrive Touch é um sistema de navegação pessoal, que, graças à funcionalidade RealNavigation – factor diferenciador do seu software -, permite ao utilizador comum umaexperiência avançada de navegação. Actualmente tem 30 mil unidades comercializadas epresença em mais de três dezenas de países.Correctores ortográficos de autoria portuguesaFoi no início desta década que o conceito de uma plataforma de desenvolvimento de tecnologiasde processamento de linguagem natural independente da língua e da aplicação começou a ganharforma na Priberam.Em menos de cinco anos, esta plataforma – apelidada de a Priberam‘s NLP workbench – tornou-se realidade e foi já utilizada, quer pela Priberam quer por outras empresas, para desenvolverprodutos como é o caso dos correctores ortográficos para português (europeu e do Brasil),espanhol, Bokmål (norueguês), checo e polaco.SmartGate faz a contagem inteligente da iluminaçãoO SmartGate foi concebido pela EFACEC Engenharia para ser utilizado em postos detransformação de média tensão ou baixa tensão, com o intuito de supervisionar o estado dopróprio posto de transformação, bem como de recolher dados de contagem provenientes dedispositivos inteligentes de contagem de energia, relativos a troços da rede baixa tensão a jusantedo respectivo posto.Paralelamente, permite controlar a iluminação pública, executando planos previamenteagendados, e efectuar a contagem de energia da iluminação pública. O SmartGate é uma soluçãopioneira, adequada aos desafios globais das Smart Grids, e ainda sem concorrência.Wonder, as calças que dão elegância à sua silhuetawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  15. 15. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 14A Wonder é um produto da Salsa criado pela empresa portuguesa Irmãos Vila Nova que reúnetécnicas inovadoras e exclusivas ao nível do design, moldagem e confecção. Desde que saiu parao mercado, o modelo já vendeu mais de 600 mil unidades e transformou a Salsa numa das maisconhecidas marcas de jeanwear do Mundo.Este modelo é uma autêntica operação de cosmética corporal, mas ao natural, que torna asilhueta feminina um verdadeiro exemplo de elegância. Os materiais escolhidos para a suaprodução acrescentam um toque de conforto particular.————————————————————————InovaçãoPortugal foi o País europeu que mais progrediu no indicador relativo à despesa das empresas eminvestigação e desenvolvimento (I&D), segundo o último relatório do Instituto Nacional daPropriedade Industrial. O nosso país ocupa assim o 16.º lugar, à frente de países como a Noruegae a Espanha, «fazendo parte do grupo de países moderadamente inovadores».Fonte: Destakwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  16. 16. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 15Exportar para dar a volta à crise15 de Junho de 2010Veja quais são os principais sectores exportadores e o valor económico de cada um deles. É comuma maior aposta nestes sectores que Portugal poderá sair mais facilmente da difícil situaçãoeconómica em que se encontra.TurismoÉ um dos sectores mais promissores ao nível das exportações, e onde Portugal apresenta francasvantagens competitivas, a começar pelo clima, diversidade do território e índices de segurança.Na balança das exportações representa um caso atípico, uma vez que as receitas externas sãoaqui geradas ―dentro da própria casa‖. Com um peso avaliado em cerca de 11% do ProdutoInterno Bruto (PIB), o turismo já tem vindo a ser considerado por sucessivos Governos como ―omotor‖ da economia nacional.O turismo em Portugal teve um pico em 2007, ano em que as receitas externas geradas cresceram11%, atingindo o valor mais alto de sempre: 7,4 mil milhões de euros, seis vezes mais que asexportações da Autoeuropa, 45,5% do total das exportações de serviços, e permitindo cobrir 43%do défice da balança comercial do país. Mas depois entrou numa trajectória de não-crescimento,sendo um sector extremamente volátil e que sofre directamente na pele os efeitos de factoresexternos e tão imprevisíveis como epidemias, crises, ataques terroristas ou catástrofes naturais.No ano passado, a fobia de viajar gerada pela gripe A veio agravar as quebras já evidenciadaspela crise financeira global, que atingiu em cheio o principal mercado turístico de Portugal, oReino Unido – que se ressentiu ainda da desvalorização da libra face ao euro. As receitasturísticas do país com peso nas exportações, geradas por estrangeiros, caíram 6,7% em 2009,para 6,9 mil milhões de euros.Os dados de 2010 parecem ser um pouco mais animadores. Segundo o Banco de Portugal, asreceitas turísticas cresceram 6,3% no primeiro trimestre, atingindo 1,2 mil milhões de euros, e asubida foi particularmente expressiva em Março (12%), este ano o mês em que se celebrou aPáscoa. Mas desde então, não há ainda dados consolidados. E em Abril veio um novo sinalvermelho, com a nuvem de cinzas do vulcão islandês que obrigou ao encerramento aéreoeuropeu, tendo Portugal comunicado à Comissão Europeia que os prejuízos causados no paísforam da ordem dos 35 a 40 milhões de euros.EnergiaOs refinados de petróleo continuam a ser uma das principais exportações portuguesas. Sem tergarantias sobre o comportamento dos mercados até ao fim do ano, a Galp admite que aswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  17. 17. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 16perspectivas existentes são positivas porque no primeiro trimestre de 2010 as exportações maisdo que triplicaram em relação ao primeiro trimestre de 2009.Em 2009, as exportações da Galp ascenderam a 2,4 milhões de toneladas – menos 3% que em2008 -, sendo a gasolina o produto mais exportado, com 34% deste total. O fuelóleo portuguêstambém tem tido bastante procura e no ano passado representou 27% das exportações da Galp.Entre as emportações de refinados ainda figura o gasóleo (5% do total). A empresa de energiatambém exportou gás GPL (2% do total). Na lista dos produtos exportados pela Galp em 2009,ainda contam as naftas (14% do total) e diversos produtos químicos (12%), bem comolubrificantes (4%) e betumes (2%).Os EUA lideraram os mercados de exportações, onde a Galp colocou 18% dos 2,4 milhões detoneladas de produtos vendidos ao exterior. Seguiu-se o México (13%), a Grã-Bretanha (12%), aHolanda (11%), Grécia (8%), Gibraltar (7%) e a Suiça (com 6%). Apesar da queda global de 3%no volume exportado no ano passado, as vendas de gasolinas aumentaram 9% em 2009.Por valores, as exportações de 2009 ascenderam a €1200 milhões, o que corresponde a umaredução de €300 milhões relativamente ao valores exportados em 2008, segundo refere a Galp.A explicação dada para a redução dos volumes exportados em 2009, comparativamente a 2008,relaciona-se com o facto da refinaria de Sines ter parado durante um mês e meio no primeirotrimestre de 2009. Pela mesma razão, as exportações no primeiro trimestre deste ano, triplicaramem relação ao período homólogo de 2009.Atendendo às obras que a REN – Redes Energéticas Nacionais têm em curso no terminal de GásNatural Liquefeito de Sines (GNL), que aumentam a capacidade de abastecimento de GNL pornavio, esta empresa admite que, a partir de 2012, Portugal também terá capacidade excedentáriade GNL, podendo vender este combustível a Espanha. Mas isso dependerá dos operadores demercado que compram GNL – a Galp e a EDP – e da respectiva estratégia comercial que possamvir a ter para o mercado espanhol.No domínio da electricidade, nos primeiros cinco meses do anos Portugal aumentou asexportações para Espanha em 222,8% [TXT](vendemos 982 gigawatts/hora), enquanto que asimportações se cifraram nos 946 Gw/h (uma quebra de 61,1% nas importações). Um saldoclaramente positivo para Portugal, ao que não terá sido alheio o bom ano de chuva e de ventoque estamos a ter, com a produção de energia hídrica e eólica a aumentar consideravelmente.Ainda no domínio das renováveis, Portugal também já está a exportar, tanto tecnologia, paravários países da Europa, África e Médio Oriente, como máquinas, nomeadamente torres eólicas.CalçadoA radiografia da indústria têxtil e do vestuário mostra uma quebra de 20% nas exportações desde2001, a reflectir a abertura gradual do mercado aos produtos asiáticos, a saída do investimentoestrangeiro e a deslocalização de encomendas. Mantém, no entanto, uma balança comercialwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  18. 18. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 17positiva e exporta 2/3 da sua produção, contribuindo com 11% (€3,5 mil milhões) para o totaldas exportações nacionais. A flexibilidade e capacidade de adaptação são trunfos deste sector, ainvestir na especialização, têxteis técnicos, marcas próprias e distribuição. O baixo nível dequalificação da mão-de-obra e da gestão será uma das suas principais debilidades.O diagnóstico para a indústria do calçado é idêntico, mas o sector tem resistido um pouco melhorà queda das exportações e continua a apresentar-se como ―a mais internacional das indústriasportuguesas‖, com as vendas para 132 países a somarem €1,2 mil milhões, ou 93% da suaprodução, enquanto as importações ficam nos €420 milhões. A aposta na valorização do produtoe marcas próprias permitiu aumentar o preço médio do par de sapato para os €20.FlorestaA seguir ao turismo é provavelmente o sector que mais contribui para o PIB e o que mais postosde trabalho pode vir a criar num futuro próximo. No total o sector florestal (que inclui a pasta depapel, a transformação de pasta em papel, a biomassa, a madeira para mobiliário, as resinas,entre outros), gera cerca de €9 mil milhões. Só no ano passado, o sector da pasta e do papel,registou investimentos de €2 mil milhões, claramente em contraciclo com o resto da Europa,onde só se falava em falências, encerramentos e despedimentos. A Portucel, em Setúbal, instalouaquela que agora é considerada a maior máquina de papel do mundo (ver foto ao lado) e já está acolher os frutos desse investimento, com as exportações a aumentarem. Aliás, Portugal continuaa liderar no papel praemium, a nível mundial. Se o cadastro territorial do país estivessedevidamente actualizado o sector da floresta poderia duplicar de valor, segundo algunsespecialistas. Porquê? porque passaria a ser possível plantar mais em zonas cujos donosactualmente são desconhecidos.A fileira da madeira e mobiliário também apresenta uma balança comercial positiva em €250milhões e tem uma quota de 10% (dois mil milhões de euros) nas exportações nacionais. Aaposta das empresas na inovação, qualificação dos recursos humanos, partilha de canais dedistribuição e abertura de novos mercados tem permitido aumentar as vendas no exterior. Paramanter essa tendência, o sector precisa de ganhos de produtividade e de ultrapassar algumasdebilidades ao nível do marketing, do investimento em I&D.ConstruçãoA carteira de encomendas das três maiores construtoras (Mota-Engil, Teixeira Duarte e Soares daCosta) é de ¤7,5 mil milhões. Quase 60% desse valor resulta de obras no exterior. Este factoilustra a nova realidade da engenharia portuguesa. A redução drástica da actividade no mercadodoméstico conduziu à exportação de capacidade e tecnologia para manter facturação, margens esalvar o emprego. Em 2009, a produção em Portugal caiu 10%, para €17,7 milhões.No exterior, terá crescido ligeiramente para €3,5 milhões. A ofensiva em Angola, com centenasde empresas e até subempreiteiros a operar, explica que as construtoras portuguesas representemwww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  19. 19. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 1815% do mercado africano, Este desempenho não se reflecte na balança comercial, mas consagrao esforço de uma indústria que não precisa de feiras de moda nem de promoções para se imporno estrangeiro. O negócio internacional representa o triplo das exportações de calçado e 10 vezesas de vinho do Porto.A cruzada internacional combina a investida em mercados emergentes onde há défice deengenharia, com adjudicações em países exigentes e sofisticados, como a Irlanda, Israel ouEstados Unidos. Só a Mota-Engil produziu em 2009 €800 milhões, com mais de 300 obras em 20países.Industria farmacêuticaA indústria farmacêutica é, sem dúvida, um dos sectores que podem ajudar o país a cresceratravés das exportações. Segundo a Associação Portuguesa da Industria Farmacêutica(Apifarma), o valor das exportações de matérias-primas e de produtos farmacêuticos ascendeu a447 milhões de euros no ano passado, mais 9% face a 2008 e mais 45% do que há cinco anos.―Existe claramente uma orientação da indústria de base nacional para a exportação, bem comopara a participação em parcerias a nível local de diferentes países‖, foca a Apifarma.O PharmaPortugal, uma parceria público-privada que envolve a Apifarma destinada a estimular ainternacionalização e a exportação por parte dos laboratórios portugueses, deu um forteempurrão. Existem, em Portugal, 25 empresas que produzem medicamentos (19 nacionais e 6multinacionais) e destas 15 fizeram parte desta iniciativa. Na Europa, os principais países paraonde vendemos são a Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Bélgica, Dinamarca e Suíça, naEuropa. Mas também estamos noutros mercados os EUA, países do Magreb, Médio Oriente,Venezuela, Brasil, Rússia África do Sul, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé ePríncipe, Austrália, Japão, Canadá, México e Macau.Bens de equipamentoPortugal conseguiu criar nas últimas décadas um sector industrial de máquinas e aparelhos que,segundo a classificação do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) é, actualmente, o que temmaior peso relativo nas exportações. Nos primeiros três meses de 2010 vendemos ¤993 milhõesem maquinaria, menos 6% do que em igual periodo do ano passado. Uma quebra que se ficou adever à débil conjuntura económica dos principais mercados. É o caso, por exemplo, dosubsector dos moldes que exporta 95% da produção e que sofreu com o adiamento deinvestimentos dos clientes tradicionais (indústria automóvel). O crescimento no futuro passa pelaconquista de novos mercados em países emergentes.MinériosPara além das minas da Panasqueira (volfrâmio), da Somincor (sobretudo cobre) e de Aljustrel(onde se pode vir a extrair zinco), há ainda um projecto de mina a céu aberto, na Guarda, de ondewww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  20. 20. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 19se está a extrair lítio. Este mineral, até agora utilizado principalmente na indústria cerâmica,tanto no mercado doméstico como para exportação, vai passar a ter em breve uma novautilização: construção de baterias de iões de lítio para carros eléctricos.Alguns analistas já rebaptizaram o lítio de ―petróleo português‖, precisamente devido aopotencial de procura que irá ter ao longo dos próximos anos, visto que todas as grandesconstrutoras automóveis estão a apostar nos carros eléctricos. E Portugal é já o 5º produtormundial de lítio, mas tem reservas para 70 anos. Estamos perante um sector (extractivo) em quetudo o que se produz é para exportar. Todos os analistas contactados pelo Expresso sobre aevolução previsível deste segmento são unânimes: ―só pode evolui num sentido, o crecimento‖.TransportesSegundo o INE, entre Janeiro e Março de 2010, as exportações de automóveis para transporte depassageiros aumentaram 17,6%. Para dar resposta à procura na Europa, nos primeiros meses de2010, todos os fabricantes de automóveis aumentaram a produção. Entre Janeiro e Abril, aprodução de veículos aumentou 25,3%, tendo sido produzidos 51.127 unidades nas cincofábricas nacionais – VW Autoeuropa, PSA Peugeot-Citroën, Mitsubishi Fuso Truck Europe,Toyota Caetano Portugal e V. N. Automóveis. Segundo a ACAP (Associação Automóvel dePortugal), ―a produção de automóveis ligeiros de passageiros registou um aumento de 15,5%, ade comerciais ligeiros de 58,6% e a de veículos pesados de 88,3%‖. Só a VW Autoeuropa, amaior fábrica portuguesa, tem como objectivo aumentar a produção em cerca de 20% este ano eultrapassar os 100 mil carros. Até Abril já saíram das linhas de montagem da fábrica de Palmela31.747 carros, o que representa um aumento de 17,8% face a idêntico período de 2009.TecnologiasSe há sector onde o país fez assinaláveis progressos, foi no das tecnologias de informação. Em2009, pelo terceiro ano consecutivo, a balança tecnológica foi positiva (€¤85 milhões). E existeuma mão cheia de empresas de base tecnológica em crescimento acelerado que dão cartas a nívelinternacional em alguns nichos. Mas ainda falta lhes volume para fazer mexer o ponteiro dasexportações. Também há muito por fazer ao nível da venda no exterior das capacidades do paísem prestar serviços de outsourcing de processos de negócio (BPO), actividade que, segundo aAssociação Portugal Outsourcing, poderá criar 12 mil novos postos de trabalho e alcançar maisde €1300 milhões de exportações em 2015.Fonte: Expressowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  21. 21. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 20As 20 coisas que passaram de moda estadécada26 de Dezembro de 2010A primeira década do novo milénio foi marcada pelo advento das novas tecnologias. A criaçãode novos aparelhos e gadgets que, de tecnologia de ponta, passaram rapidamente a obsoletos paralogo serem substituídos – e assim sucessivamente – foi deixando para trás alguma tecnologia ehábitos dela dependentes.Desde o ano 2000, foram apresentados os telemóveis 3G, redes sociais e websites demicroblogging, smartphones, o sistema operativo android, consolas com detectores demovimentos, aplicações para telemóveis, tablets, entre outros, o que resultou numdesaparecimento do mercado do que lhe antecedeu.Uma lista publicada recentemente pelo jornal «HuffingtonPost» destaca 20 desses elementos quese foram tornando obsoletas ao longo dos últimos dez anos, entre as quais se encontram desde o«fax» ao acto de telefonar.A lista do jornal é encabeçada pelas cassetes VHS que, refere, depois da invenção do DVDapenas em 1995, viriam a ser removidas do mercado por completo no ano 2000. Pelo mesmocaminho parecem ir as agências de viagens, que foram substituídas pelos sites de busca de voos(Skyscanner) ou de marcação de hotéis (Booking.com) ou, ainda os híbridos (Lastminute).O terceiro lugar é ocupado por aquilo que o jornal chama de «separação entre vida pessoal e otrabalho» que parece ter desaparecido, uma vez que, graças à internet, já não é preciso estar nolocal de trabalho para trabalhar.O «esquecimento» foi também eliminado pela Internet que regista toda a história, tal como aslivrarias abandonadas em favor da Amazon. Já os relógios, antigos símbolos de ostentação eabundância, foram agora substituídos por computadores portáteis e telemóveis topo de gama.A lista seleccionou ainda o sexo por telefone de números pagos, os mapas, jornais declassificados, as páginas amarelas e enciclopédias são outros elementos comuns que foramsubstituídos de maneira gradual por serviços, na sua maioria, gratuitos em rede.Por sua vez, «telefonar» também recebeu um lugar na lista de obsoletos, substituído pelo enviode SMS, tal como os fios dos telefones e dos modems também foram substituídos pelo«wireless» (sem fios).Fonte: Tvi 24 Horaswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  22. 22. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 21As cinco lições de Lady Gaga para ummarketing eficaz9 de Agosto de 2010A excêntrica cantora já conseguiu aquilo que muitas marcas desejam: mil milhões de visitas noYouTube.Pode parecer brincadeira, mas não é. Há lições de marketing que qualquer marca pode retirar dofenómeno Lady Gaga. Afinal, a cantora de visual e performances provocadoras é a primeiraartista a alcançar mil milhões de visitas nos seus vídeos no YouTube. Um trunfo que conseguiu,porque todos os seus ‗vídeoclips‘ são pensados em função da dinâmica do YouTube.De acordo com a Newcast, a responsável pelos conteúdos de marca e entretenimento da Vivaki(do grupo Publicis), as marcas podem aprender com Lady Gaga cinco lições para melhorarem avisibilidade e comunicação com os consumidores.1. Contar uma história consistente e ter visãoO primeiro passo é saber o que se quer e onde deve estar a marca. Ou seja, há que definir umavisão para o futuro, a qual deve depois ser partilhada por toda a equipa, que a deve conhecer atéao mínimo pormenor, e apoiar.2. Envolver os fãs numa conversaProvocar, ouvir e reagir são as palavras-chave para garantir o envolvimento. É quase certo que aspessoas vão gostar de participar se o conteúdo for de qualidade.3. Ligar o conteúdoEstabeleça relações com marcas e fornecedores de conteúdos que complementem o seu perfil. Asua personalidade deve ser multifacetada e dar gosto de descobrir e desenvolver.4. Pescar onde estão os peixesOs conteúdos gratuitos devem ser virais. Deixe que os utilizadores entrem, renovem, comentem epartilhem o conteúdo onde quiserem. À primeira vista, isto parece algo do senso comum, masnão é. No início do ano, a editora Emi proibiu os fãs da Ok Go de colocar os ‗videoclips‘ dabanda em blogues ou em ‗sites‘ pessoais. Com isso, os filmes do grupo ficaram limitados aoYouTube, perdendo a oportunidade de alcançar maior visibilidade.5. Reinventar o negócioCrie relações e parcerias com outras empresas e marcas desde que façam sentido para o seupúblico-alvo no longo prazo. Foi o que fez Lady Gaga quando expandiu a sua marca com owww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  23. 23. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 22patrocínio dos ‗batons‘ M-A-C e dos ‗headphones‘ Heartbeats, e depois assumindo-se comodirectora criativa da Polaroid. Tudo isso ao mesmo tempo que mantinha os fãs e a visibilidade.Além disso, usou a sua loja ‗online‘ com um filtro de doações para o Haiti, que promoveu viaTwitter.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  24. 24. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 23Empresa de calçado criada numa garagem jáfactura 10 milhões13 de Julho de 2010Nasceu «numa pequenina garagem em Oliveira de Azeméis com menos de 100 metrosquadrados». Este ano espera facturar «entre os 11 e 12 milhões de euros».Criado há 23 anos numa pequena garagem em Oliveira de Azeméis, o grupo de calçado Cataláfatura hoje mais de 10 milhões de euros e, alheio à crise económica, acaba de adquirir umaempresa falida e planeia contratações.Em entrevista à Lusa, o administrador Carlos Queirós diz que o segredo é a pró-actividade:«Temos sempre agido pró-activamente, não só em métodos de trabalho e em programações, mastambém na estratégia de negócio».Assim, e apesar da difícil conjuntura económica «nacional, europeia e mundial», o crescimento«contínuo e exponencial» das vendas nos últimos anos levou a Catalá a adquirir, em processo deinsolvência, a fábrica de calçado «Outras Matérias», de Castelo de Paiva, agora designada «OQ».Além de reintegrar os mais de 50 ex-trabalhadores daquela empresa, Carlos Queirós já admitiumais alguns e ainda planeia novas contratações.Com a aquisição da «OQ», o grupo Catalá duplicou a capacidade diária de produção directa de800 para 1.600 pares, diminuindo a dependência face à subcontratação de 78 para cerca de 50por cento.Vinte e três anos após ter nascido «numa pequenina garagem em Oliveira de Azeméis commenos de 100 metros quadrados», a Catalá prevê faturar este ano «entre os 11 e 12 milhões deeuros», mais 42 por cento do que 2009, e assegura já 170 empregos directos e mais 200 emregime de subcontrato.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  25. 25. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 24Computador portátil indiano custa apenas 27euros26 de Julho de 2010Só custa 35 dólares, pouco mais de 27 euros. Pretende ser um computador para estudantes comum preço acessível a todos e pode chegar ao mercado já em 2011 – se o Governo indianoencontrar um parceiro disposto a fabricar e a comercializar o computador portátil que parece umiPad mas custa menos de um quarto do que o badalado touchscreen da Apple. O projecto foiapresentado esta semana pelo ministro do Desenvolvimento e Recursos Humanos da Índia, ShriKapil Sibal.―Esta é a nossa resposta ao computador de 100 dólares do MIT [Instituto de Tecnologia doMassachusetts]―, disse o ministro, citado pela AP. Na verdade, o projecto sem fins lucrativosOne Laptop per Child ainda não conseguiu descer abaixo dos 200 dólares por computador – e aÍndia vai bem lançada nos projectos de tecnologia barata para as massas.Este computador, que se destina especialmente a estudantes, é apenas o mais recente de umaonda de projectos cujo denominador comum é ser ―o mais barato do mundo‖. O mais conhecidoserá o carro compacto Nano, vendido por 100 mil rupias (1653 euros), mas há também aoperação ao coração de 2000 dólares (1550 euros), por exemplo, diz a AP.O computador, um dispositivo com ecrã táctil, tem o Linux como sistema operativo e capacidadepara realizar videoconferências. Não tem disco rígido: usa cartões de memória, como ostelemóveis. Por ter um formato tablet tem custos de hardware reduzidos e usa software decódigo-fonte aberto para ser barato.Foi desenvolvido em institutos universitários indianos, por professores e estudantes, com oobjectivo de custar mais ou menos o mesmo que os telemóveis mais baratos.―Conseguimos o objectivo e agora estamos prontos para conquistar o mercado‖, disse MamtaVarma, porta-voz do Ministério do Desenvolvimento dos Recursos Humanos. Numa primeirafase, o Governo queria produzir um milhão destes computadores, para estudantes universitários,e depois passar para os das escolas primárias e secundárias. Para isso, no entanto, precisa deencontrar parceiros na indústria. Várias empresas estão neste momento em conversações,assegurou o ministro Shri Kapil Siba, incluindo uma de Taiwan.O objectivo futuro passa por baixar ainda mais o preço. Sibal pretende que nos próximos temposo computador venha a custar 20 dólares e que, a longo prazo, esse preço se fixe nos dez dólares.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  26. 26. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 25A Índia gasta cerca de três por cento do seu orçamento com a educação escolar e, nos últimosanos, tem feito esforços para aumentar a taxa de alfabetização. Segundo dados da UNICEF, 66por cento da população consegue ler e escrever.Fonte: Públicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  27. 27. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 26Twitter já tem tweets patrocinados23 de Junho de 2010O Twitter já colocou em linha o seu primeiro tweet patrocinado. A ideia é divulgar informaçõessobre produtos e serviços aos utilizadores da rede social. Coube à Disney/Pixar inaugurar ocampo publicitário das mensagens de 140 caracteres. O «produto» escolhido foi o novo filmeToy Store 3.O filme estreou nos EUA e no Brasil na passada quinta-feira. A plataforma de Promoted Tweetsfoi anunciada em Abril pelo Twitter, durante a AdAge Digital, em Nova York, de acordo com a«Terra Brasil».Os anúncios do Toy Story 3 estão a ser divulgados como prometido: aparecem nos resultados dasbuscas efectuadas no Twitter.com. Mas, claro, com a indicação de que são mensagenspatrocinadas.Os anúncios surgem na zona dos Trending Topics da página principal do Twitter, perfeitamenteidentificados como tweets patrocinados.«Existe uma grande diferença entre um tweet patrocinado e um convencional. A publicidadedeve atingir um maior nível, deve ecoar entre os usuários. Isso significa que se os usuários nãointeragem com um tweet promovido, ele poderá desaparecer», explicou um dos fundadores domicroblog, Biz Stone.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  28. 28. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 27CTT recrutam no Facebook30 de Setembro de 2010Os CTT – Correios de Portugal iniciaram, na semana passada, o recrutamento via redes sociaisnuma página criada para o efeito no Facebook, o que traduz a eficácia desta rede na ―atracção ecaptação de um elevado número de candidatos, num curto espaço de tempo, mesmo quedispersos territorialmente‖.Esta página, que funciona como ―Bolsa de Emprego dos CTT‖, permite, entre outras coisas, oenvio de candidaturas, o preenchimento de fichas de inscrição e a partilha de informação.Em comunicado a empresa informa que ―a primeira oportunidade de emprego foi já publicada epretende identificar carteiros em todo o território nacional‖ e que a ―Bolsa de Emprego dosCTT‖ no Facebook ―está aberta a candidaturas espontâneas e, sempre que necessário, divulgaránovas oportunidades de emprego para o grupo CTT‖.Ainda segundo o comunicado, os CTT esperam complementar/diversificar os actuais canais derecrutamento ―de forma a alargar o seu universo de selecção, minorando as actuais dificuldadesde atracção e captação de candidatos, em algumas zonas do País, designadamente no Interior‖.O grupo CTT emprega cerca de 15 mil trabalhadores.Fonte: Oje – o Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  29. 29. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 28Descubra as 10 empresas mais valiosas domundo18 de Junho de 2010Cinco das cotadas com maior dimensão do mundo têm uma capitalização bolsista superior aoPIB português.São os ‗pesos-pesados‘ das bolsas mundiais e é difícil até para empresas europeias entrarem nolote das cotadas com maior capitalização bolsista do mundo. Da lista fazem parte seis empresasnorte-americanas, três chinesas e uma suíça. Cinco destas entidades têm um valor de mercadosuperior ao PIB português.A luta pelo título de empresa mais valiosa do mundo é acesa. As petrolíferas Exxon Mobil e aPetroChina têm alternado este ano na liderança. No final de Abril, a lista da Forbes eraencabeçada pela empresa chinesa. No entanto, aos valores actuais a Exxon bate a PetroChina por11 mil milhões de euros, segundo cálculos do Económico baseados em dados da Bloomberg.Mas a estrela em maior ascenção é a Apple. A tecnológica liderada por Steve Jobs ultrapassousete empresas nos últimos meses, entre as quais a rival Microsoft. A fabricante do iPad é já aterceira cotada com maior capitalização bolsista do mundo: 191 mil milhões de euros.Outro dos destaques na lista das empresas mais valiosas do mundo é o sector financeiro chinês.A crise levou os bancos ocidentais a verem o seu músculo financeiro a ficar mais flácido enenhum deles consegue entrar no lote das empresas mais valiosas. Já a China consegue colocardois bancos: o Industrial and Commercial Bank e o China Construction Bank.Tirando os bancos chineses, só Warren Buffett conseguiu colocar uma instituição financeira nalista, com a Berkshire Hathaway a ser a oitava cotada mais valiosa do mundo.A Nestlé é a única empresa europeia a integrar a lista. A cotada vale 141 mil milhões de euros econseguiu subir cinco lugares desde que a Forbes divulgou a sua lista no final do mês de Abril.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  30. 30. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 29No seu conjunto, as dez cotadas mais valiosas do mundo valem 1,76 biliões de euros. Valor (em mil milhões de Desempenho em 2010Empresa País euros) (%)ExxonMobil EUA 236 -8,74PetroChina China 225 -23Apple EUA 191 23Microsoft EUA 185 -13Industrial and Commercial Bank of China 175 -10ChinaWal-Mart EUA 155 -3,67China Construction Bank China 153 -5,55Berkshire Hathaway EUA 151 16Procter & Gamble EUA 144 1,50Nestlé Suíça 141 7Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  31. 31. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 30Apple eleita a mais inovadora do mundo19 de Abril de 2010A Apple é a empresa mais inovadora do mundo para as revistas BusinessWeek e Fortune, dosEstados Unidos.Ambas as publicações apresentaram nesta sexta-feira seus rankings anuais de empresas, queapontam a companhia de Steve Jobs na liderança das inovações. No caso BussinessWeek, aApple foi escolhida pelo quinto ano consecutivo. Apenas em 2005, primeiro ano do ranking, aempresa não foi a vencedora.Numa entrevista em vídeo, James Andrew, executivo-chefe de inovação global do BostonConsulting Group, responsável pelo levantamento para a BusinessWeek, disse que a cada ano aApple tem sido uma escolha fácil enquanto o Google permanece como um forte segundocolocado. Ao ser perguntado sobre qual companhia é capaz de substituí-la como a maisinovadora nos próximos cinco anos, sua resposta foi sucinta: ―Nenhuma‖.No ranking das 500 principais empresas do mundo da Fortune, a Apple está na colocaçãonúmero 56, tendo subido 15 em relação à mesma lista em 2009. Em outro ranking, dascompanhias de computação e escritório, a empresa é a terceira colocada, atrás da Hewlett-Packard e da Dell. Mas, nota a revista, seu faturamento e lucro cresceram em 2009 nacomparação com 2008.―Inovação não é simplesmente fazer algo novo‖, diz o site Mashable a respeito da escolha. ―Oque faz uma companhia como a Apple (e o Google) inovadora não é criar algo completamentenovo a cada vez, mas ser capaz de repetir designs, dispostivos e funcionalidade que fazemprodutos serem populares com consumidores e bem sucedidos financeiramente‖. É o caso doiPad, que aproveita algumas funcionalidades do iPhone, que por sua vez foi sucessor do iPodcomo principal produto da companhia.Fonte: Terrawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  32. 32. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 31Os «hotéis» mais estranhos do mundo6 de Setembro de 2010Dormir numa rede de pano ou numa espécie de nave espacial são algumas das experiências deque pode desfrutar por esse mundo fora.Se ainda não foi de férias e está a pensar nisso, que tal optar por uma experiência diferente? Há«hotéis» espalhados um pouco por todo o mundo que são estranhos, é certo, mas podemproporcionar-lhe umas férias fantásticas. Acampamentos, neve, experiências excêntricas comextra-terrestres ou crânios à mistura e quartos onde as camas são redes de pano constituem assenhas de entrada para estes refúgios da natureza.Spiritualist Camp, Cassadaga, FloridaO Cassadaga Spiritualist Camp é uma pequena comunidade centenária muito zen. As casas decampo são na sua maioria ocupadas por pessoas muito espirituais e que podem adivinhar-lhe avida. O hotel também recebe viagens de negócios. Mas há quem diga que é um localassombrado.Dombai, Karachaevo-Cherkessia, RússiaGosta de neve mas não perde nada que tenha a ver com extra-terrestres? Uma estadia no hotelTarelka é, no mínimo, uma experiência do outro mundo. Aninhado entre as montanhas doCáucaso, o Tarelka está localizado a uma altura de cerca de 7.900 pés e pouco acima da aldeia deDombai. Esqui, escalada, caminhadas e passeios turísticos são actividades a não perder.Liberec, República ChecaA 3.280 pés da antiga capital Sudetan de Liberec este é um local que emergiu no final dos anos60, com um design irreverente, a lembrar uma nave espacial, este espaço funcionasimultaneamente como uma torre de televisão e um hotel.Rialto, CalifórniaUmas férias para quem quer descanso a sério e com uma pitada de irreverência: vale a penapassar um fim-de-semana nesta que é a mais ocidental das Aldeias Wigwam. Limpa econfortável, até tem acesso à Internet sem fios. Os fãs do McDonald¿s não podem perder a lojado museu onde os irmãos McDonald deram início a um fenómeno mundial.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  33. 33. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 32Puerto Viejo, Costa RicaJá pensou passar férias a dormir numa rede, desprovido do conforto da sua cama? Não se assuste,porque pode bem ser uma experiência a repetir. Pelo menos no Rocking J, na Costa Rica, umhotel localizado no Caribe Afro Rasta, na cidade de Puerto Viejo. Por 5 dólares, pode usufruir darede resistente, de um lençol e de um armário. Perfeito para uma sesta depois de um dia a surfar.Fall River, MassachusettsRéplicas de crânios ou o que restou deles são exibidos no armário de sala de jantar da velha casade Lizzie Borden, em Massachusetts. Uma lenda urbana, que surgiu na sequência do duplohomicídio à machadada do seu pai e da sua madrasta em Agosto de 1892, tendo Lizzie sidojulgada pelos assassinatos. Uma tragédia que pode ser conhecida de perto pelos turistas maiscuriosos. Parece que o «quarto da morte» é o mais procurado: um leilão feito no Ebay para anoite do aniversário do homicídio chegou a render mil dólares¿ com pequeno-almoço incluído.Cordemais, FrançaPassar a noite nas margens do rio Loire, numa casa com um quarto que contém toda a fantasiaidílica da paisagem francesa, constitui uma experiência obrigatória para os mais românticos. Umretiro privado, onde se podem ouvir os pássaros e ver nascer o sol, este santuário surrealchamado Villa Cheminée, oferece a melhor vista de um dos mais ricos estuários da Europa.Baza, EspanhaBaza prima pelas antigas cavernas a nordeste da província espanhola de Granada, na Andaluzia.Nalguns destes recantos ainda vivem famílias, mas muitos deles servem agora como retirossazonais. A cultura muçulmana medieval é uma das atracções deste local e uma das cavernas foiconvertida em piscinas subterrâneas de água quente e fria, tratamentos de spa e massagens.Ilha de Chiloé, no ChileParecem autênticas casas de fósforos. Na ilha de Chiloé, cidade de Castro, o hostal Palafitadestaca-se pela preservação da autenticidade daquele local. Um nascer do sol e uma vista para omar de fazerem perder o fôlego completam a lista de motivos para arriscar dormir nestascasinhas que mais parecem de brincar.Fonte: Agência Financeirawww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  34. 34. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 33Marcas invadem praias à conquista doconsumidor em férias26 de Julho de 2010Da distribuição de produtos aos passeios de catamarã, as marcas não se poupam a esforços paracaptar o consumidor nos momentos em que está disposto a receber mensagens publicitárias.Quem é que nunca esteve estendido ao sol, na praia, cheio de vontade de beber algo fresco massem vontade de se levantar e ir até ao bar? Foi a pensar em todas estas pessoas que a Sagres Minicriou a acção de praia para este Verão.Quem estiver na zona concessionada pela marca, só tem de pedir uma Sagres Mini no bar, queserá servido no sítio da areia ou na espreguiçadeira onde estiver. Basta apenas levar consigo umdos sinalizadores disponíveis na entrada das praias aderentes.Esta acção é só uma das muitas que já arrancaram pelas praias portuguesas – em especial as dazona de Lisboa, costa alentejana e Algarve, por serem as mais povoadas – e que se vão prolongaraté meados de Agosto. Tudo porque as marcas acreditam que, desta forma, se aproximam maisdo consumidor, que estará mais disposto a receber mensagens comerciais em momentos de lazer.Ainda assim, estas acções têm de obedecer a algumas regras. ―As marcas têm de ter bemdefinido o seu posicionamento, objectivo da acção e com que pessoas querem comunicar. O quequer que façam deve ir de encontro ao que os consumidores pretendem ou valorizam. Estasacções devem estar alinhadas com a estratégia da marca e integradas num conjunto de outrasiniciativas‖, explica Patrícia Jesus, responsável pela comunicação da marca Lipton.No caso desta acção da Sagres Mini, ―o objectivo é reforçar a proximidade da marca líder no seusegmento como os consumidores, promover um serviço de excelência aos consumidores e aospontos de venda aderentes à promoção, e ainda alavancar a inovação da marca Sagres‖, afirmaCélia Filipe, responsável pela área de ‗customer‘ marketing da SCC.Mas se o serviço ao cliente é importante na estratégia de marketing de uma marca, continua a sê-lo nas acções de praia. Em especial porque no areal há muitas outras marcas a disputarem aatenção dos consumidores. ―Serviço ao cliente e ao consumidor final são o alicerce que distingueas marcas das concorrentes e esta inovação traduz-se nisso mesmo‖, acrescenta a mesmaresponsável. Por isso, a Sagres disponibiliza aos veraneantes em alguns pontos de venda o ―KitConforto‖, cedendo chapéus-de-sol e espreguiçadeiras.António Carriço, director de marketing e CRM da Vodafone Portugal, também sabe que adiferenciação nestas acções é fundamental. Para este Verão, a marca criou mais um ―MomentoVodafone‖ e distribui cerca de 60 mil brindes, entre sofás e almofadas insufláveis. ―Awww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  35. 35. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 34diferenciação e a eficácia da acção é visível no retorno positivo obtido e espelhado nas pessoasque positivamente se surpreendem pelo facto da Vodafone lhes estar a oferecer, de formatotalmente desinteressada, algo relevante para elas‖, diz António Carriço. O objectivo final ―é ode proporcionar momentos de surpresa e simpatia‖.É também para surpreender os consumidores que a Coca-Cola Zero vai invadir as praias com a―Brigada Zero‖, na maior acção de ‗sampling‘ da marca em Portugal, com a degustação de maisde 500 mil embalagens. No final espera ter provado que ―é possível ter todo o sabor Coca-Colasem açúcares‖, diz Filipe Bonina, director de marketing da marca.Já a Lipton Ice Tea não se quer limitar ao ‗sampling‘ e à distribuição de ‗flyers‘. ―Queremoscriar um momento de interacção com a marca, reforçando a proximidade aos consumidores paraque Lipton Ice Tea seja a bebida eleita para matar a sede este Verão e que contribua para oaumento de vendas no local onde se realiza‖, conta Patrícia Jesus. Tanto no litoral como naspraias fluviais e em parques aquáticos no interior, a marca vai criar um espaço com ‗puffs‘,sombra e bruma, onde as pessoas se podem refrescar e proteger do sol, com animação ao longodo dia.Outra marca que pretende comunicar de forma inovadora e oferecer uma experiência diferente aoconsumidor é a Vasenol. A marca da Unilever vai ter duas carrinhas decoradas a circular pelaspraias, onde os consumidores podem conhecer a nova loção gel Aloé Fresh e comprar osprodutos.―Deste modo conseguimos não só apresentar a marca e a sua inovação como gerar umaexperiência única junto do consumidor‖, defende Teresa Antas, ‗brand building & trade‘marketing da marca. Na sua opinião, é necessário estar próximo do consumidor e criar umarelação com ele para conseguir boa imagem de marca, e esta é uma das formas de o fazer. Mashá regras.―Não é suficiente colocarmos carrinhas estacionadas nas praias, é preciso toda uma atenção adetalhes, como o elemento surpresa, os promotores, a linguagem que tem com o consumidor, otipo de produtos que se quer promover e a experiência enriquecedora que se consegue junto doconsumidor‖, explica Teresa Antas.A Optimus também está decidida a conquistar o ‗share of mind‘ dos consumidores. Para tal, vaiestar em 15 praias do Algarve onde, além dos passatempos e oferta de brindes – ou de bolas deBerlim – também vai organizar passeios de catamarã ou festas ao pôr-do-sol.Fonte: Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  36. 36. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 35Portugal cria plataforma parainternacionalização de empresas de basetecnológica30 de Julho de 2010Pedro Castro Henriques, presidente da Portic, revelou ao OJE a estratégia desta think tank,criada, este ano, para actuar prioritariamente na Escandinávia, mas que aponta já a outrosmercados de alto potencial como o Reino Unido, EUA, Brasil, Índia e China.A Portic realizou, recentemente, no Porto, a sua primeira iniciativa: um encontro entre empresasportuguesas de base tecnológica e uma comitiva escandinava (Dinamarca e Suécia)representativa das várias áreas de mercado de tecnologias de informação e comunicação doNorte da Europa. Pode dizer-se que começou… fazendo. Pode explicar o que é a Portic?A Portic – ―think tank for Portuguese Internationalization‖ é, como o nome indica, uma entidadeque se dedica a pensar, repensar, incentivar e apoiar a internacionalização das empresasportuguesas de base tecnológica. Para isso, conta nas suas fileiras com uma equipa deespecialistas, líderes, empreendedores, governantes nacionais e internacionais que colaboram deforma muito dinâmica e estão distribuídos em rede por algumas das principais entidadesnacionais e internacionais nos mercados identificados.Que razões levaram à sua criação?Devido à necessidade de mentalizar os empresários portugueses que têm de ter como pilar basedas suas empresas a internacionalização. O crescimento e a sustentabilidade das empresas têm deter na sua base uma percentagem de receita internacional cada vez maior. A dimensão domercado português é ínfima e quem quer ter um negócio competitivo não pode ficar nas saias dasua região ou localização geográfica, mas antes tem de tirar partido da internacionalização,lançar-se e mostrar-se lá fora. Já não há desculpa: os meios de transporte e comunicação têmvalores reduzidos, ainda mais com a introdução dos voos baratos e frequentes e das tecnologiasde comunicação, como é o caso da videoconferência, conference call (skype, MSN, Google talk),e-mail, etc. Temos PME portuguesas que reúnem remotamente, na mesma semana, comparceiros americanos, colaboram com fornecedores espanhóis ―in loco‖ e trabalham comgovernos de Leste e clientes escandinavos, como é por exemplo o caso da GlinttHS, Stongstep –Innovation in Software Quality, OPT, Nvia, Ambisig, Wad software, etc. Algumas das empresasda nossa região têm maioritariamente clientes internacionais, com os quais trabalhamdiariamente, fornecendo-lhes serviços e produtos inovadores.Mas também temos o oposto…www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  37. 37. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 36Justamente. A Portic foi criada para fomentar e entender os casos de sucesso e insucesso dasempresas de tecnologia, criando espaços de debate, troca de ideias, ‗networking‘, organizandoeventos internacionais, quer em Portugal quer nos mercados considerados estratégicos, com oobjectivo de fomentar o crescimento das empresas portuguesas na componente de exportação.Pretende também contribuir para que estas se tornem cada vez mais internacionais em termosrelacionais e de clientela. Acreditamos que algumas das empresas do clube Portic serão grandesdinamizadores económicos locais e que vão alavancar outras mais pequenas e acompanhá-las nassuas rotas internacionais em consórcios e relações ‗win-win‘.Que interesses representa e que empresas aglutina?A Portic representa interesses de uma sociedade civil com um grande desejo de uma mudançapositiva no tecido empresarial português de base tecnológica. A Portic optou por incluir econvidar como sócias do clube Portic, empresas tipicamente PME com vocação exportadora, quetenham produtos e serviços de base tecnológica e líderes activos (Presidente/CEO/ CIO). Osinteresses são o crescimento económico da região assente num ecossistema baseado em empresasexportadoras e tecnológicas, geradoras de uma ecologia que alimenta ―empresas satélites‖ – maispequenas e especializadas, enraizando riqueza a nível da região.Porque definiu a Portic a Escandinávia como mercado-alvo? Que oportunidades oferece aEscandinávia às nossas PME?Os mercados-alvo da Portic são revistos com uma base periódica, sendo que os estabelecidosinicialmente apontaram para regiões com elevado potencial e com grande interesse pelo perfil deempresas que integram a Portic, dos quais destacamos a região de Oresund (a Sillicon Valleyeuropeia), que representa um mercado com um volume de negócios de 23,4 mil milhões de euros(dez vezes mais que o cluster Tice.pt em Portugal), com mais de 100.000 empregados em TI (ocluster Tice.pt em Portugal tem cerca de 14.000), sete parques de tecnologia e mais de 10.000empresas do sector. A região de Oresund tem apenas cerca de 3,6 milhões habitantes. Segundo oestudo Global IT Report 2009/10- ICT For sustainability (do INSEAD/World Economic Forum),a Suécia e Dinamarca estão no topo do ‗top‘ mundial, ultrapassando mesmo os EUA emcaracterísticas como Networked Readiness Index, Environment Component (ambientes: a nívelde mercado, regulação, política e infraestrutura), uso individual de tecnologia e prontidão dosnegócios para utilizar as TIC.Sillicon Valley está naturalmente no vosso mapa…Poucas semanas após a sua constituição, a Portic esteve representada em Sillicon Valley, ondetravou contacto com entidades tecnológicas, que colocaram a possibilidade de ainda este anovirem a Portugal, numa missão semelhante à realizada com os escandinavos que estiveram nonosso país em Abril. Regiões como estas competem entre si para captar as empresas mundiaismais inovadoras e Portugal está a ter resultados notáveis a nível dos seus produtos e serviçoswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  38. 38. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 37tecnológicos. É necessário agora adaptá-los à procura e vender nesses mercados com grandecapacidade de compra.Que parcerias estabeleceram, até ao momento, com empresas escandinavas?Estamos a trabalhar com hubs escandinavos, que conhecem os CEO das empresas da Skania (Sulda Suécia) e da grande Copenhaga (Dinamarca), entre as quais a Tetrapak, Ericsson, IKEA,Volvo, Gambro, Astrazeneca e SonyEricsson. Os representantes escandinavos não só conhecemprofissionalmente, como mantêm contacto pessoal com cerca dos 160 directores das principaisempresas da região. Estamos com estes contactos na fase de estabelecimento de conversas para anossa missão em Novembro.Como vai ser essa missão?Vamos com uma comitiva muito seleccionada de empresas de alto potencial, que têm comoobjectivos a fixação na região, ou o arranjarem parceiros, distribuidores e clientes. Para algumasdas empresas portuguesas, esta pode ser a primeira oportunidade para terem um primeiro grandecliente, dada a avidez das gigantes empresas escandinavas em produtos e serviços inovadores debase tecnológica. Esta é, de facto, uma oportunidade de ouro.Quanto pesa a balança (comercial) tecnológica portuguesa? Quanto vale a Escandinávia nessabalança?A grande exportação portuguesa para a Suécia é feita sobretudo à base de produtos tradicionais, emarginalmente a nível de produtos e serviços tecnológicos. Queremos mudar radicalmente estarealidade. Os dados de comércio externo mostram-nos as expedições de mercadorias e nãoenglobam serviços TIC´s. Em 2009, segundo dados do INE, o valor das expedições demercadorias portuguesas para a Suécia atingiu 350 milhões euros.Como?Para isso, contamos com a colaboração de entidades nacionais de referência, como o AICEP,CCDRN, UP, ADI, TICE, ADDICT e outros clusters nacionais como o UPTEC, CEDUP,Anetie, Inovaria, as embaixadas e câmaras de comércio e outras entidades da União Europeia ede Bruxelas. Existem programas como o ―ON2 – O Novo Norte‖ e o QREN, que apoiamfortemente estas iniciativas e as empresas portuguesas. Contamos também com o firme apoio dosnossos patrocinadores: Oresund IT, Glintt, Casa da Música, UPTEC, Strongstep, Nvia, MausHábitos, Neoscopio, AMBISIG, Alumni EI, Vendder e Saco Azul.O que representam as empresas aglutinadas na Portic na Escandinávia?www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  39. 39. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 38Actualmente, a presença das empresas da Portic na Escandinávia é ainda muito reduzida, sendoque isso se traduz num crescimento percentual grande. Esperamos um crescimento entre 20% a60% do número das empresas Portic com presença escandinava a curto/médio prazo.Quais são as metas a atingir pela Portic nos próximos cinco anos?Os objectivos passam pelo estabelecimento de fortes laços emocionais, relacionais e económicosda Portic e das suas empresas com mercados de alto potencial e acesso aos seus principaisplayers e mercados. Isso passa pela realização de uma a duas missões empresariais anuais apaíses alvo; pela organização de um evento internacional bianual de tecnologia em Portugal; pelacaracterização dos mercados alvos e mapeamento dos contactos e ‗benchmarking‘ das empresasPortic para maior competitividade e ainda pela compilação de boas práticas para ajudar a ajustara oferta de tecnologia portuguesa.Organizámos também recentemente uma missão aos Açores, com empresas do sector TIC, emparceria com a Agência para o Investimento dos Açores, onde demos a conhecer um espaço compotencial para o crescimento do sector, dadas as infraestruturas de fomento económico, os apoiosao investimento, a oferta académica e os parques tecnológicos. Esta região tem relaçõeshistóricas, culturais e económicas muito fortes com a América do Norte.Outros mercados poderão futuramente vir a ser trabalhados pela Portic? Quais?Nos mercados desenvolvidos: Escandinávia, EUA e Reino Unido. Nos mercados emergentes:Índia, China, Brasil e Argentina. Outros mercados de alto potencial, como o Irão e a Líbia, bemcomo mercados de proximidade relacional, como, por exemplo, Cabo Verde. Nestes mercadostemos relações privilegiadas e sabemos que podemos ajudar as empresas portuguesas a vingar.Quais são os principais factores de competitividade das exportadoras portuguesas na áreatecnológica?No Norte de Portugal, a massa crítica a nível das faculdades e universidades, nomeadamente dasuniversidade do Porto e do Minho promovidas fortemente a nível internacional pelos seusreitores, professores Marques dos Santos e António Cunha, em áreas como a engenharia,indústrias criativas e indústrias do mar, que em conjugação podem levar à criação de produtos eserviços em combinações únicas e diferenciadoras internacionalmente; a naturezaempreendedora dos empresários e a possibilidade de se ligarem às fontes universitárias deconhecimento e aos recursos de investigação, aos seus professores e alunos; a criatividade eengenho lusos; a facilidade do povo português em comunicar com outros povos e culturas e emmiscigenar-se.Qual a maior barreira à inovação em Portugal?www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  40. 40. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 39Os ―velhos do Restelo‖! Aqueles que dizem ―não é possível‖; ―não posso‖; ―não vão conseguir‖;―o que é de fora é que é bom‖; ―somos piores que os outros‖.A tecnologia pode ser um catalisador de desenvolvimento para Portugal? O que é necessário paraque isso se verifique?É necessário, acima de tudo, uma mudança de mentalidade, que as pessoas abram os olhos paraas oportunidades únicas na história. Nunca foi tão fácil para um português com uma empresatecnológica angariar investidores, mostrar os seus produtos ao mercado mundial, fazer-seconhecer além fronteiras, ir lá fora vender os seus produtos, exportar produtos e serviçosespecializados e em massa e para fora.Como se põe Portugal no futuro? O país tem uma estratégia empresarial?Portugal tem um conjunto de iniciativas, ‗clusters‘, grupos de empresas que estão virados para osmercados externos. O mercado externo é ―o mercado‖. O mercado nacional é ínfimo e quem nãoestiver preparado para ir lá fora ―combater comercialmente‖ está destinado a morrer em soloportuguês com a competição feroz nacional e a entrada de ‗players‘ internacionais habituados acompetir em mercados concorrenciais.Tal como no futebol, Portugal pode chegar às finais e destacar-se como um dos melhores numaárea como as TIC, que necessita, acima de tudo, de massa cinzenta e engenho, que, nestemomento, abunda em Portugal, mas que não está a ser aproveitado devidamente.Mais do que políticas governamentais, a iniciativa tem de partir dos indivíduos, pois são, essessim, os que podem fazer a diferença. E tudo de preferência sem burocracias estatais e numEstado que promova a meritocracia.O Estado deve ser leve, eficaz e permitir que as empresas compitam entre si, sem superproteger omercado, pois o risco é que as empresas se tornem gordas e pesadas e não consigam correr asmaratonas e olimpíadas internacionais da mesma forma elegante e competitiva que exigimos eque os nossos atletas fazem.Que modelo de desenvolvimento e crescimento defende para o País?Um modelo baseado em modelos nórdicos (há 100 anos, a Suécia era mais pobre que Portugal),que aposte na qualificação e formação dos indivíduos, para que estes possam criar empresascompetitivas baseadas no conhecimento, com valor acrescentado para os seus clientes. É certoque apenas algumas dessas empresas vão vingar e tornar-se empresas de grande porte,multinacionais capazes de serem líderes mundiais em nichos, como já temos alguns exemplos.Tem, no entanto, de haver consciência social de que é necessário trabalhar muito nesta e napróxima geração, para utilizar de forma racional os recursos preciosos que temos, as pessoas, onosso belo país, a nossa costa e, acima de tudo e uma vez mais, a nossa criatividade, tornando aswww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  41. 41. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 40visões e os sonhos de líderes portugueses nas caravelas e missões que vão levar novos produtos eserviços tecnológicos a um mundo de oportunidades que está além-fronteiras.―As estratégias de sobrevivência de Portugal passam pela internacionalização‖―A internacionalização deixou de ser opção para se tornar uma questão de sobrevivência‖,salientou Simon Stockley, director do MBA do Imperial College de Londres e membro docomité internacional da Portic, na Oresund@Portic, primeira grande iniciativa da Portic, quetrouxe a Portugal uma comitiva de empresários e investidores escandinavos e serviu igualmentepara apresentar esta organização, criada, em Março de 2010, com o objectivo de incentivar ainternacionalização das empresas portuguesas de base tecnológica.O antigo presidente da CIP, Francisco Van Zeller disse que ―todas as estratégias desobrevivência de Portugal passam pela internacionalização, que contém a exportação.‖Entre os vários membros da Portic encontram-se Francisco Van Zeller, que é o Presidente doConselho de Internacionalização, Simon Stockley, do Imperial College of London, Mário RuiSilva, da FEP/CCDRN, Rui Henriques, da GlinttHS, Emídio Gomes, da Universidade do Porto,Manuel Ferreira da Silva do Banco BPI, Diogo Vasconcelos, da APDC, Joaquim Cunha, daHealth Cluster Portugal, João Falcão Cunha, da FEUP, Nuno Pereira, da EGP, Daniel Pires, daSaco Azul/Addict, o Professor Marques Santos, da Universidade do Porto e António Cunha, daUniversidade do Minho.Fonte: Oje – o Jornal Económicowww.inovacaomarketing.com www.innovmark.com
  42. 42. Inovação & Marketing: O Melhor de 2010 41As melhores empresas exportadoras dePortugal1 de Abril de 2010―Why should I buy portuguese?‖ Faça esta pergunta em todas as línguas que conhece. Incluindoa portuguesa, nos gerúndios do Brasil. Sim, repita a pergunta ―Por que devo comprarportuguês?‖ tantas vezes quantas precisar até saber a resposta. Não porque queira comprarportuguês. Mas se quer vender português. Porque a Marca Portugal é isso: é a resposta.Centenas de empresas portuguesas sabem a resposta. E muitas delas dão-na ao longo daspróximas páginas desta edição, que inaugura um projecto entre o Negócios e a AICEP. Sejabem-vindo: esta é a Must Portugal Global 2010, a revista das melhores empresas exportadoras doPaís. Entre se faz favor.A economia portuguesa é demasiado pequena para cumprir as ambições de muitas empresas epara viabilizar os seus projectos. As exportações são, pois, o território óbvio de crescimento.Macroeconómico: o PIB, as balanças comerciais, de pagamentos, de transacções, a economiaportuguesa. E microeconómico: as receitas, os investimentos, as expansões, as empresasportuguesas. Mas disputar o enorme mercado global é enfrentar uma concorrência veloz emutante. Não basta a uma empresa fazer bem, é preciso ser reconhecida como aquela que fazbem. A diferenciação do produto. A competitividade no preço. A eficiência na distribuição. Apromoção, os ―stocks‖, as garantias financeiras. E o rótulo: Made in Portugal. Feito em Portugal.É aqui que entra a criação de uma marca global e afirmação dos seus atributos. As campanhaspublicitárias sobre Portugal penduradas nas fachadas de prédios em Madrid, coladas nosmetropolitanos de Londres, fixadas nos candeeiros de Helsínquia. As feiras, conferências, redesde ―networking‖, os apoios, estímulos, incentivos financeiros. E a invisível e laboriosa missão dadiplomacia económica, que abra portas e feche acordos, contratos, candidaturas. Tudo isto deveser exigido a um Estado, ao seu Governo, às suas instituições mandatadas. Mas não é a marcaque faz as empresas. São as empresas que fazem a marca.Esta Must Portugal Global 2010 revela as empresas, num conjunto seleccionado pela AICEP,que fazem a marca, que levam Portugal aos consumidores internacionais. A célebre máximakennediana não está ainda suficientemente batida: também estas empresas fazem pelo País semdepender do que o País faz por elas. Ninguém fará por estas empresas o trabalho de exportar,conquistar mercados, vencer concorrentes – servir o cliente, seja ele um consumidor angolano,um entreposto espanhol, um intermediário americano, um cambista suíço.www.inovacaomarketing.com www.innovmark.com

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