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Atualizado revisado vivencias pedagogicas em museus

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Atualizado revisado vivencias pedagogicas em museus

  1. 1. VIVÊNCIAS PEDAGÓGICAS EM MUSEUS DE CIÊNCIAS, PARQUES E RESERVAS FLORESTAIS. Selma Abreu Amorim Marcílio Hubner de Miranda NetoRESUMOEste trabalho apresenta de forma sumária o “olhar” de uma professora do PDE –Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná sobre espaços onde ocorre aeducação não formal e discute a importância e formas de sua integração com a educaçãoformal. Enfoca, especialmente, a utilização museus de ciências, parques e reservasflorestais em ações não formais e informais de ensino. No processo de visitaçãoapresenta-se três importantes momentos: no primeiro, em função do programa curriculardesenvolvido com os alunos, o professor (mediador) identifica o espaço onde asinformações trabalhadas na escola podem ser complementadas por meio de vivências;nosegundo, a visitação ou aula passeio quando os alunos visitantes apreciam a beleza doespaço finalizando a contemplação com o processo de análise dos objetos de mediaçãoexistentes no espaço. Nesse momento o professor, assessorado por monitores ou guias,atua como facilitador da mediação colocando em evidência, detalhes e informaçõesprioritários para o tema em estudo; o terceiro ocorre em sala de aula posteriormente àvisitação constituindo-se em atividades de desdobramento cujo objetivo é contribuir paraque as discussões não se restrinjam ao momento da visita orientada, mas que asreflexões propostas naquele espaço deixem de ter um caráter pontual. Pretende-se ainda,refletir sobre a alfabetização científica desenvolvida nesses espaços de educaçãopriorizando e enfatizando a importância de se estreitar laços entre as práticas de ensinoformal e não formal.Palavras chave: Educação não formal; Museus de Ciências; Parques e ReservasFlorestais; Alfabetização Científica1 INTRODUÇÃO O desenvolvimento científico e tecnológico vem criando nos educadores anecessidade de adotar modelos de ensino que atendam às novas demandas dasociedade. Além disso, um dos resultados mais insistentemente apontados pela pesquisaacadêmica no tocante à formação de professores é a dissociação entre a teoria e aprática pedagógicas. Tal característica adquire contornos peculiares na formaçãocontinuada, ignorando-se freqüentemente a realidade da escola e da sala de aula, bemcomo toda a rica experiência profissional dos professores e suas concepções préviassobre os assuntos tratados. Procurando a superação desses obstáculos o Governo doEstado do Paraná e a Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED/PR) oferecem
  2. 2. ao quadro próprio do magistério um programa de formação continuada denominadoPrograma de Desenvolvimento Educacional (PDE). De acordo com o documento síntese, divulgado pela Coordenação do Programa, oPDE está organizado em três grandes eixos de atividades: atividades de integraçãoteórico-práticas, atividades de aprofundamento teórico e atividades didático-pedagógicascom utilização de suporte tecnológico. As atividades a serem realizadas no decorrer doPrograma, estão distribuídas em dois anos, composto por quatro períodos. Nos doisprimeiros períodos o professor da Rede Estadual de Educação é afastado totalmente doexercício de suas funções e passa a receber suporte pedagógico e metodológico emparceria com as Instituições de Ensino Superior (IES). Nos dois períodos subseqüentes oprofessor PDE deverá retornar a sua escola de origem com carga horária reduzida (75%)para efetuar as atividades de aprofundamento teórico que contemplam o Projeto deIntervenção Pedagógica na Escola, o processo de Orientação nas IES, a ProduçãoDidático-Pedagógica, direcionada para a implementação do projeto na escola, acoordenação de Grupo de Apoio à Implementação do Projeto de Intervenção Pedagógicae um Artigo Científico, considerado como trabalho de conclusão do Programa. O PDE possui características peculiares, pois é desenvolvido em parcerias com asPró-Reitorias de Extensão das Universidades e Faculdades Públicas do Paraná tendo namaioria das vezes cumprido com o propósito de articular o ensino, a pesquisa e aextensão na busca pela superação de problemas que ocorrem no cotidiano das escolaspúblicas, a maioria decorrentes da falta de articulação entre o ensino que formaprofessores e a realidade das salas de aula, bem como de fragilidades existentes noprocesso de formação continuada. O resultado do conjunto de fragilidades aqui citadas e de muitas outras nãomencionadas repercute de forma drástica em sala de aula e na sociedade de maneirageral; dentre outras repercussões negativas estão a evasão escolar e o analfabetismofuncional. Outro grave problema a ser enfrentado é o analfabetismo científico que acometegrande parte da população gerando dificuldades ao desenvolvimento do país e à vida daspessoas que não estão preparadas para conviver em um mundo cada vez mais permeadopela ciência e pelas tecnologias decorrentes dos avanços científicos e tecnológicos. Autores como Gaspar e Hamburger (1993), Valente (1995), Gohm (1999), Cazelli(2000), Constantim (2001), Massarani (2002), Gaspar (2002), Chassot (2003), Krasilchik eMarandino (2004), Sabbatini (2006), Sapiras (2007), Rocha (2008), Moreira (2009)definem alfabetização científica da sociedade como pré-requisito necessário à
  3. 3. compreensão de assuntos controversos relacionados ao cotidiano dos cidadãos a fim departiciparem de forma consciente da formulação de políticas públicas em questões ligadasàs ciências e Tecnologia. As instituições de ensino básico e superior, na maioria das vezes, não contam compessoal habilitado para trabalhar aquilo que esses autores referem-se como alfabetizaçãocientífica, ou não possuem instrumentos e/ou equipamentos imprescindíveis à atuaçãodesses docentes como alfabetizadores científicos em sua área de conhecimento. Nosprocessos de educação continuada de professores, bem como para os estudantes partedesta lacuna pode ser preenchida por meio da articulação de ações educativasdesenvolvidas em espaços não formais de ensino. Dentre as muitas formas de se referir aos espaços não formais de educaçãodestacamos o trabalho de Jacobucci (2008, p. 56) que, na tentativa de definir essesespaços sugere duas categorias: locais que são Instituições e locais que não são Instituições. Na categoria Instituições, podem ser incluídos os espaços que são regulamentados e que possuem equipe técnica responsável pelas atividades executadas, sendo o caso dos Museus, Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Parques Zoobotânicos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa, Aquários, Zoológicos, dentre outros. Já os ambientes naturais ou urbanos que não dispõem de estruturação institucional, mas onde é possível adotar práticas educativas, englobam a categoria Não-Instituições. Nessa categoria podem ser incluídos teatro, parque, casa, rua, praça, terreno, cinema, praia, caverna, rio, lagoa, campo de futebol, dentre outros inúmeros espaços. De forma sintética, pode-se dizer que os espaços formais de Educação referem-se a Instituições Educacionais, enquanto que os espaços não-formais relacionam-se com Instituições cuja função básica não é a Educação formal e com lugares não-institucionalizados (JACOBUCCI, p. 56, 2008). Frente ao exposto realizamos este trabalho que se baseia no projeto deintervenção pedagógica elaborado como parte dos requisitos do PDE- Paraná econsistindo em um levantamento de espaços não formais de educação existentes emCianorte e região e de sua utilização com grupos de alunos da educação básica. Buscaanalisar a utilização de aulas passeio em espaços não formais de educação,especialmente museus de ciências, parques e reservas florestais. Toma-se como pontode partida as ações não formais programadas pelos autores e, na medida do possível, pormeio de suas vivências e do suporte teórico oferecido pela literatura, promove umconjunto de reflexões e faz algumas proposições visando contribuir para potencializar afunção educativa e o aproveitamento de uma aula passeio. Pretende-se ainda refletirsobre a alfabetização científica desenvolvida nesses espaços e discutir a importância de
  4. 4. se estreitar laços entre as práticas do ensino formal e o não formal.2 DESENVOLVIMENTO A realização deste trabalho constou de um conjunto de etapas as quais podem sersumarizadas da seguinte maneira: • preparação da professora PDE para compreender e atuar no processo de integração da educação formal com a educação não formal; • levantamento de museus e centros de ciências, parques e reservas florestais situados no município de Cianorte ou em municípios vizinhos para que a distância não se constituísse em uma grande barreira para o deslocamento de professores e alunos; • produção de material pedagógico em que consta cada um dos espaços visitados pela professora PDE e discussão do material pedagógico no Grupo de Trabalho em Rede, onde o professor PDE socializa o que está produzindo com outros professores da Rede Pública Estadual de Educação por meio da plataforma moodle e por meio de fóruns virtuais discute e aprimora o material; • implementação da experiência da integração da educação formal realizada na escola da professora PDE com ações de educação não formal que ocorreram por meio da preparação prévia e da visitação a três dos espaços levantados (MUDI – Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM, Parque Municipal Cinturão Verde de Cianorte e o MIC- Museu Interdisciplinar de Ciências da UNIPAR – Cianorte).2.1 O PROCESSO DE PREPARAÇÃO DA DOCENTE Poucas são as instituições de ensino básico ou superior que incluem em suasestratégias pedagógicas a realização de procedimentos caracterizados como ações nãoformais de educação. Na maioria das vezes quando realizam uma aula passeio ametodologia adotada caracteriza-se como educação informal, pois carece deplanejamento e formas próprias da educação não formal. Preparar-se para efetivar taltrabalho implicava em compreender este conceito, bem como vivenciar na prática suaaplicação para que depois pudesse reaplicar suas vivências e aprendizagens de
  5. 5. educação não formal com os alunos na implementação pedagógica. Durante o processo de preparação foram desenvolvidas as seguintes atividades:leitura de textos relacionados à alfabetização cientifica por meio da educação informal,não formal e formal; atuação prática na sede e em ações itinerantes do Museu DinâmicoInterdisciplinar da UEM; realização de cursos que envolviam fundamentação teórica eaulas passeios com visitação a Museus, parques, reservas, teatros e monumentoshistóricos do Rio de Janeiro e da Argentina (Missões Jesuíticas, salinas, vulcões,cordilheira dos Andes, parques nacionais, sítios de reprodução de pingüins e de lobosmarinhos, museus de paleontologia, edifícios e monumentos históricos);Concomitantemente, nesse período, a professora PDE participava de um conjunto deatividades teórico-práticas ofertadas pelas Instituições de Ensino Superior (IES)conveniadas e pelo PDE/SEED objetivando ampliar, aprofundar e atualizar os seusconhecimentos; o conteúdo abrangia temas relativos aos Fundamentos da Educação, àMetodologia Científica e aos conteúdos curriculares específicos de sua área de ingressono PDE, compreendendo: cursos, seminários, encontros de área, eventos de inserçãoacadêmica e teleconferências.2.1.1 Diferenciando educação informal, educação não formal e educação formal Os diversos autores consultados, em suas concepções acerca das modalidades deeducação, trazem conceitos que se complementam e que em alguns pontos, por vezes,são divergentes. Marandino et al. (2003, p.9) observa a inexistência de uma definiçãocomum desses termos tanto na bibliografia consultada como entre os profissionais queatuam nestas áreas, uma vez que foi verificado o uso de critérios diferenciados para adefinição dos termos havendo autores que adotam o termo informal como sinônimo daeducação não formal e outros que o definem como outra modalidade de educação.Coexistem assim, três adjetivos distintos para educação: formal, não formal e informal. Referindo-se à educação formal como sendo a que se realiza na escola, pode-seconceituar como não formal “aquela que não é operacionalizada a partir de currículostradicionais, que não confere graus ou diplomas e que não possui caráter obrigatório,estando disponível ao publico em geral” (GASPAR, 1998, p.33). Por sua vez, Gohm (1999, p.18), define educação não formal como a queproporciona “a aprendizagem de conteúdos da escolarização formal em espaços comomuseus, centros de ciências, ou qualquer outro em que as atividades sejamdesenvolvidas de forma bem direcionada, com um objetivo definido”. Também
  6. 6. compartilham com concepção Sabbatini (2006, s/p.) e Barros (1998, p.199), os quaisentendem que os museus de ciências inseridos na educação não formal. Cabe então destacar que a educação não formal recebe este adjetivo poracontecer em espaços diferentes da clássica sala de aula ou dos laboratórios, ou seja, emespaços que segundo Jacobucci (2008, p. 56) podem ser institucionais ou nãoinstitucionalizados. Nestes espaços a literatura nos permite afirmar que pode ocorrer tantoa educação não formal quanto a informal dependendo do objetivo da visitação ou daforma como é conduzido o processo de visitação. A vivência teórica e prática no decorrerdeste trabalho evidenciou que a educação não formal exige planejamento prévio peloprofessor, o qual utilizar-se-á dos referidos espaços para dar corpo àquilo que em funçãoda estrutura curricular está sendo estudado na escola isso implica em três diferentesmomentos: a preparação que antecede a visita ou aula passeio, o processo de visitação eum conjunto de sínteses que são realizadas após a visitação. Por outro lado a educação informal não requer preparação prévia e nem estávoltada necessariamente aos estudantes. Gaspar (2002, p. 179) argumenta que Vigostskyestabeleceu relações claras e explícitas entre o ensino informal e o formal: Na suanomenclatura o primeiro dá origem aos conceitos espontâneos e o segundo aos conceitoscientíficos. Os conceitos científicos, nesse caso, não se referem exclusivamente aconteúdos tradicionais de ciências, mas a todo conteúdo de qualquer disciplina formal. Na educação informal, não há lugar, horários ou currículos. Os conhecimentos são compartilhados em meio a uma interação sociocultural que tem, como única condição necessária e suficiente, existir quem saiba e quem queira ou precise saber. Nela, ensino e aprendizagem ocorrem espontaneamente, sem que, na maioria das vezes, os próprios participantes do processo deles tenham consciência (GASPAR, 2002, p. 173). No decorrer da preparação prática no Museu Dinâmico Interdisciplinar aprofessora PDE identificou ações de educação não formal e informal. Dentre as não formais estavam visitas agendadas por escolas do ensino básico,de cursos técnicos e até superior com objetivo previamente estabelecido. A titulo deexemplos foram acompanhadas: visitas monitoradas para integrantes do corpo debombeiros e posteriormente aos estudos teóricos da anatomia humana voltados aoembasamento de primeiros socorros visitaram o MUDI a fim de verificar nas peçasanatômicas e no cadáver glicerinado da exposição de anatomia humana, os órgãos esistemas que estavam estudando; apresentação das peças de teatro educativo do MUDI,dentre as quais “O Auto da Barca do Fisco” para grupos que estudavam Cidadania eConsumo e que assistiam “O Auto da Barca do Fisco” como forma de motivá-lo
  7. 7. complementando seus conhecimentos; ainda apresentações do “Música e Poesia paraFalar de Cidadania e Meio Ambiente” objetivando e sensibilizar os alunos sobre o papeldo cidadão em relação à preservação ambiental; visita ao MUDI com maior enfoque nocorpo humano para alunos de sétima série, entre outras ações. No mesmo museu foi acompanhado o processo de educação informal através daobservação de visitas de grupos familiares que caminhavam espontaneamente no recintodirecionando atenção àquilo que consideravam curioso nas exposições, quando entãosolicitavam explicações aos monitores ou envolviam-se em discussões com outrosvisitantes. Também apresentavam caráter informal as visitas de grupos escolares, queembora realizassem-nas mediante agendamento prévio, não tinham como propósitocomplementar uma ação curricular iniciada na sala de aula nem tampouco aprofundar oconhecimento de matérias estudadas. A finalidade era conhecer o museu como um todode maneira que cada aluno ao longo do processo de visitação pudesse satisfazercuriosidades sobre o que os organizadores das exposições pretendem comunicar com osdiversos objetos de mediação.2.1.2 Alfabetização científica: o que é isto e como ela se processa nos espaços deeducação formal e não formal? Da mesma forma que há divergências conceituais referentes às modalidades deeducação (formal, não formal e informal), Jacobucci (2008, p.63) afirma ser freqüente autilização, por pesquisadores brasileiros, de diferentes expressões para descrever anecessidade de aproximar a Ciência e a população: alfabetização científica (CAZELLI, 2000, CONSTANTIN (2001) CHASSOT, 2003), letramento científico (SANTOS, 2007), divulgação científica (BUENO, 1985; MASSARANI, 1998; LOUREIRO, 2003), comunicação científica (DUARTE, 2004; MUELLER, 2006), popularização da ciência (GERMANO, 2005) (JACOBUCCI, 2008, p. 63) Com o movimento Ciência Sociedade e Tecnologia (CTS) outro termo vem sendoutilizado pelos estudiosos: “alfabetização científica e tecnológica”. Dentro da concepçãoCTS, a ciência deixa de ser exclusividade de um público restrito que se relacionadiretamente com ela para fazer parte do cotidiano da população não acadêmica. Santosressalta:
  8. 8. como todos sabemos, a conceptualização CTS presta especial atenção a modos de articular ciência/tecnologia com a sociedade e com situações que permitam debates éticos e culturais. Demarca-se de ópticas vincadamente acadêmicas e aproxima-se de ópticas baseadas nas realidades quotidianas. É particularmente sensível ao estabelecimento de novas relações entre o ser e o saber. Afasta-se da racionalidade científica, típica do positivismo, e abre caminho à construção de novas racionalidades. Com esta construção não se trata de incorporar uma “nova” racionalidade – racionalidade CTS - noutras, nem de amalgamar as lógicas científica, tecnológica e socioambiental, mas de convocar diferentes matrizes de racionalidade (científica, tecnológica, social, cultural, etc.), questioná-las, dialogar com todas, mas diferenciar- se delas (SANTOS, 2005, p.150). Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão daCiência, do Ministério de Ciência e Tecnologia, advoga que para a educação de qualquercidadão no mundo contemporâneo, é fundamental que ele tanto possua noção, no queconcerne à ciência e tecnologia (C&T), de seus principais resultados, de seus métodos eusos, quanto de seus riscos e limitações e também dos interesses e determinações(econômicas, políticas, militares, culturais etc.) que presidem seus processos eaplicações. O significado social e cultural da ciência como atividade humana, socialmentecondicionada e possuidora de uma história e de tradições, fica muitas vezes camufladonas representações escolares e em muitas atividades de divulgação, particularmente namídia. Falar de inclusão social no domínio da difusão ampla dos conhecimentoscientíficos e tecnológicos e de suas aplicações compreende, portanto, atingir não só aspopulações pobres, as dezenas de milhões de brasileiros em tal situação, mas tambémoutras parcelas da população que se encontram excluídas no que se refere a umconhecimento científico e tecnológico básico. A compreensão da realidade em que se vive a capacidade de compreender eenfrentar os desafios do mundo atual, quer seja em relação à problemas de saúde, àpreservação do meio ambiente ou a questionamentos de ordem política e social são, emlinhas gerais, os critérios consensualmente mais aceitos para se considerar alguém"alfabetizado" em ciências. Diante da heterogeneidade de termos e significados optamos por utilizar o termo“não formal” para designar a educação nos espaços de educação científica e“alfabetização científica tecnológica” para designar as ações que propiciam a leitura e oentendimento da linguagem em que é escrito o discurso científico, misto de fatos,vocabulários, conceitos, história e filosofia, ferramentas necessárias para entenderdebates públicos sobre questões de ciências e tecnologia, lidar com informações docampo científico e opinar sobre o nosso destino. Segundo Constantin, “esta alfabetização deve ser contínua, como são os avanços
  9. 9. das ciências e a entrada de tecnologia em nossa vida diária” (CONSTANTIN, 2001,p.198). Apesar da presença cada vez mais constante dos produtos das Ciências nocotidiano, seja através da tecnologia, no trabalho e em casa, nos meios de transporte, naprevenção e no tratamento da saúde, assim como na participação em decisões políticas eéticas que envolvem o rumo para o qual podemos nos encaminhar, a maior parte doscidadãos não se dá conta de que isso acontece e nem de como acontece. Situaçãoreforçada nas palavras de Delício: uma grande parcela da população considera as Ciências como algo distante, sem relação e função direta com seu cotidiano, isto talvez seja reflexo das formas tradicionais de seu ensino, as quais são realizadas de forma pouco compreensível e não motivante, o que conduz a uma atitude de rechaço, menosprezo ou indiferença para com esta área do conhecimento humano (DELÍCIO, 2009, p. 207). Inscritos nessa problemática, os espaços não formais de educação constituem umdos múltiplos veículos utilizados para aproximar a ciência da população, apresentando,todavia características fortemente distintivas: Os Centros e Museus interativos de Ciências são espaços não-formais de Educação onde são oferecidas atividades interativas educativas que possibilitam ao público-visitante deste museu à aproximação com as Ciências e à realidade do seu meio; São espaços que além de divulgar as Ciências, contribuem para a ampliação e diversificação do ensino de Ciências. Permitem a assimilação de informações de uma forma agradável, oferecendo ao mesmo tempo entretenimento e educação; A educação científica realizada nesses locais apresenta características específicas como a livre escolha, a abordagem não seqüencial, não vinculada a um currículo, entre outras que a diferem do sistema formal de educação; além de ter peculiaridades interessantes e elementos como tempo, espaço e objetos, que são meios dinâmicos de intercâmbio pelo qual se somam novos conceitos e experiências ao conhecimento individual e coletivo (DELICIO, 2009, p.208; VIEIRA e BIANCONI, 2007, p.34; ROCHA et al., 2007, p.4; MENENDEZ, s/d). Segundo Miranda Neto et al. (2003, p.12) para que os museus de ciênciascumpram com tão importantes papéis que lhe são atribuídos é preciso desconstruir a idéiade que museus são espaços de “velharias” e passar a encarar tais espaços como locaisonde objetos concretos estimulam nosso imaginário para viajar no tempo buscandocompreender as múltiplas relações em que aqueles objetos foram produzidos. Nestesentido, a mediação feita por monitores durante a visita, bem como o trabalho préviorealizado por professores emprestam vida aos objetos das exposições e dão significado
  10. 10. aos experimentos e interações realizados no museu. Além dos museus de ciências os parques e as reservas florestais possuem umexcelente potencial pedagógico ainda pouco explorado pelas escolas. Costa, (2003, p.15)destaca que o ambiente urbano pode ser considerado um dos mais alterados pela açãoantrópica; por isso, áreas verdes instaladas no interior das cidades se tornam importantespara o desenvolvimento de pesquisas científicas e de ações educativas, pois constituemespaços onde as condições ecológicas são mais próximas das naturais do que no restoda cidade propiciando a contemplação humana e a educação ambiental, além de possuirextrema importância social proporcionando lazer, saúde, melhoria na qualidade de vida nomeio urbano, conhecimento científico à população local e também de outras áreas.2.2 LEVANTAMENTO DE ESPAÇOS PARA A EDUCAÇÃO NÃO FORMAL Nesta etapa do trabalho realizou-se um levantamento de parques, museus,centros de ciências e reservas florestais situados em Cianorte ou em municípios vizinhoscuja distância não se constituísse uma grande barreira para o deslocamento deprofessores e alunos. O desconhecimento de espaços onde pudesse ocorrer a educação informal e nãoformal com ganhos para a cultura científica por parte dos professores e da comunidadeescolar foi constatado desde o primeiro encontro da professora PDE com seu orientadorque, na ocasião, perguntou-lhe de forma capciosa, porém fundamental para o projeto emquestão: “Em sua há um museu de ciências?” A partir da resposta negativa o orientadorrevelou-lhe a existência em Cianorte do Museu Interdisciplinar de Ciências daUniversidade Paranaense (MIC/UNIPAR). Mediante da surpresa, evidenciou-se anecessidade da realização de um levantamento desses espaços destacando-se opotencial pedagógico e divulgação dos mesmos a fim de que, não só professores, mastambém a comunidade em geral pudesse usufruir dos mesmos. As visitas dereconhecimento, em Cianorte e cidades circunvizinhas revelaram museus de ciências,parques e reservas florestais, herbários, trilhas ecológicas com acervos e enfoquesimportantes para ensino e construção da cultura científica. Foram efetuadas expedições de campo e registro fotográfico aos seguintes espaços: MuseuInterdisciplinar de Ciências da Universidade Paranaense – Umuarama, MuseuInterdisciplinar de Ciências da Universidade Paranaense – Cianorte, Museu DinâmicoInterdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá- Maringá, Parque Municipal CinturãoVerde de Cianorte, Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santos – Fênix, Parque
  11. 11. Estadual Lago Azul – Campo Mourão, Estação Ecológica Cerrado – Campo Mourão,Parques Municipais de Umuarama: Bosques dos Xetás e do Uirapuru – Umuarama,Reserva Florestal de Figueira do Oeste e Viveiro de Mudas do IAP – Engenheiro Beltrão,Reserva do Patrimônio Particular Natural - São Manoel do Paraná, Reservas e FlorestaUrbanas e Parques Municipais de Maringá. A pesquisa in locus objetivou o reconhecimento das instalações físicas, dosmódulos interativos bem como do acervo museal ou do patrimônio natural, horários deatendimento e contatos para agendamentos, a avaliação da acessibilidade, da localizaçãoe do relevo, da manutenção das trilhas, da qualidade paisagística, do porte e densidadeda vegetação, da diversidade da fauna e das possibilidades educativas peculiares a cadalocal os quais estão detalhados por Amorim e Miranda Neto, (2010) disponível no site“diaadiaeducacao” do Governo do Estado do Paraná<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos>.2.3 PRODUÇÃO DE MATERIAL PEDAGÓGICO Como parte das atividades previstas para o PDE está a produção do materialpedagógico. Durante sua elaboração foi discutido via fórum virtual com outrosprofessores; posteriormente ocorreu a implementação do mesmo na escola de origem daprofessora PDE. O Material foi produzido com base nos dados coletados durante as visitasrealizadas a possíveis espaços de educação não formal e constituiu-se no cadernotemático “Museus de ciências, parques e reservas florestais de Cianorte e região:Possibilidades de utilização na dinamização do ensino formal de ciências por meio doensino não formal” disponível no Portal de educação dia-a-dia-educacao do Governo doEstado do Paraná. Nele o leitor encontrará informações sobre agendamento de visitas,meios de contato (telefone, e-mail, endereços), horários de atendimento, acervo, açõesque promovem tais como, oficinas destinadas a professores e comunidade em geral,exposições itinerantes, pesquisas, divulgação, atividades culturais, entre outras. O objetivo ao conhecer e divulgar esses espaços foi incentivar o uso dos mesmosna proposição de atividades educativas de diferentes áreas do conhecimento para todasas faixas etárias. Utilizando por meio de atividades de educação não formal ou daeducação informal onde qualquer membro da comunidade possa vivenciar e aprender emtais espaços. As atividades didático-pedagógicas com utilização de suporte tecnológico
  12. 12. possibilitam a interação do professor PDE com os demais professores, através dosGrupos de Trabalho em Rede (GTR). O GTR possibilita a inclusão virtual dos docentesnos estudos, reflexões, discussões e elaborações realizadas pelos Professores PDE,como forma de democratização do acesso aos conhecimentos teórico-práticos específicosdas áreas/disciplinas do Programa. Assim, antes de sua publicação o referido cadernotemático foi socializado com os demais professores inscritos no curso “Centros e Museusde Ciências: ferramentas pedagógicas para a socialização do conhecimento científico” através doGrupo de Trabalho em Rede. Os fóruns de debate freqüentes no GTR constituem um processo de aprendizado,neles os professores trabalham juntos, possibilitando que cada um aprenda com ooutro e conseqüentemente compartilhe evidências e informações na buscar desoluções. Nessas condições observa-se um aumentando das expectativas quefavorecem os estudantes e permitem que os professor reflitam a cerca dos problemasque os afetam. A prática pedagógica passa a ser objeto de ação e reflexão continuada,crítica, decisiva e determinante na busca individual e coletiva de trabalho docentequalificado. Nos fóruns houve concordância do grupo quanto à necessidade de melhoriasno ensino de Ciências em nosso sistema educacional pautado na memorização deconceitos isolados de sua aplicação; houve ainda um consenso quanto a firmação deparcerias entre ensino formal e não formal, bem como a importância dos espaços nãoformais de educação para a promoção da alfabetização científica, melhoria dos processosde ensino e de aprendizagem e promoção social. Considerando que os espaços de educação não formal apresentam-se comocomplementares à educação formal, que muitos educadores desconhecem essasinstituições bem como seu potencial pedagógico para melhoria do ensino de ciências epara a efetivação da alfabetização científica e tecnológica e objetivando estreitar laçosentre as práticas do ensino formal e o não formal serão descritas algumaspossibilidades educativas nos locais investigados: • Trilha Interpretativa: uma alternativa para trabalho educativo em campo, as trilhas permitem total interação entre o homem e a natureza oportunizando a aquisição de maior conhecimento sobre o local como: histórico da área, a vegetação que forma o parque e suas principais espécies, a classe e a formação do solo da região que permitiu o desenvolvimento do tipo de floresta existente e a fauna que já habitou ou ainda habita a região fitogeográfica na qual está inserido o parque. Essas trilhas podem ser guiadas por monitores ou autoguiadas através de placas e outros componentes visuais. No levantamento
  13. 13. identificou-se duas trilhas no Parque Estadual Lago Azul Usina Mourão, cidade de Campo Mourão (“Perobas” e “Aventura”), ambas guiadas por guardas- parque e diferem no grau de dificuldade de percurso; duas trilhas no Parque Municipal Cinturão Verde, Cianorte (“Trilha das Perobas” e “Trilha do Fantasminha”), diferente das anteriores por não apresentarem diversidade de percurso, sendo que as caminhadas só podem realizar-se mediante autorização prévia da Secretaria Municipal de Meio Ambiente por se tratar de área ambiental protegida; Três trilhas no Parque Estadual Vila Rica Do Espírito Santos em Fênix todas abertas a livre visitação, o parque possui ainda trilhas exclusiva a pesquisadores devido ao seu grande valor histórico arqueológico, haja vista nelas existirem as ruínas de Vila Rica do Espírito Santo II, uma das quatro comunidades espanholas fundadas entre nos séculos XVI e XVII; uma trilha na Reserva Florestal de Figueira na cidade de Engenheiro Beltrão com início no Centro de Sementes Florestais e término no viveiro, onde, durante o percurso, é possível identificar vários estágios da vegetação; uma trilha na Reserva Florestal do Caraguatatiba em São Manoel do Paraná; outra trilha no Parque das Palmeiras em Maringá na qual consta com brinquedos rústicos. Conforme levantamento realizado por Bovo e Amorim, (2008) a parte externa do parque conta com lanchonete, sanitários e bebedouros, a iluminação tanto baixa como alta é considerada ótima havendo ainda várias lixeiras instaladas por todo o parque. Os parques e reservas urbanas dispõem também de pistas de caminhada ideais para exercícios físicos, contemplação e observação da atividade antrópica nestas áreas, como veremos a seguir;• Estudo do Efeito de Borda: os parques e reservas das cidades de Cianorte, Umuarama, Campo Mourão, Maringá contam ainda com pistas de caminhada em seu entorno, ideais para observação da atividade antrópica, pois, conforme destacado por Costa (2003, p. 20) áreas periféricas de fragmentos florestais são mais susceptíveis a impactos externos, ocasionando um desequilíbrio do ecossistema de fora para dentro, pois essas áreas de transição entre a parte externa e a parte interna da floresta são mais quentes e mais secas por receber maior iluminação, além de estarem mais susceptíveis a atividade humana. Sendo assim, podem-se realizar estudos e análises da situação de borda dos parques e reservas de forma a detectar os potenciais impactos causados pela ação antrópica no local;• Educação Ambiental: os parques e reservas de Cianorte, São Manoel do
  14. 14. Paraná, Engenheiro Beltrão, Campo Mourão e Fênix possuem centro de educação ambiental onde são recebidos grupos participantes de atividades culturais como cursos e palestras. Em todos os parques visitados é possível a realização dessa atividade por meio de panfletos ou placas distribuídos ou espalhados na localidade;• Pesquisa Científica: as visitas aos museus, parques e reservas podem ser realizadas também com o intuito de produção científica. No MUDI/UEM é possível desenvolver atividades que levem os alunos a explorarem aspectos da metodologia científica e proporcionem oportunidades para o desenvolvimento da capacidade de observação, compreensão, da relação entre desenvolvimento científico e social, utilização de procedimentos de investigação, análise crítica do papel da ciência e da tecnologia na melhoria das condições de vida da população, bem como de suas repercussões ambientais; agendar visita a laboratórios de pesquisa do MUDI/UEM para que os alunos possam interagir com pesquisadores e seus orientados (iniciação científica, mestrado e doutorado) de maneira a se interar das pesquisas por eles realizadas, conhecer equipamentos e procedimentos utilizados nas pesquisas e na popularização de seus resultados. Já os parques e reservas florestais, por se tratarem de uma área com a vegetação hoje edificada por cidades, possui apenas alguns fragmentos isolados em determinados pontos da malha urbana, representa um rico objeto de estudo para a fitogeografia, a geografia, a biologia e outras áreas afins, caracterizam-se como um laboratório vivo e ao ar livre para o desenvolvimento das mais variadas pesquisas;• Visitas Orientadas: Krapas e Rebello (1999, pág. 12) definem a visita orientada ou guiada como sendo “a maneira de atendimento mais freqüente oferecida ao público nos espaços de educação não formal” e como aquela que “se caracteriza pelo acompanhamento de um grupo (escolar ou não) por um guia ou monitor que transmite informações previamente selecionadas” ( Id., 1999). Através das visitas guiadas os espaços não formais de educação conseguem que os visitantes façam uma leitura do local mais próxima possível dos objetivos pretendidos por seus idealizadores. De acordo com as especificidades do grupo visitante a visita guiada pode adquirir características de reconhecimento, de aprofundamento ou visitas por temáticas. A esse respeito, vale lembrar que no agendamento da visita fique claro o objetivo do grupo visitante;
  15. 15. • Observação, Contemplação e Lazer: os estudos elaborados por Costa (2003, p. 20) revelam que os espaços de educação não formal possuem ainda grande potencial turístico e de entretenimento podendo ser explorados por outros grupos, sem função educativa, haja vista o mais importante ser o entretenimento e o lazer. Os parques e reservas florestais de Cianorte, São Manoel do Paraná, Engenheiro Beltrão, Campo Mourão, Fênix e Maringá possuem infra-estrutura que conta com brinquedos, trilha em seu interior, aparelhos para atividades físicas, pista para caminhada, campo de futebol e praça de alimentação. Além disso podem ser explorados por observadores de pássaros, borboletas e até morcegos. Os parques de Fênix e Campo Mourão (Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santos, e o Parque Estadual Lago Azul de Campo Mourão) recebem visitantes aos sábados e domingos. O Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá, além da programação diária, recebe visitantes no período noturno; aos sábados e domingos oferece programação especial a grupo de idosos e familiares, as visitas individuais ou de grupos familiares são livres e não carecem de agendamento prévio, aos domingos o enfoque das visitas é, principalmente, para grupos familiares. Portanto os espaços de educação não formal possuem atrativos para a visitação de qualquer membro da comunidade, possibilitando através da procura do lazer, a realização de todas as outras atividades propostas anteriormente.2.4 IMPLEMENTAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DA INTEGRAÇÃO DA EDUCAÇÃO FORMALE NÃO FORMAL A implementação na escola ocorreu com alunos de quinta série, turma - Mauríciode Souza do Colégio Estadual Igléa Grollmann de Cianorte. A primeira atividade realizada foi uma visita ao Museu Dinâmico Interdisciplinar daUniversidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), desenvolvida de acordo com oplanejamento característico da educação não formal. A referida visita foi embasada naliteratura, e em especial na proposta de Requeijo (2009), cuja concepção assegura que o“ ‘sucesso’ de uma visita escolar a um espaço de educação não formal é, em grandeparte, dependente das expectativas, do conhecimento prévio e, sobretudo, das atitudesdos professores em relação a tal espaço, antes e depois da visita” (REQUEIJO et al.
  16. 16. 2009, p. 2). A visita foi efetuada com o intuito de desenvolver um trabalho contextualizadosocial e historicamente, além de estar comprometida com a alfabetização científica etecnológica tem como base as especificidades do museu enquanto espaço de educaçãonão formal. Em sua proposta metodológica, a visita orientada compreende trêsmomentos: antes, durante e depois da visita ao espaço físico do museu, detalhados aseguir. No momento antes, em função do programa curricular desenvolvido com os alunosforam selecionados e agendados os espaços a fim de que as informações trabalhadas naescola pudessem ser complementadas por meio de vivências: A exposição Celebração Galineana; A Biodiversidade no Mundo com e Sem Água; Tabagismo Neste momento os principais papéis do professor consistem em proporcionaratividades que fundamentem o processo de visitação de maneira que os alunos durante avisita possa encontrar significados diferenciados e cientificamente pautados, bem comoincutir neles o desejo de conhecer o local, contemplá-lo e analisá-lo. Como atividade defundamentação foram apresentados aos discentes textos variados sobre as temáticas,realizadas visitas ao Parque Municipal Cinturão Verde, bem como um jogo de tabuleiro,um vídeo sobre consumismo e um questionário da “pegada ecológica”. Proporcionadas as atividades de fundamentação deu-se continuidade à proposta,momento durante, realizando a visita ao MUDI/UEM. A ansiedade gerada pela visita foi minimizada disponibilizando-se aos visitantesum primeiro momento para percorrem todos os ambientes apenas com a finalidade dereconhecê-los. Só então, baixada a expectativa, foram exploradas as temáticas quedesejávamos em estudo. Esse momento pode ser usado para informar onde ficam osbanheiros, a praça de alimentação, locais para descansar e relaxar, saídas deemergência. Outros elementos que compõem o ambiente como placas informativas,legendas, textos de parede, etiquetas, vitrinas, áudios, gráficos e computadoresinterativos também podem ser explorados rapidamente neste primeiro momento.Conhecer o ambiente propicia ao visitante um nível maior de controle sobre a experiênciapedagógica, o que faz com que a visita seja mais satisfatória. De acordo com a proposta metodológica de Requeijo, durante a visita orientadaestabeleceu-se discussões que valorizam o conhecimento prévio dos alunos, gerados nasatividades de fundamentação. Nesse momento, o mediador utilizou questões provocativaspara estabelecer um diálogo sobre os assuntos relacionados às temáticas. As questões
  17. 17. procuraram ir além da transmissão de conteúdos e buscaram estabelecer relações entre aciência e o dia a dia, a história, a cultura, do aluno-visitante. Por meio dessas respostas opróximo passo foi sendo construído; as relações estabelecidas em um espaço são pontespara a tomada de um novo assunto no mesmo ou em outro espaço. Desta forma constrói-se o caminho a ser percorrido pelos alunos e pelo mediador por meio de diálogos(relações entre saberes) estabelecidos durante a visita. Espera-se, desse modo, contribuirpara o reconhecimento não só dos produtos da ciências, mas das relações existentesentre a mesma, os indivíduos e o mundo. Para que as discussões não se restringissem a visita orientada foram propostasatividades para serem feitas no momento depois da visita garantindo a continuidade dasreflexões, complementando o aprendizado, e despertando nos alunos o desejo desocialização o conhecimento adquirido com seus familiares e principalmente deretornarem a esses espaços atuando como mediadores, pois segundo Gil e Lourenço os museus de ciência e tecnologia servem para que os visitantes, após a visita, olhem para o mundo de maneira diferente, vejam coisas que nunca viram e, eventualmente, façam coisas que nunca fizeram porque achavam que não eram capazes. Este é o âmbito dos Centros e Museus de Ciência: a sensibilização para a cultura científica, a remoção de eventuais bloqueios “anti-científicos” e o estímulo das atitudes e dos processos da ciência, em particular a curiosidade e o espírito crítico (GIL E LOURENÇO 1999, p.04, grifo nosso). Como atividades complementares foram produzidos textos, ilustrações, umapesquisa sobre tabagismo, uma visita ao Museu Interdisciplinar de Ciências (MIC)vinculado à Universidade Paranaense (UNIPAR), Unidade Campus de Cianorte, aprogramação de uma visita à Reserva Florestal do Caraguatatiba em São Manoel doParaná e de uma segunda visita ao MUDI/UEM a fim de que os alunos-visitantessocializassem os conhecimentos vivenciados com seus familiares. Devido ao mau tempoa visita à reserva foi cancelada e uma falha mecânica durante o trajeto Cianorte/Maringáimpossibilitou que a segunda visita ao MUDI/UEM fosse realizada. As atividades após a visita contribuíram para avaliar o processo, pois durante amesma torna-se difícil saber se a mediação está sendo ou não adequada e se promoveou não aprendizagem. A concretização das ações descritas, tendo como público alvo a quinta sérieMaurício de Souza envolveu parcerias com outros seguimentos da comunidade escolar emunicipal como a equipe pedagógica, a direção, os professores, os pais de alunos, a
  18. 18. prefeitura municipal, a divisão de transportes municipais, a coordenação dos museus,parques e reservas florestais e do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). A conciliação entreagendamentos, disponibilidade de transporte, previsão de chuva, horários compatíveispodem ser citados como alguns entraves à realização de algumas ações. No entanto, asdificuldades não comprometeram o objetivo principal, a ampliação e a melhoria doconhecimento científico dos alunos e comunidade em geral, muito menos ofuscaram aalegria e prazer de aprender ciências de forma prazerosa diferente da tradicional,peculiar ao ensino formal.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Segundo Lorenzete e Delizoicov ( 2001, s/p) a alfabetização científica preocupa-secom os conhecimentos científicos e suas respectivas abordagens constituindo-se numaliado para que o aluno possa ler e compreender o seu universo. Pensar em transformaro mundo que nos rodeia tem como pressuposto conhecer os aportes científicos,tecnológicos assim como a realidade social e política. Portanto, a alfabetização científicano ensino de ciências naturais é compreendida como processo pelo qual a linguagem dasciências naturais adquire significados contribuindo para o indivíduo ampliar seu universode conhecimento, sua cultura como cidadão inserido na sociedade. Esses autores partemdo pressuposto de que a escola, dissociada de seu contexto, não dá conta de alfabetizarcientificamente e mencionam a existência de uma série de espaços e meios que podemauxiliá-la na complexa tarefa de possibilitar a compreensão do mundo, sendo portantonecessário o planejamento do docente para a condução das atividades que se propõemnos espaços extra escolares. Busca-se com este trabalho, num primeiro momento, identificar espaços epossibilidades para a alfabetização científica e posteriormente implementar ações práticaspor meio da visitação em tais espaços. Observando-se o comportamento dos alunosdurante e depois do processo de visitação percebeu-se que as atividades realizadasnesses espaços aumentam a curiosidade, o senso de observação, a criatividade, ointeresse pelas Ciências e desenvolvem principalmente a alfabetização científica. Porém,para que esta alfabetização ocorra, além das interações entre os objetos e artefatos dasexposições museais ou dos elementos do meio natural, dos mediadores da aprendizageme dos conhecimentos prévios dos alunos é necessário que, ao retornarem à escola, osprofessores e alunos sistematizem este conhecimento, aprofundem conhecimentos e o
  19. 19. socializem o que se aprendeu com outros escolares, familiares e amigos. Sugere-se,portanto, que tais visitas ou aulas passeio tenham um roteiro previamente elaborado, queo professor conheça o local, selecionando os materiais e determinando o temponecessário para a realização de cada atividade. A visita aos parques e reservas florestaisnecessita ainda de cuidados específicos tais como: tipo de vestimenta e calçados, uso deprotetores e repelentes, manter-se junto ao grupo durante as trilhas, seguir as orientaçõesdo guia, entre outras. Embora consideremos importante a existência de um roteiropreviamente preparado, parte das descrições feitas pelos alunos após a visita destacamfatos, objetos e conhecimentos que foram observados fora do que havia sido programadoe apresentado, ressaltando ainda mais necessidade de se estreitar laços entre aeducação formal, não formal e informal para a alfabetização científica e tecnológica epara a formação de cidadãos. Em suma, a educação não formal e informal coexistem nos museus, parques ereservas florestais, sendo sutis os limites entre ambas. Tornar uma aula passeio umaação de educação não formal é responsabilidade do professor que irá acompanhar osalunos. Esta responsabilidade passa pela preparação prévia para que os alunos levemem sua bagagem cognitiva elementos que lhe permitam compreender e valorizar o queestá sendo visitado. Implica também delimitar o tema central da visita solicitando aosmediadores do espaço a possibilidade de maior ênfase nas exposições ou ambientesonde se encontram os “objetos de mediação” que estão mais voltados aos objetivos daaula passeio em consonância com os estudos curriculares que estão sendo realizados.Mas é preciso também que o professor tenha bom senso e no início da visita deixedeliberadamente um tempo para que os alunos conheçam e conversem sobre o espaçolivremente, ou seja informalmente. Ao final do período em que foram “abordados” ostemas previstos para a visitação é novamente hora de um tempo livre para que cada umpossa rever o tema que lhe despertou a curiosidade; destas observações semcompromisso pode emergir a construção de um conceito científico não previsto naprogramação. Além do mais não faz sentido realizar uma aula passeio totalmente“engessada” onde o professor, à semelhança do que ocorre em exposição teórica na salade aula, continua na postura de que é o único a decidir o que deve despertar a atençãodos alunos. Nossa região possui vários e diversificados espaços ou instituições onde podemocorrer ações de educação não formal e informal voltadas à alfabetização científica, amaioria deles era desconhecida pelos autores deste trabalho. Infelizmente por falta deuma maior divulgação, por “surdez” da sociedade e dos educadores e da comunidade em
  20. 20. geral, por falta de intensificação de atividades formadoras de público para estesimportantes espaços, por dificuldades administrativas criadas no âmbito da escola, porfalta de uma política de aulas passeio por parte das escolas públicas e privadas, dentreoutros motivos estes espaços e as oportunidades que oferecem são pouco aproveitados.Segundo a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências, ao longo da últimadécada, museus e centros de ciência vêm sendo criados em todo o país. Porém, deacordo com o edital do CNPq n.º 064/2009, os espaços científico-culturais brasileiros,especialmente aqueles com características interativas, são relativamente poucos,apresentam distribuição muito desigual pelo território nacional e têm ainda pequenacapacidade para promover a divulgação científica em grande escala. Enquanto em paísesdesenvolvidos esses espaços são freqüentados por parcela significativa da população, noBrasil, a visitação média exibe números muito baixos: cerca de 4% da população visitaalguma destas instituições uma vez por ano. Frente ao exposto questiona-se: quais são os espaços para a educação não formalde sua região, que contribuição eles podem oferecer para formar cidadãos cientificamentealfabetizados com capacidade de analisar, criticar, sugerir e deliberar sobre os caminhosda ciência e da tecnologia em nossa sociedade?REFERÊNCIASAMORIM, Selma A.; MIRANDA NETO, Marcílio H. Museus de ciências, parques ereservas florestais de Cianorte e região: Possibilidades de utilização na dinamizaçãodo ensino formal de ciências por meio do ensino não formal. Disponível em:<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos>. Acesso em: 10 jun. 2011.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CENTROS E MUSEUS DE CIÊNCIAS. Guia de Centrose Museus de Ciências do Brasil 2009. Rio de Janeiro: Casa da Ciência. Fiocruz. Museuda Vida, 2009. 232p.BARROS, H.L. A integração dos professores com os centros e Museus de Ciência. In:CRESTANA, S; CASTRO, M.G.; PEREIRA, G.R.M. (Org.). Centros e Museus deCiências: visões e experiências: subsídios para um programa nacional de popularizaçãoda ciência. São Paulo: Saraiva, 1998. p.197-203.BARROS, S. S. Educação formal versus informal: desafios da alfabetização científica. In:ALMEIDA, M.J.P.; SILVA, H. C. (orgs.). Linguagens, leituras e ensino da ciência.Campinas, SP: Mercado das Letras: Associação de Leitura do Brasil – ALB, 1998. p.69-86.BOVO, Marcos Clair; AMORIM, Margarete C. C. T. Análise e Diagnóstico dos Parques
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