Arcadismo(1756-1825, em Portugal)(1768-1836, no Brasil)
Características principais• Paisagemcampestre;• Fuga para ummundo idealizado.O balanço, de Jean-HonoréFragonard, 1765
• A partir das descobertas do físico Isaac Newtonsobre a gravitação universal e sobre o movimentodos corpos, a pesquisa ci...
• O reinado da fé foi substituído pela crença na racionalidade.• Para eles, a razão e a ciência seriam os "faróis" que gui...
• fugere urbem: fuga da cidade, da urbanização;afirmação das qualidades da vida no campo.• aurea mediocritas: literalmente...
• inutilia truncat: significa cortar o inútil; princípio muitovalorizado pelos poetas árcades, que se preocupavam emelimin...
Em Portugal• Fundação da ArcádiaLusitana (1756) paracombater o exagero barroco;• Poesia como gênero literáriopredominante;...
PoesiaLírica SatíricaBocage(1765-1805)
LíricaOlha, Marília, as flautas dos pastoresQue bem que soam, como estão cadentes!Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sente...
SatíricaDos tórridos sertões, pejados de ouro,Saiu um sabichão de escassa fama,Que os livros preza, os cartapácios ama,Que...
No Brasil• Inconfidência Mineira (1789)Tiradentes• O centro sócio-econômicodesloca-se do nordeste para ocentro-sul, devido...
Cláudio Manuel da Costa(1729-1789)• O lançamento de Obraspoéticas (1768), deCláudio Manuel daCosta, foi o marcoinicial do ...
PoesiaLírica SatíricaTomás Antônio Gonzaga(1744-1810)
LíricaEu, Marília, não sou algum vaqueiro,Que viva de guardar alheio gado,De tosco trato, de expressões grosseiro,Dos frio...
LíricaEu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro,Fui honrado Pastor da tua Aldeia;Vestia finas lãs e tinha sempreA minha choça d...
SatíricaNão cuides, Doroteu, que vou contar-tepor verdadeira história uma novelada classe das patranhas, que nos contamver...
Basílio da Gama(1741-1795)• Poema épico em quehá crítica às ações dosjesuítas e exaltação aomarquês de Pombal.Aqui não tem...
Santa Rita Durão(1722 - 1784)• Poema épico sobre odescobrimento da Bahia, deimportância histórica pelamensagem nacionalist...
Saiba mais!• http://www.vestibular.com.br/guia-do-vestibular/exercicios/3/1/arcadismo• http://www.vestibular.com.br/guia-d...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Cap08 arcadismo

1,220 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
1,220
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
21
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Cap08 arcadismo

  1. 1. Arcadismo(1756-1825, em Portugal)(1768-1836, no Brasil)
  2. 2. Características principais• Paisagemcampestre;• Fuga para ummundo idealizado.O balanço, de Jean-HonoréFragonard, 1765
  3. 3. • A partir das descobertas do físico Isaac Newtonsobre a gravitação universal e sobre o movimentodos corpos, a pesquisa científica como forma decompreender e explicar o funcionamento danatureza ganha forte impulso. O ser humanorecupera, aos poucos, seu desejo de encontrarexplicações racionais para os fenômenos que observaà sua volta. As ameaças de condenação eterna e anecessidade de subordinação absoluta ao poderdivino perdem força.Características principais
  4. 4. • O reinado da fé foi substituído pela crença na racionalidade.• Para eles, a razão e a ciência seriam os "faróis" que guiariam oser humano para longe do obscurantismo e da ignorância quehaviam predominado em séculos anteriores. Por esse motivo,a razão é metaforicamente apresentada nesse momentocomo a luz interior.• Cada poema árcade transforma-se em uma espécie depropaganda que pretende, como resultado final, modificar amentalidade das elites do período. Por esse motivo, ocombate à futilidade é um dos principais objetivos dosautores da época.Características principais
  5. 5. • fugere urbem: fuga da cidade, da urbanização;afirmação das qualidades da vida no campo.• aurea mediocritas: literalmente significamediocridade áurea (dourada); simboliza avalorização das coisas cotidianas, simples, focalizadaspela razão e pelo bom senso.• locus amoenus: caracterização de um lugar ameno,tranqüilo, agradável, onde os amantes se encontrampara desfrutar dos prazeres da natureza.O resgate de temas clássicos
  6. 6. • inutilia truncat: significa cortar o inútil; princípio muitovalorizado pelos poetas árcades, que se preocupavam emeliminar os excessos, evitando qual-quer uso mais elaboradoda linguagem. Por trás desse princípio estava o desejo deseparar o bom do defeituoso, a fim de garantir que os textosliterários se aproximassem da perfeição da natureza quepretendiam imitar.• carpe diem: cantar o dia, aproveitá-lo; o mais conhecido dostemas desenvolvidos por Horácio, trata da passagem dotempo como algo que traz a velhice, a fragilidade e a morte,tornando imperativo aproveitar o momento presente demodo intenso.O resgate de temas clássicos
  7. 7. Em Portugal• Fundação da ArcádiaLusitana (1756) paracombater o exagero barroco;• Poesia como gênero literáriopredominante;• Uso de pseudônimospastoris;• Carpe diem, fugere urbem,inutilia truncat.Templo de Apolo em Phigalia, deBurlloff, 1835
  8. 8. PoesiaLírica SatíricaBocage(1765-1805)
  9. 9. LíricaOlha, Marília, as flautas dos pastoresQue bem que soam, como estão cadentes!Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentesOs Zéfiros brincar por entre as flores?Vê como ali beijando-se os AmoresIncitam nossos ósculos ardentes!Ei-las de planta em planta as inocentes,As vagas borboletas de mil cores.Naquele arbusto o rouxinol suspira,Ora nas folhas a abelhinha pára,Ora nos ares sussurrando gira.Que alegre campo! Que manhã tão clara!Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,Mais tristeza que a noite me causara.
  10. 10. SatíricaDos tórridos sertões, pejados de ouro,Saiu um sabichão de escassa fama,Que os livros preza, os cartapácios ama,Que das línguas repartem o tesouro.Arranha o persiano, arranha o mouro,Sabe que Deus em turco Allah se chama;Que no grego alfabeto o G é gamma,Que taurus em latim quer dizer touro.Para papaguear saiu do mato.Abocanha talentos, que não goza.É mono, e prega unhadas como gato.É nada em verso, quase nada em prosa.Não conheces, leitor, neste retratoO guapo charlatão Tomé Barbosa?
  11. 11. No Brasil• Inconfidência Mineira (1789)Tiradentes• O centro sócio-econômicodesloca-se do nordeste para ocentro-sul, devido á descobertade ouro e diamantes em MinasGerais;• Surto de urbanização em Minase no Rio de Janeiro (novacapital da colônia);
  12. 12. Cláudio Manuel da Costa(1729-1789)• O lançamento de Obraspoéticas (1768), deCláudio Manuel daCosta, foi o marcoinicial do Arcadismo noBrasil.Pastores, que levais ao monte o gado,Vêde lá como andais por essa serra;Que para dar contágio a toda a terra,Basta ver se o meu rosto magoado:Eu ando (vós me vedes) tão pesado;E a pastora infiel, que me faz guerra,É a mesma, que em seu semblante encerraA causa de um martírio tão cansado.Se a quereis conhecer, vinde comigo,Vereis a formosura, que eu adoro;Mas não; tanto não sou vosso inimigo:Deixai, não a vejais; eu vo-lo imploro;Que se seguir quiserdes, o que eu sigo,Chorareis, ó pastores, o que eu choro.
  13. 13. PoesiaLírica SatíricaTomás Antônio Gonzaga(1744-1810)
  14. 14. LíricaEu, Marília, não sou algum vaqueiro,Que viva de guardar alheio gado,De tosco trato, de expressões grosseiro,Dos frios gelos e dos sóis queimado.Tenho próprio casal e nele assisto;Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;Das brancas ovelhinhas tiro o leiteE mais as finas lãs, de que me visto.Graças, Marília bela,Graças à minha estrela!Eu vi o meu semblante numa fonte:Dos anos inda não está cortado;Os pastores que habitam este monteRespeitam o poder do meu cajado.Com tal destreza toco a sanfoninha,Que inveja até me tem o próprio Alceste:Ao som dela concerto a voz celeste,Nem canto letra que não seja minha.Graças, Marília bela,Graças à minha estrela!Trecho de Marília de Dirceu,Parte 1, Lira I. Nesta primeiraparte, Gonzaga conta paraMarília os planos para ocasamento. O eu lírico ésuperior.
  15. 15. LíricaEu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro,Fui honrado Pastor da tua Aldeia;Vestia finas lãs e tinha sempreA minha choça do preciso cheia.Tiraram-me o casal e o manso gado,Nem tenho, a que me encoste, um só cajado.Para ter que te dar, é que eu queriaDe mor rebanho ainda ser o dono;Prezava o teu semblante, os teus cabelosAinda muito mais que um grande Trono.Agora que te oferte já não vejo,Além de um puro amor, de um são desejo.Se o rio levantando me causava,Levando a sementeira, prejuízo,Eu alegre ficava apenas viaNa tua breve boca um ar de riso.Tudo agora perdi; nem tenho o gostoDe ver-te ao menos compassivo o rosto.Trecho de Marília de Dirceu,Parte 2, Lira XV. Na segundaparte da obra, após ser presojunto aos outros inconfidentes,Gonzaga lamenta a solidão e osofrimento em razão doafastamento forçado da amada.O eu lírico é inferior.
  16. 16. SatíricaNão cuides, Doroteu, que vou contar-tepor verdadeira história uma novelada classe das patranhas, que nos contamverbosos navegantes, que já deramao globo deste mundo volta inteira.Uma velha madrasta me persiga,uma mulher zelosa me atormentee tenha um bando de gatunos filhos,que um chavo não me deixem, se este chefenão fez ainda mais do que eu refiro.(...) Tem pesado semblante, a cor é baça,o corpo de estatura um tanto esbelta,feições compridas e olhadura feia;tem grossas sobrancelhas, testa curta,nariz direito e grande, fala poucoem rouco, baixo som de mau falsete;sem ser velho, já tem cabelo ruço,e cobre este defeito e fria calvaà força de polvilho que lhe deita.Trecho de Cartas chilenas, emque, sob o psudônimo de Critilo,Gonzaga critica os desmandos deLuís da Cunha Menezes (a quem opoeta dá o apelido de FanfarrãoMinésio), que governou a cidadede Vila Rica entre 1783 e 1788. Ascríticas são enviadas por cartaficticiamente do Chile (daí otítulo) para um amigo do poetachamado Doroteu.Ainda me parece que o estou vendono gordo rocinante escarranchado,as longas calças pelo embigo atadas,amarelo colete, e sobre tudovestida uma vermelha e justa farda.
  17. 17. Basílio da Gama(1741-1795)• Poema épico em quehá crítica às ações dosjesuítas e exaltação aomarquês de Pombal.Aqui não temos. Os padres faziam crer aos índiosque osportugueses eram gente sem lei, que adoravam oouro.Rios de areias de ouro. Essa riquezaQue cobre os templos dos benditos padres,Fruto da sua indústria e do comércioDa folha e peles, é riqueza sua.Com o arbítrio dos corpos e das almasO céu lha deu em sorte. A nós somenteNos toca arar e cultivar a terra,Sem outra paga mais que o repartidoPor mãos escassas mísero sustento.Podres choupanas, e algodões tecidos,E o arco, e as setas, e as vistosas penasSão as nossas fantásticas riquezas.Muito suor, e pouco ou nenhum fasto.Volta, senhor, não passes adiante.Que mais queres de nós? Não nos obriguesA resistir-te em campo aberto. PodeCustar-te muito sangue o dar um passo.
  18. 18. Santa Rita Durão(1722 - 1784)• Poema épico sobre odescobrimento da Bahia, deimportância histórica pelamensagem nacionalista. Opoema conta a lendade Diogo Álvares Correia,o Caramuru.“- Bárbaro (a bela diz) tigre e não homem...Porém o tigre, por cruel que brame,Acha forças no amor, que enfim o domem;Só a ti não domou, por mais que eu te ame.Fúrias, raios, coriscos, que o ar consomem,Como não consumis aquele infame?Mas pagar tanto amor com tédio e asco...Ah! Que corisco és tu...raio...penhasco”(Trecho do Canto VI, onde narra a morte deMoema)
  19. 19. Saiba mais!• http://www.vestibular.com.br/guia-do-vestibular/exercicios/3/1/arcadismo• http://www.vestibular.com.br/guia-do-vestibular/revisoes/3/4/arcadismo• http://www.coladaweb.com/exercicios-resolvidos/exercicios-resolvidos-de-portugues/arcadismo

×