Cap04 trovadorismo

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trovadorismo :) nao copie o slide!!!

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Cap04 trovadorismo

  1. 1. Trovadorismo
  2. 2. Características gerais do período Medieval• O Trovadorismo se caracteriza como um estilo de época, o qual se manifestou na Idade Média, durante o período do feudalismo.• Discrepâncias entre fé e razão.• A arte da época era concebida sobre um formato bidimensional, com ausência de perspectiva.• Métodos sociais eram ditados pela concepção religiosa vigente, ou seja, o Cristianismo defendido pela Igreja Católica.
  3. 3. O trabalho camponês nos feudos – principal atividadedurante o período trovadoresco
  4. 4. A poesia no período trovadorescoChamamos de poesia trovadoresca a produção poética, em galego-português, dofinal do século XII ao século XIV. Seu apogeu ocorre no reinado de Afonso III, emmeados do século XIII. Os cancioneirosSó tardiamente (a partir do final do século XIII) as cantigas foram copiadas emmanuscritos chamados cancioneiros. Três desses livros, contendo aproximadamente1 680 cantigas, chegaram até nós.• Cancioneiro da Ajuda• Cancioneiro da Vaticana• Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa Os autoresOs autores das cantigas são chamados trovadores. Eram pessoas cultas, quasesempre nobres, contando-se entre eles alguns reis, como D. Sancho I, D. AfonsoX, de Castela, e D. Dinis. Nos cancioneiros que conhecemos, estão reunidos ascantigas de 153 trovadores. Os intérpretesAs cantigas compostas pelos trovadores eram musicadas e interpretadas pelojogral, pelo segrel e pelo menestrel, artistas agregados às cortes ou queperambulavam pelas cidades e feiras. Muitas vezes o jogral também compunhacantigas.
  5. 5. Características das cantigas• Língua galego-português.• Tradição oral e coletiva.• Poesia cantada e acompanhada por instrumentos musicais colecionada em cancioneiros (melopeia).• Autores trovadores.• Intérpretes: jograis, segréis e menestréis.• Gêneros: – lírico (cantigas de amigo, cantigas de amor); – satírico (cantigas de escárnio, cantigas de maldizer).
  6. 6. Os gênerosNas cantigas prevaleciam distintos propósitos: haviaaquelas em que se manifestavam juras de amor feitas àmulher do cavaleiro, outras em que predominava osofrimento de amor da jovem em razão de o namorado terpartido para as Cruzadas, e ainda outras, em que aintenção era descrever, de forma irônica, os costumes dasociedade portuguesa, então vigente. Assim, em virtudedo aspecto que apresentavam, as cantigas se subdividiamem:• gênero lírico: cantigas de amor, cantigas de amigo.• gênero satírico: cantigas de escárnio e de maldizer.
  7. 7. Cantigas de Amor• Eu-lírico masculino acometido de coita, ouseja, sofrimento amoroso;• Ambientação palaciana (corte); mulher idealizada;• Vassalagem amorosa: o eu-lírico assume uma atitudesubmissa, de vassalo em relação à amada, ele é servoda mulher amada;• O nome da mulher amada está sempre oculto(mesura - ponderação);• Composição masculina.
  8. 8. Cantigas de Amor
  9. 9. Cantiga da Ribeirinha“No mundo nom me sei parelha, “No mundo não conheço outro como eu,mentre me for como me vai; enquanto me acontecer como me acontece:ca ja moiro por vós, e ai!, porque já morro por vós, e ai!, A expressão senhormia senhor branca e vermelha, minha senhora branca e vermelha,queredes que vos retraia vassalagem.. refere-se à quereis que vos censurequando vos eu vi em saia? quando vos eu vi em saia? (em corpo bemMao dia me levantei, feito) Mau dia me levanteique vos entom nom vi feia! que vos então não vi feia!E, mia senhor, des aquelha, E, minha senhora, desde então,me foi a mi mui mal di ai! passei muitos maus dias, ai!E vós, filha de Dom Pai E vós, filha de D. PaioMoniz, en bem vos semelha Moniz, parece-vos bemd haver eu por vós garvaia? ter eu de vós uma garvaia? (manto)Pois eu, mia senhor, d alfaia Pois eu, minha senhora, de presentenunca de vós houve nem hei nunca de vós tive nem tenhovalia dua correia!” nem a mais pequenina coisa.” Cantiga da garvaia, Paio Soares Taveiroos Tradução livre, de algumas possíveis, da Cantiga da garvaia de Paio Soares Taveiroos
  10. 10. Cantigas de Amigo• Eu-lírico feminino;• Ambiente popular (campo, vilas, praia etc.);• Temaa) separação do namorado, que parte em alguma expedição militar e a espera de seu retorno;(b) a romaria a lugares santos, onde a donzela busca uma conquista amorosa, através da dança;(c) as bailadas, que versam exclusivamente o tema da dança;(d) as marinhas ou barcarolas, à beira do mar;(e) tema das tecedeiras, no interior dos lares;(f) tema das chamadas cantigas de fonte, onde as donzelas iam lavar os cabelos ou mesmo a roupa, encontrando-se com os namorados.• Amor real (saudades de quem o eu lírico teve); Paralelismo (repetições parciais); Refrão (repetições integrais); Sentimentos de saudade do "amigo"; Composições com diálogo; Presença das forças da natureza; Composição masculina.
  11. 11. Cantigas de Amigo
  12. 12. Canção de amigoOndas do mar de Vigo, Ondas do mar de Vigo,se vistes meu amigo? acaso vistes meu amigo? QueiraE ai Deus, se verra cedo! Deus que ele venha cedo!Ondas do mar levado, Ondas do mar agitado,se vistes meu amado? acaso vistes meu amado?E ai Deus, se verra cedo! Queira Deus que ele venha cedo!Se vistes meu amigo, Acaso vistes meu amigoo por que eu sospiro? aquele por quem suspiro?E ai Deus, se verra cedo! Queira Deus que ele venha cedo!Se vistes meu amado, Acaso vistes meu amado,por que ei gran coitado? por quem tenho grande cuidadoE ai Deus, se verra cedo! (preocupado) ? Martim Codax Queira Deus que ele venha cedo! Martim Codax
  13. 13. Cantigas de Escárnio• Sátiras indiretas por meio das quais critica-se, de forma irônica e velada, pessoas sem citar nomes;• Sutis e bem-humoradas.
  14. 14. Cantigas de Escárnio
  15. 15. CANTIGA DE ESCÁRNIODe vós, senhor, quer’eu dizer Sobre vós, senhora, eu quero dizerverdade verdadee nom ja sobr’[o] amor que vos ei: e não já sobre o amor que tenho porsenhor, bem [moor] é vossa vós:torpicidade senhora, bem maior é vossade quantas outras eno mundo sei; estupidezassi de fea come de maldade do que a de quantas outras conheçonom vos vence oje senom filha no mundo tanto na feiúra quanto na maldadedum rei não vos vence hoje senão a filha de[Eu] nom vos amo nem me um reiperderei, Eu não vos amo nem me perdereiu vos nom vir, por vós de soidade de saudade por vós, quando não vos(...) vir. Pero Larouco Pero Larouco
  16. 16. Cantigas de Maldizer• Sátiras diretas por meio das quais falava-se mal das pessoas conhecidas;• Cita-se o nome;• Vocabulário de baixo calão;• Grosseiras com a intenção de ofender.
  17. 17. Cantigas de Maldizer
  18. 18. CANTIGA DE MALDIZERAi, dona fea, fostes-vos queixar Ai, dona feia, foste-vos queixarque vos nunca louv[o] em meu cantar; que nunca vos louvo em meu cantar;mais ora quero fazer um cantar mas agora quero fazer um cantarem que vos loarei toda via; em que vos louvares de qualquer modo;e vedes como vos quero loar: e vede como quero vos louvardona fea, velha e sandia! dona feia, velha e maluca!Dona fea, se Deus mi pardom, Dona feia, que Deus me perdoe,pois avedes [a]tam gram coraçom pois tendes tão grande desejoque vos eu loe, em esta razom de que eu vos louve, por este motivovos quero ja loar toda via; quero vos louvar já de qualquer modo;e vedes qual sera a loaçom: e vede qual será a louvação:dona fea, velha e sandia! dona feia, velha e maluca!Dona fea, nunca vos eu loei Dona feia, eu nunca vos louveiem meu trobar, pero muito trobei; em meu trovar, embora tenha trovado muito;mais ora ja um bom cantrar farei, mas agora já farei um bom cantar;em que vos loarei toda via; em que vos louvarei de qualquer modo;e direi-vos como vos loarei: e vos direi como vos louvarei:dona fea, velha e sandia! dona feia, velha e maluca! João Garcia de Ghilhade João Garcia de Ghilhade
  19. 19. NOVELAS DE CAVALARIANem só de poesia viveu o Trovadorismo. Também floresceu umtipo de prosa ficcional, as novelas de cavalaria, originárias dascanções de gesta francesas (narrativas de assuntosguerreiros), onde havia sempre a presença de heróis cavaleirosque passavam por situações perigosíssimas para defender obem e vencer o mal.Sobressai nas novelas a presença do cavaleiromedieval, concebido segundo os padrões da Igreja Católica(por quem luta): ele é casto, fiel, dedicado, disposto a qualquersacrifício para defender a honra cristã. Esta concepção decavaleiro medieval opunha-se à do cavaleiro dacorte, geralmente sedutor e envolvido em amores ilícitos.
  20. 20. NOVELAS DE CAVALARIAA origem do cavaleiro-herói das novelas é feudal e nos remeteàs Cruzadas: ele está diretamente envolvido na luta em defesada Europa Ocidental contra sarracenos, eslavos, magiares edinamarqueses, inimigos da cristandade.As novelas de cavalaria estão divididas em três ciclos e seclassificam pelo tipo de herói que apresentam. Assim, as queapresentam heróis da mitologia greco-romana são do cicloClássico (novelas que narram a guerra de Tróia, as aventuras deAlexandre, o grande); as que apresentam o Rei Artur e oscavaleiros da Távola Redonda pertencem ao ciclo Arturiano ouBretão (A Demanda do Santo Graal); as que apresentam o reiCarlos Magno e os doze pares de França são do cicloCarolíngeo (a história de Carlos Magno).
  21. 21. NOVELAS DE CAVALARIAGeralmente, as novelas de cavalaria não apresentamuma autoria. Elas circulavam pela Europa comoverdadeira propaganda das Cruzadas, para estimulara fé cristã e angariar o apoio das populações aomovimento. As novelas eram tidas em alto apreço efoi muito grande a sua influência sobre os hábitos eos costumes da população da época.
  22. 22. NOVELAS DE CAVALARIA

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