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IRMÃ RUTH DE CAMARGO SAMPAIO
E A FUNDAÇÃO DA FIRMACASA
Irmã Ruth de Camargo Sampaio
nasceu em Charqueada (SP) em
02/11/191...
22 de maio de 1976.
Em dezembro de 1973, devido a
problemas estruturais na casa emprestada
em que funcionava, o trabalho foi
transferido para ...
Em uma segunda etapa, realizada entre 1984 e 1988, foram construídas a capela e as salas de
aprendizagem doméstica. No ano...
Após o falecimento da Irmã Ruth, a FIRMACASA passou a ser administrada por sua diretoria, formada
por pessoas voluntárias ...
A seguir, narrativa da Irmã Ruth de Maria Camargo Sampaio sobre a obra empreendida para as
crianças carentes ao longo de s...
Minha irmã e co-fundadora me ajudou, e também uma equipe de alemãs, por
intermédio de Dona Dalila, nos deu dez mil para re...
Em agosto de 1988, na festa do Imaculado Coração de Maria foi inaugurado, com solene
Missa rezada pelo Sr. Arcebispo nosso...
Correio Popular, 11 de Janeiro de 1974 (p.03)
Correio Popular, 08 de Agosto de 1974.
Correio Popular, 08 de Maio de 1975.
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História da fundadora do FIRMACASA

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História da fundadora do FIRMACASA

  1. 1. IRMÃ RUTH DE CAMARGO SAMPAIO E A FUNDAÇÃO DA FIRMACASA Irmã Ruth de Camargo Sampaio nasceu em Charqueada (SP) em 02/11/1914. Filha de Zacarias Correa Sampaio e Rita Camargo Sampaio foi a primogênita de seis filhos. Seus irmãos foram Maria José, Irene, Celso, Leonildo e Vera. Iniciou sua vida religiosa em 1939 na Congregação das Irmãs Franciscanas Coração de Maria. Trabalhou como enfermeira em diversas cidades do interior de São Paulo, como Jundiaí, Limeira e Descalvado. Foi diretora do Lar dos Velhinhos de Piracicaba até 1972. Em 1973 recebeu licença da Madre Geral, com o intuito de exclaustração, para desenvolver um trabalho com crianças carentes, amparando-as em sua formação. Em 21/02/1973, em Campinas, nascia em uma pequena casa de dois dormitórios, sala e cozinha, o “Berçário e Creche Casa de Nossa Senhora”. Casa simples que foi emprestada por sua irmã Irene Camargo Sampaio, sua fiel companheira e ajudante na luta contra a pobreza. Teve também desde o início a colaboração e o trabalho de outra irmã, Vera Sampaio Garbosa. Ambas atuaram no auxílio dos trabalhos da entidade por muitos anos. O objetivo do trabalho da Irmã Ruth era dar assistência ao menor desamparado, através de acolhimento, ajuda espiritual e educação. Localizado no bairro de Nova Aparecida, periferia de Campinas, sob a orientação da sua fundadora, Madre Ruth de Maria Camargo Sampaio, a creche deu início ao trabalho com o atendimento a 20 crianças de ambos os sexos, entre elas, crianças órfãs, filhos de presidiárias ou de pacientes psiquiátricas internadas em sanatórios, além de crianças abandonadas. Com o tempo, o trabalho se estendeu e passou a abrigar temporariamente os menores sob tutela judicial e crianças cujas famílias não dispunham de local para deixá-las durante o horário de expediente dos pais.
  2. 2. 22 de maio de 1976.
  3. 3. Em dezembro de 1973, devido a problemas estruturais na casa emprestada em que funcionava, o trabalho foi transferido para dois imóveis da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, cedidos pelo Padre Leopoldo Politier. O “Berçário e Creche Casa de Nossa Senhora” permaneceu por 8 meses naquele local, retornando então para a casa cedida por Irene de Camargo Sampaio, após reforma emergencial para que a Irmã Ruth pudesse voltar com suas crianças. Em maio de 1975, teve início uma campanha de arrecadação de recursos para a construção da Sede Própria em um terreno recebido como herança pela Madre Ruth, situado no mesmo bairro. Em 1978, finalizada a primeira etapa de construção do novo prédio, passou a funcionar no local o semi-internato, abrigo, pré-escola e escola para as séries inicias do ensino fundamental. Em 1979, o Berçário passou a atender apenas crianças do sexo feminino, uma vez que não havia condições para se construir uma ala para os meninos. Em 1983, com muita dificuldade, teve início a construção da sala de aprendizagem doméstica (tricô, crochê, bordado, pintura e costura); a capela e o gabinete dentário para atendimento das crianças e funcionários da entidade. Receberam durante muito tempo a ajuda espiritual do Padre Luiz Fantinato e, após seu falecimento, dos padres do Liceu Salesiano e da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. City News, 15 de Maio de 1983.
  4. 4. Em uma segunda etapa, realizada entre 1984 e 1988, foram construídas a capela e as salas de aprendizagem doméstica. No ano de 1994 o nome da instituição foi alterado para Fundação Irmã Ruth de Maria Camargo Sampaio - FIRMACASA. A Irmã Ruth esteve à frente da FIRMACASA por 25 anos em um trabalho incansável em prol da criança carente, sempre com uma postura empreendedora, altruísta, abnegada e caridosa. Neste período teve o apoio de inúmeras pessoas da sociedade civil, empresas, órgãos públicos e pessoas de sua família que não mediram esforços para colaborar com este trabalho social. Irmã Ruth faleceu no dia 12/11/1998, em Campinas (SP). Por ocasião do seu falecimento a Câmara Municipal de Campinas na pessoa do vereador Sr. Romeu Santini e do presidente Sr. Francisco Sellin prestaram-lhe homenagem, conforme o requerimento n. 2201/98 aprovado na 69ª Reunião Ordinária da Câmara.
  5. 5. Após o falecimento da Irmã Ruth, a FIRMACASA passou a ser administrada por sua diretoria, formada por pessoas voluntárias e da família, entre elas as suas irmãs Irene (até seu falecimento em 1999) e Vera (trabalhou até 2005). Contribuiu também para a obra da irmã Ruth a senhora Rosa Helena Leandro (desde 1982). Devido às dificuldades na manutenção da casa e do trabalho da Irmã Ruth, e pensando no prosseguimento e na continuidade do trabalho, com o auxílio e intermediação do Bispo de Campinas, Dom Bruno Gamberine, a partir de 13/08/2005 a administração da FIRMACASA passou para a Congregação São Paulo de Chartes, sob a direção da Irmã Helene Gatien. Desde então a Congregação São Paulo de Chartes tem concretizado os projetos da Irmã Ruth, expandindo a estrutura física da FIRMACASA, propondo e gerindo novos projetos.
  6. 6. A seguir, narrativa da Irmã Ruth de Maria Camargo Sampaio sobre a obra empreendida para as crianças carentes ao longo de sua vida. 21 de fevereiro de 1973. Ao descer as escadas do “Ave Maria”, chorando, mas só desejando fazer a santa vontade de Deus. Confiando em Nossa Senhora a quem me consagrei desde a infância, comecei a formular o estatuto da criança carente. Fomos tomar a benção do Sr. Bispo D. Antonio Maria de Siqueira que sempre nos tratou com muito carinho, e contamos que minha irmã tinha uma casinha em Nova Aparecida, que nos emprestou para darmos início a obra. Arrumamos tudo, dentro de uma pobreza Franciscana, casa pequena, só tinha o mais necessário. Fomos tomar a benção do Sr. Vigário que era então Sr. Padre George que nos tratou muito bem e me perguntou que nome daria a nova casa. Disse que podia ser Nossa Senhora Aparecida e ele me respondeu, porque não põe só “Nossa Senhora”. Respondi ao Sr. pois o nome será chamada Berçário e Creche Casa de Nossa Senhora. Sua Excelência Rev. D. Antonio Maria de Siqueira foi duas vezes a casa paroquial pedir ao Sr. Vigário para não deixar faltar assistência espiritual a nós pobres servas do Imaculado Coração de Maria. Sr. Padre George foi transferido e Sr. Padre Leopoldo continuou a nos ajudar. Foi um pai para nós, tínhamos a Santa Missa duas vezes por semana e tratava com carinho as nossas crianças, que no início trabalhamos com meninas e meninos. Em 31 de dezembro de 1973 caiu o muro da frente, ficamos sem proteção. E o Sr. Padre Leopoldo disse que passou a noite sem dormir, vendo na paróquia tinha duas casas desocupadas e nós estávamos com vinte e cinco crianças em perigo. Foi então que nos convidou para ficar perto da Igreja até consertar a nossa casa. Ficamos oito meses, e então para nossa alegria, apesar da pobreza, foi de conforto espiritual maior, participava mais da Santa Missa todos os dias. O Sr. Bispo D. Antonio Maria de Siqueira nos visitava sempre , nos ajudava espiritualmente e também materialmente. A Divina Providência sempre cuidou de nós! A casa emprestada em que morávamos, foi reformada, não como precisávamos, mas como se pode.
  7. 7. Minha irmã e co-fundadora me ajudou, e também uma equipe de alemãs, por intermédio de Dona Dalila, nos deu dez mil para reformas e no mês de agosto dia do Imaculado Coração de Maria voltamos para casa emprestada. # Pulei um pedaço da nossa história: No início de agosto de 1973 fui pedir a primeira dama D. Maria Lazara para nos ajudar a fazer um galpão, pois a casa era muito pequena e as crianças tinham pouco espaço. Qual não foi a minha surpresa, que tinha um homem chorando e pedindo para receberem os filhos. Depois de muita luta, porque não tinha condições, recebi seis crianças para o internato na véspera do dia do Imaculado Coração de Maria. Dias depois D. Maria Lazara foi nos visitar e diante de tanta pobreza disse ao seu secretário “assim não pode prosseguir” e eu disse “ se é de Deus, vamos em frente e se não for logo se vê”. Na época nós comprávamos de pouco, pois fazíamos como podia. Tinha meninos e meninas todos pequenos, de dois meses até cinco anos. Eramos duas irmãs e minha irmã Irene me ajudava, não só com o trabalho, mas também na manutenção. Sempre a Divina Providência cuidou de nós. Em abril de 1979, como não tínhamos condições de fazer uma ala, a parte para os meninos, encaminhamos Marcelino Chaves dos Santos e seu irmão Reinaldo. Eles foram com o pai que estava há oito anos com uma mulher e o juiz autorizou a entrega dos meninos. Rogerio foi para a Cidade dos Menores, Juracino e Elias foram no Lar Franciscano de menores em Piracicaba, e os outros encaminhamos com as próprias famílias. O nosso estatuto diz que a cada dois anos seja feita a eleição da nova diretoria e com a graças de Deus sempre encontramos gente boa. Começamos a trabalhar só com meninas internas e semi-externas. Em 1983 vendo que era necessário fazer salas para aprendizagem doméstica, se bem que todas estavam sendo alfabetizadas, temos jardim de infância, pré-escola, e de 1º. e 2º. anos do primário, e as maiores vão ao Colégio Vicente Curi que é o mais próximo de nossa casa. Como fazer se o que tínhamos mal dava para o dia a dia. Então fizemos uma rifa de uma moto. Rifamos e o número premiado foi cair para um dos diretores Sr. Paulo Stort, que doou a mesma para a creche que depois foi vendida para ao nosso despachante. D. Severina nos disse que devíamos fazer uma rifa de um carro e não perdi tempo: pedi ao Renato que me levasse na Ford e lá contei a minha intenção de fazer uma rifa de um carro para angariar fundos, porque desejava fazer uma Capela e salas de aprendizagem domestica, e qual não foi minha surpresa ao ouvir do Sr. Camargo, a seguinte frase: “escolhe um carro, se quiser pode expor”. Diante de tanta bondade, fiquei emocionada e perguntei qual carro. Ele daria para ser rifado e ele me disse que seria bom por um Escort de luxo. Em seguida fui à gráfica e mandei imprimir os folhetos, que pedi para as pessoas amigas me ajudarem a vender e a rifa deveria correr em 1983. Correu o número premiado, passou por cinco pessoas e foi devolvido. Tive ao todo 11.000.000 e foi posto na poupança que foi a 20.000.000. Em 14 de maio de 1984, demos início a construção da capela e as salas de aprendizagem doméstica.
  8. 8. Em agosto de 1988, na festa do Imaculado Coração de Maria foi inaugurado, com solene Missa rezada pelo Sr. Arcebispo nosso Pai e Pastor D. Gilberto Pereira Lopes, que nos abençoou, e rezou por nós. Veja: os carnês entregues ao Sr. Antonio Bueno de Camargo eram dez e passaram em quatro mãos e o número premiado não foi escolhido. A proteção da Santíssima Virgem esta bem visível, que a obra é dela: é a vontade de Deus. Sempre tivemos internas e semi-externas. O ano de 1990 saíram a maior parte. Foram colocadas nas próprias famílias, ficamos com duas internas e aumentou o número das externas e semi-externas. Umas ficam das 7 h as 17 h e outras de segunda a sexta. No momento, hoje 23 de agosto estamos com 62 matriculadas, sendo que depende do trabalho das mães, portanto sempre há mudança no trabalho diário. As meninas que passaram por nós, aprenderam crochê, pintura no pano, e tricô. Agora são pequenas de 3 a 10 anos, já estão começando a aprender crochê e outros trabalhos. Estamos trabalhando com os sem terra, na evangelização e também na educação das crianças e melhorando um pouco a situação das famílias. Ganhamos um pequeno espaço de terra para fazermos uma capela em honra de Santo Antonio. Sendo onde ficamos, vai ser mais fácil reunir as pessoas para oração e evangelização. Páginas do diário da Irmã Ruth
  9. 9. Correio Popular, 11 de Janeiro de 1974 (p.03)
  10. 10. Correio Popular, 08 de Agosto de 1974.
  11. 11. Correio Popular, 08 de Maio de 1975.

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