9 a aula geo cpvem relevo-2

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9 a aula geo cpvem relevo-2

  1. 1. RELEVO I: AGENTES EXTERNOS TRANSFORMADORES DO RELEVO
  2. 2. Agentes externos São chamados agentes externos todos os processos que têm origem na dinâmica atmosférica e biológica. Sua principal fonte de energia é o Sol. Estes processos são chamados de modeladores, pois ao longo do tempo as formas do relevo vão sendo esculpidas pelos processos erosivos.
  3. 3. Agentes externos Os agentes externos resultam nas diferentes formas de erosão e sedimentação que tendem a aplainar o relevo terrestre. A lógica de funcionamento dos agentes externos é relativamente simples. Lembre- se das suas aulas de Física, pois é a partir da força da gravidade que os diferentes processos acontecem.
  4. 4. Agentes externos Nas áreas planálticas predominam os processos erosivos, com o deslocamento de material; já nas áreas de planície predominam os processos sedimentares, com o depósito dos materiais transportados.
  5. 5. Diferentes processos erosivos Erosão pluvial: provocada pela chuva (deslizamento de encostas); Erosão fluvial: provocada pelos rios (aprofundamento de vales); Erosão eólica: provocada pelo vento (dunas); Erosão marinha: provocada pelo mar (falésias); Erosão nival: provocada pelo derretimento da neve (fiordes); Erosão antrópica: provocada pelo homem.
  6. 6. INTEMPERISMO O intemperismo é formado pelo conjunto dos processos que provocam a decomposição das rochas na superfície terrestre, causada pela ação de agentes atmosféricos e biológicos. Sendo assim, o clima é o maior responsável pelo tipo de intemperismo. Os fenômenos que possuem relação íntima com os processos intempéricos podem ser químicos, biológicos ou físico- químicos. Eles podem agir juntos ou separadamente, variando conforme as condições climáticas e as da própria rocha. Assim, seu trabalho provoca a decomposição da rocha matriz e a formação de solo.
  7. 7. INTEMPERISMO FÍSICO-QUÍMICO A decomposição química ocorre como consequência da reação química entre a rocha e a água. Esse processo é facilitado pelo intemperismo físico, que reduz a rocha a fragmentos menores, fazendo com que a área de contato com as soluções aquosas cresça. Tais soluções provêm da precipitação atmosférica, que não é pura. A água das precipitações apresenta-se com uma composição que contém diversos gases, principalmente o oxigênio e o gás carbônico.
  8. 8. INTEMPERISMO FÍSICO A desintegração física das rochas pode ser ocasionada pela variação de temperatura, já que a maioria delas é composta por vários minerais, que possuem coeficientes de dilatação diferentes. Em determinados locais, como nos desertos, a variação de temperatura diária é muito elevada. Além disso, a superfície terrestre se aquece até 2,5 vezes mais que o ar atmosférico. Esses dois fatores causam uma constante e diferente variação de volume dos minerais que compõem as rochas, provocando a desagregação destas e sua divisão em pequenos fragmentos.
  9. 9. INTEMPERISMO BIOLÓGICO As raízes das plantas, ao penetrarem nas fendas de rochas que não apresentam grande resistência, também provocam desagregação.
  10. 10. AÇÃO ANTRÓPICA A intervenção humana acelera a ação de determinados processos tornando o poder de destruição erosivo muito maior. Os processos erosivos antrópicos são condicionados basicamente por alterações do meio ambiente, provocadas pelo uso do solo nas suas várias formas, desde o desmatamento e a prática de agricultura até a execução de obras urbanas e viárias, que, de alguma forma, propiciam a concentração das águas de escoamento superficial.
  11. 11. AÇÃO ANTRÓPICA É importante ressaltar que a intensificação dos processos erosivos pelo homem vem acarretando graves problemas à sociedade. Além de provocar danos ambientais irreversíveis, também produz prejuízos econômicos e sociais. Dentre estes problemas podemos citar: Perda da produtividade agrícola; Perda de solos férteis; Poluição da água; Assoreamento dos cursos d’água e reservatórios.
  12. 12. AÇÃO ANTRÓPICA Algumas marcas do processo erosivo normalmente associadas a ação do homem são: Sulcos Quando são formados canais de até 10 cm de profundidade.
  13. 13. AÇÃO ANTRÓPICA Ravinas Quando são formados canais de até 50 cm de profundidade.
  14. 14. AÇÃO ANTRÓPICAVoçoroca É a feição mais flagrante da erosão antrópica, ocorre quando são formados canais com mais de 50 cm de profundidade podendo ser formada através de uma passagem gradual da erosão laminar para erosão em sulcos e ravinas cada vez mais profundas, ou então, diretamente a partir de um ponto de elevada concentração de águas pluviais. As voçorocas formam-se geralmente em locais de concentração natural de escoamento pluvial, tais como cabeceiras de drenagem e embaciados de encostas.
  15. 15. AÇÃO ANTRÓPICA A importância do estudo dos fenômenos associados à formação de voçorocas é estabelecer medidas de prevenção e controle, como também o estabelecimento de técnicas agrícolas que permitam reduzir os problemas. A luta do homem contra o processo erosivo resulta em diversas ações: Terraceamento, que são degraus no solo (curvas de nível), onde o solo é arado e semeado seguindo cotas altimétricas;
  16. 16. AÇÃO ANTRÓPICA Associação de culturas em plantios que reduzam a exposição do solo, com legumes que o recobrem bem;
  17. 17. AÇÃO ANTRÓPICA Plantio direto: sistema em que a palha e os demais restos vegetais de outras culturas são mantidos na superfície do solo, garantindo cobertura e proteção desse solo contra processos erosivos.
  18. 18. Relevo submarino Assim como nos continentes, o fundo oceânico apresenta diversas variações na sua forma, que podem ser chamadas de relevo submarino.
  19. 19. Principais formas do relevo submarino Plataforma Continental – é formada por depósitos sedimentares oriundos do continente; para muitos; é considerada uma continuação do continente. Nessa região ocorre a pesca e a extração de petróleo.
  20. 20. Principais formas do relevo submarino Talude – desnível abrupto de 2 a 3 km. Corresponde ao fim da plataforma continental ou do continente. É a área de contato entre a porção de origem sedimentar e a de origem vulcânica.
  21. 21. Principais formas do relevo submarino Região Abissal – ocorre normalmente junto ao talude e corresponde às fossas marinhas. São áreas profundas dos oceanos que podem atingir 8.000 metros.
  22. 22. Principais formas do relevo submarino Região Pelágica – é o relevo submarino propriamente dito, com planícies, montanhas e depressões. Origina-se do processo de separação das placas tectônicas. Na região pelágica surgem as ilhas oceânicas, vulcânicas, como Fernando de Noronha ou Coralígenas, como o Atol das Rocas.
  23. 23. Principais formas do relevo submarino Cadeias oceânicas – As maiores cadeias de montanhas do mundo estão localizadas no assoalho oceânico junto às áreas de separação das placas tectônicas. São também chamadas de dorsais oceânicas. Abriga grande atividade vulcânica.
  24. 24. Questões político-territoriais sobre o relevo submarino Existem diversas regras internacionais sobre a exploração dos recursos marinhos e outras estão sendo discutidas dentro do contexto geopolítico atual. O mar territorial - compreende uma faixa de 12 milhas marítimas de largura, a soberania do Estado brasileiro é plena, como se essa faixa de mar fosse continuação das suas terras. A zona contígua - vizinha ao Mar Territorial é uma zona adjacente ao Mar Territorial, onde o Brasil não possui mais soberania plena, mas tem o poder de fiscalização aduaneira, fiscal, sanitária e de imigração.
  25. 25. Questões político-territoriais sobre o relevo submarino A zona econômica exclusiva - Nesta zona, que compreende, portanto, 188 milhas marítimas, o Brasil, no exercício de sua jurisdição, tem direitos exclusivos e soberanos para fins de exploração e aproveitamento, conservação de recursos naturais, vivos ou não, das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, e no que se refere a outras atividades com vistas à exploração e ao aproveitamento da zona para fins econômicos.
  26. 26. Amazônia Azul Como forma de dar ao brasileiro uma ideia do que representa essa imensidão de mar, costumamos chamá-la de Amazônia Azul, permitindo associá-la com a Amazônia Verde, não por sua localização, mas por suas dimensões e riquezas. Na Amazônia Azul estão presentes questões econômicas e estratégicas, como o fato de cerca de 95% do nosso comércio exterior depender do transporte marítimo. Outro grande bem é representado pelos minerais. A exploração, economicamente inviável no presente, poderá se tornar considerável filão de riquezas no futuro.
  27. 27. Amazônia Azul Outro desdobramento de interesse crescente é a possibilidade de se obter água potável, em grande escala, a partir do mar, vencida a atual barreira tecnológica de exigência de grandes quantidades de energia para o processo de dessalinização. O petróleo é outra grande riqueza da nossa Amazônia Azul. No limiar da autossuficiência, o Brasil prospecta, no mar, cerca de 80% de seu petróleo e mais de 50% de seu gás natural. A pesca também é mais uma riqueza ponderável para o Brasil.
  28. 28. Fontes Prof. Sérgio Gomes Jordão Sistema de Ensino GPI – Apostila de Geografia, volume 2– 2013 http://4.bp.blogspot.com/-FL8chsmD8Bo/TmOijyVr9eI/AAAAAAAABQs/hDoYFonWaWc/s1600/img-2.jpg http://4.bp.blogspot.com/-aapOCyHef3s/T8gQ4NT80AI/AAAAAAAAABM/gM9bWxFyMzE/s1600/intemperismo+biologico.jpg http://www.faficp.br/graduacao/c_geografia/projetos/pgeo0401/img/pgeo03.jpg http://1.bp.blogspot.com/_W2V_Qxwfrwg/Rx-JtzSczhI/AAAAAAAAB6A/XwxTy8H0W5U/s320/Tunel+Rebou%C3%A7as+- +O+Da+24-10-07.jpg http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRVinIGTaflOhIk7AuyZnUwtMcasByo4Rs7zhGCY9Kgi2YO3TapcQ http://www.vivaterra.org.br/erosao_22.1.jpg http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/fotos/interacao/eroslin1.jpg http://2.bp.blogspot.com/-afBgrt6szd0/T3prsm-qIuI/AAAAAAAAAkc/uf2GPEPlpdk/s1600/indonesia_-_terraceamento.jpg http://www.portaldoagronegocio.com.br/arquivos/n_associacao__926343321.jpg

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