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UNIVERSALISMO
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Universalismo

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Fonte: Revista Chamada da Meia-Noite
Janeiro de 2017
Ano 48/ nº 1

Published in: Spiritual
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Universalismo

  1. 1. UNIVERSALISMO t .,.1&l t lütt ,l tt f;- IÉ *.t fi{t { ifr { I 0 universatismo tem diversas varian- tes - a[gumas reportam-se mais à Bíbl.ia que outras. Um ponto, porém, é comum a todos os universalistas, a saber: a ideia de que ao finat de tudo, quando Deus for "tu- do em todos'lE[e tambem terá reconci[ia- do tudo e todos consigo mesmo. Em ou- tras palavras: ao término, não haverá mais pessoas perdidas nem anjos caídos, 1 8 | crnuADA DA N4ErA-NOrTt JANEtRo DE 2or 7 mas todas as criaturas estarão salvas por Jesus Cristo - inclusive aquetas que 0 re- jeitaram. Diante do contexto geraL da Bí- b[ia, essa noção universatista precisa ser decididamente rejeitada. As razoes são as seguintes: Por mais atraente que essa ideia pos- sa ser do ponto de vista humano, ela não passa de filosofia e especulação cristã tí t Samuel Rindtisbacher que vai alem da Palavra reve[ada de Deus. Pau[o nos adverte enfaticamente: "Tenham cuidado para que ninguem os escravize a fi[osofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições hu- manas e nos princípios elementares des- te mundo, e não em Cristo" (Cl. 2.8). E em outra passagem ele afirma: "Destruímos argumentos e toda pretensão que se [e- t f t ,l ; tt A doutrina universaLista vem ganhando aceitação no Cristianismo. Seria legítima essa doutrina? Deveríamos considerá-l'a como atternativa tegítima para as nossas noções tradicionais sobre a eternidade? Eis aqui um posicionamento. ,Ájt Revista Chamada da Meia Noite Ano 48 - nº 1
  2. 2. vanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-[o obediente a Cristo" (2Co 10.5). A Bíbl.ia chega até o ponto de dizer que to- do pensamento humano que não se sub- meter incondicíonatmente à Palavra de Deus e incapaz de reconhecer Deus e Sua Verdade porque a mente humana está obscurecida peto pecado. "Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram co- mo Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato detes obscureceu- -se" (Rm 1.21). Somente a Patavra de Deus pode ser o referenciaI para nossas questÕes - es- pecialmente quando se trata da eternida- de. E se para certas questões a Bíbl.ia não fornece respostas claras, nossa interpre- tação não pode ir alem do conhecimento que e[a proporciona. Se apesar disso o fi- zermos, será pura especulação e aqui[o tudo pode desembocar em heresia. lnfelizmente, as doutrinas do univer- salismo denotam ir alem da Palavra de Deus. Embora os universaIistas [ancem mão das declaraçôes de Deus, etes as iso- [am do contexto. Um versícuto bíbtico pre- diteto dos universalistas e lCorín- tios 15.22:"Pois, da mesma forma que em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados'i No entanto, uma citação iso- lada deste versícuto desconsidera que a própria Bíbtia define claramente a quem esse "todos" se refere: no versículo se- guinte, Pau[o [imita "todos" inequivoca- mente àqueles 'que Lhe pertencem" (1Co 15.23). A ressurreição para a vida eterna aplica-se apenas àqueles que fo- ram salvos por meio da sua fé em Jesus e por Sua obra sa[vadora (Hb 11.6; Rm 3.28; 10.14). "Sem fé e impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam" (Hb 11.6). 0s universalistas creem que lCorín- tios 15.28 sustenta sua posição: "Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquete que to- das as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos'i Nesta passa- gem, enxergam uma indicação de que na eternidade não poderiam existir dois gru- pos diferentes (o dos eternamente salvos e o dos eternamente perdidos). No entan- to, este texto não trata da salvação indivi- duat, mas da soberania universal de Deus. Trata-se do cumprimento da oração de Jesus:"Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mt 6.10). 0 próprio Jesus Cristo testifica que haverá, sim, dois diferentes grupos na eternidade (Mt 25.31-46). Um texto bíbtico citado como teste- munha principaI a favor do universalismo e Cotossenses 1.19-20: "Pois foi do agra- do de Deus que nete habitasse toda a plenitude e por meio dete reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que es- tão na terra quanto as que estão nos céus" - aqui você pode [er, preto no bran- co, que ao finaI tudo e todos serão recon- ciliados com Cristo! - este e o argumento. No entanto, basta continuar a ler as pa[a- vras do apóstoto Pau[o para ver que para nós, seres humanos, essa reconcil.iação de todas as coisas está vincul.ada à condição da fe aqui e agora: "desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afasta- rem da esperança do evangetho, que vo- cês ouviram..i'(v. 23). Afina[, Pauto mesmo também cria na perdição permanente da- queles que rejeitam Cristo (Rm 2.12: lCo 1.18; 2Co 2.15;4.3;2Ts 1.9;2.I0). A reconciliação só e possível por meio da fe (Jo 20.31; Rm 3.22,25,28,30: 5.2; 11,.20; 2Co 1.24: Gl, 2.16; Cl 2.12). Se no futuro todos tiverem de se submeter a Cristo, isto não será em todos os casos uma expressão da fé, mas da vitória de Cristo (Fp 2.9-1,1). Submissão não e o mesmo que reconci[iaçã0, mas correspon- de à capitutação incondicionaI de um ini- migo diante do vencedor. Contudo, argumenta a objeção perfei- tamente compreensível em termos emo- cionais, seria a doutrína da perdição eter- na do homem reatmente compatível com a natureza de Deus? Afinal, Ete e amor (ilo 4.7-8).0 fato de Deus ser amor é ín- questionável, mas esta verdade não pode ser separada da plena natureza de Deus. E[e e também a perfeita Justiça (Sl. 116.5), a perfeita Luz (1Jo 1.5) e a eterna Santida- de (Ap 4.8). De modo nenhum podemos contrapor um aspecto da natureza de Deus ao outro, mas temos de considerar a Escritura assim como ela se apresenta. Por isso tambem temos de rejeitar a ideia de que o "inferno" seja um lugar de purifica- UNIVERSALISMO çã0, como pensam os universal'istas. Eles ensinam que no inferno se pregaria o Evange[ho, reportando-se para isso a 1Pe- dro 3.19: "no qual tambem foi e pregou aos espíritos em prisão'i Tambem aqui se dá um erro interpretativo fata[. Pedro fata de uma proclamaçã0, não de uma evange- [izaçã0, e aptica a ocorrência para mostrar como seriam poucos os que encontram a vida eterna. Ao termino do longo período de pregaçâo de Noe (120 anos), apenas oito pessoas se dispuseram a [ançar mão da possibitidade de salvação (1Pe 3.20). "Como é estreita a porta,e apertado o ca- minho que leva à vida! São poucos os que a encontram" (Mt 7.14). A noção do "infer- no" como lugar de arrependimento, purifi- cação e conversão contradiz claramente a descrição fornecida peto Senhor Jesus em Lucas 16.19-37,na qual o rico empederni- do não foi capaz de transpor o abismo en- tre sua perdição e o paraíso. Encerremos as nossas consideraçoes com um úl.timo ponto: os defensores do universatismo enfatizam que as "eternida- des" de que a Bíbl.ia fa[a não expressariam infinitude, mas períodos de tempo Limita- dos em si. Mas tambem aqui é preciso considerar o contexto. Jesus Cristo diz: "E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mt 25.46; cf. Dn 12.2-3). De acordo com isso, para Jesus Cristo, a duração do castigo eterno e da vida eterna é a mesma. Falta aqui coerên- cia [ógica ao, por um [ado, [imitar o casti- go eterno, mas não a vida eterna. Paulo tambem pensa assim: existem só esses dois destinos, a saber "ira e indignaçã0" ou "vida eterna" (Rm 2.6-10; cf. Ap 2L-22). A BíbLia nâo conhece nenhuma via inter- mediária. "Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Fil.ho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre e[e" (Jo 3.36). 0 universalismo é uma heresia porque questiona a autoridade da Palavra de Deus e pensa conhecer a natureza de Deus me- lhor que Jesus cristo e os apóstolos. Po- dem acusar-me de fatta de misericórdia, mas certamente não de infidel.idade para com aquil.o que o próprio Jesus ensinou. É com Sua doutrina que quero permanecer; afina[, o nosso Senhor diz: "Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama" ()o t4.2L). o cHAMADA DA MErA-NOTTE | ,ANEtRo or zorz | 19 Pr Wéllington Nunes de Trindade - Acervo Particular / Personal Collection wellingtondetrindade@blogspot.com.br

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