Tito de Alencar Lima
Frei Tito

Nome completo

Tito de Alencar Lima

Nascimento

14 de setembro de1945 (67 anos)
Fortaleza...
As torturas
No início de 1970, Frei Tito foi torturado nos porões da chamada ―Operação Bandeirantes‖. Na
prisão, ele escre...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Língua Portuguesa Tito de Alencar Lima

142 views

Published on

Língua Portuguesa Tito de Alencar Lima

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
142
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Língua Portuguesa Tito de Alencar Lima

  1. 1. Tito de Alencar Lima Frei Tito Nome completo Tito de Alencar Lima Nascimento 14 de setembro de1945 (67 anos) Fortaleza Morte 10 de agosto de 1974 (28 anos) Éveux, França Nacionalidade Ocupação Brasileiro Dominicano Frei Tito de Alencar Lima, OP, (Fortaleza, 14 de setembro de 1945 — Convento Sainte-Marie de La Tourette, Éveux, França, 10 de agosto de1974) foi um frade católico brasileiro. Biografia Nasceu em Fortaleza e estudou no Liceu do Ceará. Assumiu a direção da Juventude Estudantil Católica em 1963 e foi morar em Recife. Ingressou no noviciado dos dominicanos em Belo Horizonte em 1966 e fez a profissão dos votos no ano seguinte, mudando-se então para São Paulo para estudar Filosofia na Universidade de São Paulo.[1] Em outubro de 1968, Frei Tito foi preso por participar de um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna. Foi fichado pela polícia e tornou-se alvo de perseguição da repressão militar. No dia 4 de novembro de 1969, foi preso juntamente com outros dominicanos pelo Delegado Fleury, do DOPS. Durante cerca de trinta dias, sofreu torturas nas dependências deste órgão, de onde foi levado para o Presídio Tiradentes.
  2. 2. As torturas No início de 1970, Frei Tito foi torturado nos porões da chamada ―Operação Bandeirantes‖. Na prisão, ele escreveu sobre a sua tortura e o documento correu pelo mundo e se transformou em símbolo de luta pelos direitos humanos. Em 1971 foi deportado para o Chile e, sob a ameaça de novamente ser preso, fugiu para a Itália. Em Roma, não encontrou apoio da Igreja Católica, por ser considerado um ―frade terrorista‖. De Roma foi para Paris, onde recebeu apoio dos dominicanos. Traumatizado pela tortura que sofreu, Frei Tito submeteu-se a um tratamento psiquiátrico. Seu estado era instável, vivendo uma agoniada alternância entre prisão e liberdade diante do passado. Para se ter ideia de como o seu trauma era terrível, saiba de uma história ocorrida em sua vida: Uma vez, em pânico, recusou-se a entrar no convento e os frades chamaram o freiXavier Plassat. Ao encontrar Tito, no meio da chuva, assustado e escondido atrás de uma árvore, dizia que Fleury não o deixava entrar no convento. Xavier então pediu a Tito para tomar café com a "autorização de Fleury" (segundo a visão de Tito). Ao entrar no carro, Xavier pediu para Tito esperar no carro enquanto buscava alguns agasalhos. Quando Xavier voltou para o veículo, Tito estava fora do carro (escondido na mesma árvore) e assustado, como se Fleury tivesse entrado no automóvel. O fim No dia 10 de agosto de 1974, um morador dos arredores de Lyon, encontrou o corpo de Frei Tito, suspenso por uma corda. A causa da morte – suspeita de suicídio – tornou-se um enigma. Foi enterrado no cemitério dominicano Sainte Marie de La Tourette, em Éveux. Em 25 de março de 1983, o corpo de Frei Tito chegou ao Brasil.Antes de chegar a Fortaleza, passou por São Paulo, onde foi realizada uma celebração litúrgica em memória dos mortos pela ditadura de 1964: o próprio Frei Tito e Alexandre Vannucchi. Cercado por bispos e numeroso grupo de sacerdotes, Dom Paulo Evaristo Arns repudiou a tragédia da tortura em missa de corpo presente acompanhada por mais de quatro mil pessoas. A missa foi celebrada em trajes vermelhos, trajes usados em celebrações dos mártires. A agenda Poucos dias antes de morrer, Frei Tito escreveu na sua agenda: São noites de silêncio Vozes que clamam num espaço infinito Um silêncio do homem e um silêncio de Deus.

×