Aula03

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Aula03

  1. 1. CRP-0357 Produção Gráfica
  2. 2. Aula 3 Critérios de avaliação gráfica e alfabetização visual
  3. 3. O design depende de: <ul><li>Objetivos </li></ul><ul><li>Público </li></ul><ul><li>Formato </li></ul><ul><li>Resposta </li></ul>
  4. 4. O que é direção de arte? Idéia vs. Arte vs. Design
  5. 5. Mundo digital (o design faz parte das mudanças)
  6. 6. O contato com o mundo: <ul><li>Se tornou artificial e simbólico. </li></ul><ul><li>É um mundo impessoal, distante e frio. </li></ul><ul><li>Pior: não é tão estranho. </li></ul><ul><li>Nós nascemos nele e nos acostumamos muito rápido às coisas sem equivalente material. </li></ul><ul><ul><li>Um bombardeio em Bagdá é um show de luzes parecido com o ano novo em Copacabana. </li></ul></ul><ul><ul><li>Um corte no dedo é mais real que gente morrendo queimada no World Trade Center. </li></ul></ul><ul><li>Examine a situação: </li></ul><ul><ul><li>Não a classifique, nem a condene, nem tenha “saudades” de tempos em que você não viveu nem pode resgatar. </li></ul></ul><ul><ul><li>Tente compreender onde voc ê está. </li></ul></ul>
  7. 7. Crise de referências <ul><li>Todos buscam rótulos para explicar a situação. </li></ul><ul><li>Mas os novos objetos, idéias e acontecimentos precisam de novas palavras para descrevê-los. </li></ul><ul><ul><li>Os conceitos são fluidos, as categorias, rígidas. </li></ul></ul><ul><li>O design é fundamental: a comunicação se baseia em símbolos exteriores. </li></ul><ul><ul><li>Os códigos mudam, voc ê é o que consome. </li></ul></ul><ul><ul><li>O consumidor mimado torna as empresas esquizofrênicas. Elas se desdobram para fazer o que ele quer – e mim á-lo ainda mais. </li></ul></ul><ul><li>O mundo é um grande espetáculo. </li></ul><ul><ul><li>O ambiente de símbolos não é novo. Ele se chama interface. </li></ul></ul><ul><ul><li>Seu planejamento é a principal função do design. </li></ul></ul>
  8. 8. A música, por exemplo: <ul><li>Os gregos acreditavam que um som com v ários instrumentos seria como um discurso com vários oradores simultâneos: uma bagunça. </li></ul><ul><li>O som medieval não conhecia a escala de 12 notas. Seus sons eram compostos com menos acordes. </li></ul><ul><li>As polifonias perturbaram muitos ouvintes que as percebiam como massas sonoras sem distinção. </li></ul><ul><li>O Free Jazz de Ornette Coleman até hoje é difícil de se ouvir. A música erudita criada a partir do século XX também. </li></ul><ul><li>Elvis não morreu: abandonou o rock por não compreendê-lo. </li></ul><ul><li>Onde estão o Ritmo e a Poesia do RAP? </li></ul><ul><li>Como colocar scratch, sampling e m úsica eletrônica em uma partitura? </li></ul>
  9. 9. O que faz o “bom” design? <ul><li>Harmonia </li></ul><ul><li>Equilíbrio </li></ul><ul><li>Imagem vs. Fundo </li></ul><ul><li>Ênfase, hierarquia </li></ul><ul><li>Formas </li></ul><ul><li>Camadas </li></ul><ul><li>Contraste </li></ul><ul><li>Fluxo / Ritmo </li></ul><ul><li>Simplicidade / Síntese </li></ul>
  10. 10. Mas isso é muito hermético Design é sentimento e aprendizado, não pode ser transmitido. Já que não se pode transferir experiência, como usar os termos do cliente para transmitir design? Como falar de design em Marquetês?
  11. 11. Em Marketês: <ul><li>Coesão e assertividade </li></ul><ul><li>Estabilidade </li></ul><ul><li>Foco </li></ul><ul><li>Ordem </li></ul><ul><li>Familiaridade </li></ul><ul><li>Curiosidade </li></ul><ul><li>Visibilidade </li></ul><ul><li>Continuidade </li></ul><ul><li>Visão </li></ul>
  12. 12. Ou ainda: <ul><li>Brand Equity </li></ul><ul><li>Assets </li></ul><ul><li>Appeal </li></ul><ul><li>Brand Religion </li></ul><ul><li>Ownership </li></ul><ul><li>Mindshare </li></ul><ul><li>Awareness </li></ul><ul><li>Synergy </li></ul><ul><li>Focus </li></ul>
  13. 13. O universo cromático do executivo <ul><li>Popstars e estilistas: a vestimenta é metáfora da identidade </li></ul><ul><li>Por que os outros t êm que se vestir iguaizinhos? </li></ul><ul><li>Dress code </li></ul><ul><ul><li>determina em vez de instruir </li></ul></ul><ul><ul><li>limita em vez de incentivar </li></ul></ul><ul><ul><li>cria “leis” </li></ul></ul><ul><ul><li>por falta de crit ério e medo do ridículo, o executivo se uniformiza </li></ul></ul><ul><ul><li>suas roupas e cores parecem ter a intenç ão de remover qualquer traço de personalidade e identidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Calças cáqui, camisas brancas, tailleurs beges, ternos azuis, sapatos caramelo, blusas de seda creme e muito, muuuuito preto. </li></ul></ul><ul><ul><li>O guarda-roupa de uma viúva siciliana é uma policromia quando comparado com o de uma executiva. </li></ul></ul>
  14. 14. O universo cromático do executivo <ul><li>Dress code </li></ul><ul><ul><li>Nesse ambiente, a &quot;casual friday&quot; se torna para muitos uma tortura, por falta de critério de escolha. </li></ul></ul><ul><ul><li>E obriga o executivo a ter um &quot;uniforme&quot; para as sextas-feiras, da mesma forma que o tem para o resto da semana. </li></ul></ul><ul><ul><li>As roupas &quot;profissionais&quot; são, por comodismo e/ou conveniência (ou por medo de serem flagrados por colegas), repetidas em ambientes sociais e nos finais de semana </li></ul></ul><ul><ul><li>Para muitos executivos, a única diferença entre a roupa de trabalho e a de lazer é a ausência de crachá </li></ul></ul><ul><li>Por que é importante? </li></ul><ul><ul><li>A falta de referências acaba por prejudicar o trabalho dos profissionais de comunicação que o atendem. </li></ul></ul>
  15. 15. O universo cromático do executivo <ul><li>O indivíduo se mimetiza com seu ambiente de carpetes, baias e esquadrias </li></ul><ul><li>Ele não tem muitas opções de cor. </li></ul><ul><li>Acaba aprendendo a evitar cores vibrantes, chamativas ou &quot;estranhas&quot;. </li></ul><ul><li>Temos uma tendência natural a achar feio aquilo que desconhecemos. </li></ul><ul><li>Como alguém que não tenha contato e intimidade com o Amarelo pode escolhê-lo ou aprová-lo? </li></ul><ul><li>N ão é o mesmo que achar que se possa amar, jogar videogames, lutar kung-fu ou administrar empresas sem experiência prática? </li></ul>
  16. 16. Mais argumentos para formar critério
  17. 17. Harmonia
  18. 19. Equilíbrio
  19. 21. Imagem vs. Fundo
  20. 22. Imagem vs. Fundo <ul><li>O olho separa a imagem do fundo: foco. </li></ul><ul><li>Ao contrário dos textos, não se &quot;lê&quot; imagens de forma segmentada e contínua. </li></ul><ul><li>A ordem de “leitura”: </li></ul><ul><ul><li>A cena. </li></ul></ul><ul><ul><li>Seus componentes. </li></ul></ul><ul><ul><li>A relação entre esses componentes. </li></ul></ul><ul><li>Essa relação não é uma democracia. </li></ul><ul><li>Cada um &quot;manda&quot; por vez. </li></ul><ul><li>Quanto mais clara a separação entre imagem e fundo, maior a clareza da mensagem </li></ul>
  21. 24. Atenção: <ul><li>A mensagem monótona ou irritante logo se transforma em fundo, instintivamente. </li></ul><ul><li>Para tentar recuperar a atenção do leitor a publicidade tenta gritar. </li></ul><ul><li>Isso tende a irritá-lo ainda mais. </li></ul>
  22. 27. Contraste
  23. 28. Contraste <ul><li>Não é destaque: é o o que torna o mundo visível. </li></ul><ul><li>Enxergamos as coisas por sua relação com o ambiente em volta. </li></ul><ul><li>Por isso é necessário ter espaços em branco. </li></ul>
  24. 30. Ênfase e Hierarquia
  25. 31. Ênfase, hierarquia <ul><li>Se todos gritam, ninguém escuta. </li></ul><ul><li>Ênfase: </li></ul><ul><ul><li>Atrai a atenção do leitor e o guia pelo conteúdo </li></ul></ul><ul><ul><li>Determina ordem e hierarquia, evita a confusão e transmite a mensagem com maior eficiência. </li></ul></ul><ul><ul><li>A hierarquia estabelece uma ordem de leitura. </li></ul></ul><ul><ul><li>Em um design bem executado, nada está em um lugar “por acaso”. </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Como comida, em que temperos e quantidades não são aleatórios </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ou como música, que as notas seguem uma ordem estabelecida </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ou como palavras em uma frase. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O design funciona como uma expressão verbal. </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Não seja tímido nem indefinido; seja assertivo e fale claramente. </li></ul></ul>
  26. 33. Formas
  27. 34. Formas <ul><li>São facilmente identificáveis. </li></ul><ul><li>Estabelecem relações entre os elementos visuais do design. </li></ul><ul><li>O leitor compõe / decompõe o que vê </li></ul><ul><ul><li>É um exercício interativo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Como em uma língua estrangeira, ele &quot;desvenda&quot; um segredo com cumplicidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>O olho humano procura a simplicidade </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Formas são estáveis, neutras, isoladas da confusão geral. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Formas são simples, regulares, simétricas, fechadas. </li></ul></ul></ul>
  28. 36. Camadas
  29. 37. Camadas <ul><li>Como um decote ou a janela do vizinho: </li></ul><ul><ul><li>O que não é mostrado, mas sugerido, provoca </li></ul></ul><ul><ul><li>Atiça a curiosidade e o interesse ativo do leitor. </li></ul></ul><ul><ul><li>Estimula os sentidos na busca de descobertas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Deixa transparecer, sugere novos tópicos. </li></ul></ul><ul><ul><li>A satisfação do usuário não está com nada. </li></ul></ul><ul><ul><li>O bacana é a sedução do usuário </li></ul></ul>
  30. 39. Fluxo e Ritmo
  31. 40. Fluxo / Ritmo <ul><li>Como em música: orientam o público para uma rota específica. </li></ul><ul><li>Estabelecem continuidade, são extremamente confortáveis. </li></ul><ul><li>Pode-se variar, mas a estrutura básica não deve mudar. </li></ul><ul><li>Interromper o ritmo chama a atenção </li></ul><ul><li>A palavra em latim que dá origem a &quot;texto&quot; é a mesma que dá origem a &quot;textura&quot; e a &quot;tecido&quot;. </li></ul><ul><li>A idéia era que o Calígrafo &quot;costurava&quot; o fio do pensamento. Quanto mais uniforme, melhor. </li></ul><ul><ul><li>Linha de pensamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Fio da meada </li></ul></ul>
  32. 42. Simplicidade e Síntese Regra única: a mensagem deve ser CLARA e DIRETA, como uma bronca de pai.
  33. 44. Design: função <ul><li>Para quem nunca pensou em design e eficiência, imagine que ele deve agir como aquela citação ou piada (não muito) previsível que se vê em sitcoms . </li></ul><ul><ul><li>Ele n ão deve ser hermético, nem óbvio </li></ul></ul><ul><ul><li>Deve gerar cumplicidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Deve compartilhar referências exclusivas a um grupo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Deve ter sua identidade e personalidade. </li></ul></ul><ul><li>Assim, no ambiente em que tudo é possível, ele funciona como ponto de referência. </li></ul>
  34. 45. O que faz o “bom” design? <ul><li>Harmonia </li></ul><ul><li>Equilíbrio </li></ul><ul><li>Figura vs. Fundo </li></ul><ul><li>Ênfase, hierarquia </li></ul><ul><li>Formas </li></ul><ul><li>Camadas </li></ul><ul><li>Contraste </li></ul><ul><li>Fluxo / Ritmo </li></ul><ul><li>Simplicidade / Síntese </li></ul>
  35. 58. Alguns argumentos técnicos: <ul><li>Proximidade e alinhamento </li></ul><ul><li>Proporção </li></ul><ul><li>Consistência </li></ul><ul><li>Legibilidade </li></ul>
  36. 59. Proximidade e alinhamento <ul><li>Gestalt: reconhecemos, agrupamos e damos sentido a elementos que estão próximos. </li></ul><ul><li>Além de agrupados, os elementos devem estar alinhados, e esse alinhamento deve ser consistente: é bom repeti-lo em todas as páginas, sempre que o assunto ou a hierarquia de elementos forem os mesmos. </li></ul><ul><li>Para romper com um alinhamento é preciso consciência (para calcular o impacto) e coragem: o novo alinhamento deve ser evidente e chamar a atenção. Se for só um pouquinho dá a impressão de descuido.   </li></ul>
  37. 60. Proximidade e alinhamento <ul><li>Defeito principal: elementos que parecem estar “soltos”, jogados em algum lugar sem nenhuma relação com as margens ou mesmo com os outros elementos de texto. </li></ul><ul><li>Isso costuma dar um enorme trabalho e desconforto ao leitor, que fica tentando procurar os pontos em comum. </li></ul><ul><li>O agrupamento evidente dá ums sensação de harmonia e consistência gráfica. </li></ul>
  38. 61. Proporção Elementos complementares são proporcionais <ul><li>Componentes de uma mesma mensagem devem ser complementares – assim serão vistos como um todo. </li></ul><ul><li>Dois elementos que tenham tamanhos, cores, formas ou direções diferentes têm naturalmente pesos diferentes. </li></ul><ul><li>Uma das melhores formas de equilibrá-los é a proporção. </li></ul>
  39. 62. Consistência Crie as regras que quiser, mas depois respeite-as
  40. 63. Legibilidade Textos existem para serem lidos, Imagens existem para ser vistas.
  41. 64. Tarefa: WECA <ul><li>Cada aluno deve analisar, segundo os tópicos de design abordados na aula, as seguintes peças: </li></ul><ul><li>Fotografia </li></ul><ul><li>Quadro de Artes Plásticas </li></ul><ul><li>Cartaz </li></ul><ul><li>Basmala </li></ul><ul><li>Mosaico </li></ul><ul><li>Sumi-e </li></ul><ul><li>Iluminura </li></ul><ul><li>Caligrafia oriental </li></ul><ul><li>Anúncio </li></ul><ul><li>Website </li></ul>

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